Aposentadoria em perigo – Parte 1

Se você está acompanhando os últimos acontecimentos, já percebeu que o governo enfrentará sérios problemas no futuro para pagar a aposentadoria de quem já está aposentado e de quem ainda irá se aposentar.

As regras do jogo irão mudar novamente e devem continuar mudando nos próximos anos. É impossível prever quais mudanças teremos no futuro, mas a única certeza que você deve ter é que precisa depender cada vez menos do INSS para garantir um futuro mais seguro e digno.

Nesta série de artigos que vou escrever sobre aposentadoria, não quero entrar em questões partidárias. Pouco nos importa a briga entre os políticos, pois cada dia que passa, acredito que eles só brigam na frente das câmeras. Por trás, são todos amigos, parceiros, sócios e aliados independentemente da cor adotada por seus partidos. Tudo que fazem é movido por interesses pessoais, até quando tentam mostrar que estão defendendo nossos interesses.

Quero falar sobre questões que irão influenciar o seu futuro nas próximas décadas.

As decisões que você tomará hoje sobre a maneira que ganha, gasta e investe o seu dinheiro é que irão ditar se no futuro você será:

  • um idoso, ou idosa, pedindo esmolas nas ruas;
  • um idoso dependente do assistencialismo do governo, dos seus filhos e amigos;
  • ou um idoso independente, fazendo o que gosta, viajando e curtindo merecidamente a vida que você irá construir, sem depender da ajuda de ninguém. Esse é o futuro eu quero para mim e aposto que você pensa da mesma forma.

O sistema já estava dando pistas

A grande verdade é que o modelo de previdência que existe no Brasil sempre foi uma grande farsa, criada por políticos que gostam de prometer coisas que não podem cumprir utilizando o dinheiro da sociedade.

Antes que você saia por aí defendendo o sistema, vou mostrar que ele sempre nos deu pistas de que era insustentável. Isso que estamos vivendo hoje sempre aconteceu e vai continuar acontecendo.

A primeira grande reforma da previdência aconteceu em 1998, apenas 8 anos depois da criação do INSS da forma que conhecemos hoje. Naquele tempo os políticos já sabiam que o modelo era insustentável. Seria apenas uma questão de tempo para que novos remendos fossem necessários. Foi exatamente isso que aconteceu nos últimos anos.

Esses “remendos” foram aprovados em 1998 (fonte), 1999 (fonte), 2003 (fonte), 2005 (fonte) e 2012 (fonte), durante os governos de centro-esquerda e de esquerda que o país já teve. Muitos outros remendos estão por vir, não tenha nenhuma dúvida com relação a isso. Todas essas mudanças em tão pouco tempo reforçam o fato de que o sistema é economicamente insustentável.

Em 1998, eu estava começando a minha vida profissional. Quando vi o governo mudando as regras do jogo, estabelecendo a aposentadoria por tempo de contribuição e não mais por tempo de serviço, exigindo-se, assim, trinta e cinco anos de contribuição do homem e trinta da mulher, entendi que aquilo era só o começo. Vi que não fazia sentido permitir que meu futuro ficasse dependente de um sistema instável, que muda as regras do jogo constantemente e sempre para pior.

Se hoje, o sistema é ou não deficitário, isso é o que menos importa. O importante é o que você irá fazer na sua vida pessoal para garantir um futuro melhor para você e sua família, sem depender do governo.

Foi esse tipo de preocupação que tive desde o início da minha vida profissional e posso garantir que não existe nada melhor do que você ter o seu próprio projeto de aposentadoria sem depender do INSS ou de qualquer outra entidade que prometa cuidar do seu dinheiro melhor do que você mesmo.

Se você também já tem um projeto para sua aposentadoria, compartilhe conosco o que você está fazendo. Deixe o seu comentário no final do artigo. Se você não tem um plano, saiba que o governo não está dando a mínima para você.

O governo não se importa com a sua opinião

O governo não liga se você concorda ou não com essa nova reforma da previdência. Ele vai mudar as regras do jogo novamente, da mesma forma que já fez no passado e que continuará fazendo no futuro.

Eu vejo todas as “reformas da previdência” como um choque de realidade para reparar a enganação que sempre foi esse tipo de sistema que lembra um esquema de pirâmide financeira.

Essas mudanças não ocorrem somente no Brasil. Em todo mundo os governos estão mudando as regras para dar uma sobrevida a este modelo insustentável. Clique aqui e veja o que acontece hoje em países com a Grécia. Em 2010 a França sofreu uma forte onda de greves gerais e protestos contra as reformas feitas na previdência deles (veja aqui).

Não sei se esses protestos possuem alguma utilidade. Mesmo com os protestos os governos mudam as regras e ponto final. Melhor do que ficar resmungando e defendendo um sistema falho é trabalhar agora para eliminar sua dependência dele.

Aumente seus esforços para ser cada vez menos dependente do sistema de serviços e assistencialismo do governo (saúde, educação, previdência, etc.). Isso é o melhor que cada um pode fazer no contexto da sua vida pessoal.

Tirando o foco do pessoal e olhando para a coletividade, melhor que participar de protestos de utilidade duvidosa, seria melhor participar de projetos de conscientização e educação das pessoas. É no silêncio que as grandes mudanças acontecem, só que elas demoram muito, pois precisamos mudar cabeça por cabeça, como você pode observar nesse desenho animado (clique). Defender sua dependência do sistema ou se tornar independente do sistema será sempre uma questão de escolha.

No Brasil, toda a confusão sobre esse tema nem começou ainda. Se as regras do jogo mudarem, teremos reclamações e protestos. Se não mudarem, também teremos reclamações e protestos depois das consequências.

A situação mais preocupante é a possibilidade de a população eleger novos políticos que irão prometer coisas que não podem cumprir para garantir mais benefícios, mais dinheiro e mais recursos sem dizer de onde irão tirar o dinheiro. Teremos eleições em 2018 e mais uma oportunidade para a população votar, com a mesma qualidade que estão fazendo desde a eleição do Collor.

A população ainda não entendeu que o governo não produz riquezas. Ele tira da sociedade para devolver para a própria sociedade, só que bem menos do que tirou, já que o sistema é ineficiente.

Quando tive meu primeiro choque de realidade sobre a previdência em 1998, lembro que fiquei cheio de dúvidas. Minha grande dúvida era: será que não seria melhor criar o meu próprio projeto de aposentadoria para não depender do governo no futuro? Vamos refletir sobre esse tema em outros artigos, mas antes, vamos descobrir onde estamos e para onde estamos indo. Precisamos primeiro entender o problema no lugar de reclamar do problema.

Pão, farinha ou trigo?

O objetivo deste artigo introdutório foi mostrar que não adianta ficar perdendo tempo e energia reclamando do problema. Você só precisa entender o problema e depois partir para a solução, dentro das suas possibilidades.

Você não deve se comprometer com o problema. O seu comprometimento, seus esforços e tempo devem estar focados na solução. Isso vale para todos os problemas que enfrentamos na vida. Para que você possa entender a diferença entre focar no problema e focar na solução vou contar uma história que tive acesso recentemente.

Era uma vez um comerciante muito generoso, dono de uma grande padaria. A cidade onde ele vivia passava por uma grave crise econômica. Todos os dias apareciam pessoas pedindo ajuda na padaria. Naquele dia, logo na abertura da padaria, três homens apareceram e relataram o mesmo problema. Estavam passando por sérios problemas financeiros. 

O dono da padaria sabia que existiam pessoas comprometidas com o problema e outras comprometidas com a solução do problema. Cada um vai exigir um tipo de ajuda diferente para se sentir feliz e satisfeito. Por este motivo ele ofereceu três alternativas diferentes para os três homens. Colocou sobre a mesa um cesto de pães, um saco de farinha e um saco de sementes de trigo e pediu para que escolhessem qual gostariam de levar.

Quando ele deu as três opções, um dos homens agarrou o cesto de pães e disse: “Muito obrigado senhor! Resolvi meu problema e agora minha família terá pães para comer”.

O segundo homem agarrou o saco de farinha e disse: “Não tenho os pães, mas com esses 25kg de farinha meu problema estará resolvido, vou fazer muitos pães para minha família. Muito obrigado!”

O terceiro homem pegou o saco de sementes de trigo com lagrimas nos olhos. Eram lágrimas de felicidade. Ele disse: “Muito obrigado. Fiquei com a melhor das três oferendas. Serei o único que nunca mais precisará retornar aqui para pedir pão ou farinha. Meu problema está definitivamente resolvido.”

Qual dos três personagens você se identifica mais?

Se você estiver comprometido com o problema, vai encontrar uma forma de remediar sua dificuldade no curto prazo. Não faltam pessoas oferecendo pães com dependência. Se você estiver focado na solução, vai encontrar a saída que te levará para uma vida mais livre e independente do pão dos outros. Remediar é mais rápido e fácil. Resolver o problema exige esforço e trabalho.

A maioria das pessoas que vejo reclamando da previdência, estão agarradas ao cesto de pão. Elas estão brigando por mais pães. Nenhuma percebeu que o problema não será resolvido com mais pães. O problema só será resolvido quando elas forem menos dependentes do pão distribuído pelo governo. Depender menos da previdência e do governo significa trabalhar e estudar para resolver o seu problema de uma vez por todas.

Se você entender isso estará pronto para ler os próximos artigos.

No próximo artigo vou mostrar que a previdência funciona como uma pirâmide. Vamos entender a origem do problema. Veremos que as pessoas que já estão aposentadas estão no topo da pirâmide. Nós que estamos na idade produtiva (trabalhando) estamos no meio da pirâmide e nossos filhos (cada vez menos filhos) estão na base da pirâmide.

Como estamos vivendo cada vez mais e tendo cada vez menos filhos, o colapso do sistema será inevitável quando a pirâmide se inverter. Veremos no próximo artigo que teremos poucas décadas para isso acontecer e o governo já sabe disso desde 1998.

Presente

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Dia da sorte...

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Victor
Visitante
Victor

Belo post !!!! Gostaria de saber sua opiniao Leandro: como voce acha que os congressistas vao tratar das aposentadorias deles e dos militares? A bomba está realmente caindo no restante. O que voce pensa a respeito dos funcionários publicos? Eu sou um deles e vejo um futuro negro cada vez maior. mesmo aportando ao maximo. Não me vejo sendo servidor publico a vida inteira. Depender do INSS para essa nova geração ja era. Como voce disse: quem nao se preocupar com seu proprio futuro, pagará um preço altíssimo no futuro. Se deus quiser em breve quero me livrar dessa “dependencia” que o funcionalismo tem sobre as artimanhas dos congressistas.

EURIPEDES
Visitante
EURIPEDES

OBRIGADO POR SACRIFICAR O SEU TEMPO PARA NOS PASSAR ESSAS VALIOSAS AULAS.DEUS O ABENÇOE.

Halisson
Visitante
Halisson

Como servidor público, tenho a opinião que a Previdência Pública é insustentável( tanto o Regime Geral, quanto o Regime Próprio dos Servidores Públicos)… De fato, não existe almoço grátis. A inversão da Pirâmide ocorre para os dois lados, sendo que quando tratamos do Regime Próprio dos Servidores Públicos nós temos um agravante: a manta de benefícios sociais é muito maior, acarretando em maior despesa. Bem, eu que não quero colocar meu futuro totalmente dependente do Estado!!!

João Paulo
Visitante
João Paulo

Muito obrigado Leandro por compartilhar suas informações.

Eduardo
Visitante
Eduardo

Bom dia,

Já estou aguardando o proximo artigo.

Abraços

Rafael Figueiredo
Visitante
Rafael Figueiredo

Ola Leandro! Tenho 30 anos, trabalho desde 2006 e logo na faculdade de Administração um professor de finanças falou que a previdência do governo era um sistema que um dia iria quebrar. Desde então isso não saiu da minha cabeça. No inicio so conhecia a tradicional poupança. Abri uma previdência privada. Quando conheci seus artigos comecei a investir em títulos públicos. Para a minha aposentadoria escolhi o titulo IPCA 2035. Em breve iniciarei os.investimentos em renda variável, sempre pensando no longo prazo. Obrigado pelo ótimo artigo. Grande abraço!

Michelle Maia
Visitante
Michelle Maia

Compartilho da opinião e estratégia do Rafael. Também escolhi o IPCA 2035 para aportar os recursos para minha aposentadoria, graças as informações de sites como o seu, Leandro. Não aceitei as investidas do banco em investir na previdência privada nem o fundo de aposentaria dos servidores federais. Como você costuma falar aqui é muito mais gratificante se educar e cuidar dos próprios investimentos, assumir as rédeas do seu dinheiro e do seu futuro. Mas infelizmente poucos estão preparados para essa mentalidade. Fico muitas vezes frustrada em perceber que quase ninguém está disposto a ouvir um conselho financeiro, ler um site como o seu, muito menos fazer um curso sobre investimentos e educação financeira. O “normal” é iniciar todo o mês no cheque especial, empurrar as despesas pro cartão de crédito e financiar tudo quanto for possível. Uma questão que ainda não está muito clara pra mim é como administrar o dinheiro quando a aposentadoria chegar. Gostaria de sugerir como futuro tema ideias e estratégias para administrar o montante quando decidirmos nos aposentar (parando de trabalhar definitivamente ou apenas diminuindo o ritmo).

Samira
Visitante
Samira

Olá, Leandro! Assim como o Rafael e a Michelle, já comecei meu plano pessoal para aposentadoria. Tenho a mesma dúvida da Michele, sobre as formas de administrar o montante quando decidir que é a hora. Fica a sugestão para um futuro artigo! Abraço!

Asgard
Visitante
Asgard

Não acho NTN-B muito interessante para aposentadoria, ela vai corrigir os valores pela inflação e te pagar um juro real ridiculo e só, e se você pretende um dia viver de renda, não conseguirá, a não ser que faça aportes vultosos.

Knj
Visitante
Knj

Alguma outra sugestao?

Ricardo
Visitante
Ricardo

Olá Leandro,

Excelente iniciativa você começar a escrever artigos sobre a Reforma da Previdência que, com certeza, irão impactar diretamente a vida de todos nós.

O Brasileiro precisa entender duas coisas: Não existe Governo grátis e Previdência não é um problema só nacional, mas mundial!
Não quero terceirizar e confiar o meu futuro – e velhice – ao Governo ou a parentes. Como forma de me proteger, estipulei como meta obter uma rentabilidade líquida de 5% ao ano acima da inflação em todos os meus investimentos. Atualmente, 100% dos meus investimentos estão concentrados na renda fixa (CDB’s de banco médios e LCI) e frequentemente eu acompanho o desempenho deles. Como forma de maximizar os meus ganhos, vou começas um treinamento – o Investidor de Sucesso – para aprender mais sobre Renda Variável e Ações e assim diversificar minha carteira com foco no longo prazo.

Hoje, estou com 29 anos, mas pretendo me aposentar em 20 anos. Já fiz as contas e cheguei a conclusão que uma frase que Ainsten dizia é bem verdade: “Os juros compostos são a força mais poderosa do universo.”. Basta decidirmos em qual lado do balcão, nós, reles mortais, queremos estar: Do lado dos poupadores que pensam no futuro ou do lado dos devedores que dependerão cada vez mais do Governo e da Previdência Social.

Abraços.

Precila
Visitante
Precila

Muito bom. Aguardando o próximo artigo com ansiedade. Parabéns!!

Luiz Roberto
Visitante
Luiz Roberto

Muito bom, Leandro. Eu como funcionário público contribuo com 11% sobre meu salário integral, desde o dia em que assumi, há quase 20 anos. Infelizmente, nem a minha nem a contribuição de meus colegas existe mais. Foi usada para os mais diversos fins, desde pagar aposentadoria para quem nunca contribuiu ou contribuiu muito pouco aos mais exdrúxulos benefícios que vemos por aí. Gostaria de abrir mão dessa aposentadoria e ficar com o valor da contribuição para gerir por conta própria. Mas o governo não deixará isso acontecer nunca. Por isso venho lendo seus artigos e, do que me resta do salário, após o desconto dos 11%, ainda tenho que guardar e investir após aprender bastante aqui. Muito obrigado.

PAULO
Visitante
PAULO

Colega, isso é possível no governo federal.
Após 12 anos contribuindo com 11% sobre o total de minha remuneração. Saí do RPPS E migrei para o RGP. A diferença dá um bom dinheiro e vou montar com ela minha aposentadoria.

Rc
Visitante
Rc

Rapaz, me explique isso, por favor! Sou servidor estadual, contribuindo mensalmente para um regime próprio (estadual) de previdência. Quer dizer q tem como sair dele??? Grato!

Fábio
Visitante
Fábio

É bom lembrar que o atual Governo já pretende acabar com a divisão entre os regimes geral e próprio..

Caroline
Visitante
Caroline

Paulo, você escolheu o desconto mínimo do Fundo Complementar?

marina
Visitante
marina

Também tenho interesse em saber mais. Será que os colegas poderiam comentar mais? Serei servidora federal em breve, se Deus quiser, e já fazendo uns cálculos com os descontos, fiquei abismada :((

Iuri
Visitante
Iuri

Oi, Leandro. Muito obrigado por mais um excelente artigo. E não vejo a hora de você disponibilizar a parte 2.
Concordo plenamente com tudo que foi escrito aqui. As vezes, eu me sinto privilégiado por ter descoberto o Clube dos Poupadores. Mas claro, o mais importante é que eu parta pra ação e comece planejar a minha aposentadoria e liberdade financeira.

Abraço.

Diogo
Visitante
Diogo

Leandro, que excelente artigo! Ajudará muitas pessoas que estão apenas pensando no INSS como fonte de renda.

Estou com 29 anos e já comecei o meu pé de meia para a aposentadoria. Hoje estou utilizando o tesouro Selic 2035 para isso. Minha meta é de que daqui a 20 anos eu tenha o suficiente para viver de juros e me dedicar a trabalhos que me dão prazer mas que não terei tanto retorno financeiro.

Essa história do INSS eu já sabia. Pena que sou obrigado a contribuir e não tenho nenhuma perspectiva de retorno deste dinheiro.

Obrigado pelas suas obras.

Diego
Visitante
Diego

O governo não foi feito para te ajudar. Nunca espere que o governo vá te dar alguma coisa. No quesito aposentadoria não é diferente. O brasileiro não tem o hábito de poupar, realmente. E, se poupa, é para comprar alguma coisa. É muito difícil entrar na cabeça de uma pessoa que ela precisa guardar parte do dinheiro para acumular patrimônio e poder se sustentar ao longo da vida nos momentos difíceis.
Eu acho que as pessoas devem parar de criticar governo, ficar reclamando e perdendo tempo e ir trabalhar. Eu conheço gente que reclama todo mês, quando recebe o contracheque e vê os descontos de imposto de renda.
Trabalhe, guarde dinheiro, invista e monte o teu patrimônio.
Leio os teus artigos e entendo que eles rumam para essa ideia. Essa educação financeira que você oferece é o que a maioria precisa.
Parabéns! Essa deverá ser uma ótima série.

Gabriel Valente Soares
Visitante
Gabriel Valente Soares

Leandro!
Apenas uma sugestão.
Seria bom se você abordasse a questão do “falso rombo da previdência”.
Já consultei sites confiáveis que alegam tal fato, assim como recebi por whatsapp um vídeo do conselho de auditores da receita federal, dizendo que é uma farsa.
Veja bem, não estou dizendo que se é uma farsa estaremos seguros durante os próximos 200 anos, mas gostaria de ouvir sua opinião e os cálculos que você fez a este respeito.
Eu entendi que a ideia central do seu artigo é alertar para o perigo de viver uma vida de gastos sem preocupação com o amanhã (aposentadoria), mas seria legal o seu público saber de você o que acha do falso rombo.
Um enorme abraço!

Civio Couto
Visitante
Civio Couto

Bom, já aprendi uma lição ao investir em Previdência Privada (retirei tudo e comecei a investir no Tesouro) e já comecei a cuidar da minha aposentadoria.
Apesar disso, estou curioso sobre a sua proposta, pois ainda necessito melhorar. Entendo que falta um pouco de consistência nos meus aportes.
Abraços

Mariana Rosa
Visitante
Mariana Rosa

Gostei da sua forma de colocar o problema. Realmente, o sistema é uma farsa. Pior ainda é a forma como tantas pessoas o percebem, entendendo que algo está sendo roubado delas sempre que há algum ajuste nas regras, pois veem a aposentadoria como espécie de prêmio que deveria ser garantido após trabalharem por vários anos. É uma ilusão, pois o sistema não é sustentável.
Vou aguardar o próximo artigo!
Obs.: no meu caso por enquanto o projeto é sair da casa dos pais e comprar um apartamento próprio. Mas não deixo de pensar no futuro. E seus artigos sempre me ajudam a pensar nos próximos passos.

Fábio Bastos
Visitante
Fábio Bastos

Leandro……….ótimo artigo por sinal. Cada vez mais me preocupo com a minha aposentadoria, já trabalho desde 14 anos e agora nos meus 40 vejo que cada vez mais que não devo esperar nada do nosso sistema previdenciário, acredito que muitos que estão aqui lendo seus artigos, já abriram o olho há algum tempo, assim eu espero, pois seus artigos ao longo desse tempo são bem explicativos,no mínimo temos que pensar em aplicações no Tesouro Direto e ainda mudar nosso jeito de lidar com o dinheiro no presente, pois o futuro é logo ali.

RUBENS ANDRADE
Visitante
RUBENS ANDRADE

Leandro,

Obrigado pela luz…pena que brasileiro nasceu cego e dependente do governo….Unica saida Educação FInanceira..voce esta de parabens pela iniciativa.

Abraço.

Rubens

Leila
Visitante
Leila

Leandro boa tarde

Parabéns, a cada artigo que leio mais fica admirada com suas ideias. Você é demais.
Eu já penso em minha aposentadoria e a partir do ano que vem (esse ano estou investindo em conhecimento para melhorar meu currículo e quitando um terreno) eu vou poupar, então quero dividir esses investimentos em 03 tipos e quero sua opinião se o que estou fazendo está certo.
Vou dividir no minimo 40% do meu salario e divido-lo em 03 partes: Lógico depois de fazer minha reserva de emergência.

33% para aposentadoria (investida em tesouro direto -aquele que paga juros semestralmente, não me recordo nome)
33% para fazer minha casa , já estou quitando o terreno (tesouro direto- selic)- Nesse caso, vou investir por 10 anos, para ter o valor necessário,depois disso, será 50% ações e 50% aposentadoria
33% para ações – nesse caso, estudar as boas empresas e poder ousar um pouco já que a aposentadoria e a casa são de fato muito importante para mim e estão mais seguras com renda fixa.

Outro ponto é se vale a pena investir em renda fixa, já que o Sr Luiz Barsi neto, fala em seus videos que investimentos em renda fixa é uma perda fixa.
Enfim, aguardo suas considerações,

Leila

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leila,

Só uma opinião!
Se vai investir na aposentadoria no TD, p q vai comprar o juros semestrais?

A diferença resgatada no final entre, por exemplo, o Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB), no futuro pode fazer falta!

Fazendo a simulação. Taxa de administração do banco/corretora (% a.a.): 0%
Taxa de Inflação (IPCA) para o Período (%a.a.): &%
Valor Investido: 10.000

No Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ), vc resgata 85.748,01
No Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) vai receber no total 48.707,28.

Diferença de 37.040,73.

Vai terminar com menos patrimônio!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Taxa de Inflação (IPCA) para o Período (%a.a.): 7 %…

Eduardo
Visitante
Eduardo

Leandro, excelente artigo, como de costume. A algum tempo estou fazendo minha própria previdência, saquei todo valor da minha previdência privada e estou investindo mensalmente em diferentes títulos do tesouro e em CDBs. Todo mês invisto em algum título e observo diariamente como está o mercado, pois chegará um hora que estes títulos ficarão mais rentáveis do que hoje, os venderei e vou aplicar no que estiver mais lucrativo naquele momento. Meu objetivo é aumentar meu patrimônio ao longo dos anos e estou feliz que mês a mês vejo isso se concretizar, pois o montante só aumenta. Obrigado a você pelos seus artigos e outros educadores financeiros pela minha mudança de mentalidade.
Um abraço
Eduardo

Victor
Visitante
Victor

Boa tarde Leandro, aprendi muito com este blog ao longo de 2016 e tomei diversas atitudes que me levaram a um equilíbrio financeiro adequado, já invisto, já tenho reservas, enfim.. nada é muito difícil quando se tem determinação, mas resolvi buscar um passo mais a fundo e este artigo aborda claramente o que tenho estudado. A independência financeira ajuda, mas a real independência, ou seja, passar de restrito consumidor para também produtor dos princípios básicos da vida através da autossuficiência em abrigo e alimento é um passo enorme. Estou desenvolvendo um projeto onde quero chegar a um custo de vida bem próximo ao zero e produzir quase tudo que necessito para uma vida adequada a mim (obviamente que os níveis de vida são individuais e pessoais), mas percebi que este modelo pode ser uma saída adequada e pretendo dissertar sobre isso como um projeto replicável em qualquer lugar. Chamo de “ecologia da vida”, pois percebo diariamente que toda esta insegurança que vivemos é financiada por nós mesmos em cada produto que escolhemos de grandes grifes, marcas, produtos industrializados pois nós mesmos com nosso suor diário concedemos o poder às pessoas que possuem poder hoje. Como diria Bill Mollison: “A maior mudança que temos que fazer é ir de CONSUMO para PRODUÇÃO, mesmo que numa pequena escala em nossos jardins. Daí a futilidade de revolucionários sem jardins, que dependem do próprio sistema que atacam, que produzem palavras e balas, mas não comida e abrigo” e te digo claramente, estas mudanças requer trabalho, muuito trabalho. Requer semear muitos grãos de trigo durante a vida.
A dependência com a qual a sociedade vive hoje, é assustadora.
Parabéns pelo seu projeto e obrigado pelas dicas valiosas. Abraço!
Victor

Cleiton
Visitante
Cleiton

Olá, Vitor. Acredito que seu projeto seja muito bem vindo num mundo governado pelas marcas e fortemente dependente do consumo. Gostaria de trocar idéias e conhecimento contigo. Como faríamos pra manter contato?

Wilson Junior
Visitante
Wilson Junior

Muito obrigado pelo excelente artigo Leandro Ávila, como sempre, muito enriquecedor, já no aguardo do próximo, um grande abs

Bruno
Visitante
Bruno

Mais uma vez um otimo artigo. Penso da mesma forma em relaçao a previdencia. Sou autonomo e não contribuo com o INSS por opçao. Sou investidor ha mais ou menos 3 anos e ate hj dividi meus aportes em renda fixa de bancos menores , tesouro direto e ultimamente tenho aportado em renda variavel.
Tenho como liçao de vida nunca ter um padrao de vida mais alto do que 70 % do meu salario para que o restante possa fazer meus investimentos.
Meu objetivo é trabalhar ate os 50 anos e projetando ter cerca de 6 milhoes para viver de renda.
Apos isso nao sei se paro de trabalhar ou se irei trabalhar apenas com algo que me de prazer.hoje tenho 33 anos e estou um pouco melhor do que projetei.se continuar assim talvez consiga diminuir em ate 3 anos meu objetivo e me “aposentar” com 47.
É isso!
Obrigado Leandro , sempre leio seus artigos e ja recomendei para varios amigos!

Renato Venâncio
Visitante
Renato Venâncio

Olá Leandro.

Excelente a sua iniciativa de abrir os olhos de quem tanto trabalha e não tem ideia do que o espera no futuro. E quando se der conta, já não terá mais como recuperar o tempo perdido, confiando em benefício do governo para sustentar a si e a sua família. Eu o acompanho há algum tempo e tenho essa consciência. Mas confesso que preciso de um caminho para iniciar essa jornada.

Parabéns pelo artigo.

Diego
Visitante
Diego

Está relacionado com esse assunto de previdência, aposentadoria, independência financeira, não diretamente, mas é uma dúvida que sempre tive: um plano de saúde particular pode comprometer a independência financeira de alguém? Porque eles também tem as regras deles e podem resolver de ajustar o valor para algo inesperado. Quais são os principais custos que alguém que busca a sua independência deve considerar? Se já não existiu artigo parecido, talvez seja uma ideia.

Juliano
Visitante
Juliano

Boa tarde, Leandro.
Sempre acompanho seus artigos.
Eu tirei meu dinheiro da Previdência Privada e apliquei no Tesouro IPCA. E todo mês aplico 10% da minha renda nessa linha, pois esta tem o único objetivo que é a minha Previdência

Aplico 33% no Tesouro Selic com objetivo de construir a minha casa, em Janeiro/2017 já terei esse valor para construção.

Depois de Janeiro/2017 não sei o que farei com esses 33%, se aumento a carteira do Tesouro IPCA ou penso em outros objetivos.

Obrigado
Grande Abraço

Robi
Visitante
Robi

Tenho 60 anos e consegui me aposentar 1 ano atrás, com um valor até perto do teto do benefício da previdência privada. Porém, mesmo perto do teto, dependendo dos seus custos mensais, esse valor acaba sendo muito aquém do suficiente para curtir a aposentadoria com tranquilidade. O valor cobre, sem exageros, compras do mês, contas de luz, água, telefone, TV, internet etc. Passeios turísticos, teatros, cinemas, restaurantes e outras formas de divertimento já precisam ser controlados. E esses itens são a parte boa da vida.
Eu sempre tive uma visão que o valor que iria receber, quando me aposentasse, não me traria a tranquilidade que sonhava.
Assim, procurei sempre criar outras formas de amealhar recursos para depender o menos possível da aposentadoria oficial. Investi em imóveis, poupança na época boa, fundos, tesouro direto e outros tipos de papéis para formar um patrimônio adequado aos meus objetivos. Comecei com a poupança que era a vedete da época e fui colocando cada sobrinha do mês nessa conta. Com o dinheiro apliquei num terreninho e aí as coisas foram acontecendo aos poucos.
O importante é ter a consciência para começar.
Para não dizer um dia, quando for se aposentar, que deveria ter pensado nisso lá atrás.
Com tudo isso, ainda tenho alguns receios com esses governos que passam em nossas vidas. Tenho medo que voltem a utilizar aquele artifício do Presidente Collor em se apropriar do dinheiro do cidadão.
De qualquer forma, tive a sorte de perceber bem antes que se deve depender muito pouco da boa vontade dos nossos governos.

Fabiano
Visitante
Fabiano

Leandro,
Gostaria de receber de volta todas as contribuçoes que fiz para o INSS e não ser obrigado a contribuir mais com vc INSS, assim gerenciaria minha própria aposentadoria e assistência.

Marcos
Visitante
Marcos

Parabéns pela matéria, assunto sempre pertinente, ainda mais agora. Sou ex-funcionário de um grande banco e tive a felicidade de sair com um plano de Previdência Privada Empresarial, ao qual continuo contribuindo, o que me dá um pouco mais de tranquilidade em relação à essas questões. Fico pensando em quem não teve essa oportunidade e tem ou terá que depender inteiramente do INSS …. fica a reflexão …

Fabrício Bueno
Visitante
Fabrício Bueno

Boa tarde Leandro,

Parabéns pelo artigo! Sem dúvida é um tema que deve ser amplamente discutido por todos.

Sou militar das Forças Armadas e aqui, mesmo na reserva ou reformado, o militar continua contribuindo para a previdência! Ou seja, todo militar terá no mínimo 30 anos de contribuição!

São seria uma alternativa implementar essa prática na iniciativa privada.

Melhor que isso, não seria mais viável que cada um pudesse escolher onde investir seu dinheiro com vistas a aposentadoria, sem a necessidade de contribuir para o governo!?

Abraço!

Raphael
Visitante
Raphael

Leandro, parabéns pelo artigo muito elucidativo.
No meu caso estou aposentado pelo INSS e previdência privada.
Mas reconheço que para os que tem menos de 35 anos ainda é tempo de repensar seu futuro financeiro.
Não queiram depender do INSS e mesmo de previdência privada por melhor que seja administrada.
Jovens, escutem bem o que o Leandro escreve nesses artigos.
Sua realidade futura jovem, vai depender muito mais de si mesmo do que de governos e previdências privadas.
Faço parte da última geração que confiou no governo e previdencia privada no Brasil. Tenho 55 anos.
Daqui para diante é cada um cuidar de seu futuro.

Marília Pereira
Visitante
Marília Pereira

Leandro, excelente artigo!
Desde que comecei a ler seus artigos venho criando estratégias para garantir um futuro melhor.
Esse ano consegui iniciar um projeto que me garante uma segunda fonte de renda, e meu plano para o próximo ano é estabilização financeira e iniciar meus investimentos!
Obrigada!

Philippe
Visitante
Philippe

Apesar de eu concordar que este é um sistema falho pelo fato de ser uma pirâmide, eu continuo pagando o meu gps no teto máximo. Creio que quando realmente a previdência não tiver mais espaço para “remendos”, o governo será a forçado a pagar de outra forma seus contribuintes. Mesmo que de forma injusta aumentando impostos. Nenhum governo de qualquer país vai permitir que o país simplesmente quebre sua previdência pois isso seria um suicídio político e partidário. Acho que a quebra não chegará a acontecer da maneira como imaginamos e não deveríamos temer um calote da previdência. Mesmo assim eu invisto na minha aposentadoria também em títulos cdbs e ações pela rentabilidade maior…

Paulo Henrique
Visitante
Paulo Henrique

Fantástica a sua abordagem, Leandro! Ainda bem que existem pessoas com a sua visão de mundo e conhecimento contrapondo toda essa onda de protestos e reclamações. Linguagem simples, com histórias pontuais que acabam redemocradizando o que temos de mais valioso – O conhecimento.
Já li todos os artigos que você postou, além dos 3 livros e fiz cursos indicados por você como a triade do dinheiro e bolsa de valores e digo que realmente transformou minha visão não só em relação a aposentadoria como de propósito de vida. Recentemente criei um grupo de estudos sobre educação financeira onde lemos os artigos do seu blog e trocamos ideias sobre o tema. Em breve também pretendo levar essas mensagens para um número maior de pessoas. Parabéns e obrigado .

Claudia
Visitante
Claudia

Eu concordo com essas ideias mas o problema é que somos obrigados a pagar pelo INSS. Se é assim gostaria de ter a opção de não pagar. Grande parte das minhas horas de trabalho, ou seja, horas de vida, são descontadas do meu salário com IR e previdência para isso não ter retorno. Lamentável, cada dia mais desanimada com esse país!

DAVID
Visitante
DAVID

Muitas pessoas querem opinar sobre como devemos dirigir nossas vidas. Consciente desta realidade futura da previdência decidi atrasar ao máximo meu casamento (28 anos), e na época não fazer festa, e agora estou postergando também o máximo ter filhos (tenho 35 e quero ter com 37 anos). Sempre acreditei que, já que a tendência é viver mais, não posso repetir a trajetória dos meus pais e avós, tudo também deveria ser postergado. Fui e sou constantemente criticado, às vezes é difícil não ceder às pressões, mesmo sabendo que no final do mês quem paga às contas sou somente eu. De qualquer forma, estou cada dia mais feliz e consciente que minhas escolhas foram as mais acertadas e estou no estreito caminho que conduz a independência financeira. Obrigado por me ajudar nesta jornada.

Renan
Visitante
Renan

Leandro,

Parabéns pela disposição de mudar a vida de mais pessoas através dos teus posts via da educação financeira. Teus posts são sempre uma semente para os investimentos inteligentes no longo prazo.

Laercio
Visitante
Laercio

Ótimo artigo! Super esclarecedor e além de tudo nos faz refletir um pouco sobre o modelo que aprendemos.

Thiago Ferreira
Visitante
Thiago Ferreira

Olá Leandro, antes de mais nada, obrigado por mais essa lição e pelas próximas que virão. Minha esposa e eu temos ambos 32 anos, poupamos cerca de R$800 por mês e mais eventuais aportes no TD IPCA+ 2035 faz quase um ano e pretendemos nos “aposentar” daqui a 25 anos. Tenho uma dúvida que talvez possa me esclarecer, já faz dois anos que trabalho como autônomo na área de TI e não venho contribuindo ao INSS desde então, por mim, continuaria não contribuindo, mas li que o INSS é uma “contribuição” obrigatória e que seria recomendado que eu contribuísse pelo menos 10% do salário mínimo nacional para que não sofra penalidades futuras. Devo realmente contribuir com o INSS? Pois na minha opinião talvez um pouco radical, penso que daqui a 25, 30 anos a previdência não mais existirá, então ficaria com a sensação de estar simplesmente “jogando dinheiro fora”.

Luiz Paulo Guimarães
Visitante
Luiz Paulo Guimarães

Caro Leandro, a reforma virá, mais ou menos severa, pois, infelizmente, é a única forma que o Governo encontrou para garantir que , daqui a 15 ou 20 anos, os aposentados continuem a receber alguma coisa. Com isso, torna-se ainda mais importante o exercício do planejamento financeiro, cujo alcance é desafiador. Ainda que bastante extenso, vou tentar enviar um artigo que escrevi recentemente sobre o assunto, publicado na Revista do Clube Naval. Espero que aceite essa contribuição. OS NOVE DESAFIOS DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO Tenho escrito bastante sobre planejamento financeiro ou educação financeira, sempre focando o lado prático, o comportamento do consumidor. É uma forma micro de analisar o assunto: o que fazer para equacionar nossas despesas ao quanto ganhamos; como elaborar um orçamento mensal; como evitar o consumo compulsivo; como lidar com o crédito; como diferenciar e escolher entre as alternativas de investimento. Desta feita, vamos abordar “os nove desafios”, fatores externos ao comportamento dos consumidores, mais importantes até do que os comportamentos individuais, e que condicionam nossa qualidade de vida ao exercício de um planejamento financeiro. Desafio 1 – Estamos prontos para viver mais de 90 anos? – Cientista acredita que seres humanos poderão viver mais de mil anos; ideia não é levada a sério por muitos cientistas, mas há outros que acreditam nessa possibilidade. – Eles já estão entre nós. Os primeiros seres humanos a passar dos 150 anos de idade já nasceram, segundo pesquisadores e futurólogos; estão entre as crianças e os jovens de hoje. – O Japão, país com o maior número de centenários do planeta, quer prolongar ainda mais a vida e com saúde; para viver mais, teremos que descobrir as doenças antes mesmo de sentir o primeiro sintoma. – Pesquisadores da Universidade de Kanazawa, cidade localizada na província de Ishikawa (Japão), criaram um apartamento modelo – protótipo da casa do futuro – com a capacidade de indicar os indícios de uma doença. Dentro dele, a pessoa tem a saúde monitorada o tempo todo, já sendo possível realizar 14 exames médicos. A banheira funciona como um aparelho de eletrocardiograma; basta colocar as duas mãos dentro da água para ter uma ideia de como está o coração. A privada faz seis exames; ela mede, por exemplo, a pressão do jato da urina, podendo diagnosticar nos homens o início de um câncer de próstata; ao sentar, um sensor encostará na perna do morador para medir a pressão. Outros exames serão feitos durante o sono; a cama tem sensores que medem o batimento cardíaco, a distribuição do peso no corpo, a respiração e até o ronco. Todos esses dados vão para um computador que identifica se há alguma variação preocupante e informa ao médico, que poderá estar a muitos quilômetros de distância. – No futuro, a cura poderá vir de forma invisível aos olhos. No Centro de Pesquisa de Micromáquinas Médicas da Universidade de Tóquio, o Professor Koji Ikuta e seus alunos estão inventando os “microrrobôs”, equipamentos que, daqui há alguns anos, poderão entrar no nosso corpo para curar doenças e recuperar pedaços danificados. Com tantos avanços da ciência, alguns futurólogos questionam: algum dia será possível rejuvenescer em vez de envelhecer? Impossível? Se jamais pensou nisso, dê uma olhada nos números abaixo. O Brasil está entre os países com maior nível de envelhecimento do mundo. Se continuarmos neste ritmo, em 2040 nossa população com mais de 50 anos será maior que a de idade compreendida entre zero e 30 anos, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA). O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) nos remete à mesma direção: a expectativa de vida média da população brasileira, que era de 67 anos em 2000, saltou para 73,5 anos em 2010; atualmente, 13% dos brasileiros têm mais de 60 anos, dos quais 23.760 já passaram dos 100! Esse aumento da longevidade é algo extremamente positivo e mostra que estamos usufruindo dos avanços da ciência, da tecnologia e do desenvolvimento econômico. Entretanto, nem tudo é romântico nesta história. O fato de vivermos mais significa que precisaremos de mais recursos financeiros para nos manter quando deixarmos de trabalhar ou reduzirmos o ritmo profissional A programação das finanças precisa ser alongada. Estamos preparados? Quem está… Ler mais »

Gracielle
Visitante
Gracielle

Eu pago ao INSS todo mês 11% do salário mínimo como contribuinte individual. Fiz isso para receber salário maternidade. Mas já decidi pegar esses 89,00 reais mensais e investir no tesouro direto. Vou aprender a usar esse mercado e vou aumentar cada vez mais a minha reserva para a aposentadoria.
Acho uma pena não ter uma forma de não contribuir para o INSS pra quem é assalariado. Estamos investindo num sistema falido.

Alessandro
Visitante
Alessandro

Mais um excelente artigo, lúcido e esclarecedor. Fui criado assim como muitas outras pessoas nesse País, sem um mínimo de educação financeira. Venho mudando a passos curtos, confesso, mas já sinto no meu bolso uma grande diferença. Sou um felizardo por ter descoberto seu site. Parabéns.

Alessandro
Visitante
Alessandro

Olá Leandro, sempre leio seus artigos e compartilho eles com minha esposa e com alguns membros de minha família (os que estão atrás dos pães e não querem mudar eu não tenho esse poder de mudá-los e não perco mais meu tempo). Gostaria de comentar como você disse, o que tenho feito para ficar independente do INSS. Eu separo uma grande parte do meu salário 30-40% em investimentos: a maior parte em tesouro direto dividindo entre alguns títulos públicos, a alocação é mensal e depende de como estão as taxas no momento que tenho condições de investir. Eu faço isso há uns 5 anos, tenho 38 anos, já tenho um imóvel, sempre fui chamado pelos familiares de mão de vaca e outros apelidos, mas no entanto eu levo uma vida bem equilibrada, não tenho dívidas e consigo “poupar” sempre alocando os meus investimentos para determinados fins (viagens, carro, etc..) Pretendo continuar aplicando no tesouro direto (IPCA, pré-fixado, t. Selic) e em bancos médios e uma pequena parte uso para especular com o Tesouro IPCA 2035 (comprando na faixa de 6,5% e vendendo na faixa de 5,5%). O maior problema que eu vejo hoje em dia não é o quanto as pessoas ganham, mas sim no quanto elas gastam desnecessariamente, desde que eu comecei a investir no Tesouro eu não me preocupo mais com o INSS, estou “fazendo de conta” que ele não existe. Se vier quando eu me aposentar será apenas um extra e não uma dependência. Daqui uns 20 anos pretendo aplicar em títulos públicos com juros semestrais e viver dessa renda como minha aposentadoria. Bom essa é a minha estratégia para garantir o meu futuro. Obrigado pelos seus artigos sempre lúcidos e muito bem explicados. Um grande abraço.

Marcos
Visitante
Marcos

Leandro, já invisto em títulos públicos, mas ainda não com vistas à aposentadoria. Gostaria de reunir mais elementos e informações para, em no máximo um ano (atualmente tenho 29 anos), iniciar uma caminhada segura e independente rumo à aposentadoria.

Abraço

Robson
Visitante
Robson

Leandro, muito bom esse artigo. Referenciando esse problema em geral do Brasil gostaria de saber se podemos confiar em investir em títulos públicos(tesouro direto)? Pois os títulos são do governo e qual a garantia q esse sistema não dê problema?

Pedro Henrique
Visitante
Pedro Henrique

Boa tarde Leandro,

Sou funcionário público, contribuo para minha previdência com 11% sobre meu salario integral pelo Regime de Previdência dos Servidores Públicos (RPPS), pelo que li a PEC 287/2016, terei que contribuir 11% sobre o teto do INSS e poderei optar pelo Fundo Complementar, que para os servidores federais é o FUNPRESP. Gostaria de saber se posso deixar de contribuir para nenhum dos dois regimes e fazer meu prórpio investimento em Títulos Público, CDB, LCA, etc?

Jason
Visitante
Jason

Pedro Henrique,
Para servidores públicos existem dois regimes: RPPS que é o que você está e o RPC que é o do FUNPRESP. Você não muda de regime com a lei nova, são as regras do seu regime de previdência que mudam. Vai ter idade mínima e o cálculo da média de contribuições também muda.
A mudança de regime de RPPS para RPC é opcional desde a criação da FUNPRESP. Tem que fazer as contas para saber essa mudança é válida ou não, e isso depende de há quanto tempo você contribui, sua idade, se tem paridade…

José Luiz Bonicenha Pontini
Visitante
José Luiz Bonicenha Pontini

Leandro, para variar mais um excelente e atual artigo, parabéns!
Já estou aposentado, porém, há cerca de 6 anos pago mensalmente o INSS para minha esposa via carnet(autônomo).
Caso eu desista nessa altura para procurar algo mais rentável, todo aquele dinheiro estará perdido??
Grato pelos ensinamentos os quais tenho digerido com sabedoria.
José Pontini

Diogo
Visitante
Diogo

Olá Leandro. Nem preciso dizer o quanto foi util este artigo
Minha dúvida: sei que PGBL não é interessante, mas acontece que tenho um sem carregamento e com administração bem baixa, 0,99%a.a. O maior motivo para aplicação é redução da alíquota fiscal, apenas. Sou autônomo e pago 27,5% de IR em tudo. Tenho em vista os atuais acontecimentos, tenho comprado TD a médio prazo com fins de aposentadoria tanto minha quanto de minha esposa. Para ter uma idèia, este ano caso eu não aporte mais nada no PGBL implicará uma diferença de 11 mil reais a mais de imposto a pagar no próximo ano. Estou meio perdido sobre o benefício de continuar aportando neste PGBL. Os que tem taxas maiores e carregamento nem considero pois estou ciente de sua desvantagem.
Um abraço

sandro
Visitante
sandro

Só para complementar, apesar do PGBL permitir o “desconto” no IR anual, quando ele for resgatado será cobrado IR sobre o valor total, diferente de todas as aplicações financeiras que conheço que quando tem imposto é somente sobre o ganho. Ou seja, você só adia o problema.
Fonte: http://www.susep.gov.br/setores-susep/seger/coate/perguntas-mais-frequentes-sobre-planos-por-sobrevivencia-pgbl-e-vgbl
(primeira pergunta – segundo parágrafo)

Henrique
Visitante
Henrique

Olá Leandro. Ótimo post, como sempre.

Eu invisto conservadoramente para minha aposentadoria. Minha estratégia é um pouco mais complexa. Invisto majoritariamente em títulos do governo (IPCA+ 2035 e IPCA + 2050 com pagamento de juros semestrais). Faça chuva ou faça sol, mesmo apertado, não deixo de botar um valor mínimo nesses dois títulos. Fico muito na dúvida sobre qual eu deveria priorizar, pois acredito que os juros básicos irão baixar no longo prazo, então quero garantir o prazo maior e também futuramente ter uma renda semestral. Contudo o IPCA + 2035 tem as vantagens de acumular mais. Difícil, então os dois seguem com mais ou menos o mesmo valor.
Além disso, invisto no IPCA + 2024, para nesta data receber um montante, avaliar opções e fazer um investimento mais coerente com a realidade do momento.
Invisto também em um fundo multimercado com histórico bom (mais de 110% de CDI na média).
Por último, invisto um pouco no Índice Bovespa.
Parece bastante, mas é pouco dinheiro em cada um dos itens… quem sabe um dia chego no 1 milhão. Hoje já tenho 33 anos, time is running 🙁

Emerson
Visitante
Emerson

Penso nisso há anos. Até meados dos anos 2050 a nossa população será de mais idosos do que jovens. Como isso se sustentará?? A próxima reforma será não ter aposentadoria .kkkkk. Penso numa alternativa: o Governo dá o BÁSICO (educação, saúde e segurança – lógico que não vão dar kkkk) e com o que a população gasta com isso faz sua própria aposentadoria (lógico que existe várias variáveis nesse processo). O Governo da uma aposentadoria “mínima” para o básico (tipo 2 ou 3 salários mínimos). A população com menos condições ganharam aposentadoria melhor do que ganham hoje (salário mínimo).
Não entendo NADA de economia, pois não é minha área. Penso somente em dar trigos!!!!!!!

edw
Visitante
edw

Resumindo, um mundo sombrio cheio de “walking dead” vagando pelas ruas 🙂

Pedro
Visitante
Pedro

Parabéns pelo artigo e pela história contada para ilustrar a nossa dependência extrema do sistema. Exemplo sensacional!!!!!
E o engraçado Leandro, é que quando eu toco neste assunto da previdência com os meus familiares, muitos retrucam: ” Mas como pode a previdência quebrar? A previdência nunca irá quebrar, ela ‘não pode’ quebrar! ”
Enfim, a cada dia percebo como a nossa população está mergulhada num mar de ilusão. ” Elas não estão prontas para acordar! ”
Mais uma vez PARABÉNS pelo teu trabalho!!!!!!

edelson
Visitante
edelson

suas matérias estão me ajudando a mudar minha forma de lidar com o pensamento sobre dinheiro/aposentadoria a longo prazo

obrigado

Edelson Schultz

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