Aposentadoria em perigo – Parte 2

Você acredita que a sua aposentadoria, através da previdência social, é um direito conquistado pelos trabalhadores? É exatamente isso que os governos e os políticos do mundo todo querem que as pessoas acreditem. Na prática, não é assim que as coisas funcionam.

Aquelas “contribuições” para o INSS que você e seu empregador fazem todos os meses, na verdade são impostos, só que com uma roupagem de benefício social.

O sistema de “benefícios” oferecido pelo governo só tem uma finalidade real que é retirar mais dinheiro da renda das pessoas, transferindo esses recursos para dentro da máquina do governo, onde ele será desperdiçado das mais variadas formas, sejam elas licitas ou ilícitas.

O governo já fica com uma boa parte da sua renda, usando como desculpa a oferta de serviços públicos de qualidade na saúde, educação e justiça. Quando ele te obriga a contribuir com o INSS, usa a desculpa de que irá prover os recursos que você irá precisar para ter uma boa aposentadoria no futuro.

Na prática, já sabemos que o governo cobra caro por serviços de péssima qualidade, sem oferecer qualquer garantia de que serão prestados para você.

Como mostrei no artigo anterior, desde a criação do INSS, as regras do jogo foram modificadas inúmeras vezes e tudo indica que vão continuar mudando até que o dia que pagar o INSS será tão inútil quanto pagar qualquer outro imposto.

Benefícios ou malefícios?

O governo fica com boa parte da renda dos mais pobres, através de descontos para cobrir “benefícios” retirados dos salários e impostos sobre o consumo de produtos e serviços. Isso reduz a renda das famílias e inviabiliza a contratação de serviços privados que pudessem substituir os serviços públicos inexistentes ou de baixa qualidade.

As famílias de classe média também pagam pelos serviços públicos, mas conseguem alguma sobra para contratar escolas e hospitais particulares. Na prática, as famílias pagam duas vezes pelo mesmo serviço.

Parece estranho, mas os impostos e contribuições que são retirados da população, com a desculpa de que serão usados para promover igualdade, acaba gerando exatamente o contrário. Os mais pobres não possuem renda suficiente para pagar duas vezes pelos mesmos serviços.

Se o sistema criado para combater a desigualdade não existisse, pelo menos as pessoas teriam acesso a todos os recursos gerados pelo seu trabalho. Elas poderiam tomar decisões melhores que o governo sobre o que fazer com o próprio dinheiro.  Quando o governo assume esse papel, ele tira a liberdade das pessoas. O que deveria ser um benefício se torna um malefício.

Você é a minoria mais rica?

Com base em um outro artigo que li recentemente no site “Administradores”, indicado por um leitor aqui do Clube, resolvi refazer as contas que o autor publicou, adicionando o efeito dos juros.

A ideia é entender o impacto negativo da poupança forçada que a sociedade faz ao “contribuir” com o INSS e FGTS. Como seria se esse dinheiro fosse controlado por você e não pelo governo?

Vamos imaginar que você ganha um salário de apenas R$ 1.000,00 por mês. (Se você acha pouco, saiba que a renda média, por pessoa, dos brasileiros é de apenas R$ 1.113,00, segundo o IBGEfonte. Se na sua casa, a renda da família dividida pelo número de pessoas é maior que isso, saiba que você faz parte de uma “elite de privilegiados”. Você compõe a minoria dos mais ricos).

A empresa onde você trabalha descontaria 8% do seu salário (R$ 80) e ainda pagaria 20% (R$ 200) ao entregar R$ 280 mensalmente nas mãos do governo referente ao que precisa ser pago para a previdência social.

Antes de continuar, peço sua atenção para um fato. Esses R$ 200 que o empregador pagará para o governo, é fruto do seu trabalho e não sai do bolso do empregador. Para a empresa, o custo da sua contratação é a soma de tudo que ela precisa desembolsar para manter você empregado. Para que o seu emprego se torne economicamente viável para o empresário, é necessário que você trabalhe o suficiente para que todos esses custos e exigências do governo possam compensar. Quando não compensa, o resultado é a sua demissão ou sua não contratação.

A tabela acima, gerada através desta planilha aqui (que encontrei na internet),serve apenas para que você tenha consciência de quanto você precisa trabalhar mensalmente para pagar o governo e tudo que você acha que são direitos e benefícios recebidos “de graça”.

Veja que para receber um salário de R$ 1.000,00 você seria obrigado(a) a trabalhar para pagar R$ 2.254,10 referente a todos os custos que a sua contratação geraria, sem falar nos custos operacionais da empresa e o lucro do seu empregador. Aquilo que você recebe da empresa e do governo, achando que está “ganhando” alguma coisa, é pago pelo seu trabalho, centavo por centavo.  O empregador e o governo só devolvem parte das riquezas que você gerou.

No decorrer das últimas décadas, políticos diferentes criaram os mais variados tipos de “direitos e benefícios”. Eles fizeram você acreditar que são mais inteligentes, competentes e hábeis nos cuidados com o dinheiro da sua aposentadoria. Os governantes supõem que você é inapto para cuidar, poupar e investir seu dinheiro pensando no futuro.

Com o FGTS é a mesma coisa:

O mesmo acontece com suas reservas no caso de uma demissão. Para o governo, você é incapaz de fazer uma reserva de emergência poupando uma parte do seu salário. Eles criaram o FGTS para “salvar” o seu dinheiro de você mesmo.

Seguindo o nosso exemplo inicial, se você ganhasse R$ 1.000,00 por mês, seu empregador seria obrigado a transferir R$ 80, daquilo que você produziu no mês, para a sua conta no FTGS.

O governo fará o que bem entender com o seu dinheiro e, no final, pagará uma remuneração de apenas 3% de juros por ano + TR. A poupança, que é um dos investimentos menos rentáveis, faria seu dinheiro render o dobro.

Um exemplo de uso do seu dinheiro ocorre quando o governo empresta seus recursos para os bancos públicos. Seu FGTS é uma fonte de dinheiro barato (mal remunerado) para financiar obras realizadas por consórcios de empreiteiras (amigas do governo que monopolizam o mercado) e que estão envolvidas em escândalos de corrupção investigados pela operação Lava-jato (fonte).

Somando os pagamentos de INSS (R$ 80 + R$ 200 = R$ 280) e FGTS (R$ 80) podemos afirmar que o governo está obrigando você a produzir R$ 360 a mais, para que o seu empregador possa pagar o seu salário de R$ 1.000,00 e ainda repassar outros R$ 360 para o governo, sem que isso torne sua contratação desvantajosa.

Esse dinheiro será controlado pelo governo por várias décadas, até o dia da sua aposentadoria ou demissão. Você até poderá antecipar o recebimento do seu FGTS, mas para isso terá que se enquadrar em uma das 1001 regras e exceções que eles criam a todo momento para dificultar seu acesso ao seu dinheiro.

Quanto você teria se tivesse o controle?

Vamos imaginar um mundo perfeito onde todas as pessoas receberam uma boa educação financeira na escola e aprenderam como ganhar, poupar e investir o próprio dinheiro pensando no futuro. Imagine que essas pessoas financeiramente educadas conseguiram votar em políticos que mudaram as regras do jogo pela última vez. Agora, as pessoas terão o direito de tomar decisões sobre onde e como investir os recursos da sua aposentadoria e FGTS.

Imagine que você vive neste mundo perfeito e que entre os 22 e 65 anos recebeu esses R$ 360 (do INSS e FGTS) mensalmente em uma conta para investimentos que seria livre de taxas e imposto sobre o rendimento.

Durante esses 43 anos você investiu esses R$ 360 mensais em aplicações financeiras que renderam 6% ao ano acima da inflação ou 0,5% ao mês. Isso é o que você conseguiria se pudesse investir o seu dinheiro em um título público como o Tesouro IPCA oferecido através do Tesouro Direto para qualquer cidadão nos dias de hoje.

Agora vamos descobrir quanto você teria no futuro através do nosso simulador de juros compostos, onde você pode simular este ou outros valores. Veja a foto que tirei da simulação que fiz:

Durante os 43 anos poupando R$ 360 você teria acumulado R$ 185.760,00 fruto do seu trabalho. Os outros R$ 686.345,14 seriam gerados através do efeito dos juros compostos (juros sobre juros).

No gráfico, podemos observar que no meio da sua trajetória, os juros mensais do seu investimento (linha amarela) já seriam maiores que o valor investido mensalmente (linha vermelha). Isso significa que o seu investimento se tornaria um gerador de renda passiva que cresceria exponencialmente.

Como falei, esses 0,5% seriam acima da inflação através de um investimento como o Tesouro IPCA. As próprias prestações de R$ 360 por mês deveriam ser reajustadas pela inflação, pois seu salário certamente seria. Isso garantiria que no final do processo investimento você tivesse um valor futuro com o mesmo poder de compra de R$ 872 mil nos dias de hoje.

Ao completar seus 65 anos esses 872 mil, rentabilizados com 0,5% ao mês, produziriam uma renda de R$ 4.360,52 (0,5% ao mês) acima da inflação e sem a necessidade de gastar o valor principal. Se a sua rentabilidade fosse de 1%, a sua renda mensal seria de R$ 8.720,00. Sua rentabilidade dependeria apenas do seu nível de conhecimento sobre investir seu dinheiro aproveitando as oportunidades que o próprio mercado oferece para aqueles que já sabem investir. Se você optasse por gastar os juros e uma parte do valor principal, para não deixar herança para seus familiares, seu padrão de vida seria ainda maior. Qualquer pessoa pode aprender a investir.

Você ainda deve considerar que não passaria a vida toda ganhando o equivalente a R$ 1.000,00. Teoricamente as pessoas buscam mais conhecimento, experiência e qualificação profissional para ganhar mais com o passar do tempo. Durante seus 43 anos de carreira, sua renda mensal atingiria valores maiores e a suas contribuições para a aposentadoria também seriam maiores. Isso significa que no final de 43 anos você teria acumulado um valor muitas vezes maior do que esse apresentado na nossa simulação. Você também poderia optar por contribuir mais, por um tempo mais curto, para se aposentar antecipadamente.

Percebeu a diferença?

Agora você consegue perceber que jamais o INSS será capaz de garantir uma aposentadoria de R$ 8.720,00 para alguém que passou a vida toda recebendo um salário equivalente a R$ 1.000,00? O dinheiro que você está “contribuindo” nunca vai gerar os benefícios que seria capaz de gerar se você estivesse no controle dos seus investimentos.

Se as pessoas fossem preparadas para lidar com o próprio dinheiro e tivessem a liberdade de cuidar dos frutos do seu trabalho, o futuro seria bem diferente.

Infelizmente vendem a ideia de que as contribuições para o INSS e FGTS são direitos adquiridos, quando na verdade são obrigações que geram resultados ineficientes ou nulos como qualquer imposto. Uma poupança forçada não é um direito. O verdadeiro direito, que o Estado tira das pessoas a todo momento, é o direito de ter liberdade sobre os frutos do seu trabalho e das suas iniciativas empreendedoras. O pior é que movidos pela ignorância financeira, milhões de pessoas perdem tempo e energia defendendo a existência de sistemas como esse.

Quebrando suas pernas

Dizem que o governo é especialista em quebrar as suas pernas, para depois te “dar” uma cadeira de rodas. Essa cadeira será comprada com o dinheiro dos impostos que você trabalhou para pagar. O governo ainda te fará acreditar que andar é um direito conquistado, um benefício que só é possível graças ele. Você vai acreditar, vai votar e defender os políticos que “trabalham” para garantir o seu “direito” de andar e o “benefício” de ter uma cadeira de rodas “grátis”.

Infelizmente é isso que acontece com a previdência social e outras formas de retirar dinheiro das pessoas utilizando desculpas de que são direitos e benefícios.

Quanto maior for a transferência de dinheiro da população para um sistema ineficiente, mais o país elevará seus índices de pobreza.

Lutar contra a ignorância financeira, econômica e política de centenas de milhões de brasileiros é uma tarefa difícil e demorada. Enquanto as pessoas continuarem exigindo direitos, benefícios e privilégios dos políticos (exigindo mais pão, como mostrei no artigo anterior), achando que estão resolvendo seus problemas, teremos cada vez mais recursos saindo do bolso da sociedade e desaparecendo no buraco negro de ineficiência do sistema público.

Um país rico é aquele formado por pessoas que sabem cuidar do seu próprio dinheiro, para que um dia possam se tornar pessoas ricas graças aos frutos do próprio trabalho, da poupança e dos investimentos feitos com inteligência.

Um país pobre é aquele que possui um governo que tiram cada vez mais dinheiro e liberdade das pessoas para garantir direitos e benefícios através de um sistema ineficiente e corrupto de “distribuição de pão”. A ideia é gerar cada vez mais dependência e não liberdade.

As pessoas precisam ter mais liberdade para construir o próprio futuro.

Vamos nos adaptar:

Já que mudar um povo pode demorar décadas ou séculos, o Brasil continuará sendo um país de juros reais elevados e inflação elevada. Ficar reclamando não resolve o seu problema. Você precisa se adaptar ao sistema para poder sobreviver e garantir um futuro melhor para você durante sua aposentadoria.

Por este motivo, você precisa iniciar uma estratégia para garantir a sua aposentadoria utilizando as regras do jogo vigentes e mantendo o máximo de controle sobre seus recursos para que possa se adaptar sempre que as regras do jogo mudarem no futuro.

Não tenha dúvidas de que as regras do jogo sempre serão modificadas. Sempre foram e por este motivo, sempre serão.

Basta olhar todas as medidas políticas e econômicas envolvendo investimentos, previdência privada e pública, impostos e tudo que envolve seu dinheiro nos últimos 30 anos. Se mudanças aconteceram inúmeras vezes no passado, tudo indica que o padrão vai se repetir nas próximas décadas.

O mais importante só depende de você. Será a sua capacidade de adaptação e seu conhecimento, pois a única certeza que temos é que nada será certeza por muito tempo. Não importas e você tem 20, 30, 40, 50 ou 60 anos de idade. É uma questão de sobrevivência ter um projeto pessoal para aqueles dias que você não terá mais a disposição, tempo e vitalidade para trabalhar como nos dias de hoje.

Se a ciência diz que viveremos por mais de 100 anos, que possamos planejar nossa vida com dignidade, sem depender dos governos, sem depender de favores dos filhos, parentes e amigos. Você só pode depender de você mesmo. O seu futuro depende daquilo que você irá começar a fazer agora. Continue lendo.

Presente

Este artigo que você acabou de ler é uma parte do livro digital “Aposentadoria em Perigo” que estou dando de presente para os leitores que adquirem a nossa série de livros sobre Reeducação Financeira e Investimentos. Quanto maior for o número de pessoas conscientes da necessidade de planejar o próprio futuro por meio da educação financeira, menores serão os sofrimentos e problemas financeiros que você irá presenciar na sua vida e na vida daqueles que você mais ama, quando esse futuro chegar. Visite aqui e veja como adquirir os livros.

 

By |12/12/2016|Categories: Aposentadoria|242 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

242 Comments

  1. Alessandro Serafim 12 de dezembro de 2016 at 17:52 - Reply

    Cuidado pois os 686k pagam IR de 15%, então o valor a receber, de fato, será menor.
    Independente disso, o artigo é estupendo.
    Já desisti do INSS há muito tempo e faço meus próprios investimentos…. estou preocupado pois surgiram alguns comentários sobre os “rentistas” (pessoas que recebem juros do Tesouro Direto) como sendo os vilões da desgraça do Brasil.
    Faço votos que, quando o INSS quebrar de vez, não tentem usurpar esse investimento de longuíssimo prazo feito por nós, pobres mortais minimamente financeiramente instruídos.

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:37 - Reply

      Oi Alessandro, no dia que derem um calote na dívida pública interna teremos que voltar a praticar o escambo e plantar os próprios alimentos.

      • sandro 13 de dezembro de 2016 at 9:05 - Reply

        E queimar dinheiro para aquecer a casa.
        Fonte: http://www.mdig.com.br/?itemid=19951

      • Antonio Walter 13 de dezembro de 2016 at 9:37 - Reply

        Muito bom Leandro. Tenho aprendido bastante com seus artigos. Gostaria de sugerir que você acrescentasse o calculo de uma previsão de quanto será o salário mínimo no final dos 43 anos que você calculou neste artigo. Assim poderiamos fazer uma comparação.

        • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:53 - Reply

          Oi Antonio. As regras de reajuste do salário mínimo já sofreram várias mudanças. Certamente outras mudanças devem ocorrer no futuro. O ideal mesmo seria esquecer a ideia de salário mínimo e buscar sempre melhorar sua renda investindo em você, na sua profissão ou no seu negócio. No momento de investir é sempre importante buscar rendimentos acima da inflação.

    • Halisson 17 de dezembro de 2016 at 13:04 - Reply

      Como sempre, artigo de alta qualidade. Gostaria apenas de diferenciar alguns conceitos: primeiro, Previdência pode ser Pública ou Privada. A Previdência Pública pode ser o Regime Geral ou Regime Próprio dos Servidores Públicos. No Regime Geral da Previdência Social, o INSS(Autarquia Federal) apenas cuida do reconhecimento dos “Direitos” dos “Contribuintes”. A Arrecadação não é destinada para o INSS, a Arrecadação é efetuada pela Receita Federal do Brasil. Portanto, não existe a possibilidade isolada de o INSS “quebrar”, pois não é uma empresa. O que pode acontecer é a Previdência Pública, especificamente o Regime Geral da Previdência Social quebrar. Outra coisa, as “contribuições” previdenciárias não são destinadas ao INSS, muito embora a rubrica contábil de muitas empresas coloquem esses termos. Tecnicamente, é contribuição social do empregado ou uma contribuição social do empregador. Esclarecendo, essas confusões que o senso comum costuma fazer, concordo com todo o restante.

  2. Jefferson 12 de dezembro de 2016 at 17:53 - Reply

    Este artigo só veio reforçar o que eu sempre pensei. Muito didático e esclarecedor. Essa é minha meta. Investir Investirem ipca e não depender desta farsa chamada previdência. Parabéns Leandro.

  3. Ricardo 12 de dezembro de 2016 at 17:55 - Reply

    Olha Leandro,

    A ideia principal do seu artigo – de que não existe almoço grátis – me fez lembrar um vídeo da Glória Alvarez na qual ela trata sobre o Populismo. Em um trecho do vídeo ela cita que para se manter no poder, líderes populistas prometem ao povo coisas “grátis”. Plantam no cidadão a ideia de que o Governo pode controlar sua vida – e seu dinheiro – melhor que você mesmo. É assim com Previdência e com tudo que o Governo “oferece”. No final o efeito é sempre o mesmo: Criar um vínculo de dependência. Deixo abaixo o vídeo para que seus leitores possam ver.

    https://m.youtube.com/watch?v=MZYEFNMdxG4

    Abraços!

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:44 - Reply

      Oi Ricardo. Isso deveria ser ensinado nas escolas. Muito bom. O mais interessante é que o populismo não é uma exclusividade de ideologias de esquerda ou de direita. Existem populistas em todas as vertentes. Esses vínculos de dependência entre quem está no poder e a população existe desde a era medieval ou desde a construção das pirâmides do Egito. Felizmente hoje as pessoas podem adquirir livros, ler e estudar tudo que quiserem. Educadores não são mais queimados na fogueira, obrigados a beber veneno, crucificados ou enforcados. Por este motivo temos uma esperança.

  4. Vinícius 12 de dezembro de 2016 at 17:58 - Reply

    Leandro, boa noite! Excelente o conteúdo dessa série de artigos. É preciso que todos se conscientizem que todos nós temos nossas próprias pernas para seguir nosso caminho e que não devemos ficar presos às muletas que o Estado tenta nos impor. Abraços!

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:46 - Reply

      Oi Vinícius. Diante de toda essa crise econômica, política e moral, é a melhor coisa que cada um pode fazer. Um país melhor começa na casa de cada família. Ter suas contas equilibradas, ter reservas, ter investimentos, ter planejamento e responsabilidade é tudo que falta no Brasil. Vamos começar mudando a nossa casa e usando isso como exemplo para nossos filhos, amigos e parentes.

  5. Marlos 12 de dezembro de 2016 at 17:58 - Reply

    “Um país rico é aquele formado por pessoas que sabem cuidar do seu próprio dinheiro, para que um dia possam se tornar pessoas ricas graças aos frutos do próprio trabalho, da poupança e dos investimentos feitos com inteligência….”

    “Ficar reclamando não resolve o seu problema. Você precisa se adaptar ao sistema para poder sobreviver e garantir um futuro melhor para você durante sua aposentadoria…”

    Perfeito.

    Destaco esses dois pontos pois estive no time dos reclamações ‘pós futebol do final de semana’. Confesso que demorei para me ligar (tenho 32 anos) do quão importante é dar valor ao dinheiro que você rala para conquistar no final do mês, poupando e planejando sobre o que você terá no futuro (e por que não agora também?). Velho clichê, porém verdadeiro: só depende de nós. Simples assim.

    Show, Leandro. Muito bom.

  6. Leonardo 12 de dezembro de 2016 at 18:07 - Reply

    Leandro, Muito obrigado pelo seu artigo.

    Depois de conhecer seu blog, aprendi a me desenvolver e a buscar novas formas de desenvolvimento.
    Uma dessas formas, foi buscar minha “propria” aposentadoria. Não quero depender do governo para garantir minha sobrevivencia futura.
    Falando em futuro, estou lendo o livro novo do Yuval Noah Harari, “Homo Deus” e entre as perspectiva descrita no livro para o futuro da humanidade é aquilo que você disse no artigo, que é o prolongamento da espectativa de vida do ser humano.

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:50 - Reply

      Oi Leonardo. Se as pessoas não se prepararem para esse futuro, teremos filhos miseráveis com 90 anos de idade cuidando dos seus pais que terão 120 anos.

  7. Douglas 12 de dezembro de 2016 at 18:13 - Reply

    Primeiro queria parabenizar você pelo seu trabalho! Parabéns! O seu site é um dos melhores senão o melhor sobre finanças/economia/investimentos! Mas com relação a este artigo sempre me paira uma dúvida. Concordo com praticamente tudo que você expôs, porém não acredito que as pessoas saibam o que fazer com o dinheiro e também acredito que não poupariam/investiriam para uma aposentadoria. A grande maioria nem pensaria na própria aposentadoria. E mesmo que o país fosse bem educado financeiramente ainda assim existiriam aqueles milhões de pobres que nem pensariam a respeito do assunto!!! Isso é o que preocupa. É lógico que não penso que o governo é bonzinho e faz isso pelo bem da população. Outra questão que me veio a mente agora é que esse pessoal que não pensasse em aposentadoria necessariamente teria que trabalhar mais depois de velho e diminuiria a quantidade de pessoas que não trabalham na terceira idade, mas aí são outros quinhentos…

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:55 - Reply

      Oi Douglas. Nem eu acredito que todas as pessoas saibam cuidar do próprio dinheiro. É para ajudar a mudar essa realidade que dedico um bom tempo da minha vida, todos os dias, para fazer o Clube dos Poupadores crescer. Espero que as pessoas que acessam o Clube compartilhem o conhecimento, transformem suas vidas em exemplos para seus filhos, amigos e parentes.

  8. Vinicius B. Cabelleira 12 de dezembro de 2016 at 18:18 - Reply

    Parabéns Leandro por essa sequência de artigos sobre Aposentadoria. Momento mais que oportuno frente aos acontecimentos que estamos passando em nosso País. Estava conversando sobre esse assunto com minha família mês passado e buscando informações sobre essa questão. Obrigado por compartilhar seu conhecimento e empoderar as pessoas com sua experiência! Sucesso

  9. Thayani 12 de dezembro de 2016 at 18:23 - Reply

    Lindo artigo! estou sem palavras, quando se põe em números o descaso daqueles que deveriam nos representar é assustador, é horripilante, é um soco no estômago… e esse soco levamos todos os dias e levaremos até morrer. Mas como você mesmo disse, o que cabe a nós fazermos é nos adaptar (criar músculos fortes pra aguentar os socos) e lutar mais pra ter um lugar melhor lá na frente.

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:57 - Reply

      Oi Thayani, é o mínimo que podemos fazer e sempre que possível compartilhar esse conhecimento com as pessoas próximas.

  10. Diego 12 de dezembro de 2016 at 18:23 - Reply

    Muito bom essa segunda parte também. Aqui os artigos são de qualidade e as tuas respostas nos comentários também. Eu leio o texto e fico alguns dias acompanhando os comentários. Sempre tem alguém com uma dúvida interessante e você sempre responde.
    O teu site me ajudou a tirar a maior parte do meu dinheiro da poupança, e me ajuda a fazer escolhas mais adequadas com o dinheiro que faço sobrar no final do mês.
    Obrigado e parabéns.

    • Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:58 - Reply

      Obrigado Diego. Os comentários tornam o conteúdo mais rico. Parabéns por estar agindo!

  11. Roseli 12 de dezembro de 2016 at 18:32 - Reply

    Ótima análise Leandro, mais um excelente artigo!

  12. Guilherme 12 de dezembro de 2016 at 18:42 - Reply

    Ótima sequência!

    Mostra um modelo de Estado muito diferente do qual estamos acostumados aqui.

    Por falar em calote, nosso Estado é perito em diversificá-lo. Já viram que o Tesouro Direto aumentou significativamente o spread na recompra de títulos públicos? Alteram as regras do jogo sem prévio aviso, como de costume. Confiscar poupança é para amadores…

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:21 - Reply

      Oi Guilherme. As pessoas alimentam fantasias sobre o Estado. Ele é teoricamente muito bonito e funcionaria perfeitamente se a humanidade fosse moral e eticamente evoluída, se as pessoas escolhidas para exercerem os cargos públicos fossem pessoas exemplares, dignas para ocupar postos de tamanha importância. Não é o que acontece. As pessoas buscam a política movidas por interesses pessoais, outras procuram o emprego público pensando na possibilidade de ganhar mais dinheiro e correr menos risco de ser demitido. É claro que existem exceções. O mesmo vale para outras instituições humanas que teoricamente seriam maravilhosas, se não fosse o atraso moral da humanidade.

  13. Fernando 12 de dezembro de 2016 at 18:44 - Reply

    Parabéns pelo artigo, Leandro. Obrigado

  14. Tadeu 12 de dezembro de 2016 at 18:51 - Reply

    Obrigado, Leandro.

    Os cálculos apresentados indica que a falta de conhecimento leva a pagarmos mais para o governo administrar o nosso dinheiro da pior forma possível…

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:23 - Reply

      Oi Tadeu. O pior é que a falta de conhecimento faz a população defender que o governo tire mais liberdade e controle dela sobre o próprio dinheiro, crendo que isso seria um benefício, quando na verdade o benefício mesmo seria a população ter mais liberdade.

  15. Leandro Ávila 12 de dezembro de 2016 at 18:56 - Reply

    Obrigado Jhon

  16. Leonardo carvalho 12 de dezembro de 2016 at 19:09 - Reply

    Ola Leandro! Artigos excelentes, que explanam de uma forma muito clara como somos roubados , e pior, enganados pelo governo.
    Uma alternativa, que o governo jamais aceitará, e a opção de não contribuir compulsóriamente para a previdência social e fgts, e com esse dinheiro a própria pessoa faz suas escolhas. Parabéns!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:28 - Reply

      Oi Leonardo. Mesmo mantendo a compulsoriedade, seria muito justo se as pessoas tivessem a liberdade de escolher onde esse dinheiro deveria ser investido.

  17. Marcos 12 de dezembro de 2016 at 19:26 - Reply

    Vale lembrar, que se as despesas/impostos que constam na folha de pagamento ao invés de ir para o governo fosse revertido em salário, teríamos melhores condições para constituir uma aposentadoria digna.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:31 - Reply

      Oi Marcos. Você teria mais recursos (fruto do seu trabalho) para tomar uma decisão sobre o que fazer com o seu dinheiro.

  18. Luis 12 de dezembro de 2016 at 19:28 - Reply

    Olá Leandro,

    Na minha opinião o problema não é quanto o governo ”retém” do salário do empregado nem quanto ”obtém” em encargos trabalhistas do empregador, mas sim quanto ele rouba ou desvia de todos, pois se voce der o FGTS mensal mente para a maioria absoluta dos trabalhadores, o qual eles tem direito, quando forem mandados embora do emprego ou se aposentarem sabe quanto eles teriam poupado? ____ZERO $$$$$$$$____ e no caso de saúde, com esses 8% que ele pouparia do salario muitos não consegueriam fazer tratamentos medicos ou cirurgias mais complexas. Basta ver que em muitos países em que a população tem tudo, os encargos são bem altos, inclusive a idade de aposentadoria é bem avançada. Mas o texto tem muitas verdades também…e eu não quero me alongar com voce e os colegas leitores…rs

    Abçs

    • Leandro Ávila 26 de dezembro de 2016 at 7:33 - Reply

      Oi Luis. Esse problema que você relatou se resolve com educação, especialmente a educação financeira. Não educar as pessoas para ter a justificativas de assumir o controle sobre os recursos financeiros delas é má-fé. Imagine se algum político resolve assumir que ninguém tem capacidade de cuidar do próprio dinheiro ditando uma lei para transferir 100% do salário de todas as pessoas para o governo. Ele sim seria capaz de tomar decisões inteligentes sobre o que você deve comprar com o seu dinheiro? As pessoas devem ser educadas para serem livres.

  19. André Masqueti 12 de dezembro de 2016 at 19:31 - Reply

    Parabéns Leandro, seus artigos são excelentes!
    Acompanho sua pagina desde meados do ano passado, seus artigos foram a base que fizeram eu entrar de cabeça no mundo dos investimentos, foi através deles que tive base para começar a investir no tesouro direto, o que me proporcionou ótima rentabilidade.
    Esse ano concentrei meus investimentos na bolsa, mas sem deixar o tesouro direto de lado.
    Acredito que toda essa turbulência que estamos passando são ótimas oportunidades, estou adorando isso, pois quem tem informação está tirando proveito disso, ganhando dinheiro seja na alta ou na baixa da bolsa, enquanto a grande maioria só enxerga o copo vazio.

    Grande abraço, obrigado por compartilhar sua visão conosco.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:32 - Reply

      Oi André. É o investimento que você fez na sua educação que resulta nessa liberdade de ação, nesta independência para tomar decisões indo contra a maré.

  20. Dema 12 de dezembro de 2016 at 19:32 - Reply

    A muitos anos comento sobre a possibilidade do trsbalhador optar ou nao a apos.governamental. O encargos obrigatorios da empresa seriam feitos em uma conta em organismo financeiro e o trabalhador escolhe tipo de investimento onde quer aplicar,
    ex. Lci,lca,cdb,etc apenas invest. de baixo risco e com garantia. Claro que devemos levar em consideracao no modelo a assist.medica,ainda que precaria hoje, porem no atual modelo ela existe.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:37 - Reply

      Oi Dema. Se esses recursos fossem controlados pelas pessoas os resultados no futuro seriam bem melhores. O problema é que isso fere a ideia básica de todos esses encargos, “benefícios”, taxas, impostos que é encontrar formas de transferir mais e mais recursos da sociedade para o controle do governo.

  21. Antonio Carlos 12 de dezembro de 2016 at 19:37 - Reply

    Leandro, seus livros são somente ebook? Não tem impresso?

  22. CAROLINA 12 de dezembro de 2016 at 20:16 - Reply

    Olá Leandro,
    Sempre acompanho seus artigos e gosto bastante. Como iniciei minha carreira como autônoma, sempre procurei guardar para investir na minha carreira e tb para a aposentadoria, pois nunca cogitei depender do INSS… mas…. Não podemos esquecer que em caso de doença grave ou alguma incapacidade, que às
    vezes acontecem qdo a pessoa é ainda jovem, o INSS é importante.
    Abs

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:41 - Reply

      Oi Carolina. Neste caso o INSS funciona como um seguro. Mesmo os que contribuem com o mínimo possuem esse seguro. O difícil é saber até quando isso será economicamente sustentável. Graça a existência de um dos piores e mais infelizes meios de transporte já criados pela humanidade (as motos) milhares de jovens morrem ou ficam inválidos para sempre (para ler mais).

      • Leo 15 de dezembro de 2016 at 13:26 - Reply

        Leandro, acompanho seu blog a muito tempo e ja o recomendei para diversos amigos que hoje o leem constantemente, seus artigos e cometários são sempre muito lucidos e embasados, porém esse sobre as motos foi muito ruim e pessimamente embasado, sequer esta alinhado com os números apresentados na reportagem, quem também é parcial e ruim.

        Sobre todo o resto do blog, continuo sendo um admirador do seu trabalho.

        • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:06 - Reply

          Oi Leo. É apenas uma opinião que tenho sobre as motos, como muitas opiniões que tenho sobre todas as coisas. Você não precisa ter a mesma opinião e por esse motivo não precisa tentar desqualificar a minha opinião, pois seria impossível já que você não tem acesso a tudo que sei sobre as motos. Na minha opinião, a moto foi o pior invento da humanidade. Desconheço meio de transporte que já tenha matado tantos e destruído a vida de tantas famílias. Creio que no futuro, as motos que conhecemos hoje, serão vistas como verdadeiras aberrações. As pessoas vão olhar para essas coisas que temos hoje e vão pensar “Nossa! como alguém tinha coragem de arriscar a vida sobre essas coisas rudimentares? Como as autoridades da época permitiam que essas coisas fossem vendidas?” Certamente teremos veículos no futuro parecidos com as motos, mas serão sistemas seguros utilizando tecnologia avançada. O mesmo vale para os automóveis. Se você discorda de tudo isso, tudo bem, você tem total direito de pensar diferente e nem por isso vou dizer que sua opinião é ruim.

  23. José Claudio 12 de dezembro de 2016 at 20:37 - Reply

    Boa Noite Leandro!
    Muito esclarecedor o assunto das manobras do governo em relação ao dinheiro arrecadado. Com relação ao populismo, li a seguinte frase: “o populismo ama tanto os pobres que os multiplicam”. Aguardando as próximas dicas, pois as necessito. Pena que não conseguimos reverter os depósitos de INSS e FGTS,ou ao menos, se tivéssemos a possibilidade de contribuir com percentual opcional. Muito Obrigado!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:47 - Reply

      Oi José. Na minha opinião o populismo ama os ignorantes. As pessoas mais pobres possuem menos recursos para investir na própria educação e no desenvolvimento pessoal e temos a ideia de que o político populista ama e multiplica os pobres. O que eles gostam de multiplicar mesmo é a ignorância. O populista gosta de patrocinar carnaval, copa do mundo, olimpíadas e outras distrações para a população, não importando se são pobres ou ricos. Um povo distraído e sem educação é mais fácil de dominar.

      • Leonardo Nascimento 13 de dezembro de 2016 at 16:02 - Reply

        “O populista gosta de patrocinar carnaval, copa do mundo, olimpíadas e outras distrações para a população, não importando se são pobres ou ricos. Um povo distraído e sem educação é mais fácil de dominar….”

        Constatação muito verdadeira e muito triste ao mesmo tempo. Eu fui um dos únicos do meu grupo de amigos que se recusou a participar de jogos de copa do mundo ou jogos olímpicos aqui no Rio de Janeiro. Amigos ricos e pobres, direitas e esquerdas, todos eufóricos e contentes com essa “grande festa” que nos foi proporcionada, sendo que fui tachado de rabugento e pessimista por afirmar que não havia dinheiro para tanta gastança e que depois de tudo o estado ia para o fundo do poço.

        Parabéns, Leandro. Acompanho o Clube dos Poupadores há quase um ano e esses artigos sobre aposentadoria e previdência social estão simplesmente espetaculares.

        • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:11 - Reply

          Oi Leonardo. Basta ver o que está acontecendo com o Rio de Janeiro. Foi uma grande festa com os recursos públicos. Políticos, alguns servidores públicos e empresários amigos desses políticos fizeram uma grande festa enquanto as pessoas estavam distraídas com coisas que literalmente não significam nada.

      • José 13 de dezembro de 2016 at 20:18 - Reply

        Os governos patrocinam esses grandes eventos com dinheiro que alegavam não existir para investimento em necessidades básicas do seu povo: saúde, educação, etc. Aplicam outra máxima do populismo: pão e circo.

  24. Peter 12 de dezembro de 2016 at 20:47 - Reply

    Leandro,

    Adorei o artigo e deixo uma sugestão: Simular segundo as novas regras proposta pelo governo o valor de uma aposentaria para as pessoas que não se enquadram nem mesmo na regra de transição.
    Pelas minhas contas de padaria os “benefícios” devem ficar na ordem de 20% do valor atual.

  25. Paulo Cesar 12 de dezembro de 2016 at 20:49 - Reply

    Professor Leandro, seu pragmatismo financeiro é estupendo. Felizmente você quase não se deixa contaminar pelo viés ideológico em seus ensinamentos. Outrossim, tanto os gestores públicos (governos) quanto os privados (bancos e corretoras) irão gerir o dinheiro do cidadão de forma ineficiente e prejudicial se tiverem poderes excessivos sobre ele. Estão aí os títulos de capitalização e outras porcarias, as quais não me deixam mentir. Porém, você bem sabe que jamais existirá o mundo perfeito composto apenas de pessoas educadas e conscientes. Desde sempre, há a população inculta, ignorante, dependente e altamente manipulável por políticos populistas de todas as matizes, tanto à esquerda quanto à direita. Desta forma, vejo o seu site como um oásis de conhecimento para nós em meio a um deserto altamente hostil representado por políticos corruptos, empresários inescrupulosos e outros bandidos de toda espécie. Não estamos sendo assolados apenas por criminosos do colarinho branco. Eu, por exemplo, resido em uma cidade do nordeste na qual, atualmente, não se pode sair de casa com um celular na mão, pois a sua chance de ser assaltado é absurdamente alta. Usar um ônibus coletivo então é um verdadeiro filme de terror. Parece-me que o Brasil está a beira do caos total, do “salve-se quem puder” !!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:52 - Reply

      Oi Paulo. Por saber que sempre teremos um mundo imperfeito que no lugar de gastar energias tentando mudar o mundo eu tento motivar cada pessoa a mudar seu próprio muito, adaptando sua vida e sua realidade dentro das regras e limitações do sistema, mas usando a inteligência para o bom uso dos seus recursos para criar uma vida mais estável e próspera dentro da sua realidade pessoal. Acredito que todo mundo tem o direito e o dever de construir uma vida pessoal de alta qualidade, sem esperar nada do governo e das instituições. É o mínimo que podemos fazer. Quem sabe a sua vida acabe se tornando um bom exemplo para seus filhos, parentes e amigos e com o passar das décadas os bons hábitos financeiros se espalhem por toda parte… lentamente.

  26. Ferdinando 12 de dezembro de 2016 at 21:24 - Reply

    Hj com 30, a meta perfeita seria me aposentar por conta própria aos 50, mas sendo aos 60, acho muito válido. Para então só trabalhor por prazer.
    Hj ainda não tenho filhos, mas quando tiver, vou iniciar sua aposentadoria a partir do nascimento, para que aos 30 ele possa seguir seus sonhos sem medo.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 8:54 - Reply

      Oi Ferdinando. Com relação aos filhos eu sempre recomendo que você entregue para ele uma boa educação financeira e permita que ele lute pelo espaço dele. Isso vale muito mais que qualquer quantia que você possa acumular. Invista na educação dele (em todos os sentidos) e permite que ele lute pelo restante.

  27. Luciano Flores 12 de dezembro de 2016 at 21:29 - Reply

    Fantástico! É a palavra que costumo usar para definir algo que é muito, muito bom, é algo além de excelente. Artigo fantástico. Pelo número de assinantes e leitores, pode ter certeza que tu estás fazendo a tua parte….ajudando a mudar a mentalidade do nosso povo, ignorante financeiramente. Sobre aposentadoria, melhor ainda é quando conseguimos identificar nosso propósito, o que nos leva a ser mais produtivos, mais felizes, ajudar mais pessoas e ganhar mais dinheiro. É quando não ficamos mais olhando para o relógio, torcendo para a vida passar mais rápido. É quando nao ficamos mais 5 dias fazendo o que odiamos para “aproveitar a vida” em 2 (que lógica há nessa matemática?). Quando estamos cumprindo nosso propósito, não há aposentadoria!! Parabéns pelo trabalho!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:00 - Reply

      Oi Luciano. Acredito em tudo isso que você disse. Acredito ainda que a independência financeira deve ser conquistada como um instrumento para que você tenha mais liberdade para exercer o seu propósito, com mais tranquilidade. Todos deveriam ter como propósito melhorar o mundo a sua volta, o pequeno mundo que temos contato todos os dias. Todos deveriam deixar um rastro de bons exemplos e boas lições para que no final da vida você possa fazer a seguinte pergunta: “Se eu não tivesse existido, a vida das outras pessoas teria sido um pouco pior ou um pouco melhor?”. Espero que todos possam chegar no fim com a certeza de que a vida fez uma boa opção em ter apostado e investido na sua existência.

      • Luciano Flores 13 de dezembro de 2016 at 11:30 - Reply

        Com certeza, Leandro! Devemos ser hoje a diferença que queremos no mundo. Se eu achar que o que me cerca é muito pequeno, nunca farei algo grande. E sobre o fim da vida, Bronnie Ware, uma enfermeira australiana especializada em cuidados com paciente terminais, escreveu o livro “The top five regrets of the diying”. Nesse livro, ela conta que as pessoas adquirem uma lucidez impressionante sobre a vida ao se aproximar da morte, e “é fácil perceber que as pessoas não realizaram nem metade dos seus sonhos e tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que elas mesmas tomaram….ou não tomaram”. E dentre os 5 arrependimentos, o mais comum é “Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não ao que os outros esperavam de mim”. Fica a dica pra todos os seus leitores, nessa riquíssima área de comentários: Que aprendamos agora com as pessoas que já viveram mais. Que procuremos à todo custo o nosso propósito! Mais uma vez, parabéns pelo melhor site de educação financeira do país!

        • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 12:18 - Reply

          É isso mesmo Luciano. Devemos viver uma vida fiel aos nossos princípios, valores e verdades. E buscar uma evolução interna sempre, pois é a riqueza interna que reflete e gera a riqueza externa. Viver a vida que os outros querem que você viva é arrependimento garantido! Obrigado pelos seus comentários.

  28. Anderson E. dos Santos 12 de dezembro de 2016 at 21:30 - Reply

    Excelente artigo. Mas, infelizmente, na sociedade brasileira, a educação financeira ainda é o pilar da ignorância. Atingir esse grau de instrução sobre os frutos do próprio trabalho, ainda zelando pela longevidade de tais frutos, significa exterminar filosofias de vida mantidas por gerações, que se resumem no trabalhar hoje pra comer amanhã. Extermínio que julgo improcedente sem o papel das Escolas, instituindo a educação financeira como disciplina eletiva.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:02 - Reply

      Oi Anderson. Felizmente essa geração teve a sorte de nascer no momento que a internet foi criada na fase da Terra. A ignorância está se tornando uma opção de vida e não mais uma imposição. Por este motivo eu acredito que podemos melhorar nas próximas décadas.

  29. Jeovan santos 12 de dezembro de 2016 at 22:14 - Reply

    Muito obrigado Leandro,mais um conteúdo de grande importância para nós leitores dos seus artigos. Excelentíssimo trabalho que você vêm fazendo pra nós fortalecerem de conhecimento sobre investimentos.
    Obrigadooooooooooooooooooooooo!

  30. Paulo Simões 12 de dezembro de 2016 at 22:28 - Reply

    Boa noite, Leandro. Não há como o INSS e FGTS serem opcionais já que você demonstrou brilhantemente todos os ganhos que os governos têm “investindo” eu diria surrupiando o nosso dinheiro? Nos países dito “desenvolvidos” eles também continuam a contribuir e apesar de usufruirem um pouco mais de anos na aposentadoria eu acho que em alguma Democracia DEVERIA ser de livre arbítrio do trabalhador assalariado fazer o que quiser xom o seu dinheiro tenso a única obrigação de pagar Imposto de renda porém de padrões aceitáveis e justos. Na minha santa ignorância, há alguma sociedade nessa globalização onde isso exista??

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:10 - Reply

      Oi Paulo. Quem vai convencer os políticos a fazer menos dinheiro sair do bolso do trabalhador (descontado na fonte) para alimentar o sistema? Quem vai convencer a legião de pessoas que acredita cegamente que tudo isso é um direito, um benefício conquistado pelo trabalhador? As leis trabalhistas do mundo todo foram criadas na revolução industrial. Estamos vivendo hoje a era da informação. Aqui no Brasil existe uma lei que proíbe que qualquer trabalhador fique mais de 10 horas por dia trabalhando. Imagine o absurdo que é o Estado proibir você de trabalhar a quantidade de horas que você achar necessário. Tiram um direito seu e dizem que estão te dando um direito. Como sempre fui empreendedor, por diversas vezes trabalhei 16 horas em um dia. Já virei a noite acordado trabalhando para terminar um projeto importante. É claro que isso gerou um impacto positivo na minha vida no momento que achei importante fazer esse sacrifício temporário. Existem diversos países onde o governo se mente menos na vida das pessoas, pois elas não permitem que se metam tanto.

      • Daniel 13 de dezembro de 2016 at 12:52 - Reply

        Olá Leandro, este tipo de lei teve sua grande importância no momento que impedia abusos como trabalhadores em situação indistinguível de escravidão. É claro que justamente com o amadurecimento do país e o maior acesso a informação em um futuro não tão distante essas leis deveriam ser relaxadas e finalmente extintas em prol da liberdade de escolha, mas é preciso ter em mente que ainda hoje temos situações de escravidão no país como por exemplo na agricultura com os trabalhadores que colhem a cana ou em São Paulo com os estrangeiros (principalmente bolivianos) que trabalham como costureiros.

        • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 14:00 - Reply

          Oi Daniel. Atualmente 15% da população brasileira vive em áreas ruais. 85% vive em cidades e grandes centros urbanos. Já faz muito tempo que o trabalho escravo é crime e os crimes são combatidos de outra forma. Não faz nenhum sentido não permitir que as pessoas vendam seu trabalho da forma que acharem melhor nos dias de hoje e usem o fruto desse trabalho com total liberdade. Vivemos em um país onde existem mais linhas de telefone ativas do que pessoas, e 168 milhões de smartphones em operação nas mãos dos mais pobres até os mais ricos. As pessoas de hoje não vivem mais na década de 30. É claro que em qualquer parte do mundo sempre vai existir um ou outro criminoso que se passa por empresário para explorar as pessoas, mas isso não é a regra.

      • Rodrigo 13 de dezembro de 2016 at 14:09 - Reply

        Leandro, curto muito seus artigos, mas achei alguns pontos um tanto complicados aqui.
        As leis trabalhistas foram criadas em beneficio do trabalhador como forma de contrapor a tendência a exploração do proletariado. Nos primórdios do sistema, à epoca da revolução industrial, era comum haver trabalhadores em jornadas de 12 ou 16 horas por dia, sem direitos sociais, submetidos a formas brutais de exploração. Ora, não sejamos idealistas, é evidente que o capitalismo é um sistema cheio de problemas e baseado na exploração de uns em beneficio de outros. O ocidente tentou corrigir esse problema com as leis trabalhistas, mas até hoje temos alguns lugares onde há brutal exploração de mão de obra, tipo a China. Será que todos devemos ser como a China? E fazendo um outro exercício, se tivessemos uma população educada financeiramente, se tivessemos a maioria das pessoas tirando suas economias da poupança para colocar no tesouro, ou a opção de sacar seu FGTS como bem entender, será que esse sistema se sustentaria? Abraço

        • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 8:37 - Reply

          Oi Rodrigo, não vivemos mais nos primórdios do sistema, não estamos mais na revolução industrial, vivemos na era da informação ou era do conhecimento. As maiores empresas do mundo são empresas de software e tecnologia e sua matéria prima são pessoas inteligentes. Talvez se o povo chines não tivesse sido vítima de uma revolução comunista (que tinha como desculpa proteger o proletariado), as condições de trabalho e a qualidade de vida de seus habitantes fosse tão elevada quanto a existente nos países mais capitalistas do mundo. O problema não está no capitalismo e nem nas empresas. O problema está no Estado que literalmente parasita as pessoas, sejam elas trabalhadoras ou pessoas que tomam a decisão de empreender. Essa guerra de classe, declarada por políticos que queriam assumir o controle e viver com as regalias que esse controle proporcionaria, foi embutida na cabeça das pessoas e ainda esta lá. Ela já matou centenas de milhões de pessoas em todo mundo (através dos mais variados conflitos armados) e a vida dos trabalhadores nesses países onde essas ideias foram implantadas não chega perto da vida que os trabalhadores dos países mais capitalistas do mundo levam. Por mais curioso que isso possa parecer, é justamente nos países onde as pessoas são mais livres para empreender e trabalhar que a população é mais rica e desenvolvida. Nos países onde a burocracia e o controle do governo está acima da liberdade das pessoas é justamente onde encontramos os maiores índices de miséria. Recomendo uma revisão das crenças relacionadas a isso, pois essas crenças é que nos limita a crescer. Países ricos são constituídos por pessoas ricas, ou seja, que durante a vida acumularam capital (a base do capitalismo) através de um esforço de poupança, investimento e empreendedorismo. Conheço muitos países miseráveis por falta de capitalistas (pessoas que acumulam capital) e desconheço países ricos baseados em uma população que não poupa, não investe e não empreende.

          • Carvalho 14 de dezembro de 2016 at 16:39

            Leandro, você precisa por likes nos comentários para que possamos “curtir” tanto perguntas quanto respostas. Uma resposta dessas é digna de um milhão de curtidas. Cada resposta é uma “mitada” na cabeça da geração “pera com leite” doutrinada nas universidades comunobrasileiras, sustentados pelos pais capitalistas opressores. Impressionante o nível de doutrinação do brasileiro, que segue defendendo seus algozes mesmo com prova e contraprova. Aviso para quem quiser contradizer o professor Leandro, venha embasado, mas não com a velha retórica esquerdista. A “mitada” é certa.

          • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:35

            Oi Carvalho. Obrigado! O fato é que nos países “capitalistas opressores” os jovens estão neste momento dentro das universidades pensando em como irão fundar o próximo Google, o próximo Facebook, a próxima Amazon ou uma nova Apple e Microsoft. São jovens que sonham em fundar uma startup capaz de resolver algum problema global. Basta olhar a lista das maiores e mais valiosas empresas do mundo neste momento. Você encontrará empresas de software, tecnologia e internet que estão mudando o mundo, gerando empregos e riquezas para seus países. Aqui no Brasil, os jovens estão preocupados em passar em um bom concurso público assim que saírem da faculdade. Estão reclamando da falta de emprego no lugar de pensar na possibilidade deles gerarem esses empregos.

  31. Renato Mello 12 de dezembro de 2016 at 22:50 - Reply

    Olá Leandro. Ótimo artigo como sempre. Gostaria de saber se você presta consultoria financeira?

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:11 - Reply

      Oi Renato, não presto consultoria. Na verdade, como educador financeiro eu defendo a ideia de que ninguém deveria depender de nenhum tipo de consultoria. Você precisa assumir de uma vez por todas que deve aprender a tomar decisões financeiras sem depender de ninguém. Leia esse artigo.

  32. Raphael 12 de dezembro de 2016 at 23:05 - Reply

    Leandro , parabéns. Tenho 38 anos e há cerca de 3 anos comecei a iniciar meus investimentos e de um ano pra cá acompanho seu blog. Graças a você já acúmulo um patrimônio satisfatório nas minha condições e certamente minha independência financeira chegará nos próximos 2 a 3 anos. Quanto a seu assunto, bastante simples porém de importância ímpar. Quero concordar com o Douglas, não acredito que a população em geral na qual você fez menção recebedora do salário de 1000 reais, saberia lidar com essas aplicações que menciona. Conheço muitos médicos, advogados e engenheiros com dívidas que recentemente ao serem demitidos num hospital, estavam contando com “esse ” dinheiro para quitar suas “dívidas”. O problema maior você já abordou anteriormente. É a educação. O governo de fato faz questão de que essa educação seja cada vez pior pois isto lhes favorecem. Um abraço

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:14 - Reply

      Oi Raphael. Quanto menos educação financeira, mais fácil é o político ser eleito prometendo coisas que não pode cumprir. Quanto maior a ignorância, mais mudanças na economia, impostos e nas leis, desfavoráveis para as pessoas, podem ser aprovadas sem questionamento. O sistema se sustenta na ignorância. Ofereça educação para as pessoas e você estará desestruturando o sistema.

  33. Marcelo 13 de dezembro de 2016 at 6:50 - Reply

    Mais um excelente artigo. Eu tento repassar estes conhecimentos aos familiares e amigos, mas as idéias são vistas como algo impossível de alcançar e prazo muito longo. De cada 10, apenas 1 apresenta uma leve preocupação e, mesmo assim, não se prepara para o futuro.

    Uma dúvida: como tirar o valor que possuo das garras do Governo? Comprar um imóvel em outra cidade seria possível?

    Muito obrigado e continue com este projeto espetacular .

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:17 - Reply

      Oi Marcelo. O FGTS possui 1001 regras para o uso antecipado dos recursos. São muitas mesmo e você precisa se aprofundar. O ideal seria ignorar esses recursos que por lei somos obrigados a transferir para o governo. Se somos obrigados, devemos seguir o que diz a lei dando para Cesar aquilo que é de Cesar. Depois vamos cuidar da nossa vida, verificar que tipo de conhecimento e habilidades precisamos adquirir para que possamos ganhar mais, poupar mais e investir melhor sem depender de pão e esmolas do sistema no futuro.

  34. Cinthia Machado 13 de dezembro de 2016 at 8:12 - Reply

    Bom dia, Leandro!

    Parabéns pelo artigo. Mais uma vez tentando lançar alguma luz sobre esse assunto tão mal difundido que é a a crença do governo na incapacidade dos trabalhadores cuidarem do seu próprio dinheiro.

    Obrigada por compartilhar!

    Abraço,

    Cinthia

  35. Daniel 13 de dezembro de 2016 at 8:12 - Reply

    Brilhante artigo!! Triste realidade!
    Abs

  36. diego 13 de dezembro de 2016 at 8:15 - Reply

    Parabens leandro, ótimo artigo,sei que o site é apartidário, mas sinto um cherinho de liberalismo rsrs enfim ansioso pelas dicas praticas! Alguma previsao?

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:29 - Reply

      Oi Diego, não gosto de rotular as coisas que acredito. Acho que as pessoas deveriam fazer a mesma coisa. Não tenho nenhum compromisso com nenhum rótulo, pois dentro desses mais diversos rótulos sempre existem ideias boas e ideias ruins. Pegue aquilo que você acredita e acha bom e deixe o resto. Assim você vai construindo as coisas que você acredita sem precisar sair por ai dizendo que é isso ou é aquilo, que defende a bandeira x ou a bandeira y. Existe um valor que defendo muito que é a liberdade em todos os sentidos. Entendo que a felicidade humana está na liberdade. A educação financeira é importante para garantir essa liberdade, já que dentro do sistema capitalista o ter ou não ter dinheiro significa ser ou não ser livre. No caso do consumismo, ter desejos consumistas ou não, significar ser ou não ser livre. Dentro da política, existem linhas de pensamento que defendem uma sociedade totalmente dependente e controlada pelo Estado e existem linhas de pensamento que pregam uma sociedade onde a única função do Estado seja garantir que cada um possa exercer a sua liberdade sem prejudicar a liberdade do próximo. O mesmo vale para religiões onde umas pregam mais a liberdade e outras não, na filosofia, etc. Eu sempre prefiro a ideia de que o ser humano só será capaz de ser feliz quando se tornar livre (em todos os sentidos). O gosto pela educação (não só a financeira) é que permite essa libertação. Já a ignorância só nos leva para a dependência.

  37. Alison 13 de dezembro de 2016 at 8:26 - Reply

    Interessante você divulgar isso publicamente Leandro, só reforçar e estimula o investidor iniciante. Nessa perspectiva de longo prazo estou fazendo aportes no tesouro IPCA 2024 e agora achei uma LCI atrelado tbm ao IPCA + 6,15, isento de imposto de renda. Uma boa estratégia pra longo prazo?

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:31 - Reply

      Oi Alison. É uma boa estratégia se você entender que a LCI foi emitida por um banco, certamente um banco de menor porte, e que essa vantagem adicional que você está recebendo é um prêmio oferecido pelo banco para que você aceite assumir um risco maior, que no caso seria contar com o FGC caso o banco quebre. Sempre que você fizer comparações entre os títulos públicos e os títulos dos bancos deve considerar que esse ganho adicional é um prêmio pelo risco. Para esse investimento de maior risco você irá destinar aquela parcela do seu patrimônio que você aceita correr um risco adicional pelos juros adicionais.

  38. Guilherme 13 de dezembro de 2016 at 8:26 - Reply

    Ótima análise, Leandro!

    Apenas uma questão: não acha que deveria ter alguma forma de assistencialismo (saúde, aposentadoria) para aqueles mais pobres, que não tem condição alguma de pagar um serviço particular de saúde? Abraço!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:40 - Reply

      Oi Guilherme. Sim, é fundamental que o Estado (em nome da sociedade) possa oferecer assistência para as pessoas que realmente precisam. Já pagamos elevados impostos com essa finalidade. Bom mesmo seria se as pessoas pudessem ter o direito de escolher até quando fosse necessário uma assistência. Imagine se as pessoas tivessem recursos disponíveis para gastar exclusivamente com saúde e educação e elas tivessem o direito de escolher o prestador de serviços. Imagine que esses prestadores pudessem competir pela preferência das pessoas. Talvez o que o Estado gasta todos os anos para manter uma estrutura ineficiente e corrupta serviços públicos pudesse se reverter em recursos para que as pessoas possam escolher livremente os prestadores de serviço com base naqueles que oferecem os melhores serviços para atrair esse público. O mecanismo da competição, que não existe dentro do sistema público, é que faz o sistema privado melhorar seus serviços a cada dia. Sem esse mecanismo de competição criamos serviços públicos de péssima qualidade e muito caros.

  39. Ilson Zenker 13 de dezembro de 2016 at 8:31 - Reply

    Parabéns pelo artigo. Concordo quando referes que a previdência seria uma pirâmide, pois baseia-se num crescimento quase infinito da base de contribuintes. Porém, lembro que os institutos de previdência também funcionam como seguradoras para seus contribuintes e familiares.

  40. Ariadna 13 de dezembro de 2016 at 8:33 - Reply

    Excelente artigo!

  41. Marcos 13 de dezembro de 2016 at 8:37 - Reply

    Olá Leandro: não entendi bem quando vc disse:

    “Somando os pagamentos de INSS (R$ 280) e FGTS (R$ 80) podemos afirmar que o governo está obrigando você a produzir R$ 360 a mais…”

    No exemplo que vc utilizou, ao simular um salário de 1.000,00, os encargos sociais referentes a INSS seriam de 200,00 e, de FGTS, de 80,00. Então, a soma não deveria ser 200,00 + 80,00 = 280,00?

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:44 - Reply

      Oi Marcos. De INSS são 8% descontado do seu salário e 20% pago pelo empregador que já daria 280. O FTGTS seria mais 80 referente a 8%.

  42. Antônio Soares 13 de dezembro de 2016 at 8:37 - Reply

    Olá Leandro, estou lendo teus livros, são melhores do que muitos cursos sobre educação financeira que existem no mercado. Eu sou aposentado por tempo de contribuição, mas continua trabalhando para constituir uma aposentadoria que não dependa de governos, porque eu nunca acreditei neles. Um bom exemplo é a Grécia.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:45 - Reply

      Oi Antônio. A Grécia por muito tempo foi governada por políticos populistas que davam, davam e davam sem dizer para a população de onde estavam tirando. Um dia o dinheiro acabou.

  43. Daniela Ribeiro 13 de dezembro de 2016 at 8:38 - Reply

    Acompanhar seus artigos foi uma das escolhas mais bem sucedidas que fiz. Consigo entender e crescer de uma forma muito tranquila e consciente. Obrigada!

  44. Gonçalo 13 de dezembro de 2016 at 8:52 - Reply

    Obrigado, Leandro!! Abraços!!!

  45. Jose Marques 13 de dezembro de 2016 at 9:05 - Reply

    Olá. Belo artigo. O problema do INSS seria resolvido assim: devolver ao aposentado tudo o que ele e empresa contribuiu ao longo de 35 anos, devidamente corrigido, e parar de pagar a “esmola” mensal. Isto vai de encontro de cada um ser o gerente do seu dinheiro.Mas os parasitas dos (des) governos não querem isso.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:47 - Reply

      Oi Jose, e nem a população quer, por pura falta de entendimento sobre o funcionamento do dinheiro e dos investimentos.

  46. Fábio Bastos 13 de dezembro de 2016 at 9:09 - Reply

    Leandro, o povo brasileiro ainda vai levar muito tempo para aprender a lidar com dinheiro, até os mais esclarecidos demoram a perceber certas nuances do poder do dinheiro no tempo, nas armadilhas da poupança, previdência privada, etc.

    Poucas pessoas que conheço, consegue guardar dinheiro para um futuro incerto, não conseguem nem criar um patrimônio, ficam contando com o FGTS e INSS para quando se aposentar.

    Conheço pessoas que ganham muito bem, mas vivem endividadas, para elas é até benéfico usar o cartão de crédito, sei que vai discordar, mas acredite que muitas pessoas só conseguem guardar, comprar algo quando se faz alguma dívida, ninguém quer saber de guardar e aproveitar os descontos, se tentar guardar, vai gastar nas férias três meses depois.

    Confesso que demorei um tempo para abrir meus olhos, mas estou fazendo minha parte agora, e agradeço os diversos escritores, assim como você, que de alguma forma conseguem nos ajudar de uma forma impressionante.

    e que venham os próximos artigos…………..

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:51 - Reply

      Oi Fábio. Por este motivo que a divulgação da educação financeira não ocorre de uma maneira séria. O que seria dos governos, dos bancos, cartões de crédito e das próprias empresas do comércio que encontraram na ignorância financeira das pessoas uma fonte de lucros?

      • Fábio Bastos 13 de dezembro de 2016 at 12:43 - Reply

        Concordo, quanto menos informações tivermos, mais o governo irá prosperar nos seus roubos, desvios e etc.

  47. Daniel Bizon 13 de dezembro de 2016 at 9:17 - Reply

    Caro Leandro estou aqui perplexo refletindo sobre tudo o que você demonstrou em mais uma obra prima. Parabéns e um grande abraço!!!!!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 9:51 - Reply

      Oi Daniel, obrigado. Parabéns por ter ficado perplexo!

  48. Wilson Junior 13 de dezembro de 2016 at 9:43 - Reply

    Estou gostando muito de acompanhar essa série de artigos, muito rica e de excelente qualidade, e você ainda disponibiliza o seu tempo respondendo seus leitores (admiradores), é incrível. Estou divulgado ao máximo o seu site para outras pessoas, é o mínimo que posso fazer, pretendo em breve adquirir os seus livros, o seu trabalho é extraordinário, realmente muda vidas. Então, temos um possível candidato para a eleição de 2018, Jair Bolsonaro, gosto muito dele, de direita, defende muitos dos mesmos ideais que acredito, mas, o que você acha dele? Será mais um populista dentre tantos outros se aproveitando do momento para se apoderar do sistema? Sei e tenho total consciência que não devemos depender do Estado, e sim ao contrário, buscar a nossa independência e liberdade.

    • Leandro Ávila 26 de dezembro de 2016 at 7:28 - Reply

      Oi Wilson, pelo pouco que conheço, ele defende um Estado maior, é contra privatizações, defende barreiras alfandegárias (que limita a liberdade das pessoas) e tem algumas ideias que limitam a liberdade das pessoas. Eu não tenho simpatia por políticos que defendem a ideia de que as pessoas não podem aprender a cuidar da própria vida e que o Estado deveria assumir essa responsabilidade de cuidar da vida das pessoas. Acho que se o Estado se limitasse a oferecer educação de altíssima qualidade, se as escolas fossem as instituições mais importantes e sérias do país, todos os demais problemas, que vão da saúde até a justiça, seriam reduzidos drasticamente. Gente educada fica menos doente, sofre menos acidentes, comete menos crimes e vive de uma forma menos violenta, cuida da sua própria vida, prospera financeiramente e depende menos dos outros.

  49. Louis 13 de dezembro de 2016 at 9:52 - Reply

    Olá Leandro,

    por isso sou a favor do “estado mínimo”.
    Uma coisa que vou ensinar para meu filho, é: tente não depender do governo para nada.
    As pessoas estão jogando a responsabilidade do próprio futuro (aposentadoria) nas mãos dos bandidos. Será que não percebem isso?
    E ainda hoje, li uma pesquisa em que a maioria da população se diz contra a PEC do teto dos gastos. Esse povo merece pagar mais imposto mesmo!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 10:48 - Reply

      Oi Louis. As pessoas são vítimas da própria ignorância.

  50. Aline 13 de dezembro de 2016 at 10:12 - Reply

    Parabéns por mais um artigo esclarecedor. Você pensa em escrever algum artigo sobre o funcionamento de previdências em outros países?

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 10:48 - Reply

      Oi Aline. Não tenho o conhecimento necessário sobre o funcionamento da previdência em outros países.

  51. Bruno Caparoz 13 de dezembro de 2016 at 10:19 - Reply

    Artigo Fantástico como sempre!

    Nosso País precisa de pessoas comprometidas com a verdade, mesmo que isso não seja para seu próprio benefício.

    Parabéns Leandro pelo comprometimento com seus leitores, admiro muito seu trabalho.

    Continue assim!

  52. Fabian 13 de dezembro de 2016 at 10:44 - Reply

    Grande Leandro!Mais um excelente artigo,parabéns pela clareza e imparcialidade!
    Abraço.

  53. Rita Machado 13 de dezembro de 2016 at 10:49 - Reply

    Olá Leandro,

    Excelente artigo! Parabéns!
    Fiquei com uma dúvida: quando você fala do total obtido ao aplicar em Tesouro Direto (872mil), este é o valor sem descontar nenhuma taxa de administração ou IR, não é mesmo? Quanto renderia mensalmente estes 872 mil, descontando as taxas devidas? Muito obrigada!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 10:52 - Reply

      Oi Rita, isso foi só uma simulação simples para mostrar o efeito dos juros compostos. Para as atuais regras existirá a taxa de 0,3% ao ano da BM&FBOVESPA e o imposto de 15% sobre o rendimento. Mesmo assim, o INSS não pagará nem perto disso durante a vida de aposentado de alguém que só irá contribuir sobre um salário de R$ 1000,00. Só usei o Tesouro IPCA como um exemplo qualquer para que uma simulação fosse possível para fins didáticos. O ideal é que a pessoa, como boa investidora, conheça o funcionamento de todas as modalidades de investimento existentes, incluindo aquelas que são isentas de IR e que oferecem as menores taxas. Durante as décadas essa pessoa deverá ser capaz de tomar boas decisões de investimento baseadas naquilo que o mercado estará oferecendo no momento. Muitas das modalidades de investimento que existem hoje não existiam no tempo dos nossos pais. Muitas modalidades ainda devem ser criadas no futuro.

  54. Caio Augusto 13 de dezembro de 2016 at 11:11 - Reply

    No segmento que trabalho existem diversas vagas do tipo PJ (pessoa jurídica). Com este tipo de vínculo o empregador está desobrigado a arcar com a maioria dos custos que você citou e consequentemente consegue oferecer um salário relativamente maior que é equivalente ao CLT somado a férias, 13° salário, etc. A diferença é que o resultado (money) vai QUASE que totalmente para o empregado (quase porque empregado ainda tem que pagar impostos equivalente a 6% do faturamento, mas que é bem menor que o imposto da CLT e ainda recolher o INSS pelo mínimo que é aproximadamente R$100).

    Lembro-me bem do meu primeiro emprego com este tipo de vínculo. Ao pedir ajuda e conselhos para o pessoal mais experiente (pai, mãe, sogra,etc.) todos achavam que era uma fria, pois como diziam “imagina ficar fora da CLT e perder todos os benefícios que ela proporciona”. Claro que eles são de outra geração, tem outro pensamento, a educação deles foi completamentee diferente.

    Hoje estou como CLT novamente, mas não consigo administrar meu dinheiro como antes, investir como antes, etc.

    Minha expectativa é ter independência financeira antes dos 40, como CLT dificilmente conseguirei.

    Sobre o artigo, espetacular como sempre, reflete totalmente minha opinião, mas claro que de uma forma muito mais simples, objetiva, com exemplos reais de fácil compreensão. Eu já “perdi” muito tempo explicando e discutindo essa comparação entre poupança e Inss + FGTS para colegas, amigos, parentes, etc.

    Parabéns novamente Leandro e muito obrigado pelo conhecimento de qualidade que você nos proporciona.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 12:13 - Reply

      Oi Caio. No início da minha vida profissional, por iniciativa própria, pedi demissão da empresa onde trabalhava, abri minha própria empresa e transformei meu patrão no meu cliente. Ao mesmo tempo passei a oferecer o meu serviços para dezenas de outros clientes e foi maravilhoso. Livre dos “direitos trabalhistas” que na verdade são grandes limitadores da nossa prosperidade financeira, trabalhei 16 horas por dia para atender meus clientes, de domingo a domingo e muitas vezes virei a noite trabalhando. Esse esforço inicial foi necessário, feito com muita alegria e satisfação, por um momento da minha vida que me fez rapidamente atingir meus primeiros objetivos financeiros. Se fosse um funcionário de carteira assinada, não teria o direito de fazer o que bem entendo com minha capacidade de trabalho. Não teria atingido meus objetivos com a velocidade que atingi. Obrigado pelo seu comentário.

  55. Edilanio Carlos 13 de dezembro de 2016 at 11:20 - Reply

    Leandro, fantástico, cara. Parabéns.vou esperar os outros artigos para ver as dicas, mas como já te acompanho há algum tempo, já penso numa aposentadoria alternativa. Minha estratégia é uma carteira com 50% em fundos imobiliários e 50% em títulos públicos,para viver de renda. Já tem um ano que invisto nela e me parece promissor.Só fico triste porque tento passar esse conhecimento para familiares e amigos e eles não enxergam essa realidade. Mas minha parte estou fazendo. Um abraço e muito obrigado.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 12:15 - Reply

      Oi Edilanio. Mudar a cabeça das pessoas utilizando palavras é bem difícil. Você precisa dar bons exemplos. Transformar sua vida em um bom exemplo de que tudo que você fala faz sentido.

  56. Eky Barradas 13 de dezembro de 2016 at 11:39 - Reply

    Oi, Leandro.

    Parabéns pelo artigo! Fantástico! Gostaria de lembrar que existe a possibilidade de sacar o dinheiro do FGTS integralmente quando a pessoa está há 3 anos sem carteira assinada. Tenho 31 anos e saquei meu FGTS todo recentemente. Venho tocando meu próprio negócio e não vi sentido em deixar esse dinheiro aos cuidados do governo.

    Abraço!

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 12:19 - Reply

      Oi Eky, pois é, existem várias regras que as pessoas nem sabem que existe. Sempre que possível é interessante assumir o controle do seu dinheiro, pois lá dentro do governo ele só rende 3% ao ano + TR em um país com inflação que temos hoje.

  57. Pedro paulo 13 de dezembro de 2016 at 11:40 - Reply

    Excelente e muito esclarecedor o artigo. Obrigado por compartilhar e expandir ainda mais a educação financeira e pessoal a todos desse nosso país!!!

    Gostaria de saber se vc tb presta consultoria financeira. Se puder me mande um e mail por favor ok.

    Grato. Pedro Paulo.

    • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2016 at 12:21 - Reply

      Oi Pedro. Não presto consultoria financeira e nem apoio. Como educador eu acredito que você sempre será o melhor consultor para a sua vida quando o assunto for dinheiro. Evite a dependência com um consultor financeiro. Busque sua independência. Aprender a lidar com o seu dinheiro é uma tarefa fundamental, quase obrigatória, pois todas as decisões que você tomará por toda a sua vida estão direta ou indiretamente relacionadas com o seu dinheiro. Você só precisa de um pouco de tempo e dedicação para ler e estudar textos, livros e até fazer cursos que achar necessário para acelerar o processo.

  58. Gilberto 13 de dezembro de 2016 at 12:10 - Reply

    Artigo excelente, de 1ª categoria, parabéns Leandro! Infelizmente eu acho que menos de 1% dos brasileiros têm consciência do quão mal fazem para os seus bolsos o recolhimento obrigatório do INSS e do FGTS e, pior, da maldade da tributação indireta, que acaba penalizando os mais pobres. Se ao menos metade dos brasileiros tivessem consciência desses pontos, era revolução certa!

  59. Sandro Souza 13 de dezembro de 2016 at 12:25 - Reply

    Leandro, a palavra para o seu POST e simplesmente,FANTÁSTICO! Parabéns …

  60. Luciano Mendes 13 de dezembro de 2016 at 12:35 - Reply

    Parabéns! Excelente essa matéria sobre a aposentadoria em perigo. Estou ansioso para a continuação.

  61. Marcelo Maciel 13 de dezembro de 2016 at 14:14 - Reply

    Prezado Leandro,

    Inicialmente, parabéns pelo site, é o melhor portal de finanças pessoais do país.

    Não tenho dúvida de que o Estado é ineficiente, inclusive para fornecer previdência.

    Mas você pensa que seu raciocínio é aplicável também ao regime próprio de previdência social, aquele dos servidores públicos, especialmente para quem ganha muito acima do teto do INSS?

    Para quem já ingressou no serviço público e tem a tal da “integralidade”, eu tenho sérias dúvidas se o regime é mesmo ruim para o servidor. Pensemos de forma empírica: se traz prejuízo para o servidor, por que o Estado vem, desde 1998, extinguindo paulatinamente a “integralidade”? O benefício a ser pago vai diminuir, mas também a contribuição (deixaria de se calculada sobre todo o salário). O Estado, então, tem lutado para arrecadar menos e depois pagar menos, o que é um indício de que não é um bom negócio pra ele, não?

    Agora minha situação pessoal. Eu sou servidor público e ganho bem acima do teto do INSS. Essa “integralidade”, para os já ingressos, está sendo mantida até por esta PEC, motivo pelo qual não creio que ela deixará de existir no futuro para quem já entrou (embora terei que trabalhar mais e cada vez mais para alcançá-la). Por outro lado, eu posso migrar para o novo regime, de forma que contribuiria apenas pelo teto no INSS – tendo mais recursos para investir (sou muito disciplinado) -, mas perderia a tal “integralidade”. Eu abriria mão de uns seis anos de contribuição já vertidas, não tem como recuperar o excesso. O que você pensa sobre isso? Valeria a pena pagar menos pra receber menos?

    Pra finalizar, da mesma forma que é possível se beneficiar de um Estado ineficiente, que pratica altas taxas de juros, também não seria possível se beneficiar de um Estado que criou um regime previdenciário sem estudar a questão? O regime próprio, para quem já ingressou, não seria uma dessas falhas que acaba por dar a seu participante uma vantagem que ele jamais conseguiria no mercado?

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 8:42 - Reply

      Oi Marcelo. Acredito que as medidas que o governo está tomando agora não resolvem o problema. Ele só vai dar um folego adicional para que possa ser empurrado para o futuro. As regras do jogo podem e certamente vão mudar inúmeras vezes nas próximas décadas. Não quero dar opinião sobre a situação pessoal de cada leitor, mas quero motivar que cada pessoa faça uma reflexão sobre a sua atual condição, da forma que você acabou de fazer. Seja qual for a decisão, ela precisa ser consciente.

  62. Suhzana 13 de dezembro de 2016 at 14:20 - Reply

    Artigo altamente esclarecedor como sempre. Parabéns por semear o conhecimento de forma apartidária.
    Gosto demais de seus artigos, pois “abrem nossos olhos” de forma, ilustrativa, sempre exemplificando de forma clara. São trabalhos como este seu, que nos fazem ter ESPERANÇA. Um grande trabalho.

  63. daniela cardoso 13 de dezembro de 2016 at 14:40 - Reply

    Oi Leandro, não estou conseguindo entender o cálculo do simulado que vc fez para a pessoa que contribuiria por 43 anos no TD IPCA. Fazendo os cálculos na sua planilha de simulador de independência financeira, deu um valor bem maior ao colocar o juros de TD e até da poupança. Dá pra esclarecer melhor como devemos fazer esse cálculo?

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 8:55 - Reply

      Oi Daniela. Eu apenas simulei 360 por mês corrigido através de uma taxa de juros de 0,5% ao mês durante 43 anos (516 meses). Eu teria que ver qual planilha você usou e como foi que configurou a mesma para encontrar o motivo da diferença.

  64. Tiago 13 de dezembro de 2016 at 14:53 - Reply

    Eu só não intendo uma coisa: Se o INSS é uma poupança forçada, por assim dizer, o que é os 40% sobre o valor da resisão que é em cima desse do valor acumulado do INSS? Como assim Nós estamos já pagando nossa Demissão? Então quando uma pessoa é desligada de uma empresa, isso significa que ela pega o que ela já pagou? Por que quando a pessoa pede demissão ela não recebe o que ela já pagou?

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:01 - Reply

      Oi Tiago. Isso são provisões. Os empresários precisão “provisionar” ou seja, precisam guardar o dinheiro que irão utilizar para pagar seu 13 salário, suas férias e até para pagar os custos de uma demissão no futuro. Quando algum desses eventos acontecer ele já terá o dinheiro guardado na empresa para cobrir essa despesa sem risco de prejudicar a saúde financeira da empresa. Na verdade as pessoas também deveriam ter suas provisões e eu tenho até um artigo sobre isso como pode ver aqui.

  65. Anderson 13 de dezembro de 2016 at 15:14 - Reply

    Prestigioso Leandro,

    Ótimo artigo, aliás, essa série está demais!

    A qualidade dos teus artigos é uma coisa a ser admirada, sempre há links, ilustrações, exemplos, explicação e exposição de conceitos. Enfim, parabéns!

    E se as pessoas tivessem educação financeira, nem que fosse uma básica…

    Nosso povo só será livre no dia em que ele buscar liberdade, e a liberdade começa pela busca da independência aliada à responsabilidade. Infelizmente, em nosso país, o povo não quer liberdade, quer que outros o orientem; e quando querem liberdade, não querem carregar o peso da responsabilidade.

    Abraço!

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:03 - Reply

      Oi Anderson. É isso mesmo. A independência ou liberdade anda de mãos dadas com a autorresponsabilidade. As pessoas querem liberdade, mas não querem se responsabilizar por suas escolhas, por sua vida, pela colheita daquilo que plantaram durante a vida.

  66. Wilmar Carvajal 13 de dezembro de 2016 at 16:10 - Reply

    Parabéns Leandro ! Mais um artigo fantástico!
    Só fiquei com a seguinte dúvida: nesse cenário ideal onde as pessoas poderiam investir seu próprio dinheiro pensando no futuro e escolhendo por conta própria as melhores alternativas de investimento (que nem sempre seriam os títulos públicos), entendo que não existiria mais o FGTS nem o INSS. Na hora lembrei de outro do seus artigos você expôs a composição dos investidores dos títulos públicos, mostrando que alguns dos maiores detentores são fundos de previdência e o próprio FGTS: http://www.clubedospoupadores.com/tesouro-direto/aposentadoria-titulos-publicos.html
    O fato de “tirar” esses grandes detentores da cena não viria a mudar de alguma forma as caraterísticas e rentabilidade do Tesouro Público e portanto os resultados da sua simulação?
    Muito obrigado pela sua resposta e pelo ótimo trabalho !

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:15 - Reply

      Oi Wilmar. Essa parte do artigo foi apenas um exercício de imaginação, não era minha intenção propor uma solução nacional para esse problema que nos enfiaram. O problema não tem volta. Iremos apenas colher os frutos do problema nos próximos anos. Na prática, a única coisa que cada um pode fazer é conhecer e se adaptar ao problema. Isso será feito reduzindo sua dependência, buscando uma aposentadoria sem depender do INSS e tendo suas reservas para emergência sem depender do FGTS. Se esses sistemas continuarem existindo, ótimo, pois contribuir com eles é obrigatório. Se deixarem de existir ou se as vantagens forem reduzidas, nenhum problema caso você tenha se preparado para o pior.

  67. Marcos 13 de dezembro de 2016 at 16:29 - Reply

    Parabéns pelo artigo! Antes mesmo dessas mudanças que logo nosso governo irá empurra para nossos, eu já estava investindo no TD pensando na aposentadoria, o porém é que eu pensava com um complemento mas com as novas regras, tenho que pensar agora como a própria aposentadoria. Sobre o FGTS, pesquisei formas de resgata lo para pôde investir de uma forma melhor, infelizmente, claro tirando a parte que diz respeito a doenças, não me enquadro nas possibilidades dadas pelo governo, o pior é ver o governo utilizar nosso dinheiro das formas mas esdrúxulas possíveis, de benefícios as empreiteiras a estádio de futebol, e querer nos penalizar ainda mais. Ótimo site, foi indicação de um amigo meu e coisas boas devem ser semeadas para o maior número de pessoas possíveis por isso indico também. Parabéns novamente, no aguardo do próximo artigo.

  68. candida 13 de dezembro de 2016 at 16:40 - Reply

    FANTASTICO! Meu marido não economiza absolutamente NADA! Eu já tenho 42 anos de idade. Tenho dois filhos menores de idade e tenho feito reservas no tesouro IPCA para eles. tenho feito para mim também. Mas toda vez que toco no assunto sempre sai “briga” em casa. Detalhe: somos funcionários públicos e ele acredita piamente que não precisa fazer reserva para o futuro. Resultado : cuidarei de mim e dele no futuro. Segundo detalhe: ele é matemático e eu sou das letras e quem se preocupa com o financeiro em casa sou eu! OBRIGADA pelos seus artigos!!!São maravilhosos!!!

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:20 - Reply

      Oi Candida. Sempre existe a opção de viver o presente ignorando a existência do futuro. É uma opção arriscada, mas tem gente que gosta de ter uma vida arriscada.

    • Giovana 21 de janeiro de 2017 at 15:14 - Reply

      Também quando toco no assunto economia aqui em casa é “briga na certa” meu esposo tem 33 anos é funcionário público faz um previdência complementar e acha que agora tem que gastar tudo que a infância sofrida sonegou a ele,e eu com 27 anos,prefiro guardar 80% do que ganho do que gastar com coisas desnecessárias que irão “comer” o que não tenho.

      • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:34 - Reply

        Oi Giovana. O seu esposo está rentando resolver um problema psicológico através do consumismo. Não vai conseguir dessa forma.

  69. EDISON 13 de dezembro de 2016 at 17:58 - Reply

    Leandro!
    Muito obrigado pelo excelente artigo sobre a previdência em nosso país. Muito esclarecedor.
    Um forte abraço e até o próximo …..

  70. Daniel Fujimoto 13 de dezembro de 2016 at 18:12 - Reply

    Acompanho sempre os seus conteúdos! Aguardando ansiosamente o próximo capítulo!

  71. Rafael 13 de dezembro de 2016 at 18:18 - Reply

    Leandro concordo totalmente com você. Inclusive fiz um cálculo no seu primeiro post sobre esse assunto, parte 1. Tenho 34 anos e hoje recolho mais de 500 reais de INSS (pró-labore). Por ser pró-labore posso alterar o meu valor de contribuição e jogar a maior parte da renda na distribuição de lucros. Com certeza seria o certo a se fazer. Disse seria pois como tudo na vida existe o lado bom e o lado ruim. O ruim seria se eu ficasse adoecido. Como estaria recolhendo o INSS sobre um salário mínimo, então receberia um salário mínimo de auxílio doença. Ou pensando em uma situação pior ainda, poderia aposentar por invalidez com um salário mínimo. Então para não ser pego de calças curta, pode-se utilizar a mesma estratégia do seguro de vida (é assim que faço). Com o seguro de vida estipulei uma meta de pagar por 10 anos, até conseguir formar um patrimônio que dê segurança a minha família se eu vier a falecer. Com o INSS irei recolher do mesmo jeito que hoje, porém irei reduzir o valor de contribuição a medida que o meu patrimônio for crescendo. Não podemos tomar nenhuma decisão radical. É preciso praticar a paciência também. E cada caso é uma caso. Boa sorte a todos nós!!

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:24 - Reply

      Oi Rafael. Você pode usar o sistema como um seguro de vida.

  72. geremias 13 de dezembro de 2016 at 18:53 - Reply

    Meus parabéns LEANDRO, pena que a maioria das pessoas não conseguem entender isso, seria fantástico se todos aplicasem esses conceitos
    PARABENS…….

    E QUE VENHA OS PROXIMOS ARTIGOS

  73. Leonardo Amorim 13 de dezembro de 2016 at 19:09 - Reply

    Olá Leandro, tenho 25 anos e estou em busca da casa própria junto com minha esposa, por cerca de 2 anos já iniciamos a poupar, e nesse tempo por falta de conhecimento perdi alguns reais na poupança, agora já estou com quase todo meu dinheiro no tesouro selic -porque preciso da liquidez para eventual oportunidade- , e quero te agradecer por compartilhar conhecimento e me ajudar a descobrir esse mundo.

    Sobre o texto, concordo com suas palavras, e cito que no meio social que convivo, vejo a maior parte das pessoas dependentes do consumismo, do cartão de crédito, das parcelas, onde quase ninguém junta dinheiro. Com base nisso me veio um questionamento na cabeça que me levou a “defender” a manutenção do FGTS/INSS ou cogitar que eles são bons para alguns. Segue ele:

    Extinto o FGTS/INSS, eu, atualmente, teria um futuro próspero, pois saberia poupar e me planejar, mas e os muitos brasileiros adeptos do consumismo que citei acima, acho que não conseguiriam, acabariam aumentando o padrão de vida com a renda extra e piorando mais ainda o futuro -deles-.

    Desse questionamento, tirei a reflexão de que talvez fosse melhor, na atual situação de educação financeira dos brasileiros, que essa extinção ocorresse de forma gradativa, pois se lutássemos e conseguíssemos de imediato a extinção INSS/FGTS e o dinheiro fosse para o bolso de cada um, acredito que muitos estariam “desamparados”, ou seja, sem educação financeira para cuidar de seu futuro.

    Fica aqui minha reflexão
    Abraço

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:30 - Reply

      Oi Leonardo. É mesma justificativa para a existência dos piores produtos financeiros que existe. Um exemplo são os títulos de capitalização. Os defendem um investimento como esse, que no final não rende nada e que as vezes devolve menos do que o valor investido, é que as pessoas não conseguem poupar. Por não terem educação financeira, por não saberem poupar, a solução do problema seria usa o título de capitalização que faz saques automáticos da conta corrente, beneficiando as pessoas indisciplinadas. Solução para falta de educação financeira é educação financeira. Solução para falta de disciplina é desenvolver a disciplina. Solução para o consumismo é educação financeira. Como a ignorância financeira das pessoas é uma fonte de lucro para empresas, bancos e instituições financeiras e de poder nas mãos dos políticos, pode ter certeza que as pessoas vão continuar vivendo na mais completa ignorância financeira nos próximos séculos. Por este motivo, somente você pode fazer alguma coisa para o bem da sua família investindo na sua educação financeira, nos seus conhecimentos sobre investimentos, pois somente você terá algum benefício com isso. Acredito que a solução começa dentro de cada família, por iniciativa própria, e de família em família as coisas vão começar a mudar.

  74. André 13 de dezembro de 2016 at 19:59 - Reply

    Boa noite, Leandro.
    Parabéns pela matéria! Muito interessante e esclarecedora. Há algum tempo acompanho seu trabalho e de diversos outros educadores financeiros. Tenho 33 anos e até o presente momento consegui acumular o montante de R$ 185 mil reais. O maior percentual do valor está investido em LCI, LCA (que paga 93% CDI) e alguns CDB’s (que remuneram entre 100% (liquidez diária) a 107% do CDI) em um banco de pequeno porte (associado ao FGC e com bons indicadores junto ao BC). Transferi há poucos dias um pequeno valor para o Tesouro Direto, NTN-B Principal, de olho na baixa da taxa de juros básica, objetivando uma melhor rentabilidade nesse cenário de queda.
    Essa diversificação não é das melhores, mas só foi possível diante dos excelentes trabalhos publicados por você e seus pares. Agradeço a vocês pelos excelentes materiais disponibilizados a todos que buscam a independência financeira.

  75. Julião 13 de dezembro de 2016 at 23:08 - Reply

    Gostaria de saber se existe obrigatoriedade de se recolher o INSS no caso de um trabalhador autônomo. Ótimo artigo! Parabéns!

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:41 - Reply

      Olá. Se você presta serviços como autônomo para empresas, essa empresa será obrigada reter uma parte do seu pagamento e transferir isso para o INSS. Teoricamente é assim, mas na prática nem toda empresa recolhe o INSS dos profissionais autônomos que contrata.

  76. Diomar Mühlmann 14 de dezembro de 2016 at 7:03 - Reply

    Leandro, em primeiro lugar, quero agradecer por mais este conteúdo e por todos os anteriores. Foram e continuam sendo muito úteis para minha informação e educação financeira.
    Em relação à previdência pública, sabemos que a esmagadora maioria não se preparou individualmente e dependeria (???) exclusivamente da previdência pública. Me refiro às pessoas acima de 40 anos que já têm muito mais dificuldades no mercado de trabalho e que também não se preparam para empreender (coisa difícil no Brasil…).
    Temo que tenhamos uma legião de pessoas de 45 a 65 anos em situação de penúria e até miséria, com consequências para toda a sociedade e também para a economia.
    Um abraço!

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 9:46 - Reply

      Oi Diomar. Não tenho dúvida de que teremos uma legião de idosos na mais completa miséria no futuro. Como estamos vivendo cada vez mais, a situação será pior ainda. Teremos filhos idosos com mais de 70 anos cuidando dos seus mais com idade acima de 90 anos, todos passando por sérias dificuldades financeiras, sem condições para pagar por saúde privada e com uma saúde pública sobrecarregada para atender tantos idosos. O que podemos fazer para evitar esse futuro na nossa vida, precisa começar a ser feito agora. Espera alguma coisa do governo no futuro é no mínimo inocência ou no máximo loucura.

  77. Alsthon 14 de dezembro de 2016 at 9:55 - Reply

    Excelente artigo Leandro, parabéns! Acredito que na figura ilustrativa onde diz sub total recolhimentos (GPS + FGTS) que está R$ 278,00 deva ser R$ 348,00 – (34,8% de R$ 1000,00).

  78. Andressa Moreira 14 de dezembro de 2016 at 10:18 - Reply

    Leandro, concordo plenamente com os seus esclarecimentos, principalmente em relação do FGTS.
    No entanto, quanto ao INSS, vejo que a análise foca apenas na questão da aposentadoria. De fato, se pensarmos na aposentadoria como único benefício que o INSS pode dar como retorno, a sua perspectiva encontra-se perfeita. Justamente por isso que atualmente contribuo na base de 1 salário mínimo (facultativa).
    Mas se você pensar que no curso das contribuições a pessoa pode ser acometida por uma enfermidade, sofrer um acidente ou ficar grávida, por exemplo, em que pese todos os complicadores explicados por você, o INSS irá ampará-la com, pelo menos, o valor mínimo de um benefício (preenchidos requisitos e carência). Se pensarmos que são riscos que também são acobertados pelo sistema e que garantirão aquele necessitado, ao mínimo, uma renda para se alimentar, acredito que contribuir com 1 salário seria válido (em razão da corrosão $). Agora, analisar sob o único olhar de investidor, demonstra que, efetivamente, esse investimento soa pior que a poupança. Temos que entender que o INSS não é investimento e parar de nos iludir com a ideia de contribuir com o teto esperando o mesmo retorno para fins de aposentadoria. Vejo o INSS como uma “seguradora” que irá cobrir riscos sociais de pessoas que não tem consciência da necessidade de poupar ou investir (até porque não sobra…) no intuito de dar um amparo mínimo quando infortúnios ocorrem (não é somente aposentadoria). Infelizmente não temos uma gestão profissional, o problema não está na lei, mas em toda a forma que a administração pública vem atuando na concessão de benefícios, nos gastos públicos, nas políticas sociais…

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:15 - Reply

      Oi Andressa, você pode encarar a sua contribuição como um seguro, mas sempre considerando que é um seguro com regras que podem mudar a qualquer momento.

  79. Thomas 14 de dezembro de 2016 at 10:28 - Reply

    MUITO OBRIGADO!

  80. Júlio César 14 de dezembro de 2016 at 11:32 - Reply

    O INSS é ainda pior que os golpes aplicados pelas pirâmides financeiras na qual a base contribui e o topo recebe. As contribuições ao INSS perduram por anos e a expectativa de recebimentos é sempre frustrada. Alguém tem ideia do impacto que a idade mínima de 65 anos causará em um mercado de trabalho com oportunidades escassas? Da quantidade de municípios e famílias que dependem da renda dos aposentados? Eu temo por um caos social se não houver educação financeira. Parabéns por sua contribuição, Sr. Leandro Ávila! O ambiente é desafiador e oportuno.

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:17 - Reply

      Oi Júlio. Se as pessoas não acordarem rapidamente para o fato de que precisam cuidar das suas finanças pessoais com seriedade, teremos um futuro miserável para muitas famílias.

  81. Saraiva 14 de dezembro de 2016 at 13:34 - Reply

    Querido Leandro Ávila sou um grande fã do senhor e ao ler esta obra prima me surgiu uma dúvida, apesar do tesouro direto ter boas taxas de juros, não existe o inconveniente do governo não te pagar e você receber precatórias as quais demorará décadas pra você receber seu dinheiro de volta,s e sim,oque fazer nessa situação?

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:19 - Reply

      Oi Saraiva. O calote da dívida pública federal representaria a destruição do sistema financeiro, já que quase toda a dívida está nas mãos do sistema. Bancos, fundos de investimento e de previdência iriam literalmente quebrar pelo fato de todos manterem seus recursos em títulos públicos.

  82. Eduardo 14 de dezembro de 2016 at 13:48 - Reply

    Leandro, excelente artigo,
    Quando vivemos em um país que nunca na sua história priorizou a educação de qualquer tipo, sendo que os nossos melhores alunos oriundos de escolas particulares são do mesmo nível que os piores e mais pobres do Vietnã, onde dos 200 milhões de habitantes 90% só possui acesso a um único canal de televisão, realmente não haverá a mínima chance da maior parte da população realizar o que nós estamos fazendo aqui. Pouquíssimos realmente fazem algo para que possamos prosperar como uma nação, existindo um abismo entre as classes, Somos assim a 500 anos e tudo leva a crer que ficará pior ainda no futuro, infelizmente…

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:22 - Reply

      Oi Eduardo. A educação é o que enriquece as pessoas por dentro. A prosperidade material sempre será uma consequência da riqueza interior.

  83. Leonardo Cecchini 14 de dezembro de 2016 at 14:16 - Reply

    Leandro, concordo com a sua explanação. Isto é exatamente o que faço, mas faltou um tópico muito importante. Você considerou o trabalhador apto ao trabalho por 43 anos. E se ele se acidentar ou tiver alguma doença que o impossibilite de trabalhar. Faltou a sugestão de como contornar este possível cenário. Um seguro contra acidentes talvez seja uma das opções.

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:25 - Reply

      Oi Leonardo. Através dos seguros você “vende” o risco. Quando você é um pai ou uma mãe jovem e percebe que no caso da sua morte os seus filhos terão sérios problemas, o seguro pode ser considerado caso você ainda não tenha um bom patrimônio. No caso dos acidentes pessoais isso também é válido.

  84. Roberto Trinkel 14 de dezembro de 2016 at 16:58 - Reply

    Leandro
    Excelente as suas postagens, tem me ajudado muito em várias decisões na área financeira.
    Faço algumas humildes opiniões:
    1) O INSS não cuida só de aposentadorias, tem também os benefícios; auxílio doença, auxilio maternidade entre outros que são extremamente benéficos aos trabalhadores.
    2) Se tivermos uma reforma ampla e séria pode ser sim um seguro para o trabalhador no futuro.
    3) Milhares de pessoas não tem conhecimento e nem condições para administrar sua vida financeira, que já é dificil para quem tem algum conhecimento (sou economista e há apenas 5 anos mudei meus hábitos financeiros)
    4) No seu exemplo os R$ 200 são custeados pela empresa. Neste caso eu acho não deveriam compor o cálculo como retenção dos empregados. Ou vc está simulando se a empresa pagasse direto ao empregado?
    Agradeço por tudo que tem postado ultimamente, excelente qualidade e informações precisas

    • Leandro Ávila 14 de dezembro de 2016 at 17:39 - Reply

      Oi Roberto. A solução para falta de conhecimento é educação. No artigo eu estou dizendo apenas que quem paga esses R$ 200,00 não é a empresa, é você. Como falei no artigo, quando a empresa contrata alguém ela calcula qual será o custo mensal para manter aquele emprego. Ela avalia se o trabalhador será capaz de trabalhar o suficiente para gerar aquela receita necessária para pagar a despesa e se além disso será capaz de gerar lucro para a empresa. Para o empresário pouco importa se esses R$ 200,00 vão para o seu bolso ou para o governo, para ele é você que terá que trabalhar mais para pagar esses R$ 200,00. Quando os custos da contratação são maiores que a capacidade de gerar renda do trabalhador, o empregador simplesmente não contrata ou pior, ele demite as pessoas.

  85. Sandro 14 de dezembro de 2016 at 17:12 - Reply

    Ver a contribuição ao INSS como (mais) um imposto é uma ótima forma de nos fazer pensar sobre o assunto… Já sou assinante do Clube e estudo constantemente sobre o isso.(poupar/investir) e estou até com um pouco de nojo desse papo de previdência – com tantas alterações e ‘canetaços’ não há nenhuma segurança . O melhor é deixar para lá e focar naquilo em que temos algum controle. Aguardo os próximos artigos da série. Parabéns pelo trabalho que desenvolves.

    • Leandro Ávila 26 de dezembro de 2016 at 7:16 - Reply

      Oi Sandro. O ideal é realmente dedicar seu tempo e sua energia para cuidar da sua vida, pois é sobre sua vida que você tem controle e responsabilidade. Observe a realidade e busque soluções para sua vida.

  86. Ricardo 15 de dezembro de 2016 at 0:33 - Reply

    Leandro, boa noite. Te acompanho faz tempo e você é craque no assunto.
    Hoje o UOL divulgou o artigo abaixo, mencionando que a rentabilidade da previdência (INSS) pode até ganhar do tesouro direto e da previdência privada. Qual sua opinião sobre a matemática e o racional que eles utilizaram? abs, Ricardo.

    http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/12/14/esquecer-o-inss-e-fazer-sua-propria-previdencia-talvez-voce-se-surpreenda.htm

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 10:40 - Reply

      Oi Ricardo. Existem pessoas que nunca contribuíram com o INSS e que conseguem se aposentar ganhando um salário mínimo. Existem pessoas, como os microempresários, que contribuem muito pouco e possuem a fé de que um dia irão se aposentar recebendo um salário pelo pouco que contribuíram. É graças a isso que o sistema está com sérios problemas. O autor estaria certo se existisse garantia de que a menor contribuição do INSS no futuro realmente estará vinculada ao salário mínimo e que o salário mínimo do futuro terá o mesmo poder de compra do salário minimo da atualidade. A atual situação crítica do INSS só nos induz a acreditar que a tendência para o futuro será uma correção dessas distorções, pois são elas que tornam o sistema economicamente insustentável.

  87. helder 15 de dezembro de 2016 at 7:35 - Reply

    Oi Leandro parabéns por mais um artigo de alta qualidade.

    Gostaria de tirar uma duvida que eu não consigo entender em seus cálculos.
    Quando você comenta o importante dos juros mensais é oque está acima da inflação ou os juros reais que ganhamos.

    E neste e em outra matéria já vi uma recomendação em ipca+ e quando você demonstra os cálculos de juros ganhos com o investimento você apenas considera a parte do “+” e não o ipca.

    Porque digamos que ao longo da minha aplicação no ipca+ seja igual a ipca=5%a.a e o + seja igual a 5%a.a eu teria uma rentabilidade de 10%a.a total.

    se eu fizer duas planilhas uma calculando meu investimento com 10%a.a e depois descontar o poder de compra que perde por conta do ipca de 5%a.a, meu dinheiro rendeu mais do que se eu apenas contasse com o juros reais de ganho ao mês de 5%.

    Isso é devido que ate os juros que rendeu por conta do reajuste do ipca me da um ganho maior.

    obrigado

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 10:45 - Reply

      Oi Helber. O IPCA seria equivalente ao que podemos chamar de desvalorização do dinheiro. Quando desconsidero o IPCA estou apenas desconsiderando essa atualização do poder de compra do dinheiro. Um exemplo. R$ 100,00 em 2015 só consegue comprar aquilo que poderia ser comprado com R$ 19,90 em 1994 quando o real começou. Se você tivesse feito um investimento capaz de corrigir apenas o poder de compra do dinheiro (querendo o IPCA) você teria investido R$ 19,90 em 1994 e teria R$ 100 em 2015. Seu ganho real, acima da inflação seria nulo.

  88. Raphael Martins 15 de dezembro de 2016 at 8:55 - Reply

    Bom dia Leandro !

    Deparei-me com o seguinte artigo publicado no site UOL:

    http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/12/14/esquecer-o-inss-e-fazer-sua-propria-previdencia-talvez-voce-se-surpreenda.htm

    Se possível, gostaria de sua análise!

    Parabéns pelo excelente trabalho!

  89. helder 15 de dezembro de 2016 at 11:20 - Reply

    Oi Leandro parabéns por mais um artigo de grande qualidade.

    Eu tenho uma duvida sobre suas contas, os conselho seu e outros para aposentadoria recomenda uma parte em ipca+ e quando voce mostra os calculos eu ja vi que voce so utiliza os juros do +para base do calculo que seria os juros reais ganhos.

    Exemplo que vejo e essa é a duvida e gostaria que voce me ajudasse a entender

    se o ipca do periodo ficar 5%a.a e o + fique 5%a.a eu terei 10%a.a quando eu fazer duas planilha uma com 10% e outra com 5% e se subitrair um do outro minha valorização sera maior
    que apenas contar a valorização que ser acima da inflaçao.

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:37 - Reply

      Oi Helder. O IPCA irá apenas repor o poder de compra do dinheiro. Em 2015 uma nota de R$ 100,00 tinha o mesmo poder de compra que R$ 19,90 em 1994 quando o real foi criado. Todos os investimentos deveriam pelo menos manter o poder de compra do seu dinheiro.

  90. César Romero 15 de dezembro de 2016 at 11:37 - Reply

    Bom dia Leandro! O artigo é fantástico, e a realidade retratada é assustadora. Infelizmente é assim que funciona no Brasil! Eu já tinha um pensamento similar ao do artigo, porém sem tanta riqueza de informações. Nesse país nada é de graça… Obrigado e parabéns pelo artigo!

  91. Patrícia 15 de dezembro de 2016 at 16:30 - Reply

    Olá Leandro.
    Venho acompanhando seus artigos desde o início do ano e confesso que graças à eles estou começando a enxergar novas possibilidades no campo dos investimentos. Acontece que realmente sou leiga no assunto e ainda fico um tanto quanto perdida.. Sei que não devemos perguntar ao corretor de imóveis se devemos ou não investir no mercado imobiliário. Apesar disso, gostaria que me esclarecesse se os seus livros são de fácil entendimento para quem é bem primário no assunto.
    De qualquer forma, só tenho a agradecer pelo que já fez por mim ao me abrir os olhos!

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:07 - Reply

      Oi Patrícia. Meus livros foram escritos para pessoas como você. São de fácil entendimento.

  92. Lima 15 de dezembro de 2016 at 22:25 - Reply

    Olá Leandro, parabéns pelo artigo! Também reforço a opinião do colega que o INSS não é só para aposentadoria do trabalhador, mas serve também de seguro saúde e outros benefícios possíveis, que até podem ser contratados no mercado aberto, mas teriam que ser computados em gastos adicionais para manter o mesmo perfil de seguridade.
    Abço!

  93. Luciano d'Avila 16 de dezembro de 2016 at 0:06 - Reply

    “Primo”, eu sempre fui contra o FGTS até o dia que passei no concurso da Caixa e fui trabalhar em uma agência no setor de Fundo de Garantia. Concordo plenamente que o FGTS rende uma miséria, o Governo é ladrão etc. Mas, infelizmente, num país em que a grande maioria é semi-analfabeta (o que dirá ter educação financeira) e sem o menor espírito de cautela e poupança, acabei concluindo que o FGTS precisava existir (claro que seria muito melhor com menos roubalheira e rendimento maior). Explico: na minha curta carreira como economiário e atendendo pessoas questionando sobre o “tal de Fundo”, testemunhei algumas histórias emocionantes. Numa delas, um sapateiro que trabalhou 35 anos como empregado de uma grande fábrica de sapatos e foi sacar o fundo por ocasião da aposentadoria, quando soube o valor depositado, começou a chorar na minha frente. Emocionado, ele disse que aquele “dinheirinho” lhe permitiria comprar uma casinha no subúrbio da cidade que ele sempre sonhou e jamais imaginou que conseguiria. Se não houvesse a “droga” do FGTS, ele não realizaria o seu sonho jamais.

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:14 - Reply

      Oi Luciano “Primo”. Foi por esse motivo que optei por trabalhar com educação financeira. O meu trabalho resolve o problema, o trabalho do FGTS não resolve o problema, ele só explora o fato da população ser “semi-analfabeta” como você mesmo disse. FGTS, Previdência pública e Privada, nada disso resolve o problema das pessoas, tudo isso só faz ampliar os problemas no longo prazo e remediar no curto prazo. O sapateiro, se estivesse na minha frente iria chorar de raiva ao ver a quantidade de dinheiro que ele predeu graças aos 3% ao ano + TR e como ele foi explorado a vida toda pelo sistema. Como já falei em outro momento, o governo é especialista em quebrar a sua parte para depois te dar uma muleta (comprada com o dinheiro que tirou de você através dos impostos), e ainda te convence a acreditar que você só está andando graças a ele. É graças a ignorância de milhões de “sapateiros” que somos um país pobre.

  94. Marcelo Fagundes 16 de dezembro de 2016 at 7:49 - Reply

    Leandro, bom dia!!
    Você é um profissiona,l realmente, admirável.
    Você é um HOMEM (ser humano) que faz a diferença.
    Deveria existir um programa permanente na REDE GLOBO para educação financeira. Só assim atingiríamos em larga escala a todos.
    E mais do que isto: mostraria de forma altamente didática as maldades contidas nas entrelinhas. De uma maneira geral estamos todos correndo atrás da cenoura presa na própria cabeça.

    Abs
    Marcelo Fagundes

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:20 - Reply

      Oi Marcelo. Os maiores anunciantes da televisão são entidade públicas e privadas que lucram com a ignorância das pessoas. Quantas empresas teriam sérios prejuízos se toda a população se educasse financeiramente? Quantas empresas teriam prejuízo se todas as pessoas tivessem acesso a educação alimentar? A ignorância é uma grande fonte de lucros em várias indústrias que sustentam os meios de comunicação através das verbas publicitárias. É de interesse desses veículos patrocinados pelas empresas que as pessoas continuam com cenouras presas na própria cabeça.

  95. Marcelo Sousa 16 de dezembro de 2016 at 8:45 - Reply

    Olá, Leandro!

    Artigos sempre ricos e esclarecedores. Estou seguindo suas orientações de compartilhá-los com parentes e amigos. Nós que possuímos e buscamos cada vez mais educação financeira temos esse dever.

    Agora, gostaria de compartilhar com você e o público do Clube alguns exemplos que tenho na empresa onde trabalho. É de dá dó, mas é a realidade da população em geral.
    Sou engenheiro, tenho 26 anos e trabalho na área de engenharia de uma grande empresa. Compartilho espaço com pessoas de todas as faixas etárias que tiveram acesso a boas escolas e universidades públicas e particulares. Teoricamente, e ainda por terem facilidade com cálculos, deveriam ser pessoas controladas, gerentes de seus recursos. Mas veja o que encontro aqui:
    Colega A: Comprou ações da Petrobrás (quando estavam caindo, inclusive) e poucos meses depois vendeu para dá entrada em uma casa. Ainda usou todos os recursos que tinha na entrada e está a cerca de 1 anos “preparando” o imóvel para morar.
    Colega B: Tem previdência privada e acha que está de boa na vida.
    Colega C: Tem um produto de um banco “X” que não sabe o que é nem quando adquiriu. Só sabe que tem e deixa rolar.
    Colega D: Acabou de receber recursos devido aposentadoria e não tem coragem de tirar da poupança. Vive ouvindo falar de Tesouro Selic no noticiário, sabe que é melhor, mas não passa disso.
    Colega E: Admite que não anda com dinheiro em espécie na carteira porque gasta tudo.

    Me passo por chato e até dizem que sou “muito novo que vou mudar de opinião” quando tento repassar a ideia de frugalidade. É muito comum já confundirem esta com “pão durismo”. Fico até desmotivado para tentar ajudar as pessoas.

    Abordando agora o lado do governo, acredito que várias destas contribuições forçadas precisam continuar e serem aperfeiçoadas, bem geridas. Veja que aqui não estou pensando em mim, pois pago mais de R$ 500,00 todos os meses para o INSS e de fato não espero a devolução justa deste valor como forma de aposentadoria no futuro. Encaro este valor como mais um imposto que tá sendo mal gerido, roubado por corruptos, e mesmo assim ainda sobra um pouco para “ajudar” aposentados, pensionistas, auxílios, etc. Vejo no meu próprio dia-a-dia que essa poupança forçada, mesmo com a péssima gestão existente, ainda é uma “salvação” para a grande maioria. Como você mesmo disse, serão dezenas de anos, ou séculos, para mudar para melhor a mentalidade financeira da população. Concordo plenamente.

    Abraço e sigamos em frente.

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:35 - Reply

      Oi Marcelo. Você vai fazer papel de chato se tentar ajudar alguém que não está pedindo a sua ajuda. O que você paga de INSS realmente é um imposto como outro qualquer. Pode ser que no futuro você tenha algum direito a algum benefício, pode ser que não tenha, pode ser que seja bem menor do que você imaginaria. É como aquele que espera alguma coisa da saúde pública quando ficar idoso. Pode ser que tenha acesso a saúde pública de boa qualidade no futuro, mas pode ser que não tenha.

  96. Matheus Zeghir 16 de dezembro de 2016 at 10:50 - Reply

    Essa regra do FGTS tenho pra mim que é algo surreal… Algo realmente digno da capacidade dos nossos administradores públicos ( Sempre atento à essa taxa de 3%+TR). Imagina a dimensão desse fundo ?! Olha a fonte de captação baratíssima que o FGTS é… Leandro, existe algo parecido em outros países ? Se sim, como funciona lá?

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:25 - Reply

      Oi Matheus. Existem sistemas parecidos com o FGTS em outros países. No Chile, o trabalhador pode escolher em qual banco aplicar o seu dinheiro. Existe uma concorrência entre os bancos.

      • Matheus 21 de dezembro de 2016 at 22:59 - Reply

        Pelo Menos existe o direito à concorrência e escolha aonde alocar o recurso né…

  97. Rodrigo 17 de dezembro de 2016 at 10:33 - Reply

    Ola Leandro, primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo seu esforco e dedicacao em mater esse esse espaco de educacao e informacao, aprendi muita coisa aqui!!

    No entanto essa questao de aposentadoria me deixa preocupado. A matematica esta excelente, acho que nao ha duvidas sobre o problema. Mas acho que deveriamos pensar no que queremos ser no futuro, como sociedade. Essa ideia de que todos deveriam ter a propria aposentadoria eh otima, e ja estou me preparando para isso, o problema eh que isso so permeia a classe media (informada). Ha que se considerar que o Brasil eh um pais onde a educacao (principalmente a educacao financeira) eh de pessima qualidade (se eh que existe) e temos milhoes de pessoas que nao entendem como essa matematica funciona. Por isso acredito que se tem que ir com calma nessa historia de estado minimo ou o futuro sera composto por alguns afortunados vivendo no meio de milhoes de miseraveis. O fato eh que as pessoas acreditam na aposentadoria pelo INSS e o que estao fazendo eh acabar com tudo aquilo que as pessoas acreditam. Imagine uma pessoa (homem) que comecou a trabalhar com 15 anos e que hoje tem 45, contribuiu 30 anos com o INSS e nao entra na regra do 50% da proposta do governo. Derrepente essa pessoa descobre que nao ira mais se aposentar em cinco anos e tera que trabalhar mais 20 anos. O que eu temo eh os efeitos dessas medidas no mercado de trabalho em um momento de recessao como a que vivemos. Nao acredito em mudancas breves ou radicais, acho que esse eh o maior erro das pessoas. Grandes mudancas devem ser gradativas ou corremos o risco de os efeitos colaterais serem piores do que a doenca…

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 11:29 - Reply

      Oi Rodrigo. Eu sou educador e no meu entendimento a solução para a ignorância é a educação. Sempre falo que pobreza exterior é um reflexo da sua pobreza interior. Todas as tentativas de solucionar o problema através de outros meios que não sejam educar as pessoas, é apenas um remendo, uma maneira de lucrar oferecendo o remédio, quando o ideal seria oferecer a solução. Eu acredito que os fins não justificam os meios.

  98. Lisandro 17 de dezembro de 2016 at 16:47 - Reply

    Olá Leandro,
    Muito bom o artigo. Gostaria de acrescentar que, nesse sistema de inss “próprio” seria necessário a contratação de um seguro, nos moldes do próprio inss para invalidez temporária e permanente. Nem todo o dinheiro investido seria revertido para aposentadoria, e sim a maior parcela e a menor para esse seguro. Se houvesse essa opção oficial, de inss com conta individual ( moldes 401k) com investimentos em tesouro ipca+ e um seguro para invalidez e afastamentos temporários, seria uma ótima opção sem ser esse esquema ponzi.

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 10:55 - Reply

      Oi Lisandro, o ideal seriam contas individualizadas. Mas o ideal para a sociedade nem sempre é o ideal para quem está no governo.

  99. Ana Araújo 18 de dezembro de 2016 at 23:07 - Reply

    Olá Leandro,
    Pra uma pessoa que já tem 56 anos conquistar a independência financeira até os 65 anos, qual a melhor forma de investimento?

    • Leandro Ávila 19 de dezembro de 2016 at 10:51 - Reply

      Oi Ana. Se existisse um investimento perfeito que eu pudesse recomendar, seria maravilhoso. Primeiro você precisa saber o que é independência financeira para você. Quanto você precisa de renda mensal para viver? A sua resposta será diferente da resposta de outras pessoas. O tempo que você vai precisar poupar e investir depende de quanto você precisa. Outro fator importante é quanto você consegue de rentabilidade com base no seu conhecimento sobre investimentos? Quanto você é capaz de investir regularmente?

  100. Felipe 20 de dezembro de 2016 at 10:06 - Reply

    Sem dúvida um melhores artigos financeiros que já li nos últimos anos. E sem dúvida um dos melhores escritores sobre finanças desse país. Parabéns pelo excelente trabalho.

  101. Anderson 20 de dezembro de 2016 at 13:15 - Reply

    Olá Leandro
    Seu site é muito bom e o trabalho que você faz é muito lindo.

    Sobre o artigo, fiquei com uma dúvida:
    Nessa sociedade ideal que você hipotetizou, quem pagaria pelos juros que você usou em sua simulação?
    Se a sociedade é ideal com todos educados financeiramente ninguém iria querer pagar juros, mas muitos iriam querer ganhar juros, o que reduziria os juros colossalmente.

    • Leandro Ávila 21 de dezembro de 2016 at 17:02 - Reply

      Oi Anderson. Existem situações onde pagar juros é vantajoso. Imagine um empresário que precisa comprar uma máquina. Essa máquina será capaz de aumentar os lucros da empresa dele. O empresário observa que os juros cobrados pelo dinheiro são bem inferiores aos lucros que o investimento irá gerar. Neste caso seria muito vantajoso pagar juros, já que o dinheiro seria investido.

  102. Josiane 21 de dezembro de 2016 at 8:42 - Reply

    Bom dia Leandro, já acompanho o Clube dos poupadores a algum tempo e gosto muito do seu trabalho. Parabéns! Quando eu estava na faculdade ainda me dei conta de que conseguir me aposentar pelo INSS seria impossível. A verdade é que naquela época eu tinha menos ideia ainda do que do que eu poderia fazer para ter uma renda sem depender do governo. Eu trabalho como autônoma e pagava o INSS. Esse mês eu resolvi parar com o INSS e investir esse dinheiro. Eu esbarrei com duas dúvidas. A primeira é, o tesouro direto seria a melhor forma de investimento para esse fim? Eu já tenho estudado como investir no tesouro tem um tempo. E a segunda dúvida é que eu parando o INSS em caso de acidente ou doença que me impeça de trabalhar eu ficarei sem renda nenhuma. Eu quero criar uma reserva para suprir isso, mas eu gostaria de saber se pagar um seguro saúde em algum banco vale a pena para uma emergência dessas? Obrigada

    • Leandro Ávila 21 de dezembro de 2016 at 17:04 - Reply

      Oi Josiane. Eu recomendaria pagar pelo menos o mínimo do INSS como se você estivesse pagando um seguro contra acidentes e doenças graves. Você também pode pesquisar que as seguradoras oferecem.

  103. Bruno 22 de dezembro de 2016 at 20:57 - Reply

    Leandro boa noite,

    Concordo com tudo que disse agora como um pai de família que já passou dos 50 anos, já contribuiu durante muito tempo o inss mas ainda precisa de uns 4 anos p pagar e se aposentar, Vai perder o que já pagou? Aliás , independente da idade, como recuperar o que perdeu, como n ser obrigado a pagar inss ao trabalhar de carteira assinada?

    • Leandro Ávila 23 de dezembro de 2016 at 13:02 - Reply

      Oi Bruno. Todos que trabalham com carteira assinada precisam pagar o INSS, não é opcional, é obrigatório.

  104. Emp 26 de dezembro de 2016 at 12:21 - Reply

    Caramba, Leandro! Tirou-me a venda dos olhos. Essa série de artigos é a própria “pílula vermelha” de Matrix…parabéns e muito, muito obrigado!

    • Leandro Ávila 26 de dezembro de 2016 at 15:23 - Reply

      Oi Emp, parabéns por tirar as vendas dos olhos. Sem bem-vindo!

  105. Rone 29 de dezembro de 2016 at 0:22 - Reply

    Muito bom, confesso que também demorei um pouco pra acordar, más antes tarde que nunca.
    Leandro poderia me orientar se possível?
    Estou para receber de herança uma quantia bem considerável, algo em torno de 500 mil reais, qual aplicação seria mais confiável?
    Pensei no tesouro direto, não penso em mexer nesse dinheiro por uns 10 anos. Desculpe perguntar dessa forma.
    Grato…

    • Leandro Ávila 29 de dezembro de 2016 at 12:07 - Reply

      Oi Rone. A primeira coisa que você deve fazer é não perguntar para ninguém onde você deve investir seu dinheiro (leia isso). A possibilidade de ter problemas é enorme. A segunda coisa é assumir que você precisa aprender a cuidar do seu dinheiro e isso valerá por toda sua vida. Dedique um pouco de tempo lendo sobre o assunto, aprendendo mais sobre o funcionamento dos investimentos, eleve seu nível e educação financeira. Aqui no Clube temos muitos artigos gratuitos. Também existem meus livros e cursos que recomendo. Basta observar o menu superior do site.

  106. SÓCRATES 29 de dezembro de 2016 at 17:42 - Reply

    Caro amigo Leandro, excelente trabalho.Já fazia um tempo que não comentava estava estudando.Mas não deixo de ler seus artigos a mais de um ano lendo um artigo sobre a ineficiência da previdência privada você transformou minha vida.Esse trabalho é muito valioso assim como os comentários aqui expostos.Tenho grande admiração pela forma como apresenta direta, clara e muito bem detalhado os assuntos que aborda.A única coisa que acho que você exagerou foi a taxa de juros, pois você fala de um mundo ideal e num mundo ideal não encontraríamos uma taxa de juro real a 0,5% am. Talvez conseguíssemos isso ao ano.Mas tudo bem entendi o raciocínio e a finalidade didática aos investidores iniciantes para que entendam desde já a importância de assumir o controle e o planejamento de sua aposentadoria e deixar de delegar isso a qualquer tipo de entidade ou pessoa.Ninguém melhor para cuidar do seu dinheiro como você mesmo.Mais uma vez meus parabéns e sucesso em 2017!Continuo te acompanhando amigo!

  107. Ronaldo SIlva 17 de janeiro de 2017 at 20:15 - Reply

    Seus artigos como sempre bem esclarecedores mas para entende los necessita de uma básico de educação financeira. Diante disso como a população brasileira é pobre de educação financeira, o FGTS acaba sendo “viável” pra população, agora , quem tem uma pequena noção de investimentos se tivesse o valor da contribuição agregado ao seu salário seria muito mais vantajoso.

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:31 - Reply

      Oi Ronaldo. Se as pessoas entendessem sobre dinheiro da mesma forma que entendem sobre futebol, o Brasil seria um lugar bem diferente.

  108. Flaviano 22 de janeiro de 2017 at 11:57 - Reply

    Caro, parei quando o mundo ideal continuou com 0,5% ao mês de juros..

    Enquanto houver ignorância o Brasil será o paraíso dos investidores em RF. Desagradável, mas é o que temos para o momento.

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:34 - Reply

      Oi Flaviano. O investidor de renda fixa só faz o que deve ser feito diante de regras e condições que não foram criadas por ele.

  109. Cleibson 24 de janeiro de 2017 at 21:32 - Reply

    A exposição é muito clara! Contudo, faço uma observação textual e uma análise do discurso: a metáfora do pão soou como se apenas os pobres fossem quem recebesse “auxílios” do Governo. Vamos deixar claro que a elite brasileira é parasitária e é quem mais consome os recursos do governo. E isso sem fazer nada! A própria exposição de seus brilhantes artigos demonstram isso: ora, se eu tenho um milhão e aplico no tesouro, multiplicarei meu dinheiro sem fazer nada! Isso também é comer do pão com preguiça: mas com esperteza! De todo modo, parabéns pelo trabalho!

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:39 - Reply

      Oi Cleibson. Não me referi a pessoas pobres. Me referi a pessoas que enfrentavam problemas financeiros diante de uma crise. Essas pessoas pode ser alguém que ganha um salário mínimo ou um empresário que está vendo seu negócio quebrar. No mundo todo não faltam empresários que vivem prestando e recebendo favores dos governantes. Para ter R$ 1 milhão para emprestar para o governo espontaneamente eu acredito que você tenha feito muito e tenha recolhido muitos impostos até conseguir acumular esses recursos líquidos. Só se excluem aqueles que receberam esse dinheiro ilicitamente. Ao emprestar dinheiro para o governo você está financiando o seu país e ele apenas está remunerando o custo do seu dinheiro no tempo ou o seu custo de oportunidade.

  110. EDMILSON 19 de março de 2017 at 11:20 - Reply

    AMIGO LEANDRO EU JÁ PENSANDO NISSO GUARDO PARTE DOS MEUS RENDIMENTOS E APLICO NO TESOURO IPCA + 2035 E A OUTRA NO TESOURO SELIC ,ESTE QUE PONHO PARA UM FUNDO DE RESERVA .SENDO QUE ESTOU SEMPRE GUARDANDO NUMA FAXIA DE 2000,00 MAS USO O CHEQUE ESPECIAL PARA ALAVANCAR MEUS APORTES TODO MÊS .SEI QUE ACHAM ISSO ERRADO MAS PEGO O DINHEIRO ESTE MES E NO DIA DO PAGAMENTO PAGO OS JUROS E O DINHEIRO QUE USEI, POREM EM UM INVESTIMENTO DE LONGO PRAZO ESSES JUROS PAGOS NO CURTO PRAZO VAO SE COBERTOS E AINDA GANHO SOBRE ELE E AINDA MEU PRINCIPAL VAI ESTA BEM MAIOR. CONCORDA?TENHO CONSEGUIDO VIVER COM MENOS DE 50 % QUE ME SOBRA ,SEI QUE MINHA ESTRATEGIA É MEIO DOIDA MAS EM UM ANO JA TEREI ACULUMULADO 24.000,00 .VOCÊ ACHA QUE ESTOU ERRADO ?

    • Leandro Ávila 22 de março de 2017 at 9:20 - Reply

      Oi Edmilson. Usar o dinheiro do cheque especial para investir no Tesouro Direto não faz nenhum sentido. Recomendo que faça as contas com relação aos juros e taxas que você paga desses empréstimos e o que você efetivamente ganha entre o dia do investimento e o dia que você quita a dívida do cheque especial no banco. A única coisa que você está fazendo é jogando dinheiro pela janela sem necessidade. Receba a sua renda mensal, separe o que será investido e pare de pagar juros para o banco.

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