Aposentadoria em Perigo – Parte 5

Vamos falar hoje sobre como investir pensando na sua aposentadoria. É a última parte da série de cinco longos artigos que escrevi sobre o assunto. Para ler os artigos anteriores visite a parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4.

Na última parte vimos que os planos de previdência privada, fundos de pensão e instituições de previdência geridas pelo setor privado e público, investem grande parte do dinheiro das pessoas em títulos públicos. Elas lucram quando fazem o papel de “ponte” entre o seu dinheiro e os cofres do governo. Como todas as instituições cobram taxas administrativas, você será obrigado(a) a pagar um “pedágio” elevado para investir seu dinheiro em títulos públicos emitidos pelo governo.

Vimos que existem planos de previdência oferecidos por grandes bancos que cobram taxas administrativas acima de 3,4% ao ano. Pagar 3,4% ao ano em um rendimento que rende por volta de 10% significa jogar um terço da sua rentabilidade anual pela janela. Certamente ninguém joga dinheiro fora de maneira consciente. Essas taxas abusivas são um sintoma da ignorância financeira das pessoas. Não seriam praticadas se as pessoas soubessem o que estão fazendo.

Não é direto, mas é 10 vezes mais barato:

Neste artigo veremos que existem formas de investir nos mesmos títulos públicos, com taxas 10 vezes menores, através do Tesouro Direto.

No ano de 2002, o Tesouro Nacional fez uma parceria com a BM&FBOVESPA (bolsa de valores) para criar o Tesouro Direto. A ideia era permitir que pessoas físicas pudessem comprar títulos públicos através da internet, com custos menores. Antes da criação do Tesouro Direto a única forma possível de investir em títulos públicos era de forma indireta. Um exemplo eram os fundos de investimento (como os fundos DI e de renda fixa) oferecidos por bancos e instituições financeiras que cobram taxas administrativas elevadíssimas nas suas modalidades mais acessíveis e populares.

O Tesouro Direto não é tão direto assim. Ele é operacionalizado pela BM&FBOVESPA que, por sua vez, depende das corretoras de valores que ficam na linha de frente atendendo o grande público. Por este motivo, da mesma forma que você não pode comprar ações na bolsa de valores diretamente, pois depende das corretoras, não é possível investir em títulos públicos pelo Tesouro Direto sem ter uma conta em alguma corretora. Mesmo fazendo a compra no site do Tesouro Direto (como ensinei aqui) é necessário que você abra uma conta em uma corretora.

As corretoras são responsáveis por cadastrar novos investidores no Tesouro Direto. São elas que oferecem suporte e atendimento aos investidores. São elas que oferecem a conta de onde o seu dinheiro sairá e para onde retornará quando comprar ou vender títulos públicos. A corretora também é a responsável por recolher o imposto de renda sobre a rentabilidade dos títulos e de fornecer dados para que você preencha seu imposto de renda (caso você seja obrigado a declarar imposto de renda anualmente). As corretoras funcionam como intermediadoras pelo simples fato do Tesouro Nacional e a própria BM&FBOVESPA não realizarem o atendimento direto ao público.

A BM&FBOVESPA não trabalha de graça. Ela cobra uma taxa anual de 0,3% sobre o valor dos seus títulos pelo serviço de custódia, ou seja, pelo serviço de manter os seus títulos guardados e vinculados ao seu nome em um lugar seguro. Não é muito diferente de quando você compra ações e elas ficam custodiadas na BM&FBOVESPA, vinculadas ao seu nome.

É por este motivo que ao acessar o endereço https://cei.bmfbovespa.com.br/ os investidores podem consultar as ações que possuem, seus títulos públicos e seus fundos imobiliários. É por este motivo que a compra de títulos públicos pode ser feito pelo site da BM&FBOVESPA no endereço https://tesourodireto.bmfbovespa.com.br/PortalInvestidor/ sem a necessidade de você acessar a página da sua corretora, embora seja obrigado a indicar a corretora que usará no momento da compra do título.

Além desta taxa anual de 0,3%, algumas corretoras também cobram uma taxa anual. Já existem grandes corretoras que isentam seus clientes destas taxas. Elas também não trabalham de graça, mas usam a taxa zero como estratégia de marketing. Ao atrair muitos clientes elas podem oferecer outros produtos financeiros como o investimento em ações, fundos imobiliários, fundos de investimento e até títulos privados como CDB, LCI, LCA e debêntures. Todos eles geram alguma remuneração para a corretora.

O investimento que eles querem esconder

Já os grandes bancos são os que cobram as maiores taxas para que você invista no Tesouro Direto através das corretoras do banco. Todo grande banco possui sua corretora. Para ver a tabela de taxas visite aqui. A grande verdade é que os grandes bancos lucram fortunas quando convencem você a investir em fundos de investimento, planos de previdência e títulos de capitalização. Em todas essas modalidades eles cobram taxas muito elevadas e rentabilizam seu dinheiro investindo em títulos públicos.

Não faz sentido para um grande banco motivar ou ensinar você a investir em títulos públicos, pois seria o mesmo que entregar a “galinha dos ovos de ouro”. Não espere que o gerente do seu banco fale sobre títulos públicos com você. Provavelmente ele nem recebeu treinamento para isso. A maneira mais barata de investir em títulos públicos é através das corretoras independentes (desvinculadas de bancos). Para aprender como escolher uma corretora, veja qui.

Para que você se torne um investidor de verdade é fundamental perder o medo de investir através das corretoras. Tenha certeza que as grandes fortunas do Brasil movimentam bilhões todos os dias através das corretoras. Somente os pequenos investidores e os mais leigos continuam investindo tudo que possuem através dos grandes bancos, para alegria dos sócios dos bancos. Escrevi um artigo para que você perca o medo de investir.

Melhores títulos para sua aposentadoria

Existem diversos tipos de títulos públicos, mas dois deles são os mais importantes quando pensamos em acumular recursos para a aposentadoria. O primeiro é o Tesouro Selic e Tesouro IPCA. Já ensinei como investir usando o Tesouro Selic neste artigo e ensinei como usar o Tesouro IPCA neste outro. Você verá que são artigos longos e detalhados.  Na categoria “Tesouro Direto” no menu do site você também encontrará outros artigos gratuitos que já escrevi sobre os investimentos em títulos públicos.

Também ensino sobre esses e todos os outros investimentos na minha série de livros sobre reeducação financeira e investimento (clique aqui). Pode ficar despreocupado. Eu já fiz a parte mais difícil que foi estudar todo o material técnico e disponibilizar tudo que você precisa saber de uma forma didática e fácil de entender. Você ficará com a parte mais fácil que é dedicar um pouco de tempo e atenção para aprender a se tornar um investidor de verdade.

Se falta alguma motivação para dedicar mais do seu tempo para se transformar em um investidor de verdade, fiz algumas simulações com fortes motivos.

Motivação: 5 vezes mais rico

Vamos imaginar que no ano de 2005 (11/08/2005) você fez um investimento pensando na sua aposentadoria. Naquele ano o governo começou a vender um título público que se chamava NTN-B Principal e que hoje se chama Tesouro IPCA. Através das planilhas com o histórico dos preços dos títulos (neste endereço aqui) podemos saber que o preço de compra do título Tesouro IPCA que vence em 2024 era de apenas R$ 310,05. Imagine que naquele tempo você tomou a decisão de comprar 100 títulos de R$ 310,05 totalizando um investimento de R$ 31.005,00. Seu objetivo era esperar o vencimento do título em 2024 com foco na sua aposentadoria, podendo reinvestir o dinheiro por mais tempo ou não.

Quando o título foi comprado a promessa do Tesouro era pagar uma taxa de 8,90% de juros ao ano + IPCA (inflação oficial calculada pelo IBGE). Para os padrões de hoje, era uma taxa excelente que criou uma janela de oportunidade fantástica para os poucos brasileiros que já tinham dedicado tempo aprendendo a investir em títulos públicos.

Neste simulador aqui podemos descobrir que a inflação medida pelo IPCA entre a compra do seu título em 08/2005 e 08/2016 foi de 90,93% (90,9324600%) em 11 anos ou 132 meses. Transformando isso em uma taxa anual equivalente teríamos 6,06% ao ano de inflação (6,0557002%). A fórmula do Excel para descobrir essa taxa equivalente seria “=POTÊNCIA(1 + 90,93%; 1/11) – 1″. Para saber mais sobre taxas equivalentes visite aqui.  Isso significa que reajustando os R$ 31.005,00 que você investiu apenas pela inflação, seu saldo até 08/2016 seria de R$ 59.198,61.

Só que você ainda receberia 8,90% de juros ao ano acima desta inflação. Como já sabemos que a inflação média em 11 anos foi de 6,06% podemos fazer simulações sobre o futuro através do próprio tesouro direto neste endereço aqui.

Veja uma simulação que fiz para exemplificar uma venda antecipada do título:

No primeiro campo informei que o investimento foi feito no Tesouro IPCA+. Na data de compra informei 11/08/2005 que foi o dia que compramos o título dentro do nosso exemplo. A data de vencimento do título Tesouro IPCA 2024 aparece nesta página aqui. No nosso exemplo compramos 100 títulos que em 11/08/2005 custava R$ 310,05 com taxa de 8,90% como foi possível ver nesta tabela. Por este motivo preenchi 31.005,00 no campo “valor do investimento” e 8,90 no campo “taxa do papel”. A taxa de administração é 0,0% levando em consideração que você está utilizando uma corretora que não cobra taxas. A inflação média do passado, como já mostrei anteriormente, foi de 6,06%. Clicando em “simulação avançada” foi possível preencher o campo “data de venda” e “taxa do papel  na venda” com dados que retirei desta outra tabela.

O resultado da simulação mostra que se em 11/08/2016 você resolvesse vender antecipadamente os 100 títulos que você comprou por R$ 31.005,00 em 11/08/2005, receberia R$ 161.813,71 do governo. Este valor é líquido, ou seja, está livre da taxa de 0,3% ao ano da BM&FBOVESPA e do imposto de renda sobre os rendimentos que seria de 15%.

A simulação diz que sua rentabilidade média anual líquida seria de 16,27% que é o resultado dos 8,90% fixos que você recebeu ao ano + IPCA que é a inflação. Em 11 anos os R$ 31.005,00 que você investiu renderia 521,8%, ou seja, seu patrimônio teria se multiplicado por 5. Isso seria o resultado de um investimento de apenas 11 anos. Um jovem de 25 anos que tem planos para se aposentar com 65 passaria 40 anos fazendo investimentos em títulos públicos e os resultados seriam muito expressivos. Vamos ver na próxima simulação o que aconteceria se você esperasse o vencimento do título em 2024 completando 19 anos de investimento.

Motivação: 12 vezes mais rico:

Veja como fica a simulação sem venda antecipada do título, ou seja, onde você irá esperar o vencimento do título que só ocorrerá em 2024.

 

Na simulação anterior, com venda antecipada do título em 11/08/2016 foi possível informar a inflação média que foi registrada em 2005 e 2016. Nesta nova simulação estamos supondo que a inflação média, medida pelo IPCA, entre 2005 e 2024 será de 6,06%. Como não temos meios de saber a inflação do futuro, neste tipo de simulação com previsões sobre o futuro será necessário chutar uma inflação média futura.

Dessa forma, o valor de R$ 31.005,00 investido em 2005 se transformaria em R$ 395.707,02 depois de 19 anos de investimento. Dividindo um valor pelo outro e multiplicando por 100 temos 1238% = (395.707,02/31.005,00)*100. Podemos afirmar que em 19 anos seu patrimônio se multiplicaria por 12,7 vezes.

Se você for otimista com o futuro da nossa inflação poderá simular taxas menores. Simulei com a taxa média de 5%, que exigiria uma inflação futura dentro da meta, e o resultado foi R$ 327 mil (mais de 10 vezes o valor que você investiu).

Se o investimento fosse agora:

Agora vamos simular a compra de um Tesouro IPCA que vence em 2035 adquirido em 26/12/2016 (quando iniciei a escrita deste artigo) por R$ 1.038,97 e taxa de 5,87%. Vamos imaginar que você comprou os mesmos 100 títulos totalizando um investimento de R$ 103.897,00 para sua aposentadoria. Na simulação abaixo podemos ter uma ideia de quanto você terá em 2035 (19 anos de investimento). Para isso precisamos chutar uma inflação média para o futuro. Nos últimos 5 anos a inflação média foi de 7,32%. Nos últimos 10 anos a média foi de 6,02%. Nos últimos 20 anos a média foi 6,79%. Vamos chutar uma média de 6% ao ano para a inflação entre 2016 e 2035.

Seu patrimônio passaria de R$ 103 mil para R$ 718 mil entre 2016 e 2035. Ele ficaria 6,9 vezes maior, o que também é uma ótima forma de multiplicar seu patrimônio com o passar do tempo. Comparando com as primeiras simulações que fizemos utilizando as taxas oferecidas pelo Tesouro IPCA 2024, que era de 8,90%, podemos perceber que no momento em que as taxas estão maiores temos janelas de oportunidade para fazer investimentos de longo prazo no Tesouro IPCA. Quem estava preparado para investir em 2005 aproveitou uma boa oportunidade. Quem se preparou em 2015 também encontrou ótimas oportunidades quando as taxas ficaram entre 7% e 8%. É por este motivo que dizem que sorte é aquilo que acontece quando a oportunidade aparece no momento que você estava preparado. Sem preparo, não existe sorte.

Para fazer simulações considerando apenas os juros reais (acima da inflação) basta simular informando uma inflação zero.

Investimentos mensais para ficar com a média:

Quando investimos pensando na nossa aposentadoria é natural que o investimento seja feito mensalmente ou anualmente. Os valores mensais certamente serão menores que os apresentados nas simulações acima. No Tesouro Direto, tanto faz se você tem apenas R$ 100,00 por mês ou R$ 10.000,00. As taxas e condições de investimento são as mesmas, não importando se você fará investimentos pequenos ou grandes. O mesmo não acontece quando você investe em títulos privados como CDB, LCI e LCA, pois os bancos só oferecem boas taxas quando o valor investido é maior. O mesmo vale para os fundos de investimento e planos de previdência que cobram percentuais menores quando o investimento é muito elevado.

Quando você comprar títulos mensalmente, cada compra terá uma taxa de rentabilidade diferente. Você verá que as taxas mudam todos os dias. Essas variações refletem as expectativas do mercado com relação a nossa economia no futuro. Nos momentos de maior crise, quando o mercado acredita que a situação da economia irá piorar no futuro, as taxas de juros tendem a aumentar. Quando as expectativas sobre o futuro são mais otimistas, as taxas tendem a cair. O mercado nada mais é do que o conjunto de todos os investidores e isso inclui, eu, você, seus amigos, parentes e os outros.

Nos momentos de crise o número de pessoas com dinheiro disponível para investir cai. Os poucos que possuem dinheiro para investir ficam com receio de emprestar dinheiro para o governo quando as expectativas sobre o futuro da economia são negativas. Isso naturalmente faz as taxas de juros futuras aumentarem e isso reflete nas taxas que o Tesouro oferece nos títulos Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.

É natural que as taxas fiquem subindo e caindo todos os dias. Também será natural comprar títulos com taxas maiores e menores todos os meses. Você deve considerar que no final de vários anos você terá uma média dessas variações. Não é necessário muita preocupação com as taxas se você tomar a decisão de fazer investimentos regulares. Em alguns momentos você terá taxas dentro da média, em alguns momentos raros terá taxas acima ou abaixo da médica como podemos ver no próximo gráfico. Taxas boas tendem a compensar as taxas ruins e no final de vários anos você ficará com a média.

O gráfico acima foi gerado aqui. Aproveito para agradecer a alma caridosa que criou este site que gera gráficos. Esse gráfico mostra a variação da taxa de juros que o tesouro ofereceu entre 2006 e 2016 na compra do título Tesouro IPCA 2035 que antigamente era chamado de NTN-B Principal 2035.

Observe que nos últimos 10 anos a taxa flutuou entre 5,5% e 6,9% na maior parte do tempo. Foram raros os momentos em que a taxa ficou acima de 7% ou abaixo de 5,5%. Esses momentos fora do padrão foram marcados por crises. Um exemplo foi esse pico ocorrido entre 2008 e 2009 durante a última crise econômica mundial. Foi uma bela oportunidade para a compra de títulos Tesouro IPCA com taxas próximas de 9% ao ano. Entre 2012 e 2013 tivemos outro problema grave, era a gestação da crise econômica que estourou em 2014/2015. O governo resolveu baixar os juros utilizando o método “força bruta irresponsável”. Com várias “canetadas” o governo forçou a queda dos juros e manipulou a inflação. Preços administrados pelo governo foram congelados (como o Sarney fazia no tempo da hiperinflação), a contabilidade criativa (nome bonito para fraude contábil) virou uma regra, e outras medidas inconsequentes foram tomadas. O resultado foi uma queda forçada das taxas que logo depois resultariam em crise econômica, política e de credibilidade cuja as consequências ainda são sentidas.

Observe que em “condições normais” a taxa do Tesouro IPCA gravita em torno de 6% ao ano e diante de crises econômicas e políticas elas podem sair deste padrão por algum tempo.

Só invista depois de entender isso:

Antes de investir no Tesouro IPCA é fundamental que você compreenda por qual motivo o preço do título aumenta quando as taxas caem e abaixa quando as taxas sobem.

Tenho um artigo completo sobre o tema. De forma bem simplificada e didática posso resumir o conceito da seguinte forma. Na data de vencimento de 2035, todos os títulos Tesouro IPCA 2035 terão exatamente o mesmo preço. Não importa a data que você comprou o título, não importa a taxa oferecida naquele momento e não importa quanto você pagou pelo título. Todos os títulos Tesouro IPCA 2035 terão exatamente o mesmo preço em 2035.

É por este motivo que o preço sofrerá variação até 2035 sempre que a taxa de rentabilidade for modificada. Se hoje o governo oferece uma taxa de 10% acima da inflação para o título e amanhã, por algum motivo, ele resolve oferecer apenas 5%, para que isso seja possível o preço do título precisa ser menor quando a taxa era 10% e maior quanto a taxa era 5%. Por isto que o aumento das taxas faz o preço do título cair e a redução da taxa faz o preço do título subir. Isso pode gerar oportunidade de ganhos ou de perdas no caso de venda antecipada. Se não entendeu bem leia este artigo ou este outro artigo. Para quem está iniciando do zero eu recomendo reservar um tempo diário para estudar contando com a ajuda da minha série de livros. O melhor título para os iniciantes é o Tesouro Selic. Por ser totalmente pós-fixado ele vai seguir a taxa Selic, sem variações bruscas no seu preço até a data de vencimento. Para quem quer aprender a investir em títulos públicos eu recomendo começar pelo Tesouro Selic. Para quem vai entrar no mundo dos investimentos agora eu recomendo começar pela sua reserva de emergência. Invista primeiro no seu conhecimento.

Durante a sua aposentadoria:

Podemos dividir o seu projeto de aposentadoria em duas grandes etapas. A primeira é a fase de acumulação de recursos e a segunda é a fase de uso dos recursos. Quando você estiver aposentado deverá focar em investimentos que permitam fazer uso da renda que eles geram mensalmente.

Existe um tipo de título público chamado “Tesouro IPCA com juros semestrais” que permite receber juros semestralmente. Existe uma estratégia que você pode adotar para receber juros trimestrais ou bimestrais no lugar dos juros semestrais. Vou mostrar como funciona.

Observe que existem títulos com vencimento em anos pares e com vencimento em anos impares. Títulos com vencimento em ano par, como o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2026 e 2050, pagam os juros semestralmente nos meses de fevereiro (mês 2) e agosto (mês 8). Já os títulos com vencimento em ano ímpar, como o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035, pagam os juros semestrais nos meses de maio (mês 5) e novembro (mês 11).

Isto significa que se você investir parte do seu dinheiro em um título que vence em ano par e outra parte em título que vence em ano ímpar é possível receber juros trimestralmente nos meses 02, 05, 08 e 11 de cada ano.

Você também pode investir parte do seu dinheiro em Tesouro Prefixado com juros semestrais (NTN-F) que tem uma rentabilidade prefixada, não é corrigida pelo  IPCA, sendo muito parecida com a Tesouro Prefixado (LTN), só que paga juros semestrais em janeiro (mês 1) e julho (mês 7).

Diversificando seus investimentos usando a estratégia acima, você poderá receber os juros dos seus investimentos nos meses de janeiro, fevereiro, maio, julho, agosto e novembro. Isso significa que você terá uma renda bimestral baseada no recebimento dos juros dos seus investimentos em títulos públicos. Nada impediria que você adotasse a mesma estratégia ao investir em títulos privados como CDB, LCI e LCA de diversos bancos com datas de vencimento diferentes.

Ouviram os pequenos

Recentemente uma pessoa entrou em contato comigo por e-mail dizendo que estava fazendo um trabalho de consultoria para a Secretaria do Tesouro Nacional e queria saber minha opinião sobre alguns pontos do Tesouro Direto. Veja o primeiro e-mail que recebi.

Provavelmente a empresa que a pessoa representa está vendendo essa consultoria para o Tesouro Nacional. Enviei muitas sugestões sem pedir nada em troca, mesmo sabendo que provavelmente essas sugestões serão vendidas através de algum tipo de relatório. Uma das sugestões que enviei foi sobre a variedade de vencimentos dos títulos. Na minha opinião o Tesouro poderia oferecer mais títulos com um número maior de datas de vencimento. Hoje temos títulos com prazos muito longos entre um e o outro. No caso do Tesouro IPCA temos um que vence em 2024 e outro em 2035. Seria muito interessante se existissem títulos entre essas duas datas. No caso do Tesouro IPCA com juros semestrais, eles vencem 2026, 2035 e 2050. Seria ótimo se existissem títulos com vencimentos entre esses títulos. No caso dos títulos com pagamentos de juros semestrais seria muito importante, para a estratégia que acabei de te ensinar, ter títulos suficientes para que um aposentado pudesse diversificar seus investimentos para receber juros todos os meses.

Eles gostaram do longo e-mail que enviei com todas as minhas críticas e sugestões. Espero que eles consigam implementar alguma coisa. Ficarei feliz se alguma coisa dita por mim puder ajudar a vida dos pequenos investidores brasileiros.

Enquanto isso… na televisão:

Um leitor aqui do Clube me enviou o link de uma de muitas reportagens que aparecem todos os dias na televisão estimulando a população a planejar a aposentadoria através de planos de previdência privada. O que mais chamou a atenção do leitor nesta reportagem foi a simulação que a emissora apresentou e que foi feita por algum “especialista”. Já falei em outras oportunidades que quando os “istas” (especialistas, jornalistas, economistas, analistas, etc) se unem para dizer onde você deve por seu dinheiro, o resultado não costuma ser muito bom. A televisão está cheia de gente falando, de forma superficial, o que a população leiga deveria fazer, quando o correto seria motivar a educação financeira das pessoas de forma que pudessem saber o que fazer sem depender dos “istas”.

O Pai da Fernanda (assista a reportagem primeiro), que aparece na reportagem, achou que estava fazendo um ótimo investimento deixando uma previdência privada para sua filha. Provavelmente durante o processo, ele jogou muito dinheiro pela janela sem saber o que estava fazendo.

A Fernanda, que certamente não recebeu a educação financeira que deveria ter recebido, vai iniciar sua vida achando que é um ótimo negócio transferir 5% da sua renda, pelo resto da sua vida profissional, para alguma empresa gerir os recursos da sua aposentadoria.

Veja o tamanho da catástrofe provocada pela ignorância financeira que passa de pai para filho. Aqui temos a simulação que apareceu na reportagem:

A Fernanda, mais uma vítima da ignorância financeira, terminou a reportagem (assista aqui), dizendo quais são seus planos quando se aposentar através da sua previdência privada. Com o rosto cheio de alegria e esperança, ela disse que pretende usar o dinheiro para morar em uma casa no campo em algum país da Europa. Ela ainda diz que pretende transmitir tudo isso que sabe sobre investimentos para seus filhos, que certamente serão mais vítimas da ignorância financeira transmitida de geração em geração.

Na simulação apresentada na reportagem, se a Fernanda investir R$ 250 por mês entre os 20 e 65 anos (45 anos ou 540 meses de investimento) o resultado será uma renda mensal de R$ 2.000 até o fim da vida ou um saldo de R$ 360 mil que poderá ser sacado. Com essa renda de R$ 2000 da previdência privada ou menos de 600 euros por mês, a Fernanda não vai conseguir viver em uma casa de campo em algum país europeu. Talvez consiga sobreviver, e não viver, como muitas famílias refugiadas na Europa depois de fugirem de países em guerra ou em crise humanitária. Possivelmente será uma crise humanitária que teremos no futuro se os brasileiros não se educarem financeiramente nas próximas décadas.

Vamos imaginar que a Fernanda resolveu investir seus R$ 250 na Poupança, que atualmente é um dos piores investimentos que temos no Brasil com relação a sua rentabilidade. Vamos usar nosso simulador de juros compostos para simular R$ 250 por mês durante 45 anos com uma taxa de 0,65% ao ano considerando a taxa de remuneração da poupança de 0,5% ao mês e uma TR de 0,15% média por mês. Para entender a remuneração da poupança visite aqui.

Veja o resultado:

Os R$ 250 por mês investidos por 45 anos resultariam em R$ 1.2 milhões na poupança. Parece muito? Faça suas próprias simulações aqui. É claro que antes de atingir R$ 1,2 milhões a Fernanda perceberia que existem outros investimentos com taxas de juros maiores e no final de 45 anos a sua rentabilidade mensal seria muito maior que apenas 0,65% ao ano. Mesmo com a rentabilidade de 0,65% ao mês a Fernanda receberia R$ 7.952,62 de juros por mês e não os R$ 2000,00 prometidos pelo banco que ofereceu sua previdência privada.

Adivinha quem vai ficar com toda essa diferença? Isso explica o fato dos bancos brasileiros serem os mais lucrativos do mundo e ao mesmo tempo serem os mais ineficientes (fonte). A origem do problema está na ignorância financeira das pessoas. Os bancos só transformam isso em oportunidade de negócio pelo fato de não serem instituições de educação e nem instituições de caridade. Precisamos assumir a responsabilidade sobre a nossa própria ignorância.

Esses valores acima não consideram o efeito da inflação. Vamos imaginar que durante todo o tempo a Fernanda comprou títulos públicos como o Tesouro IPCA e que durante este tempo ela conseguiu uma taxa média de juros de 6% acima da inflação ou 0,5% ao mês. Vamos imaginar que no lugar de investir R$ 250 por mês ela conseguiu investir uma média de apenas R$ 500 por mês durante toda a vida. Vamos usar o simulador de independência financeira.

Com 540 contribuições (45 anos) de R$ 500 corrigidas pela inflação rendendo uma taxa de juros reais de 6% ao ano acima da inflação a Fernanda se aposentadoria recebendo R$ 7.961 por mês até completar 95 anos de idade (360 meses ou 30 anos de saques mensais). Se os conhecimentos financeiros dela fossem maiores e capazes de gerar uma rentabilidade de 1% ao mês sua renda mensal seria de R$ 13.487,00 graças aos seus investimentos de R$ 500 reais durante sua vida produtiva. Certamente isso também não iria garantir uma vida confortável no interior da Europa, mas certamente ela seria uma aposentada privilegiada diante da realidade que nos espera no futuro vivendo em um país onde a regra é a ignorância financeira.

Se a Fernanda investisse R$ 1000 por mês sua renda ao se aposentar seria de R$ 23 mil. Investindo R$ 1500 a sua renda pularia para R$ 40 mil e agora sim ela poderia começar a sonhar com a possibilidade de morar em outro país. Faça suas próprias simulações.

Independente da inflação futura, das taxas de juros futuras e da nossa situação econômica e política, é impossível negar que ter o conhecimento para investir o próprio dinheiro é a principal riqueza que alguém pode adquirir durante a vida. Esse conhecimento é que vai te permitir tomar as melhores decisões diante de todas as possibilidades que os futuro nos reserva.

Se a Fernanda não perceber essa realidade o quanto antes, no lugar de passar a vida no interior da Europa ela passará o resto da vida no interior de um quarto escuro, nos fundos da casa de um dos seus filhos. Com sorte, seus filhos terão educação financeira suficiente e terão recursos para cuidar da mãe que durante a vida foi vítima da própria ignorância financeira.

Invista na sua educação financeira ainda hoje. O tempo não estará a seu favor enquanto você não souber investir o seu próprio dinheiro para planejar o futuro que você sonha ter. Existem centenas de artigos gratuitos aqui no Clube dos Poupadores e existe uma série de livros que escrevi com tudo que você precisa saber para assumir o controle da sua vida financeira sem depender do governo e sem depender das instituições de previdência. Comece a fazer alguma coisa agora!

Presente

Este artigo que você acabou de ler é uma parte do livro digital “Aposentadoria em Perigo” que estou dando de presente para os leitores que adquirem a nossa série de livros sobre Reeducação Financeira e Investimentos. Quanto maior for o número de pessoas conscientes da necessidade de planejar o próprio futuro por meio da educação financeira, menores serão os sofrimentos e problemas financeiros que você irá presenciar na sua vida e na vida daqueles que você mais ama, quando esse futuro chegar. Visite aqui e veja como adquirir os livros.

 

Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Renan
Visitante
Renan

Mais um artigo perfeito. Parabéns.

ALLAN SALES
Visitante
ALLAN SALES

Fantástico Leandro. Muito obrigado por mais uma excelente contribuição. Faço o possível para que cada vez mais pessoas tenham acesso a esse rico conteúdo que infelizmente é ignorado por muitos.

Grande abraço. Que 2017 seja uma ano de muita saúde e paz para você e sua família.

José Alves de Carvalho
Visitante
José Alves de Carvalho

Prezado Leandro, mais um ótimo artigo.
Usando o seu texto, “Se a Fernanda investisse R$ 1000 por mês sua renda ao se aposentar seria de R$ 23 mil.”
Agora imagina um Funcionário Público pagando R$ 2000 reais por mês de Previdência, por 35 anos. Lhe pergunto, esse funcionário público é realmente o responsável pelo déficit Previdência?

André
Visitante
André

Pobre Fernanda 🙁

Mais uma entre tantas pessoas que sofrerão no futuro. E o pior de tudo é que há casos piores por ai…

Parabéns pelo artigo e pelo site Leandro Ávila!

Denny
Visitante
Denny

Olá Leandro,

Parabéns pelo excelente artigo. Com certeza vai ajudar muitas pessoas a cuidarem melhor do futuro.

Sobre o problema dos produtos financeiros “leoninos” oferecidos no mercado e que a grande maioria de nós é ou foi vítima, que tal lançar uma ideia para a criação de um inmetro da área financeira ? Seria criada uma equipe que faria a avaliação dos produtos do mercado e somente concederia um selo de aprovação para aqueles onde houvesse total clareza da política de alocação e onde a divisão dos ganhos fosse justa. Você poderia ser o presidente, que tal ? rs.rs

Abraço.

Eduardo
Visitante
Eduardo

Espetacular

Fabio
Visitante
Fabio

Excelente artigo, Leandro. Só fiquei com uma dúvida: o valor futuro do investimento feito no Tesouro não corresponde àquele valor que hoje “imaginamos” ser.
Em outras palavras: podemos pensar que uma renda mensal de R$ 10.000,00 é boa hoje, porém, em 2035 certamente não o é, em decorrência da perda do valor financeiro por conta da inflação. Entendeu meu raciocínio ou estou equivocado?
Muito obrigado e parabéns pelos brilhantes artigos.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

A sua pergunta ainda demonstra que não se libertou do conceito de “ilusão monetária”.

Quando se usa o raciocínio de longo prazo, o que interessam são os juros reais e o poder de compra do dinheiro, ambos conceitos intrinsecamente ligados à ideia de inflação.

Faça suas contas levando em consideração o poder de compra atual, porém, levando em consideração apenas os juros reais, de forma que vc terá o equivalente aos R$10.000,00 de hoje como renda, independentemente se isso for 15, 20 ou 25.000 reais por mês no futuro.

Dema
Visitante
Dema

Algumas reportagens, como a mostrada, acho que até é encomendada pelos interessados, se não for, o veículo de comunicação, no caso a TV, deveria pesquisar se não estão mostrando ‘abobrinha’, antes de vincular a matéria ao público. Pois, os incautos vão na recomendação furada.
Acompanho o site desde 2014, leio e me aprofundo em todos artigos, aprendi muito.
Sr. Leandro, meu sincero muito obrigado pelo excelente trabalho que desenvolve e coloca a disposição de quem quer aprender sem nenhum custo.
Feliz 2017 para o sr., familiares e todos os assinantes.

VINICIUS ALMEIDA
Visitante
VINICIUS ALMEIDA

O seu trabalho é excelente! Parabéns!

gabriel
Visitante
gabriel

Não tem nem o que comentar Leandro, semana passada passei um pouco do conhecimento adquirido aqui na sua página a uma senhora já aposentada, e não aguentei como ela ficou abismada quando expliquei o que os bancos fazem com o seu dinheiro quando vc não é bem informado, fiquei super emocionado, em tão pouco tempo, já poder ajudar outras pessoas sobre a ignorância financeira, Leandro desejo a você um feliz 2017, e que este blog continue perpetuando por muito tempo !!!

Marcos Nakamura
Visitante
Marcos Nakamura

Ótimo artigo! Agradeço sua ajuda em fomentar a educação financeira que é de extrema importância para todos nós.
Só fiquei com uma dúvida Leandro: Quando citou o ganho real de juros (6%), não foi descontado o imposto de renda, taxa de custódia da corretora e taxa bmf. Descontando essas taxas, o valor do juro real cairia para aproximadamente 4,7%. Correto?
Forte abraço e feliz ano novo!!!!

sandro
Visitante
sandro

E complementando, tem corretoras que não cobram taxa para tesouro direto.
Fonte:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-ranking-dos-agentes-de-custodia

Leila
Visitante
Leila

Leandro
Adorei a parte que fala sobre quando a pessoa ja esta independente e quer receber mensalmente os valores dos juros, mas quero saber como funciona nos que apresentou abaixo: eles pagam semestralmente também? pensei que fosse so 01 vez tudo,

“Nada impediria que você adotasse a mesma estratégia ao investir em títulos privados como CDB, LCI e LCA de diversos bancos com datas de vencimento diferentes…. “

sandro
Visitante
sandro

Existe também CDB com pagamento de juros mensais, esse é raro encontrar.

Diego
Visitante
Diego

Leandro, a forma como você usou a calculadora do TD está errada… Aquele campo em que você preencheu 0,3 é a taxa da corretora, somente. A taxa da Bovespa ele calcula independente do valor que você colocar ali, pois não varia com a simulação. Pode olhar que no resultado tem duas taxas, a do custodiante (Bovespa), de 26 mil, e da administradora (corretora) de uns 24 mil. Se a ideia é simular uma corretora que não cobra taxa, deve-se colocar 0 naquele campo. Abraço.

Wesley
Visitante
Wesley

Muito bom Leandro!!! Já estou na fase de gerar a minha renda de emergência, nesse tempo estou estudando os investimentos de Tesouro Direto, não vejo a hora de me livrar de vez da poupança.

Parabéns pelo artigo.

Marcos
Visitante
Marcos

Sou leitor assíduo e considero esse um dos seus melhores artigos, Leandro. Os planos e ações do presente e do futuro começam a clarear em nossas cabeças com a leitura. Sigamos! Obrigado, parabéns e ótimo 2017 pra você e todos do fazem o Clube dos Poupadores.

Vinícius Oliveira
Visitante
Vinícius Oliveira

Mais um artigo magnífico. É impressionante o efeito dos juros compostos.
Poderíamos ainda somar à estratégia da Fernanda um investimentos em FII, para não consumir um pouco do principal a cada retirada (dos 360 saques).
Por fim, qual a sua opinião em relação às declarações do Sr. Luiz Barsi que no Brasil temos uma perda fixa e não uma renda fixa?
Muito obrigado.

João Paulo
Visitante
João Paulo

Parabéns pelo excelente artigo, Leandro.
Agora fiquei com uma interrogação… O que será que seria mais interessante, investir mensalmente no Tesouro IPCA acompanhando uma modesta taxa que fica na casa dos 5 a 6 pontos percentuais ou ao invés disso, acumular um patrimônio no Tesouro Selic ou qualquer outra forma de investimento e no momento oportuno, como mencionado no artigo, uma taxa de 8,90% a.a. aplicar uma parte do patrimônio acumulado?
Seria viável a venda antecipada de uma série de títulos acumulados durante o “momento de normalidade” (com taxas na casa de 5 a 6 pontos percentuais) para aproveitar a oportunidade oferecida de uma rentabilidade maior acima da inflação em um momento de crise, mesmo que isso signifique perder uma boa quantia de capital, pois com a alta da taxa haveria uma queda no preço do título…

Daniel Fujimoto
Visitante
Daniel Fujimoto

Ótimo artigo.

Tommy
Visitante
Tommy

Assisto pasmo às discussões sobre aposentadoria (virou moda).
Elas estão por toda parte: escritórios, rodas de chopp, nas peladas de futebol… chega a ser aterrorizante a ignorância das pessoas quando o assunto é o financeiro. Até tento ensinar ou indicar algo, mas logo vem aquele que fala mais alto gritando: “EU NÃO SEI O DIA DE AMANHÔ ou “JUNTAR DINHEIRO PRA QUÊ? NUM FUI EU QUE ESPALHEI KKKKK” Ele se acha engraçado e popular…

Me recolho então à minha serenidade. Degusto o meu saboroso chopp…
Obrigado Leandro, devo muito a você pelo cara que sou hoje.

Ah! e aquele que gritou as frases feitas, gritou também na hora de rachar a conta.

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Leandro, li toda a série relativa à aposentadoria e os cinco capítulos estão simplesmente fenomenais.

Fantástico mesmo!

Parabéns pelo seu grande trabalhador como educador. Eu também escrevo em um blog alguns artigos relacionados às finanças, investimentos, política e economia (macro e micro) e transmito muita coisa lá do que aprendi aqui ao longo do tempo, sempre, obviamente, recomendando o Clube dos Poupadores, bem como atribuindo devidamente os créditos a sua pessoa,quando é o caso.

Um Feliz 2017 a você, Leandro.

Gilmar Passos
Visitante
Gilmar Passos

Sem palavras Leandro.Artigo sensacional!Muito obrigado por mais um ano de muito conhecimento adquirido com seus artigos e disponibilizar informações tão preciosas para quem tem sede em aprender.Um feliz 2017 com muita paz, saúde e sucesso para você e família.Abraços!

Valdice Holanda
Visitante
Valdice Holanda

Olá Leandro, desde que saiu a noticia da reforma da previdência, tenho ouvido falar muito sobre previdência privada como alternativa, mas como acompanho seus artigos e de outros consultores / educadores financeiros, já entendi que perdemos dinheiro com esses planos. Com essa série de artigos que você publicou ficou mais transparente ainda essa informação.
Tenho um PGBL que fiz desde de 2010 com o intuito de abater no IR. Estava em duvida sobre resgatar e investir no Tesouro IPCA. Depois dessa leitura não resta dúvida que essa é a decisão mais acertada, estou correta?

Denilson
Visitante
Denilson

Boa tarde Leandro,
Acompanhei todos os artigos da série ficou
sensacional 👍 Parabéns!

Algo que me chamou atenção foram as simulações.
Mesmo ganhando pouco podemos mudar nossas vidas completamente em 15, 20, 30 anos talvez.

Fico tranquilo por já estar trilhando o caminho da independência financeira e triste por saber que poucos a conheçam ou se interessem.

A fórmula pra mim está sendo essa : IF=Disciplina+Conhecimento+Paciência

Um abraço! Feliz 2017

Waive
Visitante
Waive

PARABENS !LEANDRO,POR MAIS UM ARTIGO ESPETACULAR.FOI ATRAVES DO SEU.SITE QUE APREENDIR SER MENOS IGNORANTE,PENA Q DESCOBRIR A 2ANOS ATRAS..MAS ME AJUDOU A SAIR DA AREA DE CONFORTO E SER UMA PESSOA MELHOR.INCLUSIVE JA ABRIR MINHA CONTA NO BANC INTERMEDIUM E TMB NA CORRETORA EASYNVEST E EM UM SEGUNDO APROVARAM A MINHA CONTA E JA RECEBIR UM E-MAIL DA BOVESP DO TESOUR C MINHA SENHA PROVISORIA.AGORA SO FALTA EU COMPRAR MEU TES SELIC MENSAL,DEPOIS PRETEND COMPRAR IPCA2024 OU 2035..E EM SEGUIDA COMPRAR E-BOOK DE EDUCACAO FINANCEIR.TENHO AINDA MUITAS DUVIDAS COMO ESTRATEGIAS,ETC.QUAL LIVRO VC ME UNDICARIA?UM FORTE abraco.

André Pires
Visitante
André Pires

Parabéns Leandro. Nunca havia encontrado uma aula tão completa sobre o TesouroDireto. Perfeito!
Aproveito para lhe perguntar: pode-se dizer que neste momento surge uma janela de oportunidade para os títulos 2035(ntnb) e 2023(pre)?

Marcelo
Visitante
Marcelo

Excelente artigo, Leandro! Na minha opinião, o melhor de todos desta série sobre aposentadoria.
Uma observação: quando vc fala da Fernanda, em dois momentos vc cita uma taxa anual de 0,65% para a poupança. Não estaria errado? No mais, obrigado por disponibilizar todo este espetacular material. Abcs!

Odirlei
Visitante
Odirlei

Muito bom Leandro
Então resumindo, investir pra aposentadoria é TD e ponto.?
Ações pra quem quer correr riscos?
Abr

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Oi Leandro,

Muito interessante tua sugestão para que o TD tenha maior variedade de títulos e que houvesse possibilidade de recebimento de juros mensalmente.

Mas e se houvesse um título de longo prazo, como 2050, que pagasse juros mensais? Por que o TD tem títulos com pagamento de juros somente duas vezes por ano? É alguma questão de legislação ou dificuldade de operacionalização?

No meu caso, como aposentado, seria bem mais simples e atrativo ter recebimentos mensais dos juros, num só título.

Sera como um aluguel pelo valor investido.

Abraço.

Joanatan
Visitante
Joanatan

Obrigado professor pela série de artigos que foi muito preciosa. Assim como todos os artigos de 2016,
(Acho que não perdi nenhum ).
Saúde, Paz e Muitos artigos em 2017.

Glória a Deus.

ed
Visitante
ed

A previdência social é simplesmente um esquema de pirâmide onde o contribuinte precisará trabalhar cada vez mais para receber cada vez menos.

Quem não investir “por fora” muito provavelmente vai passar por dificuldades quando sair do mercado de trabalho.
Nesse cenário a educação financeira se torna essencial.

Leandro, parabéns pelo seu trabalho e pela sua enorme ética. Você já poderia ter se vendido ao sistema e ter ganho muito dinheiro indicando produtos bancários e afins. Mas preferiu escolher o caminho da verdade e educar as pessoas

Mas o trabalho é duro. Percebo que a educação financeira ainda é um tabu. Ao menos no meu círculo social quem fala sobre investimentos é uma espécie de alien malvado que possui como missão impedir as pessoas de “viverem a vida” falando que é necessário poupar uma parte do salário.

Rogério Lima
Visitante
Rogério Lima

Olá Leandro, mais um artigo esclarecedor, parabéns.
Que no próximo ano você continue com esse trabalho simplesmente fantástico
Feliz 2017!!!

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Muito obrigado por mais um ótimo texto Leandro!! Vai para meu face, fechando a série. Excelente ano novo para você e toda família!!!

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Pra variar, outro artigo de excelência =D. Obrigado por dividir seu conhecimento conosco. Depois que conheci o Clube dos Poupadores, virei seu fã e sempre fico ansioso pelos novos artigos.

Robson
Visitante
Robson

Conjunto de artigos sobre aposentadoria sensacional.
Sugiro um artigo complementar para alguém que se aposentou e quer: viver dos juros mantendo o patrimônio intacto e viver do patrimônio e após 30 anos (por exemplo) não deixar qualquer recurso para herdeiros.
Quanto devo gastar do patrimônio acumulado nos dois casos ?

Karen Sayuri
Visitante
Karen Sayuri

Leandro, obrigada pelo artigo, gratidão pelo conhecimento disseminado!
No exemplo da Fernanda, o patrimônio dela foi multiplicado por 2,67 em 45 anos? É isso mesmo? Existe um produto financeiro tão ruim assim? Fiquei chocada…

Tadeu
Visitante
Tadeu

Sempre bons artigos todas as semanas.

Estou lendo os seus artigos desde o início deste ano, 2016. Irei conseguir a minha reserva de emergência nos próximos dois meses.

Leandro, no caso da Fernanda, você disse: “…Se os conhecimentos financeiros dela fossem maiores e capazes de gerar uma rentabilidade de 1% ao mês … ”

A minha dúvida neste momento é: Quais livros você indica para que nós possamos conseguir uma rentabilidade de 1% ou próximo disso? Pois estou querendo aprender aqui no blog e lendo livros, mas não tenho interesse em renda variáveis.

Muito obrigado pelo trabalho que você distribui para nós.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Olá Leandro! Comecei a acompanhar recentemente seu trabalho e já virei seu fã!
Uma dúvida, Quando calculamos o rendimento de nossos investimentos ao longo dos anos, para termos uma ideia mais aproximada de quanto será nossa renda, não deveríamos calculá-la considerando uma inflação presumida baseada em dados passados? Desse modo não teríamos um valor, mesmo que estimado, mais real do que realmente estamos buscando? Por exemplo, digamos que eu queira ter uma renda no futuro que seja equivalente a R$ 20.000,00 nos dias de hoje. Supondo que aplicando uma taxa de inflação presumida até o ano que pretendo me aposentar, chegue ao valor corrigido de R$ 40.0000,00. O cálculo de quanto devo aplicar mensalmente não deveria estar baseado nessa renda de R$ 40.000,00 e não na de R$ 20.000,00?
Parabéns pelo trabalho!
Abraços!

Marcia
Visitante
Marcia

Caro Leandro,
Descobri seu site desde setembro do ano passado, quando estávamos em período de camapnha eleitoral e uma campanha “sensacionalista” vinculada no facebook me deixou bastante preocupada com o futuro. Desde então, tenho aprendido bastante e penso muito para não cometer nenhuma besteira com os meus modestos investimentos. Toda a minha rede de amigos vai saber que o seu site existe. Entrei no serviço público em agosto de 1999 e, sempre interessada em investir, consegui comprar dois imóveis na planta, embora sem o conhecimento e as cautelas, tive a sorte de não ter problemas. Casei-me em abril de 2008 e hoje temos 05 (cinco) apartamentos, e o sexto é o que moramos. Referido apartamento foi financiado antes das mudanças que dificultaram os financiomantos. Se realmente eu aprendi com os seus valiosos ensinamentos, vou agir certo em vender um dos desses imóveis, não para quitar o referido financiamento, como estávamos pensando em fazer, mas aplicar o capital de forma correta e utilizar os rendimentos para pagar as prestações do imóvel financiado. Agindo assim, iremos preservar o capital. Estou certa?? Muitíssimo obrigada por você existir. Feliz 2017 para todos nós!

Fábio
Visitante
Fábio

Leandro Obrigado por ajudar as pessoas com este trabalho fenomenal te acompanho a algum tempo e a sua missão aqui na terra será lembrada com sucesso. Você ajuda muitas pessoas talvez até mais do que você imagina.

Só temos a agradecer

Valter
Visitante
Valter

Esse artigo foi formidável. Toda essa série de artigos foram maravilhosos. Muito Obrigado., Leandro.

Hosit
Visitante
Hosit

Olá, Leandro
Achei a exposição profunda e extremamente didática, como de costume.
Ficou clara, entre outras coisas, a preferência por investir em tesouro direto quando pensamos em aposentadoria.
Gostaria de tirar apenas uma dúvida:
Você não acha que seria interessante, ao focarmos na aposentadoria, diversificarmos um pouco o investimento? Penso prinpalmente nos fundos imobiliários, os quais distribuem mensalmente um determinado valor aos cotistas, o que é bastante interessante para os aposentados.
Se vc concordar, deixo a sugestão de vc complementar o seu novo ebook falando um pouco sobre a possibilidade de diversificação.
Parabéns, mais uma vez, e obrigado pela maravilhosa ajuda que vc vem dando aos que se interessam em expandir seus conhecimentos a respeito de Finanças.

Andre Cancian
Visitante
Andre Cancian

Leandro, parabéns!

E muito obrigado por dedicar seu tempo à educação financeira das pessoas!
Tenho feito o possível para aprender e repassar seus conhecimentos.
Só assim podemos mudar esse cenário catastrófico que se desenha para o futuro.

Um grande abraço e um 2017 financeiramente inteligente a todos nós!

Fabio
Visitante
Fabio

Sensacional… material muito completo… muito esclarecedor… parabéns pelo ótimo trabalho!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro. Parabéns pelo trabalho de educação financeira desenvolvido. Pode me ajudar ? Tenho um PGBL progressivo no ITAU. OBservei há tempos que se tratava de um mal investimento e parei de aplicar. Gostaria de sacar o montante ( já estou na faixa mínima do IR cobrado). Vale a pena perder alguma coisa para aplicar em TEsouro direto por exemplo ?

Waive
Visitante
Waive

Obrigada! Leandro pela resposta irei sim comprar os seus livros.Aproveito o ensejo p te desejar tudo de bom neste ano que se aproxima.Louvo a Deus pelo o dom da sua vida.Muito obrigada!

Fernando
Visitante
Fernando

Mais uma vez o Leandro arrebentou. Já faz a diferença na vida de muitas pessoas.

Sandra
Visitante
Sandra

Olá. Comecei a investir em 2015 com sua ajuda. Continuo aprendendo com tudo que vc posta aqui. É incrível/engrandecedor o que faz por nós.Só tenho a agradecer mais.

Jeovan santos
Visitante
Jeovan santos

Boa noite!
Mais uma vez muito obrigado pelo artigo, que é de mera importância para nós brasileiros.
Parabéns Leandro,por todos os artigos publicados, que o ano de 2017 seja repleto de realizações na sua vida e de sua família.
Feliz ano novo!

Priscila
Visitante
Priscila

A pouco tempo conheci o site clubedospoupadores, é um serviço de utilidade pública… educação financeira além de ser um assunto para se tratar dentro das famílias, deveriam também ser uma matéria lecionada desde a alfabetização escolar.

Parabéns Leandro, por esse trabalho!

Junior
Visitante
Junior

Acompanhei toda a série sobre Aposentadoria e só posso dizer que o trabalho ficou fantástico e esse último artigo merece um prêmio!
Uma dúvida: penso em investir no TD com pequenas quantias mensalmente (R$ 200,00), com a leitura dos seus livros terei a condição de saber se isso é viável?

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