Pare de sustentar filhos adultos. Não comprometa sua aposentadoria

Você não tem obrigação de sustentar filhos adultos e não deve comprometer aquele dinheiro que você está guardando para a sua aposentadoria.

Nesta semana estive lendo algumas pesquisas sobre este assunto e a situação é alarmante. Estamos diante de uma geração de idosos que estão empobrecendo e de filhos adultos despreparados para assumirem suas responsabilidades financeiras.

Uma pesquisa divulgada recentemente nos EUA descobriu que uma em cada três famílias oferece assistência financeira para filhos adultos. Esta proporção é maior do que o número de famílias onde os filhos adultos sustentam pais idosos (um para cada cinco). Destas famílias que ajudam filhos adultos, 41% arcam com o transporte (gasolina, ônibus, prestação do carro), 57% paga contas da casa onde os filhos moram e 24% pagam empréstimos estudantis, entre outras despesas. Para cobrir todos esses custos de filhos adultos, 40% desses pais estão gastando menos consigo mesmos. (fonte)

Se você é um filho adulto saudável que ainda depende dos seus pais ou se você ainda é um pai que sustenta filhos adultos (mentalmente e fisicamente saudáveis), precisa parar e refletir sobre o que está fazendo. É importante conversar em família sobre este tema.

As pessoas estão vivendo cada vez mais e por isto precisamos preparar nossas economias para que durem até os nossos 80 ou 90 anos. Quanto mais a atual geração de pais continuar sustentando filhos adultos, menos investimentos farão pensando na aposentadoria, menos preparados estarão para arcar com custos elevados com planos de saúde e medicamentos, mais dependerão dos filhos, que provavelmente não estarão preparados para isto.

A ajuda que os pais dão para os filhos adultos precisa ser temporária, não pode se transformar em uma ajuda permanente. Isto precisa ficar bem claro para os filhos. Quando o(a) filho(a) se separa de um casamento e volta para a casa dos pais, precisa saber que a ajuda é temporária, é importante estabelecer até a data de saída. Os custos precisam ser compartilhados. Avós não devem sentirem-se responsáveis pelos netos, na verdade o que não faltam são filhos que acreditam que os avós devem pagar escola, plano de saúde, roupa e alimentação para os netos.

Já os filhos precisam ter a consciência de que precisam aprender a gerar riquezas e guardar riquezas para o próprio sustento, para o sustento da família que estão formando e para os próprios pais que um dia serão idosos e podem não ter aposentadoria suficiente para se sustentarem.

As pessoas precisam buscar a própria independência financeira. Você só será verdadeiramente adulto quando não depender mais dos seus pais financeiramente. Enquanto existir dependência, eles se sentirão livres para interferir na sua vida. Muitos pais usam e abusam desse poder já que existe uma relação de dependência financeira. Existem muitos pais que fazem questão de sustentar filhos adultos para não perder o poder sobre eles. Muitos acreditam que pagando as contas dos filhos estão sendo generosos e que ser generoso neste contexto é uma coisa boa. Assista ao vídeo até o final:

Legalmente filhos são obrigados a sustentar pais idosos, já os pais não são obrigados a sustentar filhos adultos. No futuro, se os seus pais não tiverem condições financeiras você será legalmente forçado a manter seus pais. Não é só um dever legal, mas também um dever moral.

Muitas vezes me deparo com situações absurdas. Filhos adultos, que já trabalham e possuem uma boa renda e que mesmo assim moram com os pais. Alguns terminam a faculdade, começam a trabalhar sem ajudar em casa e sem sair da casa. Outros até saem de casa, na primeira briga conjugal pedem a separação e voltam para o conforto da casa dos pais, que muitas vezes são idosos.

O pior é que muitos destes filhos não ajudam com nenhuma despesa. Os pais não exigem ajuda e os filhos não fazem questão de ajudar. Inevitavelmente acabam aumentando os custos da casa. Moram de graça (não pagam aluguel). Não ajudam a pagar a conta de luz, água, condomínio, telefone, internet, limpeza, não ajudam nas compras do supermercado.

Estes filhos acabam fazendo uma enorme economia. Quando já ganham salário, percebem que está sobrando mais dinheiro (já que estão sendo sustentados). Sem custos de vida, uma parcela grande da renda do filho acaba sobrando. Esta sobra não se transforma em uma poupança focada no futuro. Esta sobra se transforma em gastos com supérfluos: festas, viagens, roupas de marca, jantares com os amigos, shows e muita diversão. Este filho não percebe que este dinheiro que está sobrando é justamente aquele dinheiro que os pais estão gastando para sustenta-lo. Na verdade o salário que sobra para ostentar e desperdiçar é um dinheiro que saiu do bolso dos pais indiretamente.

Os pais que sustentam os filhos adultos acreditam que estão fazendo um ato de amor, quando na verdade estão prejudicando o amadurecimento os filhos, que continuam ligados com a família através do cordão umbilical financeiro.

É importante perceber que existem dois cordões umbilicais de dependência que precisam ser cortados. O primeiro é biológico e será cortado durante o parto. O segundo cordão precisa ser cordado no início da vida adulta. Em muitas culturas, em vários países existem verdadeiros rituais sociais que marcam este corte do segundo cordão umbilical. A pessoa só experimenta o que é realmente a vida adulta depois que corta a dependência financeira que tinha com os pais. Se você ainda não tem filhos adultos, prepare seus filhos para este dia. Deixe claro que chegará o dia que ele terá que sair do ninho, terá que voar em busca dos seus sonhos, e que neste dia a sua missão estará cumprida e cabe a ele te proporcionar momentos de tranquilidade e não de problemas para você resolver.

Este corte na dependência é um direito dos pais. Quando terminam de criar seus filhos, os pais precisam iniciar uma nova fase nas suas vidas. Precisam desacelerar, precisam de mais tranquilidade, precisam aproveitar a maturidade e se preparar para uma velhice saudável e sustentável. É nos últimos anos da vida profissional de um casal que eles devem economizar mais (já que os filhos deveriam estar independentes). Estas últimas décadas de vida profissional produtiva é importante para a formação das últimas reservas para a aposentadoria.

O que podemos ver é outra realidade. Já vi casos de pais que gastam grande parte do que acumularam na aposentadoria para promover festas de casamento cinematográficas com todos os exageros possíveis. Já vi casais de idosos queimando todas as economias de uma vida para comprar o primeiro apartamento dos filhos e até dos netos. E não é qualquer apartamento. As vezes o(a) filho(a) exige um imóvel de padrão incompatível com sua realidade profissional e financeira. Muitos filhos enxergam isso como obrigação dos pais e muitos pais acreditam que dar carro, imóvel, viagens, festas de casamento e dinheiro é um ato de amor. Não é este tipo de amor que o seu filho precisa. É importante que você compreenda o “amor exigente”.

A natureza é repleta de sabedoria e infelizmente estamos nos afastando cada vez mais da nossa excelência natural. Nesta reportagem aqui (assista) é possível ver o emocionante exemplo de um casal de harpias (gavião real). Cuidam do seu único filhote com muita dedicação e amor e no momento certo, quando o filhote atinge a vida adulta, param de fornecer comida e destroem o ninho para que ele possa sair da sua zona de conforto e possa buscar a autonomia que será fundamental para o sucesso da sua existência. Este é o mesmo amor exigente que fortalece os filhos e os prepara para enfrentar a vida. Veja outro exemplo da natureza:

Faz parte da natureza humana a acomodação. Enquanto você não aprender a dizer “não”, seus filhos vão continuar acomodados com aquilo que você pode dar, provavelmente vão exigir cada vez mais. Isto não só prejudica você, mas prejudica muito mais os seus filhos. Eu sei que dói muito negar qualquer coisa para um filho, mas esta dor é necessária para o bem dele, mesmo que no princípio ele não tenha maturidade para compreender o que você está fazendo. É fundamental que ele sinta o peso da responsabilidade nas costas. É fundamental que você permita que ele tome decisões e que assuma a responsabilidade pelas consequências. Sem isto ele continuará uma pessoa fraca e dependente até o dia em que você não estiver mais entre nós.

Perceba que você não poderá pedir um empréstimo para garantir uma aposentadoria confortável, já os seus filhos são jovens. Se eles querem manter um padrão de vida incompatível com a realidade financeira que possuem, podem pedir empréstimos para comprar o carro que desejam e o imóvel que sonham. Terão muito tempo de vida para arcar com as consequências de um financiamento de longo prazo. O filho desempregado ou que se separou, se for jovem também terá muito tempo para recuperar o tempo perdido. Um casal de idosos não tem mais tempo para recuperar nada.

Se você passou sua vida toda investindo na educação dos seus filhos, você já fez a sua obrigação. Agora eles precisam andar com as próprias pernas, e de preferência, precisam sentir o que é começar de baixo para que isto produza a força de vontade que eles precisam para crescerem sozinhos na vida profissional e financeira. Veja uma frase de um dos homens mais ricos do mundo, o investidor Warren Buffett, sobre dinheiro e filhos:

Permita que os seus filhos enfrentem a dura realidade da vida enquanto você puder estar do lado para orientar com a sua experiência e não ajudar com o seu dinheiro. O que eles precisam é de experiências e conhecimento e isto você tem de sobra para oferecer. Isto é a maior riqueza que você pode transferir para o seu filho.

Use aquele dinheiro que sobra todo mês para reduzir as suas dívidas e poupar ainda mais para uma aposentadoria de qualidade. Exija resultados dos seus filhos, exija colaboração com as despesas da casa que moram. Se forem crianças peça menos desperdícios. Se forem adultos e estiverem trabalhando mostre que precisam ajudar com as tarefas e as contas da casa. Faça seu filho perceber que já está na idade de construir com a manutenção do lar e que somente crianças podem depender dos pais. Converse com os seus filhos sobre a sua vida financeira e a vida deles.

Uma pesquisa recente do SPC Brasil mostrou que 57% das pessoas não estão se preparando para a aposentadoria. Entre os mais jovens (na faixa etária entre 18 e 24 anos), esse percentual sobe para 59%. Ou seja, seis entre dez afirmam não se preparar para a velhice.

Destes que não estão se preparando, 17% revelam que dependerão apenas da previdência oficial do INSS. Para 15%, existe a vontade de se preparar, mas esse grupo confessa não saber por onde começar o planejamento. Já 14% admitem não pensar no assunto, enquanto a menor parcela (10%) diz que não sobra dinheiro para economizar ou pagar contribuição ao INSS. (fonte)

Entre os que dizem se planejar com foco na aposentadoria, 25% investe (ou perdem dinheiro) utilizando a caderneta de poupança. As pessoas ouvidas pelo levantamento (14%) também indicam a previdência privada como aplicação financeira usada para formar reserva com vistas à aposentadoria. Poupança não é um bom investimento de longo prazo. Hoje a inflação é quase o dobro da rentabilidade da poupança. Quem deixa dinheiro na poupança pensando na aposentadoria está perdendo o poder de compra do dinheiro com o passar do tempo devido a sua baixa rentabilidade diante da elevada inflação que temos hoje. Já a previdência privada é um intermediário que cobra taxas absurdamente elevadas para investir o seu dinheiro em títulos públicos, que é algo que você mesmo poderia fazer por conta própria.

Se você já tem o seu patrimônio para a aposentadoria é importante que você dedique algum tempo aprendendo sobre como investir esse dinheiro para que ele possa gerar a renda passiva que você precisa durante a sua velhice sem depender dos seus filhos, sem depender do INSS ou de qualquer ajuda externa. Se você ainda está começando ou está no meio do caminho da construção do seu patrimônio para a aposentadoria, também é fundamental que você aprenda sobre como montar sua própria carteira de investimentos para conseguir manter o poder de compra do seu dinheiro e multiplicar seu patrimônio através dos juros compostos.

Se você é o filho que ainda depende dos pais, reflita sobre a sua situação e observe que você precisa buscar a sua autonomia. Isto fará bem para você e para os seus pais. Perceba o quanto eles já investiram na sua vida, seja grato e tente retribuir mostrando para eles que todo o investimento valeu a pena. Invista na sua educação financeira, isso trará muitos frutos positivos para você e para os seus filhos.

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By |08/04/2015|Categories: Aposentadoria|331 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

331 Comments

  1. Marcos 8 de abril de 2015 at 18:15

    Leandro, boa tarde!

    E como lidar quando é o contrário: meus pais não se prepararam para a aposentadora, levam uma vida que não condizem (as vezes por conta disso acabam tendo necessidades básicas), a renda fixa deles (aposentadoria) paga no máximo 2 contas e, sou eu quem ajudo e, consequentemente, reduzindo minhas reservas?

    Já tentei explicar os preceitos e ideias de economia doméstica, mas… em vão.

    Como lidar?

    Obrigado!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 20:33

      Olá Marcos. Filhos que ajudam os pais na velhice é a ordem natural das coisas. Da mesma forma que você precisou deles no início da sua vida é natural que eles precisem de você nos últimos anos da vida deles. É claro que você deve continuar conversando para evitar qualquer desequilíbrio e exageros nesta relação.

      • Carlos 9 de abril de 2015 at 11:02

        Leandro, eu discordo totalmente da sua observação. Não acho que seja “natural” que os pais precisem dos filhos na velhice. Pais idosos tiveram a vida inteira para poupar e planejar seu próprio futuro. Se eles não conseguem se sustentar ao final, a responsabilidade é toda deles. Um filho deve ser planejado também, e os pais não devem contar com a ajuda dele. Um filho não escolhe nascer, quem escolhe (ou deveria escolher) é seus pais.

        Eu sei que não tenho nenhuma intenção de sustentar meus pais, que nunca se planejaram financeiramente e até hoje desperdiçam tudo o que podem. Como pessoa responsável que sou, só irei ajudá-los se a lei me obrigar. No entanto, não estou sabendo de nenhuma lei que me force a isso, como você citou no artigo. Gostaria que você apontasse qual lei e fizesse um link para ela (se é que ela existe).

        Geralmente eu gosto muito mesmo dos seus artigos, e este é bom inclusive, mas pegou numa questão pessoal e pareceu não considerar uma outra realidade. O artigo faz parecer que são sempre os filhos que são os “gastadores” da família, e isso não é sempre verdade, em muitos casos.

        • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:02

          Olá Carlos. Recomendo que você leia o Estatuto do Idoso. O estatuto deixa claro que cuidar do idoso é responsabilidade prioritária da família do idoso (isto inclui filhos e netos). Não assumir estas responsabilidades é crime, não só no Estatuto do Idoso, mas também no Código Penal no artigo 244. No Estatuto do Idoso existem artigos importantes como o 3, 37 e 43. No momento que seus pais tiverem mais de 60 anos você terá responsabilidades, da mesma forma que eles tiveram responsabilidades quando você tinha menos de 18 anos. Sobre este argumento “um filho não escolhe nascer” posso afirmar que infelizmente os pais também não podem escolher os filhos que terão. Mesmo quando se esforçam para educar da melhor forma, parece que uma parte da sua natureza já vem de fábrica e a outra é fruto do meio. O artigo não foi escrito para pais que abusam da boa vontade dos filhos, o foco foi justamente o contrário, filhos que estão abusando da boa vontade dos pais onde estes pais estão sendo prejudicados na sua vida financeira (consciente ou inconscientemente) onde estão gastando os recursos que tinham poupado para garantir uma aposentadoria livre da dependência dos filhos. Seria impossível um só artigo servir para todos os casos.

          • Carlos 10 de abril de 2015 at 14:45

            Leandro, a meu ver, isso pode vir a ser mais um caso de uso equivocado da lei. Acho que essa lei do Estatuto do Idoso foi criada com a intenção de salvar pessoas idosas do abandono devido aos problemas que a velhice pode trazer. Eu gostaria de enfatizar, *pode* trazer. Muitas pessoas idosas ficam com problemas físicos ou mentais debilitantes que os impedem de realizar as tarefas mais simples. Obviamente, essas pessoas precisariam da ajuda dos filhos. Eu entendo uma lei para isso. Mas não creio que ela devesse se aplicar a todos os casos. Existem pais que não forneceram quase nada a seus filhos, que abusaram deles, que se endividaram por conta própria, etc., e que podem usar desse Estatuto para viver às custas do filho na velhice, tenham eles problemas devido à velhice ou não. Essa lei deixa brecha para todo tipo de caso. Acho vergonhosa essa lei por esse motivo.

            Continuo a defender: um filho não escolhe nascer. Os pais terão que sustentá-lo, não importa como o filho vai ser quando crescer, pois os pais decidiram aceitar os riscos de ter filhos (e ter um filho irresponsável que só causa despesas é um deles). O mesmo não vale para o outro lado. Imagino que essa questão provavelmente o atinge também por um lado pessoal, Leandro, pois claramente você parece entender isso como uma questão de educação (pela resposta que deu ao comentário de outra pessoa aqui). Eu acho que você não está enxergando outras realidades; existem muitas famílias onde o amor de um pai para um filho é pequeno ou nulo, e onde abusos acontecem. Tenho absoluta certeza de que muita má-fé existe com a ajuda dessa lei.

          • Leandro Ávila 10 de abril de 2015 at 15:46

            Olá Carlos, os pais são obrigados a sustentar os filhos enquanto são crianças. É o que está escrito na lei do país onde você vive. Neste caso também não importa se os pais panejaram ou não o filho, se o filho é uma boa criança ou não, se faz ou não por merecer, se o pai ou a mãe amam ou odeiam o filho. Por lei o pai e a mãe são obrigados a oferecer todos os direitos da criança. O mesmo vale quando um filho adulto possui pais idosos. Existem leis que garantem direitos para o idoso. Ninguém vai obrigar você a pagar uma viagem para que seus pais passem férias em Miami, ninguém vai te obrigar a comprar as roupas de marca que o seu pai gosta, mas você pode ser obrigado a prover o mínimo que possa garantir alimentação, saúde, etc. Observe que neste caso não estou falando de educação, amor, ética, moral, religião. Mesmo que um filho não tenha amor por pai e mãe, que eticamente e moralmente acredite que não deve manter os pais idosos, isso não importa, ele continua obrigado por lei a cuidar dos pais idosos se isto for necessário (se os seus pais tiverem meios para prover o sustento, você não é obrigado a sustentar). O ideal é que os pais não esperem a boa vontade dos filhos. Afinal de contas, os pais não escolhem o tipo de filho que terão, contar com eles para poderem viver dignamente no futuro seria um erro estratégico do pai e da mãe. Por isto é importante que as pessoas tenham um plano para a aposentadoria e evitem consumir seus recursos sustentando filhos adultos que de alguma forma possam estar se aproveitando (abusando) desta comodidade ou generosidade. Este foi o objetivo do artigo. É claro, que seria impossível em um único texto prever todas as configurações familiares, todas as possibilidades existentes, por isto eu só retratei um tipo de situação e quando você me questionou se existiam leis obrigando um filho a cuidar do pai, eu mostrei que as leis existem. Se são justas ou injustas é outra discussão. Eu conheço casos onde o pai se separa da mãe e depois julgar ser injusto ele ser obrigado a sustentar o próprio filho pagando pensão para garantir saúde, educação, etc. Se no futuro este pai que abandonou o filho estiver idoso e necessitando de ajuda, o filho que foi abandonado pelo pai será obrigado a ajudar este pai, não importando se o pai que precisa de ajuda foi amoroso, carinhoso, se ele deu atenção para o filho ou sustentou o filho quando era criança. Um erro não é considerado como justificativa para que outro erro ocorra. Se isto é justo ou injusto, ai é outro tipo de discussão.

          • saulo venancio 28 de abril de 2015 at 9:39

            complementando a resposta do Leandro.
            A lei é criada não para casos especificos mas para o mediano. Mediano é vc cuidar do idoso depois de ele ter cuidado de vc muitos anos.
            Mas a realidade nao é mediana, tem todos os casos.
            Para que a lei cubra casos especificos, vc tem que lutar para sua ideia prevalecer. É o que fazem as minorias, como por exemplo os gays nos ultimos anos.
            Muitas vezes quem não segue o mediano vai precisar entrar na justição para que revejam o caso especifico com mais ‘profundidade’.
            Imagna se precisassemos de leis para todos os casos que citou. Impossivel.
            O unico caminho é requerer q ajustiça analise o caso especifico, e isso vc consegue de forma até gratuita.
            Mas entenda que a lei é feita para a mediana, não para o caso especifico.

          • carol cerqueira 13 de dezembro de 2015 at 14:10

            Eu filha de uma servidora do Ministério da Previdência, solteira com 58 anos anulei a minha vida por mais de 20 anos para cuidar da minha mãe doente: diabetes, AVC, hipertensão arterial, síndrome do túnel do carpo e várias cirurgias feitas. Hoje, não sou reconhecida pela lei 8.112/90 do ex Presidente Collor como um ser humano que abriu mão de tudo para cuidar dela. Não a coloquei em asilos, fui sua mãe até o fim de sua vida esse ano. Morreu nos meus braços jantando.
            Quem tem pai ou mãe doente idoso, coloque-0s em asilos, pois cumpri o Estatuto do Idoso e a nossa Lei não reconhece isso. Hoje estou doente, com lesão no ombro, perdi seis dentes, e criei um cisto no intestino. Pior ainda. Estou desempregada, doente, e sem qualquer aparo legal. O salário de minha mãe foi imediatamente cortado.. Essa é a nossa injustiça.

          • Leandro Ávila 13 de dezembro de 2015 at 17:50

            Olá Carol. Minha recomendação é diferente. Um dia todo mundo terá pais idosos, é uma situação previsível e isso deve fazer parte dos planos financeiros de todos. Não se preocupar com isso é um erro. Confiar e esperar alguma coisa do governo é outro erro. Esperar alguma coisa do INSS é outro erro. Não devemos esperar nada de ninguém. Por isso, é importante que as pessoas percebam a importância de buscar sucesso financeiro, independência financeira, pois no mundo em que vivemos, muitos problemas podem ser evitados se você tem condições financeiras para evita-los. Se as pessoas fossem educadas, ainda jovens, para planejar a própria vida financeira, chegariam na velhice com recursos suficientes para não depender tanto dos filhos, nem depender do governo. Já os filhos, teriam consciência que seus pais idosos é sua responsabilidade e para isso também devem estar financeiramente preparados.

          • Karina 19 de janeiro de 2016 at 11:48

            Concordo contigo Leandro, os filhos devem ser ajudar os pais se esses não tiverem condições. É mais uma questão de amor ao próximo e gratidão do que uma questão de dinheiro.

          • Leandro Ávila 20 de janeiro de 2016 at 2:48

            É verdade

          • Bernardete 15 de setembro de 2016 at 13:14

            Concordo com vc parabens!

          • V. 10 de outubro de 2016 at 15:57

            Bom pessoal, eu tbm queria me inserir nessa discussão, pois é algo que tem muito a ver com a minha situação atual. Na minha opinião, o filho deve ter obrigação moral de ajudar os pais, mas não por força de lei. E quando falo em ajudar, eu quero dizer ajudar em dificuldades pontuais, e não sustentar por tempo indeterminado, até porque todos nós que trabalhamos com carteira assinada, já somos obrigados a contribuir com uma porcentagem do nosso salário para bancar quem já está aposentado, ao invés de ser investido para a nossa própria aposentadoria, o que já acho totalmente errado. Então acho totalmente injusto, além de ter que bancar a aposentadoria dos outros, a pessoa ainda ter que bancar os pais indefinidamente, pois se eles já são idosos, têm direito a aposentadoria, que nós já somos obrigados a bancar.

          • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:16

            Oi. Na verdade as leis só existem para forçar você a fazer coisas que a moral e a ética deveriam ser suficientes.

      • C. 9 de abril de 2015 at 12:48

        Nesse ponto não concordo com você, Leandro.
        Do mesmo jeito que é obrigação dos filhos se sustentarem sozinhos, também é dos pais, pois tiveram a vida toda pra isso (além de, nos dias atuais, ninguém ter filho por obrigação).
        A ordem natural das coisas são pais criando filhos independentes, que tenham vida própria.
        Mas o que vemos, muitas vezes, é o contrário, do jeito que o Marcos falou: os pais levam uma vida perdulária, contando com a “obrigação” dos filhos de sustentá-los no futuro, porque, afinal, “foram eles que puseram o filho no mundo”, né?
        Mas filhos não são um plano de aposentadoria, como muitos pais pensam. Quando se toma a decisão de procriar, deve-se ter em conta de se está colocando no mundo, de livre vontade, um novo ser que terá a própria vida pra cuidar, e, portanto, a própria velhice também.
        A responsabilidade da sua vida deve ser de cada um.

        • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 21:02

          Olá C. legalmente falando os filhos são obrigados a garantir o básico para a sobrevivência dos pais quando eles estiverem idosos. Não importa o que eles fizeram com o dinheiro deles durante a vida. Você encontrará informações sobre isto no Estatuto do Idoso. Da mesma forma os pais são legalmente responsáveis pelos filhos principalmente quando são crianças ou se forem adultos incapazes. Esse argumento: “Ninguém mandou ter filho” é muito triste. No meu ponto de vista pessoal é de uma ingratidão sem tamanho, talvez fruto de falta de maturidade. Não sei qual é a sua idade, mas esta forma de pensar é comum entre adolescentes, pessoas que ainda não passaram pela experiência de ter filhos. Na verdade os filhos só conseguem entender os próprios pais quando um dia se tornam pais. A forma de pensar muda totalmente.

          • C. 9 de abril de 2015 at 23:03

            Você pode achar o argumento “triste”, mas eh a verdade. Filho nao eh obrigacao e, portanto, tem que ser uma decisao consciente. E eh uma loteria, por mais bem criados que sejam. Nao eh justo onerar um filho, que nao pediu pra nascer e muitas vezes foi apenas fruto de uma decisao egoista dos pais, obrigando-o a sacrificar a propria vida e futuro para sustentar quem teve a vida toda para se preparar para a velhice e nao o fez.
            Me surpreende a defesa desse tipo de atitude vinda de voce, educador financeiro, que deveria ser quem mais defende a autossuficiencia. Ou estou muito errado, ou o Estatuto do Idoso determina que seja mantida a SUBSISTENCIA, nao o sustento integral, que incluiria todos os gastos e luxos de uma vida perdularia (e eh exatamente o que você defende, pelo comentario ao Marcos). Ou seja: ao idoso devem ser asseguradas a alimentacao e abrigo, basicamente, pelo Estatuto.
            Em tempo, apesar da sua tentativa de me desqualificar baseado numa ideia preconceituosa e preconcebida de idade ou de maturidade, vou te dar alguns dados pra se basear: minha adolescencia vai longe, bem longe ja. E minha posicao em relacao ao assunto nao vem de ingratidao, muito pelo contrario: vem do fato de ter sido criado pro pais que incutiram em mim a nocao de autossuficiencia, essa mesma que voce defende em todo o restante do texto, com excecao desse ponto. Eles me criaram pra ser capaz de me sustentar (e nao, nao foram ausentes, ou distantes, pelo contrario) e, tambem, me mostraram que, salvo grande desgraca, nao precisariam de mim para sustenta-los na velhice. Confiaram na educacao que me deram e eu me tornei exatamente esse adulto independente que voce defende no texto. E nao poderia ser mais grato a eles por isso, ainda mais quando vejo que poderia ter tido pais com pensamento como o seu, que me veriam como uma apolice de seguro com resgate futuro, que justificaria toda e qualquer irreponsabilidade financeira presente…
            (teclado sem acentos pois estou em um computador diferente).

          • Leandro Ávila 15 de abril de 2015 at 1:39

            Olá. Em nenhum momento eu disse que o filho é obrigado a manter uma vida luxuosa para os pais idosos. Eu não recomendo que nenhum pai dependa dos filhos na velhice e por isto eu gasto meu tempo ensinando as pessoas a planejarem suas vidas, para que não dependam dos filhos, do estado e nem de planos de previdência. Eu sinceramente acho que você não entendeu o objetivo do artigo que escrevi, não entendeu para que público ele foi escrito.

        • carlinhos 8 de fevereiro de 2016 at 20:19

          Quando leio o que certas pessoas pensam e postam aqui como realidade inquestionável me vem à mente aqueles que perdem os pais ainda na infância, aqueles adotados por pessoas sem obrigação alguma com um filho mas adotam e assumem essas obrigações. Aqueles desventurados que nascem de pais assassinos, ladrões ou vagabundos mesmo e que na velhice deles os consideram. Não entendo quem contesta essa Lei dos idosos, ela não determina luxos, ela determina condições mínimas humanas aos idosos.

          • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2016 at 22:30

            Oi Carlinhos. Penso como você.

    • Gabriel 4 de abril de 2016 at 15:32

      Concordo com o Marcos, os filhos não pediram para nascer e não são obrigados a sustentarem pais irresponsáveis. Artigo ridículo, pois encoraja abandonar os filhos quando estes se tornam adultos. É de uma covardia e de um egoísmo imensuráveis… Um pai desse deveria inclusive ser deserdado pelo filho!

      • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:22

        Oi Gabriel. Quando você estiver do outro lado e for um pai com um filho adulto dentro de casa que não quer andar com as próprias pernas, retorne aqui e fale mais sobre sua experiência.

    • Maria 19 de setembro de 2016 at 14:31

      E quando os pais têm um grande patrimônio, são de classe alta também devem não dar qualquer tipo de ajuda financeira, mesmo que os filhos para serem independentes vivam com dificuldades financeiras devido às suas profissões?

      • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:23

        Oi Maria. Vou responder sua questão com uma frase dita por um dos 3 homens mais ricos do mundo com seu patrimônio de US$ 65 bilhões.

  2. Halisson 8 de abril de 2015 at 19:02

    Não vejo problema em filho adulto morar com os pais, quando há um objetivo por trás. Explico: pode-se utilizar essa ferramenta como mecanismo para solucionar dois problemas de uma só vez. De um lado pode-se dividir as despesas com os pais, ficando bem menos oneroso para todos os lados. E de outro,pode-se utilizar essa poupança criada para acumulação de patrimônio para os pais e para os filhos. Os pais podem fazer reserva para os melhores anos da vida e os filhos podem acumular dinheiro para fazer investimento, montar uma empresa. Acredito que é possível morar com os pais de maneira inteligente: poupando, ajudando, investindo e estudando. Agora é lógico, tudo com data certa para terminar.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 20:25

      Olá Halisson, também não vejo problema no filho adulto morar na casa dos pais desde que isto seja uma condição temporária e que ele colabore na medida da sua possibilidade e não explore a boa vontade dos pais, que na maioria das vezes são incapazes de negar qualquer coisa ao filho, mesmo quando negar é importante para os eu amadurecimento.

    • Thais 10 de abril de 2015 at 10:08

      Concordo.Não vejo problemas em morar com os pais, viver em união. O problema é o abuso, desrespeito, folga…. Obviamente todos devem se auxiliar. Poder contar com a companhia de um filho carinhoso quando se é idodo é importantíssimo.

      PS. Não moro com meus pais, inclusive estou em outra cidade, porém meu pai mora com a mãe e ambos se auxiliam, são gratos um ao outro e amam morar junto. Não existem verdades absolutas, nem receitas prontas.

      • Leandro Ávila 10 de abril de 2015 at 13:04

        Obrigado por deixar sua opinião Thais

  3. Karyn 8 de abril de 2015 at 19:27

    Eu COSTUMAVA a acompanhar os seus artigos aqui no seu site, mas depois dessa matéria parei: você foi muito infeliz em desconsiderar diversas outras razões pelas quais um filho adulto ainda possa ser sustentado pelos pais (como o filho ter tudo algum tipo de trauma e depressão).

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 20:22

      Olá Karyn. Acho que fica bem claro, em diversas partes do artigo, que estou me referindo a filhos capazes, saudáveis e que podem trabalhar.

    • Fernando 8 de abril de 2015 at 21:25

      Se for um trauma ou depressão diagnosticado por profissionais pode até justificar a ajuda dos pais.
      Mas tenho certeza que ha muito pais que confundem dificuldades normais da vida com traumas e ficam mimando os filhos…com medo deles ficarem “traumatizados”

      • Svenancio 8 de abril de 2015 at 23:34

        Concordo. So enxergar quem quer vê. Eu mesmo fui sustentado até os 30 anos pelos pais por causa da depressão. Entre aspas. A depressão era falta de vergonha na cara para tomar um rumo e ir realizar minha vida. Os pais se esconde facilmente atrás da benevolência pelos filhos os deixando tolos e mimados. Quando os velhos baterem as botas os filhos vão estar velhos. E aí vai ser muito mais sofrido. A dor do aprendizado vem uma hora ou outra. A classe média brasileira que ainda quer mimar is filhos e acha que isso resolve tudo. Da carro paga estudos impede de fazer trabalhos de baixo escalão l. Estão fazendo os filhos virarem encostados. De encostado no Brasil já bastam os políticos. Triste país que confunde as coisas.

        • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:41

          Obrigado pelo depoimento Svenancio.

        • Maicon 9 de abril de 2015 at 8:43

          Svenancio, concordo em gênero, número e grau com você. Tenho um irmão que é adulto e não trabalha. Minha mãe vive dizendo que ele é “deprimido”. Só que qualquer um que consegue enxergar mais com os olhos do que com o coração, percebe que é pura preguiça e falta de atitude mesmo. Infelizmente, a indústria da psicologia também acaba contribuindo muito para esconder a realidade da vadiagem e da falta de vergonha na cara banalizando termos como “trauma” e “depressão”.

          • Fernando 10 de abril de 2015 at 12:15

            Maicon,
            Discordo de sua citação sobre “a indústria da psicologia”.

            Qualquer psicólogo sério trabalhará para que seus pacientes vejam o quanto se fazer de vítima é ruim para a própria pessoa (sobre esse assunto, vale a pena ler: http://www.clubedospoupadores.com/enriquecimento/como-parar-de-reclamar-justificar-e-culpar-os-outros.html)

            Uma terapia séria também mostrará a uma mãe que mima demais um filho que, além de estar fazendo mal ao filho, ela pode ter esse comportamento por problemas dela (vaidade em se sentir uma pessoa boa, culpa por achar que faltou em outros aspectos, etc.)

            Não sou psicólogo, sou apenas uma pessoa que já fez terapia e que acha que vale muito a pena (desde que seja com profissionais sérios e que o paciente esteja disposto a agir para melhorar sua qualidade de vida).

        • Nair Jacobsen 17 de janeiro de 2016 at 21:42

          Muito verdadeiro seu comentário…como têm filhos sem vergonha na cara “sugando” o que podem de pais idosos que vivem exclusivamente de aposentadoria !!! Muitos ainda ameaçam bater nos pais e os tratam aos berros. Triste realidade ! Que futuro os aguarda após a morte dos pais? Incrível como estes filhos usam a mesma ridícula e infantil frase: “Não pedi para nascer”, será que os pais pediram para nascer?

    • Ronne 9 de abril de 2015 at 8:56

      Acho que Karyn é que foi extremamente infeliz em simplesmente desconsiderar as ótimas ideias e poderações desse artigo e focar simplesmente numa excessão da regra. Foi duplamente infeliz ao decidir para de seguir esse blog. Questão de escolha. Cada um faz o que bem quiser.
      Concordo com tudo o que o Leandro expôs aqui: pais não devem sustentar filhos adultos, em geral. Óbvio, como regra geral, há várias excessões. Não precisa ser gênio para entender isso. Nem precisa escrever com todas as letras.
      Daqui a pouco vai ter gente dizendo que, ao recomendar que todos poupem para a aposentadoria, o Leandro foi infeliz quando não considerou pessoas com doenças terminais, que terão no máximo 2 anos de vida, ou condenados a prisão perpétua, blá, blá, blá.
      Recado do coração para vocês: cresçam!

    • Ronaldo 9 de abril de 2015 at 11:34

      Pessoal, o Leandro gasta um tempão do seu tempo para ajudar as pessoas de graça. Seus artigos são excelentes, muito bem escritos e numa linguagem que todos entendem e, particularmente, adorei o artigo em questão. Caso exista alguma particularidade é óbvio quite

  4. Graciani Pessini 8 de abril de 2015 at 19:56

    Leandro, excelente este artigo, eu venho observando isto já há algum tempo na nossa sociedade e compartilho das suas ideias…É muito triste ver um casal de pais empobrecendo, sustentando toda família, filhos, netos, noras, genros….Eu e meus dois irmãos temos nossa independência financeira graças à nossa mãe que sempre dizia: coloquei seu diploma na mão, agora SE VIRA!. Eu achava que era rude da parte dela, quando nós terminávamos o segundo grau e ela falava: E AGORA…. vai querer fazer faculdade ou trabalhar, faça sua escolha, se quiser estudar de verdade, eu banco, se não, pode ganhar o mundo e arrumar lugar pra trabalhar e morar. Leandro, que mãe eu tive, graças a ela eu sou médica e meus dois irmãos dentistas, independentes e preparados. Minha avó falava com meus tios: aqui em casa quem não trabalha não come! Acho que o Brasil esta precisando de pessoas assim…Bom, é isso….que todas as mães se chamassem Maria das Graças…. Há um ditado que diz “Tudo que é demais é muito, até o amor”.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 20:30

      Olá Graciani. Esse “Se vira!” que a sua mãe disse foi um grande ato de amor, pois no fundo isso dói, é uma postura difícil, os pais sabem que é uma postura que no princípio pode não ser compreendida, só com a maturidade é que você percebe como isto foi importante. Mesmo assim ela não optou pelo mais fácil, ela fez o certo, mesmo sendo a opção mais difícil.

      • carlos 20 de dezembro de 2015 at 2:13

        Bem legal o comentário de vocês falando da dureza que muitos pais colocam pra educar os filhos e eu não acho isso errado, mas tem pais que fazem isso muito cedo com os filhos. Meu pai, quando eu tinha uns 6 anos de idade falava que se eu quisesse pilha para o meu carrinho eu que me virasse e comprasse. Ele me maltratou minha infância toda, me tratou desde a indiferença a violência gratuita algumas vezes. Nunca conversou comigo. Resultado: estou terminando de tratar minha depressão agora, aos 23 anos de idade.
        Estou voltando a ajudá-lo a fazer as coisas em casa, pois com a depressão nem comer, rir, e fazer coisas básicas eu era capaz de fazer. Tem aqueles que nunca tiveram na mesma situação e falam que é frescura, que é falta de trabalho, que é falta de sexo, que é falta de ter apanhado – por mais que você tenha apanhado até sem motivos -. Hoje eu e minha irmã tem ajudado ele nas despesas da casa, pois ele foi incapaz de se planejar pra sua idade senil vindoura. Se fosse pra eu seguir a educação que ele me deu, eu deveria deixá-lo sem amparo algum, pois foi a forma que ele me educou…
        TUDO muito relativo…

        • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2015 at 23:42

          Oi Carlos, Seu pai fez da forma errada e o erro dele não justifica outro erro.

          • Isabel de França 9 de fevereiro de 2016 at 16:11

            Leandro, li todos os comentários até aqui e continuo ‘apoiando’ você, sempre. Texto excelente, foco perfeito, bem elaborado e conduzido. Você se mostra coerente sempre e isso é importante. Pessoas com problemas pessoais com os pais sentem dificuldade de compreender o texto, os fatos e as leis, de modo isento, genérico. Importante insistir – um erro não justifica outro erro.
            Os pais decidem acolher filhos, e estes é que pedem para nascer sim. E, em nascendo, precisam ajustar-se ao mundo e à vida que os recebe, e não o contrário. Mais tarde, quando adultos, podem modificar tudo que quiserem, sem prejudicar a ninguém, porém. Os pais precisam mesmo aprender a fazer o que é necessário e bom para os filhos e não simplesmente fazer aquilo que é gratificante para si mesmos. Grata por socializar o texto.

          • Leandro Ávila 10 de fevereiro de 2016 at 0:22

            Obrigado Isabel

    • Maicon 9 de abril de 2015 at 8:48

      Graciani, parabéns pela sua história e pela sua atitude. Os pais não podem aceitar que os filhos se tornem parasitas.

  5. Fernando 8 de abril de 2015 at 20:34

    Isso acontece aqui em casa, com um filho de 44 anos, separado há pouco mais de um ano. Além de meus pais pagarem o convênio médico dele, pagam também o da neta. É mole, meu amigo?
    É, ninguém merece não. Você dá a mão e eles pegam o braço!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 20:43

      Olá Fernando. Imagino que seja uma situação difícil para todos.

      • Fernando 9 de abril de 2015 at 11:18

        Sim, além de revoltante. Homem de mais de 40 sendo bancado pelos pais é palhaçada.

  6. Thiago 8 de abril de 2015 at 20:42

    Caríssimo,seu site excelente !!!

    Gostaria de fazer uma pergunta, tenho 27 anos e quero fazer aportes no tesouro direto, tenho dúvidas caso a corretora quebre se eu perco meu título, e quanto as cooperativas de crédito você ainda não escreveu nada sobre o assunto, abri uma conta capital no Sicoob que promete dividir lucros e pagar o equivalente a Selic no resgate, o que senhor pensa ???

    Grande Abraço

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 22:32

      Olá Thiago, a corretora é uma intermediária. Ao comprar os títulos do Tesouro Direto com a custódia na CBLC / BM&FBovespa, os seus títulos continuaram custodiados no seu nome fora da corretora. Bastaria fazer a portabilidade dos títulos para outra corretora. Como corretoras não são bancos, não emprestam dinheiro, apenas fazem intermediação, elas não quebram com frequência. Não tenho experiência com cooperativas de crédito, por isto não falei sobre o assunto aqui.

  7. arlete 8 de abril de 2015 at 21:01

    gosto muito de pessoas que falam a verdade e isso eu vi aqui , por isso posso dizer e otimo aprender e concordar que esta completamente certo em relação a filhos que vivem as custas dos pais .

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 21:04

      Obrigado Arlete

      • Lu 16 de fevereiro de 2016 at 12:59

        amei o seu artigo, eu entendi claramente , tenho uma na minha família que só tem depressão na hora de cuidar da casa e dos filhos,(os pais são praticamente obrigados a cozinhar , lavar e passar, levar os netos na escola) e ela se o ano inteiro tiver festa ela vai em todas, que depressão e essa, então eu não conheço a doença, conheço uma jovem que se casou e foi morar com a sogra, tem 10 anos que essa sogra perdeu a autoridade dentro da propria casa, agora esta doente e sendo maltrada, os outros filhos sempre tem uma desculpa para não poderem ajudar a cuidar é muito triste, uma mãe cuida de dez filhos, dez filhos não cuida de uma mãe , muito triste

        • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:38

          Oi Lu. Isso é muito triste.

  8. Paulo 8 de abril de 2015 at 22:02

    Caro Leandro, eu estou passando por uma situação semelhante em relação ao meu filho, embora ele tenha pouca idade (só 19 anos). Coincidentemente, tive uma conversa com ele hoje exatamente sobre este assunto, já que o mesmo está totalmente parado, sem estudar e sem trabalhar a um ano e meio. Independentemente da questão financeira, este fato tem me causado grande preocupação no que se refere ao futuro e ao amadurecimento do meu filho em sua vida adulta. Como sempre, seus pontos de vista, seu didatismo e clareza nas explanações são de grande valia para as pessoas que desejam planejar um futuro financeiro com dignidade para si próprio e para os seus entes queridos.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 22:16

      Paulo, mostre para o seu filho que ele possui muitos motivos para se preocupar. Não sei até que ponto a sensação de extrema segurança que alguns pais transmitem para os filhos (é claro que pode não ser o seu caso) não acabam produzindo uma enorme acomodação, um desânimo, falta de ambição (no bom sentido da palavra), falta de energia, motivação para crescer. Muitas vezes o jovem é incapaz de enxergar que existe um mundo lá fora, cheio de desafios, que ele terá que encarar, sem a proteção dos pais, já que tudo é transitório e ele precisa se preparar para os desafios futuros, se é que ele já tem consciência de que existem desafios no futuro.

    • Augusto 9 de abril de 2015 at 2:48

      Paulo, 19 anos não é pouco. Se o seu filho não está estudando, nem trabalhando, fique esperto pois ele se enquadra nessa categoria do artigo! Se ele não está numa faculdade ou estudando para entrar em uma, coloque ele para trabalhar. Um ano e meio sem fazer nada é sinal de que ele está acomodado sim! Abs!

    • Fernando 9 de abril de 2015 at 14:23

      Caro Paulo,

      Seu filho tem acesso fácil as coisas que ele quer?
      (exemplo: carro, dinheiro para festas, roupas, viagens, videogame, TV a cabo, Smartphones, etc).
      Não seria o caso de começar a dificultar o acesso dele as facilidades?
      Não no sentido de puni-lo, mas no sentido de mostrar a realidade…
      Penso que atitude e exemplo valem muito mais do que palavras.

  9. Mauro 8 de abril de 2015 at 22:03

    Você não vai acreditar Leandro, mas tudo o que foi escrito neste seu artigo eu comentei hoje com minha esposa e falei praticamente 99% do acima exposto!
    Parece transmissão de pensamento ou sei lá!
    E para arrematar acabei de ler junto com ela!
    Graças a Deus pensamos desta forma e se Deus quiser minha filha terá todo o apoio da forma correta em sua educação financeira.
    Grande Artigo, Grande Autor, Parabéns!!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 22:21

      Olá Mauro. A educação financeira das crianças é importante. Ela produz jovens mais conscientes sobre como o mundo do dinheiro funciona, para que não se tornem vítimas deste mundo. Parabéns e um abraço!

  10. Felipe 8 de abril de 2015 at 22:42

    Leandro, entendo que tais recomendações servem para filhos acomodados que não se planejam e tal e vivem como bon vivant, mas é bem verdade que outros aspectos tem influenciado nessa demora em sair da casa dos pais e o mais significativo é o aumento fora do normal no preço dos imóveis, daí vem a questão, o que será melhor:1)O filho permanecer na casa dos pais e acumular uma riqueza tal que possa comprar um imóvel à vista ou com uma boa entrada ou 2)Se endividar em um financiamento de 35 anos? É evidente que a primeira escolha…e a se tratar de uma família brasileira, há um grande número de pessoas que chegam a velhice sozinhas, sendo assim a permanência do filho lhe é benéfica.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:23

      Olá Felipe, no caso que você relata existe uma estratégia para que o filho possa investir em um imóvel e conquistar sua independência. Todo pai deve dar apoio para esta estratégia. É uma realidade diferente da que acabei de relatar, quando os filhos adultos, formados, trabalhando, gastam tudo que ganham com viagens, festas, veículos, ostentações incompatíveis com a renda que possuem, graças ao fato dos pais estarem bancando todos os custos de moradia e até outros custos pessoais. Também existe o caso dos filhos exigem um imóvel novo dos país (ou aceitam prontamente quando estes oferecem). Tem o caso dos filhos que casam sem terem condições para isto, muitas vezes o pai do noivo e da noiva são obrigados a sustentar a nova família que se forma, muitas vezes precisam pagar plano de saúde dos filhos adultos, dos netos (que muitas vezes nascem sem planejamento), pagam compras de supermercado e muitas vezes é dai que sobra o dinheiro que o casal utiliza para ostentar uma vida que não podem bancar. É destes extremos, nestes exageros e abusos que o artigo se refere.

      • Regina 13 de fevereiro de 2016 at 14:56

        Olá, Leandro! De fato, estou numa situação parecida com a que Felipe comentou: moro com minha mãe e trabalho, mas estou juntando dinheiro secretamente para comprar um imóvel (que está um absurdo até para dar a entrada) e tirar ela dessa casa. No momento não ajudo nas despesas, mas isso tem um motivo: se eu o fizer, não guardarei nada para sair daqui e aqui minha mãe é muito maltratada por minhas tias, meu irmão (que ela sustenta e dá todo tipo que é luxo). Além disso, ela tem uma doença degenerativa, o que fará com que ela precise de cuidados extremos e paz de espírito! Aqui, só ajudo nos cuidados dela com a doença. Como meu salário é baixo, meu plano é: guardar o máximo possível enquanto estiver aqui, dar entrada numa casa, financiar o resto e tirá-la dessa casa com urgência! Se eu não fizer isso, mesmo não contribuindo em casa, ela não terá perspectiva de futuro, pois permanecer ao lado de tantos familiares que não ajudam com os cuidados na doença dela e só atrapalham, vai matá-la!

    • Lucas 15 de abril de 2015 at 16:06

      Felipe, estou passando por essa situação. Tenho 28 anos e moro com meus pais mas nunca fui um mimado preguiçoso, pelo contrário, sempre ajudei em casa: pagando contas de água/luz/telefone, supermercado e até créditos mensais em celular. Comprei vários eletrodomésticos, ajudei em trabalhos de faculdade, faxina, fiz empréstimos e nunca pedi 1 centavo de volta. As vezes acho até que faço papel de bobo sendo tão “legalzão”. Mas fazer o que… os preços de imóveis estão abusivos e sou do tipo de pessoa que se sente incomodada em não ajudar dentro de casa. Não conseguiria virar o dia todo sentado na frente do facebook sem contribuir com nada, tal como o ideal de filho adulto citado no texto.

      É lógico que em paralelo vou fazendo minhas economias e sempre gastando muito menos do que ganho. Meu sonho é conseguir comprar meu ape e ter finalmente minha independência financeira. Na minha cidade já noto uma queda dos preços e espero que ainda esse ano tudo se resolva (ploc bolha) e eu consiga dar uma generosa entrada e financiar o menor valor possível do futuro imóvel.

  11. Fernando 8 de abril de 2015 at 22:42

    Leandro, excelente!!!

    Penso exatamente como você. O mundo ai fora está cada vez mais complicado. Por isso uma boa educação financeira e psicológica se faz necessária aos nossos “pequenos”

    Grande abraço!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:12

      Concordo com você Fernando!

  12. Ricardo Rocha 8 de abril de 2015 at 22:57

    Leandro,

    Mais uma vez, parabéns, não só pela lucidez, mas pela coragem de escrever este artigo… tenho vários exemplos próximos que este comportamento é uma realidade cada vez mais frequente… vejo casais, que ao invés de constituírem patrimônio para uma velhice digna, arcam com despesas e luxos de filhos que deveriam estar contribuindo, no mínimo, com as despesas de casa… e se acham no direito de exigir “do bom e do melhor”… do jeito que a coisa vai, muitos dessa geração vão se tornar imprestáveis para o resto da vida…

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:11

      Olá Ricardo, o pior é que já li artigos falando sobre o impacto desta geração “mal acostumada” dentro das empresas. Existe a profecia do Pai Rico, Filho Nobre, Neto Pobre e Bisneto Revoltado. Obrigado pelo comentário.

  13. Marcelo 8 de abril de 2015 at 22:59

    Ótimo artigo! Sou pai, meu filho tem onze anos e já conversei com ele sobre isto! Ele tem uma vida mais confortável do que a que tive e temo pela sua acomodação. Tento estimulá-lo com objetivos. Falar não para um filho dói, mas educa muito mais do que um sim! Parabéns pelo texto!!!!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:04

      Parabéns Marcelo. Felizmente é comum observara que nossa geração teve condições melhores do que a geração dos nossos pais e normalmente trabalhamos duro para dar uma condição ainda melhor para os nossos filhos. É certo que ocorra desta forma, só que devemos preparar os filhos para a realidade, evitar que o conforto oferecido se transforme em um motivo para a acomodação e isto vai acabar gerando consequências negativas na vida adulta do jovem. Você está no caminho certo, parabéns.

      • Letícia 30 de março de 2016 at 11:36

        A dor de uma dependência!

        Leandro, obrigada pelo seu site. Concordo plenamente com você. O artigo me atingiu diretamente, pois eu fui essa filha “imprestável”. Mesmo consciente dessa posição e tentando sair dela por diversas vezes, o comodismo, a raiva, a revolta, a preguiça, o medo, a vingança, a estagnação e a dependência emocional, me aprisionaram ao comodismo que me era ofertado, também por razões não saudáveis.

        Fui filha de um pai que apesar de possuir bons recursos, jamais foi o provedor da casa, minha mãe, por querer manter o modelo de família tradicional, não ousou fazer frente ao meu pai, mas escolheu manter o casamento e manter também a casa, apesar do meu pai tb trabalhar e ganhar bem.

        Os filhos cresceram, eu e minha irmã continuamos a morar com nossos pais, meu irmão casado, morando fora e independente, volta e meia vinha pedir socorro financeiro à minha mãe. Minha irmã tendo um bom emprego, gastava mais do que devia, e pouco ajudava nas despesas da casa, eu quase nunca estava trabalhando, mas o pouco dinheiro que tinha buscava ajudar dentro de casa. No entanto, a minha mãe, por vezes recusava essa ajuda, não achando justo que os filhos ajudassem em casa, quando o marido, o pai, não o fazia, podendo fazer!!! Atitude que hoje percebo, que foi errada! Comíamos, dormíamos, bebíamos, não importa a omissão dele, tínhamos que ajudar!!!

        A situação em que me encontrava, passou a me prejudicar, criando sentimentos negativos em mim, e eu não possuía recursos internos (emocionais e etc) para continuar tentando uma vida melhor, parei, cansei de tentar concursos públicos e etc. O orgulho, mal geral na família, também impedia a visão e a compreensão de que qualquer trabalho é digno, mesmo sendo um subemprego.

        Hoje vejo com clareza que o orgulho, o medo e a vergonha foram os três sentimentos malignos que permearam a minha família e fizeram tanto mal a ela. Tentei abrir os olhos da minha família sobre isso, e quero abrir um parênteses aqui: (É neste ponto que acontece um grande erro que muitas pessoas cometem na vida, tentar mudar o outro, a situação do outro, e não a si próprio! Eu não poderia mudar as circunstâncias dos outros, mas poderia mudar a minha, cuidando de mim, ANTES de querer cuidar do outro. O mandamento é amar ao próximo como a si mesmo. Vá cuidar da sua vida!!!)

        Continuando…falei sobre cursos de educação financeira, sobre a necessidade de uma terapia familiar e tantas outras coisas, mas para falar é necessário ter moral, e essa moral eu não tinha, pois não trabalhava, e quando trabalhava, durava pouco tempo no emprego e ganhava muito pouco, não possuía financeiramente a moral que os meus irmãos possuíam, com seus empregos bem remunerados. “Está falando tudo isso, mas olha a vida dela”, não possuía dívidas, mas também não possuía nada!

        Minha mãe foi uma mãe amorosa, sábia em alguns aspectos e inteligente em outros, mas não na arte e na sabedoria em dizer: NÃO! Creio que esse foi o grande erro dela, e do meu pai, foi a omissão quase que completa, por razões que até hoje não sei! Inclusive ele fez muitas dívidas que nos fez perder bens, inclusive um dinheiro que eu tinha na poupança, para a compra de um terreno. Diante de tudo isso, minha mãe ainda mantinha a postura passiva e provedora no lugar do meu pai. Um grande erro!!!

        Mas apesar de tudo, na velhice cuidamos deles, em especial eu e minha irmã, sendo que do meu pai, meus irmãos é que cuidavam mais, pois com ele a minha relação era muito difícil, tinha muita repulsa por sua pessoa, embora lutasse para amá-lo e respeitá-lo, mas era difícil, pois além do mal exemplo financeiro que ele deixou, também houve comportamentos nada adequados da parte dele para comigo, que hoje percebo que na verdade foram abusos, emocionais e também sexuais, levando em consideração a atual lei vigente sobre esses assuntos.

        Sofri outras tentativas de abusos por parte de outras pessoas também, mas a dele foi a que mais doeu, até hoje é difícil de elaborar essa idéia. Busquei ajuda, mas não obtive, pois as pessoas têm dificuldade de acreditar e aceitar essas coisas, mas isso é uma outra história, que não cabe aqui. Há pessoas que passaram por situações piores que a minha e conseguiram se libertar, se desprender e alçar vôo sozinhas financeiramente e sair da casa dos pais, já outras não. Creio que Freud, explique! Não tenho bagagem para isso…

        O fato é que hoje, recebo pensão deste pai, por ele ter sido militar, e hoje o dinheiro que ele sempre negou no sustento da família, me provê. No entanto não quero depender disso, pois busco a maturidade emocional e a independência financeira, mesmo eles já sendo falecidos! É uma questão moral, pessoal e até de sobrevivência como pessoa! Uso o dinheiro da pensão como uma forma de compensação do que vivi, e uma alavanca para mudar de vida.

        Alegro-me que ao final da vida tive tempo para perdoar meu pai, e ouvir dele um pedido de perdão, mesmo sem explicações do porque ele foi tão ausente e irresponsável com a família, e a minha mãe escreveu uma carta pedindo perdão aos filhos pela postura passiva dela, mas recheada de amor. Como alguém disse em um comentário acima. Até amor demais faz mal! Enfim… ela sofreu por não saber dizer NÂO! Por não querer que os filhos passassem por sacrifícios que ela passou, trabalhando ainda criança. Erros dos pais, quererem poupar os filhos de TUDO! Erros dos filhos se acomodarem e procurarem justificativas para essa acomodação, seja qual for o motivo! Perdoei, e pedi perdão!!!

        Hoje eu busco a minha liberdade, com dignidade. Procuro me reconstruir buscando um propósito, uma profissão que goste e me sinta adequada, trilhando o caminho do perdão, e não da auto piedade da qual me fiz constantemente vítima. Busco crescer e amadurecer. Mesmo tendo uma aposentadoria “garantida” como dizem alguns, quero trabalhar e ser produtiva, e não depender nem mesmo desta pensão. Quero me reconstruir!

        Por diversas vezes falei que se meu pai morresse por último, não cuidaria dele, mas graças a Deus não fui isso que aconteceu, cuidei dos dois, ainda que com uma certa dificuldade de lidar com ele, mas cuidei. No seu leito de morte, consegui acariciá-lo e beijá-lo, coisa impossível para mim antes. Não virem as costas para seus pais, independente do que eles tenham sido para vocês. Creiam, isso lhes fará um bem enorme no final!

        Quis dar muitas coisas à minha mãe, e até mesmo ao meu pai, beneficia-los ao longo e ao final da vida, e não pude, pelas escolhas, decisões e posturas erradas que adotei! Na dúvida, mesmo que você não entenda ou não ache juste, trilhe o caminho do bem, trabalhe, se esforce, dê o seu melhor, prospere, pois amanhã, você só irá se beneficiar disso, e não irá lamentar tanto, como eu lamentei, e ainda às vezes lamento, mas tento evitar!

        Hoje prossigo a vida, pedindo a Deus que cure as feridas há tanto tempo acumuladas, com algumas vindo à tona depois de anos, em conseqüência dos abusos esquecidos e amordaçados dentro de mim, estou sendo liberta aos poucos, não é um caminho fácil, às vezes dói bastante.

        Só o perdão, permitirá que alguns filhos vençam a mágoa, e ajudem os seus pais na velhice, só o amor por si mesmo, pelo próximo, e pela vida, fará com que filhos feridos sigam adiante, adotando melhores modelos de vida e educação. No meu caso, e para os que crêem, o amor a Deus e de Deus, tem me ajudado bastante!

        Ser independente, foi algo que sempre busquei, e não consegui, me frustrava mas não desisti! A luta continua e sei que vou vencer! Boa sorte e felicidade a todos!!! 😀

        • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:32

          Oi Letícia. Muito obrigado por compartilhar a sua história. Você tem uma visão consciente e crítica do seu passado e isso é muito importante para construir o seu futuro. Com certeza você vai vencer, pois já superou a parte mais difícil que foi reconhecer o seu passado.

  14. Vinícius 8 de abril de 2015 at 23:04

    Parabéns Leandro. Obrigado pela transmissão de conhecimento mais uma vez, de graça, e ainda ter paciência para ler comentários,do tipo “que vai parar de acompanhá-lo por este ou aquele comentário”. Do tempo que o acompanho você sempre deixou claro que a procura pelo conhecimento deve ser constante e não me lembro de você ter dito ser o dono da verdade. Estou muito satisfeito e recomendo aos meus amigos. Obrigado.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:28

      Obrigado Vinícius. Provavelmente são poucas as pessoas que percebem um texto que existe lá no final de todas as páginas do Clube dos Poupadores que fala do Princípio da Descrença. O texto diz assim: “Não acredite em nada, nem mesmo no que foi dito aqui. Estude outras fontes, pense e tenha suas próprias experiências e conclusões pessoais”. O objetivo deste tipo de artigo não é dizer verdades, mas convidar as pessoas a refletirem, gerar um incomodo, pois é do incomodo que pensamos. Sei que muitas pessoas se sentirão incomodadas com o conteúdo do artigo. O objetivo é este mesmo.

  15. Eliana 8 de abril de 2015 at 23:05

    Fico feliz em saber que muitos tiveram esta ordem de crescimento em suas vidas. Desde cedo, necessitei trabalhar para o sustento da família em razão da separação dos meus pais, e sequer tinha noção da importância do planejamento do meu futuro, tudo era revertido nas necessidades básicas da família. O tempo passou e amadureci, porém o tempo levou junto minhas possibilidades de se planejar financeiramente, pois como não me preparei profissionalmente (desconhecimento/falta de orientação), se lançar no mercado apenas por necessidades, foi algo muito injusto. Mas enfim, fico feliz pelas palavras que vc posta e sobre as possíveis leituras que os jovens podem e devem fazer de suas vidas. Parabéns!

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:25

      Obrigado pelo depoimento Eliana.

  16. Tássio 8 de abril de 2015 at 23:40

    Sou jovem e concordo plenamente. Preparo-me para estar do outro lado da balança (daqueles que retribuem tudo o que os pais fizeram). Mais um ótimo artigo, Leandro. Obrigado.

    • Leandro Ávila 8 de abril de 2015 at 23:51

      Obrigado Tássio

    • Mauricio 9 de abril de 2015 at 20:47

      Retribuir o que os pais fizeram tudo bem. Só não vai esquecer de viver a própria vida.

  17. Denilson 9 de abril de 2015 at 1:34

    Olá Leandro, ao ler o texto me fez lembrar muitos conhecidos, amigos e familiares que estão nessa situação, em uma única casa convivem pais, filhos e netos.
    Enquanto sociedade precisamos revisar nossos valores.
    A questão que você levantou é importante, porque não é só morar na casa dos pais, mas sim continuar dependendo deles financeiramente.
    Parabéns pelo texto!
    Abraço.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:44

      Olá Denilson, exatamente Denilson, especialmente quando o filho adulto continua dependente por opção, sabendo que isto acabará prejudicando a vida financeira dos pais, acabará consumindo recursos que um dia farão falta quando eles se aposentarem.

  18. Augusto 9 de abril de 2015 at 2:33

    Leandro,
    Meus pais são divorciados e gozam de uma boa situação financeira. Sou solteiro, trabalho e, embora já tenha morado sozinho, moro com a minha mãe, que, não tenho dúvida, prefere morar comigo do que sozinha. Ela também não permite que eu ajude com as despesas da casa, embora eu já tenha tentado diversas vezes. Realmente sobra dinheiro como era de se esperar, que, ao contrário do que você disse, invisto no médio/longo prazo. Li o artigo todo e ainda não consigo ver um motivo sequer para que eu vá morar sozinho, exceto, naturalmente, caso eu venha a morar com alguém, o que não deve acontecer tão cedo. Qual o meu “diagnóstico”, doutor?

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:42

      Olá Augusto, eu não sou doutor e não faço diagnostico da vida de ninguém. Talvez você não tenha entendido o objetivo do artigo.

      • Cris Nardos 1 de março de 2016 at 17:01

        Hahahaha… Adorei a resposta do Leandro, super bem colocada, rsrs
        Aliás, ótimo artigo. Esse papel que muitos pais fazem de galinhas eternas com os “pintinhos eternos” embaixo das asas só estraga a vida deles quando adultos, tanto financeira quanto moralmente.

      • Khyra 5 de fevereiro de 2017 at 11:43

        Muito bom Leandro. Para enfrentar a estupidez o melhor remédio é a inteligência.

  19. Eduardo 9 de abril de 2015 at 2:49

    Gostei do artigo muito bom.
    Comecei meu planajamento financeiro faz quase 1 ano e jà evolui muito com a ajuda dos seus artigos. Estou muito contente.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:40

      Obrigado Eduardo. Parabéns! Fico feliz por ter ajudado.

  20. Arlete 9 de abril de 2015 at 7:32

    Texto para uma boa reflexão. Me remete a juventude. Fui sustentada por meus pais até os 30, quando casei. Não ajudava nas despesas, mesmo já tendo renda do meu próprio trabalho. Mas, em determinada altura eu fiquei desempregada e me acomodei um pouco, mesmo já tendo um diploma. Imediatamente, meu pai me chamou e disse, tem que trabalhar, não pode ficar em casa o dia todo parada, não cobro nada pela estadia, mas se vai ficar parada, vem trabalhar comigo ou arranja um emprego. Daí, a ficha caiu e caí em campo na busca de um emprego. Ele nunca exigiu que pagássemos nada em casa, mas assumi minhas despesas pessoais, exercitando para o casamento que se aproximava. Agora, eles estão velhos e minha mãe está com Alzheimer. As despesas cresceram muito por causa da doença. Hoje, ajudo nas despesas deles com todo carinho, pois tenho a consciência de que eles fizeram tudo por mim, quando jovem. Meu pai se sente humilhado por receber ajuda financeira dos filhos, mas já dissemos pra ele que a gente não escolhe as dificuldades da velhice e que os filhos sabem que também ficarão velhos, o futuro é incerto. Este é o meu recado para os meus filhos, agora netos dos meus pais. Deixo o exemplo e confio que eles façam o mesmo por mim.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:39

      Olá Arlete, eu imagino que para o seu pai deve ser difícil. A sua postura diante da situação é exemplar. Nenhum pai gosta de depender dos filhos, mas quando eles precisam devemos ajudar, não importa o que fizeram no passado. E isto deve ser um exemplo para os nossos filhos. Devemos nossa vida a nossos pais. Estamos aqui porque eles acreditaram em nós, eles apostaram e dedicaram uma boa parte da vida deles em prol da nossa vida. Devemos toda a gratidão do mundo a nossos pais. Parabéns

  21. Nilton Januário 9 de abril de 2015 at 8:11

    Bom dia Leandro!
    Ótimo artigo!
    Eu mesmo saí bem cedo de casa e formei família (com 22 anos).
    Fui criado numa vida muito simples e sofrida, onde meu pai não tinha planejamento financeiro, muito menos pensava em aposentadoria. Com 12 anos eu ajudava na renda de casa coletando materiais recicláveis.
    Eu ter saído foi muito bom, pois meus irmão mais novos é que ficaram com a responsabilidade de ajudar meus pais e, naturalmente, também saíram para formar suas famílias.
    Acompanho seu site desde o começo, e, seguindo todas as suas dicas sobre independência financeira, ainda estou na fase de acúmulo de patrimônio (através dos ativos certos).
    Consegui trazer junto comigo até minha esposa, que antes era uma consumista inveterada e agora é quem divide os remos comigo junto à nossa independência financeira.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:32

      Olá Nilton, parabéns para você e para sua esposa. Fico feliz por ter ajudado de alguma forma.

  22. Erick 9 de abril de 2015 at 8:29

    Bom dia Leandro. Primeiramente parabéns pelo texto, fiquei pensando a noite inteira sobre o assunto e percebi que 95% dos meus amigos (alguns com quase 30) ainda moram com os pais, tenho 23 anos e sou um desses jovens que ainda também moram com eles, sempre converso com minha família sobre eu sair de casa de no máximo com 29 anos, meus pais estão com 52 anos e para ajudá-los na aposentadoria, penso em fazer uma reserva para eles.
    Mais uma vez parabéns pelo texto, é bom ás vezes levar um choque e perceber que ainda estamos acomodados. Obrigado

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:30

      Olá Erick, não existe problema em morar com os pais. O problema é morar com os pais sem observar que você está gerando custos adicionais na casa que no longo prazo podem fazer falta quando eles estiverem aposentados, quando não puderem mais trabalhar. Fatalmente isto vai gerar pais dependentes dos filhos, fatalmente estes filhos podem não estar preparados para cuidar da própria vida financeira, imagine da vida dos pais idosos e falidos depois de tanto que gastaram com filhos adultos. É claro que existem pais ricos que precisariam de outra vida para gastar todo patrimônio que conseguiram acumular, ou seja, o dinheiro que gastam com os filhos adultos não fará falta. Só que um dia estes pais não estarão aqui, um dia este filho terá que assumir o patrimônio dos pais, e até este filho terá condições de cuidar da própria vida e do patrimônio, se sempre foi dependente dos pais? São varias questões e cada um deve aplicar o conceito na sua própria realidade, e são muitas realidades, cada pessoa tem a sua. Parabéns pela forma que você enxerga as coisas.

  23. Renato 9 de abril de 2015 at 8:40

    Mais um excelente texto que encontro neste site, parabéns Leandro. Quero aproveitar para agradece-lo por continuar com esse trabalho e que graças a você comecei a poupar através do tesouro direto. Sempre apresento o site para todos que comentam sobre poupança ou aposentadoria. Um abraço!

  24. Antonio Carlos 9 de abril de 2015 at 9:05

    Olá Leandro, bom dia.

    Parabéns pela didática e autoridade na exposição do tema.

    A (in)sanidade mental das pessoas muitas das vezes está ligada a esse comportamento de super proteção que existe em nossa sociedade, forjando pessoas dependentes e sem autoestima.
    É um tema que incomoda muitas famílias, pois é difícil para as pessoas admitirem seus erros, sem falar que para a maioria dos pais é mais fácil ceder aos desejos dos filhos que ensiná-los na busca. Educar requer sacrifício!

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:19

      Concordo com você Antonio. Educar requer sacrifício.

  25. Sergio 9 de abril de 2015 at 9:10

    Excelente artigo Leandro, parabéns pelas matérias colocadas aqui em seu fórum, nos fazem refletir e agregar mais conhecimentos. Tenho um filho com 19 anos e eu o ajudo com algumas questões financeiras momentâneas (transporte escolar, alimentação) devido suas despesas com os estudos. Comecei a trabalhar com 12 anos e da mesma forma instrui meu filho a começar cedo também, pois assim dar-se mais valor ao dinheiro e percebe-se o quanto é difícil ganhá-lo e usa-lo com coerência. Ele começou aos 14 anos como aprendiz na escola SENAI. Hoje ele tem 19 anos, tem seu emprego, esta no 2º ano da faculdade de Engenharia e com sua reserva (dos 14 aos 18) conseguiu acumular riqueza para o seu primeiro carro. Sendo assim tento instrui-lo sobre as questões financeiras e que ele precisa se planejar para o futuro, pois somente assim poderá ter uma vida mais tranquila e formar sua própria família. Nós como pais temos que fazer o possível para ajudar, porém não bancá-los por toda a vida, pois acabam se acomodando e correndo o risco de se tornarem eternos “encostados – pra não dizer “vagabundos”” sustentados pelos pais.
    Grande abraço e sucessos a você.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:16

      Parabéns Sérgio e obrigado por compartilhar sua experiência de vida sobre este assunto.

  26. Gabriel da Silva 9 de abril de 2015 at 9:13

    Parabéns Leandro. Sou seu fã. As pessoas que criticaram este artigo ainda vivem em uma prisão mental e espiritual e não sabem.

  27. Gabriel 9 de abril de 2015 at 9:49

    Leandro,

    Concordo plenamente com o seu ponto de vista. Percebo que os tempos mudaram, a geração atual não quer se comprometer com nada, não querem sair da zona de conforto, que na maioria das vezes é sustentada pelos pais. Creio que a situação tende a piorar, os pais sustentam, mimam e protegem cada vez mais os seus filhos. Não sabem dizer não. Você disse tudo, quando mencionou que alguns pais tomam essa atitude para ter poder sobre os seus filhos, só que eles não percebem o quanto isso os torna frágeis e despreparados para enfrentar os desafios da vida. Parabéns por mais um excelente artigo!!

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:15

      Exatamente Gabriel. No vídeo do psiquiatra Flávio Gikovate, é possível entender que muitas vezes o que o pai acredita que ser generoso com o filho é bom, na verdade, até o exagero na generosidade pode ser muito ruim.

  28. Ana 9 de abril de 2015 at 10:02

    Leandro, conheci seu site há pouco tempo, mas estou realmente muito satisfeita com o conteúdo.
    Toda vez que leio um material seu, vejo que minhas convicções tem fundamento! Pois na maioria das vezes as pessoas discordam totalmente do que penso. A matéria sobre a previdência foi muito esclarecedora, sempre achei um investimento ruim e as pessoas ficavam abismadas com isso, quando começo a falar sobre os pontos que identifico como negativos sempre escuto que aquilo não é verdadeiro, mas infelizmente falam isso sem realmente pesquisar, pois elas acreditam naquilo que os bancos e seguradoras vendem!

    Cada matéria que leio me deixa cada vez mais interessada no assunto! Obrigada pela ajuda!

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:11

      Olá Ana. Parabéns. Provavelmente você é uma pessoa que se identifica com essa foto. Continue assim.

  29. Eduardo 9 de abril de 2015 at 10:18

    Belíssimo artigo, tenho uma filha pequena e com certeza nos ajuda a ajudar nossas crianças, que se hoje são o futuro, um dia serão o presente, e quando bem preparados o enfrentarão com menos dificuldades. Parabéns pelo trabalho de orientação e conscientização das pessoas comuns não só sobre dinheiro, mas também sobre a vida.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:05

      Olá Eduardo. Muito obrigado.

  30. janete 9 de abril de 2015 at 10:35

    Parabéns pelo artigo…eu amei
    aqui em casa é assim
    quem nao trabalha nao come , comida de graça so na cadeia..
    a casa é minha , quem banca é meu marido e os filhos so obedecem…eu sustento com maior amor até os 18 anos…chegou essa idade tem que trabalhar e ajudar nas despesas de casa se quiser continuar morando comigo…se nao quiser saia fora e vai se bancar sozinho…

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:04

      Olá Janete, obrigado por deixar seu depoimento.

  31. renato 9 de abril de 2015 at 10:53

    Leandro muito bom o texto. Concordo plenamente com o que foi dito. Acredito realmente que está faltando um pouco de bom senso. Tenho um filho de 13 anos e minha esposa está grávida de uma menina que vai nascer. Meu filho estuda em escola particular e em seu ciclo de convivência, é comum que seus amigos tenham celulares que eu não tenho coragem de comprar para mim pelo preço. Um dia um deles chegou a minha casa e por um aplicativo não funcionar ele bateu um iphone na mesa. Achei a atitude absurda, mas descobri que ele queria se livrar do modelo antigo para ganhar um novo. Três meses depois ele voltou em casa com o novo modelo. Aí começa a desconexão com o real. Não é quando adulto, é daqui que começa. Aproveito estas oportunidades para educar meu filho, que não tem um aparelho celular destes apenas por uma obrigação. Ele precisa saber o real valor e o quanto aquilo custa a família. Tenho montado um curso de educação financeira misturado com valores fundamentais que não podemos esquecer. Aplico no meu filho para que ele possa entender a vida. ótimo artigo.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 23:04

      Parabéns Renato. Obrigado por deixar aqui o seu depoimento sobre este assunto.

  32. Ana 9 de abril de 2015 at 11:21

    Excelente artigo! Concordo com cada palavra!

  33. Louis 9 de abril de 2015 at 11:45

    Concordo com seu texto, Leandro. Há uma geração sendo formada que não pensa no futuro, gasta tudo em festas e grifes.
    Mas gostaria de fazer uma observação. Não gosto da ideia da obrigação dos filhos sustentarem os pais na velhice. Claro que, eu jamais negaria qualquer ajuda aos meus pais. Mas uma das “heranças” que quero deixar aos meus filhos é de não ter obrigação de me sustentar na velhice. Por essas que me sacrifico todos os dias tentando juntar um patrimônio. Acho o cúmulo do egoísmo falar para os filhos :”olha, quando eu estiver velho, você que vai me sustentar…” Não quero jogar este “fardo” para meus filhos carregarem. Antigamente, quando era normal famílias terem 5 , 6 filhos, sustentar os pais era algo normal. Hoje, com uma geração de filhos-únicos, é uma obrigação pesadíssima sustentar os pais.
    Abraço.

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 21:12

      Olá Louis. Na verdade não é uma questão de gostar ou não gostar. Existem leis que obrigam os filhos a prover uma vida de qualidade para os pais quando eles estiverem idosos e incapazes de prover o próprio sustento. Eu acredito que ninguém gosta da ideia de ser sustentado pelos filhos na velhice. É importante que as pessoas tenham um projeto para a aposentadoria, justamente para não dependerem dos filhos. Ninguém sabe que tipo de filho terá no futuro, não é possível nem saber se nossos filhos estarão vivos no futuro para nos sustentar. Por isto o ideal é que todos possam programar a própria aposentadoria para evitar a dependência. O problema é que existem muitos pais que não estão pensando nesta questão. Existem muitos casos de pais que gastam todas as suas economias comprando bens para os filhos adultos (carros, imóveis, festas de casamento, viagens e outras despesas), bens estes que os filhos deveriam lutar para conquistar, já que as economias dos pais deveriam ser investidas pensando no futuro que eles tem pela frente.

  34. Favarão 9 de abril de 2015 at 15:16

    Eita nós! Que texto, que texto!

    Sou dessa geração q tem tudo a mão e alguns até exigem que os pais deem mais.
    Não há nada mais triste do que ouvir de outro jovem a frase “Não pedi para nascer, eles que se virem”

    Sinto vergonha, tento conversar mas, nada parece mudar essa mentalidade.

    Tbm não estou em situação muito melhor, ainda moro com meus pais.
    Não acredito que seja oportunismo, realmente seria muito dificil morar sozinho hj e não vejo a necessidade ou vantagem nisso ainda.
    Pelo menos não dependo deles para financiar minhas “farras”. Mas isso é o minimo que se espera.

    Sobre dizer não, reforço a importancia com meu exemplo de vida, quando era pequeno meus primos e amigos recebiam mesada.
    Não era nada absurdo, acredito agora que por ser tão simples e tão pouco muitos pais faziam isso como agrado.
    Na epoca me sentia muito injustiçado, achava até q não gostavam de mim, mal sabia a diferença q esse gesto faria em minha vida.
    Para não falar q não recebia nada, as vezes acontecia de sobrar troco do pão e me deixavam ficar. Como era muito pouco eu tinha q guardar para conseguir comprar algo legal, e juntava por meses as vezes.
    Sou muito grato hoje por essa experiencia de vida q tive, não sei se foi intencional, acredito que não, pois hj meus pais são os piores exemplos possiveis se tratando de dinheiro (querem por que querem que eu financie um carro, o dinheiro deles que sobra fazem viagens, reforma a casa q já está pronta, compram coisas q nunca precisaram)
    Enfim só falta terminar a faculdade e ai sim não terei mais nenhuma desculpa para cair no mundo e encontrar meu lugar

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 20:38

      Olá Favarão, obrigado por deixar seu depoimento. Na verdade seus pais não te deram mesada, mas provavelmente te deram acesso a educação, saúde, alimentação, roupa, um teto para morar. Isso parece o básico, só que milhões de brasileiros nascem em famílias que não podem prover isso. No país que vivemos isto já é motivo para agradecer a sorte de ter nascido em uma família que pode te garantir estas condições e agradecer o esforço da sua família. A forma como lidam com o dinheiro, não é totalmente culpa deles, na verdade eles aprenderam a lidar com o dinheiro desta forma. Parabéns por ver as coisas de uma forma diferente. Isto fará muita diferença no seu futuro.

  35. Carmem Silvia 9 de abril de 2015 at 15:28

    Olá,artigo muito legal e realmente diz tudo que temos que fazer para que nossos filhos sejam homens de bem e responsáveis.

  36. Roberto 9 de abril de 2015 at 18:13

    Meus parabéns Sr. Leandro, gosto muito dos seus artigos e conselhos.
    Gostaria saber do Sinhor o que pensa da situação político financeira do Brasil.
    Ouvi falar que o governo, nesta situação financeira pode bloquear as contas correntes, poupanças e quanto mais para cobrir o rombo que ele mesmo criiou.
    Eu sou italiano, na época nao morava aqui, mas me diceram que já aconteceu.
    Eu moro no Brasil há dez anos, estou desempregado e o que juntei nos 32 anos de trabalho estou gastando pra viver, sobrou pouca coisa no banco e se o governo brasileiro fizer uma coisa dessa vai ser disastroso, estou apavorado.
    Obrigado. Atenciosamente . Roberto

  37. Thiago Shinji Tsutsumi 9 de abril de 2015 at 20:57

    Excelente matéria Leandro Ávila! Isso se parece muito com a história de Nomasir, filho de Arkad(acredito que se escreva assim, me corrijam se estiver errado!) contada num trecho no livro” O Homem Mais Rico da Babilônia”, onde Arkad delega ao filho, após chegar à maioridade, a tarefa de sair da casa do pai e buscar provar sua própria competência para ganhar o próprio dinheiro e ganhar respeito entre todos os demais, e também, ter também a capacidade de administrar a herança do pai!
    Acredito que é isso seja o grande passo que o Brasil precisa pra melhorar! Parar de mimar os filhos, parar de acomodá-los e educar adequadamente para serem auto-suficientes na fase adulta!
    Ainda não sou pai, mas já tenho planos de como educar quando tiver meus filhos! E sua matéria me ajudou e confirmou minha tese!
    Abraço!

    • Leandro Ávila 9 de abril de 2015 at 21:14

      Parabéns Thiago, por pensar desta forma. Certamente fará muita diferença no futuro dos filhos que você terá.

  38. Fabio 10 de abril de 2015 at 2:28

    Ótima matéria. Acho que falta um pouco de compreensão de texto por parte dos leitores, se abrirmos o leque, várias matérias derivadas desta surgirão, mas acredito que o objetivo central permite captar sua opinião sobre o assunto. Se o pessoal tivesse o hábito da leitura, com certeza saberia interpretar um texto simples. O foco do texto foi perdido.

    • Leandro Ávila 10 de abril de 2015 at 13:20

      Obrigado Fabio

    • Aerson 14 de abril de 2015 at 13:22

      Fabio, tirou as palavras da minha boca. Falta mesmo um poder de interpretação a muitos leitores. Não sei se é a pressa ao ler, se é algum problema psico-traumático ligado à questão ou algo além que eu não consegui captar, mas será que existe como enxergar dubiedade em um trecho como esse:
      “…Sem custos de vida, uma parcela grande da renda do filho acaba sobrando. Esta sobra não se transforma em uma poupança focada no futuro. Esta sobra se transforma em gastos com supérfluos: festas, viagens, roupas de marca, jantares com os amigos, shows e muita diversão. Este filho não percebe que este dinheiro que está sobrando é justamente aquele dinheiro que os pais estão gastando para sustenta-lo. Na verdade o salário que sobra para ostentar e desperdiçar é um dinheiro que saiu do bolso dos pais indiretamente.”
      Tenho amigos e conhecidos (na condição citada no texto do Leandro, que fique bem claro, morando com os pais e sem participar em nada nas despesas da família) que já me disseram que não olham preço quando compram ou consomem alguma coisa. Se querem, vão lá e compram. E quando pergunto quanto eles tem guardado para o futuro, normalmente são valores pequenos ou então são valores que ficam rendendo negativamente na Poupança.
      Sugiro que quem tomou por base outras premissas, volte a ler o artigo e entenda o que o Leandro realmente colocou em pauta. Se, ainda assim, resolver não concordar, diga explicitamente – e livre de nuances pessoais – que pais devem sustentar os filhos não importa o que façam e o queiram e ponto final, pois é o único contraponto ao que há no texto.

  39. Márcio Sousa 10 de abril de 2015 at 11:45

    Parabéns Leandro! Excelente artigo.

  40. Tarcísio Ribeiro 10 de abril de 2015 at 13:53

    Estou fazendo faculdade e não sou sustentado pelos meus pais. Porém, toda vez que vou a casa da minha mãe, ela acaba me dando dinheiro. Acho que é muita falta de maturidade minha ficar aceitando o dinheiro que ela me dá afinal de contas não sou mais criança.

    Parabéns por mais um ótimo artigo Leandro.

  41. Petros Schütz Schilling 10 de abril de 2015 at 14:12

    Ótimo artigo! Me fez parar e refletir. Hoje eu tenho 21 anos e moro com minha mãe, ela me da tudo, inclusive meus estudos na faculdade. Nunca ganhei carro dela nem nada, essa é uma conquista que vai ser minha e somente minha. Quero muito poder ir morar sozinho, mas hoje minha vida financeira impede isso. Por que eu deveria morar em outro lugar se posso viver com ela? morando com ela não gasto com aluguel e podemos dividir serviços como internet, TV por assinatura, etc. É muito mais barato! Hoje morar com a mãe, eu considero uma estratégia de vida, até juntar dinheiro suficiente pra comprar uma casa, e me estabilizar financeiramente.

    Achei ótimo o texto, e vale a reflexão dos pais e dos filhos.

    • Leandro Ávila 15 de abril de 2015 at 1:43

      Olá Petros, se você tem um plano, se você está usando esta oportunidade para se preparar (poupando, investindo e não desperdiçando) o artigo que escrevi não foi exatamente para você, mas para as pessoas que chegam aos 30, 35 até 40 anos dependendo dos pais, não como um plano temporários para atingir a independência econômica da família, mas como um plano de dependência mesmo e que pode estar prejudicando a vida financeira dos pais, uma futura aposentadoria, consumindo recursos que serão importantes para eles quando não puderem mais trabalhar. O seu caso é bem diferente e saudável.

  42. Iva 10 de abril de 2015 at 14:54

    Olá Leandro!No meu caso é ao contrário, tenho 27anos e moro com meus pais, porque alem de gostar da companhia deles, eu ajudo eles na despesas da casa. Só meu pai trabalha e ganha aproximadamente uns R$900,00;minha mãe nunca trabalhou, (dona de casa ) e ainda pagamos aluguel de R$ 620,00.Poderia morar sozinha, mas não vejo mau morar com eles, já que ambas as partes se ajudam.
    Obs: é a primeira vez que deixo meu comentário aqui e quero aproveitar pra agradecer por seus textos e conselhos, você não sabe como esta me ajudando peço pra que Deus te retribua em dobro. Parabéns!

    • Leandro Ávila 10 de abril de 2015 at 15:24

      Obrigado Iva, parabéns por ajudar seus pais.

  43. Nelton 10 de abril de 2015 at 15:37

    Leandro Ávila, ótimo artigo. Acho que antes do lado financeiro um filho sempre terá obrigação com seus pais. Épocas diferentes, conceitos diferentes. Sai de casa cedo, e logo constitui família e sempre tive meus pais por perto. Quando precisei deles, eles ali estavam e vice-versa. Acredito que ninguém será feliz financeiramente vendo seus pais em dificuldades e sofrendo também financeiramente. Tudo deve ser bem planejado e como filho meus pais me apoiam e como pai também apoio meus filhos e será assim para sempre. Eu tenho um planejamento financeiro, poupo e vivo muito bem, e quando for preciso ajudar meus pais, esse planejamento também os inclui.

    • Leandro Ávila 25 de setembro de 2015 at 11:00

      Oi Nelton, obrigado pelo se comentário

    • Wellington 7 de outubro de 2016 at 20:27

      Nelton, infelizmente há filhos que não ligam se os país estão sofrendo financeiramente ou não.

  44. Marcelo Alves 11 de abril de 2015 at 15:32

    Leandro muito obrigado por expor tais temas recorrentes com grande Veracidade, mas permita-me complementar seu artigo se aprofundando nas razões sociais:

    Este assunto complexo deveria render outro artigo sobre uma questão cultural existente no Brasil . Falta educação financeira de um ponto de vista geral!
    Esta carência de educação financeira é um fator cultural, reflete na educação de filhos, pais , avos etc.
    Nossa sociedade repassa comportamentos por gerações, aqui se apresenta um ponto crucial no artigo em questão.
    Condicionamento social de pais: repassando hábitos para seus filhos automaticamente, nesse quesito estamos com uma fábrica de pessoas despreparadas.
    O ser humano sempre foi condicionado pelo ambiente onde vive e pela cultura vigente ao qual é inserido desde tenra idade.
    Nesse quesito nos perguntamos , mas porque nossos pais agem de tal modo? Lhe respondo com uma afirmação!! Este são ignorantes no que tange sobre a natureza do sistema financeiro. O elo perdido para explicar porque nossas pais tem tal comportamento remete a seguinte reflexão: Mentes despreparadas para encarar nossa dura realidade : Nossos pais são de uma geração que foi condicionada no trabalho duro de cunho industrial pegando boa parte ascensão do crédito fácil isso possibilitou dar uma alavancada em seu padrão de vida, antes muito sofrido e pesado.
    Mas ao mesmo tempo que abundância de crédito no mercado fomentou uma alavancada nas rendas familiares, principalmente do plano real em diante o mesmo não aconteceu com nossa educação financeira que deveria vir com esse dinheiro.
    As pessoas tem capacidade de apagar lembranças ruim depois que a tempestade passa e um novo horizonte se mostra a diante, deste modo não se preparando para as novas tempestades de um ponto de vista econômico: Nossa economia sempre foi cíclica: A massa agi ao badalar dos ciclos assumi pensamentos irracionais de tal forma que no ciclo de alta todos saem condicionados acreditar que este ciclo se eterniza suas mentes se auto programão para desconsiderar dificuldades a frente.
    Para maior entendimento cito a fonte para estudos complementares: 1 Ilusões populares e a loucura das massas “de Charles Mackay”
    A falta de educação financeira do pais refletem em seus hábitos: esta herança maldita é passada aos filhos que ao despojo também não tem educação financeira.
    Não é comum ver pais totalmente atolados em dividas pagando presentes caros para seus filhos, dando dinheiro etc mesmo que o filho não precise. Em sua mente ele o faz sem raciocinar pelo sistema lógico matemático , pois ele mesmo desconsidera essas leis. Estas pessoas acreditam apenas no hoje e nada mais, este pensamento de manada se reflete e estende-se para seus filhos.
    O filhos embora também sejam influenciados por questões externas de um ponto de vista social e mais amplo: A frase eternizada na boca da massa: O que importa é apenas o hoje, o amanhã a deus pertence, mas não é isso que frequentemente ouvimos pela boca do povo?
    Agora lhe exponho a causa de nossos pais serem o que são: foram condicionados a não ter senso crítico e raciocino lógico, embora se tenha grande exceções a regra de um ponto de vista percentual existe uma grande quantidade de pessoas ignorantes em nossa sociedade das mais diferentes classes sociais.
    Elas apenas reproduzem pensamentos e seus filhos os fazem da mesma forma porque afinal o amanhã não importa na concepção dessas pessoas.
    Um outro fato verídico é a capacidade discernimento que depois de um longo período de estagnação tende a ficar atrofiada de tal modo . Que mesmo se estude leia e aponte argumente tais pessoas continuam a reproduzir os mesmo padrões.
    Pessoas assim preferem alimentar filhos até os 40 pelas mais diferentes questões, mas dentro uma principais esta a questão do condicionamento social reflete em uma baixa capacidade para lidar com raciocínio lógico e números.
    O mesmo acontece com filhos mais aptos e esclarecidos sobre questões financeiras, não é comum ver filhos sustentando pais com uma aposentadoria muito reduzida ou quase nula, esta questão deveria ser encarada como prioridade : Aposentadoria, bem estar social etc.
    Cito alguns exemplos: Minha mãe, minha sogra e minha família embora ganhem muito dinheiro não possuem esta capacidade de gerenciamento das situações , pois vivem no opio das massas sempre acreditando que o amanhã será melhor que hoje, mesmo que venha uma situação de falha de finanças tais pessoas continuam reproduzindo os mesmos princípios, independentes de argumentações lógicas.
    Neste caso as pessoas com maior capacidade de discernimento precisão tomar a frente e gerencia o futuro dessas pessoas , pois há elas não compete essa capacidade: vão se atolar em dividas para o resto da vida, literalmente dando dinheiro para terceiros , alimentar filhos e vivendo além de sua capacidade e todos pendurados em crédito.
    Um resumo :O crédito fácil é que deixou as pessoas condicionadas a este modelo de sociedade lembre-se que antigamente não se tinha acesso a tais facilidade!! Isso acarretaria em uma sociedade menos inflada populacionalmente e mais condicionada a independência financeira mesmo de um ponto de vista sofrível.
    Um outro fator que venho expor para contribuir também para alguns pais ajudarem seus filhos mesmo que este tenham conhecimento em finanças . Falha sistêmica. cito um exemplo: Muitas pessoas formadas com salário muito baixos para certas categorias, tais salários não podem dar uma vida digna para maior parte da massa novata. O acesso ao crédito em décadas anterior inflou os preços de imóveis, roupas comida etc de tal forma que o salário não acompanhou: Nosso salário não comporta o modelo de vida nos grandes centros, devido a isto só resta uma estratégia :usar a casa dos pais para poupança e investimentos conjuntos para se adquirir independência financeira, mas a frente. Porem o que vejo é que uma minoria agi de tal modo!! O triste é ver que a grande maioria esta dentro do senso comum induzida a consumir e seguir padrões e tendências e acaba por gastar boa parte do seu dinheiro antes dos 30 sem constituir patrimônio algum. De tal forma dependência dos pais se torna algo quase sistêmico!!
    O mesmo também acontece com pais totalmente ignorantes que depois de uma vida se vem com uma aposentadoria muito reduzida devidos ao exageros cometidos nos anos produtivos de sua carreira, tende que depender de filhos que quase sempre inseridos no senso comum adotando um mesmo padrão de endividamento sedados pelos sistema. Ambos tanto pai quanto filho vão colher os frutos de sua ingerência.
    Resumo da obra : Filho condicionados pela moleza ingerência de seus pais!!
    Pais Condicionados pela ingerência de seus filhos!!

    • Leandro Ávila 11 de abril de 2015 at 17:36

      Olá Marcelo. Muito obrigado por esta sua participação. Concordo com você em todos os pontos.

  45. Mark 11 de abril de 2015 at 16:08

    Leandro, belo texto para reflexão e mostrar independência e não abusar de ambos (de cima e de baixo).
    Caso more com os pais/filhos mas estuda e trabalha fora, e ainda divide auxiliando tarefas rotineiras do trabalho em casa, (arrumar quarto, banheiro, cozinha, sala, et)c. E ainda contribuindo ao pagar as contas do próprio bolso (condominio, luz, gás, compras no mercado, internet e tv a cabo), já melhora bastante. Vivendo em família, um ajudando o outro em paz e com felicidade, não há valor que supere nesse sentido.

    Há também o custo de ter uma casa ou apartamento num bom lugar custa caro.

    Porém você vê atalhos para a pessoa morar sozinha ou com companheiro/a por conta própria, comprando ou alugando um “apertamento” mesmo em momento de crises? E não tendo um salário que dê essa liberdade total?

    • Leandro Ávila 11 de abril de 2015 at 17:27

      Olá Mark, não existem atalhos. As pessoas precisam investir na carreira profissional para que possam valorizar cada hora trabalhada e precisam viver uma vida compatível com sua renda. Não existe muita mágica que possa ser feita além disso. Se a pessoa não tem o salário que permita a liberdade, não significa que deva buscar esta liberdade consumindo os recursos dos pais. Precisamos aceitar a ideia que devemos começar de baixo, a liberdade tem seu preço e deve ser pago por quem luta por esta liberdade e não por terceiros.

    • Halisson 14 de abril de 2015 at 9:14

      Embora eu tenha entendido que o Leandro quis atacar exatamente a mazela que predomina na sociedade Brasileira(filhos eternamente dependentes dos pais), vejo com bons olhos as relações que se enquadrem nas seguintes(uma comparação grosseira com as relações ecológicas):

      Inquilinismo e Comensalismo: O filho usa a casa do pai como abrigo, sendo que somente aquele(o filho) se beneficia, desde que não cause prejuízo aos pais. Isso tem que ser temporário e o filho precisa lutar muito(educação e trabalho) para sair dessa situação.

      Protocooperação: Filhos adultos e pais podem morar em casas separadas. Os pais podem ganhar pouco. Os filhos podem ajudar os pais com alimentação e pagar as contas de energia e água. Em troca, pode almoçar todos os dias lá, lavar e passar roupas.Veja então que os indivíduos cooperam entre si, mas não são dependentes um do outro para sobreviverem.

      Relações entre pais e filhos que eu não concordo:

      Amensalismo: Acho que é exatamente aqui que o Leandro coloca a sua posição. Os pais inibem o desenvolvimento do filho, quando mimam, quando dão tudo de graça, quando não preparam seus filhos para o mundo.

      Parasitismo: Aqui se encontra o filho, quando retira do corpo do hospedeiro(os pais), os nutrientes($$$) para sua sobrevivência, acabando por debilitar os pais.

      • Leandro Ávila 14 de abril de 2015 at 16:00

        Olá Halisson, é exatamente isso. A comparação que fiz com a natureza foi só para tornar o texto mais didático.

  46. Vanessa 14 de abril de 2015 at 11:43

    Olá Leandro. Parabéns pelo artigo e por todo o conteúdo do site, que é excelente. Gostaria que você desse seu parecer sobre este novo projeto de lei de terceirização que está tramitando no Congresso, a quem isso beneficiaria e a quem prejudicaria e o impacto geral na economia do país.

    • Leandro Ávila 14 de abril de 2015 at 15:46

      Olá Vanessa. A terceirização é como uma lâmina bem afiada. Nas mãos de um médico pode ajudar as pessoa, nas mãos de um marginal pode prejudicar as pessoas. Existem pontos positivos e pontos negativos. Quem é contra a terceirização só enxerga o lado negativo, quem é a favor só vê as vantagens. O fato é que as relações entre quem oferece emprego e quem precisa de emprego precisam se modernizar.

  47. Marcelo 14 de abril de 2015 at 17:46

    Olá Leandro,
    Costumo ler os comentários do seus artigos e fiquei surpreso com os primeiros comentarios. Mas depois vi que a maioria, assim como eu, entendeu o que você quis dizer. Acho que podemos discordar de seus artigos, mas discordar por que simplesmente nao concordamos, sem apresentar contra argumentações sólidas, pra mim, é sinal de falta de amadurecimento. O sonho dos meus pais sempre foi dar a mim e meus irmãos, uma vida melhor do que tiveram. E conseguiram.E meu sonho é dar a meus filhos uma vida melhor do que a que tive. Olhando do alto, e de uma maneira bastante superficial, eu acho que essa realidade de hoje (filhos adultos e saudaveis que são sustentados pelos pais) é devido ao fato de que esses pais, provavelmente tiveram uma vida muito dificil, mas devido a estabilização da nossa moeda tiveram condiçoes de dar uma vida melhor a seus filhos do que seus pais lhe deram (imagina, na decada de 80 a inflação chegou a 1000% ao ano) O problema é que com a estabilização da moeda, não veio junto a educação financeira, veio apenas a farra pelo consumo desenfreado. Acho que a geração de famílias que nasceram depois do plano real, depois da popularização dos meios de comunicação, e que se preocupam com a educação financeira não terão esse tipo de problemas. Meus pais e meus sogros estão vivendo esta via crussis hoje. Vejo o sofrimento deles diariamente, mas nessa altura da vida deles, sinto que o melhor é dar apoio, pois de eu conseguisse mudar a maneira deles pensar, talvez geraria uma briga de família, e isso eu não quero.

    • Leandro Ávila 14 de abril de 2015 at 18:40

      Olá Marcelo, obrigado por deixar seu depoimento sobre este assunto.

  48. Junior 15 de abril de 2015 at 14:36

    Fala Leandro… o assunto rendeu hein??? muitas visualizações e comentários distintos!!! Já estava com saudades dos seus artigos que conseguem fazer o leitor do clube sair da “zona de conforto” e parar p/ refletir um pouco… uma ligeira “cutucada”… Parabéns e continue com sua imparcialidade e comprometimento.

  49. Lucas 20 de abril de 2015 at 22:22

    Boa noite! Gostei muito do artigo, pois trata de um assunto muito atual e importante. Estou na faixa dos 30 anos e tenhos vários amigos e parentes nessa situação. A família de cada um fica dando suporte em excesso e os filhos se acostumam. Um deles, só aceitaria um emprego com salário alto, pois só assim conseguiria manter seu padrão de vida. Mas eu me pergunto, como é que ele vai conseguir um salário alto se trabalhou na vida só por alguns meses? Outro, largou um emprego esses dias “porquè estava muito corrido, cada dia estava em um lugar diferente, muito cansativo”. Mais uma vez ressalto, se a pessoa fosse responsável por colocar comida dentro de casa, de forma alguma se daria ao luxo de largar um emprego (como se existisse trabalho fácil).
    Por fim, meus pais também não se preparam para a aposentadoria, enquanto eu sou uma pessoa extremamente controlada (tenho muitos objetivos financeiros e sigo minhas metas desde o primeiro salário). Já tentei conversar muitas vezes, em vão. Porém, vou cuidar deles com todo carinho do mundo, mesmo que eu tenha que usar o suado dinheiro que economizei, me privando de vários prazeres e até mesmo sonhos que eu tinha e hoje posso realizar (sempre quis ter um audi, e hoje tenho condições, porém não vale a pena os custos exagerados que esse país cobraria de mim. Nem mesmo um carro mais simples eu tenho, pois acho um absurdo essas latas de sardinha custarem tão caro), Esta parte final, escrevo por ter lido alguns comentários de pessoas com coração de pedra. Que todos lembrem, a vida é passageira e o que fica pra sempre são suas atitudes e conquistas. Mesmo que seus pais não tenham sido ótimas pessoas, você pode ser diferente. Só assim você será melhor que eles. Do contrário, estará sendo igual aquilo que você mesmo repudia.

    OBS: Quando me mudei pra SP, peguei muitos onibus lotados, já morei em quartinhos que pareciam uma gaiola, já tive até que economizar na comida por kg, já morei em locais perigosos pra chegar a noite do trabalho, tomei muita chuva na cabeça voltando para casa etc. Foi tudo muito necessário para eu ter evoluído profissionalmente. E tudo isso aconteceu, mesmo eu vindo de família com boas condições, pois quando saí de casa resolvi me virar de fato sozinho. Aceitei o desafio de reduzir minha qualidade de vida pra me tornar financeiramente independente. Hoje, posso dizer que estou muito feliz com o resultado.

    Um grande abraço e espero que essa história sirva de exemplo para pelo menos uma pessoa.

    • Leandro Ávila 21 de abril de 2015 at 21:43

      Parabéns Lucas. Tenho certeza que ao optar por conquistar a sua autonomia financeira, você aprendeu muito, teve várias experiências e desenvolveu uma forma mais madura de ver a vida. Obrigado por compartilhar sua história.

    • Andrea 26 de abril de 2015 at 11:35

      “Mesmo que seus pais não tenham sido ótimas pessoas, você pode ser diferente. Só assim você será melhor que eles. Do contrário, estará sendo igual aquilo que você mesmo repudia.”

      Quem dera mais pessoas pensassem assim (e eu me incluo no grupo, quando penso que meus pais poderiam ter agido de forma diferente)…

  50. J.Junior 23 de abril de 2015 at 14:56

    Leandro, parabéns pelo artigo.
    Uma pena algumas pessoas não entenderem a idéia que você quis passar neste texto.
    Na minha opnião e de alguns autores que já li, vejo que o mais importante para os pais é sempre preparar os filhos para a sua idependecia financeira e principalmente não depender deles durante a sua aposentadoria, só isso já garante uma grande ajuda para os filhos.
    Continue com publicações deste nivel, ok!
    Abs.

    • Leandro Ávila 23 de abril de 2015 at 15:09

      Olá Junior, exatamente. Penso como você.

  51. José carlos 28 de abril de 2015 at 18:01

    Olá, Leandro
    Fantástico como esse artigo mexeu com o emocional dos seus leitores. Pena que muitos sequer entenderam o propósito dele.
    Mas acho que a semente foi plantada. Parabéns.

  52. Carmem 29 de abril de 2015 at 17:45

    Olá, Leandro.
    Artigo interessante.
    Tenho um namoro de dez anos. Ele tem 40 anos e eu estou quase lá. Durante todo o tempo em que estamos juntos, percebo que ele atende às contas elaboradas pela mãe dele. A qual o faz pagar computadores, festas, celulares,carro zero inclusive, escolas e cursos privados para irmãs, primas, filha de primo e até para o namorido da irmã. O sonho da mãe é ter uma grande casa no bairro dos sonhos. Afinal, ela pretende que as filhas de quase 40 anos, com companheiros e filhos, continuem juntos, na mesma casa. Aos sábados, então, o meu namorado saía com a mãe para visitar os imóveis à venda no tal bairro.
    Veja, todos moram na mesma casa, menos o meu namorado, que mora sozinho em outra cidade há 15 anos. Quando a irmã caçula (com 32 anos) engravidou, a mãe colocou o pai para dormir no quarto anexo,área destinada aos equipamentos de serviço (tanque, máquina de lavar) e ela mesma foi dormir na sala, aumentando o coro de que necessita da casa dos sonhos, afinal, a situação na casa estaria muito difícil.
    Detalhe é que pai e mãe se aposentaram no último ano, a mãe como funcionária pública e o pai em uma multinacional. As irmãs do rapaz, por sua vez, possuem curso superior, mas ora se recusam a trabalhar na área e tomar as rédeas sobre a própria vida. Em período em que estão trabalhando também não fazem o devido planejamento financeiro.
    O fato é que as irmãs, mãe, primas… desejavam a tal casa, mas não guardavam um centavo para isso, nem mesmo o meu namorado, que destinava toda a sua renda a fazer os “agrados” para os parentes, como a mãe lhe pedia.
    Eu, por minha vez, tenho dois empregos e consegui comprar o meu próprio apartamento depois de anos de trabalho. Até que o meu namorado sugeriu financiar um apartamento em um local que me favorecia e, em contrapartida, eu deveria vender o meu apartamento (quitado) para que ele utilizasse como entrada para a aquisição da casa para o grupo. (Os pais del, casa onde os demais vivem, é própria, mas não no bairro dos sonhos, só para explicar).
    Não vendi o meu apartamento, mas me desfiz do meu carro popular e depositei na conta dele, uma vez que passei a morar no apartamento financiado por ele, mesmo assim, continuei me sentindo mal, pois o grupo me olhava como se eu fosse uma golpista. Assim, em menos de um ano, organizei novamente a minha mudança e voltei para o meu apartamento.
    Quase terminei com ele, mas preferi explicar o que eu percebia e pensava da situação. O rapaz se desesperou e, com muito choro, me pediu uma chance. Estamos vendo o que fazer.
    O fato é que moramos em cidades distintas e, para ficarmos juntos, agora que ele enxergou o cenário e me fez o pedido, eu precisaria abandonar os meus empregos. Um deles talvez eu consiga transferir, mas é onde ganho menos e não tenho perspectivas de melhoria, no outro vejo grandes possibilidades de prosperar, inclusive pela minha formação. Também prestei concurso público em um local que nos distanciaria ainda mais, mas seria um investimento na minha carreira e aumento nos meus rendimentos… Aí fica a dúvida, vale a pena abrir mão da minha vida profissional e financeira em prol deste relacionamento?
    Mesmo que ele me diga que tem cortado os abusos, fico pensando, enquanto todos são jovens e saudáveis já é assim, imagine no futuro… Eu irei deixar de ter a possibilidade de ascensão, de fazer minhas próprias aquisições, de, quem sabe, pensar nos meus pais então, uai, a fim de me unir a um homem que pensa apenas na família dele?

    Ps.: Sobre os valores relacionados ao dinheiro, observe uma cena ilustrativa: O cunhado dele, pai de 2 filhos com a irmã dele, montou um aquário de quinze mil reais. O meu namorado perguntou ao próprio pai se o cunhado não gostaria de trocar o aquário pelo meu Fiat Uno. O pai respondeu: “Você acha que o seu cunhado vai querer carro velho pra quê?” Bom, o tal cunhado, dono do aquário, apesar de ter dois filhos e esposa não tem carro nem casa própria, mora na casa dos pais. Eu, no entanto, utilizava o meu carro para trabalhar.
    Apenas para ilustrar o modelo de pensamento que você descreve no seu texto…

    Obrigada e desculpe o relato.
    Abraços!

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:57

      Oi Carmem. Obrigado por compartilhar sua história. Eu só tenho duas coisa para dizer sobre tudo isso. 1) Quando você casa com uma pessoa também está casando com a família dela. Por isto é importante que exista afinidade entre você e a família da pessoa pois no casamento você estará ganhando uma nova família. É necessário existir simpatia mutua, do contrário esta falta de sintonia será fonte de muitas situações desagradáveis por toda sua vida de casada. 2) Você precisa se respeitar, ou seja, respeitar seus sonhos, seus objetivos, desejos, sua qualidade de vida e seu bem-estar pois disso tudo depende sua felicidade. Você é a única responsável pelo seu futuro e a sua qualidade de vida. Por isto, é importante ter cuidado com decisões que possam mutilar as coisas que você considera importantes para você.

  53. Carmem 4 de maio de 2015 at 22:10

    Olá Leandro.
    Obrigada pela resposta e desculpe pelos erros. Reli agora o meu texto e identifiquei algumas passagens em que não concluo a ideia, fazendo com que alguns trechos fiquem confusos.
    A história que narrei tem me feito pensar em muitas questões… Você é um especialista da área financeira, estou certa? Mas tenho pensado em que medida a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro tem estreita relação com aspectos emocionais e culturais. Creio que uma grande chave para entender o comportamento financeiro das pessoas esteja aí. O próprio entendimento do conceito de família, como inserido em um contexto cultural específico, explica muito sobre como as pessoas se organizam financeiramente.
    Obrigada mais uma vez.
    Abraço!

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2015 at 0:38

      Oi Carmem, eu acredito que todas as questões que envolvem dinheiro possuem raízes culturais e emocionais. Também acredito que países bem sucedidos economicamente experimentam o reflexo de uma educação, de uma cultura e um comportamento específico do povo. Existem hábitos e condutas morais e éticas que se forem adotadas pelas pessoas são capazes de as levar para o crescimento profissional. Isto inevitavelmente reflete nos resultados financeiros das famílias e do país. O Brasil precisa de uma transformação cultural. As pessoas não são educadas para buscar a autonomia, não se preocupam com seu desenvolvimento profissional, não ligam para buscar a excelência naquilo que fazem, parecem sempre querer encontrar uma forma de tirar vantagem (do governo, da família, dos amigos, da empresa onde trabalham e dos desconhecidos), as pessoas querem trabalhar menos e ganhar muito (duas coisas incompatíveis), as pessoas só querem saber dos direitos que possuem, e cada dia querem mais e mais direitos, só que ao mesmo tempo repudiam obrigações, deveres e responsabilidades. Assim fica difícil.

  54. luisa 24 de maio de 2015 at 14:05

    Boa tarde! Sou separada a nove anos e praticamente cuidei de meus filhos ,sozinha meu filho do meio na época tinha dezesseis anos, e logo foi morar com a namorada, 1ano depois ele traiu a namorada e veio morar em minha casa com outra menina ajudei a montar uma casa pra eles seis meses depois a história se repete e ele voltou pra minha casa conheceu outra pessoa e foi morar juntos, novamente, um ano depois quer voltar pra casa .detalhe vive desempregado , quando eu disse não me chingou muito. Eu estou errada? Em Não acolhe lo em minha casa?

    • Leandro Ávila 25 de setembro de 2015 at 10:59

      Oi Luisa, seu filho ainda não entendeu a seriedade da vida. Se você não mostrar isto por bem, ele vai aprender por mal.

  55. João Augusto 1 de junho de 2015 at 2:35

    Esse problema é cada vez mais comum… Os pais continuam se sentindo ainda responsáveis por filhos mesmo quando formados e casados , chegando ao ponto de permitir que ocupem um imóvel que estava vazio e que poderia ajudar com renda para investimentos em aposentadoria. E ainda bancando todas as despesas para o filho graduado e pós-graduado maior e capaz..
    Bancando uma vida de ilusões. ..em um lugar onde não pode morar…e ainda pagando as dívidas que mesmo com toda a ajuda financeira ainda é capaz de fazer.
    Ai a mãe viúva faz tudo para ver um filho “Advogado” crescer na carreira e não entende porque as coisas não mudam ….. e por óbvio se formos sinceros e abrir os olhos para oque ela não deseja ver causaremos revolta e desconforto … pois sempre vai acreditar que um dia … o filho “vai crescer “.
    Para ser mãe e ser pai é preciso muitas vezes dizer não….Quando é preciso! Ficar com medo de dizer não por medo de ser rejeitado ou por pura vaidade vai com certeza causar mais danos a ambos do que benefícios…O mundo cobrá atitude quem vive na redoma se torna incapaz de ser pleno..e de ter identidade. .

    • Leandro Ávila 2 de junho de 2015 at 1:53

      Olá João, concordo com você.

  56. Marcelo 22 de junho de 2015 at 12:44

    Portella sempre cita em suas palestras, ” QUEM AMA DE VERDADE NÃO TOLERA , REPREENDE MESMO SENTINDO MUITA DOR NO CORAÇÃO “.

    • Leandro Ávila 25 de junho de 2015 at 15:00

      Oi Marcelo, concordo com ele. Educar é muito difícil, doloroso e trabalhoso para os pais. Deixar correr solto é bem menos estressante, bem mais fácil, mas os resultados não costumam ser muito bons.

  57. Marcelo 22 de junho de 2015 at 12:49

    MARIO SERGIO CORTELLA

  58. Claudio 7 de agosto de 2015 at 23:59

    Então pessoal, recebi o link do site através do Linkedin e confesso que não ter conseguido ler todos os comentários (li ~75%) mas gostaria de “provocar” com a seguinte pergunta:
    – Quantos de vocês agradeceram, ao menos uma vez aos pais por terem nascido, por aquele momento/sensação de muita felicidade de conhecer alguém, de comprar o objeto dos sonhos, de passar num concurso, da satisfação do dever cumprido, da medalha de campeão, da 1ª namorada(o), do 1º beijo e do 1º “tesão” que sentiu ? Sejamos sinceros…quantas vezes pensamos ou até falamos que não fomos nós que pedimos para nascer ! Que injustiça com a raça humana…se não fosse assim não estaríamos aqui discutindo/debatendo e … principalmente crescendo como seres humanos.
    Para finalizar, acredito que é mais fácil pedir perdão para alguém nas ofensas do que agradecer aos pais por terem nos colocado ao mundo nos momentos de felicidade…

    • Leandro Ávila 8 de agosto de 2015 at 11:50

      Oi Claudio. A falta de gratidão é um problema sério. As pessoas que não conseguem ser gratas são inevitavelmente mais infelizes, a falta de gratidão impede que a pessoa se sinta feliz. Ter filhos é realmente uma opção e as pessoas deveriam agradecer os pais por terem feito a opção que as permitiu existir. Quem é pai e mãe sabe o enorme sacrifício que é transformar uma criança em um adulto preparado para enfrentar a vida.

  59. Bernadete 3 de setembro de 2015 at 13:39

    Leandro estou muitíssimo de acordo com você, sobre filho adulto que são capazes de trabalhar e encosta nos pais, abusando deles, senti isso no argumento do Carlos eu mesma sou idosa não tenho coragem de negar quando meu filho pede algo e com isso não me preparei para minha aposentadoria, por isso quando você fala em educação financeira presto muita atenção para tentar ainda investir.
    Parabéns Leandro – um abraco

  60. Racson 25 de setembro de 2015 at 10:47

    Leandro, que artigo sensacional!
    Cara a cada dia que passo gosto mais do seu site e dos artigos que escreve. Sempre bem objetivo e focado. Sensacional!
    Fiquei assustado com alguns comentários que li do tipo “não pedir para nascer” , ” ninguém mandou ter filho”. E em todas as suas respostas concordei com seu pensamento, e uma das que mais me chamou a atenção foi esse trecho: “No meu ponto de vista pessoal é de uma ingratidão sem tamanho, talvez fruto de falta de maturidade. Não sei qual é a sua idade, mas esta forma de pensar é comum entre adolescentes, pessoas que ainda não passaram pela experiência de ter filhos. Na verdade os filhos só conseguem entender os próprios pais quando um dia se tornam pais. A forma de pensar muda totalmente…. ”

    Concordo plenamente contigo.
    Eu tenho 26 anos de idade, minha esposa esta gravida e ao mesmo tempo estou com meu pai com a saúde debilitada ficou 30 dias internado, sendo 21 dias na UTI sedado em um hospital publico em Brasília. A pior sensação que tive em minha vida até hoje foi vê-lo totalmente largado no hospital e eu não poder ajudar da forma que ele merece. Ele sempre me proporcionou o melhor dele e eu infelizmente não consegui fazer o mesmo. E eu tenho certeza que ele nunca fez por obrigação, mas sim por amor, e eu também não faço por obrigação ou porque uma lei me obriga, e sim por ser grato a Deus por ter me dado um Pai e uma Mãe, que me ensinaram valores. Meus pais sempre lutaram para me dá o que há de melhor, nunca faltou comida dentro de casa, sempre estudei em colégio bom. Mas meu pai trabalhava de domingo a domingo para proporcionar tudo isso em cima de uma moto, e minha mãe além de trabalhar na empresa vendia bolos, pão de queijo, etc. Sei hoje que eles não tiveram uma saúde financeira boa e que poderiam estar melhor financeiramente, mas nunca me faltou nada. Hoje começo uma outra fase da minha vida que é ser pai, e digo: vou tentar ser o melhor pai, mas não esperando que meu filho cuide de mim na velhice mas que ele seja amado igual eu sou amado pelo meu.

    Tenho medo do que virá nessa nova juventude…..

    Desculpe o meu desabafo!rsrsrs

    Seus artigos são TOPS e percebo que você também é um cara que tem valores, e também é amado pelos seus pais.

    obrigado e continue escrevendo…… \o/

    • Leandro Ávila 25 de setembro de 2015 at 10:56

      Oi Racson, obrigado por deixar seu depoimento aqui. Parabéns por sua mentalidade.

  61. Helbert 6 de novembro de 2015 at 10:38

    Bom dia Leandro Ávila, primeira vez que estou lendo seus artigos e comentários e estou alegre com suas respostas, tanto pessoal como tecnicas no que tanje a nossa leis. Mas gostaria de sua opinião pessoal e tecnica que abranje as leis, por eu ser leigo e vc esclarecido o que vc pode me ajuda. tem um filho com 24 anos praticamente 25, o que acontece que ele não quer trabalhar, não quer estudar, ainda não basta e usuário de droga, tem em minha casa uma vida de rei, tem seu quarto completo, sai a hora que quer volta a hora que quer também, não paga nunhuma conta e nem sabe que e isto, tenho mais duas filhas também adultas que estam fazendo curso tecnico, uma odonto e a outra enfermagem, claro tenho que ajudar nas suas despesas, o fato que ele esta rebelde tem resposta pra tudo, vive respondendo a mãe a mim as irmãs, enfim o cara esta insuportável dentro de casa, gostaria de saber se tem na lei ou outra forma de dar um basta nisto. o cara esta revoltado não sei com que o com quem, tem tudo em casa a todo tempo e hora, come a hora que quer briga por qualquer motivo, fala a toda tempo em bater nas meninas, estou pedindo sua ajuda para tomar as providências certas. dentro da lei que pode ser feito se posso mandar ele embora, se a lei me abona, quero ter certeza do que fazer para não arrempender. obrigado por por ouvir meu desabafo como pai e responsavél pela conduta de minha famiíia.

    • Leandro Ávila 8 de novembro de 2015 at 2:49

      Oi Helbert. Depois dos 18 anos de idade, você não tem obrigação de sustentar seu filho a não ser que possua alguma deficiência. Quando são formados, não possuem direito nem a pensão. Leia esse artigo aqui. E procure um advogado para saber mais sobre as questões jurídicas. Procure um psicólogo especializado em questões da família, pois você e seu filho precisam de orientação de um profissional.

  62. GILBERTO SABINO 10 de novembro de 2015 at 11:40

    Leandro,eu acho não existe uma data prevista para um filho se tornar independente,o mais importante é que ele lute pra isso.Quanto a morar com os pais por tempo indeterminado,desde que vc seja independente e seja uma opção,não existe problema nenhum,portanto discordo desse conceito de “datar” a saída da casa dos pais simplesmente porque é uma questão de opção.

    • Leandro Ávila 15 de novembro de 2015 at 6:13

      Oi Gilberto. Sim, tudo é uma questão de opção. Só as consequências das opções é que são obrigatórias.

  63. Cristina 12 de novembro de 2015 at 16:33

    Olá !
    Gostaria de expor uma duvida .
    O meu pai tem 59 anos e está reformado , a minha mãe 58 ,não trabalha. Será que eu também os tenho que sustentar???

    • Leandro Ávila 15 de novembro de 2015 at 6:15

      Oi Cristina, se o seu pai ou a sua mãe não tiverem condições de se manterem, sustento deles será responsabilidade dos filhos.

  64. Daniel Ribeiro Vieira 13 de novembro de 2015 at 16:19

    Oi Leandro . Concordo com tudo o que você falou. Concordo também com os outros pontos de vistas que foram abordados nos comentários. O seu artigo é muito bom e com certeza todos iremos refletir com o texto e os comentários. Gosto muito das coisas que você fala e como se comporta profissionalmente. Perfeito mesmo. Obrigado por todo o conteúdo do site.

  65. Vânia 3 de dezembro de 2015 at 9:34

    Leandro, concordo com cada palavra sua. Tenho dois filhos adolescentes (um biológico e um enteado) e o que mais quero é que se tornem HOMENS independentes, seguros e responsáveis. Tenho também uma mãe viúva que mora na casa dela, e que ajudo (se necessário, financeiramente ou, o que considero mais importante, com meu tempo, minha atenção, minha preocupação). Não vou nem comentar sobre alguns posts aqui… Cada cabeça a sua sentença… mas você resumiu bem a minha opinião nessa frase a seguir “A falta de gratidão é um problema sério. (….) Ter filhos é realmente uma opção e as pessoas deveriam agradecer os pais por terem feito a opção que as permitiu existir. Quem é pai e mãe sabe o enorme sacrifício que é transformar uma criança em um adulto preparado para enfrentar a vida….

    • Leandro Ávila 4 de dezembro de 2015 at 13:46

      Oi Vânia, transformar crianças e bons homens e mulheres é uma grande contribuição para o bem da humanidade. Um ato de caridade. E gratidão é uma grande virtude.

  66. Alex 10 de dezembro de 2015 at 19:33

    Tem muitos filhos ingratos e mimados, que sempre dependeram dos pais e de tão mimados que são, não pensam em sair de casa e se tornar homem de verdade, independente. Aí já é consequência da criação, os pais que não souberam criar os filhos. Já tem situações que acontece o contrário: os pais é que precisam da ajuda dos filhos, por isso os filhos não saem de casa, para ajudar os pais, que é o meu caso.

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 23:35

      Oi Alex, são situações diferentes.

  67. A verdade nua e crua 10 de dezembro de 2015 at 19:42

    Acho uma puta de uma falta de respeito com os pais, filhos já casados continuarem morando com os pais e ainda serem sustentados por eles. Isso é uma atitude ridícula! De quem não tem um pingo de vergonha na cara. Vinte anos de idade e ainda morar com os pais, já é feio.

  68. André Ranon 20 de dezembro de 2015 at 17:35

    Olá Leandro Ávita, tenho 25 anos e moro com meus pais. Sou formado em biologia (licenciat.) e ja trabalhei 1 ano concursado pelo estado (SE), por contrato temporário (6 meses a 2 anos). Já estou a mto tempo sem trabalhar estudando para concursos, mas ainda não consegui passar em outro. Já estou mto desmotivado pq n sei se trabalho em um emprego inferior para ajudar na casa (apesar de meus pais n precisarem) ou continuo estudando para concursos (apesar dessa crise ter cancelado muitos deles no meu estado). O que me sugere? obrigado!

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2015 at 23:43

      Oi André. Todo emprego é uma oportunidade de ganhar experiência, por isso não existe emprego inferior. Existe uma construção de carreira.

  69. Edson Brito 24 de dezembro de 2015 at 22:58

    Olá Leandro,
    Meus pais criam um primo com 30 anos totalmente saudável e não tomam atitude para mandar ele embora, ele não trabalha, não estuda nem nada. eu com meus 23 anos,Eu Trabalho pago 90% de todo meu consumo e já estou me projetando para sair de casa. você acha que devo fazer algo com relação a meus pais, de abrir a mente deles ou alguma estratégia do tipo: quando estiver morando só, apenas contribuir em algo só depois que mandarem o vagabundo ir embora?

    Outra questão, sobre a atual crise, você não acha que seja mais racional permanecer na casa dos pais, dividindo contas e evitando gastos como aluguel? pelo menos até essa fase passar?
    Ai nos deparamos na seguinte situação, EU, trabalhando, tendo que forçadamente e indiretamente sustentar esse primo vagabundo, por exemplo: um simples almoço, ele estará sugando o meu suor de um jovem trabalhador. e como não sou dono da casa nem tenho voz ativa na casa, fico preso a um parasita infiltrado, pois sempre estará sugando e consumindo tudo ao redor, protegido pelos donos da casa.

    Queria que olha-se minhas palavras com carinho e responde-se quando puder, Abraço !

    Edson, Recife – PE | 23 anos.

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2015 at 23:52

      Oi Edson. Eu não posso emitir esse tipo de opinião pois não conheço você, sua família, seu primo, sua realidade, etc. Se morar na casa dos seus pais e pagar as contas do seu primo de forma indireta é fonte de enorme transtorno para sua vida, pode ser que morar em outra casa (mesmo pagando aluguel) possa te trazer uma paz, um equilíbrio emocional que você não tem dentro da casa dos seus pais. Observe que toda decisão possui dois lados, tem o lado racional, onde você observa que matematicamente falando é mais vantajoso ficar na casa dos seus pais, mesmo ajudando a pagar as contas da casa. Só que também existe o lado emocional. Se você não estiver emocionalmente equilibrado isso pode gerar consequência no seu crescimento profissional e financeiro. Eu acredito que é muito saudável ter seu próprio espaço, ser responsável pelo pagamento das suas contas, se sentir motivado a crescer profissionalmente para conquistar o que você deseja. Eu acredito que todos deveriam desejar ter seu próprio espaço, sair do ninho, andar com as próprias pernas. É um momento importante da vida. Só que isso são valores pessoais que eu carrego. Você precisa avaliar quais são seus valores.

  70. Ana 23 de janeiro de 2016 at 12:25

    Acho que se um filho se sente ou é “obrigado” a ajudar um pai, esse filho não teve uma criação adequada.
    Acho que se pais criaram filhos e “perderam suas vidas por isso” foi “um sacrifício”, esses não foram pais adequados.
    Acredito que na maior parte da população, especialmente nas camadas mais pobres, não há planejamento nem muita noção dq é a família verdadeiramente (financeira,emocionalmente..)
    Por isso a imposição. A obrigação. Essa falta de gosto no cuidado…

  71. Pedro 1 de fevereiro de 2016 at 14:47

    Olá.

    Pais sao obrigados a sustentar SIM os filhos caso eles nao tenham nenhuma renda nem dinheiro guardado, mas esse sustento se resume a alimentação e saude e abrigo eu acho. E a lei esta certa!

    Acho engracado estes textos que parece que sao escritos por americanos… A gente nao mora em um pais que voce com um emprego simples possa viver dignamente, voce viver com uim salario minimo aqui significa que ”quando muito” possa pagar sua comida, e olhe la! um pais que vive de crise em crise, e que é dificil de vc empreender em qualquer coisa. a ascençao social é bem dificil, quase todo mundo que conheci que tinha alguma grana teve um berço razoavel, no Brazil contatos sociais e linhagem familiar contam mais do que o mérito. ai vem um manézao metido a self made man mas que é um funça publico, e que mora em um apê herdado da familia querer cagar regra? Acorda!
    no brasil as familias sempre moraram tudo junto, varias geraçoes, tios, tias, avos, pais, na mesma casa… e é assim na maior parte do mundo, no oriente medio, na india, e etc… quando um filho se casa faz um puxadinho na casa principal, para ser o novo lar. e pq isso? pq querm? nao. por necessidade. Ta criticando o coitado do filho que se divorcia (e que geralmente é chutado da casa) e vai procurar um abrigo com os pais por que ainda tem a pensao da dondoca para arcar?
    Estamos vivendo em um ambiente de modo de sobrevivencia e o cara se baseando em exemplos de ”livrinho de empreendedorismo anglo saxao” tipo pai rico filho rico, e etc…

    • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2016 at 21:29

      Oi Pedro. Você está com a cabeça repleta de falsas verdades e crenças limitantes. É lamentável. Espero que você tenha uma vida repleta de muita sorte ou que acorde antes da sorte acabar.

  72. José Carlos 2 de fevereiro de 2016 at 20:17

    Excelente artigo, muito coerente. Tenho um filho de 20 anos que ainda mora na casa da mãe, pago pensão. Esse meu filho tem emprego, recebe de salário, cerca de 80% do que eu recebo. Hoje o chamei para uma conversa e lhe informei que decidi pedir exoneração de alimentos à justiça. Meu filho gasta todo o seu salário com supérfluos (customizando o seu carro velho). Ele ficou furioso comigo pelo minha decisão e disse ser minha obrigação pois ele está na faculdade. Disse a ele que deveria assumir mais responsabilidades,pois com o seu salário consegue pagar a faculdade e sobra muito até se fosse alugar uma casa, pagar as contas básicas, fazer compras e ainda sobrava para diversão,ainda mais morando com a mamãe. A mãe dele acha que eu estou errado, mas preciso me preparar para a minha aposentadoria. Estou juntando dinheiro para comprar a casa própria à vista e não ficar devendo a banco algum e essa parcela que pago de pensão é 50% dovalor que guardo todos os meses. Se ele estivesse desempregado,ou não ganhasse osuficiente para pagar a faculdade eu faria esse esforço, mas pelo jeito que a mãe dele se dirigiu a mim e as palavras delas mreforçaram essaminha decisão. Obrigado pelo excelente texto.

    • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2016 at 21:23

      Oi José Carlos. Dificilmente os filhos entendem as decisões dos país. Isso normalmente só acontece quando eles estão na posição de pais.

  73. Maurizio 7 de fevereiro de 2016 at 13:43

    Faço 29 anos próximo fevereiro, sou sustentado pelos pais, não estou nem aí, continuarei assim até quando convier. Parem de se alardear porque um economista qualquer fez um post dizendo o que é certo ou errado na educação de seus filhos. Ninguém tem o direito de meter o bedelho na maneira que sua família estrutura suas finanças. Se meus pais quiserem me sustentar até morrerem, é entre mim e eles. E esse economista que fique aí balbuciando cagação de regra na vida alheia. Até mais.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2016 at 2:22

      Oi Maurizio. Quem não gostaria de ser sustentado por alguém até quando convier? Sem dúvida é maravilhoso para você. Depois pergunte para seus pais o que eles acham de sustentar você até morrerem. Se eles pensam da mesma forma, parabéns para você e para eles. Desejo muita felicidade e muita sorte para sua família.

  74. Viviane 8 de fevereiro de 2016 at 0:19

    Que lei tosca. Quer dizer que se os pais tiverem sido ruins, não tiverem feito nada pelos filhos, os filhos são obrigados a cuidar dos pais? Affffffff
    É mais obrigação os pais ajudarem os filhos que o contrário porque ninguém pediu para nascer. Se eu tivesse um filho e fosse idosa, não iria pedir para ele cuidar de mim, se ele quisesse cuidar por livre vontade, tudo bem, não é obrigação nenhuma dele, eu o coloquei no mundo porque eu quis. Eu iria criar meu filho para mundo, não para ser meu babá na minha velhice. Se saísse de minha casa, eu não iria me importar, ao contrário, ficaria feliz de estar vivendo sua vida sem ter que perder tempo comigo. E se eu precisasse de alguém pra cuidar de mim, eu iria contratar um serviço especializado.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2016 at 2:27

      Oi Viviane. É muito fácil dizer tudo isso quando ainda somos jovens. É muito improvável que você pense da mesma forma depois de ter sacrificado uma boa parte da sua vida cuidando e educando seus filhos. Da mesma forma que você não pediu para nascer, seus pais não tiveram meios de escolher o tipo de filhos que teriam. Eu torço para que você tenha todas as condições financeiras, físicas e mentais para contratar serviços especializados para cuidar de você durante todo tempo que for necessário sem depender dos seus filhos.

      • Claudia 11 de setembro de 2016 at 20:21

        “ter sacrificado uma boa parte da sua vida cuidando e educando seus filhos… ”

        Percebe o peso absurdo dessas palavras? Filho não pode ser sacrifício, é um desejo, uma escolha. Se é um sacrifício pra vc é pq fez uma escolha equivocada e os educará dentro de muita culpa. É muito cultural isso. É curioso observar suas críticas às famílias cangurus sendo que vc mesmo demonstra um pensamento arcaico. A gente cria os filhos pro mundo, para terem liberdade e independência. Criar filhos jogando neles o fardo de nos sustentar na velhice é castrador demais. No mais, concordo com seu texto. Acomodação não é bom pra ninguém. Crescemos na crise e o rompimento dos pais é sempre um aprendizado. Mas esse discurso de obrigação para com seus genitores é totalmente contraditório com a liberdade que queremos que eles tenham. Reveja seus conceitos.

        • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:42

          Oi Claudia. Eu não sei qual é a leitura e o entendimento que você faz da palavra sacrifício. Pelo que entendi você compreende sacrifício como uma coisa negativa. A palavra sacrifício vem do Latim (Sacrificium) e significa “ofício sagrado”. Grandes homens e mulheres que fizeram o bem pela humanidade ofereceram suas vidas em sacrifício por esta causa. No cristianismo que é a base da nossa cultura ocidental o seu maior representante sacrificou sua vida pelo bem da humanidade (ou pelo que ele acreditava que seria o bem da humanidade). Todo pai e toda mãe ao optar por colocar um filho no mundo estará literalmente assumindo este sacrifício de contribuir para a construção de um mundo melhor. Cada criança que nasce é uma esperança de que teremos alguém que será capaz de contribuir para que a próxima geração viva melhor que a geração anterior. Todos os dias nascem crianças que se tornarão grandes cientistas, empresários, lideres políticos, lideres religiosos, professores, escritores, filósofos ou simplesmente alguém que vai realizar um bom trabalho e com ele ajudará a melhorar a vida da comunidade onde mora. Eu mesmo estou neste momento sacrificando meu tempo (que eu poderia usar em outra atividade) para responder seu comentário, acreditando que este sacrifício será válido para você e para outras pessoas.

  75. marcos 8 de fevereiro de 2016 at 9:46

    Se o pai tem educaçao financeira ele nao precisara de ajuda financeira e podera ajudar os filhos na velhice, e se o filho tem educaçao finenceira ele NAO precisara da ajuda dos pais.

    Resumindo o problema esta na educaçao, ,,,,, voce ja viu algum judeu pobre ou precisando da ajuda de alguem?!

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2016 at 22:24

      Oi Marcos. Seu comentário mostra que você não entende muito sobre as dificuldades, imprevistos e tragédias que as pessoas podem sofrer durante a vida. Também falta um entendimento maior sobre qual é a função de uma família. Os mesmos cuidados que você recebeu dos seus pais quando nasceu, você terá que dar a eles quando forem tão frágeis e incapazes como você foi no passado quando eles atingirem a velhice. Você também não entende muito sobre o povo judeu. Talvez não saiba que eles se ajudam mutuamente, mesmo quando não existe relação familiar. Na verdade eles se consideram todos membros de uma mesma família, todos são sangue do mesmo sangue. É por isso que dificilmente você encontrará um judeu desamparado, pois ele sempre terá ajuda de um “irmão” em qualquer país onde esteja.

  76. Viviane 8 de fevereiro de 2016 at 15:16

    O que eu falei foi só uma possibilidade, antes mesmo de completar dez anos, eu já dizia que eu não queria ter filhos e isso que eu falava só se intensificou com o passar dos anos. Hoje, tenho vinte e nove anos e continuo firme na minha decisão. Não sou uma pessoa que costuma de mudar de opinião, então, mesmo que eu viesse a ter filhos e estivesse idosa, com certeza, eu não mudaria de opinião. Claro, eu iria gostar de ser ajudada como uma recompensa pela dedicação que tive aos meus filhos, mas não veria como obrigação da parte deles, visto que fui eu quem os coloquei no mundo. Na verdade, eu preferiria que eles não perdessem muito tempo comigo e vivessem a viva deles em paz. Na verdade, se eu chegar a ficar idosa, eu quero ter dinheiro o suficiente para contratar serviços especializados sem depender de filhos nem de ninguém, apenas de mim mesma.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2016 at 22:29

      Oi Viviane. Não ser capaz de mudar de opinião é um grande problema. Não é nenhuma virtude, é na verdade um grande problema para a sua vida. Felizmente eu já mudei de opinião muitas vezes e sempre estou estudando mais e mais para validar as opiniões que tenho. Felizmente sempre encontro caminhos melhores, ideias melhores na medida que estudo e amadureço. Na relação entre pais e filhos não existe ninguém esperando por recompensa. Este é o significado do amor que existe entre uma mãe e um filho. Se você optar por não ter filhos provavelmente não terá a experiência de amar sem querer nada em troca.

  77. Mila 10 de fevereiro de 2016 at 13:10

    Muito bom o texto!!!
    Tenho 32 anos, moro com minha mãe e desde a época de estágio da faculdade contribuo com as despesas de casa. Meus pais se separaram e depois de muitos anos como dona de casa, minha mãe ficou com o comércio que meu pai adquiriu após a aposentadoria.
    Ele é aposentado e ela ficou com esse comércio como fonte de renda.
    Como ela ficou muitos anos sem contribuir para a previdência conseguirá se aposentar por idade apenas.
    Sou servidora pública e estou em busca de uma oportunidade melhor para que a minha nova remuneração cubra a renda que tenho atualmente mais o comércio da minha mãe.
    Desta forma, ela poderá se aposentar por idade e não ficaremos preocupadas financeiramente.
    Entendo que muitos filhos achem estranho os pais dependerem deles, porém, existem muitos casos parecidos com o que vivo. Seja porque a mãe ficou muitos anos sem trabalhar numa época em que isso era comum, seja porque não existia uma educação financeira para a aposentadoria. Seja por motivos diversos e não esperados pelos pais. Creio que a maioria dos pais não desejam ser sustentados pelo filho e alguns devem se envergonhar disso já que por muito tempo foi o contrário…Porém, os filhos devem estar de coração aberto para ajudar quem sempre ajudou.Fiquei assustada com alguns comentários que li…não queria ser os pais de alguns que disseram coisas bem absurdas, na minha opinião.
    Não vejo problemas em ajudar minha mãe que não vai conseguir trabalhar no comércio o resto da vida e a aposentadoria por idade tem um valor muito baixo. Enfim…desde que passei a estagiar e depois a trabalhar sempre contribuí com as despesas e continuarei ajudando no que meus pais precisarem. O ideal seria que nenhum precisasse de ajuda e tivessem se programado corretamente para a 3ª idade, mas se por motivos diversos isso aconteceu temos que estar presentes como eles sempre estiveram.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2016 at 11:45

      Oi Mila. Parabéns por ajudar seus pais.

  78. Jamille 10 de fevereiro de 2016 at 16:23

    Excelente texto!!! Minha mãe nos criou sozinha e sempre fez de tudo por nossos estudos. Ela sempre dizia: “festa de formatura eu pago tudo, na de casamento vocês já estarão trabalhando, então paguem vocês”. E foi bem assim, nem no meu casamento e nem do meu irmão ela não deu um centavo. E até hoje não precisamos financeiramente dela. A aposentadoria dela é para viajar e gastar apenas com as vontades dela. Mas, numa família amiga, vejo uma situação lamentável. Um dos filhos mora em um imóvel dos pais e não paga de forma alguma o aluguel. Vive no luxo: carros, viagens, roupas e acessórios caros. A outra filha se separou, voltou pra casa dos pais e mesmo trabalhando não colabora com nada. E volta e meia ainda pede dinheiro emprestado aos pais. Quando se fala no assunto, os pais afirmam que eles tem é que ajudar os filhos mesmo, então nesse caso não há mais diálogo que resolva.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2016 at 11:48

      Oi Jamille. Infelizmente a maioria dos pais não percebe o quanto estão prejudicando os filhos e o quanto estão prejudicando a própria vida.

  79. Kenya Lima 10 de fevereiro de 2016 at 22:54

    Eu tenho 19 anos, sou totalmente sustentada pelos meus pais, mas sinceramente eu espero que eu termine meu estudo e possa dedicar todos os cuidados deles de uma forma recíproca. Sinto que devo muito á eles e que é meu dever garantir se eles precisarem uma vida digna, da mesma forma que eles garantiram pra mim.
    Filho que recebe amor não faz questão de dinheiro, principalmente á um pai… O que eles precisarão no final é que você some com eles, não sendo um fardo, mas lembrando de tudo que fizeram por você, pois as vezes o banho, as trocas, a paciência que eles nos dedicaram deverão ser feitas por nós.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2016 at 11:49

      Parabéns por ter essa mentalidade Kenya.

  80. Saulo R. dos Santos 11 de fevereiro de 2016 at 7:39

    Olá Leandro, bom dia.
    Li grande parte dos comentários e só me resta dizer algo: É triste ver que tantas pessoas veem os pais que os criaram com tanto amor os conotarem como apenas cifras.

    Eu fui criado por pessoas incríveis, que se dependerem de mim terão a melhor velhice até o fim de seus dias.

    Faço isso porque os amo e não porque eles me devem algo. Eles são muito especiais, e isso não tem dinheiro no mundo que pague.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2016 at 11:50

      Oi Saulo. Penso como você. Parabéns por pensar assim.

  81. Rosa Yoshida 11 de fevereiro de 2016 at 12:37

    olá Leandro!
    Eu e meu marido criamos um casal de filhos maravilhosos. Demos a eles tudo o que precisaram, sem luxo desnecessários. Lutamos para pagarmos uma faculdade de medicina sem medirmos esforços.hoje os dois estão muito bem empregados e com suas famílias bem estruturadas. Eu e meu marido levamos uma vida modesta mas com bastante conforto. Nossos filhos são muito agradecidos e se julgam na obrigação de nós cuidar quando ficarmos mais velhos. Hoje em dia, eles nos proporcionam lazeres que nunca podíamos ter quando eles eram dependentes. Dão-nos viagens e outras coisas que nem precisamos, mas, sinceramente, torço para não precisarmos morar com nenhum deles. Torço para que nossa aposentadoria dê para pagar uma casa de repouso rasoavel porque sabemos que uma pessoa idosa por menos senil que seja,gera desconforto para todos.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2016 at 12:57

      Oi Rosa Yoshida. Parabéns! obrigado por deixar seu depoimento aqui.

  82. Marcia Andrade 11 de fevereiro de 2016 at 17:04

    Excelente matéria! Demonstra como todos somos despreparados no quesito Educação Financeira, pois pais que ensinam os filhos a serem adultos independentes , serão idosos mais preparados e os filhos que receberam esta educação, também estarão mais preparados caso os pais necessitem de ajuda.

    O texto é um incentivo para aqueles que já pensam desta forma colocar em prática já as suas idéias!

    Já os pais que não se preparam para a velhice , que foram inconsequentes com dinheiro na vida adulta, estes sempre merecem nossos cuidados básicos que são alimentação e abrigo no minimo.
    Afinal cuidar dos nossos pais idosos não significa pagar viagens para Europa ou coisas do gênero, como educar filhos não significa obrigatoriamente enviá-los para Disney como presente de Natal/Férias/Aniversário.

    Enfim, sermos Educados financeiramente será o caminho melhor para todos,

    Alguma geração tem que começar para que o ciclo de brasileiros bem educados financeiramente vá se perpetuando e minimizando as mazelas de uma velhice desamparada e uma vida adulta supérflua.

    • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 1:51

      Oi Marcia. Exatamente. Precisamos preparar uma geração de pessoas que sabem lidar com o dinheiro que ganham de uma maneira mais inteligente, planejada e consciente. É isso que faz um país se tornar rico e próspero.

  83. Iris 11 de fevereiro de 2016 at 22:17

    Olha acho que isso tudo funcionaria se estivesse fácil de arrumar o primeiro emprego. Meu filho se formou, deixou currículo em várias empresas e não conseguiu nada na área de formação dele. Ele é engenheiro e está sem emprego porque não tem experiência. Ninguém dá emprego a quem não tem experiência. E então mando ele trabalhar no supermercado ? Falar é fácil, mas arrumar emprego não.

    • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 1:59

      Oi Iris. Seu filho só procurou oportunidades no mercado depois de formado? Pergunte para ele como está a situação daqueles colegas que procuraram estágios e trabalhos voluntários durante o curso. Recomendo que os pais estimulem os filhos a entrarem no mercado de trabalho nos primeiros anos de faculdade. Sempre existe espaço para pessoas que são esforçadas e proativas. Trabalhar no supermercado, para quem tem força de vontade e desejo de crescer e prosperar é um ótimo começo. O meu pai começou a trabalhar em supermercado como repositor (colocava os produtos nas prateleiras) até se tornar um dos diretores da empresa.

      • Iris 12 de fevereiro de 2016 at 7:42

        As faculdades públicas são integrais. Ele estagiou sim, mas nada disso adiantou. É a questão do primeiro emprego. Desculpe, mas não é tão fácil, vivi isso também.

        • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 16:29

          Oi Iris. Entre nesse site aqui: http://poupe.info/poder-do-foco-28-dias Cadastre o e-mail do seu filho e o seu email. Fale para ele acompanhar a série de vídeos. Acho que vai ajudar muito a mudar de mentalidade e avançar nessa área.

  84. Ruth 12 de fevereiro de 2016 at 8:24

    Excelente matéria! Me fez refletir sobre meus erros e acertos…
    Talvez tenha errado em não dividir tarefas. Temos nos preparado bastante para a aposentadoria mas nossos filhos têm bem claro que, poderemos ajudá-los com um apartamento ou coisa assim, mas se colocarmos em nome deles será um usufruto nosso.
    Acho que a maior ingenuidade dos pais é acharem que nunca serão desprezados, mas não podemos esquecer que, além de sermos imperfeitos, os filhos casam e a vida deles será influenciadas por várias situações.Outro pacto aqui em casa é que, se eles morarem em algo que receberam ” de mão beijada” também terão a contrapartida da ajuda $$, se necessário. Também não deixei de ficar triste com depoimentos que demonstram que muitos adultos sofrem de traumas causados pelos próprios pais, mas quem não erra?? Acima da obrigação legal temos a obrigação moral, cada um dá o que tem; se os pais deram pouco, moral ou financeiramente, isso não anula essa máxima ao filho. Ele, o filho, dará o que tem, emocional e financeiramente…

    • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 16:31

      Oi Ruth, obrigado por seu depoimento.

  85. Csy 12 de fevereiro de 2016 at 11:02

    Concordo com o texto Leandro… Tenho 36 anos , sai de casa aos 20 tenho duas faculdades me banquei sozinha trabalhando e nao escolhendo serviço… Se sou enfermeira e nao vonsigo trabalho nada me impede de ser vendedora( onde fiz minhas economias e me formei em rh) hoje sou gerente de uma franquia e meus pais se orgulham de mim, pois sou de uma família humilde…. Meu namorado ja de situaçao financeira muito melhor. Engenheiro pais pesquisadores sempre teve boa vida… Fomos morar juntos e quando o mesmo ficou desempregado a mãe que ja havia perdido o esposo(faleceu) começou a sustentar nossa casa sem eu saber pois ele dizia que tinha economias guardadas…. Com o passar dotempoelenao arrimou serviço e queria somente na area que havia formado pois era engenheiro e formado por um faculdade federal, o tempo foi passando e foi quando eu disse ou vc arruma qualquer trabalho ou eu sairei de casa pois a minha vida nao é tocada assim… Foi uma ultima cartada e o mesmo arrumou serviço de corretor de orçamentista e hoje trabalha como engenheiro…. Oque falta é atitude!!! Pai e mae tem que sustentar sim mas ate a fase adulta depois disso cada um tem que criar suas proprias asas…. A aposentadoria deles é pra eles e nao para se descabelarem para manter uma casa com adultos saudáveis( cuidarei de meus pais pois eles merecem, me deram educaçao de comer e de beber se eu quero algo mais eu corro atrás )

    • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 16:40

      Obrigado Csy. Parabéns por sua história e sua atitude.

  86. Narley Alfaro 12 de fevereiro de 2016 at 11:37

    Excelente texto. Parabéns!!

  87. Maria 12 de fevereiro de 2016 at 13:27

    Oi Leandro, eu li o artigo e boa parte dos comentários, então resolvi te escrever, fiquei impressionada, desculpe a sinceridade, é a primeira vez q li um artigo seu, e com certeza vou ler muitos outros, achei muito importante e concordo com vc em tudo. Tenho dois casos em minha família, de um lado meu pai, não morro mais com eles, mas por mais difícil q ele tenha sido a vida toda com os filhos, apanhamos muito e muitas vezes sem ao menos saber pq, outras por causa da bebida e mesmo assim jamais conseguiria virar as costas pra eles, embora eu e o pai brigue e discorde de algumas coisas sempre. Minha mãe, pessoa amada q fez tudo q podia pelos filhos, tenho um orgulho imenso dela, se existir céu ela vai pra la, e meu pai apesar dos pesares, nunca os abandonaria, não pq a lei manda, acho q nem precisava existir lei pra isso, não pedi pra nascer? não pedi, eu agradeço e muito, se não fosse por eles eu não existiria,.hoje com 30 anos ajudo eles de todas as formas q posso e com certeza, cuidarei deles até a morte, trabalhei desde cedo eu e meus irmãos, eram tempos difíceis. Mesmo assim sei q fizeram o q podiam e eu os amo, mais minha mãe é claro, khkh. por outro lado meu esposo tem dois filhos do primeiro casamento, quando se separou deixou 2 casas, terreno, tudo, saiu somente com as dividas q por sinal não eram poucas, deu tudo q pode o tempo todo para os filhos, e até hoje paga pensão, o mais velho faz 22 este ano e o mais novo tem 18, o mais novo disse q vai estudar, e o mais velho faz faculdade, mas ja é casado, e meu esposo disse q vai ajudar eles até se formarem. Bom, este ano vamos financiar uma casa, mas tudo bem, ja entreguei nas mãos de Deus, ja me estressei muito em 10 anos. Mas quero salientar aqui uma coisa q me deixou impressionada como falei a cima, vc responde a todos, e olha q li cada coisa q nem merecia resposta; parabéns, pela atenção e carinho para com todos; se ve q educação e respeito é pra poucos. um grande abçss

    • Leandro Ávila 12 de fevereiro de 2016 at 16:44

      Obrigado por sua história Maria.

  88. Adalberto 12 de fevereiro de 2016 at 13:53

    Oi Leandro, não sei ao certo como cheguei a este artigo, mas foi uma agradável surpresa. Seu texto foi de uma objetividade brilhante e a possibilidade de comentá-lo enriquece e esclarece ainda mais ao expor casos reais e o pensamento corrente, espero que a vertente de “críticos” não o demova de seus propósitos, todos ganhamos muito com seu texto. Me vi e vi minha família em muitos pontos desta página, algo que sem dúvida me fez repensar minhas “opiniões”. Parabéns! Agora me resta descobrir seus outros artigos, o que pretendo fazer sem pressa

  89. Elizebet Ap. Gomes 13 de fevereiro de 2016 at 5:45

    Encontrei por acaso esse artigo e já repassei para vários amigos e p minhas filhas, já que uma também diz exatamente isso: Não pedi para nascer… Adoraria receber seus artigos. Parabéns e obrigada por nos dar uma luz, um grande abraço.

  90. Cassiano 13 de fevereiro de 2016 at 21:02

    Parabéns pelo artigo, concordo com este pensamento em sua totalidade.
    Fiquei impressionado com a quantidade de comentários escrotos contestando a lei natural de cuidar dos próprios pais no futuro.
    Não há como ficar longe do campo ético e moral quando aparece argumentos do tipo: “não pedi para nascer”.
    Cara, é muito triste ver este tipo de coisa.
    Abraços e continue assim.

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:41

      Oi Cassiano. É o resultado da péssima educação financeira e educação para a vida que as pessoas estão recebendo. Provavelmente são pessoas que nunca enfrentaram qualquer dificuldade na vida. É importante que os pais criem filhos fortes e isso significa permitir que eles sofram as consequências dos seus atos, que é a lei mais importante que existe (lei de causa e efeito). Sem cair é impossível aprender a andar.

  91. Décio Gonçalves 18 de fevereiro de 2016 at 11:16

    Parabéns pela matéria e também pelas excelentes respostas aos comentários dos leitores.Esta matéria me chega no exato momento em que reflito sobre o meu futuro e o futuro dos meus filhos.

  92. Regina 14 de março de 2016 at 18:20

    ola interessante seu artigo e concordo com algumas posições O que mais me chocou foi a passividade com que você afirma literalmente , que com a previdência social nao se pode contar.Então vc mora num pais em que vc colabora para essa previdência a vida toda 35 anos ou mais , e em 5 anos em media, o seu nível de desvalorização de salario e poder de compra é quase 100%. Isso é ,o direto social do idoso mas no estatuto só serve para a família , pois o estado, faz o que bem entende e muito mais. O que é verdadeiro, mas disso ninguém reclama!A aposentadoria na maioria dos países , nao é um valor enorme , mas se mantem dignidade de vida se vc colaborou com ela , Enquanto no Brasil, nao existe correção nem com o custo de vida. mas o estatudo do idoso nao serve para o estado?pois muito dos que precisam dele ,hoje necessitam de filhos.Ter que se programar eu concordo .Mas ter se programado e ser Ludibriado pelo estado, eu nao concordo!

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:35

      Oi Regina. Os graves escândalos de corrupção, desvios de dinheiro público, uso político de bancos estatais, fundos de pensão e FGTS mostra que ninguém deve esperar nada do Estado. Se fizer isso estará cometendo um erro estratégico grave. É importante que cada brasileiro tenha um plano próprio de acúmulo de patrimônio pensando no futuro.

  93. salvatory 16 de março de 2016 at 19:30

    E quando há filhos que usufrui dos pais, e os mais novos ficam a ver navios, sem nenhuma chance de romper porque os mais velho e casados ainda usufrui usando o nome dos pais pra fazer empréstimos e comprometendo a vida financeira deles, impedindo de ajudar os mais novos. Seria caso de justiça especialista?

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:33

      Oi Salvatory. É um tema que você deve utilizar para fazer uma reunião em família e conversar sobre o assunto.

  94. Mula 25 de abril de 2016 at 8:27

    Não tenha filhos! Ou, tenha um só depois de estar casado ha pelo menos 10a, curta sua esposa(o), passeie, divirta-se.. depois que o ser nascer tudo irá girar em torno dele e, nem sempre ele merece. Olhe a vida e os filhos dos seus vizinhos, amigos e parentes. Com você não será muito diferente.

    Não gostei da experiencia de ter filhos. Tenho três, 20a, 24a e 28a. Todos “normais”, estudaram em escola particular, curso de inglês, natação, cinema, livros.. e nada adiantou, tive que pagar faculdade dos três, que nada adiantou também. Já ouvi por varias vezes, pessoas que tem mesmo problema que meu, dizerem a culpa é sua, você deu de tudo. E eu sei que não é isso, no fundo não queremos assumir que temos filhos que não são a nota 10 que imaginávamos. O ser quando vem ao mundo desprovido de inteligencia, competência e iniciativa está fadado a dar problemas, trazer conflitos e nós que investimos a vida neles, sofremos!

    Eu aprendi que o erro está no investimento e na expectativa. Quanto mais, mais desapontado ficará.

    Quem nasceu para ser lagartixa, não será jacaré nunca.

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:20

      Olá. Não é possível generalizar. O que ocorreu na sua vida não é uma regra que pode acontecer na vida das outras pessoas. Eu acredito que os pais devem ser exigentes, mas não devem criar muitas expectativas. Vejo muitos casos de adolescentes tratados como bebês, adultos com mais de 18 anos tratados como crianças e adultos já com 30 anos tratados como adolescentes. Não deveria ser assim e certamente nunca foi assim no passado. Basta ouvir as histórias de como nossos avós foram criados. A vida exige muito das pessoas e as exigências devem começar dentro de casa.

  95. Samanha 25 de abril de 2016 at 14:29

    Olá, estou desesperada, não aguento mais. Meu tio tem 47 anos, nunca trabalhou e não ajuda nos afazeres de casa, fica trancado no banheiro de casa (Não, não fica se masturbando) ou então no quarto com o rádio ligado. Como minha vó diz “ele só come, caga e dorme”. Não aguento mais. Isso tem gerado muitas brigas em minha família, e minha vó não tem um pingo de coragem de por ele para fora de casa. Agradeço a atenção.

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2016 at 15:13

      Oi Samanha. Tente convencer seu tio a visitar um psicólogo junto com sua vó. Isso pode ser patológico.

  96. Ana 4 de maio de 2016 at 16:05

    Excelente texto Leandro Avila
    O estatudo do Idoso existe para proteção aos pais idosos do desamor de filhos desumanos e mesquinhos que parece que nasceram de chocadeiras.
    Deveria ser expostas a estes filhos uma somatória com juros de todos os gastos feitos pelos pais na criação destes cretinos, quem sabe assim falando em números eles se convenceriam.
    Amor e gratidão aos pais é obrigação não precisaria nem de lei para numa eventual necessidade uma ajuda se fizer necessitaria..
    Cretinos vcs tbm vão envelhecer e vossos filhos tadinhos de vcs kkkk com esses exemploskkk

    • Leandro Ávila 4 de maio de 2016 at 17:30

      Oi Ana. Todos irão envelhecer.

  97. Monique 12 de maio de 2016 at 14:09

    Leandro, não li a todos os comentários. Porém vi o primeiro questinando de uma situação contrária. E também tenho meus questionamentos. Meu noivo sustenta a casa junto com o irmão dele, as contas sempre foram divididas anos antes de completarem seus 18 anos. A mãe resolveu se separar do pai dos meninos, quando ainda bebês, e sempre morou de favor na casa de uma tia que também os sustentava. Com uns 20 anos, os filhos se juntaram e compraram a tão sonhada casa própria. Na qual moram atualmente. A mãe nunca se esforçou para estudar, estudou apenas até o fundamental, sem concluí-lo. E atualmente, a incentivo para se profissionalizar, e possuir um emprego com um salário razoável. Porém, ela desempregada, não busca por melhorias e nem emprego, apenas quando mando vagas através do meu noivo. Mesmo sem ter uma renda, ela planeja mil e um gastos, e adivinhe de que bolso sai? Seus filhos possuem apenas ensino médio, que concluiram com muito sacrifício, pois trabalham desde novos. Como disse, ele é meu noivo, e desejamos nos casar. Porém é meio inviável ele assumir uma família, já sendo responsável por outra.

    E quando os pais que atrapalham na reserva de seus filhos?

    Eles com apenas o ensino médio, não trabalham em ótimos empregos como se pode imaginar. Eu possuo técnico, e estou terminando minha faculdade. Através de mim ele criou o sonho em também poder cursar o ensino superior, mas seus estudos são precários, já que nunca pôde se dedicar a eles.
    Ela ainda não possui nem idade e nem contribuição para se aposentar, mas é o que aguarda. Não possui reservas, e acho francamente que nem se importa com isso. Não sei se isso possui alguma relevância, mas ela faz parte dessas religiões que visam dinheiro. Não sei se espera por algum milagre sem esforço, ou se realmente conta com os filhos.

    • Leandro Ávila 12 de maio de 2016 at 14:34

      Oi Monique. Estude muito, se dedique muito na sua profissão e dependa o mínimo possível do seu noivo ou futuro marido. Hoje ele é seu noivo, amanhã pode ou não ser seu marido, depois você pode continuar casada ou pode se separar ou até ficar viúva. Quero dizer que você deve se esforçar para ter sua independência profissional e financeira já que a sua relação com outra pessoa não é imutável. Foque sua atenção na sua mãe e no seu pai e que você possa ajudar os dois se eles precisarem no futuro.

  98. Lucélia 4 de junho de 2016 at 17:50

    Boa noite. Meu caso é o inverso. Minha mãe nunca trabalhou e sempre viveu às minhas custas desde que eu tinha 15 anos. Vendeu a sua casa, guardou o dinheiro e se instalou na minha casa. Isso com 49 anos de idade. Nunca quis trabalhar. Hoje, está com 70 anos. Tenho uma filha de 08. Não moro com o pai dela. Ela maltratou a minha filha. Pedi para sair da minha casa. Mas sou eu quem pago o aluguel dela. Sendo que ela tem aposentadoria e guardou o dinheiro da venda de sua casa na poupança. Até os 15 anos eu fui sustentada pelos meus tios. Vivia de favor, Posso ter dever legal, mas moral não. Sempre trabalhei de dia e estudei à noite. Sempre arcando com todos as despesas dela. Ela, inclusive tinha relacionamentos amorosos que nunca sustentaram ela. Precisava desabafar aqui. Por vezes a realidade é bem diferente.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 16:22

      Oi Lucélia. Você precisa conversar com sua mãe e se for o caso buscar ajuda de um profissional, como um psicologo, para ajudar a melhorar as relações entre vocês. Certamente existem questões que merecem reflexões entre vocês.

  99. Maria 5 de junho de 2016 at 20:31

    Procurando uma forma de parar de bancar minha filha e descobri este artigo, bingo! Era tudo que eu precisava ler neste momento. Muito obrigada pela ajuda!

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 16:21

      Oi Maria, com certeza sua filha te agradecerá no futuro, embora não faça isso neste momento.

  100. Cícero 7 de junho de 2016 at 12:47

    Olá Leandro, Parabéns pelo trabalho e sua dedicação com o próximo dando dicas importantes. Gostaria de saber o que fazer, quando um filho ( 23 Anos ) não colabora, resiste com discussões, acha que tudo é responsabilidade dos pais e que quando nós pais conseguimos por A + B que te estamos corretos e cobra uma atitude ele simplesmente se cala, não esboça nenhum tipo de Atitude e tudo isto causando um stress e desconforto.

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 16:21

      Oi Cícero. Comece a colocar em prática as coisas que você fala e mostre que isso é para o bem dele. Educar muitas vezes é estressante e desconfortável mesmo, isso é uma característica do processo de educação. Observe a enorme quantidade de estresse e de transtornos que grandes homens e mulheres tiveram que suportar na história da humanidade quando resolveram educar as pessoas, transformar sociedades e melhorar o mundo. Por qual motivo educar um filho seria diferente? A diferença é que a proporção é menor, você só precisa educar e transformar a vida de uma pessoa. Todo pai e mãe tem esse dever de mudar o mundo a partir da sua casa. Enquanto ele for dependente, você tem autoridade e o dever de enfrentar esse estresse. Caso necessário procure ajuda de um profissional como um psicologo que possa orientar você e seu filho.

  101. Elisangela 13 de junho de 2016 at 16:59

    Olá Leandro, Li todos os comentários deixados neste artigo, em alguns fiquei pasma, mas enfim, seu artigo me ajudou bastante. Obrigada.
    Mas também me levou a associar a uma outra questão, bem diferente, talvez vc tenha um artigo sobre isso ou queira escrever, já que não se refere ao assunto.

    Tenho tenho 34 anos, sou empresária de empresa de pequeno porte, casada e uma filha de 6 anos, não sou rica, mas posso dizer que tenho uma vida financeira saudável e estável.

    Minha mãe, que era costureira, faleceu qdo tinha 22 anos e quando meu pai, funcionário público, faleceu tinha 30 anos, eu e meus irmãos (3 mais velhos) já tínhamos uma vida financeira estável e todos bem resolvidos e empregados.
    Depois que meus pais morreram acho que virei uma a pessoa muito realista ou talvez de uma forma mais gentil de dizer, que amadureci muito quando eles se foram, então sei que um dia vou morrer também, é claro que quero que seja quando estiver bem velhinha, mas é uma coisa que não temos como prever, então como garantir o futuro de minha filha, caso eu ou meu marido, ou ambos venham a faltar, seguro de vida, imóveis, títulos? Como os pais podem se planejar pra isso?

    Mesmo no momento de dor eu e meus irmãos tínhamos muitos papeis a serem preenchidos (é terrível o que fazem), meu pai deixou uma casa, mas não sabíamos que ele tinha dois seguros de vida e sem contar com o seguro funerário que nos reembolsou todas as despesas, foi um valor bem considerável e mesmo sendo bem resolvidos financeiramente ajudou bastante, mesmo não querendo, mas ajudou. Ninguém sabia, mas ele se planejou, então quero fazer algo melhor pra minha filha.

    Fui ao um banco e quando se fala em morte, só te oferecem seguro de vida. Já tenho dois e meu marido também. Mas será que pode ser feito outra coisa?

    Certa que terei um retorno te agradeço o espaço.

    • Leandro Ávila 15 de junho de 2016 at 0:19

      No caso da morte dos pais, todos o patrimônio deles passa para os filhos. Os seguros são úteis quando você não tem patrimônio, é o caso de um pai e de uma mãe jovem que acabaram de ter um filho, que ainda estão iniciando suas atividades profissionais. Neste caso os seguros são mais baratos (devido a idade).

  102. João Antônio 14 de junho de 2016 at 13:53

    http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/02/idosa-esta-presa-por-deixar-de-pagar-pensao-alimenticia-dos-netos-na-bahia.html

    O problema é que está se tornando jurisprudência ter que sustentar gente preguiçosa. Será que isto é Justiça???

    • Leandro Ávila 15 de junho de 2016 at 0:21

      É uma situação lamentável.

  103. lean do carmo 26 de junho de 2016 at 15:36

    olá Leandro. já estou com 20 anos, gostaria muito de já estar trabalhando,porém ainda continuo na casa de meus pais e recebo uma mesada no valor de $200,00. com isso estou juntando para poder pagar uma faculdade; minha família é simples. E muito triste quando alguém da sua própria familia te chama de VAGABUNDO. como tenho alguns conhecimentos financeiros, administro a casa para meus pais. no momento minha mãe está pagando um curso técnico pra mim.(meu pai é deficiente físico). eu não sou de ficar tarde fora e nem uso drogas e nem tenho intenções más; e todo o dinheiro que eu ganho deles e para meu futuro e agora que já estou adulto faço o que posso para ajudá-los, EU NÃO ACHO QUE EU SOU UM VAGABUNDO. espero que quando eu terminar o meu curso técnico, DEUS abrirá as portas do emprego para mim e para esses jovens bons,que são chamados de vagabundos sem nenhum motivo, e assim, eu posso melhorar a vida de meus pais.

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:59

      Oi Lean. Use isso como estimulo para crescer e mostrar (com resultados) que você não merece ser chamado de vagabundo. Transforme a raiva em força. Procure conhecer a história de pessoas que cresceram na vida. Você vai identificar que todas elas enfrentaram desafios como este quando eram criança. O canal da endeavor no Youtube tem muito conteúdo sobre empreendedorismo que todo jovem deveria assistir para se motivar a crescer na vida. Visite https://www.youtube.com/user/endeavorbrasil/videos

  104. marcos de souza cavalcanti 3 de julho de 2016 at 9:52

    Caro Profº Leandro

    Excelente assunto que leva a pensar no futuro e na colheita do que cada um obterá daquilo que plantou, durante sua vida produtiva.
    A conclusão é: cuide da sua previdencia PESSOAL (não do INSS e de herança) para ter o fim de vida equilibrado financeiramente.

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:54

      Oi Marcos. Isto é importante. Faz parte a educação financeira planejar a vida para que ela não dependa de filhos, de governo ou de qualquer outra fonte de dependência.

  105. Paulo 6 de julho de 2016 at 22:01

    Quando os pais já maduros têm uma filha adulta que já estudou, já fez de tudo para trabalhar, mas não consegue se manter no trabalho por motivos de saúde, a saber, depressão crônica, doenças psicossomáticas, etc, o que os pais devem fazer nesse caso?

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:54

      Oi Paulo. Você precisa buscar soluções para os problemas de saúde. Deve lembrar que os pais um dia irão morrer e a filha adulta terá que se virar de alguma forma. Inclusive ela deve ter consciência disso para que se motive a buscar soluções para seus próprios problemas.

  106. Maria 7 de julho de 2016 at 16:52

    Boa tarde,

    Concordo em tudo com o autor do texto. Minha mãe morreu quando eu tinha 9 anos, meu pai se casou novamente e praticamente nos”abandonou” a mim e aos meus irmãos… e aos dez anos tive de me “virar”. Hoje, com uma situação financeira bem melhor que a dele, eu ajudo ao meu pai idoso com o MAIOR PRAZER, pois sou grata pelos nove anos que ele me sustentou!!

  107. Andréa Amorim 24 de julho de 2016 at 19:12

    Você está super correto, as pessoas não lêem os dados estatísticos , essa onda de filhos que estão sendo bancados pelos pais só aumentam .A legislação brasileira , através do Estatuto do Idoso garante que os filhos assegurem a subsistência dos pais,(se é justo ou não fica por conta de cada um).

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:51

      Obrigado pelo comentário Andrea

  108. Daniela 27 de julho de 2016 at 15:27

    Oi Leandro, faz tanto tempo que foi postado este artigo e ainda assim vira e mexe volto para ler denovo. Sou admiradora de seu trabalho e o recomendo à todos quando possível (quando as pessoas permitem), aliás, fico esperando uma brecha delas pra poder falar do seu site, as vezes tenho que me controlar pra não pagar de chata. Este e outros artigos seus releio com frequencia, e este justamente é porque vejo disturbios financeiros graves na vida de minha mãe. Infelizmente é bastante difícil pra mim lidar com isso, ela usa todo seu dinheiro de forma irresponsável, com gastos altamente supérfluos. Sei que esse comportamento dela vai além da cultura ou falta de educação financeira. São problemas internos (se bem que no fim creio que a maioria dos problemas financeiros veem disso), muita falta de autoconhecimento, medos, culpas e fugas constantes da própria vida. Não fomos criadas como mãe e filha, o que dificulta ainda mais o relacionamento, pois ela está certa de que eu sou responsável por dar dinheiro a ela para festas e temporadas na praia. Enfim, as leis servem para serem seguidas, e como cidadã brasileira cumprirei. Mas infelizmente, não posso me enganar dizendo que o faria com carinho e de coração, o que seria muito melhor. Mesmo se tratando do lado contrário, seu post é sempre muito bem vindo, e o mais interessante é que podemos fazer isso com vários posts só invertendo a posição das partes e pode-se analisar de um outro ponto de vista. Concordo plenamente com o artigo a respeito de filhos adultos (inclusive tenho uma amiga passando justamente essa situação), apesar de não ser mãe. E um outro ponto q acho importante é o lado cultural, no Brasil isso é muito normal. Sou admiradora da cultura americana onde é normal os filhos saírem de casa aos 18 anos, e para eles isso é completamente normal. De qualquer forma, não podemos mudar tudo e todos q nos cercam, mas podemos mudar nosso próprio mundo não é… Obrigada por tudo Leandro, você contribuiu e contribui para que eu me torne uma pessoa mais livre, mais verdadeira e mais em paz.

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:51

      Oi Daniela. Obrigado pelo comentário. É importante lembrar que não existe lei dizendo que você é obrigada a patrocinar festas e temporadas na praia para seus pais ou familiares. O que você não pode é permitir que ela morra de fome, sem remédio, sem moradia, sem assistência nenhuma. Isto não tem nenhuma relação com patrocinar festas.

  109. Estela Carvalho 6 de setembro de 2016 at 10:45

    Olá. Acabo de conhecer o site, pretendo ler especificamente esta página inteirinha para verificar as mais diferentes situações que as pessoas se encontram. Após, vejo que terei muito o que ler e aprender.
    O porque desta página ? Meu marido tem uma filha do primeiro casamento, pagou pensão até os 30 anos, faculdade por 8 anos (!), fora os muitos extras que viviam aparecendo. A casa ele havia dado ao se separar, é o local onde mora com a mãe e o namorado desde os 17 anos, finalmente se casaram ano passado, porque ficou grávida. Pede dinheiro a toda hora, sendo que ambos trabalhavam. Enquanto isto, moramos de aluguel até hoje. Temos uma filha de 12 anos e um rapaz de 18. Toda vez que cogito comprar uma casa em que por documentação ela não tenha nenhuma parte, ele discorda, dizendo que ela também tem direito sobre a propriedade, já que também é filha dele. E tudo isto, parece ser culpa por ter se separado. Ela já percebeu faz tempo, se aproveita disto. Apesar da própria família dele alertar, ele não aceita opinião. Não somos mais jovens, esta é a minha principal preocupação. Creio que ele deveria ler esta matéria.
    Peço desculpas, pois é meio que um desabafo, mas demonstra o quanto na prática, suas informações são valiosas. Muito obrigado por sua atenção.

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:47

      Oi Estela, é uma situação complicada. Alimentar o comodismo faz da filha dele uma pessoa fraca, dependente e despreparada para enfrentar a vida. Ela não terá pai para sempre e deveria buscar esta independência. Se ele não a estimula, é natural que ela se agarre ao comodismo. Sem perceber, é comum o pai fazer o mal achando que está fazendo o bem.

  110. Gaby barbosa 8 de setembro de 2016 at 18:52

    Existem pais que gastam tudo que tem depois que os filhos saem de casa, meu pai por exemplo é aposentado e vive gastando e se endividando, nesse caso o estatuto obriga pais sem renda!

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:44

      Oi Gaby. Convide seu pai a ler os artigos do Clube dos Poupadores. Temos aqui um site sobre educação financeira que pode ser muito útil para o seu pai. Não existe nada no estatuto dizendo que você não terá responsabilidade sobre seu pai idoso caso ele não tenha tido acesso a uma boa educação financeira durante a vida.

  111. Nanda 18 de setembro de 2016 at 9:29

    Muito bom o conteúdo! Bem explicativo e sem enrolação. Li ontem o texto e terminei hoje de ler os comentários.
    Achei muito democrático e didático aos que ainda não perceberam que a vida não é um parquinho de diversões em que seremos jovens para sempre.
    O Brasil só vai melhorar depois que as pessoas estiverem 100% educadas.
    Aqui na Suíça, o filho quando faz 18 anos, os país automaticamente põe pra fora ou eles mesmo se tocam antes dos 18 e saem por vontade própria. Coisa que pros brasileiros seria a morte. E é por isso que o brasil é país de 3º mundo.
    Enquanto tiver pais passivos,carentes e filhos imprestáveis, nada irá mudar.

    Um grande abraço! =)

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:29

      Oi Nanda. Isto é uma grande verdade. Um bom pai deve educar seus filhos para que sejam pessoas fortes, independentes e bem-sucedidas (mesmo que eles não gostem muito desta ideia no curto prazo, é no futuro que eles vão compreender). É a melhor de todas as heranças. Tire tudo de um filho que foi bem preparado para a vida e ele conquistará tudo de novo. Tire a mesada de um filho criado no comodismo e ele entrará em total desespero.

  112. Gilce Smith 21 de setembro de 2016 at 23:51

    Olá Leandro,achei maravilhosa essa materia sobre filhos adultos, meu filho de 28 anos mora comigo não ajuda nas despejas e ainda exige comida super saudavel e é muito folgado não sei mais o que fazer…
    alguns anos atrás briguei com ele por causa disso e pela falta de respeito comigo ficou 1 ano fora morando na casa da namorada e então conversamos e deixei ele voltar e coloquei algumas regras mas não adiantou voltou tudo mais ou menos igual a unica coisa que mudou é que não fala palavrão pra mim, mas de resto tudo igual não sei o que fazer…

    • Leandro Ávila 22 de setembro de 2016 at 6:19

      Oi Gilce. Você precisa conversar com ele. Uma adulto de 28 anos não é mais uma criança. Se ele é mentalmente saudável irá compreender que será melhor para ele começar a assumir o controle da própria vida. Pai e mãe não são eternos.

  113. Gilce Smith 23 de setembro de 2016 at 17:58

    ok muito obrigado e com certeza vou fazer isso…

  114. EEP 26 de setembro de 2016 at 19:33

    Não são somente os pais que escolhem ter filhos ,devemos lembrar que milhões de situações, mesmo usando métodos contraceptivos os filhos são gerados ….então não são só os pais que decidem e sim a lei da natureza,o universo ,o como quiserem chamar !
    O importante que cada um assuma sua a responsabilidade perante a vida que recebeu ,e que sem os “seres humanos” chamados de pais ,foram e eternamente serão os patrocinadores da oportunidade de estarem aqui ,trabalharem ,estudarem ,terem acesso a tecnologia ou não !!! mas estão aqui e sem os pais seriam somente células germinativas ,aguardando serem exterminadas ou embriões em algum laboratório do mundo!

  115. Marcelo 5 de outubro de 2016 at 12:31

    Muito interessante a matéria, no entanto , faço algumas ressalvas para a situaçao em que vivemos.Num aspecto de vida ativa da populaçao podemos perceber que as pessoas mais velhas estao demorando mais para se aposentarem , e isso causa alguns efeitos importantes como , por exemplo, pessoas mais jovens têm muito mais dificuldade de iniciar uma carreira do que seus pais ou avós. Isto ainda gera outras consequencias como por exemplo jovens estao entrando mais tardiamente no mercado de trabalho.
    Outro aspecto importante é a janela demográfica que estamos vivendo , que também reafirma a ressalva anterior , estamos em uma fase de transição onde , a taxa de natalidade decai absurdamente , e aumenta-se a populaçao idosa , creio que nessa transição , acaba-se por ter uma menor falta de oportunidades para os jovens pois essas foram ocupadas pelos mais velhos .Relaciono isso com teu artigo , pois certamente pais sustentarem filhos mais velhos tem aumentado significativamente , e acredito que isso tenha relaçao com isso.E claro, as ressalvas valem para jovens que querem trabalhar e iniciar uma carreira , e não para vagabundos , pois estes sempre existiram e sempre existirão.

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:18

      Oi Marcelo, entrar tardiamente no mercado significa que você está pouco capacitado e ao mesmo tempo está exigindo cargos e funções que o mercado acredita que você não merece. Neste caso é difícil encontrar alguém disposto a começar de baixo ou até aceitar propostas de trabalhar praticamente de graça com o objetivo de começar nem que seja do zero.

  116. Maria 16 de outubro de 2016 at 17:53

    Não sou de escrever nesses canais…mas realmente sugiro um artigo sobre pais que exploram os filhos. Eu e minhas irmãs somos vitimas de um pai que nos explora há mais de vinte anos, aliás desde que se separou de minha mãe para morar com a primeira de tantas jovens. Pagamos plano de saúde há mais de 20 anos (Unimed), mandamos mesada, pagamos dividas extraordinárias, nos privamos de muitas coisas para que ele possa ter vários empregados a sua disposição, fazemos reforma, compramos um carro e deixamos a sua disposição, nos últimos três meses gastei toda indenização que recebi ao me aposentar com reformas exigidas pela nova namorada (a terceira desse ano…ah filha…se não fizer ela parte e eu morro!), paguei só nos últimos 3 meses mais do que recebi com minha aposentadoria em dividas e quando resolvemos dar um basta e fixar uma mesada (que, juntamente com a aposentadoria produz uma renda bem maior que a maioria dos brasileiros aposentados tem e maior que a nossa própria renda individual, já que também estamos nos aposentando), recebemos telefonemas nos ameaçando entrar na justiça contra a mesada “de fome”, o que estamos rezando para que aconteça, pois não suportamos mais e estamos adoecendo (para explorar vale tudo, desde chamar de filha querida até ameaçar, chantagear sobre a morte próxima, cobrar o estudo que tivemos – em universidades federais e com o esforço do nosso trabalho e incentivo de nossa mãe). Enfim, ajudar a um familiar necessitado é uma obrigação, se deixar explorar é burrice…mas uma vez iniciado o processo a reversão é difícil, o que antes era ajuda vira dever e as necessidades do auxiliado não param de crescer. Não mande procurar psicólogo, já iniciei terapia para aprender a dizer não, aliás, minha irmãs também. Seria bom saber no caso de aposentado com propriedade e renda, o que a lei preconiza quando o mesmo alega que seus recursos e sua ajuda financeira são sempre insuficientes?

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:15

      Oi Maria, desejo sucesso na sua terapia para aprender a dizer não.

  117. Vilmar Berna 17 de outubro de 2016 at 14:41

    Filhos não pedem para nascer, tenho de concordar. Por que é verdade, não pediram mesmo, IMPLORARAM, desesperadamente, numa corrida louca em que competiram com mais de 300 milhões de concorrentes!!!

    A vida é um privilégio para poucos!

    Uma pena que, diante de tantas boas opções, entre estes 300 milhões de candidatos, nem sempre os bons é que vencem. Tem muito cretino folgado, irresponsável e inconsequente que não merecia ter nascido, e não me refiro apenas a filhos, mas também a pais, avós, tios, netos, etc., etc.

    Muitas famílias mais se assemelham a uma guerra sem quartel, onde conseguem se machucar mais e melhor que qualquer inimigo estranho, por que conhecem o nervo exposto uns dos outros. E aí é melhor que fiquem longe uns dos outros mesmo!

    A vida nunca foi justa mesmo.

    Ai de filhos ou de pais que precisam recorrer às leis de proteção às crianças ou aos idosos para serem respeitados em seus direitos. É por que já não existe amor, nem respeito, e lei alguma dará conta de todas as sutilezas das relações em que a lei precisa se impor.

    Por mais absurda que possa parecer a ideia, muita criança está em melhor companhia perambulando pelas ruas ou abandonadas em orfanatos que nas casas de certos pais que abusam delas!

    Muitos idosos também! Muitas vezes é preferível mil vezes um asilo bem longe dos filhos abusadores!

    Felizmente, existem as exceções! Ou serão a regra? Filhos e pais folgados existem aos montes, assim como pais e filhos legais, que se amam e respeitam.

    Para os desrespeitosos, a dureza da lei, sem dó nem piedade.

    Para os respeitosos, nossa admiração e que sirvam de bons exemplos!

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:14

      Oi Vilmar, todo folgado encontra alguém que permite ser explorado. Você não pode obrigar ninguém a ser folgado, mas você pode tomar a decisão de parar de bancar a folga dos outros. Ao fazer isso é claro que quem está folgado não vai entender, mas no fundo você estará promovendo o bem dele.

  118. Rogério 18 de outubro de 2016 at 13:18

    Leandro meu nobre, parabéns pela sua atitude, nunca vi uma pessoa tão calma e generosa como vc, mesmo nos momentos adversos vc mantém a postura de um profissional.
    Juro que eu não seria capaz de ficar debatendo e tentando colocar o óbvios em certas cabeças do além.

    Vamos nos focar no financeiro que é mais produtivo, não se desgasta tanto.

    Abraço, sou seu fã.

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:11

      Oi Rogério, obrigado pela preocupação, mas eu não me desgasto e estamos falando de finanças, embora não pareça.

  119. Rogério 18 de outubro de 2016 at 13:22

    Complementando, minto quando digo nunca vi, somente Jesus…foi capaz de suportar tantas.

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:11

      Bom exemplo a ser seguido

  120. Lua 28 de outubro de 2016 at 11:45

    Leandro, tudo bem? olha…. eu tenho um filho de 24 anos e nao sei mais o que fazer com ele, está desempregado e largou a faculdade de química no último ano, vive desmotivado falando em morrer mas gosta de vida boa e de luxox. Eu moro no exterior, me dicorciei e refiz a minha vida na europa e aqui sigo trabalhando, o meu filho mora no imóvel que tenho no Brasil junto com o avô, enfim vivem os dois numa casa boa, inclusive com carro importado na garagem. Meu pai tem bens próprios mas vive na minha casa há anos e agora que preciso vender essa casa ele se recusa a sair. Eu nunca cobrei aluguel, alias ajudo com um valor mensal e ainda sou hostilizada pelo meu filho e pai. Meu atual marido é alemao, está bem escandalizado com os dois, pois tanto meu filho como meu pai aposentado querem ficar nas minhas costas, eu já estou com quase 5o anos e nao tenho paz por causa deles. Agora meu meu filho quer vir aqui estudar, vive pressionando mas veja… o curso custa 1500 €uros e a passagem é cara, vai poder ficar apenas 6 meses e depois terá que voltar ao Brasil, fazer o que depois disso? ele nao sabe. Eu teria que usar minha economias e isso me assusta. Quando nao faco o que ele pede, me ignora e já me ofendeu me chamando de meretriz quando cobrei dele o diploma da faculdade. Me bloqueou no face mas antes vi suas postagens dizendo que era órfao de pais vivos. O pai dele nao faz nada, já tem outra mulher, disse que eu me vire, enfim como sair disso? me sinto um burro de carga, tamném acho injusto o que meu pai faz comigo, ele tem uma aposentadoria, tem seu imóvel mas faz questao de ficar na minha casa, favorecendo meu irmao que vive de gratis no imovel dele. Desculpe mas nao sei o que fazer.

    • Leandro Ávila 28 de outubro de 2016 at 16:09

      Oi Lua, acho que você deveria conversar com um psicologo para conversar sobre esses conflitos familiares. Seu filho e o seu pai se comportam assim por você ter permitido que fosse assim. Você não tem nenhuma obrigação de bancar um estilo de vida luxuoso para um filho adulto. Ao fazer aquilo que você acha ser o bem, na verdade você está fazendo o mau.

      • Lua 28 de outubro de 2016 at 16:39

        Entao irei sem demora procurar ajuda de um psicólogo, já estou adoencendo por causa desses problemas, estou cansada, muito cansada.. Obrigada pela resposta!

        • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:19

          Oi Lua, é o correto. Esse tipo de profissional estuda o comportamento humano e pode ajudar.

  121. Filipe 26 de novembro de 2016 at 0:24

    Muito bom

  122. Antonio 1 de dezembro de 2016 at 1:36

    Que matéria fantástica. Meus parabéns!!!

  123. GY 7 de dezembro de 2016 at 6:28

    Tu não vais ficar jovem a vida toda Carlos e lá na frente te desejo filhos que pensem como vc e que te coloquem onde tu com tuas inumanas colocações merece, te coloquem num asilo. Eita cabra ruim, mal amado siô.

    • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:17

      Oi Gy, não precisamos desejar nada de ruim para as pessoas. Já existe um mecanismo na natureza que nunca falha. Quando você não usa a cabeça (reflexão, observação, inteligência) para planejar e construir o seu futuro, a vida coloca você nos trilhos através das consequências que a sua imprudência vai gerar. Infelizmente, aprender através do sofrimento das consequências da nossa irresponsabilidade é a maneira mais dolorida de aprender. Existem pessoas que só aprendem assim. Por este motivo, que as pessoas despertem da ignorância profunda antes que seja tarde.

  124. Agatha Bueno 7 de dezembro de 2016 at 7:50

    Adultos e conscientes, capazes de trabalhar precisam planejar seu futuro essa é a questão.
    Não podemos nos acomodar em nossos pais, assim como os pais não devem achar que filhos são previdência privada.
    Temos que procurar nossa independência. Eu não terei filhos. Vou ter que me virar.
    As pessoas precisam aprender a se responsabilizar por si mesmas. Claro que a família pode ajudar numa situação extrema, mas nós temos que buscar nosso lugar ao sol.
    Não ficar esperando de família, governo. O dia que cada cidadão brasileiro assumir as rédeas da própria vida financeira e não ficar à merce dos outros, seremos uma nação diferenciada.
    Trabalhando no banco você vê a realidade dos extremos- pessoas muito responsáveis que se prepararam para o futuro. É nesse tipo de gente que me espelho.

    • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:13

      Oi Agatha. As pessoas deveriam desejar o crescimento pessoal e profissional para serem mais independentes. Parabéns por se espelhar em pessoas que buscam melhorar e construir o próprio futuro.

  125. Nati 17 de dezembro de 2016 at 19:31

    Muitas reflexões internas e externas pelo exemplos positivos e negativos, eu sempre achei que sairia de casa aos 18, mas… tô aqui com 25, ajudo nas despesas e tento ser o menos incômoda possível para meus pais, não tive muito deles nem de amor, nem de grana, mas hoje entendo bem mais suas limitações e acho até que foi bom, se eu quiser algo, terei que conseguir sozinha, quero ser independente e uso esse tempo a mais para poupar/investir e estar do lado que ajuda, caso no futuro eles precisem de mim.

    • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:09

      Oi Nati, busque sua independência e pode ter certeza que será a melhor coisa a ser feita.

  126. Sincerity 27 de dezembro de 2016 at 7:51

    Legal e tudo …mas e quando você é um filho adulto que quer ajudar em casa e os pais não deixam? sem nenhum motivo? e quando você é um filho adulto que quer ir morar sozinho e seus pais fazem um drama enorme quando você tenta sair de casa? alguma luz? pois é….concordo com o artigo.

    • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:08

      Oi Sincerity. Se você tem condições financeiras para isso e é uma pessoa adulta, faça aquilo que você deve fazer e encare o drama como uma coisa passageira. Já se sair de casa significa obrigar os seus pais a sustentarem sua vida fora da casa, ai é melhor que você procure primeiro os meios para se tornar uma pessoa independente.

  127. odilia 1 de fevereiro de 2017 at 10:59

    Olá Leandro! Bom dia. Concordo com vc que ajudar os pais é uma questão de reconhecimento e gratidão e fico surpresa de ver como alguns filhos não entendem dessa forma. Diante de algumas postagens que li, penso que devo me preocupar com a minha velhice e não esperar nada dos filhos. Tenho 02 filhos adultos, que também dependem de mim, mas o que mais me tira a paz é o meu de 26 anos, que terminou a faculdade de administração em 2016 e está desempregado, aliás só trabalhou durante 12 meses, nesse tempo de vida. Está acomodado e não demonstra incomodo com essa situação. Já cortei carro, só repasso dinheiro para ônibus, mas nada parece impulsioná-lo para seguir sua vida. Ofereci pagar um curso de medicina na Bolívia, pois garantiria o futuro dele e ele disse que só iria se eu pagasse para ele e namorada (quase eu infarto, pois já seria sacrificoso arcar com ele). Estou num momento de incomodo com essa situação e preciso forçar uma mudança de atitude dele, mas não sei ainda o que fazer. Você pode me aconselhar?

    • Leandro Ávila 6 de fevereiro de 2017 at 8:06

      Oi Odilia. É importante planejar o seu futuro sem contar com a ajuda dos seus filhos. Se a ajuda vier, ótimo. Se não vier, que isso não se torne um problema. Mudar as pessoas sem que elas queiram mudar é um desafio. Só existem dois caminhos para a mudança. O primeiro seria através do mundo mental, ou seja, através da reflexão, da observação e do uso da inteligência. O segundo caminho é uma consequência da falta de uso do primeiro, é através do mundo material. Uma pessoa inerte, que não faz nada para crescer como pessoa, crescer profissionalmente e financeiramente está destinada a uma vida miserável. Você não viverá para sempre e não poderá sustentar seu filho para sempre. Um dia ele vai começar a sentir as consequências na pele e será forçado a mudar por meio do sofrimento. Quanto mais você adiar o dia em que ele terá que assumir a responsabilidade, mais o tempo irá passar. Recomendo que você busque o apoio de algum profissional da área de psicologia para ter uma orientação sobre como ajudar o seu filho a perceber o que está fazendo com a própria vida.

  128. Paula 6 de março de 2017 at 6:29

    Leandro,

    Como proceder p parar de ajudar um filho de 42 anos? Parar de uma só vez? Parar aos poucos?

    • Leandro Ávila 18 de abril de 2017 at 18:02

      Oi Paula. Você precisa ter uma conversa bem séria com esse senhor de 42 anos. Se ele tem saúde mental perfeita e tiver boa fé, terá condições de entender a situação como qualquer adulto de 42 anos entenderia. Se ele não tem uma boa saúde mental é necessário buscar ajuda de um profissional da área. Eu também recomendo que você aprenda a dizer não. Neste caso você poderia buscar ajuda de um profissional (exemplo: psicólogo) caso tenha dificuldade para dizer não e o seu filho esteja tirando proveito disso.

  129. Maria j 11 de março de 2017 at 15:46

    Agora a obrigacao etica e moral dos pais tem data de expiracao. ser pai no Brasil um pais que nao tem nenhum programa de amparo a quem perde o emprego de uma hora para outra possui compromissos. Muitas vezes os pais tem recursos financeiros de sobra para amenizar este choque que nao e’ so’ financeiro, e ‘ tambem emocional, pode levar a depressao e outras consequencias graves, nao pode exigir por UM TEMPO COM ACOMPANHAMENTO SOCIAL SE ESTA” PROCURANDO FAZER SUA PARTE E TRABALHAR, os pais deixam de serem pais quando uma disgraca acontece (o que ninguem esta’ livre). E’ simplesmente de terceiro mundo mesmo deixar uma pessoa passar fome, ficar sem casa, desamparada, e os pai (s) levando uma vida de nivel alto. Isto e’, no caso de pais que podem, uma obrigacao E’tica, Moral, nao desemparar um filho, da mesma forma os filhos com os pais. Esta caracteristica e’ tipica de paises que nao dao valor a vida, paises subdisenvolvidos e mentes subdesenvolvidas. Israel e’ um exemplo de principios E’ticos e Morais, como tambem paises como a Dinamarca. Lamentavel um pais que nao possui uma identidade de preservacao humana.

    • Leandro Ávila 18 de abril de 2017 at 18:16

      Oi Maria, na minha opinião, por livre e espontânea vontade, em um ato de caridade, humanidade e bondade de um pai e uma mãe abastados, não existe nenhum problema em ajudar filhos adultos, saudáveis e merecedores diante de dificuldades financeiras, desde que fique claro que esse pai e essa mãe estão fazendo isso não por uma OBRIGAÇÃO. Esse filho, também deveria se comprometer a devolver os recursos assim que for possível, assim que o emprego for restabelecido. Vale lembrar que é responsabilidade de todos ter seus próprios recursos como reserva de emergência. Não é correto não ter essas reservas por contar com as reservas de outras pessoas, como as reservas que os pais fizeram com muito trabalho no decorrer da vida. Para saber mais sobre reserva de emergência visite aqui. Todos devem buscar a própria independência financeira. Eu mostro como fazer isso em diversos artigos gratuitos que estão neste site e nos livros que já publiquei. Ninguém tem o direito de ser imprudente contando com os recursos que a prudência dos seus familiares permitiu acumular. Absurdo é viver em um país onde as pessoas fecham os olhos para as suas responsabilidades com relação a sua própria poupança, suas reservas de emergência e seus recursos financeiros para não incomodar os outros, principalmente quando esses outros são seus familiares. Os pais podem ajudar seus filhos por livre e espontânea vontade, se considerarem que são merecedores de ajuda. Já filho nenhum deve se sentir no direito de exigir que os pais assumam suas responsabilidades quando estiverem vivendo na fase adulta, caso sejam saudáveis.

  130. Carlos 26 de março de 2017 at 10:08

    E Mãe idosa doente que tem que cuidar,de filha e de netos e sem ter condições?

    • Leandro Ávila 18 de abril de 2017 at 18:18

      Oi Carlos. Este já seria um caso de polícia ou de justiça mesmo. Se a senhora é idosa, doente e existem pessoas jovens e saudáveis na família explorando a boa vontade da senhora, degradando sua qualidade de vida e a sua saúde, é o caso de procurar ajuda na defensoria pública ou em órgãos competentes que protegem os idosos deste tipo de família.

  131. José Pedro 18 de abril de 2017 at 16:39

    Eu serei esperto e não cometerei o erro dos outros…
    Não terei filhos. Vou viver só para mim, não sou madre Teresa para me dedicar pelos outros. Depois de mais de 25 anos trabalhando, estou começando a viver a vida como eu mereço. Continuo trabalhando para aumentar meu patrimônio, mas penso seriamente em mudar de país e me libertar de tudo de ruim que aconteceu comigo.
    Nasci em uma cidade pequena, familia pobre com seis irmãos. Comecei a trabalhar com 7 anos de idade, por iniciativa prórpia, mas sempre escondia os meus ganhos, pois era um dinheiro que era pra mim, meu sonho era ser “dotô”, como se dizia na época. Além disso era obrigado a “ajudar” em casa (fazia mais do que a minha mãe) e a cuidar das pestes, que nem meus filhos eram.
    Meu pai adorava ir no bar beber, e lá se ia o dinheiro… Quando eu pedia alguma coisa, era não não e não. Mas dinheiro para a pinga tinha sempre. Quando eu tinha 13 anos de idade, eles descobrirarm meu cofrinho e não apenas tomei uma surra daquelas por ter escondido, mas também tomaram meu dinheiro a força. Estava bronqueado em ter que ficar cuidando de criança (era o mais velho) (essa mania de povinho ter filho a rodo, por essas e outras que até hoje sou a favor do aborto), então na calada da noite tomei meu dinheiro de volta, peguei algumas roupas e dei no pé.
    Consegui uma vaga em um grande colégio de padres, estudava de manhã e a noite e trabalhava a tarde.
    No final do colegial, dormia três, quatro horas por dia, tomava café a torto e direito, para estudar para o vestibular e para um concurso público. Passei nos dois.
    Depois de terminada a faculdade, consegui um emprego melhor, e comecei a investir tudo o que havia economizado. Trabalhei como nunca, dormia pouco, de vez em quando fazia algumas concessões morais (nunca transgredi uma lei, mas a vida é uma guerra onde você ataca ou é atacado, e ninguém quer ser atacado). “Fiz o diabo”, como alguns dizem, mas sempre respeitando a lei. Todo mundo tem seu preço, o meu foi cortar toda a vida social, ter três horas de sono diárias, fazer algumas concessões morais cumprir a lei rigorosamente e apenas trabalhar. Além disso, adquiri alguns problemas de saúde e tive até um câncer, mas com 33 anos de idade sou independente,não preciso de “emprego”. Curiosamente, há uns três anos, meus irmãos me procuraram, indignados, dizendo que poderia ter ajudado a familia, que eu abandonei, que o pai deles estava doente (do fígado, e claro) e que o tratamento era caríssimo e que eu tinha obrigação de pagar por ser o unico que tinha condição. Eu não poderia jogar anos de sacrifício no ralo assim. A resposta que dei foi: “Tivesse pensado nisso nas horas que estava naquele bar, enchendo a cara. Fui o primeiro a sair de casa e tive que me virar sem a ajuda de ninguém (os outros seis, dois ainda moram com ele e os outros só sairam com mais de 20 anos).” E deixei bem claro, que nem se atrevessem a me procurar de novo, pois quando tive câncer ninguém me ajudou (graças a Deus tive recursos suficientes para não mendigar ajuda a ninguém) e eu não morri. Recebi até ameaça de processo por causa deste estatuto, então consegui falar com algumas pessoas que conhecia e consegui uma vaga em hospital público de referência e ainda a contragosto dei um cheque de 10 Salários mínimos da época. Me senti injustiçado. Pediram mais, mas eu neguei, disse que não tinha mais dinheiro, inventei que tinha perdido o emprego, que havia perdido tudo e que aquele era o único dinheiro que tinha. E nunca mais foram atrás de mim. Por essas e outras é que penso em me mudar para bem longe e me livrar deste passado de tanto sofrimento.

    • Leandro Ávila 18 de abril de 2017 at 18:32

      Oi José Pedro, você certamente tem muito orgulho da sua história de superação e da sua força, se não tivesse não teria contado ela aqui. Certamente você tem orgulho daquilo que você se transformou. Agradeça isso aos seus pais. Fazendo a coisa errada eles criaram uma tremenda oportunidade para você crescer como ser humano. Se você tivesse sido criado de uma maneira diferente, não seria o que você é, não estaria onde está, não seria independente, não teria condições de pensar na possibilidade de morar em outro país. É possível que você fosse outra pessoa e nada garante que seria uma pessoa melhor e em condições melhores de vida. Perdoe seus pais, pois são pessoas ignorantes. Certamente a história de vida deles não foi nada fácil, mas eles não tiveram a força de superação que você teve. Sobre ter filhos, você pode ter a oportunidade de ser um pai exemplar. Você já deve a oportunidade de saber o que é ter um pai como esse que você teve. Supere todo esse rancor e revolta, isso não faz bem para você.

      • José Pedro 18 de abril de 2017 at 19:01

        Usar o “Se…” é muito perigoso. Se tivesse tido um lar mais estruturado, talvez estivesse melhor. Sempre tive um lado independente, a diferença é que no meu caso precisei enfrentar “n” adversidades, paguei e estou pagando um preço muito alto por isso. É uma bola de neve: traumas de infância, noites em claro, problemas cardiovasculares… Até um câncer (leve, mas um câncer) tive de tratar sem ninguém do meu lado. Talvez tivesse ido mais longe, talvez tivesse como agora, mas com bem menos problemas. Hoje sou apenas um sobrevivente.

        Tem coisas que não dá para perdoar, não é justo, pois perdoar não repara nenhum erro, nenhum trauma. Não há perdão sem arrependimento e muito menos perdão sem punição. E a última vez que a minha família veio atrás de mim perdi 10 salários mínimos.
        Mas não penso nem quero ter filhos, quero aproveitar a minha vida, passei quase 30 anos trabalhando feito um camelo, e vou querer passar os 30 anos trabalhando, mas aproveitando melhor a vida. E eu sei que não tenho as mínimas condições de ser pai e de cuidar de uma criança, por isso não quero repetir o erro que muitos fazem, de botarem filhos no mundo sem condição (seja financeira, técnica ou psicológica) de criá-los. A minha ideia de ir para outro país é a de justamente, vivendo em outra terra, outro povo e outra cultura, abandonar aqui tudo o que me fez mal.

        • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:40

          Oi José. O beneficiado no ato de perdoar, ou de soltar o passado, deixar ele ir embora, faz bem para você. Para os outros é irrelevante. É um exercício que eu tento fazer na minha vida. Eu me solto do passado, deixo ele fluir e tento concentrar minha mente, meus pensamentos, no presente ao desagarrar do passado. Isso faz bem para mim, isso melhora a minha qualidade de vida, minha saúde física e mental. Ficar segurando todas essas cascas de laranja pelo resto da vida não é justo com você. Imagine que cada problema que você teve no passado fosse uma laranja amarga, um abacaxi azedo, uma melancia estragada que você foi obrigado a descascar. Seria justo com você mesmo passar o resto da vida segudando as cascas desses problemas? Tire um aprendizado de cada problema e pare de carregar as cascas. Mudar de país não vai adiantar se você levar tudo isso dentro da sua cabeça. Se não conseguir fazer isso sozinho, busque ajuda de um profissional como um psicólogo. Será ótimo para você. Falo tudo isso por ter enfrentado problemas no passado. Já joguei muita casca fora e minha vida está cada vez mais leve.

  132. ILana Lansky 22 de abril de 2017 at 12:01

    oi Leandro facil falar mas tenho 61 anos , sou fotografa ha 30 anos, ate o ano passado me vi em situaçao apertada e nao tive como pagar o aluguel daonde morava tive que ir para casa dos meus pais , idosos, que recebem aposentadoria, e sem condiçao financeira de ajudar. Temporario e´algo muito vago, portanto as regras são faceis de escrever mas na pratica e´algo competamente imprevisivel e sendo que moramos neste pais de politica corrupta.

    • Leandro Ávila 23 de abril de 2017 at 9:13

      Oi Ilana. Por isso mesmo é fundamental compreender a importância de levar uma vida prudente com relação ao dinheiro. Para isso existe a educação financeira. A situação financeira que você enfrenta hoje é apenas uma consequência das decisões que você mesma tomou e do que andou fazendo com o seu tempo e com a sua energia (trabalho) desde os seus 18 anos, quando se tornou capaz de trabalhar e de cuidar da sua própria vida financeira. O mesmo vale para seus pais. Se atingiram uma idade avançada dependendo dos filhos e do pagamento de um aluguel para ter onde morar, isso é resultado de uma vida de decisões financeiras e profissionais que conduziram para esse resultado. Todas as pessoas enfrentarão dificuldades na vida, todas estão sujeitas a isso. Algumas estarão mais preparadas que as outras diante dessas situações e muito desse preparo depende do que cada um andou fazendo. Nada é fácil quando não estamos preparados para enfrentar essas situações. O preparo de cada um é responsabilidade de cada um. Transferir a culpa dos nossos problemas para os corruptos que temos ou para os outros, é a opção mais fácil.

  133. Penelope 1 de maio de 2017 at 22:49

    Li o artigo e achei interessante. Porém existe ima coisa chamada sindrome do ninho vazio. As vzs os proprios pais podem, por incrivel que pareça, sabotarem e até impedirem com chantagem emcional as tentativs do filho sair de casa, aí a relação entra em uma co-depencia nada saudavel. Mas isso é para ser analisado à luz da terapia familiar sistêmica. O que não é o objetivo do artigo. Quanto a obrigação do estatuto se é lei é lei, não tem o que discutir. Abraços

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 7:54

      Oi Penelope. Se existem problemas que envolvem a saúde mental a questão passa a ser de saúde. Neste caso as famílias devem buscar tratamento. As leis econômicas não se importam se o problema é ou não de saúde e por este motivo as consequências serão problemas financeiros. É como a pessoa que tem desequilíbrios mentais/psicológicos e que inconscientemente busca um alívio através dos excessos na alimentação. As leis biológicas não se importam com isso e todas as calorias consumidas além do necessário resultarão em problemas de saúde (obesidade, problemas cardíacos, etc).

  134. Paula 2 de maio de 2017 at 5:36

    SO ESCREVE ESSE TEXTO QUEM NUNCA PASSOU POR UMA DOENÇA TERRIVEL CHAMADA DEPRESSAO NERVOSA. DESDE MEUS 14 ANOS SOFRO DE PROBLEMAA PSÍQUICOS. Já PASSEI PIR VARIOS MÉDICOS E SEM SUCESSO. HOJE COM 31 TENTO TERMIBAR A FACULDADE QUE POR UM INFELIZ DESTINO NAO CONSEGUI ANTES. ESTOU SENDO SUSTENTADA SIM AINDA PRA ME FORMAR E PROCURAR UM EMPREGO DE PSICÓLOGA. Ninguém SABE A REALIDADE ALHEIA. ENTAO É FACIL JULGAR. FOI TRISTE E REVOLTANTE LER A CIMA A DEPRESSAO ASSOCIADA A VADIAGEM. UMA DAS DOENCAS CO. MAIOR ÍNDICE DE SUICÍDIO NO MUNDO. DEIXO AQUI MEU RELATO. CADA QUAL COM SUA REALIDADE.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2017 at 8:02

      Oi Paula. O artigo foi escrito para famílias mentalmente e psicologicamente saudáveis. Se você tem um problema de saúde ele deve ser tratado. Isso não significa que os problemas financeiros deixarão de existir. Existem leis econômicas que quando não são respeitadas geram problemas financeiros. De forma comparativa, se alguém que sofre de problemas psicológicos busca alívio dos seus problemas na alimentação excessiva e desregrada as consequências orgânicas irão ocorrer (obesidade, doenças do corpo, etc). Pouco importa se a origem é psicológica (doença) ou simplesmente falta de educação alimentar. O mesmo vale para as questões financeiras. Se você sofre de problemas, não é o sustento dos seus pais que irá resolver o problema. É necessário buscar tratamento envolvendo profissionais de saúde e isso não pode esperar. As consequências financeiras/econômicas de toda uma vida dependendo de pais idosos serão inevitáveis. Eles não poderão viver para sempre.

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