Pare de sustentar filhos adultos. Não comprometa sua aposentadoria

Você não tem obrigação de sustentar filhos adultos e não deve comprometer aquele dinheiro que você está guardando para a sua aposentadoria.

Nesta semana estive lendo algumas pesquisas sobre este assunto e a situação é alarmante. Estamos diante de uma geração de idosos que estão empobrecendo e de filhos adultos despreparados para assumirem suas responsabilidades financeiras.

Uma pesquisa divulgada recentemente nos EUA descobriu que uma em cada três famílias oferece assistência financeira para filhos adultos. Esta proporção é maior do que o número de famílias onde os filhos adultos sustentam pais idosos (um para cada cinco). Destas famílias que ajudam filhos adultos, 41% arcam com o transporte (gasolina, ônibus, prestação do carro), 57% paga contas da casa onde os filhos moram e 24% pagam empréstimos estudantis, entre outras despesas. Para cobrir todos esses custos de filhos adultos, 40% desses pais estão gastando menos consigo mesmos. (fonte)

Se você é um filho adulto saudável que ainda depende dos seus pais ou se você ainda é um pai que sustenta filhos adultos (mentalmente e fisicamente saudáveis), precisa parar e refletir sobre o que está fazendo. É importante conversar em família sobre este tema.

As pessoas estão vivendo cada vez mais e por isto precisamos preparar nossas economias para que durem até os nossos 80 ou 90 anos. Quanto mais a atual geração de pais continuar sustentando filhos adultos, menos investimentos farão pensando na aposentadoria, menos preparados estarão para arcar com custos elevados com planos de saúde e medicamentos, mais dependerão dos filhos, que provavelmente não estarão preparados para isto.

A ajuda que os pais dão para os filhos adultos precisa ser temporária, não pode se transformar em uma ajuda permanente. Isto precisa ficar bem claro para os filhos. Quando o(a) filho(a) se separa de um casamento e volta para a casa dos pais, precisa saber que a ajuda é temporária, é importante estabelecer até a data de saída. Os custos precisam ser compartilhados. Avós não devem sentirem-se responsáveis pelos netos, na verdade o que não faltam são filhos que acreditam que os avós devem pagar escola, plano de saúde, roupa e alimentação para os netos.

Já os filhos precisam ter a consciência de que precisam aprender a gerar riquezas e guardar riquezas para o próprio sustento, para o sustento da família que estão formando e para os próprios pais que um dia serão idosos e podem não ter aposentadoria suficiente para se sustentarem.

As pessoas precisam buscar a própria independência financeira. Você só será verdadeiramente adulto quando não depender mais dos seus pais financeiramente. Enquanto existir dependência, eles se sentirão livres para interferir na sua vida. Muitos pais usam e abusam desse poder já que existe uma relação de dependência financeira. Existem muitos pais que fazem questão de sustentar filhos adultos para não perder o poder sobre eles. Muitos acreditam que pagando as contas dos filhos estão sendo generosos e que ser generoso neste contexto é uma coisa boa. Assista ao vídeo até o final:

Legalmente filhos são obrigados a sustentar pais idosos, já os pais não são obrigados a sustentar filhos adultos. No futuro, se os seus pais não tiverem condições financeiras você será legalmente forçado a manter seus pais. Não é só um dever legal, mas também um dever moral.

Muitas vezes me deparo com situações absurdas. Filhos adultos, que já trabalham e possuem uma boa renda e que mesmo assim moram com os pais. Alguns terminam a faculdade, começam a trabalhar sem ajudar em casa e sem sair da casa. Outros até saem de casa, na primeira briga conjugal pedem a separação e voltam para o conforto da casa dos pais, que muitas vezes são idosos.

O pior é que muitos destes filhos não ajudam com nenhuma despesa. Os pais não exigem ajuda e os filhos não fazem questão de ajudar. Inevitavelmente acabam aumentando os custos da casa. Moram de graça (não pagam aluguel). Não ajudam a pagar a conta de luz, água, condomínio, telefone, internet, limpeza, não ajudam nas compras do supermercado.

Estes filhos acabam fazendo uma enorme economia. Quando já ganham salário, percebem que está sobrando mais dinheiro (já que estão sendo sustentados). Sem custos de vida, uma parcela grande da renda do filho acaba sobrando. Esta sobra não se transforma em uma poupança focada no futuro. Esta sobra se transforma em gastos com supérfluos: festas, viagens, roupas de marca, jantares com os amigos, shows e muita diversão. Este filho não percebe que este dinheiro que está sobrando é justamente aquele dinheiro que os pais estão gastando para sustenta-lo. Na verdade o salário que sobra para ostentar e desperdiçar é um dinheiro que saiu do bolso dos pais indiretamente.

Os pais que sustentam os filhos adultos acreditam que estão fazendo um ato de amor, quando na verdade estão prejudicando o amadurecimento os filhos, que continuam ligados com a família através do cordão umbilical financeiro.

É importante perceber que existem dois cordões umbilicais de dependência que precisam ser cortados. O primeiro é biológico e será cortado durante o parto. O segundo cordão precisa ser cordado no início da vida adulta. Em muitas culturas, em vários países existem verdadeiros rituais sociais que marcam este corte do segundo cordão umbilical. A pessoa só experimenta o que é realmente a vida adulta depois que corta a dependência financeira que tinha com os pais. Se você ainda não tem filhos adultos, prepare seus filhos para este dia. Deixe claro que chegará o dia que ele terá que sair do ninho, terá que voar em busca dos seus sonhos, e que neste dia a sua missão estará cumprida e cabe a ele te proporcionar momentos de tranquilidade e não de problemas para você resolver.

Este corte na dependência é um direito dos pais. Quando terminam de criar seus filhos, os pais precisam iniciar uma nova fase nas suas vidas. Precisam desacelerar, precisam de mais tranquilidade, precisam aproveitar a maturidade e se preparar para uma velhice saudável e sustentável. É nos últimos anos da vida profissional de um casal que eles devem economizar mais (já que os filhos deveriam estar independentes). Estas últimas décadas de vida profissional produtiva é importante para a formação das últimas reservas para a aposentadoria.

O que podemos ver é outra realidade. Já vi casos de pais que gastam grande parte do que acumularam na aposentadoria para promover festas de casamento cinematográficas com todos os exageros possíveis. Já vi casais de idosos queimando todas as economias de uma vida para comprar o primeiro apartamento dos filhos e até dos netos. E não é qualquer apartamento. As vezes o(a) filho(a) exige um imóvel de padrão incompatível com sua realidade profissional e financeira. Muitos filhos enxergam isso como obrigação dos pais e muitos pais acreditam que dar carro, imóvel, viagens, festas de casamento e dinheiro é um ato de amor. Não é este tipo de amor que o seu filho precisa. É importante que você compreenda o “amor exigente”.

A natureza é repleta de sabedoria e infelizmente estamos nos afastando cada vez mais da nossa excelência natural. Nesta reportagem aqui (assista) é possível ver o emocionante exemplo de um casal de harpias (gavião real). Cuidam do seu único filhote com muita dedicação e amor e no momento certo, quando o filhote atinge a vida adulta, param de fornecer comida e destroem o ninho para que ele possa sair da sua zona de conforto e possa buscar a autonomia que será fundamental para o sucesso da sua existência. Este é o mesmo amor exigente que fortalece os filhos e os prepara para enfrentar a vida. Veja outro exemplo da natureza:

Faz parte da natureza humana a acomodação. Enquanto você não aprender a dizer “não”, seus filhos vão continuar acomodados com aquilo que você pode dar, provavelmente vão exigir cada vez mais. Isto não só prejudica você, mas prejudica muito mais os seus filhos. Eu sei que dói muito negar qualquer coisa para um filho, mas esta dor é necessária para o bem dele, mesmo que no princípio ele não tenha maturidade para compreender o que você está fazendo. É fundamental que ele sinta o peso da responsabilidade nas costas. É fundamental que você permita que ele tome decisões e que assuma a responsabilidade pelas consequências. Sem isto ele continuará uma pessoa fraca e dependente até o dia em que você não estiver mais entre nós.

Perceba que você não poderá pedir um empréstimo para garantir uma aposentadoria confortável, já os seus filhos são jovens. Se eles querem manter um padrão de vida incompatível com a realidade financeira que possuem, podem pedir empréstimos para comprar o carro que desejam e o imóvel que sonham. Terão muito tempo de vida para arcar com as consequências de um financiamento de longo prazo. O filho desempregado ou que se separou, se for jovem também terá muito tempo para recuperar o tempo perdido. Um casal de idosos não tem mais tempo para recuperar nada.

Se você passou sua vida toda investindo na educação dos seus filhos, você já fez a sua obrigação. Agora eles precisam andar com as próprias pernas, e de preferência, precisam sentir o que é começar de baixo para que isto produza a força de vontade que eles precisam para crescerem sozinhos na vida profissional e financeira. Veja uma frase de um dos homens mais ricos do mundo, o investidor Warren Buffett, sobre dinheiro e filhos:

Permita que os seus filhos enfrentem a dura realidade da vida enquanto você puder estar do lado para orientar com a sua experiência e não ajudar com o seu dinheiro. O que eles precisam é de experiências e conhecimento e isto você tem de sobra para oferecer. Isto é a maior riqueza que você pode transferir para o seu filho.

Use aquele dinheiro que sobra todo mês para reduzir as suas dívidas e poupar ainda mais para uma aposentadoria de qualidade. Exija resultados dos seus filhos, exija colaboração com as despesas da casa que moram. Se forem crianças peça menos desperdícios. Se forem adultos e estiverem trabalhando mostre que precisam ajudar com as tarefas e as contas da casa. Faça seu filho perceber que já está na idade de construir com a manutenção do lar e que somente crianças podem depender dos pais. Converse com os seus filhos sobre a sua vida financeira e a vida deles.

Uma pesquisa recente do SPC Brasil mostrou que 57% das pessoas não estão se preparando para a aposentadoria. Entre os mais jovens (na faixa etária entre 18 e 24 anos), esse percentual sobe para 59%. Ou seja, seis entre dez afirmam não se preparar para a velhice.

Destes que não estão se preparando, 17% revelam que dependerão apenas da previdência oficial do INSS. Para 15%, existe a vontade de se preparar, mas esse grupo confessa não saber por onde começar o planejamento. Já 14% admitem não pensar no assunto, enquanto a menor parcela (10%) diz que não sobra dinheiro para economizar ou pagar contribuição ao INSS. (fonte)

Entre os que dizem se planejar com foco na aposentadoria, 25% investe (ou perdem dinheiro) utilizando a caderneta de poupança. As pessoas ouvidas pelo levantamento (14%) também indicam a previdência privada como aplicação financeira usada para formar reserva com vistas à aposentadoria. Poupança não é um bom investimento de longo prazo. Hoje a inflação é quase o dobro da rentabilidade da poupança. Quem deixa dinheiro na poupança pensando na aposentadoria está perdendo o poder de compra do dinheiro com o passar do tempo devido a sua baixa rentabilidade diante da elevada inflação que temos hoje. Já a previdência privada é um intermediário que cobra taxas absurdamente elevadas para investir o seu dinheiro em títulos públicos, que é algo que você mesmo poderia fazer por conta própria.

Se você já tem o seu patrimônio para a aposentadoria é importante que você dedique algum tempo aprendendo sobre como investir esse dinheiro para que ele possa gerar a renda passiva que você precisa durante a sua velhice sem depender dos seus filhos, sem depender do INSS ou de qualquer ajuda externa. Se você ainda está começando ou está no meio do caminho da construção do seu patrimônio para a aposentadoria, também é fundamental que você aprenda sobre como montar sua própria carteira de investimentos para conseguir manter o poder de compra do seu dinheiro e multiplicar seu patrimônio através dos juros compostos.

Se você é o filho que ainda depende dos pais, reflita sobre a sua situação e observe que você precisa buscar a sua autonomia. Isto fará bem para você e para os seus pais. Perceba o quanto eles já investiram na sua vida, seja grato e tente retribuir mostrando para eles que todo o investimento valeu a pena. Invista na sua educação financeira, isso trará muitos frutos positivos para você e para os seus filhos.

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Marcos
Visitante
Marcos

Leandro, boa tarde!

E como lidar quando é o contrário: meus pais não se prepararam para a aposentadora, levam uma vida que não condizem (as vezes por conta disso acabam tendo necessidades básicas), a renda fixa deles (aposentadoria) paga no máximo 2 contas e, sou eu quem ajudo e, consequentemente, reduzindo minhas reservas?

Já tentei explicar os preceitos e ideias de economia doméstica, mas… em vão.

Como lidar?

Obrigado!

Gabriel
Visitante
Gabriel

Concordo com o Marcos, os filhos não pediram para nascer e não são obrigados a sustentarem pais irresponsáveis. Artigo ridículo, pois encoraja abandonar os filhos quando estes se tornam adultos. É de uma covardia e de um egoísmo imensuráveis… Um pai desse deveria inclusive ser deserdado pelo filho!

Maria
Visitante
Maria

E quando os pais têm um grande patrimônio, são de classe alta também devem não dar qualquer tipo de ajuda financeira, mesmo que os filhos para serem independentes vivam com dificuldades financeiras devido às suas profissões?

Halisson
Visitante
Halisson

Não vejo problema em filho adulto morar com os pais, quando há um objetivo por trás. Explico: pode-se utilizar essa ferramenta como mecanismo para solucionar dois problemas de uma só vez. De um lado pode-se dividir as despesas com os pais, ficando bem menos oneroso para todos os lados. E de outro,pode-se utilizar essa poupança criada para acumulação de patrimônio para os pais e para os filhos. Os pais podem fazer reserva para os melhores anos da vida e os filhos podem acumular dinheiro para fazer investimento, montar uma empresa. Acredito que é possível morar com os pais de maneira inteligente: poupando, ajudando, investindo e estudando. Agora é lógico, tudo com data certa para terminar.

Thais
Visitante
Thais

Concordo.Não vejo problemas em morar com os pais, viver em união. O problema é o abuso, desrespeito, folga…. Obviamente todos devem se auxiliar. Poder contar com a companhia de um filho carinhoso quando se é idodo é importantíssimo.

PS. Não moro com meus pais, inclusive estou em outra cidade, porém meu pai mora com a mãe e ambos se auxiliam, são gratos um ao outro e amam morar junto. Não existem verdades absolutas, nem receitas prontas.

Karyn
Visitante
Karyn

Eu COSTUMAVA a acompanhar os seus artigos aqui no seu site, mas depois dessa matéria parei: você foi muito infeliz em desconsiderar diversas outras razões pelas quais um filho adulto ainda possa ser sustentado pelos pais (como o filho ter tudo algum tipo de trauma e depressão).

Fernando
Visitante
Fernando

Se for um trauma ou depressão diagnosticado por profissionais pode até justificar a ajuda dos pais.
Mas tenho certeza que ha muito pais que confundem dificuldades normais da vida com traumas e ficam mimando os filhos…com medo deles ficarem “traumatizados”

Svenancio
Visitante
Svenancio

Concordo. So enxergar quem quer vê. Eu mesmo fui sustentado até os 30 anos pelos pais por causa da depressão. Entre aspas. A depressão era falta de vergonha na cara para tomar um rumo e ir realizar minha vida. Os pais se esconde facilmente atrás da benevolência pelos filhos os deixando tolos e mimados. Quando os velhos baterem as botas os filhos vão estar velhos. E aí vai ser muito mais sofrido. A dor do aprendizado vem uma hora ou outra. A classe média brasileira que ainda quer mimar is filhos e acha que isso resolve tudo. Da carro paga estudos impede de fazer trabalhos de baixo escalão l. Estão fazendo os filhos virarem encostados. De encostado no Brasil já bastam os políticos. Triste país que confunde as coisas.

Maicon
Visitante
Maicon

Svenancio, concordo em gênero, número e grau com você. Tenho um irmão que é adulto e não trabalha. Minha mãe vive dizendo que ele é “deprimido”. Só que qualquer um que consegue enxergar mais com os olhos do que com o coração, percebe que é pura preguiça e falta de atitude mesmo. Infelizmente, a indústria da psicologia também acaba contribuindo muito para esconder a realidade da vadiagem e da falta de vergonha na cara banalizando termos como “trauma” e “depressão”.

Fernando
Visitante
Fernando

Maicon,
Discordo de sua citação sobre “a indústria da psicologia”.

Qualquer psicólogo sério trabalhará para que seus pacientes vejam o quanto se fazer de vítima é ruim para a própria pessoa (sobre esse assunto, vale a pena ler: http://www.clubedospoupadores.com/enriquecimento/como-parar-de-reclamar-justificar-e-culpar-os-outros.html)

Uma terapia séria também mostrará a uma mãe que mima demais um filho que, além de estar fazendo mal ao filho, ela pode ter esse comportamento por problemas dela (vaidade em se sentir uma pessoa boa, culpa por achar que faltou em outros aspectos, etc.)

Não sou psicólogo, sou apenas uma pessoa que já fez terapia e que acha que vale muito a pena (desde que seja com profissionais sérios e que o paciente esteja disposto a agir para melhorar sua qualidade de vida).

Nair Jacobsen
Visitante
Nair Jacobsen

Muito verdadeiro seu comentário…como têm filhos sem vergonha na cara “sugando” o que podem de pais idosos que vivem exclusivamente de aposentadoria !!! Muitos ainda ameaçam bater nos pais e os tratam aos berros. Triste realidade ! Que futuro os aguarda após a morte dos pais? Incrível como estes filhos usam a mesma ridícula e infantil frase: “Não pedi para nascer”, será que os pais pediram para nascer?

Ronne
Visitante
Ronne

Acho que Karyn é que foi extremamente infeliz em simplesmente desconsiderar as ótimas ideias e poderações desse artigo e focar simplesmente numa excessão da regra. Foi duplamente infeliz ao decidir para de seguir esse blog. Questão de escolha. Cada um faz o que bem quiser.
Concordo com tudo o que o Leandro expôs aqui: pais não devem sustentar filhos adultos, em geral. Óbvio, como regra geral, há várias excessões. Não precisa ser gênio para entender isso. Nem precisa escrever com todas as letras.
Daqui a pouco vai ter gente dizendo que, ao recomendar que todos poupem para a aposentadoria, o Leandro foi infeliz quando não considerou pessoas com doenças terminais, que terão no máximo 2 anos de vida, ou condenados a prisão perpétua, blá, blá, blá.
Recado do coração para vocês: cresçam!

Ronaldo
Visitante
Ronaldo

Pessoal, o Leandro gasta um tempão do seu tempo para ajudar as pessoas de graça. Seus artigos são excelentes, muito bem escritos e numa linguagem que todos entendem e, particularmente, adorei o artigo em questão. Caso exista alguma particularidade é óbvio quite

Graciani Pessini
Visitante
Graciani Pessini

Leandro, excelente este artigo, eu venho observando isto já há algum tempo na nossa sociedade e compartilho das suas ideias…É muito triste ver um casal de pais empobrecendo, sustentando toda família, filhos, netos, noras, genros….Eu e meus dois irmãos temos nossa independência financeira graças à nossa mãe que sempre dizia: coloquei seu diploma na mão, agora SE VIRA!. Eu achava que era rude da parte dela, quando nós terminávamos o segundo grau e ela falava: E AGORA…. vai querer fazer faculdade ou trabalhar, faça sua escolha, se quiser estudar de verdade, eu banco, se não, pode ganhar o mundo e arrumar lugar pra trabalhar e morar. Leandro, que mãe eu tive, graças a ela eu sou médica e meus dois irmãos dentistas, independentes e preparados. Minha avó falava com meus tios: aqui em casa quem não trabalha não come! Acho que o Brasil esta precisando de pessoas assim…Bom, é isso….que todas as mães se chamassem Maria das Graças…. Há um ditado que diz “Tudo que é demais é muito, até o amor”.

Maicon
Visitante
Maicon

Graciani, parabéns pela sua história e pela sua atitude. Os pais não podem aceitar que os filhos se tornem parasitas.

Fernando
Visitante
Fernando

Isso acontece aqui em casa, com um filho de 44 anos, separado há pouco mais de um ano. Além de meus pais pagarem o convênio médico dele, pagam também o da neta. É mole, meu amigo?
É, ninguém merece não. Você dá a mão e eles pegam o braço!

Thiago
Visitante
Thiago

Caríssimo,seu site excelente !!!

Gostaria de fazer uma pergunta, tenho 27 anos e quero fazer aportes no tesouro direto, tenho dúvidas caso a corretora quebre se eu perco meu título, e quanto as cooperativas de crédito você ainda não escreveu nada sobre o assunto, abri uma conta capital no Sicoob que promete dividir lucros e pagar o equivalente a Selic no resgate, o que senhor pensa ???

Grande Abraço

arlete
Visitante
arlete

gosto muito de pessoas que falam a verdade e isso eu vi aqui , por isso posso dizer e otimo aprender e concordar que esta completamente certo em relação a filhos que vivem as custas dos pais .

Paulo
Visitante
Paulo

Caro Leandro, eu estou passando por uma situação semelhante em relação ao meu filho, embora ele tenha pouca idade (só 19 anos). Coincidentemente, tive uma conversa com ele hoje exatamente sobre este assunto, já que o mesmo está totalmente parado, sem estudar e sem trabalhar a um ano e meio. Independentemente da questão financeira, este fato tem me causado grande preocupação no que se refere ao futuro e ao amadurecimento do meu filho em sua vida adulta. Como sempre, seus pontos de vista, seu didatismo e clareza nas explanações são de grande valia para as pessoas que desejam planejar um futuro financeiro com dignidade para si próprio e para os seus entes queridos.

Augusto
Visitante
Augusto

Paulo, 19 anos não é pouco. Se o seu filho não está estudando, nem trabalhando, fique esperto pois ele se enquadra nessa categoria do artigo! Se ele não está numa faculdade ou estudando para entrar em uma, coloque ele para trabalhar. Um ano e meio sem fazer nada é sinal de que ele está acomodado sim! Abs!

Fernando
Visitante
Fernando

Caro Paulo,

Seu filho tem acesso fácil as coisas que ele quer?
(exemplo: carro, dinheiro para festas, roupas, viagens, videogame, TV a cabo, Smartphones, etc).
Não seria o caso de começar a dificultar o acesso dele as facilidades?
Não no sentido de puni-lo, mas no sentido de mostrar a realidade…
Penso que atitude e exemplo valem muito mais do que palavras.

Mauro
Visitante
Mauro

Você não vai acreditar Leandro, mas tudo o que foi escrito neste seu artigo eu comentei hoje com minha esposa e falei praticamente 99% do acima exposto!
Parece transmissão de pensamento ou sei lá!
E para arrematar acabei de ler junto com ela!
Graças a Deus pensamos desta forma e se Deus quiser minha filha terá todo o apoio da forma correta em sua educação financeira.
Grande Artigo, Grande Autor, Parabéns!!

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro, entendo que tais recomendações servem para filhos acomodados que não se planejam e tal e vivem como bon vivant, mas é bem verdade que outros aspectos tem influenciado nessa demora em sair da casa dos pais e o mais significativo é o aumento fora do normal no preço dos imóveis, daí vem a questão, o que será melhor:1)O filho permanecer na casa dos pais e acumular uma riqueza tal que possa comprar um imóvel à vista ou com uma boa entrada ou 2)Se endividar em um financiamento de 35 anos? É evidente que a primeira escolha…e a se tratar de uma família brasileira, há um grande número de pessoas que chegam a velhice sozinhas, sendo assim a permanência do filho lhe é benéfica.

Lucas
Visitante
Lucas

Felipe, estou passando por essa situação. Tenho 28 anos e moro com meus pais mas nunca fui um mimado preguiçoso, pelo contrário, sempre ajudei em casa: pagando contas de água/luz/telefone, supermercado e até créditos mensais em celular. Comprei vários eletrodomésticos, ajudei em trabalhos de faculdade, faxina, fiz empréstimos e nunca pedi 1 centavo de volta. As vezes acho até que faço papel de bobo sendo tão “legalzão”. Mas fazer o que… os preços de imóveis estão abusivos e sou do tipo de pessoa que se sente incomodada em não ajudar dentro de casa. Não conseguiria virar o dia todo sentado na frente do facebook sem contribuir com nada, tal como o ideal de filho adulto citado no texto.

É lógico que em paralelo vou fazendo minhas economias e sempre gastando muito menos do que ganho. Meu sonho é conseguir comprar meu ape e ter finalmente minha independência financeira. Na minha cidade já noto uma queda dos preços e espero que ainda esse ano tudo se resolva (ploc bolha) e eu consiga dar uma generosa entrada e financiar o menor valor possível do futuro imóvel.

Fernando
Visitante
Fernando

Leandro, excelente!!!

Penso exatamente como você. O mundo ai fora está cada vez mais complicado. Por isso uma boa educação financeira e psicológica se faz necessária aos nossos “pequenos”

Grande abraço!

Ricardo Rocha
Visitante
Ricardo Rocha

Leandro,

Mais uma vez, parabéns, não só pela lucidez, mas pela coragem de escrever este artigo… tenho vários exemplos próximos que este comportamento é uma realidade cada vez mais frequente… vejo casais, que ao invés de constituírem patrimônio para uma velhice digna, arcam com despesas e luxos de filhos que deveriam estar contribuindo, no mínimo, com as despesas de casa… e se acham no direito de exigir “do bom e do melhor”… do jeito que a coisa vai, muitos dessa geração vão se tornar imprestáveis para o resto da vida…

Marcelo
Visitante
Marcelo

Ótimo artigo! Sou pai, meu filho tem onze anos e já conversei com ele sobre isto! Ele tem uma vida mais confortável do que a que tive e temo pela sua acomodação. Tento estimulá-lo com objetivos. Falar não para um filho dói, mas educa muito mais do que um sim! Parabéns pelo texto!!!!

Vinícius
Visitante
Vinícius

Parabéns Leandro. Obrigado pela transmissão de conhecimento mais uma vez, de graça, e ainda ter paciência para ler comentários,do tipo “que vai parar de acompanhá-lo por este ou aquele comentário”. Do tempo que o acompanho você sempre deixou claro que a procura pelo conhecimento deve ser constante e não me lembro de você ter dito ser o dono da verdade. Estou muito satisfeito e recomendo aos meus amigos. Obrigado.

Eliana
Visitante
Eliana

Fico feliz em saber que muitos tiveram esta ordem de crescimento em suas vidas. Desde cedo, necessitei trabalhar para o sustento da família em razão da separação dos meus pais, e sequer tinha noção da importância do planejamento do meu futuro, tudo era revertido nas necessidades básicas da família. O tempo passou e amadureci, porém o tempo levou junto minhas possibilidades de se planejar financeiramente, pois como não me preparei profissionalmente (desconhecimento/falta de orientação), se lançar no mercado apenas por necessidades, foi algo muito injusto. Mas enfim, fico feliz pelas palavras que vc posta e sobre as possíveis leituras que os jovens podem e devem fazer de suas vidas. Parabéns!

Tássio
Visitante
Tássio

Sou jovem e concordo plenamente. Preparo-me para estar do outro lado da balança (daqueles que retribuem tudo o que os pais fizeram). Mais um ótimo artigo, Leandro. Obrigado.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Retribuir o que os pais fizeram tudo bem. Só não vai esquecer de viver a própria vida.

Denilson
Visitante
Denilson

Olá Leandro, ao ler o texto me fez lembrar muitos conhecidos, amigos e familiares que estão nessa situação, em uma única casa convivem pais, filhos e netos.
Enquanto sociedade precisamos revisar nossos valores.
A questão que você levantou é importante, porque não é só morar na casa dos pais, mas sim continuar dependendo deles financeiramente.
Parabéns pelo texto!
Abraço.

Augusto
Visitante
Augusto

Leandro,
Meus pais são divorciados e gozam de uma boa situação financeira. Sou solteiro, trabalho e, embora já tenha morado sozinho, moro com a minha mãe, que, não tenho dúvida, prefere morar comigo do que sozinha. Ela também não permite que eu ajude com as despesas da casa, embora eu já tenha tentado diversas vezes. Realmente sobra dinheiro como era de se esperar, que, ao contrário do que você disse, invisto no médio/longo prazo. Li o artigo todo e ainda não consigo ver um motivo sequer para que eu vá morar sozinho, exceto, naturalmente, caso eu venha a morar com alguém, o que não deve acontecer tão cedo. Qual o meu “diagnóstico”, doutor?

Eduardo
Visitante
Eduardo

Gostei do artigo muito bom.
Comecei meu planajamento financeiro faz quase 1 ano e jà evolui muito com a ajuda dos seus artigos. Estou muito contente.

Arlete
Visitante
Arlete

Texto para uma boa reflexão. Me remete a juventude. Fui sustentada por meus pais até os 30, quando casei. Não ajudava nas despesas, mesmo já tendo renda do meu próprio trabalho. Mas, em determinada altura eu fiquei desempregada e me acomodei um pouco, mesmo já tendo um diploma. Imediatamente, meu pai me chamou e disse, tem que trabalhar, não pode ficar em casa o dia todo parada, não cobro nada pela estadia, mas se vai ficar parada, vem trabalhar comigo ou arranja um emprego. Daí, a ficha caiu e caí em campo na busca de um emprego. Ele nunca exigiu que pagássemos nada em casa, mas assumi minhas despesas pessoais, exercitando para o casamento que se aproximava. Agora, eles estão velhos e minha mãe está com Alzheimer. As despesas cresceram muito por causa da doença. Hoje, ajudo nas despesas deles com todo carinho, pois tenho a consciência de que eles fizeram tudo por mim, quando jovem. Meu pai se sente humilhado por receber ajuda financeira dos filhos, mas já dissemos pra ele que a gente não escolhe as dificuldades da velhice e que os filhos sabem que também ficarão velhos, o futuro é incerto. Este é o meu recado para os meus filhos, agora netos dos meus pais. Deixo o exemplo e confio que eles façam o mesmo por mim.

Nilton Januário
Visitante
Nilton Januário

Bom dia Leandro!
Ótimo artigo!
Eu mesmo saí bem cedo de casa e formei família (com 22 anos).
Fui criado numa vida muito simples e sofrida, onde meu pai não tinha planejamento financeiro, muito menos pensava em aposentadoria. Com 12 anos eu ajudava na renda de casa coletando materiais recicláveis.
Eu ter saído foi muito bom, pois meus irmão mais novos é que ficaram com a responsabilidade de ajudar meus pais e, naturalmente, também saíram para formar suas famílias.
Acompanho seu site desde o começo, e, seguindo todas as suas dicas sobre independência financeira, ainda estou na fase de acúmulo de patrimônio (através dos ativos certos).
Consegui trazer junto comigo até minha esposa, que antes era uma consumista inveterada e agora é quem divide os remos comigo junto à nossa independência financeira.

Erick
Visitante
Erick

Bom dia Leandro. Primeiramente parabéns pelo texto, fiquei pensando a noite inteira sobre o assunto e percebi que 95% dos meus amigos (alguns com quase 30) ainda moram com os pais, tenho 23 anos e sou um desses jovens que ainda também moram com eles, sempre converso com minha família sobre eu sair de casa de no máximo com 29 anos, meus pais estão com 52 anos e para ajudá-los na aposentadoria, penso em fazer uma reserva para eles.
Mais uma vez parabéns pelo texto, é bom ás vezes levar um choque e perceber que ainda estamos acomodados. Obrigado

Renato
Visitante
Renato

Mais um excelente texto que encontro neste site, parabéns Leandro. Quero aproveitar para agradece-lo por continuar com esse trabalho e que graças a você comecei a poupar através do tesouro direto. Sempre apresento o site para todos que comentam sobre poupança ou aposentadoria. Um abraço!

Antonio Carlos
Visitante
Antonio Carlos

Olá Leandro, bom dia.

Parabéns pela didática e autoridade na exposição do tema.

A (in)sanidade mental das pessoas muitas das vezes está ligada a esse comportamento de super proteção que existe em nossa sociedade, forjando pessoas dependentes e sem autoestima.
É um tema que incomoda muitas famílias, pois é difícil para as pessoas admitirem seus erros, sem falar que para a maioria dos pais é mais fácil ceder aos desejos dos filhos que ensiná-los na busca. Educar requer sacrifício!

Sergio
Visitante
Sergio

Excelente artigo Leandro, parabéns pelas matérias colocadas aqui em seu fórum, nos fazem refletir e agregar mais conhecimentos. Tenho um filho com 19 anos e eu o ajudo com algumas questões financeiras momentâneas (transporte escolar, alimentação) devido suas despesas com os estudos. Comecei a trabalhar com 12 anos e da mesma forma instrui meu filho a começar cedo também, pois assim dar-se mais valor ao dinheiro e percebe-se o quanto é difícil ganhá-lo e usa-lo com coerência. Ele começou aos 14 anos como aprendiz na escola SENAI. Hoje ele tem 19 anos, tem seu emprego, esta no 2º ano da faculdade de Engenharia e com sua reserva (dos 14 aos 18) conseguiu acumular riqueza para o seu primeiro carro. Sendo assim tento instrui-lo sobre as questões financeiras e que ele precisa se planejar para o futuro, pois somente assim poderá ter uma vida mais tranquila e formar sua própria família. Nós como pais temos que fazer o possível para ajudar, porém não bancá-los por toda a vida, pois acabam se acomodando e correndo o risco de se tornarem eternos “encostados – pra não dizer “vagabundos”” sustentados pelos pais.
Grande abraço e sucessos a você.

Gabriel da Silva
Visitante
Gabriel da Silva

Parabéns Leandro. Sou seu fã. As pessoas que criticaram este artigo ainda vivem em uma prisão mental e espiritual e não sabem.

Gabriel
Visitante
Gabriel

Leandro,

Concordo plenamente com o seu ponto de vista. Percebo que os tempos mudaram, a geração atual não quer se comprometer com nada, não querem sair da zona de conforto, que na maioria das vezes é sustentada pelos pais. Creio que a situação tende a piorar, os pais sustentam, mimam e protegem cada vez mais os seus filhos. Não sabem dizer não. Você disse tudo, quando mencionou que alguns pais tomam essa atitude para ter poder sobre os seus filhos, só que eles não percebem o quanto isso os torna frágeis e despreparados para enfrentar os desafios da vida. Parabéns por mais um excelente artigo!!

Ana
Visitante
Ana

Leandro, conheci seu site há pouco tempo, mas estou realmente muito satisfeita com o conteúdo.
Toda vez que leio um material seu, vejo que minhas convicções tem fundamento! Pois na maioria das vezes as pessoas discordam totalmente do que penso. A matéria sobre a previdência foi muito esclarecedora, sempre achei um investimento ruim e as pessoas ficavam abismadas com isso, quando começo a falar sobre os pontos que identifico como negativos sempre escuto que aquilo não é verdadeiro, mas infelizmente falam isso sem realmente pesquisar, pois elas acreditam naquilo que os bancos e seguradoras vendem!

Cada matéria que leio me deixa cada vez mais interessada no assunto! Obrigada pela ajuda!

Eduardo
Visitante
Eduardo

Belíssimo artigo, tenho uma filha pequena e com certeza nos ajuda a ajudar nossas crianças, que se hoje são o futuro, um dia serão o presente, e quando bem preparados o enfrentarão com menos dificuldades. Parabéns pelo trabalho de orientação e conscientização das pessoas comuns não só sobre dinheiro, mas também sobre a vida.

janete
Visitante
janete

Parabéns pelo artigo…eu amei
aqui em casa é assim
quem nao trabalha nao come , comida de graça so na cadeia..
a casa é minha , quem banca é meu marido e os filhos so obedecem…eu sustento com maior amor até os 18 anos…chegou essa idade tem que trabalhar e ajudar nas despesas de casa se quiser continuar morando comigo…se nao quiser saia fora e vai se bancar sozinho…

renato
Visitante
renato

Leandro muito bom o texto. Concordo plenamente com o que foi dito. Acredito realmente que está faltando um pouco de bom senso. Tenho um filho de 13 anos e minha esposa está grávida de uma menina que vai nascer. Meu filho estuda em escola particular e em seu ciclo de convivência, é comum que seus amigos tenham celulares que eu não tenho coragem de comprar para mim pelo preço. Um dia um deles chegou a minha casa e por um aplicativo não funcionar ele bateu um iphone na mesa. Achei a atitude absurda, mas descobri que ele queria se livrar do modelo antigo para ganhar um novo. Três meses depois ele voltou em casa com o novo modelo. Aí começa a desconexão com o real. Não é quando adulto, é daqui que começa. Aproveito estas oportunidades para educar meu filho, que não tem um aparelho celular destes apenas por uma obrigação. Ele precisa saber o real valor e o quanto aquilo custa a família. Tenho montado um curso de educação financeira misturado com valores fundamentais que não podemos esquecer. Aplico no meu filho para que ele possa entender a vida. ótimo artigo.

Ana
Visitante
Ana

Excelente artigo! Concordo com cada palavra!

Louis
Visitante
Louis

Concordo com seu texto, Leandro. Há uma geração sendo formada que não pensa no futuro, gasta tudo em festas e grifes.
Mas gostaria de fazer uma observação. Não gosto da ideia da obrigação dos filhos sustentarem os pais na velhice. Claro que, eu jamais negaria qualquer ajuda aos meus pais. Mas uma das “heranças” que quero deixar aos meus filhos é de não ter obrigação de me sustentar na velhice. Por essas que me sacrifico todos os dias tentando juntar um patrimônio. Acho o cúmulo do egoísmo falar para os filhos :”olha, quando eu estiver velho, você que vai me sustentar…” Não quero jogar este “fardo” para meus filhos carregarem. Antigamente, quando era normal famílias terem 5 , 6 filhos, sustentar os pais era algo normal. Hoje, com uma geração de filhos-únicos, é uma obrigação pesadíssima sustentar os pais.
Abraço.

Favarão
Visitante
Favarão

Eita nós! Que texto, que texto!

Sou dessa geração q tem tudo a mão e alguns até exigem que os pais deem mais.
Não há nada mais triste do que ouvir de outro jovem a frase “Não pedi para nascer, eles que se virem”

Sinto vergonha, tento conversar mas, nada parece mudar essa mentalidade.

Tbm não estou em situação muito melhor, ainda moro com meus pais.
Não acredito que seja oportunismo, realmente seria muito dificil morar sozinho hj e não vejo a necessidade ou vantagem nisso ainda.
Pelo menos não dependo deles para financiar minhas “farras”. Mas isso é o minimo que se espera.

Sobre dizer não, reforço a importancia com meu exemplo de vida, quando era pequeno meus primos e amigos recebiam mesada.
Não era nada absurdo, acredito agora que por ser tão simples e tão pouco muitos pais faziam isso como agrado.
Na epoca me sentia muito injustiçado, achava até q não gostavam de mim, mal sabia a diferença q esse gesto faria em minha vida.
Para não falar q não recebia nada, as vezes acontecia de sobrar troco do pão e me deixavam ficar. Como era muito pouco eu tinha q guardar para conseguir comprar algo legal, e juntava por meses as vezes.
Sou muito grato hoje por essa experiencia de vida q tive, não sei se foi intencional, acredito que não, pois hj meus pais são os piores exemplos possiveis se tratando de dinheiro (querem por que querem que eu financie um carro, o dinheiro deles que sobra fazem viagens, reforma a casa q já está pronta, compram coisas q nunca precisaram)
Enfim só falta terminar a faculdade e ai sim não terei mais nenhuma desculpa para cair no mundo e encontrar meu lugar

Carmem Silvia
Visitante
Carmem Silvia

Olá,artigo muito legal e realmente diz tudo que temos que fazer para que nossos filhos sejam homens de bem e responsáveis.

Roberto
Visitante
Roberto

Meus parabéns Sr. Leandro, gosto muito dos seus artigos e conselhos.
Gostaria saber do Sinhor o que pensa da situação político financeira do Brasil.
Ouvi falar que o governo, nesta situação financeira pode bloquear as contas correntes, poupanças e quanto mais para cobrir o rombo que ele mesmo criiou.
Eu sou italiano, na época nao morava aqui, mas me diceram que já aconteceu.
Eu moro no Brasil há dez anos, estou desempregado e o que juntei nos 32 anos de trabalho estou gastando pra viver, sobrou pouca coisa no banco e se o governo brasileiro fizer uma coisa dessa vai ser disastroso, estou apavorado.
Obrigado. Atenciosamente . Roberto

Thiago Shinji Tsutsumi
Visitante
Thiago Shinji Tsutsumi

Excelente matéria Leandro Ávila! Isso se parece muito com a história de Nomasir, filho de Arkad(acredito que se escreva assim, me corrijam se estiver errado!) contada num trecho no livro” O Homem Mais Rico da Babilônia”, onde Arkad delega ao filho, após chegar à maioridade, a tarefa de sair da casa do pai e buscar provar sua própria competência para ganhar o próprio dinheiro e ganhar respeito entre todos os demais, e também, ter também a capacidade de administrar a herança do pai!
Acredito que é isso seja o grande passo que o Brasil precisa pra melhorar! Parar de mimar os filhos, parar de acomodá-los e educar adequadamente para serem auto-suficientes na fase adulta!
Ainda não sou pai, mas já tenho planos de como educar quando tiver meus filhos! E sua matéria me ajudou e confirmou minha tese!
Abraço!

Fabio
Visitante
Fabio

Ótima matéria. Acho que falta um pouco de compreensão de texto por parte dos leitores, se abrirmos o leque, várias matérias derivadas desta surgirão, mas acredito que o objetivo central permite captar sua opinião sobre o assunto. Se o pessoal tivesse o hábito da leitura, com certeza saberia interpretar um texto simples. O foco do texto foi perdido.

Aerson
Visitante
Aerson

Fabio, tirou as palavras da minha boca. Falta mesmo um poder de interpretação a muitos leitores. Não sei se é a pressa ao ler, se é algum problema psico-traumático ligado à questão ou algo além que eu não consegui captar, mas será que existe como enxergar dubiedade em um trecho como esse:
“…Sem custos de vida, uma parcela grande da renda do filho acaba sobrando. Esta sobra não se transforma em uma poupança focada no futuro. Esta sobra se transforma em gastos com supérfluos: festas, viagens, roupas de marca, jantares com os amigos, shows e muita diversão. Este filho não percebe que este dinheiro que está sobrando é justamente aquele dinheiro que os pais estão gastando para sustenta-lo. Na verdade o salário que sobra para ostentar e desperdiçar é um dinheiro que saiu do bolso dos pais indiretamente.”
Tenho amigos e conhecidos (na condição citada no texto do Leandro, que fique bem claro, morando com os pais e sem participar em nada nas despesas da família) que já me disseram que não olham preço quando compram ou consomem alguma coisa. Se querem, vão lá e compram. E quando pergunto quanto eles tem guardado para o futuro, normalmente são valores pequenos ou então são valores que ficam rendendo negativamente na Poupança.
Sugiro que quem tomou por base outras premissas, volte a ler o artigo e entenda o que o Leandro realmente colocou em pauta. Se, ainda assim, resolver não concordar, diga explicitamente – e livre de nuances pessoais – que pais devem sustentar os filhos não importa o que façam e o queiram e ponto final, pois é o único contraponto ao que há no texto.

Márcio Sousa
Visitante
Márcio Sousa

Parabéns Leandro! Excelente artigo.

Tarcísio Ribeiro
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Tarcísio Ribeiro

Estou fazendo faculdade e não sou sustentado pelos meus pais. Porém, toda vez que vou a casa da minha mãe, ela acaba me dando dinheiro. Acho que é muita falta de maturidade minha ficar aceitando o dinheiro que ela me dá afinal de contas não sou mais criança.

Parabéns por mais um ótimo artigo Leandro.

Petros Schütz Schilling
Visitante
Petros Schütz Schilling

Ótimo artigo! Me fez parar e refletir. Hoje eu tenho 21 anos e moro com minha mãe, ela me da tudo, inclusive meus estudos na faculdade. Nunca ganhei carro dela nem nada, essa é uma conquista que vai ser minha e somente minha. Quero muito poder ir morar sozinho, mas hoje minha vida financeira impede isso. Por que eu deveria morar em outro lugar se posso viver com ela? morando com ela não gasto com aluguel e podemos dividir serviços como internet, TV por assinatura, etc. É muito mais barato! Hoje morar com a mãe, eu considero uma estratégia de vida, até juntar dinheiro suficiente pra comprar uma casa, e me estabilizar financeiramente.

Achei ótimo o texto, e vale a reflexão dos pais e dos filhos.

Iva
Visitante
Iva

Olá Leandro!No meu caso é ao contrário, tenho 27anos e moro com meus pais, porque alem de gostar da companhia deles, eu ajudo eles na despesas da casa. Só meu pai trabalha e ganha aproximadamente uns R$900,00;minha mãe nunca trabalhou, (dona de casa ) e ainda pagamos aluguel de R$ 620,00.Poderia morar sozinha, mas não vejo mau morar com eles, já que ambas as partes se ajudam.
Obs: é a primeira vez que deixo meu comentário aqui e quero aproveitar pra agradecer por seus textos e conselhos, você não sabe como esta me ajudando peço pra que Deus te retribua em dobro. Parabéns!

Nelton
Visitante
Nelton

Leandro Ávila, ótimo artigo. Acho que antes do lado financeiro um filho sempre terá obrigação com seus pais. Épocas diferentes, conceitos diferentes. Sai de casa cedo, e logo constitui família e sempre tive meus pais por perto. Quando precisei deles, eles ali estavam e vice-versa. Acredito que ninguém será feliz financeiramente vendo seus pais em dificuldades e sofrendo também financeiramente. Tudo deve ser bem planejado e como filho meus pais me apoiam e como pai também apoio meus filhos e será assim para sempre. Eu tenho um planejamento financeiro, poupo e vivo muito bem, e quando for preciso ajudar meus pais, esse planejamento também os inclui.

Wellington
Visitante
Wellington

Nelton, infelizmente há filhos que não ligam se os país estão sofrendo financeiramente ou não.

Marcelo Alves
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Marcelo Alves

Leandro muito obrigado por expor tais temas recorrentes com grande Veracidade, mas permita-me complementar seu artigo se aprofundando nas razões sociais: Este assunto complexo deveria render outro artigo sobre uma questão cultural existente no Brasil . Falta educação financeira de um ponto de vista geral! Esta carência de educação financeira é um fator cultural, reflete na educação de filhos, pais , avos etc. Nossa sociedade repassa comportamentos por gerações, aqui se apresenta um ponto crucial no artigo em questão. Condicionamento social de pais: repassando hábitos para seus filhos automaticamente, nesse quesito estamos com uma fábrica de pessoas despreparadas. O ser humano sempre foi condicionado pelo ambiente onde vive e pela cultura vigente ao qual é inserido desde tenra idade. Nesse quesito nos perguntamos , mas porque nossos pais agem de tal modo? Lhe respondo com uma afirmação!! Este são ignorantes no que tange sobre a natureza do sistema financeiro. O elo perdido para explicar porque nossas pais tem tal comportamento remete a seguinte reflexão: Mentes despreparadas para encarar nossa dura realidade : Nossos pais são de uma geração que foi condicionada no trabalho duro de cunho industrial pegando boa parte ascensão do crédito fácil isso possibilitou dar uma alavancada em seu padrão de vida, antes muito sofrido e pesado. Mas ao mesmo tempo que abundância de crédito no mercado fomentou uma alavancada nas rendas familiares, principalmente do plano real em diante o mesmo não aconteceu com nossa educação financeira que deveria vir com esse dinheiro. As pessoas tem capacidade de apagar lembranças ruim depois que a tempestade passa e um novo horizonte se mostra a diante, deste modo não se preparando para as novas tempestades de um ponto de vista econômico: Nossa economia sempre foi cíclica: A massa agi ao badalar dos ciclos assumi pensamentos irracionais de tal forma que no ciclo de alta todos saem condicionados acreditar que este ciclo se eterniza suas mentes se auto programão para desconsiderar dificuldades a frente. Para maior entendimento cito a fonte para estudos complementares: 1 Ilusões populares e a loucura das massas “de Charles Mackay” A falta de educação financeira do pais refletem em seus hábitos: esta herança maldita é passada aos filhos que ao despojo também não tem educação financeira. Não é comum ver pais totalmente atolados em dividas pagando presentes caros para seus filhos, dando dinheiro etc mesmo que o filho não precise. Em sua mente ele o faz sem raciocinar pelo sistema lógico matemático , pois ele mesmo desconsidera essas leis. Estas pessoas acreditam apenas no hoje e nada mais, este pensamento de manada se reflete e estende-se para seus filhos. O filhos embora também sejam influenciados por questões externas de um ponto de vista social e mais amplo: A frase eternizada na boca da massa: O que importa é apenas o hoje, o amanhã a deus pertence, mas não é isso que frequentemente ouvimos pela boca do povo? Agora lhe exponho a causa de nossos pais serem o que são: foram condicionados a não ter senso crítico e raciocino lógico, embora se tenha grande exceções a regra de um ponto de vista percentual existe uma grande quantidade de pessoas ignorantes em nossa sociedade das mais diferentes classes sociais. Elas apenas reproduzem pensamentos e seus filhos os fazem da mesma forma porque afinal o amanhã não importa na concepção dessas pessoas. Um outro fato verídico é a capacidade discernimento que depois de um longo período de estagnação tende a ficar atrofiada de tal modo . Que mesmo se estude leia e aponte argumente tais pessoas continuam a reproduzir os mesmo padrões. Pessoas assim preferem alimentar filhos até os 40 pelas mais diferentes questões, mas dentro uma principais esta a questão do condicionamento social reflete em uma baixa capacidade para lidar com raciocínio lógico e números. O mesmo acontece com filhos mais aptos e esclarecidos sobre questões financeiras, não é comum ver filhos sustentando pais com uma aposentadoria muito reduzida ou quase nula, esta questão deveria ser encarada como prioridade : Aposentadoria, bem estar social etc. Cito alguns exemplos: Minha mãe, minha sogra e minha família embora ganhem muito dinheiro não possuem esta capacidade de gerenciamento das situações , pois vivem no opio das massas sempre acreditando que o amanhã… Ler mais »

Mark
Visitante
Mark

Leandro, belo texto para reflexão e mostrar independência e não abusar de ambos (de cima e de baixo).
Caso more com os pais/filhos mas estuda e trabalha fora, e ainda divide auxiliando tarefas rotineiras do trabalho em casa, (arrumar quarto, banheiro, cozinha, sala, et)c. E ainda contribuindo ao pagar as contas do próprio bolso (condominio, luz, gás, compras no mercado, internet e tv a cabo), já melhora bastante. Vivendo em família, um ajudando o outro em paz e com felicidade, não há valor que supere nesse sentido.

Há também o custo de ter uma casa ou apartamento num bom lugar custa caro.

Porém você vê atalhos para a pessoa morar sozinha ou com companheiro/a por conta própria, comprando ou alugando um “apertamento” mesmo em momento de crises? E não tendo um salário que dê essa liberdade total?

Halisson
Visitante
Halisson

Embora eu tenha entendido que o Leandro quis atacar exatamente a mazela que predomina na sociedade Brasileira(filhos eternamente dependentes dos pais), vejo com bons olhos as relações que se enquadrem nas seguintes(uma comparação grosseira com as relações ecológicas):

Inquilinismo e Comensalismo: O filho usa a casa do pai como abrigo, sendo que somente aquele(o filho) se beneficia, desde que não cause prejuízo aos pais. Isso tem que ser temporário e o filho precisa lutar muito(educação e trabalho) para sair dessa situação.

Protocooperação: Filhos adultos e pais podem morar em casas separadas. Os pais podem ganhar pouco. Os filhos podem ajudar os pais com alimentação e pagar as contas de energia e água. Em troca, pode almoçar todos os dias lá, lavar e passar roupas.Veja então que os indivíduos cooperam entre si, mas não são dependentes um do outro para sobreviverem.

Relações entre pais e filhos que eu não concordo:

Amensalismo: Acho que é exatamente aqui que o Leandro coloca a sua posição. Os pais inibem o desenvolvimento do filho, quando mimam, quando dão tudo de graça, quando não preparam seus filhos para o mundo.

Parasitismo: Aqui se encontra o filho, quando retira do corpo do hospedeiro(os pais), os nutrientes($$$) para sua sobrevivência, acabando por debilitar os pais.

Vanessa
Visitante
Vanessa

Olá Leandro. Parabéns pelo artigo e por todo o conteúdo do site, que é excelente. Gostaria que você desse seu parecer sobre este novo projeto de lei de terceirização que está tramitando no Congresso, a quem isso beneficiaria e a quem prejudicaria e o impacto geral na economia do país.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Olá Leandro,
Costumo ler os comentários do seus artigos e fiquei surpreso com os primeiros comentarios. Mas depois vi que a maioria, assim como eu, entendeu o que você quis dizer. Acho que podemos discordar de seus artigos, mas discordar por que simplesmente nao concordamos, sem apresentar contra argumentações sólidas, pra mim, é sinal de falta de amadurecimento. O sonho dos meus pais sempre foi dar a mim e meus irmãos, uma vida melhor do que tiveram. E conseguiram.E meu sonho é dar a meus filhos uma vida melhor do que a que tive. Olhando do alto, e de uma maneira bastante superficial, eu acho que essa realidade de hoje (filhos adultos e saudaveis que são sustentados pelos pais) é devido ao fato de que esses pais, provavelmente tiveram uma vida muito dificil, mas devido a estabilização da nossa moeda tiveram condiçoes de dar uma vida melhor a seus filhos do que seus pais lhe deram (imagina, na decada de 80 a inflação chegou a 1000% ao ano) O problema é que com a estabilização da moeda, não veio junto a educação financeira, veio apenas a farra pelo consumo desenfreado. Acho que a geração de famílias que nasceram depois do plano real, depois da popularização dos meios de comunicação, e que se preocupam com a educação financeira não terão esse tipo de problemas. Meus pais e meus sogros estão vivendo esta via crussis hoje. Vejo o sofrimento deles diariamente, mas nessa altura da vida deles, sinto que o melhor é dar apoio, pois de eu conseguisse mudar a maneira deles pensar, talvez geraria uma briga de família, e isso eu não quero.

Junior
Visitante
Junior

Fala Leandro… o assunto rendeu hein??? muitas visualizações e comentários distintos!!! Já estava com saudades dos seus artigos que conseguem fazer o leitor do clube sair da “zona de conforto” e parar p/ refletir um pouco… uma ligeira “cutucada”… Parabéns e continue com sua imparcialidade e comprometimento.

Lucas
Visitante
Lucas

Boa noite! Gostei muito do artigo, pois trata de um assunto muito atual e importante. Estou na faixa dos 30 anos e tenhos vários amigos e parentes nessa situação. A família de cada um fica dando suporte em excesso e os filhos se acostumam. Um deles, só aceitaria um emprego com salário alto, pois só assim conseguiria manter seu padrão de vida. Mas eu me pergunto, como é que ele vai conseguir um salário alto se trabalhou na vida só por alguns meses? Outro, largou um emprego esses dias “porquè estava muito corrido, cada dia estava em um lugar diferente, muito cansativo”. Mais uma vez ressalto, se a pessoa fosse responsável por colocar comida dentro de casa, de forma alguma se daria ao luxo de largar um emprego (como se existisse trabalho fácil).
Por fim, meus pais também não se preparam para a aposentadoria, enquanto eu sou uma pessoa extremamente controlada (tenho muitos objetivos financeiros e sigo minhas metas desde o primeiro salário). Já tentei conversar muitas vezes, em vão. Porém, vou cuidar deles com todo carinho do mundo, mesmo que eu tenha que usar o suado dinheiro que economizei, me privando de vários prazeres e até mesmo sonhos que eu tinha e hoje posso realizar (sempre quis ter um audi, e hoje tenho condições, porém não vale a pena os custos exagerados que esse país cobraria de mim. Nem mesmo um carro mais simples eu tenho, pois acho um absurdo essas latas de sardinha custarem tão caro), Esta parte final, escrevo por ter lido alguns comentários de pessoas com coração de pedra. Que todos lembrem, a vida é passageira e o que fica pra sempre são suas atitudes e conquistas. Mesmo que seus pais não tenham sido ótimas pessoas, você pode ser diferente. Só assim você será melhor que eles. Do contrário, estará sendo igual aquilo que você mesmo repudia.

OBS: Quando me mudei pra SP, peguei muitos onibus lotados, já morei em quartinhos que pareciam uma gaiola, já tive até que economizar na comida por kg, já morei em locais perigosos pra chegar a noite do trabalho, tomei muita chuva na cabeça voltando para casa etc. Foi tudo muito necessário para eu ter evoluído profissionalmente. E tudo isso aconteceu, mesmo eu vindo de família com boas condições, pois quando saí de casa resolvi me virar de fato sozinho. Aceitei o desafio de reduzir minha qualidade de vida pra me tornar financeiramente independente. Hoje, posso dizer que estou muito feliz com o resultado.

Um grande abraço e espero que essa história sirva de exemplo para pelo menos uma pessoa.

Andrea
Visitante
Andrea

“Mesmo que seus pais não tenham sido ótimas pessoas, você pode ser diferente. Só assim você será melhor que eles. Do contrário, estará sendo igual aquilo que você mesmo repudia.”

Quem dera mais pessoas pensassem assim (e eu me incluo no grupo, quando penso que meus pais poderiam ter agido de forma diferente)…

J.Junior
Visitante
J.Junior

Leandro, parabéns pelo artigo.
Uma pena algumas pessoas não entenderem a idéia que você quis passar neste texto.
Na minha opnião e de alguns autores que já li, vejo que o mais importante para os pais é sempre preparar os filhos para a sua idependecia financeira e principalmente não depender deles durante a sua aposentadoria, só isso já garante uma grande ajuda para os filhos.
Continue com publicações deste nivel, ok!
Abs.

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