Carro de Gerente, Diretor e Presidente


Qual é o carro das pessoas bem-sucedidas? Se você foi promovido, isto significa que precisa mudar de carro? Vamos imaginar que você trabalha em um determinado setor de uma grande empresa e finalmente, depois de vários anos, foi promovido para o cargo de gerente. A primeira coisa que vai passar por sua cabeça é: agora que sou gerente, preciso dirigir um carro compatível com meu cargo de gerente.

Outra situação seria passar naquele sonhado concurso público onde as pessoas ganham elevados salários. Você vai se questionar se não seria uma boa ideia trocar de carro imediatamente, antes mesmo de receber o seu primeiro salário como servidor público, afinal de contas, você cresceu na vida e merece.

Todos gostam de prosperar na vida e merecer tudo que é melhor. Alguns anos depois você cresce profissionalmente e se torna diretor da empresa. Agora você é um executivo e sente que precisa ter um carro de executivo. Mesmo que não queira, as pessoas próximas vão perguntar: “Você não é diretor daquela empresa? Por qual motivo continua andando com esse carro de gerente?”. Você ficará constrangido ao estacionar o seu carro popular na garagem da diretoria.

Quem não tem, não é?

Dentro da sua cabeça, e da cabeça dos outros, o fato de não “TER”, começa a entrar em contradição com aquilo que você “É”.

Se você tem uma empresa ou é um profissional liberal, também vai querer mostrar para os outros quem você “É” através das coisas que você “TEM”. Um empreendedor bem-sucedido precisa de um carro de pessoas bem-sucedidas. O que os seus funcionários, concorrentes e até seus clientes vão pensar de você quando virem o carro que você anda? Será que eles vão julgar aquilo que você “É” através daquilo que você “TEM”?

Claro que sim, no primeiro momento (goste você ou não) as pessoas vão te julgar pelas coisas que você tem. No segundo momento elas podem até perguntar quem você é. Não importa se estas coisas estão adornando seu corpo (roupas, joias, etc) ou se são coisas que você acumula (carros, eletrônicos, etc).

Esposa de patrão e esposa de empregado:

Até seu cônjuge pode ser visto pela sociedade como “coisa” e usado para avaliar quem você é. Não é raro ouvir falar de homens que cresceram na vida profissional e diante desta nova realidade trocaram de casa, carro e esposa. Quantos empresários e executivos de idade mais avançada você já viu trocando a velha esposa por uma esposa nova, mais condizente com seu sucesso profissional? Não é raro ver empresários trocando esposas anônimas por modelos, atrizes ou filhas de outros empresários.

Para quem olha esta realidade com algum distanciamento este tipo comportamento é criticável, mas infelizmente tudo isso está enraizado na nossa cultura e tem total relação com a maneira que lidamos com o dinheiro e nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

Você percebe que a sociedade relaciona o SER com TER?

O modelo mental das pessoas funciona assim: Se você diz que é, então mostre que tem.

Já o contrário não costuma ser questionado, ou seja, ninguém olha quem tem e pergunta se a pessoa realmente é. É como se todos pensassem da seguinte maneira: “mostre o que você tem e eu não vou precisar perguntar quem você é”. É como se “Ter” funcionasse como um passaporte que abre as portas para você sem a necessidade de muitas perguntas.

O pior de tudo é que todos pensam desta forma e isto te obriga muitas vezes a se adaptar a esta realidade para conviver harmonicamente na sociedade.

Carro do funcionário bem-sucedido:

Carro de gerente bem-sucedido:

Carro de diretor bem-sucedido:

Carro do presidente bem-sucedido:

Brinquedos de adulto:

Os grandes empresários sabem que podem prejudicar a imagem da sua corporação se seus diretores, gerentes e presidente forem vistos dentro de carros econômicos e velhos. Eles entendem como a sociedade pensa. Eles também sabem que “coisas” funcionam como símbolos de status e poder. É assim desde o tempo das cavernas. Sabem que as pessoas trabalham mais quando querem conquistar estes símbolos.

As empresas já perceberam que podem retirar talentos do concorrente oferecendo carros luxuosos como “benefício”. Estava lendo uma pesquisa sobre o assunto. As grandes empresas oferecem entre 180 e R$ 200 mil para que executivos comprem novos carros a cada 3 anos. Diretores recebem em média R$ 135 mil. Já os gerentes Srs podem adquirir veículos de quase R$ 80 mil. Normalmente os carros não são repassados para o funcionário. Eles são adquiridos pela empresa e fazem parte da sua frota. Para o funcionário, ser dono do carro é menos importante do que parecer ser dono do carro. “Parecer ter o carro” acaba sendo mais importante do que “ter o carro”. A ilusão já cumpre seu papel (fonte).

A oferta desses aparentes benefícios também funciona como algemas. A empresa algema você no seu novo carro de luxo, que na verdade pertence a empresa. Se você resolver aceitar a proposta de emprego de um concorrente, você perde seu brinquedo. Ou você faz o seu dever de casa ou você perde o seu brinquedo.

Em uma reportagem sobre o assunto alguém disse:

“A estratégia é oferecer um carro na faixa de R$ 47 mil para atingir cargos mais baixos, como o de gerente”, diz. Num mercado em que existe disputa por profissionais, as grandes empresas têm usado o carro como isca para fisgar executivos em concorrentes (fonte).

Isca é um nome perfeito. A figura abaixo representa muito bem as duas formas de motivar pessoas dentro das empresas. Normalmente as duas são utilizadas ao mesmo tempo e costumam funcionar para todos os níveis, do chão de fábrica até os cargos mais elevados.

 

Não existe nada de moderno nessa técnica de oferecer carros e outras regalias para motivar funcionários. Quando seus antepassados viviam no campo era assim que eles faziam uma mula andar para frente.

Hoje existem os mais variados tipos de cenoura. A reportagem destaca que muita gente cai na isca da cenoura moderna.

E muita gente cai nessa estratégica. “Um automóvel funciona como sinal de status”, diz Rodrigo Redorat, gerente do Hay Group, consultoria de gestão de negócios, de São Paulo. De acordo com ele, um veículo significa, para o executivo, um benefício altamente valorizado e exigido, tornando-se, hoje, um dos itens que entram na negociação de quem está prestes a mudar de empresa. “Para muitos deles, saber se a companhia oferece carro é mais importante do que o salário”, afirma Laura Lafayette, diretora de RH da Avaya, fabricante de equipamentos de telecomunicações, de São Paulo (fonte).

Empresário malvado ou funcionário despreparado?

Não vamos tentar tirar a culpa individual de cada pessoa e jogar esta culpa nos  “empresários malvados”. Se você não fosse seduzido por estes brinquedos e cenouras eles utilizariam outras formas de aumentar a produtividade e o faturamento das suas empresas. Vamos usar o princípio da autorresponsabilidade:

Os empresários simplesmente aprenderam a lidar com a nossa cultura e nossa visão limitada de mundo. As empresas entendem os valores e os desejos das pessoas e simplesmente oferecem a cenoura que você quer receber para trabalhar melhor e mais satisfeito.

Não podemos negar que a falta de uma mentalidade financeira correta ou a falta de uma educação financeira correta é a base para a construção de políticas de recursos humanos que geram mais resultados para as empresas. Resultados significa um funcionário fiel, produtivo e motivado para atingir as metas que irão aumentar os resultados das empresas.

Quem faz papel de bobo são os gerentes, diretores e até presidentes contratados para fazer a empresa dos outros crescer e lucrar. Do outro lado da mesa temos um empresário que entende muito bem o que move as pessoas (São as cenouras). Não cabe a este empresário mudar a cabeça dos seus funcionários e consumidores, cabe a ele aceitar a realidade, os recursos humanos (com todos seus vícios e limitações), recursos materiais e financeiros para transformar seus sonhos em realidade.

Seja uma mula consciente:

Você que é funcionário, gerente ou executivo, é apenas mais uma mula que faz a roda girar olhando para as cenouras. É sua responsabilidade ser no mínimo uma mula consciente de como as coisas funcionam.

Entendo perfeitamente que por questões de marketing pessoal, profissionais liberais e empresários precisem se “travestir” de profissionais bem-sucedidos. Entendo que dependendo do seu cargo, as próprias empresas exigem que você consuma determinadas marcas de roupa, assessórios e veículos.

O que não pode acontecer é você participar deste teatro sem compreender claramente que tudo isto é apenas um teatro.

Podemos nos adaptar para viver dentro de uma sociedade baseada em aparências e mentiras, mas precisamos estar despertos. Precisamos de lucidez para perceber o que é teatro do que é vida real, o que é aparência e o que é realidade, o que é mentira e o que é verdade.

Não existe nada de errado se você é um profissional bem-sucedido e precisa “travestir-se” de um profissional bem-sucedido para que as pessoas te vejam desta forma. Errado é não entender que tudo isso é apenas um teatro.

A educação financeira ajuda a adquirir uma maior lucidez sobre a realidade. A independência financeira conquistada através da educação permite depender menos das encenações da vida.

Para concluir:

Retirei o quadro acima de uma aula do André Fogaça (assista aqui). Ele fala sobre os quadrantes do Kiyosaki mostrando a diferença entre a maneira de pensar de quem é empregado ou autônomo e o modo de pensar de empresários e investidores. Os primeiros buscam mais símbolos de status (casas, carros e produtos de marca) e para isto gastam todo o tempo livre trabalhando para conseguir o dinheiro necessário para acumular estes adornos ou estes símbolos materiais de sucesso.

Já o segundo grupo formado por empresários e investidores usam o dinheiro que possuem para conquistar mais tempo livre. No lugar de colecionar coisas colecionam ativos que geram dinheiro para que tenham mais tempo. Esses ativos são empresas, ações, títulos públicos e privados, imóveis que geram renda passiva. Normalmente são os lucros destes ativos que são utilizados por eles para comprar os adornos que seus funcionários compram gastando vida (tempo e energia).

São os empresários que fornecem o dinheiro e os símbolos de status que os funcionários precisam em troca do tempo e da energia (vida) de cada um. Já os investidores emprestam o dinheiro que as pessoas precisam para comprar estes símbolos de status.

Aproveito para recomendar que você assista a série de vídeos que o André está divulgando na Semana do Investidor. Ele vai falar sobre a história de vida dele, como mudou de mentalidade, como começou a comprar ativos (ações de grandes empresas) com o objetivo de gerar mais renda passiva e com isto ter mais tempo livre para empreender e crescer. Assista ao vídeo 1, depois assista ao vídeo 2 e baixe um ebook gratuito que ele criou chamado “60 dicas dos maiores investidores de todos os tempos“. Depois enviarei o vídeo 3.

Nesta sexta-feira vou publicar um artigo novo sobre a maneira de pensar de um investidor brasileiro que ficou bilionário na bolsa de valores nas últimas décadas investindo com foco na aposentadoria. Vou publicar uma entrevista dele (áudio), os pontos que destaquei desta entrevista e farei meus comentários e críticas. Será um bom momento de reflexão.

By |19/10/2016|Categories: Automóveis|231 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

231 Comments

  1. Leonardo 19 de outubro de 2016 at 14:44 - Reply

    GM Celta 1.0 2011 básico de série com rodas enferrujadas…kkkk

    Não tenho coragem de usar meu dinheiro para trocar meu carango..kkk

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 14:56 - Reply

      Oi Leonardo. O fator número 1 que deveria levar alguém a comprar um veículo de custo mais elevado no Brasil é a segurança. As montadoras se valem do protecionismo que conseguem junto ao governo para produzir e vender modelos ruins e inseguros. O Brasil tem modelos exclusivos que não poderiam ser vendidos lá fora, não apenas por normas de segurança, mas pela concorrência. Existem carros melhores e mais seguros lá fora e ninguém compraria os modelos básicos que as montadoras fabricam aqui exclusivamente para os brasileiros.

      • Roberto Baba 19 de outubro de 2016 at 21:33 - Reply

        Com certeza, existem modelos de 600 cc lá fora que são completos e custam metade de um carro 1.0 aqui no Brazil e outros modelos que jamais chegaram por aqui por serem considerados carros acima da média para o padrão nacional..

    • Bruno 20 de outubro de 2016 at 10:20 - Reply

      Palio ELX 1.0 2008 e também não tenho coragem! kkkk

    • Paulo 20 de outubro de 2016 at 23:44 - Reply

      Muito legal financeiramente ficar com um carro popular por muitos anos, o problema é a segurança que eles oferecem. Carros com o essencial em segurança (controle de estabilidade, multiplus airbags, boa nota em testes de colisão) são mais caros. Não entendo isso como um luxo, afinal é a vida e a saúde da pessoa e família que estão em jogo, principalmente tendo em vista o violento trânsito brasileiro. Entendo que vale a pena sacrificar um pouco das economias para andar com mais segurança.

  2. Raphael Martins 19 de outubro de 2016 at 14:45 - Reply

    Simplesmente sensacional !!! Queria ter esse conhecimento aos 18 quando comecei a trabalhar….

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 14:59 - Reply

      Oi Raphael. O mau hábito de trocar de carro com frequência, principalmente quando somos jovens, prejudica seriamente a nossa capacidade de poupar e investir. Não só o investimento financeiro, mas o investimento que podemos fazer no nosso desenvolvimento profissional.

  3. Gregory 19 de outubro de 2016 at 14:46 - Reply

    Obrigado Leandro, mais um ótimo artigo. Depois que eu li o livro Pai Rico pai pobre, e o negócio do século 21. eu mudei meus pensamentos, e tenho me esforçado cada dia a mudar de quadrante.

  4. João Silva 19 de outubro de 2016 at 14:50 - Reply

    Leandro, você esclareceu uma dúvida minha. Semana passada assisti um filme no Youtube (Quarto de Guerra) no qual um representante de medicamentos “próspero” comete adultério, perde o emprego por roubar medicamentos, perde o aluguel em uma área nobre sendo que o seu automóvel de luxo foi restituído a empresa. Havia uma mensagem subliminar no filme.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 15:08 - Reply

      Oi João. Fornecer carros de luxo, mimos e brinquedos é uma prática comum nas grandes empresas. O curioso é que as pessoas realmente se motivam a trabalhar mais para conquistar estes brinquedos. O efeito sobre aqueles funcionários de níveis inferiores que ainda não tiveram acesso aos mimos é ainda mais forte. Muita gente pelo mundo acorda todos os dias com o importante objetivo de subir alguns níveis na empresa onde trabalham para conquistar uma vaga top no estacionamento da empresa, para conquistar um escritório maior no melhor andar do prédio, para conquistar um carro e um smartphone de última geração pagos pela empresa (como se fossem coisas grátis). Para quem está embriagado pela atmosfera corporativa onde estão mergulhados, estes objetivos parecem importantes e grandiosos, mas olhando isso com distanciamento tudo não passa de teatro e bobagem. Os donos das empresas sabem como o jogo funciona na cabeça dos funcionários e aproveitam isto como ferramenta para atingirem seus objetivos.

  5. Alex 19 de outubro de 2016 at 14:52 - Reply

    Muito bom!

  6. Isaque Santos 19 de outubro de 2016 at 14:55 - Reply

    Excelente artigo Leandro!

    Nos dias de hoje o carro é maior simbolo de status.
    E é uma pena que a maioria dos empregados a salariados pensam assim, na primeira oportunidade que a parece, compram ou trocam de carros e assim se perpetua num financiamento.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 15:09 - Reply

      Oi Isaque. É comum as pessoas trocarem um financiamento pelo outro. Passam a vida toda pagando juros e mais juros.

  7. Mauro Carvalho 19 de outubro de 2016 at 15:09 - Reply

    A bastante tempo tenho percebido que pessoas gastam tudo que tem, e frequentemente o que não tem (contraindo dívidas), para possuírem carrões. A grosso modo falando, se fosse possível virá-las de “cabeça para baixo” não cairia um níquel do bolso de muita gente que age dessa forma, estão atoladas em dívidas, inclusive por conta do carro muitas vezes financiado a perder de vista com juros estratosféricos.

    No meu ponto de vista, prefiro trocar de carro de 4 em 4 anos, pagando a vista, e adquirindo sempre veículos na faixa de R$ 45.000,00 a R$ 50.000,00. Dessa forma posso poupar um dinheiro valoroso que de outra forma poderia ser desperdiçado na compra de um carro de luxo. Há de levar em consideração também que quanto mais caro for o carro maior será as perdas proveniente da depreciação natural do veículo, da mesma forma maior será o custo de manutenção e de licenciamento anual do veículo. Então porque comprar um carro de R$ 150.000,00 que vai me proporcionar todo esse desperdício, e no final das contas vai me levar no mesmo lugar que leva um carro de R$ 45.000,00? Carro pra mim é apenas um meio de transporte e nada mais além disso. Não obstante, é assustador que já fui taxado de antipático por pensar dessa maneira.

    Por fim, entendo que carro de luxo é pra quem de fato pode, ou seja, para aqueles que não sentirão falta do dinheiro perdido na depreciação natural do veículo, manutenção, licenciamento anual, etc.

    UM GRANDE ABRAÇO PRA VOCÊ ÁVILA, E PARA TODOS OS MEMBROS DO CLUBE DOS POUPADORES.
    Mauro Carvalho

    .

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:29 - Reply

      Oi Mauro. Quanto maior o tempo que você fica com o carro mais essa depreciação pode ser diluída no tempo. Obrigado pelo comentário.

      • Sandro 20 de outubro de 2016 at 15:06 - Reply

        O meu quando virar pó eu troco, to no primeiro.

    • Luis Wasques 21 de outubro de 2016 at 20:41 - Reply

      Mas 4 em 4 anos pra trocar o carro é muito pouco. Imagina comprar um carro de 45.000,00 e ficar com ele 12 anos. Você economizou R$ 90.000,00 no período e ganhou o juros sobre juros desse valor. Pense assim: em 12 anos vc ganhou no mínimo 90 mil sem fazer nada! (apenas deixando de trocar de carro a cada 4 anos). Repare que nestes 12 anos vc não ficou sem transporte e ainda ficou com mais dinheiro. 😉

  8. Jéssica Hartmann 19 de outubro de 2016 at 15:26 - Reply

    Excelente artigo Leandro. Estou nessa caminhada em busca do tempo livre, e muitos ao meu redor não entendem, pois tem esse pensamento de ter para mostrar o que é, e vivem me questionando de vários assuntos, um deles é a questão do meu carro.
    Utilizo do seu site e artigos para tentar mostrar para essas pessoas o porque de estar fazendo isso, e quem sabe conseguir mudar os pensamentos de alguém ao meu redor. Obrigada.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:32 - Reply

      Oi Jéssica. Parabéns e obrigado por compartilhar. Nem todo mundo está com a mentalidade preparada para perceber que tempo e liberdade valem muito. Se você não respeita seu dinheiro e não faz escolhas conscientes, você fica condenada a trabalhar cada vez mais para pagar o custo da vida que os outros querem que você tenha.

  9. Daniela 19 de outubro de 2016 at 15:27 - Reply

    Obrigada Leandro pelo artigo. Já fiz a c****** de comprar carro zero, e não dei conta de pagar as parcelas. Primeira e única vez, graças a Educação Financeira e o desprendimento social. Agora tento com delicadeza mostrar ao meu irmão de 21 anos que esse não é o caminho, negando seus pedidos de empréstimo de dinheiro à mim para comprar carro. É chato, da dó pq imagino o que passa na cabeça dele. Mas sei que ele vai me agradecer um dia.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:36 - Reply

      Oi Daniela. Você pode até comprar um carro zero no futuro, isto não é problema. Você só precisa ter o cuidado de verificar se você já é (ser) uma profissional que realmente tem condições financeiras de ter aquele carro que você deseja TER. Primeiro vem os SER para depois TER. Quando você financia um carro para se adaptar ao meio, escolhe um carro incompatível com sua realidade (ilusão), você resolve TER imaginando que isto é o suficiente. Eu desejo que você um dia possa ter um carro luxoso e que isto signifique um comprometimento insignificante no seu patrimônio. Primeiro invista em você.

      • Daniela 20 de outubro de 2016 at 15:09 - Reply

        Exatamente isso, inverti a ordem das coisas na época. Abençoadas sejam as tuas palavras. Obrigada.

  10. Paulo Cesar Junior 19 de outubro de 2016 at 15:31 - Reply

    Leandro, os seus artigos tem me ajudado muuuito a confirmar a minha leitura da “vida financeira”! Obrigado, obrigado!!!

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:37 - Reply

      Fico feliz por ajudar nesta confirmação Paulo. Você não está sozinho.

  11. Gabriel 19 de outubro de 2016 at 15:38 - Reply

    desde que comecei a trabalhar de bicicleta já recebi várias propostas de compra de carro, é bem isso mesmo, a pessoa acha que andar de bicicleta é dificuldade financeira, coitado não consegue comprar um carro vou dar um ajudinha, e digo mais é essa visão de “carro status” que faz diversas pessoas deixarem de ir trabalhar de bicicleta, “pedalar é coisa de gente careta e pé rapado”, empresários e gerentes não podem andar de bicicleta com o pensamento “o que a empresa vai achar disso?” “como vai ficar a imagem da empresa?”

  12. Bruno 19 de outubro de 2016 at 15:47 - Reply

    Tenho meu gol quadrado ano 95 inteiro e me leva pro mesmo lugar que qualquer outro carro leva. Se me perguntar se queria um carrão e tal quem não queria né. Mas não troco meu dinheiro que aplico todo mês recebendo juros para fazer ao contrario e pagar juros. No Brasil não da para fazer esta loucura, tirou da loja ja cai o preço e você continua pagando quase 3x o valor do carro ainda. Ótimo artigo Leandro, vou mostrar para uns amigos meus pra ver se eles acordam pra vida. O ruim é que acabamos saindo como o chato ainda querendo ajudar, como diz em um outro artigo teu. Forte abraço.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:42 - Reply

      Oi Bruno. Lembrei de uma frase: “A gente até pode levar um cavalo com sede até a beira do rio. Mas não podemos forçar o cavalo a beber água.

    • Vinícius Mafra 19 de outubro de 2016 at 20:21 - Reply

      Bruno, Também tenho um gol quadrado 94 que me leva onde outros carros também levam, as vezes ate mais rápido que os carros do ano 1.0. kkkk… Um exemplo: Não pago mais IPVA e faço questão disso, com essa grana “economizada” vou caminhando rumo a tão sonhada independência financeira. Muito melhor ver os investimentos crescerem ano a ano que ter um carro novo que só da gasto. E as vezes vou falar isso para conhecidos e acham que estou viajando… Como disse o artigo, o que importa na nossa sociedade é o status… Triste, pois no futuro tenho certeza que estarei colhendo os frutos de minha escolha e os “bonitão” continuaram pagando juros para bancos e financeiras…

  13. Gustavo Tolfo 19 de outubro de 2016 at 16:00 - Reply

    Parabéns.
    Excelente texto. Recomendo a leitura do blog para vários amigos.
    Tenho certeza que ajuda muita gente e apresenta novas reflexões sobre educação financeira.
    Me espanta como tanta gente próxima é simplesmente avessa ao tema.
    Abraços.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:43 - Reply

      Oi Gustavo, obrigado por compartilhar. São vítimas de uma cultura.

  14. Paulo Mendes 19 de outubro de 2016 at 16:30 - Reply

    Um dos melhores textos sobre o assunto que já li. Parabens Leandro pela forma clara com que aborda o tema.

  15. Bruno 19 de outubro de 2016 at 16:36 - Reply

    Tenho pavor dessa “cultura da ostentação”. Acho isso tão fútil. Tenho um carro bom (um pouco acima da média), mas porque desde pequeno meu pai me ensinou que carro era uma coisa bacana, legal, pra gente curtir em proveito próprio. Não vou ao trabalho de carro e quando vou com ele a algum lugar faço o possível para “escondê-lo” no canto do estacionamento para ninguém ver eu chegando ou saindo, justamente pra não acharem que estou ostentando.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:47 - Reply

      Oi Bruno. Você poderia ter um carro muito acima da média, um carro de 2 milhões não seria nenhum problema desde que você pudesse ter e manter um carro deste tipo. O problema é justamente quando a pessoa não fez primeiro o que deveria ser feito para comprar e manter este tipo de carro sem desencadear um monte de problemas financeiros no presente e também no futuro, já que muitas vezes o dinheiro que as pessoas jogam pela janela com carros é exatamente o mesmo que vai fazer falta em situações futuras.

  16. Paulo 19 de outubro de 2016 at 16:37 - Reply

    Parabéns pela matéria. Já associei este perfil a vários conhecidos e também a mim a tempos atrás.

  17. Jefferson Trindade 19 de outubro de 2016 at 16:41 - Reply

    Mais um ótimo artigo Leandro, parabéns!!

    Engraçado que nessa semana mesmo estava conversando sobre esse assunto no horário de almoço. Uma senhora que vive reclamando que não sobra dinheiro pra sua família, estava comentando que iria trocar de carro pelo fato do mesmo estar velho (Tucson 2013) e ela está enjoada do carro.

    O que mais me deixou surpreso, foi o fato de que, mesmo eu argumentando bastante sobre o juros desnecessário que ela iria pagar e o que ela poderia fazer com o dinheiro pago de juros, a mesma se mostrou incrédula com o meu modo de pensar.

    As vezes penso que muitas pessoas gostam de ser iludidas, como se a ilusão fosse uma forma de se conformar com a situação em que ela se encontra.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:51 - Reply

      Oi Jefferson. Curioso é enjoar do carro, como se fosse roupa. Nada contra alguém ter um carro para cada dia da semana com o objetivo de não enjoar. Só que para conseguir desfrutar deste luxo é necessário que isto não prejudique a vida financeira, ao ponto da pessoa viver reclamando de falta de dinheiro. As pessoas realmente prefere a ilusão e as desculpas.

  18. Débora 19 de outubro de 2016 at 16:42 - Reply

    Sensacional adorei o texto!!
    Algumas empresas não só usam as cenouras para incentivo mas aproveitam disso para fazer um DEUS dentro de seus escritórios, levando seus funcionários a levar uma vida de STATUS mesmo sabendo que não será sustentável, afinal de contas o mercado está saturado e poderá facilmente descartar o imbecil que não despertou no palco na vida.

    Abs,
    Débora Nunes

  19. Bábiton 19 de outubro de 2016 at 16:44 - Reply

    Sensacional o artigo. E é incrível como algumas pessoas que não tem muito dinheiro sobrando se sentem mais ricos por gastar uma fortuna num carro, quando este dinheiro poderia estar bem melhor empregado. Parabéns por compartilhar seu conhecimento Leandro!

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:55 - Reply

      Oi Bábiton. É um processo de autoengano. No fundo a pessoa sabe que não é rica e não está disposta a fazer o que é necessário para mudar esta condição. O carro funciona como atalho para sentir aquilo que ela não é.

  20. Laercio Moreira 19 de outubro de 2016 at 16:45 - Reply

    Muito bom. Parabéns!

  21. edson 19 de outubro de 2016 at 16:49 - Reply

    Muito bom artigo. Essa coisa de mostrar para todos que venceu na vida e está de carrão novo acontece a toda hora. Vários amigos meus cometem esse erro, endividam-se e ainda me criticam por não fazer o mesmo. É triste.

    Outra coisa, Leandro. Que bom que você não entrou na onda de vídeos. Eu acho um saco quando o blogueiro deixa de escrever para gravar material audiovisual. Eu não tenho paciência, além do mais, textos são mais práticos de ser assimilados durante o trabalho.

    Grande abraço

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 16:59 - Reply

      Oi Edson. Eu não vou deixar de escrever para gravar vídeos. Tenho certeza que grande parte do público que visita o Clube dos Poupadores gosta do conteúdo texto, pois quem não gosta ou quem tem dificuldade, está lá no Youtube neste momento. Ao mesmo tempo sei que é importante desenvolver a habilidade de criar bons conteúdos em áudio e vídeo para atingir o público que não gosta da leitura (são muitos). Quero fazer isto sem comprometer a produção de textos.

  22. Cami 19 de outubro de 2016 at 16:55 - Reply

    Nasci em uma família de pais muito trabalhadores, que construíram um bom patrimônio graças ao suor do seu trabalho e sem dar o passo maior do que a perna. Aprendi com eles a ser prudente e previdente nas finanças e na vida. Quando me formei, fui trabalhar como empregada em uma empresa. Eu mesma estava começando minha vida independente do zero, mas tinha os bens dados por meus pais, e ainda morava com eles em um ótimo apartamento. Naquela época eu tinha um super carrão do ano, top de linha. Sempre andei arrumada, vaidade herdada de minha mãe e também acho que uma boa aparência traz mais credibilidade em relação às pessoas (isso também é uma ilusão, no final das contas). Por causa disso, muitos clientes achavam que eu era a dona da empresa. Inclusive meu carro era muito superior ao do dono verdadeiro. Em determinado momento ele se sentiu tão incomodado com isso, que passou a gastar desenfreadamente, comprando carros, celulares, roupas, “condizentes com sua condição de DONO”. Resumindo: ele não tinha dinheiro próprio para fazer isso, começou a usar o dinheiro da empresa, se afundou, endividou e quebrou. Tudo isso pra se mostrar para os outros. Hoje sou concursada, tenho uma vida condizente com minha renda, vivo tranquilamente e ele, coitado, está no maior sufoco. Lamentável.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 19:03 - Reply

      Oi Cami, isso mostra que o nosso comportamento pode servir de mau exemplo para as pessoas, especialmente aquelas que não estão preparadas como foi o caso do dono da empresa onde você trabalhava. Como falei no artigo, a sociedade, clientes, funcionários, concorrentes, esperam que o dono da empresa tenha um estilo de vida de dono de empresa bem-sucedido. Possivelmente não seguir essa regra pode significar uma imagem negativa perante os clientes. O problema é quando a pessoa não percebe que isso é um jogo, um faz de conta, um teatro relacionado com o marketing da empresa e da pessoa.

  23. HELDER 19 de outubro de 2016 at 17:00 - Reply

    Meu comentário é para aqueles que assim como eu ainda esta dando os primeiros passos na para liberdade financeira, seria sobre minha opnião da imagem dos quadrantes Empregado, Autonomo, Dono do negocio e Investidor.
    Não é necessário estar em apenas um quadrante.É possivel ser empregado ou autonomo e ir cada mes aplicando em um tipo de investimento que cabe no seu perfil e bolso para ir aos poucos mudando de quadrante.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 17:10 - Reply

      Oi Helber. A ideia é justamente esta. Você tem um pé no quadrante de funcionário, mas pode colocar o outro no quadrante do investidor. Você pode ser autônomo ou empresário e já começar a colocar um pé no quadrante do investidor. Isto naturalmente vai aliviar o peso da dependência do seu emprego ou da sua fonte de renda ativa (que exige o trabalho diário)

  24. Abelardo Ladeia Filho 19 de outubro de 2016 at 17:22 - Reply

    Leandro, eu recebo em meu endereço eletrônico seus comentários sobre investimento os quais são sempre nota 1000. Agora eu estou precisando de um esclarecimento que não diz respeito a esse último assunto – “Carro de Gerente, carro de diretor”. O que eu gostaria que vc me orientasse é sobre investimento no tesouro direto. Vamos a questão: Com a possível queda nos juros, não seria melhor aplicar no tesouro direto com juros prefixados ao invés de tesouro direito – Selic? Outra dúvida: Com uma aplicação no tesouro direto/Selic e levando esse investimento até o final do prazo, como é calculado os juros da aplicação? Antecipadamente agradeço, Abelardo (Meu endereço: [email protected]

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 18:29 - Reply

      Oi Abelardo. O Tesouro prefixado já está precificado. Se você tivesse comprado ele quando a taxa estava 16% (e a Selic 14,25) apostando que os juros iriam cair (na época que todos achavam que iria subir) você teria prefixado uma taxa elevada APOSTANDO que todos estavam errados. Agora o Tesouro Prefixado já está com taxas baixas. A expectativa de que os juros iram cair já está no preço do Tesouro Prefixado. Para entender como funciona o Tesouro Selic visite aqui.

  25. Carlos 19 de outubro de 2016 at 18:08 - Reply

    Parabéns pelo artigo. O carro exerce sobre nós um grande fascínio, além disso, é considerado item de primeira necessidade. Precisamos urgentemente sair desse grande teatro para adquirir nossa liberdade.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 18:30 - Reply

      Oi Carlos. Podemos até não sair do Teatro, mas precisamos entender que estamos no meio do teatro.

  26. Manoel Carlos Farias Mota 19 de outubro de 2016 at 18:10 - Reply

    Leandro, muito oportuno seu artigo.
    Quando você diz que “a empresa sabe” (iscas) qual é a disciplina que ensina isto para os empresários?

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 18:44 - Reply

      Oi Manoel. Muitas empresas contratam psicólogos para a área de recursos humanos. Existem estudos e estratégias para que as pessoas trabalhem mais, melhor e fiquem sempre satisfeitas e felizes. Só que não é de hoje que as pessoas são motivadas através de símbolos de poder e status. Milhões e milhões de pessoas morreram na história da humanidade motivadas pelos seus lideres a entregarem suas vidas em guerras e conflitos, muitos destes conflitos fruto de delírios de grandes líderes. Hoje as pessoas continuam trocando suas vidas pela realização dos sonhos daqueles que lhe pagam um salário. Aceitam salário, mimos, brinquedos que possam ser símbolo de status e poder.

  27. Guilherme 19 de outubro de 2016 at 18:10 - Reply

    O que achei mais interessante desde que passei a ter mais consciência financeira foi o fato de dar bem menos valor a atitudes consumistas. Sinto o mesmo, senão maior, prazer ao ver meu patrimônio se multiplicando a partir dos juros. Claro que não prego uma vida franciscana, exceto se a pessoa quiser, mas a racionalização dos seus gastos depois de se acostumar a poupar e investir é inevitável. Torna-se um ciclo virtuoso.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 18:46 - Reply

      Oi Guilherme. Ninguém precisa viver como um franciscano para ser feliz, mas por outro lado não precisamos viver uma vida como um tolo que trabalha noite e dia para jogar o fruto deste trabalho pela janela, sem nenhum respeito pelo tempo que gastamos todos os dias em troca do dinheiro necessário para o nosso sustento.

  28. Jamis 19 de outubro de 2016 at 18:15 - Reply

    mandei o link errado, item 3 do link do BB

  29. Évelin Silva 19 de outubro de 2016 at 18:27 - Reply

    Melhor andar de moto! kkk

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 18:55 - Reply

      Oi Évelin, desculpe se você gosta de moto, mas foi um grave erro colocar um motor sobre duas rodas. Faltou alguma coisa. Para quem anda de moto é bom ter um bom plano de saúde e um seguro de vida e acidentes. Brevemente teremos motos que não caem https://www.youtube.com/watch?v=jwLGFxKPzY4

  30. Armando 19 de outubro de 2016 at 18:48 - Reply

    Conheço um caso mais absurdo. Um auxiliar tem o mesmo modelo de carro do gerente. Ao menos o sujeito parece ter se organizado pra isso, se dedica ao trabalho exemplarmente. Pode dar algum incentivo, mas fica aquela sensação de escravidão, não do emprego, mas do bem material.

    Sobre segurança, concordo que seria talvez o único motivo pra gastar um pouco mais. Porém aqui é tão ignorado que vários modelos saem só com o que o governo exige. É uma verdadeira depenação.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2016 at 19:06 - Reply

      Oi Armando. O problema é quando você olha para a vida deste auxiliar e descobre que para pagar as prestações deste carro ele economia na escola dos filhos, economia na alimentação, saúde e qualidade de vida da família.

  31. Windson 19 de outubro de 2016 at 18:50 - Reply

    Ótimo artigo, abrir a mente para as coisas simples.

  32. Marcelo Williams 19 de outubro de 2016 at 19:15 - Reply

    Parabéns Leandro. Mais um belo texto!

    E esse assunto eu adoro e me divirto! Tenho uma fiat uno mille quadrada 2009. Comprei zero e já determinei que ficarei com o veículo por dez anos. Assim, só comprarei outro veículo em 2019 (e à vista!).

    Foram várias as vezes em que fui perguntado quando ia trocar de carro. Que com meu cargo público poderia ter um carro melhor, etc. Tento ser gentil, explicando sobre o preço absurdo dos carros no Brasil em comparação com a Europa e EUA; que carro para mim não é símbolo algum; que tenho outros objetivos com meu dinheiro, etc.

    É incrível como as pessoas não conseguem alcançar o raciocínio!

    Fico grato pelo véu que foi desvendado diante dos meus olhos. Agora enxergo e vejo e faço o que eu quero com meu dinheiro. Não sou marionete das convenções sociais, do consumismo ou dos simbolismos de status e que tais.

    Parabéns mais uma vez, Leandro.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 8:40 - Reply

      Oi Marcelo. O curioso é o tamanho do incômodo que isso gera nas pessoas.

  33. CLEBER HOLANDA JUNIOR 19 de outubro de 2016 at 19:22 - Reply

    Olá Leandro e a todos que prestigiam seu blog.

    Dentre as figura que você usou, a da cenoura e do funcionário (NÃO importando o nível), me foram impactantes e me fizeram lembrar uma palestra assistida via youtube do Prof. Clóvis Barros Filho, está nesse link:

    https://youtu.be/iFhwMrbHt3o?list=PLsT7F3WoeNKNYn4G9UtMXOW6FLK7ubdvR

    Recomendo a quem puder/quiser.

    Aproveito para parabenizá-lo pela iniciativa em fazer vídeos.
    Com certeza alcançará uma abrangência maior.

    Abraço a todos

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 8:42 - Reply

      Oi Cleber. Obrigado por recomendar o vídeo.

    • Marcos Arcanjo 30 de outubro de 2016 at 16:06 - Reply

      Vídeo totalmente alinhado com matéria do artigo

  34. Lux Textum 19 de outubro de 2016 at 19:31 - Reply

    Artigo muito interessante! Mostra que muitas vezes a principal motivação de muitas pessoas não é necessariamente o dinheiro, mas sim o status.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 8:56 - Reply

      Oi Lux. Faz parte da nossa natureza sentir prazer quando temos a percepção de que somos melhores que aos outros. É isto que move a humanidade. No passado remoto você poderia se sentir assim demonstrando coragem, sabedoria e bravura. No passado recente você poderia se destacar como grande médico, cientista, pintor, artesão, etc. Hoje você não precisa de nada disso. Basta comprar meia dúzia de símbolos de status e poder parcelado em muitas vezes que a questão já está resolvida. Muitas vezes as pessoas até buscam caminhos ilícitos para acumular esses símbolos rapidamente e sem tanto esforço. Veja o caso dos políticos e empresários que são investigados nestas operações da lava-jato. Honestidade, dignidade, honra são deixados de lado para buscar o dinheiro fácil para acumular o símbolos de poder e status que podem ser comprados facilmente.

  35. Sergio Rodrigues 19 de outubro de 2016 at 19:53 - Reply

    Leandro. Perfeito no todo de sua publicação. Inclusive fui um desses que já passou pelo benefício do carro. Hoje já não dou tanto valor a isso. Prefiro investir no equilíbrio trabalho x vida pessoal.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 8:59 - Reply

      Oi Sergio. Parabéns! É claro que se a empresa onde você trabalha oferece esse tipo de “benefício” não faz sentido recusar. O importante é ter a consciência do motivo que leva a empresa a oferecer esses mimos e não se prender a eles. Tem gente que fica viciado nestas coisas deixando de tomar decisões importantes devido ao comodismo de desfrutar desses mimos que funcionam como verdadeiras correntes.

  36. Paulo 19 de outubro de 2016 at 19:58 - Reply

    Leandro, você se supera a cada artigo. Realmente, essa cultura da ostentação e status mediante a aquisição contínua de automóveis novos já está enraizada em nossa sociedade. Para mim, é um dos maiores indícios de que o Brasil é um país subdesenvolvido, cuja maioria da população é inculta e altamente manipulável pelos verdadeiros donos do capital e do poder político..

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:08 - Reply

      Oi Paulo. Nada contra quem é dono de capital. Tomara que um dia todos os brasileiros sejam donos de muito capital. É isto que faz um país ser rico. O dono do capital que resolve empreender entrega para seus funcionários aquilo que eles sonham ter que é estabilidade, segurança, direitos trabalhistas, benefícios e status social. As pessoas livremente escolhem receber tudo isso em troca de uma parte da vida delas dedicada a tornar o sonho do empreendedor uma realidade. O importante é ter consciência de como o mecanismo funciona.

  37. Lucas 19 de outubro de 2016 at 20:08 - Reply

    Faz duas semanas que troquei de carro (uno 2003) e agora tenho um Punto 2013 completo. Dei uma entrada com o outro carro e paguei a vista o resto. A diferença é muito grande de conforto e potência. Antes não tinha nem ar-condicionado e era muito sofrido dirigir no verão. Sou contra a ideia de usar o carro como símbolo de sucesso ou para ”ser feliz”. Quero um carro bom para ter conforto. E só.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:19 - Reply

      Oi Lucas. Nada contra andar em um carro confortável. Se você me falasse que trocou seu UNO 2003 por um carro luxuoso de R$ 100.000,00 também não teria nenhum problema. O problema estaria nas consequências da decisão. Vamos imaginar que entre 2003 e 2013 você aprendeu a desenvolver aplicativos para smartphone. Você criou um aplicativo e ele foi baixado por milhões de pessoas. Uma empresa ofereceu R$ 10 milhões por 50% do seu negócio. Qual seria o impacto na sua vida financeira se resolvesse comprar um carro de R$ 100 mil? Seria de apenas 1% do seu patrimônio. Agora imagine outra situação. Entre 2003 e 2013 você conseguiu poupar com muito sacrifício a quantia de R$ 100 mil. Esta é a única reserva que você tem. Mesmo assim você acordou, foi até uma concessionária e chegou na sua casa com um carro de R$ 100 mil. Ai você percebeu que manter um carro de 100 mil que possui motor potente e consumo elevado de combustível custa caro. Você percebeu que não tem condições de pagar o seguro do carro. Você percebeu que qualquer espelho quebrado pode representar um prejuízo absurdo. Você percebeu só em tirar o carro da concessionária você já perdeu R$ 30 mil. Pior ainda se você tomasse a decisão de comprar este carro de R$ 100 mil através de um financiamento de 5 anos. Veja que ter um carro de luxo não é o problema. A questão é o impacto desta decisão na sua vida.

  38. Wellington 19 de outubro de 2016 at 20:47 - Reply

    Boa noite, Leandro.

    Seu artigo tem tudo a ver com minha leitura atual: “Desejo de Status”, de Alain de Botton.

    https://www.amazon.com.br/Desejo-Status-Cole%C3%A7%C3%A3o-PM-Pocket/dp/8525428809/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1476920623&sr=1-1&keywords=desejo+de+status

    livro muito interessante e de linguagem acessível.

  39. Danylo 19 de outubro de 2016 at 20:57 - Reply

    Eu e minha esposa somos funcionarios publicos e temos um automóvel com 6 anos de uso com planos para ficar pelo menos mais quatro anos com ele. É popular, porém completo e fazemos manutenções periodicas. A cada vez que pensamos em troca-lo fazemos contas básicas e vemos que abririamos mão de boa parte dos modestos porém regulares investimentos que fazemos além de abrir restringir alguns pequenos prazeres como passear e fazer viagens curtas com as crianças. Ou seja, perderíamos qualidade de vida para ostentar um carro novo na vaga do condomínio. Definitivamente, não vale a pena.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 11:31 - Reply

      Oi Danylo. O importante é que vocês fazem uma reflexão sobre o assunto. Parabéns.

  40. maicon 19 de outubro de 2016 at 21:15 - Reply

    Recebi a pouco tempo uma grana do FGTS que havia 3 anos retidos, aí pensei, troco de carro ou aplico tudo em ações e TD. Pensei e fiz a coisa certa, não troquei de carro esse valor já cresceu 25%, em média, em pouco mais do que 1,5 mês.
    Penso que fiz a coisa certa.
    Enquanto amigos meus se gabam que tem carros e viagens, eu tenho investimentos e viagens…

    Obrigado Leandro.

  41. W JR 19 de outubro de 2016 at 21:16 - Reply

    Boa noite! Excelente artigo…Depois que descobri esse site minha visão sobre o dinheiro mudou radicalmente!
    Sou militar do ES e me identifiquei com aquele artigo sobre o mal dos empréstimos consignados e desde então estou lendo TODOS os artigos.
    Ainda estou no início da caminhada: saneando minhas dívidas, otimizando meus gastos, reduzindo consumo desnecessário, enfim, ainda estou arrumando a casa. Acho que daqui a um ano conseguirei entrar na fase do investimento, por enquanto estou focado em quitar meus empréstimos e criar uma poupança de emergência, já cortei cartão de crédito e cheque especial: como estava devendo ambos e pagando sempre o mínimo, fui ao banco e negociei ambos com juros menores.
    Alguma dica extra ou é esse mesmo o caminho? Obrigado e saiba que com esses ensinamentos você me deu uma esperança e evitou mais uma família a ir para um caminho sem volta! Mais uma vez obrigado!!!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 11:35 - Reply

      Olá W JR. Você está no caminho certo. Chega de ficar jogando dinheiro pela janela trabalhando para pagar juros.

  42. Eduardo santos 19 de outubro de 2016 at 21:18 - Reply

    Artigo brilhante Leandro, parabéns.

  43. Roberto Baba 19 de outubro de 2016 at 21:26 - Reply

    Interessante, porém não seria uma visão brasileira? Ufa ainda bem que acho mais consciente e poder fazer uma boa rentabilidade e acumular patrimônio Basileu do que Imobilizar meu patrimônio em um bem de consumo que perde valor a cada dia ou seja um bem variável. Morei muitos anos fora do Brasil e via esta situação de poder ou status bem diferente do que temos em nossa terra tupiniquim, trabalhei em um Hotel de Tokyo por 6 anos e o *dono* ou seja empresario almoçava conosco todos os dias no refeitório da empresa e dirigia seu próprio veiculo, que ao contrario daqui um veiculo e considerado pelos padrões de 1º mundo um meio somente de transporte ou seja, algo que não reflete o seu poder de *TER* OU *SER*. Vejo no meu dia-a-dia aqui no brasil que as pessoas ou boa parte delas acham que possuir um veiculo é algo essencial para se colocar no mercado ou coisa e tal, porém quando vão comprar algum bem de consumo fazem em parcelamentos a perder de vista ao contrario que acontece lá fora onde pouco se usa cartão de crédito ou seja todos os pagamentos são efetuados a vista, enfim, sinceramente acho muito difícil ou mesmo impossível o Brazil e sua sociedade em sua maioria atingir um nível de conhecimento financeiro razoável pois não fazem disso uma cultura, apenas e simplesmente se colocam a viver o dia a dia e o que vemos e que a cada dia a educação, segurança, cultura e sossego nos são limitados devido a índices de criminalidade crescentes devido a esta falta de conhecimento e pouco desprezo pelo país que tanto dizem que sentem orgulho e amor..

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:32 - Reply

      Oi Roberto. O pior é que muito da criminalidade que temos não é gerada por pessoas que estão passando fome. Políticos, servidores e empresários que possuem negócios com o governo, quando cometem crimes de milhões, não estão fazendo isto por necessidades básicas. Fazem isto para conseguirem manter um padrão de vida luxuoso (carros importados, embarcações, aeronaves, viagens e compras luxuosas). Contrabandistas, ladrões de banco, traficantes de drogas e armas não estão cometendo crimes para evitar que seus filhos passem fome. São pessoas que realmente desejam atingir um estilo de vida luxuoso mesmo que isto custe sua dignidade, liberdade, a própria vida e a vida dos outros. Toda a sociedade perde com essa cultura que valoriza mais as coisas que você tem do que a pessoa que você é.

  44. Alisson 19 de outubro de 2016 at 22:25 - Reply

    Boa noite Leandro, mais uma vez um excelente artigo. Sempre admirei os carros da marca BMW e acredito que sao carros para um publico de alta renda que compram esses carros “a vista”. Alguns anos atras encontrei um artigo na internet explicando que 80% dos carros da BMW sao comprados atraves de financiamento ( o que nao entendia na epoca a razao desse numero). Hoje apos acompanhar seu site ha mais de 1 ano , percebo que eles estao certos, pois e como voce disse, qualquer um pode ter o carro que quiser, porem os que possuem uma Educacao Financeira adequada adquirem esses bens com os ganhos de seus ativos e nao com a troca do seu tempo por dinheiro. Obrigado pela Educacao Financeira que voce nos ensina. Hoje realmemte tenho uma outra visao da vida!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:37 - Reply

      Oi Alisson. Na cabeça do empresário é mais vantajoso manter o dinheiro investido nas suas empresas. O lucro que R$ 150 mil investido no negócio costuma ser maior que os juros cobrados no financiamento do carro. Por este motivo, para esta situação pode ser melhor pagar longos financiamentos. Já no caso da pessoa física, o lucro que conseguimos quando fazemos investimentos financeiros costuma ser bem menor que os juros pagos no financiamento de um veículo.

  45. Iranete 19 de outubro de 2016 at 22:40 - Reply

    Triste é constatarmos que a pressão social pelo ter tornou-se obsessão. Na impossibilidade de consumir, ter, as pessoas estão literalmente tirando suas vidas e de suas famílias. Na minha opinião o consumismo exacerbado é o grande mal do século. Consumo = trabalhar muito =stress = doenças.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:39 - Reply

      Oi Iranete. É o que acontece. As pessoas gastam muito tempo trabalhando, se estressando, não para construir um futuro mais independente, livre e com mais possibilidades de escolha, mas para manter a sua dependência por ter cada vez mais coisas, coisas novas e atualizadas, coisas melhores que as coisas dos seus amigos e parentes, coisas que possam tirar fotos para o facebook, coisas que geram custo e mais do seu tempo.

  46. Garyo 19 de outubro de 2016 at 22:40 - Reply

    Boa noite Leandro. Artigo maravilhoso. Parabens.
    Eu acho engraçado que na corrida pela independencia financeira (mal interpretada por muitos como corrida pelo dinheiro) eu venho aprendendo a valorizar as coisas mais simples.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:42 - Reply

      Oi Garyo. A corrida pela independência financeira é por mais tempo, liberdade, segurança, estabilidade e tranquilidade.

  47. Rogério lima 19 de outubro de 2016 at 22:45 - Reply

    Sou empresário e ao long o de 17 anos de empresa acumulei 11 milhões de reais e um apartamento. Muita coisa em renda fixa, muita coisa seguindo os estudos dos artigos do Ávila.

    Tenho um filho pequeno. Meu carro é um Fiat bravo. Dou risada dos vizinhos de bmw que não tem nem 500k no banco e podem quebrar a qualquer momento.

    Claro, tem uma pressão forte para eu comprar um super carro, até uma vontade.
    Mas sigo com o plano de viajar várias vezes ao ano e comer fora quase todo dia com a família. Melhor e quase mais barato.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:53 - Reply

      Oi Rogério. Como falei em outro comentário, o importante é verificar o impacto da compra do carro nas suas finanças. No seu caso, como possui R$ 11 milhões em renda fixa, bastaria usar a rentabilidade de alguns dias dos seus investimentos para comprar o carro utilizando os juros que recebe. Se você tem esta vontade, não existe nada de errado em satisfazer esta vontade, especialmente se você focar na compra de um carro que ofereça mais itens de segurança. Na minha opinião a segurança deveria ser o ponto mais importante para ser avaliado no momento de comprar um carro. Basta olhar a quantidade de gente que morre ou fica invalida todo ano no Brasil em acidentes de trânsito. É claro que se você resolver trocar de Lamborghini todos os anos, você terá problemas financeiros rapidamente.

    • Vladimir 20 de outubro de 2016 at 10:59 - Reply

      Acho que carro não é só status. É indiscutível que marcas premium oferecem mais segurança e conforto. São mais caras justamente por serem veículos fabricados com materiais mais nobres e com um controle de qualidade melhor. Tanto que são mais caros em todo o mundo, não somente no Brasil.
      O que eu acho que deve haver é um equilíbrio entre o poupar e o gastar com sabedoria e responsabilidade. Ainda estou longe de conquistar a minha independência financeira, mas estou caminhando para tal. Consigo economizar e investir cerca de 25% da minha renda, mas nem por isso abro mão de ter um carro seguro, confiável e confortável. Possuo um sedan premium com 3 anos de uso que custa menos que sedans médios zero. O gasto que ele me dá é só manutenção preventiva (que não é tão cara quanto a maioria pensa), mas o prazer em dirigí-lo nem se compara com os sedans populares.
      Acho que tudo em excesso faz mal. Acredito que poupar em excesso também. Existem pessoas que ficam aficcionadas por isso e esquecem até mesmo de viver, comer bem, tomar um bom vinho, viajar para bons destinos. Enquanto isso a vida vai passando. O mais importante é conseguir equilibrar o trinômio: receitas, despesas e investimentos, usando o dinheiro com sabedoria.

  48. Rodrigo 19 de outubro de 2016 at 23:49 - Reply

    Muito bom, parabéns Leandro.

  49. Daniel 19 de outubro de 2016 at 23:58 - Reply

    Leandro, seus textos são muito bons e acompanho sempre. Discordo na parte onde você diz que o carro oferecido pela empresa não é um benefício. Eu tenho carro pela empresa, não pago manutenção, seguro e combustível. Também não perco dinheiro com a desvalorização do bem! Para mim é um ótimo benefício sim! O que acontece é que para você não virar refém você deve sempre ter em mente que quando você sair da empresa você “perde” o carro. É só usar a cabeça e ter pelo menos um valor de um carro investido rendendo juros para que você tenha esta segurança.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 9:58 - Reply

      Oi Daniel, na verdade o carro já faz parte do seu salário. Quando o empresário calcula quanto você custa para ele os custos com o carro são embutidos na conta. A grande verdade é que você está pagando a manutenção, seguro e combustível do carro de uma forma indireta. Só que você tem a ilusão de ser beneficiado, de receber uma “coisa grátis”.

  50. Frances 20 de outubro de 2016 at 0:03 - Reply

    Leandro, precisou que o meu carro quebrasse para que eu visse o quanto gastava com ele, o conserto sairia muito caro e eu teria que esperar meses para consertá-lo, só que neste tempo gostei de ter mais dinheiro, e ele já está na garagem parado há mais de um ano e não tenho previsão de quando irei andar com ele de novo. Gasto apenas 140,00 com ônibus por mês. Eu não vendo porque teria que pagar o conserto e IPVAs atrasados, além de que venderia por um preço ridículo e se quisesse comprar outro carro depois pagaria mais caro. Estou pagando IPVAs aos poucos e esperando as multas caducarem, no ano que vem não precisarei pagar mais IPVA pois o carro fará 20 anos. Organizo minhas finanças numa planilha, e aos poucos estou conquistando meu patrimônio. As suas dicas têm ajudado bastante! Parabéns pelo trabalho e por ajudar as pessoas!

  51. Fábio 20 de outubro de 2016 at 1:20 - Reply

    Caro Leandro. Outra forma de ver a questão, para saber se o carro está ou não compatível com o patrimônio, é verificar quanto a pessoa ganha.
    Considere três pessoas. A ganha 1.000. B ganha 10.000 e C ganha 30.000. A tem um Celta de 27.000. B tem tem um Civic de 90.000 e C tem um BMW de 160.000.
    Quem é o mais sensato, quem age de maneira mais modesta e equilibrada?

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:12 - Reply

      Oi Fábio. Imagine que A comprou o Celta para ganhar dinheiro sendo motorista do UBER e pretende pagar o financiamento com as corridas e ainda ter um sustento no final do mês. Agora imagine que C já gasta 100% do que ganha com financiamento de um imóvel luxuoso e inúmeras prestações e juros para manter um estilo de vida acima das suas possibilidades. Para conseguir pagar as prestações do BMW a pessoa C trocou a escola participar dos filhos por uma mais barata e cancelou o plano e saúde dos pais idosos. Quem foi mais sensato? Isso mostra que cada caso é um caso. Você pode comprar uma Ferrari F12 (10 milhões) e estar totalmente coerentes com suas finanças. Tem investidor que recebe isso só juros no final de cada mês. Você também pode comprar uma mobilete de R$ 3.000,00 e gerar um enorme desequilíbrio financeiro na sua vida.

      • Tatiana 20 de outubro de 2016 at 12:32 - Reply

        Muito bom Leandro. Vc sempre nos faz pensar fora da caixinha de forma muito clara.

  52. Yuri 20 de outubro de 2016 at 2:32 - Reply

    Olá Mestre, parabéns por mais um excelente artigo.

    No artigo foi citado que é possível se adaptar a sociedade e demonstrar ser rico sem ao mesmo tempo perder dinheiro com isso… Não entendi muito bem sobre essa adaptação ? Já fez isso na sua vida pessoal ou poderia nos dar um exemplo ?

    Uma outra coisa que venho percebendo, é que pessoas realmente ricas as vezes acabam evitando comprar carrões chamativos pq além de considerarem carros como passivos e não ativos também fazem isso por questões de SEGURANÇA, pq um carro mais simples chama muito menos atenção. Mais alguém já viu isso ? Essa minha percepção é correta ?

    Abraços Leandro e todos os amigos do CDP.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:36 - Reply

      Oi Yuri. Não é exatamente demonstrar ser rico. Uma vez chamei duas empresas empresas aqui no meu apartamento para que pudessem me dar um orçamento para a instalação de um box no banheiro. O primeiro vendedor da empresa estava vestindo uma camiseta suja e rasgada. O segundo vendedor estava bem vestido e usava uma roupa social. O primeiro vendedor não se preocupou com a aparência e o segundo vendedor claramente tinha uma preocupação com sua aparência e apresentação. Os dois vendedores apresentaram orçamentos com o mesmo preço. Qual das duas empresas eu contratei? Isso acontece por toda parte e dependendo da sua profissão é necessário que você cuide da sua imagem. É claro que existem pessoas que exageram.

  53. Renato 20 de outubro de 2016 at 7:08 - Reply

    Esse artigo veio em boa hora, um conhecido meu que tem seus 21 anos adquiriu um carro 2011 por 25.000,00… O problema foi que ele financiou em 60 parcelas de de cerca de inacreditáveis R$1000,00!!! Tentamos dizer a ele o tamanho da burrada que era isso, considerando que ele tem um salário de aproximadamente uns R$2000,00… Falamos dos outros custos e ele responde que é o SONHO dele é que Deus proverá o resto… Infelizmente quando alguém QUER se dar mal, é muito difícil convencê-lo do contrário.

  54. Meire 20 de outubro de 2016 at 7:25 - Reply

    Pura realidade!! Como faz falta a educação financeira ao longo da vida. Vivemos uma fantasia, sempre buscando a aprovação e admiração dos outros. Foi muito bom ter conhecido o Clube dos Poupadores, artigos e livros de grande qualidade e grande ajuda. Que bom que conheci a tempo de mudar o rumo da minha vida financeira. Parabéns Leandro, que Deus te abençoe. Abrir os olhos e entender o sistema é a maior riqueza.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:38 - Reply

      Oi Meire. Parabéns e obrigado por deixar seu depoimento aqui.

  55. Carol 20 de outubro de 2016 at 7:37 - Reply

    Adoro o seu blog e indico a vários amigos e colegas de trabalho. Em nossas conversas, seu conteúdo está presente em minhas falas! Continue escrevendo, prefiro texto a videos, assimilo bem mais. E que texto fantástico, é o que penso, do início ao fim, parabéns, mais uma vez!

  56. Paula 20 de outubro de 2016 at 8:20 - Reply

    Oi Leandro, trabalho em um empresa como engenheira e tenho o mesmo carro popular desde 2009, escuto piadinhas diariamente ou perguntas como ” Você não tem vergonha de ter um carro pior que o carro do desenhista?”, sempre levei na boa e entrava na brincadeira também, só que dias atrás falei na brincadeira que achava que eles deviam trocar mais vezes de carro pois afinal alguém tem que pagar os juros dos meus investimentos”, eles não curtiram muito não, pelo menos por hora as piadinhas acabaram. É impressionante também o quantidade de vezes que sou testemunha de empréstimo destes meus colegas, o preço realmente é muito alto para viver o que não se é. Comecei a aplicar na bolsa depois do curso com o André, gostei muito, minha zona de conforto para investimentos aumentou consideravelmente. Obrigada!!!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:44 - Reply

      Oi Paula. Na verdade é assim mesmo que funciona. Quando você investe em CDB ou Compromissadas, é comum o dinheiro ser rentabilizado pelos bancos através daqueles que compram veículos financiados. A grande verdade é que alguém sempre precisa trabalhar para pagar os juros que você recebe.

  57. Luiz Henrique 20 de outubro de 2016 at 8:39 - Reply

    Ola Leandro bom dia. Uma pergunta fora do contexto, se me permite. Na sua análise, se a Selic caiu, por que o mercado abriu com os juros de curto prazo disparando? Abs e obrigado. Luiz Henrique.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:47 - Reply

      Oi Luiz. Se o mercado não acredita que a inflação será controlada e ele tende a se recusar a aceitar juros futuros menores, isto acaba forçando a alta dos juros para compensar esse desinteresse. Isso gera impacto nas taxas do Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA que sempre retratam as expectativas sobre o futuro dos juros.

  58. Leandro de Jesus Alves 20 de outubro de 2016 at 8:41 - Reply

    Bom dia Leandro,

    Como sempre mais uma matéria excelentíssima, tema muito bem abordado.

    Abraço

  59. silver 20 de outubro de 2016 at 9:03 - Reply

    Leandro seus artigos são muito claros e de facílimo entendimento. Tô espalhando esses pensamentos e tá dando resultados positivos viu! Valeu.

  60. Fábio Bastos 20 de outubro de 2016 at 9:04 - Reply

    Leandro, mais uma vez um ótimo artigo. Você comentou sobre carro, mas sei que foi apenas um exemplo. As empresas oferecem telefones, algumas até roupas, tudo para chamar a atenção dos menos avisados. Podemos observar também algumas esquisitices: Você entra nas empresas e as secretárias estão de Smartphone de última geração que provavelmente custa quase 4 salários mensais, mas elas não querem ficar bom baixo, como se o trabalho dela fosse pior do que o do chefe, as pessoas comparam apenas o que recebem financeiramente, tem muita gente que conheço que ganha muito bem, mas não consegue poupar nada e ainda vive uma vida infeliz, o segredo de tudo é você trabalhar e ser feliz com que tem, o grande problema é que o mundo te expõe em tudo quanto é coisa e você acaba sendo atraído por essas coisas. Se um dia resolve viajar para um hotel melhor, esse passe a ser o seu novo ponto de referência, você vai falar para os amigos e contar vantagens, nas próximas férias você vai querer ir para algo sempre melhor, mesmo que não tenha recursos, e dessa forma, cadê o Clube dos Poupadores na sua vida?rs

    Precisamos curtir a vida, mas não precisamos ficar reféns dos estereótipos que o mundo tenta nos impor.

    Parabéns mais uma vez pelo artigo. Aprendendo cada vez mais. Fábio

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 10:55 - Reply

      Oi Fábio. Obrigado pelo comentário. Penso que todo mundo pode desejar viajar e ficar em um ótimo hotel. Para isto é necessário fazer o dever de casa. Ganhar, poupar e investir da forma correta para que você tenha essa liberdade. Errado é você viver cheio de problemas financeiros e no final do ano viajar e se hospedar em um hotel incompatível com sua realidade, onde as despesas serão parceladas em 12 vezes comprometendo o orçamento do ano seguinte.

  61. Eliane 20 de outubro de 2016 at 9:10 - Reply

    Excelente artigo Leandro.
    A causa de todo essa necessidade de mostrar status, é sem dúvida a falta de conhecimento e educação, que podem nos tornar seres livres dessas algemas ilusórias.

  62. Elionai 20 de outubro de 2016 at 9:34 - Reply

    Ótimo artigo, muito bom mesmo!!!

  63. Luciano Albuquerque 20 de outubro de 2016 at 11:16 - Reply

    Matéria mais desnecessária e sem nenhuma utilidade de todos os tempos!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 11:40 - Reply

      Oi Luciano. É uma pena que não tenha sido útil para você.

    • Alberto 20 de outubro de 2016 at 13:47 - Reply

      Luciano. Parece que a matéria do Leandro chegou um pouco atrasada, né?

      • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:55 - Reply

        Neste tipo de artigo é muito comum o leitor habitual do site recomendar a leitura para um parente ou amigo que está enfrentando dificuldades. A pessoa entra no artigo, fica chateada e precisa jogar alguma pedra para aliviar o que está sentido. Por isto é uma pena que não tenha ajudado em nada.

  64. Uilson Dile 20 de outubro de 2016 at 12:03 - Reply

    Olá gostei muito do artigo, poderia se quiser nos dizer qual é o seu carro e que ano ele foi fabricado só por curiosidade juro que tento não te jugar 🙂

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:42 - Reply

      Oi Uilson. É um Honda Fit 2008, comprado em 2009. O modelo tinha saído de linha e as concessionárias estavam vazias devido a crise internacional. Para mim carros são utensílios como as geladeiras ou fogões. Não tenho nenhuma relação emocional com carros. Já os meus vizinhos de vaga tem um jaguar XE que só usa no fim de semana e o do lado direito tem um BMW série 1 que também só usa nos fins de semana. Os dois possuem carros populares para o dia a dia. Não condeno aqueles que são apaixonados por carro. Condenável é viver uma vida cheia de problemas financeiros e sofrimentos para comprar e manter um carro de luxo e provavelmente não é o caso dos meus vizinhos.

  65. Andre 20 de outubro de 2016 at 13:14 - Reply

    Perfeito! seria interessante abordar também pessoas ‘comuns’ que se individam por carro-como-status.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:43 - Reply

      Oi Andre. Esses gerentes e diretores das empresas que recebem esses carros, acabam motivando os seus subordinados a sonhar com o mesmo status. Certamente muitos acabam entrando em financiamentos para manter a mesma imagem.

  66. Louis 20 de outubro de 2016 at 13:19 - Reply

    Olá Leandro

    carro é uma das formas mais fáceis de gastar dinheiro. Além do preço alto inicial, tem impostos, seguro e manutenção todos os anos. Despesa sem fim.
    Mesmo gostando muito de carros (leio a respeito todo dia e frequento blogs do assunto), não me animo a trocar de carro agora.
    Do meu círculo social, meu carro é um dos mais velhos. Tenho vários funcionários com carros melhores que o meu.
    Mas quando penso em gastar R$ 100k para comprar um carro médio 0km, logo penso em quanto tempo isso atrasaria meu objetivo de independência financeira. Logo desisto….
    Não vou virar escravo de carro e trabalhar para sustentar um.
    Abraços.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:46 - Reply

      Oi Louis. Parabéns. Provavelmente seus funcionários que vivem com carro zero terão que passar a vida toda trabalhando para sustentar concessionárias e montadoras.

  67. Rafael 20 de outubro de 2016 at 13:42 - Reply

    Leandro, penso exatamente assim.
    Tenho um bom carro Sedan, seguro e que atende muito bem.
    Estou há 4 anos com ele e pretendo ficar no mínimo mais 3.
    Aprendo demais com você e estou no caminho pra minha independência financeira.
    Estou vislumbrando um cenário otimista com a queda da SELIC de ontem e nas próximas quedas
    que possivelmente ocorrerão.
    Com isso alocarei 60% de meus recursos no IPCA mais distante e creio dobrar meus recursos
    em 3 anos.
    Claro que é uma aposta, mas investimentos atrelados ao CDI ficarão cada vez menos atrativos.
    O que você pensa a respeito?

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:51 - Reply

      Oi Rafael. Eu penso que você apostou que nos próximos anos teremos uma recuperação da economia. Eu torço para que o Brasil volte a crescer, só que de forma consistente, sem maquiagens, sem contabilidade criativa, com menos e roubalheira.

  68. Felipe 20 de outubro de 2016 at 13:55 - Reply

    Oi Leandro!

    Muito bom o texto. Apenas uma correção: O link do video um está apontando para o mesmo enredeço do video 2, acredito que esteja errado

  69. Rodrigo 20 de outubro de 2016 at 14:38 - Reply

    A minha opinião sobre esse tema é que o problema não é ter ou comprar um carro caro. Mas sim, não ter condições financeiras para bancar tal aquisição. Muitas pessoas calculam apenas o valor da parcela do financiamento e esquecem dos gastos com seguro, manutenção, multas, IPVA, estacionamento e combustível. Fora que tem a questão do custo de oportunidade. É preciso investir em educação financeira para não comprometer as finanças com gastos supérfluos e desnecessários.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 16:58 - Reply

      Oi Rodrigo. É isso mesmo. Você pode comprar um carro de R$ 1 milhão e isto pode ser totalmente compatível com sua realidade financeira. Você pode comprar um carro usado de R$ 15 mil e destruir sua vida financeira.

  70. Herika 20 de outubro de 2016 at 15:41 - Reply

    Olá Leandro, fiquei até um pouco triste no inicio do texto. Sempre foi uma pessoa que sempre poupei mais do que que investir na minha aparência, ” transvesti”, e sempre tive um certo dinheirinho, muitas vezes até emprestava a pessoas para se transvestirem. Poderia ter acumulado um pouco melhor se tivesse o conhecido a 18 anos atrás quando recebi meu primeiro dinheiro. Mas, a minha surpresa foi perceber que se transvestir abre portas. É assim mesmo?
    Bom , Leandro seus textos são magníficos.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 17:04 - Reply

      Oi Herika. Para alguns o ambiente de trabalho é um verdadeiro circo. Se a pessoa trabalha no circo e seu papel é o do palhaço, a melhor forma de ser um bom palhaço é saber se vestir e se comportar como um palhaço. Não faz sentido querer ir contra as espectativas do ambiente. Os clientes do circo esperam o palhaço no palco. Dessa forma um médico bem-sucedido deve chegar na sua clínica travestido de médico bem-sucedido. Um bom advogado deve ter uma embalagem de bom advogado. Se você é executivo de uma grande empresa, ela espera que você se fantasia de executivo bem-sucedido. Se você tentar ir contra o sistema, vai prejudicar sua imagem já profissional e até os seus resultados financeiros. O importante mesmo é que você consiga se distanciar e perceber onde começa a realidade e onde começa a fantasia.

  71. Fábio 20 de outubro de 2016 at 15:43 - Reply

    “É como se ‘Ter’ funcionasse como um passaporte que abre as portas para você sem a necessidade de muitas perguntas. O pior de tudo é que todos pensam desta forma e isto te obriga muitas vezes a se adaptar a esta realidade para conviver harmonicamente na sociedade.”

    É fato! Você não poderia ter sido mais preciso, Leandro (seu blog cada vez melhor, difícil não ler seus artigos). Eu digo que a consciência é tudo, sem a qual nós nos conformamos com o mundo e nos deixamos levar pelos movimentos vazios e desgovernados da sociedade, como um rebanho mesmo. E educar-se é o caminho para a consciência e para a consequente libertação desse redemoinho de ilusões no qual todos nós vivemos. E isso não tem nada a ver com tornar-se superior ou abrir mão de bens materiais, mas ir além, enxergando e caminhando por si mesmo. É um esforço contínuo, dura a vida toda, mas que se feito com amor e sabedoria, torna-se hábito e cada vez mais prazeroso.
    Já diria um sábio indiano: “seja profundo”!
    Abç e mais sucesso a vc!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 17:07 - Reply

      Oi Fábio. Precisamos aprender a viver na superficialidade, pois é ali que onde está o palco da vida, mas não podemos tirar os olhos do lado profundo das coisas, da parte submersa onde as coisas se conectam e fazem sentido.

  72. Rene 20 de outubro de 2016 at 15:49 - Reply

    Muito bom, ótimo tema, mas no Brasil o carro ainda é um simbolo né.

    Minha experiência no assunto: Tive três carros 1.0, chegando a ficar 9 anos com o mesmo (sempre usados; sempre ouvi muita piada sobre andar de carro velho, e a família chegando a me ignorar pelas escolhas ). Sempre a vista e mais desvalorizado possível. Ai fiquei uma fase de 4 anos sem carro e só poupando para investir, aproveitei e viajei o quanto pude. Agora casado o primeiro filho a caminho separei uma parte do poupado para comprar um carro a vista, logo pesquisei muito e optei por segurança e conforto, achei um corola se-g único dono, estou muito satisfeito, me sinto em segurança e espero só trocá-lo daqui 10 anos ou mais! Hoje vejo que todo o esforço valeu a pena.

    Seguirei lendo seus escritos, e parabéns pela motivação “mente e corpo sãs)

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 17:08 - Reply

      Oi Rene. Parabéns por seguir aquilo que você acha correto, mesmo sofrendo as piadinhas das outras pessoas.

  73. Alcides 20 de outubro de 2016 at 16:12 - Reply

    Leandro mais uma vez parabéns, você tem o dom de ensinar, não faz muito tempo mostrei para alguns amigos um artigo onde as filhas de um apresentador de TV dono da emissora foi intimado pelas filhas a trocar de carro, ele tinha uma carra com 10 anos de uso e estava fora de linha, trocou por um carro de valor médio nada absurdo. Como você bem coloca nosso meio nos faz pre julgar a capacidade profissional pelo bem que a pessoa possui. Sempre brinco com a seguinte situação você vai ao medico, ele chega de carrão, ai a gente já olha e pensa nossa deve ser um bom medico, este mesmo profissional chegando de bike ou de onibus, já vamos pensar nossa sera que ele não tem nem carro,consequentemente pensamos que não é um bom profissional.Por isso meus parabéns mais uma vez por nos ensinar que não é assim que as coisa funcionam.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 17:16 - Reply

      Oi Alcides. Como todos pensam dessa forma, como é uma questão cultural, fica difícil para alguns profissionais nadar contra a maré. O médico que chega no consultório de ônibus ou de bicicleta barra forte, corre o risco de perder clientes. Mesmo que ele goste de ir para o trabalho de bicicleta barra forte, será necessário avaliar a questão do marketing pessoal. Agora se este médico atingiu a independência financeira dele, não depende mais de atendimentos de clientes no consultório, ai sim pouco importará se está andando por ai com sua barra forte.

  74. Phelipe 20 de outubro de 2016 at 16:52 - Reply

    Leandro,

    Ótima análise. Já fui executivo de grande empresa e tinha a cenorinha do carro pago pela empresa. Junto com a cenorinha sempre havia o cenorão… (se é que me entende). O mundo corporativo, das aparências continua e é uma cultura forte! E remar contra ela e não aceitar o ‘mimo’ da empresa e a aparência do TER, pode ser um problema… gostaria de seu comentário sobre isto.

    Há 7 anos sou proprietário de uma imobiliária e no início pensei que ter um carro ‘chique’ e caro iria impressionar meu cliente. Mas já estou trocando de idéia. Meu veículo é um 2011 pouco rodado e já estou fazendo contas se não é melhor atender clientes de Uber Black ao invés de gastar mais 45 pratas para fazer um up grade para um 2015 (pois me nego comprar carro zero).

    Estou com as planilhas abertas vendo qual é a tomada de decisão mais inteligente do ponto de vista financeiro. Tens algum calculo neste sentido?

    Um amigo empresário tinha 3 carros em casa. Fez as contas, vendeu os 3, comprou, alugou 1 de médio porte e contratou um motorista – as contas dele fizeram mais sentido que manter 3 automóveis drenando receita da família.

    Abraço.

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 17:28 - Reply

      Oi Phelipe. Se você não fizer o jogo da empresa corre até o risco de ser demitido. No caso da sua imobiliária você precisa avaliar o funcionamento da cabeça do seu cliente para tomar a decisão como parte de uma estratégia de marketing. Vi a história de um dono de franquia que estava em processo de expansão. Ele ia até o aeroporto pegar os empreendedores que chegavam na cidade com o objetivo de conhecer a franquia dele para fechar negócio como novo franqueado. Ele falava que ao trocar seu carro popular por um BMW os contratos eram fechados com mais facilidade. No imaginário do franqueado o carro era um sinal de que a franquia era um bom negócio e que ele como franqueado também poderia ter um BMW no futuro. Como condenar o dono da franquia? Infelizmente as pessoas pensam dessa forma e elas realmente esperam que ele tenha um carro de empresário bem-sucedido podendo até não fechar o negócio se essa expectativa for frustrada.

  75. Claudio 20 de outubro de 2016 at 16:56 - Reply

    Excelente! O teatro social pode quebrar ou enlouquecer muita gente…

  76. Lucas 20 de outubro de 2016 at 19:23 - Reply

    Parabéns Leandro! Mais um excelente artigo. Troco de carro a cada 03 anos, compro 0 km. Porém, antes que me critiquem adoto a política de comprar a vista, sem financiamentos ou empréstimos. Sigo a seguinte lógica…a taxa de depreciação do veículo varia em torno de 10 a 15% por ano, dependendo da marca, verifico qual o valor aproximado de mercado(FIPE) e faço os cálculos para a aquisição de outro modelo similar, levo sempre em conta itens de segurança, a partir daí crio uma conta para separar o dinheiro de modo que tenha neste tempo de 03 anos, o valor de outro carro similar ao que já possuo. Com consciência e planejamento tenho feito isso ao longo dos anos. Abraço!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 22:17 - Reply

      Oi Lucas. Na verdade você pode comprar um carro novo todos os anos, sem merecer qualquer tipo de crítica se você tem condições financeiras para fazer isto e tem plena consciência de quanto isto vai impactar suas finanças. Se após avaliar o impacto ele não gerar nenhum desconforto ou problema no presente e no futuro, você está fazendo o que bem entende com seu dinheiro sem prejudicar você e nem outras pessoas.

  77. Jonatam - Pobre Poupador 20 de outubro de 2016 at 21:59 - Reply

    Baita post, Leandro!
    Meus parabéns pelo excelente conteúdo! 🙂
    Abração!
    Jonatam – Pobre Poupador

  78. Elisângela 20 de outubro de 2016 at 22:01 - Reply

    Leandro, parabéns pelo artigo, achei muito útil.

    Tenho 26 anos e meu esposo tem 30 anos, somos casados há 3 anos e meio e não filhos nem carro. rsrs
    Estamos juntos há 7 anos e desde então todos a nossa volta (principalmente depois do casamento) nos perguntam pq ainda não temos carro.
    A resposta é simples, não temos carro pq não temos dinheiro para pagar e não queremos ter um financiamento mais os gastos que o carro trará, então , por enquanto não temos carro, simples assim. Mas sinceramente eu vejo que ninguém concorda e ainda dizem, mas vcs dois são concursados e tal… parece até um crime não ter carro. é claro que as vezes faz falta, mas nos viramos bem e estamos juntando dinheiro para comprar um carro a vista.
    A mesma situação acontece com relação a casa, moramos de aluguel e toda a família e praticamente todos os amigos nos questionam pq não financiamos uma casa. Mesmo explicando que queremos juntar um valor para pelo menos para ter uma boa entrada, ngm entende. Nós dois sabemos dos nossos objetivos e planos, mas às vezes nos sentimos os mais burros do paneta e parece que estamos fazendo td errado. rsrsrs

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 22:22 - Reply

      Oi Elisângela, a pressão social é grande quando você toma qualquer decisão diferente do senso comum. Ai vemos uma sociedade onde a maioria das pessoas é pobre, não poupa, não prospera profissionalmente e financeiramente, e diante disso recebemos pressão desta mesma sociedade para que nosso comportamento seja igual ao comportamento dela, para que tenhamos os mesmos resultados dela. Não fique imaginando que vocês são burros. Se todas estas pessoas tivessem algum conhecimento sobre finanças todas estariam prosperando e enriquecendo. Não é isto que acontece.

  79. Mauro 20 de outubro de 2016 at 22:10 - Reply

    Xi, Leandro, então hoje sou um “zé-ninguém”!!! Saí de Sampa, onde tinha dois carros, e me mudei para Jampa, que tem uma boa infra-estrutura de transporte público. Deixei os carros para minhas filhas (lá se foi o custo de manutenção) e na nova cidade me desloco de transporte público. Quando preciso de um carro, uso táxi, chamo o Uber ou alugo um carro. Fazendo isto, moro melhor na cidade e ainda sobre uma graninha legal para investir.

    Parabéns por todo seu trabalho, tenho visto vários artigos e muitas coisas me foram úteis.

    Continue assim!!!

    • Leandro Ávila 20 de outubro de 2016 at 22:23 - Reply

      Oi Mauro. Parabéns por não ligar para o que as pessoas pensam. Não são elas que pagam suas contas.

  80. Carlos 21 de outubro de 2016 at 0:24 - Reply

    Acho que carro é um corroedor de patrimônio. Tenho investimentos que equivalem a um valor de 10 carros populares (que foi uma herança), um bom emprego público mas não tenho carro, não faço a mínima questão de ter e sou “cobrado! a ter um, mas não ligo…Tenho 24 anos, trabalho perto de casa e uso táxi (o que me custa, em média, 300 reais por mês). Um carro atrapalharia, e muito, meu processo de acúmulo que ainda acho que não chegou ao fim.

    • Leandro Ávila 21 de outubro de 2016 at 10:28 - Reply

      Oi Carlos. O importante é que você siga seus planos e deixe a opinião dos outros de lado.

  81. Camila 21 de outubro de 2016 at 8:36 - Reply

    Eu trabalho numa área mais “relax”, onde não há tanta pressão, mas trabalho direto com pessoas de outras empresas onde as coisas funcionam como você expôs no artigo. Tenho um carro popular com 07 anos de uso e há três ele segue batido sem conserto porque cansei de assumir prejuízo (fui vítima de uma batida de trânsito e no outro carro estavam assaltantes em fuga, ou seja…). Por algum tempo fiquei chateada com isso, mas depois de mudar um pouco a minha percepção de mundo sobre estes assuntos (consumo, trabalho, finanças, etc.) percebi o quanto é engraçado quando as pessoas mal tentam disfarçar o espanto e desconforto por um carro batido que nem é delas. E virou uma piada interna minha imaginar se a pessoa que me taxa como derrotada imagina que eu poderia parar de trabalhar hoje e me dar um ano sabático se eu quisesse, sem preocupações. Que se eu fosse mandada embora amanhã ficaria apreensiva, claro, mas minha vida mudaria pouco já que o meu salário cessando diminuiria meus rendimentos – mas não me faria perder a cabeça ou passar muitas dificuldades. Enfim, é como vc disse – muitos não podem parar de fingir, mas para quem não depende tanto disso é interessante perceber como as pessoas pensam/são. E hoje sinceramente eu penso em manter este carro desse jeito até o fim, só para continuar causando este “desconforto” e quem sabe despertar alguma coisa nas pessoas que me cercam. É realmente intrigante! Parabéns pelo excelente trabalho Leandro, credito muito do meu despertar a ele!

    • Leandro Ávila 21 de outubro de 2016 at 10:31 - Reply

      Oi Camila, quando você tem uma visão de mundo diferente da média, isso gera um desconforto nas pessoas. Parabéns por despertar.

  82. Cristofer 21 de outubro de 2016 at 9:13 - Reply

    Olá Leandro, é um assunto muito interessante. Eu hoje tenho 23 anos, já sou formado, e ganho um salário acima da média e consigo fazer aportes de 35% do meu salário, comecei a estudar sobre educação financeira este ano, e comecei a investir em Abril/2016, vejo que já consegui guardar uma boa quantia de dinheiro e não acumulo dívidas. Aprendi muito com o seu blog e com o do Rafael Seabra, vocês dois são pessoas que acreditam verdadeiramente que podem mudar a vida financeira das pessoas, e eu concordo 100% com isso. Pois antes de estudar educação financeira, eu vivia preso ao consumismo. Sempre ouço amigos e familiares comentando que eu não tenho carro, nem nada, porém eu acho desnecessário financiar e comprometer minha saúde financeira, pois eu teria apenas um gasto desnecessário para apresentar um status de “bem-sucedido” a eles, além do mais, eu trabalho a cerca de 1 km do meu trabalho, no qual posso ir me locomover à pé para ele.

    Enfim, gradeço por ter conhecido ainda cedo seu blog e por este trabalho sensacional que você vem prestando à todos nós.

    Um abraço.

    • Leandro Ávila 21 de outubro de 2016 at 10:33 - Reply

      Oi Cristofer, você ainda faz uma caminhada de 1km de ida e de volta e melhora sua condição física. Parabéns.

  83. Antonio 21 de outubro de 2016 at 11:02 - Reply

    Olá Leandro. Mais um ótimo artigo!
    Sou advogado, e quando digo que não tenho carro por opção financeira e de vida, pois moro em uma cidade cujo trânsito é caótico, praticamente todos torcem o nariz e se recusam a entender.
    Mais um exemplo da cultura do “TER”, que se encontra enraizada em praticamente todos os segmentos da sociedade.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:24 - Reply

      Oi Antonio, infelizmente é assim que acontece. Obrigado pelo comentário.

  84. José roberto de almeida 21 de outubro de 2016 at 19:28 - Reply

    Parabéns Leandro. Seria tão bom que mais pessoas tivessem acesso a essas preciosidades.principalmente os mais jovens..

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:25 - Reply

      Oi José. O conteúdo está acessível para todos. O problema é a falta de interesse e de comprometimento em melhorar como pessoa.

  85. Renato 21 de outubro de 2016 at 19:48 - Reply

    Olá Leandro,

    Ótimo texto. Eu li uma entrevista de um dos presidentes da Ambev referente a isso. Ele disse que os executivos já perguntavam na entrevista qual seria o carro que eles teriam no pacote de benefícios. Resposta, – a Ambev não dá carro para nenhum executivo. Traga lucro para empresa que vc terá um belo bônus. Simples assim.

  86. Gustavo 22 de outubro de 2016 at 0:55 - Reply

    Minha mae sempre dizia que queria me ver chegando com um carrao pra visitar ela e os parentes. Hoje ela nao para de dizer pra eu comprar um smartphone. Ate hoje eu nao tenho carro e nem smartphone, mas comprei dois terrenos pra investimento. Ela nunca me elogiou por isso. Ganhar como engenheiro e viver uma vida simples parece ser estranho mas essa e minha filosofia. E nao e so a minha mae, muitas pessoas falam para eu comprar um smartphone, mas elas nao entendem quando eu digo que nao preciso de um. Mas ao inves de ficar chateado eu me divirto com a situacao.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:30 - Reply

      Oi Gustavo, sua mãe recebeu outro tipo de informação e cultura. O importante é que você faça aquilo que é correto sem esperar elogios ou reconhecimento. Devemos viver nossa vida e não viver a vida que os outros querem que a gente viva.

    • Henrique 25 de outubro de 2016 at 20:49 - Reply

      Eu me divirto internamente quando as pessoas veem que não tenho smartfone e quando ficavam sabendo que tenho toca-fitas no meu carro 2010. Há pouco tempo troquei o carro por um novo sem fazer financiamento porque apareceu uma oportunidade que eu não podia desperdiçar. E, é claro, o toca-fitas ficou comigo…
      Parabéns pelo site. Sou fã!

  87. Edson 22 de outubro de 2016 at 9:39 - Reply

    Brilhante! Leandro, outro artigo brilhante! Pena que muitos não entendem desse modo… Ou preferem nao entender… Tenho dito que o carro é o tacape do homem moderno… No distante passado, quanto maior fosse o tacape em punho, maior era a impressão de força que se passava. Isso abria caminho para conquistas, isso afastava eventuais concorrentes e blá, blá, blá… Valeu, Leandro!

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:31 - Reply

      Oi Edson, é verdade, são objetos que simbolizam poder.

  88. Adauto 22 de outubro de 2016 at 12:55 - Reply

    O importante para mim é evitar extremos
    Ter um carrão que não posso sustentar só pra se aparecer de bacana ou preferir não ter carro e viver emprestando carro dos outros.
    Tenho irmã e cunhado que tinham renda o dobro da minha e não tinham carro. O problema era que eles pediam meu carro 3 vezes por semana emprestado.
    Era pra mercado, passear, ir a festas, buscar no trabalho , e achava que por estar pondo a gasolina que gastava estava tudo bem.
    Aí eu resolvi o problema deles e o meu ao mesmo tempo. Tinha um dinheiro sobrando e comprei um carro básico que cabia no orçamento deles e vendi pra eles me pagarem em 36x, já me pagaram 30 parcelas sempre em dia e eu ganhei bem mais do que se tivesse deixado no tesouro direto como estava, e eles pagaram mais barato do que se tivessem comprado na concessionária.
    Tive o trabalho de procurar um carro em bom estado e até paguei a documentação pra colocar no nome deles.
    Eles são muito socegados e já me pediram pra que assim que terminarem de pagar este seveu posso vender outro do mesmo modo.
    O pior de tudo é que meu cunhado ainda fala seveu não tivesse comprado o carro pra eles hoje eles ainda estariam sem carro e sem nenhum dinheiro guardado.
    As vezes ainda coloco gasolina pra eles no meu cartão e sempre que o carro quebra sobra pro cartão kkkkk.
    Meu pai fica uma fera quando isso acontece porque é ele que tem que levar pra oficina.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:37 - Reply

      Oi Adauto. Você não está resolvendo o problema deles, você está criando um problema para você e para eles no futuro. O que você chama de “eles são muito sossegados” eu entendo como “eles são muito folgados”. Você não tem nenhuma obrigação de emprestar seu carro, seu cartão de crédito, seu dinheiro e seu tempo para sua irmã e seu cunhado. E eles não tem direito de exigir isto. Quando você faz isso acaba adiando o dia em que eles terão que assumir o controle dessas questões sem depender de você.

  89. Cleber Campos 22 de outubro de 2016 at 14:05 - Reply

    Isso me lembra a música Camaro Amarelo (se é que dá pra chamar aquilo de música…), que fez muito sucesso e reflete bem os valores sob os quais a maioria dos brasileiros tem vivido. Fala em um sujeito que andava de moto e não era notado pela fulana, daí recebeu a “herança do meu velho, que resolveu os meus problemas, minha situação”, comprou o tal Camaro e agora é ela quem corre atrás dele. É um combo de lições ruins: sonho de viver de herança, torrar dinheiro com carro pra parecer o que não é, pra uma pessoa que tá mais afim do patrimônio dele do que dele próprio.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:38 - Reply

      Oi Cleber. Um dia a herança acaba, o camaro fica velho e os problemas retornam.

  90. Anderson 23 de outubro de 2016 at 6:49 - Reply

    Esse é um bom assunto Leandro, imagina que na empresa onde eu trabalho o gerente paga juro para mim so para andar com moto e carro top de linha sabendo que eu sou simples empregado mas com um pouco de educaçao financeira, eu no lugar dele teria vergonha.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 8:39 - Reply

      Oi Anderson, não tem vergonha por não saber o que está fazendo ou o impacto disso no longo prazo.

  91. MAURO P S JUNIOR 23 de outubro de 2016 at 23:05 - Reply

    Olá Leandro, como sempre os seus artigos compreendem a mais alta qualidade em informação de valor. Como fico agradecido a você por isso! Leandro, como eu poderia saber mais sobre este grupo fechado que você está iniciando com a aquisição dos 3 e-books?ais uma vez muito obrigado pela alta qualidade de sempre e um forte abraço.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 14:28 - Reply

      Oi Mauro, o grupo é composto por um fórum fechado onde os leitores podem interagir livremente. Não é como aqui onde praticamente as pessoas só conversam comigo.

  92. Leonardo 26 de outubro de 2016 at 13:37 - Reply

    Parabéns pelo artigo Leandro.

  93. Marcia 27 de outubro de 2016 at 8:51 - Reply

    A moto que não cai que você colocou o link é um carro com duas rodas!kkk Na verdade moto neste país é a “porta de entrada” para o carro. Muita gente começa sua dívida por aí. De maneira irresponsável como tudo que existe neste país o governo não só permite como incentiva a compra dessas “máquinas de matar”. Os hospitais de trauma estão superlotados de jovens sequelados devido a acidentes. Os carros populares também são péssimos e inseguros. Vide a quantidade de acidentes graves ( claro que junto a imprudência e estradas ruins). Eu acho que se deve comprar o melhor carro que se possa pagar mas pela segurança em primeiro lugar.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 14:30 - Reply

      Oi Marcia, também acho que a segurança deveria ser o item mais importante.

      • Marcos Arcanjo 2 de novembro de 2016 at 16:54 - Reply

        Quais itens segurança devo observar compra carro?
        Planejo o meu para 2018 usado.

        • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 9:00 - Reply

          Oi Marcos, não sou especialista em carros, mas existem os que possuem um número maior de Airbags, sistemas de freios ABS, EBD, controle de tração, controle de estabilidade, etc. Existem carros que apresentam melhores resultados em testes de batida. Neste canal do Youtube você encontra testes feitos em carros vendidos aqui https://www.youtube.com/user/latinncap/videos

  94. Vanessa 28 de outubro de 2016 at 18:33 - Reply

    Falou tudo! Pagamos muito caro por carros (e outros produtos ruins), ostentamos as marcas (mostrando como somos enganados facilmente) e adiamos cada vez mais, ou até abandonamos a possibilidade de ter mais tempo e tranquilidade a médio/longo prazo. Venho trabalhando muito nos últimos anos, sou professora da rede pública em dois empregos e a cada mês/pagamento que recebo percebo como é importante construir uma estrutura de segurança financeira para daqui 20 ou 30 anos. Primeiro porque tenho muito menos tempo livre do que gostaria e segundo porque sei que não é possível manter esse ritmo de trabalho com qualidade e com minha saúde em ordem, por muito tempo. Aquela regra de “se pagar primeiro” pra mim vale ouro, separo um valor determinado independente das contas do mês. E depois de calcular as contas e separar dinheiro para custos variáveis e lazer, ainda separo mais uma parte, mesmo que pequena, do meu salário, pra poupar/investir. Fico muito satisfeita em saber que posso segurar um pouco meu estilo de vida, para ter mais segurança e poder realizar as coisas dentro de um planejamento. É impressionante a quantidade de situações que fazem o dinheiro ir para o ralo, e como é fácil, num momento de empolgação, desperdiçar dinheiro com coisas que não valem o que pagamos e pior, que não atendem nossas reais necessidades.
    Obrigada pelo ótimo artigo, um abraço!

    • Leandro Ávila 1 de novembro de 2016 at 11:38 - Reply

      Oi Vanessa, parabéns por ver as coisas dessa forma. Você verá os frutos positivos.

  95. William 30 de outubro de 2016 at 7:15 - Reply

    Muito bom o artigo Leandro. Abriu meus olhos paras as cenouras corporativas. Rsrs. Esse ano comprei um carro de 8 mil reais para poder guardar minha reserva financeira que é poupar para começar a investir. Dei sorte de pegar um carro sem muita manutenção até agora então meu gasto mensal é de 100 de combustível. Kkk. Só de começo já economizei no mínimo uma boa grana comparado combro um carro zero, também não gasto com seguro ou garagem e o IPVA é muito barato. E quando preciso viajar alugo um carro popular.

  96. Sissi Pedro 31 de outubro de 2016 at 0:51 - Reply

    Olá Leandro! Estou iniciando minha reeducação financeira agora com 53 anos. Estou assustada com a minha ignorância. Estava gastando minha energia e neurônios para planejar a troca do meu carro; um Paleo 1.4 2009, que ainda não me deu problemas porque sempre faço a manutenção no tempo certo. A questão é que meus colegas estão todos de carros novos. E eu estava me sentindo “miudinha” no meio deles. Mas agora a minha cabeça começou a mudar. O meu carro ainda aguenta um bom tempo. Vou dar uma recauchutada nele e ainda dá pra ficar mais alguns anos com ele. Agora estou com pressa para adquirir mais conhecimento o que está me gerando muita ansiedade porque na realidade não tenho muito tempo para estudar. Trabalho muito atualmente. Já sei que devo fazer outras mudanças também. Preciso me planejar com sabedoria. Muito obrigada.

    • Leandro Ávila 1 de novembro de 2016 at 11:35 - Reply

      Oi Sissi. Minha sugestão é adquirir minha série de 3 livros e ler um único assunto por dia. Você vai aprender pelo começo e aos poucos vai adquirir todo conhecimento necessário para assumir o controle da sua vida financeira. O impacto na sua vida será para sempre. Os resultados serão visíveis nas suas próximas decisões de investimento e consumo.

  97. Renan França 2 de novembro de 2016 at 9:12 - Reply

    Oi Leandro bom dia. Foi muito bom ler este artigo, que só reforçou mais a minha vontade de virar um investidor e largar essa vida de preocupação com as metas propostas pela empresa em que trabalho, onde muitos companheiros estão “atolados” em dívidas com carros, apartamentos e outras coisas. Hoje estou investindo na Selic (tesouro direto), mas estou a procura de investimentos com maior rentabilidade.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 8:53 - Reply

      Oi Renan, você até deve atingir os objetivos da empresa onde trabalha, mas isso deve estar alinhado com o seu objetivo de vida. Ser mais independente financeiramente é uma boa ideia para viabilizar seus objetivos.

  98. Marcos Arcanjo 2 de novembro de 2016 at 17:03 - Reply

    Mais um artigo comentários terminado🎉🎉🎉🎉
    Gostei da reflexão!!!

    O difícil é encontrar o equilíbrio.

  99. Thiago 7 de novembro de 2016 at 21:59 - Reply

    Parabéns Leandro pela iniciativa de trazer tanta informação importante nesse site. Estou iniciando agora meus estudos sobre educação financeira. Consegui uma certa estabilidade profissional e financeira, então, estou começando a analisar possíveis de investimento. De fato, a sociedade muitas vezes nos obriga a manter determinada aparência, verdadeira imposição, para mostrar o status, que acaba levando muitos ao endividamento. Creio que o consumismo nos dias atuais está totalmente fora dos padrões de normalidade.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 9:03 - Reply

      Oi Thiago, as pessoas acabam sofrendo as consequências.

  100. Rodrigo 8 de novembro de 2016 at 13:39 - Reply

    Olá Leandro!

    Estou meio atrasado no comentário, mas vamos lá.
    Trabalho em empresa multinacional e estou a ponto de sair de uma gerência média para uma sênior e, com isso, teria um carro da empresa como benefício.
    Com este benefício, poderia vender o meu, aplicar o dinheiro, deixar de ter custo com IPVA, Gasolina, Licenciamento e seguro. Uma economia anual de R$ 12,000.00 aproximadamente. Sem mencionar manutenção, revisão, etc.
    Teria esse cost avoidance + os dividendos da quantia investida com a venda do meu carro particular.
    Dessa forma, entre ter um carro da empresa e não tê-lo, me parece um ótimo negócio a segunda opção. Claro, para profissionais que estão inseridos no mundo corporativo.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 9:05 - Reply

      Oi Rodrigo, se as regras do jogo são essas, então que você jogue com essas regras, não é possível mudar a cultura da empresa onde você trabalha, o importante é jogar estando consciente.

      • Rodrigo 11 de novembro de 2016 at 14:34 - Reply

        Leandro, obrigado pelo comentário!
        Acredito eu que tenho muito claro meus objetivos e o contexto que estou inserido. Mas nunca podemos ter 100% de certeza disso.
        Gostaria de propor um tema para um novo artigo, mas sempre que tento enviar via “contato”, dá erro no envio.
        Existe um outro canal onde eu possa fazer essa sugestão?

    • João Paulo 24 de novembro de 2016 at 9:54 - Reply

      Desde que você não comprometa seu salário em função deste bônus, e que não deixe de aceitar ofertas de outras empresas com base no fator decisivo “carro”, o contexto do artigo não se aplicaria a você.

      Lembre-se que, para o empresário, não interessa se ele paga salário/benefício/auxílio/carro/imposto/contribuição previdenciária ou FGTS…o que interessa é o custo total para mantê-lo empregado, independente de para quem for esses pagamentos.

      Logo, observe se esse “plus” de fornecer carro de empresa é de fato algo extra em relação à sua remuneração total ou é apenas uma modalidade diferente (que te deixo mais preso/escravo ao cargo) de remuneração.

      A própria decisão de se ter ou não carro próprio deveria ser pautada na necessidade de deslocamento (quanto mais se roda, mais vale a pena ter um carro próprio) ao invés de ser símbolo de status.

  101. Anonimo 17 de novembro de 2016 at 19:36 - Reply

    Olá Leandro!

    E quando o carro acaba sendo um hobby, uma compulsão e até um vício? Tive esse problema na minha vida e hoje estou entre a razão e a emoção. Um carro esportivo do jeito que gosto não consome menos de R$10,000 por ano só de seguro e IPVA, fora a gasolina, as manutenções, etc. É um custo que eu posso manter com certa tranquilidade, mas o lado racional diz que não devo. E hoje não sei se devo apenas manter o que tenho por um longo período de tempo, não gastando mais com modelos novos a cada dois ou três anos, ou se mudo drasticamente o que posso chamar de “meu estilo de vida”, investindo a grana e economizando os custos que deixaria de ter. Decisão difícil de entender para quem pensa somente no lado racional, e difícil de tomar para quem pesa muito o “emocional”.

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2016 at 21:14 - Reply

      Oi Anonimo, se você considera um vício, uma compulsão e isso tem relação com questões emocionais, é sinal de que você precisa refletir sobre o assunto.

  102. Frederico 15 de dezembro de 2016 at 7:33 - Reply

    Muito legal o artigo. Porém acho que faltou mencionar que o empresário daquele quadrante, o dono do próprio negócio, trabalha muito mais do que um empregado. E nem sempre é garantia de sucesso. O estresse é muito grande. Conheço alguns amigos que largaram os negócios próprios pois estavam muito estressados e perdiam noites de sono.

    Ou seja, ser dono do próprio negócio e, dependendo do negócio, até engrenar e dar certo, há muito chão pela frente.

    O que ocorre é que em países de economia mais estável, se você é um empregado na média, sem ser gerente ou outros cargos mais altos, com educação financeira, você consegue separar uma grana no final do mês mais facilmente para investir e então conquistar sua independência financeira. Aqui a gente está sempre tentando bater a inflação. Sei que não é impossível mas é muito mais difícil separar algo no final do mês para investir. Algumas vezes a inflação não deixa sobrar.

    Mas concordo que carro aqui no país é sinal de status. A pessoa mal tem onde morar mas tem um carro caro e está sempre trocando de carro porque o que as pessoas de fora vêm é sempre o carro. Eu não tô nem aí para isto. Tenho meu carrinho bom, com itens de segurança obrigatórios e mais nada. E não troco tão cedo.

    Já vi em algumas reportagens que em alguns países desenvolvidos muitas pessoas não trocam de carro tantas vezes assim. Na Europa muitos usam os sistemas de transporte público. As vezes quando vemos carrões em algum destes países, muitos são de estrangeiros que se mudaram para lá e realizaram o sonho de ter aquela BMW ou Mercedes. Mas poucos são as pessoas locais que compram estes carros. Lógico que sempre existirá um grupo de pessoas que irão trocar de carro sempre. Isto é meio que inerente do ser humano e a sociedade atual cobra isto. E algumas pessoas se deixam ser influenciadas.

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2016 at 21:01 - Reply

      Oi Frederico. O Brasil é o país com as maiores taxas de juros reais (acima da inflação) do planeta. Lá fora para ganhar da inflação você precisa empreender ou fazer investimentos de risco (renda variável). País rico é aquele onde todos andam de transporte público por verem vantagem nisso.

  103. horacio 23 de dezembro de 2016 at 11:03 - Reply

    Òtimo artigo. O maior motivo que deveria ser levado em conta ao escolher um carro, deveria ser com certeza o quesito segurança/ necessidade e adequação á atividade ou proposito que se tem em mente. Com certeza um carro popular de duas portas e 5 lugares, não atenderia uma familia que vive no campo que tem 6 integrantes.Ou não seria razoável uma pickup com “n ” cavalos de força pra um rapaz solteiro. O que vemos hoje, é uma necessidade de auto afirmação e reconhecimento por parte das outras pessoas atraves dos bens que possuimos, como frisou inteligentemente o leandro ávila. E isso vira uma corrida sem fim tal qual descrito no livro pai rico, pai pobre, a tal da corridas dos ratos.

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2016 at 20:57 - Reply

      Oi Horacio, é uma pena que as pessoas não consigam perceber como são manipuladas para se comportarem como ratos de laboratório.

  104. Danilo 26 de dezembro de 2016 at 13:40 - Reply

    parabéns pelo seu trabalho ótimo conteúdo

  105. Marcelo 3 de janeiro de 2017 at 23:14 - Reply

    Olá Leandro! Ótimo texto pelo conceito “ter” e “ser”. Só discordo do ponto de vista das cenourinhas serem “enganacao” graças ao carro cenourinha que tenho como benefício posso economizar cerca de R$2,000 mensais que seria meus gastos com carro (sem falar no custo de oportunidade e depreciação). Ou seja posso investir este dinheiro e continuar a ter o conforto do carro.
    Isso é muito melhor do que ter um acréscimo de R$2,000 no salário bruto e ter que pagar Imposto de Renda sobre este valor.
    Eu adoro cenourinhas (carro, telefone e outros benefícios) que me permitem transformar gastos em investimentos.
    Abraço e parabéns pelo site!

    • Leandro Ávila 7 de janeiro de 2017 at 6:20 - Reply

      Oi Marcelo. Se você entende que é cenoura e você gosta de cenoura, o importante é pelo menos está consciente disso.

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