Quanto custa manter um carro

Carro é um bem que aumenta o custo de vida das pessoas. É como se fosse um membro da família. Ele precisa comer (combustível), precisa ir ao médico (oficina), precisa tomar banho (lavagens). precisa pagar seguro e impostos. Você pode até comprar um carro com dinheiro que não tem através de um financiamento. Mas quem vai pagar as despesas mensais produzidas pelo veículo? Será que a sua renda familiar é suficiente para pagar as prestações e estas despesas? Vamos conversar hoje sobre este assunto.

Quem compra um carro popular à vista pode ter que pagar outro só com as despesas que ele irá gerar nos primeiros 3 anos de uso. Quem compra o carro financiado ainda terá a infelicidade de pagar o preço de 2 carros e receber só um, porque o outro vai para o banco em forma de juros e taxas. Veja os gráficos abaixo para sentir o problema:

Custos dos primeiros 3 anos de carro à vista

Custos dos primeiros 3 anos de carro financiado

Veja no quadro as despesas geradas por 10 modelos diferentes de veículos populares nos primeiros 3 anos de uso.

Isto significa que você irá comprar um carro de R$ 27 mil e depois de 3 anos terá gasto mais R$ 32.100,00 para mantê-lo. Na prática teria desembolsado R$ 59.200,00 (27.100,00 + 32.100,00) pelo carro e pelas despesas que ele gerou. Existe ainda o custo de oportunidade que não aparece na tabela. Se você tivesse investido os R$ 59.200,00 por três anos recebendo 0,50% ao mês teria ganho R$ 11.643,49 de juros.

Seu patrimônio seria de R$ 70.843,49 (59.200 + 11.643,49) caso não tivesse comprado o carro. Já a pessoa que comprou o carro à vista teria de patrimônio um veículo velho com 3 anos de uso valendo R$ 21 mil e uma dívida para pagar. Ao todo teria gasto e deixado de ganhar e guardar R$ 49 mil em apenas 3 anos. Já o sujeito que financiou o carro teria uma situação pior ainda pois além das despesas com o veículo e o custo de oportunidade ainda teria despesas financeiras com pagamentos de taxas e de juros. Como veremos mais na frente o carro financiado em 60 meses custaria mais de R$ 58 mil. Se somarmos 60 meses de despesas para manter o veículo o custo chegaria próximo de R$ 100 mil em 5 anos.

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É por isto que muitos especialistas em educação financeira recomendam que as pessoas façam os cálculos para avaliar se realmente compensa ter um carro. Muitas vezes andar de ônibus ou de táxi é uma opção melhor quando existem coisas mais importantes para comprar. É o caso de quem sonha com a casa própria. Eu falo sobre este assunto no Livro Negro do Financiamento de Imóveis. Comprar um imóvel deveria ser uma prioridade se comparado com a compra de um carro, mas cada caso é um caso. Existem pessoas que precisam do veículo para exercer a profissão. Existem cidades sem boa estrutura de transporte público. Existe a questão da segurança. Em algumas cidades andar de táxi é muito caro e as linhas de ônibus são insuficientes para todos os destinos. Por isto a decisão de comprar um carro ou andar de transporte público é muito pessoal. O importante é que você pelo menos saiba que as contas precisam ser feitas para tomar esta decisão, principalmente se você não possui uma boa renda familiar.

Economize R$ 600,00 por ano

Observe na tabela acima que as despesas com combustível representam grande parte do todo. Quem roda muito, mora em cidade engarrafada, trabalha visitando clientes ou viajando para outras localidades e compra carro com elevado consumo, acaba pagando mais caro por ter um veículo na garagem. Distâncias e engarrafamentos são variáveis que você não possui total controle. Por isto é fundamental observar o consumo do veículo que você pretende comprar. Escolher um carro que faz 10km/l ou um que roda 9km/l pode significar R$ 600,00 dentro ou fora da sua conta bancária a cada 12 meses. Quanto maior o preço da gasolina e maior a distância percorrida por ano, maior será o impacto negativo na sua renda. A escolha do carro com baixo consumo é fundamental.

Tabela de consumo/eficiência de veículos do Inmetro

Clique para acessar a tabela INMETRO

 

Baixe a Planilha de Simulação

Você mesmo pode calcular os custos de ter um carro utilizando a planilha gratuita desenvolvida pelo Clube dos Poupadores. Baixe e compartilhe com seus amigos. Clique aqui para acessar a página de planilha. Assine o clube gratuitamente cadastrando seu e-mail clicando aqui e receba novas planilhas por e-mail.

Nem sempre o carro mais barato é mais econômico

Você não pode olhar só o preço do carro antes de comprar. Precisa avaliar o custo de mantê-lo funcionando nos primeiros 3 anos. Você vai observar que existem veículos mais populares e baratos que possuem o seguro muito caro. Isto ocorre porque os populares são os mais visados pelos criminosos. Muita gente compra carros como Gol e Celta olhando a depreciação. Carros mais populares possuem grande demanda por usados e por isto desvalorizam menos. Mas se você pretende pagar seguro esta vantagem acaba indo para o bolso da seguradora.  O seguro de um Gol 1.0 pode custar mais de R$ 2 mil reais por ano nas grandes cidades. Já o seguro do carro popular da Hyundai, o HB20, que custa mais caro que o Gol pode ser R$ 500,00 por ano mais barato.

O perigo de financiar carro sem avaliar os custos

Quando você compra um carro financiado o banco verifica se o valor da parcela não irá comprometer mais de 30% da sua renda. Quanto maior o comprometimento maior o risco de descontrole financeiro e inadimplência. O problema é que o simples fato de ter um carro vai fazer sua renda familiar baixar. No caso de um carro popular este custo mensal pode chegar a R$ 890,00 (veja a tabela acima). E isto vai acontecer de uma forma relativamente oculta. Você não vai perceber que o custo mensal do seguro, da depreciação, combustível, manutenção se ele for diluído durante os anos, mas este custo vai refletir na sua renda.

Será que você realmente pode comprometer 30% da sua renda com o financiamento se tiver um custo mensal de R$ 890,00 para manter o veículo funcionando? Para escrever este artigo fiz uma simulação de financiamento de veículo no Bradesco. O valor financiado era de R$27.490,65 em 60 meses. A parcela ficou em R$ 978,78. A renda familiar da pessoa deveria ser maior que R$ 3.200,00 para não comprometer mais de 30% com as parcelas. Se você levar em consideração que este veículo vai gerar um custo de R$ 890,00 mensais a renda desta pessoa deveria ser de no mínimo R$ 4.090,00.

O resultado é que as prestações do veículo se tornam muito pesadas e acaba comprometendo a qualidade de vida da família. No dia de assinar o contrato de financiamento você acreditava que as parcelas cabiam no seu bolso mas esqueceu de verificar como ficaria seu bolso mantendo um carro.  Se a pessoa ganha R$ 3.200,00 e terá um custo mensal médio com o carro de R$ 890,00 isto significa que terá que viver com R$ 2.310,00 (3200 – 890). E ao pagar a parcela de R$ 978,78 ela terá que sobreviver com apenas R$ 1.331,22 (2310 – 978,78).

Fica a pergunta: É melhor andar de ônibus com todo sofrimento que isto significa e usufruir de uma renda de R$ 3200,00 por mês ou é melhor comprar um carro e ter que sobreviver com R$ 1.331,22 ?

Aqui no Clube dos Poupadores você pode baixar um simulador de financiamento de veículos que utiliza a Tabela Price. Eu também recomendo que você leia o artigo que mostra as verdades e mentiras sobre financiamento de veículos com taxa zero.

Quanto custa seu tempo?

Antes de decidir andar de bicicleta, de ônibus ou a pé, você precisa saber quanto custa o tempo que você perde no seu deslocamento diário. Manter um helicóptero é muito caro, mas para algumas pessoas pode ser mais barato que manter um carro. Para o presidente de uma grande empresa, pode ser mais barato ir para o trabalho de helicóptero.

O dinheiro que ele perde ficando 1 hora por dia no trânsito pode significar perdas de milhões de reais todos os meses em negócios que poderiam ser feitos se ele estivesse no escritório.

Vamos imaginar um profissional que atende seus clientes em casa como um eletricista. Com um veículo ele pode visitar um número maior de clientes por dia e o aumento nos ganhos compensam os custos com o veículo. Outras questões devem ser observadas como a segurança de andar de carro em relação ao transporte público, principalmente para quem possui filhos pequenos e idosos em casa. Avalie o desgaste físico e mental de se deslocar em transporte público lotado (depende de cada cidade). Muitas vezes este desgaste também prejudica a sua produtividade e afeta seu bolso.

Todos esses questionamentos devem fazer parte do seu processo de reeducação financeira (saiba mais aqui).

Carro é fundamental?

Em países desenvolvidos as pessoas ricas utilizam bicicleta e transporte público. E isto colabora com a sua formação de patrimônio. O preço de uma bicicleta comum é 120 vezes menor que o preço de um carro popular. Veja como é o trânsito em cidades como Amsterdam onde muitos que podem comprar carros luxuosos preferem andar de bicicleta e transporte público.

Se o Brasil fosse diferente e você pudesse trocar seu carro por uma bicicleta (em percursos curtos) você enconomizaria de diversas formas.

  1. Bicicletas são baratas;
  2. Você não precisa pagar juros com financiamento;
  3. Você não precisa pagar impostos anuais para andar bicicleta;
  4. Você não precisa pagar por combustível;
  5. Você não precisa pagar fortunas na oficina mecânica;
  6. Você não precisa pagar lava-jato;
  7. Você não precisa pagar estacionamento;
  8. Você não precisa de vaga para estacionar;
  9. Você não precisar pagar seguros caros;
  10. Você não precisa pagar academia;
  11. Você não precisa pagar caro com alimentos para emagrecer;
  12. Você não precisa mais gastar tanto com medicamentos;
  13. Você não vai mais perder tempo em engarrafamento.

É uma pena que nossa sociedade não consiga ver as vantagens e não pressione o poder público a transformar o transporte por bicicleta e transporte público na regra e os veículos particulares na exceção.

By |13/09/2013|Categories: Automóveis|66 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

66 Comments

  1. fabio 15 de setembro de 2013 at 14:27 - Reply

    Esses valores de despesas estão fora da realidade completamente… custa ter carro mas acho que você aumentou muito esse custo… além disso, e um custo que vem com benefícios que o carro pode te proporcionar.

    • leandro 15 de setembro de 2013 at 18:37 - Reply

      Olá Fábio, os custos apresentados são nos primeiros 3 anos. Eles podem ser menores se você optar por não contratar um seguro, morar em uma cidade onde os custos com estacionamento são baixos ou não existem, optar por lavar o próprio carro no lugar de pagar uma lava-jato. Existem famílias em São Paulo que gastam mais de R$ 500,00 de estacionamento. Já quem mora em cidades do interior não possui esse custo. É claro que o carro proporciona muitos benefícios, só que eles possuem um custo. O objetivo do artigo é alertar as pessoas para que elas possam calcular os custos que terão para que fiquem conscientes do quanto um carro pode consumir do orçamento familiar. Obrigado por sua participação.

  2. Francisca 22 de setembro de 2013 at 0:31 - Reply

    Sr. Leandro eu achei interessante o artigo; porém, não concordo que utilizar transporte público fique mais barato; pois aqui em Brasília o valor da passagem de ônibus custa 3,00 e no meu caso que estou sem carro, sinto “no bolso” o quanto o gasto é alto, pois dependendo de quantas passagens vc precise pagar por dia ( quando sai de casa 2 ou 3 pessoas por ex) sem falar no estresse que é ficar mais de 1h em parada esperando ônibus que vem lotado e muitas vezes quebra no meio do percurso; a dificuldade em se fazer compras em supermercado e ficar dependendo que entregue ( acontece do supermercado só entregar até com 48h depois ) e no desconforto em não poder passear, sair à noite; enfim, na minha opinião o carro facilita muito a vida pois é um conforto; portanto, concordo que gera despesas mas é melhor pagar por algo que te dá mais prazer do que pelo que só te traz aborrecimento.

    • leandro 22 de setembro de 2013 at 2:00 - Reply

      Olá Francisca. Obrigado por compartilhar o seu caso. Na verdade o objetivo do artigo é mostrar que todos nós devemos refletir sobre o assunto. Cada cidade possui suas características, cada família tem suas necessidades. O que é vantajoso em Brasília pode não ser em São Paulo ou em uma cidade do interior de Minas. As necessidades de uma família de idosos é diferente de um jovem solteiro ou de um casal jovem. Cada realidade é diferente da outra. O importante é saber quanto realmente custa ter um carro para avaliar isto de forma racional dentro da sua realidade. Um abraço!

  3. Genilson 3 de outubro de 2013 at 23:21 - Reply

    Achei muito interessante o objetivo do texto que é alertar as pessoas sobre os custos de ter um carro. A maioria só pensa se cabe ou não na parcela no fim do mês e esquece de todos os gastos que um carro possui; geralmente as pessoas que pensam assim são aquelas que nunca tiveram um carro ou que nunca botaram os gastos na ponta do lápis. Sou jovem, moro em Recife e usava o carro da família que foi roubado, como ele não tinha seguro, ficamos no prejuízo, mas como ele era financiado estamos indo atras dos nossos direitos pois tinha um seguro do banco embutido no financiamento. Faz 5 meses que isto ocorreu e de lá pra cá estou andando de ônibus, e posso afirmar com certeza que é muuito ruim ficar dependendo de ônibus para ir e vir. Os ônibus demoram muito, vem lotados, sem estrutura que proporcione conforto, sem segurança, sem acesso a determinados locais e vc é obrigado a ter q se misturar com pessoas mal educadas de todos os tipos. As únicas vantagens que uma pessoa tem a andar de ônibus é o fato de ter que gastar com combustível, mas aí já tem a passagem do ônibus, não ter que pagar e ficar procurando lugar pra estacionar e também não tem que se estressar dirigindo. Já com o carro pode-se fazer compras no supermercado a vontade, nunca mais vai ter que gastar com Taxi, exceto se beber, pode ir e parar no lugar que vc quiser e na hora q vc quiser, diminuindo os atrasos e os estresses, viajar, sair em horários menos comuns – no meu caso gosto muito de sair tarde da noite, e ficar dependendo de ônibus ou taxi nesses horários é totalmente inviável. Além de várias outras vantagens, o maior vilão do carro, como foi explicado no texto, é o custo extra q se tem com ele e cada pessoa tem q realmente ponderar para saber se vai valer a pena todo o gasto e também se vai conseguir pagar o carro sem problemas. Eu moro em uma área central, vou a pé pra faculdade, não preciso pegar ônibus todos os dias para ir para os lugares que quero e ainda assim estou achando muuuito ruim de não estar com carro. Imagine então as pessoas que moram longe e precisam de ônibus todos os dias? É um choque muito grande sair do conforto e da praticidade de um carro e ter que passar para a triste realidade dos ônibus do recife. E olhe que nunca tive problemas de pegar ônibus , e pegava até mesmo quando tinha carro, mas a questão é precisar de um carro em certas ocasiões e não tê-lo. No Brasil o carro é extremamente caro, falta transporte coletivo de qualidade e as pessoas ainda tem a visão que ter carro é luxo. Não é luxo, carro é extrema necessidade. Nos EUA e na Europa o carro é muito barato e mesmo eles tendo transporte de qualidade, todos por lá tem carro.

    • leandro 4 de outubro de 2013 at 2:54 - Reply

      Olá Genilson. Obrigado por compartilhar sua história.

  4. Luiz Carlos 27 de dezembro de 2013 at 10:11 - Reply

    Olá Leandro,
    Cara! Parabéns pelo seu blog. Conheci ele neste final de ano. Ao longo de minha vida apanhei dos financiamentos, cheques especiais e compras a prazo. Coloquei um propósito de que nunca mais irei comprar a prazo/financiamento e lendo seus artigos estou cada vez mais convicto, embora seja um pouco tarde pois tenho 43 anos rs, mas ainda dá tempo e chega de sofrer. Ao invés de pagar juros quero em 2014 receber algum. Parabéns mais uma vez!

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2013 at 18:19 - Reply

      Olá Luiz, fiquei muito feliz com seu depoimento. Obrigado!

  5. Leonardo 8 de janeiro de 2014 at 9:22 - Reply

    Conheci o blog recentemente ao ler o livro sobre investimentos em imóveis. No caso vc estabelece a conclusão e depois parte em busca das premissas. Me lembra um pouco o Michael Moore.

    Acaba por inflacionar as despesas e superdimensionar os rendimentos.

    Vamos lá. Despesas com taxas, revisões, estacionamento? Exageradas. (quem mora em SP, acaba encontrando alternativas e na prática não paga essa quantia de estacionamento … ao menos aqueles que só podem ter um GOL MIL). Seguro do carro? Conforme o valor do carro deprecia o seguro tbém.

    Outra coisa: o valor do investimento.Vc somou o valor de aquisição do veículo e mais todas as despesas (exageradas) e aplicou sobre o total um percentual de meio ao longo de 3 anos!
    Ocorre que as despesas não se dão de uma só vez e no início. Elas vão sucedendo ao longo do tempo; de forma que aquele dinheiro (os tais 29k) poderiam ser investidos.
    Vc tbém não considerou os gastos que a pessoa sem carro vai ter para impactar a rentabilidade.

    Assim, o sujeito que compra o carro por 27k, deixa de obter rendimentos desde agora sobre as despesas (29k) que ele vai ter ao longo de 3 anos?
    Quem não comprou carro pode aplicar os 59k de uma vez? Não vai ter despesas ao longo do período? Não vai fazer retiradas? Se ele pode suportar os gastos sem mexer na aplicação aquele outro tbém pode. Do contrário a comparação não é válida.

    Isso é o que dá partir do fim para o meio …

    Sem falar q vc escolheu a dedo um carro bem barato na cidade mais cara …

    • Leandro Ávila 9 de janeiro de 2014 at 11:50 - Reply

      Olá Leonardo. O Michael Moore estimula as pessoas a pensar, não importa se pensam contra ou a favor da ideia que ele defende. O importante é que as conclusões e as premissas dele fazem as pessoas pensarem. Para escrever o artigo eu preciso de um exemplo. Preciso escolher um carro, preciso escolher a realidade específica de alguma cidade. Ao escolher um carro eu obrigatoriamente deixo de escolher todos os outros carros e todas as outras possibilidades. E isto é necessário porque seria impossível escrever um artigo mostrando todas as possibilidades. E não é este o meu objetivo. O que quero é estimular as pessoas a pensar, como você fez. Cada um deve pensar sobre sua própria realidade, cada um deve fazer as suas próprias contas com base nas suas próprias escolhas. Um abraço e obrigado por participar.

      • alice franca leite 3 de abril de 2016 at 2:08 - Reply

        Tenho 79 anos e NUNCA quis ter carro.Moro longe da Ilha Universitária /RJ onde mais se rouba carro! É tão perigoso que nem aceito carona de colegas professores como eu e me querem como testemunha na hora do sufoco e ainda me deixam no meio do caminho. Viver sem carro foi meu estilo de vida e não me arrependo.Com essa história de DIRIGIR PARADO NOS ENGARRAFAMENTOS eu prefiro o táxi que me livra de estacionar sem ter vaga…. Penso até que no longo prazo numa cidade CONGESTIONADA como o RJ a tendência é de não comprar apartamento com vaga pra não ter que “andar de carro parado”! É questão de estilo de vida ;a maioria dos supermercados não têm vaga e é mais em conta pagar e trazem tudo em casa. Acho que como o tal do CELULAR que deixa as pessoas andando como ZUMBIS e criando problemas esbarrando até em criancinhas o tal de carro é estilo de vida/status muito contraproducente. Digo isso porque sempre pude comprar o carango mas dirigir é um saco! Como disse nos meus 79 anos esse ‘objeto de desejo’ não me faz falta o que faz falta é se programar …coisa que ninguém sabe fazer .Ter carro é CARREGAR O BICHO NAS COSTAS À PROCURA DE VAGA E…”andando parado”.As “artérias”/ruas das grandes cidades sofrem de esclerose crônica bem como quem dirige… Esse mico eu nunca paguei!!!!

        • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:57 - Reply

          Oi Alice. Parabéns por sua visão desprendida e libertadora.

  6. Leonardo 10 de janeiro de 2014 at 12:27 - Reply

    Leandro, a questão não foi exatamente a escolha mas o porquê dela.
    Não foi por acaso que vc escolheu um GOL mil sem ar em SP.
    Vc queria demonstrar que em 3 anos os gastos superam o valor de aquisição, Ocorre que para a maioria dos proprietários de veículo, isso é falso. Tanto é assim que vc precisou exagerar nas depesas e criar uma rentabilidade inexistente. Isso não deixa de ser manipulação.

    No mais o seu blog faz as pessoas pensarem, tem uma proposta interessante e contribui para a educação financeira, algo que no Brasil, ainda estamos engatinhando.

    Já o Michael Moore não passa um marketeiro hipócrita. Vive de manipular dados, Elogia a saúde e o regime de Cuba (Sicko) do alto de sua cobertura em NY. Canta glórias aos sindicatos, mas na hora de contratar prefere trabalhadores não sindicalizados.Defende maior intervenção estatal, impostos, mas na hora de filmar busca incentivos fiscais e locações fora do país. Sem contar que, seus documentários já foram inúmeras vezes confrontados com os fatos … e ele o que fez? Criticou a pessoa, o confrontador … não os dados apontados
    Ele não defende ideias … mas sim vende um produto. Suas ações não passam de estratégia de markting. Americano falando mal dos EUA dá bastante dinheiro.
    Longe de mim achar os EUA o paraíso. Mas sem dúvida alguma, muito melhor que Cuba, Coreia do Norte, China, Rússia, Venezuela, Bolívia, Argentina, Brasil …
    Abçs…

    • Leandro Ávila 10 de janeiro de 2014 at 13:38 - Reply

      Olá Leonardo. Eu entendo tudo que você disse. Mas seria interessante entender que estou apenas estimulando as pessoas a pensarem, para mim não importa se vão pensar igual a mim ou se vão pensar diferente de mim. De uma forma ou de outra estarão pensando sobre os custos do carro que desejam comprar com base na realidade individual de cada um. E quando o assunto é dinheiro o brasileiro não costuma pensar muito no que faz. Suas decisões são mais emotivas. Para cada 1000 leitores do artigo teremos 1000 casos totalmente diferentes do exemplo apresentado no artigo. Se desses 1000, alguns se sentirem estimulados a refletir, como você fez, tirando suas próprias conclusões, como você fez, o objetivo do artigo terá sido atingido. No caso do Michael Moore até quando ele fala coisas que você não concorda, ele está te dando a oportunidade de refletir sobre essa coisa. Um abraço e obrigado!

  7. Eduardo 14 de janeiro de 2014 at 14:24 - Reply

    Faz tempo que não leio um texto tão claro, esclarecedor e isento de qualquer opinião pessoal ou emocional. Repetimos aos quatros cantos que nosso país precisa de educação. E precisa muito! Mas as escolas sozinhas não vão propiciar uma melhoria nesse sentido. Nosso povo precisa urgente de educação em várias áreas: saúde, nutrição, legislação, política, financeira, etc. Nesse contexto a sua página é muito bem vinda. Seus artigos são muito claros, sua educação e paciência em responder aos comentários é infinita! Comentários aliás, que denotam a dificuldade de interpretação de textos ou de análise lógica de muitas pessoas. Não tenho palavras para elogiar a iniciativa. Me curvo perante uma mente brilhante. Parabéns!

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2014 at 16:10 - Reply

      Olá Eduardo, fico muito agradecido por me enviar palavras tão gentis. Compartilho com você a mesma preocupação. Precisamos de educação e de esclarecimento. Se possível continue participando das áreas de comentários do site. Com certeza será muito proveitoso para todos os leitores. Um abraço.

  8. Everton Siqueira de Souza 19 de janeiro de 2014 at 8:57 - Reply

    Olá Leandro Avila, tenho acompanhado seus textos através do site clubedospoupadores, realmente é uma educação em financias. Cada pessoa deveria preocupa-se com a disciplina do “gastar”. Dificilmente teremos resultados eficazes num mundo onde o mercado de consumo é estimulado por tudo e a todo momento. Parabéns, a necessidade de orientação financeira a grande maioria das pessoas é enorme.
    Parabéns, um abraço!

    • Leandro Ávila 19 de janeiro de 2014 at 10:45 - Reply

      Olá Everton, compartilhamos da mesma opinião. Muito obrigado!

  9. Almir 19 de janeiro de 2014 at 18:10 - Reply

    Olá!
    Parabéns pela matéria Leandro!
    Estou prestes a completar 43 anos de idade e já tinha feito a mim mesmo a seguinte pergunta: Será que eu realmente tenho condição de ter um automóvel? A resposta que eu gostaria é realmente diferente da resposta real e, chego a conclusão que, no meu caso, não vale a pena manter um carro com tantas despesas.
    Tenho orçamento parecido com o do exemplo que você deu e realmente fica difícil manter um carro. Além do mais, percebi que alguns amigos meus que não tem carro, tem aproveitado a “sobra” no orçamento para realizar outras coisas, entre as quais: Viajar em férias! Coisa que não faço há um bom tempo com minha família, devido aos sucessivos financiamentos e gastos para manter um automóvel.
    Este ano de 2014 vou agir de maneira diferente: Vou pensar seriamente e talvez venda o meu carro. Pretendo viajar,renovar os móveis de minha casa, pagar um curso de pequena duração para os meus dois filhos, ajudar minha esposa a cursar uma faculdade, etc.
    Claro que vou abrir mão de um certo prazer e conforto para dar de cara com a vida que tenho no momento, encarar a minha realidade e se o carro era o meu disfarce não o será mais. Contudo, assim que puder, terei um automóvel novamente.

    • Leandro Ávila 20 de janeiro de 2014 at 1:02 - Reply

      Olá Almir, com certeza será uma experiência muito válida para sair da sua zona de conforto e testar outras possibilidades fora do senso comum. Existem pessoas que realmente vivem muito bem sem carro por opção. Existem aquela que não conseguem viver sem ele e estão conscientes do custo e que muitas vezes este custo significa abrir mão de outras coisas. O importante mesmo é ter o carro ou não ter o carro com plena consciência da nossa decisão. Um abraço.

  10. Antonio Fernando 5 de fevereiro de 2014 at 14:25 - Reply

    Parabéns pela matéria Leandro.
    Achei muito interessante a forma em que abordou a real necessidade de termos um automóvel. É claro que esses valores estão acima da realidade de muitas pessoas pois algumas escolhem lavar seus carros, outras nao colocam em estacionamentos, etc. Mas enfim, é extremamente claro, “agora” ,que nao estamos totalmente conscientes das reais despesas de ter um veiculo.
    Seu site é muito bom. Parabéns e espero que continue ajudando a mim e a outras pessoas!
    Abraço e muito sucesso l!

    • Leandro Ávila 5 de fevereiro de 2014 at 17:30 - Reply

      Obrigado Antonio. O importante é viver em plena consciência. Um abraço.

  11. Alex Melo 23 de abril de 2014 at 13:25 - Reply

    Muito interessantes os artigos e os debates. De grande valia para nortearem a todos sobre assuntos do cotidiano que pouco pensamos, ou muitas vezes não atentamos aos detalhes e outros pontos de vista. Parabéns.

  12. Alexandre Roberto de oliveira 11 de maio de 2014 at 11:17 - Reply

    Muito obrigado.

  13. Jurandir José Lopes 6 de abril de 2015 at 17:21 - Reply

    É a primeira vez que acesso o site. Muito interessante e elucidativo. Já o coloquei como Favorito. Abraço. Jurandir

  14. Luis Botelho 28 de junho de 2015 at 19:34 - Reply

    Olá Leandro Ávila!!

    Conheci o seu trabalho através de um amigo e comecei a acompanhar o site!
    Parabéns pela iniciativa!

    Quanto a esse artigo, tenho uma boa história para contar !

    Quando me formei em Engenharia Civil em 2006, fui trabalhar fora da minha cidade e nunca precisei de carro próprio.

    Retornei a minha cidade (Salvador) no final de 2011, senti a necessidade de comprar um carro!

    Mas acredite!! Fiquei um mês com carro alugado, para pesquisar e tomar a decisão de comprar um carro zero, alugado ou não comprar carro nenhum!!

    Fiz todas as contas (iguais ao exemplo do artigo), e cheguei a conclusão que era melhor andar de táxi, ônibus e eventualmente alugar carros.

    Mas por questões pessoais e de oportunidade, comprei um carro usado (2009) e estou com ele até hoje!!!

    Um abraço!

    • Leandro Ávila 29 de janeiro de 2016 at 1:34 - Reply

      Oi Luis. O importante é fazer esta reflexão. Tomar a decisão de forma consciente, seja ela qual for.

  15. Amanda 8 de julho de 2015 at 21:51 - Reply

    Ola Leandro
    Muito esclarecedor seu texto,estava pensando em comprar um carro mas vejo que ainda é melhor financiar um imóvel do que um carro que tem depreciação e fora os altos gastos,além disso pagamos seguro pra torcermos pra não sermos roubados,ou seja,o que já é um “roubo” em dinheiro ter que pagar a seguradora pra vc mesmo ter que torcer pra não ser roubado.Além disso a cidade de São Paulo está um caos de trânsito,as pessoas deveriam refletir melhor e utilizar bicicletas,pois asim não polui o meio ambiente além de ser saudavel pra própria pessoa.

  16. Ailton 12 de agosto de 2015 at 16:13 - Reply

    Ávila parabéns pelo artigo. Após a leitura desse artigo tomei a coragem de pegar todos comprovantes de gastos do meu carro desde a sua compra em 01/07/2011 até hoje ago/2015, bem como uma calculadora, caderno e caneta. Fiquei surpreso com o resultado! O meu perfil é daqueles que utiliza o carro pouco, assim me considero. Todavia, fiquei de cabelo em pé, apesar de não existir muito em meu couro cabelo (rsrsrs). Custos a seguir:
    -Manutenção: R$ 2.394,80
    -Licenciamento: R$ 3.010,87
    -Seguro: R$ 6.860,47
    -*Gasolina R$ 11.265,78

    Total R$ 23.531,92

    O valor da gasolna foi por “alto” (majorado). Valor médio da gasolina R$ 2,40-R$ 3,50 dos últimos 4 anos. Considerando gasolina necessária para rodar 42.008 KM com a taxa de 11 KM/L.

    O meu carro é um Fox 1.0 comprado com apenas 19.500 KM, hoje ele já está com 61.508 KM rodados. O preço dele de mercado é mais ou menos o que gastei com ele nos últimos 4 anos. Não pretendo ficar com ele por mais quatro anos, Tenho um plano para trocar de carro daqui a três anos. Você tem algum artigo com o assunto hora ideal para trocar de carro? Vejo muitas pessoas trocando de carro ano após ano como poucos KMs rodados de uma forma que um educado financeiramente jamais faria.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2015 at 18:01 - Reply

      Oi Ailton, quanto mais tempo você fica com o carro mais você vai diluindo o dinheiro que perdeu ao longo do tempo. O limite dessa espera está nos custos para manter o carro funcionando. Dependendo do veículo e da forma como o proprietário usa o carro estes custos começam a aumentar muito depois de uma determinada quantidade de anos de uso. Carro é sempre uma despesa, uma verdadeira máquina de consumir dinheiro. O que cada um precisa avaliar é o benefício (os ganhos) que se tem tendo um carro com relação aos custos que ele produz. Dessa forma você manterá um carro de forma consciente.

      • Ailton 13 de agosto de 2015 at 23:10 - Reply

        Obrigado pela vossa atenção!

  17. Cláudio (cicilista) 4 de janeiro de 2016 at 20:19 - Reply

    Boa noite, Leandro. Gostei muito do artigo. Como sempre muito útil para quem pensa e quer mudar. Todos nós sabemos que os carros são necessários em certas circunstâncias, mas a maioria ainda os considera uma forma de “status”, e a bicicleta denota uma falsa ideia de falta dele. Problema cultural e de subdesenvolvimento atrelado aos interesses corporativos e governamentais. Parabéns

  18. Cláudio (cicilista) 4 de janeiro de 2016 at 20:23 - Reply

    Em tempo. Trabalhei como caixa de banco, e sempre indagava sobre isso aos devedores do “enorme carnê” que eles pagavam. A resposta era sempre a mesma e desprovida de sentido: “Se não fizer assim a gente não tem nada” Escravos do sistema.

  19. Igor 29 de janeiro de 2016 at 0:56 - Reply

    Parece que esse post foi feito pra min , pena que eu estou lendo três anos depois que cai na besteira de comprar um carro . São muitos gastos , quando vejo o que poderia ter economizado e investido com projetos pessoais me bate um certo desanimo . Você citou vantagens varias vantagens de andar de bike que eu nunca tinha parado pra pensar , infelizmente sempre que penso em comprar uma bike novamente para poder andar a insegurança , buracos e falta de pista e respeito com ciclista me desanima. O ser humano tem essa mania de conforto / status que acaba drenando grande parte de seu dinheiro .

    • Leandro Ávila 29 de janeiro de 2016 at 1:29 - Reply

      Oi Igor. Infelizmente nem toda cidade tem a estrutura apropriada para a bicicleta.

  20. Pedro 16 de fevereiro de 2016 at 21:08 - Reply

    Muito bom, parabéns pela reportagem. Estou me desfazendo do carro e vou começar a andar de bike mesmo.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 23:00 - Reply

      Oi Pedro. Você só deve ter o cuidado de avaliar a questão da segurança no uso de bicicletas na sua cidade.

  21. Diego 3 de março de 2016 at 21:44 - Reply

    Boa noite Leandro,

    Interessante a proposta de racionalizar a compra de um veículo. Sempre fugi de financiamento e no meu caso o carro é usado praticamente para passeio. No dia dia, das idas e vindas do trabalho, em torno de 8 km da minha casa os quais rendem 4 viagens por dia totalizando 32km, utilizo uma motocicleta que tem custos baixíssimos de manutenção e consumo, sendo inclusive mais em conta que ônibus. Enquanto isso o carro entra em cena nos fins de semana e possíveis passeios a noite sendo dificilmente rodo mais de 600 km por mês, média de um tanque. Como vc avalia o fato de ter dois veículos para “reduzir custos” lembrando q nenhum deles adquiri zero. A moto, peguei por 3.000,00 e o carro paguei 15.000,00.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 23:00 - Reply

      Oi Diego. Eu penso que as motos elevam sua exposição ao risco. O custo reduzido embute o custo do risco que é difícil de calcular.

  22. Lucas 13 de março de 2016 at 17:42 - Reply

    Olá Leandro. O custo do IPVA é 4% do preço do carro. Eu queria saber se o IPVA fica mais barato a medida que o carro sofre depreciação.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:58 - Reply

      Oi Lucas. Em alguns locais carros antigos não pagam IPVA.

  23. João Silva 19 de outubro de 2016 at 15:01 - Reply

    Gastei 55000 reais a 5 anos atrás com um carro que agora não vale nem 20000 reais. Foi a maior burrice da minha vida!!!

  24. João Paulo 21 de outubro de 2016 at 20:16 - Reply

    Bem, 3 anos depois, lá vai minha avaliação! Influenciado pelo artigo de “carros de luxo para seduzir e gerar relação de dependência em cargos mais altos das empresas”.

    Modernamente, temos ainda a opção do UBER, que deve ser levada em conta quando se compara decisões de como suprir nossas necessidades de mobilidade.

    Não me recordo ao certo a matéria (é de 2016), mas existe um relação de igualdade de custos para quem anda 33 km/dia (preços de carro popular em São Paulo), sendo que é vantajoso andar de UBER para quem anda menos e comprar um carro para quem anda mais do que isso.

    A existência e fácil acesso à essa opção pode ajudar a driblar problemas como baixa qualidade de serviço público, atrasos no deslocamento, além de contar com o desestresse de não precisar dirigir (tem gente que gosta, é quesito pessoal), poder utilizar o tempo gasto no deslocamento com algo produtivo ou de entretenimento com livros/tablets/smartsphone (maior disponibilidade de tempo livre), não se preocupar com revisões/seguro/reparos (situações com potencial para gerar muita dor de cabeça) e, principalmente para cidades grandes, não se preocupar com estacionamento (é um inferno tentar estacionar na Asas Norte/Sul e preço de estacionamento em shopping é uma extorsão).

    Se você precisa fazer uma viagem com a família por alguns dias ou algo parecido que seria bom ter um carro 24h à sua disposição, não esquecer da possibilidade de se alugar um carro por poucos dias!

    Além da questão cultural/tradição, a maioria das pessoas que advogam a favor de carro próprio o fazem por conta do STATUS relacionado com a posse do carro. Em cidade pequena (mas também em círculos de pessoas com vínculos intensos em cidades grandes, como universidade/empresa) é comum se dizer “Ah, o fulano da F-150 ou ciclano do Civic preto?”, ou seja, os carros passam a definir a própria identidade das pessoas, e ter um bom carro é relevante (ou mesmo definidor) para se ter respeito/admiração/consideração; logo, até mesmo a vida amorosa da pessoa pode ser facilitada ou dificultada (ás vezes inviabilizada) em função do carro que se tem, assim como acesso a determinados círculos de pessoas (comportamento de grupo), que de outro modo se é automaticamente excluído.

    Conclusões:
    – Todos temos necessidade de mobilidade (principalmente intra-urbana), e saber as diferentes opções para se suprir tal demanda é essencial para se fazer uma boa escolha, ao invés de seguir o rebanho e imaginar que a única opção é o carro próprio.
    – Cuidado ao comprar um carro para se mover (objetivo racional) ou para se promover (objetivo que o consciente em geral busca desculpas ou mecanismos de defesa para tentar justificar algo que é para satisfazer o subconsciente).

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:54 - Reply

      Oi João. A pessoa que se define pelo carro que tem, e a credita nisso, tem sérios problemas e eles não tem nenhuma relação com a educação financeira.

  25. Jose Roberto 24 de outubro de 2016 at 16:55 - Reply

    parabens leandro. o mais importante como ficou mastrado no artigo e ter consciencia das decisoes a tomar;pois muitas vezes aqueles sonhos adiquiridos sem maiores reflexoes se tornam nos maiores pesadelos.um forte abraço…

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:50 - Reply

      Oi José. O importante é fazer com consciência para depois não ficar reclamando. Temos que assumir o que fazemos.

  26. Vinicius 13 de dezembro de 2016 at 13:17 - Reply

    Cara minha opnião é essa, carro pode ter custo e tudo mais, porém se tu não gasta nisso, acaba gastando em outra coisa então pra mim vale mais a pena gasta num prazer meu. Mas né cada um cada um.

  27. António Lourenço 10 de janeiro de 2017 at 18:00 - Reply

    Caro Leandro Avila
    Antes de mais dexe-me dar-lhes os parabéns pelo excelente texto. De acordo com os dados a que tenho acesso, o brasileiro médio trabalha quase metade do ano, isto é 600 Reais por mês, para pagar as despesas totais do seu carro. Elas são o seguro, DPVAT, o combustível, as vistorias, reparações, manutenção preventiva, possível crédito automóvel, depreciação do veículo, IPVA, DPVAT, taxa de licenciamento, lavagens, eventuais multas, pedágios e estacionamento. Esse custo total ultrapassa muitas vezes os 1000 Reais por mês, mas as pessoas não fazem essa contabilidade porque as contas que se pagam aparecem distribuídas pelo ano em diferentes parcelas. Faça você mesmo as suas contas e poderá ficar surpreso com o resultado final! Pense depois quanto ganha por mês e quantos meses tem de trabalhar para suster o seu carro!

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:48 - Reply

      Existem pessoas que passam a vida sustentando carros e reclamando do custo de vida.

  28. Leonardo 1 de maio de 2017 at 15:12 - Reply

    Leandro, me permita compartilhar minha experiência nisso..Comprei um veiculo por R$ 38.400,00 a vista em 31/03/2014.

    Após muita paciência devo vendê-lo por R$ 33.000,00 após exatos 37 meses de uso (3 anos e um mês de uso). Não vou considerar o “custo de oportunidade perdida”, que seria R$ 38.400 x 0,80% a.m, pois para fins didáticos esse valor seria próximo ao gasto mensal com transporte publico (durante a semana) e taxi/uber aos fins de semana. Assim sendo, vamos aos valores dispendidos de forma arredondada:

    2014: R$ 6.000,00 (9 meses)
    2015: R$ 4.730,00 (12 meses)
    2016::R$ 5.570,00 (12 meses)
    2017: R$ 3.000,00 (4 meses)
    2017: R$ 5.400,00 (diferença entre o valor adquirido e vendido)

    Total: R$ 24.700,00 (onde 24.700 / 31 .: R$ 797,74 por mês)… Uma vez que rodei 19.700 km, o custo por km foi R$ 0,7975.

    Ou seja, gastando até R$ 800 por mês, eu poderia muito bem ter me virado com o transporte público/táxi/uber, pois moro em uma capital, com certa facilidade para tais usos.

  29. João P Ferreira 6 de maio de 2017 at 15:23 - Reply

    Caro Leandro, parabéns pelo artigo em relação aos custos do automóvel. Repare que os custos que o Leandro apresenta na tabela para vários modelos, totalizados, rondam entre os 700 e 900 reais por mês. Todavia repare que, de acordo com o autocustos, considerando as centenas de entradas dos usuários brasileiros, esse valor atinge os 1200 reais por mês. Caro Leandro, gostava de conhecer a sua opinião sobre esses valores. Obrigado. Cumprimentos

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:46 - Reply

      Oi João, cada pessoa vive em um lugar diferente, possui custos diferentes.

  30. Marcos Goulart 28 de junho de 2017 at 12:09 - Reply

    Prezado Leandro,

    perfeito artigo !!
    estou com uma grana guardada e ia comprar um carro a vista, porém NÃO havia feito o custo/ ano para mantê-lo.

    vou aplicar essa grana e o custo ano que teria, vou usar UBER,LOCADORA E METRÔ……
    MUITO, MUITO obrigado pela dica !!!

    cordialmente,
    Marcos Goulart

  31. Thiago Cordovani 25 de julho de 2017 at 18:15 - Reply

    Gostei do artigo. Coloca para pensar. Estou para tomar a decisão de comprar o segundo carro.
    Moro em uma cidade do interior do RJ (Resende). Trabalho 2 ou 3 vezes por semana fora da minha cidade. Até hoje uso transporte público. Mas com a chegada da segunda filha, a logística está ficando complicada.
    Fui buscar a alternativa de locação mensal de carro (Localiza e Movida).
    Não consegui chegar a uma conclusão se é ou não vantajoso, em comparação à compra de um mesmo carro à vista.
    Se vc puder me ajudar nessa análise, seria interessante.
    O Táxi aqui é bem caro.
    Uber não existe.
    Ou terei que comprar um segundo carro ou alugar um por mês.
    Vc pode ajudar nessa análise?

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:43 - Reply

      Oi Thiago, só você pode simular com base na sua realidade local.

  32. Tamyres 11 de agosto de 2017 at 20:21 - Reply

    Boa noite!
    Gosto muito do site, mas esse artigo trouxe preços fora da realidade (tirando a depreciação). Tenho um Pálio e meus custos passam longe disso.
    1. Não faço seguro, mas todos os anos eu faço uma simulação e guardo o dinheiro. A simulação nunca passou de R$1.700,00
    2. Gasto 300,00 por mês de gasolina. Se eu fosse ao trabalho de ônibus gastaria R$240,00 e ainda teria que pagar sempre que fosse sair, fazer feira.
    3. Não há necessidade de mandar o carro para o lava jato toda semana. Eu deixo eu organizado, lavo o exterior e levo uma vez por mês para dar uma geral que custa R$40,00. (Todo mundo entra no meu carro dizendo que tem cheiro de novo).
    4. Se Taxa for IPVA o valor dele é de R$1.500,00 e não de R$3.000,00.

    Acho importante cada um fazer suas próprias contas, esse tipo de artigo deveria despertar isso nos leitores.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2017 at 22:42 - Reply

      Oi Tamyres. Não seria possível fazer um artigo que retrata a realidade de cada pessoa. Cada um deve fazer o seu dever de casa.

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