Ignorância alimentar e financeira

Você sabe como a indústria de alimentos fatura trilhões de dólares todos os anos explorando a ignorância alimentar e financeira das pessoas? É sobre isso que vamos falar nesse artigo.

Não é só a ignorância financeira que faz você perder dinheiro. A sua ignorância alimentar faz você perder muito dinheiro do início ao fim da sua vida. Para piorar, muitas vezes essa ignorância acaba resultando em doenças, gastos com medicamentos, tratamentos de saúde, perda de produtividade e até abrevia a sua vida.

O pior é que somos tão ignorantes com relação a maneira como os alimentos são produzidos e vendidos que acabamos cultivando, propagando e até estimulando os nossos maus hábitos alimentares entre os nossos filhos, amigos e parentes.

Antes de continuar assista ao vídeo logo abaixo:


O tumulto logo acima ocorreu recentemente (fonte). Olhando rapidamente, parecem vítimas de uma catástrofe natural, pessoas esfomeadas, lutando por alimentos dentro de um supermercado. Homens, mulheres, idosos e crianças gritam e empurram como se estivessem lutando para garantir a própria sobrevivência.

Só que não é nada disso. O vídeo retrata franceses brigando por um pote de creme de avelã com cacau. Esses tumultos foram registrados em diversas localidades da França, ao mesmo tempo, dentro de lojas de uma rede de supermercados que oferecia desconto no preço de um famoso creme de avelã com cacau.

O funcionário de uma das lojas disse: as pessoas entraram correndo, empurrando e quebrando coisas. Era como uma orgia. Quase chamamos a polícia” (fonte). A polícia chegou a ser chamada em algumas lojas da rede.

A rede de supermercados e a própria fabricante do creme, pediram desculpas publicamente pela confusão. Provavelmente as empresas não esperavam que as pessoas se comportassem como animais diante de uma promoção de creme de avelã.

Após a divulgação do desconto de 3 euros, através das redes sociais, as pessoas saíram das suas casas desesperadas até o supermercado mais próximo.

Para que você possa ter uma ideia sobre o que significa 3 euros, o salário mínimo na França é de 1.480,27 euros que seria algo em torno de R$ 5.800,00 (fonte). Na média, os franceses ganham mais do que um salário mínimo.  O desconto de 3 euros faria alguém que ganha apenas 1 salário mínimo, na França, economizar o equivalente a 0,2% do salário mínimo local. Esses 0,2% de economia diante do salário mínimo brasileiro seria como brigar no supermercado por um desconto de R$ 1,90 ou 0,2% do salário mínimo de R$ 954,00.

Comportamento irracional

Não importa muito se a pessoa vive em uma cidade europeia desenvolvida, se estudou em boas escolas, tem uma boa renda e está com a barriga cheia.

A irracionalidade diante das promoções pode afetar qualquer pessoa que não pare alguns segundos para pensar racionalmente antes de tomar uma decisão de compra.

Não importa se a promoção é de creme de avelã ou de um automóvel. A irracionalidade diante de ofertas e promoções é generalizada.

Muitos permitem que as empresas influenciem e manipulem suas decisões de compra através de propagandas e estratégias de marketing. Nesse vídeo dos franceses, provavelmente, a maioria não parou para refletir se 3 euros de desconto realmente compensariam o esforço e todos os custos envolvidos.

As pessoas largaram suas casas e trabalho, gastaram tempo, enfrentaram trânsito, gastaram com estacionamento e ainda se envolveram em situações de estresse, brigas e descontrole emocional para economizarem 3 euros.

Quantas vezes você fez a mesma coisa e depois, quando parou para pensar, percebeu que o desconto e o produto adquirido não compensaram e não eram tão importantes? Quantas vezes você comprou algo movido por um impulso e depois se arrependeu?

O pior é que nem sempre temos conhecimento suficiente para o arrependimento. Muitas vezes a nossa ignorância nos faz valorizar produtos sem valor como determinado supérfluos alimentares que são totalmente dispensáveis.

 

Muitas vezes, por falta de uma simples reflexão, o barato acaba saindo muito caro.

Você sempre perde quando compra qualquer coisa movido pela emoção, sem um julgamento racional.

Muitas vezes as pessoas compram produtos que não precisam na busca por um sentimento falso de vitória, de ter obtido algum tipo de vantagem, prêmio ou bônus. As pessoas que elaboram as estratégias de vendas das empresas conhecem essas fraquezas e as exploram.

Valorizar o que não tem valor

A capacidade de manipulação das empresas sobre as nossas decisões de consumo vai muito além dos preços e promoções. Elas conseguem fazer com que você valorize produtos que não possuem real valor.

É incrível como aceitamos as ilusões sobre o valor daquilo que as empresas produzem e vendem.

Preço é aquilo que você paga por um produto. Valor é aquilo que você leva para casa. A arte de ganhar dinheiro através da indústria de alimentos está da capacidade da indústria cobrar um preço elevado por coisas que não possuem valor elevado.

Vamos pegar o exemplo desse creme de avelã com cacau. Poderia citar muitos exemplos, mas preciso escolher apenas um para escrever o artigo.

Muitos relacionam o creme de avelã famoso com a imagem de um alimento nobre. Ele é visto como algo especial capaz de “gourmetizar” qualquer receita e a vida de quem o come.

Sabemos que avelã e cacau são alimentos caros, quando são puros, e aceitamos pagar mais por eles. O problema é que nem sempre o que existe dentro da embalagem é exatamente aquilo que você imagina e que aparece destacado na embalagem.

Quando olhamos as letras miúdas dos ingredientes em algum lugar escondido do rótulo, descobrimos a grande arte de faturar trilhões da indústria de alimentos.

Toda a indústria de alimento investe na construção da imagem que as pessoas possuem sobre os seus industrializados através das campanhas de marketing e publicidade.

Toda a comunicação é emocional. Raramente se fala sobre o que realmente estão vendendo, sua composição e os valores nutricionais.

Quando você compra um creme de avelã com cacau, provavelmente imagina que quase todo o conteúdo da embalagem é avelã e cacau.

No caso do creme de avelã do vídeo, a maior parte do que existe dentro do pote é açúcar e óleo de palma. Avelã e cacau aparecem em quantidades ridiculamente pequenas. Observe a ilustração desenvolvida por uma entidade alemã.

Observe na figura acima a quantidade de açúcar. Você deve saber que açúcar é um ingrediente barato. É fácil imaginar como é lucrativo vender açúcar pelo preço da avelã.

Outro ingrediente barato que existe em grande quantidade dentro do pote de creme de avelã é o óleo de palma.

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais baratos que existem no mundo (fonte). Imagine a lucratividade que é vender o óleo mais barato do mundo pelo preço que costumam cobrar pela avelã e cacau. Segundo o site da empresa, a avelã representa apenas 13% do produto.

Nada disso é segredo. No rótulo é possível ver os ingredientes. Eles são listados em uma ordem que segue a maior quantidade para a menor quantidade. Como o açúcar e o óleo de palma aparecem no início da lista isso significa que os dois representam a maior quantidade do conteúdo da embalagem.

A mesma estratégia de vender açúcar e óleo barato por preços elevados é adotada em outras indústrias de alimentos. Você também paga muito caro pelo açúcar e gordura vegetal que representam o maior volume da maioria dos sorvetes, chocolates e doces. A gordura vegetal barata também está fazendo volume nas margarinas, molhos de salada, bolos, tortas, panetones, ovos de páscoa, biscoitos, alimentos fritos e processados.

Vale lembrar que o óleo de palma é o mesmo óleo de dendê, só que o óleo de dendê preserva as características naturais do óleo enquanto o outro passa por processos químicos que retiram o odor, sabor, cor e nutrientes. Com isso, esse óleo barato pode ser utilizado para produzir marcas caras e sofisticadas de produtos alimentícios, cosméticos e até produtos de higiene e limpeza.

Qualidade percebida

Muitas indústrias trabalham dia e noite procurando meios de reduzir o custo dos ingredientes sem comprometer o sabor, textura e a percepção de qualidade.

Para isso, existem aromatizantes e produtos químicos que garantem a cor, textura e aparência dos produtos artificialmente.

Para a indústria, o importante é fazer você acreditar que está comprando algo de qualidade, ou seja, o que importa é a qualidade percebida e não a verdadeira qualidade. Quanto maior o valor que eles conseguem fazer você perceber, mais caro podem cobrar, mais caro você aceita pagar.

O fato é que muitas vezes você permite que as empresas introduzam na sua cabeça a ideia de que os seus produtos possuem grande valor. Você acredita nas propagandas e demais estratégias de marketing e vendas.

Vender uma combinação de ingredientes baratos, como se fossem produtos nobres, é um grande negócio. Sua ignorância alimentar é uma grande oportunidade de negócio.

É importante lembrar que não é papel da indústria cuidar da sua saúde. Você é que deve cuidar da sua saúde.

Não espere que os governos cuidem da sua saúde. Pesquise quais são as indústrias que mais patrocinam as campanhas dos políticos no Brasil e no resto do mundo. Use sua imaginação. Os políticos que fazem e modificam as leis querem continuar recebendo apoio dessas indústrias nas eleições futuras.

Pesquise também quais são as indústrias que patrocinam aquelas pesquisas que aparecem na imprensa mostrando que consumir determinado alimento pode fazer bem para a sua saúde. As indústrias que patrocinam essas pesquisas costumam ser as mesmas que compram publicidade nas revistas, jornais e TVs que divulgam essas pesquisas.

Você é que deve escolher os produtos avaliando a qualidade e os ingredientes. A indústria de alimentos vai cuidar dos lucros dela e você precisa cuidar da sua saúde e do gasto inteligente do seu dinheiro com a sua alimentação.

Quando estiver fazendo compras, lembre-se: alimentos de verdade não precisam de propaganda e muitas vezes não precisam de uma marca. Você não vai encontrar comerciais na televisão motivando você a comer frutas, verduras, cereais, peixes frescos, carne in natura, ovos frescos, etc.

Devemos buscar informações sobre os alimentos que consumimos, pois, o dinheiro que gastamos nesses alimentos é um investimento feito na nossa saúde. Um dia iremos sentir na pele os ganhos ou perdas desse tipo de investimento.

Acredito que o uso inteligente do nosso dinheiro não se limita a escolher bons investimentos ou aproveitar as boas promoções e ofertas que aparecem no comércio. O uso inteligente do seu dinheiro vai muito além disso.

As empresas vendem aquilo que a ignorância alimentar das pessoas demanda, cobrando o preço que elas aceitam pagar.

Se as pessoas tomarem decisões mais inteligentes no momento de escolher aquilo que consomem, as indústrias naturalmente irão se adaptar. Uma população consciente exige mais qualidade e a indústria passa a oferecer mais qualidade.

O que devemos realmente combater é a ignorância em todas as suas formas. Devemos investir em livros, cursos e outras fontes de conhecimento.

Dica: Segue a dica de uma aula gratuita online (visite aqui e clique no botão laranja), que é uma demonstração de um curso sobre alimentação forte, que eu já fiz e recomendo.

By |30/01/2018|Categories: Consumo|125 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

125 Comments

  1. Pedro 30 de janeiro de 2018 at 14:06 - Reply

    Caro Leandro, antes de você publicar o artigo no antigo site, eu já havia adquirido o e-book do Rodrigo Polesso mas somente consegui colocar em prática após a leitura dos seus dois artigos. Quando irá colocá-los novamente no ar? Grande abraço,
    Pedro.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 15:29 - Reply

      Olá Pedro, não existe uma data definida, mas os artigos que estavam no transcendência financeira serão aos poucos revisados e publicados no http://intrasenso.com que é o projeto onde escreverei sobre as demais áreas que envolvem o desenvolvimento pessoal que eu também estudo todos os dias.

  2. Fabio 30 de janeiro de 2018 at 14:50 - Reply

    Seu texto veio a calhar, ACABEI de comprar vinhos na Wine porque hoje estava com frete grátis. Eu precisava? Certamente não…

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 15:48 - Reply

      Oi Fábio. O mercado de vinhos é um exemplo curioso. As pessoas estudam, compram livros, fazem cursos sobre vinhos, gastam tempo e dinheiro se catequizando para se tornarem “bons consumidores de vinho”. As pessoas se sentem especiais e se orgulham dos conhecimentos sobre vinho que acumulam. Os “professores” normalmente são pessoas diretamente ligadas ao mercado de vinhos. Quanto mais conseguem “converter” novos “fieis consumidores de vinho”, melhor para a indústria que eles servem. Com base nos conteúdos teóricos e técnicos, (que a indústria inventa) as pessoas aprendem o que é um atributo que torna o vinho melhor que o outro (coisa muito subjetiva) e que muitas vezes está diretamente relacionado com o vinho mais caro. A questão é pensar quem realmente se beneficia com esse trabalho de doutrinação do consumidor de vinhos e outros produtos industrializados. Quais são os interesses por trás de pesquisas que falam sobre as propriedades medicinais do vinho e não da uva (que é a matéria prima barata)? As uvas sim, são alimentos com valor, embora custem bem menos que uma garrada daquilo que a indústria faz com elas.

      • o Ventura 6 de fevereiro de 2018 at 16:00 - Reply

        Tenho uma experiência curiosa a respeito. Em uma visita a Santiago, no Chile, fui fazer um passeio em uma das famosas vinícolas, com direito a degustação, a qual contava com um sommelier (especialista em vinhos).

        Pois bem, entre um vinho e outro, o especialista conduzia as pessoas para “se atentarem à cor” do vinho, sentirem o aroma, sentirem os sabores. O curioso é que muitas vezes as características do vinho só eram percebidas após o dito “especialista” contar do que se tratava. Vinho com “sabor de pêssego e toques cítricos”, por exemplo. É completamente sugestionável.

        Tudo é marketing e aparências. Com uma garrafa bonita, uma mesa com velas, som da natureza ao redor e um autonomeado especialista, até um sangue de boi vira o melhor sabor do mundo.

        • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2018 at 12:51 - Reply

          Olá Ventura. É totalmente sugestionável. Faz parte de toda a estratégia de marketing para transformar um alcoólico em ouro. Para quem vende o vinho a preço de ouro, os resultados são financeiros fantásticos. Não existe miséria entre produtores de alcoólicos.

  3. Luiz Paulo Guimarães 30 de janeiro de 2018 at 14:53 - Reply

    Excelente o exemplo do,vídeo. Retrata o nosso dia a dia, as nossas “black friday”, a ânsia de comprar simplesmente porque o produto está em liquidação. Enfatizo sempre em minhas palestras a técnica das três perguntas: eu preciso? eu posso? tem que ser agora?

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 15:50 - Reply

      Oi Luiz. É isso mesmo que acontece. Se você realmente não precisa de um produto, não importa se ele está com 50% ou 90% de desconto. Qualquer preço é caro se o produto não é necessário, especialmente se esse produto alimenta um vício ou um mau hábito, pois nesse caso até se for de graça ele está caro.

  4. Bernardo Caires 30 de janeiro de 2018 at 14:59 - Reply

    Leandro, parabéns pelo texto. Acho que o pior é que a falta de inteligência de muitas pessoas acaba sendo facilmente multiplicada… o dito boca-a-boca acaba disseminando tudo… o que presta e o que não presta.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 15:51 - Reply

      Olá Bernardo. Com as redes sociais essa propaganda boca a boca ficou ainda mais potencializada.

  5. Jacqueline 30 de janeiro de 2018 at 15:16 - Reply

    Muito bom! A Rita Lobo desenvolveu uma série no canal panelinha do youtube em que ensina o que é a comida d verdade. Depois que aprendi a ler rótulos das embalagens evito bastante alimentos inúteis. Alimentação saudável é investimento com certeza. Diversos estudos tem apontado a ligação entre doenças degenerativas e má alimentação. A longo prazo cair no onda das propagandas e modismos pode resultar em pagar remédios caros, cuidadores, hospital etc, muito precocemente. É preciso conscientizar a todos dessas consequências. Inclusive porque recairá inevitavelmente para a sociedade a conta.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:02 - Reply

      Oi Jacqueline. É fácil identificar o que é alimento de verdade. Eu imagino o que meus bisavós e tataravós reconheceriam rapidamente como alimento dentro de um supermercado moderno sem a necessidade de ler rótulos, ingredientes e embalagens. Frutas, verduras, cereais, carnes, ovos, etc, seriam rapidamente reconhecidos. Tudo que está dentro de potes, latas, caixas, sacos plásticos, exigiriam mais esforço para serem reconhecidos e isso sinaliza algum processo industrial. O problema é que as pessoas demandam esses produtos processados. Gostamos, queremos, preferimos produtos prontos e nos matamos nos supermercados quando existem promoções. A indústria entrega aquilo que queremos.

  6. Alessandra 30 de janeiro de 2018 at 15:23 - Reply

    Perfeito! Além de pagar caro por produtos que não possuem a qualidade que justificaria o preço, grande parte desses produtos industrializados é veneno, isto é, causa problemas de saúde. Pode ser confortável e prático comprar tudo pronto, mas o que é prático nem sempre é saudável.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:03 - Reply

      Olá Alessandra. É isso mesmo. Coisar rápidas e práticas costumam ser ótimas no curto prazo, mas não conseguimos perceber com clareza que essa praticidade toda produz um custo futuro. Teremos que pagar esse custo no futuro através dos problemas de saúde que a praticidade do presente irá gerar.

  7. Daniel 30 de janeiro de 2018 at 15:25 - Reply

    Excelente artigo, Leandro! Eu já tinha visto esse vídeo e fiquei pasmado como as pessoas agem como se estivessem hipnotizadas e desesperadas por um produto que tem em sua maior composição açúcar.

    As fabricantes de alimentos disputam o paladar do público misturando nas fórmulas de seus produtos quantidades cada vez maiores de açúcar e gordura. Aliás açúcar e gordura são os grandes vilões e tem relação direta nos problemas de saúde como obesidade, hipertensão e diabetes. Exemplos: Sorvetes, doces, bolos, bolachas recheadas.

    Gostaria de citar outro exemplo: Com poucas gramas de pipoca, um pouco de óleo vegetal e uma pitada de manteiga e sal, torna-se a pipoca um dos negócios mais lucrativos do mundo.

    É uma das poucas onde a matéria prima (milho) é vendido por peso e o produto final é vendido por volume. Na verdade vendem alguns poucos grãos de milho que depois de terem estourados ficam cheios, ocupando grande volume.

    Não por acaso que grande parte do lucro das salas de cinema de todo o Brasil não está no ingresso para assistir o filme mas no lucrativo negócio de venda de pipoca.

    No link abaixo há uma matéria mostrando que em São Paulo já há salas de cinema que o preço da pipoca já passa dos R$ 70,00.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,preco-da-pipoca-em-salas-de-cinema-de-sao-paulo-ja-passa-dos-r-70,1505530

    Faço das suas palavras as minhas porque sigo o mesmo caminho “O que devemos realmente combater é a ignorância em todas as suas formas. Devemos investir em livros, cursos e outras fontes de conhecimento….

    Abraço

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:13 - Reply

      Oi Daniel. Eu também já li em algum lugar que não existe nada mais lucrativo no mundo do que pipoca. Competem com o mercado de armas e bebidas alcoólicas. Milho é um produto tão barato que usamos ele para alimentar galinhas e porcos. As empresas compram o milho cru em toneladas e vendem ele estourados por volume. Realmente é uma coisa genial, do ponto de vista dos lucros e do negócio. Recentemente estava no aeroporto e vi “latas de pipoca gourmetizadas”. Alguém teve a ideia de colocar sabores e cores (algumas artificiais) em pipocas dentro de latas com rótulos glamourosos. Certamente existe demanda por isso e sempre existem empreendedores atendendo essas demandas. Milho também é a matéria prima barata daqueles cereais que ensinam as crianças a comer com leite no café da manhã. Também é a base de muitos salgadinhos industrializados que as crianças adoram. É a matéria prima barata que processada e adicionada de marca e propaganda se torna uma coisa cara e artificialmente valorizada por todos.

  8. Arthur O.K. 30 de janeiro de 2018 at 15:29 - Reply

    Muito boa a associação da ignorancia alimentar com a financeira. Eu citaria de exemplo também os “sucos” em caixinha ou em pó, que são puro açucar também. E o que falar das “sopas” de pacotinho? Só macarrão,sal e aromatizantes. E o gosto nem fica bom. Nada melhor que uma comida caseira, feita com ingredientes naturais. Bom para a barriga e bom para o bolso!

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:24 - Reply

      Olá Arthur. Muito bem lembrado. Os sucos apresentam grandes “pegadinhas”. Existem muitos sucos de caixinha, com decoração infantil, que muitas mães compram para as crianças levaram para a escola que lucram vendendo uma coisa e entregando outra. Eu já vi caixinha de suco de uva que na verdade era feita de suco de maça com sabor uva. Na embalagem aparece uma foto de uva, no texto aparece “contém néctar de uva”, só que nos ingredientes a maior parte do conteúdo é suco de maça. Isso é o que chamam de bebida mista. Ai ficamos pensando… por qual motivo vender suco de maça misturado com 1% de suco de uva dentro de uma embalagem de suco de uva? Pelo que já pude ler, o suco de maça é uma matéria prima barata. As pessoas pagam mais caro achando que estão dando suco de uva para os filhos, mas na verdade as crianças estão bebendo suco de maça com corante e aromatizante de uva.

      • Daniela 30 de janeiro de 2018 at 16:32 - Reply

        A indústria voltada para a limentação infantil é cruel. Tudo com muito açúcar, e muito apelo para os pequenos. Personagens de desenhos estampados nas embalagens. Tudo para chamar a atenção para um produto cheio de conservantes, aromatizantes, corantes, açúcares e gorduras que fazem mal à saúde. Bem colocada a afirmação de que a indústria está preocupada com os lucros e nós é que devemos nos preocupar com a nossa saúde. Para as crianças, nós pais temos que ser um filtro, e sempre ensinar bons hábitos, tanto financeiros como alimentares.

        • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:07 - Reply

          Olá Daniela. A indústria vende aquilo que as pessoas compram. Se as pessoas pararem de comprar, elas vão pesquisar o motivo e vão oferecer aquilo que as pessoas querem comprar. Só que para isso as pessoas precisam se educar. Para a indústria o que importa é o lucro e ela pode lucrar oferecendo produtos de todos os tipos. O problema é que talvez um produto infantil com pouco açúcar, sem cor artificial, sem sabor artificial, não seja tão atrativo e isso acabará prejudicando as vendas e os lucros.

  9. Aline Amaral 30 de janeiro de 2018 at 15:44 - Reply

    por isso que não tenho TV em casa…. lavagem cerebral em tornar o errado popular e fácil. Adorei a imagem do pote pra compartilhar com amigos….

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:26 - Reply

      Oi Aline. Muitos hábitos e desejos por determinados produtos são induzidos através dos comerciais da TV. Assistir menos televisão nos expõe menos a esse estímulos.

  10. Wellington 30 de janeiro de 2018 at 15:45 - Reply

    Os livros do Michael Pollan sobre alimentação são muito bons, ele tem até um documentário no Netflix, chamado Cooked.

  11. Lucas 30 de janeiro de 2018 at 15:48 - Reply

    Existe algo na psicologia chamado ”mecanismos de defesa da razão”. É algo natural do cérebro e usado para muitas situações. Exemplo: A racionalização. O sujeito fuma e quer largar o cigarro mas não consegue. Então ele começa a procurar motivos racionais que justifiquem seu comportamento – ”Ah, mas fumar nem faz tão mal assim – ” tanta gente que fuma e chegou aos 90 anos” etc. Com a alimentação funciona igual. Muitas pessoas usam a comida de forma emocional para descontar seu stress ou suas frustrações. E se você fala que é preciso se alimentar melhor sempre tem a clássica frase ”eu quero aproveitar a vida”. O pior ainda são os que acreditam que a boa alimentação é por estética ou não ser gordo é seguir um ”padrão imposto pela sociedade”. Tudo que se faz de ruim ao corpo ele um dia irá cobrar, e ele cobra muito caro.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:33 - Reply

      Olá Lucas. Concordo com você. Acho que todo mundo tem uma relação emocional com o alimento. Creio que isso é natural. O problema é que a indústria sabe disso. A maneira como a propaganda do alimento é feita tem o objetivo de atingir nossas emoções, de relacionar determinada comida com determinada emoção. A indústria nos educa para isso. Ela reforça a ideia de que consumir determinados alimentos ou bebida simboliza o ato de aproveitar a vida.

  12. Joel 30 de janeiro de 2018 at 15:56 - Reply

    Olá Leandro muito obrigado por mais um artigo de valor. Acredito que seja possível tirar várias lições desse artigo, a que mais me chamou atenção foi a capacidade do ser humano em se comportar como marionete nas mãos das Corporações e das tradições sociais. No ano de 2007 eu tive uma namorada que tinha o hábito de frequentar lugares caros, chiques e de status, nas suas conversas era comum ela demonstrar que se associava à coisas, pessoas e marcas famosas ou exclusivas; e detalhe ela não trabalhava, morava com os pais que pagavam todas suas despesas inclusive a faculdade, e o mais irônico é que cursava o quarto ano de medicina e iria se especializar em “Psiquiatria” Concordo com você quando diz que em todos os níveis há irracionalidade envolvendo o uso do dinheiro, eu penso que essa essa necessidade transloucada de se associar a símbolos de prestígio seja para preencher a insatisfação e o vazio que jaz no interior..

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:43 - Reply

      Oi Joel. Venho estudando sobre simbolismos humanos através da obra de Carl Jung e outros autores. É incrível a importância do simbolismo na mente humana. É incrível como isso é utilizado pelas empresas como uma forma fazer as pessoas se associarem a elas. A ideia central é fazer com que milhões de pessoas passem a vida inteira trabalhando para manter essas associações ilusórias de valor e de status com determinadas marcas famosas. Quem entende dessas estratégias, faz uso de fraquezas humanas para escravizar por meios psicológicos, sem uso de correntes físicas, mas através de “correntes mentais”. Muitos estudos científicos que descrevem o comportamento humano são utilizados em estratégias de vendas, marca e marketing. Ignorar o funcionamento da nossa própria mente nos expõe. Sua antiga namorada certamente se sentia uma pessoa de valor quando se associava a marcas e símbolos que no fundo no fundo, não tinham nenhum valor real, pois todos esses valores são meticulosamente construídos dentro de escritórios cheios de pessoas inteligentes, bem pagas, que entendem o comportamento humano. Sua namorada, através da ignorância dela, era/é vítima de tudo isso. Provavelmente trabalhará a vida inteira para manter toda essa estrutura de ilusões que produzem trilhões em lucros para os outros.

  13. keila 30 de janeiro de 2018 at 16:07 - Reply

    otimo artigo, como sempre. vale cada minuto da leitura

  14. Toni Dias Júnior 30 de janeiro de 2018 at 16:17 - Reply

    Muito bom Leandro o artigo! Acompanhei os artigos no trancesdencia e agora no intrasenso, te agradeço por compartilhar de forma gratuita tamanho conhecimento. Parabéns!

  15. gisele 30 de janeiro de 2018 at 16:23 - Reply

    Muito bom!Faça mais com temas assim por favor…

  16. Leandro 30 de janeiro de 2018 at 16:26 - Reply

    Excelente artigo. É bom que as pessoas tenham ciencia de que a maioria desses produtos gourmetizados nada mais é do que apenas um amontoado de ingredientes de baixo custo.
    Desse mal me sinto vacinado. Esse produto em especial nunca chamou minha atenção apenas de maneira negativa, pois sempre achei um produto altamente gourmetizado.
    Sobre a questão de ser irracional a ponto de quase sair no soco por uma oferta dessas, normalmente acabo fazendo justamente o contrário, prefiro pagar um pouco mais caro justamente para não me incomodar.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:50 - Reply

      Olá Leandro. Existem situações onde pagamos mais caro para reduzir a possibilidade de problemas. Tudo depende dos nossos valores. Ter sua mente tranquila, em paz e focada nos seus objetivos tem o seu valor.

  17. Juliano 30 de janeiro de 2018 at 16:26 - Reply

    Outro dia estava no supermercado, parei no início de um corredor que tinha de um lado várias marcas de biscoitos e do outro salgadinhos e me veio o pensamento: Só tem lixo sendo vendido aqui! Observei também, que nesse corredor haviam várias pessoas, crianças e adultos, enchendo os carrinhos com esse tipo de produto, sem ao menos pensar no que estão consumindo, a maioria deles já com sobrepeso. Outra armadilha que a indústria utiliza é a facilidade de preparo, vende-se muito lixo principalmente por estar pronto para o consumo.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 16:56 - Reply

      Oi Juliano. E as gôndolas dos salgadinhos costumam estar bem próximas das gôndolas dos refrigerantes.

  18. Daniela 30 de janeiro de 2018 at 16:27 - Reply

    Excelente artigo. Muito boa a leitura. Desde pequena meu pai me falava exatamente isso, principalmente em relação à ovos de páscoa. Claro que existem muitos exemplos a respeito deste assunto, mas os ovos de páscoa para mim são um absurdo!
    Já vi no mesmo supermercado, uma barra de chocolate com o dobro do peso de um ovo de páscoa, custando 3x menos! Como meu pai dizia, enquanto houver pessoas pagando por isso, é isso que vamos ter no mercado.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:01 - Reply

      Oi Daniela. O próprio chocolate é uma grande mentira. Já li reportagens dizendo que 1 em cada 3 chocolates vendidos no Brasil não poderiam utilizar o nome “chocolate”, pois o que menos possuem na sua fórmula é cacau e derivados do cacau. O que a maioria da população come no Brasil é “doce sabor chocolate” e o maior volume das receitas de chocolates é de açúcar e gordura vegetal (que normalmente é óleo de palma). Mesmo comprando barras de chocolate, estamos comendo açúcar e óleo de palma com preço de cacau.

      • JEFFERSON FERREIRA 31 de janeiro de 2018 at 8:03 - Reply

        O cacau nobre e puro é conhecido como pasta ou licor de cacau cru, que tem todos os nutrientes e antioxidantes e não é processado, inclusive é bem amargo devido a isso, quem conhece o cacau cru entende esse grande negócio do chocolate…

  19. João Paulo 30 de janeiro de 2018 at 16:34 - Reply

    Assistindo ao vídeo lembrei exatamente das Black Fridays em postos de combustível.
    Aquela imensidão de veículos parados na cidade inteira, perdendo mais de horas em filas, para economizar no final R$ 10,00.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:08 - Reply

      Oi João. Ótimo exemplo. É comum a pessoa gastar tempo e dinheiro se deslocando para postos de gasolina distantes para economizar R$ 0,01 por litro. Elas não observam que no final a economia não compensará o tempo, esforço e deslocamento.

  20. marcel 30 de janeiro de 2018 at 16:34 - Reply

    Mudei minha alimentação recentemente e passei a considerar melhor o que compro no supermercado.

    Tem coisas que não faz muito sentido comprar para consumir em casa, por exemplo, sucos (e outras bebidas) em caixinhas. Você pode fazer um suco rapidamente em casa e ingerir suco de verdade, não conservantes e açúcar. Até aceito beber quando estou fora de casa e não tenho outra opção melhor, mas nunca em casa.

    Delivery de comida também é algo que não uso. Prefiro reservar esse dinheiro para ter a experiência de comer fora de casa ocasionalmente. Quando estou em casa, preparo minha comida.

    Reduzi drasticamente o consumo de biscoitos e outros snacks e os substituí por frutas. Além de mais baratos, são mais nutritivos.

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:11 - Reply

      Oi Marcel, faz todo sentido. Com certeza isso vai resultar em um impacto positivo na sua saúde. Nossa saúde não tem preço.

  21. JEFFERSON FERREIRA 30 de janeiro de 2018 at 16:54 - Reply

    Isso acontece com a famigerada whey protein, é vendida uma ideia totalmente enganosa sobre saúde e estética, e de uma forma geral são péssimos produtos também na qualidade.
    Ainda bem que me livrei dessas porcarias como bcaa, creatina e glutamina…que só custam caro e nada mais, alguns nem absorvidos pelo organismo são como a carnitina…

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:18 - Reply

      Oi Jefferson. Existem muitas sobras ou refugos de processamentos de determinados alimentos que se transformam em matéria prima barata para a produção de outros alimentos industrializados. Isso é um grande negócio. A indústria coloca esses novos produtos em embalagens bonitas, utilizando marcas famosas e boas campanhas de publicidade para agregar valor. A natureza já produz todos os nutrientes que precisamos. Ser vivo nenhum precisa de alimentos processados pela indústria para ter saúde.

  22. Johnny 30 de janeiro de 2018 at 17:32 - Reply

    Excelente texto, Leandro!
    Concordo plenamente. Há algum tempo tenho melhorado drasticamente minha alimentação e o cuidado com a minha saúde. Esse é, sem dúvida, um dos melhores investimentos que podemos fazer durante a vida.
    E é tão ridícula essa situação de irracionalidade na hora de comprar, que é possível perceber que consumir certos produtos (como esse que você usou no exemplo), faz com que as pessoas se sintam até mesmo superior às outras que não têm condições de comprar (porque além de prejudiciais à saúde, ainda são caros!).
    Continuemos lutando pela disseminação do conhecimento, resgatando as pessoas da ignorância.
    E como diz Julius (da série “Todo mundo odeia o Cris”): “O desconto é maior se eu não comprar”. rs
    Grande abraço

    • Leandro Ávila 30 de janeiro de 2018 at 17:41 - Reply

      Oi Johnny. Muito bom. Se não precisamos do produto, não comprar proporciona o maior de todos os descontos.

  23. Robson 30 de janeiro de 2018 at 18:05 - Reply

    Ótimo texto, Leandro.

    Algo parecido com o que ocorreu com o creme de avelã com cacau na França é o que frequentemente ocorre em postos de gasolina. Filas quilométricas se formam quando o litro está R$ 0,20 mais barato (às vezes nem isso). Ou seja, mesmo enchendo o tanque, a economia não passará de uns 10 reais. Agora me diga… Será que essas pessoas acham que 10 reais mudará alguma coisa na vida delas? Será que os 30 min (ou mais) de tempo de vida que elas gastarão na fila valem 10 reais? Não seria melhor usar este tempo para crescer intelectualmente e adquirir conhecimento para realmente ganharem dinheiro para não precisarem se preocupar com esses 20 centavos de desconto?

    Enfim, o comportamento de manada e a falta de reflexão sobre as próprias atitudes é o que acaba fazendo com que apenas pouquíssimas pessoas tenham uma existência nobre e produtiva, sem contribuir para deixar esse incrível planeta cada dia pior. Desculpe o tom de desabafo, mas às vezes é difícil enchergar uma luz no fim do túnel do jeito que vão as coisas. E o pior é que as consequências disso acabam sendo sentidas por todos, e não apenas pelos “culpados”. O que podemos fazer é cuidar de nós próprios, mas isso não nos protegerá das consequências das atitudes de terceiros, pois acaba virando um mal sistêmico que afeta a todos…

    Grande abraço.

  24. Ricardo Vaz 30 de janeiro de 2018 at 18:05 - Reply

    Leandro, ótimo texto. Sem querer fugir muito do assunto, mas enfocando na raiz “O que devemos realmente combater é a ignorância em todas as suas formas… “. Uma das coisas mais caras que temos o direito de usar, é o nosso voto. Provavelmente você conhece um vídeo que circula nas redes, chamado o Ranking dos Políticos. Pretende ser uma ajuda isenta, imparcial e gratuita (que nem “free lunch”) para você escolher seu candidato. Analisado com inteligência vê-se facilmente que se trata de uma empulhação para desavisados acreditarem numa ajuda nem isenta nem imparcial, que induz a votar em muitos dos piores políticos que lá já estão, e não votar nos melhores. Para chegar ao ranking se utilizam de falsas tecnicidades e critérios sem escrúpulos. Vejo pessoas com boa formação repassarem esse ranking pelas redes, certamente sem se dar conta da enganação. Se você não conhece vídeo eu gostaria de repassá-lo para sua análise. É revoltante!

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:46 - Reply

      Oi Ricardo. Eu acredito que vamos continuar tendo políticos de péssima qualidade por muitas e muitas décadas. A solução é motivar o brasileiro a melhorar seus conhecimentos, estimular a busca por educação e conhecimento. É essa mudança, cabeça por cabeça, que pode gerar algum efeito positivo na vida de gerações futuras.

  25. Eduardo 30 de janeiro de 2018 at 19:03 - Reply

    Uau, que artigo é esse! Mil Parabéns!

  26. Marcos Alves 30 de janeiro de 2018 at 19:24 - Reply

    Muito bom artigo, Leandro. Quero sugerir ainda o livro Sugar Blues de W. Dufty. Ele conta toda a história de todo este açúcar (sacarose) que é adicionada indiscriminadamente nos alimentos que adquirimos, como o caso do creme de avelã e dos sucos anteriormente citados.

  27. Renata 30 de janeiro de 2018 at 19:42 - Reply

    Olá Leandro! Verdadeiramente precisamos fazer essas reflexões todos os dias o tempo todo. Depois que comecei a estudar educação financeira eu melhorei muito pois uma liquidação pra mim era o “paraíso”, não fazia reflexão alguma, só pensava no mais cômodo para me “beneficiar” no momento. Depois aquele acúmulo de coisas sem propósito. Bem alertado sobre os alimentos e assim deveríamos fazer nas diversas áreas da nossa vida, ponderar os prós e os contras do consumo efetivo. A correria do dia-a-dia muitas vezes não nos permite e seguimos o fluxo, porém, até mesmo essa correria deveria ser repensada. Obrigada mais uma vez.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:40 - Reply

      Oi Renata. A correria também deveria ser repensada, pois uma coisa estimula a outra. Vivemos correndo atrás de promoções para consumir coisas sem significado, importância e valor. Para isso precisamos trabalhar cada vez mais. Trabalhar ao extremo e sem propósito nos deixa estressados e desanimados e buscamos alívio no consumo de cada vez mais e mais coisas sem significado.

  28. Rafael Castro 30 de janeiro de 2018 at 19:48 - Reply

    Parabéns Leandro, mais um artigo sensacional que sempre faço questão de compartilhar com amigos.

  29. Ivo de Souza 30 de janeiro de 2018 at 20:14 - Reply

    Olá Leandro,

    Ótimo artigo, essa valorização de produtos que não têm valor é visto também nos carros, onde são de plástico, materiais de péssima qualidade, apresentam o mínimo de segurança e as pessoas compram mesmo assim, sem falar de celulares…

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:37 - Reply

      Olá Ivo. Ocorre a mesma coisa em todas as indústrias. Será mesmo que faz sentido um óculos de sol custando milhares de reais? Faz sentido roupas que custam mais do que eletrônicos de alta tecnologia? Faz sentido perfumes que custam milhares de reais? Não faltam exemplos.

  30. Marcelo Williams 30 de janeiro de 2018 at 20:29 - Reply

    Excelente artigo, obrigado Leandro.

    Ano passado ingressei no Código Emagrecer de Vez e minha vida mudou realmente. A alimentação de verdade nos leva para um caminho sem volta. Li vários livros fantásticos sobre alimentação, e indico o livro SAL, AÇUCAR e GORDURA, do Michael Moss. Nada será como antes….

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:34 - Reply

      Oi Marcelo. Buscando o conhecimento podemos ressignificar o valor dos alimentos para desfazer as construções que a propaganda fez na nossa mente desde a infância.

  31. ELIANE 30 de janeiro de 2018 at 20:36 - Reply

    Muito interessante e verdadeiro!

  32. Tiago Nóbrega Morato 30 de janeiro de 2018 at 20:50 - Reply

    Olá Leandro. Muito boa a matéria. Realmente é comum ver muito alvoroço por promoções que não tem o menor impacto na vida financeira das pessoas. Mas te um ponto em que discordo da sua análise. Você cita que a percepção dos clientes de que chocolate ou creme de avelã serem produtos nobres está relacionada ao valor e raridade de suas matérias primas. É claro que a raridade de uma matéria prima entra na composição do preço do produto. No entanto, para bens de consumo e serviços, geralmente isso não é o principal determinante do preço. De fato, se já tiver provado outros cremes de avelã industrializados que não o da marca acima, deve saber que o sabor é bem inferior. Além disso, independente da composição química, é uma marca antiga e que acompanha os consumidores desde a infância, geralmente compondo boas memórias – Por mais que não seja racional considerar isso, as lembranças passadas afetam a nossa percepção de sabor (e de valor) de um produto. De fato, acredito que praticamente tudo que consumimos tem um valor de mercado arbitrário, baseado muito mais em oferta e demanda, valor percebido, patentes envolvidas, status social gerado pelo item de consumo (entre outros) , do que no custo das matérias primas.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:32 - Reply

      Essas lembranças são construídas por pessoas inteligentes que trabalham em departamentos de marketing das empresas. Pais e mães colaboram com isso por pura ignorância. Da mesma forma que essas lembranças são construídas, podem ser destruídas através do estudo, da busca por uma vida mais consciente, onde a razão assume o controle da sua vida, não permitindo que essas emoções assumam o controle.

  33. Bruna 30 de janeiro de 2018 at 21:35 - Reply

    Olá Leandro, eu amo os seus textos, aprendo muito com todos! Obrigada por sua dedicação!

  34. Luis 30 de janeiro de 2018 at 21:47 - Reply

    Como sempre, excelente artigo Leandro.
    Acho que um dos melhores exemplos no Brasil é o mercado automobilístico. As indústrias anunciam e vendem essas verdadeiras “carroças” que chamam de carros. As pessoas colocam a culpa nos altos preços dizendo que é devido ao excesso de impostos, mas na verdade a culpa é de quem aceita comprar essas “latas” ambulantes e por preços exorbitantes. Mas como ter carro significa ter status, as pessoas aceitam comprá-los e na maioria das vezes financiado e acabam não conseguindo pagá-los.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:30 - Reply

      Oi Luis. E ainda tem a culpa daquele que votam em políticos que levantam bandeiras como a de defender a industria automobilística nacional (compostas de multinacionais), para garantir os empregos dos brasileiros, nas fábricas que produzem carros que só os brasileiros compram (carros de baixa qualidade). O governo passa a defender essa indústria, cria barreiras e impostos para a entrada de carros importados (melhores e mais baratos) e com isso todo mundo perde.

      • Douglas 31 de janeiro de 2018 at 9:25 - Reply

        É exatamente dessa forma que penso! E é incrível a quantidade de comerciais das montadoras de automóveis que são veiculados nas TVs abertas, todos os dias, de domingo a domingo! Sempre tem promoção imperdível, “juro zero” e etc. Alguém já viu algum comercial de alguma fábrica de bicicletas, por exemplo? Só me lembro da campanha “Não esqueça a minha Caloi” lá nas décadas de 70 e 80. O primeiro livro sobre educação financeira que li na vida, há vários anos, tinha um capítulo chamado “O automóvel domina o ser humano”. Para muitos isso é uma absoluta verdade.

        • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 10:04 - Reply

          Já li em algum lugar que a indústria que mais gasta com propaganda no mundo inteiro é a de automóveis. Eles praticamente sustentam e financiam todos os principais meios de comunicação. As crianças já nascem recebendo um carrinho de brinquedo de presente. No fundo é uma coisa sem sentido. Hoje existem brinquedos que possuem marcas de montadoras, fazendo a criança criar uma relação emocional com a marca que será levada para a vida adulta.

  35. Jorge Francisco Leme 30 de janeiro de 2018 at 22:30 - Reply

    Boa noite Leandro, excelente artigo…
    Tenho uma empresa de alimentos naturais , trabalho só com produtos orgânicos produzido no Sítio do meu pai.Diariamente observo muito a ignorância das pessoas em relação a alimentação saudável, e é através dessa ignorância é que as grandes organizações estão aproveitando para aumentar seus lucros.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:27 - Reply

      Oi Jorge. Obrigado por compartilhar a sua experiência. Aprendemos tantas bobagens na escola e deixamos de fora temas importantes como a alimentação.

  36. Ricardo 30 de janeiro de 2018 at 23:10 - Reply

    Olá Leandro. Como diz aqui no RS: ” Baita texto”. Também tenho procurado melhorar a alimentação. Existe um app alemão muito bom, ele faz parte de uma série que combina exercícios com o peso corporal com alta intensidade ( é o que faço), coach de academia e corrida. Comecei a comer comida de verdade a partir dele. Comecei a frequentar lugares dentro do supermercado e a sentir sabores de alimentos que jamais poderia sentir se continuasse a comer o que a indústria tenta colocar em nossa mesa. Hoje consigo realmente sentir o açúcar de uma fruta. Em relação a gastos, hoje como mais ( 6 refeições por dia), melhor e gasto até menos que antes. Como diz meu sogro no auge dos 78 anos com corpinho de 40: “O que eu gasto em comida de qualidade, economizo em remédios”.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:25 - Reply

      Oi Ricardo. Penso da mesma forma. Comida é aquilo que jogamos para dentro do nosso corpo. É fundamental ter todo cuidado possível com a qualidade.

  37. Mauricio 31 de janeiro de 2018 at 0:06 - Reply

    Já faz alguns anos que, por algum motivo que não sei, passei a sentir repulsa dessas coisas industrializadas do supermercado. Não compro mais e não me fazem falta coisas como bolachas, chocolates, sucrilhos, bombons, sucos de caixinha, balas, iogurtes, etc. Mas lembro que passei por um período de transição em que eu ia no supermercado e sempre ficava procurando alguma guloseima. Cada vez ficava mais difícil escolher alguma coisa, pois nada parecia valer a pena comprar, até que parei de procurar essas coisas. Pensando bem, é muito difícil mesmo encontrar alimentos prontos de qualidade, e isso inclui também as coisas que se vende em restaurantes, lanchonetes e afins. Por isso ultimamente prefiro fazer as coisas em casa, porque aí sim eu sei a qualidade do que eu como.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:23 - Reply

      Oi Mauricio. Os donos dos restaurantes também trabalham para reduzir seus custos ao máximo. O limite é a percepção de qualidade do cliente. Quando os alimentos estão cozidos, fritos ou assados, fica ainda mais difícil saber sua origem e sua qualidade. Quando colocamos bastante sal, gorduras, amaciantes de carne, temperos (incluindo temperos prontos e artificiais) quase tudo pode ficar saboroso. Só mesmo você, dentro da sua casa, vai ter preocupação com sua própria saúde.

  38. Tiago 31 de janeiro de 2018 at 6:20 - Reply

    Olá Leandro, legal e muito interessante a forma como foi abordado o artigo.

    A indústria de alimentos cada dia que passa bate recorder de faturamentos,
    introduzem no mercado produtos com embalagens sofisticadas, mas com
    qualidades zero, ao decorrer dos anos, pessoas ficam doentes, enfermas
    não pela idade avançadas e sim pela alimentação errada durante anos e anos.

    Acredito na seguinte tese, não devemos nos privar de tudo, mas, sim consumir
    com inteligência, nada substitui uma alimentação saudável com frutas, legumes,
    grelhados etc.

    Consumir alimentos saudáveis durante toda a vida é um dos melhores investimentos
    que podemos fazer em nós mesmos, pois, o segredo da vida está em três palavras:
    Simples, equilibrado e controlado..

    Essas três palavras deve fazer parte de nossas vidas durante toda a nossa existência.

    Muito bom o seu arquivo Leandro.

    Acompanho diariamente o seu trabalho.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:16 - Reply

      Oi Tiago. É isso mesmo. Acredito que devemos ter escolhas conscientes. Até aquele que consome muito industrializado por gostar do sabor e da praticidade, deve fazer isso consciente do impacto que pode gerar no futuro, dos custos que podem gerar para a saúde e por consequência, para o bolso.

  39. Ariel 31 de janeiro de 2018 at 7:24 - Reply

    Ótimo artigo Leandro. Uma coisa que sempre me chama atenção nos supermercados são os panfletos de promoção. Você já percebeu qual tipo de alimento que sempre está em promoção? Tirando as frutas e verduras o restante é sempre muito porcaria. Abraço

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 8:14 - Reply

      Muitas vezes as promoções de frutas e verduras só servem para atrair o público. Esse público aproveita e compra os industrializados que garantem maior margem de lucro.

  40. Dionísio 31 de janeiro de 2018 at 7:27 - Reply

    Bom dia Leandro, excelente essa matéria, compartilho de sua opinião, as pessoas são facilmente enganadas pelo seu próprio ego.

  41. Pedro Farol 31 de janeiro de 2018 at 9:15 - Reply

    Excelente artigo! Serei nutricionista daqui alguns anos mas mal me formei e já vem amigos e parentes atrás de dietas e fórmulas mágicas para o emagrecimento e hipertrofia. Não tem jeito, até pra serviços prestados de forma pontual, como a prescrição de uma dieta, ainda sim o que mais vale é o nível de conhecimento do paciente. Formação, informação, conhecimento e sabedoria são sempre os melhores serviços que se pode comprar (e em muitas vezes de graça) para se ter maior qualidade de vida e longevidade. Vou fazer igual a vc, Leandro… quando me perguntarem qual a melhor dieta ou alimento (investimento, no seu caso) vou dizer: sua própria instrução (só espero não perder muitos clientes por conta disso rs ). Abraços.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 10:30 - Reply

      Oi Pedro. Seu trabalho terá uma relação muito forte com o processo de educar pessoas. Procure ler sobre como educar, como se comunicar, como ensinar pessoas. Será muito útil na sua profissão.

  42. Ilson Zenker 31 de janeiro de 2018 at 9:19 - Reply

    Parabéns pelo texto Leandro. No vídeo do creme me chamou atenção como essas “promoções” fisgam pessoas de todas as origens.Tenho para mim que duas mulheres árabes também estavam se engalfinhando em busca de um produto tipicamente ocidental.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 10:27 - Reply

      Oi Ilson. Existem muitos imigrantes vivendo na França e muitas famílias francesas que são formadas por descendentes desses imigrantes.

  43. Gabriel 31 de janeiro de 2018 at 9:20 - Reply

    É impressionante, Leandro, como a ignorância nos afeta de tantas e tão variadas formas. Obrigado por esse texto maravilhoso e pelo tempo a nós dedicado.

  44. Fábio 31 de janeiro de 2018 at 9:28 - Reply

    Muito bom o artigo. E sua essência server também para automóveis, relógios, celulares, móveis…. em resumo, para todo produto que consumimos em geral. Devemos saber o que precisamos e qual o produto irá atender de forma mais objetiva e racional. E não ficar olhando os “melhores do mercado” que se resumem a um marketing forte e hipnotizador. Não temos que esperar para acordar somente depois que já compramos, temos que refletir e aprender com os erros de consumo que já cometemos.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 10:01 - Reply

      Oi Fábio. É exatamente isso. A essência serve para para tudo.

  45. Guilherme 31 de janeiro de 2018 at 10:27 - Reply

    Bela matéria.

    A irracionalidade, de fato, não conhece origem, instrução e beleza. Todos estamos fadados a ela e, por isso, precisamos estar atentos sempre.

    Abandonei um vício pernicioso que tinha: comprar cervejas artesanais. Quando um mercado local fazia promoção delas, pessoas faziam filas a partir das 6h da manhã, enchiam carrinhos com álcool em prol de um pretenso desconto. Duvido que essa pessoa acordaria 4h da manhã para trabalhar, mas acordou para comprar cerveja artesanal com desconto. E eu me incluía nisso. Felizmente, abandonei esse hábito, muito por força do que li aqui no CP. Agradeço muito.

    Já tive hábito de comprar um relógio por ano, também. Roupas de marca. E por aí vai.

    Nem sempre se é para nos fazer feliz, que o objetivo será nobre. Temos que reavaliar nossos hábitos constantemente.

    Mas a vida é isso. Sempre evoluindo um pouco a cada dia. Sem neurose.

    Abraços.

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 11:45 - Reply

      Oi Guilherme. Uma vez estava no supermercado e existia uma pessoa palestrando sobre cervejas especiais. Pelo que entendi, algum fabricante ou importador de cervejas contratou o palestrante para fazer uma apresentação para os clientes do supermercado. Varias pessoas estavam prestando atenção. Quando observei, o palestrante falava sobre as “propriedades medicinais” da cerveja. Isso me fez lembrar que a única diferença entre o veneno e o remédio é a dose. O objetivo do palestrante era transformar consumidores de cerveja barata em consumidores de cerveja cara. Isso exige um processo educativo. Ele precisava embutir bons argumentos na mente daquelas pessoas para pagar mais caro pelo mesmo álcool. A própria indústria se encarrega da patrocinar as pesquisas e os educadores que irão construir o hábito ou o mau hábito de consumir bebida alcoólica diariamente, como se isso fosse alguma coisa benéfica para a saúde ou representasse liberdade, felicidade ou um ato de curtir a vida. O hábito de se alcoolizar regularmente só tem um propósito na indústria. Fazer você trabalhar para manter o seu vício, que funcionam como correntes que escravizam, fluxos contínuos de dinheiro e lucro para a indústria de bebidas. A lorota que eles vão inventar para te convencer a criar o mau hábito pouco importa. Produtos que fazem uso de substâncias viciantes é uma combinação perfeita dentro da indústria de alimentos e bebidas. O consumo de álcool libera endorfinas, ligadas a sensações de prazer e que interferem na parte do córtex pré-frontal responsável por processos cognitivos e de tomada de decisão. O consumo exagerado de açúcar interfere na produção de dopamina que por sua vez interfere no nosso humor e a motivação. Isso gera a dependência. A cafeina também produz dependência e por isso é tão utilizada nos refrigerantes e energéticos. Se tem uma coisa que as pessoas deveriam buscar é a liberdade dessas dependências, não cultivar e propagar novas formas de dependência. A saúde agradece, o equilíbrio mental e emocional também agradecem. O dinheiro que seria usado para alimentar esses vícios poderia ser utilizado de forma mais inteligente, mais construtiva, em coisas/experiências que realmente agregassem valor na nossa vida.

  46. Cristina 31 de janeiro de 2018 at 10:33 - Reply

    Muito obrigada por este artigo Sensacional!! Abriu meus olhos, e tenho certeza que de muito mais pessoas que buscam o conhecimento. “Combater a ignorância” é o que o Brasileiro precisa!

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 11:16 - Reply

      Olá Cristina. É isso que o mundo precisa.

      • Cristina 31 de janeiro de 2018 at 13:47 - Reply

        Verdade!! Acabei limitando somente ao “Brasil/Brasileiro” (principalmente devido a situação atual política e econômica do nosso País…que é assunto para outras pautas…), mas com certeza o tema do artigo, é pertinente ao Mundo que estamos vivendo!!
        Deus te abençoe cada dia mais, lhe dando sabedoria, e o capacitando para instruir cada vez mais um número maior de pessoas com esse belo trabalho.

  47. tiago torres 31 de janeiro de 2018 at 11:25 - Reply

    Oi Leandro, adorei seu artigo! Eu venho cuidando muito da saude (comprando alimentas na feira livre) e das financas. É impressionante como já temos uma sociedade “doente” e tenho medo do futuro, que vai ser uma sociedade MUITO mais doente e vivendo mais. Nunca se viu tanto Alzheimer, e as pessoas acham que a alimentação nao tem nada a ver, pelo contrario, tem TUDO A VER. O Gluten contido no trigo modificado ta prejudicando a saude de grande parte da populacao. É o que voce diz, a insdustria quer ganhar dinheiro, e quem tem que cuidar da nossa saude, somos NÓS MESMOS! Excelente! muito obrigado por compartilhar!

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 12:00 - Reply

      Oi Tiago. As vezes eu penso que existe um exagero quando culpam o glúten. Já faz milhares de anos que a humanidade come farinha e glúten. Produzir alimentos industrializados sem glúten e sem lactose se transformou em um grande negócio. É claro exagerar no consumo de farinhas e derivados do leite não é bom, nenhum exagero é bom. É claro que existem algumas pessoas que nascem ou desenvolvem intolerâncias e alergias. O que acho curioso é que a indústria não critica o uso de aditivos como: acidulantes, espessantes, conservantes, edulcorantes, umectantes, antiumectantes, estabilizantes, corantes e aromatizantes. A indústria motiva você a comprar um alimento sem glúten e sem lactose (com a ideia de que são saudáveis), mas para isso introduz vários desses aditivos químicos e artificiais no produto.

  48. Valdecir S. 31 de janeiro de 2018 at 11:30 - Reply

    Parabéns, Leandro! Mais um grande artigo.

  49. Edmilson 31 de janeiro de 2018 at 16:37 - Reply

    Oi Leandro. Mais um ótimo artigo. Depois que comecei a me educar financeiramente (por meados de 2016), percebi que se eu quero ter uma aposentadoria aproveitável, tenho que focar na minha saúde. Passei a me alimentar de forma mais saudável e a fazer mais exercícios. Como tenho espaço em casa e sou especialista na área, montei canteiros para cultivo de minhas hortaliças. Tenho me alimentado quase exclusivamente do que tenho produzido (80%). Para minha satisfação, reduzi os gastos com restaurantes, perdi peso considerável e ainda tenho uma forma de tirar meus filhos de 4 e 8 anos da frente da televisão. Meus amigos tem ido em casa pra ver como faço e sempre levam algumas plantas como presentes, e como forma de incentivo sempre uso este jargão:”Produzir o próprio alimento é como imprimir seu próprio dinheiro”. E realmente é! Forte abraço!

    • Leandro Ávila 31 de janeiro de 2018 at 17:26 - Reply

      Oi Edmilson. Já morei em uma casa que tinha um terreno ao lado onde cheguei a plantar hortaliças, temperos e pequenas árvores frutíferas. É interessante como o seu exemplo acaba se espalhando entre amigos e parentes. Plantar,colher e comer aquilo que você plantou, nem que seja um tempero simples como um manjericão ou pimenta é uma experiência que todos deveriam vivenciar.

      • Simplicidade e Harmonia 1 de fevereiro de 2018 at 6:59 - Reply

        Leandro,

        Além disso, tais produtos cultivados em casa são livres de agrotóxicos.

        Muito bom seu post. Assustador a quantidade de açúcar no creme de avelã….

        Abraços,

  50. Shirley 1 de fevereiro de 2018 at 6:59 - Reply

    Leandro, um dos melhores artigos que já li sobre o assunto! Pessoas conscientes e informadas questionarão rótulos, embalagens e conteúdos antes de adquirir o produto, e fabricantes e distribuidores não querem isso! Informação, reeducação alimentar e conhecimento são o tripé para vencer as dificuldades nessa e em outras áreas da vida.

  51. Marilene 1 de fevereiro de 2018 at 22:22 - Reply

    Muito bom. Parabéns pelas mudanças, a nova foto ficou ótima.
    Certa vez, conversando com o prof. Hermógenes falei que comia produtos enlatados, ele bem humorado me disse que se comesse a lata o estrago no meu corpo seria o mesmo,
    Hoje mais consciente, sigo a ordem: descascar mais e desembrulhar menos.

    • Leandro Ávila 2 de fevereiro de 2018 at 7:06 - Reply

      Oi Marilene, parabéns pelo privilegio de ter tido contato pessoal com ele. Produto enlatado é muito bom para quem coloca ele na lata e depois vende com margens de lucro elevadas. Quem compra não recebe benefício algo. Gostamos de usar o tempo que economizamos abrindo uma lata como uma vantagem. É o mesmo tempo que depois iremos jogar fora nas redes sociais a na frente da televisão.

  52. Édipo 2 de fevereiro de 2018 at 13:44 - Reply

    Uma vez escutando um podcast, um participante dono de uma Hamburgueria “famosa” disse: Fizeram guerra por tempero e hoje você vai no mercado comprar pronto! Esse é o erro.
    Parabéns pelo artigo!

  53. Tayná 4 de fevereiro de 2018 at 0:08 - Reply

    Obrigada pelo excelente artigo Leandro!

  54. Wilson 4 de fevereiro de 2018 at 0:53 - Reply

    Excelente artigo Leandro Ávila, sempre com muita qualidade, como eu já esperava, parabéns.

    Eu passei a mudar a minha visão sobre “alimentação” depois de ler um artigo seu sobre esse tema no Transcendência Financeira, lembro que ao entender um pouco sobre o funcionamento dessa industria alimentícia passei a ter um olhar mais crítico. Tenho buscado aprender um pouco mais sobre alimentação saudável, ainda sou muito ignorante nesse tema, mas tento priorizar alimentos mais naturais e menos industrializados, não é fácil, mas sei que é possível tentar. Uma coisa que aprendi e acho fundamental, você até comentou no artigo, que é verificar a lista de ingredientes nas embalagens, isso de fato é fundamental para saber se um alimento é saudável ou não.

    Bem, agradeço muito por mais esse excelente artigo, e gostaria que soubesse que hoje busco uma alimentação mais saudável graças a você. Não foi nenhum médico, nutricionista ou alguém da área que me motivou a buscar essa educação alimentar não, foi graças ao seu artigo publicado no Transcendência financeira que mudou toda a minha visão, e abriu meus olhos. Muito grato.

  55. Felipe 4 de fevereiro de 2018 at 8:51 - Reply

    Vi que alterou a sua foto de perfil. Ficou muito boa. (= Parabéns pelo artigo. Muita qualidade, como sempre. Já estou compartilhando. Abs

  56. guilherme 5 de fevereiro de 2018 at 12:31 - Reply

    boa tarde Leandro

    EXCELENTE TEXTO
    no site do td ha um novo simulador de investimento que informa a necessidade de uma certa carencia para retirada do valor aplicado no tesouro selic, inclusive ultrapassando periodo de 30 dias.
    tens mais informaçoes a respeito
    obrigado

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2018 at 12:53 - Reply

      Ao investir em TD você tem custos como taxas e impostos. Antes de 30 dias tem IOF. Além disso o preço de venda do título é ligeiramente. Tudo isso produz um impacto negativo na rentabilidade e isso pode ultrapassar 30 dias.

  57. Sandra Lopes 6 de fevereiro de 2018 at 7:48 - Reply

    Excelente artigo como sempre!!Muitas vezes compramos aquilo que não precisamos com dinheiro que não temos para agradar quem não conhece mos.

  58. Raphael 8 de fevereiro de 2018 at 8:51 - Reply

    Excelente texto e a seção de comentários deve ser lida por todos, ainda que de relance! Quando li o comentário sobre o vinho, pensei “Putz, eu sou assim com cerveja artesanal”; e logo vi um comentário sobre cerveja artesanal hahahaha…

    Há ainda comentários sobre redes sociais, carros, roupas, etc.

    Site com conteúdo bom trazendo e formando leitores com senso crítico maior.

    Ah, e ótimo comentário sobre o glútem. Para tudo se faz uma nova indústria, né? Li uma artigo sobre selos orgânicos. Há centenas de selos que dizem que tal produto é orgânico, mas não parece haver uma padronização e parece que nada te impede de criar um selo próprio…

    De olhos abertos, sempre!

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