Pensar no futuro


É possível que suas dificuldades financeiras não tenham nenhuma relação com falta de educação financeira. Pode ser um problema de miopia intertemporal ou falta de visão sobre o seu próprio futuro. Isso foi evidenciado por uma pesquisa apresentada na última convenção anual da American Psychological Association (fonte).

Sarah Newcomb, PhD em economia comportamental, descobriu através das suas pesquisas científicas que para tomar boas decisões financeiras no presente é necessário que você consiga criar uma imagem detalhada e realista do seu próprio futuro.

Certamente é por este motivo que pessoas bem -sucedidas financeiramente costumam ser as mais sonhadoras. Elas sempre pensam no futuro de uma forma otimista e proativa. Já as pessoas comuns estão sempre remoendo o passado, reclamando do presente e enxergando o futuro com pessimismo e reativamente. Basta ver o exemplo que mostrei no artigo “Como sair da Pobreza“, do menino pobre que coletava latinhas e hoje é um grande empresário.

A Sarah também descobriu que a sua educação financeira é menos importante do que a sua visão de futuro. Pessoalmente acredito que ter uma visão clara do futuro que queremos na nossa vida é uma condição básica para que possamos ter interesse pela educação financeira.

Receber educação financeira sem ter visão de futuro não faz muito efeito. Informação sem propósito entra em um ouvido e sai pelo outro. Basta ver o que você fez com tudo que foi obrigado a decorar na escola e faculdade.

Ter uma visão clara do seu futuro faz você buscar mais conhecimentos sobre ganhar mais, poupar mais e investir melhor. Existem coisas mais divertidas na vida do que estudar sobre finanças.  Você só vai deixar as coisas divertidas de lado se perceber que é necessário aprender a lidar melhor com o dinheiro para transformar seus sonhos em realidade.

Isso explica por que é tão difícil falar sobre educação financeira com amigos e familiares. Até já escrevi um artigo mostrando a dificuldade de ajudar quem não deseja receber ajuda. Se as pessoas não possuem uma visão clara sobre o futuro que desejam atingir e não percebem que uma vida financeira equilibrada, a poupança e o investimento vão permitir construir esse futuro, elas vão preferir dedicar o tempo delas com outras distrações e gratificações instantâneas (você lembra do macaco das gratificações instantâneas?)

A pesquisa da Sarah Newcomb foi realizada com 700 adultos, 57% do sexo masculino e 47% com grau de bacharel ou superior. Os participantes responderam perguntas para medir seus comportamentos ligados a questões financeiras, poupança, despesas, impulsividade, materialismo, futuro e educação financeira.

O objetivo da pesquisadora era entender melhor os fatores psicológicos que impulsionam o consumo e a poupança para detectar o que poderia motivar mais poupança e investimentos entre pessoas que têm recursos financeiros, mas com poucas habilidades na gestão financeira.

A pesquisadora descobriu que quando as pessoas se concentram mais no próprio futuro, elas tendem a ser menos impulsivas, independentemente do seu nível de educação financeira. É justamente a impulsividade que impede o equilíbrio financeiro e a poupança necessária para um futuro mais próspero.

Na pesquisa, ela identificou altos níveis de impulsividade e materialismo associados a decisões financeiras ruins durante a vida. As pessoas que tinham uma vida mais focada no futuro tomaram as melhores decisões financeiras, mesmo quando existia uma deficiência no seu conhecimento sobre finanças.

A autora da pesquisa acredita que o governo está desperdiçando milhões todos os anos em programas de educação financeira, sendo que a resposta para muitos problemas financeiros envolve questões comportamentais e não financeiras. Segundo a autora: “Trabalhar com indivíduos com o objetivo de desenvolver uma imagem mais clara do seu futuro pode ter um impacto mais substancial do que simplesmente ensinar conceitos financeiros.”

A pesquisa de Newcomb também descobriu que ao eliminar o acesso ao crédito o efeito da impulsividade no comportamento financeiro tende a desaparecer. Ela diz que: “Isto sugere que a primeira linha de intervenção para uma melhor saúde financeira, entre as pessoas que sofrem o problema de impulso, pode ser a de acabar com o uso de cartões de crédito por completo”. Aqui no Brasil os juros do rotativo do cartão de crédito passa dos 400% ao ano e mesmo assim é a modalidade de crédito mais utilizada pelos brasileiros.

Ela acredita que existe uma solução para aqueles impulsivos que não querem parar de usar o cartão de crédito. Seria praticar exercícios de visualização do futuro ou a escrita simples daquilo que você planeja para o seu futuro. Ela destaca que é importante imaginar, criar imagens mentais detalhadas sobre o seu futuro. Isso já seria o suficiente para melhorar seu comportamento e suas decisões financeiras no presente. Essa mudança de comportamento e as decisões que você passaria a tomar é que levariam você a atingir aquele futuro desenhado na sua cabeça.

Em um artigo que escrevi sobre como fazer sobrar dinheiro no final do mês eu até recomendei colocar uma foto do seu objetivo na sua carteira, bem próxima do lugar onde ficam seus cartões de crédito.

O resultado dessa pesquisa tem forte ligação com o artigo que escrevi sobre “Com ser bem-sucedido na vida“. É o desejo por um futuro melhor que funciona como o estopim daquele ciclo de quatro fases que se retroalimenta:  Crença, Potencial, Ação e Resultado. É de uma visão de futuro clara que você traçará metas e objetivos para atingir.

Construindo seu Eu futuro:

Já que a visão do seu futuro pode ser mais importante que a sua educação financeira, não posso terminar esse artigo sem motivar você a construir seu EU FUTURO.

Imagine que você ganhou a oportunidade de participar de um experimento cientifico. Você será transportado para o futuro e terá a oportunidade de ver você mesmo no futuro, mas sem ser visto. Imagine essa situação e descreva o que você está vendo. Responda as perguntas:

  1. Onde você está no futuro? Em qual cidade, bairro e rua?
  2. Como é o ambiente onde você está neste futuro? Imagine os detalhes do ambiente.
  3. Como você está vestido?
  4. Como você está fisicamente?
  5. O que você está fazendo neste futuro? Qual é a sua rotina diária?
  6. Quais são as pessoas que estão próximas de você?
  7. Como é a casa onde você mora neste futuro?
  8. Qual é o saldo dos seus investimentos e qual o tamanho do seu patrimônio?
  9. Quais foram os sonhos e objetivos que você já atingiu nesse futuro?
  10. O que você precisa fazer agora para que esse futuro se transforme em realidade?

Agora retorne para a realidade e tenha em mente que essa pessoa que você imaginou já existe, mas vivem em um espaço-tempo diferente. Existe uma distância entre a sua realidade presente e a sua realidade futura, mas você tem o poder de encurtar essa distância entre as duas realidades, pois você está no presente, que é o lugar onde as coisas realmente acontecem, o único lugar onde é possível tomar decisões capazes de interferir na sua vida futura.

Sempre que você estiver diante de uma decisão na sua vida, lembre-se do seu EU FUTURO que você acabou de imaginar. Pergunte para você mesmo se aquela decisão que está prestes a tomar irá aproximar ou distanciar você do seu EU FUTURO. Vou listar alguns exemplos:

  1. Fazer aquela viagem internacional aproxima ou distancia você do seu EU FUTURO?
  2. Economizar aquele dinheiro que você recebeu ou gastar imediatamente? O que aproxima você do seu EU FUTURO?
  3. Comprar um carro novo e ou usado? Luxuoso ou mais simples?
  4. Fazer um empréstimo ou juntar o dinheiro e pagar à vista?
  5. Fazer ou não fazer aquele curso?
  6. Casar ou não casar? Fazer uma festa de casamento luxuosa ou simples?
  7. Comprar um imóvel simples à vista ou um imóvel luxuoso financiado em 35 anos?
  8. Ficar no atual emprego ou buscar um emprego melhor?
  9. Mudar de profissão ou investir na profissão atual?
  10. Continuar empregado ou se tornar empresário?
  11. Comprar mais a roupa da liquidação ou guardar o dinheiro?
  12. Ler um livro ou procurar Pokémon?
  13. Assistir televisão ou assistir uma nova palestra no TED?

A vida que você leva hoje é uma consequência de todas as decisões que o seu EU PASSADO tomou. A vida que o seu EU FUTURO terá depende da próxima decisão que você irá tomar ainda hoje. Você percebe o poder que existe nas suas mãos e o tamanho da responsabilidade? Lembre-se que você tem um encontro marcado com o seu EU FUTURO, ele vai exigir satisfações.

Para saber mais sobre miopia intertemporal e as decisões que devemos tomar entre o presente e o futuro recomendo assistir próximo vídeo. O Eduardo Giannetti é um economista brasileiro que também estuda este tema. Ele faz revelações muito interessantes sobre pessoas que conseguem controlar impulsos e esperar as gratificações futuras.



About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

105 Comments

  1. Marcelo 11 de agosto de 2016 at 16:12 - Reply

    Rapaz, esse tema me lembra muito uma das lições da Lei do Triunfo: ter um objetivo futuro determinado.
    mais um excelente artigo, Leandro, parabéns!

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 17:25 - Reply

      Oi Marcelo. Muito bem lembrado. A Lei do Triunfo é um livro de Napoleon Hill, publicado nos anos 30, que deve ter mais de 700 páginas. Fiz aqui um resumo das 16 leis. No livro, que é vendido até hoje, existem vários exemplos reais de cada lei.

      1. Associação com outras pessoas com o mesmo perfil de pensamento (você é a média dos seus 5 amigos)
      2. Objetivo principal definido (Você precisa saber o que está procurando antes de procurar)
      3. Confiança em si próprio (se nem você acreditar em você, ninguém vai acreditar)
      4. Economia (educação financeira)
      5. Iniciativa e Liderança (Faça alguma coisa agora e seja o líder e não o liderado)
      6. Imaginação (pensar fora da caixa)
      7. Entusiasmo (Motivação, força de vontade)
      8. Autocontrole (Você controlando a sua vida)
      9. Hábito de fazer mais do que a obrigação (Isso funcionários se tornarem presidentes de empresa e empresas se tornarem líderes de mercado)
      10. Personalidade atraente (Sucesso depende de interações humanas. Torne-se uma pessoa simpática e admirada por todos)
      11. Pensar com Exatidão (controlar nossos pensamentos1)
      12. Concentração (foco no que você está fazendo)
      13. Cooperação (cooperar em todos os níveis)
      14. Fracasso (tire proveito dos fracassos. Todos que atingem o sucesso fracassaram diversas vezes)
      15. Tolerância (as pessoas não são perfeitas, nem tudo pode ser controlado e perfeito)
      16. Fazer aos outros aquilo que quer que seja feito a você mesmo (Isso aqui já andaram divulgando milhares de anos atrás)

  2. Gabriel 11 de agosto de 2016 at 16:48 - Reply

    Mais um ótimo Artigo Prof. Leandro! Realmente, nossas decisões de hoje interferem diretamente no nosso EU Futuro! Gostei do “….Ler um livro ou procurar Pokémon?” rsrsrs Um forte abraço!

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 17:28 - Reply

      Oi Gabriel. Sobre o Pokémon Go deixo aqui uma ilustração do desenhista polonês Pawel Kuczynski. Ele tem ótimas ilustrações criticando a nossa realidade.

      • Gustavo 11 de agosto de 2016 at 19:13 - Reply

        Leandro, muito interessante essa ilustração. Posso fazer uma contribuição também? Sobre o que vc diz “lembre-se que você tem um encontro marcado com o seu EU FUTURO, ele vai exigir satisfações”, deixo esse vídeo como reflexão: https://www.youtube.com/watch?v=lsDbpoSXfR4

        • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 19:26 - Reply

          Oi Gustavo. Ótima reflexão. Obrigado por enviar o vídeo. No vídeo do Eduardo Giannetti ele fala uma coisa interessante. No nosso passado primitivo a expectativa de vida era de apenas 30 anos. Você tinha uma vida adulta muito curta para viver, se reproduzir e acumular experiências. O comportamento impulsivo e imediatista era importante quando nossa vida se resumia a caçar e procriar em alguma caverna. Atualmente as pessoas conseguem viver 70, 80 ou mais de 90 anos com facilidade. Esse comportamento impulsivo de viver o hoje sem pensar no dia do amanhã (como o seu cachorro e o seu gato fazem todos os dias) é um perigo quando existe o risco de você ter um encontro marcado com você mesmo depois de quase 100 anos de vida. Precisamos buscar o equilíbrio entre viver o presente com satisfação e construir o nosso futuro.

          • Guilherme 12 de agosto de 2016 at 17:07

            Caro professor, essa questão da expectativa de vida de antigamente ser de apenas 30 anos é um mito. Na verdade esse número leva em conta a mortalidade infantil daquela época que era muito alta e faz uma média.

            As pessoas viviam bem mais, Isaac Newton mesmo viveu até os 84 anos e isso em 1600.

            Uma fonte: http://semema.com/os-11-maiores-mitos-sobre-a-idade-media-reveja-seus-conceitos/

            “A expectativa de vida durante uma época é calculada levando em conta todas as pessoas, inclusive crianças. Como a mortalidade juvenil dessa época era bem alta, na estatística a idade média atingida pelos medievos girava em torno de 30 anos, contudo, ninguém era considerado velho antes de completar seus 50 anos, pelo menos. Era comum que se chegasse à idade de 60, 70 anos e muitos passavam dos 80 ou 90 com saúde.”

            E muito bom esse seu último artigo “Pensar no futuro”. Realmente excelente e faz abrir os olhos.

          • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 18:32

            Oi Guilherme. Isso faz muito sentido. Meus avós maternos e paternos viveram mais de 90 anos. Eram agricultores, não frequentavam médicos, não usavam remédios, não usavam protetor solar e comiam muita comida gordurosa. Pelo que sei os pais deles também viveram muito tempo. Agora eu não saberia afirmar quanto tempo iriam viver se morassem em uma floresta caçando e coletando alimentos. Se não me engano surgimos há uns 150.000 anos e só começamos a plantar e colher há uns 10.000 anos. Foi no momento que começamos a cultivar nosso próprio alimento que as coisas começaram a mudar de verdade. Provavelmente ainda temos nossos instintos de caçar, coletar e aproveitar um dia depois do outro. Com a agricultura foi possível planejar o futuro. Plantar sabendo que a consequência seria a colheita. Armazenar alimento para o inverno. Fazer trocas e comércio, e assim por diante.

      • Gabriel 12 de agosto de 2016 at 12:11 - Reply

        kkkkkk O pior é que é a pura realidade! rsrsr

        • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 14:24 - Reply

          Fazendo a alegria dos acionistas da Nintendo.

          • Thais 14 de agosto de 2016 at 22:12

            Mais um brilhante artigo, pecando apenas na critica superficial com relação a uma opção de entretenimento.

            O jogo não é o problema. Entretenimento não é o problema. A falta de limites, sim. Ao menos é a minha opinião (não jogo este jogo, não tem pra Windows Phone, rs)
            .
            Apenas uma correção: a Nintendo não fez o Pokemon GO
            http://www.tecmundo.com.br/pokemon-go/107642-nintendo-acoes-despencam-empresa-lembrar-nao-pokemon-go.htm

          • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 11:23

            Oi Thais. Eu não tenho nada contra o entretenimento. Principalmente o entretenimento merecido, aquele que fazemos depois de ter terminado o nosso “dever de casa”. Quem entendeu diferente provavelmente se sente incomodado por estar se entretendo demais no lugar de focar mais tempo e energia nas coisas realmente importantes. Quem já está com a vida ganha, quem já está com seus objetivos e metas em dia, quem já não tem muitas preocupações e problemas para resolver na própria vida, pode passar o dia todo caçando Pokemón sem nenhum sentimento de culpa. Pessoalmente ainda tenho muita coisa importante para fazer na vida e não tenho esse tempo livre para procurar Pokémon. Quem já tem muito tempo livre, eu dou os parabéns e recomendo que use esse tempo livre da forma que considerar a melhor, já que tempo é uma coisa que só passa, não volta.

  3. Joanatan 11 de agosto de 2016 at 17:52 - Reply

    Olá professor.
    Interessante o artigo.
    e a respeito dos poodcasts,
    Afim de ouvirmos no carro a caminho do trabalho?

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 18:52 - Reply

      Oi Joanatan. Conteúdo em áudio é um plano para o futuro. Ele ainda vive na minha imaginação.

      • Ana Lúcia Faria 12 de agosto de 2016 at 10:24 - Reply

        Essa forma de conteúdo será sensacional! Espero que tenhamos em breve!
        Muito obrigada, Leandro!

        • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 14:21 - Reply

          🙂

          • Iuri Viana 13 de agosto de 2016 at 10:19

            Também abraço essa ideia. Que venha o podcasts!

      • Alan 14 de agosto de 2016 at 10:28 - Reply

        Nossa seria muito bom, também fico as vezes sem opção de bom áudio informativo nas estradas.

  4. Aquino 11 de agosto de 2016 at 18:31 - Reply

    O livro “A Arte da Possibilidade” traz boas historias sobre a “engenharia reversa” pra construcao do “EU futuro”, vale a referencia. Parabens pelo artigo, Leandro!

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 19:05 - Reply

      Oi Aquino. Ótima recomendação de leitura. Vou deixar aqui um link para um documentário do autor chamado “liderança: A Arte da Possibilidade”. Quem tem um negócio ou pretende ter um negócio, quem tem cargo de liderança deveria assistir essa pequena introdução: https://www.youtube.com/watch?v=L9Y2AbclggE

  5. Jeferson Batista 11 de agosto de 2016 at 18:33 - Reply

    Leandro fantástico esse artigo. Através das suas pastagens Leandro tenho melhorado muito financeiramente e sempre focado no futuro. Obrigado meu caro trabalho excepcional, parabéns… …

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 19:06 - Reply

      Por nada Jeferson. Parabéns por dedicar seu tempo pensando e planejando seu futuro.

  6. johnathan 11 de agosto de 2016 at 18:36 - Reply

    Eu tenho grande dificuldade de definir meu futuro visualizando ou sendo especifico, porque a unica coisa que eu tenho definido é financeiramento como eu quero estar, ou seja, eu tenho um valor especifico de patrimonio que eu quero ter em 7 anos, q é multimilionario. Porém eu não sei visualizar o contexto que eu quero estar para conseguir essa quantia. Eu sei que eu preciso ser empreendedor criar negocios, para atingir essa meta financeira de independência. Mais não sei qual é minha paixão, ou o qual negocio eu crio para iniciar minhas metas e chegar nesse objetivo. Já tentei curso de autoconhecimento, eu sei que preciso me conhecer melhor para saber isso, mais preciso de ajuda ;/ estou preocupado pq eu estou paralizado sem saber como sair do lugar. Tenho 24 anos

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 19:18 - Reply

      Oi Johnathan. Para se tornar multimilionário você primeiro terá que ser milionário. Para ser milionário você vai precisar ter os seus primeiros 100 mil, 50 mil, 10 mil, 5 mil, etc. Você provavelmente está paralisado olhando para o topo da montanha. Você precisa olhar para a base da montanha. É pela base que você vai começar sua escalada. Veja a figura abaixo. null Para chegar no topo você precisa dividir a escalada em pequenas etapas. O seu foco será nas pequenas etapas, pois elas são aquelas que você realmente pode executar neste exato momento. Outra coisa importante é tirar o foco do dinheiro. Primeiro você vai ter que descobrir como você pode entregar valor na vida das pessoas. O dinheiro vai ser a contrapartida do valor que você irá entregar para o maior número de pessoas. Se todo o seu foco estiver no dinheiro, você vai parar no meio da escalada para desfrutar do pouco que conseguiu acumular. Quando você fizer seu primeiro 10 mil, vai acabar encontrando um motivo para gastá-lo. Quando fizer seu primeiro 1 milhão, já estará tão satisfeito e louco para usufruir do dinheiro que não terá tempo para conquistar múltiplos milhões. O alvo de quem se torna multimilionário não era ser multimilionário, por isso ele continuou escalando e escalando.

      • johnathan 11 de agosto de 2016 at 23:48 - Reply

        Obrigado pela dica Leandro. No quesito gastar, meu foco não e esse, eu sei q pra eu chegar no meu objetivo eu não posso consumir meu patrimonio. Eu já tenho a mentalidade do pai rico pai pobre, em investir em ativos, não sou consumista, nesse ponto sou tranquilo, já tenho um dinheiro investido, so falta achar um plano para multiplicar o que já tenho e fazer mais dinheiro para chegar lá. Muito obrigado por gastar um pouco do seu tempo me ajudando!

  7. Ricardo 11 de agosto de 2016 at 19:19 - Reply

    Pode substituir o Pokémon por Facebook, whatsapp, instagram, Snapchat. O que é a vida sem um pouco (com ênfase) de diversão? Conheço mentes geniais que estão jogando no seu tempo livre. Acho que essa crítica é um pouco rasa.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 19:51 - Reply

      Oi Ricardo. Se você investe seu tempo procurando Pokémon e ficou chateado, não encare o texto como uma crítica pessoal. Não era meu objetivo. As pessoas são livres para investir as 24 horas que possuem da forma que acharem melhor e ninguém tem nada a ver com isso. O que diferencia uma pessoa da outra hoje é justamente o que elas andaram fazendo com o próprio tempo no passado. Neste exato momento as mentes mais geniais do planeta estão trabalhando em empresas que desenvolvem coisas como o Facebook, Whastapp, Instagram e Snapchat. Elas gastam os neurônios delas tentando descobrir como podem fazer você gastar mais do seu tempo dentro das ferramentas que elas desenvolvem. Só assim elas vão conseguir transformar o seu tempo em dinheiro (vendendo publicidade, valorizando ações das empresas na bolsa, etc). Inclusive três dessas empresas que você citou são do mesmo dono. O Mark Zuckerberg só não é dono do Snapchat pelo fato do Evan Spiegel ter recusado sua proposta de US$ 3 bilhões pelo aplicativo. Quando recusou a proposta ele disse: “Poucas pessoas no mundo têm a chance de construir um negócio como este. Trocar isso por algum ganho de curto prazo não é muito interessante”. Ele considerou US$ 3 bilhões um ganho de curto prazo. Eu sinceramente acho muito difícil que Mark Zuckerberg, Evan Spiegel e seus funcionários geniais estejam neste exato momento procurando Pokémon. Também não devem estar assistindo fotos e vídeos de outras pessoas no Facebook, Instagram ou mesmo no Snapchat. O bom é que cada é livre para fazer o que bem entender com o próprio tempo. Só não é possível escapar do encontro marcado com o seu futuro.

    • Yuri 12 de agosto de 2016 at 1:11 - Reply

      O descanso e atividades PURAMENTE de lazer como jogar, ver filmes (sem conteúdo que acrescente), ouvir músicas, conversar com amigos e participar de redes sociais é ESSENCIAL para alcançar o sucesso por um motivo muito simples, o corpo e a mente PRECISAM de descanso, por mais esforçados e determinados que sejamos… Para chegar a prosperidade financeira e a ter uma qualidade de vida excelente é necessário EQUÍLIBRIO em todas as áreas da vida… Mas eu acho que o que o Leandro Ávila quis dizer é com relação a pessoas que passam tempo demais jogando Pokémon ou qualquer lazer e não pensam no futuro, ou pior, descumprem compromissos, metas pessoais e perdem o FOCO por causa de coisa como Pokemon Go. A crítica não foi ao lazer, foi a perda de Foco por causa deste.

      • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 9:48 - Reply

        Oi Yuri. Na verdade em momento nenhum eu critiquei o lazer no artigo. Eu só destaquei que existem momentos onde você precisa fazer escolhas e para dar um simples exemplo eu utilizei ler um livro ou procurar pokémon pelas ruas. Se essas atividades são de lazer ou de trabalho isso vai depender de quem está lendo o artigo. Por mais incrível que isso possa parecer eu conheço muita gente que acha divertidíssimo ler livros, embora muitos considerem isso um fardo, um mal necessário, um trabalho forçado ou uma coisa desagradável. Da mesma forma que existem livros voltados para o lazer, existem livros voltados para o trabalho. Da mesma forma que tem gente que encara o Pokémon como diversão, outros encaram como fonte de renda (veja um exemplo). O importante é compreender que a vida que você leva hoje é resultado das suas escolhas. No presente você tem o poder de construir o seu futuro com base nestas escolhas. Passar o dia todo procurando Pokémon ou passar 1 hora por dia procurando são escolhas e isso vai refletir no seu futuro de alguma forma.

  8. Moises [email protected] 11 de agosto de 2016 at 20:31 - Reply

    Parabens, Leandro…PRINCIPALMENTE por esta ultima resposta.

  9. Márcio 11 de agosto de 2016 at 21:28 - Reply

    Leandro, infelizmente a maioria das pessoas (principalmente os mais novos) são facilmente influenciadas pelo senso comum (opiniões consideradas como verdades absolutas, propagadas pelas mídias e pelos governos). Por causa disso, hoje em dia as pessoas são pouco estimuladas em realizar o contraditório (isto é, contestar as informações recebidas a partir de uma análise racional do assunto que está sendo abordado).

    Nesse sentido, a falta de visão no futuro pode ser explicada pelos conceitos que atualmente predominam no campo das ciências econômicas (a maioria dos economistas formados nas universidades – tanto públicas, como privadas – são doutrinados conforme os preceitos originados na escola Keynesiana). Ou seja, tal teoria econômica, formulada por John Maynard Keynes, argumenta que um excessivo entesouramento (recursos não utilizados para consumo, portanto, poupados) poderia provocar um aumento no nível de desemprego. No entanto, Keynes simplesmente ignora o conceito de preferência temporal (se a maioria das pessoas, inclusive os empresários, poupam em excesso é porque estão abdicando de consumir no presente para poder utilizar a enorme quantidade de recursos poupados no futuro).

    Assim, uma vez que as políticas econômicas atuais são fortemente baseadas no keynesianismo, torna-se óbvio porque a maioria das pessoas possuem uma alta preferência temporal (isto é, estão mais propensas a consumir tudo agora) dado que os princípios estabelecidos por Keynes invertem a lógica econômica racional (segundo ele, o consumo sempre deve preceder a produção, a fim de se gerar mais emprego). Contudo a realidade sempre mostrou o contrário: para se produzir, deve-se investir, e para tal, antes de tudo, deve-se poupar. Logo, para um empresário ter condições de oferecer mais emprego, ele necessariamente tem que produzir mais economizando recursos no presente que poderão ser melhor utilizados no futuro de acordo com a preferência temporal dos consumidores (caso estes queiram consumir mais, aqueles terão que produzir mais também; do contrário, estes últimos poderão poupar tudo aquilo que poderia se tornar um excedente de produção).

    Desse modo, pensar no futuro é não se submeter as teorias econômicas vigentes, uma vez que a preferência temporal das pessoas é que determina o seu respectivo grau de enriquecimento – e para isso ocorrer ao longo dos anos, fica a seguinte lição: a poupança deve sempre prevalecer ante o consumo.

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 21:57 - Reply

      Oi Márcio. Essas crises que o capitalismo vem vivendo em ciclos cada vez mais curtos é uma consequência dessa escola de pensamento. É fácil observar por qual motivo os políticos adoram estimular o endividamento da sociedade e não a poupança. Consumindo agora você arrecada mais impostos agora. Consumidores, empresários e o próprio governo se endividaram até o limite nos últimos anos. O governo acreditava que consumismo e endividamento eram a fonte de riqueza de um país. Na verdade, riqueza é resultado de poupança, investimento e alta produtividade. Desde os primórdios da civilização as pessoas primeiro plantam para depois colher. Querer colher e só depois plantar não faz sentido e custa muito caro.

    • João Paulo 13 de agosto de 2016 at 18:06 - Reply

      Foi o trauma da crise de 29!

      Crise de excesso de produção e queda de demanda (excesso de otimismo dos empresários americanos no pós primeira guerra?), momento de incerteza em que manter seus ativos na forma de moeda era preferível em relação a gastá-lo com bens concretos, materiais.

      Seria uma espécie de amor ao dinheiro, já que ele pode ser substituído por quase qualquer coisa, o que deprime o funcionamento da economia (sem consumo, a roda não gira).

      Eu sou anti-Keynesiano, todo o discurso/teoria parece ser apenas trocar 6 por meia dúzia, empréstimos servem apenas para agilizar a concretização das coisas (quando usados para investimentos produtivos), porém não criam riqueza per se (na realidade, subtrai riquezas do setor produtivo).

      Eu ainda estou estudando os modelos econômicos mais modernos, como a teoria dos jogos proposto por Nash, em que o empreendedorismo deveria ter um agente maior guiando as articulações entre os entes que visasse o bem maior da sociedade (no caso, a maior produção de riquezas possíveis por unidade de tempo).
      Problema é que pessoas bem intencionadas para isso talvez sejam utopia…e o resultado quando os agentes empreendem/investem por conta própria é sempre pífio comparado ao que poderia ser feito se todos cooperassem como um organismo único.

  10. Jorge E Oriana Serpa 11 de agosto de 2016 at 21:38 - Reply

    Excelente artigo!!! Estávamos hoje falando exatamente sobre o que seu artigo diz!!

    • Leandro Ávila 11 de agosto de 2016 at 21:58 - Reply

      Obrigado Jorge. Parabéns por refletir sobre estes temas.

  11. Rafael 11 de agosto de 2016 at 22:37 - Reply

    Leandro, boa noite. Excelente artigo. Queria te fazer um questionamento sobre como poderia dividir meus ganhos mensais em investimentos, sendo que viso aposentadoria e médio prazo. (2 a 5 anos). Pretendo me aposentar em 20 anos. Sou funcionário público. Invisto religiosamente 30% do meu salário. Distribuo em torno de 10% para a aposentadoria e 20% para médio prazo, além de minha reserva emergência já consolidada no tesouro selic. Gostaria de saber se seria melhor colocar o maior montante para aposentadoria e o menor para médio prazo, ou estou no caminho certo? Meu objetivo é ter a independência financeira o mais rápido possível, além de uma aposentadoria confortável.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 9:37 - Reply

      Oi Rafael. Isso é uma decisão pessoal. Existem pessoas que escolhem poupar mais para o longo prazo (aposentadoria), outras que fazem a escolha de poupar menos. Não existe uma norma ou regra para isso. O mesmo vale para a independência financeira, pois depende do estilo de vida de cada um ou do custo de vida de cada um. Para uma pessoa um determinado montante é suficiente para se tornar independente, para outra pessoa aquela quantia é insuficiente. Você precisa fazer uma autoavaliação com relação a isso. Minha série de livros podem ajudar muito, já que meu objetivo é fazer com que as pessoas tomem essas decisões sem depender da opinião de ninguém (nem mesmo da minha).

  12. Inaldo 12 de agosto de 2016 at 2:28 - Reply

    Olá Leandro. Não vou dizer que esse artigo é excelente porque isso já se tornou lugar -comum, pois todos são. A sua forma de transmitir conhecimento, principalmente quando é criticado, é admirável. Fico torcendo para que alguém use o termo “raso” referindo-se à sua opinião, pois com certeza virá uma resposta à altura e que me trará mais conhecimento, como foi no caso do Pokémon! rs rs

  13. Edu Hourneaux 12 de agosto de 2016 at 7:07 - Reply

    Excelente artigo..obrigado professor Leandro

  14. oskar 12 de agosto de 2016 at 9:38 - Reply

    Bom dia Leandro. Esse tema do vídeo eu já conhecia e quando coloquei em prática muitos criticaram mais hj eles essas mesmas pessoas que criticaram me apoiam com a razão. Temos que saber esperar.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 10:07 - Reply

      É isso mesmo Oskar. Esse tipo de crítica deve entrar por um ouvido e sair pelo outro.

  15. Fábio Moraes 12 de agosto de 2016 at 9:45 - Reply

    Olá Leandro. Parabéns pelo artigo.

    Pura verdade.

    A Clareza de intenção, ou seja, saber exatamente o que se quer da vida, associada a entusiasmo e comprometimento recompensa quem se aventura na busca de seus sonhos.

    Quando uma realização financeira, como a compra de uma imóvel à vista parece algo distante perante os obstáculos da vida, podemos ter em mente que não devemos reduzir nossas metas de poupança, mas elevar o nosso nível de conhecimento de forma que tenhamos condições de alcança-las.

    Um exercício que sempre faço antes de dormir é meditar, visualizar em minha mente a vida dos meus sonhos e ser grato pela conquista antecipadamente.

    Um abraço.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 10:09 - Reply

      Oi Fábio. É um ótimo exercício e um ótimo momento. Parabéns!

  16. César Filho 12 de agosto de 2016 at 10:15 - Reply

    Excelente texto, e uma grande verdade Leandro! Se você não programar sua mente para seu “eu futuro” ir em busca dos sonhos e objetivos de vida, a tendência é o fracasso. Como uma frase que ouvi certa vez, que dizia: “Faça as pazes com seu passado, viva seu presente e construa seu futuro”. Grande abraço!

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 11:26 - Reply

      Oi César. É isso mesmo. O passado já foi, dele só resta aprendizado. O presente é a arena onde o jogo realmente acontece. Se você ficar distraído durante o jogo, vai colher os resultados da sua distração. Nosso futuro está em construção neste exato momento.

  17. Daniela Cardoso 12 de agosto de 2016 at 11:41 - Reply

    Oi Leandro, ótimo artigo. Explica muito o momento da minha vida atual. Tenho dois empregos públicos e sei exatamente o que quero daqui a, no máximo, 10 anos. Deixar um emprego e construir um patrimônio q possa me dar o mesmo rendimento q tenho com os dois empregos atualmente. Tenho 33 anos, vendo as histórias de vida ao meu redor me dá a sensação de que serei e estou sendo uma privilegiada, no sentido de ter aprendido com os meus erros e ter a posibilidade de ficar rica e até parar de trabalhar aos 40 anos. Como tenho um vida simples não será difíicil. Tenho bem claro o que quero daqui a 10 anos, morar numa casa em condomínio, com um belo jardim, continuar contribuindo para fortalecer minha profissão dando retornos positivos à sociedade e descobrir coisas mais prazerosas para fazer da vida, q na verdade já sei e já tenho começado a me dedicar, afinal temos q viver o hj. Mas pensando numa vida mais confortável e sem preocupação financeira no futuro, devo limitar alguns investimentos com prazer e experiências hj. Preciso pensar nisso todos os dias p ver se eu consigo manter essa meta, pois não é fácil ser servidora pública num pais q sucateia os serviços, o trabalho fica desgastante e pouco gratificante. Por conta disso, às vezes penso em rever minha meta e deixar dentro de dois anos um emprego e viver uma vida super simples, no meu ap pequenininho; mas me bate uma insegurança de ter q viver c certa limitação financeira. Melhor manter meu foco na vida confortável! Esse texto foi mais um desabafo e uma forma de lembrar p mim mesma do meu objetivo. Obrigada por nos proporcionar esse belo espaço de troca!

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 14:22 - Reply

      Oi Daniela. O bom é ter uma vida simples por opção e não por necessidade. Parabéns por ter um plano.

    • EPL 13 de agosto de 2016 at 17:32 - Reply

      Oi, Daniela. Vivo situação parecida: dois empregos. Cargo público invejável. Mas trabalho excessivamente. Meu foco é a independência financeira. Mas a questão é: será que aguento esse tranco até chegar lá? Às vezes, dá vontade de deixar tudo, ou quase tudo, e levar uma vida mega simples. Mas e a insegurança? Enfim, escrevi só para dizer que vc não está sozinha no dilema.

  18. Filipe 12 de agosto de 2016 at 12:03 - Reply

    Ler um livro ou procurar pokémon? Muito bom, obrigado por mais este artigo tão proveitoso.

  19. edson 12 de agosto de 2016 at 13:30 - Reply

    Leandro, eu sempre estou pensando no meu futuro e agindo em busca dos meus objetivos. Quando revelo as minhas preocupações às outras pessoas me recriminam por não relaxar, por não valorizar minhas conquistas atuais. Parece que querer mais e mais é algo ruim. As pessoas avaliam que ser ambicioso é algo terrivel e que deve ser combatido.

    Aproveitando a oportunidades, Atualmente tenho uma LCI e invisto bastante em fundos de investimentos por causa da liquidez. Enfim, quero investir no tesouro direto mas ainda não sei se é uma boa. Fiz uma comparativo entre o tesouro selic com um fundo de renda fixa (xp investor fi renda fixa credito privado lp)

    Fiz uma simulação do tesouro selic no site Jurus investindo R$ 5000,00. O retorno após 1 ano deu 5478 já descontado IR. Os custos do tesouro é 0,30 taxa da bmf + 0,10 taxa da XP investimento. Assim, R$ 478,00 – 0,40% = R$ 476,00 saldo líquido final.

    Já o fundo de investimento tem taxa de manutenção de 0,75 mais 20% de taxa de performance. Em um ano, a xp projeta uma rentabilidade de 14,53% que, conforme o próprio site, já sem as taxas referidas.

    Assim, seria R$ 5000,00 + 14,53% = 726,5 – 20% de IR = R$ 581,82.

    A minha dúvida é se os cálculos que fiz estão corretos? Se sim, o fundo de investimento está com rendimento melhor.

    abs

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 14:28 - Reply

      Oi Edson. O grande problema dos fundos de investimento é a necessidade de pagar imposto de renda a cada 6 meses. É o chamado come-cotas. Quando você deixa dinheiro investido em títulos públicos ou títulos privados como o CDB, o pagamento do imposto de renda só acontece no vencimento do investimento. Se o vencimento é em 5 anos, esse dinheiro que você pagaria de IR ficará investido e rendendo juros sobre juros. No fundo o dinheiro do IR seria recolhido da sua conta umas 10 vezes em 5 anos (já que ocorre o recolhimento 2 vezes por ano). Isso no longo prazo faz diferença. O bom dos investimentos em fundos mais conservadores é a liquidez imediata. Normalmente você saca o dinheiro e ele aparece na sua conta imediatamente (pelo menos é assim nos fundos dos bancos).

    • Rodrigo Viana 14 de agosto de 2016 at 21:25 - Reply

      Não sabe se TD é seguro mas investe em fundo de renda fixa? Já se perguntou aonde o fundo investe? Você está pagando a outros o que você pode fazer por conta própria.

      • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 11:17 - Reply

        Oi Rodrigo. Os fundos de renda fixa e fundos DI investem a maior parte do dinheiro dos seus cotistas em títulos públicos. A única vantagem dos fundos que oferecem taxas administrativas bem pequenas em relação ao Tesouro Direto é a liquidez imediata. Se você tem dinheiro em um determinado fundo e precisa dele neste exato momento, ele estará na sua conta assim que você pedir o resgate. No caso dos títulos públicos você terá que esperar o dia seguinte que precisa ser um dia útil. Não vejo outra vantagem a não ser essa. A questão é que nem todo mundo precisa de todo o dinheiro que possui disponível imediatamente. Por isso os fundos podem ser boas opções para uma reserva de emergência de liquidez imediata.

        • Rodrigo Viana 15 de agosto de 2016 at 15:33 - Reply

          Fala Leandro. Eu concordo que se a finalidade é liquidez para RE, fundos são melhores que títulos públicos. Eu, particularmente, prefiro RE com mega-liquidez, ou seja, poupança mesmo. O Edson não deixou claro se seus investimentos são com a finalidade de RE. Se são, por exemplo, visando aposentadoria complementar ou até a tão buscada IF, muito mais interessante seria investir diretamente nos títulos do que comprar cotas de fundos de renda fixa.

          • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 19:45

            Oi Rodrigo. O problema da poupança como reserva de emergência é perder rentabilidade de todo o mês se você precisar do dinheiro antes do mês terminar. Quando as taxas de juros estão elevadas os fundos ganham da poupança mesmo com a cobrança de taxa administrativa (até 1%) e imposto de renda. Já no caso dos investimentos de longo prazo é interessante buscar aqueles investimentos de prazo maior.

  20. Guilherme 12 de agosto de 2016 at 14:54 - Reply

    Excelente artigo Leandro! Pragmático e oportuno. Muito obrigado.

  21. César 12 de agosto de 2016 at 15:06 - Reply

    Parabéns pelo artigo.
    Pena que muitas pessoas, como disse, só pensam no hoje e no consumo imediato. Não plantam pra colher muito depois. Acredito que tudo na vida tem de ser equilibrado, inclusive nas finanças. Nao acho certo o sujeito torrar tudo o que tem, ou ser um mão de vaca ao extremo. Esse último acaba tornando a vida chata, sem sentido e sem recompensas. Acho que se a pessoa consumir apenas aquilo que lhe é necessário, sobrará dinheiro para lazer com a família (que é o que eu considero o mais importante) e também conseguirá guardar e investir dinheiro. Não há mais nada desanimador na vida que acordar cedo para trabalhar pra pagar dívidas sem fim… E o que é o mais estimulante é saber que está vivendo bem com sua família e sabendo que tem dinheiro investido trabalhando por vc. Porém para chegar nesse nível nao se é de uma hora pra outra que consegue, exige um replanejamento de todo meu modo de viver, o que é muito broxante para muitos. O prazer imediato é muito mais gostoso para a imensa maioria. Nao querem invetir pra poder gastar depois sem se descapitalizar, só usando dinheiro de juros. O importante pra mim é ter consciencia do que com o que se gasta, disciplina e conhecimento.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:56 - Reply

      Oi César. O importante é que cada um busque seu ponto de equilíbrio.

  22. Ivo Passos 12 de agosto de 2016 at 16:30 - Reply

    Ótimo artigo. Leandro, você podia fazer um artigo sobre as moedas digitais?

  23. Luciano d'Avila 12 de agosto de 2016 at 16:35 - Reply

    Uma coisa a refletir, meu primo distante, é uma coisa que aprendi quando fiz Psicologia na Propaganda na faculdade. O que nos faz gastar feitos malucos são as nossas emoções, pois muitas vezes não sabemos diferenciar DESEJO de NECESSIDADE. Exemplos simples:
    1) Se estamos com muita sede, o que nos fará saciá-la mais rapidamente e o que, de fato, precisamos? Coca-Cola, cerveja ou água? Água! E por que consumimos Coca-Cola ou cerveja e não água? Porque a propaganda manipula os nossos desejos. Se eu tomar cerveja, vou ter uma vida alegre e rodeada de mulheres bonitas e sexy. Se eu tomar coca-cola, terei uma vida divertida, emocionante e cheia de aventuras. Na verdade, nenhuma das 2 coisas são realmente necessárias ou ajudarão a atingir tais objetivos.
    2) Há 2 relógios quase idênticos à venda. O primeiro diz ter resistência à água até uma profundidade de 100 metros e custa R$ 300,00. Já o segundo diz ter resistência até uma profundidade de 300 metros e custa R$ 399,90. Qual você compraria? Numa primeira análise de custo e benefício, pagaríamos apenas 33,3 % a mais para ter 200 % a mais de benefício. Mas se fizermos outras perguntas, talvez a primeira análise parecerá ridícula. Você já mergulhou? Quanto? 10 metros? 20? 30? A resposta provavelmente, para grande maioria de nós, será que não foram nem a 10 metros. Então por que MUITOS compram o relógio de R$ 399,90? Porque a ideia de uma resistência de 300 metros mexe com a nossa imaginação de que nós seríamos especiais (poderosos) e resistiríamos tranquilamente a um mergulho a tais 300 metros de profundidade e a custo relativamente baixo. Da mesma forma que outros tantos gastam fortunas para usar o relógio que os astronautas da NASA usam no espaço. A probabilidade de eu (e desses outros tantos) ir ao espaço é ZERO.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 18:21 - Reply

      Oi Luciano. É isso mesmo que acontece. Nossas decisões de consumo são sempre emocionais. Até tentamos buscar justificativas racionais para não assumir que compramos movidos pela emoção. O pior é que isso também ocorre no mundo dos investimentos. Para aqueles que querem empreender é fundamental aprender todas as estratégias de publicidade e marketing. Para todos os demais é importante conhecer as mesmas estratégias como defesa.

      • Daniel Tavares 15 de agosto de 2016 at 13:04 - Reply

        Mas como aprender essas técnicas?

        • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 19:38 - Reply

          Oi Daniel, estudando mais sobre marketing e economia comportamental. Devo escrever mais sobre economia comportamental em breve já que estou estudando o assunto.

      • Leonardo 15 de agosto de 2016 at 14:53 - Reply

        OLá Leandro,

        Você poderia indicar algum materia que considera importantel sobre estratégias de publicidade e marketing? Gostaria muito de começar a estudar o assunto.

        Abraço!

        • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 19:42 - Reply

          Oi Leonardo. Não tenho nenhum artigo ou matéria sobre o assunto, mas existem livros. Meu primeiro contato com marketing foi na faculdade. Até hoje me lembro do primeiro dia de aula. A professora que era diretora de marketing de um grande grupo local disse: “Depois dessa cadeira vocês nunca mais vão entrar no supermercado como antes”. Foi o que aconteceu. Por isso eu recomendo que as pessoas busquem aprender mais sobre as estratégias de marketing e publicidade que as empresas utilizam. É útil para quem tem um negócio e útil para quem precisa se defender dessas estratégias.

  24. Agton 12 de agosto de 2016 at 16:37 - Reply

    Excelente artigo Leandro! Parabéns!

  25. João 12 de agosto de 2016 at 18:39 - Reply

    Excelente artigo Leandro e veio no timing certinho porque o Mito Michael Phelps disse esses dias que na sua preparação faz uso dessas visualizações tanto para estar preparado para situações negativas ou positivas, me veio à mente isso apesar de não dizer respeito a visões de futuro de maior longo prazo, esses super atletas têm muito a nos ensinar não só pelo espetáculo físico, competição saudável, como também costumam ser mestres de mentalidade.

    • Leandro Ávila 13 de agosto de 2016 at 23:57 - Reply

      Oi João. Até quando acordamos o ideal seria imaginar tudo que pretendemos fazer durante aquele dia, como queremos fazer e quais nossos objetivos.

  26. Anderson 13 de agosto de 2016 at 12:01 - Reply

    Parabéns pelo trabalho, Leandro!

    É com alegria que te agradeço pelos ótimos artigos, livros e conhecimentos que nos disponibiliza semanalmente.

    E é verdade, sem visão de futuro é muito difícil abrir a mente para um propósito maior (objetivo e metas) e, consequentemente, usar os meios (educação financeira!) para alcançá-lo. É aquela conversa conhecida de todos: ” Para mudar é preciso querer mudar…”, ou ainda: “O primeiro passo para a mudança é reconhecer os próprios erros”.

    Enfim, se as pessoas não almejarem um futuro próspero, o conhecimento financeiro não as ajudará a construir tal futuro, simplesmente porque elas não vão utilizá-la, educação financeira, como preparação no dia a dia, mês a mês e ano a ano…

  27. Rodrigo Viana 13 de agosto de 2016 at 12:55 - Reply

    Está difícil pra mim identificar neste artigo quem tem mais conteúdo: se o artigo ou os comentários. Nível excelente de conteúdo. Parabéns a todos.

    • Leandro Ávila 13 de agosto de 2016 at 23:59 - Reply

      Obrigado Rodrigo. A participação de todos deixa o conteúdo mais rico.

  28. morais 13 de agosto de 2016 at 15:00 - Reply

    Legal esse seu artigo leandro, quando você fez a comparação do pokemon ,lembrei de uma frase do
    T Harv Eker que ele fala (Escolha fazer as coisa fáceis e terá uma vida difícil escolha fazer as coisas difíceis e terá uma vida fácil).

  29. Matheus Bonifácio 13 de agosto de 2016 at 15:08 - Reply

    Parabéns e obrigado!

  30. Evertton 14 de agosto de 2016 at 18:55 - Reply

    Mais um incrível artigo. Leandro parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui. Indico o Clube dos Poupadores a todos meus amigos. Digo a eles que aqui se incentiva o crescimento pessoal por si próprio, pelas próprias mãos, sem ditar os caminhos, você decide o que fazer, você toma os resultados. Abraço!

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 11:14 - Reply

      Oi Evertton. Na verdade existem muitos caminhos que levam para os mesmos lugares. O melhor caminho para mim pode não ser o melhor caminho para você já que somos diferentes. Por isso o ideal é que as pessoas busquem seus caminhos e tentem se conhecer melhor para isso. Obrigado por recomendar para seus amigos.

  31. FABRICIO 15 de agosto de 2016 at 15:32 - Reply

    PARABÉNS LEANDRO PELOS SEUS TEXTOS…SEMPRE RECOMENDO O CLUBE DOS POUPADORES PARA AS PESSOAS QUE NÃO CAÇAM, TODA HORA, POKEMON…RS !!!

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 19:42 - Reply

      Oi Fabrício. Obrigado. Os que caçam toda hora já estão muito ocupados 🙂

  32. Juliano R Silva 15 de agosto de 2016 at 19:08 - Reply

    Muito interessante como as relações intrapessoais atuam sobre decisões racionais (eu quero, mas não posso… eu posso, mas não quero, etc.). Sem dúvida a projeção do EU FUTURO obriga este ser a refletir melhor sobre as decisões que toma. Por outro lado, a fome ávida das empresas pelo consumo das famílias é tão grande que, muitas vezes, o “consumo” perde aquele propósito de atender uma simples necessidade prática do consumidor.

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 19:49 - Reply

      Oi Juliano. As empresas pagam as melhores mentes do mundo para pensarem em como convencer você a entregar o seu dinheiro para elas. Não importam se produzem pão ou computadores. Já o consumidor deveria perceber que precisa defender seus interesses. Precisa perceber que o único interessado em defender seu patrimônio é ele mesmo. A educação financeira ajuda muito.

  33. Bianka 17 de agosto de 2016 at 11:15 - Reply

    Excelente artigo.

  34. Luis R. 18 de agosto de 2016 at 16:43 - Reply

    Leandro, primeiramente parabéns pelo excelente site e excelentes artigos.
    Gostaria de uma opinião…
    Sou médico recém formado e estou sendo “assediado” por uma empresa de seguro de vida, sendo que até parece ser vantajoso como investimento…
    Ultimamente estava pensando em investir no Tesouro Direto. De modo, geral, o que você considera melhor?
    Já li outros artigos aqui e parece que a máxima “ninguém cuida do meu dinheiro melhor que eu” é o melhor. Procede?

    • Leandro Ávila 19 de agosto de 2016 at 12:42 - Reply

      Oi Luis. Aqui vai uma dica. Ninguém fica insistindo para que você faça um bom negócio. Ninguém fica ligando para você, gastando o próprio tempo, para convencer você a fazer um bom negócio. Neste caso o bom negócio é para quem está tentando te vender um seguro de vida. É fundamental que você se eduque financeiramente. Quanto mais cedo melhor será. A universidade ensinou uma profissão, ensinou aquilo que você precisa saber para ganhar dinheiro prestando serviços para a população. De nada adianta estar pronto para ganhar dinheiro se você não estiver preparado para lidar com esse dinheiro. Aprender o funcionamento do Tesouro Direto é importante, assim como aprender o funcionamento dos títulos privados como CDB, LCI, LCA. Não espere que o banco onde você possui conta perca o tempo dele convencendo você a investir em títulos públicos. Eles vão preferir oferecer planos de previdência, seguros e títulos de capitalização por serem investimentos bons e lucrativos para eles, banqueiros e seus funcionários. Aqui no Clube dos Poupadores existe muito conteúdo gratuito sobre investimentos e educação financeira. Também existem meus livros que podem acelerar muito sua aprendizagem. Para conhecer meus livros sobre investimentos e educação financeira visite aqui.

      • Luis R. 6 de setembro de 2016 at 12:43 - Reply

        Obrigado pelas dicas!
        Esse site está fazendo uma enorme diferença na minha vida financeira..
        Certamente se não conhece aqui o clube dos poupadores essa seria uma “burrada” em que estaria, pois vários colegas aderiram a este negócio…
        Por enquanto ainda estou juntando capital apenas na poupança, mas sempre estudando como investir mais e não cair nessas armadilhas..
        Abs!!

  35. Leonardo Ramos 18 de agosto de 2016 at 23:40 - Reply

    Leandro, mais um artigo absolutamente enriquecedor. Muito obrigado por contribuir de forma tão positiva para o crescimento pessoal de tantos brasileiros. O vídeo do Eduardo Giannetti foi um deleite para o fim do dia. Em nome do Brasil, muito obrigado.

    • Leandro Ávila 19 de agosto de 2016 at 12:43 - Reply

      Oi Leonardo. Fico feliz por você ter gostado. Obrigado.

  36. Thiago Augusto 23 de agosto de 2016 at 9:19 - Reply

    Acredito que a educação financeira para quem tem problemas ou dificuldades de ajustes para saírem da condições de devedores passaria também pelo crivo psíquico para se chegar na dimensão de poupador e investidor.
    Você abordou dois importantes temas: a temporalidade e o impulso. Os dois temas são importantes para o indivíduo ao se tratar de sua saúde mental, pois o primeiro deve estar ligado ao futuro, como meta, foco e objetivo. Desenvolver o presente é viver o aqui e agora, pois o futuro é o desdobramento do presente. Quem conseguir alavancar esta dinâmica, terá sucesso. Na psicopatologia, tempo e impulso vivenciados de forma excessiva e descontrolada são importantes demarcadores de embaraços comportamentais,ocasionando desdobramentos negativas na busca pelo comportamento de sucesso financeiro.
    Quanto ao segundo termo, a impulsividade não é possível tratá-la somente pela dimensão pedagógica, educativa, de auto-ajuda ou motivacional. Vejo que é um pouco mais complexo, num quadro de mal-estar psíquico, para não dizer transtorno, ou alguma psicopatologia. Mas o desarranjo psíquico na esfera impulsiva diz muito de alguém que deseja suprir um vazio existencial ou a falta de algo com o consumo excessivo ou embaraçoso em seus atos financeiros.
    Ocorre aí uma suplência que gera uma satisfação momentânea, mas logo após vem outros sentimentos: remorso, culpa e até punição. Neste sentido, entramos no círculo vicioso da auto-punição, baixa estima, impotência e nas crenças de que nada dá certo ou não adianta…
    Por isso que a impulsividade deveria ser tratada com mais atenção, pois não tratada leva o indivíduo a permanecer no mesmo lugar, pois não se trata de um aspecto consciente e sim inconsciente, movido pela dimensão da repetição.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 16:18 - Reply

      Oi Thiago, existe uma linha tênue entre problemas financeiros e problemas psicológicos. Muitas vezes o problema financeiro é apenas um sintoma.

  37. Nadia 31 de agosto de 2016 at 17:48 - Reply

    O vídeo do Eduardo Giannetti aborda os temas que trata em seu livro _O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros_. Ficou mais esclarecido ainda. Como sempre, leio e termino por gostar de todos os artigos e comentários.

  38. Daniele 8 de setembro de 2016 at 13:32 - Reply

    Olá, Leandro.
    Obrigada por mais este artigo.
    Tenho um plano de previdência fechada. Como faço pra descobrir se vale mais a pena continuar investindo nele ou colocar meu $ no Tesouro IPCA, pensando na minha aposentadoria.
    Ah, e uma sugestão: Seu site podia nos enviar uma notificação por e-mail toda vez que você respondesse a um comentário de leitor.
    Obrigada!

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 16:14 - Reply

      Oi Daniele. Compare o histórico de rentabilidade. Veja o que eles estão entregando.

  39. Bruno 22 de outubro de 2016 at 23:39 - Reply

    Parabéns pelo trabalho, Leandro! Esse tema devia ser pauta permanente nas escolas, na mídia, no dia-a-dia! Leandro você devia ter espaço na mídia, e no horário nobre, para expor essas questões para o grande público. Sempre que se fala em educação financeira na TV, é contando a história de alguém que já tá pendurado no cheque especial, no cartão de crédito, etc… O hábito responsável do planejamento financeiro é o que deve ser enfatizado para evitar essas situações. Mais educação financeira e menos beijo gay na televisão brasileira!

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 16:13 - Reply

      Oi Bruno, a mídia vive de publicidade de grandes bancos, corretoras e empresas que lucram de forma direta ou indireta com a ignorância financeira das pessoas. A única educação financeira que é interessante para eles é aquela que faz você pagar suas dívidas se ficar devendo. Com relação ao beijo, acho beijo não é um problema grave, você pode mudar e canal. Acho que aquelas lutas de UFC, MMA, onde aparecem dois homens se espancando ao vivo, e que atraem a atenção de milhões de jovens, são mais prejudiciais. Um dia estava no restaurante e aquilo estava sendo transmitido na televisão. Foi complicado explicar para minha filha por qual motivo as pessoas estavam tão alegres no restaurante assistindo uma pessoa espancando a outra. Explicar o beijo gay seria mais fácil.

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