Pensar no futuro


É possível que suas dificuldades financeiras não tenham nenhuma relação com falta de educação financeira. Pode ser um problema de miopia intertemporal ou falta de visão sobre o seu próprio futuro. Isso foi evidenciado por uma pesquisa apresentada na última convenção anual da American Psychological Association (fonte).

Sarah Newcomb, PhD em economia comportamental, descobriu através das suas pesquisas científicas que para tomar boas decisões financeiras no presente é necessário que você consiga criar uma imagem detalhada e realista do seu próprio futuro.

Certamente é por este motivo que pessoas bem -sucedidas financeiramente costumam ser as mais sonhadoras. Elas sempre pensam no futuro de uma forma otimista e proativa. Já as pessoas comuns estão sempre remoendo o passado, reclamando do presente e enxergando o futuro com pessimismo e reativamente. Basta ver o exemplo que mostrei no artigo “Como sair da Pobreza“, do menino pobre que coletava latinhas e hoje é um grande empresário.

A Sarah também descobriu que a sua educação financeira é menos importante do que a sua visão de futuro. Pessoalmente acredito que ter uma visão clara do futuro que queremos na nossa vida é uma condição básica para que possamos ter interesse pela educação financeira.

Receber educação financeira sem ter visão de futuro não faz muito efeito. Informação sem propósito entra em um ouvido e sai pelo outro. Basta ver o que você fez com tudo que foi obrigado a decorar na escola e faculdade.

Ter uma visão clara do seu futuro faz você buscar mais conhecimentos sobre ganhar mais, poupar mais e investir melhor. Existem coisas mais divertidas na vida do que estudar sobre finanças.  Você só vai deixar as coisas divertidas de lado se perceber que é necessário aprender a lidar melhor com o dinheiro para transformar seus sonhos em realidade.

Isso explica por que é tão difícil falar sobre educação financeira com amigos e familiares. Até já escrevi um artigo mostrando a dificuldade de ajudar quem não deseja receber ajuda. Se as pessoas não possuem uma visão clara sobre o futuro que desejam atingir e não percebem que uma vida financeira equilibrada, a poupança e o investimento vão permitir construir esse futuro, elas vão preferir dedicar o tempo delas com outras distrações e gratificações instantâneas (você lembra do macaco das gratificações instantâneas?)

A pesquisa da Sarah Newcomb foi realizada com 700 adultos, 57% do sexo masculino e 47% com grau de bacharel ou superior. Os participantes responderam perguntas para medir seus comportamentos ligados a questões financeiras, poupança, despesas, impulsividade, materialismo, futuro e educação financeira.

O objetivo da pesquisadora era entender melhor os fatores psicológicos que impulsionam o consumo e a poupança para detectar o que poderia motivar mais poupança e investimentos entre pessoas que têm recursos financeiros, mas com poucas habilidades na gestão financeira.

A pesquisadora descobriu que quando as pessoas se concentram mais no próprio futuro, elas tendem a ser menos impulsivas, independentemente do seu nível de educação financeira. É justamente a impulsividade que impede o equilíbrio financeiro e a poupança necessária para um futuro mais próspero.

Na pesquisa, ela identificou altos níveis de impulsividade e materialismo associados a decisões financeiras ruins durante a vida. As pessoas que tinham uma vida mais focada no futuro tomaram as melhores decisões financeiras, mesmo quando existia uma deficiência no seu conhecimento sobre finanças.

A autora da pesquisa acredita que o governo está desperdiçando milhões todos os anos em programas de educação financeira, sendo que a resposta para muitos problemas financeiros envolve questões comportamentais e não financeiras. Segundo a autora: “Trabalhar com indivíduos com o objetivo de desenvolver uma imagem mais clara do seu futuro pode ter um impacto mais substancial do que simplesmente ensinar conceitos financeiros.”

A pesquisa de Newcomb também descobriu que ao eliminar o acesso ao crédito o efeito da impulsividade no comportamento financeiro tende a desaparecer. Ela diz que: “Isto sugere que a primeira linha de intervenção para uma melhor saúde financeira, entre as pessoas que sofrem o problema de impulso, pode ser a de acabar com o uso de cartões de crédito por completo”. Aqui no Brasil os juros do rotativo do cartão de crédito passa dos 400% ao ano e mesmo assim é a modalidade de crédito mais utilizada pelos brasileiros.

Ela acredita que existe uma solução para aqueles impulsivos que não querem parar de usar o cartão de crédito. Seria praticar exercícios de visualização do futuro ou a escrita simples daquilo que você planeja para o seu futuro. Ela destaca que é importante imaginar, criar imagens mentais detalhadas sobre o seu futuro. Isso já seria o suficiente para melhorar seu comportamento e suas decisões financeiras no presente. Essa mudança de comportamento e as decisões que você passaria a tomar é que levariam você a atingir aquele futuro desenhado na sua cabeça.

Em um artigo que escrevi sobre como fazer sobrar dinheiro no final do mês eu até recomendei colocar uma foto do seu objetivo na sua carteira, bem próxima do lugar onde ficam seus cartões de crédito.

O resultado dessa pesquisa tem forte ligação com o artigo que escrevi sobre “Com ser bem-sucedido na vida“. É o desejo por um futuro melhor que funciona como o estopim daquele ciclo de quatro fases que se retroalimenta:  Crença, Potencial, Ação e Resultado. É de uma visão de futuro clara que você traçará metas e objetivos para atingir.

Construindo seu Eu futuro:

Já que a visão do seu futuro pode ser mais importante que a sua educação financeira, não posso terminar esse artigo sem motivar você a construir seu EU FUTURO.

Imagine que você ganhou a oportunidade de participar de um experimento cientifico. Você será transportado para o futuro e terá a oportunidade de ver você mesmo no futuro, mas sem ser visto. Imagine essa situação e descreva o que você está vendo. Responda as perguntas:

  1. Onde você está no futuro? Em qual cidade, bairro e rua?
  2. Como é o ambiente onde você está neste futuro? Imagine os detalhes do ambiente.
  3. Como você está vestido?
  4. Como você está fisicamente?
  5. O que você está fazendo neste futuro? Qual é a sua rotina diária?
  6. Quais são as pessoas que estão próximas de você?
  7. Como é a casa onde você mora neste futuro?
  8. Qual é o saldo dos seus investimentos e qual o tamanho do seu patrimônio?
  9. Quais foram os sonhos e objetivos que você já atingiu nesse futuro?
  10. O que você precisa fazer agora para que esse futuro se transforme em realidade?

Agora retorne para a realidade e tenha em mente que essa pessoa que você imaginou já existe, mas vivem em um espaço-tempo diferente. Existe uma distância entre a sua realidade presente e a sua realidade futura, mas você tem o poder de encurtar essa distância entre as duas realidades, pois você está no presente, que é o lugar onde as coisas realmente acontecem, o único lugar onde é possível tomar decisões capazes de interferir na sua vida futura.

Sempre que você estiver diante de uma decisão na sua vida, lembre-se do seu EU FUTURO que você acabou de imaginar. Pergunte para você mesmo se aquela decisão que está prestes a tomar irá aproximar ou distanciar você do seu EU FUTURO. Vou listar alguns exemplos:

  1. Fazer aquela viagem internacional aproxima ou distancia você do seu EU FUTURO?
  2. Economizar aquele dinheiro que você recebeu ou gastar imediatamente? O que aproxima você do seu EU FUTURO?
  3. Comprar um carro novo e ou usado? Luxuoso ou mais simples?
  4. Fazer um empréstimo ou juntar o dinheiro e pagar à vista?
  5. Fazer ou não fazer aquele curso?
  6. Casar ou não casar? Fazer uma festa de casamento luxuosa ou simples?
  7. Comprar um imóvel simples à vista ou um imóvel luxuoso financiado em 35 anos?
  8. Ficar no atual emprego ou buscar um emprego melhor?
  9. Mudar de profissão ou investir na profissão atual?
  10. Continuar empregado ou se tornar empresário?
  11. Comprar mais a roupa da liquidação ou guardar o dinheiro?
  12. Ler um livro ou procurar Pokémon?
  13. Assistir televisão ou assistir uma nova palestra no TED?

A vida que você leva hoje é uma consequência de todas as decisões que o seu EU PASSADO tomou. A vida que o seu EU FUTURO terá depende da próxima decisão que você irá tomar ainda hoje. Você percebe o poder que existe nas suas mãos e o tamanho da responsabilidade? Lembre-se que você tem um encontro marcado com o seu EU FUTURO, ele vai exigir satisfações.

Para saber mais sobre miopia intertemporal e as decisões que devemos tomar entre o presente e o futuro recomendo assistir próximo vídeo. O Eduardo Giannetti é um economista brasileiro que também estuda este tema. Ele faz revelações muito interessantes sobre pessoas que conseguem controlar impulsos e esperar as gratificações futuras.



Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Marcelo
Visitante
Marcelo

Rapaz, esse tema me lembra muito uma das lições da Lei do Triunfo: ter um objetivo futuro determinado.
mais um excelente artigo, Leandro, parabéns!

Gabriel
Visitante
Gabriel

Mais um ótimo Artigo Prof. Leandro! Realmente, nossas decisões de hoje interferem diretamente no nosso EU Futuro! Gostei do “….Ler um livro ou procurar Pokémon?” rsrsrs Um forte abraço!

Joanatan
Visitante
Joanatan

Olá professor.
Interessante o artigo.
e a respeito dos poodcasts,
Afim de ouvirmos no carro a caminho do trabalho?

Aquino
Visitante
Aquino

O livro “A Arte da Possibilidade” traz boas historias sobre a “engenharia reversa” pra construcao do “EU futuro”, vale a referencia. Parabens pelo artigo, Leandro!

Jeferson Batista
Visitante
Jeferson Batista

Leandro fantástico esse artigo. Através das suas pastagens Leandro tenho melhorado muito financeiramente e sempre focado no futuro. Obrigado meu caro trabalho excepcional, parabéns… …

johnathan
Visitante
johnathan

Eu tenho grande dificuldade de definir meu futuro visualizando ou sendo especifico, porque a unica coisa que eu tenho definido é financeiramento como eu quero estar, ou seja, eu tenho um valor especifico de patrimonio que eu quero ter em 7 anos, q é multimilionario. Porém eu não sei visualizar o contexto que eu quero estar para conseguir essa quantia. Eu sei que eu preciso ser empreendedor criar negocios, para atingir essa meta financeira de independência. Mais não sei qual é minha paixão, ou o qual negocio eu crio para iniciar minhas metas e chegar nesse objetivo. Já tentei curso de autoconhecimento, eu sei que preciso me conhecer melhor para saber isso, mais preciso de ajuda ;/ estou preocupado pq eu estou paralizado sem saber como sair do lugar. Tenho 24 anos

Ricardo
Visitante
Ricardo

Pode substituir o Pokémon por Facebook, whatsapp, instagram, Snapchat. O que é a vida sem um pouco (com ênfase) de diversão? Conheço mentes geniais que estão jogando no seu tempo livre. Acho que essa crítica é um pouco rasa.

Yuri
Visitante
Yuri

O descanso e atividades PURAMENTE de lazer como jogar, ver filmes (sem conteúdo que acrescente), ouvir músicas, conversar com amigos e participar de redes sociais é ESSENCIAL para alcançar o sucesso por um motivo muito simples, o corpo e a mente PRECISAM de descanso, por mais esforçados e determinados que sejamos… Para chegar a prosperidade financeira e a ter uma qualidade de vida excelente é necessário EQUÍLIBRIO em todas as áreas da vida… Mas eu acho que o que o Leandro Ávila quis dizer é com relação a pessoas que passam tempo demais jogando Pokémon ou qualquer lazer e não pensam no futuro, ou pior, descumprem compromissos, metas pessoais e perdem o FOCO por causa de coisa como Pokemon Go. A crítica não foi ao lazer, foi a perda de Foco por causa deste.

Moises sam@rone
Visitante

Parabens, Leandro…PRINCIPALMENTE por esta ultima resposta.

Márcio
Visitante
Márcio

Leandro, infelizmente a maioria das pessoas (principalmente os mais novos) são facilmente influenciadas pelo senso comum (opiniões consideradas como verdades absolutas, propagadas pelas mídias e pelos governos). Por causa disso, hoje em dia as pessoas são pouco estimuladas em realizar o contraditório (isto é, contestar as informações recebidas a partir de uma análise racional do assunto que está sendo abordado).

Nesse sentido, a falta de visão no futuro pode ser explicada pelos conceitos que atualmente predominam no campo das ciências econômicas (a maioria dos economistas formados nas universidades – tanto públicas, como privadas – são doutrinados conforme os preceitos originados na escola Keynesiana). Ou seja, tal teoria econômica, formulada por John Maynard Keynes, argumenta que um excessivo entesouramento (recursos não utilizados para consumo, portanto, poupados) poderia provocar um aumento no nível de desemprego. No entanto, Keynes simplesmente ignora o conceito de preferência temporal (se a maioria das pessoas, inclusive os empresários, poupam em excesso é porque estão abdicando de consumir no presente para poder utilizar a enorme quantidade de recursos poupados no futuro).

Assim, uma vez que as políticas econômicas atuais são fortemente baseadas no keynesianismo, torna-se óbvio porque a maioria das pessoas possuem uma alta preferência temporal (isto é, estão mais propensas a consumir tudo agora) dado que os princípios estabelecidos por Keynes invertem a lógica econômica racional (segundo ele, o consumo sempre deve preceder a produção, a fim de se gerar mais emprego). Contudo a realidade sempre mostrou o contrário: para se produzir, deve-se investir, e para tal, antes de tudo, deve-se poupar. Logo, para um empresário ter condições de oferecer mais emprego, ele necessariamente tem que produzir mais economizando recursos no presente que poderão ser melhor utilizados no futuro de acordo com a preferência temporal dos consumidores (caso estes queiram consumir mais, aqueles terão que produzir mais também; do contrário, estes últimos poderão poupar tudo aquilo que poderia se tornar um excedente de produção).

Desse modo, pensar no futuro é não se submeter as teorias econômicas vigentes, uma vez que a preferência temporal das pessoas é que determina o seu respectivo grau de enriquecimento – e para isso ocorrer ao longo dos anos, fica a seguinte lição: a poupança deve sempre prevalecer ante o consumo.

João Paulo
Visitante
João Paulo

Foi o trauma da crise de 29!

Crise de excesso de produção e queda de demanda (excesso de otimismo dos empresários americanos no pós primeira guerra?), momento de incerteza em que manter seus ativos na forma de moeda era preferível em relação a gastá-lo com bens concretos, materiais.

Seria uma espécie de amor ao dinheiro, já que ele pode ser substituído por quase qualquer coisa, o que deprime o funcionamento da economia (sem consumo, a roda não gira).

Eu sou anti-Keynesiano, todo o discurso/teoria parece ser apenas trocar 6 por meia dúzia, empréstimos servem apenas para agilizar a concretização das coisas (quando usados para investimentos produtivos), porém não criam riqueza per se (na realidade, subtrai riquezas do setor produtivo).

Eu ainda estou estudando os modelos econômicos mais modernos, como a teoria dos jogos proposto por Nash, em que o empreendedorismo deveria ter um agente maior guiando as articulações entre os entes que visasse o bem maior da sociedade (no caso, a maior produção de riquezas possíveis por unidade de tempo).
Problema é que pessoas bem intencionadas para isso talvez sejam utopia…e o resultado quando os agentes empreendem/investem por conta própria é sempre pífio comparado ao que poderia ser feito se todos cooperassem como um organismo único.

Jorge E Oriana Serpa
Visitante
Jorge E Oriana Serpa

Excelente artigo!!! Estávamos hoje falando exatamente sobre o que seu artigo diz!!

Rafael
Visitante
Rafael

Leandro, boa noite. Excelente artigo. Queria te fazer um questionamento sobre como poderia dividir meus ganhos mensais em investimentos, sendo que viso aposentadoria e médio prazo. (2 a 5 anos). Pretendo me aposentar em 20 anos. Sou funcionário público. Invisto religiosamente 30% do meu salário. Distribuo em torno de 10% para a aposentadoria e 20% para médio prazo, além de minha reserva emergência já consolidada no tesouro selic. Gostaria de saber se seria melhor colocar o maior montante para aposentadoria e o menor para médio prazo, ou estou no caminho certo? Meu objetivo é ter a independência financeira o mais rápido possível, além de uma aposentadoria confortável.

Inaldo
Visitante
Inaldo

Olá Leandro. Não vou dizer que esse artigo é excelente porque isso já se tornou lugar -comum, pois todos são. A sua forma de transmitir conhecimento, principalmente quando é criticado, é admirável. Fico torcendo para que alguém use o termo “raso” referindo-se à sua opinião, pois com certeza virá uma resposta à altura e que me trará mais conhecimento, como foi no caso do Pokémon! rs rs

Edu Hourneaux
Visitante
Edu Hourneaux

Excelente artigo..obrigado professor Leandro

oskar
Visitante
oskar

Bom dia Leandro. Esse tema do vídeo eu já conhecia e quando coloquei em prática muitos criticaram mais hj eles essas mesmas pessoas que criticaram me apoiam com a razão. Temos que saber esperar.

Fábio Moraes
Visitante

Olá Leandro. Parabéns pelo artigo.

Pura verdade.

A Clareza de intenção, ou seja, saber exatamente o que se quer da vida, associada a entusiasmo e comprometimento recompensa quem se aventura na busca de seus sonhos.

Quando uma realização financeira, como a compra de uma imóvel à vista parece algo distante perante os obstáculos da vida, podemos ter em mente que não devemos reduzir nossas metas de poupança, mas elevar o nosso nível de conhecimento de forma que tenhamos condições de alcança-las.

Um exercício que sempre faço antes de dormir é meditar, visualizar em minha mente a vida dos meus sonhos e ser grato pela conquista antecipadamente.

Um abraço.

César Filho
Visitante
César Filho

Excelente texto, e uma grande verdade Leandro! Se você não programar sua mente para seu “eu futuro” ir em busca dos sonhos e objetivos de vida, a tendência é o fracasso. Como uma frase que ouvi certa vez, que dizia: “Faça as pazes com seu passado, viva seu presente e construa seu futuro”. Grande abraço!

Daniela Cardoso
Visitante
Daniela Cardoso

Oi Leandro, ótimo artigo. Explica muito o momento da minha vida atual. Tenho dois empregos públicos e sei exatamente o que quero daqui a, no máximo, 10 anos. Deixar um emprego e construir um patrimônio q possa me dar o mesmo rendimento q tenho com os dois empregos atualmente. Tenho 33 anos, vendo as histórias de vida ao meu redor me dá a sensação de que serei e estou sendo uma privilegiada, no sentido de ter aprendido com os meus erros e ter a posibilidade de ficar rica e até parar de trabalhar aos 40 anos. Como tenho um vida simples não será difíicil. Tenho bem claro o que quero daqui a 10 anos, morar numa casa em condomínio, com um belo jardim, continuar contribuindo para fortalecer minha profissão dando retornos positivos à sociedade e descobrir coisas mais prazerosas para fazer da vida, q na verdade já sei e já tenho começado a me dedicar, afinal temos q viver o hj. Mas pensando numa vida mais confortável e sem preocupação financeira no futuro, devo limitar alguns investimentos com prazer e experiências hj. Preciso pensar nisso todos os dias p ver se eu consigo manter essa meta, pois não é fácil ser servidora pública num pais q sucateia os serviços, o trabalho fica desgastante e pouco gratificante. Por conta disso, às vezes penso em rever minha meta e deixar dentro de dois anos um emprego e viver uma vida super simples, no meu ap pequenininho; mas me bate uma insegurança de ter q viver c certa limitação financeira. Melhor manter meu foco na vida confortável! Esse texto foi mais um desabafo e uma forma de lembrar p mim mesma do meu objetivo. Obrigada por nos proporcionar esse belo espaço de troca!

EPL
Visitante
EPL

Oi, Daniela. Vivo situação parecida: dois empregos. Cargo público invejável. Mas trabalho excessivamente. Meu foco é a independência financeira. Mas a questão é: será que aguento esse tranco até chegar lá? Às vezes, dá vontade de deixar tudo, ou quase tudo, e levar uma vida mega simples. Mas e a insegurança? Enfim, escrevi só para dizer que vc não está sozinha no dilema.

Filipe
Visitante
Filipe

Ler um livro ou procurar pokémon? Muito bom, obrigado por mais este artigo tão proveitoso.

edson
Visitante
edson

Leandro, eu sempre estou pensando no meu futuro e agindo em busca dos meus objetivos. Quando revelo as minhas preocupações às outras pessoas me recriminam por não relaxar, por não valorizar minhas conquistas atuais. Parece que querer mais e mais é algo ruim. As pessoas avaliam que ser ambicioso é algo terrivel e que deve ser combatido.

Aproveitando a oportunidades, Atualmente tenho uma LCI e invisto bastante em fundos de investimentos por causa da liquidez. Enfim, quero investir no tesouro direto mas ainda não sei se é uma boa. Fiz uma comparativo entre o tesouro selic com um fundo de renda fixa (xp investor fi renda fixa credito privado lp)

Fiz uma simulação do tesouro selic no site Jurus investindo R$ 5000,00. O retorno após 1 ano deu 5478 já descontado IR. Os custos do tesouro é 0,30 taxa da bmf + 0,10 taxa da XP investimento. Assim, R$ 478,00 – 0,40% = R$ 476,00 saldo líquido final.

Já o fundo de investimento tem taxa de manutenção de 0,75 mais 20% de taxa de performance. Em um ano, a xp projeta uma rentabilidade de 14,53% que, conforme o próprio site, já sem as taxas referidas.

Assim, seria R$ 5000,00 + 14,53% = 726,5 – 20% de IR = R$ 581,82.

A minha dúvida é se os cálculos que fiz estão corretos? Se sim, o fundo de investimento está com rendimento melhor.

abs

Rodrigo Viana
Visitante
Rodrigo Viana

Não sabe se TD é seguro mas investe em fundo de renda fixa? Já se perguntou aonde o fundo investe? Você está pagando a outros o que você pode fazer por conta própria.

Rodrigo Viana
Visitante
Rodrigo Viana

Fala Leandro. Eu concordo que se a finalidade é liquidez para RE, fundos são melhores que títulos públicos. Eu, particularmente, prefiro RE com mega-liquidez, ou seja, poupança mesmo. O Edson não deixou claro se seus investimentos são com a finalidade de RE. Se são, por exemplo, visando aposentadoria complementar ou até a tão buscada IF, muito mais interessante seria investir diretamente nos títulos do que comprar cotas de fundos de renda fixa.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Excelente artigo Leandro! Pragmático e oportuno. Muito obrigado.

César
Visitante
César

Parabéns pelo artigo.
Pena que muitas pessoas, como disse, só pensam no hoje e no consumo imediato. Não plantam pra colher muito depois. Acredito que tudo na vida tem de ser equilibrado, inclusive nas finanças. Nao acho certo o sujeito torrar tudo o que tem, ou ser um mão de vaca ao extremo. Esse último acaba tornando a vida chata, sem sentido e sem recompensas. Acho que se a pessoa consumir apenas aquilo que lhe é necessário, sobrará dinheiro para lazer com a família (que é o que eu considero o mais importante) e também conseguirá guardar e investir dinheiro. Não há mais nada desanimador na vida que acordar cedo para trabalhar pra pagar dívidas sem fim… E o que é o mais estimulante é saber que está vivendo bem com sua família e sabendo que tem dinheiro investido trabalhando por vc. Porém para chegar nesse nível nao se é de uma hora pra outra que consegue, exige um replanejamento de todo meu modo de viver, o que é muito broxante para muitos. O prazer imediato é muito mais gostoso para a imensa maioria. Nao querem invetir pra poder gastar depois sem se descapitalizar, só usando dinheiro de juros. O importante pra mim é ter consciencia do que com o que se gasta, disciplina e conhecimento.

Ivo Passos
Visitante
Ivo Passos

Ótimo artigo. Leandro, você podia fazer um artigo sobre as moedas digitais?

Luciano d'Avila
Visitante
Luciano d'Avila

Uma coisa a refletir, meu primo distante, é uma coisa que aprendi quando fiz Psicologia na Propaganda na faculdade. O que nos faz gastar feitos malucos são as nossas emoções, pois muitas vezes não sabemos diferenciar DESEJO de NECESSIDADE. Exemplos simples:
1) Se estamos com muita sede, o que nos fará saciá-la mais rapidamente e o que, de fato, precisamos? Coca-Cola, cerveja ou água? Água! E por que consumimos Coca-Cola ou cerveja e não água? Porque a propaganda manipula os nossos desejos. Se eu tomar cerveja, vou ter uma vida alegre e rodeada de mulheres bonitas e sexy. Se eu tomar coca-cola, terei uma vida divertida, emocionante e cheia de aventuras. Na verdade, nenhuma das 2 coisas são realmente necessárias ou ajudarão a atingir tais objetivos.
2) Há 2 relógios quase idênticos à venda. O primeiro diz ter resistência à água até uma profundidade de 100 metros e custa R$ 300,00. Já o segundo diz ter resistência até uma profundidade de 300 metros e custa R$ 399,90. Qual você compraria? Numa primeira análise de custo e benefício, pagaríamos apenas 33,3 % a mais para ter 200 % a mais de benefício. Mas se fizermos outras perguntas, talvez a primeira análise parecerá ridícula. Você já mergulhou? Quanto? 10 metros? 20? 30? A resposta provavelmente, para grande maioria de nós, será que não foram nem a 10 metros. Então por que MUITOS compram o relógio de R$ 399,90? Porque a ideia de uma resistência de 300 metros mexe com a nossa imaginação de que nós seríamos especiais (poderosos) e resistiríamos tranquilamente a um mergulho a tais 300 metros de profundidade e a custo relativamente baixo. Da mesma forma que outros tantos gastam fortunas para usar o relógio que os astronautas da NASA usam no espaço. A probabilidade de eu (e desses outros tantos) ir ao espaço é ZERO.

Agton
Visitante
Agton

Excelente artigo Leandro! Parabéns!

João
Visitante
João

Excelente artigo Leandro e veio no timing certinho porque o Mito Michael Phelps disse esses dias que na sua preparação faz uso dessas visualizações tanto para estar preparado para situações negativas ou positivas, me veio à mente isso apesar de não dizer respeito a visões de futuro de maior longo prazo, esses super atletas têm muito a nos ensinar não só pelo espetáculo físico, competição saudável, como também costumam ser mestres de mentalidade.

Anderson
Visitante
Anderson

Parabéns pelo trabalho, Leandro!

É com alegria que te agradeço pelos ótimos artigos, livros e conhecimentos que nos disponibiliza semanalmente.

E é verdade, sem visão de futuro é muito difícil abrir a mente para um propósito maior (objetivo e metas) e, consequentemente, usar os meios (educação financeira!) para alcançá-lo. É aquela conversa conhecida de todos: ” Para mudar é preciso querer mudar…”, ou ainda: “O primeiro passo para a mudança é reconhecer os próprios erros”.

Enfim, se as pessoas não almejarem um futuro próspero, o conhecimento financeiro não as ajudará a construir tal futuro, simplesmente porque elas não vão utilizá-la, educação financeira, como preparação no dia a dia, mês a mês e ano a ano…

Rodrigo Viana
Visitante
Rodrigo Viana

Está difícil pra mim identificar neste artigo quem tem mais conteúdo: se o artigo ou os comentários. Nível excelente de conteúdo. Parabéns a todos.

morais
Visitante
morais

Legal esse seu artigo leandro, quando você fez a comparação do pokemon ,lembrei de uma frase do
T Harv Eker que ele fala (Escolha fazer as coisa fáceis e terá uma vida difícil escolha fazer as coisas difíceis e terá uma vida fácil).

Matheus Bonifácio
Visitante
Matheus Bonifácio

Parabéns e obrigado!

Evertton
Visitante
Evertton

Mais um incrível artigo. Leandro parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui. Indico o Clube dos Poupadores a todos meus amigos. Digo a eles que aqui se incentiva o crescimento pessoal por si próprio, pelas próprias mãos, sem ditar os caminhos, você decide o que fazer, você toma os resultados. Abraço!

FABRICIO
Visitante
FABRICIO

PARABÉNS LEANDRO PELOS SEUS TEXTOS…SEMPRE RECOMENDO O CLUBE DOS POUPADORES PARA AS PESSOAS QUE NÃO CAÇAM, TODA HORA, POKEMON…RS !!!

Juliano R Silva
Visitante
Juliano R Silva

Muito interessante como as relações intrapessoais atuam sobre decisões racionais (eu quero, mas não posso… eu posso, mas não quero, etc.). Sem dúvida a projeção do EU FUTURO obriga este ser a refletir melhor sobre as decisões que toma. Por outro lado, a fome ávida das empresas pelo consumo das famílias é tão grande que, muitas vezes, o “consumo” perde aquele propósito de atender uma simples necessidade prática do consumidor.

Bianka
Visitante
Bianka

Excelente artigo.

Luis R.
Visitante
Luis R.

Leandro, primeiramente parabéns pelo excelente site e excelentes artigos.
Gostaria de uma opinião…
Sou médico recém formado e estou sendo “assediado” por uma empresa de seguro de vida, sendo que até parece ser vantajoso como investimento…
Ultimamente estava pensando em investir no Tesouro Direto. De modo, geral, o que você considera melhor?
Já li outros artigos aqui e parece que a máxima “ninguém cuida do meu dinheiro melhor que eu” é o melhor. Procede?

Leonardo Ramos
Visitante
Leonardo Ramos

Leandro, mais um artigo absolutamente enriquecedor. Muito obrigado por contribuir de forma tão positiva para o crescimento pessoal de tantos brasileiros. O vídeo do Eduardo Giannetti foi um deleite para o fim do dia. Em nome do Brasil, muito obrigado.

Thiago Augusto
Visitante
Thiago Augusto

Acredito que a educação financeira para quem tem problemas ou dificuldades de ajustes para saírem da condições de devedores passaria também pelo crivo psíquico para se chegar na dimensão de poupador e investidor.
Você abordou dois importantes temas: a temporalidade e o impulso. Os dois temas são importantes para o indivíduo ao se tratar de sua saúde mental, pois o primeiro deve estar ligado ao futuro, como meta, foco e objetivo. Desenvolver o presente é viver o aqui e agora, pois o futuro é o desdobramento do presente. Quem conseguir alavancar esta dinâmica, terá sucesso. Na psicopatologia, tempo e impulso vivenciados de forma excessiva e descontrolada são importantes demarcadores de embaraços comportamentais,ocasionando desdobramentos negativas na busca pelo comportamento de sucesso financeiro.
Quanto ao segundo termo, a impulsividade não é possível tratá-la somente pela dimensão pedagógica, educativa, de auto-ajuda ou motivacional. Vejo que é um pouco mais complexo, num quadro de mal-estar psíquico, para não dizer transtorno, ou alguma psicopatologia. Mas o desarranjo psíquico na esfera impulsiva diz muito de alguém que deseja suprir um vazio existencial ou a falta de algo com o consumo excessivo ou embaraçoso em seus atos financeiros.
Ocorre aí uma suplência que gera uma satisfação momentânea, mas logo após vem outros sentimentos: remorso, culpa e até punição. Neste sentido, entramos no círculo vicioso da auto-punição, baixa estima, impotência e nas crenças de que nada dá certo ou não adianta…
Por isso que a impulsividade deveria ser tratada com mais atenção, pois não tratada leva o indivíduo a permanecer no mesmo lugar, pois não se trata de um aspecto consciente e sim inconsciente, movido pela dimensão da repetição.

Nadia
Visitante
Nadia

O vídeo do Eduardo Giannetti aborda os temas que trata em seu livro _O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros_. Ficou mais esclarecido ainda. Como sempre, leio e termino por gostar de todos os artigos e comentários.

Daniele
Visitante
Daniele

Olá, Leandro.
Obrigada por mais este artigo.
Tenho um plano de previdência fechada. Como faço pra descobrir se vale mais a pena continuar investindo nele ou colocar meu $ no Tesouro IPCA, pensando na minha aposentadoria.
Ah, e uma sugestão: Seu site podia nos enviar uma notificação por e-mail toda vez que você respondesse a um comentário de leitor.
Obrigada!

Bruno
Visitante
Bruno

Parabéns pelo trabalho, Leandro! Esse tema devia ser pauta permanente nas escolas, na mídia, no dia-a-dia! Leandro você devia ter espaço na mídia, e no horário nobre, para expor essas questões para o grande público. Sempre que se fala em educação financeira na TV, é contando a história de alguém que já tá pendurado no cheque especial, no cartão de crédito, etc… O hábito responsável do planejamento financeiro é o que deve ser enfatizado para evitar essas situações. Mais educação financeira e menos beijo gay na televisão brasileira!

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