Como ficar rico fazendo dívidas

Esse é o segundo artigo da série que estou escrevendo sobre ideias difíceis de entender que foram ditas por Kiyosaki, autor do livro Pai Rico Pai Pobre, em um evento ocorrido em São Paulo.

Uma ideia que gerou estranheza na plateia do evento foi a declaração de que riqueza se conquista com o acúmulo de dívidas.

Ele disse logo no início de uma de suas palestras: “Pai rico me ensinou a amar as dívidas. As pessoas te dizem para sair das dívidas, eu digo para você fazer dívidas para ficar rico”. 

Kiyosaki defende a ideia de que os ricos são ricos por terem muitas dívidas, só que na palestra ele esqueceu de detalhar essa ideia. Pude ver no rosto das pessoas que elas ficaram confusas.

No Brasil, as pessoas fazem dívidas para parecerem ricas e não para serem ricas. Existe uma diferença entre parecer e ser rico. Você pode comprar um carro e uma casa de luxo financiados para se disfarçar de rico, mas, na verdade, a única coisa que você terá são dívidas.

Fotos que tirei durante o evento com duas outras ideias que a plateia não entendeu direito. Lição 1: Ricos não trabalham por dinheiro. Lição 2: Poupadores são perdedores.

Dívida de rico e dívida de pobre

A diferença está no tipo de dívida que as pessoas fazem. Existe um tipo de dívida que pode fazer você ficar mais rico e outro capaz de fazer você ficar mais pobre. Durante a palestra o Kiyosaki declarou ter centenas de milhares de dólares em dívidas. Na verdade são suas empresas que possuem essas dívidas.

Kiyosaki defende a ideia de que existem dívidas ruins e dívidas boas.

As dívidas são ruins quando você usa a dívida para comprar coisas que vão deixar você mais pobre. A dívida que você faz no crediário das lojas ou no cartão de crédito, deixa você mais pobre. Comprar bens de consumo pagando juros e taxas faz você pagar mais caro do que pagaria se tivesse dinheiro para comprar à vista.

O mesmo vale para a compra de carros para uso pessoal, imóveis para morar ou qualquer outro bem que vai fazer você gastar mais dinheiro depois da sua compra (carros e casas geram despesas fixas para sempre). Toda dívida que você faz para comprar um passivo, faz você ficar pobre. De forma simplificada, passivo é tudo aquilo que faz o dinheiro sair do seu bolso com regularidade. São coisas que desvalorizam com o tempo ou que geram despesas regulares.

Já as dívidas boas são aquelas que fazem você ficar rico, ou seja, são as dívidas que permitem você comprar ativos ou bens que fazem você ganhar dinheiro com o passar do tempo. Segundo Kiyosaki, os ricos passam a vida inteira fazendo dívidas para comprar ativos. Vou dar alguns exemplos.

Ricos fazem empréstimos para comprar ou construir empresas. Essas empresas vão gerar renda suficiente para pagar os juros e taxas da dívida e ainda remunerar o empresário. O dono de uma empresa pode fazer dívida para comprar uma máquina que fará a empresa lucrar mais. Esse lucro justificaria o pagamento dos juros.

Rico com dívidas em imóveis:

Uma dívida pode ser utilizada para comprar um imóvel como uma sala comercial, galpão, loja ou outro que possa ser alugado por vários anos. Uma dívida poderia ser usada para construir um imóvel como uma série de pequenas lojas, uma vila de casas, um conjunto de salas comerciais, um loteamento ou qualquer empreendimento imobiliário capaz de valorizar depois de pronto.

Eu já presenciei o caso de uma pessoa que comprou dezenas lotes dentro de um loteamento famoso onde imóveis de luxo costumam ser construídos. Para comprar esses imóveis, essa pessoa só precisou pagar uma pequena entrada em cada lote (eles foram vendidos antes mesmo da construção da estrutura do loteamento).

Exemplo: com o dinheiro que poderia ter comprado um único lote à vista essa pessoa deu entrada em 10 lotes diferentes. Para dar entradas em dezenas de lotes ela não utilizou dinheiro próprio, ela fez um empréstimo no banco dando um outro imóvel (quitado) como garantia. Na prática ela não utilizou nenhum dinheiro próprio para adquirir dezenas de lotes. A entrada usou dinheiro emprestado do banco e o restante foi financiado pela própria construtora dona do loteamento.

Como os lotes foram comprados no pré-lançamento, eles naturalmente valorizaram quando o loteamento começou a ser construído (estruturas como ruas, quadras, piscina, áreas de lazer) e a publicidade começou a aparecer na televisão.

Os melhores lotes disponíveis nesse loteamento logo se esgotaram. Todos os bons lotes estavam nas mãos de pessoas que tinham dado pequenas entradas e que na prática só detinham o contrato de compromisso de compra e venda para quando o loteamento fosse entregue.

Com tempo essa pessoa foi vendendo os lotes para pessoas interessadas e também fez parcerias com pequenas empresas de engenheiros e arquitetos que possuem como negócio a construção de casas de luxo. No lugar de vender o lote, através dessas parcerias ele também podia vender o lote com uma casa de luxo construída nele.

Isso é apenas um de muitos exemplos de como é possível ganhar dinheiro através das dívidas fazendo uso do mercado imobiliário. Eu falo mais sobre investimentos nos meus livros sobre imóveis.

Dívidas e empreendedorismo:

Também é possível ganhar dinheiro fazendo dívidas para pequenos empreendimentos. Nesse caso as pessoas não precisam de muito dinheiro. Uma pessoa humilde pode comprar um carrinho de cachorro quente, churros, pipoca ou churrasco através de uma dívida.

Esse carrinho poderia ser utilizado como um novo negócio que produziria a renda necessária para pagar os juros da dívida. Essa mesma pessoa poderia comprar um segundo carrinho, poderia colocar 10 carrinhos com pessoas trabalhando em pontos diferentes da cidade.

Um empreendedor com mais dinheiro poderia usar a mesma estratégia para comprar um Food Truck. Um pequeno empresário poderia abrir novos restaurantes através das dívidas. Um empreendedor imobiliário poderia comprar uma casa bem localizada, transformar em um restaurante (através de uma dívida) e alugar esse imóvel por vários anos para o dono de um restaurante conhecido da cidade.

Como Kiyosaki ficou rico com dívidas e imóveis

O Kiyosaki gosta de utilizar o exemplo dos investimentos imobiliários através das dívidas com caminho para o enriquecimento.

Ele costuma utilizar os imóveis próprios, já quitados, para conseguir empréstimos nos bancos pagando juros baixos. Sabemos que os bancos oferecem juros menores quando você pode oferecer um bem como garantia de pagamento.

Esse bem pode ser tomado e leiloado pelo banco com facilidade se você não pagar sua dívida. Essa maior segurança diante de uma inadimplência permite juros menores, ou seja, dinheiro barato. Eu já li conteúdos do Kiyosaki dando exemplos onde ele tinha um imóvel de US$ 500 mil e conseguia levantar facilmente US$ 300 mil dólares emprestados com juros de 3% ao ano através dos bancos.

Com esses US$ 300 mil emprestados o Kiyosaki poderia comprar outros imóveis capazes de gerar renda através de aluguéis, sendo que ele não precisaria comprar esses imóveis à vista, ele poderia usar esses dólares para dar a entrada em diversos imóveis criando ainda mais dívidas. Exemplo: ele poderia dar uma entrada de US$ 30 mil dólares e com isso adquirir dez novos imóveis financiados com esses US$ 300 mil que conseguiu.

O próprio dinheiro do aluguel desses imóveis seria suficiente para pagar a dívida. Dessa forma, outras pessoas é que trabalhariam para pagar as prestações, juros e taxas da dívida que o Kiyosaki fez com os bancos. Só o fato de ter vários contratos de aluguel já permitiria conseguir ainda mais dinheiro emprestado que se transformaria em mais imóveis para alugar.

Veja um conteúdo do próprio Kiyosaki dando um exemplo de investimento feito por sua esposa Kim usando essa estratégia.

O texto fala sobre como sua esposa Kim fez seu primeiro investimento (décadas atrás) usando essa estratégia. Ela comprou uma casa de US$ 45.000,00 gastando apenas US$ 5 mil do próprio bolso. Com isso ela adquiriu uma “dívida boa” de US$ 40.000,00.

Ela alugou o imóvel. O inquilino pagava o aluguel e com esse dinheiro era possível pagar as prestações. Sobrava apenas US$ 25 por mês, mas o fato é que ela não estava trabalhando para pagar os US$ 40 mil de dívida. O inquilino é que estava trabalhando.

Na prática ela só tirou do próprio bolso US$ 5 mil. Se existisse a caderneta de poupança nos EUA esses US$ 25 seria o equivalente ao que ela receberia por mês com esses US$ 5 mil recebendo juros de 0,5% ao mês. Só que nos EUA 1,25% é o que as pessoas recebem por ano (12 meses) em investimentos conservadores.

Para ela, o importante é que no final de alguns anos ela teria um imóvel quitado, em seu nome, graças ao trabalho duro de diversos inquilinos que passariam pelo imóvel.

A mesma estratégia ela utilizou para fazer investimentos de milhões de dólares. Na palestra, o Kiyosaki disse que sua esposa tinha diversos hotéis seguindo essa estratégia de investir através das dívidas. Muitas vezes o que um pequeno quarto de hotel produz de receita em um fim de semana é o que podemos conseguir em um mês inteiro de um imóvel residencial alugado. Atualmente existem serviços como o Airbnb onde qualquer pessoa pode alugar um imóvel ou parte de um imóvel por temporada e não por mês.

Antes de você replicar o modelo

Antes de você sair por aí tentando replicar o modelo, é importante compreender que investimentos envolvendo dívidas possuem um risco mais elevado. Perder o seu dinheiro em um investimento é um problema. Perder o dinheiro dos outros em um investimento é um problema dobrado.

Não existe nada de errado em fazer investimentos de risco, mas para isso você precisa aprender a gerenciar riscos.

Não estamos nos EUA. Estamos no Brasil. Mesmo assim, pessoas como o Kiyosaki costumam contar com os serviços de contadores e consultores que fazem os cálculos e estudam a viabilidade econômica e legal das ideias antes de serem implementadas. Pessoas como ele também contam com advogados que estudam e elaboram contratos e documentos dos imóveis antes de comprar, financiar, alugar, etc.

No caso de investimentos imobiliários é comum o investidor de verdade ter uma proximidade maior com uma ou várias imobiliárias. Isso é uma coisa que eu falo nos meus livros sobre imóveis. As boas oportunidades que surgem nesse mercado não aparecem nos anúncios da internet e nem nos sites das imobiliárias.

Todas as imobiliárias possuem contato com investidores. Quando digo investidores estou me referindo a pessoas que possuem dinheiro ou a capacidade de levantar dinheiro (dívidas) imediatamente para aproveitar uma boa oportunidade. Quando aparece uma boa oportunidade as imobiliárias ligam para esses investidores antes de qualquer trabalho de divulgação na internet. Bons negócios são fechados em poucas horas ou em poucos dias.

Quando o imóvel aparece na internet, isso significa que nem o dono da imobiliária e nem os seus amigos, parceiros e clientes (investidores) se interessaram pelo negócio. Somente nesse momento a oportunidade se torna pública. Pode ter certeza que pessoas como o Kiyosaki não procuram oportunidades no lugar onde público procura. Ele recebe telefonemas de imobiliárias, corretores e até advogados que conhecem as oportunidades que surgem.

No mundo dos negócios imobiliários o esforço de venda é inversamente proporcional ao bom negócio. Bons negócios imobiliários (com bons preços) são totalmente vendidos em poucas horas através de um simples telefonema ou durante um almoços, jantares e eventos fechados. Negócios sem muita atratividade exigem enorme esforço de marketing e de vendas para atrair o grande público.

Realidade brasileira

É fundamental observar que a realidade dos juros nos EUA para quem pretende empreender, abrir um negócio, comprar máquinas, comprar ou construir um imóvel para ganhar dinheiro, é totalmente diferente da realidade brasileira, especialmente se isso envolver o dinheiro dos outros (dívidas).

O Brasil ainda é um dos países do mundo com a maior taxa de juros reais (acima da inflação) e o ambiente político, financeiro e econômico não é favorável.

Nos EUA e na Europa os juros básicos da economia são menores que a inflação (no dia em que esse artigo foi escrito). Como os juros são baixos e o dinheiro perde valor, nada melhor do que ter dívidas. Como a rentabilidade dos investimentos mais conservadores e seguros é baixa, a busca por investimentos de maior risco se torna uma questão de sobrevivência.

Observe a coluna de taxa de juros (interest rate) e a coluna de inflação (inflation rate) de diversos países (fonte). A lista está ordenada pelo país com menor taxa de juros.

Na Suíça (Switzerland) a taxa é negativa. Na Europa a taxa básica de juros é zero e a inflação é 1,5%. Nos EUA a taxa de juros é 1,25% ao ano e a inflação é 1,90%.

Um banco europeu teria rentabilidade zero se emprestasse dinheiro para o governo com uma taxa de 0%. Um banco suíço teria que pagar para emprestar dinheiro para o governo. Para essas instituições é mais vantajoso emprestar esse dinheiro para qualquer um que possa comprovar sua capacidade de pagamento.

Qualquer taxa acima de zero e acima da inflação é uma boa taxa para esses bancos. Quem ganha com isso são os empreendedores e investidores dispostos a pegar dinheiro barato para empreender ou investir com maior risco.

Donos de imóveis, empresários, ou qualquer um que possa comprovar a capacidade de pagamento ou oferecer algum bem como garantia acaba conseguindo dinheiro barato para investir e empreender nesses países onde os juros são baixos. Esse ambiente é muito favorável para investimentos imobiliários, investimentos em negócios de maior risco utilizando o dinheiro dos outros.

Agora veja a situação brasileira:

Observe que desastroso é ver o Brasil no topo da lista junto com países como Venezuela, Rússia, Egito, Iran, etc. Estamos entre os piores países do mundo para ter uma dívida, já que a taxa básica de juros acima da inflação é uma das maiores.

Isso também torna o Brasil um dos melhores lugares para fazer investimentos de renda fixa de baixo risco. Empreender no Brasil é coisa para loucos poucos.

Dessa forma, o enriquecimento através das dívidas é possível no Brasil quando você empreende ou faz investimentos que geram renda com o dinheiro que pegou emprestado. Só que temos um problema. Aqui os desafios são maiores do que no exterior onde os juros são pequenos, o sistema legal é mais favorável para quem empreende e o sistema político se encontra mais estável e menos corrupto que no Brasil.

No Brasil, empreender e investir fazendo dívidas exige mais preparo e mais estudos diante dos riscos maiores. O Brasil não é um país para investidores e empreendedores amadores. Aqui você precisa se tornar profissional.

No vídeo baixo você verá que o “empresário sabe sobreviver na selva”. Com dívidas, sem dívidas, com juros ou sem juros, com ou sem inflação, o empresário e o investidor sabem se posicionar em qualquer situação.


Flávio Augusto da Silva, fundador da Wise Up. O negócio iniciado em 1995 através de uma dívida de R$ 20 mil de cheque especial foi vendido em 2013 por R$ 877 milhões para a Abril Educação. A venda o levou à lista de bilionários brasileiros da revista “Forbes” em 2014, com patrimônio avaliado em R$ 1,04 bilhão (fonte). Recentemente (2015) Flávio aproveitou a crise e recomprou sua empresa por R$ 398 milhões (fonte). Pegar R$ 20 mil emprestados através do cheque especial pagando 12% de juros ao mês (sim, eu disse ao mês) é para os mais fortes ou para os loucos (fonte).
By |03/10/2017|Categories: Empreendedorismo|153 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

153 Comments

  1. Fernando Lazarini 3 de outubro de 2017 at 9:56 - Reply

    Economicamente falando é impossível haver enriquecimento com dívidas. Pensem bem: este recurso que entrou como dívida teve antes que ser poupado por alguém. O autor fala apenas do ponto de vista individual, mas esquece que a economia é um todo, e que antes de haver quaisquer empreendimentos tem que ter havido antes poupança para financiar investimentos.
    Logo, poupadores jamais serão perdedores. Poupadores são a força motriz por trás do empreendedorismo, dos investimentos, do progresso. O Robert ainda quer causar impressão boa nas pessoas, fazer algo diferente, mas isso não convence quem entende mais de economia. Ele já deu a contribuição dele.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:29 - Reply

      Sim Fernando. O autor fala apenas das questões individuais. Ele não se importa com nenhuma questão envolvendo o todo. Ele assume o papel de investidor pensando no próprio bolso e não de um economista pensando em soluções para um país. O fato é que os países que mais se desenvolvem possuem boa poupança, ou seja, tem muita gente poupando e isso torna a oferta de dinheiro maior com juros menores. Também existe o problema dos governos imprimirem dinheiro, mas isso é outra questão. Muito dinheiro disponível estimula o empreendedorismo que é onde a riqueza do país é realmente gerada através da união do empreendedor e do trabalhador. É claro que os empreendedores que pegam esse dinheiro barato e criam novos produtos e serviços terão um retorno maior se forem bem-sucedidos em seus negócios. Os poupadores ficarão com a renda fixa em investimentos conservadores. É por este motivo que na lista das pessoas mais ricas do mundo encontramos empresários e pessoas que investem em empresas. A verdade é que os bilionários não possuem dinheiro economizado em algum lugar. Eles possuem empresas, ações de empresas dos outros, imóveis, terrenos, obras de arte, pedras preciosas, metais, etc. Eles também costumam ter muitas dívidas. Esses ativos que eles possuem como (empresas, imóveis, carteira de clientes, etc) permitem captar dinheiro barato. Para eles é muito vantajoso investir esse dinheiro barato nos seus negócios gerando ainda mais ativos capazes de gerar renda. É claro que isso está distante da realidade do pequeno, mas é a realidade na cabeça dos grandes.

      • Fernando Lazarini 3 de outubro de 2017 at 11:28 - Reply

        Sim. Porém não é viável economicamente a todos, ou seja, não é uma forma sustentável de enriquecer, apenas individualmente. E se todos tentarem fazer isso? Ninguém conseguirá. Teoria dos Jogos explicaria perfeitamente a inviabilidade dessa estratégia.

        • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:42 - Reply

          Oi Fernando. Tudo que é baseado na ideia “e se todos fizerem _____” acaba sempre tirando o foco da realidade e transferindo isso para uma situação ideal de mundo. Não vivemos no mundo ideal, sonhamos com ele, mas a vida acontece no mundo real. Nunca todos irão fazer a mesma coisa, pois as pessoas são diferentes, as realidades e contextos são diferentes. Essa é a grande e única verdade. Agora… diante disso, o que você vai fazer? Isso sim vai impactar a sua vida diretamente. Já o que os outros irão fazer é uma questão que você (individuo) não pode fazer muita coisa. Como educador que faz uso da internet eu até tento divulgar conteúdo, mas será que todos vão entrar aqui e ler esse conteúdo? Será que todos que irão ler vão tentar implementar? Será que todos podem? Será que todos devem? São questões pessoais. O fato é que essas coisas existem e estão acontecendo. Na minha vida pessoal não faço uso da dívida, mas consigo entender que algumas pessoas fazem e que isso faz sentido na realidade que elas vivem. Isso não significa que todos devem ou podem fazer o mesmo.

        • Bruno 3 de outubro de 2017 at 12:08 - Reply

          Que maleta… Deve ter formado na faculdade de economia semana passada

          • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 12:16

            Oi Bruno, não fale isso para não virar uma briga. É apenas uma opinião.

          • Yuri 4 de outubro de 2017 at 1:53

            Parabéns pelo artigo Leandro.

            O que o Fernando Lazarini falou está CORRETÍSSIMO.

            Isso se trata de uma lei da economia chamada lei de Say. Não é opinião, é apenas lógica.

            Perdi muito o interesse pelo Kiyosaki porque vi que ele não é tudo aquilo. Não estou dizendo que os seus outros trabalhos como pai rico pai pobre não são válidos, mas pretendo direcionar meus recursos (não só financeiros, mas de tempo e energia que são os mais preciosos) a outros autores por que eles são escassos e há um custo de oportunidade (ao fazermos uma coisa temos inevitavelmente de abrir mão de outras)!

          • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:18

            Pois é, escolher autores é uma escolha pessoal.

          • Fernando Lazarini 8 de outubro de 2017 at 15:49

            Olá Yuri. Valeu.
            O próprio Kiyosaki se beneficiou da poupança que os antigos americanos acumularam ao longo dos tempos e que depois permitiu todo o progresso deles; agora chamar poupadores de perdedores é ser infeliz demais; mais uma vez: poupança acumulada permite o investimento, e investimento (bens de capital) é o que caracteriza uma sociedade rica.
            Creio que é preciso apenas as pessoas terem o costume de procurar entender economia e abrir a mente para a verdade que é poderem estar erradas em certas concepções.
            Nem o Kiyosaki nem blogueiros podem ser as estrelas irrefutáveis. As coisas deram certo pra eles, mas certas coisas; isso não significa que tudo que eles dizem está correto.

          • Leandro Ávila 19 de outubro de 2017 at 12:26

            Oi Fernando. O Kiyosaki não está preocupado com o enriquecimento da sociedade. Tudo que ele fala tem foco no enriquecimento dele. A fonte dos recursos desse tipo de investidor são as economias dos investidores. Quando você investe em uma LCI ou LCA o lastro desse investimento é alguma dívida feita por uma construtora, agricultor ou até uma empresa que ofereceu um imóvel como garantia para conseguir dinheiro barato. Essas pessoas pegam o seu dinheiro e fazem investimentos de maior risco e que certamente são tão rentáveis que permitem a elas pagar os juros dos bancos onde uma parte fica com o banco, outra fica com o governo (impostos) e o que sobra fica para você. Para esse tipo de investidor o poupador é fundamental, pois é a fonte do dinheiro que eles usam para fazer investimentos, só que na cabeça dele o poupador é o lado perdedor.

        • Bastiat 3 de outubro de 2017 at 12:45 - Reply

          O que mais impede o enriquecimento sustentável das pessoas é a própria falta de informação delas em relação ao uso do dinheiro.

          O endividamento “bom” permite alavancar o enriquecimento, porém assumindo um risco maior. Já a poupança (abstenção do consumo presente) permite isso também, só que de maneira mais suave e tranquila (com menor risco).

          No entanto, a desinformação econômica da maioria faz com que elas não entendam que a inflação da moeda (provocada pela autoridade monetária) irá dizimar aos poucos o seu poder de compra, fazendo com que elas enriqueçam bem menos do que poderiam.

          Assim, dado que a economia é constantemente manipulada pelos governos, resta ao pequeno investidor conhecer mais a fundo sobre o mercado de ativos reais (negócios empresariais e imóveis) e não somente investir em ativos de crédito (títulos de dívidas e renda fixa).

          Nesse sentido, acredito que Kiyosaki tenha chamado de perdedores aqueles poupadores que investem somente em renda fixa, pois não irão enriquecer muito com esta estratégia (ainda mais nos EUA). Já quem investe em ativos reais (diretamente, comprando imóveis e criando negócios, ou indiretamente, comprando cotas de fundos ou ações) irá enriquecer bem mais depressa, uma vez que esses investimentos, na pior das hipóteses, serão corrigidos pela inflação (vale salientar que na renda fixa o principal investido sempre é corroído pela inflação).

          Em suma, o que enriquece é o conhecimento (já a falta dele só empobrece o indivíduo).

          • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 13:32

            Penso da mesma forma.

          • Guilherme 3 de outubro de 2017 at 16:52

            Não, bastiat.

            Seu raciocínio está correto, mas Kiyosaki não quis dizer isso.

            Estive na palestra. Ele foi muito claro quando disse que investir em “stockmarket” era um hábito de perdedores e idiotas. Complementou, dizendo que o caminho correto era investir em ouro, prata e franco suiço. E não poderiam ser fundos negociados sob esse lastro, mas os ativos propriamente ditos.

            Ou seja, ele erra em vários conceitos ao: i) desprezar que o ativo ouro mal e porcamente acompanha a inflação no longo prazo, mesma coisa com a prata; ii) o próprio franco suiço não é garantia de nada, pois se tem Banco Central no meio, pode ter sua emissão explodida; iii) stockmarket ganha de LONGE de todos esses ativos no longo prazo, talvez só perdendo para um empreendimento próprio de sucesso; iv) até as bonds/treasure bills ganham do ouro no longo prazo.

            Ele aposta em um colapso, após sucessivos crashs na economia como um todo, justificando essas medidas. Ele só esquece que o mundo já passou por dezenas de problemas econômicos e a raça humana nunca foi dizimada. Claro, porque são ciclos e é natural que eles ocorram periodicamente.

          • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 17:34

            Pois é, devemos partir da ideia de que o Kiyosaki acredita que o mundo vai acabar nos próximos anos. A palestra já começa falando sobre o que seria esse fim de mundo. Um crash levaria a sucessivos crachs de proporções jamais vistas pela humanidade. Para quem acredita no fim do mundo, partindo dessa crença, ações, títulos públicos, dinheiro, tudo isso é bobagem. Neste caso do total colapso do sistema financeiro o ouro voltaria a ser a base de tudo. Eu acredito que um colapso desse tipo seria tão grave que a saída seria comprar um bom e grande terreno fértil com uma fonte de água potável. Um estoque de sementes e cursos sobre como plantar, colher e sobreviver seria fundamental. Também seria necessário um estoque de armamentos para proteger tudo isso das pessoas que não pensaram nessa possibilidade de colapso. Sem o dinheiro o mundo ficaria parecido com o que podemos ver no filme “O livro de Eli”. E ainda vale lembrar que quando a munição acabar será importante saber lutar com o facão, assim como o Eli.

          • Bruno 3 de outubro de 2017 at 20:46

            Parece loucura pensar assim mas muito bem colocado Leandro. As cifras hoje são virtuais, não tem lastro nenhum. Já tem seu pedacinho de chão? Parabéns pelo trabalho.

          • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:44

            Oi Bruno. Eu acho interessante ter alguns bens físicos fora do sistema financeiro. Terrenos são bens físicos limitados que não podem ser destruídos ou roubados em guerras ou catástrofes. O planeta Terra tem um número limitado de metros quadrados e esses metros quadrados nas proximidades de uma cidade são mais limitados ainda. Já o ouro também é limitado, mas devem existir incontáveis toneladas de ouro enterradas pelo planeta e em situações extremas não podemos comer ouro e nem produzir alimento com ele. Na pior das situações uma boa terra pode garantir a sobrevivência da sua família. Terras podem se transformar em unidades de produção. São úteis para produzir coisas para fazer escambo. Lembra do feudalismo? Na pior das situações voltaremos para o feudalismo e para ser um senhor feudal será necessário ter boas terras.

  2. Ericsem Pereira 3 de outubro de 2017 at 10:24 - Reply

    Muito interessante esse texto. Ler essas informações me abre a mente para compreender novas ideias e traz a perspectiva de que ainda tenho muitas coisas para aprender e possibilidades a descobrir! Obrigado

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:30 - Reply

      Oi Ericsem. Existem realidades que estão muito acima do cotidiano do pequeno investidor.

  3. Dskol 3 de outubro de 2017 at 10:27 - Reply

    Bom dia , só é bom lembrarmos que toda essa alavancagem com imoveis que ele cita em seu livro foi um dos responsaveis pelo o subprime americano e pela bolha imobiliaria no brasil (pessoal comprando a rodo dando so a entrada imovel na planta, esperando vender o agio com lucro adiante), ou seja ….o momento de usar essa estrategia ja passou….rs

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:37 - Reply

      Oi Dskol. Isso é verdade. O mais curioso é que foi justamente quando os imóveis despencaram que grandes investidores do setor imobiliário nos EUA compraram o máximo que puderam das pessoas que estavam enfrentando problemas. Muitos venderam imóveis a preço de nada (só para passar a dívida para frente), muitos bancos tomaram imóveis dos devedores e venderam em leilões. A crise 2008/2009 nos EUA apenas transferiu fortunas na forma de imóveis das mãos dos mais leigos e iniciantes para as mãos de investidores mais experientes que estão no “jogo de gente grande”. Esse é sempre o grande problema. Muitas famílias lá fora e até mesmo aqui no Brasil compraram imóveis quando os preços estavam elevados acreditando que os preços iriam continuar subindo. Investiram por verem seus vizinhos e amigos investindo. Só que o mercado imobiliário não se resume ao mercado de imóveis residenciais voltados para as pequenas famílias que querem especular suas economias. Existem vários mundos e oportunidades nesse mercado e muitas vezes os negócios não envolvem dinheiro, as vezes nem envolvem imóveis físicos, temos apenas dívidas e contratos passando de uma mão para a outra.

  4. Antonio 3 de outubro de 2017 at 10:32 - Reply

    O melhor educador financeiro do Brasil, seus conceitos são muito importante para se ter uma sociedade mais lúcida com relação a economia.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:39 - Reply

      Obrigado Antonio. Gentileza sua. Existe gente melhor e com mais conhecimento, só que nem todos compartilham.

      • Vlopes 3 de outubro de 2017 at 20:29 - Reply

        Obrigado Leandro

        Não sei se a estratégia é adequada para mim mas,
        certamente acrescentou conhecimento no meu processo de educação financeira com esse artigo.

  5. Bernardo 3 de outubro de 2017 at 10:35 - Reply

    Kyosaki ganhou dinheiro com pai (fictício) rico e pai pobre. O resto é conversa de palco. Nada contra, ele está fazendo dinheiro e tem gente que paga para ver ele. O business core dele é dar palestras (e pelo que você já escreveu por aqui, ele não tem essa habilidade por sinal)

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:43 - Reply

      Oi Bernardo. O livro dele de educação financeira é o mais vendido do mundo desde o seu lançamento (são 20 anos na lista dos mais vendidos). Mesmo assim não é todo mundo que tem educação financeira para entender as coisas que ele diz, não é para todos os públicos, muitas vezes o que ele diz não funciona para todos os países e realidades econômicas. Sobre as palestras dele, pelo que pude ver, se dependesse das palestras ele teria um problema. Como palestrante ele é um bom escritor.

      • Joacir 3 de outubro de 2017 at 16:19 - Reply

        Ele é péssimo. Muito arrogante. Na última palestra foi mais humilde (mas ainda arrogante) e soltou algumas informações interessantes. Seu artigo coloca os pingos nos i´s das palestras dele. Muito bom.

  6. Guilherme 3 de outubro de 2017 at 10:35 - Reply

    A boa e velha alavancagem, praticada desde os tempos da Babilônia.

    Kiyosaki só não contava com as peculiaridades muito bem descritas neste artigo. Ou sabia, mas achava que a plateia era formada por mega empreendedores altamente profissionais. Ou simplesmente dá a mesma palestra para todos os públicos, independente da realidade, apenas gabando-se de seus (de fato, notáveis) feitos.

    Dizer a frase no Brasil “Savers are losers” é de uma irresponsabilidade, dado o nível de endividamento de consumo de mais de 60% da população local. A pessoa que mudar seus hábitos de consumo e poupar religiosamente todo mês encontrará uma vida de prosperidade e segurança em menos de 20 anos. Aliás, esse foi o ensinamentos, de muitos, dos povos babilônios de 7 mil anos atrás.

    Pular do endividamento de consumo para o empreendedorismo alavancado é suicídio anunciado, uma roleta russa. Dá certo para 1, mas outros 9 morrem na brincadeira.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 10:51 - Reply

      Oi Guilherme. Acho que ele dá a mesma palestra em qualquer lugar. Só que temos realidades diferentes. O educador financeiro brasileiro ainda luta para mostrar para as pessoas que títulos de capitalização dos grandes bancos é uma furada, que a poupança não é o melhor investimento de renda fixa do mundo, que os fundos de renda fixa e os de previdência cobram taxas absurdamente elevadas, ou seja, a nossa luta aqui está em um nível muito fundamental. Falar que poupadores são perdedores para essas pessoas fica complicado para a nossa realidade. Estamos aprendendo a andar de bicicleta e ele está falando sobre pilotar aviões supersônico. Fica parecendo papo de maluco. Para uma criança de 8 anos devemos falar sobre colocar moedinhas no cofrinho. Sem o básico o sofisticado perde o sentido.

  7. Fábio Bastos 3 de outubro de 2017 at 10:37 - Reply

    Leandro, terreninho perigoso esse de dívidas. Antes das pessoas começarem algo que não possuem dinheiro é preciso estudar…………estudar……..e isso você tem falado aqui em todos os seus artigos, não existe mágica, é estudar mesmo sobre aqui que você pretende investir, não tem jeito. Já li umas duas vezes o seu livro de imóveis e não adianta, não se consegue avançar em nada nessa vida sem ter que investir em conhecimento, aliás, muita gente faz isso, mas só potencializa os riscos, é quase uma loteria. Trabalhar alavancado é muito perigoso, mas tem também suas virtudes. Lembro bem de um texto do “Pai rico” que fala que precisamos nos apoiar nos profissionais da área, cada um tem seu espaço e deve ser remunerado por isso. Alguns educadores indicam o uso do cartão de crédito como uma das formas de usar o dinheiro que seria gasto hoje e investir em algo com retorno, mas para fazermos isso, precisamos ter muita…muita educação financeira. Artigo muito bom para viar e a leitura dele nos faz refltir sobre muitas coisas que você tem dito aqui ao longo desses anos.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:05 - Reply

      Oi Fábio. Grandes investidores ou investidores profissionais realmente montam equipes. Tudo que ele fala está voltado para essa realidade dos investidores profissionais. Esse tipo de cara entra no banco para pedir uma fortuna emprestado (milhões) com base em um projeto. Esse projeto não foi feito por ele mesmo enquanto assitia o domingão do faustão. São projetos que contam com estudos de pessoas que ele contrata (não é barato) para validar o negócio, avaliar as questões financeiras, matemáticas, contábeis, legais, tributárias, etc. Não é uma aventura. Ele sabe quanto precisa de dinheiro emprestado, sabe o que vai fazer com o dinheiro e sabe qual é o retorno que terá na pior das hipóteses e na melhor das hipóteses. Muitas vezes até consegue sócios, pessoas que entram com ainda mais dinheiro. Como falei, os pequenos também podem adotar essa ideia dos grandes. Imagine uma dona de casa que produz bolos e tortas e que tem uma demanda que ela não consegue atender. Ela percebe que se comprar uma batedeira industrial e um forno maior terá condições de atender essa demanda. As vendas e os lucros iriam aumentar imediatamente. Um empréstimo para comprar equipamentos que vão fazer o negócio dela crescer faria todo sentido.

      • Fábio Bastos 3 de outubro de 2017 at 11:38 - Reply

        Concordo com você…………..aquele que conhece o negócio e o mercado em volta terá muito mais chance de vencer obtendo investimentos para alavancar seus negócios. Muito bom artigo….

  8. Wagner Bueno Cateb 3 de outubro de 2017 at 10:38 - Reply

    Outro detalhe interessante dos EUA: uma amiga comprou um imóvel financiado lá e os juros que ela paga no empréstimo são descontados do imposto de renda dela. Com isso, ela gasta menos pagando o financiamento do que pagaria alugando o mesmo imóvel se não o tivesse comprado. É uma realidade BEM diferente da brasileira…

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:06 - Reply

      Oi Wagner. Muito interessante. Provavelmente isso é algum tipo de incentivo para estimular o mercado imobiliário local.

      • Michael Stuart 3 de outubro de 2017 at 23:45 - Reply

        De fato Leandro, um grande incentivo mesmo, um de muitos no ramo…. voce tambem poderia deduzir todos os impostos municipais la sobre o terreno (tipo IPTU) do seu imposto de renda federal. Se o imovel fosse financiado, nao existe problema algum em tambem deduzir aqueles juros: entao uma dose dupla de beneficios tributarios para o proprietario vs o inquilino. Bem diferente que aqui mesmo….

        • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:24 - Reply

          Oi Michael. Obrigado por compartilhar essa informação.

  9. winicius alves de oliveira 3 de outubro de 2017 at 10:46 - Reply

    Sei não !Não gosto de dívida !!Prefiro juntar pagar a vista ,investir a vista e etc… Claro pagando a vista tem descontoKkkk

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:07 - Reply

      Winicius. Eu também não gosto, mas entendo a lógica da dívida no contexto empresarial.

  10. Hélio 3 de outubro de 2017 at 10:47 - Reply

    Sensacional essa conferencia com o Flávio Augusto. Quem dera todos tivessem paciência para assistir e mudar paradigmas.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:08 - Reply

      Oi Hélio. É uma boa entrevista para entender a mentalidade do empreendedor / investidor e a mentalidade da população.

  11. Nilson Correia 3 de outubro de 2017 at 10:54 - Reply

    Existem diversas situações. Tem pessoas que não conseguem possuir quaisquer bens a não ser fazendo dívidas. Eu era uma pessoa assim e tinha isso em mente: quem não deve, não tem. Hoje penso um pouco diferente mas se for comprar algo e não houver diferença de preço tanto à vista quanto a prazo, compro parcelado. Para aqueles que não tem o hábito da poupança, gasta todo o dinheiro que ganha, na minha opinião é melhor fazer divida e num certo prazo ter o bem do que não fazê-la e nunca ter nada. Muitas pessoas conseguem pagar dívidas, independente dos juros mas não consegue guardar nenhum centavo no banco.
    Eu uso o cartão de crédito a meu favor. Compro tudo no cartão e se não houver juros, parcelo em quantas vezes for possível.
    Mas é uma opinião pessoal minha, um modo de controle pessoal de despesas.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:10 - Reply

      Oi Nilton. A dívida para consumir costuma ser um desastre. É uma forma cara de comprar as coisas. Além de pagar pelo que comprou ainda precisa pagar pelo dinheiro, taxas e impostos que envolvem todo tipo de empréstimo. As pessoas fazem dívidas para parecerem ricas. Não é essa a ideia.

  12. Ralph 3 de outubro de 2017 at 11:31 - Reply

    Que baita entrevista, parabéns por trazer esse conteúdo.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 11:43 - Reply

      Por nada Ralph. O Youtube tem muito conteúdo interessante. Pena que as pessoas só prestam atenção nas distrações que ele oferece.

  13. Júlio César 3 de outubro de 2017 at 11:38 - Reply

    Interessante ter ressaltado que “O Brasil ainda é um dos países do mundo com a maior taxa de juros reais (acima da inflação) e o ambiente político, financeiro e econômico não é favorável.”.

    Fico imaginando quantos negócios com margens de lucro inferiores às aplicações financeiras, o chamado custo de oportunidade, são inviabilizados e com isso diversas oportunidades de emprego e renda são descartadas.

    Proliferam bancos com lucros exorbitantes e uma ciranda financeira propícia às especulações.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 12:28 - Reply

      Oi Júlio. Isso é o que mais acontece. Veja um texto que encontrei em uma revista “A margem de lucro das montadoras de automóveis no Brasil chega a ser o triplo da praticada nos Estados Unidos. A margem de lucro brasileira gira em torno de 10%, enquanto nos EUA ela é de 2% e no resto mundo chega a 5%. Os números foram estudados pela consultoria IHS Automotive a pedido do jornal.” Qualquer pessoa consegue 2% ou 5% na renda fixa sem qualquer risco ou grandes conhecimentos.

  14. Franklin 3 de outubro de 2017 at 11:52 - Reply

    Olá, sou seu leitor a uns 2 anos porém nunca havia comentado e agora queria lhe dar os parabéns pelo seu trabalho que com certeza ajuda muitos outros leitores também. Eu encontrei o seu site procurando no google por simuladores de poupança por que eu venho de uma família onde poupar é prosperar e desde cedo sempre fui incentivado a tal com caderneta de poupança e “mesadas” mensais também comecei a trabalhar cedo (12 anos) aos finais de semana em um mercado de uns primos e também entregava jornais e panfletos durante a semana sempre com o pensamento de poupar trabalhei assim até os 17 anos onde consegui um emprego de carteira assinada com os 18 comprei carro (um chevette 89) e fiz a CNH tudo com o meu próprio dinheiro assim como meus outros gastos sempre saíram do meu bolso hoje com 25 anos tenho minha casa financiada (apenas uma parte) onde a parcela atinge apenas 10% do meu salário (fora a minha renda ainda tenho a da minha exposa), já me formei em curso técnico em faculdade e agora pós graduação tudo sem financiamento, não utilizo nem cartões de crédito, até então só uso débito.
    E para mim sigo com o pensamento de que poupar é prosperar e depois de começar a ler suas dicas, poupar não é mais apenas usar a poupança é também investir em tesouro direto e estudar sobre outras formas de renda fixa e segura.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 12:21 - Reply

      Oi Franklin. Obrigado por deixar seu primeiro comentário. Parabéns por sua história e por ser jovem e já dedicar seu tempo estudando esses assuntos. Você está investindo no seu futuro e o que está plantando hoje dará grandes frutos.

  15. Fabio Marcos Frasão 3 de outubro de 2017 at 12:03 - Reply

    Resumo da ópera: Dívida somente para investimento (com expectativa de maior taxa de retorno), e nunca para consumo.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 12:17 - Reply

      Oi Fabio. Para consumo não faz muito sentido, especialmente no Brasil com as taxas absurdas.

  16. Ana Lucia 3 de outubro de 2017 at 12:58 - Reply

    Eu sempre investi em imóveis. Sempre comprei à prestação esses imóveis. Era o meu jeito de fazer poupança. Embora soubesse da baixa liquidez, eu sempre acreditei na segurança desse tipo de investimento. Depois, quando me aposentei, com 49 anos e 30 de contribuição ao INSS, fui roubada pela Previdência Oficial (leia-se Fator Previdenciário) e pelo Plano de Previdência Privada que contribui durante todo o tempo trabalhado (por que era obrigada a isso pela empresa na qual trabalhava). Esse Plano estava quebrado por inúmeros fatores e recebi só parte do dinheiro que havia contribuído. Para completar este quadro dantesco, eu fiz a burrice de aplicar, através de um agente autônomo na Bolsa de Valores, tudo o que eu tinha em dinheiro e perdi tudo. Fui roubada pela terceira vez.. Hoje lutamos com microempresa familiar que está quase falida devido a crise, a falta do dinheiro que me foi roubado, Enfim, estamos cheios de dívidas com um alto custo dos serviço da dívida e com alguns imóveis que desejamos vender para equilibrar a situação e que não conseguimos. E a minha aposentadoria só paga nosso Plano de Saúde que acaba de ser aumentado em 199,97%. E daqui a pouco nem isso vou poder pagar. Pergunto: Existe alguma luz no fim do túnel que não seja um trem no sentido contrário? Acho que minha história deve servir de exemplo do que não se deve fazer. Não é?

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 13:30 - Reply

      Oi Ana. Previdência pública é confiar seu futuro nas mãos de políticos. Veja o nível de políticos que temos. Previdência privada é confiar o seu futuro nas mãos de terceiros que no fundo só querem lucrar com taxas administrativas abusivas. Já temos muitos fundos de previdência quebrados, desses atrelados a empresas, e acredito que no futuro teremos mais fundos quebrados. O mesmo vale para planos de saúde. Muitos já quebraram e com o envelhecimento da população e a dificuldade que existe para a criação de novos planos e interferências do governo, teremos planos de saúde quebrados no futuro. Observe que tudo isso que você listou são situações onde você transferiu seu dinheiro para ser cuidado por terceiros. Agente autônomo de investimentos não deveria fazer recomendações de investimento, mas infelizmente eles fazem e muitos acabam fazendo o que os gerentes de banco fazem. O que realmente precisamos é de educação financeira para que possamos parar de transferir a responsabilidade das decisões sobre nosso dinheiro para terceiros.

      • Tadeu 3 de outubro de 2017 at 13:53 - Reply

        Boa tarde, Leandro.

        Estou pagando um plano de saúde. Fiquei com uma dúvida agora. Vale a pena pagar plano de saúde pensando na probabilidade desse plano quebrar?

        • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 14:27 - Reply

          Oi Tadeu. Eu também pago como se fosse um seguro. Se ocorrer um problema de saúde na minha família nesse momento é como se todos estivessem segurados. É uma proteção do patrimônio da família no presente. Com relação ao futuro não temos como saber nada. Não sei se podemos confiar na estabilidade econômica das empresas. Planos de saúde já quebraram no passado e nada impede que continuem quebrando no futuro.

        • Ricardo 3 de outubro de 2017 at 22:09 - Reply

          Tadeu,

          Se ficar sem plano, vai para onde? SUS? Ficar na fila com milhares de pessoas esperando ser atendido?
          Não corra o risco! Se pode pagar, nem pense duas vezes!

          • Julio 4 de outubro de 2017 at 17:01

            Ricardo,

            vc pode se consultar em médicos particulares pagando a consulta. Não precisa ir para o sus. Cirurgias idem. A questão é se vale a pena arriscar e poupar o valor do plano de saúde ou pagá-lo considerando como um seguro, como disse o Leandro.

          • Wallace 7 de outubro de 2017 at 4:49

            Olá! Trabalho na área da Saúde há vários anos. Sou profissional de Saúde.

            O Julio respondeu corretamente, mas apenas parcialmente! Não vale a pena ter plano de saúde para Consultas Médicas, e isso porque os melhores Médicos Especialistas você só conseguirá se pagar consulta particular. O problema da necessidade dos planos de saúde é justamente para os procedimentos muito caros.

            Por exemplo: Uma semana internado em uma UTI pode chegar a custar mais de 80.000,00 (oitenta mil Reais); um reimplante de membro (de um pé, por exemplo) pode custar mais de 100.000,00 (cem mil Reais). Algumas cirurgias, mais o período de internação no hospital, podem custar mais de 100.000,00 (cem mil Reais).

            Não vou me alongar, mas um conhecido meu ficou três anos em tratamento com cirurgias e internações. O valor do tratamento ficou em mais de 1.500.000,00 (um milhão e meio de Reais). Ele tinha plano de saúde, que pagou a quase totalidade das despesas. Portanto, plano de saúde deve ser o que cobre UTI, cirurgias e internações. Consultas com bons médicos, na maioria dos casos, só pagando, o que não sai tão caro e é muito melhor.

          • Leandro Ávila 19 de outubro de 2017 at 12:36

            Obrigado Wallace. O plano de saúde deve ser visto como um seguro que pode proteger não só sua vida no caso de uma situação grave, mas também pode proteger o seu patrimônio. Já imaginou perceber que os seus parentes (de olho na herança) estão com pena de gastar 1,5 milhões do seu patrimônio para salvar sua vida? Deve ser uma situação terrível e da forma que o ser humano é, deve ser bem comum.

  17. Irlan 3 de outubro de 2017 at 13:12 - Reply

    Excelente comentário, Leandro!
    Parece que agora as pessoas começaram a entender o palestrante. Todavia, como você disse, em resumo: Brasil é Brasil e EUA e Europa são outras coisas completamente distintas. Eu creio que o baixo índice de “perversidade”, em termos econômicos nessas nações, as fazem ter juros de 0% a quase 2% aa., sendo assim, há mais oportunidades de enriquecermos, folgadamente, nesses continentes. Aqui, em continentes latinos, apenas os indivíduos abastardos financeiramente podem se dar ao luxo de fazer dívidas, chegando perto da realidade do nosso mal-entendido palestrante. Taxas que subtraem de seus rendimentos de 22,5% a 15%, fora o IOF de início, que chaga a 96% de um rendimento, é de desistir (pegar as malas e sair do país e residir em nações, cuja a empatia pulsa). Não sei se o palestrante tem conhecimento desta realidade latina; porém, com certeza deve ter. Kiyosaki deve sentir-se triste em saber que, pouquíssimos indivíduos de nossa nação terão oportunidades como ele desenvolve suas riquezas. Eu concluo que: se o país não cooperar para que os indivíduos enriqueçam, pouca diferença fará para os que saem de “bancos grandes” e passem a investir em “bancos pequenos” ou no Governo Federal (Tesouro Direto). Aqui, infelizmente, o slogan continua sendo o de sempre: “somente para inglês ver!”

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 13:24 - Reply

      Oi Irlan. A melhor forma de combater a pobreza é não atrapalhando o enriquecimento das pessoas e das famílias. Um país rico é o resultado de uma população que enriquece. O enriquecimento depende da geração de valor (através de produtos e serviços) e do acumulo desse valor através da poupança, investimentos e do patrimônio. Se as pessoas não conseguem produzir valor, não conseguem poupar e investir, fica difícil ter um país rico. Políticos não produzem riquezas, eles tiram riquezas da sociedade e desperdiçam esses recursos no meio da ineficiência e da corrupção. Não atrapalhar a vida de quem quer empreender, investir, poupar e trabalhar seria uma enorme contribuição. Não precisam fazer anda, só precisam parar de atrapalhar.

  18. Débora 3 de outubro de 2017 at 13:44 - Reply

    Vídeo fenomenal! Flávio Augusto é f***a!

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 14:28 - Reply

      Oi Débora. É a mentalidade empreendedora e de investimentos que falta na nossa sociedade.

  19. Pedro Andrade 3 de outubro de 2017 at 14:05 - Reply

    Impressionante esse Flávio Rocha.
    Mais um artigo para expandir a mente.
    Parabéns Leandro.

  20. Alvaro Mota 3 de outubro de 2017 at 14:17 - Reply

    Ótimo artigo Leandro. Parabéns pela clareza.

  21. Talita ARF 3 de outubro de 2017 at 14:34 - Reply

    Parabéns pelo artigo Leandro! Vejo esse contexto de contrair dívidas para parecer ser rico dentro da minha família desde que nasci. São pessoas assalariadas que tem uma renda razoável, mas torram tudo para parecer ser o que não são, trocam de carro a cada dois anos, porque não aceitam ter carro “velho”, financiam é claro, além disso tem que ser top de linha. Felizmente, sempre vi isso como algo a não ser seguido e até tentei falar sutilmente que aquela vida não valia a pena (isso porque dão valor a ter coisas e também a quem têm coisas), mas simplesmente me acham “mão de vaca” demais. E vamos seguindo…

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 14:47 - Reply

      É o modo de pensar da maioria da população. O resultado é o país que temos.

  22. Moreira 3 de outubro de 2017 at 14:56 - Reply

    Olá pessoal,
    Tenho 37 anos e hj possuo 3 aptos em Moema quitados e alugados(avaliados juntos em R$ 2.000.000,00) gerando uma renda total de R$ 9.000,00.
    Todos eles comprei através de entrada de 20%, financiando o restante e os alugava na sequencia até quita-los.
    O primeiro deles, consegui a entrada através de uma carta de credito de consórcios que fiz quando tinha 16 anos, pois ganhava muito pouco na época.
    Hj com a queda de juros e devido a outros fatores que estou enxergando na economia, estou comprando o 4º imóvel no mesmo esquema(uma penthouse na bela vista com quase 50% de desconto); demorei quase 3 meses procurando essa pechincha.
    Somente escrevo sobre minhas particularidades para mostrar como uma pessoa comum e de família humilde pode chegar um patrimônio “milionário”.
    Tudo isso somente foi possível após eu ter lido o tal “Pai Rico Pai Pobre” aos meus 15 anos, abrindo minha mente para esse tipo de investimento.
    Parabéns pelo trabalho de educador financeiro Leandro.
    Gratidão à todos.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 15:10 - Reply

      Oi Moreira. Isso mostra o valor da educação financeira. Parabéns.

  23. Luis 3 de outubro de 2017 at 15:03 - Reply

    Não estranho a forma que ele coloca suas idéias….eu já li e reli Pai Rico Pai Pobre algumas vezes….fazer dívidas para enriquecer não é novidade…eu por exemplo tenho um apartamento financiado que esta alugado….é uma dívida que assumi que estou pagando através do aluguel…problema que eu vi na palestra que ele fez,foi não estudar a economia do país “Brasil” e tentar adaptar sua experiência a nossa realidade.

  24. Marcelo Williams 3 de outubro de 2017 at 15:03 - Reply

    Ótimo artigo e depoimentos! O Brasil certamente maltrata os empreendedores e definitivamente não é para AMADORES!

  25. Antonio Neto 3 de outubro de 2017 at 15:21 - Reply

    Leandro, salve salve….um dos seus melhores artigos. Quando você deu a notícia que o Kiyosaki foi vaiado, eu pensei “ainda bem que eu não fui”, mas agora diante deste seu artigo, eu me arrependi de não ter ido, pois eu captaria a mensagem do famoso escritor. Eu já vi na prática várias pessoas que obtiveram êxito em seus empreendimentos ou negócios com dívidas, algo que não se vê falando em sites de educação financeira. A maioria das pessoas que seguem estes sites repetem sempre os mesmos mantras (gastar menos do que se ganha, não fazer dívidas, economizar o máximo que puder etc) e o Kiyosaki assim como você estão aí para quebrar os paradigmas. Todas as pessoas que fazem dívidas para comprar ativos, antes de mais nada, possuem uma característica que em nenhum site ou livro de educação financeira poderemos encontrar: CORAGEM!

    • Antonio Neto 3 de outubro de 2017 at 15:24 - Reply

      Permita-me corrigir minha última frase: “Todas as pessoas que fazem dívidas para comprar ativos, antes de mais nada, possuem uma característica que não se aprende em nenhum site ou livro de educação financeira:CORAGEM!”.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 15:34 - Reply

      Oi Antonio. Existe educação financeira para todos os níveis. Não gastar tudo que ganha e poupar é o básico. Para o brasileiro falta o básico. Ficar rico com dívidas é modo avançado. A audiência para esse tipo de educação financeira é pequena. Os artigos mais comentados e compartilhados no Clube dos Poupadores são os mais básicos. O Kiyosaki é um idoso milionário de 70 anos que já perdeu a paciência. Não sei se eu, você ou outro que tivesse a fortuna que ele tem e a idade avançada ainda estaria viajando para repetir as mesmas coisas.

  26. Adriano D 3 de outubro de 2017 at 16:17 - Reply

    Li o livro Pai Rico Pai Pobre a quase 20 anos. Tirei muitas lições dele. Algumas até praticava de forma não quociente.
    Sempre poupei parte do meu ganho, assim construí entre outras coisas 3 casas, morava em uma, construía outra melhor, me mudava e alugava a anterior.
    No inicio de 2014 antevendo a crise imobiliária vendi duas casas e apliquei tudo em R.Fixa. Agora em 2017 com o valor aplicado em 2014 mais o rendimento compro 3,5 casas semelhantes. Contribuiu para isso as boas aplicações que fiz, rendendo em torno de 116% do CDI.
    O relato acima é para mostrar que: sem trabalho, inteligência nos negócios, bom censo e ‘poupança rígida’, não se chega em nenhum lugar.
    Sobre contrair dividas, se bem calculadas onde serão usadas e forem para colocar o dinheiro na ‘produção’, não em consumo, pode com certeza tornar a pessoa rica ou pequenas empresas se tornarem grandes. Existem inúmeros exemplos.
    As grandes incorporadoras lançam papeis como LCI e CRIs para levantarem capital para construírem prédios. Empresas lançam debentures para se modernizarem ou aumentar produção. Isso são dividas, é captar dinheiro a juros menores que empréstimos bancários. São dividas inteligentes que reverterão em ganhos..
    Mas o capital para o crédito não nasce em árvore. Para que exista o capital disponível, alguém precisou poupar, e se conforma em ganhar pouco ou muito, depende do juros real e situação econômica de cada pais..
    Já para o empreendedor captar o capital em forma de divida pode deixa-lo mais rico ou quebrar.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 16:40 - Reply

      Oi Adriano. Obrigado por compartilhar conosco. Todos esses instrumentos de renda fixa são dívidas. Quem é mais rico? Aqueles que emitem CRI, CRA, LCI, LCA, debêntures (e ficam endividados) ou as pessoas que estão do outro lado emprestando suas economias por uma taxa fixa de juros? Do outro lado de uma LCA temos um banco e agricultores que estão utilizando os recursos para empreender. Do outro lado de uma debênture existem empresas fazendo investimentos de maior risco em algum setor da economia. As coisas funcionam assim mesmo. A renda fixa oferece taxas menores e maior segurança. A renda variável pode ter ganhos maiores e isso vai junto com o risco.

  27. Adauto 3 de outubro de 2017 at 16:18 - Reply

    Parabéns Leandro por mais um excelente artigo.
    No fim o ano de 2015 eu fiz uma divida no cartão de crédito que a minha esposa ficou sem entender nada.
    Comprei 10 smartphones de marca famosa por 550 reais cada , pos havia recebido alguns descontos.
    Isso porque eu havia percebido que varios parentes e amigos estavam planejando comprar novos celulares para o natal.
    O preço destes mesmos celulares estavam em torno de 800 reais aqui na minha cidade e muitas dessas pessoas nao possuiam cartão de credito para comprar parcelado.
    Vendi todos os 10 por 750 reais cada parcelado em 5x, e assim que recebia as parcelas eu pagava o cartão e ficava com um lucro.
    Recebi todas as parcelas em dia pois escolhi vender só para quem eu sabia que iriam honrar a divida.
    Conclusão: eu eu paguei a divida do cartão e ainda me sobrarm 2.000 de lucro e a minha esposa me agradeceu.
    E eu continuo reenvestindo esse dinheiro dessa e de outras gormas até hoje.

  28. Rodrigo Pereira 3 de outubro de 2017 at 16:28 - Reply

    Bom artigo, mas acredito que “dívidas do bem” não funciona aqui no Brasil, a não ser que você já seja muito rico.
    Um colega disse acima, “se todo mundo fizer isso a estratégia não funciona”. Sim, mas isso é utopia. Se todos fossem empresários quem seria empregado?. Na realidade poucos vão procurar se educar.
    A afirmação “Savers are losers” é ácida e arrogante, de novo, como se todo mundo fosse rico o suficiente para empreender num negócio físico. É uma falta de respeito para com aqueles que se disciplinam para guardar algum $$$ todo mês e estudam investimentos. Não é mimimimi, entendo a estratégia ácida do Kiyosaki, pois polêmica vende, mas tenho o direito de não concordar.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 16:33 - Reply

      Pois é, precisa viver sua realidade.

    • Diego 3 de outubro de 2017 at 17:08 - Reply

      Rodrigo Pereira, concordo plenamente contigo.
      Todo mundo quer ficar fico da noite para o dia. Assim como os recém casados querem comprar um imóvel depois do ‘Sim’. A vida não é fácil. Estude e faça as tuas escolhas por você mesmo, não vai atrás de casos mirabolantes de sucesso que vai ter dor de cabeça. Nos teus estudos, identificou uma oportunidade, vai lá e faça.
      Ex: “Curso do analista de gráficos que te trará muito dinheiro na bolsa de valores” – Sério? Sinto muito se você ainda acredita nesse tipo de ‘treinamento’.
      Ex: “Curso para te abrir os olhos. Assuntos: Trabalhe duro, poupe por anos, invista direito e com risco controlado, e aí sim consiga ter uma vida tranquila e sem dívidas – Mas lembrando, precisará fazer isso por algumas décadas – Aproveite!” = Zero inscritos.

      • Rodrigo Pereira 3 de outubro de 2017 at 23:03 - Reply

        Sim, tem muito marketeiro metido a empreendedor de palco e opotunista que vende experiência pessoal passada como formula de sucesso futuro.
        Tem que tomar muito cuidado e não se deixar iludir em momentos de baixa autoestima e pouca esperança

  29. Álvaro 3 de outubro de 2017 at 16:46 - Reply

    Parabéns Leandro pelo nobre trabalho. Apenas utilizando o pensamento do Flávio referente a imóvel, este diz que é um péssimo negócio, pois não gosta de sua iliquidez. Investimento para ele é nas suas empresas e seus projetos, nos quais ele pode gerir da sua forma. O único imóvel que ele tem é sua casa que quis comprar por comprar mas nao recomenda. Ele Deu exemplos até das pessoas que investiram em imóveis e estão pagando os encargos e condomínios dos imóveis vagos e financiamentos. Acho interessante essa visão.
    Para aprofundar mais vou adquirir seus livros de imóveis, pois acabei os outros. Abc

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 17:41 - Reply

      Oi Álvaro. Cada um tem seu perfil. Um dos negócios do Flávio Augusto é um time de futebol. Você investiria em um time de futebol? Sim, tem gosto para todo tipo de negócio. Quando ele construiu o próprio estádio de futebol nos EUA contou com o dinheiro dos outros. Ele utilizou como atrativo o programa EB-5 que utiliza investimentos estrangeiros na revitalização de zonas degradadas. Pagando US$ 500 mil em cotas do estádio que ele estava construindo no centro de Orlando você teria direito a dividendos anuais, dois ingressos por estação e o green card (visto para viver nos EUA).

  30. Diego 3 de outubro de 2017 at 16:54 - Reply

    Provavelmente, se o leitor fosse um cara com conhecimento de mercado, um grande conhecedor do ramo imobiliário, ele não estaria lendo esse texto e nem lendo o Pai Rico, Pai Pobre.
    Então meu amigo leitor amador, a dica que eu te dou é: trabalhe, invista em educação e poupe dinheiro. Faça isso durante toda a tua existência. Comece o mais cedo que puder.
    Saia pegando empréstimo e comprando e vendendo casa que você vai acabar na rua comendo lixo. É sério. Isso não é coisa para amadores. É a mesma coisa que você se empolgar com algum palestrante e vender a casa para comprar ações. Vai morar na rua. Não tenha dúvida. E torça para dar errado na primeira vez. Se der certo na tua primeira tentativa, pior ainda. O rombo futuro será muito maior.

    A pior coisa que existe são palestras motivadoras e exemplos de fulanos que saíram do nada e ficam ricos fazendo algo fora do comum. Você vai ir lá, vai fazer igual e vai ficar na miséria.

    Você tem certeza que é uma pessoa diferenciada? Então faça!
    Tem uma vírgula de dúvida? Para o teu bem, e o da sua família, continue poupando, investindo com risco controlado e se aposente sem esperar algo do governo, que obviamente não te dará nada.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 17:16 - Reply

      Oi Diego. Acho engraçado quando vejo as pessoas comentando aquelas estatísticas que dizem que 1% da população mundial possui grande parte das riquezas do mundo. Normalmente as pessoas ficam reclamando. Esse 1% não está de brincadeira quando o assunto é empreender e investir. Não é questão de sorte e nem de privilégios. No jogo onde eles estão enfiados não existe espaço para amadorismo. Ninguém mostra quantos tombaram no caminho tentando, buscando atalhos, fazendo todo tipo de bobagem e barbeiragem. Muitos morrem tentando, muitos se corrompem. O fato é que não é para amadores. Para deixar o amadorismo de lado é necessário estudo, dedicação, paciência e sangue frio para acumular experiências no mundo real. Muitas vezes isso pode significar pagar caro para aqueles que possuem essa experiência e que também não estão brincando, muito menos estão dispostos a fazer caridade com o conhecimento de possuem (que não foi conquistado gratuitamente). Essa é a realidade.

      • Diego 3 de outubro de 2017 at 18:19 - Reply

        Sim, exatamente isso. Somente os casos de sucesso aparecem, pois são raros. Não é simples e nem para qualquer um. E muitos vão tentar a vida toda e mesmo assim não vão conseguir.
        Tem muita gente que se aproveita da ignorância das pessoas para vender cursos e livros que prometem algo que as pessoas não vão conseguir obter. Mas também concordo que a culpa não é somente de quem vende.

        Por isso a pessoa deve começar aos poucos. Teus artigos, no meu ponto de vista, seguem a linha correta. Tentam mudar a forma da pessoa pensar, para depois explicitar formas de investimento e aí orientar a própria pessoa a decidir.

        Você chegar para uma plateia de meros mortais e jogar um caso de sucesso de alguém que pegou empréstimo, comprou imóveis financiados e depois os vendeu e ficou rico, no mínimo é um aproveitador, ou um sem noção.

  31. Renato 3 de outubro de 2017 at 17:04 - Reply

    A ideia é interessante, mas penso que não serve para todos, pois cada um tem um perfil. Particularmente, penso que até o conceito de riqueza varia de pessoa para pessoa. Para mim ganhar menos mas ter mais tempo para viver é o meu conceito riqueza. Por isso que gosto de investir em ativos que me geram renda e que pagam minhas contas sem ter de trabalhar como ações, fundos imobiliários, aluguéis e outros. Mais um bom artigo, Leandro. Parabéns.

    • Leandro Ávila 3 de outubro de 2017 at 17:06 - Reply

      Obrigado Renato. Realmente não é para todos, por isso mesmo as estatísticas mostram que os mais ricos são, e sempre serão, uma minoria.

  32. johnathan 3 de outubro de 2017 at 17:26 - Reply

    Boa Leandro, eu firmei melhor o entendimento do enriquecimento por alavancagem através do jogo clashflow, inclusive lá praticamos e o entendimento fica bem mais facil de como enriquecer comprando ativos com emprestimos, isso e conhecido como alavancagem apesar do kyiosaki usar o nome de fazer dividas. Quando vc coloca tudo na ponta do lapis, é onde vc ver se vale a pena ou não fazer alavancagem, tudo é bem calculado para esse tipo de investimento. Suas materias me ajudam muito a ter certeza e tirar duvidas do que aprendi com o kyiosaki. Muito esclarecedor.

  33. Elio Tarpani Junior 3 de outubro de 2017 at 17:52 - Reply

    Excelente artigo, uma aula completa de investimentos, sobretudo imobiliários. De tão bom nem tenho dúvidas, somente elogios.

  34. A. Rossi 3 de outubro de 2017 at 17:54 - Reply

    Costumo dizer: Sim tenho dividas, mas tenho bens. Se vender tudo que tenho pago todas minhas dividas e me sobra dinheiro. Estou ficando rico com dividas! Já outros.. se venderem todos os bens ficam com dividas.

  35. Marco 3 de outubro de 2017 at 19:56 - Reply

    Esse livro me marcou muito, embora eu não acredite em tudo que leio por aí. De qualquer forma concordo plenamente que fazer dívidas pode ser saudável. Aos trinta eu comprei um imóvel na planta financiado e o inquilino paga a parcela do financiamento e o condomínio pra mim. Com a redução das cotas de financiamentos habitacionais e com o aumento da entrada para imóveis usados eu vi que seria a hora de financiar um segundo imóvel na planta com juros mais caros e pra minha surpresa meu único investimento foi com a legalização e os juros durante a fase de obra, ou seja, ele foi entregue e está se pagando. Eu apenas não financio um terceiro porque minha renda não aprova e em função da escassez de recursos por parte dos bancos. Eu acho que investir no mercado imobiliário em época de crise é a melhor coisa que se pode fazer pra não ver as poupanças serem corroídas pela inflação.

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:47 - Reply

      Oi Marco. O problema é que as pessoas só pensam em investir no mercado imobiliário quando os imóveis estão caros e a economia está aquecida.

  36. ELISIANE 3 de outubro de 2017 at 20:30 - Reply

    Olá Leandro você faz consultoria á pessoa física? Eu gostaria de auxilio para fazer um investimento e lucrar!

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:45 - Reply

      Oi Elisiane, não faço e defendo a ideia de que devemos aprender o suficiente para depender o mínimo possível desse tipo de consultoria. Mesmo para os que precisam, entender de investimentos permite conversar melhor com o consultor e evitar problemas de conflito de interesses.

  37. André L. B. 3 de outubro de 2017 at 21:33 - Reply

    Ótimo artigo Leandro, parabéns! E muito obrigado pelo vídeo com o Flávio Augusto. O cara é muito fera, é uma pessoa de visão e sabe o que faz e o que diz. Como você costuma dizer, devemos nos cercar de pessoas de excelência. Ele é uma delas.
    Tomara que todos os seus leitores vejam o vídeo e tomem ciência do que ele fala.
    Abraço.

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:36 - Reply

      Obrigado André. Dizem que as pessoas são a média das 5 outras que mais tem contato. Seu cérebro não sabe a diferença entre estar ao vivo diante de alguém falando sobre ideias importantes ou estar na frente de uma tela assistindo a pessoa falando (ou lendo um texto) sobre essas ideias. Tudo é convivência, não importa se é real ou pela internet. O problema é que as pessoas estão constantemente convivendo virtualmente com bobagens e distrações e isso as transforma na média das bobagens que estão consumindo.

  38. Carlos Fernandes 3 de outubro de 2017 at 22:01 - Reply

    Comentários enriquecedores e parabéns pelo artigo Leandro, muito bom. Acredito mesmo é que falar de investimentos com uma população ainda pouco instruída nesse aspecto é uma tarefa muito difícil, principalmente quando se leva em consideração o fato de que a maioria da população brasileira é apenas assalariada( não veem investimentos como fonte de renda) e com um ganho médio mensal de dois mil reais e sente dificuldades em fazer uma poupança junto à caixa econômica, digo assim por que é a mais comum. O que falta mesmo é educação financeira nas escolas, além do que não aprendemos a ser empreendedores na faculdade e sim bons empregados. Como foi dito mais acima, o Brasil não é para empreendedores amadores. Dito isso, concluo que somos um bebê em matéria financeira. Considero que o primeiro passo para que uma pessoa que ainda é iniciante( muitos brasileiros, grande maioria de baixa renda) em matéria financeira é aplicar uma parte do que ganha em poupança e buscar conhecimento para ir reinvestindo seu capital afim de multiplicá-lo. Isso exige esforço e nem todos estão dispostos, além disso investir em cursos, em formação, em educação de uma forma geral sempre é a melhor escolha que uma pessoa possa fazer!

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:32 - Reply

      Oi Carlos. Na verdade as pessoas sentem um tipo estranho de desprezo por livros, cursos, palestras e seus autores. Aqui mesmo as vezes aparece um ou outro falando bobagens sobre pessoas que gastam o tempo dela escrevendo livros, dando palestras e realizando cursos. Muitas dessas pessoas são milionárias, bem-sucedidas e poderiam gastar o tempo delas fazendo outras coisas. O apedrejamento de pessoas que tentam mudar a mentalidade das pessoas é comum, a história está cheia de casos. O fato é que tudo que ainda precisamos crescer na vida está nas coisas que ainda precisamos aprender, nas experiências que ainda precisamos adquirir, habilidades que devemos dominar. Todo o resto é desculpa para ficar parado. A informação existe, os autores existem, só que não existe almoço grátis. As pessoas precisam dedicar tempo e fazer um esforço para aprender e crescer.

  39. Fúlvio 3 de outubro de 2017 at 22:53 - Reply

    Leandro, que visão de mundo esse Flávio Augusto tem, impressionante. Nunca havia ouvido ele falar. Obrigado por proporcionar essa experiência. Foi inspirador.

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:25 - Reply

      Oi Fúlvio. Isso é a visão de mundo de um empreendedor/investidor. É isso que falta na população. Muito dos problemas que enfrentamos é visão de mundo pobre ou distorcida.

  40. Michael Stuart 4 de outubro de 2017 at 1:18 - Reply

    Concordo Leandro que a realidade americana de dividas imobiliarias e bem diferente da realidade brasileira. Acabo de postar aqui sobre algumas diferenças tributarias que realmente favorecem investimentos financiados la fora.

    Se fala aqui muito que “o Brasil nao e para novatos,” Tal vez o mesmo poderia dizer dos EUA. Ate com todas as vantagens do sistema fiscal, legal, etc. Vale lembrar das causas e efeitos da bolha Subprime em 2008, que afetou nao apenas os leigos – mas tambem muitos dos profissionais mais experientes no ramo. Foi pura especulaçao e a grande verdade e que ninguem sabia quando tal bolha estouria.

    Eu acredito interessante tambem se lembrar do grande papel da divida securitizada (securitized debt) naquele evento. Muitos investidores de la nao tiveram a minima ideia como funcionava o instrumento – e os riscos. Francamente eu vejo o mesmo risco com os investidores aqui de hoje atraves dos CRI’s. Quantos investidores brasileiros no instrumento leram o Prospecto e realmente entendem os riscos? Houve um artigo ontem no Valor Economico sobre alguns fraudes nos lastros que ja aconteciam em tais fundos, “mesmo com todos os regulamentos impostos pela CVM.”

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:22 - Reply

      Oi Michael. Eu considero CRI um instrumento arriscado e que somente os investidores mais qualificados deveriam fazer. Até mesmo os fundos que investem em CRI devem ser vistos com cuidado. Não é todo CRI ou CRA que tem boa qualidade e não existe garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

  41. Felipe 4 de outubro de 2017 at 1:30 - Reply

    Olá, Leandro. Não lembro bem onde li uma informação certa vez, que dizia que é ilegal você alugar um imóvel financiado pela Caixa, utilizando o FGTS como entrada, pois, a finalidade do imóvel é sua própria moradia. Isso procede? Obrigado e parabéns pelo site.

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 7:20 - Reply

      Oi Felipe. Existem programas sociais como o Minha Casa Minha Vida onde você não deve comprar o imóvel (que tem subsídios do governo) com a finalidade de colocar outra pessoa para morar (lucrando com isso). Perde o sentido já que o programa é habitacional e não um programa para geração de renda. É necessário olhar o contrato para verificar que tipo de restrições pode ter.

  42. Eugênio 4 de outubro de 2017 at 2:44 - Reply

    Leandro boa noite, mais uma vez quero agradecer pelo excelente artigo e a entrevista somando ao material muita experiência de tudo que você vem nos ensinando através do Clube dos poupadores. Sinto cada dia mais afortunado com os conhecimentos adquiridos a cada artigo; aqui fica meu muito obrigado por proporcionar uma Educação Financeira e um Brasil tão carente e um povo sedento da mesma.
    Parabéns por ser pioneiro neste trabalho que DEUS lhe abençoe.

    Eugênio

  43. souza 4 de outubro de 2017 at 9:34 - Reply

    A teoria do Robert Kiosaki é fantástica, mas para colocar em prática aí vemos a quase que total inviabilidade do que ele fala para a realidade brasileira. Nossa estrutura econômica não permite, por exemplo, uma pessoa comum investir em imóveis sem ter dinheiro ou com pouco dinheiro, mesmo se nossa economia andasse maravilhosa e uma pessoa do exemplo do loteamento comprasse 10 lotes, ele não venderia e tentaria devolver a construtora com prejuízo, são vários os casos de distratos que estão ocorrendo, não existe demanda. Outro fator é que para se crédito para comprar mais de um imóvel o banco não irá conceder pois a pessoa de classe média não irá conseguir comprovar a tal de capacidade de pagamento.
    O que mais existe são grandes imóveis de restaurantes que foram fechados, falidos, várias empresas, salas comerciais vazias, que seriam considerados péssimos investimentos e que quem fosse “fazer à moda de Kiosaki” quebraria.
    Existe uma multidão de pessoas na rua com máquinas de cachorro quente, batendo umas nas outras tentando vender o seu. Quem quiser entrar na competição terá que ralar muito pra conseguir pagar a prestação de sua maquinazinha…
    Enfim, se não fosse o abismo entre a teoria que vende curso e a vida real o brasil não estaria quebrado.

  44. Mauro 4 de outubro de 2017 at 13:05 - Reply

    Sempre é possível aprender algo mais com os seus excelentes artigos. Abraços

  45. Álvaro 4 de outubro de 2017 at 16:06 - Reply

    Leandro obrigado pela resposta. Não sei se o comentário do Diego logo após foi p mim, porém, se sim, foi infeliz e pretensioso. Não sou amador no Ramo de imóveis, sou corretor de imóveis ha 17 anos, fui sócio de uma imobiliária que existe até hj pelo mesmo período, e sou advogado imobiliário. Ou seja sou empreendedor desde que me conheço por gente começando aos 13 com uma barraca de cachorro quente. Então, se a dica do Diego foi p mim guarde-a para vc e não opine (nem invista) no que não sabe (amadorismo). Já sabia da questão do estádio Leandro, inclusive sei de detalhes de como foi todo o processo e como está até agora a recompra da Wise Up, pois participei do power house em maio. Caso alguém se interessar (por empreendedorismo) falo aq o que foi feito até agora, pois , o mesmo descreveu todos os detalhes, chamando isso de TURN AROUND. Em resumo a pergunta foi para ver seu ponto de vista, haja vista, a visão do Flávio, apenas isso.
    Com escopo de aprender mais sobre o mercado vou adquirir os livros como falei. Forte abraço e novamente parabéns pelo trabalho.

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 17:12 - Reply

      Oi Álvaro. Eu não sei nada sobre você. Também não sei nada sobre cada pessoa que deixa comentários aqui. Qualquer pessoa pode digitar qualquer nome e qualquer e-mail nos campos de comentário e nem mesmo sei se você é a mesma pessoa que deixou qualquer outro comentário aqui no site. Todos os dias eu respondo centenas de comentários e encarar qualquer comentário desses como tendo caráter pessoal é um erro.

  46. César Falcão 4 de outubro de 2017 at 16:44 - Reply

    Leandro, vou citar uma frase do próprio Flávio Augusto Silva dita no mês passado num evento em pleno feriadão de 7 de setembro aqui em Recife:
    “Brasileiro não sabe calcular VPL.”

    Daria pra resumir o “Como ficar rico fazendo dívidas” dizendo que basta calcular o VPL considerando o pagamento da dívida e o retorno do ativo, hehehe.

    Grande abraço!

    • Leandro Ávila 4 de outubro de 2017 at 17:13 - Reply

      Seria mais simples e ao mesmo tempo incompreensível para muitos.

      • César Falcão 5 de outubro de 2017 at 13:19 - Reply

        Exato!

        Infelizmente o gap de educação financeira no Brasil ainda é gigantesco.

        Grande abraço!

  47. João Paulo Borges 5 de outubro de 2017 at 5:20 - Reply

    O assunto alavancagem é muito delicado, e eu (amador em finanças/economia) a vejo como a origem das crises econômicas sazonais (quando é realizado como manipulação mal intencionada e claramente irregular de expandir a base monetária gerando um falso crescimento), apesar de ser uma ferramenta (quase) essencial ao empreendedorismo.

    Parem e pensem qual a função de um banco: alavancar!!! Bancos nada produzem, eles vivem de fazer o intermédio entre emprestadores e pegadores de empréstimo (o lucro deles está no meio do processo), assumindo riscos inerentes de inadimplência.

    Quem quer ficar rico com alavancagem (a partir de financiamento bancário/sistema financeiro) está tentando fazer o papel de segundo banco na linha de produção, sendo que a riqueza de fato será produzido quanto tal dinheiro for empregado para se tornar um bem ou serviço (usuário final do crédito).

    Basicamente, vc estará assumindo um risco que os Bancos não quiseram assumir (caso contrário, já estariam fazendo o investimento que vc fez), que é obviamente maior, sendo que no longo prazo o resultado disso é previsível (um prejuízo total de um único investimento pode acabar com os lucros acumulados de muito tempo).

    Quanto a pegar dinheiro emprestado para comprar imóveis e pagar as prestações com o dinheiro do aluguel e ficar com a diferença, por favor, mostrem-me imóveis cujos aluguéis rendam mais do que os padrões da renda fixa (5-7% de ganho real por ano) ou do que os juros imobiliários brasileiros (os melhores entre 8-10% ao ano) que eu saio do meu aluguel na hora, pois tenho um montante que dá mais do que 50% do valor do imóvel que eu moro (alugado).

    Se assim fosse, aluguel seria um ótimo negócio para o dono do imóvel, conclusão que eu não cheguei após inúmeras contas que eu fiz qnd fui morar sozinho (em Brasília, alugueis são entre 0,4-0.6% do valor do imóvel para alugueis de pobre, e esta porcentagem fica ainda menor para apartamentos mais caros).

    Riqueza só pode ser construída com produtividade; o que o Robert ensinou foi apenas observar uma brecha de falta de conhecimento/possibilidade dos seus inquilinos americanos (estes poderiam fazer o mesmo que o Robert ao invés de pagar aluguel à ele, eliminando o Robert como intermediário).

    Quando se fala de produção, o mérito vai recair sobre o quão vc conhece o seu nicho, sabe reconhecer ou criar as demandas acerca dos seus produtos/serviços e o quão é eficiente em produzi-los.
    Tais detalhes são informações que um Banqueiro não tem ou precisaria investir muito tempo para ter e executar, logo, eles não faz e se contenta em apenas te estimular e ficar com uma parcela do lucro.

    Gostaria muito que apontassem falhas nesses raciocínios, pois eu não fico nervoso ao ser contrariado, mas sim tenho oportunidade de rever conceitos e aprender mais.

    • Leandro Ávila 6 de outubro de 2017 at 8:12 - Reply

      É importante lembrar que os modelos usados pelo Kiyosaki levam em consideração as taxas de juros dos EUA. Fazer dívida para investir em imóveis para locação é uma prática que não é viável para todos se os juros forem elevados, aluguel na região escolhida for baixo, se a pessoa não tiver conhecimentos para estudar a viabilidade do projeto. Mesmo assim eu já vi caso no Brasil onde através de dívidas as pessoas constroem seus próprios imóveis para depois alugar. Existe uma grande diferença entre comprar um imóvel pronto e construir uma vila ou um pequeno prédio com diversos imóveis para alugar. Também existe enorme diferença entre construir uma série de imóveis comerciais (como várias lojinhas uma do lado da outra) e comprar apartamentos para alugar para uma família qualquer. Não é meu papel ficar mostrando nada para ninguém sair correndo para fazer o que falei. Não é essa a ideia do artigo. Apenas mostrei que a realidade que as pessoas vivem é bem diferente da realidade que esses empresários e investidores vivem. Normalmente nosso raciocínio tem como base apenas o mundo limitado onde vivemos.

      • João Paulo Borges 10 de outubro de 2017 at 9:05 - Reply

        Entendi.

        Se alguém compra um terreno e controi/reforma/modifica algo, o valor final será diferente e a rentabilidade será comparada ao valor antes do ugprade, que poderá ser interessante.
        Entretanto, nesse intermédio, houve “produção”, pois algo foi criado (investimento em algo real), e essa valorização é relacionada ao trabalho empreendido, muito diferente de comprar pronto e atuar apenas como intermediário.

        De fato quando se fala em mercado imobiliário, logo me vem à cabeça imóveis residenciais, que é o mundo que eu tenho contato como locador.

        Por enquanto, meu contexto é extremamente desfavorável para ser locatário. Ficou claro no rosto do dono do imóvel que eu alugo, que pagou cerca de 350.000 reais (financiado, não quitado) para me alugar por 1.150 mensais (0,32% do valor), ou seja, muito dificilmente ele consegue pagar o valor das prestações com esse valor, porém, ainda que triste, ele se dizia um pouco aliviado por não ter que pagar IPTU e condomínio pelo período que eu me mantiver.

        Existe o conceito de auto-alavancagem? Empreender com negócios pequenos, usando dinheiro poupado por si próprio no decorrer do tempo (rendendo juros em renda fixa), e ir expandindo conforme o sucesso alcançado (ou não).

        Meu incômodo com alavancagem é que basta um insucesso para que o estrago seja muito grande…e se o inquilino do Robert não pagar o aluguel? E se ele não conseguir alugar? A responsabilidade por quitar a dívida será dele e não do terceiro que o Robert nomeou como fonte de enriquecimento (seu inquilino).

        • Leandro Ávila 19 de outubro de 2017 at 12:23 - Reply

          Faz parte do risco, por isso o negócio imobiliário não deve ser visto como renda fixa, mas como um investimento de risco como os de renda variável.

  48. Sergio 5 de outubro de 2017 at 10:02 - Reply

    Olá Leandro. Fiquei feliz com o seu artigo pelo seguinte motivo: lendo a parte referente ao que disse o Kiyosaki minha mente já estava pensando em como são diferentes as realidades econômicas do Brasil e de países desenvolvidos como os Estados Unidos, e eis que me deparo com a parte “Antes de você replicar o modelo” em que você alerta justamente para esse fato. Isso mostra o quão importante tem sido os seus artigos para ampliar a nossa visão nas finanças pessoais e na economia como um todo. Se a Educação Financeira chegasse a mais pessoas, se fizesse parte das matérias ensinadas nas escolas, o país estaria num caminho menos nebuloso com relação ao futuro. Enquanto isso, ficam debatendo se, num país laico como o Brasil, pode ou não haver ensino religioso nas escolas.

    • Leandro Ávila 6 de outubro de 2017 at 8:02 - Reply

      Oi Sergio. Se o sistema de ensino que temos não consegue ensinar nem o básico (ler, escrever e fazer contas) imagine o desastre que seria ensinando religião. Eu acho até que se a educação religiosa no Brasil estivesse mais presente muitos problemas éticos e morais que podemos observar nos políticos, empresários e população seriam reduzidos. Se as pessoas só conseguem evitar uma vida criminosa, sem ética e sem moral ao acreditarem que serão punidas por toda a eternidade (no inferno) que isso seja ensinado para as pessoas. Existem países desenvolvidos onde os valores religiosos são fortes e a sociedade é menos violenta e corrupta. O problema é que no Brasil a corrupção está presente até dentro de algumas instituições religiosas. Temos problemas com falta de educação básica, falta de educação financeira, falta de educação voltada para os valores humanos (ética, virtudes, valores, sabedoria, justiça, etc). A ideia de país laico é muito boa quando você tem uma boa educação e as pessoas buscam sozinhas o estudo dos valores humanos livremente através do estudo de filósofos ou de sua religião preferida. Se filosofia fosse uma matéria presente nas escolas seria possível falar de todos esses valores que envolvem as religiões através do estudo dos filósofos.

  49. RENATO M SOUZA 6 de outubro de 2017 at 11:09 - Reply

    Oi Lenadro!

    Novamente vejo que quando Educador Financeiro fala em dívidas é polemica, relembro do Artigo Dívidas são uma dádiva ou um problema?, http://www.clubedospoupadores.com/educacao-financeira/dividas-dadiva.html , onde tem um video do Educador Financeiro Gustavo Cerbasi com a mensagem Dívidas não são um problema, Mas sim uma Dádiva, entendo neste artigo fica uma mensagem Educador Financeiro falso ou de verdade?, já sobre o Roberte Kiyosaki, a mensagem que fica para mim que ele contribui muito com a educação financeira como autor de livro e péssimo como palestrante.

    Na verdade vejo como é rico de informações os artigos aqui no clube dos poupadores pelos comentários dos leitores que você faz questão de responder cada um e agregando muitas informações que não esta no corpo do artigo.

    Mas uma vez parabéns pelo trabalho.

    • Leandro Ávila 6 de outubro de 2017 at 15:43 - Reply

      Oi Renato. Acredito que dívida no Brasil não é dádiva. A realidade de países onde os juros são baixos é bem diferente. Tem país onde a taxa básica de juros é menor que a inflação. Isso significa que os investimentos mais conservadores e seguros não conseguem evitar a desvalorização do dinheiro. Nessa situação as dívida assumem outro papel. Nada melhor do que ter dívidas com juros baixos enquanto a inflação faz o trabalho de reduzir sua dívida.

  50. Jackson 6 de outubro de 2017 at 15:16 - Reply

    Uma das formas de se enriquecer no Brasil fazendo dívidas é se tornando o credor dela.

    • Leandro Ávila 6 de outubro de 2017 at 15:43 - Reply

      Pois é. As pessoas devem escolher em qual lado da mesa é melhor ficar.

  51. Joana Cunha 7 de outubro de 2017 at 15:20 - Reply

    A forma mais fácil de ver isso são as pessoas que compram iPhone. 99% delas compram financiado em zilhões de parcelas por acharem que iPhone é coisa de rico, fazem isso justamente para fingir que são o que não são. Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso jamais pagará mais de 1k em um celular no Brasil.

    A porcentagem de endividados e de pessoas que vivem de aparências no Brasil é bem maior que os 60%. A classe média é o câncer do Brasil.

    • Leandro Ávila 19 de outubro de 2017 at 12:33 - Reply

      Oi Joana. A classe média não é um câncer. A classe média é justamente a que faz o verdadeiro câncer sobreviver. Por ser ignorante financeiramente ela gasta tudo que ganha sendo que para cada 100,00 que recebe 27,5% vai para o imposto de renda. O que sobra ela gasta no consumismo sendo que 50% do preço dos produtos que compra também são impostos. Como o dinheiro é insuficiente ela pede emprestado para o banco e os juros que ela paga remunera o banco, o governo (mais impostos) e o investidor que emprestou dinheiro para o banco emprestar para a classe média. A classe média é que sustenta todos. No dia que a classe média acordar, o sistema cai. Por isso não existe nenhum interesse em torno da popularização da boa educação financeira.

  52. Neuri E Senger 13 de outubro de 2017 at 17:31 - Reply

    Hoje li seu artigo acima. Confesso que gostei, estou aprendendo a pensar em poupar e investir. Gostei do vídeo inserido no contexto. Sou professor de historia e aprendiz de economia, muitas coisas ditas no vídeo valem para repensar a educação e também o empreendedorismo. Parabéns!

  53. Rodrigo Machado 17 de outubro de 2017 at 14:53 - Reply

    Leandro, Boa Tarde. Lendo seus artigos sobre a NAC, acho que você quem deveria ter dado a palestra. kkkkk

    Brincadeiras à parte… seus artigos trazendo à realidade brasileira tem sido ótimos. Obrigado.

  54. Pablo 23 de outubro de 2017 at 22:23 - Reply

    Olá Leandro! Esse final de semana assisti ao filme Fome de Poder, que relata a história dos irmãos que criaram o McDonald’s. O sr. Kroc que adquire os direitos da marca me lembra muito esses tipos de investidores como o Sr. kiyosaki, que têm ganância de crescer, mas que também não têm consciência na hora de deitar a cabeça no travesseiro.

    • Leandro Ávila 29 de novembro de 2017 at 11:51 - Reply

      Oi Pablo. O homem mais rico do Brasil produz e vende bebidas alcoólicas e é dono de uma lanchonete concorrente do McDonald’s. Todos os dias milhares de pessoas morrem vítimas do álcool através de doenças, acidentes e violência. Milhares morrem por doenças provocadas por uma alimentação desregrada, desbalanceada. Ele vende aquilo que a ignorância das pessoas compra, vende o que nutre o vício alheio. Devemos reduzir esse nível de ignorância dentro da nossa família, entre nossos filhos e amigos.

  55. Diego Pereira 24 de outubro de 2017 at 15:21 - Reply

    Conteúdos incríveis Leandro. Parabéns.

    Que você continue crescendo em conhecimento e sabedoria.

    Obrigado por compartilhar o que sabe.

  56. Willian Cabral 27 de outubro de 2017 at 21:33 - Reply

    Olá, Leandro. Obrigado pelos ensinamentos e pelo canal de conhecimento. A questão da alavancagem é sim uma forma especial de enriquecimento. Eu gostaria de trazer um simples exemplo para nossa realidade. Digamos que a pessoa monte um projeto nesse molde do Kiosaki no BR. Ela compraria um imóvel bom por $500.000. Com entrada de 10%, financiaria $450.000. No BR cada $100.000 equivale a $1000 de prestação. Então, nossa prestação começaria em $4.500 / mês.
    Devemos acrescentar as despesas com ITBI, Escritura, Registro e pequena reforma.
    O aluguel seria de $2.000/$2.500.
    Pelos meus cálculos, a prestação e o aluguel só serão iguais depois de 15 anos.
    Então, Eu pergunto ao amigo e aos demais participantes, onde estaria a viabilidade?
    Sem querer alongar, a única forma de dar certo seria através de um consórcio cuja prestação seria idêntica ao aluguel… masssssss… existe pouca chance de Vc ser logo sorteado… Obrigado a todos…

    • Leandro Ávila 29 de novembro de 2017 at 11:45 - Reply

      A questão é que existem 1001 formas de investir. Tem gente que com R$ 500.000 compra um terreno barato na periferia, constrói uma vila de casas simples e de baixo custo (lembra da vila do Chaves?) aluga esses imóveis e cria uma fonte de renda. Só que essa pessoa faz isso com dinheiro dos outros e nem sempre esse dinheiro é dinheiro do banco. A pessoa poderia reunir um grupo de pessoas interessadas em investir.

  57. Marcia 31 de outubro de 2017 at 7:54 - Reply

    Bom dia Leandro. Em relação a esse artigo tenho uma dúvida: eu comprei um pequeno apartamento em um desses empreendimentos que ficam ao lado de um shopping. Paguei 95% até agora e vou receber talvez em abril ou maio/2018. O problema é que fiquei com a sensação de feito um negócio ruim. Acho que comprei por um preço elevado, não sei se vou ter retorno com aluguel, ainda vou ter que pagar os impostos quando ele ficar pronto e pior de tudo: reduzi meus investimentos para 1/3 do que tinha. Eu sei que agora é complicado mas será que não seria melhor vender ( na melhor oportunidade) e investir em algo mais rentável?

    • Leandro Ávila 29 de novembro de 2017 at 11:41 - Reply

      Oi Marcia. É uma pergunta que só alguém com todos os detalhes sobre os planos que você tem para sua vida, seu perfil, seu imóvel, pode responder.

  58. Paulo Leonel 6 de novembro de 2017 at 15:22 - Reply

    É alavancagem pura e simples. Como nas Empresas, o Passivo financia o Ativo, a diferença entre os dois é o líquido ganho ou, infelizmente as vezes, perdido. Como alguém postou acima, o problema é aplicar bem os recursos disponíveis para geração de riqueza.

  59. Karla 6 de novembro de 2017 at 19:17 - Reply

    Estranhei a estranheza da plateia quanto a esses pontos já que no próprio livro há notas explicativas sobre nem todos os conceitos do livro serem aplicáveis ao cenário econômico brasileiro. Tem vários anos que o li, mas me lembro perfeitamente das notas em relação a questão tributária, taxa básica de juros e mercado imobiliário…

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