5 etapas do enriquecimento

O processo de enriquecimento financeiro passa por cinco etapas diferentes. Você pode escolher uma dessas etapas para estacionar ou pode avançar para as próximas etapas. O interessante é que essas etapas são personalizareis.

Pode parecer estranho, mas ser rico depende da sua capacidade de definir quanto você considera suficiente. Veremos nesse artigo que se você for incapaz de definir esse “suficiente” acabará sendo e se sentindo uma pessoa eternamente carente de recursos financeiros. Mesmo tendo uma renda elevada e muitos bens, vai continuar sendo e se sentindo pobre, embora as aparências possam esconder essa condição.

Veremos nesse artigo que tudo dependerá da sua capacidade de limitar o seu estilo de vida e não de expandir o seu estilo sem limites.

As definições abaixo estão no livro chamado “MONEY Master the Game” onde o autor descreve o que seriam os cinco sonhos financeiros que as pessoas poderiam definir como metas. Os resumos em texto e áudio (português) estão disponíveis nesse serviço aqui que utilizo e recomendo, especialmente se você é uma pessoa que não tem tempo para ler livros inteiros. Os resumos em áudio são ótimos para aprender no tempo que você gasta no trânsito.

Os cinco sonhos que ele descreve no livro, que chamarei de etapas, são:

  1. Segurança financeira – seus investimentos pagam todas as suas despesas básicas. 
  2. Vitalidade financeira – seus investimentos pagam o básico e metade do seu estilo de vida.
  3. Independência financeira – seus investimentos pagam o básico e todo o seu estilo de vida.
  4. Liberdade financeira – seus investimentos pagam o básico, seu estilo de vida e até 3 itens de luxo (grandes sonhos de consumo).
  5. Absoluta liberdade financeira – seus investimentos pagam tudo que você desejar. Querer é poder, mas mesmo assim é necessário ter limites sobre esse seu “querer”.

Etapa 1: Segurança Financeira

Segundo o autor do livro, você atingirá sua “Segurança Financeira” quando a renda gerada pelos seus investimentos (juros, dividendos, aluguéis, lucros, etc.) for capaz de pagar todas as suas despesas básicas.

Muitos educadores financeiros brasileiros já chamariam isso de independência financeira. Lá fora, pagar suas despesas com a renda passiva dos seus investimentos representa apenas uma segurança financeira e não uma independência financeira.

No nível que educação financeira que a população brasileira se encontra, a segurança financeira talvez fosse ter uma reserva de dinheiro para emergências com o objetivo de não ficar no vermelho, no caso de uma demissão ou de um problema grave.

Ainda precisamos lutar para convencer as pessoas de que dívidas não são dádivas no Brasil (juros absurdos), cheque especial e rotativo do cartão não são reservas para emergências. Esses recursos são grandes armadilhas para as finanças das pessoas.

O autor considera como despesas básicas:

  1. Aluguel ou as prestações do seu imóvel financiado (lá nos EUA os imóveis são financiados com taxas ridiculamente baixas quando comparamos com a realidade brasileira);
  2. Despesas fixas relacionadas com a sua casa como água, luz, internet, telefone, gás, condomínio, etc;
  3. Compras mensais no supermercado;
  4. Despesas com transporte (ônibus, metrô, gasolina, despesas com carro ou outros veículos);
  5. Custos com seguros como o seu plano de saúde.

Aqui não temos boa educação pública. Despesas com educação também são básicas.

A segurança financeira seria ter dinheiro suficiente para pagar todas essas despesas mensais sem precisar tirar esse dinheiro do seu salário ou renda que originou do seu trabalho. Esses recursos viriam da rentabilidade do seu patrimônio investido: títulos públicos, privados, ações, imóveis alugados, fundos imobiliários, negócios, etc.

Conquistar sua segurança financeira é algo possível e desejável para todos os bolsos. Não tem relação com a ideia de ser rico, mas com a ideia de ter uma vida financeira tranquila, estável, equilibrada, com menos preocupações com relação ao futuro, com a possibilidade de fazer melhores escolhas com relação ao trabalho, etc.

Essa segurança poderia ser a base necessária para aproveitar oportunidades de trabalho melhores ou até iniciar um pequeno negócio (investimento) para iniciar uma etapa voltada para um maior nível de enriquecimento.

Observe que, até aqui, isso não tem nenhuma relação com ser uma pessoa rica, pobre ou de classe média.

O motorista de uma família aparentemente rica pode conquistar segurança financeira para um custo de vida baixo, enquanto seu patrão vive endividado e cheio de problemas financeiros para manter um custo de vida alto.

O custo de vida de alguém que mora em um bairro padrão, dentro de uma casa simples é bem menor que o custo de vida de alguém que vive em um imóvel sofisticado no bairro mais luxuoso da cidade.

Sua despesa com água, energia e gás podem ser muito elevada se a sua casa tem uma enorme piscina aquecida, vários banheiros e cômodos para lavar. Sua despesa pode ser pequena se a sua casa tem apenas um banheiro. A despesa com transporte pode ser a manutenção de uma bicicleta ou o combustível e a manutenção do seu helicóptero particular.

Um motorista ou empregado doméstico, pode ter atingido a segurança financeira conduzindo sua vida com simplicidade, mas sem dificuldades financeiras. Já o seu patrão, visto como rico, pode estar longe da segurança por ter se prendido a um custo de vida caro que impede a formação de patrimônio e investimentos capazes de gerar renda.

No final do artigo, veremos um cálculo simples que o autor apresenta para calcular quanto custaria a sua segurança financeira ou independência financeira.

Etapa 2 : Vitalidade Financeiro

Agora imagine como seria maravilhoso se os seus investimentos fossem capazes de gerar a renda necessária para pagar suas despesas básicas e pagar metade do seu estilo de vida.

Essa seria a etapa intermediária entre a segurança financeira e a independência financeira.

Escritor inglês

Nesse caso, a renda gerada através do recebimento de juros, dividendos, aluguéis, lucros, etc; também pagariam a metade do seu custo com roupas e entretenimento (tv a cabo, cinema, restaurantes) e pequenos luxos como poder pagar uma academia, clube para praticar esportes, tratamentos estéticos, cosméticos caros, passeios, viagens de férias, etc.

Para o autor do “MONEY Master the Game” isso seria atingir a etapa de “Vitalidade Financeira”. Mesmo parando de trabalhar, os seus investimentos garantiriam a renda que você precisa para manter suas despesas básicas e 50% do seu estilo de vida.

O que definiria seu estilo de vida seriam todas as despesas que estão acima do básico, ou seja, todas que você poderia cortar imediatamente caso fosse demitido ou tivesse um corte na sua renda. É tudo aquilo que não é essencial para a manutenção da sua família, mas que tornam sua vida mais agradável e confortável.

Etapa 3: Independência Financeira

Nessa fase todos os custos do seu estilo de vida atual seriam cobertos pelos juros, lucros, aluguéis e  dividendos dos seus investimentos.

Antes de continuar preciso fazer algumas considerações. Observe que não estamos falando em ser rico ou pobre.

O motorista de um empresário rico pode ter a independência financeira que o patrão não tem. Tudo depende do custo de vida e estilo de vida de cada um.

Quanto maior for o seu custo e estilo vida, menos recursos terá para construir o seu patrimônio. Sem patrimônio para investir, você não terá a renda passiva que pagará o seu custo e estilo de vida.

A sofisticação vai na contramão da sua independência financeira.

Quanto maior for o nível de sofisticação na sua vida presente, menor a possibilidade de garantir esse mesmo padrão de sofisticação no futuro, quando não for possível trabalhar tanto ou quando as oportunidades de trabalho atuais não estiverem presentes no futuro.

Pior do que ter um estilo de vida simples, é se viciar com um estilo de vida sofisticado que você não pode manter por muito tempo e depois ser forçado pela realidade a adotar um estilo simples.

Padrões de consumo elevados e gostos sofisticados dificultam atingir qualquer nível de segurança, vitalidade ou independência financeira. Um estilo de vida mais simples, na fase de acumulação de recursos, facilita muito as coisas.

Carnavalesco brasileiro

Tente observar que será impossível atingir qualquer nível dessas cinco etapas do enriquecimento se você não for capaz de definir um estilo de vida limite ou satisfatório.

Atingir a independência financeira depende da identificação clara do estilo de vida que será suficiente para fazer você feliz.

Se você não tem limites, terá que correr atrás do dinheiro para sempre, pois nenhuma quantia será suficiente para pagar despesas, luxos e sofisticações crescentes. Sempre existirá um carro mais caro que o seu. Sempre existirá uma casa mais cara do que a sua. Você precisa estabelecer um limite.

Cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico italiano.

O autor diz que a independência financeira significa que o seu dinheiro será seu escravo. Você poderá deixar de trabalhar pelo dinheiro e ele passará a trabalhar para você.

Isso é uma bobagem. O seu dinheiro não trabalha. As pessoas é que vão trabalhar pelo seu dinheiro e com isso você poderá parar de trabalhar pelo dinheiro dos outros.

Quando você investe através de um banco, seu dinheiro será emprestado para alguém. Essa pessoa vai trabalhar para pagar os juros que é o aluguel do seu dinheiro. Quando você empresta seu dinheiro para o governo através dos títulos públicos alguém vai ter que trabalhar para pagar os impostos que serão usados para pagar os juros que você receberá. Encare os juros que você recebe quando investe em títulos públicos como a devolução dos impostos que você paga. Quando você aluga um imóvel, alguém trabalha para pagar o aluguel que você recebe.

Independência financeira não é fazer o seu dinheiro trabalhar para você. É fazer os outros trabalharem pelo dinheiro, bens e imóveis que você conseguiu acumular ao abrir mão de um custo e estilo de vida mais elevado no presente para ter esse benefício no futuro.

Etapa 4: Liberdade Financeira

Na etapa da liberdade financeira você tem condições de pagar por itens de luxo sem depender do seu trabalho, utilizando apenas os ganhos com seus investimentos.

O autor definiu três itens de luxo, mas isso não é regra. Poderia ser uma casa de praia, um carro de luxo, uma longa viagem de férias todos os anos ou até iniciar um projeto social.

Um dos três homens mais ricos do mundo.

Aqui você também não precisa ser o homem mais rico do mundo para atingir esse nível.

Uma casa de praia para o seu vizinho pode ser um quarto e sala em um enorme condomínio no meio de uma praia popular do estado onde mora. Para você uma casa de praia pode ser uma mansão com 10 quartos e três piscinas nas Bahamas ou em alguma praia paradisíaca do Caribe.

Um carro de luxo para você pode ser um Lamborghini que custa milhões e para o seu vizinho pode ser um carro de entrada de uma marca de luxo como um Mercedes-Benz Classe A, que ainda poderia ser usado.

Seu vizinho pode considerar um luxo fazer uma viagem pelas principais praias do Brasil e você pode considerar um luxo uma longa viagem internacional pelas praias mais sofisticadas do mundo.

O que é luxo para uma pessoa, pode não ser o luxo da outra.

Quanto mais sofisticado for o seu luxo, mais distante a sua liberdade financeira estará de você.

Etapa 5: Absoluta liberdade financeira

Nessa fase você já tem tudo que gostaria de ter apenas com os rendimentos dos seus investimentos e ainda é capaz de realizar os sonhos das pessoas que você gosta. Sua riqueza começa a transbordar. Além de beneficiar a sua vida, começa a impactar a vida das outras pessoas.

É nessa fase que as pessoas tendem a criar fundações, projetos sociais ou passam a trabalhar sem qualquer preocupação com o dinheiro. Elas já possuem tudo que gostariam de ter. Já trabalham por opção naquilo que gostam de fazer.

Para quem tem desejos e sonhos de consumo ilimitados essa etapa nunca será atingida.

Advogado, presidente da África do Sul de 1994 a 1999, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993.

Como calcular o preço

O autor do livro apresenta uma maneira simples de descobrir quanto você precisa para atingir a independência financeira.

Calcule quanto você precisa ganhar todos os anos para pagar todas as suas despesas e gastos anuais. Multiplique esse valor por 20 e você saberá quanto precisa acumular. O autor supõe que você seria capaz de investir esse dinheiro recebendo 5% de rentabilidade acima da inflação todos os anos.

Vamos imaginar que você fez seus cálculos e descobriu que se recebesse R$ 10 mil por mês de rendimentos isso seria suficiente para pagar todas as suas despesas mensais e todos os custos com seu estilo de vida. Isso significa que você precisaria de R$ 120 mil para que trabalhar se tornasse algo opcional e mesmo assim seu estilo de vida seria garantido.

Multiplicando esses R$ 120.000 anuais por 20 teríamos R$ 2.4000,000,00. Ao investir esse patrimônio de R$ 2.4 milhões conseguindo 5% de rentabilidade líquida (já com taxas, impostos e inflação descontada) você teria seus R$ 120.000,00 anuais ou R$ 10.000,00 mensais garantidos.

Se o seu estilo de vida custasse R$ 50.000,00 por mês sua necessidade anual seria de R$ 600.000,00. Para receber isso todos os anos através dos seus investimentos seria necessário acumular um patrimônio de R$ 12.000.000 com rendimentos de 5% líquidos ao ano.

Todos esses valores são presentes. O dinheiro perde seu poder de compra com o passar do tempo e quando digo R$ 12 milhões no presente você deve considerar que no futuro você deverá ter a quantia que hoje teria o poder de compra de R$ 12 milhões. Por esse motivo você deve considerar a rentabilidade acima da inflação, que no exemplo foi de 5% acima da inflação.

É claro que aqui entra a sua capacidade de fazer o seu dinheiro render e de correr riscos maiores por retornos maiores. Pessoas com mais conhecimento sobre o mundo dos investimentos terão um leque maior de possibilidades, especialmente quando atingirem patrimônios maiores.

Um dos homens mais ricos do mundo. Fundador do Facebook.

Quanto maior for a rentabilidade dos seus investimentos, menor o sacrifício na fase de acumulação do patrimônio e menos recursos você precisará ter para gerar a renda passiva que precisa para ser independente.

By |25/10/2017|Categories: Enriquecimento|98 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

98 Comments

  1. Fabio Marcos Frasão 25 de outubro de 2017 at 10:51 - Reply

    Leandro

    Obrigado por ampliar o conhecimento financeiro nesse tema.
    Em breve análise (sempre releio os posts em momento futuro) , pensei que tivesse atingido a Independência Financeira aos 44 anos. Descobrir que estou na Vitalidade Financeira só incentiva a não esmorecer.

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 11:19 - Reply

      Parabéns Fabio! Com o tempo temos duas tendências. Uns vão sofisticando e complicando seus gostos com a idade. Antes se contentavam com menos e com o tempo passam a exigir mais. Outras pessoas seguem o caminho contrário. A maturidade faz a pessoa encontrar satisfação na simplicidade. O que antes encantava, deixou de ser encantador. Ao enriquecer por dentro, você fica menos dependente das muletas que o dinheiro pode comprar. Com isso um maior nível de independência se torna mais viável e realista.

      • Sérgio 28 de outubro de 2017 at 4:52 - Reply

        Sim,isso np meu caso é bem verdade!Eu aos vinte e poucos anos era completamente apaixonado por carros de alta cililindrada…Caí nisso mas aprendi com a queda.

        Agora vejo isso como um grande passivo que empobreçe a olhos vistos!

        • Leandro Ávila 30 de outubro de 2017 at 7:48 - Reply

          Oi Sérgio. Para quem ainda precisa ter uma maior estabilidade/independência financeira, esse tipo de paixão pode ser um problema. Para quem já tem muito sobrando para essas paixões, não tem problema.

  2. Cleiton Oliveira 25 de outubro de 2017 at 11:10 - Reply

    Excelente artigo Leandro. O segredo está na imposição de um limite de gastos. Por isso, que muitas pessoas não conseguem chegar na primeira etapa. Pela explicação do autor, estou na etapa 3 😉

    Um grande abraço!

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:35 - Reply

      Os nossos desejos de consumo e os prazeres que o consumismo oferecem são ilimitados. Sem limites e controle é impossível sair do lugar.

  3. Alcides 25 de outubro de 2017 at 11:12 - Reply

    Ola professor Leandro, artigo fantástico ,muito obrigado pelos ensinamentos esse é o tipo de artigo que pode-se chamar de verdade absoluta.
    abraços

  4. Jonas Alves Miranda 25 de outubro de 2017 at 11:29 - Reply

    Excelente artigo professor Leandro,
    Estou lutando para sair da fase de eliminação de dívidas para virar poupador com o sonho de chegar na primeira etapa de enriquecimento. Estou cortando o máximo de gastos, usando o menos possível o cartão de crédito. Seus artigos me dá MT motivação para não desanimar.

  5. mauro kaercher 25 de outubro de 2017 at 11:35 - Reply

    Olá! Como de praxe, o autor nos presenteia com outro belo e útil artigo; parabéns!

  6. Jean 25 de outubro de 2017 at 11:49 - Reply

    Se um dia eu conseguir chegar na metade de seu conhecimento e expertise já seria suficiente. Parabéns pelo ótimo post.

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:32 - Reply

      Obrigado Jean. O segredo para aprender qualquer coisa é 15 ou 30 minutos por dia de dedicação, lendo ou estudando. Só que precisa ser todo dia por todos os dias.

  7. Carlos Alberto Barbosa 25 de outubro de 2017 at 12:08 - Reply

    Obrigado Leandro. Mais uma oportunidade de enriquecimento interior e conhecimento.Sucesso e Prosperidade.

  8. Danicio 25 de outubro de 2017 at 12:15 - Reply

    Leandro, muito obrigado por compartilhar esse conteúdo!

    Particularmente, eu tinha uma visão equivocada da independência financeira. Separá-las em etapas é didático e esclarecedor.
    Outro ponto importantíssimo é a clareza ao tratar da “mágica dos juros compostos”… Não existe milagre… Para alguém receber juros, outro tem que pagar juros. Sensacional! Meus parabéns!

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:28 - Reply

      Oi Danicio. Alguém do outro lado da mesa trabalhou pelo seu dinheiro ou pelos bens que você alugou. Dinheiro não trabalha para ninguém, mas as pessoas trabalham pelo dinheiro. Não existe mágica.

  9. Simplicidade e Harmonia 25 de outubro de 2017 at 12:32 - Reply

    Leandro,

    Excelente post. Eu não conhecia tais etapas.

    “A maturidade faz a pessoa encontrar satisfação na simplicidade.”
    Gostei muito da sua resposta, pois muitas vezes o excesso nos afasta cada vez mais dos nossos objetivos financeiros, pois novas “necessidades” são criadas todos os dias pelas indústrias.

    Gostei da frase do Leonardo da Vinci!

    Abraços,

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:21 - Reply

      O sistema vive da criação constante de necessidades e de convencer você de que elas são importantes. Estão fazendo o trabalho deles. Cabe a nós fazer o nosso.

  10. Carlos 25 de outubro de 2017 at 12:59 - Reply

    Olá Leandro, agora eu fique até meio triste (rsrs). Os rendimentos de minhas aplicações financeiras rondam a casa dos 2 mil reais (um mês mais, outro menos e tal). Porém, isso não paga nem metade dos meus gastos básicos. Achei que estava indo bem. Todo mês eu guardo dinheiro, estou aumentando o patrimônio. Mas o artigo serviu para eu ver que ainda há muito a fazer. Valeu. Abraços. Carlos

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:17 - Reply

      Oi Carlos. Você deve ficar feliz. A última pesquisa que li sobre o assunto dizia que apenas 4% dos brasileiros poupa alguma coisa pensando no futuro. Entre 143 países somente 11 possuem índice tão baixo. A renda média do brasileiro é de R$ 2.351,00. Se você consegue R$ 2.000,00 através da renda dos seus investimentos, isso significa que você ganha, sem trabalhar, quase o que a média dos brasileiros ganham trabalhando o mês inteiro. Comemore, mas não se limite a isso caso acredite no seu potencial.

      • Carlos 25 de outubro de 2017 at 14:58 - Reply

        Muito obrigado!!! Vou continuar no mesmo caminho. Sempre lembro que meu inicio foi lendo seus artigos. Espero que outras pessoas também trilhem o mesmo caminho. Seu trabalho é muito importante socialmente!

      • Laylla 1 de novembro de 2017 at 18:09 - Reply

        Leandro, esta sua resposta me fez repensar a forma que me cobro em relação aos meus investimentos. Claro que devemos sempre querer alcançar o máximo do nosso potencial, mas às vezes devemos olhar o quadro geral do local que estamos inseridos, e nos elogiar também em relação àquilo que já conquistamos. O nosso “pouco”, pode ser muito mais do que muitos ganham.
        E, claro, continuar perseguindo nossos objetivos!
        Obrigada por mais um excelente artigo.

  11. Stenio 25 de outubro de 2017 at 13:18 - Reply

    Caro Leandro!

    Parabéns e obrigado por a cada dia fazer eu me educar financeiramente e intelectualmente. Me sinto mais Maduro em ler seus artigos. Acho também que a maturidade e a independência financeira nos tornam mais realizados. E hoje vivo justamente a buscá-la (independência financeira), através da consciência nos gastos e investimentos inteligentes.
    Muito obrigado!!!

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 13:37 - Reply

      Oi Stenio. Acho que independência financeira sem amadurecimento é praticamente impossível. Sem amadurecimento as pessoas se comportam com as crianças no teste do marshmallow. https://www.youtube.com/watch?v=a4h_iMK9ZiA Por isso defendo a ideia de que o enriquecimento começa de dentro para fora.

  12. Ricardo 25 de outubro de 2017 at 13:19 - Reply

    Olá, Leandro. Como você acha que uma família pode mudar de mentalidade, a fim de adquirir independência financeira? Mudar esse nível de sofisticação, viver de maneira mais simples, sem abdicar do que é importante, dos gastos básicos. Como você pensaria em fazer isso?

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 14:04 - Reply

      Oi Ricardo. A sofisticação é um vício. Quanto mais sofisticação, menos elas preenchem o vazio e a pessoa tende a buscar algo cada vez mais e mais sofisticado. Ela vai se prendendo, se limitando e se aprisionando sem perceber. Em pouco tempo ela está amarrada a gostos muito específicos, raros e caros. Funciona como um vício. Só existe uma forma de largar um vício. Essa forma é “QUERER”. Só que esse QUERER precisa ser maior do que o próprio vício e antes do QUERER a pessoa precisa passar pela fase do “PRECISAR” largar o vício e depois pela fase do “DESEJAR” largar o vício. Normalmente as pessoas só percebem que precisam depois que enfrentam algum problema que consiga relacionar ao vício. Depois elas passam a desejar a mudança e vai chegar um momento que a chave vai girar e ela vai realmente querer. É difícil obrigar alguém que não quer mudar a querer mudar, especialmente se ela encontra nesse vício um sentido para sua vida, algo que preenche seus vazios.

  13. Elisangela 25 de outubro de 2017 at 13:36 - Reply

    Muito bom artigo Leandro, Depois que comecei a minha educação financeira percebi que não precisamos de muito (ostento) para viver e que menos é mais. Gratidão por não só por nos mostrar o caminho como por mostrar em qual fase estamos! Valeu Leandro.

  14. Fernando 25 de outubro de 2017 at 13:47 - Reply

    Olá Leandro. Gosto muito dos seus artigos e comentários pois a maioria deles vão ao encontro ao que penso. Sinto um conforto em lê-los pois às vezes me sinto sozinho nos meu conceitos pois a grande maioria da sociedade vai para um caminho totalmente oposto. Sua capacidade de expressão e escrita; a visão psicológica e conceitual; sem falar no conhecimento técnico são sensacionais. Às vezes transmitem coisas que nem eu sabia que pensava/acreditava. Realmente meus parabéns! Agora em relação ao artigo, considero que estou na etapa 4.Liberdade Financeira e buscando nos próximos 10 anos alcançar a etapa 5. Para isto, pedi demissão do meu trabalho há 1 ano e estou com foco total aumentar meus conhecimentos em investimentos (assunto que sempre gostei) para acelerar a multiplicação do capital. Espero que dê certo.

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 14:13 - Reply

      Oi Fernando. Parabéns por chegar nessa fase! Você está sozinho mesmo. Como falei em outro comentário, a situação do brasileiro com relação a educação financeira é crítica, uma das piores do mundo. É natural que você não encontre apoio e pessoas preparadas para entender o que você está fazendo.

    • Robim 25 de outubro de 2017 at 20:59 - Reply

      Parabéns cara!!! Show!

  15. Henrique 25 de outubro de 2017 at 13:59 - Reply

    Parabéns Leandro.

    Existem autores que criaram regras simplificadas. Uma que eu gosto é a seguinte:

    Se os seus rendimentos através do patrimônio investido equivalem ao dobro das suas despesas mensais vc atingiu a independência. Pois vc gasta metade dos rendimentos e reinveste a outra metade garantindo dessa forma a atualização do patrimônio.

    O que vc acha dessa estratégia?

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 15:08 - Reply

      Oi Henrique. Como você mesmo disse, é mais uma forma de simplificar para que as pessoas possam entender sem fazer muita força.

  16. Guilherme 25 de outubro de 2017 at 15:15 - Reply

    Oi, Leandro.

    Sou contra em ficar fazendo conta para independência financeira. Acho que se fantasiou a independência financeira de uns tempos pra cá. E as pessoas parecem fissuradas em parar de trabalhar e ficar numa rede o dia inteiro. Acho que não é bem assim.

    Ironicamente, as pessoas que chegarão/chegaram nesse nível, provavelmente têm paixão em servir ao mundo, como vc mesmo é um exemplo. E imagino que vc mesmo não ficou fazendo tantas contas no início.

    Meu lema: trabalhe, dê o melhor de si, seja sempre melhor do que ontem e nunca subestime as surpresas do futuro. A vida não é uma linha reta e a pessoa deve sempre estar pronta para dar o melhor de si. As recompensas, assim, serão fantásticas.

    Um abraço!

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 17:33 - Reply

      Oi Guilherme. Isso é natural no início da escalada. Uma vez estava vendo um empresário falando que no início tinha um sonho de ganhar muito dinheiro para comprar um porsche 911. Ele ficava muito motivado com isso. Colocou fotos do porsche no fundo da tela do computador. Todo dia ele olhava as fotos do porsche. Foi trabalhando, fazendo o negócio dele crescer e todo dinheiro que conseguia poupar era para o sonhado porsche. Ele logo viu que para crescer precisava se desenvolver, aprender novas coisas, desenvolver habilidades que não tinha, etc. Nessa jornada de melhorar ele foi ampliando seus horizontes. Até que chegou o dia que ele tinha dinheiro suficiente para comprar não só um porsche, mas vários porsches… Naquele momento, quando ele não estava mais na base da montanha, ele viu como era bobo o sonho de ter um porsche, só que esse era o melhor sonho que ele poderia ter diante do que ele era no início da caminhada. Por isso, faz todo sentido para quem está iniciando pensar na independência financeira como a possibilidade de não trabalhar nunca mais. Esse é o porsche que a pessoa escolheu para mirar. A grande verdade é que você pode mirar em qualquer coisa no início. Quando você estiver lá no topo, você não será a mesma pessoa que mirou no porsche ou na independência financeira como uma forma de não trabalhar. O fato é que as pessoas precisam de um alvo, mesmo sendo um alvo bobo. É o melhor que elas podem fazer no início.

      • Renata 26 de outubro de 2017 at 11:07 - Reply

        Olá Leandro!

        Como sempre, ótimo artigo!

        Acho que esse assunto do comentário acima, de precisarmos de um alvo (mesmo que bobo), mas que através da ampliação dos horizontes, amadurecimento financeiro e da pessoa não ser mais a mesma devido ao crescimento que o aprendizado de novas coisas traz, poderia virar um artigo do Transcendência Financeira (ou aqui do Clube mesmo)! Fica a sugestão! Muito obrigada por compartilhar seus conhecimentos!!

  17. Solange 25 de outubro de 2017 at 15:23 - Reply

    Oi Leandro. Já há algum tempo venho acompanhando o seu trabalho e descobrindo esse mundo novo de ganhar, economizar e investir. Eu não tenho problema em economizar, mas no passado eu não tinha uma meta, um objetivo. Então, abri uma nova poupança que o gerente do banco não queria abrir argumentando que eu já tinha uma. Eu falei que queria outra e que seria a conta da aposentadoria. Desde então sei que cada centavo que vai para essa conta será o meu futuro amanhã.

    Estou lendo muitos livros e li esse livro Money: master the game. Ele me mostrou o poder dos juros compostos e a importância de economizar todos os meses. Recomendo também The Richest Man of Babylon. Esse livro eu li em pdf da net no original em inglês.

    Obrigada pelos seus conselhos, gosto muito do seu blog e recomendo para meus amigos.

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 17:34 - Reply

      Oi Solange. Parabéns! Você já está fazendo o mais difícil. Agora você só precisa continuar seus estudos para aprender mais sobre investimentos que rendem mais que a poupança e que são tão seguros/conservadores quanto ela. Esse seria o próximo passo.

  18. Ranielli 25 de outubro de 2017 at 15:28 - Reply

    Ainda estou na fase 1…mas com bastante trabalho chegarei à fase 5!

  19. john 25 de outubro de 2017 at 15:56 - Reply

    Leandro boa tarde, acompanho seus artigos a pelo menos menos um ano e hoje fiquei feliz ao descobri que encontro-me na etapa 2, sempre fui ligado nestes assuntos de educação financeira e investimentos, sou funcionário público aposentado e acho que levando em conta o salário da aposentadoria e os rendimentos passivos das minhas aplicações financeiras, estarei assim na etapa 4, posso min considerar assim, já que não preciso mais trabalhar pra receber o salário da aposentadoria?

  20. mayquel 25 de outubro de 2017 at 15:57 - Reply

    Estou lutando a cada dia para sair das dívidas…logo me tornarei um investidor.

    • Leandro Ávila 25 de outubro de 2017 at 17:36 - Reply

      Olá mayquel. Parabéns por sua luta! Parabéns por sua determinação!

  21. Dinheiro Investimento e Lazer 25 de outubro de 2017 at 16:00 - Reply

    Excelente Post, acho que a liberdade financeira já é um bom objetivo, mas claro chegar na absoluta liberdade financeira seria maravilhoso, pois poderíamos impactar mais pessoas a seguir o mesmo caminho.

    Abraço

  22. Gabriel 25 de outubro de 2017 at 16:55 - Reply

    Parabéns Leandro pelo excelente artigo, sempre com uma didática simples e direta. Gostaria de sugerir a liberação do compartilhamento dos seus artigos pelo WhatsApp, vi que você configurou apenas através de alguns aplicativos e sites que ficam no rodapé do artigo. Acredito que se fizer esse ajuste na configuração do WordPress ou qualquer outra plataforma que você esteja usando, mais pessoas vão poder ler a sua mensagem.
    Eu também tenho um blog de educação financeira
    Ainda começando, com o objetivo de ajudar o máximo possível de pessoas sobre o mundo da educação financeira.

  23. Lucélia 25 de outubro de 2017 at 17:27 - Reply

    Excelente artigo, parabéns Leandro Ávila.

  24. Iltamar 25 de outubro de 2017 at 17:35 - Reply

    Obrigado por mais um artigo valioso, estou começando mudar minha vida financeira e tuas digas são de grande conhecimento.

  25. Bruno Reis 25 de outubro de 2017 at 19:21 - Reply

    Artigo fantástico, Leandro Ávila. Obrigado por disponibilizar esses conteúdos de tão grande valia para nós. Não me canso de aprender em sua página.

  26. Robim 25 de outubro de 2017 at 21:07 - Reply

    Muito bom… Eu meio que dei sorte, pois encontrei sofisticação no conhecimento… Quando eu vejo um carro zero daqueles de luxo enxergo eles como um pedaço de metal que vai enferrujar em alguns anos, um bem descartável, o conhecimento é eterno (quando você passa ele pra frente) e isso pra mim é a maior sofisticação xD

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 13:07 - Reply

      Oi Robim. Penso da mesma forma. O que sinto pelos carros é o mesmo que sinto pelas máquinas de lavar roupa e geladeiras, ou seja, são apenas máquinas com funções bem específicas que um dia estarão em algum ferro velho ou em uma indústria de reciclagem.

  27. Thiago Barros 25 de outubro de 2017 at 22:05 - Reply

    Oi Leandro,

    Você como sempre muito didático nas suas explanações, só nao aprende com você quem nao quer, você tem o dom de transmitir conhecimentos. Eu apenas achei os juros reais de 5% otimista demais, principalmente para mercado americano, a nao ser uma grande posição em renda variável numa grande janela de tempo. Aqui no Brasil, acho que 3 a 4% de juros reais é o mais proximo da realidade para quem nao quer correr riscos fora da renda fixa. Quem quiser mais que isso, tem que recorrer à renda variável. Mas de todo modo você passou o recado, não existe formação de patrimônio, sem acúmulo de poupança. Quando puder, passa la no site e olha a área de ações, estamos com bastantes dados das principais empresas da bolsa.

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 13:05 - Reply

      Conhecer apenas a renda fixa é um fator limitante. Para se tornar um investidor é importante começar a estudar outras formas de investimento com o objetivo de diversificar. Como a economia vive de ciclos, existem momentos que a renda fixa está oferecendo boas oportunidades, em outros momentos outros investimentos passam a oferecer melhores resultados. É importante não se limitar por comodismo, preguiça, medo do que é novo.

  28. Filipe Medeiros Souza 25 de outubro de 2017 at 22:45 - Reply

    Olá Leandro.

    Estou feliz de ver que os Leitores do Clube, assim como Eu reconhecem seu trabalho. Alguns se referiram a Você como professor.

    Seu trabalho é nota 10. É merecido todo reconhecimento.

    Sobre o Artigo… As cincos etapas descritas me motivou e me despertou a buscar com mais força e garra o nível 5.

    Gostei muito do exemplo que deu para o Leitor Guilherme (sobre o Empresário que sonhava em ter um Porsche, ou seja é necessário mentaliza Algo) No nosso caso a Etapa 5.

    Um abraço e muito obrigado por compartilhar seu conhecimento.

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 13:01 - Reply

      Oi Filipe. Você tem que ter um destino. Só que quem definiu o destino no início da caminhada não será a mesma pessoa no final, pois crescemos durante a caminhada, melhoramos, mudamos, provavelmente aquele que começou a caminhar estará morto e você renascerá caminhando. Os objetivos lá na frente serão outros.

  29. PAULO HENRIQUE BATISTA AGUIAR 26 de outubro de 2017 at 2:48 - Reply

    Leandro, esses dias li um livro do OSHO onde ele diz que: quando desejamos algo, inconscientemente estamos desejando o contrário (na situação de um desejo do EGO). Por exemplo: uma feminista luta pela igualdade de gênero, luta, grita, argumenta, sobe no palanque, ganha visibilidade.

    Mas, se por um milagre amanhã toda a questão de gênero fosse solucionada ela automaticamente deixaria de existir. Então inconscientemente, ela luta pela manutenção do abuso das mulheres, mesmo que sem saber. Pois caso contrário seria sua própria “morte”.

    Já parou pra pensar que se num passe de mágica, amanhã todas as pessoas parassem de consumir o que considerassem fútil, começassem a investir em educação financeira, juntassem dinheiro, atingissem a absoluta liberdade financeira… muito EGO iria morrer….

    Por isso o sistema é tão voraz em oferecer cada vez mais produtos, gastam fortunas de publicidade, pra não deixar o pobre coitado quebrar a resistência.

    Tô lá no seu curso e tô me amarrando! Parabéns!

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 12:58 - Reply

      Se todas as pessoas do mundo mudassem do dia para a noite, o mundo que temos hoje perderia o sentido e um novo “modelo de mundo” teria que ser inventado. Essa é justamente a ideia.

  30. $$$ 26 de outubro de 2017 at 7:55 - Reply

    Leandro, sou um investidor conservador e aplico meu dinheiro em renda fixa (fundo DI, CDBs de bancos médios prazo 5 anos e Tesouro IPCA). Eu acredito que será complicado juros reais de 5% no Brasil daqui pra frente para quem investe em renda fixa. Quantas pessoas,tendo um patrimônio de R$2,4 milhões investiriam parte deste dinheiro na bolsa com o objetivo de maximizar os rendimentos e arriscando perder muito dinheiro?

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 12:56 - Reply

      Para que você pudesse investir em renda fixa como CDB de bancos médios ou mesmo Tesouro Direto, você teve que dedicar algum tempo estudando. Quando os juros do país passaram de 14% muitas pessoas me escreviam reclamando da rentabilidade da poupança e já vi casos de pessoas com mais de R$ 2 milhões na poupança incomodadas com seus rendimentos. Elas não queriam aprender a investir em títulos públicos, não queriam aprender a investir em CDB, LCA, LCI através das corretoras, elas queriam uma mágica. Não tem mágica. Quem dedicou tempo estudando o funcionamento das diversas opções de renda fixa que existem fora da poupança aproveitou um bom momento para fazer investimentos com boas taxas, muitos conseguiram fixar taxas elevadas através do Tesouro IPCA e vão receber juros de 6, 7 e até 8% acima da inflação por muitos anos. O mesmo vale para os investimentos de maior risco. Aquele que investe primeiro no conhecimento sabe fazer o investimento reduzindo seus riscos, sabe diversificar, sabe aproveitar oportunidades quando os juros estão elevados ou quando os juros estão baixos. O que não existe é um milagre que permita alguém muito conservador sempre obter bons resultados. O ideal seria dominar o funcionamento de todos os investimentos para aproveitar as oportunidades que cada momento da economia oferece.

  31. Lucas 26 de outubro de 2017 at 9:26 - Reply

    Mais um excelente artigo. Uma frase que eu gosto bastante é esta: “Sem objetivos bem definidos somente ao acaso chegaremos em algum lugar”. Graças a este artigo nós podemos verificar onde estamos e qual é o próximo objetivo. Obrigado Professor!

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 12:49 - Reply

      É isso mesmo Lucas. Muitos transformam suas vidas em uma obra do acaso.

  32. Douglas 26 de outubro de 2017 at 10:34 - Reply

    Pergunta ai, pra esse autor,o que ele preferiria: Morar num bairro nobre, ter uma casa confortável, se sentir bem com a decoração da casa, ter acesso a todo entretenimento que o avanço tecnológico proporcionou, ter um bom plano de saúde onde ele pode ser atendido num bom hospital, andar bem vestido, se alimentar bem, poder pagar boas escolas e cursos para os seus filhos, e ter até empregada pra fazer as coisas que ele não tem tempo ou mesmo preguiça. Mas esse “padrão” faz com que o mesmo não tenha a “segurança financeira”.
    Ou ele prefere morar na periferia onde você e tratado como cidadão de segunda categoria, pode morrer vitima de bala perdida, não tem acesso a: saúde, educação, lazer, sua alimentação não supri nem as necessidades básicas nutricionais, pega um ônibus caindo aos pedaços e onde a própria vida do “cidadão” esta em risco, mas em compensação não paga luz, água, TV a cabo pois e tudo gato e claro que ele, em compensação, tem que”contribuir com o trafico ou a milicia pra poder continuar vivo, mas dentro dessa realidade ele conseguiu, olha que maravilha, a tal “segurança financeira”.

    • Leandro Ávila 26 de outubro de 2017 at 12:49 - Reply

      O autor desse livro, quando criança, sofria abusos da própria mãe. Seu pai abandonou a família, a mãe teve diversos maridos e a situação financeira era tão ruim que ele tinha que trabalhar para ajudar o sustentar seus outros irmãos. Sua mãe costumava castigar ele obrigando a beber detergente de lavar pratos até vomitar. Com 17 anos ele cansou e fugiu de casa. Trabalhou como zelador, nunca fez faculdade, mas investia na própria educação. Seus livros atualmente vendem aos milhões. Suas empresas faturam US$ 6 bilhões por ano. Ele não ficou limitado na segurança ou na independência financeira. O curioso é que ele costuma agradecer por ter tido a “sorte” de nascer em uma família desequilibrada e não ter se acomodado com isso. Talvez se tivesse nascido em uma família que vivesse de aparências, não tivesse tido força de vontade para buscar mais. Teria se acomodado como muitos se acomodam.

  33. Marilia 26 de outubro de 2017 at 11:31 - Reply

    Novamente, mais um ótimo texto. Sempre separo um tempinho para ler suas ponderações Leandro. Bom, assim como o a Carlos, fiquei um tantinho triste também. Mas, vamo que vamo!!!!

  34. Misael 26 de outubro de 2017 at 13:19 - Reply

    Obrigado por mais um artigo de grande valor.
    Estou ainda na primeira etapa mais estou lutando a cada dia para ir 2 etapa até atingir a etapa 4.
    Agradeço a cada dia. E releio todos artigos.

  35. Marcelo 26 de outubro de 2017 at 13:39 - Reply

    Lendo seu artigo, que mais uma vez está impecável, me veio a recordação de tempos longínquos em que fazia contas só para exercitar e digerir o poder do juros compostos, deduzia fórmulas só por diversão e fazia planílhas e mais planílhas. Pois bem, há 13 anos atrás comecei a poupar com a meta de atingir a independência financeira aos 35 anos. Cheguei à essa idade com o valor financeiro que poderia considerar “financeiramente independente”, porém esquecí de uma variável muito importante, que meu padrão de vida subiria vertiginosamente após o casamento e filhos! A vida segue, os prazeres são outros e o trabalho constante para, agora sim, atingir a independência finaceira ainda continua. Se eu fosse solteiro e sem filhos, diria que estaria no nível 4, porém no meu atual estágio, estou no nível 1 (Segurança Financeira). Preciso de extras 10 anos para chegar ao nível 3, mas com paciência e sem consumismo desenfreado, chegarei lá. Obrigado pelo artigo que separa em níveis, me ajudou muito a entender melhor minha atual condição.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:19 - Reply

      Oi Marcelo. Não existe o nível melhor, pior, etc. Existe o nível ou a etapa que você escolheu de forma consciente. Ter essa consciência é a parte importante. Parabéns pelo seu resultado.

  36. Ricardo 26 de outubro de 2017 at 17:08 - Reply

    Acho as duas primeiras etapas, Etapa 1: Segurança Financeira e Etapa 2:Vitalidade Financeiro, grandes armadilhas.

    Se hoje, a pessoa está em uma dessas etapas e para de trabalhar, não reinveste os rendimentos e usa-os para pagar as despesas básicas e um pouco mais de “luxo”, tem grande chance de ficar pobre no futuro novamente, ainda mais se tiver tudo em Renda Fixa.

    O principal será corroído, pois perderá valor com o tempo, caso não o alimente com os rendimentos. Não deixará a mágica dos juros compostos agir de forma correta.

    Acredito que teremos somente uma definição no futuro, só falaremos de Tranquilidade Financeira.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:21 - Reply

      Oi Ricardo. Parar completamente de trabalhar por ter atingido a segurança ou a vitalidade seria um grande problema, mas acredito que o objetivo não deveria parar de trabalhar por não fazer sentido. O que existe de sentido é você ter mais tranquilidade, mais liberdade para iniciar uma atividade profissional que você realmente goste de fazer. Tem muita gente que odeia o que faz apenas pelo dinheiro que recebe. Isso acaba com a alegria de viver, saúde, relações familiares, etc. Nesse caso ter mais independência ajuda muito a fazer escolher profissionais melhores, mesmo que não garanta um elevado rendimento no início.

  37. Fernando 26 de outubro de 2017 at 17:26 - Reply

    Excelente artigo, como sempre, parabéns!
    Aproveito para registrar aqui um agradecimento. Na maior parte de minha vida fui um bom poupador mas um investidor negligente e acomodado, que deixava o dinheiro na poupança ou em um fundo DI com taxa de administração alta. Felizmente isso começou a mudar há cerca de 5 anos, quando comecei a estudar mais sobre investimentos, e seu site foi um dos que mais me ajudaram nesta virada. Hoje adoro estudar sobre o tema e já tenho uma carteira de investimentos mais diversificada e bem mais rentável, sem correr riscos desnecessários. E, em busca de minha independência financeira, continuo acompanhando seus artigos, sempre muito lúcidos e úteis.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:22 - Reply

      Parabéns pelos seus resultados Fernando! Obrigado por registrar seu depoimento aqui!

  38. Giselle 26 de outubro de 2017 at 19:51 - Reply

    Olá Leandro, parabéns por mais um excelente artigo!
    Queria investir no em títulos publicos, já investi no passado, mas moro fora do Brasil. Pesquisei e sei que é bem burocrático, vc tem alguma recomendação de livro, site ou alguma outra fonte de pesquisa que possa me ajudar? E o seu livro tem alguma abordagem sobre investimentos de não residentes no Brasil? Muito obrigada

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:23 - Reply

      Oi Giselle. Não tenho experiência ou muitos conhecimentos sobre como investir no Brasil sendo estrangeiro ou morando em outro país. Sei que é possível, mas existem burocracias.

  39. Luiz Roberto 27 de outubro de 2017 at 7:52 - Reply

    Olá Leandro. No email de chamada para esse artigo, você apresenta o curso de bolsa de valores do Clube do Pai Rico. Logo depois, em outro artigo, fala sobre o curso do André Hanna e do André Antunes, também sobre aplicações na bolsa. Pode falar um pouco sobre a diferença entre esses dois cursos?

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:28 - Reply

      Oi Luiz. São dois cursos totalmente diferentes. O curso dos Andrés, no meu entendimento não é para iniciantes. É para quem está realmente interessado em trabalhar operando, ou seja, dedicar tempo todos os dias estudando, desenvolvendo estratégias e fazendo operações como se fosse um profissional. Inclusive muitos alunos dele montaram escritórios em casa e trabalham com isso, como se fosse um emprego. Já o curso do Carlos é para investidores, especialmente aqueles que estão iniciando e querem fazer seus primeiros investimentos na bolsa usando uma estratégia onde não é necessário ficar operando todo dia.

  40. Marcia 27 de outubro de 2017 at 17:32 - Reply

    Leandro,
    Ter conhecido seu site foi a minha salvação financeira. Se não fosse isso, é provável que eu iria desejar um carro da moda, seguindo os ditames de que “ter conforto é importante” e que “trabalhamos para isso mesmo”, conforme ouço de pessoas de minha família.
    Com base nos conhecimentos que adquiri esse tempo que leio seus artigos e respectivos comentários, me tornei forte o suficiente para não ceder a essas pressões… hahaha! E nesse artigo, o comentário: “Quando eu vejo um carro zero daqueles de luxo enxergo eles como um pedaço de metal que vai enferrujar em alguns anos…” foi a frase de impacto para argumentar sobre a bobagem que é se endividar para adquirir um bem como esse.

    • Leandro Ávila 27 de outubro de 2017 at 18:31 - Reply

      Parabéns Marcia!! Carros são ótimos para a vida financeira de quem é sócio da fábrica de carro, dono da concessionaria, sócio da seguradora, sócio da locadora de carros, etc. Para a pessoa física carro é apenas custo. Se o benefício for maior que o custo, ótimo, o carro compensa! É a lógica que existe na compra de qualquer coisa. O benefício precisa ser maior que o custo.

  41. Thárcio 28 de outubro de 2017 at 6:56 - Reply

    Muito bom artigo, Leandro. Ele me fez lembrar os conceitos da Pirâmide de Maslow. Fica a sugestão para você escrever sobre isto.

  42. Sandro 30 de outubro de 2017 at 18:29 - Reply

    Mais um ótimo artigo! Genial o destaque para o fato de que não há um valor monetário que sirva para todos. E isto também é libertador! Considero que não tenho hábitos / gostos ‘sofisticados’ ou ligados ao luxo e então me é viável o atingimento da independência financeira, mesmo não sendo uma pessoa ambiciosa. Parabéns pelo teu trabalho.

  43. Diego 31 de outubro de 2017 at 10:51 - Reply

    Olá Leandro, poderia falar um pouco sobre o funcionamento do microbook? Ando muito na correria e a princípio me interessei por esta ferramenta! Desde já agradeço a atenção, abraço.

    • Leandro Ávila 1 de novembro de 2017 at 22:14 - Reply

      Oi Diego. É uma ótima ferramenta para quem tem pouco tempo ou tempo gasto no trânsito ou em outras atividades monótonas.

  44. CIDA 1 de novembro de 2017 at 9:01 - Reply

    Parabéns pelo artigo,
    Conheci o site por indicação de uma amiga, no início deste ano. Não estou nem na etapa 1, mas estou mt feliz. Não tenho dívidas e nunca gastei mais do que ganho. Por meio dos seus artigos, já diminui o valor da previdência privada que mantenho pq no meu caso é plano específico e a rentabilidade é diferenciada (é um plano fechado de um banco que trabalhava). Tb passei a me preocupar e preparar mais para a aposentadoria. Defini um valor mínimo para meus gastos mensais (bem menor q hj pq afinal o gasto com educação do meu filho é salgado o qual não terei mais qdo me aposentar, aliás bem antes) e multipliquei por 20 anos (imaginando que viva tais anos após a aposentadoria) e já tenho 1/3 do valor. Considerando que sou servidora pública e por isso demora um pouco mais para me aposentar acredito q estou no caminho.
    Observando por cima os comentários, curioso a Constituição Federal define a igualdade entre homens e mulheres, mas como a sociedade não está preparada nem fornece meios para tal igualdade. Visível que a quantidade de comentários dos homens é a maioria.
    abs

    • Leandro Ávila 1 de novembro de 2017 at 22:19 - Reply

      Oi Cida. Através de pesquisas que já fiz, metade do público que visita o site é feminino, mas por algum motivo que desconheço as mulheres deixam menos comentários.

    • Thiago 6 de novembro de 2017 at 15:59 - Reply

      A internet e o site estão de livre acesso pra quem quiser, não é limitado apenas para homens, basta de cada um querer buscar conhecimento…

Leave A Comment

Share this

Compartilhe com um amigo