Como poupar Mais e gastar Menos: Segredos de quem sabe

Você não foi feito para poupar e por isto, se não consegue, a culpa não é totalmente sua. O ser humano já nasce programado para consumir todos os recursos que estiverem disponíveis, imediatamente. Pensar no futuro e deixar de consumir hoje para consumir amanha é um sinal de maturidade e evolução. O ato de poupar é a prova de que nossa racionalidade pode controlar nossos instintos.

Isto nos remete ao tempo em que éramos seres nômades coletores de alimentos. Ao encontrar uma fonte de comida, a ordem era comer o máximo possível. O excesso se transformaria em gordura que seria sua reserva de energia até o dia que fosse possível encontrar outra fonte de alimento.

Somente com o desenvolvimento da agricultura o homem parou de coletar e começou a planejar o futuro. Plantava na primavera para colher no verão. As sobras eram guardadas para garantir a sobrevivência no inverno. Assim começou a sociedade em que vivemos hoje.

O problema é que as evoluções sociais são mais rápidas que as evoluções genéticas. Grande parte da população ainda vive uma vida de nômade, buscando prazeres imediatos, consumindo tudo que possuem ao alcance das mãos, deixando os problemas do amanhã para serem resolvidos amanhã. Este estilo de vida não se adapta mais com nossa realidade. Vivemos em um mundo onde a economia passa por períodos de crescimento seguidos de períodos de crise, como as estações do ano para o agricultor. Vive melhor aquele que percebe a necessidade de poupar no crescimento para não sofrer durante as crises.

Felizmente temos o lado racional da nossa mente que é capaz de nos ajudar a desenvolver novos hábitos e com isto controlar o imediatismo dos nossos instintos.

Exemplos ensinam mais que palavras e por isto vamos agora ter contato com outras visões de mundo. Assista os dois vídeos abaixo e leia meus comentários. Primeiro vamos levar um puxão de orelha do empresário multimilionário Flávio Augusto. Depois vamos aprender mais com a dona Rita Graczyk, ex-empregada doméstica que conquistou a independência financeira fazendo faxinas e hoje vive em um apartamento com vista para o mar.

O que um empresário bem sucedido e uma ex-doméstica possuem em comum? Os dois desenvolveram, desde cedo, bons hábitos com relação ao dinheiro e ao consumo e hoje desfrutam suas conquistas. Os exemplos dos dois são a prova de que não adianta aprender a investir dinheiro se você não modificar seus hábitos primeiro. Estamos falando de uma nova postura diante da vida que permitirá poupar dinheiro suficiente para investir e atingir sua independência financeira.

Lições do empresário que começou do zero.

O Flávio, filho de família humilde, começou de zero quando ainda morava no subúrbio do Rio de Janeiro. Fundou um dos maiores cursos de línguas do país, Wise Up, que foi vendido para a Abril Educação em 2013 por quase R$ 1 bilhão (fonte). Hoje ele dedica muito do seu tempo em um projeto gratuito de educação para jovens empreendedores chamado Geração Valor.

Assista o vídeo que se chama: Você quer ser um pagador de contas para o resto da vida?

O Flávio diz que existem dois estilos de gestão de finanças pessoais. Vamos conhecer os dois:

Modelo Consumista

Existem pessoas programadas para o consumo. Elas estão repletas de hábitos e crenças que as conduzem para o consumismo. A base de suas vidas é o desfrute imediato de todos os recursos que possuem disponíveis. É o comportamento primitivo, muitas vezes irracional e totalmente emotivo que está ligado no prazer imediato, na satisfação máxima de todos os desejos e impulsos.

No vídeo, ele diz que conhece pessoas que possuem renda mensal de R$ 500, R$ 5000 e R$ 50.000. Independente da renda, estas pessoas gastam tudo que ganham.  O problema está na forma como elas pensam.

A pessoa que hoje ganha um salário mínimo, desenvolve a seguinte crença: “Hoje ganho pouco e por isto não poupo nada, gasto tudo. No dia que ganhar mais, sobrará mais dinheiro e ai sim vou começar a poupar”.

Quando a pessoa finalmente começa a ganhar mais, ela cria uma nova justificativa: “Hoje eu ganho mais só que não sobra nada, afinal de contas, tenho muitos sonhos acumulados e assim que realizar todos os sonhos vou começar a poupar. Quem sabe quando começar a ganhar ainda mais…”. Com esta programação mental, o dia de poupar nunca chega.

A medida que a renda da pessoa cresce os bancos e instituições financeiras começam a oferecer crédito fácil. É um tipo de assedio. Quanto mais dinheiro você movimenta no banco mais eles te oferecem crédito. Quando você menos precisa de dinheiro emprestado, mais eles querem te emprestar dinheiro, fornecer cheque especial e cartões de crédito. Utilizando ações de marketing e técnicas de persuasão, convencem as pessoas que elas não deveriam poupar, ao invés disso deveriam usar o dinheiro que sobra para pagar prestações. Elas pregam a ideia: Se você pode ter hoje, não precisa esperar e nem poupar! Compre financiado agora!

Eles querem que você antecipe seus sonhos de consumo através de empréstimos e financiamentos. A pessoa fica deslumbrada com a possibilidade de ter hoje aquilo que só poderá ter amanhã. A ideia de poupar parece demorada e muito chata.

Se antes a pessoa já gastava toda sua renda, agora começa a gastar o dinheiro dos outros. Ela faz o financiamento de um carro zero, compra aquele apartamento em bairro mais nobre, passa a parcelar tudo usando o dinheiro emprestado. À medida que se endivida, uma parcela maior da renda fica comprometida com o pagamento de juros. É assim que os bancos conseguem ficar com todo dinheiro que a pessoa poderia poupar ao longo da vida. Grande parte da riqueza que produz acaba sendo drenada pelo sistema financeiro.

O objetivo do sistema é exatamente este. Eles querem tirar o potencial de poupança das pessoas através das dívidas e dos pagamentos de juros. Não é a toa que os bancos são as instituições privadas mais poderosas e ricas do mundo.

Quando você poupa, investe e depois consome, aproveita os juros à seu favor já que durante o período de acumulação você será remunerado. Quando você se endivida para realizar seus sonhos, além enriquecer os bancos, ainda os remunera pagando juros e correções monetárias.

Quando a pessoa mergulha nas dívidas, o dia de poupar e investir nunca mais chega. Pagar dívidas e contas se transforma na razão de viver da pessoa. A formação de patrimônio e a independência financeira ficam seriamente comprometida na vida daqueles que possuem uma orientação para o consumo.

Perceba que todo problema não está na falta de conhecimento sobre investimentos, economia ou domínio da matemática financeira. Todos os problemas se originam nos maus hábitos financeiros que estão dentro da sua mente.

Modelo Progressista

Depois o Flávio começa a falar sobre o que ele chama de gestão de finanças pessoais orientada para o progresso. O objetivo seria administrar o seu dinheiro para construir patrimônio e conquistar a sua independência financeira.

A base deste modelo está em poupar primeiro e consumir depois. Perceba que no modelo anterior (modelo consumista) a pessoa acredita que precisa primeiro consumir e só poupar se sobrar algum dinheiro. No modelo defendido por todos os educadores financeiros a ideia é justamente o contrário disso.

A primeira coisa que você deve fazer ao receber seu salário é poupar uma parte. Pode ser 20% da sua renda. Com isto restará 80% para viver e consumir. Perceba que a poupança é a prioridade. Toda sua vida precisa se adaptar aos 80% que restarem.

Você deve poupar 20% do seu salário de maneira radical. Não adianta esperar o dinheiro sobrar para depois poupar porque o dinheiro nunca sobra. Mesmo que você ganhe um salário de R$ 50 mil, o dinheiro nunca irá sobrar pois os desejos e o consumismo crescem em proporções ilimitadas. Quanto mais se tem, mais se gasta.

A construção do seu patrimônio e a sua independência financeira devem ser o objetivo central. Todas as outras coisas devem ser secundárias e sua vida financeira deve se adaptar ao que sobra depois que você poupa. As pessoas são extremamente adaptáveis. Diante de uma nova situação podemos sim mudar nossos hábitos para que possamos nos adaptar a novas condições. No começo, o desconforto com a mudança é inevitável, mas tudo pode ser superado.

O Flávio sugere um exercício. Se já faz mais de 10 anos que você trabalha, calcule quanto você teria hoje se tivesse reservado 20% do seu salário nos últimos 120 meses em uma aplicação financeira com alguma rentabilidade. Use o nosso simulador de juros compostos. O Flávio sugere que este dinheiro seria suficiente para abrir um negócio. Através deste negócio você poderia se livrar do emprego e multiplicar seu patrimônio através do empreendedorismo. Trabalhar para si mesmo é um terceiro passo de uma série que seria: poupar, investir para empreender.

No final ele deixa muito claro que tudo depende da formação de novos hábitos financeiros.

Lições da empregada doméstica financeiramente independente

Agora vamos aprender com a sabedoria da Dona Rita Graczyk, ex-empregada doméstica que conquistou a independência financeira fazendo faxina e hoje mora em um belo apartamento próprio, quitado, com vista para o mar.

 

Fiz um resumo das dicas deixadas por ela no vídeo:

Dica 1: Dona Rita gostar do que se faz. Dona Rita declara que adora trabalhar e por isto sempre trabalhou com capricho e boa vontade. Inevitavelmente isto a tornou uma faxineira muito requisitada.

Dica 2: Dona Rita esta comprometida com a alta produtividade. Seu trabalho era feito com eficiência, ou seja, utilizando os recursos que tinha, da melhor forma possível, sem desperdício de tempo e recursos. Com isto Dona Rita conseguia facilmente fazer 14 faxinas por semana.

Dica 3: Dona Rita sempre foi para o trabalho a pé. Não se sentia mal por isto, afinal de contas ela estava fazendo aquilo que as pessoas pagam caro para fazer nas academias. Ela estava poupando dinheiro do transporte e ao mesmo tempo fazendo atividade física sem gastar nada com academia.

Dica 4: Dona Rita nunca pagou juros para bancos. Nunca comprou nada financiado, parcelado ou fez empréstimos. Toda riqueza que a maioria das pessoas passam a vida transferindo para os bancos, em forma de juros, a dona Rita economizou e hoje desfruta.

Dica 5: Dona Rita fez investimentos de longo prazo. Comprou terrenos em áreas desvalorizadas da cidade e esperou a valorização. Esta estratégia é muito utilizada por quem planeja aposentadoria e eu falo sobre ela no meu livro Como Investir em Imóveis.

Dica 6: Dona Rita se preocupou com a criação de renda passiva. Uma das formas é através dos aluguéis de imóveis.

Dica 7: Dona Rita nunca gastou mais do que tinha. Só compra à vista e sempre pede desconto.

Dica 8: Dona Rita não liga para as tendências da moda. Ela compra roupa boa, pagando mais caro, só que tem cuidado com a roupa para que ela dure mais e com isto não precise comprar novas roupas com tanta frequência.

Dica 9: Dona Rita percebeu que poupar é mais importante do que ganhar muito dinheiro, principalmente se o objetivo é acumular patrimônio. Quem precisa de muito dinheiro é quem gasta muito. Quem poupa muito só precisa de paciência. Não importa quanto você ganha, o importante é como você poupa e como investe o que poupou.

Dica 10: Dona Rita sente o prazer de quem compra as coisas depois de ter lutado por elas. A emoção de comprar um bem através do esforço e sacrifício é infinitamente maior do que o prazer de comprar assumindo uma enorme dívida. Também valorizamos e nos alegramos mais com as coisas que conquistamos com sacrifício e esforço próprio.

Estou preocupado com os leitores do Clube dos Poupadores

É claro que a Dona Rita é um caso extremo. Devido a sua profissão, ela ganha muito pouco e por isto precisa trabalhar muito para poupar mais. Provavelmente este não é o seu caso. Quem ganha mais pode poupar mais. O exemplo mostra que você pode muito mais que a Dona Rita e talvez esteja desperdiçando boas oportunidades por não ter desenvolvido ainda os bons hábitos financeiros.

Antes de aprender quais são os melhores investimentos, você precisa mudar seus hábitos para que possa poupar mais e viver melhor, sem se deixar levar pelo estilo de vida consumista que o sistema te induz a levar.

A realidade que você vive hoje é fruto das suas crenças e dos seus hábitos. Promova uma mudança interior e a sua realidade exterior se modificará radicalmente.

Eu recebo muitos comentários aqui no Clube dos Poupadores e fico preocupado quando vejo que a pessoa está mergulhada em maus hábitos financeiros. Elas são incapazes de perceber isto. Perdem muito tempo tentando aprender sobre como investir e como ganhar mais dinheiro, quando não conseguem ver o maior problema que carregam. Na conquista da independência financeira existem duas grandes etapas. Uma não funciona direito sem a outra.

A primeira etapa é a mudança de todos os maus hábitos e crenças ruins sobre tudo que se relaciona com o dinheiro. A segunda etapa é aprender mais sobre como investir e multiplicar aquilo que conseguiu poupar. Percebo que muitos leitores do Clube dos Poupadores ainda deveriam trabalhar a primeira etapa, só que já estão tentando aprender a investir e os resultados são ruins e desanimadores. O problema é a deficiência da primeira etapa. O mesmo acontece quando vejo alguém querendo abrir uma empresa para resolver os problemas financeiros que enfrenta. Estas pessoas estão pulando etapas.

Nesta semana que passou conversei com uma gerente de um grande banco. Não posso dizer o nome e nem o banco onde trabalha. Por força da profissão, ela entende tudo sobre o sistema financeiro e as diversas opções de investimento. O problema é que ela não consegue colocar tudo que sabe em prática porque gasta tudo que ganha. Não consegue investir porque os maus hábitos financeiros impedem. Perceba que uma coisa não funciona sem a outra. A pessoa que não se preparou, mesmo que consiga poupar alguma coisa, não conseguirá ter o dinheiro investido por muito tempo.

Seus maus hábitos vão encontrar uma maneira de fazê-la gastar tudo que investiu da forma menos inteligente possível. Aprender como obter as melhores taxas de juros não serve para nada se você não conseguir manter o dinheiro investido, ou se não conseguir dinheiro para investir. Conheça cursos e livros que recomendo para quem quer investir na própria educação financeira.

 

By |05/09/2014|Categories: Enriquecimento|54 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

54 Comments

  1. bruno 5 de setembro de 2014 at 17:41 - Reply

    Queria saber como poupar 20% tendo um renda família de 1500 reais e pago 500 reais de aluguel e 150 reais contas necessária e ainda tem alimentação e tudo barato ne

    • Leandro Ávila 5 de setembro de 2014 at 21:04 - Reply

      Oi Bruno. O Flávio responde esta questão no vídeo. É importante não se conformar e buscar alternativas.

  2. Tiago Lima 5 de setembro de 2014 at 17:44 - Reply

    Parabéns pelo artigo Leandro, como todos os outros, um excelente conteúdo.

    • Leandro Ávila 5 de setembro de 2014 at 21:03 - Reply

      Oi Tiago. Eu que agradeço por acompanhar este projeto.

  3. marcos 5 de setembro de 2014 at 18:19 - Reply

    O livro “Valor do Amanhã” sintetiza bem o quadro ilustrado…. Nele o autor discorre sobre o poder de nossas escolhas intertemporais (usar hoje pagar amanhã ou economizar hoje e consumir amanhã).

    No livro o autor discorre que não só nas finanças mas em nossas escolhas de vida tempos que ponderar o “custo” e o “retorno” das decisões tomadas.

    O autor também apresenta as questões relacionadas a nossa propensão de manter o fluxo : trabalho-consumo e não o fluxo: trabalho-poupança-consumo

  4. Mayra 5 de setembro de 2014 at 20:58 - Reply

    Oi Leandro, excelente artigo. Acompanho suas publicações a alguns meses e confesso que o seu modo de transmitir conhecimento e insights é único! Considero o melhor lugar na web em termos de conteúdo financeiro/educação. Parabéns pelo trabalho!!! Sou bióloga e terminei meu mestrado ano passado, sempre estudei muito coisas da minha área e nunca liguei para finanças e economia pois era bolsista e ganhava muito pouco. Hoje vejo a importância de se instruir e planejar as finanças, depois que terminei o mestrado consegui um emprego melhor e iniciei a busca pela independência financeira! Agora aos poucos estou estudando formas do dinheiro trabalhar ao meu favor! Obrigada pelo excelente trabalho. Abraço.

    • Leandro Ávila 5 de setembro de 2014 at 22:59 - Reply

      Oi Mayra, muito obrigado, você é muito gentil. Parabéns por buscar mais e mais conhecimento. Você está no caminho certo. Sempre que possível mostre o seu exemplo para as pessoas, principalmente aquelas que precisam de estimulo para mudar. Parabéns.

  5. Alvaro 5 de setembro de 2014 at 21:03 - Reply

    Muito bom. Parabéns Leandro. Sou bem educado financeiramente, mas minha esposa não é. Estou tentando fazê-la entender o significado de poupar e investir. É uma tarefa difícil para quem cultivou maus hábitos a vida inteira e sempre viu os pais vivendo o hoje e se esquecendo do futuro, mas estamos na luta…

    • Leandro Ávila 5 de setembro de 2014 at 22:55 - Reply

      Oi Alvaro, tenho recebido muitos depoimentos como o seu. As vezes me perguntam como estimular a esposa a se educar financeiramente, eu sinceramente ainda não sei pois isto deve partir dela. Alguma coisa dentro dela precisa desejar a mudança, precisa perceber os benefícios. No filme Matrix um personagem olha para o outro e diz: “Eu só posso lhe mostrar a porta. Você é que tem que atravessá-la”. É mais ou menos assim que funciona. Não é possível empurrar a pessoa porta adentro.

  6. Misael da Silva 5 de setembro de 2014 at 21:08 - Reply

    Olá Avila.
    Já estou poupando e separando 15% para investimentos em ações e TD.
    Parabéns por mais um material de pesquisa e e evolução da nossa mente para poupar e investimento a longo prazo para fazer o dinheiro trabalha por nós no futuro.

  7. Diego 5 de setembro de 2014 at 21:20 - Reply

    Excelente artigo como o usual! Apenas gostaria de dizer que acho sim que a falta de conhecimento sobre o sistema financeiro tem em algum grau uma importância na falta de disciplina das pessoas em poupar. É claro que pessoas como este gerente de banco existem, mas quantas pessoas será que não desistiriam de um financiamento se soubessem o que estão fazendo? Talvez o conhecimento desse a muitas pessoas mais ânimo para a árdua tarefa de se reeducar. Por isso a importância de pessoas como o Leandro para melhorar a vida da nossas população.

    Outra dificuldade que eu tenho nas minhas finanças é o mal exemplo dos outros. Eu e minha mulher poupamos bastante, beeeem mais que os 20% mencionados, mas ainda assim vejo vários desperdícios de dinheiro no nosso orçamento que não agregam ou até diminuem a nossa qualidade de vida. Porém, quando tento convencê-la de cortar os gastos, ela não vê necessidade porque “já gastamos muito menos que as outras pessoas”, uma vez que seu círculo de amizades é de pessoas consumistas vindas de berço de ouro. A ostentação é um mal principalmente para quem ostenta, mas também para quem poupa!

    • Leandro Ávila 5 de setembro de 2014 at 22:44 - Reply

      Oi Diego. É justamente esta primeira etapa da educação financeira que as pessoas precisam estudar mais internalizar. Para poupar e investir elas precisam primeiro entender como lidar com o dinheiro, qual o papel do dinheiro em suas vidas, quais são os efeitos danosos dos juros compostos contra elas através de dívidas e financiamentos. Este modo de pensar da sua esposa nada mais é do que uma defesa mental. É importante entender estes mecanismos de defesa da nossa própria mente contra determinadas ideias. É isto que dificulta a mudança de hábitos. Já a interferência de amigos e parentes consumistas no nosso comportamento exige um entendimento maior sobre os mecanismos de contágio social. Todos nós tendemos a nos comportar pela média de comportamento dos nossos 5 melhores amigos. Quando você entende como isto funciona, grande parte dos problemas se resolvem pois o mecanismo atua melhor enquanto estamos inconscientes. Quando tomamos consciência tendemos a nos imunizar. Perceba que nada disso tem relação com investimento, matemática e macroeconomia. Estamos falando do comportamento e da mente das pessoas. Por isto educação financeira é uma coisa muito ampla. Muito obrigado por deixar seu depoimento e opinião sobre o assunto. Isto deixa o artigo mais rico.

  8. Rodrigo Nunes 6 de setembro de 2014 at 0:11 - Reply

    Boa noite, Leandro!

    Para um investimento mensal, investir R$ 350,00 na poupança e R$ 1.140,00 em CDB ou DI é uma boa?
    Investir quantia maiores em Tesouro Direrto, mas tenho dúvidas nesse investimento mensal, busco rentabilidade ao longo prazo para esse tipo de investimento, venho lendo os seus artigos e mudei totalmente os meus hábitos, só que nesse investimento mensal ainda tenho dúvidas!

    Abraços!

    • Leandro Ávila 6 de setembro de 2014 at 1:47 - Reply

      Oi Rodrigo, depende de muita coisa. Depende de qual percentual do CDI o banco está pagando, depende de quanto tempo você pretende deixar esse dinheiro investido. Você pode investir em títulos públicos mensalmente sem nenhum problema. Recomendo que você estude sobre o funcionamento de cada título, veja os artigos que já escrevi sobre tesouro direto. leia também sobre LCI.

  9. Giovane 6 de setembro de 2014 at 13:02 - Reply

    Desde criança sempre fui bastante econômico, hábito que aprendi com minha mãe (apesar da mesma não ter estudo algum). Então guardava todo meu dinheiro da merenda para comprar alguma coisa no fim do ano. Odeio gastar com algo desnecessário, meu cartão não tem anuidade, minha conta no banco não tem tarifa, só compro à vista e negociando preço, não compro nenhum produto eletrônico com inúmeras funções que não irei utilizar. Comprei meu primeiro carro ainda na faculdade, juntando as bolsas de iniciação e de outros projetos que participava. Foi um carro usado, mas bastante conservado. Inclusive ainda estou com esse carro (já faz 4 anos). Atualmente já estou formado, sou funcionário público desde 2012 e fazendo mestrado (comecei nesse semestre). Vejo muitos amigos dizendo para trocar de carro, pegar um novo e sempre pergunto por qual motivo? Meu carro atende todas minhas necessidades, quase não tenho custo com ele e nem preciso dele para trabalhar, apenas para sair no fim de semana. Entretanto, já comprei um terreno e assim que finalizar o mestrado terei dinheiro suficiente para construir uma ótima casa. Guardo por mês 60% dos meus rendimentos no mínimo, sendo que além deles, sempre guardei 10% para a aposentadoria desde que comecei a trabalhar. Consigo viver com 20% a 30%. As vezes é difícil, mas sei que é apenas um período. Enquanto isso, vejo meus amigos com carros zero, financiados em 60x, comprando apartamentos de 45m² com um financiamento de 30 anos, pagando até 3x o valor de algo que não vale a metade. E eu sou o errado, vai entender. =)

    • Leandro Ávila 10 de setembro de 2014 at 0:04 - Reply

      Oi Giovane, você está no caminho certo. Quando somos jovens temos toda a energia para produzir muito e poupar o máximo. Basta não ligar para o que os outros falam. No futuro você vai comparar a sua situação com a situação dos amigos que criticavam seu carro usado. Obrigado por deixar seu depoimento, ele vai inspirar muitos leitores do Clube. Aproveito para colocar aqui uma imagem:

  10. marcos 6 de setembro de 2014 at 14:38 - Reply

    É esse mesmo ” O valor do amanhã”
    Gostei muitoo

  11. marcos 6 de setembro de 2014 at 14:47 - Reply

    Esse mês comecei a transferir um pouco da minha renda presente para o futuro (daqui 20 anos) atraves de NTNB-principal.

  12. maria 7 de setembro de 2014 at 12:45 - Reply

    comperei um imóvel,nao sabia nada,financiado em 30 anos,dpis disso ,não consigo mas juntar dinheiro,so depos de 7 meses conheci suas matérias,estou disposta a desfazer do imóvel,mesmo sabendo que vou perder mto

    • Leandro Ávila 7 de setembro de 2014 at 20:09 - Reply

      Oi Maria, você precisa avaliar muito bem o que pretende fazer, coletar o máximo de informações possível. Isto deveria ter sido feito antes de comprar o imóvel. Infelizmente as pessoas compram imóveis, vendem imóveis, tomam decisões financeiras sem pensar, sem saber o que estão fazendo, sem ler contratos, sem procurar fazer um planejamento, sem colocar no papel os prós e os contras.

  13. Nadia 8 de setembro de 2014 at 7:42 - Reply

    Obrigada, Leandro. Boa matéria. Pra quem tem dificuldade em poupar 20%, começa com 10, com 5, com 1, mas comece. E invista. O mais importante você diz aí: mudança de hábitos. O quanto não se gasta errado ou desnecessariamente. Às vezes precisamos observar, pois até nos pequenos gastos vai dinheiro pelo ralo.

    • Leandro Ávila 8 de setembro de 2014 at 20:06 - Reply

      Oi Nadia, concordo com você. Obrigado por deixar sua colaboração.

  14. Selma 8 de setembro de 2014 at 8:04 - Reply

    Oi Leandro muito boa sua materia, eu antes ate que nao era uma consumista louca, mais nao tinha conhecimentos financeiros, entao nao sobrava nada do meu salario, mais tbm nao tinha divida, e olha que eu ganho bem 4600, mais um dia sentei, analisei minha vida e vi quanto dinheiro joguei fora, em bares, baladas e outros! infelizmente cresci num meio consumista aonde minha mae so pensa no hoje! Mas minha cabeca mudou completamente quando conheci meu atual noivo, ele ganhava tao pouco apenas 900 e tinha qualidade de vida, vivia bem, ajudava a mae nas despezas em casa e ainda fazia economias hammm???? Eu fiquei super envergonhada com salario que ganhava estourava tudo e ainda reclamava que ganhava pouco!! mais hj passado um ano estudo muito sobre financas, seu site eh o meu estudo diario, hj gracas a Deus em apenas um ano conquistei muita coisa e nunca tinha conquistado antes, e nao tenho divida com nada e nem ninguem, tenho minhas economias mais foi como voce disse os bancos ficam doidos me empurrando credito, mais essa palavra entra num ouvido e sai no outro, nem cartao de credito eu tenho, uso apenas debito do meu banco, mais nada!!! nossa, como ser educada financeiramente traz uma sensacao tranquila…Felicidades para voce e continua postando suas licoes maravilhosas! desculpa os erros de digitacao e que meu teclado eh do tipo ingles…Fique com Deus.

    • Leandro Ávila 8 de setembro de 2014 at 20:06 - Reply

      Oi Selma, fico muito feliz lendo seu depoimento. O seu caso é um exemplo. Fica claro que não importa se você ganha 5 mil ou 50 mil. O que importa é o que você anda fazendo com este dinheiro. Ele é gasto com inteligência? O que sobra é investido com inteligência? Esta é a questão que dependa da nossa educação financeira. Parabéns por ter transformado sua vida, que bom que encontrou um bom exemplo (seu noivo). É muito comum as pessoas copiarem o modelo de pensamento e comportamento dos pais com relação ao dinheiro. E casos como o seu são difíceis de resolver já que tudo começou na educação infantil e por isto as crenças estão muito profundas na mente da pessoa. Obrigado e parabéns!

  15. joao paulo 8 de setembro de 2014 at 10:14 - Reply

    Excelente materia, eu ultimamente tenho tomado medidas até relativamente simples, mas que antes nem passavam pela minha cabeça, atualmente tenho levado marmita para o trabalho, o dinheiro que gastava em restaurantes, hoje uso para fazer compras no mercado, o que consequentemente livra uns 300$ do meu salario que era gasto no mercado, sem contar que estou acho até mais saudavel levar minha propria comida, muitos restaurantes vc nem imagina como eles fazem os pratos, resumindo, com ideias simples que as vezes vc nem pensa, vc consegue economizar uma boa grana, pena eu nao ter pensado nisso uns anos atras, o dinheiro economizado até hoje teria feito uma grande diferença, tambem estou arriscando abrir um negocio agora com parte do que ja guardei nos ultimos anos, o investimento nao irá ser alto, estou começando de baixo mesmo, se for dando certo vou investir mais pesado, até por que no momento nao dependo do lucro desse negocio, então posso investir tudo que tirar de volta nele.

    • Leandro Ávila 8 de setembro de 2014 at 20:01 - Reply

      Oi João Paulo. Parabéns. Não tenha dúvida que comer a comida que você mesmo prepara em casa é mais saudável. A alimentação dos restaurantes sempre tende a ser mais gordurosa e salgada já que o objetivo deles é fazer você comer muito, principalmente nos que cobram por quilo. O que acontece é que muitos engordam comendo em restaurantes durante a semana de trabalho e depois precisam gastar mais dinheiro para perder peso. Sobre abrir o negócio, você está com o pensamento correto. O ideal é começar pequeno e investir no negócio aos poucos (quando isto é possível). Um abraço!

  16. Max Filho 8 de setembro de 2014 at 11:04 - Reply

    Olá Leandro,

    Excelente artigo, aliás, como os demais já publicados neste site. Está ajudando-me muito na minha educação e disciplina financeira.
    Acredito que a grande dificuldade para fazer as pessoas realmente pouparem, é fazer com que elas acreditem que estão gastando desnecessarimente, com coisas supérfluas. Gasta-se muito com a necessiade virtual, algo não existe. Tenho muitos amigos que tem Iphone, Ipad, Ultrabook, PC, e mau usa o Iphone para fazer ligações, que é sua função básica.

    • Leandro Ávila 8 de setembro de 2014 at 19:58 - Reply

      Oi Max, este é um grande desafio. O problema é que as pessoas estão rodeadas de amigos e parentes que possuem os mesmos maus hábitos financeiros. Elas até se sentem mal e excluídas quando não adotam os mesmos hábitos. Desta forma a pessoa até se sente culpada, um peixe fora da água quando tenta se comportar de forma diferente ou contrária. Muito obrigado por compartilhar conosco sua visão.

  17. Andre 8 de setembro de 2014 at 22:07 - Reply

    Excelente texto!

    Cada vez mais me convenço que a educação financeira deveria ser trabalhada nas escolas de nível básico, pois o sistema nos faz reféns do consumo desnecessário e desde pequenos somos orientados para alimentar tal postura.
    Artigos como esse deveriam estar nas primeiras páginas dos jornais.
    Parabéns pelo artigo e muito obrigado pelas dicas.

    André

    • Leandro Ávila 9 de setembro de 2014 at 0:21 - Reply

      Oi Andre. Por isto mesmo ninguém se interessa por oferecer educação financeira nas escolas. Seria um transtorno para os bancos que querem que você passe a vida toda pedindo dinheiro emprestado para eles. Seria ruim para as empresas que querem que você compre imediatamente mesmo que não tenha dinheiro para isto. Seria ruim para o governo já que a pessoa financeiramente educada sabe quanto paga de impostos e percebe que não está recebendo nada em troca, gerando insatisfação e dificuldade para reeleições. Muito obrigado por suas palavras e um grande abraço!

  18. felipe 9 de setembro de 2014 at 13:05 - Reply

    Olá, Leandro, tudo bem?
    Gosto muito do seus artigos e faz mais ou menos 3 meses que assinei seu site e venho refletindo sobre muitos hábitos. Mas tem um assunto que está me preocupando, eu sou noivo e pretendo me casar no inicio de 2016, tenho um terreno e ganho razoavelmente bem, além do que no final deste ano vou me formar e provavelmente aumentarei minha renda, porém não tenho nenhum investimento e nesses próximos 18 meses, terei que construir minha casa, como não tenho o dinheiro para construir, eu precisarei recorrer a um financiamento. Como o financiamento se tratá de um imóvel pode ser considerado um investimento, pois além da valorização do imóvel, tem a parte da satisfação de realizar um sonho que seria o casamento.

    • Leandro Ávila 9 de setembro de 2014 at 15:36 - Reply

      Oi Felipe. Construir pode ser um meio mais barato de obter um imóvel para morar. Você pode conversar com o arquiteto para que o projeto da casa seja feita de tal forma que permita a expansão. Agora, quando casar você não vai precisar de um imóvel com vários quartos. Pode construir um imóvel menor e deixar o projeto pronto para expandir antes de ter filhos. Assim você terá um custo menor na construção e antes de planejar os filhos você já poderá ter poupado para a expansão do imóvel, sem depender de financiamento. Esta possibilidade de construir aos poucos é uma vantagem.

  19. Paula Moura 9 de setembro de 2014 at 13:48 - Reply

    Olá Leandro gosto muito dos seus artigos e depois que descobrir o clube reconheço que mudei muito em relação a finanças…Mas tenho uma dúvida quando o assunto é financiamento de imoveis, pois hoje em dia os alugueis estão muito caro, digo isso por que estou passando por um momento de mudança de cidade devido o emprego do meu marido, então tive que alugar o nosso apartamento que falta algumas parcelas para quitar o financiamento, ai resolvemos alugar uma casa ou um apartamento aqui no interior de São Paulo mas os alugueis são muito caro é quase o valor de uma prestação, então resolvemos vender o imóvel de SP e dar de entrada na casa assim não pagamos aluguel e sim uma coisa que daqui alguns anos será nosso.
    Então as vezes é melhor pagar juros para o banco do que vc pagar um aluguel de R$ 1,900? E ai o vc faria ?

    • Leandro Ávila 9 de setembro de 2014 at 15:32 - Reply

      Oi Paula. Este tipo de decisão precisa ser calculada. Nos dois casos você estará alugando. Ou você aluga o imóvel ou você aluga o dinheiro do banco. A decisão entre um e outro depende de alguns cálculos simples que eu acho que você já fez. Você pode encontrar cidades ou bairros onde o preço do aluguel é mais elevado que o valor das prestações de um financiamento. Quando o mercado imobiliário está desaquecendo pode ocorrer uma disparidade maior. Pode ser que você encontre construtoras ou proprietários de imóveis usados oferecendo bons descontos já que tem muita gente querendo vender imóvel neste momento. A grande oferta acaba facilitando a vida de quem deseja comprar.

  20. Eliane 9 de setembro de 2014 at 16:41 - Reply

    Olá Leandro.
    Como sempre ótimo artigo!!!
    Estou sempre lendo e aprendendo. Parabéns!
    Tenho uma dúvida, estou num consórcio de imóveis há 3 anos.
    Será que devo desistir e aplicar o valor que invisto neste consórcio, em outra aplicação? ou continuar até o fim, dar algum lance, ou esperar para ser sorteada.
    Gostaria da sua opinião.
    Um forte abraço.
    Eliane

    • Leandro Ávila 9 de setembro de 2014 at 22:58 - Reply

      Oi Eliane, eu pessoalmente não gosto de consórcio. É uma mistura de poupança forçada, financiamento e jogo de azar que cobra taxas e tarifas. No lugar de poupar o seu próprio dinheiro por 3 anos, ganhando juros pelos investimentos que está fazendo, você está financiando a compra dos imóveis dos outros fazendo parte do grupo do consórcio e em troca está pagando diversas taxas. Eu não posso dizer se é vantajoso desistir agora. Você precisa ler o contrato, verificar quais são as condições deste contrato no caso de desistência. Deve fazer uma projeção e simulações para decidir qual é o melhor cenário. Veja o artigo que tenho sobre consórcio de imóveis.

  21. antonio 10 de setembro de 2014 at 20:08 - Reply

    Oi Leandro
    Gostaria de saber sua opinião sobre o uso do cartão de credito. Eu particularmente não uso, pois me sinto fazendo dívidas. Entretanto meus colegas argumentam que existem muitas vantagens como os famigerados pontos, e alem do mais se “os valores a vista são sempre muito próximos ao a prazo por que não parcelar?”

    • Leandro Ávila 10 de setembro de 2014 at 22:40 - Reply

      Olá Antonio. Cartão de crédito é ótimo para quem possui suas contas controladas. A principal vantagem é não precisar andar pelas ruas com dinheiro no bolso e nem se arriscar nos caixas sacando dinheiro. Nas grandes cidades isto significa segurança para sua vida. Outra questão é que existe comércios que não oferecem desconto para pagamento em uma única vez. Se após pesquisar você constatar que o preço é o melhor e o preço à vista é igual ao preço do produto parcelado é vantagem parcelar. Só é vantagem quando você pesquisa e tem certeza que nenhum outro comerciante oferece o mesmo produto com desconto à vista. O problema é que o uso do cartão pode criar o hábito perigoso nas pessoas que tem uma tendência a perder o controle. Você também deve procurar um cartão de crédito que não cobre anuidade.

  22. george 23 de setembro de 2014 at 7:13 - Reply

    Quando eu era mais novo nem ligava para poupar, gastava com qualquer porcaria ( tipo cervejada e consumos), nem fazia contabilidade do quanto entrava e quanto saia …afinal, eu era novo e os jovens não tem preocupação com nada..nem ligava em manter emprego, se saia de um ia para outro…enfim, era assim como muitos que conheci na época… Mas por sorte minha família me ajudou a juntar dinheiro e graças a DEUS eles me ajudaram a fazer um investimento. De um tempo pra cá eu fiquei doente e parei de trabalhar e estudar… E vi que graças ao investimento que fiz no passado eu estou conseguindo passar esses anos de sufoco … Graças a uma família estruturada que se preocupou em me ajudar … Hoje eu vejo o quanto é importante guardar e investir…se eu não tivesse feito isso eu estaria completamente fudido… Ainda preciso muito pra ter minha garantia financeira, até hoje gasto com coisas que não preciso, mas estou mudando meus hábitos e um site como esse vai ajudar muito as pessoas a entender que uma hora algo ruim pode acontecer e você precisa ter uma reserva pra suportar o sufoco…temos que estar preparados para tudo… Outra coisa que aprendi nesses últimos anos é que não tenho nenhum amigo e os meus “amigos” só aparecem nas horas boas e que só podemos confiar na família pois esses sim são verdadeiros amigos .
    Você sim Leandro é um amigo que todos deveriam ter, um cara que se preocupa em ajudar e ensinar as pessoas para não passar por dificuldades futuras e nem está pedindo nada em troca… Vai ajudar muito, eu não entendo nada de economia, mas vou aprender muito a partir de agora… Parabéns e obrigado pelo site

    • Leandro Ávila 23 de setembro de 2014 at 12:51 - Reply

      Oi George. Muito obrigado por deixar aqui seu depoimento. Este artigo é lido por muitas pessoas e provavelmente muitos vão se identificar com sua história e com isto você também estará ajudando outras pessoas. Sempre escuto a mesma história com relação aos amigos. Quando você está esbanjando dinheiro com seus amigos em shows, festas, jantares, churrascos não faltam amigos perto de você. Quando você quebra ou resolve cortar despesas e se preocupar com suas finanças, esses amigos desaparecem. Manter este tipo de amizade custa muito caro e na maioria das vezes não agrega muito valor na sua vida. Pare para ouvir seus amigos e tente anotar que assuntos eles mais conversam com você. Se passam a maior parte do tempo falando sobre as coisas que compraram, que vão comprar, que o outro comprou, se este amigo se preocupa mais com as coisas que você tem e menos com você, comece a verificar se vale a pena investir nessa amizade.

  23. Gisele 22 de outubro de 2014 at 20:22 - Reply

    Olá, gostei muito deste post, sempre tive o hábito de poupar, mas agora estou poupando bem mais com o objetivo de comprar a vista a casa própria junto com meu namorado, tenho uma planilha de excel que baixei de um site de um banco, e vi que por menor que esta a rentabilidade os juros compostos trabalham a nosso favor, mesmo que você coloque pouco na poupança pode fazer uma diferença enorme, e além disso cortar gastos como almoçar fora pode te fazer economizar uns 250 reais por mês que podem ser aplicados em uma poupança, é isso que faço economizo trazendo a marmita.O hábito de poupar é tão bom que você vê 900 reais por mês durante 5 anos se tornarem em 54.000,00 por isso, investir é pensar em um consumo futuro que é mais importante que alguns consumos presente.

    • Leandro Ávila 22 de outubro de 2014 at 21:55 - Reply

      Oi Gisele. Parabéns! Muito obrigado por compartilhar seu exemplo e com isto inspirar outras pessoas.

  24. Jeferson Silveira 9 de dezembro de 2014 at 16:28 - Reply

    Oi Leandro, tudo bom? Devido a um acidente de trabalho, adquiri uma pequena deficiência física na mão esquerda. Tirando as partes ruins ,que são várias, receberei auxílio-acidente de 380 reais mensais para o resto de minha vida (hoje tenho 24 anos). Qual o melhor investimento para esse auxílio no longo prazo?

  25. Claudio 26 de dezembro de 2014 at 16:16 - Reply

    Leandro, muitas pessoas me dizem que fazem financiamentos, geralmente de veículos, porque, para elas, é uma forma de poupar e não gastar tudo.
    Daí, percebe-se com clareza o que é a falta de uma rotina de poupança, um hábito a desenvolver.
    Mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho de cunho social.
    Um abraço e um Ano Novo cheio de realizações

    • Leandro Ávila 27 de dezembro de 2014 at 21:36 - Reply

      Olá Claudio, as pessoas que fazem financiamento acreditando que é uma ótima forma de poupar precisam de educação financeira com urgência. Quem poupa e investe ganha juros, quem financia paga juros. Isto faz uma diferença enorme. Obrigado, desejo o mesmo para você e sua família. Um abraço!

  26. Ulisses 27 de janeiro de 2015 at 13:44 - Reply

    Caro Leandro,

    Saberia informar quando iniciará a nova turma para o Curso de Mudança de Habitos Financeiros?
    O cronometro zerou e não surgiu nenhum link de inscrição.
    grato,
    Ulisses

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2015 at 13:51 - Reply

      Oi Ulisses. As inscrições acabaram. Se você está cadastrado aqui no Clube dos Poupadores certamente receberá por e-mail quando as inscrições forem abertas.

  27. Gelson 1 de março de 2015 at 19:08 - Reply

    Parabéns Leandro, comecei hoje a ler seus artigos e não tenho nem palavras para descrever a qualidade do enriquecimento educacional financeiro proporcionado.
    Sucesso.

  28. Ana Bárbara 30 de julho de 2015 at 10:50 - Reply

    Dna Rita ganhou meu coração. Muito mais atenta e inteligente que muitas outras pessoas formadas. E isso por quê? Porquê, por mais simples que seus pais tenham sido, ela recebeu educação financeira. Quem dera todos nós pudéssemos ter tido a mesma oportunidade que ela teve. Mesmo passando por condições difíceis na vida, ela manteve o foco e hoje está muito melhor que a maioria (como eu). É admirável.
    Me sinto muito feliz por encontrar tanta informação de qualidade neste site. Você é um excelente educador, e é disso que estamos precisando hoje: educação financeira. Ter buscando esse conhecimento está mudando a minha vida, e consequentemente da minha família.

    Muito obrigada a você, Leandro Ávila.

    • Leandro Ávila 5 de agosto de 2015 at 12:34 - Reply

      Oi Ana, muito obrigado, fico feliz ao saber que as informações contidas aqui estão ajudando as pessoas. Um abraço e continue lendo e estudando.

Leave A Comment

Share this

Compartilhe com um amigo