Dinheiro compra felicidade, diz pesquisador


Pesquisadores descobriram evidências de que dinheiro compra felicidade, mas só até um certo ponto. Ser mais feliz pode custar apenas R$ 5 mil reais e mostrarei neste artigo como isso é possível. O título da pesquisa é “How Your Bank Balance Buys Happiness: The Importance of  Cash on Hand to Life Satisfaction” a tradução literal seria “Como o seu saldo bancário compra a felicidade: A importância do “dinheiro na mão” para Satisfação de Vida”. Acesse a pesquisa.

Os pesquisadores (doutores em psicologia) da Universidade da Califórnia e da Universidade de Cambridge estudaram a relação entre o saldo da conta corrente de 585 clientes de um banco do Reino Unido e o nível de estresse e satisfação com a vida.

O resultado da pesquisa mostrou que o nível de felicidade aumentava significativamente quando as pessoas tinham uma reserva em dinheiro de até 1000 libras (R$ 5.140,00 com a libra valendo R$ 5,14). Já a diferença entre ter 1000 libras ou 10 mil libras (R$ 5 mil ou R$ 50 mil) era maior, mas não na mesma proporção.

Entender isso é bem simples. Se você está com sede, ter um copo de água faz você se sentir muito melhor. Ter 50 copos de água não faz você se sentir 50 vezes melhor, embora faça você se sentir mais seguro com relação a ter água disponível quando sentir sede novamente.

Isso me fez lembrar uma frase atribuída ao ator Arnold Schwarzenegger:

A pesquisa concluiu que ter uma reserva de dinheiro líquido (que pode ser sacado a qualquer momento) aumenta o seu bem-estar não importando se você ganha mais ou ganha menos, se tem dívidas ou se tem investimentos. É uma questão psicológica e não apenas financeira.

Ter um salário maior não significa que você vai se sentir melhor, a não ser que você poupe uma parte do que ganha. Já suas economias são capazes de melhorar seu humor e sua satisfação com vida que leva. Mostrei neste outro artigo que até servidores públicos que possuem estabilidade no emprego e salários elevados vivem infelizes quando não cultivam o bom hábito de poupar.

A pesquisa diz que se a formação de uma reserva financeira for incentivada é possível aumentar o nível de felicidade e satisfação da sociedade mesmo sem crescimento econômico e sem crescimento da renda.

É curioso observar que no passado tivemos um período de crescimento econômico e de aumento da renda dos brasileiros. No lugar de aproveitar aquele momento para construir reservas financeiras, muitos brasileiros aproveitaram aqueles dias para se endividar mais (carros financiados, imóveis financiados, viagens financiadas e compras financiadas).

O próprio governo, no lugar de incentivar a poupança e o investimento, incentivou o consumismo através do endividamento das famílias. Desde 2012 já se alertava sobre os problemas que isso poderia gerar. No lugar do governo incentivar a ascensão das famílias através do aumento da produtividade, aumento da capacitação profissional, incentivos para o acúmulo de patrimônio, empreendedorismo, etc, ocorreu o que a socióloga Cláudia Sciré chamou de “financeirização da pobreza” (fonte). Através das dívidas assumidas em lojas, bancos e financeiras as pessoas podiam consumir mais sem precisar ganhar mais ou poupar mais. Viviam um conto de fadas que acabaria quando todas as faturas dos muitos cartões se acumulassem. Era uma forma fácil e rápida de gerar uma falsa impressão de prosperidade financeira no curto prazo através do consumo financiado. A Cláudia Sciré é autora de um livro chamado “Consumo Popular, Fluxos Globais” que foi escrito com base na sua dissertação de mestrado (veja aqui) e que pode ser baixada gratuitamente aqui.

Nos momentos de crise econômica e de índices elevados de desemprego é fácil imaginar que alguém com uma reserva de dinheiro para uma emergência, equivalente a 6 ou 12 vezes sua renda mensal, esteja dormindo melhor do que alguém que não possui qualquer reserva. No caso de uma demissão a pessoa sabe que tem os recursos necessários para pagar suas contas sem comprometer sua qualidade de vida até encontrar uma recolocação. Mesmo uma reserva de R$ 5 mil já representa uma tranquilidade adicional diante de um imprevisto onde você não dependerá de cheque-especial ou cartão de crédito para fechar o mês com sua conta no azul.

Outra pesquisa (visite aqui) mostra a relação entre uma renda maior e a felicidade. Os pesquisadores descobriram que um salário maior é mais eficiente para evitar a tristeza e menos eficiente para aumentar a felicidade. Pode parecer confuso, mas tristeza não é exatamente a ausência de felicidade ou vice-versa. Eles pesquisaram 12.291 pessoas que relataram detalhadamente a rotina do dia-a-dia. O pesquisador identificou que as pessoas com renda maior tinham menos situações tristes durante o dia, mas isso não significava que ter uma renda maior gerava mais situações felizes.

A pesquisa mostrou que ter uma renda maior permite que você lide melhor com as adversidades e imprevistos. Isso me fez lembrar uma história. Uma vez um amigo me relatou que estava visitando um colega de infância que não via há muito tempo. Ele foi até a empresa deste colega que atualmente era um empresário bem-sucedido. No final do dia resolveram sair para jantar. Saíram da empresa a pé até o local onde o empresário tinha estacionado o carro. Ao se aproximarem perceberam que alguém tinha quebrado o vidro do veículo para furtar objetos dentro do carro. Para a surpresa do meu amigo, o empresário não se abalou com a situação. Ele pegou o celular, ligou para sua assistente pessoal, pediu para que ela chamasse um táxi, resolvesse o problema no vidro, fizesse um boletim de ocorrência e depois levasse o carro até o restaurante. No final da noite a assistente apareceu no restaurante levando o carro com o vidro trocado e completamente lavado.

Provavelmente uma situação como essa teria acabado com o dia de qualquer pessoa. É triste encontrar o vidro do seu carro quebrado no final de um dia de trabalho. Quando você tem dinheiro para resolver problemas ou para pagar pessoas competentes para resolverem seus problemas, fica evidente que é possível reduzir seu nível de estresse diante de situações tristes.

Essa constatação de que ter dinheiro é mais eficiente para reduzir situações tristes e menos eficiente para tornar sua vida feliz pode estar relacionado com o nosso “viés negativo”.

A psicologia diz que a maioria das pessoas sofre um viés negativo ou o efeito da negatividade. Isso significa que eventos negativos geram impactos psicológicos muito maiores do que eventos positivos. Exemplo: perder R$ 100,00 gera uma tristeza muito maior do que a alegria proporcionada ao ganhar R$ 100,00. Atribuímos mais atenção, mais importância ou mais peso a eventos e informações negativas do que positivas.

É claro que devemos levar em consideração que essas pesquisas foram feitas no exterior. Vivemos em um país onde temos problemas com segurança, saúde, educação, emprego, distribuição de renda, etc.

Existe um site da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) onde podemos comparar a qualidade de vida dos seus habitantes. Visite o site aqui. Existe uma caixa lateral onde você pode selecionar os temas que você considera mais importantes para sua felicidade. Movendo a barra, você pode informar qual o nível de importância que você dá para cada item. Depois basta observar em quais países você se sentiria mais feliz. Vamos imaginar que o item mais importante para você seja segurança. Basta mover a barra “Safety” até o nível máximo e observar quais são os países mais seguros ou menos seguros para morar. O Brasil e o México são os piores lugares para morar com base nestes países pesquisados no item segurança.

Fique mais feliz com R$ 5.000,00:

A primeira pesquisa que citei neste artigo mostrou que basta ter até R$ 5 mil para ser mais feliz do que a maioria das pessoas que não possuem nenhum tostão guardado para uma eventualidade. O sentimento de segurança produz maior satisfação e bem-estar. Conseguir R$ 5 mil líquidos na sua conta ou em algum investimento que possa ser sacado a qualquer momento não é uma tarefa difícil.

Vamos imaginar que sua renda é baixa ou suas despesas são muito elevadas e por isso você só pode poupar R$ 100,00 por mês. Se você não pode poupar nada ou se acredita que poderia poupar mais é importante iniciar um orçamento familiar ainda hoje. Depois basta utilizar o nosso simulador de juros compostos. Com a rentabilidade da Caderneta de Poupança (+/- 0,65% ao mês) você conseguiria os seus R$ 5 mil em menos de 4 anos onde mais de R$ 800,00 seriam conseguidos através do efeito dos juros sobre juros. Visite aqui e faça simulações com valores maiores 

 

Aqui no Clube dos Poupadores temos a planilha de R$ 1 milhão (você pode baixar ela aqui) que pode se adaptada para o nosso objetivo que seria montar uma reserva capaz de aumentar o nosso nível de satisfação, bem-estar e felicidade. Você só precisa editar a coluna “anos” para um número menor de anos, editar a taxa de juros para a taxa que você conseguir através dos seus investimentos e editar o seu objetivo.

Como você pode ver na tabela acima não existe nada que justifique não ter algum dinheiro guardado para garantir um nível maior de bem-estar.

Tranquilidade de R$ 50 mil:

Para a maioria das pessoas, em qualquer parte do mundo, ter o equivalente a R$ 50 mil no banco seria o suficiente para ter uma vida um pouco mais tranquila diante das adversidades que temos que enfrentar. Veja na tabela abaixo que é possível se planejar para ter essa tranquilidade no futuro.

 

A tabela acima pode ser lida da seguinte forma: para conseguir R$ 50 mil em 5 anos (60 meses) com uma taxa de juros de 0,65% (equivalente a taxa da Poupança) você precisa poupar R$ 684,04. É o dinheiro que muita gente paga de prestação no momento de comprar um carro financiado, só que no final dos 5 anos a pessoa terá um carro velho que não vale nem 1/3 do que pagou por ele.

Efeito inflação:

Você pode eliminar os efeitos da inflação neste tipo de simulação de várias formas. Você pode considerar apenas a rentabilidade real (acima da inflação) que você conseguirá nos investimentos. Você também pode reduzir o efeito da inflação corrigindo a quantia que você poupa todos os meses. Também pode projetar qual seria a inflação acumulada no período de acumulação e estabelecer uma meta mais elevada.

O fato é que quando a inflação está muito elevada a Caderneta de Poupança não é suficiente para superar a inflação e se isso acontecer o dinheiro perderá seu poder de comprar as coisas com o passar dos anos. Aqui no Clube dos Poupadores temos muitos artigos gratuitos sobre diversos investimentos que rendem mais que a poupança (observe na opção “aulas” do menu superior horizontal). Também existem meus livros sobre investimentos e reeducação financeira com tudo que você precisa saber para se tornar um investidor consciente (clique aqui para conhecer).

A mágica dos 128 meses:

Quando você consegue fazer investimentos capazes de gerar uma rentabilidade de 1% ao mês existe o número mágico dos 128 meses (10 anos e 8 meses). É no centésimo vigésimo oitavo mês que os juros recebidos superam o valor investido. No gráfico abaixo podemos ver que é no mês 128 que a linha amarela cruza a linha vermelha e começa a explosão exponencial.

241 meses depois:

Agora veja o resultado da explosão depois de 241 meses (20 anos e 1 mês). Observe que você só teria desembolsado 241 mil (fruto do seu trabalho e da sua renda). Os outros 759 mil seriam conseguidos através do efeito dos juros sobre juros. Podemos dizer que a receita de bolo é R$ 1000 por mês + 1% de juros ao mês + 241 meses = 1 milhão. O único desafio (que torna a missão emocionante) é conseguir 1% de rentabilidade ao mês, já com os efeitos da inflação descontados, de forma consistente durante 241 meses. De qualquer forma, podemos compensar esse problema aumentando o valor que poupamos mensalmente. Faça suas simulações.

1% ao mês:

Vale lembrar que não é fácil conseguir uma rentabilidade de 1% ao mês acima da inflação através dos investimentos sem que você realmente queira se preparar para atingir esse resultado. Quando vivemos momentos de crise (como agora) os juros aumentam e todos os investimentos de renda fixa (os mais conservadores) oferecem boas taxas de retorno. Mesmo assim existe o efeito negativo da inflação que faz o nosso dinheiro perder valor com o passar do tempo e os investimentos devem compensar essas perdas.

Para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos é necessário que você invista na sua educação para que se torne um investidor de verdade e não apenas um poupador de dinheiro. O mundo dos investimentos está repleto de oportunidades, não só na renda fixa, mas também na renda variável e no empreendedorismo.

Quando você abre uma pequena empresa, um dos seus objetivos é garantir uma rentabilidade anual superior ao que conseguiria se fizesse investimentos passivos e de baixo risco na renda fixa. Quando você faz um investimento imobiliário, seu objetivo também é obter rentabilidade acima das opções mais conservadoras. O retorno dos seus investimentos está diretamente relacionado com os investimentos que você está fazendo na sua educação financeira. Dê o primeiro passo ainda hoje.

By |28/04/2016|Categories: Enriquecimento|111 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

111 Comments

  1. Michelle 28 de abril de 2016 at 9:31 - Reply

    Leandro, bom-dia! Você tem algum artigo sobre brasileiros que moram no exterior e mantém seus investimentos no Brasil para aproveitar as altas taxas de juros? Ou poderia escrever algo a respeito? Obrigada.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 10:35 - Reply

      Oi Michelle. Não tenho artigos sobre o assunto por não ter experiência sobre investir aqui morando no exterior. No futuro eu pretendo fazer o contrário que seria investir no exterior morando no Brasil.

      • MARCIO 28 de abril de 2016 at 13:22 - Reply

        Olá Leandro!! Aproveitando o seu interesse em escrever como investir no exterior morando no Brasil. Fiquei sabendo que as juros taxas Argentinas são até mais altas do que no Brasil, mas, não achei nenhum investimento parecido como o nosso Tesouro Direto, ligado diretamente ao Tesouro Argentino. Você sabe como se faz esse tipo de investimento e onde devo encontrar algo para estudar sobre esse assunto?

        • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 17:43 - Reply

          Oi Márcio. Não adianta muito fazer um investimento que rende 30% ao ano em país que tem uma moeda que perde 30% do seu valor ao ano, principalmente em um país que tem fama de maquiar o índice oficial de inflação, ou seja, provavelmente o dinheiro deles perde mais valor do que as indicações oficiais. Outro problema é com relação ao câmbio. Em algum momento você terá que vender a moeda local para comprar a nossa moeda para sair do país. Se a moeda deles desvalorizou você terá perdas. Deve ser por essas e outras que você dificilmente vai encontrar algum material sobre o assunto.

          • MARCIO 30 de abril de 2016 at 14:11

            Obrigado pelo esclarecimento Leandro, não consegui ver por esse prisma. Obrigado por ajudar a clarear meu horizonte.
            Abraço.

          • stanis 11 de maio de 2016 at 18:44

            Entendo seu raciocínio, mas fiquei com uma dúvida:

            Ao investir em pesos, obviamente minha rentabilidade será em pesos igualmente, o que anularia o lucro real se eu estivesse inserido na economia argentina, proverbialmente inflacionada.

            No entanto, como bem ponderaste, poderia haver algum lucro no momento da conversão para o real. Desde 2014 o real tem comprado 4 pesos (com poucas oscilações) e a tendência é que o fortalecimento da economia portenha faça valorizar ainda mais sua moeda. Neste caso, se investir hoje o equivalente a 1000 pesos (R$250), teria ao final de um ano, possivelmente, 1300 pesos (325 reais), montante maior do que o investido em qualquer título público brasileiro.

            Aguardo ansioso pelo seu post sobre como investir no exterior, especialmente em títulos.

      • Michelle 28 de abril de 2016 at 17:29 - Reply

        Há países com taxas de juros mais interessantes que a nossa? Fiquei curiosa.

        • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 18:04 - Reply

          Oi Michelle. Você encontra dados sobre diversos países em http://www.tradingeconomics.com/. A taxa básica de juros é a coluna “interest rate”. A inflação é “inflation rate”. O Brasil é o país que tem uma das maiores taxa de juros reais, ou seja, juros acima da inflação.

          • Michelle 28 de abril de 2016 at 18:23

            Sempre prestativo! Muito obrigada por compartilhar seu conhecimento conosco!

          • stanis 11 de maio de 2016 at 18:15

            Por esta tabela, o Irã é um dos melhores…Taxa de juros com 21%e inflação de 8%.Já quero, hehe

          • Leandro Ávila 12 de maio de 2016 at 9:24

            Oi Stanis. O problema é confiar nos números sobre a inflação de um governo como o do Irã.

        • Marcelo Pinheiro 16 de agosto de 2016 at 16:17 - Reply

          É preciso avaliar o aspecto da confiabilidade também. Caso contrário, pode-se ter prejuízos.

  2. Mr. Webster 28 de abril de 2016 at 9:49 - Reply

    Mais um excelente artigo para nos fazer refletir.
    Impressionante o efeito mágico dos juros compostos trabalhando a favor do investidor ou de um mero poupador.

    De fato é deveras difícil se conseguir uma rentabilidade líquida de 1% a.m (descontada a inflação), porém, há de se refletir também que os efeitos da inflação não são os mesmos para todas as pessoas.
    Cada pessoa sofre (mais ou menos) com a inflação de um determinado período, já que nem todos consomem os mesmos produtos ou utilizam os mesmo serviços.

    Vamos lembrar, por exemplo, que o plano real já está em vias de completar 22 anos. Pois bem, quem está na minha faixa etária (42 anos), ou tem mais idade, lembrará que R$ 1.000.000,00 há 20 anos era uma quantia vultosa, considerável, que certamente valia muito mais que o R$ 1.000.000,00 dos dias de hoje.
    Agora lembremos que esse mesmo R$ 1.000.000,00 ainda é uma quantia BASTANTE SIGNIFICATIVA nos dias de hoje. Para percebermos isso, basta baixarmos o relatório do Fundo Garantidor de Crédito e observar que das 188 milhões de contas bancárias existentes no país, quase 90% de todas elas possuem um saldo de até R$ 5.000,00.
    Com um saldo de até R$ 100.000,00, apenas 0,13% das contas bancárias. Dentro do limite do FGC, que representa apenas 25% de R$ 1.000.000,00 de hoje, apenas 0,11%.
    Ou seja, R$ 1.000.000,00 ainda é MUITO DINHEIRO e uma parcela quase INSIGNIFICANTE do total da população tem esse dinheiro em suas contas bancárias. Destarte, podemos fazer esse mesmo tipo de reflexão para quem começar a juntar pouco mais de R$ 1.000,00 hoje, capitalizados a 1% de remuneração, mesmo com a inflação, daqui a 20 anos terá uma quantia significativa de dinheiro que lhe dará uma tranquilidade e um poder de escolha absurdo, mesmo com os efeitos nocivos de uma inflação que não sabemos de quanto será.

    Leandro, obrigado mais uma vez pelo artigo.
    Que Deus te abençoe sempre!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 10:50 - Reply

      Oi. Sobre a inflação é interessante fazer simulações na calculadora do banco central. Vamos fazer uma comparação entre 2000 e 2016. No ano 2000 a inflação já estava controlada há 5 anos graças ao Plano Real. Corrigindo pelo IPCA vamos descobrir que 1 milhão nos anos 2000 é o equivalente a 2.8 milhões em 2016.

      Agora vamos corrigir 1 milhão de reais com base nos rendimentos da caderneta de poupança. Olha qual seria o resultado:

      Agora vamos corrigir 1 milhão pela Taxa Selic que é a taxa de juros que é a base da rentabilidade de muitos investimentos de renda fixa como o Tesouro Selic, Fundos DI e todos os investimentos com rentabilidade baseada no CDI (Taxa DI).

      Isso mostra que mesmo com os efeitos negativos da inflação nada supera o poder dos juros elevados do Brasil potencializados pela ação dos juros compostos durante alguns anos.

  3. Felipe 28 de abril de 2016 at 9:52 - Reply

    Leandro, ótimo artigo. Você poderia comentar onde tem conseguido 1,5% ao mês em investimentos de renda fixa? Seria especulando com títulos do tesouro prefixado. Eu tenho ficado em 1,03% nos LCIs LCAs e CDBs de bancos médios. Um abraço.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 10:56 - Reply

      Oi Felipe. O investimento que fiz nas últimas décadas que mais rendeu foi o investimento na minha educação. Graças a ele eu pude investir melhor em renda fixa, investir melhor nas pequenas empresas que tive (que é renda variável), fiz investimentos em imóveis (quando o momento era favorável) e assim por diante. Ainda não parei de investir na minha educação. Esqueça a ideia de que alguém pode chegar para você e dizer assim “Felipe, eu tenho um investimento mágico que rende 1,5% ao mês, sem que você precise aprender nada, sem diversificação, sem exposição a riscos, e que garante essa rentabilidade por décadas” Infelizmente isso não existe.

  4. 1Seal 28 de abril de 2016 at 9:57 - Reply

    Bom se fosse tão fácil assim como etá no texto

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 11:00 - Reply

      Oi 1Seal, garanto que se você deixar a lamentação de lado e dedicar o mesmo tempo aos estudos as coisas serão mais claras. A pobreza, o fracasso, a fome e a morte só precisam da sua inanição, ou seja, basta não fazer nada. Já para prosperar, vencer e ser feliz é necessário esforço.

      • joão paulo 28 de abril de 2016 at 13:13 - Reply

        Excelente resposta, até nos comentários vc consegue agregar muito valor. Com relação ao artigo eu adorei principalmente porque tem muito de um livro que eu estou finalizando a leitura chamado: rápido e devagar, parabéns Leandro e obrigado.

        • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 17:38 - Reply

          Obrigado João. E obrigado por indicar o Rápido e devagar: Duas formas de pensar. Por configuração de fábrica tendemos a pensar rápido (de maneira emocional e intuitiva) e isso acaba sendo a fonte de muitos problemas que enfrentamos na vida. O ideal seria exercitar a forma devagar de pensar (mais planejada e racional). Parabéns por dedicar seu tempo lendo e se desenvolvendo.

  5. Geraldo Martins 28 de abril de 2016 at 9:57 - Reply

    Bom dia, Leandro,

    Mais uma vez um excelente texto!

    Tenho uma dúvida.
    Geralmente CDBs e LCIs só são possíveis de se aplicar quando você tem o montante em mãos.
    Ex. Tenho R$ 10.000 e consigo aplicar em qualquer uma das duas.
    Porém, o problema que eu vivencio hoje é que não vejo nenhuma aplicação que renda 1% e eu possa colocar um valor “X” inicial e fazer depósitos mensais adicionais a não ser a poupança.
    Você pode me indicar algum investimento com esta flexibilidade?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 11:08 - Reply

      Oi Geraldo. Quando estamos começando é perda de tempo se preocupar com taxa de juros. Tanto faz se você vai receber 1% ou 0,7% de juros ao mês quando você só tem R$ 1 mil reais R$ 5 mil acumulados para investir. No caso de um investimento de 10 mil reais uma diferença de 0,1% de juros significa apenas R$ 10,00 a mais ou a menos por mês. Nesta fase inicial você ganha mais se concentrar seus esforços para aumentar sua renda (investindo em você) ou aumentar a quantia que você poupa mensalmente. Muitas vezes uma pizza a menos por mês significa um ganho muito maior no aumento do seu patrimônio do que a diferença entre um CDB que paga 0,10% a mais ou a menos. Com o passar do tempo é que a quantia investida vai aumentando e a quantidade de investimentos com rentabilidades melhores começam a aparecer. Para quem tem R$ 100 mil investido uma pequena diferença de apenas 0,1% por mês pode significar R$ 1.200,00 por ano.

      • Isabella 28 de abril de 2016 at 19:30 - Reply

        Resposta fantástica! Obrigada! Já escolhi meu presente de dia das mães: seus livros!

      • Geraldo 30 de abril de 2016 at 14:07 - Reply

        Leandro Ávila,

        Muito obrigado! 🙂

    • Michelle 28 de abril de 2016 at 17:26 - Reply

      Essa resposta serviu pra mim também. Gostei muito da lógica de o mais importante no começo é poupar do que se preocupar com o rendimento. Obrigada, Leandro, suas dicas são sempre muito valiosas.

  6. Felipe 28 de abril de 2016 at 10:23 - Reply

    Leandro, parabéns pelo artigo. Eu já usei e abusei esse simulador e fico sonhando com o resultado ilustrado nele e tenho trabalhado muito para torná-lo realidade. Eu tenho uma gama boa de aplicações, mas sempre me assusto quando se fala a respeito da possibilidade de rentabilidade acima de 1% real, ou seja, descontando a inflação. Hoje não consigo vislumbrar em uma aplicação conservadora tal rentabilidade, apenas em ações pontuais. Você poderia explicar melhor? Abraços.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 11:13 - Reply

      Oi Felipe. Como falei no artigo 1% acima da inflação é uma taxa difícil se você ficar limitado na renda fixa, mas isso não significa que a renda fixa no Brasil não seja um ótimo investimento (veja o comentário onde coloquei algumas simulações).

  7. Pedro 28 de abril de 2016 at 10:30 - Reply

    Parabéns pelo artigo Leandro, muito bom. Um dos melhores até agora!

  8. Marcos Sales 28 de abril de 2016 at 10:42 - Reply

    Caro Leandro, sempre sendo objetivo e assertivo em suas ponderações. Muito bom mesmo! Indico seus textos a várias pessoas (clientes, amigos, familiares).
    Fiz um mestrado em Qualidade de Vida na Unicamp há alguns anos e de todas as dimensões, a financeira sempre apresentou um impacto muito alto no computo geral dos índices.
    Então, lidar de forma saudável, equilibrada e correta com as finanças, sim pode nos proporcionar uma sensação de bem estar que permanece inabalável apesar das diversas conjunturas.
    Sucesso e continue escrevendo sempre.
    Abraços

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 11:21 - Reply

      Oi Marcos. Obrigado por compartilhar sua experiência sobre o assunto com base no seu mestrado.

  9. Maicon 28 de abril de 2016 at 10:53 - Reply

    Leandro, você pretende escrever sobre o investimento COE?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 11:20 - Reply

      Oi Maicon. Pretendo. Já investir apostando na alta do dólar através de um grande banco. Acabou dando certo. Mas eu não gosto de investimento que me lembre um jogo de apostas. Meu risco seria não receber qualquer rentabilidade do valor investido durante os 6 meses do investimento. Não deixa de ser um prejuízo. Ainda preciso fazer mais investimentos desse tipo para ter mais experiências para compartilhar. Só fica o alerta para o fato do investimento em COE não ter garantia do Fundo Garantidor de Créditos e por isso existe risco de perder dinheiro se ocorrer algum problema com a instituição que está oferecendo o COE. Segue um infográfico animado (não tem som) da CETIP falando sobre o funcionamento desse tipo de COE onde você aposta na alta ou na baixa do dólar nos próximos 6 meses.

      • Maicon 28 de abril de 2016 at 12:23 - Reply

        Obrigado Leandro!

  10. Bruno Sacute 28 de abril de 2016 at 12:26 - Reply

    Parabéns, como sempre um ótimo artigo!!

  11. Osni 28 de abril de 2016 at 13:38 - Reply

    Como sempre, mais um excelente artigo, obrigado por compartilhar seu conhecimento. Eu sou grato.

  12. Kleber 28 de abril de 2016 at 14:25 - Reply

    Parabéns! Leandro, mais um artigo de qualidade, sei que você não gosta de orientar ninguém a respeito de onde devemos investir, mas você considera um erro grave vender o imóvel para empreender, ainda não tenho idéia no que seria esse projeto.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 17:47 - Reply

      Oi Kleber. Isso depende. Se o dono do imóvel é jovem, não tem filhos, já se preparou para empreender, gastou tempo planejando todos os detalhes e estudando o negócio para reduzir os riscos, pode até ser uma ideia que deve ser levada em consideração. Agora vamos pegar o caso de uma pessoa casa, com 4 filhos, contas apertadas, sem nenhuma reserva financeira, emprego assalariado, risco de ser demitido durante uma crise econômica, que nunca empreendeu, não estudou e não se preparou para empreender e não tem a menor ideia de onde irá empreender, ai nesse caso a situação é totalmente diferente. Ai seria melhor ter um teto próprio para se abrigar com seus filhos.

  13. celso 28 de abril de 2016 at 14:36 - Reply

    Prezado, creio que na atual circunstâncias, aplicação em TD_SELIC, 14,25%, descontada a inflação e os imposto teríamos mais de 1% real de retorno ao ano. Estou certo em meus cálculos?
    A propósito, o TD_SELIC tem rendimento diário, a remuneração é sobre meu saldo em conta – capital mais juros, ou o rendimento é sobre o valor de face do Título???

    Abraços!!!

  14. Agton 28 de abril de 2016 at 14:46 - Reply

    Parabéns Leandro pelo excelente artigo!
    Ontem terminei de ler o seu livro Reeducação Financeira. Hoje começo o 2º Investidor Consciente. No 1º livro descobri o Simulador de Independência Financeira que você criou. Muito interessante! Deixo o link dele aqui para quem desejar conhecer.

    Abraço!

    (http://www.clubedospoupadores.com/simulador-independencia-financeira)

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 17:53 - Reply

      Oi Agton. É ótimo para inspirar aqueles que querem construir o hábito de poupar e investir pensando na independência financeira.

  15. Talita Lopes 28 de abril de 2016 at 15:16 - Reply

    Leandro, seus artigos são maravilhosos. Parabéns!
    Tem alguma curso específico q vc recomende p quem n entenda nada de investimentos, etc?
    Obrigada por todo o conteúdo q nos disponibiliza.
    Abs,
    Talita

  16. Gérson Furlan 28 de abril de 2016 at 15:51 - Reply

    Mais uma vez o Leandro trazendo para o grande público conteúdo de qualidade. Na realidade essas informações deveriam ser pagas ( tamanho o valor e qualidade das “deixas” ).
    Continue assim Leandro, de forma direta e bem clara, para que qualquer indivíduo possa se beneficiar ao ler esse e outros artigos. Parabéns pelo sucesso !!!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 17:55 - Reply

      Obrigado Gérson. Eu também produzo conteúdo pago (meus livros) e eles é que patrocinam a produção de conteúdo gratuito. É importante a existência do conteúdo gratuito de qualidade já que muitas pessoas não entendem ainda o valor da educação financeira. Não pensam duas vezes em pagar centenas de reais em um perfume, calçados, bebidas e jantares, mas fazem cara feia quando olham o preço de livros e cursos que podem transformar vidas.

  17. Jailson Muniz 28 de abril de 2016 at 16:17 - Reply

    Leandro excelente artigo, parabéns pelo serviço prestado! Como faço para resgatar uma Previdência Privada VGBL de 15 anos, que já está com 10 de rendimentos, sem sofrer uma grande penalidade na queba do contrato?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 18:01 - Reply

      Oi Jailson. Não existe muito que possa ser feito a não ser esperar. VGBL costuma ser um péssimo investimento e os gerentes de banco adoram oferecer (pois são lucrativos para os bancos onde trabalham). Ter um VGBL de um grande banco é como ter um atestado de que precisa estudar mais sobre outras modalidades de investimento e parar de dar ouvidos para os gerentes dos bancos.

  18. Joanatan 28 de abril de 2016 at 16:38 - Reply

    Olá professor. Concordo plenamente com o artigo.quando deixamos o mundo das dívidas e passamos a investir,a nossa paz interior é outra.

    muda a forma de enchergarmos as coisas,muda tudo.

    É como o senhor sempre diz,
    ‘A educação nos liberta’.
    e como é bom ser livre.

    Um grande abraço mestre.

  19. Glaucia Vieira 28 de abril de 2016 at 16:52 - Reply

    Obrigado Leandro!!! A dois anos te acompanho e já organizei bastante a minha vida financeira graças a seus artigos e sua generosidade em querer nos ensinar. Quero aprender muito mais sobre este mundo fascinante das finanças. Um abração!

  20. Marcelo Martins Ferreira 28 de abril de 2016 at 17:40 - Reply

    Leandro, muito bom ler os artigos que você escreve. Nos últimos 6 meses aprendi muito, já devo ter lido quase todos. Textos muito diretos e consistentes, parabéns!! Entendo que o segredo em qualquer momento da vida e poupar sempre, e aprimorar o conhecimento para investir sempre melhor. Obrigado!!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2016 at 18:05 - Reply

      Oi Marcelo. É isso mesmo. Parabéns por estar nessa caminhada nos últimos 6 meses.

  21. Munich 28 de abril de 2016 at 17:49 - Reply

    Olá Leandro. Tenho uma dúvida e gostaria de sua ajuda: como comparar se é mais vantajoso utilizar uma determinada quantia que está investida para construir uma casa ou deixar esse dinheiro investido e fazer um financiamento para construção? Este valor foi investido para a construção, mas vi em algumas fontes que se o rendimento for superior à prestação do financiamento é melhor financiar e deixar o dinheiro investido. Como fazer esta análise?

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 8:59 - Reply

      Oi Munich. Você precisa saber, de forma detalhada, qual serão todos os seus custos para construir a casa, quais serão os prazos. Precisa verificar se esses custos que você terá somado ao lucro que pretende ter são compatíveis com o preço das casas na região. Não adianta gastar 100, querer lucrar 100 e tentar vender por 200 se as pessoas só aceitam pagar 150 pelos imóveis semelhantes da sua região.

      • Munich 29 de abril de 2016 at 12:46 - Reply

        Obrigada pela resposta Leandro. Na verdade, a casa é para eu morar mesmo. A dúvida é se compensa mais financeiramente usar o valor que tenho guardado para construir ou deixar esse valor aplicado e financiar a construção.

        • Will 2 de maio de 2016 at 16:20 - Reply

          Olá, Munich. Deve-se verificar a taxa de financiamento versus a rentabilidade de seus investimentos. Se o custo do seu financiamento for de 10% a.a., a renda fixa atrelada a SELIC pode estar mais interessante. Estudar se há algum desconto interessante no pagamento a vista que faça valer a pena.
          Gosto da analogia da “galinha dos ovos de ouro”. Se você tem um montante alto, você pode deixar de receber muitos juros e dividendos ao gastar uma parte grande do seu principal de uma só vez.

  22. Ana Faria 28 de abril de 2016 at 17:52 - Reply

    Olá, Leandro,

    Mais um excelente artigo! Muito obrigada e parabéns! Admiro muito o seu trabalho!

    Enviei um comentário no artigo “Curso de Tesouro Direto Carteira Rica: Avaliação e Opinião
    “, mas ocorreu um erro, e não sei se foi submetido a sua autorização.

    Como conheci seu blog esse ano, ainda estou lendo os artigos e passei dos mais recentes aos mais antigos até chegar nesse. Possuo muito interesse em aprofundar meus conhecimentos em Tesouro Direto, já fiz vários investimentos em títulos de Renda Fixa privados, e acho muito importante, por tudo que já li no seu blog, considerar diversificar em Tesouro também, comecei pelo Tesouro Selic, mas quero aprender sobre os demais que são menos conservadores. Você sabe me dizer se esse Você sabe me dizer se esse conteúdo do curso do Eduardinho está sendo atualizado? Ainda vale a pena comprá-lo?

    Muito obrigada!

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:00 - Reply

      Oi Ana. É um ótimo curso e que foi atualizado quando o Tesouro Direto fez suas últimas mudanças. Quem adquire o curso também participa de um fórum de alunos.

      • Ana Faria 30 de abril de 2016 at 11:56 - Reply

        Olá, Leandro,
        Muito obrigada pela resposta!
        Pretendo concluir a leitura sobre o Tesouro Direto no seu blog, e o próximo passo é verificar a compra do curso!
        Um grande abraço!
        Parabéns pelo seu excelente trabalho!

  23. Enéias 28 de abril de 2016 at 21:05 - Reply

    Leandro, gostei do artigo. Mas apenas uma palavra faz a diferença: empreendedorismo.

    Isso, porque através de investimento tradicional por meio de bancos ou corretoras é difícil de conseguir um por cento mensal acima da inflação.

    Consegui sem por cento do DI. O que, a princípio, seria bom. Mas, tem os impostos. Logo, fica totalmente prejudicado o ganho.

    Assim, a única alternativa REAL que encontrei até agora é por meio do empreendedorismo. Quando se compra por cem e vende por duzentos e vinte. Tira o custo e fica com oitenta de lucro. Isto é, 80% de lucro real por mês.

    Caso contrário, só historinha pra boi dormir…

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:10 - Reply

      Oi Enéias. Ter uma empresa é ter um investimento de renda variável onde você está no controle de tudo. Até um carrinho de cachorro-quente deve ser entendido como um investimento, só que não é renda fixa. Você sabe qual é o investimento mais lucrativo do planeta? Pipoca. É um dos poucos produtos que você compra por peso e vende por volume. Pipoca é uma coisa tão lucrativa que os cinemas lucram mais vendendo pipoca do que ingresso para os filmes. Na verdade toda aquela estrutura e o próprio filme só serve mesmo como justificativa para que você compre pipoca. É um mercado global e bilionário e por isso existe até uma questão sobre isso sendo julgada no STF. As pessoas tem que começar a pensar fora da caixa.

  24. Diego 28 de abril de 2016 at 21:09 - Reply

    Leandro, párabens pelo belo artigo, muito bom mesmo.
    Eu tenho 21 anos, mas sempre gostei desse assunto de “dinheiro”, por isso fui fazer economia. Me formei no final do ano , eu trabalho em banco, dói no meu coração ter que ofertar um título de capitalização para um cliente, mas eu não falo que é investimento. Mas esse é meu trabalho. Eu amo, ler sobre investimento, educação financeira, liberdade financeira. O meu sonho é um dia poder passar essa visão que nos temos para outras Pessoas, e isso virar minha profissão, eu acabei de adquirir seus livros, parabéns, são ótimos. Estou pensando em montar um pequena Apostila, e fazer um palestra na minha igreja sobre educação financeira.

    Acredito que se a educacao financeira estivesse presente no cotidianos das pessoas, teriamos um país com uma melhor distribuição de renda.

    Obrigado, por compartilhar o seu conhecimento de forma acessivel.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:13 - Reply

      Oi Diego, parabéns por querer difundir educação financeira na sua comunidade. Espero que um dia os bancos desistam de oferecer produtos ruins como os títulos de capitalização que temos hoje. Para isso é necessário educar as pessoas.

  25. Alexandre Pitanga Rosa 28 de abril de 2016 at 21:22 - Reply

    Olá Leandro, boa noite. Tenho acompanhado seus artigos há tempos, tanto que me empolguei em participar da comunidade restrita. Amanhã vence meu boleto. Mas estou com uma dúvida: quando você lançou os e-books, o que aparece hoje com o nome “Investimentos que rendem mais” não se chamava “Tesouro direto”? Eu tenho muito interesse em aprender a investir nessa modalidade de aplicação e fiquei em dúvida se vou adquirir os conhecimentos iniciais com a leitura desse volume. Abraço.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:14 - Reply

      Oi Alexandre, um dos investimentos que falo no livro é sobre Tesouro Direto em conteúdo atualizado com as mudanças que o Tesouro sofreu nos últimos anos.

  26. Alexandre Pereira 28 de abril de 2016 at 22:35 - Reply

    Olá Leandro. Parabéns por mais um ótimo texto. Mas esperei uma semana para ler sobre o impeachment ou sobre crise, temer, manutenção da taxa selic. Ou sobre o circo pegar fogo e o povo como palhaço no picadeiro. E nada. … quando vai tocar nesse assunto? Ainda aguardando. Abraço.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:22 - Reply

      Oi Alexandre. Desde o início do processo de impeachment não existe nada de novo que possa interferir na vida financeira das pessoas. Todas as decisões econômicas estão paralisadas esperando uma definição e a única coisa que acontece é o agravamento da crise. Provavelmente teremos algum assunto novo para falar quando ocorrer mudança na equipe econômica e o governo começar a tomar decisões sobre a economia. No momento o país vive uma paralisia.

  27. Inaldo 29 de abril de 2016 at 1:02 - Reply

    Oi Leandro, há pouco mais de um ano acompanho seus artigos. Todos os dias olho minha caixa de e-mails para ver se tem algo novo escrito por você, e se tem, imediatamente eu vou à leitura.

    Tenho uma pequena empresa, e apesar da tão propalada recessão que está aí mesmo, meu lucro em um ano aumentou cerca de 15% já descontada a inflação. Não é nenhum milagre econômico, claro que não. Seguindo suas orientações tenho conseguido poupar mais, gastando menos, cortando supérfluos e investindo 50% do que eu poupo em renda fixa. Os outros 50% na minha empresa. Antes, eu mal conseguia equilibrar as contas, e já cheguei mesmo a ter pequeno prejuízo há cerca de 2 anos e meio. Resolvi não chorar, e sim vender lenços. Vender lenços e poupar. Não tem outro jeito para se conseguir melhorar os rendimentos: trabalhar, poupar e se educar financeiramente.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 9:24 - Reply

      Parabéns Inaldo! Você está no caminho certo. Fico feliz por estar colaborando de alguma forma.

  28. Leandro 29 de abril de 2016 at 10:23 - Reply

    Bom dia Leandro

    Confesso que também fiquei ansioso na espera de um novo artigo, venho procurando muita informação sobre educação financeira ultimamente, mas até agora não achei nada que se compare com seus artigos.

    Mais uma vez temos aqui uma fonte de conhecimento riquíssima, de abrir os olhos e incentivar o aprendizado necessário para encarar a realidade financeira dos dias de hoje.

    Muito obrigado Ávila.

  29. Lucia Mata 29 de abril de 2016 at 11:24 - Reply

    Oi Leandro.

    Muito obrigada pelos seus artigos.Com tanta bobagem circulando na internet, encontrar o seu blog é como achar um tesouro escondido!
    Parabéns!
    Sucesso pra você!

  30. Guilherme Jorge 29 de abril de 2016 at 11:57 - Reply

    Mais um excelente artigo. Parabéns e muito obrigado, Leandro pelo seu capricho e presteza em nos trazer conhecimento com qualidade.

    Grande abraço!

  31. marcos 29 de abril de 2016 at 12:58 - Reply

    Parabéns pelo texto, Leandro! Fico observando os noticiários e vejo como os aposentados do Rio de Janeiro estão sofrendo. Eles dependem única e exclusivamente das aposentadorias que o governo paga para viver. É um risco enorme depender só do governo, eles tinham que ter feito uma reserva para passar por essa crise.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2016 at 17:56 - Reply

      Oi Marcos. É um risco enorme. Quem ainda é jovem precisa acordar para essa realidade. Quem é aposentado pode até precisar voltar a pensar na possibilidade de trabalhar ou empreender.

  32. Kleber Lima 29 de abril de 2016 at 19:06 - Reply

    Valeu Leandro Ávila,

    Onde encontro Livros sobre educação financeira de leitura agradável ou própria para crianças?

    Forte abraço, Kleber!

    • Leandro Ávila 30 de abril de 2016 at 8:49 - Reply

      Oi Kleber, não tenho muito conhecimento sobre livros de educação financeira para crianças. Fiz uma busca aqui e encontrei vários, mas não li nenhum desses para dar opinião.

  33. Célia 29 de abril de 2016 at 19:26 - Reply

    Olá Leandro ! Excelente texto ! Tenho 40 anos e estou muito preocupada com as minhas finanças, acredito que se tivesse a oportunidade de ter acesso às informações como esta, estaria mais tranquila, porém tenho que pensar agora adiante.Estou estudando o investimento no tesouro direto para a minha aposentadoria

    • Leandro Ávila 30 de abril de 2016 at 8:49 - Reply

      Oi Célia. Sempre é um bom momento para começar. Parabéns.

  34. Gustavo de Castro Ventura 29 de abril de 2016 at 19:32 - Reply

    Olá Leandro,

    Excelente artigo, como sempre. Muito obrigado!

  35. Esteves 30 de abril de 2016 at 1:43 - Reply

    Ótimo artigo como sempre, Leandro. Acho que é a primeira vez que tenho uma crítica. Falar em 1% a.m. real é muito ilusório se considerarmos apenas aplicaçoes financeiras. Chega a iludir um pouco quem não conhece o suficiente. É claro que se consegue muito mais com uma empresa, mas aí foge um pouco do tópico, já que, com uma empresa, vc pode conseguir até 10% a.m. ou mais, ou nada. Simular algo imprevisível me parece um pouco equivocado. Elocubrar o futuro dessa maneira me parece um tanto descabido. Usar o simulador com aplicações de renda fixa (bastante previsíveis) evidentemente é muito útil. Mas projetar algo tão incerto como renda variável e empreendedorismo não me parece muito correto.

    • Leandro Ávila 30 de abril de 2016 at 8:53 - Reply

      Oi Esteves, por isso mesmo, se você observar com atenção o artigo, eu fiz questão de destacar que 1% não é fácil, é uma coisa que somente a sua educação financeira, os seus conhecimentos sobre investimentos irão te permitir atingir esse nível. Eu por exemplo, sempre investi pesado na minha educação financeira e nunca fiquei limitado aos baixos rendimentos do que a maioria das pessoas investem. Por isso mesmo eu criei esse site para tentar compartilhar um pouco do que aprendi. Sempre consegui taxas muito acima da inflação. Nos meus investimentos em renda variável eu sempre fui empresário e sempre tive bons retornos. Também já investi em imóveis com bons retornos. Para isso sempre tive que investir na minha educação. No artigo eu deixei uma planilha e simuladores para que cada pessoa possa refazer as simulações utilizando as taxas de juros que conseguem obter com base as possibilidades e limitações de cada um. Quem só consegue perder da inflação (é o caso de quem só sabe usar a Caderneta de Poupança) deve dedicar mais tempo estudando para aumentar seu leque de possibilidades. Quem só conhece renda fixa, deve dedicar tempo estudando para conhecer a renda variável. Quem só conhece investimento financeiro, deve estudar para abrir um leque de possibilidades fora do sistema financeiro (empreendedorismo, imóveis, etc) e isso fico claro até o final do artigo. Diante disso não concordo que meu artigo foi ilusório, ou seja, que meu objetivo foi iludir meus leitores.

  36. KNG 1 de maio de 2016 at 19:25 - Reply

    Leandro,

    Mais um baita artigo, parabéns .

    A educação financeira, é um dos principais pilares que uma família deveria ter , só neste artigo , vc pode planejar, estimular a alcançar objetivos. Os simulares são importantíssimos , pois mostram a direção a seguir, os juros compostos estão ao nosso lado, então é melhor aproveitar.

  37. Raul 2 de maio de 2016 at 9:00 - Reply

    Parabéns Leandro!

    Como sempre artigos de muito valor e com muitas referências.

    A receita de bolo ali vai dar muita motivação a muita gente kk

  38. Ramon Lopes 4 de maio de 2016 at 0:25 - Reply

    Parabéns Leandro pelo excelente trabalho que você desenvolve.

    Gostaria de sugerir, caso não exista no seu Blog, material sobre renda variável. Por exemplo, não vejo como um pequeno investidor com aportes mensais de R$100 ou R$500 no mercado de ações pode conseguir ter um bom rendimento. Se tomarmos a taxa de corretagem R$10, teremos de ter um luvro de 10% (investindo 100) ou 2% (investindo 500) para compensar a taxa de corretagem. Deste modo, sou inclinado a manter meus investimentos, como pequeno investidor, em renda fixa (tesouro nacional).

    • Leandro Ávila 6 de maio de 2016 at 8:18 - Reply

      Oi Ramon. Pessoalmente acredito que o pequeno investidor deve começar aprendendo mais sobre renda fixa. Os custos de investir na bolsa são grandes se você comparar esses custos com investimentos pequenos de 100,00 por mês. E mesmo que você tenha uma rentabilidade fora do comum (Exemplo: conseguir 50% de rentabilidade em 12 meses) esses 50% não vão significar muito se você tem pouco dinheiro investido. Para os pequenos eu recomendo investir na própria educação financeira e na sua capacidade de gerar renda, pois é ganhando mais que você vai conseguir poupar mais. É poupando mais que você terá um bom patrimônio acumulado com o passar dos anos. É com esse grande patrimônio acumulado que você vai conseguir fazer investimentos que rendem mais se expondo mais ao risco de investimentos de renda variável.

  39. David Porto 6 de maio de 2016 at 9:50 - Reply

    Obrigado por mais um excelente texto Leandro.
    Você acha que o instituto dos juros compostos está sobre risco no Brasil tendo em vista a lide dos Estados com a União para adimplir com suas dívidas sob a égide dos juros simples? Obrigado,

    • Leandro Ávila 6 de maio de 2016 at 18:24 - Reply

      Oi David. Acho que não faz sentido a preocupação. O que ocorreu foi uma bizarrice da justiça.

  40. WANG WEI CHENG 9 de maio de 2016 at 0:34 - Reply

    Mestre Leandro,

    Obrigado por compartilhar a mágica dos 128 meses. Primeira vez que ouço falar e achei fantástico.

  41. Tibúrcio Barros 6 de junho de 2016 at 18:48 - Reply

    Olá,
    Quando fui contratado para o meu primeiro emprego, saindo da universidade, o banco para o qual trabalhava pagou vários cursos com empresas externas. Além da parte técnica da minha atividade envolviam também questões mais humanas e para o autoconhecimento. Em um deste curso, o facilitador falou a respeito das 5 saúdes:
    “- saúde física propriamente dita;
    – saúde espiritual, não importa qual seja e até se não a tenha, mas que esteja em paz consigo mesmo;
    – saúde familiar, esteja bem com seus familiares;
    – saúde emocional;
    – e saúde financeira.”
    Para este último, o facilitador menciona em sempre pensar no amanhã e saber poupar (como você menciona em vários artigos). Ele fez a conta em ter entre 8-12 meses de salário líquido disponíveis para poder viver, variando de acordo com a atividade profissional. Sempre procurei seguir este conselho e tem funcionado.
    Abraços e parabéns pelos artigos!
    Tibúrcio Barros

    • Leandro Ávila 7 de junho de 2016 at 12:14 - Reply

      Oi Tibúrcio. Parabéns por participar desses cursos e treinamentos buscando seu desenvolvimento pessoal e mais saúde financeira, emocional, espiritual familiar e física.

  42. Jaqueline Alves 22 de junho de 2016 at 21:57 - Reply

    Adorei o artigo! Estou na graduação e pretendo estudar muito, aprender tudo que puder sobre a educação financeira, para ,futuramente, conseguir ser uma disseminadora deste assunto tão importante. Fico imensamente grata por toda dedicação, e espero, um dia, poder ajudar outras pessoas, assim como você tem nos ajudado. Muito obrigada!

  43. Helner 10 de março de 2017 at 9:02 - Reply

    Leandro parabéns pelo Blog, todos artigos estou achando de uma riqueza de informações fantástica, além da diagramação do conteúdo ao longo do post de uma forma bem didática. Enfim obrigado pelo trabalho!

  44. João Paulo de A. A. 21 de março de 2017 at 11:53 - Reply

    Bom dia Leandro,
    Comprei seus livros, estou na metade do terceiro e começando a fazer alguns investimentos, fiz umas simulações de Tesouro Selic, e vi que depois que corrigi a inflação (Fiz uma projeção) o meu lucro líquido era “pequeno”… foi ai que fui pesquisar sobre a “rentabilidade real” dos investimentos e ai descobri que “O único desafio (que torna a missão emocionante) é conseguir 1% de rentabilidade ao mês, já com os efeitos da inflação descontados…”

    Lendo os comentários e suas respostas aprendo muito também.

    Escrevo mais para agradecer pela sua boa vontade e capacidade de transmitir esse tipo de informação de maneira tão clara e tão “pé no chão”

    Abraço

    • Leandro Ávila 23 de março de 2017 at 7:56 - Reply

      Obrigado João e parabéns por investir na sua educação financeira.

  45. Sebastian 8 de agosto de 2017 at 18:30 - Reply

    Já li esse livro, altamente indicado! Show de bola!

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