Não junte dinheiro pensando no futuro difícil

Neste artigo vou comentar sobre um vídeo que provocou polêmica entre os leitores do Clube dos Poupadores. O autor do vídeo é o educador Paulo Vieira. Ele defende a ideia de que as pessoas não devem juntar dinheiro pensando nos dias difíceis. É um conceito difícil de entender.

Alguns leitores me escreveram pedindo para comentar o vídeo. Eles relataram estranheza ao verem alguém defender uma ideia que vai contra ações preventivas, contra a formação de reservas financeiras para emergências.

A estranheza é natural. Todo educador financeiro costuma recomendar uma poupança para emergências antes de iniciar qualquer investimento ou para evitar o endividamento. Esta poupança serviria para proteger o investimento e o patrimônio da família.

Vamos imaginar que todos os seus investimentos se resumem a dois imóveis alugados. Se ocorresse alguma eventualidade (acidente, doença, etc) e você precisasse do dinheiro imediatamente, poderia ser obrigado a assumir uma dívida ou teria que vender um dos imóveis às pressas para conseguir o dinheiro.

A falta de uma poupança para emergências acaba colocando em risco aqueles seus investimentos que possuem pouca liquidez. Outro exemplo seria ser obrigado a vender títulos privados (LCI, LCA, CDB, etc) ou títulos públicos prefixados e indexados pelo IPCA antes do vencimento em um momento desfavorável.

Ainda existe a questão da formação de dívidas e pagamento de juros por falta de poupança para emergência.  Na verdade ninguém deveria entrar nos limites do cheque especial ou utilizar cartão de crédito como reservas para emergência. As pessoas literalmente jogam dinheiro no lixo pagando juros quando deixam suas contas ficarem no vermelho. É para evitar entrar no vermelho que as reservas de emergência servem.

O que escrevi até aqui é visão dos educadores financeiros pragmáticos, aqueles que olham a questão pelo lado racional, prático, matemático e deixam as questões emocionais de lado.

Agora assista este vídeo polêmico do Paulo Vieira. Ele é especialista em inteligência emocional e por isto fala de finanças com foco nas crenças, valores, comportamentos e pensamentos das pessoas. Logo depois vou comentar a visão dele sobre este assunto.

Meus comentários sobre o vídeo:

As pessoas juntam dinheiro pelos mais diversos motivos. Podemos dividir estes motivos em três grandes grupos:

  1. Juntar dinheiro para comprar;
  2. Juntar dinheiro para investir, prosperar e enriquecer;
  3. Juntar dinheiro para enfrentar dificuldades no futuro.

Uma pessoa com a vida financeira equilibrada junta dinheiro pelos três motivos e ao mesmo tempo. As pessoas que possuem uma vida financeira desequilibrada optam por apenas um dos motivos acima e com isto acabam enfrentando problemas. O autor do vídeo está criticando aquelas pessoas que focam todos os seus esforços em apenas um motivo para ter dinheiro que é enfrentar dificuldades futuras, evitar problemas e sofrimentos.

O sofrimento do avarento:

Você deve conhecer alguém que é extremamente avarento e que as pessoas costumam chamar de pão duro ou mão de vaca. São pessoas que economizam tanto que acabam sofrendo consequências negativas na vida pessoal, familiar e social. Já vi pessoas que enfrentam problemas de saúde, se expõem ao sofrimento, correm riscos e vivem uma vida infeliz por serem exageradamente econômicas. É claro que sempre que poupamos estamos fazendo um sacrifício, deixamos de consumir hoje para garantir um futuro melhor. Este sacrifício existe, é importante, mas é claro que o exagero é condenável.

Quando conversamos com estas pessoas percebemos que elas enfrentaram algum tipo problema financeiro grave no passado. O trauma provocado por não ter dinheiro durante situações difíceis as levaram a viver uma vida sofrida. Todo dinheiro que ganham é visto como um meio para evitar que os sofrimentos retornem. Elas passam a vida toda com medo da miséria. Para estas pessoas o dinheiro só serve como segurança, como proteção, como recursos que elas só irão gastar nas situações mais difíceis da vida. Em termos práticos isso não é nada saudável, embora a própria pessoa não seja capaz de perceber isso.

Comportamento doentio:

O autor defende a ideia de que devemos juntar dinheiro pensando na nossa prosperidade financeira, no nosso enriquecimento interno e externo. Isto não significa que você não deva ter uma reserva para emergências. Isto significa que você deve olhar a sua reserva de emergência de maneira mais positiva, como uma base sólida que permitirá fazer investimentos de longo prazo, iniciar um empreendimento com segurança, garantir crescimento e prosperidade sem sustos. Esta seria a forma emocionalmente saudável de encarar as suas reservas para emergências.

Já a maneira patológica seria passar a vida toda guardando cada centavo esperando os problemas chegarem, sem investir, sem crescer profissionalmente, sem empreender, sem consumir, sem viajar, sem ter novas experiências e sem aproveitar um pouco da vida.

O autor lembra que a vida que levamos é uma consequência das coisas que pensamos. Alguém que pensa em prosperidade naturalmente tem mais chances de conseguir prosperar, já que estará a todo momento pensando nisso, procurando oportunidades, fazendo as coisas acontecerem. Alguém que só pensa nos problemas esquece de pensar nas soluções dos problemas. Quem só olha para os problemas fica anestesiado e paralisado.

A segurança que produz o desleixo:

Também existem as pessoas que por terem uma grande reserva para emergência se expõem mais ao risco, ficam mais desleixadas. Exemplos: Por se sentirem seguras não se preocupam com a segurança ao dirigir, não se preocupam com a própria saúde, não se esforçam para apresentar bons resultados no trabalho ou nos seus negócios. Este comportamento desleixado só ocorre pela segurança proporcionada pelas reservas para emergências. O resultado disso pode ser a materialização das emergências. O que dirige sem cuidado e preocupação com a segurança acaba provocando acidentes. O que não se importa com a própria saúde acaba produzindo doenças. Aquele que não se importa com a qualidade do trabalho que faz, por sentir-se seguro com suas reservas, acaba sendo demitido ou perdendo seus clientes.

Com esta explicação fica claro que o autor não está falando de superstição, falta de sorte, azar ou agouro. Juntar dinheiro para evitar dias difíceis não produz dias difíceis no futuro por pura superstição, misticismo, castigo ou azar. Quem é prevenido não atrai o azar. O problema está no comportamento das pessoas que só juntam dinheiro pensando nos piores dias. Esta mudança no comportamento é que acaba favorecendo ao surgimento de situações negativas no futuro.

Segundo o autor o ideal seria juntar dinheiro pensando na prosperidade financeira, no enriquecimento. Quando um imprevisto chegasse você naturalmente teria recursos para evitar o sofrimento, mas suas energias continuariam focadas na prosperidade (de maneira otimista e positiva) e não nas adversidades (de maneira pessimista e negativa).

A briga entre o racional e o emocional:

É impossível falar de educação financeira sem considerar o lado emocional e o lado racional das pessoas. Você é o resultado dessas duas forças que estão sempre em conflito. Os problemas financeiros resultam no desequilíbrio entre as forças emocionais e racionais.

Devemos juntar dinheiro para comprar as coisas que precisamos e as coisas que gostamos. Com isto você não precisará pagar juros para os bancos e financeiras (desperdício de dinheiro) e ainda ganhará juros enquanto estiver acumulando os recursos. Também devemos juntar dinheiro pensando na nossa prosperidade. Ninguém deve se conformar com a situação financeira que possui. É importante pensar em progresso e na liberdade financeira. Até a economia do país depende de uma sociedade com mentalidade voltada para a produção de riquezas, prosperidade e crescimento financeiro. Uma sociedade rica é formada por pessoas que cuidam da própria prosperidade.

Se você só junta dinheiro para comprar coisas, esquece de prosperar e de garantir reservas, você está em desequilíbrio.
Se você só junta dinheiro pensando no enriquecimento, não compra nada que você gosta e não faz reserva, você está em desequilíbrio.
Se você só faz reservas pensando no pior, esquece de prosperar e de gastar com o que te faz feliz, você tem um desequilíbrio.

O que todos nós precisamos é de equilíbrio. Uma vida financeira prospera será uma consequência. Assista e tire suas próprias conclusões.

By |28/07/2015|Categories: Enriquecimento|94 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

94 Comments

  1. Reginaldo de Souza 28 de julho de 2015 at 15:29 - Reply

    Sou a favor também de juntar dinheiro para sonhos futuros e garantir a liberdade financeira e não apenas para reservas emergenciais. Algo que também não deixa de ser importante.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:09 - Reply

      Eu penso como você Reginaldo. A poupança é a base para uma vida mais equilibrada. Inclusive todos os problemas que estamos enfrentando na economia atualmente é consequência da falta de poupança no governo. Eles gastam mais do que arrecadam, ficam cada dia mais endividados, não se preocupam com poupança para os momentos de crise e não se preocupam com a poupança para o investimento. O resultado é isso que estamos assistindo e sofrendo as consequências.

      • flavio 28 de julho de 2015 at 21:38 - Reply

        boa noite Leandro, aproveitando sobre esse assunto gostaria de uma opinião sua a respeito da Empiricus, pois a mesma tem varios relatorios sobre investimentos e de como agir nessa crise que estamos passando,

          • flavio 29 de julho de 2015 at 21:25

            Leandro boa noite, gostaria de uma opinião sua a respeito da xp investimentos, a empresa é seiria, posso confiar nela?

          • Leandro Ávila 5 de agosto de 2015 at 12:45

            Oi Flavio. Toda corretora em operação é teoricamente confiável, se não fosse ela seria fechada pelos órgãos que controlam as corretoras e bancos. A XP é atualmente uma das maiores corretoras independentes (que não fazem parte de um grande banco).

  2. Leninha 28 de julho de 2015 at 15:31 - Reply

    Leandro, ótima postagem, obrigada pelo seu belo trabalho. Eu li sobre reserva de emergência aqui no site, mas fiquei com uma dúvida: devo fazer uma reserva de emergência primeiro ou pagar dívidas? Tenho um consignado a 1,27% de juros a.m. e estou pagando antecipado com o dinheiro que me sobra para pagar menos juros. Só mantenho reserva para alguma possível emergência no valor de R$ 1.000,00 aplicada atualmente em CDB com liquidez diária (100% do CDI), o qual já usei para conserto da moto que foi batida e para uma cirurgia que fiz. O valor é reposto sempre, pois meu salário sobra, mesmo após pagar as contas, parcela de empréstimo e financiamento pelo minha casa minha (dívida) vida, mas não estou mantendo uma reserva maior que essa.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:05 - Reply

      Oi Leninha. Existem aqueles que defendem uma reserva de emergência mesmo quando você possui dívidas. Normalmente as pessoas só fazem dívidas por confiarem que terão uma renda mensal suficiente para pagar essa dívida. O que acontece se esta renda mensal for interrompida por uma demissão? Se você não tiver reservas para manter o pagamento da dívida você será obrigada a fazer mais dívidas ou correrá o risco de perder o bem, como ocorre quando as pessoas atrasam o pagamento do financiamento de veículos e imóveis.

      • Leninha 28 de julho de 2015 at 17:37 - Reply

        Obrigada pela resposta, Leandro. Tem razão, se eu ficar desempregada ficarei endividada e sem dinheiro para pagar, e a atual situação econômica do país pode provocar isso, pois a empresa onde trabalho será privatizada. Decidi aplicar mais em CDB com liquidez diária só por garantia e vou aproveitar e fazer alguns investimentos em CDB de três, seis, nove e doze meses como um “seguro desemprego” no longo prazo. Acabei até de criar um método para isso: assim que o de 3 meses for resgatado, reaplicarei no de 12 meses, gerando um ciclo de resgate de 3 em 3 meses que, em conjunto com o CDB diário, me atenderia em emergências. Assim que CDB estiver começando a render menos, troco a aplicação para algo mais rentável. Muito obrigada de coração pelos ensinamentos.

  3. Nilton 28 de julho de 2015 at 15:38 - Reply

    Prezado Leandro, tenho acompanhado a suas publicações, e parabenizo-o pelas mensagens e dicas, cuidado para não fugir do seu estilo, mesmo que de maneira pensada. Aproveito para citar que ontem deu uma entrevista na TV UOL http://mais.uol.com.br/view/15553140. forte abç

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:59 - Reply

      Oi Nilton, eu me esforço para evitar seguir um único estilo. Isto tornaria meu trabalho pobre. Meu objetivo é sempre motivar a reflexão sobre diversos pontos de vista. Gosto muito quando encontro ideias diferentes e contraditórias. Não acredito que exista um único caminho, sempre existem muitos caminhos que levam para a mesma direção. Sobre o vídeo que você gravou sobre manter faturamento nas crises, isto tem relação com o que foi dito nesse artigo. Conheço empresários que enxergam crises como momentos positivos e de grandes oportunidade. Também existem aqueles que ficam pelos cantos lamentando. A inteligência emocional destes empresários resultam em decisões que podem conduzir seus negócios para o crescimento ou para a falência, principalmente diante de crises. Existem muitos jovens empresários no país que não sabem o que é enfrentar uma crise econômica grave. Teremos uma grande seleção natural.

  4. Prof. Elisson de Andrade 28 de julho de 2015 at 15:40 - Reply

    Olá meu amigo e mestre Leandro.

    Depois de vários artigos memoráveis publicados nesse blog, vejo com um muitas ressalvas algumas ideias do presente post (mesmo sendo do autor do vídeo e não as suas).

    Estou falando isso como crítica construtiva, para iniciar o debate num dos blogs mais sérios de finanças pessoais que conheço. Para discutirmos sobre dinheiro de maneira inteligente, num local de pessoas inteligentes.

    Meu ponto de vista é: não gosto muito da ideia de misturar Educação Financeira com argumentações como “pessoas que guardam dinheiro como um montante de segurança, inconscientemente, (…) causavam a si uma batida de carro, um acidente, uma doença, um assalto, parentes aparecem querendo emprestar dinheiro”…

    Concordo plenamente que ter como objetivo apenas momentos de crise, é pouco, é raso. Que agindo assim se demonstra uma ausência de objetivos mais nobres e realizadores.

    Mas relacionar de maneira séria possíveis adversidades da vida com pensamento negativo, exigiria muito mais do que uma pequena amostra de casos pessoais vividos pelo autor.

    Um forte abraço e continue com esse trabalho incrível, nos impulsionando e instigando com temas polêmicos relacionados às finanças pessoais.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:01 - Reply

      Oi Prof. Elisson. Foi o que falei no texto quando fiz comentários sobre o vídeo. Na verdade o autor só teve 5 minutos para falar de um assunto muito complexo e difícil de entender por quem é mais pragmático. Eu entendo que o lado emocional das pessoas interferem nas suas escolhas, decisões e ações. São raras as pessoas que tomam decisões racionais, na maioria das vezes usam a racionalidade para justificar decisões emocionais. Isto constrói a realidade onde ela vive, pode ser uma realidade que a conduz para a prosperidade ou não. Não tem relação com “atrair” uma realidade ruim, mas de construir essa realidade na própria vida. Nesta semana fui renovar minha carteira de motorista. Quando finalmente fui chamado, sentei na frente da servidora pública, uma jovem de uns 25 anos que provavelmente passou recentemente em um concurso público. Tive que aguardar ela terminar de escrever algumas mensagens no whatsapp antes de me atender. Não reclamei, pois queria evitar o risco de ser mal atendido como represália. O comportamento dela se justificava pela segurança do serviço público. Se fosse minha funcionária (no serviço privado) esta maneira de agir e pensar dela teria resultado na sua demissão. A questão é: Até que ponto as pessoas que vivem somente para construir reservas focadas na segurança e pensando no pior (e não pensando na prosperidade), na verdade estão modificando seu comportamento e construindo dias piores? Outro caso semelhante que tive notícia foi de um senhor que tinha feito uma boa reserva financeira para emergências, mas que isto se tornou estopim para ele mudar o comportamento que tinha no emprego. Não respeitava horários, não respeitava os colegas, não se importava com o emprego. A demissão foi uma questão de tempo. Para os amigos e para a família ele disse que a demissão foi uma surpresa, mas que não estava preocupado pois tinha passado a vida toda poupando pois sabia que este dia chegaria. Na verdade ele construiu a própria demissão. Realmente ele ficou sem trabalhar um bom tempo, inclusive gastou todo dinheiro (poupado durante a vida toda) para “emergências” em algumas viagens que fez para aliviar o estresse provocado pela demissão “injusta”. É claro que isso irá gerar consequências futuras, sem reservas e sem uma boa recomendação da empresa onde foi demitido ele terá problemas. Fora esse problema da confiança exagerada fazer a pessoa relaxar, descuidar e com isto construir realidades negativas (em todos os sentidos), ainda tem a questão daqueles que vivem uma vida movida pelo medo. O medo exagerado e sem fundamento paralisa as pessoas. Existem pessoas que por puro medo guardam dinheiro em casa (perdem rentabilidade), outras deixam passar oportunidades de emprego, oportunidades de empreender. Eu já vi e ouvi situações muito absurdas de crenças, pensamentos e comportamentos que prejudicam a prosperidade das pessoas. Recentemente conheci uma pessoa, que segue um estilo de vida avarento. Ela me relatou que estava trabalhando menos pois não queria pagar mais impostos. Se a receita dela aumentasse muito a alíquota do IR aumentaria e por isto ela tomou a decisão de trabalhar menos para ganhar menos e pagar menos impostos para o governo. Eu disse para essa pessoa que ficaria muito feliz se fosse obrigado a pagar R$ 100.000,00 de impostos todos os meses no meu negócio, pois isto iria significar que estou ganhando muito mais que isso e que minha empresa está prosperando. Disse que aquela maneira de pensar dele era muito limitante. Por estes exemplos e muitos outros que conheço, acredito que as crenças e a forma como as pessoas pensam acabam CONSTRUINDO e não ATRAINDO uma realidade compatível.

      • Prof. Elisson de Andrade 28 de julho de 2015 at 18:54 - Reply

        Entendo perfeitamente seu ponto de vista, sobre a CONSTRUÇÃO de um ser humano melhor.

        Comungo da MESMA ideia.

        Em resumo, penso: de nada adianta dinheiro se não tenho objetivos bem definidos -> e tais objetivos só são definidos a partir do conhecimento de nossas prioridades prioridades, quando sabemos que algo é importante -> só sei o que é importante quando me conheço bem -> e esse processo de autoconhecimento é o caminho para a construção do ser humano. Essa visão holística é o que considero Educação Financeira.

        Toda vez que nos deparamos com falta de caráter, medo excessivo, ou uma visão egocêntrica de mundo, sempre as finanças serão secundárias, se analisarmos o contexto geral humanístico.

        Posto isso, veja que minha visão não é de um “educador financeiro pragmático, racional, matemático e que deixa as questões emocionais de lado”, que desconsidera valores, crenças e comportamentos (na verdade, ao tratar de racionalidade, estamos fortemente focando em teorias econômicas comportamentais… mas isso fica para outra discussão).

        Atualmente estudo muito mais a questão comportamental e de paradigmas, como bem sabe, e defendo SIM a construção de reserva de emergência, para imprevistos. Tenho consciência que em determinadas circunstâncias isso nada tem a ver com medo ou foco em problemas. Mas faz parte de uma estratégia bem maior, que é a externalização da tal CONSTRUÇÃO de que já falamos.

        Voltando ao vídeo, sendo ele de 5 minutos ou se fosse de 1 hora, acho que o recado seria o mesmo. Uma mistura de autoajuda com pitadas motivacionais. Ataca-se a construção de uma reserva de emergência com argumentos pouco válidos. A própria definição de prosperidade, nesse contexto, fica um pouco vaga.

        Veja, mestre, a crítica ao vídeo não invalida a reflexão do texto. Existem sim, diversos paradigmas e comportamentos que afetam negativamente as finanças. Outros que até favorecem a matemática financeira, mas não trazem consigo a construção humana. Tudo isso é o suprassumo da Educação Financeira.

        Só não engoli muita coisa argumentada e a forma como foi exposta. Mas isso você já deixou claro: o vídeo é polêmico.

        Forte abraço.

        • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 20:54 - Reply

          Oi Prof. Como falei no decorrer do texto, ele não está atacando as reservas de emergência. Ele está criticando o comportamento desequilibrado que algumas pessoas possuem de acumular dinheiro obcecadas pelo medo de dias difíceis onde terão que enfrentar a escassez, a miséria, a doença e os imprevistos. Este tipo de pessoa gasta todas as suas energias focadas em problemas. Isto naturalmente não faz bem para a cabeça delas, para a saúde, para seus relacionamentos e para um projeto de prosperidade financeira. Devemos juntar dinheiro com o objetivo de prosperar e se isto for feito teremos recursos para qualquer dificuldade. Veja que são duas posturas emocionais totalmente diferentes. Quem junta dinheiro para uma catástrofe costuma ser o mesmo que guarda dinheiro embaixo do colchão com medo do sistema bancário. Quem junta dinheiro para prosperar procura aprender mais sobre investimentos, sobre oportunidades de negócio, procura investir no desenvolvimento profissional para obter melhor remuneração, desenvolve habilidades e busca conhecimentos para abrir um negócio ou fazer o negócio que possui crescer. Por fim, para mim autojuda ocorre sempre que um indivíduo procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente de forma autônoma, por vontade própria, seguindo as ideias que é capaz de entender e de aceitar. Partindo desse principio o seu curso Mudanças de Hábitos Financeiros é autoajuda e motivação. Tudo que faço no Clube dos Poupadores é autoajuda e motivação com foco na educação financeira.

          • Lincoln 3 de agosto de 2015 at 7:11

            O dinheiro é um meio e não um fim….

          • Leandro Ávila 5 de agosto de 2015 at 12:43

            É isso ai Lincoln

  5. Juliano 28 de julho de 2015 at 15:44 - Reply

    Faz sentido tudo que ele disse, muito bom!

  6. Paulo Leite 28 de julho de 2015 at 16:04 - Reply

    Excelente artigo. Uma bela reflexão.

  7. Hevlin 28 de julho de 2015 at 16:30 - Reply

    Excelente Artigo!

  8. Edw 28 de julho de 2015 at 16:58 - Reply

    Leandro, quais as suas perspectivas em relação ao dólar daqui para dezembro? Poderia falar um pouco sobre esse “ativo”, se souber? 🙂

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:20 - Reply

      Oi Edw, se eu pudesse prever o futuro do dólar com uma enorme certeza, ao ponto de me sentir confortável para recomendar uma posição para meus leitores, certamente faria muita gente feliz. 🙂 É muito difícil prever o câmbio. Ele não depende só da nossa situação econômica, também depende de inúmeras variáveis externas. Quem aposta que a situação vai se agravar está comprando dólares e por isto ele está subindo. É uma questão de apostar e assumir lucros ou prejuízos. Com relação a nossa economia eu ainda não vejo ninguém otimista.

  9. Amaral 28 de julho de 2015 at 17:03 - Reply

    Leandro, concordo com seu post e com o vídeo tb. As idéias não deveriam causar tanta estranheza, pois basicamente seguem a cartilha básica das finanças pessoais: Deixar uma reserva de emergência de 3~12 meses de gastos (depende do contexto pessoal/profissional) em uma aplicação líquida; Gastar e Investir a partir daí todo restante (esse ponto sim, vai variar muito de pessoa pra pessoa o percentual para gastar ou investir).No fundo, nada demais ou novo nestas idéias. Grande abraço.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 17:25 - Reply

      Oi Amaral, na verdade a reserva deve ser vista como a base, um alicerce onde iremos construir nossos investimentos de prazo mais longo, onde vamos planejar a compra do carro, casa, da viagem, etc. Isto seria a forma saudável. O problema é que existem pessoas que levam uma vida “miserável” construindo um colchão financeiro que não tem fim, esperando dias piores. E quanto mais acumulam mais medo sentem, mais inseguros ficam e isto inevitavelmente afeta o comportamento das pessoas e geram consequências negativas.

  10. Wanderson Santana 28 de julho de 2015 at 17:09 - Reply

    Simplesmente concordo com ambos.
    Devemos utilizar todas essas ‘técnicas’ e conhecimento ao nosso favor, para prosperidade e etc, porém não podemos esquecer, estamos neste mundo para viver.

  11. Halisson 28 de julho de 2015 at 17:32 - Reply

    Artigo rico em idéias de quem aparentemente desenvolveu fortemente os dois lados do cérebro . A razão e a emoção dão as mãos para pacificar essa aparente contradição entre as idéias de educadores com inclinação mais pragmática e educadores com vies mais emocional. É por isso que sou fã assumido desse site. Possui papel especial nos meus favoritos. Valeu Leandro!

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 18:20 - Reply

      Olá Halisson. Muito obrigado. Eu acredito que educação financeira sem o autoconhecimento, reflexão sobre questões emocionais e de comportamento é uma educação financeira manca, torta e incompleta. Uma vez estava conversando com uma gerente de banco, amiga de um familiar. Ela trabalhava em um grande banco privado e atendia clientes pessoa jurídica. É formada em economia, com vários cursos de especialização na área e muita experiência. Mesmo com conhecimentos técnicos avançados e experiência ela tinha uma vida financeira desregrada. Gastava tudo que ganhava, não conseguia controlar os impulsos de consumo, tinha crenças e valores que a conduziam para este comportamento. Também tenho contato com muitos leitores que são profissionais bem sucedidos, com elevado conhecimento técnico nas suas áreas, renda elevada e sérios problemas financeiros provocados por desequilíbrios que não tem nenhuma relação com números, cálculos, taxas, etc.

  12. Allan 28 de julho de 2015 at 17:52 - Reply

    Boa Tarde Leandro!!!
    No seu conceito como saber se estamos sendo avarentos na hora de economizar? Ter um padrão de vida abaixo da situação real é ser avarento?

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 18:45 - Reply

      Oi Allan. O avarento não é a pessoa que vive feliz e satisfeita com um padrão de vida menor do que a própria renda. Pessoas economicamente conscientes gastam menos do que ganham, formam uma poupança e utilizam o dinheiro que acumulam de forma inteligente. Exemplo: compram aquilo que desejam sem depender de dívidas, fazem investimentos pensando em um futuro menos dependente do trabalho, possuem reservas para imprevistos que protegem sua paz de espírito, sem patrimônio e investimentos. Já a avareza é uma situação extrema. São pessoas que sofrem consequências físicas, psicológicas e sociais provocadas por um apego doentio pelo dinheiro. Vivem reclamando da falta de dinheiro, se fazem de vítimas, gostam quando as pessoas sentem pena e se comportam de forma caridosa com eles. Muitas vezes se aproveitam de familiares e amigos que são menos apegados ao dinheiro. Estão sempre pensando em uma forma de economizar dinheiro mesmo que isso prejudique um amigo, um parente ou um estranho. Muitas vezes sofrem restrições alimentares, prejudicam a própria saúde, se submetem a desconfortos e sofrimentos desnecessários para economizar um pouco de dinheiro. Muitas vezes perdem muito tempo e muita energia economizando centavos quando poderia utilizar o mesmo tempo e energia para ganhar mais e se preocupar menos com dinheiro. O resultado de tudo isso que listei é o isolamento social do avarento. Amigos e parentes começam a evitar a pessoa. Isso tudo não tem nenhuma relação com manter um padrão de vida inferior ao da sua renda para que você tenha suas finanças equilibradas e menos dependente de empréstimos, financiamentos e até menos dependente da eterna necessidade de vender tempo pelo dinheiro (trabalho).

  13. Marcelo Ronie 28 de julho de 2015 at 17:54 - Reply

    Excelente artigo Leandro!

  14. Misael da Silva 28 de julho de 2015 at 18:30 - Reply

    Otimo artigo.
    Devemos poupa para investimos e ter uma liberdade financeira. Sabemos que teremos momentos dificeis, mas nao devemos guarda dinheiro pensando somento este momentos o futuro nao pertence a nós mais devemos viver o maximo possivel dela ( nao pensando nas coisas ruim), na maioria é evita-las.
    Obrigado por este artigo mais uma vez

  15. gutemberg 28 de julho de 2015 at 18:40 - Reply

    excelente Leandro… video e texto confrontadores, para nos tirar da zona de conforto e nos fazer pensar. Valeu

  16. Alessandro 28 de julho de 2015 at 18:49 - Reply

    Excelente artigo!
    Como sempre.
    Abs.

  17. Ro 28 de julho de 2015 at 19:26 - Reply

    Nós devemos guardar dinheiro sim, mas não só pensando em utilizá-lo para coisas ruins. Acredito que a linha de pensamento do vídeo é para termos pensamentos positivos, a lei da atração, que eu acredito que existe, para podermos atrair coisas boas. Mas também é como você disse Leandro, as vezes não depende somente de nossos pensamentos para acontecer coisas boas ou ruins, mas se tivermos pensamento positivo já ajuda muito, uma mente saudável faz bem a alma.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 20:12 - Reply

      Oi Ro. A lei da atração é outra coisa que as pessoas não entendem direito. A forma como ela é comunicada é muito sensacionalista, por um lado isso atrai a atenção das pessoas para o tema, por outro isso acaba gerando preconceito sobre tema. Algumas acabam relacionando a questão com misticismo, religião, etc. O conceito é bem simples e não tem relação com nada místico. As pessoas sempre buscam se relacionar com outras através das afinidades. Você naturalmente chama a atenção de pessoas que pensam como você e naturalmente afasta pessoa que pensam diferente de você. As pessoas que estão próximas de nós podem ser fonte de oportunidades e alegrias, como também podem ser fontes de desgraças e sofrimento. O que você pensa sobre determinados temas, seus valores e as suas crenças estão sempre sendo comunicadas por você através das suas palavras e das suas ações. Com isto você sempre está atraindo ou afastando pessoas da sua vida. Exemplo: Uma pessoa que possui uma mentalidade empreendedora tende a atrair a atenção e a amizade de outros empreendedores. Formar um circulo de amizade com pessoas que pensam em empreender vai te trazer novos conhecimentos, vai gerar novas oportunidades, vai favorecer o seu crescimento na área onde você atua. Aqui temos a chamada lei da atração funcionando sem nenhuma mágica. Também existe a questão dos nossos pensamentos serem capazes de interferir no nosso humor, na nossa saúde, nas nossas decisões e no nosso relacionamento com as pessoas. Tudo isso produz consequências reais.

  18. Victor 28 de julho de 2015 at 19:27 - Reply

    Leandro, o seu texto ficou bem melhor que o vídeo do Paulo. A forma como o vídeo foi feito não transmite a mesma ideia que você expôs. Faltam detalhes no vídeo para isso. Mas enfim, parabéns pelo artigo, Paulo deveria ler seu artigo e corrigir o vídeo, explicando mais detalhadamente.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 19:55 - Reply

      Oi Victor. Quando você está se comunicando com um público iniciante, em um vídeo de 5 minutos, é mais eficiente dizer que para acender ou desligar uma lâmpada basta apertar um botão que fica na parede. É mais fácil dizer que a estratégia para economizar a energia seria manter a luz apagada por mais tempo. É simples, fácil de entender, fácil de aplicar e não precisa ter conhecimento técnico profundo sobre o funcionamento da lâmpada para atingir o resultado pretendido. Já quando o público é mais específico o tema pode ser abordado de uma forma mais profunda que faria o iniciante perder o interesse pelo tema. Você começaria mostrando esse gráfico chato como este: Depois falaria sobre o circuito elétrico, cargas elétricas, condutores, interruptores, elétrons, resistência, tensão, potência, filamentos, fotons, etc. Poderia abordar detalhes químicos, físicos e matemáticos relacionados com o funcionamento da lâmpada e tudo isso seria muito chato para a maioria das pessoas. Eu admiro os autores que conseguem transformar assuntos acadêmicos complexos em conteúdo fácil de ser consumido por qualquer pessoa. Nem sempre são entendidos de primeira, pois muitas vezes é necessário alguma base para entender a profundidade do tema.

  19. Gustavo Rabello 28 de julho de 2015 at 19:30 - Reply

    Boa noite a todos. Leando, além do governo a própria população não tem uma educação financeira adequada ao ponto de reter dinheiro e gerar uma poupança, muito pelo contrário, o número de endividados só cresceu nos ultimos anos. Concordo contigo também quando você menciona que as nações desenvolvidas são aquelas onde a população busca a prosperidade. E isso não se enquandra na conjuntura atual do Brasil, onde houve aumento da demanda sem criacao/produção de nada efetivo, ou seja, nos últimos anos o Brasil não conseguiu gerar quase nada de valor.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 21:50 - Reply

      Oi Gustavo. Basta olhar que o crescimento econômico dos últimos anos foi produzido pelo aumento do endividamento das pessoas. Esquecemos de produzir mais e melhor e esquecemos de estimular e apoiar o empreendedorismo.

  20. Simone Costa 28 de julho de 2015 at 20:44 - Reply

    Olá Leandro, sempre apreciando suas postagens maravilhosas que contribuem para a educação financeira do nosso país. Sou Engenheira Civil, Coach de finanças e fundadora do site Você Rica compartilho da ideia que devemos mudar a perspectiva do planejamento financeiro e da reserva para a emergências. Na quinta-feira passada publiquei meu novo e-book grauito “Planejar é preciso” em um dos capítulos abordo o novo olhar para o planejamento financeiro.

    “A maioria das pessoas vê no planejamento financeiro o apoio para vencer o medo:
     
    E se eu ficar desempregada?
    E se eu morrer?
    E se eu ficar doente?
    E se, e se, e se…?

    O medo é nada mais, nada menos que a nossa mente nos lembrando de algo que aconteceu no passado e que não queremos reviver, ou a projeção do futuro sobre algo possível de ocorrer. Se você já passou fome, se ficou desempregada, se já foi traída, faliu um negócio, ou passou por qualquer outra experiência dolorosa de perda, você certamente não quer vivenciá-la novamente. Mas, mudando a perspectiva para aquilo que deixamos de ganhar, nossa mente se expande, se liberta do pensamento de escassez e o medo, que antes era um tigre, agora se torna um felino doce e amável.

    Precisamos adquirir o doce olhar para a perspectiva daquilo que podemos conquistar através do planejamento financeiro.

    Poderei me aposentar precocemente
    Poderei fazer um trabalho que me satisfaz
    Poderei abrir meu negócio
    Poderei viajar para onde quero
    Poderei comprar x,y,z
    Poderei ajudar outras pessoas a conquistar aquilo que elas precisam
    Enfim…”

    Devemos sempre poupar, investir e ter reservas, mas tirar o foco da perspectiva da perda, criando uma mentalidade positiva sobre o que podemos ganhar com o planejamento financeiro.

    Parabéns pela sua abordagem sempre coerente e sensata.
    Grande abraço
    Simone Costa

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 21:46 - Reply

      Oi Simone. Eu concordo totalmente com você. Precisamos nos liberar de pensamento de escassez e medo. Isto é libertador. Visitei seu blog, parabéns pelo projeto. Vi que é focado no público feminino. Muito bom.

  21. Lúcio Junes Lemes Da Silva 28 de julho de 2015 at 21:05 - Reply

    Leandro, Boa noite!!!
    Primeiramente quero dizer que sou leitor dos seus livros e artigos, também sendo admirador do seu trabalho. Em razão de ler vários livros, também me considero um cara educado financeiramente, o que faz com que grande parte do meu dinheiro seja direcionado para investimentos de curto, médio e longo prazo, buscando como meta principal a liberdade financeira. Mas, o que fez eu escrever esta mensagem foi o vídeo do educador Paulo Vieira, o qual eu assisti e tenho que confessar que concordo totalmente com o que foi falado, sendo que não vi nenhuma afronta aos princípios da educação financeira ou um ensinamento errado sobre o real motivo de juntar dinheiro. Como já falei, li e leio vários livros sobre educação financeira, assim como livros sobre o poder do pensamento e aquilo que criamos. O autor tem razão, se juntarmos dinheiro para os dias difíceis, nós teremos dias difíceis. Se juntarmos dinheiro para sermos ricos, em todos os sentidos, liberdade financeira, se, porventura, ocorrer um dia difícil, estaremos preparados. Mas o foco para juntar dinheiro não é os dias difíceis que possam vir. Bom, essa é a minha contribuição, não conhecia o autor, mas achei necessário fazer este comentário. Forte abraço Leandro.

    • Leandro Ávila 28 de julho de 2015 at 21:30 - Reply

      Oi Lúcio. Muito obrigado. Concordo com você. Podemos fazer uma comparação com a saúde. Quando o assunto é saúde existem aquelas pessoas que colocam todos as suas energias no medo da doença e existem as pessoas que pensam em saúde colocando suas energias em atividades saudáveis como a prática de esportes, alimentação saudável, etc. Quem pensa em saúde focando na doença, de maneira obcecada, pode ser diagnosticada com um distúrbio psiquiátrico chamado de hipocondria. Deste ponto em diante surgem doenças psicossomáticas, crises de ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo. Já aquele cidadão que pensa saúde de uma maneira positiva acaba construindo um futuro saudável. Praticando exercícios e cuidando da alimentação a pessoa estará afastando a possibilidade de doença. O mesmo conceito pode ser aplicado ao que foi falado no vídeo.

      • Lúcio Junes Lemes Da Silva 29 de julho de 2015 at 22:27 - Reply

        Leandro, obrigado pela resposta. Perfeita a explicação e comparação. Quero aproveitar a oportunidade, para dizer que o livro Negro do financiamento de imóveis – não queime o seu dinheiro – de sua autoria, é com certeza um dos melhores livros sobre o assunto. Muito objetivo, com uma metodologia de fácil compreensão, trazendo uma série de informações. Recomendo a todos a leitura deste livro, visto que me agregou muito conhecimento, consolidando ainda mais a minha educação financeira. Abraço.

        • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 23:03 - Reply

          Olá Lúcio, muito obrigado, fico feliz por ter ajudado.

  22. Renata Ribeiro 28 de julho de 2015 at 22:44 - Reply

    Obrigada Leandro por mais este post. Eu também penso assim. Gosto da palavra sonhos e assim vou guardando para realização deles. É claro que no meio do caminho, temos imprevistos, e não vejo mal algum em usar parte desse dinheiro, caso não tenha uma reserva especificamente para isso, por enquanto. Mas o grande lance é saber em que está seu foco e acredito muito nisso também. Focar em coisas boas, prósperas que nos fazem bem, muda a nossa maneira de encarar o mundo e consequentemente os seus percalços.

  23. Fernando 28 de julho de 2015 at 23:01 - Reply

    Boa noite Leandro! Descobri seu site por acaso hoje em uma busca na internet e estou animado com os posts que tenho lido, parabéns pelo trabalho! Gosto muito do jeito que pensa Finanças Pessoais, pois aparentemente coincide com tudo que já li e fez/faz sentido para mim! Me impressionou também sua atividade nos comentários! Parabéns pela atitude e atenção com sua audiência!
    Já me inscrevi na newsletter e espero cada vez mais enriquecer meu repertório sobre este assunto o qual tanto me interessa! Grande abraço!

  24. Mario 28 de julho de 2015 at 23:20 - Reply

    Desculpe fugir do tema, mas a expectativa da reunião do COPOM é de mais uma alta da taxa básica de juros e talvez a última encerrando o ciclo de alta. Então baseado nesta expectativa, investir em LFT não seria um risco, ou seja, a LTN não passaria ser mais atrativa, inclusive sua compra imediata?

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 1:59 - Reply

      Oi Mario. A LFT (Tesouro Selic) é o título ideal quando você acredita que os juros vão continuar aumentando. O LTN (Tesouro Prefixado) é a melhor opção quando você acredita que o ciclo de alta está próximo do fim. A escolha sempre será uma aposta.

  25. Mauricio 28 de julho de 2015 at 23:48 - Reply

    Concordo com toda a argumentação feita por nosso anfitrião Leandro Ávila. Porém, não foi bem isso que entendi ao assistir o vídeo do Paulo Vieira. O autor do vídeo não é nada científico e usa argumentos frágeis. Ele tira conclusões baseando-se apenas no que ele QUER ver, de modo a dar suporte ao que ele deseja demonstrar.
    Seres humanos que somos, fatalmente passaremos por situações difíceis mais cedo ou mais tarde, pois doenças, acidentes, mortes, e outras adversidades podem acontecer sem que tenhamos controle sobre elas. É claro que algumas dessas situações podem ser evitadas, mas, de toda forma, pessoas são pessoas; morrem, adoecem, se acidentam, são demitidas, etc.
    Dessa forma, o autor enfatiza o fato de as pessoas que poupam pensando em dias difíceis realmente sofrerem dias difíceis um dia, mas não se importa se aqueles que não fizeram isso também sofrerem com dias difíceis. Então digo que todos, sem excessão, passam por momentos difíceis na vida, mas o autor quer provar que os dias difíceis vieram em decorrência da poupança pensando em dias difíceis.

    Mas parabéns ao Leandro que consegue “consertar” o vídeo tirando o lado bom da mensagem.

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 1:56 - Reply

      Oi Mauricio, o vídeo só tem 5 minutos e como eu já fiz cursos com ele e com outros autores que seguem a mesma linha eu entendo de forma mais profunda o que ele tentou dizer.

      • Mauricio 29 de julho de 2015 at 7:12 - Reply

        De qualquer forma esse artigo contribuiu de forma positiva pra minha vida. O seu exemplo da pessoa que fica desleixada ao se sentir segura com a suada poupança foi mais que esclarecedora. Muito obrigado.

      • Daniela 1 de agosto de 2015 at 5:54 - Reply

        Parabens!

  26. Marcelo Bortolotto 29 de julho de 2015 at 5:46 - Reply

    Bom Dia, Leandro

    Acredito que bom senso é chave em relação a finanças e a Biblia nos ensina como devemos encarar o tema e cito apenas alguns textos:

    Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
    I Timóteo 6:10

    O avarento coloca sua própria família em apuros, mas quem repudia o suborno viverá mais e melhor.
    Provérbios 15:27

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 10:46 - Reply

      Obrigado Marcelo. “A sabedoria protege como protege o dinheiro; mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor. – Eclesiastes 7:12”

  27. cesar augusto 29 de julho de 2015 at 10:41 - Reply

    Quero deixar aqui um pensamento que hoje esta sendo propagado, eu nao guardo dinheiro para os dias infelizes e sim para os dias felizes …………… essa concepção é que é a chave da mudanca da mente prospera

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 12:00 - Reply

      Obrigado Cesar. Temos que gastar nossas energias buscando a prosperidade. Isto significa desenvolver novas habilidades, buscar a eficiência e excelência no que fazemos, aprender coisas novas, ler, estudar, viajar para ter contato com outras realidades e refletir, empreender, inovar, gerar riquezas e valor na sociedade, propagar bons exemplos. O dinheiro será consequência.

  28. Louis 29 de julho de 2015 at 10:44 - Reply

    Não sei como tem gente que consegue gastar sem ter nenhuma reserva de emergência. Isso pra mim é incompreensível.
    Pra mim, dinheiro existe para ser acumulado. O dia que eu estiver gastando tudo o que ganho, me internem em uma clínica psiquiátrica.

  29. Gonçalo 29 de julho de 2015 at 11:01 - Reply

    Leandro, muito obrigado por mais um ótimo texto! Não entendo por que títulos atrelados ao IPCA podem gerar perdas se vendidos antes do vencimento, já que eles pagam mais que a inflação. Abraço!!

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 11:56 - Reply

      Oi Gonçalo. Quando você vende antes do vencimento perde o que foi estabelecido quando comprou o título. O Tesouro garante IPCA + Juros se você ficar com o título até o vencimento. Se você resolver vender esse título antes do vencimento terá que aceitar o preço de venda. Esse preço de venda é exibido todos os dias depois das 18 horas na página http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos Existem casos onde preço de venda está abaixo do que você receberia e em alguns casos podem estar muito acima, por isto existem pessoas que compram esses títulos com o objetivo de especular. Visite aqui.

      • Gonçalo 4 de agosto de 2015 at 11:51 - Reply

        Muito obrigado, Leandro!! Sucesso!!!

  30. Daniela 29 de julho de 2015 at 12:42 - Reply

    Ola Leandro,

    Bom, sou mega fa do livro “O segredo da mente milionaria” do T. Harv Eker… e ele expoe a mesma opiniao do video… mais uma vez um excelente post, muitissimo obrigada!

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 12:47 - Reply

      Exatamente Daniela. O T. Harv Eker é um dos autores que falam das questões emocionais.

  31. CORNELIUS OKWUDILI EZEOKEKE 29 de julho de 2015 at 15:49 - Reply

    Querido mestre Leandro,quero te agradecer por tudo que representa na Educação financeira das pessoas e ter a oportunidade de conhecer os seus trabalhos me enriquece a cada post.Sou um apaixonado pela Educação financeira e portanto,leio todos os seus post,confesso que hoje foi com um ar diferente e gostoso que saboreio seu comentário-post sobre o Vídeo do Paulo Vieira. Primeiro,porque é realmente polémico devido ao entendimento equivocado de algumas pessoas sobre a abordagem do Vídeo e o seu comentário. Segundo,porque também conheço pessoalmente o Paulo Vieira e os seus cursos de Inteligência emocional(Método Cis),Coaching Integral Sistêmico Etc.Quero te parabenizar pelo artigo pois demonstra entendimento de tudo que Paulo disse(Sou totalmente a favor) e quero igualmente parabenizar o Prof Elisson de Andrade pelos comentários com suas ressalvas.Isso enriquece nosso aprendizagem,apesar de não concordar com elas.Suas respostas provou que realmente és um ser iluminado e sua maneira de se posicionar nesses assuntos te coloca como o maior Educador financeira do País na minha opinião.Não tenho palavras para descrever como me sinto a cada vez que te leio.Cara,você me inspira a continuar estudando para poder agregar valor ás pessoas no que tange Educação financeira.O Paulo Vieira é PhD e criador de um método reconhecido internacionalmente em Coaching,é ridículo que alguém diga que o Vídeo é pouco científico com argumentos frágeis, uma vez que basta meia palavra para um bom entendedor.Como foi bem falado pelas pessoas que aqui postaram comentários,há vários autores internacionais que têm as mesmas opiniões.Parabéns Leandro pela defesa de Educação financeira sem frescuras !!!

    • Leandro Ávila 29 de julho de 2015 at 16:23 - Reply

      Oi Cornelius, você é muito gentil. Existem muitos atores, cada um com a sua visão da realidade. Gosto de ler e acompanhar todos eles. É importante saber o que cada um pensa e depois construir a nossa própria opinião, sua própria visão da realidade. Não existe receita que funcione para todos, não existe um GURU que conheça o melhor caminho que sirva para todos. O GURU só conhece o caminho que ele acredita ser o melhor. É responsabilidade de cada um fazer um esforço para conhecer os caminhos que existem e depois escolher qual o caminho acredita ser o melhor.

  32. janete 29 de julho de 2015 at 18:17 - Reply

    Boa noite leandro.
    eu sou totalmente a favor do video.
    e entendí perfeitamente a colocaçao do autor.
    pensamentos negativos atrai coisas negativas.
    Quem espera gastar o seu dinheiro com infermidade jamais vai gastar com viagens e momentos felizes , ja que ele guardou com um objetivo de gastar com doênça…
    Obrigado por mais um post maravilhoso ..
    Um abraço

  33. Jonatam 31 de julho de 2015 at 21:06 - Reply

    Mais um belíssimo post Leandro.

    Parabéns pelo excelente conteúdo.

    Abraços,

  34. Fernando 3 de agosto de 2015 at 13:58 - Reply

    Eu junto dinheiro porque sofro de transtorno obsessivo-compulsivo, que me faz sentir inseguro a respeito do future, para mim tudo pode se tornar catastrófico e fiquei obcecado em dinheiro, Recentemente que passei a gastar mais com lazer sem sentir-me culpado. É muito difícil.

    • Leandro Ávila 5 de agosto de 2015 at 12:43 - Reply

      Olá Fernando. Parabéns por estar superando a situação. Muitas vezes é importante procurar ajuda de um profissional que possa trabalhar esses transtornos. Isto está relacionado com a sua qualidade de vida. Obrigado por deixar seu comentário.

  35. Maciel 13 de agosto de 2015 at 20:06 - Reply

    Devemos ter capital reservado para o imponderável. Lembra me a história da formiga e do gafanhoto , se o inverno chegar você vai querer ser qual dos dois ?

    • Leandro Ávila 13 de agosto de 2015 at 20:19 - Reply

      Oi Maciel. É importante ter uma reserva para emergência e uma reserva para situações sazonais que devem fazer parte do planejamento. A chegada do inverno, que você usou como exemplo, não é um evento inesperado. Todo ano temos inverno, da mesma forma que todos os anos temos diversas contas no início do ano como IPVA, IPTU, despesas escolares que são sazonais e previsíveis.Um abraço.

  36. willians santos 19 de agosto de 2015 at 23:18 - Reply

    boa noite Leandro !!!!

    os anos de 2014 e 2015 foram muito apertados para, pois, somente para pagamentos de dividas não sobrando nada para meu uso, estou querendo fazer em 2016 uma reserva emergencial mensal de R$ 1.005,00. quais seriam os locais aonde poderia fazer esse reseva(ex. poupança,etc..)????

    • Leandro Ávila 20 de agosto de 2015 at 12:45 - Reply

      Oi Willians, para valores pequenos e que podem ser utilizados a qualquer momento a poupança seria a primeira opção. Se o banco onde você possui conta oferece fundos com taxas pequenas (abaixo de 1%) para investimento de pequenas quantias, também pode ser uma opção. Infelizmente os bancos cobram taxas muito elevadas de pequenos investidores. Por isto no início o mais importante é o quanto você será capaz de acumular por mês, quando possuir um valor maior poderá buscar rentabilidades melhores.

  37. willians santos 20 de agosto de 2015 at 21:25 - Reply

    boa noite !!!

    antes de tudo quero lhe agradecer por ter me respondido, fiquei na expectativa de entrar aqui e ver sua opinião. Digo ao sr. que estou aprendendo muito com essas dividas que estou pagando e quero que no ano de 2016 possa ser o ano de guardar, assim como fiz o dia 2015 que esta sendo de pagar,neste mesmo ritmo

    obrigado!!!!!

  38. Fabiana 3 de setembro de 2015 at 12:04 - Reply

    Leandro, seu site mudou minha forma de pensar e me ajudou a tratar da minha vida financeira com mais equilíbrio. Parabéns e Obrigada!

    • Leandro Ávila 9 de novembro de 2015 at 2:49 - Reply

      Oi Fabiana, obrigado por deixar seu depoimento aqui. Isso acaba motivando outros leitores. Parabéns.

  39. Wilson 8 de novembro de 2015 at 11:48 - Reply

    É aqla coisa, o que vc pensa leva a suas acoes e comportamentos. Virei servidor publico pq acho um maximo vc poder servir ao publico, ajudar as pessoas, atender suas necessidades e ainda ser remunerado por isso. mas nem todos pensam assim e tem muitos que estao lá sem concurso – nao sabe o esforco necessario para chegar la entao nao dao o devido valor ao que faz e nem sabe da importancia do seu trabalho na vida da populacao (é o ter, sem ser, sem fazer) – o governo cria esses cargos de livre nomeacao e exoneracao para servir de moeda de troca p comprar apoio (todas as esferase – municipio, estado e uniao) e isso contribui p uma imagem muito ruim do servico e de dificil reversao já que essas pessoas estao ali por indicacoes de apadrinhados e nao por sua competencia e geralmente sao pessoas q nao estao nem ai p nada. mas tem se renovado entrando muita gente nova – concursado – com pensamentos diferentes, inovador e comprometida no que faz espero que isso se reflita em uma melhora no longo prazo.
    Parabens pelos posts apensar d nao comentar leio todos.
    abs

    • Leandro Ávila 9 de novembro de 2015 at 2:56 - Reply

      Oi Wilson, obrigado pelo depoimento. Essa “moeda de troca” precisa acabar. Prejudica o servidor público e prejudica a população.

Leave A Comment

Share this

Compartilhe com um amigo