Quanto custa a vaidade nas redes sociais

Você já calculou quanto custa sua vaidade? Quanto você precisa trabalhar todos os meses para manter sua vaidade? Você sabe quanto isso já impactou na sua vida financeira e quanto irá impactar no futuro?

vai.da.de
sf (lat vanitate) 1 Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. 2 Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. 3 Vanglória, ostentação. 4 Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. 5 Coisa vã, fútil, sem sentido. 6 Futilidade. V. de língua: jactância, presunção.

Estava lendo uma reportagem sobre uma australiana chamada Essena, que era seguida por meio milhão de pessoas nas redes sociais. Ela não é atriz, cantora ou esportista famosa. Essena apenas compartilhava uma “vida perfeita” através de fotos e vídeos nas redes sociais. Isso atraia a atenção de uma multidão de jovens que sonham e acreditam na existência de uma “vida perfeita”.  Um dia,  Essena resolveu parar de fingir que tinha uma vida maravilhosa e disse: “Fui consumida pelo mundo da mídia social, que não é real, e sim baseado em aprovação social e em julgamentos superficiais“.

Ela resolveu editar a descrição de várias fotos que já tinha publicado nas redes sociais (a foto abaixo é um exemplo). Trocou a descrição sobre mais um dia comum (e maravilhoso) na vida dela, por um relato irônico do enorme trabalho que tinha para criar uma realidade falsa.

O caso desta moça é um extremo. É claro que cuidar da aparência é importante. É claro que todo mundo gosta de ser bem visto pelas pessoas. O problema é que aprovação social é viciante. As “curtidas” se transformam em prêmios para o ego, geram satisfação imediata, como se fossem pontos em um joguinho.

Muita gente entende curtidas como medida de atenção e admiração dos amigos e parentes. Existem pessoas que ficam tristes quando publicam fotos e não recebem as curtidas merecidas. Acabam monitorando quais são as pessoas que curtem as fotos, quais não curtem, quantas curtidas os amigos receberam e começam a comparar o desempenho deles com o próprio desempenho nas redes sociais. Em pouco tempo a pessoa estará envolvido(a) em uma disputa por curtidas, na busca de aprovação e elogios. Isto poderá se transformar em problemas emocionais e até financeiros.

Quantas vezes você viu amigos e parentes cometendo exageros de consumo compartilhadas nas redes sociais?

Roupas da moda, restaurantes caros e viagens para lugares badalados. Você logo irá perceber o que os seus amigos mais curtem e vai passar a utilizar esses parâmetros para tomar decisões de consumo. Esse exibicionismo nas redes sociais faz você pensar que a vida do outro é melhor e mais divertida que a sua. Você fica motivado(a) a criar uma realidade paralela para ser exibida publicamente. A consequência disso é mais insatisfação com seu padrão de vida. O problema maior ocorre quando você tenta elevar esse padrão tornando seus custos incompatíveis com sua realidade financeira.

Fingir ter um estilo de vida que você não pode manter, custar muito caro. Seu estilo de vida precisa ser compatível com a sua renda, não importando o que os outros pensam disso, afinal, é você que paga suas contas.

Parcelamentos no cartão, empréstimos e financiamentos só mascaram o problema. É uma forma de ostentar no presente empurrando a dívida para o futuro. Um dia a conta chega e suas decisões passadas vão sabotar a sua estabilidade financeira futura.  Aqueles planos importantes que você tinha para o futuro, serão adiados para satisfazer uma vaidade no presente.

Eu acredito que felicidade e liberdade andam juntas. No momento que você se sente obrigado(a) a se comportar dentro de padrões que os outros determinaram como sendo “padrões de felicidade” você começa a ter problemas. No dia que você atingir esse padrão, verá que está faltando alguma coisa. Provavelmente será a sua liberdade.

Quanto custa, por ano, estar sempre com:

  • O cabelo da moda;
  • A maquiagem da moda;
  • A roupa da moda;
  • Os calçados da moda;
  • Os óculos da moda;
  • O smartphone da moda;
  • O carro da moda;
  • O apartamento no bairro da moda;
  • Frequentando os restaurantes da moda;
  • Nos destinos turísticos da moda?

Quanto da sua vida você está gastando todos os anos, trabalhando para conseguir dinheiro suficiente para manter um “padrão de vida perfeito” aos olhos dos outros? Você já parou para pensar que muito do que você consome, muito do que você deseja, é na verdade um caminho para obter aprovação social?

No mundo em que vivemos, sacrificar uma vida inteira correndo atrás de dinheiro para termos aprovação social não é visto como loucura. Buscar aprovação de todos é o padrão de comportamento normal, aceitável, esperado e desejado. Já a situação contrária… é loucura.

As pessoas acreditam que somente um louco seria capaz de viver sem preocupar-se com a aprovação dos outros.

Agora vamos conhecer outro extremo, o extremo oposto com relação a aprovação social. Nessa reportagem aqui, vamos conhecer o homem que vive feliz dentro de um buraco que ele mesmo construiu. Ele não se importa com o que os outros pensam disso.

O Sr. Antônio, da foto cima, segundo os médicos, sofre de uma doença mental chamada de esquizofrenia paranoide. Ele não parece preocupado com o que os outros acham do estilo de vida que ele leva. Segundo os próprios parentes, o Sr. Antônio é uma pessoa feliz, gosta da vida que escolheu, não reclama de nada e não se preocupa com o que as pessoas acham da vida que ele leva.

Se esquizofrenia paranoide é uma doença mental em que a pessoa perde o contato com a realidade, que diferença existe entre o Sr. Antônio e as pessoas que se comportam como a moça australiana? O primeiro vive uma vida autônoma, primitiva e natural, como nossos antepassados viviam, longe das estruturas artificiais das grandes cidades. Já a moça, vive uma fantasia. Ela construiu uma realidade baseada no consumismo que precisa ser aprovada através das curtidas nas redes sociais. Se todos vivem a mesma fantasia, quem vive fora da fantasia é que está fora da realidade.

Aqui temos a foto da moça australiana, depois que voltou a ter contato com a realidade. Agora ela está sem maquiagem, sem Photoshop, com a cara limpa, do jeito que a vida é. As 500 mil pessoas as seguiam nas redes sociais, provavelmente, estão chocadas com este contato com a realidade.

Você provavelmente possui muitos amigos e amigas que tentam mostrar que vivem uma vida perfeita nas redes sociais. Eles não mostram o esforço necessário para criar essa falsa realidade. Os problemas financeiros e as dívidas que eles precisam assumir para ostentar aquilo que não são, também não aparecem publicamente na internet. Já existem vários estudos mostrando que o exibicionismo nas redes sociais prejudica o lado emocional das pessoas, isso vale para quem ostenta e para quem inveja a ostentação. Veja a reportagem.

Conclusão

Meu objetivo com este artigo é motivar sua reflexão, por isto utilizei dois casos reais extremos. Existem 1001 possibilidades entre os dois extremos. Reflita sobre o tempo que você perde e o dinheiro que você joga fora tentando surpreender as pessoas que te seguem nas redes sociais. Faça essas reflexões e tente identificar exageros.

Observe seu comportamento. Verifique, antes de comprar, se você tomaria essa decisão de compra se não fosse possível compartilhar a experiência com seus amigos e parentes (através de fotos, vídeos e histórias na internet).

  1. Se você não pudesse compartilhar que foi em determinado restaurante badalado, comer um prato da moda, será que mesmo assim, você pagaria o preço por esta nova experiência?
  2. Se você não pudesse tirar fotos e não pudesse compartilhar nada sobre a viagem que você pretende fazer, mesmo assim, você viajaria?
  3. Se não existisse ninguém no mundo para admirar o carro ou o apartamento dos seus sonhos. Será que você sacrificaria uma boa parte da sua vida trabalhando para comprar esses carros e esses apartamentos dos sonhos?
  4. Se ninguém pudesse ver as roupas que você pretende comprar, será que você não escolheria outras marcas e modelos?

Reflita. Faça aquilo que você gosta. Não faça aquilo que as pessoas gostariam que você fizesse. Não siga os conselhos deste artigo, não me deixe influenciar suas decisões, não permitam que outros ditem aquilo que você deve vestir, comer ou fazer. Você é que deve refletir sobre o que é melhor para você.

É difícil combater isso, somos naturalmente programados para imitir os padrões de consumo, as opiniões, gostos e comportamentos das outras pessoas. A criança nasce programada para imitar o comportamento dos pais. Quando cresce sem amadurecer, passam a imitar o comportamento dos amigos e dos famosos da televisão.

Para o bem da sua saúde mental e financeira, é importante se conhecer. Você deve descobrir o que é melhor para você, independente dos outros, mesmo que os outros sejam seus pais, seus amigos ou pessoas que você segue na internet.

By |04/11/2015|Categories: Enriquecimento|114 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

114 Comments

  1. Alan 4 de novembro de 2015 at 12:13 - Reply

    Mais um ótimo artigo. Que cada vez, mais pessoas possam ser “influenciadas” a pensar e escolher com liberdade… Leandro, o seu (trabalho, hobby, sonho, ou o que quer que seja) é motivador e exemplo. PARABÉNS!!!

  2. Ricardo 4 de novembro de 2015 at 12:21 - Reply

    Olá Leandro,

    Mais um excelente artigo sobre educação financeira. O consumismo excessivo nos tornam reféns de um ciclo vicioso. As indústrias sempre criarão produtos novos – ou irão criar versões
    de produtos já existentes – com o intuito de manter a população interessada e, de certo modo, escravo de bens materiais. A área de marketing ganhou um apoio importante no processo de disseminar nas pessoas a ideia que elas necessitam ter seus produtos: As redes sociais.

    A ostentação na redes sociais fazem as pessoas se sentirem importantes. O ser humano gosta de ter seu ego inflado. Quando as empresas associam seus produtos a status elas acabam manipulando as pessoas a adquirirem coisas que, na realidade, a população acha que precisa.

    Abraços.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 12:33 - Reply

      Oi Ricardo. Concordo com você. E na verdade existem outras fontes de ostentação (que fazem bem para o ego) que deveriam ser mais cultivadas. Exemplos: Ostentação de solidariedade, ostentação de gentileza, ostentação de honestidade, ostentação de cultura, ostentação de conhecimento, etc. A pessoa poderia fazer uma doação de sangue e tirar uma foto para publicar no Facebook, para inflar o ego e motivar os outros a fazerem o mesmo. Poderia terminar a leitura de um livro, tirar uma foto e ostentar o novo conhecimento que adquiriu. Isso motivaria a leitura. No lugar de fazer um bolo, tirar uma foto, e provocar a inveja e desejo nos outros, seria melhor fazer o bolo e tirar a foto entregando o mesmo de presente para um amigo (de surpresa), a pessoa estaria compartilhando gentileza e não inveja e desejo pelo bolo.

    • Fernando 4 de novembro de 2015 at 13:06 - Reply

      Leandro, Excelente texto e excelentes sugestões de ostentação nesse comentário!

      Acho que o artigo poderia até ser ampliado para que se inclua nele essas sugestões de ostentação…

  3. Edw 4 de novembro de 2015 at 12:35 - Reply

    Eu nunca fui imbecil para ficar me mostrando, mas posso dar uma dica. Nunca gostei de rede social. Uso por profissional, mas o ambiente em si acho podre e tóxico. Outro dia fiz um comentário que não foi corretamente interpretado pela maioria, que é burra em interpretação de texto , e em pouco tempo me vi debatendo e tentando explicar para porcos o quanto as pérolas são belas. Desde esse dia diminui o uso e garanto que estou com mais tempo na vida. Dica: antes de postar algo, leia um outro post. Nada do que escrever mudará o planeta ou fará diferença.

  4. Carlos Santolin 4 de novembro de 2015 at 12:38 - Reply

    Excelente artigo Leandro! Compartilho das mesmas opiniões e converso sobre essas coisas na minha roda de amigos. Obrigado por convidar todos para essas reflexões. Um abraço!

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:42 - Reply

      Oi Carlos, parabéns por refletir sobre isso e compartilhar com seus amigos.

  5. Leonardo 4 de novembro de 2015 at 12:41 - Reply

    Ótimo texto Leandro.. Hojer TER (ou aparentar TER) tem muito mais importância do que SER… Encontrei uma forma de evitar ser influenciado por essas realidades alternativas que seria trocar as horas de redes sociais por horas de leitura…

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:44 - Reply

      Oi Leonardo, é uma boa opção. Compartilhe suas leituras com eles nas redes sociais. Você vai influenciar através de um bom exemplo.

  6. M Helena 4 de novembro de 2015 at 12:42 - Reply

    Leandro, muito bom artigo!
    A abordagem do tema já conduz a reflexão. As imagens falam por si só.
    Obrigada, por compartilhar!

  7. Pedro Keller 4 de novembro de 2015 at 12:47 - Reply

    Excelente artigo Leandro! Ocorre que, acredito que as pessoas com esse padrão de comportamento, infelizmente não acessam o conteúdo desse brilhante site. Abraços

  8. José Augusto 4 de novembro de 2015 at 13:09 - Reply

    Fantastico artigo! Coloca em palavras o meu sentimento sobre status – acho que precisamos de muito pouco, e somos convencidos diariamente que devemos obter coisas que não precisamos.
    Por favor Leandro, continue com seu excelente trabalho!

  9. Ronaldo 4 de novembro de 2015 at 13:38 - Reply

    Parabéns pelo artigo e pelo site, sempre com bom conteúdo.
    O facebook deveria mudar o nome para faceland, porque é um mundo encantado da fantasia, praticamente todos são felizes, todos são bons, amorosos, alegres etc. As redes sociais são importantes nos dias atuais para muitas coisas, mas é preciso cautela para não iludir a si próprio e aos outros como fez a australiana. “Mutatis mutandis”, usando uma comparação esdrúxula, vejo as redes sociais como uma faca, que intrinsecamente não é boa nem ruim, tudo depende do uso que se faz dela, pode ser usada para cortar um pão ou para matar alguém. As redes sociais são ferramentas, que podem ser usadas para coisas boas ou ruins, aí depende do uso que for feito delas. Abraços!

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:52 - Reply

      Oi Ronaldo. Eu penso da mesma forma. Uso as redes sociais para divulgar o conteúdo do Clube dos Poupadores, sigo páginas, sites, pessoas que produzem conteúdo interessante e propagam pelas redes sociais. São muito úteis quando bem utilizadas.

  10. Nascimento 4 de novembro de 2015 at 13:47 - Reply

    Excelente artigo – infelizmente vivemos em um período onde as pessoas são valorizadas (ou pensam que são) pelo que têm ( ou demonstram ter). O bem da verdade é que muitas de nossas ações são mecânicas, ” não pensamos sobre nossos pensamentos e ações e as consequências que geram”. Ter saúde mental e financeira são muito importantes para o bem estar pessoal. Estava lendo recentemente um livro sobre como os rabinos visualizam a relação do ser humano;dinheiro; riqueza,pobreza e aprendi muitas coisas.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:53 - Reply

      Oi Nascimento, obrigado por compartilhar sua opinião. Qual o nome do livro? Ostente sua leitura. 🙂

      • Nascimento 4 de novembro de 2015 at 15:56 - Reply

        Sim, o nome do Livro é A Cabala do Dinheiro , autor Nilton Bonder.

        • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 17:54 - Reply

          Oi Nascimento. Vou procurar o livro. Sei que a visão judaica sobre dinheiro é totalmente diferente da visão católica do dinheiro. Eles acreditam que dinheiro é um instrumento (não é bom e nem mau) e quanto mais dinheiro você tem, mais poder possui para fazer o bem, mais poder você tem para fazer livres escolhas. Dessa forma, Deus abençoaria todas as pessoas que conseguem enriquecer honestamente e utilizam o poder que a riqueza dá para ajudar seus irmãos a prosperar também. Achei um vídeo interessante sobre a visão deles.

        • Giancarlo Fernandes 6 de novembro de 2015 at 9:46 - Reply

          Nascimento, obrigado pela dica de leitura. Leandro, achei o vídeo interessante e resolvi pesquisar o livro também. Caso você ainda não tenha encontrado o livro, eu achei o ebook por R$19,90 na loja da Amazon.

          • Leandro Ávila 8 de novembro de 2015 at 2:31

            Obrigado Giancarlo, todo conhecimento, toda leitura é válida.

  11. Lucas 4 de novembro de 2015 at 13:48 - Reply

    Parabéns Leandro! Excelente artigo para reflexão e análise.

  12. Marciane 4 de novembro de 2015 at 13:51 - Reply

    Excelente Artigo,
    Creio que se as redes sociais não existissem, muitas pessoas não fariam o sacrifício que fazem para mostrar o que não são para pessoas que nem “gostam” O pior que isso custa caro, e tem famílias sacrificando um futuro inteiro em nome do status!
    abs.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:54 - Reply

      Oi Marciane, esse exagero é o grande problema. Obrigado pelo comentário.

  13. Louis 4 de novembro de 2015 at 14:04 - Reply

    Grande Leandro,
    ótimo artigo, vivemos uma geração ostentação, onde gente trabalha como louco para pagar a prestação do iPhone ou do tênis caro.
    Acho que quem exagera nas postagens não percebe o quão exibicionista está sendo. Acho extremamente brega quem posta foto toda vez que vai a um restaurante, ou toda vez que abre uma garrafa de bebida importada. Gente elegante não ostenta.
    A discrição é uma virtude.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 14:58 - Reply

      Oi Louis. É verdade, as pessoas não percebem, já que os amigos e parentes fazem a mesma coisa. Quando repetem o comportamento, recebem curtidas e elogios e isso acaba criando o hábito. Não deixa de ser um comportamento que lembra o das crianças, são adultos que ainda não amadureceram, se comportam como crianças que ostentam os brinquedos novos.

  14. Mauro Amado 4 de novembro de 2015 at 14:08 - Reply

    Muito bom, Leandro. Belo artigo. Parabéns. É um assunto que apesar de parecer simples, mexe com condicionamentos psicológicos e pela história do que cada um passou, por isso é bem complexo superar essa vaidade e ter segurança sobre o que se é, mas estamos juntos nessa caminhada da vida. Obrigado pelos escritos!

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 15:00 - Reply

      Oi Mauro, obrigado pelo seu comentário. É um tema ligado ao comportamento que tem implicações na situação financeira de cada um. Saúde emocional abalada reflete no bolso.

  15. Tony 4 de novembro de 2015 at 14:09 - Reply

    Fantástico Leandro. Parabéns.

  16. Maicon 4 de novembro de 2015 at 14:18 - Reply

    Me lembrou um texto do Contardo Calligaris, no qual ele disse que grande parte do sofrimento das pessoas vem do fato de que elas vivem para receber o reconhecimento e os aplausos dos demais. E que ele se esforçava cada vez mais para “não ser gostado”. Não no sentido de fazer coisas desagradáveis aos outros, mas simplesmente de fugir dessa obsessão por reconhecimento.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 15:12 - Reply

      Oi Maicon. A necessidade de receber atenção dos outros faz parte da nossa natureza. Não importa muito se esta atenção irá nos retornar em forma de aplausos ou em forma negativa. Aquele menino que apareceu recentemente na televisão quebrando a escola (veja aqui), queria a atenção das pessoas, provavelmente a atenção que não recebe dos pais em casa. Na falta de aplausos pelas coisas boas que ele faz, o menino resolve chamar a atenção através das coisas ruins que ele sabe fazer. Para nós que somos adultos, é importante entender que existe esse mecanismo dentro de nós. É muito difícil se livrar dele. O fato é que esse mecanismo é que move o mundo. Muitos dos grandes feitos da humanidade só foram possíveis graças a esta busca por aplausos.

  17. Claudio Riber 4 de novembro de 2015 at 14:18 - Reply

    Maravilhoso seu artigo!!! Conceitualmente importante no mundo atual!!

    grande abraço e continue nutrindo esta plataforma da qual tantos são grandes fãs, eu inclusive!

  18. JFS new paradigma 4 de novembro de 2015 at 14:30 - Reply

    O melhor artigo que você ja escreveu.
    obrigado.

  19. Murilo 4 de novembro de 2015 at 14:46 - Reply

    Boa tarde Leandro, você é rápido, ouvi sobre a reportagem desta jovem australiana hoje pela manhã enquanto dirigia para o trabalho, e também chamou minha atenção, felizmente hoje estou livre das redes sociais e hoje tenho meus gastos refletidos e planejados.
    Você é muito bom com as palavras e argumentos, espero que continue com este ótimo trabalho que faz aqui em seu site, pois educação financeira é a chave para um futuro melhor de uma pessoa, de uma família, de um país.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 15:14 - Reply

      Obrigado Murilo. Educação financeira é como o fio de um novelo. Quando você puxa o pequeno fio da educação financeira, acaba vindo um monte de outras coisas importantes que estão interligadas.

  20. Flávio Roberto Gomes Giraldi 4 de novembro de 2015 at 15:32 - Reply

    Oi Leandro, excelente artigo. Mas esse problema tem uma causa só: capitalismo. A máquina do capitalismo que nos impulsiona sempre a comprar, sempre a buscar o melhor. E esse capitalismo gera uma ideia coletiva, compartilhada e curtida por um monte de pessoas. É disso que o capitalismo se alimenta. Consumo. E quanto mais consumo mais o capitalismo é beneficiado. Só que é uma via de mão única. O único beneficiado é o capitalismo.
    Não estou defendendo o socialismo ou comunismo. O capitalismo tem seu lado bom. Através dele as empresas crescem, a sociedade evolui. Novos produtos e/ou serviços mas eficientes surgem, pois o lucro e a competição entre as empresas em princípio leva a melhores produtos e serviços mais eficazes. Consumir é bom, mas com moderação. O consumo desenfreado é um vício e no cérebro funciona como tal, pois ativa as áreas relacionadas ao prazer.
    Leandro, você falou em ostentar atitudes positivas ou altruístas. Um bom exemplo disso é a página do Fernando Aguzzoli. Ele relata as experiências no tempo em que conviveu com a sua avó, vitima do mal de Alzheimer. E tem um vídeio que ele fala justamente isso. Quantas pessoas há no mundo que fazem boas ações e não só ele. Em vez de compartilhar coisas triviais, por que não compartilhar experiências positivas de vida, ensinamentos, usar o Facebook, e outras redes para promover a sollidariedade.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 17:25 - Reply

      Oi Flávio. Quando colocamos a culpa no capitalismo, estamos tirando a culpa das pessoas e jogando sobre uma abstração. Na minha opinião o problema não esta no capitalismo, está nas pessoas que não entendem como o capitalismo funciona. Não entender o funcionamento deixa a pessoa exposta. Vamos pegar o exemplo das novelas. Elas ditam moda e não é fruto do acaso. As emissoras fecham contratos com a indústria da moda, um exemplo claro são os calçados dos personagens que você pode ver nessa página: http://www.loja.globo/novelas/calcados.html Não existe nada de errado em vender copias das roupas dos atores, fechar contratos com grandes indústrias para atender essa demanda. Errado é não entender que o desejo de usar um determinado calçado é fruto da influência da novela, que por sua vez não é um entretenimento gratuito (como muitos imaginam) ela depende dos patrocinadores, que na prática, estão pagando para que as pessoas assistam a novela. Nada de errado nisso, o problema é quando a pessoa não entende o sistema e acaba comprando o calçado da atriz sem estar precisando de um calçado novo, mesmo achando o calçado feio, desconfortável e caro.

  21. Robson Santana 4 de novembro de 2015 at 15:51 - Reply

    Excelente artigo, mostra de forma conteporânea um flagelo que atinge a sociedade como um todo. O tempo e o esforço as que pessoas gastam para criar um mundo perfeito nas redes sociais poderia ser utilizado para algo mais grandiosos e com certeza tão gratificante quanto.

    Parabéns Leandro.

  22. Giancarlo Fernandes 4 de novembro de 2015 at 16:01 - Reply

    Ótima reflexão Leandro. Considero que as redes sociais são apenas mais uma ferramenta que faz parte de outra grande ferramenta (que é a internet). Como qualquer ferramenta, é necessário que aprendamos a utilizá-la. Ela pode ser bem ou mau utilizada. Eu uso as redes sociais para me comunicar, compartilhar informações e me aproximar das pessoas que eu gosto e admiro. Hoje é muito mais fácil acompanhar as pessoas que admiro e cujas características e valores eu admiro, ou estão alinhados com os meus, do que antes das redes sociais. Hoje em dia, existem opções nas redes sociais para que você siga determinadas pessoas e bloqueie outras (bem como siga determinados conteúdos e bloqueie automaticamente os conteúdos ruins). É importante sabermos usar essas opções para facilitar nossa vida na utilização das redes ao invés de ficarmos navegando ao esmo. Quanto melhor aprendemos a usar uma determinada ferramenta mais proveito tiramos dela. Um abraço.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 17:56 - Reply

      Oi Giancarlo. Penso como você, também utilizo as redes sociais para seguir pessoas que podem acrescentar.

  23. Rodrigo Hennrichs 4 de novembro de 2015 at 16:17 - Reply

    Leandro, primeiramente parabéns pelo artigo. Na minha opinião, não existe nada mais frustrante que trabalhar um mês inteiro e colocar todo o fruto do esforço nas cestas das outros pessoas. Assim é o vaidoso, gasta tudo que pode e o que não pode para manter as aparências. Com certeza não conhecem o quanto é gratificante ter o poder decidir sobre aquilo que precisa ou não.
    Mais uma vez, parabéns Leandro, por difundir a educação financeira, que é capaz de dar um choque de realidade naqueles que estão alheios às próprias necessidades.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 17:57 - Reply

      Olá Rodrigo. Esse “poder de decidir” que você falou, é o mais gratificante. Está relacionado com a nossa liberdade de agir.

  24. Christian Eduardo 4 de novembro de 2015 at 17:05 - Reply

    Olá Leandro e demais amigos leitores. Também vi a reportagem ontem sobre essa moça, acredito que por ser seu aniversário ela ganhou destaque, mas a história dela é realmente uma lição. Econtrei esse site abaixo, onde ela procura passar um pouco de sua experiência adquirida de forma bem conscientizadora. Apesar de estar em inglês acredito que vale o esforço para quem precisar traduzir, pois é uma lição de vida também. Eu li apenas a parte info, até o momento, mas já é suficiente para termos uma reflexão profunda sobre o assunto e perceber que podemos sim fazer a diferença, mesmo se “acreditarmos” sermos apenas um. Segue o endereço: http://www.letsbegamechangers.com/info/ (o próprio nome do site já revela o espírito conscientizador)

  25. Cristiane 4 de novembro de 2015 at 17:11 - Reply

    Boa Tarde, Leandro
    Lembrei-me de um artigo que li do Dr Flávio Gikovate que diz: Rede Social atiça a inveja e mexe com a frustração. Estar ali é como ser dono de uma revista de celebridade que publica as próprias notícias. Você vai à praia e põe lá. Compra e posta. Quem não foi e não tem baba. Olhar a vida alheia gera tensão. Não traz felicidade.
    Mais um excelente artigo Leandro, obrigada.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 18:02 - Reply

      Oi Cristiane, o próprio Flávio Gikovate utiliza as redes sociais para compartilhar o conhecimento dele. Isso mostra que podemos usar a ferramenta para propagar bons conhecimentos. Sigo os vídeos dele no Youtube. Vou compartilhar aqui um vídeo que ele publicou recentemente sobre desejo e consumismo na visão de um especialista da mente humana.

  26. Misael 4 de novembro de 2015 at 17:23 - Reply

    Ótimo artigo.
    Ostentação é uma doença grave que esta afetando muitas pessoas, que são levados pela mídia, tatus e outros meios, se vc não estive na “moda” vc é um de outro mundo.
    Não sou contra pessoas andar com roupas e perfumes caros,mais sou contra pessoas que não tem condição de compra, mas mesmo assim compra e no futuro próximo.
    Conheço vários amigos(as) que nas fotos e na rua parecer ricos, roupas caras e relógios e jóias, paga bebidas caras para amigos, mas em casa fala que não tem dinheiro para paga as contas de casa.
    Obrigado por compartilha mais essa lição de vida.

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 18:14 - Reply

      Oi Misael, existe uma pressão social contra aqueles que ficam fora a moda.

  27. marcelo 4 de novembro de 2015 at 17:45 - Reply

    é exatamente isso que digo para minha esposa.

    qual a necessidade razoável em colocarmos tudo no face? mostrarmos uma vida perfeita?

    infelizmente algumas pessoas perdem a mão e fazem de tudo para mostrar uma (falsa) felicidade sem fim, mesmo que isso consuma todo o tempo, verdadeira alegria, salário, economias, etc!

    ter um bom carro, boa casa, ir para lugares legais é ótimo, mas, como tudo na vida, devemos ser razoáveis em todas nossas decisões. esse exibicionismo injustificado me deixa intrigado às vezes!

    e parabéns pelo artigo!!!

    • Leandro Ávila 4 de novembro de 2015 at 18:13 - Reply

      Oi Marcelo, provavelmente ela copia um comportamento dos outros amigos e parentes que ela acompanha no Facebook. A coisa se retroalimenta. O problema é que isso acaba se tornando viciante.

  28. Daniel 4 de novembro de 2015 at 17:54 - Reply

    Um dos melhores textos que já li na minha vida…
    As pessoas deviam se educar financeiramente.. é uma pena ver como os brasileiros são influenciados pela “sociedade de consumo” e pelas apelações de marketing exploradas na mídia.
    Parabéns, Leandro!
    Quase toda semana, converso com alguém e indico seu site para leitura.
    Abraço!

  29. Luciano 4 de novembro de 2015 at 19:15 - Reply

    Excelente artigo! Eu sou considerado um ET entre meus amigos e familiares, pois não participo em nenhuma rede social além do whatsapp. Tenho tentado convencê-los que não precisamos disso.
    Aproveito para perguntar…. a ótima oportunidade a respeito de acões que falaste no email, é devido ao baixíssimo índice bovespa e tendência de suba? Abraço!!

    • Leandro Ávila 5 de novembro de 2015 at 3:10 - Reply

      Oi Luciano, falei sobre a abertura de uma janela de oportunidade, como a que se abriu no fundo da crise de 2008.

  30. Gelson 4 de novembro de 2015 at 20:57 - Reply

    Parabéns Leandro.
    Seu artigo realmente está totalmente descrevendo a realidade atual da nossa sociedade.
    Muito obrigado por compartilhar esse material de qualidade inigualável.

  31. Emiliana 4 de novembro de 2015 at 21:12 - Reply

    Leandro, tem um vídeo no youtube muito bacana que é :”criança, a alma do negócio”, no qual se fala sobre o consumismo infantil, sobre a criança que há em mim e em vocês. Esse foi inclusive tema de redação no ENEM. Confesso que é muito difícil manter os pés no chão, há uma pressão social absurda… se você não der a festa top para seu filho você não é uma boa mãe, se você não tem um carro de luxo você não é bom no que faz, se você não tiver decorado sua casa espetacularmente você não tem gosto…se você não colocar seu filho no colégio dos famosos … São tantos ses…Quem paga suas contas? Quem realmente se importa com você? Onde estão os valores como compaixão, solidariedade, generosidade, gratidão? Estariam todos old fashioned?
    Obrigada pelo momento de reflexão!

    • Leandro Ávila 5 de novembro de 2015 at 3:12 - Reply

      Oi Emiliana. Vivemos uma distorção de valores. Obrigado por comentar.

  32. Demetrio 5 de novembro de 2015 at 8:21 - Reply

    Leandro,
    O que mais gosto nos seus texto é que você, de forma muito didática, nos faz pensar sobre o assunto em questão, independente de concordar ou não com sua opinião. Parabéns meu amigo, você é um educador nato!

  33. brunoalex4 5 de novembro de 2015 at 11:16 - Reply

    “Um dia a conta chega e suas decisões passadas vão sabotar a sua estabilidade financeira futura. … ”

    Baseado neste trecho do artigo recomendo a leitura da livro do economista Eduardo Gianetti, O Valor do Amanhã – Ensaio Sobre a Natureza dos Juros. É espetacular.

  34. Leonardo Fróes 5 de novembro de 2015 at 11:41 - Reply

    Sensacional, Leandro!

    Estou escrevendo minha monografia da faculdade justamente sobre esse tema. “Ostentação social no Facebook, a felicidade virtual é a mesma do mundo real?”.

    Estou falando justamente dessa felicidade, na maioria das vezes falsa (ótimo exemplo essa menina Australiana), que as pessoas se sentem obrigadas a viver, e não somente isso, a mostrar também aos outros indivíduos.

    Ótimo artigo e grande coincidência também! Parabéns!

    • Leandro Ávila 5 de novembro de 2015 at 15:50 - Reply

      Obrigado Leonardo, parabéns por ter escolhido esse tema.

  35. Leina 5 de novembro de 2015 at 15:29 - Reply

    Boa tarde
    Admiro seu trabalho pois além de uma visão diferente sobre a área financeira também nos faz refletir sobre outras áreas de nossa vida.
    Obrigada!

    • Leandro Ávila 5 de novembro de 2015 at 15:51 - Reply

      Obrigado Leina. Na verdade, todas as áreas estão conectadas.

  36. João Paulo Marques 5 de novembro de 2015 at 17:08 - Reply

    Excelente artigo. Como diria o sábio rei Salomão: “Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.”

    • Leandro Ávila 8 de novembro de 2015 at 2:30 - Reply

      Oi Fábio, o pior é que muita gente deixa o conteúdo que publica nas rede sociais aberto para ser visto por qualquer pessoa. Existem criminosos que utilizam as redes sociais para buscar suas vítimas.

  37. Felipe de Freitas 5 de novembro de 2015 at 21:43 - Reply

    Grande Leandro Ávila, parabéns por esse artigo! A grande realidade de nossa geração a ostentação. Conheço um monte de pessoas semelhantes! Vlw! Vou indicar o site!

  38. Sérgio Contieri 6 de novembro de 2015 at 4:53 - Reply

    Seu trabalho tem trazido conhecimento e reflexão e o fato de tornar isso possível sem nos obrigar a compra-lo faz de você uma pessoa altruísta. Obrigado por seus ensinamentos e pelo tempo dedicado.

  39. Uilson 6 de novembro de 2015 at 9:52 - Reply

    Olá Leandro, como se diz antes queria SER, ser Médico, ser Professor, ser Advogado etc..
    Depois queria TER, ter Dinheiro, ter Bens, ter Carro, ter de Tudo etc..
    Agora basta PARECER, parecer Bonito, parecer Rico, parecer bem sucedido etc..
    Parabéns pelo Artigo.

  40. Helcio 6 de novembro de 2015 at 11:12 - Reply

    Parabéns. Como li esses dias, “a simplicidade é a é o auge da sofisticação.”

    • Leandro Ávila 8 de novembro de 2015 at 2:33 - Reply

      Oi Helcio. A simplicidade é o último estágio da sofisticação. O conhecimento é a riqueza primária do mundo. A liberdade de escolha é o maior dos luxos.

  41. katrine souza 6 de novembro de 2015 at 11:32 - Reply

    Excelente!!! Seus posts tem me ajudando bastante em controlar meu “dinheirinho”.
    Fique bem longe de mim ideologia de consumismo, amém.(rs)
    Muito grata!!!

  42. Kelly Ribeiro 7 de novembro de 2015 at 13:19 - Reply

    Adoro seus artigos!! Obrigada por usar da melhor maneira esse seu dom que é compartilhar sabedoria. Que Deus te abençoe!

  43. Fábio Moraes 8 de novembro de 2015 at 11:49 - Reply

    Boa tarde, Leandro. Parabéns por mais um excelente artigo.
    Na minha opinião, lamentavelmente, a ostentação digital, cujo “êxito” é mensurado pelo número de curtidas, é falta de autoestima. Algo que poderia ser definido como Exoestima, uma dependência da aprovação do meio social em que se está inserido, seja ele, físico ou digital. Como você mesmo afirma no Livro Negro do Financiamento de imóveis, até por volta da década de 70, o prestígio e o reconhecimento social vinham do Ser. Ser um médico, Nutricionista, Engenheiro, Professor e por aí vai. Hoje em dia, o reconhecimento e o prestígio tem origem no ter, e cada vez mais o “aparecer” vem ganhando força, que somando-se com o “parecer” (ser bem sucedido), lembra mais uma brincadeira de criança, em que brincávamos de ter uma certa profissão. Um espécie de faz de conta. Acredito e sempre divulgo o seu trabalho, pois a Educação Financeira é o caminho para se fazer de um jeito “diferente”.

    • Leandro Ávila 9 de novembro de 2015 at 2:30 - Reply

      Oi Fábio, concordo com você. Viver de aparência é insustentável. Obrigado por divulgar o site.

  44. David 8 de novembro de 2015 at 19:42 - Reply

    Este artigo calou fundo em mim. Desejo mudanças, e por mais radical que possa parecer vou deixar facebook, instagram e swarm. A humildade é uma qualidade cada dia mais rara, ser admirado pelo caráter é infinitamente melhor do que pelo que se têm.

    • Leandro Ávila 9 de novembro de 2015 at 2:34 - Reply

      Oi David, não precisa sair das rede sociais. O importante é ter consciência quando estiver utilizando.

  45. Fernando 8 de novembro de 2015 at 21:06 - Reply

    Eu tô tranquilo. Tenho dinheiro guardado. Trabalho mais como opção atualmente, pois consigo com juros bancar todas minhas despesas, pois sou simples no vestir, no comer e no divertir.
    Enquanto isso, a realidade bate na cara de muita gente que não conhecia a falsidade que essa geração de consumo classe C foi, tudo sem sustentação econômica. Primeiro se poupa, depois se enriquece, daí então se consome.

    • Leandro Ávila 9 de novembro de 2015 at 2:43 - Reply

      Oi Fernando, infelizmente as pessoas invertem as coisas. Primeiro consomem, fazem dívidas de curto, médio e longo prazo. Trabalham para enriquecerem os bancos através dos pagamentos de juros sobre juros, na verdade acabam sendo obrigados a economizar para pagar juros.

  46. Saulo Almeida 9 de novembro de 2015 at 14:58 - Reply

    Ótimo artigo Leandro! A reflexão sobre isso é extremamente importante! As pessoas devem criar coragem e encarar a realidade, que, de fato, não é apenas o mundo virtual em que estamos inseridos. Parabéns pelo seu trabalho!

  47. Paulo 10 de novembro de 2015 at 0:31 - Reply

    Simplesmente fantástico!

  48. Paulo Marcos 10 de novembro de 2015 at 13:29 - Reply

    Esse é um dos melhores artigos que já li em seu blog, Parabéns!

  49. Márcia Cunha 15 de novembro de 2015 at 20:38 - Reply

    Maravilhoso artigo e comentários de todos…
    Acredito que a mídia consegue construir e/ou destruir a educação, a cultura … e infelizmente destruir tem sido mais lucrativo.

  50. Flávio 17 de novembro de 2015 at 9:18 - Reply

    Ótimo artigo! A melhor coisa que fiz foi ter me livrado de todas as redes sociais, em 2010. Não sinto falta alguma, tenho contato com a maioria de meus amigos, e devo ter economizado uma boa grana rs. Desde que saí de casa, na mesma época, tive que aprender a me virar com meu dinheiro para sobreviver (nisso agradeço muito ao meu pai, pois, apesar de viver uma vida confortável em casa nunca tive vida fácil – ele me ensinou a poupar e me esforçar caso quisesse comprar algo). Hoje vejo que sou meio que um ponto fora da reta se comparado aos meus amigos e até mesmo parentes, justamente por não seguir esse consumismo imposto todos os dias a nós. Novamente, parabéns!

    • Leandro Ávila 12 de setembro de 2016 at 17:37 - Reply

      Oi Flávio, obrigado por compartilhar conosco um pouco da sua vida sobre este tema.

  51. Joel Soares 18 de novembro de 2015 at 12:44 - Reply

    Olá
    O artigo me fez lembrar daquela novela, Vamp, da Globo, acho que dos anos 90. Todos os personagens vampiros do elenco vestiam casacos de couro preto e óculos escuros. Isso virou moda no Rio de Janeiro, pois a novela se passava lá, acho. Mas como convencer um carioca sob o sol de 40º a usar um casaco de couro?? A resposta foi dizer que o look era a moda do verão, e que o casaco de couro não era quente e desconfortável, ele mantinha a temperatura do corpo e protegia do sol…. Durante um tempo foram feitas reportagens em que os repórteres entrevistavam pessoas na rua, principalmente estilistas, que explicavam as vantagens de se utilizar casacos de couro no verão carioca (!!), e as poucas pessoas que se atreviam a fazer isso. Acho que não deu muito certo.

    • Leandro Ávila 18 de novembro de 2015 at 13:39 - Reply

      Oi Joel, isso mostra como nos deixamos levar pela televisão. Obrigado pelo comentário.

  52. Tiago Medeiros 21 de dezembro de 2015 at 12:33 - Reply

    Muito bom seu post Leandro, eu tento explicar isso para minha irmã que hoje se tornou minha filha por causa do falecimento da minha mãe, ela gostava de ficar no Facebook mas quando eu e minha esposa falamos pra ela que essa vida não existe e ela também viu que não ficamos perdendo nosso tempo vendo fotos de pessoas que só estão ali para se mostrar, ela acabou deixando este hábito ruim e até perdeu a senha do mesmo e nem se quer se manifesta para recuperar. Através do nosso exemplo pudemos mostrar para ela que ficar no Facebook varias horas não é nada saudável pra ela, pior que tem muitas e muitas mães e pais que ficam horas no Facebook e Whatsapp grudado na tela do Smartphone enquanto crianças só observam e fazem o mesmo, criam-se adultos snobes, prepotentes, arrogantes, sem humildade, igualmente ao vídeo que está no final do Post…obrigado e ganhou mais um leitor assíduo do seu site, parabéns pelos seus conteúdos..até mais

  53. Deborah Alves 12 de setembro de 2016 at 15:24 - Reply

    Só queria dizer que amo esse blog, além do conteúdo de qualidade temos pessoas colaborativas com ótimos comentários <3 <3 <3

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