Parar de pagar juros aos rentistas e o calote

Você já ouviu alguém falar que a solução para os problemas do Brasil é o governo “parar de pagar juros para os rentistas?”. Você já se sentiu culpado ao  investir em títulos públicos por acreditar que está estimulando o endividamento do país? Você acredita que o dinheiro que falta na educação, saúde e segurança está sendo usado para pagar juros da dívida?

Sempre que escuto algum amigo, parente ou leitor do Clube dos Poupadores repetindo essas ideias, paro por um segundo e lembro da seguinte frase: “perdoai, porque não sabem o que falam.”

Após a leitura deste artigo é provável que você fará o mesmo.  Existe uma frase que diz assim: “argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em uma pessoa morta”. Não recordo o nome do autor, mas é mais ou menos assim que acontece. O que vou fazer aqui é trazer um pouco de razão para sua vida financeira. Assim você pode parar de repetir o que os outros falam sem entender exatamente por qual motivo eles estão falando.

Quem são os malvados rentistas?

No consenso popular os rentistas são seres do mal. Pessoas que vivem dos juros dos investimentos que fazem, especialmente investimentos em títulos públicos. As pessoas acreditam que os rentistas são meia dúzia de banqueiros, empresários e investidores ricos que exploram o país. Existe a crença de que a culpa pela falta de recursos do governo para a saúde, educação, segurança e outros serviços públicos está no pagamento de juros aos banqueiros e todos os ricos inescrupulosos. Infelizmente a coisa não é tão simples assim. Vou mostrar que os rentistas somos todos nós, eu, você, seus amigos e parentes.

No decorrer do texto você perceberá quem são aqueles que se beneficiam quando você acredita que a culpa pelos problemas do Brasil está nas costas daqueles que poupam mais e investem mais. Você verá que existe um grupo que é especialmente beneficiado quando a população se mantém pobre, sem poupança, sem investimentos, perdendo dinheiro através da inflação, gastando tudo que ganha e cada vez mais dependente de esmolas, benefícios e subsídios.

Por qual motivo o governo vende títulos públicos?

Você já deve ter ouvido falar que quase metade do orçamento do governo só serve para pagar juros da dívida. Como os trilhões de reais retirado do bolso dos brasileiros através dos impostos são insuficientes para cobrir os custos da ineficiência e da corrupção do governo, é necessário fazer alguma coisa para fechar as contas.

Quando as despesas do governo são maiores do que suas receitas só existem quatro caminhos para não quebrar o país:

  1. Reduzindo as despesas para gastar apenas aquilo que se arrecada (solução inaceitável para aqueles que lucram com essa gastança).
  2. Aumentar a arrecadação elevando os impostos, ou seja, retirar mais dinheiro da população de maneira forçada (solução muito usada em países onde a maioria da população é rica e pode pagar 40% ou até 60% de tudo que ganha em impostos, sem passar fome e sem reclamar muito).
  3. Pedir dinheiro emprestado da população. Isto é feito através da venda de títulos públicos de forma direta ou indireta. Os juros oferecidos precisam ser atrativos para que as pessoas e as empresas façam a opção de poupar e correr riscos no lugar de simplesmente gastar o dinheiro que possuem.
  4. Imprimir dinheiro, mesmo que isto tenha como efeito colateral o aumento da inflação e dos juros. (Lembre-se da hiperinflação no governo Sarney Lembre aqui. Veja o que fizeram no país vizinho. Veja aqui)

As famílias e as empresas, quando gastam mais do que ganham, só podem adotar duas destas soluções que listei (1 e 3). O governo tem outras duas alternativas que é retirar mais dinheiro das pessoas aumentando e criando impostos ou tirando proveito de um poder que só o Estado possui que é imprimir dinheiro.

Governo grátis:

É importante ficar claro na sua cabeça que o governo não é grátis. Você paga por ele de forma direta ou indireta. Quando você exige que o governo gaste mais com educação gratuita, saúde gratuita, segurança gratuita, benefícios de todos os tipos, subsídios, desonerações, distribuição de dinheiro, distribuição de empréstimos com juros baixos, etc… você está literalmente pedindo para que o governo aumente os impostos. O pior é que muitos brasileiros trocam seus votos por promessas de “coisas grátis”do governo.

Se o governo não conseguir aumentar os impostos para atender os pedidos dos eleitores, ele pode optar por pedir mais dinheiro emprestado. Ele faz isto vendendo títulos públicos prometendo o pagamento de juros no futuro. Você e seus filhos pagarão esses juros através de mais impostos lá no futuro. Outra alternativa seria imprimir dinheiro novo, sem lastro, para manter os “serviços públicos gratuitos” funcionando, mesmo que isto conduza o país para uma hiperinflação (isto já aconteceu no passado).

Aumentar impostos seria a solução?

Atualmente, quase 40% de todas as riquezas geradas pelos trabalhadores e empresas brasileiras vão para os cofres do governo através de impostos e outras formas de transferência de recursos para o governo (veja). Temos uma carga tributária de país desenvolvido e serviços públicos de país subdesenvolvido. Mesmo assim, trilhões de reais em impostos todos os anos são insuficientes para fazer o governo funcionar sem déficit.

Imprimir dinheiro seria a solução?

Imprimir dinheiro é uma péssima alternativa, basta lembrar ou pesquisar sobre a economia brasileira na década de 80 e parte da década de 90 quando tínhamos inflação acima de 2000% ao ano. Veja onde chegava o IPCA anual entre 1980 e 1995:

Naquele tempo, todos os anos o governo precisava retirar 3 zeros da nossa moeda. Para ser  milionário em moeda local você só precisava ter duas notas de 500.000 cruzeiros. A nota abaixo circulou entre 1993 e 1994. O poeta Mário de Andrade não parece muito satisfeito com a homenagem nesta vergonhosa nota de meio milhão de cruzeiros:

Reduzir as despesas do governo seria a solução?

Se você tem um governo que não funciona direito, repleto de pessoas que utilizam seus recursos de forma ineficiente, desperdiçando ou simplesmente roubando grande parte do que se arrecada, não seria coerente e produtivo deixar mais dinheiro circulando no bolso das famílias e das empresas do que circulando no bolso do governo?

Com certeza você usará o seu dinheiro de forma mais eficiente para gerar benefícios para você, sua família e sua empresa. É loucura acreditar que o governo tomará decisões melhores do que a suas usando o seu dinheiro para gerar benefícios para você mesmo.

O problema é que empresas, políticos, e pessoas que tiram seu sustento da ineficiência, desperdício e até roubo do dinheiro público, não gostam desta ideia. Para esses grupos é péssimo que as pessoas vejam a realidade desta forma (veja o último artigo que escrevi sobre a maneira como vemos a realidade).

São justamente algumas destas pessoas, que dependem de um Estado grande, que espalham essa ideia de que a melhor solução seria dar um calote aos malvados rentistas. Assim, sobraria mais dinheiro para desperdiçar nos péssimos serviços públicos que o governo finge prestar.

A origem de uma dor de cabeça é falta de aspirina?

Quando você tem dor de cabeça, você acredita que a origem da sua dor é falta de uma dose diária de aspirina na sua alimentação?

Seria justo culpar a fábrica de aspirina por sua dor de cabeça? Seria justo chamar o fabricante de aspirinas de aproveitador e inescrupuloso por vender aspirina? Claro que não. A falta de aspirina não é a origem da sua dor de cabeça. A sua dor tem outra origem.

Culpar os rentistas pelos gastos da sociedade com pagamentos de juros no Brasil é como culpar o fabricante de aspirina pela dor de cabeça das pessoas. Dar um calote nos rentistas para resolver os problemas do Brasil é como dar um calote no fabricante de aspirina acreditando que isto acabará com a dor de cabeça de todos.

O Brasil ainda não quebrou graças aos rentistas:

Políticos, funcionários públicos, militares, juízes, aposentados, pensionistas, beneficiários do Bolsa-Família, do ProUni, do FIES e funcionários de todas as empresas que se beneficiam do governo, só estão conseguindo pagar suas contas neste momento porque existem pessoas e instituições dispostas a emprestar dinheiro para o governo.

Já faz muito tempo que os impostos são insuficientes para pagar todas as despesas do governo. Cada eleição que passa as pessoas exigem mais “serviços grátis” e mais gastos para manter estes serviços de baixa qualidade. Ninguém lembra que é possível fazer mais com menos, ninguém lembra que qualidade e produtividade deveria ser o principal objetivo daquele que faz uso de recursos públicos.

Para que os políticos continuem atendendo as exigências dos seus eleitores, sem o país quebrar, o governo gasta o dinheiro que não tem e transfere a conta para os brasileiros do futuro (seus filhos e netos). O governo pede dinheiro emprestado no presente (vendendo títulos públicos) e promete devolver este dinheiro no futuro com juros. No futuro o governo terá que vender mais títulos (para rolar a dívida) ou terá que arrecadar mais impostos para pagar o valor principal e os juros para os clientes dos bancos, clientes dos fundos de investimento, clientes de planos de previdência e investidores de todos os portes que de alguma forma investem em títulos públicos (direta ou indiretamente).

Os rentistas não são meia dúzia de banqueiros ricos:

Os rentistas são os clientes dos bancos, das corretoras, fundos de pensão, fundos de investimento e outras instituições financeiras. Já mostrei neste outro artigo que as instituições financeiras onde deixamos nosso dinheiro são as que mais compram títulos públicos.

Mesmo que você não faça parte da parcela de 0,25% da população que investe em títulos públicos através do Tesouro Direto, basta ter uma conta bancária ou uma caderneta de poupança para que o seu dinheiro passe por dentro do governo. Os bancos e outras instituições financeiras emprestam grande parte do seu dinheiro para o governo federal sem que você necessariamente saiba disso.

A verdade sobre o calote:

Imagine se o governo resolvesse não pagar mais os juros da dívida interna. Como emprestar dinheiro para o governo é opcional, o que você acha que aconteceria se o governo cogitasse aceitar a ideia de que a solução dos problemas do Brasil seria dar um calote naqueles que fornecem a aspirina, ou seja, o rentista?

No dia seguinte, pós-calote, o governo não teria mais dinheiro disponível para honrar sua folha de pagamento. Isto já está acontecendo em diversos estados e cidades brasileiras. Como cidades e estados não podem emitir títulos públicos, quando gastam mais do que arrecadam precisam pedir dinheiro para o governo federal, do contrário são obrigados a parar de pagar salários dos servidores e de transferir recursos para o funcionamento da saúde, educação, segurança, etc.

Nem vou entrar na questão de que um calote dos rentistas faria todo o sistema financeiro quebrar, já que a moeda nacional se transformaria em papel sujo, sem qualquer valor. Um calote da dívida pública interna seria tão trágico que sua única preocupação seria como conseguir alimento para sua próxima refeição.

Nos últimos 12 meses o governo federal pegou mais de R$ 587 bilhões em empréstimos da sociedade para continuar funcionando. Isto ocorreu com a venda de títulos públicos que foram comprados voluntariamente por todos os rentistas do Brasil que tinham algum dinheiro para guardar nos bancos, corretoras e outras instituições. Isto vai do pequeno poupador que guarda R$ 100,00 no banco até aqueles que compram títulos públicos através de fundos, previdência privada ou tesouro direto.

Estes bilhões é o que chamamos de déficit nominal do setor público. Mais de meio trilhão que serão utilizados para custear o funcionamento do estado e custear o pagamento dos juros da dívida. Sim, já faz muito tempo que o governo paga os juros da dívida fazendo mais dívida. Por este motivo não é correta a ideia de que os impostos dos brasileiros estão sendo gastos com pagamento de juros no lugar de pagar os desperdícios do governo na prestação de serviços públicos. O governo faz dívida para pagar os juros das dívidas que já possui. A dívida é rolada no lugar de ser paga e por este motivo ela não para de crescer.

Qual a possibilidade de o governo dar um calote nos rentistas?

Da mesma forma que dar um calote no dono da farmácia ou no fabricante de aspirina não vai resolver sua dor de cabeça, dar um calote nos rentistas não vai resolver os problemas do Brasil. O máximo que vai acontecer, se você não pagar a farmácia, é nunca mais conseguir comprar aspirina para remediar o seu problema.

Fazer dívida pública é apenas um alívio para as dores geradas por um problema que tem outra origem que é um Estado grande que tira boa parte das riquezas do país, desperdiça e rouba muito do que arrecada tornando toda a sociedade mais pobre a cada ano.

Se você entendeu que o governo precisa de dinheiro emprestado para existir, você entende que ele jamais dará o calote em seus credores, da mesma forma que você jamais daria calote no dono da farmácia. Quando alguém aparecer por ai com esse papo de calote dos rentistas você já sabe que dor de cabeça não se origina na carência de aspirina. Dor de cabeça se combate destruindo vírus, bactérias, parasitas e outros agentes que te provocam doenças que possuem como um dos sintomas a dor de cabeça.

Ao dar um calote nos “malvados rentistas”, o governo fecharia a única fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível para continuar existindo. Acabar com o rentista seria acabar com aquilo que está mantendo o governo vivo.

É importante destacar que nem países como a Venezuela do falecido Chávez e nem a Argentina (ex-propriedade particular da família Kirchner) cometeram a insanidade de dar um calote nos seus credores internos (aqueles que compram títulos da dívida em moeda local).

Um calote pode até acontecer nos momentos de crise, mas sempre será naqueles que pagam impostos e não recebem nada em troca pelos impostos que pagam. Os pagadores de impostos são fáceis de manipular trocando esmolas por voto e vendendo a ilusão de que o governo é grátis e precisa cada vez mais de dinheiro.

Quem realmente vai receber um calote?

Um grande calote já está acontecendo em muitos estados e municípios quebrados e que não conseguem receber ajuda do governo federal diante da crise. O calote não vai atingir diretamente os clientes de bancos, corretoras e fundos que emprestam seu dinheiro para o governo em troca de juros. O calote ocorrerá sobre aqueles que precisam de serviços públicos e dependem dos salários pagos pelo governo, aposentadorias, pensões, assistencialismo etc.

Se nada for feito para o governo controlar o desperdício e o desvio de dinheiro público, nos próximos anos teremos um calote ainda maior com o corte de recursos para saúde, educação, cultura, segurança, investimentos, etc. Se leis e medidas políticas não forem aprovadas para limitar os gastos públicos e obrigar os políticos a priorizarem as despesas em áreas importantes, teremos sérios problemas.

O que recomendo é que você não fique aí parado, sem fazer absolutamente nada, assistindo a degradação da situação fiscal do país. Não importa se você é servidor público, funcionário de empresa privada ou empresário. Nunca foi tão importante assumir o controle do seu dinheiro para buscar uma maior independência financeira, independência dos serviços públicos e benefícios vindos do governo.

Juros reais continuarão elevados (se nada for feito):

Imagine que você tem dois amigos que se chamam João e Maria. Os dois estão passando por dificuldades financeiras e pediram R$ 10.000,00 emprestados para você. Você não tem dinheiro para emprestar para os dois. Terá que escolher apenas um. João é aquele seu amigo irresponsável com suas finanças pessoais. Vive endividado e você sabe que esse dinheiro será usado para pagar os juros de outras dívidas que ele possui com outras pessoas. João vive sendo demitido por ineficiência e baixa produtividade. Já sua amiga Maria é mais endividada do que João, só que ela paga os juros das dívidas em dia. Maria é competente, eficiente e produtiva no seu trabalho. A cada ano que passa sua renda aumenta mais por sempre ser promovida ou conseguir empregos ainda melhores.

Imagine que João e Maria estivessem dispostos a pagar 5% de juros ao ano pelo seu dinheiro emprestado. Para qual dos dois você aceitaria emprestar? Provavelmente você emprestaria para Maria. E se o João fizesse uma oferta de 15% de juros ao ano pelos seus R$ 10.000,00 ? Como João paga juros maiores que Maria você passa a considerar que esses 10% adicionais seriam um prêmio pelo risco de emprestar dinheiro para João. Então você resolve correr o risco e empresta dinheiro para o João.

Dois anos depois o João volta a te pedir mais um empréstimo de valor ainda maior. Só que agora você observa que a dívida do João, diante de todos os seus credores, praticamente dobrou. Veja um gráfico da evolução da dívida:

Você observa que em 2014, quando você emprestou o dinheiro pela primeira vez, a dívida total dele era de 2.750.000 e agora a dívida é de 4.250.000. A dívida aumentou mais de 50% em 2 anos. Você aceitaria emprestar dinheiro para João por 5%? Você aceitaria emprestar novamente pelos mesmos 15% ? Ou será que você ficaria com medo e só aceitaria emprestar o dinheiro se receber 30% de juros ao ano?

Agora imagine que o João é o Brasil e que Maria são países desenvolvidos. Países grandes possuem dívidas grandes, mas conseguem investidores dispostos a emprestar dinheiro recebendo juros baixos. A percepção de risco é menor e por este motivo os juros são menores.

Você consegue perceber que os juros elevados no Brasil são uma consequência do medo que os investidores sentem quando pensam na possibilidade de investir no Brasil? Quanto menor a confiança, maior precisa ser o prêmio (juros) pelo risco.

O responsável por gerar essa insegurança, e estes juros elevados, não é você que tem dinheiro para emprestar através dos seus investimentos. A responsabilidade é de quem pede o dinheiro emprestado que não apresenta o perfil de um bom pagador e por isto não é merecedor de confiança ao ponto de merecer juros menores.

Se você soubesse que vários amigos do João andam recomendando que ele declare um calote entre seus credores como solução para os problemas financeiros que ele enfrenta. Você emprestaria dinheiro para João? Se emprestasse, você cobraria juros ainda maiores ou menores?

Enquanto o Brasil continuar se comportando como o João, viveremos em um país de juros reais elevados (juros acima da inflação elevados). Dependendo da forma como os governantes futuros irão tratar este problema das contas públicas (governo gastando mais do que arrecada) teremos inflação elevada, impostos elevados e juros reais elevados por muito tempo. Investir seu dinheiro é apenas uma forma de reduzir o impacto negativo da inflação e dos impostos elevados.

Pare de esperar alguma coisa do governo:

A maioria da população vai continuar esperando educação, saúde, segurança, trabalho, renda e outras coisas de graça do governo. Essa população vai continuar sofrendo calotes. Para serem eleitos, os políticos vão continuar prometendo cada vez mais coisas grátis e quando estiverem no poder irão aumentar impostos, emitir títulos com juros cada vez maiores (para atrair investidores com medo) e imprimir dinheiro elevando a inflação.

Se você aprender a investir da forma correta, você receberá juros acima da inflação, ou seja, uma boa parte dos impostos pagos pela renda e consumo retornarão para o seu bolso em forma de juros sobre juros dos seus investimentos. Mantendo seu patrimônio investido da forma correta você também irá amenizar as despesas que terá com o aumento da inflação.

Infelizmente o calote será nas costas da maioria da população que não tem educação financeira suficiente para entender tudo isso que acabei de falar aqui. Para piorar a situação, estas pessoas não entendem que a origem de muitos dos nossos problemas está na falta de educação financeira, econômica e política de cada cidadão. A minoria, chamada pejorativamente de “rentista”, estará mais protegida dos aumentos de impostos e da inflação por terem um maior nível de conhecimento financeiro.

Como vimos, o calote chegará primeiro na vida daqueles que dependem de serviços públicos e salários vindos do governo e dos que dependem de aposentadorias, pensões, benefícios, subsídios ou que fazem negócios com o governo. Aqueles que vivem gastando tudo que ganham, sem poupar a investir também terão problemas.

Se você faz parte destes grupos que estão em risco precisa perceber rapidamente a importância de buscar uma maior independência financeira para blindar sua vida de problemas que virão se os políticos não resolverem estas questões fiscais nos próximos 10 anos.

Se você depende muito do governo, deve começar a pensar sobre como depender menos. Se você depende muito do seu salário e não tem nenhuma reserva, investimento ou plano B, precisa começar a pensar sobre isso nos próximos anos.

Não espere que o atual governo ou os governos futuros resolvam os problemas dos elevados gastos públicos que geram taxas de juros elevadas, inflação elevada e impostos elevadas. Não será uma tarefa fácil e rápida.

Você deve saber que o governo está tentando aprovar leis para controlar os gastos públicos para os próximos 20 anos. O próprio presidente já disse que tudo que será feito para controlar os gastos poderá ser desfeito nos próximos 5 anos pelo Congresso. É o mesmo que dizer: “a gente finge que está resolvendo o problema, empurra ele com a barriga e quando a arrecadação melhorar a gente volta a gastar descontroladamente.” Depois de uma declaração como esta, como esperar que teremos soluções para o problema fiscal, inflação e juros elevados no Brasil nas próximas décadas?

Existem caminhos para que você se torne menos dependente e um deles está na educação financeira que estou divulgando aqui no Clube dos Poupadores gratuitamente (através de centenas de artigos já publicados), através de livros (veja aqui) e, futuramente, através de um treinamentos em vídeo sobre independência financeira que pretendo lançar no próximo ano.

Você pode e deve aprender a acumular suas próprias reservas, planejar sua aposentadoria sem depender dos outros, pode aprender a investir no mercado financeiro, pode aprender a emprestar dinheiro para bancos e governo e pode aprender a empreender e inovar, que são as duas grandes fontes de riqueza no mundo. É apenas uma questão de querer aprofundar seus conhecimentos sobre estes temas.

País rico é feito de pessoas ricas:

Um país rico é composto por uma população rica. Pessoas só ficam ricas quando aprendem a poupar e investir com consciência e inteligência. Quando falo investir, não estou falando apenas de investimentos financeiros, também estou falando investimentos produtivos na sua carreira ou criando um negócio próprio. Sem pessoas ricas não existe país rico.

Precisamos parar de apoiar políticos que defendem calotes, mais impostos, mais esmolas, mais coisas grátis, mais gastos públicos e mais Estado interferindo na vida de quem quer trabalhar mais e produzir mais.

Precisamos apoiar aqueles que defendem a ideia de que as pessoas devem trabalhar mais e melhor, poupar mais e melhor, investir mais e melhor e empreender mais e melhor. É assim que se constrói um país rico.

Não esqueça, dá próxima vez que aparecer alguém defendendo calote dos rentistas ou qualquer ação para prejudicar as pessoas que querem trabalhar, poupar, investir e empreender para enriquecer o nosso país, repita a frase “perdoai, porque não sabe o que fala.”

 

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Julio Cesar Paganotti
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Julio Cesar Paganotti

Matéria muito esclarecedora e imparcial. Parabéns, Leandro!

Luiz
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Luiz

Bom dia Leandro!
Confesso que durante a leitura deste artigo fiquei mais assustado do que já estava nos últimos meses, como funcionário público de um estado que está passando por sérias dificuldades para honrar o pagamento mensal dos servidores lhe digo que estou perdendo o sono devido a esse momento de incerteza. Foi uma surpresa descobrir que algumas pessoas culpam os “rentistas” pela situação em que o país se encontra, nada a ver. O meu maior medo é justamente por que dependo 100% do meu salário que é pago pelo governo estadual, eu já mencionei anteriormente que após conhecer os investimentos em renda fixa fiz um CDB atrelado ao DI de valor pequeno para perder aquele medo inicial e estou acompanhando a sua evolução. Espero poder aproveitar todo o conhecimento que vc gentilmente compartilha conosco aqui todas as semanas. Mais uma vez um incrível artigo. Parabéns e obrigado.

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Assistindo ao Jornal da Cultura, na segunda-feira última, tendo como comentaristas o Marco Antônio Villa e o Aírton Soares, que já foi deputado pelo PT, aí o mentecapto do Aírton Soares ficou irascível logo depois da divulgação da aprovação, em primeiro turno da CD, da PEC que limita os gastos.

Aí começaram as ideias insanas de sempre:

“Por que não aumentar os impostos de quem ganha mais?
“Por que não votar o projeto de lei que taxa as grandes fortunas?
“Por que não baixar os juros na canetada?”

Olha a ideia que essa vermelhada tem na cabeça.

Os mentecaptos reclamam dos juros altos na taxa de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que é o que financia os gastos do governo acima do dinheiro que arrecadam por meio de tributos, mas por outro lado lutam contra o ajuste e controle nas contas públicas, que é EXATAMENTE AQUILO QUE PERMITE BAIXAR A TAXA DE JUROS na economia.

Querem a gastança irresponsável, mas não querem pagar o preço da irresponsabilidade fiscal. Aí, mesmo não entendendo absolutamente nada de ECONOMIA, lançam ideias mirabolantes de aumento de arrecadação por meio de aumento da carga tributária.

Isso sem se falar da Curva de Laffer, onde já atingimos um nível de tributação em que não se adianta mais aumentar os tributos, que mesmo assim não haverá aumento na arrecadação. Já estamos vendo isso, pois os tributos foram aumentados no último ano do DESgoverno da Dilma, mas mesmo assim a arrecadação vem caindo continuamente.

São os mesmos idiotas de sempre com as mesmas ideias imbecis.

A tal política do expansionismo (leia-se gastança) sem se preocupar com o superávit primário e diminuição do estoque da dívida pública.

Não adianta explicar para esses imbecis como é que uma economia funciona, pois os mesmos NÃO são capazes de entender o funcionamento da mesma.

Não se baixa juros na canetada, isso não funciona e estamos cansados de ver isso. Há de se terem os fundamentos sólidos para a economia entrar nos trilhos e aí sim, com o país estável, gastando menos do que se arrecada, controlando-se a dívida, ganhando-se a confiança do mercado, pode-se paulatinamente baixar os juros básicos da economia, ganhar a confiança do empresariado, expandir a economia, atraindo capital doméstico dos ditos “rentistas”, dos estrangeiros e, em consequência, aumentando a arrecadação.

De nada adiantam essas medidas paliativas pontuais se não houver reforma nas leis trabalhistas, adequando-a à realidade do país e do mundo, flexibilizando-a, bem como uma reforma tributária, uma reforma política, diminuição vertiginosa do tamanho do estado, e, quiçá, uma NOVA CONSTITUIÇÃO que seja adequada à realidade do país.

O POVO PRECISA PARAR DE ACREDITAR NO MITO DO GOVERNO GRÁTIS.

De graça nessa vida só existe amor de pai e de mãe e, mesmo assim, não são todos.

Armando
Visitante
Armando

Curioso como em economia as coisas nunca duram pra sempre, nada sobe ou desce infinitamente. Gostei dessa explicação da curva de Laffer. Espero sinceramente que não adiante mais subir impostos pois não terá efeito. Não duvido que vão tentar, para o alto até o infinito.

Cumpanherada tem explicação tosca pra tudo. Vai perguntar pra eles o que acham dos venezuelanos fugindo pra Colômbia e Roraima? Infiéis, traidores da revolução bolivariana, imperialistas, bebedores de coca-cola. Tragicômico.

claudinei moreira porto
Visitante
claudinei moreira porto

Mr. Webester qual seria o problema de ter imposto progressivo? taxar quem ganha mais, taxar a renda dos ricos, ex quem ganha 200 mil reais pagar 36% de imposto de renda. Sou a favor disso. O problema é que o governo vai ter mais dinheiro para torrar irresponsavelmente. Mas se houvesse responsabilidade esse dinheiro poderia ser usado para pagar os juros da divida

Elder
Visitante
Elder

Muito bom Leandro,
como sempre, artigos sensacionais e um aprendizado ímpar. A clareza e a simplicidade com que consegues passar assuntos técnicos é espetacular, de maneira que o mais leigo dentre os leitores consegue desenvolver uma leitura prática. Parabéns!

Rafael
Visitante
Rafael

Excelente artigo Leandro!!
Concordo plenamente com sua linha de raciocínio.
Precisamos que as pessoas entendam do que falam e evitem repetir as coisas sem saber o que significa,
Acredito que mais consciência trará bons resultados a nossa nação.
Um grande abraço!!!

Fabio
Visitante
Fabio

Muito bom ! Parabéns !

Thiago
Visitante
Thiago

Depois de tudo o que está acontecendo no Brasil, eu vejo com mais otimismo as eleições de 2018. Acho que as pessoas vão conseguir votar com mais consciência em um presidente que realmente saiba gerenciar um país.

Daniel
Visitante
Daniel

Olá Leandro..
Muito bom artigo. Eu li ontem alguns artigos que estavam se referindo aos “rentistas” como um problema para o Brasil. Esse artigo que vc escreveu é a resposta perfeita para esses autores.
Parabéns mais uma vez!!

Gregory
Visitante
Gregory

Leandro, bom dia mais um artigo fantástico. Já dizia um amigo meu, se você não gosta de pessoas ricas, como poderá ser rico ? é incrível a forma como as pessoas, olham as outras que por seu esforço, acumularam riquezas. Ontem, descobrir que um professor da escola onde eu dou aula, nasceu no sul do pais, dai eu perguntei como era a cidade de Gramado, pois estou com férias para lá no final do ano. Ele respondeu, é uma cidade de Rico, como campos aqui em SP. Ele falou com muita raiva, nem preciso dizer, os ideais, que ele defende, São todos ai listados no seu artigo.

Alexandre Golfetto
Visitante
Alexandre Golfetto

Mais artigo excelente Leandro! Parabéns por tentar elucidar esta questão da dívida pública e o que de fato compõe a mesma! Infelizmente, a grande maioria das pessoas simplesmente não tem nem ideia disto tudo que tu abordaste no artigo.

Alexandro Nunes
Visitante
Alexandro Nunes

Parabéns pela matéria simplesmente fantástico…..sem sombra de dúvidas a pura verdade Parabéns!!

Aldo
Visitante
Aldo

Ótimo artigo Leandro! Concordo em gênero, número e grau com o que disse!!

Fernando Rodrigues
Visitante
Fernando Rodrigues

Muito bom artigo. Didático e claro como sempre. Parabéns !!

Ivan
Visitante
Ivan

Todas as matérias são boas e aguçam curiosidade, mas, esta, foi a melhor que já li até o momento.
Parabéns pela didática e tópico de extrema relevância!

Eliton
Visitante
Eliton

Mais um ótimo artigo. Acho que você capturou com maestria a situação que o país está passando a qual afeta a maioria das pessoas sem conhecimento de educação financeira. Abraço.

João Silva
Visitante
João Silva

Excelente artigo. Investidores internacionais também compram esses Títulos públicos da divida interna?

Clayton Pitte
Visitante
Clayton Pitte

Leonardo, excelente Post, parabéns pelo trabalho, essas sementes de informação certamente geram frutos e transformação.

Arnaldo R. Silva Jr
Visitante
Arnaldo R. Silva Jr

Leandro, mais uma vez muito didático e elucidativo seu texto. É um trabalho árduo explicar o funcionamento das coisas, quando olhamos à nossa volta, e enxergamos aparentemente mais e mais pessoas preocupadas com funkeiros, futebol, novelas, etc… Mas devemos continuar o trabalho de formiguinha, e carregar a contribuição individual à coletividade, enquanto a maioria fica assistindo e esperando… Fico pensando o que eu faria diante do cenário atual, no núcleo da nossa família: não tem dinheiro, vamos estudar exaustivamente redução de gastos e aumento de renda; a renda precisa aumentar mais, vamos adquirir mais conhecimento; a universidade pública está falida ou não tem vagas, vamos trabalhar para pagar uma universidade particular noturna; e por aí vai…foi o que fizemos, intuitivamente, em nossa vida, e todos deveriam continuar fazendo. Mas esperar…por algo, por algum milagre, é a via natural da maioria. Bem, finalizando, parabéns!!!

William Alves
Visitante
William Alves

Parabéns! !! Estou muito feliz com essas matérias ao qual vc escreve, sempre nos alertando !!! Site magnífico! !!

diogo lemos
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diogo lemos

É tão triste saber que nossa realidade só poderia ser transformada com educação financeira, e que a maioria maciça da população não se preocupa com isso. Fico pensando. Será que há esperança para o povo brasileiro?

Marcelo Williams
Visitante
Marcelo Williams

Esclarecedor!

Magno
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Magno

Ótima reflexão, Leandro.
Diante de tudo o que está acontecendo e consciente de que medidas concretas de ajuste devem ser tomadas, me pego no dilema de que medidas efetivas deveriam ser tomadas sem que elas aumentassem ainda mais o fosse social existente no Brasil.
Não falo por altruísmo, mas me preocupa medidas que possam aumentar a desigualdade e, aparentemente, ter como uma das consequências o aumento da violência e da insegurança pública.
Acredito que um ponto de equilíbrio seja fundamental. Nem a retórica dos ‘vilões rentistas’ nem do ‘abaixo o assistencialismo’. Algum lugar no meio…
Temo que nossos filhos cresçam num caos social imprevisível, ainda pior do que temos hoje.
Enfim…
Neste momento, com o atual governo, não me tranquiliza nem o presente nem o futuro.
Mas sejamos otimistas e continuemos poupando. Qdo der… 🙂
Grande abraço e obrigado pelas orientações de sempre.

Tatiana
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Tatiana

Concordo Magno, não sei se somente a educação financeira daria conta de todos os males do fosso social. Acredito que a educação financeira seria uma parte. No nosso Brasil existem pessoas que não tem nada mesmo. Precisamos de um sério trabalho de reflexão sem extremismos.

Sabrina
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Sabrina

Magno e Tatiana, concordo. Expressaram o meu pensamento. Não estamos tratando só de números ou de um grupo nivelado de pessoas. E Leandro, a sua realidade pode ter sido diferente da de muitas outras pessoas no país, é muito simplista falar em vitimização por parte de população. Apesar do seu comentário, achei o artigo muito esclarecedor e vou recomendar a leitura.

Deyse
Visitante
Deyse

Adorei parabéns

winicius Alves
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winicius Alves

Texto muito bom!Abre nossos olhos para quem são os verdadeiros mantenedores deste país.Obrigado!

Fábio Augusto
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Fábio Augusto

Parabéns Leandro!! Dá vontade de abrir a cabeça de algumas pessoas, principalmente dos esquerdopatas ignorantes e sangue-sugas, e enfiar à força esse artigo. O Brasil precisa urgentemente parar a gastança e, por isso, apoio à PEC 241 é o mínimo que a população deveria fazer.

Climério Pereira
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Climério Pereira

Muito bom!!!

Emerson
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Emerson

Parabéns Leandro ! Excelente artigo para os dias atuais !

Fabiano Andrade
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Fabiano Andrade

Como sempre tema muito relevante para o atual momento e bastante didático. Com educação financeira e na dependência cada vez menor do estado podemos ter um melhor futuro. Parabéns pelo trabalho Leandro.

Henrique
Visitante
Henrique

Ótimo! Excelente artigo!! Sempre falo e repito… chego a me irritar com quem acha “muito arriscado” comprar títulos do governo e que sou um “parasita” por estar me aproveitando do juros elevados… Haja paciência.

Renato Luis Mello
Visitante
Renato Luis Mello

Oi Lenadro, está difícil. As pessoas não querem mesmo enxergar o óbvio. Mesmo quanto está mastigado como a estória do João e Maria do texto.
Dá um certo desânimo, por que é tão claro. Tão logicamente expostos os argumentos que fica difícil entender como boa parte de meus amigos não enxergam o óbvio.
A ideologia parace que está muito entranhada na sociedade brasileira. Para muitos o Estado tem mesmo que ser o provedor e tutor das pessoas.

Aquino
Visitante
Aquino

Mais um empurrão para quem ainda não investe em títulos públicos. Parabéns Leandro!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, siga firme, informando e esclarecendo as pessoas. Infelizmente, até pessoas com curso superior conhecidas minhas falam essa bobagem imensa de que a cupa é dos “malvados rentistas”.

manoel
Visitante
manoel

Leandro, excelente artigo. A poucos dias entrei um um ferrenho debate com pessoas Anarcocapitalistas que acreditam que o calote da dívida seria ruim, mas justificável, já que pelo fato deles odiarem o Estado e definirem-no com uma gangue de criminosos, quem empreta dinheiro para o Estado não mereceria ser pago, pois se aproveita dos mal feitos desses criminosos para ganhar dinheiro. Eu contra-argumentei que por esse raciocínio todos que vivem de aposentadoria do INSS também são criminosos já que voluntariamente ou não emprestam seu dinheiro para o governo para receber depois, mesmo, em alguns casos, não tendo contribuido com o montante que será recebido para a vida inteira. Enfim, copiei e colei esse seu post lá com muito gosto, pois muitas dessas pessoas gostam de criar soluções simples para problemas complexos. Obrigado por mais esse esclarecimento. Um grande abraço.

Samira
Visitante
Samira

Excelente texto. Parabéns pelo seu trabalho!

Demilso
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Demilso

Parabéns Leandro como sempre conteúdo de ótima qualidade, que você continue sendo esse excelente educador financeiro, ajudando milhares de pessoas através dos seus ótimos relatórios.

Mauro
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Mauro

Leandro, esse artigo é muito importante. Quando digo importante, fico perplexo por que isso deveria ser publicado nos jornais, revistas, TV, no Facebook, sei lá… As pessoas precisam saber mais sobre isso. Pessoas simples não tem acesso a esse tipo de informação. Eles não entendem nada do que está acontecendo… Fico pensando o que eu poderia fazer com esse conteúdo, espalhar por aí, replicar… e ajudar na educação dessas pessoas. Quem sabe contribuiremos para faze-los entenderem um pouquinho melhor como funciona o governo e a mudar o tipo de cobrança em cima dos políticos.
Parabéns! Obrigado pelo seu conhecimento. Deus o abençoe.

Mauro Russo

marcelo pereira
Visitante
marcelo pereira

Leandro sempre gostei de seus artigos, mas este ficou a dever. Explico: O problema em voga no país e em discussão é a PEC 241, o que é citado em seu artigo de forma velada. Pelo que entendi há de sua parte o apoio a tal medida do Governo. Muitos estão a favor e contra tal medida. Sou totalmente contra, pois li diversos artigos contra e a favor e construi um entendimento sobre o tema. A própria empresa Empiricus, a qual inclusive sou assinante de alguns produtos, pois faço parte deste pequeno grupo de rentistas que investem em títulos públicos (0,25%), apoia a PEC 241 e apresentou suas razões e faz uma campanha a favor da aprovação com uma petição pública, mesmo não concordando com eles, respeito a opinião, mas não aceito seus argumentos. Mas continuo a gostar deles, pois como você nos orienta para o construir uma riqueza sem depender de terceiros, como o Governo. Mas o Governo existe é tem um papel que é prestar os serviços públicos básicos e não grátis que se fala. Nossa população ainda é muito carente de saneamento básico, saúde e educação, sem os quais é impossível competir no mercado e conseguir seguir com as próprias pernas e trilhar o seu futuro. O Governo tem este papel primordial e a população paga caro por isto. Temos que exigir serviços públicos com qualidade e eficiência. Saber escolher boas pessoas que nos representem e cumpram seu papel, claro que de nós cobrando e fiscalizando. Não devemos culpar os rentistas, mas os especuladores, como o que acontece na Grécia. Os milhares de brasileiros somente querem pescar e não que dê ao povo pão e circo, como muitos acreditam, com o que se faz com o bolsa família. Por que o Governo que esta ai quer aprovar a PEC 241 que congela os gastos onde se mais necessita? Sem ver o geral, como a tributação dos lucros das empresas, imposto sobre grandes fortunas e aumento do tributo sobre transmissão de bens e correção do IR? Quem esta pagando o pato afinal com a aprovação da PEC 241? Infelizmente a população esta sendo enganada pelo Governo e a Grande Mídia. Precisamos sim de medidas para controle dos gastos públicos, com reformas tributária, administrativa e previdenciária, bem como reforma fiscal e trabalhista, mas não como está sendo apresentada. E ainda nada se diz sobre a monumental dívida que empresas tem com o Governo, pela sonegação de tributos. Gostaria que você fosse mais claro e apresentasse seu argumento quanto a PEC 241, talvez sem dar sua opinião, se a favor ou contra, mas explicando o que vem a ser e que cada um tire suas próprias conclusões, como bem faz em seus brilhantes artigos!! Tem minha admiração e respeito!! Abraços!!

Flávio Silva de Araújo
Visitante
Flávio Silva de Araújo

Excelente artigo Leandro!! O tema não poderia ser mais atual. Infelizmente, as pessoas não querem entender, preferem se encostar no romantismo de modelos fajutos que propõem facilidades, gratuidades e outros benefícios afins. Preferem fechar os olhos e permitir que outros façam por ela o que elas mesmas deveriam fazer. É uma pena que seja assim; só se interessam por carnaval, samba e futebol. Parabéns por nadar contra essa poderosa corrente!!!

Mateus
Visitante
Mateus

Prof. Leandro Ávila! Parabéns por mais esse texto esclarecedor. Por favor gostaria de saber se você já escreveu algo sobre fundos multimercados, ou investimentos no exterior. Tenho títulos do Tesouro Direto, ações e FIIs mas gostaria de diversificar meu patrimônio fora do brasil por meio de multimercados.

abraço

R.S.D
Visitante
R.S.D

Como sempre perfeito na sua análise! Artigo muito claro e objetivo, demonstrando com lucidez as raízes do problema. Depois que li a frase do Barão de Mauá nunca mais a esqueci, pois representa uma grande realidade.
“O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem.”
Tenho lido tbm livros de autores liberais como, Friedman, Mises, Hayek, Thomas Sowell, e tem sido como um sopro de ar puro. É triste ver que grande parte das pessoas ainda pensa que o governo é parte da solução e não do problema.
Abraços!
E mais uma vez parabéns pelo site!

Giancarlo
Visitante
Giancarlo

Excelente artigo Leandro!

É um perspectiva bastante interessante sobre o nosso sistema financeiro, de fato. Me fez refletir sobre como funciona essa engrenagem.

Eu só me pergunto por que esse tipo de informação, pensamento e filosofia não são largamento divulgados por todos e debatidos cotidianamente. Acredito que estaríamos em uma situação melhor.

Grande abraço! Ótimo trabalho, leio avidamente seus artigos e o divulgo com meus colegas. Obrigado por ser a pessoa que está levando luz para leigos desguarnecidos de armas para enfrentar das armadilhas da vida!

Rafael Cruz
Visitante
Rafael Cruz

Leandro, excelente matéria. Agora só uma dúvida, porque os estados e municípios não podem emitir títulos da divida pública? É exclusividade, por lei, da União?

Gustavo
Visitante
Gustavo

Mais uma obra prima em formato de artigo.
Parabéns pela excelência em sua área de atuação!
Os seus artigos são simplesmente fantásticos…

Que bacana que você fará um curso com a temática independência financeira!

Fiz a 1ª turma do tríade do dinheiro (e acho que você também participou deste treinamento) e neste curso travei contato com o clube dos poupadores e desde então é um privilégio receber suas notificações e ótimos artigos.

Estimo todo sucesso do mundo no seu curso, tenho certeza que será muito caprichado, didático e poderoso !

Forte abraço

Alcides
Visitante
Alcides

“Argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em pessoas mortas.”
― Thomas Paine

Leandro, muito obrigado mais uma vez, artigo perfeito, muito elucidativo, gostaria que muitos amigos lessem, mas para isso falta tempo, para o futebol a cerveja a novela os celulares da vida o tempo sobra.
Sou seu fã.
OBRIGADO.

Eduardo
Visitante
Eduardo

Outro texto excelente, como sempre. Muitos não perceberam que as pessoas que passam mais dificuldades são as que mais sofrerão com o estado-grátis.

Jenio
Visitante
Jenio

Parabéns!
Excelente matéria.

Dema
Visitante
Dema

Muito bom artigo. Fico muito brabo quando encontro pessoas que criticam o governo porque não tem isso ou aquilo. Ainda que os governos do Brasil(federal, estadual e municipal) são ineficientes e corruptos e deveriam oferecer serviços de qualidade a população, pela alta carga tributária que pagamos, porém dinheiro não nasce em árvore, e não se pode sair imprimindo dinheiro sem gerar gravíssimas consequências.
Grande parcela da população é consumidora ao extremo, quem tem condições de investir, não investe e não sabe investir e a consequência é a dependência dos serviços ineficientes do governo. Torço que daqui alguns anos tenhamos um Brasil muito melhor.

Danilo
Visitante
Danilo

Que riqueza de conhecimento!!! Parabéns!! É disso que precisamos.

Andreza
Visitante
Andreza

Leandro, os seus artigos são ótimos! Muito obrigada!

Douglas
Visitante
Douglas

Matéria excelente!! Queria que as pessoas tivessem mais acesso a esse tipo de informação. Sempre acompanhei seus artigos e não sei se é impressão minha mas, parece que seus artigos estão mais “libertários”, mas excelentes como sempre.

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