Parar de pagar juros aos rentistas e o calote

Você já ouviu alguém falar que a solução para os problemas do Brasil é o governo “parar de pagar juros para os rentistas?”. Você já se sentiu culpado ao  investir em títulos públicos por acreditar que está estimulando o endividamento do país? Você acredita que o dinheiro que falta na educação, saúde e segurança está sendo usado para pagar juros da dívida?

Sempre que escuto algum amigo, parente ou leitor do Clube dos Poupadores repetindo essas ideias, paro por um segundo e lembro da seguinte frase: “perdoai, porque não sabem o que falam.”

Após a leitura deste artigo é provável que você fará o mesmo.  Existe uma frase que diz assim: “argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em uma pessoa morta”. Não recordo o nome do autor, mas é mais ou menos assim que acontece. O que vou fazer aqui é trazer um pouco de razão para sua vida financeira. Assim você pode parar de repetir o que os outros falam sem entender exatamente por qual motivo eles estão falando.

Quem são os malvados rentistas?

No consenso popular os rentistas são seres do mal. Pessoas que vivem dos juros dos investimentos que fazem, especialmente investimentos em títulos públicos. As pessoas acreditam que os rentistas são meia dúzia de banqueiros, empresários e investidores ricos que exploram o país. Existe a crença de que a culpa pela falta de recursos do governo para a saúde, educação, segurança e outros serviços públicos está no pagamento de juros aos banqueiros e todos os ricos inescrupulosos. Infelizmente a coisa não é tão simples assim. Vou mostrar que os rentistas somos todos nós, eu, você, seus amigos e parentes.

No decorrer do texto você perceberá quem são aqueles que se beneficiam quando você acredita que a culpa pelos problemas do Brasil está nas costas daqueles que poupam mais e investem mais. Você verá que existe um grupo que é especialmente beneficiado quando a população se mantém pobre, sem poupança, sem investimentos, perdendo dinheiro através da inflação, gastando tudo que ganha e cada vez mais dependente de esmolas, benefícios e subsídios.

Por qual motivo o governo vende títulos públicos?

Você já deve ter ouvido falar que quase metade do orçamento do governo só serve para pagar juros da dívida. Como os trilhões de reais retirado do bolso dos brasileiros através dos impostos são insuficientes para cobrir os custos da ineficiência e da corrupção do governo, é necessário fazer alguma coisa para fechar as contas.

Quando as despesas do governo são maiores do que suas receitas só existem quatro caminhos para não quebrar o país:

  1. Reduzindo as despesas para gastar apenas aquilo que se arrecada (solução inaceitável para aqueles que lucram com essa gastança).
  2. Aumentar a arrecadação elevando os impostos, ou seja, retirar mais dinheiro da população de maneira forçada (solução muito usada em países onde a maioria da população é rica e pode pagar 40% ou até 60% de tudo que ganha em impostos, sem passar fome e sem reclamar muito).
  3. Pedir dinheiro emprestado da população. Isto é feito através da venda de títulos públicos de forma direta ou indireta. Os juros oferecidos precisam ser atrativos para que as pessoas e as empresas façam a opção de poupar e correr riscos no lugar de simplesmente gastar o dinheiro que possuem.
  4. Imprimir dinheiro, mesmo que isto tenha como efeito colateral o aumento da inflação e dos juros. (Lembre-se da hiperinflação no governo Sarney Lembre aqui. Veja o que fizeram no país vizinho. Veja aqui)

As famílias e as empresas, quando gastam mais do que ganham, só podem adotar duas destas soluções que listei (1 e 3). O governo tem outras duas alternativas que é retirar mais dinheiro das pessoas aumentando e criando impostos ou tirando proveito de um poder que só o Estado possui que é imprimir dinheiro.

Governo grátis:

É importante ficar claro na sua cabeça que o governo não é grátis. Você paga por ele de forma direta ou indireta. Quando você exige que o governo gaste mais com educação gratuita, saúde gratuita, segurança gratuita, benefícios de todos os tipos, subsídios, desonerações, distribuição de dinheiro, distribuição de empréstimos com juros baixos, etc… você está literalmente pedindo para que o governo aumente os impostos. O pior é que muitos brasileiros trocam seus votos por promessas de “coisas grátis”do governo.

Se o governo não conseguir aumentar os impostos para atender os pedidos dos eleitores, ele pode optar por pedir mais dinheiro emprestado. Ele faz isto vendendo títulos públicos prometendo o pagamento de juros no futuro. Você e seus filhos pagarão esses juros através de mais impostos lá no futuro. Outra alternativa seria imprimir dinheiro novo, sem lastro, para manter os “serviços públicos gratuitos” funcionando, mesmo que isto conduza o país para uma hiperinflação (isto já aconteceu no passado).

Aumentar impostos seria a solução?

Atualmente, quase 40% de todas as riquezas geradas pelos trabalhadores e empresas brasileiras vão para os cofres do governo através de impostos e outras formas de transferência de recursos para o governo (veja). Temos uma carga tributária de país desenvolvido e serviços públicos de país subdesenvolvido. Mesmo assim, trilhões de reais em impostos todos os anos são insuficientes para fazer o governo funcionar sem déficit.

Imprimir dinheiro seria a solução?

Imprimir dinheiro é uma péssima alternativa, basta lembrar ou pesquisar sobre a economia brasileira na década de 80 e parte da década de 90 quando tínhamos inflação acima de 2000% ao ano. Veja onde chegava o IPCA anual entre 1980 e 1995:

Naquele tempo, todos os anos o governo precisava retirar 3 zeros da nossa moeda. Para ser  milionário em moeda local você só precisava ter duas notas de 500.000 cruzeiros. A nota abaixo circulou entre 1993 e 1994. O poeta Mário de Andrade não parece muito satisfeito com a homenagem nesta vergonhosa nota de meio milhão de cruzeiros:

Reduzir as despesas do governo seria a solução?

Se você tem um governo que não funciona direito, repleto de pessoas que utilizam seus recursos de forma ineficiente, desperdiçando ou simplesmente roubando grande parte do que se arrecada, não seria coerente e produtivo deixar mais dinheiro circulando no bolso das famílias e das empresas do que circulando no bolso do governo?

Com certeza você usará o seu dinheiro de forma mais eficiente para gerar benefícios para você, sua família e sua empresa. É loucura acreditar que o governo tomará decisões melhores do que a suas usando o seu dinheiro para gerar benefícios para você mesmo.

O problema é que empresas, políticos, e pessoas que tiram seu sustento da ineficiência, desperdício e até roubo do dinheiro público, não gostam desta ideia. Para esses grupos é péssimo que as pessoas vejam a realidade desta forma (veja o último artigo que escrevi sobre a maneira como vemos a realidade).

São justamente algumas destas pessoas, que dependem de um Estado grande, que espalham essa ideia de que a melhor solução seria dar um calote aos malvados rentistas. Assim, sobraria mais dinheiro para desperdiçar nos péssimos serviços públicos que o governo finge prestar.

A origem de uma dor de cabeça é falta de aspirina?

Quando você tem dor de cabeça, você acredita que a origem da sua dor é falta de uma dose diária de aspirina na sua alimentação?

Seria justo culpar a fábrica de aspirina por sua dor de cabeça? Seria justo chamar o fabricante de aspirinas de aproveitador e inescrupuloso por vender aspirina? Claro que não. A falta de aspirina não é a origem da sua dor de cabeça. A sua dor tem outra origem.

Culpar os rentistas pelos gastos da sociedade com pagamentos de juros no Brasil é como culpar o fabricante de aspirina pela dor de cabeça das pessoas. Dar um calote nos rentistas para resolver os problemas do Brasil é como dar um calote no fabricante de aspirina acreditando que isto acabará com a dor de cabeça de todos.

O Brasil ainda não quebrou graças aos rentistas:

Políticos, funcionários públicos, militares, juízes, aposentados, pensionistas, beneficiários do Bolsa-Família, do ProUni, do FIES e funcionários de todas as empresas que se beneficiam do governo, só estão conseguindo pagar suas contas neste momento porque existem pessoas e instituições dispostas a emprestar dinheiro para o governo.

Já faz muito tempo que os impostos são insuficientes para pagar todas as despesas do governo. Cada eleição que passa as pessoas exigem mais “serviços grátis” e mais gastos para manter estes serviços de baixa qualidade. Ninguém lembra que é possível fazer mais com menos, ninguém lembra que qualidade e produtividade deveria ser o principal objetivo daquele que faz uso de recursos públicos.

Para que os políticos continuem atendendo as exigências dos seus eleitores, sem o país quebrar, o governo gasta o dinheiro que não tem e transfere a conta para os brasileiros do futuro (seus filhos e netos). O governo pede dinheiro emprestado no presente (vendendo títulos públicos) e promete devolver este dinheiro no futuro com juros. No futuro o governo terá que vender mais títulos (para rolar a dívida) ou terá que arrecadar mais impostos para pagar o valor principal e os juros para os clientes dos bancos, clientes dos fundos de investimento, clientes de planos de previdência e investidores de todos os portes que de alguma forma investem em títulos públicos (direta ou indiretamente).

Os rentistas não são meia dúzia de banqueiros ricos:

Os rentistas são os clientes dos bancos, das corretoras, fundos de pensão, fundos de investimento e outras instituições financeiras. Já mostrei neste outro artigo que as instituições financeiras onde deixamos nosso dinheiro são as que mais compram títulos públicos.

Mesmo que você não faça parte da parcela de 0,25% da população que investe em títulos públicos através do Tesouro Direto, basta ter uma conta bancária ou uma caderneta de poupança para que o seu dinheiro passe por dentro do governo. Os bancos e outras instituições financeiras emprestam grande parte do seu dinheiro para o governo federal sem que você necessariamente saiba disso.

A verdade sobre o calote:

Imagine se o governo resolvesse não pagar mais os juros da dívida interna. Como emprestar dinheiro para o governo é opcional, o que você acha que aconteceria se o governo cogitasse aceitar a ideia de que a solução dos problemas do Brasil seria dar um calote naqueles que fornecem a aspirina, ou seja, o rentista?

No dia seguinte, pós-calote, o governo não teria mais dinheiro disponível para honrar sua folha de pagamento. Isto já está acontecendo em diversos estados e cidades brasileiras. Como cidades e estados não podem emitir títulos públicos, quando gastam mais do que arrecadam precisam pedir dinheiro para o governo federal, do contrário são obrigados a parar de pagar salários dos servidores e de transferir recursos para o funcionamento da saúde, educação, segurança, etc.

Nem vou entrar na questão de que um calote dos rentistas faria todo o sistema financeiro quebrar, já que a moeda nacional se transformaria em papel sujo, sem qualquer valor. Um calote da dívida pública interna seria tão trágico que sua única preocupação seria como conseguir alimento para sua próxima refeição.

Nos últimos 12 meses o governo federal pegou mais de R$ 587 bilhões em empréstimos da sociedade para continuar funcionando. Isto ocorreu com a venda de títulos públicos que foram comprados voluntariamente por todos os rentistas do Brasil que tinham algum dinheiro para guardar nos bancos, corretoras e outras instituições. Isto vai do pequeno poupador que guarda R$ 100,00 no banco até aqueles que compram títulos públicos através de fundos, previdência privada ou tesouro direto.

Estes bilhões é o que chamamos de déficit nominal do setor público. Mais de meio trilhão que serão utilizados para custear o funcionamento do estado e custear o pagamento dos juros da dívida. Sim, já faz muito tempo que o governo paga os juros da dívida fazendo mais dívida. Por este motivo não é correta a ideia de que os impostos dos brasileiros estão sendo gastos com pagamento de juros no lugar de pagar os desperdícios do governo na prestação de serviços públicos. O governo faz dívida para pagar os juros das dívidas que já possui. A dívida é rolada no lugar de ser paga e por este motivo ela não para de crescer.

Qual a possibilidade de o governo dar um calote nos rentistas?

Da mesma forma que dar um calote no dono da farmácia ou no fabricante de aspirina não vai resolver sua dor de cabeça, dar um calote nos rentistas não vai resolver os problemas do Brasil. O máximo que vai acontecer, se você não pagar a farmácia, é nunca mais conseguir comprar aspirina para remediar o seu problema.

Fazer dívida pública é apenas um alívio para as dores geradas por um problema que tem outra origem que é um Estado grande que tira boa parte das riquezas do país, desperdiça e rouba muito do que arrecada tornando toda a sociedade mais pobre a cada ano.

Se você entendeu que o governo precisa de dinheiro emprestado para existir, você entende que ele jamais dará o calote em seus credores, da mesma forma que você jamais daria calote no dono da farmácia. Quando alguém aparecer por ai com esse papo de calote dos rentistas você já sabe que dor de cabeça não se origina na carência de aspirina. Dor de cabeça se combate destruindo vírus, bactérias, parasitas e outros agentes que te provocam doenças que possuem como um dos sintomas a dor de cabeça.

Ao dar um calote nos “malvados rentistas”, o governo fecharia a única fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível para continuar existindo. Acabar com o rentista seria acabar com aquilo que está mantendo o governo vivo.

É importante destacar que nem países como a Venezuela do falecido Chávez e nem a Argentina (ex-propriedade particular da família Kirchner) cometeram a insanidade de dar um calote nos seus credores internos (aqueles que compram títulos da dívida em moeda local).

Um calote pode até acontecer nos momentos de crise, mas sempre será naqueles que pagam impostos e não recebem nada em troca pelos impostos que pagam. Os pagadores de impostos são fáceis de manipular trocando esmolas por voto e vendendo a ilusão de que o governo é grátis e precisa cada vez mais de dinheiro.

Quem realmente vai receber um calote?

Um grande calote já está acontecendo em muitos estados e municípios quebrados e que não conseguem receber ajuda do governo federal diante da crise. O calote não vai atingir diretamente os clientes de bancos, corretoras e fundos que emprestam seu dinheiro para o governo em troca de juros. O calote ocorrerá sobre aqueles que precisam de serviços públicos e dependem dos salários pagos pelo governo, aposentadorias, pensões, assistencialismo etc.

Se nada for feito para o governo controlar o desperdício e o desvio de dinheiro público, nos próximos anos teremos um calote ainda maior com o corte de recursos para saúde, educação, cultura, segurança, investimentos, etc. Se leis e medidas políticas não forem aprovadas para limitar os gastos públicos e obrigar os políticos a priorizarem as despesas em áreas importantes, teremos sérios problemas.

O que recomendo é que você não fique aí parado, sem fazer absolutamente nada, assistindo a degradação da situação fiscal do país. Não importa se você é servidor público, funcionário de empresa privada ou empresário. Nunca foi tão importante assumir o controle do seu dinheiro para buscar uma maior independência financeira, independência dos serviços públicos e benefícios vindos do governo.

Juros reais continuarão elevados (se nada for feito):

Imagine que você tem dois amigos que se chamam João e Maria. Os dois estão passando por dificuldades financeiras e pediram R$ 10.000,00 emprestados para você. Você não tem dinheiro para emprestar para os dois. Terá que escolher apenas um. João é aquele seu amigo irresponsável com suas finanças pessoais. Vive endividado e você sabe que esse dinheiro será usado para pagar os juros de outras dívidas que ele possui com outras pessoas. João vive sendo demitido por ineficiência e baixa produtividade. Já sua amiga Maria é mais endividada do que João, só que ela paga os juros das dívidas em dia. Maria é competente, eficiente e produtiva no seu trabalho. A cada ano que passa sua renda aumenta mais por sempre ser promovida ou conseguir empregos ainda melhores.

Imagine que João e Maria estivessem dispostos a pagar 5% de juros ao ano pelo seu dinheiro emprestado. Para qual dos dois você aceitaria emprestar? Provavelmente você emprestaria para Maria. E se o João fizesse uma oferta de 15% de juros ao ano pelos seus R$ 10.000,00 ? Como João paga juros maiores que Maria você passa a considerar que esses 10% adicionais seriam um prêmio pelo risco de emprestar dinheiro para João. Então você resolve correr o risco e empresta dinheiro para o João.

Dois anos depois o João volta a te pedir mais um empréstimo de valor ainda maior. Só que agora você observa que a dívida do João, diante de todos os seus credores, praticamente dobrou. Veja um gráfico da evolução da dívida:

Você observa que em 2014, quando você emprestou o dinheiro pela primeira vez, a dívida total dele era de 2.750.000 e agora a dívida é de 4.250.000. A dívida aumentou mais de 50% em 2 anos. Você aceitaria emprestar dinheiro para João por 5%? Você aceitaria emprestar novamente pelos mesmos 15% ? Ou será que você ficaria com medo e só aceitaria emprestar o dinheiro se receber 30% de juros ao ano?

Agora imagine que o João é o Brasil e que Maria são países desenvolvidos. Países grandes possuem dívidas grandes, mas conseguem investidores dispostos a emprestar dinheiro recebendo juros baixos. A percepção de risco é menor e por este motivo os juros são menores.

Você consegue perceber que os juros elevados no Brasil são uma consequência do medo que os investidores sentem quando pensam na possibilidade de investir no Brasil? Quanto menor a confiança, maior precisa ser o prêmio (juros) pelo risco.

O responsável por gerar essa insegurança, e estes juros elevados, não é você que tem dinheiro para emprestar através dos seus investimentos. A responsabilidade é de quem pede o dinheiro emprestado que não apresenta o perfil de um bom pagador e por isto não é merecedor de confiança ao ponto de merecer juros menores.

Se você soubesse que vários amigos do João andam recomendando que ele declare um calote entre seus credores como solução para os problemas financeiros que ele enfrenta. Você emprestaria dinheiro para João? Se emprestasse, você cobraria juros ainda maiores ou menores?

Enquanto o Brasil continuar se comportando como o João, viveremos em um país de juros reais elevados (juros acima da inflação elevados). Dependendo da forma como os governantes futuros irão tratar este problema das contas públicas (governo gastando mais do que arrecada) teremos inflação elevada, impostos elevados e juros reais elevados por muito tempo. Investir seu dinheiro é apenas uma forma de reduzir o impacto negativo da inflação e dos impostos elevados.

Pare de esperar alguma coisa do governo:

A maioria da população vai continuar esperando educação, saúde, segurança, trabalho, renda e outras coisas de graça do governo. Essa população vai continuar sofrendo calotes. Para serem eleitos, os políticos vão continuar prometendo cada vez mais coisas grátis e quando estiverem no poder irão aumentar impostos, emitir títulos com juros cada vez maiores (para atrair investidores com medo) e imprimir dinheiro elevando a inflação.

Se você aprender a investir da forma correta, você receberá juros acima da inflação, ou seja, uma boa parte dos impostos pagos pela renda e consumo retornarão para o seu bolso em forma de juros sobre juros dos seus investimentos. Mantendo seu patrimônio investido da forma correta você também irá amenizar as despesas que terá com o aumento da inflação.

Infelizmente o calote será nas costas da maioria da população que não tem educação financeira suficiente para entender tudo isso que acabei de falar aqui. Para piorar a situação, estas pessoas não entendem que a origem de muitos dos nossos problemas está na falta de educação financeira, econômica e política de cada cidadão. A minoria, chamada pejorativamente de “rentista”, estará mais protegida dos aumentos de impostos e da inflação por terem um maior nível de conhecimento financeiro.

Como vimos, o calote chegará primeiro na vida daqueles que dependem de serviços públicos e salários vindos do governo e dos que dependem de aposentadorias, pensões, benefícios, subsídios ou que fazem negócios com o governo. Aqueles que vivem gastando tudo que ganham, sem poupar a investir também terão problemas.

Se você faz parte destes grupos que estão em risco precisa perceber rapidamente a importância de buscar uma maior independência financeira para blindar sua vida de problemas que virão se os políticos não resolverem estas questões fiscais nos próximos 10 anos.

Se você depende muito do governo, deve começar a pensar sobre como depender menos. Se você depende muito do seu salário e não tem nenhuma reserva, investimento ou plano B, precisa começar a pensar sobre isso nos próximos anos.

Não espere que o atual governo ou os governos futuros resolvam os problemas dos elevados gastos públicos que geram taxas de juros elevadas, inflação elevada e impostos elevadas. Não será uma tarefa fácil e rápida.

Você deve saber que o governo está tentando aprovar leis para controlar os gastos públicos para os próximos 20 anos. O próprio presidente já disse que tudo que será feito para controlar os gastos poderá ser desfeito nos próximos 5 anos pelo Congresso. É o mesmo que dizer: “a gente finge que está resolvendo o problema, empurra ele com a barriga e quando a arrecadação melhorar a gente volta a gastar descontroladamente.” Depois de uma declaração como esta, como esperar que teremos soluções para o problema fiscal, inflação e juros elevados no Brasil nas próximas décadas?

Existem caminhos para que você se torne menos dependente e um deles está na educação financeira que estou divulgando aqui no Clube dos Poupadores gratuitamente (através de centenas de artigos já publicados), através de livros (veja aqui) e, futuramente, através de um treinamentos em vídeo sobre independência financeira que pretendo lançar no próximo ano.

Você pode e deve aprender a acumular suas próprias reservas, planejar sua aposentadoria sem depender dos outros, pode aprender a investir no mercado financeiro, pode aprender a emprestar dinheiro para bancos e governo e pode aprender a empreender e inovar, que são as duas grandes fontes de riqueza no mundo. É apenas uma questão de querer aprofundar seus conhecimentos sobre estes temas.

País rico é feito de pessoas ricas:

Um país rico é composto por uma população rica. Pessoas só ficam ricas quando aprendem a poupar e investir com consciência e inteligência. Quando falo investir, não estou falando apenas de investimentos financeiros, também estou falando investimentos produtivos na sua carreira ou criando um negócio próprio. Sem pessoas ricas não existe país rico.

Precisamos parar de apoiar políticos que defendem calotes, mais impostos, mais esmolas, mais coisas grátis, mais gastos públicos e mais Estado interferindo na vida de quem quer trabalhar mais e produzir mais.

Precisamos apoiar aqueles que defendem a ideia de que as pessoas devem trabalhar mais e melhor, poupar mais e melhor, investir mais e melhor e empreender mais e melhor. É assim que se constrói um país rico.

Não esqueça, dá próxima vez que aparecer alguém defendendo calote dos rentistas ou qualquer ação para prejudicar as pessoas que querem trabalhar, poupar, investir e empreender para enriquecer o nosso país, repita a frase “perdoai, porque não sabe o que fala.”

 

By |14/10/2016|Categories: Impostos|310 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

310 Comments

  1. Julio Cesar Paganotti 14 de outubro de 2016 at 10:22 - Reply

    Matéria muito esclarecedora e imparcial. Parabéns, Leandro!

  2. Luiz 14 de outubro de 2016 at 10:25 - Reply

    Bom dia Leandro!
    Confesso que durante a leitura deste artigo fiquei mais assustado do que já estava nos últimos meses, como funcionário público de um estado que está passando por sérias dificuldades para honrar o pagamento mensal dos servidores lhe digo que estou perdendo o sono devido a esse momento de incerteza. Foi uma surpresa descobrir que algumas pessoas culpam os “rentistas” pela situação em que o país se encontra, nada a ver. O meu maior medo é justamente por que dependo 100% do meu salário que é pago pelo governo estadual, eu já mencionei anteriormente que após conhecer os investimentos em renda fixa fiz um CDB atrelado ao DI de valor pequeno para perder aquele medo inicial e estou acompanhando a sua evolução. Espero poder aproveitar todo o conhecimento que vc gentilmente compartilha conosco aqui todas as semanas. Mais uma vez um incrível artigo. Parabéns e obrigado.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:22 - Reply

      Oi Luiz. Tenho um artigo que fala sobre a maldição do servidor público. Sem dúvida nenhuma é uma das categorias profissionais mais endividadas. Provavelmente a ideia de eterna estabilidade no emprego motiva o funcionário público a antecipar a compra de tudo. Isso funciona como uma verdadeira maldição já que são profissionais que passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas de dívidas. É muito dinheiro jogado fora durante um vida de trabalho, isto sem contar o dinheiro que a pessoa poderia ter recebido se tivesse criado o hábito de poupar e investir antes de comprar qualquer coisa. A crise funciona como um momento de reflexão. Será mesmo que não é importante ter uma reserva para emergência, fazer compras planejadas e pensar na independência financeira quando se é um funcionário público? Será que é inteligente ficar totalmente dependente da saúde financeira de órgãos públicos, governos de cidades e municípios, sabendo que a cada 4 anos a população escolhe novos políticos que muitas vezes podem conduzir as contas públicas locais para um verdadeiro caos?

      • Isabella 14 de outubro de 2016 at 16:10 - Reply

        Sou servidora pública federal. Logo que tomei posse, conheci uma colega que me disse: “Nós podemos comprar tudo que quisermos.” Na sequência, ela comprou um Honda Civic (a maioria de nós – seus colegas – tinha carro 1.0, muitos não tinham nenhum), e financiou e 60 vezes. Não preciso nem dizer que ela foi uma das colegas que logo começou a passar aperto financeiro, e eu nunca esqueci dessa frase. Mas, infelizmente, ela retrata a mentalidade de muitos servidores. Eu já gastei bem mais, mas há alguns anos faço questão de juntar, pelo menos, 30% do meu salário e também tive a sorte de casar com um homem que já tinha um pouco de educação financeira. Não se enganem um marido/esposa descontrolado financeiramente pode colocar todo seu trabalho a perder Rs Tem gente que diz que sou muito “mão-de-vaca”, eu não sei se sou, as vezes penso que poderia aproveitar um pouco mais… é difícil encontrar esse equilíbrio. Mas estou aprendendo e estudando pra isso. Esse blog só não ajudará que não quiser aprender.

        • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:47 - Reply

          Oi Isabella. Eu acredito que é muito importante encontrar o equilíbrio. Comprar um Civic parcelado em 60 vezes não vai fazer você mais feliz, vai fazer você mais endividada. As coisas divertidas e agradáveis da vida não exigem muito dinheiro. É muito sudável que você separe uma parte do seu orçamento para gastar com bobagens, isto evita esse sentimento de achar que pode não estar aproveitando a vida.

        • Marcelo 14 de outubro de 2016 at 22:11 - Reply

          Muito bom o post Leandro. Parabéns.
          Isa, e parabens a vc pelo interesse. É raríssimo ver mulher se interessar por investimentos.
          Casa comigo?
          PS: …
          Ma.

          • Ana Lúcia Faria 16 de outubro de 2016 at 21:31

            Olá, Marcelo,

            Discordo que não há mulheres interessadas em investimentos.
            Eu conheço várias mulheres com quem converso sobre o assunto, e o próprio Leandro disse q 40% de seus seguidores são mulheres, porém, comentam menos.

            Abraços!

          • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:13

            Oi Ana, temos um público feminino grande. Os homens participam mais e por isto dá a ideia de que existem mais homens.

          • Bia 18 de outubro de 2016 at 9:25

            hahahaha,… também sou mulher e acompanho o Clube há algum tempo, mas participo pouco… Tem sempre algum artigo interessante!

          • Leandro Ávila 18 de outubro de 2016 at 16:39

            Obrigado Bia

          • Leninha Cabral 20 de outubro de 2016 at 13:38

            Excelente post, Leandro, como sempre muito esclarecedor! Agora eu posso conversar com meus amigos de esquerda tendo bons argumentos. Acredita que eles acham um horror eu emprestar dinheiro para o banco? E olha que eu nem vivo de renda, imagina se vivesse! Pensando bem, melhor só repetir mentalmente a última frase do seu texto e não discutir com eles… Seria muito cansativo e anti-produtivo…

            Marcelo, não é tão raro assim não! Olha eu aqui =D

          • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 10:39

            Oi Leninha. Seus amigos precisam estudar mais.

        • 4lex5andro 26 de outubro de 2016 at 22:59 - Reply

          Sim, com certeza, muquirana, tal qual o Japão, aquele país atrasado.

          Pois é, o dito senso comum no Brasil abomina a prudência e a racionalidade; é algo a ser estudado mesmo.

  3. Mr. Webster 14 de outubro de 2016 at 10:31 - Reply

    Assistindo ao Jornal da Cultura, na segunda-feira última, tendo como comentaristas o Marco Antônio Villa e o Aírton Soares, que já foi deputado pelo PT, aí o mentecapto do Aírton Soares ficou irascível logo depois da divulgação da aprovação, em primeiro turno da CD, da PEC que limita os gastos.

    Aí começaram as ideias insanas de sempre:

    “Por que não aumentar os impostos de quem ganha mais?
    “Por que não votar o projeto de lei que taxa as grandes fortunas?
    “Por que não baixar os juros na canetada?”

    Olha a ideia que essa vermelhada tem na cabeça.

    Os mentecaptos reclamam dos juros altos na taxa de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que é o que financia os gastos do governo acima do dinheiro que arrecadam por meio de tributos, mas por outro lado lutam contra o ajuste e controle nas contas públicas, que é EXATAMENTE AQUILO QUE PERMITE BAIXAR A TAXA DE JUROS na economia.

    Querem a gastança irresponsável, mas não querem pagar o preço da irresponsabilidade fiscal. Aí, mesmo não entendendo absolutamente nada de ECONOMIA, lançam ideias mirabolantes de aumento de arrecadação por meio de aumento da carga tributária.

    Isso sem se falar da Curva de Laffer, onde já atingimos um nível de tributação em que não se adianta mais aumentar os tributos, que mesmo assim não haverá aumento na arrecadação. Já estamos vendo isso, pois os tributos foram aumentados no último ano do DESgoverno da Dilma, mas mesmo assim a arrecadação vem caindo continuamente.

    São os mesmos idiotas de sempre com as mesmas ideias imbecis.

    A tal política do expansionismo (leia-se gastança) sem se preocupar com o superávit primário e diminuição do estoque da dívida pública.

    Não adianta explicar para esses imbecis como é que uma economia funciona, pois os mesmos NÃO são capazes de entender o funcionamento da mesma.

    Não se baixa juros na canetada, isso não funciona e estamos cansados de ver isso. Há de se terem os fundamentos sólidos para a economia entrar nos trilhos e aí sim, com o país estável, gastando menos do que se arrecada, controlando-se a dívida, ganhando-se a confiança do mercado, pode-se paulatinamente baixar os juros básicos da economia, ganhar a confiança do empresariado, expandir a economia, atraindo capital doméstico dos ditos “rentistas”, dos estrangeiros e, em consequência, aumentando a arrecadação.

    De nada adiantam essas medidas paliativas pontuais se não houver reforma nas leis trabalhistas, adequando-a à realidade do país e do mundo, flexibilizando-a, bem como uma reforma tributária, uma reforma política, diminuição vertiginosa do tamanho do estado, e, quiçá, uma NOVA CONSTITUIÇÃO que seja adequada à realidade do país.

    O POVO PRECISA PARAR DE ACREDITAR NO MITO DO GOVERNO GRÁTIS.

    De graça nessa vida só existe amor de pai e de mãe e, mesmo assim, não são todos.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:35 - Reply

      Oi Webster. O debutado não parece entender direito como as coisas funcionam.

    • Armando 17 de outubro de 2016 at 21:44 - Reply

      Curioso como em economia as coisas nunca duram pra sempre, nada sobe ou desce infinitamente. Gostei dessa explicação da curva de Laffer. Espero sinceramente que não adiante mais subir impostos pois não terá efeito. Não duvido que vão tentar, para o alto até o infinito.

      Cumpanherada tem explicação tosca pra tudo. Vai perguntar pra eles o que acham dos venezuelanos fugindo pra Colômbia e Roraima? Infiéis, traidores da revolução bolivariana, imperialistas, bebedores de coca-cola. Tragicômico.

    • claudinei moreira porto 25 de outubro de 2016 at 8:35 - Reply

      Mr. Webester qual seria o problema de ter imposto progressivo? taxar quem ganha mais, taxar a renda dos ricos, ex quem ganha 200 mil reais pagar 36% de imposto de renda. Sou a favor disso. O problema é que o governo vai ter mais dinheiro para torrar irresponsavelmente. Mas se houvesse responsabilidade esse dinheiro poderia ser usado para pagar os juros da divida

      • Leandro Ávila 27 de outubro de 2016 at 15:33 - Reply

        Oi Claudinei. Em países como a França o imposto sobre os ricos é de 75%. Agora imagine que você é uma pessoa rica. O que te obrigaria a ficar na França? Nada… e o que os ricos fazem quando não são bem-vindos? Eles simplesmente vão embora (veja aqui). O que acontece quando eles vão embora? O país fica mais pobre. Eles levam junto seus investimentos, aqueles que possuem empresas, levam seus negócios para outros países e vão gerar emprego em outros lugares. Pior ainda é o fato da população ficar desestimulada, pois quem é que vai querer se esforçar mais, trabalhar mais, para entrar na alíquota progressiva e ser obrigado a entregar 75% do que ganha para o governo? Uma pessoa que tem uma renda de 1 milhão por ano e paga 27% de imposto, já está contribuindo com 270 mil todos os anos, isso equivale a arrecadação de impostos de centenas de contribuintes. A fuga de pessoas ricas só faz reduzir a arrecadação. Por isso existem muitos países que fazem exatamente o contrário. Eles oferecem impostos baixos para atrair as pessoas mais ricas do mundo. Esses ricos investem em imóveis, abrem e expandem suas empresas, geram empregos, consomem serviços e produtos e movimentam a economia. Na minha opinião todos deveriam pagar a mesma alíquota, e essa alíquota deveria ser justa para todos. Se fosse assim a sonegação seria bem menor. A arrecadação seria maior, as pessoas se sentiriam mais motivadas para enriquecer. Ricos de outros países teriam interesse em investir e viver aqui.

  4. Elder 14 de outubro de 2016 at 10:39 - Reply

    Muito bom Leandro,
    como sempre, artigos sensacionais e um aprendizado ímpar. A clareza e a simplicidade com que consegues passar assuntos técnicos é espetacular, de maneira que o mais leigo dentre os leitores consegue desenvolver uma leitura prática. Parabéns!

  5. Rafael 14 de outubro de 2016 at 10:39 - Reply

    Excelente artigo Leandro!!
    Concordo plenamente com sua linha de raciocínio.
    Precisamos que as pessoas entendam do que falam e evitem repetir as coisas sem saber o que significa,
    Acredito que mais consciência trará bons resultados a nossa nação.
    Um grande abraço!!!

  6. Fabio 14 de outubro de 2016 at 10:40 - Reply

    Muito bom ! Parabéns !

  7. Thiago 14 de outubro de 2016 at 10:47 - Reply

    Depois de tudo o que está acontecendo no Brasil, eu vejo com mais otimismo as eleições de 2018. Acho que as pessoas vão conseguir votar com mais consciência em um presidente que realmente saiba gerenciar um país.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:37 - Reply

      Oi Thiago, tomara!

      • Henrique Rodrigurs 15 de outubro de 2016 at 15:39 - Reply

        Também gostaria de acreditar nisso. Antes porém, teríamos que tirar todos os pré candidatos que estão no atual cenário. Se não, será mais do mesmo.

  8. Daniel 14 de outubro de 2016 at 10:47 - Reply

    Olá Leandro..
    Muito bom artigo. Eu li ontem alguns artigos que estavam se referindo aos “rentistas” como um problema para o Brasil. Esse artigo que vc escreveu é a resposta perfeita para esses autores.
    Parabéns mais uma vez!!

  9. Gregory 14 de outubro de 2016 at 10:49 - Reply

    Leandro, bom dia mais um artigo fantástico. Já dizia um amigo meu, se você não gosta de pessoas ricas, como poderá ser rico ? é incrível a forma como as pessoas, olham as outras que por seu esforço, acumularam riquezas. Ontem, descobrir que um professor da escola onde eu dou aula, nasceu no sul do pais, dai eu perguntei como era a cidade de Gramado, pois estou com férias para lá no final do ano. Ele respondeu, é uma cidade de Rico, como campos aqui em SP. Ele falou com muita raiva, nem preciso dizer, os ideais, que ele defende, São todos ai listados no seu artigo.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:48 - Reply

      Oi Gregory. Gramado é uma cidade repleta de empreendedores que estão disputando o gosto de uma multidão de turistas que visitam a cidade todos os anos. Você vai encontrar uma enorme quantidade de bons restaurantes, hotéis, lojas, serviços, atrações turísticas e uma prefeitura que promove eventos quase todos os meses do ano, com apoio da iniciativa privada, para atrair e atender cada vez melhor os turistas. Provavelmente não falta emprego para a população local e negócios para quem é empreendedor. A prefeitura inevitavelmente arrecada mais impostos, o governo do estado também arrecada mais impostos. Fico imaginando se todas as cidades do Brasil fossem como Gramado, especialmente as cidades do interior. Existem incontáveis cidades com potencial turístico, com riquezas e potencial de crescimento. Uma vez estava em Gramado e perguntei para uma pessoa por qual motivo as pessoas cuidavam tanto das fachadas da casas, dos jardins na frente das casas, se a prefeita obrigava ou premiava quem fizesse e que seria muito bom se todo mundo cuidasse da rua na frente da própria casa. A rua ficaria mais valorizada, a vida na cidade seria mais agradável. A pessoa me respondeu que é por vergonha. As pessoas sentem vergonha de deixar a frente da casa feia e descuidada em Gramado.

      • Gregory 14 de outubro de 2016 at 15:35 - Reply

        Muito obrigado, pelas Dicas. depois eu conto como foi a viagem. Mas é isso temos que tentar ajudar nosso país de alguma maneira, mais uma vez. Parabéns pela iniciativa. Eu passei um trabalho para meus alunos. O desafio foi, escolherem 7 artigos seus aqui do site, e darem a opinião deles, da leitura. Foi muito legal, o trabalho. Eu sou fã do site aqui.

        • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:23 - Reply

          Oi Gregory, muito obrigado e parabéns por sua forma de ensinar, estimulando o jovem a refletir e opinar.

      • neco 7 de janeiro de 2017 at 13:40 - Reply

        na serra gaúcha a gente fica até mais educado, sempre vou passear de moto por lá e todo mundo respeita faixa de pedestre e tudo mais, nas cidades aqui do vale dos sinos ninguem respeita nada

        • Leandro Ávila 8 de janeiro de 2017 at 7:06 - Reply

          Oi Neco, comece dando o bom exemplo na sua cidade. É com bons exemplos que as pessoas mudam.

  10. Alexandre Golfetto 14 de outubro de 2016 at 10:51 - Reply

    Mais artigo excelente Leandro! Parabéns por tentar elucidar esta questão da dívida pública e o que de fato compõe a mesma! Infelizmente, a grande maioria das pessoas simplesmente não tem nem ideia disto tudo que tu abordaste no artigo.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:49 - Reply

      Oi Alexandre. Muitos dos nossos problemas se originam na falta ou na baixa qualidade da educação que temos acesso sobre diversos assuntos.

  11. Alexandro Nunes 14 de outubro de 2016 at 10:52 - Reply

    Parabéns pela matéria simplesmente fantástico…..sem sombra de dúvidas a pura verdade Parabéns!!

  12. Aldo 14 de outubro de 2016 at 10:52 - Reply

    Ótimo artigo Leandro! Concordo em gênero, número e grau com o que disse!!

  13. Fernando Rodrigues 14 de outubro de 2016 at 10:55 - Reply

    Muito bom artigo. Didático e claro como sempre. Parabéns !!

  14. Ivan 14 de outubro de 2016 at 11:00 - Reply

    Todas as matérias são boas e aguçam curiosidade, mas, esta, foi a melhor que já li até o momento.
    Parabéns pela didática e tópico de extrema relevância!

  15. Eliton 14 de outubro de 2016 at 11:00 - Reply

    Mais um ótimo artigo. Acho que você capturou com maestria a situação que o país está passando a qual afeta a maioria das pessoas sem conhecimento de educação financeira. Abraço.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:52 - Reply

      Oi Eliton, infelizmente é isto que acontece. O Brasil que temos é apenas uma materialização do que existe dentro da cabeça de todos os brasileiros juntos. Ideias tortas sobre dinheiro, poupança, trabalho, investimentos, política e economia criam um país torto, repleto de problemas. A mudança precisa começar na cabeça do brasileiro.

  16. João Silva 14 de outubro de 2016 at 11:00 - Reply

    Excelente artigo. Investidores internacionais também compram esses Títulos públicos da divida interna?

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 13:55 - Reply

      Oi João. Sim, através de fundos de investimento e fundos de pensão.

  17. Clayton Pitte 14 de outubro de 2016 at 11:02 - Reply

    Leonardo, excelente Post, parabéns pelo trabalho, essas sementes de informação certamente geram frutos e transformação.

  18. Arnaldo R. Silva Jr 14 de outubro de 2016 at 11:03 - Reply

    Leandro, mais uma vez muito didático e elucidativo seu texto. É um trabalho árduo explicar o funcionamento das coisas, quando olhamos à nossa volta, e enxergamos aparentemente mais e mais pessoas preocupadas com funkeiros, futebol, novelas, etc… Mas devemos continuar o trabalho de formiguinha, e carregar a contribuição individual à coletividade, enquanto a maioria fica assistindo e esperando… Fico pensando o que eu faria diante do cenário atual, no núcleo da nossa família: não tem dinheiro, vamos estudar exaustivamente redução de gastos e aumento de renda; a renda precisa aumentar mais, vamos adquirir mais conhecimento; a universidade pública está falida ou não tem vagas, vamos trabalhar para pagar uma universidade particular noturna; e por aí vai…foi o que fizemos, intuitivamente, em nossa vida, e todos deveriam continuar fazendo. Mas esperar…por algo, por algum milagre, é a via natural da maioria. Bem, finalizando, parabéns!!!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:01 - Reply

      Oi Arnaldo. É isto mesmo que deve ser feito. Não podemos ficar esperando as coisas de alguém. Existem 1001 ações e decisões sobre nossa própria vida que podemos colocar em prática agora. Você citou alguns exemplos. As pessoas não percebem que a miséria é grátis. A fome é grátis. A doença é grátis. Basta ficar na frente da televisão sem fazer absolutamente nada para mudar o destino da sua vida, basta parar de trabalhar, bastar ficar na mais completa inanição que a única coisa que você vai receber de graça da vida é a morte. Isso é uma lei básica da natureza. Qualquer ser vivo que resolva não fazer absolutamente nada, vai morrer por inanição. Muitos passam a vida toda fazendo muito pouco para mudar a própria realidade. Muitas vezes é um problema cultural que precisa mudar.

      • CLEBER HOLANDA JUNIOR 14 de outubro de 2016 at 22:28 - Reply

        Olá, Leandro e Arnaldo.

        Peço licença para um “pitaco”.

        Se possível vejam um documentário na NETFLIX, IVORY TOWER.
        Ele trata sobre o endividamento das famílias e jovens para graduarem-se nos USA, o uso de empréstimos, etc… A falência desse sistema educacional, incutido em nós como sendo “solução” para ganharmos mais e ….
        Desejando sucesso a todos

  19. William Alves 14 de outubro de 2016 at 11:10 - Reply

    Parabéns! !! Estou muito feliz com essas matérias ao qual vc escreve, sempre nos alertando !!! Site magnífico! !!

  20. diogo lemos 14 de outubro de 2016 at 11:14 - Reply

    É tão triste saber que nossa realidade só poderia ser transformada com educação financeira, e que a maioria maciça da população não se preocupa com isso. Fico pensando. Será que há esperança para o povo brasileiro?

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:05 - Reply

      Oi Diogo, na verdade a educação financeira é apenas um pequeno braço, ou um pequeno galho da árvore do conhecimento. Ela pode ser a porta de entrada para outras mudanças na vida. Dificilmente alguém que desenvolva conhecimentos financeiros não acabará procurando informações sobre o funcionamento da economia e da política, já que são duas áreas que interferem diretamente nos resultados da nossa vida financeira. Pessoas que entendem melhor o funcionamento da economia e da política, naturalmente fazem escolhas melhores, exigem mais de quem está no poder, exigem mais das empresas, exigem mais de si.

  21. Marcelo Williams 14 de outubro de 2016 at 11:16 - Reply

    Esclarecedor!

  22. Magno 14 de outubro de 2016 at 11:18 - Reply

    Ótima reflexão, Leandro.
    Diante de tudo o que está acontecendo e consciente de que medidas concretas de ajuste devem ser tomadas, me pego no dilema de que medidas efetivas deveriam ser tomadas sem que elas aumentassem ainda mais o fosse social existente no Brasil.
    Não falo por altruísmo, mas me preocupa medidas que possam aumentar a desigualdade e, aparentemente, ter como uma das consequências o aumento da violência e da insegurança pública.
    Acredito que um ponto de equilíbrio seja fundamental. Nem a retórica dos ‘vilões rentistas’ nem do ‘abaixo o assistencialismo’. Algum lugar no meio…
    Temo que nossos filhos cresçam num caos social imprevisível, ainda pior do que temos hoje.
    Enfim…
    Neste momento, com o atual governo, não me tranquiliza nem o presente nem o futuro.
    Mas sejamos otimistas e continuemos poupando. Qdo der… 🙂
    Grande abraço e obrigado pelas orientações de sempre.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:22 - Reply

      Oi Magno. A melhor forma de acabar com a desigualdade é mudando a mentalidade de quem se sente vítima do sistema e fica esperando a chegada de um salvador. Somos os únicos salvadores do nosso destino. Eu sou o único que pode lutar para acabar com a minha própria desigualdade e foi isto que fiz quando era jovem. Neste fim de semana vi uma reportagem mostrando várias vítimas da desigualdade social na frente de um estágio de futebol local. Eles estavam brigando e depredando tudo pela frente depois de mais uma partida qualquer. Fiquei imaginando. Esses mesmos R$ 50,00 que cada “vítima da desigualdade” gastou para entrar naquele jogo poderia ter sido usado para comprar um livro. A despesa mensal com bobagens que não mudam a própria realidade da pessoa poderia ser investida em cursos, treinamentos, quem sabe poderia melhorar na profissão e gerar novas oportunidades de trabalho a renda. O governo não vai resolver o problema de ninguém. São as pessoas que precisam compreender que também são responsáveis pela vida que estão levando.

    • Tatiana 16 de outubro de 2016 at 10:40 - Reply

      Concordo Magno, não sei se somente a educação financeira daria conta de todos os males do fosso social. Acredito que a educação financeira seria uma parte. No nosso Brasil existem pessoas que não tem nada mesmo. Precisamos de um sério trabalho de reflexão sem extremismos.

      • Sabrina 17 de outubro de 2016 at 11:13 - Reply

        Magno e Tatiana, concordo. Expressaram o meu pensamento. Não estamos tratando só de números ou de um grupo nivelado de pessoas. E Leandro, a sua realidade pode ter sido diferente da de muitas outras pessoas no país, é muito simplista falar em vitimização por parte de população. Apesar do seu comentário, achei o artigo muito esclarecedor e vou recomendar a leitura.

  23. Deyse 14 de outubro de 2016 at 11:24 - Reply

    Adorei parabéns

  24. winicius Alves 14 de outubro de 2016 at 11:31 - Reply

    Texto muito bom!Abre nossos olhos para quem são os verdadeiros mantenedores deste país.Obrigado!

  25. Fábio Augusto 14 de outubro de 2016 at 11:33 - Reply

    Parabéns Leandro!! Dá vontade de abrir a cabeça de algumas pessoas, principalmente dos esquerdopatas ignorantes e sangue-sugas, e enfiar à força esse artigo. O Brasil precisa urgentemente parar a gastança e, por isso, apoio à PEC 241 é o mínimo que a população deveria fazer.

  26. Climério Pereira 14 de outubro de 2016 at 11:34 - Reply

    Muito bom!!!

  27. Emerson 14 de outubro de 2016 at 11:34 - Reply

    Parabéns Leandro ! Excelente artigo para os dias atuais !

  28. Fabiano Andrade 14 de outubro de 2016 at 11:37 - Reply

    Como sempre tema muito relevante para o atual momento e bastante didático. Com educação financeira e na dependência cada vez menor do estado podemos ter um melhor futuro. Parabéns pelo trabalho Leandro.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:28 - Reply

      Oi Fabiano, dependendo menos de qualquer coisa é sempre um caminho para uma vida mais livre e equilibrada

  29. Henrique 14 de outubro de 2016 at 11:39 - Reply

    Ótimo! Excelente artigo!! Sempre falo e repito… chego a me irritar com quem acha “muito arriscado” comprar títulos do governo e que sou um “parasita” por estar me aproveitando do juros elevados… Haja paciência.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:29 - Reply

      Oi Henrique. São pessoas que não entendem como a coisa funciona.

  30. Renato Luis Mello 14 de outubro de 2016 at 11:42 - Reply

    Oi Lenadro, está difícil. As pessoas não querem mesmo enxergar o óbvio. Mesmo quanto está mastigado como a estória do João e Maria do texto.
    Dá um certo desânimo, por que é tão claro. Tão logicamente expostos os argumentos que fica difícil entender como boa parte de meus amigos não enxergam o óbvio.
    A ideologia parace que está muito entranhada na sociedade brasileira. Para muitos o Estado tem mesmo que ser o provedor e tutor das pessoas.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:34 - Reply

      Oi Renato. As pessoas estão tão acostumadas e dependentes do sistema que gastam tempo e energia lutando por ele.

  31. Aquino 14 de outubro de 2016 at 11:44 - Reply

    Mais um empurrão para quem ainda não investe em títulos públicos. Parabéns Leandro!

  32. Ricardo 14 de outubro de 2016 at 11:44 - Reply

    Leandro, siga firme, informando e esclarecendo as pessoas. Infelizmente, até pessoas com curso superior conhecidas minhas falam essa bobagem imensa de que a cupa é dos “malvados rentistas”.

  33. manoel 14 de outubro de 2016 at 11:45 - Reply

    Leandro, excelente artigo. A poucos dias entrei um um ferrenho debate com pessoas Anarcocapitalistas que acreditam que o calote da dívida seria ruim, mas justificável, já que pelo fato deles odiarem o Estado e definirem-no com uma gangue de criminosos, quem empreta dinheiro para o Estado não mereceria ser pago, pois se aproveita dos mal feitos desses criminosos para ganhar dinheiro. Eu contra-argumentei que por esse raciocínio todos que vivem de aposentadoria do INSS também são criminosos já que voluntariamente ou não emprestam seu dinheiro para o governo para receber depois, mesmo, em alguns casos, não tendo contribuido com o montante que será recebido para a vida inteira. Enfim, copiei e colei esse seu post lá com muito gosto, pois muitas dessas pessoas gostam de criar soluções simples para problemas complexos. Obrigado por mais esse esclarecimento. Um grande abraço.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:34 - Reply

      Oi Manoel. Estamos dentro do sistema e existem regras neste jogo. Seria como um peixe querer se recusar a seguir as leis físicas impostas pela água ou um pássaro resolver desrespeitar as leis da natureza durante o voo. A morte seria uma certeza. Precisamos entender como o sistema funciona para que possamos sobreviver, sempre respeitando as leis e as regras do jogo. Investir em títulos públicos não é ilegal, muito menos imoral. A regra do jogo diz o seguinte: Goste você ou não goste, o governo vai ficar com quase metade de tudo que você gasta quando compra alguma coisa, através dos impostos sobre o consumo. Quando você receber sua renda, ele também ficará com uma boa parte. Os juros que você recebe quando investe é apenas uma devolução de uma parte destes impostos que você já pagou quando recebeu sua renda ou quando consumiu. Se você não entende as regras do jogo, fica fazendo papel de bobo, falando bobagens e perdendo dinheiro (tempo e energia) igual estes seus amigos.

      • Christian Eduardo 17 de outubro de 2016 at 17:36 - Reply

        ah! e o juros que você recebe quando investe… o governo fica com uma parte também!!

  34. Samira 14 de outubro de 2016 at 11:46 - Reply

    Excelente texto. Parabéns pelo seu trabalho!

  35. Demilso 14 de outubro de 2016 at 11:52 - Reply

    Parabéns Leandro como sempre conteúdo de ótima qualidade, que você continue sendo esse excelente educador financeiro, ajudando milhares de pessoas através dos seus ótimos relatórios.

  36. Mauro 14 de outubro de 2016 at 11:55 - Reply

    Leandro, esse artigo é muito importante. Quando digo importante, fico perplexo por que isso deveria ser publicado nos jornais, revistas, TV, no Facebook, sei lá… As pessoas precisam saber mais sobre isso. Pessoas simples não tem acesso a esse tipo de informação. Eles não entendem nada do que está acontecendo… Fico pensando o que eu poderia fazer com esse conteúdo, espalhar por aí, replicar… e ajudar na educação dessas pessoas. Quem sabe contribuiremos para faze-los entenderem um pouquinho melhor como funciona o governo e a mudar o tipo de cobrança em cima dos políticos.
    Parabéns! Obrigado pelo seu conhecimento. Deus o abençoe.

    Mauro Russo

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:36 - Reply

      Oi Mauro. É complicado obrigar alguém a aprender alguma coisa ou mudar de opinião, principalmente quando esta mudança implica em assumir a responsabilidade por sua vida. A mudança de mentalidade é uma coisa lenta.

  37. marcelo pereira 14 de outubro de 2016 at 11:58 - Reply

    Leandro sempre gostei de seus artigos, mas este ficou a dever. Explico: O problema em voga no país e em discussão é a PEC 241, o que é citado em seu artigo de forma velada. Pelo que entendi há de sua parte o apoio a tal medida do Governo. Muitos estão a favor e contra tal medida. Sou totalmente contra, pois li diversos artigos contra e a favor e construi um entendimento sobre o tema. A própria empresa Empiricus, a qual inclusive sou assinante de alguns produtos, pois faço parte deste pequeno grupo de rentistas que investem em títulos públicos (0,25%), apoia a PEC 241 e apresentou suas razões e faz uma campanha a favor da aprovação com uma petição pública, mesmo não concordando com eles, respeito a opinião, mas não aceito seus argumentos. Mas continuo a gostar deles, pois como você nos orienta para o construir uma riqueza sem depender de terceiros, como o Governo. Mas o Governo existe é tem um papel que é prestar os serviços públicos básicos e não grátis que se fala. Nossa população ainda é muito carente de saneamento básico, saúde e educação, sem os quais é impossível competir no mercado e conseguir seguir com as próprias pernas e trilhar o seu futuro. O Governo tem este papel primordial e a população paga caro por isto. Temos que exigir serviços públicos com qualidade e eficiência. Saber escolher boas pessoas que nos representem e cumpram seu papel, claro que de nós cobrando e fiscalizando. Não devemos culpar os rentistas, mas os especuladores, como o que acontece na Grécia. Os milhares de brasileiros somente querem pescar e não que dê ao povo pão e circo, como muitos acreditam, com o que se faz com o bolsa família. Por que o Governo que esta ai quer aprovar a PEC 241 que congela os gastos onde se mais necessita? Sem ver o geral, como a tributação dos lucros das empresas, imposto sobre grandes fortunas e aumento do tributo sobre transmissão de bens e correção do IR? Quem esta pagando o pato afinal com a aprovação da PEC 241? Infelizmente a população esta sendo enganada pelo Governo e a Grande Mídia. Precisamos sim de medidas para controle dos gastos públicos, com reformas tributária, administrativa e previdenciária, bem como reforma fiscal e trabalhista, mas não como está sendo apresentada. E ainda nada se diz sobre a monumental dívida que empresas tem com o Governo, pela sonegação de tributos. Gostaria que você fosse mais claro e apresentasse seu argumento quanto a PEC 241, talvez sem dar sua opinião, se a favor ou contra, mas explicando o que vem a ser e que cada um tire suas próprias conclusões, como bem faz em seus brilhantes artigos!! Tem minha admiração e respeito!! Abraços!!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:53 - Reply

      Oi Marcelo. O objetivo do artigo não foi falar sobre a PEC 241. Meu objetivo foi falar de questões mais profundas. A PEC é apenas mais uma aspirina. Ela não resolve definitivamente o que origina a doença, o próprio governo fala que ela poderá ser modificada em poucos anos. É uma medida frágil. Meu medo é que a situação das contas públicas tenha que se agravar ainda mais e ai sim as medidas serão muito duras e radicais, e diante do desespero encontrará apoio da população. Você fala sobre aumentar impostos como solução. Aumentar impostos também é aspirina. É como ter uma caixa de água furada na sua casa e por este motivo enfrentar problema de falta de água. No lugar de você tapar os buracos, você tem a cômoda ideia de colocar outros canos de água para encher a caixa e compensar o vazamento. Isto não é solução.

      • marcelo pereira 14 de outubro de 2016 at 16:07 - Reply

        Obrigado caro Leandro pela pronta atenção! Sim, concordo com tudo que falou, mas a solução realmente vai mais além de aspirina (PEC241), como citei ao final. E os impostos são sobre a renda dos que recebem mais, ou isto ou tornar a carga tributária mais justa, não penalizando tanto o assalariado. Mas ainda fica aqui minha sugestão para falar sobre a PEC241. Para tanto, segue 2 artigos, um pró e outro contra para nossa reflexão!
        http://www.pec241afavordobrasil.com.br/?xpromo=XE-MEL-TW-PEC-SEG-X-OP-X-X&xpromo2=PP-MEL-TW-PEC-SEG-X-OP-X-X
        https://theintercept.com/2016/10/14/nao-a-pec-do-teto-nao-e-o-melhor-que-temos-para-hoje-existem-alternativas/

        • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:45 - Reply

          Oi Marcelo, isso é um debate sobre tomar ou não aspirina. A coisa é mais profunda.

        • Thiago 20 de outubro de 2016 at 20:24 - Reply

          “O imposto é sobre a renda de quem recebe mais”…… Aff
          O coleguinha só esquece que em país de média salarial = 1200 reais, quem ganha acima de 5 mil é considerado rico!
          Eu pago mais de 20 mil reais somente de imposto de renda e mesmo assim, preciso pagar plano de saúde pra não morrer na emergência da UPA, preciso pagar escola privada pra dar maior chance aos meus filhos e ainda deixo 50% de lucro/imposto/risco/juros embutidos em cada unidade de produto que consumo, desde uma simples bala!

          Não! A solução não é taxar mais “quem ganha mais”!
          A solução é muito mais profunda que isso é demoraria 30 anos pelo menos ou uma geração inteira pra começar (eu disse, COMEÇAR) a surtir efeito!
          Qual governista quer tomar medidas impopulares pra se queimar?????

          O atual governo só conseguirá aprovar as reformas por conta da crise profunda e mesmo assim será bem difícil!

          Portanto, não concordo com o raciocínio do colega.
          Quem ganha mais fez muiiiiitos sacrifícios pra chegar nessa posição e não pode ser sacrificado em nome de uma “justiça social esquerdista”. A mesma “justiça ” que quer sacrificar os poupadores que emprestam dinheiro pro governo se sustentar!

      • Rayssa 14 de outubro de 2016 at 16:59 - Reply

        Parabéns pelo trabalho desenvolvido Leandro. Mas em seu ponto de vista, qual seria a solução? Como disse o Marcelo Pereira, esse governo não é grátis, pagamos por ele e muito caro… Como profissional da área da saúde e da educação, vejo estas áreas seriamente prejudicadas com a aprovação desta PEC e por isso sou contraria a aprovação da mesma…

        • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 17:03 - Reply

          Oi Rayssa. A sua solução é começar a planejar o seu futuro dependendo menos do governo e de todos os seus “serviços grátis). Já a solução do Brasil é fazer isto que estou tentando fazer com este projeto na internet. Transmitir conhecimento e motivar as pessoas para que estudem mais. É assim que você muda um país. O resto é só aspirina.

  38. Flávio Silva de Araújo 14 de outubro de 2016 at 12:11 - Reply

    Excelente artigo Leandro!! O tema não poderia ser mais atual. Infelizmente, as pessoas não querem entender, preferem se encostar no romantismo de modelos fajutos que propõem facilidades, gratuidades e outros benefícios afins. Preferem fechar os olhos e permitir que outros façam por ela o que elas mesmas deveriam fazer. É uma pena que seja assim; só se interessam por carnaval, samba e futebol. Parabéns por nadar contra essa poderosa corrente!!!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:54 - Reply

      Oi Flávio, infelizmente é isto mesmo que você falou. As pessoas estão plantando cactos e depois querem colher maças.

  39. Mateus 14 de outubro de 2016 at 12:12 - Reply

    Prof. Leandro Ávila! Parabéns por mais esse texto esclarecedor. Por favor gostaria de saber se você já escreveu algo sobre fundos multimercados, ou investimentos no exterior. Tenho títulos do Tesouro Direto, ações e FIIs mas gostaria de diversificar meu patrimônio fora do brasil por meio de multimercados.

    abraço

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:35 - Reply

      Oi Mateus, ainda não escrevi sobre fundos multimercado.

  40. R.S.D 14 de outubro de 2016 at 12:18 - Reply

    Como sempre perfeito na sua análise! Artigo muito claro e objetivo, demonstrando com lucidez as raízes do problema. Depois que li a frase do Barão de Mauá nunca mais a esqueci, pois representa uma grande realidade.
    “O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem.”
    Tenho lido tbm livros de autores liberais como, Friedman, Mises, Hayek, Thomas Sowell, e tem sido como um sopro de ar puro. É triste ver que grande parte das pessoas ainda pensa que o governo é parte da solução e não do problema.
    Abraços!
    E mais uma vez parabéns pelo site!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:40 - Reply

      Oi RSD. Governos como estes que temos hoje, por todo mundo, é uma invenção da própria sociedade. Eles são parte do problema e não da solução. É importante compreender como as regras do jogo funcionam para que a pessoa não fique fazendo papel de bobo defendendo o político X ou o político Y, defendendo mais governo, mais burocracia, mais poder nas mãos de meia dúzia que irão tratar as pessoas como se não fossem capazes de resolver seus problemas. No final o governo acaba atrapalhando quem quer trabalhar mais, produzir mais, investir mais e ainda faz todo um trabalho para disfarçar sua culpa na história.

  41. Giancarlo 14 de outubro de 2016 at 12:22 - Reply

    Excelente artigo Leandro!

    É um perspectiva bastante interessante sobre o nosso sistema financeiro, de fato. Me fez refletir sobre como funciona essa engrenagem.

    Eu só me pergunto por que esse tipo de informação, pensamento e filosofia não são largamento divulgados por todos e debatidos cotidianamente. Acredito que estaríamos em uma situação melhor.

    Grande abraço! Ótimo trabalho, leio avidamente seus artigos e o divulgo com meus colegas. Obrigado por ser a pessoa que está levando luz para leigos desguarnecidos de armas para enfrentar das armadilhas da vida!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 14:53 - Reply

      Oi Giancarlo. Isso depende do meio. Dentro de alguns meios o normal é discutir formas para que o governo tenha uma arrecadação cada vez maior, controlando cada vez mais áreas da vida das pessoas, mais entidades públicas, mais empregos públicos, mais cargos e mais recursos para manter isto tudo funcionando.

  42. Rafael Cruz 14 de outubro de 2016 at 12:28 - Reply

    Leandro, excelente matéria. Agora só uma dúvida, porque os estados e municípios não podem emitir títulos da divida pública? É exclusividade, por lei, da União?

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:00 - Reply

      Oi Rafael. Foram proibidos de emitir títulos públicos quando a Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada. Prefeitos e governadores emitindo títulos é como entregar uma máquina de fazer dinheiro nas mãos de milhares de políticos.

  43. Gustavo 14 de outubro de 2016 at 12:34 - Reply

    Mais uma obra prima em formato de artigo.
    Parabéns pela excelência em sua área de atuação!
    Os seus artigos são simplesmente fantásticos…

    Que bacana que você fará um curso com a temática independência financeira!

    Fiz a 1ª turma do tríade do dinheiro (e acho que você também participou deste treinamento) e neste curso travei contato com o clube dos poupadores e desde então é um privilégio receber suas notificações e ótimos artigos.

    Estimo todo sucesso do mundo no seu curso, tenho certeza que será muito caprichado, didático e poderoso !

    Forte abraço

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:03 - Reply

      Oi Gustavo. Muito obrigado. Será um projeto transformador e feito com muito capricho.

  44. Alcides 14 de outubro de 2016 at 12:39 - Reply

    “Argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em pessoas mortas.”
    ― Thomas Paine

    Leandro, muito obrigado mais uma vez, artigo perfeito, muito elucidativo, gostaria que muitos amigos lessem, mas para isso falta tempo, para o futebol a cerveja a novela os celulares da vida o tempo sobra.
    Sou seu fã.
    OBRIGADO.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:04 - Reply

      Oi Alcides, para futebol, cerveja e outras distrações online e offline nunca falta tempo e dinheiro. É assim que as pessoas vão plantando aquilo que serão obrigadas a colher no futuro. Cada um com sua colheita.

  45. Eduardo 14 de outubro de 2016 at 12:40 - Reply

    Outro texto excelente, como sempre. Muitos não perceberam que as pessoas que passam mais dificuldades são as que mais sofrerão com o estado-grátis.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:05 - Reply

      Oi Eduardo, é verdade. São vítimas da própria ignorância.

  46. Jenio 14 de outubro de 2016 at 12:46 - Reply

    Parabéns!
    Excelente matéria.

  47. Dema 14 de outubro de 2016 at 12:46 - Reply

    Muito bom artigo. Fico muito brabo quando encontro pessoas que criticam o governo porque não tem isso ou aquilo. Ainda que os governos do Brasil(federal, estadual e municipal) são ineficientes e corruptos e deveriam oferecer serviços de qualidade a população, pela alta carga tributária que pagamos, porém dinheiro não nasce em árvore, e não se pode sair imprimindo dinheiro sem gerar gravíssimas consequências.
    Grande parcela da população é consumidora ao extremo, quem tem condições de investir, não investe e não sabe investir e a consequência é a dependência dos serviços ineficientes do governo. Torço que daqui alguns anos tenhamos um Brasil muito melhor.

  48. Danilo 14 de outubro de 2016 at 12:55 - Reply

    Que riqueza de conhecimento!!! Parabéns!! É disso que precisamos.

  49. Andreza 14 de outubro de 2016 at 13:07 - Reply

    Leandro, os seus artigos são ótimos! Muito obrigada!

  50. Douglas 14 de outubro de 2016 at 13:07 - Reply

    Matéria excelente!! Queria que as pessoas tivessem mais acesso a esse tipo de informação. Sempre acompanhei seus artigos e não sei se é impressão minha mas, parece que seus artigos estão mais “libertários”, mas excelentes como sempre.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:14 - Reply

      Obrigado Douglas. Quem tem uma mentalidade voltada para o investimento e para o empreendedorismo naturalmente acredita que a solução dos nossos problemas está na livre iniciativa das pessoas, principalmente neste momento histórico onde todos podem acessar conhecimento, informação, ferramentas e tecnologias com muita facilidade e com baixo investimento. Criar, inovar e empreender nunca foi tão fácil como agora. No tempo dos meus avós a quantidade de alternativas eram pequenas. O acesso ao conhecimento era muito restrito. Tecnologias eram rudimentares e caras.

  51. João Marcos Frauches 14 de outubro de 2016 at 13:29 - Reply

    Melhor artigo dos últimos tempos. Parabéns mais uma vez, Leandro.

  52. Jones 14 de outubro de 2016 at 13:37 - Reply

    Parabéns, didático e de fácil entendimento.
    Conhecimento nunca é demais.

  53. Itajara rocha benito 14 de outubro de 2016 at 13:50 - Reply

    Leandro, boa tarde
    Muito boa esta matéria.

    Muito obrigado por dividir este conhecimento com todos que buscam uma vida melhor e digna.
    Sucesso para todos do clube dos poupadores
    ” conhecereis a verdade e a verdade vos libertara” .

  54. Guilherme 14 de outubro de 2016 at 13:54 - Reply

    Olá Leandro. Compreendo sua posição ao liberalismo, mas discordo. Não quanto aos rentistas, isso é simples pra quem entende minimamente de economia. Mas sim sobre a intervenção do estado na oferta de serviços para a população. Ao longo do texto você fala bastante da questão de saúde e educação, mas não cita em momento algum a intervenção do governo com relação a empréstimos do BNDES, isenção de IPI e outras medidas bem assistencialistas,quem consomem consideravelmente recursos frutos dos nossos impostos. Não é só a parte mais baixa renda que gosta de se utilizar das promessas políticas para serem favorecidas com “serviços grátis”.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:21 - Reply

      Oi Guilherme. Na minha opinião bancos como o BNDES nem deveriam existir. Vimos nos últimos anos que ele foi muito útil para presentear empresas amigas dos políticos (as mesmas que fazem grandes doações em campanhas) com taxas de juros bancadas com dinheiro público, mesmo dinheiro que agora está fazendo falta. Grande parte dos empresários da indústria e de setores ligados ao governo (como as grandes empreiteiras) colaboraram com todos os problemas que estamos enfrentando hoje. O BNDES é um instrumento para criar um capitalismo de estado, onde o governo escolhe as empresas amigas, fornece dinheiro e regalias para estas empresas e prejudica todas as outra que não podem ter acesso ao mesmo tipo de regalia.

  55. Ricardo 14 de outubro de 2016 at 13:54 - Reply

    Muito bom vosso método de analise.

    Com as taxas reduzindo, você ainda acredita que o Tesouro Direto seja um bom investimento?

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:23 - Reply

      Oi Ricardo, continua sendo já que a redução das taxas apenas reflete uma redução da inflação. Quando você observa a diferença entre a inflação atual e a projetada para o futuro e as taxas que temos, elas continuam bem acima da inflação. Exemplo: Se um dia a inflação for de 4% e os juros estiverem em 8% ao ano, você terá juros reais de +/- 4%. Se você tem uma inflação de 10% (como ocorreu em 2015) e os juros estão em 14% você tem juros reais de 4%. Se a inflação cair os juros tendem a acompanhar a queda. O importante é olhar os juros reais.

  56. Rogério Dornelles 14 de outubro de 2016 at 13:57 - Reply

    Ótima análise de toda situação, aprendemos muito contigo!!
    Continue compartilhando teu conhecimento conosco.
    Abraço

    Rogério Dornelles

  57. Anderson 14 de outubro de 2016 at 14:09 - Reply

    Leandro, meus parabéns!

    Um artigo primoroso.

    E, infelizmente, essa situação foi provocada pelo povo (que busca amparo no estado) e os “administradores do povo” (políticos populistas). Se tivéssemos um país com maioria bem educada financeiramente e eticamente, muitos desses problemas não ocorreriam. O país teria uma elite (políticos e pessoas com poder de influência) sensata, uma classe média frugal e investidora (tanto financeiramente como empresarialmente), jovens menos aloprados e mais responsáveis, classe c mais esforçada para mudar de vida. Enfim, seria um cenário interessante, com mais poupança voltada a investimentos e não para endividamento do estado e da população.

    Abraço!

  58. José Carlos 14 de outubro de 2016 at 14:16 - Reply

    Como sempre é sensacional a sua abordagem e conhecimento. Se tivéssemos meia dúzia de políticos com esta mentalidade certamente estaríamos bem melhor neste momento, e não afundados nesta crise que parece não ter fim.
    Parabéns pela matéria!

  59. Luciano 14 de outubro de 2016 at 14:37 - Reply

    Logo que comecei a ler, sem antes ter entendido todo o raciocínio e saber onde iria parar, compartilhei em um grupo de interessados em política e economia. Incrível ver como dói nas pessoas quando percebem que estavam sendo enganadas mas relutam em não aceitar tal condição. Obrigado.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 15:55 - Reply

      Oi Luciano. Defender o sistema é natural quando dependemos do sistema.

  60. Guilherme 14 de outubro de 2016 at 14:42 - Reply

    Excelente artigo, Leandro. Gosto muito da fluidez do seu texto. Parece que está do nosso lado conversando. Acerca do assunto, creio que um calote na dívida pública seria trágico e não passa pela cabeça do poder público (mt embora vozes alarmantes de setores reacionários bradem nesse sentido). Mas o que pensa da diminuição da taxa de juros? Lembro que escreveu um artigo sobre baixar a SELIC na caneta recentemente. Cada ponto percentual a menos gera uma economia absurda. No entanto, reconheço que tal medida não atinge a raiz do problema: Estado perdulário e cidadãos em estado de mendicância. Abraços!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:00 - Reply

      Oi Guilherme. Os juros vão baixar naturalmente quando a nossa economia crescer e se aproximar da realidade existente nas economias de primeiro mundo. Penso que ainda precisamos trabalhar muito para transformar o Brasil em uma economia de primeiro mundo. Os juros podem até cair se a inflação cair primeiro, mas a diferença entre a inflação e os juros pagos (que são os juros reais) deve continuar elevada até que o governo se torne mais responsável com suas contas.

  61. Victor Gama 14 de outubro de 2016 at 15:05 - Reply

    Adquirir seu ebooks meses atrás e deixo os meus cumprimentos. Sobre a matéria, muito elucidativa e técnica.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:01 - Reply

      Oi Victor Gama, parabéns por investir na sua educação. Isto fará toda a diferença. Obrigado em nome de todos, pois é graças aos livros que posso dedicar tempo escrevendo novos artigos e respondendo comentários dos leitores.

  62. Raphael 14 de outubro de 2016 at 15:06 - Reply

    O que você pensa a respeito da ”auditoria cidadã”, esse projeto de auditar a dívida pública aparentemente com gente bem intencionada, mas com objetivos um tanto escusos.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:09 - Reply

      Oi Raphael. Acho que deveriam auditar primeiro os órgãos públicos e empresas públicas, políticos e funcionários públicos que praticam crimes com o dinheiro arrecadado pelo governo, ao ponto de tornar-se necessário a venda de títulos públicos (e o endividamento do Estado). Quando terminarem essa auditoria, quando os desvios acabarem e o sistema público se tornar eficiente, vai sobrar tanto dinheiro que poderemos reduzir impostos e as taxas de juros dos títulos públicos estarão próximas de zero, como ocorre em países desenvolvidos. Os políticos que apoiam essa “auditoria cidadã” (PSOL) defendem no seu programa de governo coisas como transformar o Brasil em um país socialista com calote da dívida pública e privatização de vários setores da iniciativa privada.

  63. Lucas 14 de outubro de 2016 at 15:08 - Reply

    Acompanho seus artigos a algum tempo, nunca comentei nenhum mas depois desse não tem como. É como se eu estivesse saindo da “Matrix”. Obrigado Leandro e acabei de adquirir seus livros sobre reeducação financeira. Abraço

  64. Luiz Almeida 14 de outubro de 2016 at 15:11 - Reply

    Boa Tarde Leandro. Sou fã do seu blog e sempre que posso leio seus artigos. Gostei em especial deste artigo por se tratar de um problema real das finanças brasileiras. Porém, durante a leitura, fiquei na dúvida. Será que a atitude do governo de cortar gastos não agravaria a situação financeira do pais no curto prazo, por “tirar” dinheiro da economia para pagar credores?

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:17 - Reply

      Oi Luiz. Como a situação foi agravada pelo excesso de gastos, controlar esses gastos seria no mínimo o começo. Precisamos lembrar que o governo não produz riqueza. Milhões de brasileiros trabalham quase 40% do ano só para pagar os gastos do governo. Ele funciona como um parasita. É o governo que retira dinheiro de circulação todos os dias para manter seus gastos sem lastro, ou seja, gastar sem produzir qualquer riqueza (que acaba gerando inflação).

  65. Edmar 14 de outubro de 2016 at 15:21 - Reply

    Leandro você manda muito bem em seus comentários.

  66. Victor 14 de outubro de 2016 at 15:43 - Reply

    Sou funcionario publico… Não consigo nem dormir direito.. sou advogado tambem e pego algumas causas por foraem, nao está fácil receber de alguns clientes.Tenho pensado todos os dias em conseguir novas fontes de renda. Estou pensando em marketing digital, aprender sobre e-commerce, etc. Aqui no Estado que moro o governo ainda nao está parcelando o salário, mas uma hora pode chegar nesse ponto. Minha sorte é que ainda moro com pais (ajudo tambem nas despesas) e tenho aportado cerca de 85% do meu salario em TD e FII.. Será que estou no caminho certo ou estou muito noiado em ficar preocupado? Abraço.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:27 - Reply

      Oi Victor, pelo que descreveu você está em uma situação privilegiada. Tem muito funcionário público com filhos para criar, prestações de casa, carro e do cartão atrasadas pensando sobre o que vão comer amanhã, pois nem reservas para emergências tinham por confiarem muito na condição de funcionário público. Mesmo assim, se você gosta da ideia de empreender, de um dia ter um negócio dentro ou fora da internet, aproveite e comece a estudar. É sempre bom ter um plano B.

  67. Isabella 14 de outubro de 2016 at 15:47 - Reply

    Obrigada, mais uma vez, por me ensinar tanto… Se Deus quiser, farei todos os cursos que você lançar. Você explica tudo com muita clareza. Além do mais, percebi que desconhecia o funcionamento de vários setores do meu país (e olha que já li seus livros! rs). Porém, fiquei com um dúvida: como é que as coisas funcionam nos países ricos, como Estados Unidos e Alemanha? Sei que nos EUA existe bem menos políticas assistencialistas, entretanto os americanos são extremamente consumistas e não têm o hábito de poupar, como muitos brasileiros. Também não acredito que lá não exista corrupção (“House Of Cards” que o diga!). Será que dava para você fazer um paralelo, ou estou pedindo demais? Grande abraço!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:43 - Reply

      Oi Isabella. A mentalidade do americano é bem diferente. Você já viu nos filmes e nos desenhos os pais colocando as crianças para vender limonada na frente de casa? Aquilo é um comportamento visto com orgulho que ensina várias lições para a criança. Aqui seria vergonhoso se você colocasse seus filhos para vender limonada na rua, correria até o risco de ser presa. Lá fora os donos das grandes empresas se tornam ídolos dos jovens. Aqui no Brasil os grandes empresários são presos por escândalos de corrupção e normalmente possuem uma imagem relacionada com tudo que é ruim. A produtividade de um americano realizando a mesma atividade de um brasileiro é 5 vezes maior. É fácil entender por qual motivo eles ganham mais. O país é um seleiro onde nascem empresas que dominam vários mercados do mundo. Quando você olha a lista das empresas mais valiosas do mundo, todas são empresas americanas, muitas são empresas de softwares criadas por jovens empreendedores décadas atrás. Aqui no Brasil o sonho dos jovens não é criar uma empresa capaz de mudar o mundo, aqui o sonho é passar em um concurso público. Os grandes gênios do Brasil estão trabalhando em órgãos públicos, quando poderiam estar inovando e transformando o Brasil em um país rico, como fazem os jovens de outros países.

  68. Carlos Salomão 14 de outubro de 2016 at 16:02 - Reply

    Excelente, direto ao ponto. Como sempre Perspicaz. Fica até como indicação para um futuro vídeo.

  69. Rodrigo 14 de outubro de 2016 at 16:11 - Reply

    John Galbraith, sou fã desse cara!!!!!
    Leandro, seus gráficos não aparecem pra mim, já acessei de vários navegadores e de diferentes computadores mas continua não aparecendo!!! Peço atentar pra isso para que mais pessoas possam consumir seu conteúdo da melhor forma.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:50 - Reply

      Oi Rodrigo, eu verifiquei o número IP que você usou quando acessou o site. Pude ver que você está acessando dentro de uma grande empresa estatal. É muito provável que exista algum bloqueio ou alguma coisa na internet desta empresa que bloqueia o acesso ao servidor onde coloco as imagens. Tente acessar da sua casa. Tenho notícias que existem empresas estatais que simplesmente bloqueiam todo tipo de acesso ao Clube dos Poupadores.

  70. Vladimir 14 de outubro de 2016 at 16:12 - Reply

    Excelente artigo, Leandro. Se cada brasileiro investisse ao menos 10′ para ler esse texto e de fato entendesse o que vc explica tão didaticamente, estaríamos décadas a frente.

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:52 - Reply

      Oi Vladimir, os mesmos 10 minutos que gastam assistindo vídeos de piada todos os dias no Youtube. 🙂

  71. Ana Lapa 14 de outubro de 2016 at 16:15 - Reply

    Parabéns Leandro por mais um excepcional artigo! Seus artigos são sempre sinônimos de aprendizado e de evolução em nossa vida financeira. Tenho aprendido muito desde que tive a sorte de encontrar por acaso o Clube dos Poupadores. Confesso que ainda estou “engatinhando”, porém, evolui muito desde então e sou imensamente grata pela ajuda e oportunidade que concedes a todos nós.
    Se, realmente, realizares esse curso sobre Independência Financeira, com certeza, quero participar. Tu és uma pessoa especial que temos o privilégio de receber ensinamentos de pura excelência. Parabéns mil vezes!!! Sou tua fã e seguidora. Respeitoso abraço!

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 16:52 - Reply

      Muito obrigado pelo apoio Ana Lapa, faço tudo de coração.

  72. Joseni Almeida 14 de outubro de 2016 at 16:23 - Reply

    Creio que o pessoal critica o “rentismo”, especialmente o Ciro Gomes, por uma razão simples: o país privilegia demais o capital financeiro e é leniente com a arrecadação, ver: http://www.cartacapital.com.br/economia/sonegacao-de-impostos-e-sete-vezes-maior-que-a-corrupcao-9109.html. Estive em um curso em Brasília/DF e questionei com o pessoal do Tesouro/Planejamento por qual motivo o pessoal simplesmente aumentava os juros sem antes, por exemplo, aumentar o compulsório dos bancos (na prática, a meu ver, tem o mesmo efeito), daí observei que, em parte, a crítica de que a manutenção de juros altos é uma decisão política para atender determinados grupos é verdadeira (simplesmente é decisão política para atender uma minoria).Se a coisa é séria e se é para dar credibilidade de que a economia está no caminho certo, então vamos congelar as despesas (todas: financeiras e não financeiras) e não só aquelas relacionadas a um imenso custo social, com arrocho salarial, como está se propondo. Neoliberalismo é igual a Comunismo não funciona e nem funcionou bem em canto algum desse planeta. Ver: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/A-falacia-do-ajuste-liberal/7/36997 e http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Bresser-desmonta-a-farsa-da-PEC-241/7/36981

    • Leandro Ávila 14 de outubro de 2016 at 17:01 - Reply

      Oi Joseni. Depois de tudo que escrevi eu fiquei com preguiça de comentar estas fontes. Eu acho que você precisa trocar o Carta Capital e o Carta Maior pelo site do Valor Econômico se o seu objetivo for se tornar um investidor de verdade (a maioria dos nossos leitores tem este objetivo). Também recomendo que você troque o Bresser Pereira pelo Alexandre Schwartsman e Marcos Lisboa, eles possuem ótimos vídeos no youtube, todos muito educativos. Segue um pouco de Lisboa sobre a dívida:

    • william 17 de outubro de 2016 at 0:51 - Reply

      Tenho a mesma duvida Joseni Almeida. Certa vez imaginei se seria correto pensar que o governo poderia aumentar compulsório caso quisesse imprimir mais dinheiro (seria como um anulasse o outro rsrs) e se tinha um ponto otimo onde isso funcionasse bem e valesse a pena. Mas nunca encontrei nada na literatura. Até hoje não entendi porque o governo levou o juros ao valor mais baixo da historia na birra e depois subiu tudo ao invés de aumentar o compulsório (quando penso nisso eu sempre chego a conclusão de que eles pensavam que isso iria diminuir os investimentos e aumentar o desemprego … no fim o desemprego disparou de qualquer forma 🙁 )

      • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:15 - Reply

        Oi William. O governo passado fez todo tipo de experimento bizarro na economia. Estamos neste momento colhendo o resultado.

  73. João Paulo 14 de outubro de 2016 at 17:03 - Reply

    Boa tarde, Leandro!
    “Argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em pessoas mortas.”

    Autor: Thomas Paine.

  74. Júlio César 14 de outubro de 2016 at 17:12 - Reply

    Leandro, parabéns por abordar esse circulo vicioso que financia a dívida pública. Um fato importante a ser lembrado foi o anúncio de Lula em 2008 de que “a dívida externa brasileira teria sido quitada e mais, já éramos até credores”. Pura demagogia e utilização de um marketing pilantra e populista.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 20:41 - Reply

      Oi Júlio. A dívida externa continua existindo. Na última vez que olhei estava na casa dos US$ 338 bilhões.

  75. Raphael Moraes 14 de outubro de 2016 at 17:45 - Reply

    Leandro, parabéns por mais um excelente artigo! A comparação com a aspirina é simplesmente genial. Tenho mudado de vida ao longo de mais de um ano lendo seus artigos e me inspirando. Existe um livro chamado “O Mito do Governo Grátis”, escrito por Paulo Rabello de Castro (que é atualmente o presidente do IBGE). Conhece este livro, já o leu? Ele aborda exatamente este aspecto da ilusão do assistencialismo gratuito dado pelo governo. Parabéns mais uma vez! Grande abraço!

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 20:41 - Reply

      Oi Raphael, ótimo livro. Recomendo e acho que deveria ser indicado nas escolas.

  76. Deyse 14 de outubro de 2016 at 17:56 - Reply

    Leandro, gostei bastante do seu texto, mas quero saber se eu realmente entendi o seu raciocínio. Em resumo, a sua ideia é que:
    1) o governo precisa de dinheiro emprestado para existir, então jamais dará calote nos rentistas, que são as instituições financeiras, as corretoras, os clientes dos bancos, ou seja, isso inclui todos nós que temos algum dinheiro poupado ou investido;
    2) se o governo está gastando mais do que arrecada e precisa pagar os rentistas obrigatoriamente, então os cortes serão feitos nos serviços públicos, nos programas de assistência social, nas aposentadorias, pensões, nos salários dos servidores públicos, nos fornecedores de produtos e serviços para o governo;
    3) a PEC que estabelece teto para os gastos públicos não resolve o problema, pois não estabelece também prioridades para os gastos do governo e não evita o desperdício e o desvio de dinheiro público, além de poder ser relaxada caso a arrecadação aumente, mostrando que a cultura predominante é a do desperdício;
    4) quanto menos o cidadão puder depender do governo melhor, quanto mais se educar financeiramente melhor, inclusive para receber “de volta” por meio dos juros dos seus investimentos o alto imposto pago, minimizando também os efeitos da inflação.

    É isso?

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 20:50 - Reply

      Oi Deyse, os rentistas são as pessoas. Bancos, corretoras e outras instituições financeiras são apenas os intermediários entre o governo e as pessoas que possuem dinheiro. Os cortes deveriam ser feitos nos desvios de dinheiro, na baixa produtividade do setor público e na sua ineficiência. O governo sempre gasta duas ou três vezes o que deveria gastar para fazer uma obra, para manter uma escola ou um hospital. É por este motivo que nossos impostos são insuficientes. É ai que mora a origem do problema: falta de gestão, falta de seriedade e comprometimento e falta de honestidade. O que o governo está tentando fazer é sinalizar de que vai impor um limite para seus gastos. Isto significa que terão que fazer mais com menos. É isso que as empresas fazem, buscam meios de fazer mais com menos. É isto que as famílias fazem, estamos sempre pensando em uma maneira de gastar nosso dinheiro para ter o máximo de benefício pelo menor custo (relação de custo-benefício). Hoje o governo não pensa em custo, muito menos em benefício, já que possuem uma máquina de arrecadar e fazer dinheiro ilimitada. Dar um sinal de que as contas públicas não é a casa da mãe Joana seria um indicador de que o país é sério e que as pessoas e as empresas devem voltar a confiar na economia. Já que você e eu somos apenas grãos de areia neste sistema, só existe uma coisa que podemos fazer e que está no nosso controle. Esta coisa é assumir o controle da nossa vida financeira. Buscar uma maior independência financeira, uma menor dependência das coisas do Estado como serviços de saúde, educação, benefícios, aposentadoria, etc. Devemos esquecer que o Governo existe e devemos buscar soluções para um maior nível de independência.

  77. Priscila 14 de outubro de 2016 at 18:29 - Reply

    Leandro, texto perfeito!! Você conseguiu traduzir em palavras um pouco do meu raciocínio!! Sou servidora pública, vejo vários colegas reclamando do salário, do trabalho, culpando todo mundo por suas mazelas, inclusive aquelas pessoas que investem seu dinheiro (os “rentistas”), mas vivem com a corda no pescoço, devendo muito e sem juntar nada. Até começar a procurar ter uma educação financeira tbm pensava assim, hj sinto um misto de vergonha e raiva desses colegas!!

  78. Agton 14 de outubro de 2016 at 18:43 - Reply

    Excelente artigo Leandro! E os comentários são tão bons quanto o texto. Muito obrigado! Forte abraço!

  79. MIsael 14 de outubro de 2016 at 18:43 - Reply

    Olá Leandro mais uma artigo de excelente valor para saímos da zono do conforto ( sei que muitos já saíram) , para os que ainda fica na zona do conforto.
    Devemos aprende a cada dia este é melhor investimento para o nosso futuro e depois outros tipos de investimentos ( ser próprio dono, Tesouro Direto, ações e Fundo de investimento imobiliários FII, e outros).
    Agradeço Leandro pela dedicação e empenho para a criação do site para ajuda e algumas vezes aconselhar.
    Mas tenho uma pergunta pode ate vira um artigo ou uma discussão.
    O que aconteceria se o Presidente manda fazer uma auditória publica?
    Pois tem um vídeo no youtube é longo este vídeo, mas é bem interessante,que fala da dívida do país.
    https://www.youtube.com/watch?v=rRQHG5kd-Q0

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 20:54 - Reply

      Oi Misael, essa senhora só fala bobagem. Ela é filiada ao PSOL, fiz comentários sobre isto em outros comentários deste artigo.

      • MIsael 17 de outubro de 2016 at 19:06 - Reply

        Muito obrigado pela resposta e fala um que esta pessoa é filiada a “politicagem”.

  80. Guilherme Costa 14 de outubro de 2016 at 20:10 - Reply

    Na minha opinião o calote deste governo foi iniciado com o anúncio do IPCA de 0,08 % no mês. No mês anterior foi de 0,44 % . Seria o início da recuperação econômica? Não
    Tenho TD IPCA NTN-B Principal e fico impressionado com tal resultado. Não estou torcendo por um IPCA elevado, mas sim o IPCA real.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 20:55 - Reply

      Oi Guilherme, teremos que esperar para ver os próximos capítulos.

  81. Márcio 14 de outubro de 2016 at 22:04 - Reply

    Oi Leandro. Excelente trabalho. Acompanho todos os seus artigos. Você disse, que ” governo pede dinheiro emprestado no presente (vendendo títulos públicos) e promete devolver este dinheiro no futuro com juros. No futuro, o governo terá que vender mais títulos (para rolar a dívida) …” poderíamos supor que este ciclo, na verdade, é uma “grande pirâmide financeira” oficializada e patrocinada pelo Estado.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:00 - Reply

      Oi Márcio. Teoricamente os governos do mundo todo pedem dinheiro emprestado através dos títulos públicos para a realização de investimentos. Vamos imaginar que você resolve construir 5 portos no seu país e 3 longas linhas de trem. Você investe nessa estrutura que irá reduzir os custos com transporte em todo país e custos de exportação. Com o passar das décadas esse investimento vai gerar mais negócios, mais dinheiro circula, mais investimentos entram no país, mais impostos são arrecadados e este aumento na arredação justifica o pagamento dos juros. Já quando você vende títulos públicos e empresta este dinheiro para empresas envolvidas em casos de corrupção (através de bancos públicos como o BNDES), que desviam grande parte desses recursos para patrocinar campanhas políticas e para pagar propinas para políticos e servidores públicos, você começa a cavar um buraco para afundar o país no futuro. Um dia toda a dívida deverá ser paga e teoricamente o dinheiro deveria ter sido investido para gerar crescimento no país.

  82. Alex 14 de outubro de 2016 at 22:49 - Reply

    Leandro Ávila. Sou seu assinante a mais de dois anos, aprendi muito contigo. Hoje tenho minha carteira bem diversificada. Títulos do governo, CDB, LCI, ações, fundos de investimentos, fundos imobiliários e até mesmo uma reservinha de emergência na poupança. Obrigado por disseminar gratuitamente seu conhecimento.
    Eu gostaria que você fizesse um artigo sobre a PEC 241, a analisando e apontando outras sugestões para conter a sangria. Sou mais um que acha que essa PEC vem fazer com que mais uma vez a população mais carente venha a pagar as contas. Afinal, é uma boa taxar grandes fortunas? O que isso impactaria na economia? Quais países no mundo adotaram essa medida e quais foram os seus reflexos?
    Posso estar errado, não sou nenhum economista, mas medidas tão rígidas como essa por 20 anos deixarão nossa sociedade cada vez mais desigual.
    O salário mínimo será corrigido por 20 anos apenas pela inflação, quem acredita que o governo deixará de usar todo o teto? Se o país não crescer mais do que a taxa de crescimento da população, o caos que está a saúde pública só irá piorar. Bom poderia citar muitas outras coisas, mas como você mesmo diz, esse é apenas uma aspirina.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:16 - Reply

      Oi Alex. Quem mais promove a desigualdade social é o próprio governo. Ele desestimula o investimento penalizando aqueles que possuem dinheiro para investir. Quantas indústrias, lojas, comércios, prestadores de serviços deixam de existir todos os anos ou simplesmente não saem do papel? Quantos milhões de empregos são mantidos pelos negócios dos mais ricos? O que ocorre quando você desestimula o investimento dos mais ricos no país? A desculpa é a de que o governo tem o dever de tirar dos mais ricos e entregar para os mais pobres. Como se isso fosse resolver alguma coisa, o problema do pobre não é falta de dinheiro, é falta de capacidade de produzir sua própria riqueza sem depender de ninguém. Sabemos que o governo retira grande parte de tudo que as empresas e pessoas produzem e realizam um trabalho de concentração de renda. Eles beneficiam políticos, seus amigos dentro do serviço público e seus amigos no setor privado (empresas amigas do governo). Veja a quantidade de empresários e servidores amigos do governo que estavam concentrando renda nos crimes investigados na lava-jato. Será que o modelo existente na Petrobras não estaria ocorrendo em cada empresa estatal, em cada órgão público e em cada escola da periferia? Então a solução é aumentar os impostos dos ricos que já pagam impostos e possuem seus negócios legalizados e continuar (no segundo plano) beneficiando os ricos amigos dos políticos que estão no poder. Nada disso resolve o problema do Brasil. Por isto, a única coisa que eu realmente recomendo é que cada pessoa dependa cada vez menos do governo.

  83. William 14 de outubro de 2016 at 23:01 - Reply

    Boa noite Leandro vc é um dos poucos que usam da sinceridade e honestidade, para abrir nossa mente obrigado pelo ensinamento.

  84. Joanatan 14 de outubro de 2016 at 23:12 - Reply

    Muito obrigado pela aula valiosíssima professor.
    Estamos sempre juntos.
    Fique com Deus.

  85. Rodrigo Alves 14 de outubro de 2016 at 23:19 - Reply

    Brilhante artigo! Seu trabalho está cada vez melhor Leandro! Seus artigos tem um papel fundamental no meu processo de educação financeira!

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:17 - Reply

      Obrigado Rodrigo, parabéns por dedicar seu tempo estudando.

  86. Cíntia Carvalho 15 de outubro de 2016 at 0:13 - Reply

    Agora deu pra entender porque que muitos intelectuais odeiam o pt, o meu Deus veja só o que é o conhecimento, é uma dadiva. Valeu Leandrao vou cobrar o vídeo hein?!

  87. Daniel Bizon 15 de outubro de 2016 at 1:53 - Reply

    Caríssimo Leandro, você é a luz. Sem mais e um abração pra esse cara que é inteligente e gente boa demais! O artigo é sem dúvida um dos seus melhores.

  88. Robert 15 de outubro de 2016 at 3:08 - Reply

    Bom dia Leandro brilhante artigo.por tudo o que você expos por tudo o que vemos nos noticiários todos os dias essa roubalheira pavorosa e impressionante como o Brasil ainda não quebrou de fato. Enquanto isso a maioria da população apesar de todo sofrimento ainda fica brigando por partido ou politico A ou B.. ..Será que veremos dias melhores nesse senario. ..

  89. Cesão 15 de outubro de 2016 at 7:50 - Reply

    Esses esquerdistas não implicam com os grandes bancos. Seu alvo é sempre a classe média. Fui funcionário concursado de uma prefeitura do pt. O prefeito começou a não reajustar meu salário, enquanto contratou duas pessoas conhecidas ganhando o dobro dos meus vencimentos, sendo que eu era reconhecidamente eficiente no que fazia. Eles tem suas próprias verdades … São definitivamente casos psiquiátricos.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:21 - Reply

      Oi Cesão. Os grandes bancos são justamente os que mais fazem doações para suas campanhas. Este problema do político tirar proveito do sistema para ajudar amigos, parentes e empresas amigas é uma das causas dos problemas fiscais que estamos enfrentando. Provavelmente estas pessoas ganham o dobro e produzem nada ou quase nada. Isto não ocorre só com políticos do partido X ou Y. Ocorre com políticos de todos os partidos.

  90. Felipe Augusto da Silva. 15 de outubro de 2016 at 8:06 - Reply

    Bom dia Leandro… Sou muito grato a você por nos ensinar tanto gratuitamente. Seus artigos são excelentes, profundos e de extrema qualidade. Já faz bastante tempo que te acompanho e desde então, venho seguindo sua dica mestra: Educação. Fiz varios cursos indicados por você, li bastante livro e sempre estou antenado nos que os melhores autores de educação financeira do Brasil estão escrevendo. Por ter adquirido este novo comportamento, tenho colhido muitos bons frutos dessa caminhada, de não ter absolutamente nada investido e agora ter um valor que me faz sentir orgulho e isso só tem um ano. O que me deixa mais orgulhoso é a mudança de mindset que obtive. Pena que não conheci seus artigos antes. Forte abraço, continue inspirado e nos inspirando…. e claro, muito obrigado!!!

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:22 - Reply

      Oi Felipe. Parabéns por sua transformação. Tenho certeza que você está colhendo os frutos positivos do que planou neste 1 ano. Parabéns!

  91. Giovani de Castro 15 de outubro de 2016 at 8:16 - Reply

    Leandro, sinto orgulho ao ver que vc é brasileiro e faz um serviço como este em seu site.
    Vc é uma inspiração para que façamos algo para contribuir com os demais, PARABÉNS.

    Tenho uma dúvida e gostaria da sua opinião.
    Sempre ouço que “a taxa de juros não ganha do tempo”, e com esta justificativa afirmam que mais vale investir mensalmente um valor do que acumular durante um período e fazer apenas um aporte.

    Vamos para a prática:

    Tenho dois cenários de investimento no Tesouro IPCA+ 2035 (ambos utilizando o simulador do site do Tesouro, carregando o valor até o vencimento do título e com Taxa de Inflação (IPCA) para o Período de 8% a.a.):
    1º: 12 aportes de R$ 2.500,00, um a cada mês, iniciando em 1º/11/16 e findando em 1º/10/17, sendo a Taxa do Papel na Compra (%a.a.) de 5,65 no 1º aporte, 5,73 no 2º aporte, 5,80 no 3º aporte, sempre com acréscimos de 0,7 a 0,8% ao mês até alcançar 6,50 em 1º/10/17; e
    2º: Um único aporte de R$ 30.000,00 em 1º/10/17, sendo a Taxa do Papel na Compra (%a.a.) de 6,50 (que equivale a dizer que o valor mensal de R$ 2.500,00 seria guardado por um ano até aguardar a taxa subir a 6,50 (como exemplo); nem estou considerando que este valor a ser acumulado ao longo do ano foi sendo alocado em TSELIC que daria no final um valor maior do que R$ 30.000,00).
    Fazendo as simulações na 1ª hipótese o total é de R$ 290.324,85, enquanto na 2ª ficaria R$ 310.610,32, diferença de R$ 20.285,47.
    O que me leva a concluir que mais vale acumular e aguardar uma taxa mais atrativa (sendo a expectativa de alta nas taxas no período) do que a máxima de investir todo mês um pouco e fazer uma taxa média. ESTOU RACIOCINANDO CORRETAMENTE?!?!

    Antecipadamente, obrigado e continue o trabalho pois neste trabalho “de formiguinha” está “convertendo” muitas pessoas em ex-ignorantes financeiros e criando multiplicadores.
    Deus lhe abençoe e feliz Dia dos Professores!!!

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:35 - Reply

      Oi Giovani. Como você mesmo disse são hipóteses. Quando investimos em títulos públicos estamos fazendo uma aposta. No caso do Tesouro IPCA e Prefixado, você só vai saber se a taxa que você aceitou quando comprou o título foi uma boa taxa no futuro. Isto também vale para o Tesouro Selic, pois neste caso a sua rentabilidade poderá subir ou cair dependendo das decisões que o COPOM toma a cada 45 dias. Pessoalmente assumo que não tenho como prever o futuro e monto uma carteira com um pouco de dinheiro investido em cada tipo de título. Se os juros subirem terei títulos que serão beneficiados e outros naõ. Se os juros caírem terei títulos que serão prejudicados e outros beneficiados. Com isto eu fico com uma rentabilidade média e não fico tentando acertar uma aposta.

  92. Marcio Freitas 15 de outubro de 2016 at 10:32 - Reply

    Mais um super artigo do Professor Leandro. Um pedido particular meu é que ao produzir seus vídeos não deixe de escrever, gosto muito de seus artigos, inclusive eu os menciono vez por outra em minhas aulas, sou professor de matemática e também dou algumas “dicas” aos meus alunos. Parabéns Mestre!

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:26 - Reply

      Oi Marcio. Não vou deixar de escrever. Os vídeos que pretendo produzir (estou estudando, investindo e trabalhando para isto) fará parte de um curso que estou desenvolvendo para o próximo ano.

  93. Adauto 15 de outubro de 2016 at 11:08 - Reply

    Bom dia Leandro, ótimo artigo
    Temos um problema sendo criado em faculdades de todo o país, estudantes especialmente da área de humanas estão sendo doutrinados por idéias socialistas e comunistas e alinhados a alguns partidos de esquerda para serem oposição a qualquer idéia capitalista.
    Eles estão aprendendo a odiar empresários, ricos, brancos, polícia militar, etc
    Vivem afirmando que se uma pessoa é bandido é por culpa da sociedade. Que o PSDB só governa pra ricos. Que a queda do antigo governo foi um golpe , que a culpa é da Globo e da Veja
    Se depender deles o Estado toma conta de tudo.
    Eu tenho parentes e amigos desse meio e confesso que é complicado conversar com eles sobre isso, prefiro evitar.

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:29 - Reply

      Oi Adauto. Eles deveriam usar o tempo, energia e inteligência para pensar em maneiras de tornar o Brasil mais rico e próspero através das riquezas que eles poderiam produzir nos negócios deles. Basta olhar quais são os países mais ricos do mundo e os mais miseráveis. Basta observar em quais países os empresários se tornam ídolos para os jovens e em quais países os empresários são vistos como criminosos.

  94. Walter Araújo 15 de outubro de 2016 at 11:33 - Reply

    Gratidão. Esse é o sentimento que tenho em relação ao Clube dos poupadores… cada artigo é uma aula, muito obrigado!

  95. Devanir Matheus 15 de outubro de 2016 at 13:35 - Reply

    A verdade, mais uma vez nos libertando. Parabéns e obrigado pelo artigo.

  96. Valter 15 de outubro de 2016 at 16:45 - Reply

    Leandro, mais uma vez imparcial e utilizando uma linguagem bastante clara…. parabéns!!!

  97. Guimarães 15 de outubro de 2016 at 19:36 - Reply

    Leandro enfatizam alguns que está na hora de investir em títulos do tesouro IPCA+ para a venda antecipada, pois os juros irão cair. O que você acha?

    • Leandro Ávila 15 de outubro de 2016 at 21:31 - Reply

      Oi Guimarães. É uma aposta. Só saberemos com 100% de certeza se vai cair ou não no futuro. É assim que funciona a decisão de investimento em Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado especialmente quando o objetivo é vender antecipadamente.

  98. Antônio A Filho 15 de outubro de 2016 at 23:28 - Reply

    Excelente artigo, mudou minha visão sobre o assunto. Felicidades!

  99. Bruno 16 de outubro de 2016 at 9:24 - Reply

    Excelente artigo Leandro, sempre esclarecedor e imparcial. Parabéns

  100. Gleison Parente 16 de outubro de 2016 at 12:46 - Reply

    Bom Dia Leandro, muito bom artigo, defendo boa parte das ideias que você demonstra no texto, mas com algumas correções. Primeiro, essa ideia de estado mínimo, menos regulamentação, mais livre mercado, são ideias que no papel parecem ser muito boas, e ai, independe de posição ideológica, tem as mesmas intenções das ideias do socialismo, que no papel parecem também ser muito boas, porem, na prática precisam de correções. Não existe país no planeta que tenha implementado essas ideias simplesmente porque elas são inexequíveis, vamos a exemplos, o setor bancário provavelmente deve ser o setor da economia que mais defende o estado mínimo, também deve ser o setor da economia mais desregulamentado, sabe o que aconteceu com esse setor no mundo inteiro, é um setor extremamente oligopolizado, e que extrai do mercado o máximo de benefícios possíveis para seus donos, com o mínimo de retorno para seus clientes, Antônio Ermínio de Morais, um dos maiores capitalistas que esse país teve o orgulho de possuir, certa vez comentou a tristeza dele de saber que seu banco com poucos funcionários era muito mais rentável do que sua siderúrgica, que beneficiava milhares de pessoas e gerava uma cadeia produtiva importante para o país. Outro exemplo, há alguns anos assisti uma série excelente na tv a cabo chamada gigantes da indústria, que conta a historia dos maiores industriais da américa do século 19 e inicio do século 20. Nela, é possível observar como é danosa a sociedade essa história de governo atrapalhando os negócios. Grande parte da riqueza americana foi sim construída por eles, mas a um custo social enorme, e que só foi resolvido quando o governo se meteu, crio a lei antitruste, regulamentou os mercados, e uma classe média rica e esclarecida floresceu, financiando assim, o novo crescimento americano baseado na prestação de serviços e na indústria do conhecimento. Infelizmente, sem regulamentação, as leis do mercado não tendem ao equilíbrio, e assim, com o tempo, são criados os oligopólios acabando com o livre mercado, é da natureza do mercado essa instabilidade. Outro fator a ser considerado é a heterogeneidade da sociedade brasileira, existe sim uma parcela da sociedade que precisa de menos governo, que tem capacidade de andar com as próprias pernas, porem, existe uma parcela enorme que precisa de mais governo, porque não tem como ter acesso a uma educação melhor, não tem sequer o que comer. Para essas pessoas, o estado precisa existir, ser grande, e estar presente. O que temos que cobrar é um estado eficiente, que preze pelo planejamento de longo prazo, pela produtividade, para assim, ajudar a essas pessoas a no futuro dependerem menos do estado. E como esse estado, nessa proporção, pode existir se não pelo financiamento justamente das pessoas que não precisam mais do estado, essa é a nossa forma de contribuir para se construir uma sociedade melhor, e que todos se beneficiem disso. Somente com uma sociedade mais homogênea poderemos cobrar menos estado, senão entraremos no caos. Mais uma vez, o que precisamos é de um governo eficiente, menos corrupto e aparelhado por grupos organizados, não é fácil encontrar esse equilíbrio para o tamanho do estado. Acredito fortemente na livre iniciativa, e dado às mesmas condições de conhecimento, que vença aquele mais esforçado, mas atualmente no Brasil, vence quem já nasceu em berço esplêndido infelizmente. A igualdade precisa se dar nas bases da oportunidade, e não dos resultados, onde cada um deve buscar seu melhor resultado. Construir uma sociedade melhor não é tarefa fácil. Mais uma vez, parabéns pelos textos, ajudam bastante a quem pode caminhar com as próprias pernas, e concordo na maioria das vezes com todos eles. Estou muito próximo de atingir meu nível de independência financeira como você tanto prega, graças a muito estudo e trabalho, gostaria muito de ser só mais um no Brasil e não a exceção. Essa é minha contribuição para esse salutar debate que você levantou, de quem já andou um pouco pelo Brasil e conhece as diversas realidades desse gigante chamado Brasil.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 8:56 - Reply

      Oi Gleison. O setor bancário não é um bom exemplo de se tor que iria se beneficiar com uma maior liberdade. Na verdade é um péximo exemplo. O setor bancário e governo vivem em uma simbiose. Um não sobrevives em o outro. Não sei se percebeu, mas o governo garante aos bancos o monopólio da agiotagem. Somente bancos podem emprestar dinheiro para pessoas e empresas legalmente na proporção que eles emprestam. Já o cidadão comum (eu e você) só pode emprestar o seu dinheiro para bancos e para o governo (títulos públicos), sendo que ao emprestar dinheiro para o governo você ainda é obrigado a fazer isto por uma corretora ou banco. Já observou que os grandes bancos privados são justamente as empresas que mais fazem doações em campanhas políticas (pouco importa o partido)? O governo tem o monopólio de imprimir dinheiro. Por lei somos obrigados a aceitar o dinheiro impresso por ele. Já os bancos possuem o monopólio do crédito e dos investimentos financeiros. Se você for pegar ou emprestar dinheiro precisa de um banco no meio para ficar com uma parte do seu lucro. Uma economia mais livre é contra os interesses dos grandes bancos, é contra o interesse das grandes indústrias, grandes prestadores de serviço, grandes construtoras, pois todos estes setores possuem o governo forte como aliado, dependem destes governos para a criação de leis que impedem a concorrência com empresas estrangeiras (melhores e mais eficientes). Eles dependem do governo para criar todo tipo de regulamentação que impede o surgimento e o crescimento de empresas concorrentes em seus setores. Já pensou se você resolvesse criar uma empresa de telefonia? E como seria se resolvesse criar um banco? São setores fechados e protegidos graças ao chamado “capitalismo de estado” onde é meia dúzia de políticos que escolhem quais empresas amigas tem o direito de “explorar o país” e ao mesmo tempo satisfazendo os interesses dos políticos e partidos que estão no poder. Na minha respeitosa opinião sempre será uma tolice defender um Estado grande e controlador indo contra uma maior liberdade da sociedade. É uma tolice sonhar com um “Estado eficiente” pois a eficiência com o dinheiro dos outros é uma utopia. Você é eficiente gastando o seu dinheiro defendendo os seus interesses. Eu nunca serei mais eficiente do que você gastando o seu dinheiro para beneficiar você.

  101. Nelton Benke 16 de outubro de 2016 at 12:55 - Reply

    Excelente explanação, todas as informações reunidas em uma única matéria. Realmente precisamos melhorar nossos investimentos o tempo todo e o melhor a fazer é estudar, estudar e estudar.

  102. Suelene Coelho 16 de outubro de 2016 at 16:36 - Reply

    Oi Leandro, adorei seu artigo. Sou servidora pública, adoro o que faço, mas não espero me aposentar pela previdência pública. Por isso, eu e meu esposo estamos poupando e investindo para garantir nossa aposentadoria no futuro. Estou no serviço público estadual desde 2008 e todo fim de ano escuto a mesma história: o governo do estado não tem recurso financeiro para garantir o 13º salário e a folha de dezembro. Isso sempre me fez refletir muito sobre dependência financeira do governo. Hoje, meu esposo e eu, ambos servidores públicos, dependemos 80% do governo e no futuro dependeremos cada vez menos. Obrigada, Leandro por todos os seus ensinamentos. O seu site consegue juntar brasileiros que nadam contra a maré. É muito bom saber que não estamos só. Suas reportagens me ajudam a clarear as mentes de alguns familiares e amigos. Um grande abraço.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 8:59 - Reply

      Oi Suelene. Parabéns! Se mais servidores tivessem esta visão clara da realidade, poucos estariam passando por sérias dificuldades financeiras neste momento. O mesmo vale para quem é funcionário de empresas privadas. Ninguém deveria ser 100% dependente do próprio emprego. É fundamental ter reservas, pensar em outras fontes de renda, seja dentro ou fora do mercado financeiro.

  103. Claudia 16 de outubro de 2016 at 17:23 - Reply

    Olá! Obrigada pelos seus esclarecimentos Leandro. Eu li algumas mensagens aqui referindo que as pessoas que atualmente passam por dificuldades financeiras são aquelas que desconhecem a melhor maneira de lidar com o dinheiro. Eu discordo. Nem todos que estão endividados, o estão por desconhecimento. É muito difícil empreender no Brasil. Mesmo com conhecimentos, tudo pode se tornar muito difícil. Especialmente num cenário como o atual.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:01 - Reply

      Oi Claudia. Eu tenho uma forte tendência a acreditar na autorresponsabilidade. Inclusive eu recomendo que procure mais sobre o assunto. Empreender é difícil para quem desiste rápido, para quem não aceita aprender, mudar, tentar, aprender, mudar e tentar. Nem todo mundo compreende o mecanismo e neste caso o empreendedorismo não funciona.

  104. Edvaldo 16 de outubro de 2016 at 19:17 - Reply

    Como sempre mais um excelente artigo Leandro, obrigado e parabéns mais uma vez. Material muito claro e objetivo, até mesmo para os “pecadores” a que você se refere logo no início. Uma pena que os “pecadores” não se interessam e não procuram por esse tipo de informação/conhecimento e, por conseguinte, morrem na mais completa ignorância, sem se redimirem desses e de outros pecados. Esse tipo de conhecimento precisa ser difundido nas escolas desde cedo.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:03 - Reply

      Oi Edvaldo. O lamentável é que as pessoas que mais precisam não se interessam por temas como este. Por isto nada mais difícil do que tirar alguém da ignorância. A ignorância se retroalimenta e se autopreserva.

  105. Eduardo Esteves 16 de outubro de 2016 at 19:57 - Reply

    “Agora imagine que o João é o Brasil e que Maria são países desenvolvidos. Países grandes possuem dívidas grandes, mas conseguem investidores dispostos a emprestar dinheiro recebendo juros baixos. A percepção de risco é menor e por este motivo os juros são menores.”

    Na verdade, os países que “possuem dívidas muito maiores” também possuem um patrimônio muito maior. Isso significa que se você tem uma dívida com o Banco, interessa ao banco que você tenha como pagar essa dívida. Caso sua renda já esteja comprometida em 90%, o banco irá se preocupar se você ainda tem condiçoes de pagar essa dívida. PORÉM, caso você também tenha uma mansão, carros luxuosos, quadros de arte valiosos, etc, o banco estará mais tranquilo. Segundo o economista francês Thomas Piketty,no famoso livro “O capital no século XXI”, o Brasil possui um patrimônio equivalente a 1x o seu PIB. Eu não sou fã de Piketty e nem de sua abordagem de maior taxação de Ricos, apenas estou usando dados coletados e tratados pelo autor.

    Enquanto países desenvolvidos possuem até 5x o seu PIB em riqueza e/ou patrimônio. O indicador de solvência dívida/PIB, quando medida conforme critérios de Piketty, ficaria Dívida/(PIB*Patrimônio). Diluindo, assim, consideravalmente, o indicador que está sendo estudado. O que faz muito mais sentido, visto que o país tem condições de honrar essa dívida através da venda de patrimônio. Caso você resolva fazer as contas, verá que a dívida desses países desenvolvidos é, na verdade, muito menor do que aparenta ser, chegando a 40 ou 50% do PIB. Enquanto o Brasil tem a maior dívida do mundo, já que a métrica não se alteraria (o denominador seria multiplicado apenas por 1 – pib – que é o que o Brasil possui de patrimônio).

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:13 - Reply

      Oi Eduardo. Uma vez estava em uma cidade pequena de praia. Ela atrair turistas por ser uma vila de pescadores. Fui até um restaurante na esperança de comer peixe e não tinha peixe. Só tinha pratos com carne. Falei com o garçom: Poxa, estamos na frente da praia, a cidade é de famílias de pescadores. Onde estão os peixes? O garçom respondeu: “Senhor, não faltam peixes aqui, só que eles estão no mar. Falta alguém com disposição para trazer este peixe para o nosso restaurante.” Ali eu percebi o problema mais grave que temos. O Brasil é um país rico, cheio de oportunidades, cheio de recursos naturais, com um mercado gigante, cheio de potencial. O problema é que falta gente preparada e disposta para prosperar e enriquecer. A nossa pobreza começa dentro da cabeça de cada brasileiro. Os recursos e as oportunidades estão bem na frente do nosso nariz.

  106. Rodrigo Brant 16 de outubro de 2016 at 21:06 - Reply

    Parabéns…. Leandro…. Ótima matéria….

  107. Eron 17 de outubro de 2016 at 8:30 - Reply

    Compartilhei na minha timeline com prazer, embora eu saiba que poucos dos quase 800 “amigos” vão ler o artigo e vão perder mais uma oportunidade de começar sua educação financeira. Formado em Adm, comecei a me interessar pelo mercado financeiro e bolsa de valores em 2006. Eu ja tinha disciplina de não realizar financiamentos para ter o carro do momento, o eletornico do mommento, mas após anos de leitura, hoje não consigo mais viver sem uma reserva que me de ao menos um ano de sobrevida em caso de desemprego ou coisa assim. Passo vontade? Sim, mas não sou triste por não ter a casa propria financiada em 30 anos ou o carro Okm em 60 meses. Abraço Leandro, Keep going!!!

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 9:17 - Reply

      Oi Eron. Pelo menos você fez sua parte oferecendo uma nova oportunidade. Obrigado por compartilhar e parabéns pelos seus resultados.

  108. Érico Shimada 17 de outubro de 2016 at 10:04 - Reply

    Leandro, venho frequentando seu site há algumas semanas e depois desse texto tomei uma decisão: vou parar de ler seus textos.

    ~música de suspense no fundo~

    Vou parar de ler e vou começar a estudá-los parágrafo por parágrafo. Seus artigos são maravilhosos.
    As analogias, exemplos e vários outros artigos complementares excelentes facilitam e muito o entendimento do material.

    Obrigado por colocar tanto esforço em ensinar os outros e por nos dar a oportunidade de mudar nossas vidas para melhor.

    Ganhou mais um fã de carteirinha.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 23:18 - Reply

      Oi Érico. Preciso fazer um alerta muito grave antes que você tome esta decisão.

      ~música de suspense no fundo~

      Sua vida nunca mais será a mesma!

  109. Gilberto 17 de outubro de 2016 at 11:17 - Reply

    Leandro, certamente menos de 0.25% daqueles que procuro “libertar” financeiramente lerão esse artigo – mas farei o meu papel.
    Grato mais uma vez por nos ajudar nessa jornada.
    PS.: estou economizando para fazer seu treinamento.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 23:23 - Reply

      Oi Gilberto. Obrigado e está sendo planejado como muito cuidado. Será o projeto mais importante da minha vida.

  110. Marcos 17 de outubro de 2016 at 13:19 - Reply

    Olá Leandro, boa tarde!!!
    Para começar excelente artigo, como muitos que comentários sou funcionário público (MG) e estou recebendo meu pagamento dividido (2 Vezes). Graças a Deus aprendi em casa o básico: Gastar menos que ganha e investir (No meu caso investia primeiro e depois gastava) e graças a esse ensinamento não sofro tanto com a situação financeira. Como aprendi em casa a lidar com imóveis 98% dos meus investimentos são imóveis de aluguel e hoje dobrei meus rendimentos mensais graças a educação financeira. Estou começando a investir em títulos públicos mas não quero parar com os imóveis de aluguel que é o que eu gosto. Toda vez que falamos em retirar direito de funcionários públicos todos se sentem no direito de reclamar mas não entendem que quem paga por isso é o povo (inclusive nós) e sou julgado pela minha opinião: Devemos aplicar a mesma regra da previdência para quem trabalha em empregos privados, devemos perder a estabilidade e diminuir os salários para serem compatíveis com o mercado. Acredito que as pessoas devem sonhar em empreender para gerar riqueza e não passar em concurso público. A maioria das pessoas não fazem o básico que é controlar os vencimentos e investir, ficam pensando apenas em greve e quinquenios. Se não mudarmos nossa mentalidade vamos quebrar o Brasil, pois não existe café grátis.

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 23:31 - Reply

      Oi Marcos. Concordo com você e muito obrigado pelo comentário

  111. Rodrigo 17 de outubro de 2016 at 14:38 - Reply

    Aplaudindo de pé!
    Obrigado pelo trabalho que você realiza.

  112. Natanael Gohl 17 de outubro de 2016 at 14:58 - Reply

    Muito bom Leandro mais um ótimo trabalho seu, parabéns só uma pequena correção na seguinte frase “O poeta Mário de Andrade não parece muito satisfeito com a homenageado…” logo a cima da imagem da cédula, acho que seria homenagem, não leve a mau essa observação, sou um leitor assíduo de seus artigos, parabéns novamente.

  113. UANDERSON CASSIANO BEIRAL 17 de outubro de 2016 at 16:28 - Reply

    Caro Leandro, muito bom o seu texto mas gostaria de lhe indagar em uma questão. A economista e auditora fiscal Maria Lucia Fattorelli que atua no Auditoria Cidadã tem dado entrevistas e palestras sobre a dívida publica, que segundo ela “A dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado”. Trecho da entrevista “É mostrar o que realmente é dívida e o que é essa farra do mercado financeiro, utilizando um instrumento de endividamento público para desviar recursos e submeter o País ao poder financeiro, impedindo o desenvolvimento socioeconômico equilibrado. Junto com esses bancos estão as grandes corporações e eles não têm escrúpulos. Nós temos que dar um basta nessa situação. E esse basta virá da cidadania. Esse basta não virá da classe politica porque eles são financiados por esse setor. Da elite, muito menos porque eles estão usufruindo desse mecanismo. A solução só virá a partir de uma consciência generalizada da sociedade, da maioria. É a maioria, os 99%, que está pagando essa conta. O Armínio Fraga [ex-presidente do Banco Central] disse isso em depoimento na CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Dívida, em 2009, quando perguntado sobre a influência das decisões do Banco Central na vida do povo. Ele respondeu: “Olha, o Brasil foi desenhado para isso”. “

    • Leandro Ávila 17 de outubro de 2016 at 23:35 - Reply

      Olá Uanderson, aquela senhora não sabe o que fala. Somente as pessoas mais leigas sobre o funcionamento da dívida pública dá alguma atenção para as bobagens que ela fala. Recomendo que busque saber qual partido aquela senhora é filiado. Depois procure o plano de governo deste partido. Leia qual é a proposta deles para a economia do Brasil, procure saber quais países adotaram a proposta de governo que eles defendem. Acho que isto será suficiente para compreender o que motiva esta senhora a propagar desinformação e teorias conspiratórias.

  114. Fernando 17 de outubro de 2016 at 17:33 - Reply

    Muito bom Leandro.. Já aprendi muito com seus artigos.

  115. Jorge Silveira 18 de outubro de 2016 at 9:55 - Reply

    Prezado Leandro,

    Infelizmente uma grande parte da população brasileira ainda acredita que o Estado não tem limites.

  116. Helvecio 18 de outubro de 2016 at 12:03 - Reply

    Leandro, se eu compro o mesmo título público 1 vez por mês por exemplo durante um ano, e somando tudo estivesse com 12 títulos, caso resolva vender antecipado somente 2 títulos, os que vão ser vendidos são os primeiros que eu comprei?

    • Leandro Ávila 18 de outubro de 2016 at 16:40 - Reply

      Oi Helvecio. Os títulos mais antigos serão vendidos, ou seja, os primeiros que você comprou

  117. marcos 18 de outubro de 2016 at 12:44 - Reply

    Prezado Leandro! Sou a favor de uma auditoria na dívida não para dar o calote, mas para ficar mais transparente. Pois são poucas as pessoas que sabem como essa dívida funciona. A auditoria seria em tornar transparente os números da dívida; verificar quais foram os mecanismos e operações que geraram dívidas desde a sua origem; verificar se foram cumpridas as normas legais e administrativas existentes. Dar um calote seria um “tiro no pé”, mas temos como sociedade que paga imposto, saber com funciona!

  118. Paulo Marcos 18 de outubro de 2016 at 13:18 - Reply

    Espetáculo de artigo! Seu blog é meu porto seguro no que se refere à economia.

  119. Maicon 18 de outubro de 2016 at 16:00 - Reply

    Olá Leandro, tudo bem? Você conhece a modalidade de investimento peer-to-peer lending? Pretende escrever a respeito?

    • Leandro Ávila 18 de outubro de 2016 at 16:47 - Reply

      Oi Maicon. Não tenho experiência e não me sinto atraído. A ideia parece muito bonita para quem mora em países onde a taxa de juros básica é próxima de zero, lugares onde a renda fixa que paga melhores taxas está nas debêntures (onde você empresta dinheiro para empresas) e não em títulos de bancos. Devemos lembrar que estamos no Brasil. Se uma empresa aceita pagar taxas muito elevadas para conseguir crédito direto das pessoas, isto não me parece um bom sinal.

  120. samia 18 de outubro de 2016 at 16:18 - Reply

    olá Leandro.

    Sou funcionária pública e meu esposo tmb, e felizmente percebemos que não é o trabalho que te dá essa estabilidade e sim a independência financeira, com essa crise vivo muito aflita com tantas notícias ruins fora os xiitas
    sindicalistas q ficam aterrorizando . O que me deixa triste é que me atentei muito tarde pra isso e comprei uma casa financiada por 30 anos e hoje estou só com 50% da minha reserva de emergência que começamos fazer , assim que terminarmos vamos começar a montar nossa carteira de investimentos. Aqui no meu trabalho , meus colegas só estão preocupados com a defasagem do salário e perdas de regalias e eu só estou preocupada na solução de como ter outra renda quando o salário defasar e independência financeira se caso for exonerada.

    Obs: Qual a sugestão que vc dá em relação a casa financiada,às vezes pensamops em juntar 200 mil em cindo anos e liquidar a casa ou ficar com esses 200 mil e esperar o que vai acontecer , já que eu estou insegura.

    • Leandro Ávila 18 de outubro de 2016 at 16:50 - Reply

      Oi Samia. Quem tem um imóvel financiado deveria ter uma reserva para emergência maior. Se os juros e taxas pagos pelo financiamento são menores que os juros recebidos no investimento, não existe problema em manter a dívida, mas é confortável manter as reservas elevadas para caso de problemas.

      • Leninha Cabral 20 de outubro de 2016 at 17:17 - Reply

        Por isso eu preferi financiar o meu do que juntar dinheiro. Comprei uma casa pelo Minha Casa Minha Vida a 4,5% ao ano. No contrato, eu não sou obrigada a morar no imóvel, posso aluga-lo, o valor do aluguel cobre a parcela do financiamento com sobra, o que eu “economizei” em não pagar a casa à vista eu investi e só estou vendo lucro com isso. Financiar algo para somar ao patrimônio, como forma de investimento, para gerar renda ou até economizar (aluguel na minha região é caríssimo), pode compensar, tem que colocar tudo na ponta do lápis. Eu nunca vi a SELIC a 4,5%, estou apostando que meu investimento foi melhor do que simplesmente aplicar o dinheiro e esperar , porque em todas as simulações que eu fiz e tentei prever o futuro, em 30 anos a casa se pagará sozinha e o valor economizado terá rendido mais do que os juros pagos. Ficarei com o rendimento do dinheiro que não usei para pagar o imóvel à vista e um imóvel “grátis”, pago pelo valor do aluguel e pela entrada com meu FGTS que, não rende nada mesmo, foi melhor aplicado na entrada do imóvel.

  121. Daniela 18 de outubro de 2016 at 19:46 - Reply

    Oi Leandro, artigo incrível, muito rico, Obrigada! Leandro, sempre é citado nos seus artigos e pra mim é a maior verdade desta vida, que conhecimento é fundamental. Venho de uma família com muitos problemas financeiros, e venho escrevendo alguns textos sobre educação financeira tbm., onde pretendo logo postá-los num site que está em construção. Sempre caio na mesma fonte de todo tema que vou escrever: o auto conhecimento. As pessoa vivem parece que de uma forma tão automática sobre tudo, inclusive dinheiro. Como vc citou no início do artigo.. sobre os comentários de parentes e amigos… são as pessoas que estão mais proximas da gente, inevitável o assunto não vir à tona, mesmo pq não dá pra ficar se corrompendo ou aceitando teorias formadas sobre dinheiro e concordar só p não gerar um debate. Parabéns Leandro, pelo seu autocontrole e capacidade de escrever artigos tão voltados a uma vida de verdades e não mais de ignorancia.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 10:32 - Reply

      Oi Daniela, temos que ter paciência, nem todos estão preparados ou aceitam sair da ignorância.

  122. Angela Silvestre 19 de outubro de 2016 at 9:54 - Reply

    Muito bom! Parabéns mais uma vez. seus arquivos são sempre muito rico em conteúdos.

  123. Marcelo 19 de outubro de 2016 at 11:37 - Reply

    Boa tarde Leandro,
    Sou investidor do Tesouro Direto , LCI e LCA. Converso com colegas de trabalho e falo com eles para estudar sobre esses investimentos e assim tirar os recursos da poupança e melhorar os ganhos. Com isso acabei sendo convidado na empresa que trabalho a dar uma pequena oficina aqui na semana de Segurança e Qualidade de Vida. Vou falar um pouco do Tesouro e gostaria de saber como faço para ter acesso aquele relatório onde informa quais são os maiores investidores do TD. Sei que os bancos são os maiores clientes. Gostaria de mostrar essa tabela a eles para provar que pagamos alto para banco fazer algo que nós mesmo podemos fazer. Além disso passar segurança do investimento no TD. Parabéns pelo trabalho.

  124. Pedro Paulo Guilhardi 19 de outubro de 2016 at 12:54 - Reply

    Grande Leandro!
    Nossa, parabéns!!! Que artigo!!! Mil vezes parabéns!!!
    Dizem que o valor de um homem é medido pela contribuição que ele dá à sociedade.
    Se isso for verdade, por favor, tome de volta os 15 kg que perdeu, pois seu valor corresponde a seu peso em ouro!!!
    Brincadeiras a parte, saiba que está impactando positivamente diversos lares e realidades do no nosso Brasil. Muito obrigado!!!
    Abração!!!

  125. Magayver Sperandio 19 de outubro de 2016 at 15:55 - Reply

    Artigo excelente!
    E em uma hipótese de calote as operações de Open Market seriam impossíveis.
    O que acredito que prejudicaria de forma absurda a capacidade do governo e bacen trabalhar a política monetária.
    Me parece uma hipótese estapafúrdia, uma situação de caos total.
    Corrija-me se estiver errado.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 10:35 - Reply

      Oi Magayver. Na verdade o governo deixaria de existir. Governo sem dinheiro não existe.

  126. WANG WEI CHENG 19 de outubro de 2016 at 20:46 - Reply

    Frases que vou levar comigo:

    “É loucura acreditar que o governo tomará decisões melhores do que a suas usando o seu dinheiro para gerar benefícios para você mesmo”

    “O Brasil ainda não quebrou graças aos rentistas”

  127. Guilherme 19 de outubro de 2016 at 23:54 - Reply

    Oi Leandro,
    Quando você menciona em aguardar as cenas dos próximos capítulos ainda fico mais assustado com a possível volta do Lula em 2018. Afinal, para quem tem 75% do investimento no TD IPCA+ 6,26% (2019) e o restande em LTN (2019), LFT (2021). Tenho poupança só para uma liquidez mais rápida.

    • Leandro Ávila 23 de outubro de 2016 at 10:38 - Reply

      Oi Guilherme, acho difícil com o envolvimento dele nos crimes que estão sendo investigados.

  128. Lex 21 de outubro de 2016 at 4:53 - Reply

    Parabéns pelo texto, muito bem escrito. Só talvez tenha faltado uma análise na taxa de participação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, pra saber de quem não participa qual a % vive exclusivamente de renda própria. Atualmente sou sócio “rentista” da dívida pública brasileira, e vivo na Austrália onde a variação cambial nos últimos anos tem sido menor que o IPCA. Realmente ter um CPF para investir no tesouro direto é uma grande vantagem quando os títulos públicos só pagam 1,5%aa. Sucesso ao novo governo e sua auspiciosa emenda constitucional.

  129. Marcos Arcanjo 24 de outubro de 2016 at 21:25 - Reply

    Enfim termino mais um artigo e cometários.

    Muito bom! Aprendizado diferenciando

  130. 4lex5andro 26 de outubro de 2016 at 23:06 - Reply

    Well done! Tendo somente 2 meses acompanhando o site, já foi possível aprender (e apreender) muitas lições.

    Parabéns por esse espaço, excelente, que atende uma demanda tão negligenciada nas escolas, a da educação financeira e de abordar o assunto dinheiro sem dogmatismos.

  131. marcelo 28 de outubro de 2016 at 17:04 - Reply

    ola Leandro. Enquanto lia o artigo eu pensei que você poderia fazer videos educativos tambem.. E no finalzinho do artigo você fala que pretende faze-lo a partir do ano que vem. Fiquei feliz com essa noticia.
    Abraços

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 8:15 - Reply

      Oi Marcelo, mas o fato de produzir bom conteúdo texto não significa ser capaz de produzir bom conteúdo em vídeo ou em áudio. Por isso é necessário muita preparação para não decepcionar.

  132. rafael 31 de outubro de 2016 at 12:59 - Reply

    Prezado Leandro,
    Estou começando a me informar sobre investimentos, para constituir uma carteira diversificada rumo à meta da independência financeira. Gostaria de saber sua opinião sobre a seguinte questão: soube que o rendimento dos títulos do Tesouro Direto atrelados ao IPCA guarda em si uma armadilha. Como se sabe, o “rendimento” corresponde à inflação + juros de x%. O desconto do Imposto de Renda incide sobre esse “rendimento” (inflação + juros), sendo que a inflação na verdade não representa ganho real, ou seja, não pode ser considerada rendimento. Seguindo esse raciocínio, pode-se concluir que essa modalidade de investimento acaba por apresentar uma rentabilidade muito baixa, em alguns casos até negativa, principalmente com índices mais altos de inflação. Qual a sua opinião a respeito?
    Aproveito para parabenizá-lo pelo site e seu conteúdo.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 8:19 - Reply

      Oi Rafael. Olhando dessa forma, qual é o outro investimento que não guarda a mesma armadilha em proporções ainda piores? Se você tem inflação de 30% + 6% de juros, você pagará IR sobre a rentabilidade gerada pela inflação e juros, mas se você faz um investimento em Tesouro Selic que paga a taxa selic do momento, também seria obrigado a pagar imposto de renda. Se fizer investimento no Tesouro Prefixado, também pagará IR sobre a rentabilidade. Tesouro IPCA é um misto de Tesouro Selic e Tesouro Prefixado já que possui parte da rentabilidade prefixada e parte pós-fixada. No caso de hiperinflação, todos os investimentos feitos anteriormente, quando a inflação estava baixa acabam sendo prejudicados fortemente.

  133. Anilton 8 de novembro de 2016 at 11:32 - Reply

    Olá Leandro Ávila, parabéns pelo seu trabalho e muito obrigado por compartilhar seu conhecimento.

    A partir de hoje o clube dos poupadores ficará na minha página inicial.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 8:19 - Reply

      Oi Anilton, parabéns por dedicar seu tempo se educando financeiramente.

  134. Thiago 10 de novembro de 2016 at 7:57 - Reply

    Que ótima leitura, como é legal ler um texto que abre sua mente pra uma coisa nova que vc mal conseguia enxergar antes, a população precisa saber,aprender um pouco mais disso, com ctz a situação seria ao menos um pouco melhor.

    • Leandro Ávila 10 de novembro de 2016 at 8:20 - Reply

      Oi Thiago, fico feliz por ter aberto sua mente para novas coisas.

  135. Igor 25 de novembro de 2016 at 15:50 - Reply

    Olá, Leandro!

    Primeiramente, parabéns pelo site. Excelentes análises e opiniões muito bem embasadas.
    O Brasil é um dos locais onde a população só quer os benefícios do capitalismo: abundância de produtos e serviços, tecnologia de ponta, etc. Porém, não quer fazer por merecer isso: gerar riqueza. E gerar riqueza é o que os governos não fazem. Pelo contrário, os governos sugam a riqueza produzida.
    Enquanto pensarmos assim vamos continuar um país pobre.

    Abraço!

  136. martins 26 de novembro de 2016 at 10:46 - Reply

    Cara, muito legal. Já recomendei o seu site para amigos. Muito bom.

  137. Assir 9 de dezembro de 2016 at 12:59 - Reply

    Caramba que artigo show. Sempre tive essa percepção Leandro mas sem muitos argumentos pra discutir com amigos e familiares. Valeu pela clareada nas ideias. Um abraço.

  138. Mariana Rosa 9 de dezembro de 2016 at 14:44 - Reply

    Artigo fantástico, Leandro, parabéns! Sempre promovendo o raciocínio, com explicações claras e didáticas de seus pontos de vista, desconstruindo através da lógica e da informação mitos que alimentam o atraso na vida das pessoas e do país.
    Adquiri o hábito de economizar para alcançar meus objetivos há alguns anos, e o Clube tem sido meu companheiro valioso nessa jornada, principalmente à medida em que esses objetivos vêm crescendo! Planejo comprar um imóvel em meados do ano que vem, com a maior entrada possível, para não trabalhar só para pagar o financiamento depois. Suas dicas e explicações sobre corretoras, tesouro direto e renda fixa em geral têm me ajudado e motivado bastante nesse processo.
    Obrigada, e te desejo sempre sucesso!

    • Leandro Ávila 8 de janeiro de 2017 at 7:07 - Reply

      Oi Mariana, parabéns por ter um plano e por ter bons hábitos financeiros.

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