Como investir em COE – Certificado de Operações Estruturadas

Neste artigo você vai aprender como investir em COE. O COE ou Certificado de Operações Estruturadas é um tipo de investimento que só está se popularizando agora no Brasil. Na Europa e nos EUA ele é muito comum e se chama Notas Estruturadas. O COE foi criado pela Lei 12.249/2010, mas foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central no segundo semestre de 2013 (Resolução CMN 4.263/2013, Circular 3.684 e Circular 3.685.)

Mesmo assim, as pessoas só começaram a ouvir falar sobre COE no final de 2015, início de 2016 quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a instrução 569 facilitando o acesso ao COE. Antes esse tipo de investimento só era distribuído privadamente, dentro dos bancos, para grandes investidores que tinham milhões para investir. Depois da instrução as corretoras puderam divulgar e oferecer o COE de diversos bancos para seus clientes.

O COE é uma alternativa que os bancos possuem para captar dinheiro dos investidores, da mesma forma que já fazem quando emitem CDB, LCI e LCA.

Você precisa ficar atento para o fato do COE funcionar de uma maneira totalmente diferente destes investimentos de renda fixa que você já está acostumado a fazer. Utilizando o COE você pode apostar em investimentos de risco, mas com o seu dinheiro protegido totalmente ou parcialmente de perdas.

Na prática, o COE permite que você faça uma aposta sobre o que você acredita que irá acontecer no futuro com relação ao câmbio, juros, inflação, índice Bovespa, índice de bolsas americanas, ações e até commodities como ouro, soja, café, etc. Se sua aposta se concretizar, você terá uma boa rentabilidade seguindo regras que são do seu conhecimento antes de investir no COE.

Se sua aposta não der certo, em alguns COEs, você terá o dinheiro investido protegido (Valor nominal protegido), ou seja, você receberá o seu dinheiro de volta sem perdas e sem qualquer remuneração. Existe COE onde perdas são possíveis e isso fica claramente especificado antes de você investir (Valor nominal em risco). Essa perda pode ter um limite especificado ou pode ser total, ou seja, você pode perder uma parte do que investiu. A maioria dos COEs oferecidos no Brasil possuem valor nominal protegido.

A graça do COE é poder fazer um investimento de elevado risco, superando a rentabilidade da renda fixa se você acertar sua aposta, mas com o seu dinheiro protegido se a sua aposta não der certo. Essa proteção pode ser total ou parcial como falei acima. Isso significa que antes de investir em um COE você deve compreender com muita clareza quais são as regras para ganhos e perdas.

Exemplo:

Nesse infográfico animado da CETIP (não existe som) é possível ver um exemplo de COE muito comum onde você aposta na alta do dólar.


No exemplo acima temos um COE que promete 100% da alta do preço do dólar para os próximos 6 meses. O valor de referência do dólar informado no momento da compra do COE é de R$ 2,30. Isso significa que se 6 meses depois da compra, o dólar fechar com um preço acima de R$ 2,30, seu dinheiro será rentabilizado pela variação que for registrada. Se o dólar subir 10% você receberá 10% de rentabilidade. Se o dólar subir 30% você receberá uma rentabilidade de 30% sobre o valor investido em 6 meses. Se o dólar fechar abaixo de R$ 2,30 você terá seu dinheiro de volta, sem qualquer ganho ou perda. No nosso exemplo o valor investido era protegido. Vou mostrar outros exemplos mais na frente.

Emissão, Distribuição e FGC:

COE é emitido por bancos. Isso significa que é importante confiar no banco que irá emitir o COE que você pretende investir. Observe que não existe proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para investimento feito em COE. Se você investir em CDB, LCI ou LCA de um determinado banco médio ou pequeno, você sabe que até R$ 250 mil por CPF estão protegidos através do FGC. Já se você investir qualquer quantia em COE do mesmo banco e essa instituição quebrar, você não terá proteção sobre esse dinheiro investido no COE. Isso não significa que o banco quebrado vai sumir com seu dinheiro, mas significa que pode demorar muitos anos para que você receba seu dinheiro de volta. Por isso é importante só investir em COE de bancos com bom grau de risco. Muitos outros investimentos não oferecem proteção caso a instituição onde você investiu quebre como é o caso de investimentos em ações, debêntures, CRI, CRA, etc. e nem por isso as pessoas deixam de investir.

Além de poder comprar o COE diretamente do banco que emitiu o COE você pode comprar através de uma corretora, são as mesmas corretoras por onde você pode comprar CDB, LCI e LCA de diversos bancos. Consulte aqui.

Quando comprar COE por corretoras é importante que essa corretora seja credenciada no CETIP Certifica. O registro, depósito e liquidação do COE será feito pela CETIP. Isso significa que ao investir em COE através de uma corretora que conte com os serviços da CETIP a operação fica registrada em seu nome na CETIP. Isso garante mais segurança de que a sua ordem de compra foi executada pela corretora em seu nome. O vídeo abaixo mostra como funciona. Mais na frente irei mostrar como você pode consultar, no site da CETIP, os COEs que você adquirir através das corretoras.


Imposto de Renda:

Existe cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos que você conseguir investindo em COE. Na data de vencimento do COE, que é quando você recebe o dinheiro que você investiu e sua rentabilidade, o banco faz a retenção do imposto sobre o rendimento. Você não precisa fazer nada. A tabela é a mesma aplicada em outros investimentos de renda fixa como CDB, Tesouro Direto, Fundos de Investimento, etc.

Documento de Informações Essenciais (DIE):

Nunca invista em COE sem ler e entender o DIE que é o Documento de Informações Essenciais que deve ser fornecido obrigatoriamente pelo distribuidor do COE para os investidores interessados. É este documento que mostra quem é o banco emissor, como será a rentabilidade do investimento, qual a data de início e final do investimento, quais são as regras para ganhos ou perdas, se o valor investido é ou não garantido, etc. Antes de investir é comum a corretora ou o banco solicitar o termo de adesão e ciência de risco assinado pelo investidor. Na maioria das vezes essa assinatura é eletrônica, ou seja, ocorre quando solicitam que você digite sua senha da corretora ou do banco antes de concluir a operação de compra do COE.

Exemplo:

Veja logo acima o exemplo de um “Documento de Informações Essenciais” que uma corretora me enviou sobre um COE emitido por um banco médio que eles estavam oferecendo para os clientes. Logo neste início do documento você já ficará sabendo qual é o banco emissor. O valor nominal mostra qual o valor mínimo para investir. No nosso exemplo o valor mínimo era R$ 15 mil. O início do investimento seria no dia 04 de março. O vencimento seria no dia 10/03/2017, ou seja, 371 dias corridos.

A modalidade desse COE é a de “Valor Nominal Protegido”, ou seja, se o objetivo não for atingido você receberá os R$ 15 mil de volta sem nenhuma perda e sem nenhuma correção.

O objetivo deste COE era conseguir uma rentabilidade dependerá da variação do preço do dólar até o dia 10/03/2017.  Fica claro que não estamos fazendo um investimento direto em dólar, ou seja, você não está comprando dólares e não vai receber dólares. Você só está investindo em uma modalidade de investimento que terá rentabilidade atrelada a uma variação do dólar. Também é possível observar que não existe a possibilidade de antecipar o recebimento do dinheiro antes dos 371 dias. Você terá que viver sem seus R$ 15 mil até o vencimento. O documento também informa que a operação será registrada na CETIP.

No documento também temos informações sobre como será a remuneração. É fundamental que você entenda os cenários e as regras de remuneração do COE que você pretende investir. Existem muitas possibilidades diferentes e essa abaixo é apenas uma delas.

Na tabela acima podemos entender que existem 3 cenários, ou seja, três possibilidades sobre o futuro que podem acontecer com este COE. Vamos entender cada possibilidade:

Cenário A: Se no final dos 371 dias a taxa de câmbio for igual ou inferior à taxa usada como referência quando você investiu no COE, isso significa que seus ganhos serão iguais a zero, ou seja, se você investiu o valor mínimo que é de R$ 15 mil, você receberá os mesmos R$ 15 mil sem nenhuma correção ou perdas.

Cenário B: Se a variação do dólar na data de vencimento for de até +17,99% você receberá 145% dessa variação. Exemplo: Se o dólar aumentou 10% você vai receber 145% desses 10% ou seja, vai receber 14,5% de rentabilidade (10 x 145% = 14,5). Se o dólar aumentar 17% você vai receber 24,65% já que 17 x 145% = 24,65. Como existe imposto de renda você terá 17,5% dessa rentabilidade retida pelo banco para pagamento de imposto de renda. Isso significa que se você investiu R$ 15 mil e ganhou 24,65% de rendimento isso representa R$ 3.697,50 de rentabilidade (15000 x 24,65%). O governo ficará com 17,5% de imposto de renda (R$ 647,06) e você ficará com R$ 3.050,44. Isso significa que sua rentabilidade líquida de imposto de renda será de 20,33% já que 3050,44 / 15000 = 0,2033 que x 100 = 20,33%.

Cenário C: Se a variação do dólar for acima de 18% entre a compra e o vencimento do COE você receberá  26,10% de rendimento ou o equivalente a 25,54% ao ano de 360 dias. Essa é a rentabilidade bruta, seria necessário descontar o imposto de renda que seria de 17,5% para descobrir sua rentabilidade líquida. Observe que neste COE o seu ganho está limitado a 26,10%. Isso mostra que mesmo se o dólar aumentar 50% o seu ganho estará limitado, pois qualquer variação acima de 18% sua rentabilidade será de 26,10%. Existe COE onde não existe essa limitação de ganhos. Neste COE do nosso exemplo existe essa limitação máxima de ganhos.

Vale destacar que no nosso exemplo a taxa de câmbio usada como ponto de partida (Taxa Spot) é conseguida através do site http://www4.bcb.gov.br/pec/taxas/port/ptaxnpesq.asp?id=txcotacao referente ao último dia útil à data de emissão do COE. Já a taxa de câmbio do vencimento será a mesma divulgada no mesmo endereço do Banco Central e será referente ao dia útil anterior à data de vencimento.

Como a coisa funciona (por debaixo dos panos):

Você provavelmente pode estar se perguntando: Como o banco vai me devolver 100% do valor que investi se o dólar despencar? Será que o banco terá prejuízo? Como funciona essa mágica? Claro que o banco não terá prejuízo. Se existe uma coisa que bancos brasileiros não costumam ter é prejuízo. Vamos ver como a coisa funciona por debaixo dos panos para que você entenda a “mágica”. Vamos imaginar o exemplo abaixo:

No exemplo o banco consegue R$ 100 mil em aplicações para um determinado COE que promete oferecer a mesma rentabilidade do dólar em determinado período. O banco não é louco para investir esses R$ 100 mil no dólar ou em derivativos (contratos) que acompanham o dólar. No exemplo acima o banco pegou R$ 90 mil e investiu em uma operação prefixada (sem riscos). Os outros R$ 10 mil o banco fez investimentos de risco muito elevado, normalmente são investimentos alavancados, isso significa que existe o risco de perder todos os R$ 10 mil se as coisas não derem certo, como também existe o risco de dobrar o triplicar esses R$ 10 mil se der certo.

Se a aposta na alta do dólar não der certo e os R$ 10 mil forem perdidos, o banco terá os R$ 100 mil para devolver para você no vencimento do COE já que os R$ 90 mil irão receber juros prefixados até o vencimento do COE atingindo os R$ 100 mil. Se o dólar aumentar os clientes receberão os R$ 100 mil de volta, que na verdade são os R$ 90 mil que estavam rendendo na renda fixa prefixada, e ainda receberão uma parte dos ganhos que o banco teve investindo os R$ 10 mil em investimentos de elevado risco atrelados ao dólar.

Como os bancos ganham com essa brincadeira? Você vai perceber que a maioria dos bancos estabelecem um limite de ganhos para o COE. Se no exemplo que dei nesse artigo o dólar valorizar 50% em 371 dias você só receberia 26,10%. Se a alta do dólar fosse de 100% você só receberia 26,10%, ou seja, seu ganho ficou limitado. A diferença fica como lucro para o banco. No caso de perdas, como mostrei acima, grande parte do dinheiro estaria investido em títulos prefixados que podem ser títulos do próprio banco. Os R$ 10 mil investidos poderiam se transformar em pó (perda total), mas a grande parcela investida na renda fixa prefixada permitiria devolver todo o valor investido.

Essa parcela investida em renda fixa prefixada é como se você tivesse emprestado dinheiro para o banco comprando um CDB prefixado. Ele poderá usar o seu dinheiro para lucrar de diversas formas como emprestar o dinheiro para quem precisa de dinheiro emprestado e cobrar juros elevados por isso (é o que fazem quando você investe em CDB, LCI, LCA ou deixa dinheiro na Poupança). O banco pode até emprestar seu dinheiro para o Tesouro Nacional, já que bancos frequentemente emprestam o dinheiro que conseguem captar dos correntistas para o governo através da compra de títulos públicos (já mostrei isso aqui).

Por isso, podemos considerar que através do COE os bancos lucram em qualquer cenário. Já as corretoras que distribuem o COE desses bancos provavelmente são remuneradas pelos bancos quando conseguem vender COE para seus clientes. Você lucra quando aposta no COE certo para um determinado cenário e esse cenário futuro se concretiza.

Venda antecipada do COE:

Normalmente você terá perdas se resolver sair de um COE antes do vencimento. Por isso é muito importante que você só invista aquela quantia que você tem absoluta certeza que não irá precisar dela até o dia do vencimento do COE. Sempre tenha reservas para emergências quando fizer investimentos que possuem uma data de vencimento que deve ser respeitada. Essa reserva você vai utilizar se precisar de dinheiro inesperadamente e com isso estará protegendo seus investimentos de prazo mais longo.

Como ter certeza que a corretora investiu no COE:

Se você investir através de corretoras é importante que faça isso através de corretoras que tenham o selo CETIP Certifica. Isso significa que existe uma garantia de que eles irão registrar o COE no seu nome lá na CETIP. Através da página https://www.cetipmeusinvestimentos.com.br você poderá consultar os investimentos em COE que você fez através das corretoras. Vale lembrar que esse portal da CETIP só gera extratos de alguns investimentos registrados lá na CETIP como o COE, Debêntures, CRI, CRA, etc. Investimentos feitos em CDB, LCI e LCA ainda não aparecem nesse extrato do site da CETIP, eles aparecem no extrato CETIP Certifica que as corretoras credenciadas no serviço oferecem aos clientes mensalmente. No final dessa página aqui aparece uma lista das corretoras que participam do CETIP Certifica.

Custo para investir em COE:

Não existe cobrança de taxa para investir em COE, da mesma forma que não existe cobrança de taxa quando você investe em outras formas de captação dos bancos como CDB, LCI e LCA. Na prática o COE é uma das formas que existem de você emprestar dinheiro para o banco.

Aulas sobre COE em vídeo:

Várias corretoras estão produzindo aulas sobre o funcionamento do COE. Segue aqui uma vídeo-aula sobre COE da corretora XP que é uma das corretoras que distribuem COEs de vários bancos. Se você é cliente deles, a opção onde é possível ver as ofertas públicas de COE neste momento fica em “Investimentos” naquela área que você acessa digitando sua conta e senha. Ao clicar em “investimentos” você terá um menu com a opção “Ofertas Públicas” (no final do menu).

Você vai perceber no vídeo abaixo que em vários momentos eles passam a ideia de que qualquer pessoa pode pedir para a corretora ou o banco criarem um COE personalizado, um COE feito só para atender suas necessidades. Tenho certeza que somente grandes investidores (que possuem milhões para investir) podem pedir para a instituição criar um COE só para ele. Pequenos investidores só vão conseguir investir em COEs que estão com ofertas públicas abertas. Normalmente quando abrem a oferta de um COE ela fica aberta para investimentos por 1 semana e as corretoras costumam enviar emails para os clientes com os detalhes das ofertas.


Esta outra aula sobre COE foi elaborada por funcionários da CETIP e transmitida para clientes da corretora Easynvest que também é uma corretora que oferece COE de diversos bancos. Essa aula é interessante pelo fato de mostrar como funciona a CETIP e ter uma série de perguntas e respostas.


Conclusão:

No exterior o mercado de notas estruturadas movimenta trilhões de dólares. Você pode apostar em praticamente tudo, do aumento do preço do café até a queda da bolsa de Tokio. Aqui no Brasil o COE só está começando e já movimenta alguns bilhões. Acredito que é uma forma fácil e rápida para fazer apostas correndo riscos de ganhos elevados (se a aposta der certo) e de perdas controladas ou reduzidas se a aposta não der certo.

Não podemos dizer que teremos perda zero se a aposta não der certo. No caso da devolução do dinheiro investido, é importante que você compreenda que existe a perda da oportunidade e perdas com a inflação. Se você investir R$ 15 mil por 1 ano e no final receber os R$ 15 mil de volta você não terá uma perda nominal, pois receberá exatamente os mesmos R$ 15 mil, mas você terá perdas por dois motivos:

  1. Se os R$ 15 mil tivessem sido investidos em qualquer outro investimento de renda fixa (CDB, LCI, LCA, Títulos Públicos, etc) você teria alguma rentabilidade garantida no final daquele período. Se você investiu esse dinheiro no COE e a sua aposta não deu certo, você terá perdido essa oportunidade de ganho em outros investimentos.
  2. Se você receber os R$ 15 mil de volta, ele não terá o mesmo poder de compra do passado, ou seja, a inflação fará o dinheiro perder poder de compra.

O COE não deixa de ser um investimento de risco, mesmo quando o banco garante a devolução do valor principal que foi investido. Fazer investimentos de risco mais elevado pode ser ótimo para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos, mas para isso é fundamental que você tome decisões conscientes, ou seja, que você estude para que possa tomar as melhores decisões sem depender da opinião dos outros (gerentes de banco, funcionários de corretoras, jornalistas, especialistas, amigos, etc).

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.
Esse artigo foi útil?
Deixe-nos saber, se você gostou deste artigo. Só assim podemos continuar melhorando.
Sim
Não

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Mauro
Visitante
Mauro

Parabens pelo texto bem esclarecedor.

Renata Grilo
Visitante
Renata Grilo

Excelente artigo. Muito detalhadobe esclarecedor. Sempre recebo essas ofertas de COE da minha corretora e não tinha parado para entender. Obrigada!!!!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Como sempre muito bom seus artigos Leandro, parabéns!

Gustavo
Visitante
Gustavo

Mais um excelente artigo, muito esclarecedor.
Como sempre didático e direto ao ponto.

Obrigado por mais este conteúdo relevante.

Parabéns pelo seu trabalho consistente na reeducação comportamental de milhares de investidores.

Forte abraço

Rogério Eduardo
Visitante
Rogério Eduardo

Muito esclarecedor. É um reforço a mais da tão conhecida dinâmica do mundo financeiro: Nunca coloque todos os ovos em uma única cesta. Parabéns !!!

Sandro Rodrigues
Visitante
Sandro Rodrigues

Muito bom! Esclarecedor!

Agton
Visitante
Agton

Obrigado Leandro por mais este artigo! Eu já tinha recebido e-mails de minha corretora oferecendo este produto. Por enquanto parece que eles têm divulgado COEs em que apostam na alta do dólar.
Gostei da abordagem que você fez mostrando como as coisas acontecem “debaixo dos panos”. Interessante observar como os bancos “trabalham” com nosso dinheiro para nunca ficarem no prejuízo.
No cenário atual os mercados estão muito voláteis. Em um pequeno intervalo de dias observamos muitas mudanças de cenários. Quem apostou na alta do dólar nos últimos meses obteve ganhos razoáveis. Mas qual será o próximo ativo a ter uma alta significativa… Ou uma baixa… Talvez alguém aqui do Clube tenha alguma aposta na manga… Ou até mesmo diferentes apostas.
Está sendo ótimo Leandro mostrar aos leitores do blog que em nosso país existe muitos outros investimentos, além da cômoda poupança que hoje é o investimento de “perda” fixa com a atual inflação mais procurada pelos brasileiros.

Abraço!

Bruno
Visitante
Bruno

Leandro, obrigado por trazer essas preciosas informações e novidades.

Diogo
Visitante
Diogo

Nossa Leandro, há semanas me pergunto se você não ia escrever sobre COE. E aí ao chegar no serviço abro meu email e me deparo com o link de mais uma pérola produzida por você. Muito obrigado pelas instruções e pelas dicas de onde buscar mais informações sobre o COE. Agora me sinto mais seguro. Você é nota 1000!

Fernando Batista Motta
Visitante
Fernando Batista Motta

Posso dizer que sua aula (pois assim classifico esse texto) é honesta.
Parabéns !

Gustavo Borges
Visitante
Gustavo Borges

O artigo não podia ter sido publicado em momento melhor. Estou avaliando o COE ofertado pela XP para investimento no “CAPITAL PROTEGIDO EM IVV”. Já teve a oportunidade de avaliar? A proposito o artigo mais uma vez veio carregado de objetividade, clareza, imparcialidade e informação. Parabéns! Sou um grande fã do seu trabalho.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Muito bom Leandro!!!

A forma como é demostrado o COE pelos bancos, parece que é “almoço grátis”. Imagina quem não tem base de conhecimento e recebe um e-mail de seu banco com isso? Logo o sentimento de ganhar vem e a pessoa adquire o produto assim como alguém que compra fichas em um cassino. Os conceitos de perda de oportunidade e inflação devem estar bem claros na mente mente de quem toma a decisão de investir neste produto. Imagina se a pessoa investe 100k em janeiro deste ano, para uma aplicação de 361 dias e aposta dela não se concretiza? E se a SELIC continua no patamar atual de mais 14%? E a inflação em 8%? Seria muita perda!!! Mas quem não sabe o que é risco de oportunidade e inflação e faz isso acha que o banco é muito bom com ele. Mais uma vez obrigado Leandro.

Alsthon
Visitante
Alsthon

Muito interessante. Obrigado pelos esclarecimentos Leandro.

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Mais um ótimo texto, Leandro!!! Obrigado!! Ao longo dele, estava pensando na ressalva da inflação. Que bom que você frisou ela no final. Abraços!!!!

Vinicius de Paula
Visitante
Vinicius de Paula

Mais um texto excelente e extremamente didático, Leandro. Quem fez investimentos deste tipo atrelados à variação do dólar entre 2014 e 2015 deve ter ficado bastante satisfeito!
Muito interessante essa modalidade de investimento… Vou procurar me informar melhor sobre ela, apesar de o seu texto já ter me dado uma boa ideia à respeito dela.
Abraços.

EDSON
Visitante
EDSON

Muito bem escrito o texto, professor Leandro. Obrigado por compartilhar seus ensinamentos. Também recebi vários e-mails de corretora sugerindo o COE, mas não tinha a menor ideia do que se tratava. Agora ficou claro. Obrigado.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Quando o banco emite o COE é porque ele próprio está apostando na alta da taxa que o rendimento é atrelado?

Jose Marques
Visitante
Jose Marques

Olá Leandro. Parabéns. Artigo bem esclarecedor. Abraços.

Gabriel Cozzella
Visitante
Gabriel Cozzella

Ótimo texto!

Gregory Ndukwu
Visitante

Bom dia, obrigado Leandro por mais uma matéria maravilhosa sobre investimentos. Tenho procurado estudar mais e mais, sobre este assunto. De fato, quando eu era jovem meu sonho era fazer faculdade de finanças, mas acabei fazendo TI, e hoje sou programador de sistemas, o que é uma ótima carreira também. Mas estou gostando de aprender mais e mais sobre finanças. Você tem uma abordagem clara, muito top. Obrigado

Fernando Alves
Visitante
Fernando Alves

Leandro dando mais um show com artigos mais do que completos, com textos muito bem escritos, fontes e vídeos. Parabéns! Nunca tinha ouvido falar em COE. Agora já penso em diversificar minha carteira com mais essa modalidade de investimento. Obrigado de novo!

Leal
Visitante
Leal

Excelente artigo, parabéns!

Alex
Visitante
Alex

Muito bom seus artigos ! parabens

Gustavo
Visitante
Gustavo

Bom dia Leandro, ótimo post.

Venho recebendo essas propostas de COE e seu artigo ajudou bastante.

Obrigado!

Douglas Dias
Visitante

Mais um artigo completo. Eu tenho percebido uma insistência enorme das corretoras com esse novo produto. Os bancos devem estar entregando boas comissões. Afinal, como você citou, garantir o capital investido não é difícil pro banco que toma emprestado o dinheiro. E depois ele tem um dinheiro livre para arriscar onde quiser.
Eu acredito que, para algumas configurações de COE (atrelado ao Ibovespa por exemplo), você acaba não investindo nem em renda fixa nem variável. Perde-se dos dois lados. Se você escolhe um bom produto de renda fixa, com as taxas atuais, pode alcançar boas rentabilidades. E bolsa, ou você é trader ou busca o longo prazo. Investir em rentabilidade atrelada ao Ibovespa em um ou dois anos é totalmente imprevisível.

Bradador da Montanha
Visitante
Bradador da Montanha

Prefiro fazer eu mesmo aquilo que o banco fará em um investimento de COE. Aplicar 90% no tesouro direto prefixado e os outro 10% em alto risco, sem pagar taxas e dar parte do rendimento de alto risco para o banco.

Jorge Luis
Visitante
Jorge Luis

Prezado Leandro,

Mais uma vez uma explicação esclarecedora, estava pensando em aplicar em COE, mas tinha muitas dúvidas. Ontem saiu uma reportagem no O GLOBO sobre COE, mais sua explicação serviu muito para dirimir minhas dúvidas. Um grande abraço.

Julio
Visitante
Julio

Excelente texto!

João Paulo
Visitante
João Paulo

Novamente eh o Banco fazendo por vc o q vc já deveria estar fazendo.
O mais certo seria pegar 10% do seu patrimônio líquido e colocar no alto risco msm, de modo que vc não ficaria ansioso p resgatar tal investimentos em cenários ruins (concretizando a perda se houver) e tirar o lucro dessa parcela patrimonial se ela rendesse x% que cada pessoa haveria de detrminar.
Obrigado pelos ensinamentos!

Guilherme
Visitante
Guilherme

Ótimo artigo, Leandro, bem esclarecedor! Creio que este aumento de ofertas de COEs pelos bancos está atrelado ao fato dos bancos acreditarem que a taxa selic no Brasil irá cair em médio prazo, permitindo a manutenção de um taxa pré-fixada fixa por alguns anos, já que a maior parte do investimento em COE pelos bancos está vinculado à operações pré-fixadas. Dessa forma, os bancos tendem a ganhar bastante mesmo se a “aposta” da renda variável der errado.
Afinal, como você escreveu no texto, os bancos nunca entram para perder!

Adriano Quirino
Visitante
Adriano Quirino

Conteúdo simples e objetivo, confesso que no meio do artigo, pensei….. Será que ele não vai comentar referente a investir no COE e a aposta não der certo (inflação\oportunidade), porém, lendo a conclusão e concordando com ela, fecha-se o ciclo do artigo completo, objetivo e sem dúvidas escrito com maestria.

Obrigado.
Att,
Adriano Quirino

Tais
Visitante
Tais

Oi Leandro

Parabéns pelo texto. Semana passada estava avaliando um COE mas não gostei por um motivo: a rentabilidade é dada pelo IBOVESPA do dia do vencimento, limitado a 17%. Aí pensei que é muito complicado isso, porque se eu compro ações eu posso escolher o melhor momento para vender, porém nesse caso, é calculado em cima da rentabilidade do dia do vencimento. Já pensou, bem nesse dia o IBOVESPA teve uma mega queda? O capital está protegido, mas como você disse, perdi o custo de oportunidade e inflação.
Por favor me corrija se entendi errado.

Armando
Visitante
Armando

Valeu Leandro mais uma forma de investimento que aprendi.
Obrigado.

Max
Visitante
Max

Muito interessante. Estou no aguardo da minha corretora (Rico) começar a ofertar COEs também…

Armando Tavares
Visitante
Armando Tavares

Mas um excelente texto Leandro, parabens.

Embora essa aplicacao seja interessante, eu nao a classificaria como investimento e sim quase como uma aposta ou especulacao. Na verdade, qs toda a renda variavel hj em dia se trata de especulacao pura. Pouca gente investe em bolsa com o horizonte de 5 a 10 anos como antigamente. Nao concorda???

Ha uns 9 ou 10 anos, fiz umas especulacoes em warranties. A formula de calculo delas eh complicadissima mas msm assim consegui fazer algo. Vc conhece esse produto??

Pedro
Visitante
Pedro

Parabéns pelo post! Muito esclarecedor!

Apenas uma dúvida: pelo que eu entendi, o banco terá o seu ganho maximizado no cenário em que o investidor também tem seu ganho máximo. Ou seja, se o COE é uma aposta na alta do dólar, tanto o banco quanto o investidor ganharão o maior retorno caso essa aposta se concretize no vencimento.
Se o dólar cair, os investidores não terão retorno e os bancos terão um retorno mínimo (se tiverem).

Está correto esse raciocínio? Caso sim, podemos considerar que o emissor e o investidor estão do mesmo lado da aposta. Acho importante isso porque sabemos que os bancos tem mais instrumentos de avaliação do cenário econômico e político e, se ele faz essa aposta, podemos considerar uma maior probabilidade dela realmente ocorrer no futuro.

Rodrigo Marques
Visitante
Rodrigo Marques

Muito bom Leandro. Recebi vários emails da corretora a qual sou cliente oferecendo o produto, até acessei a página sobre ele na corretora e dei uma boa lida, deu para entender como funciona mas não tinha a riqueza de detalhes que há no seu artigo. Agora sim entendi perfeitamente. Obrigado pelo artigo esclarecedor, vou acompanhar com mais atenção essa modalidade de investimento.

julio jansen
Visitante
julio jansen

Olá Leandro,

Mudando um pouquinho o tema, seria interessante fazer aplicações em blue ships e afins, no aguardo das medidas a serem tomadas por Temer em sua posse?

Jean Brunswick
Visitante

Excelente texto, Leandro. Muito esclarecedor!

Parece ser necessário um determinado perfil para investir conscientemente em COEs. Infelizmente, é aí que muitas pessoas devem acabar entrando sem o conhecimento adequado e se frustrando com os resultados sem saber porque.

Agora imagine quem tem informações privilegiadas sobre o comportamento de determinado índice ou moeda ou quem tem o poder de manipular o mercado… COEs devem ser um prato cheio… e a linha que separa um investidor como esse de um comportamento antiético é tênue.

julio jansen
Visitante
julio jansen

Muito grato professor,

Salvo engano,tenho a impressão de que a posição inicial do mercado será de positividade em relação a uma mudança de poder, e também pelas propostas a serem anunciadas por Temer.
Um abraço

Alexandre Pitanga Rosa
Visitante
Alexandre Pitanga Rosa

Leandro, boa noite.
Ontem fiz meu primeiro acesso no amigos do CP. Baixei meus e-books e já estou lendo o primeiro deles. Mas ainda sendo inciante em todo esse assunto, quero registrar como você consegue se fazer entender até para leigos como eu. Parabéns pelo didatismo. Já percebi que COE é para os mais experientes, ou pelo menos para os que estão investindo na educação financeira a algum tempo.

Rosana
Visitante

Leandro,

Gostei muito do seu artigo, eu ainda não conhecia sobre esse tipo de investimento e sua “aula” foi muito didática, agradeço pelas informações desse post!

Abraços,

Eduardo
Visitante
Eduardo

Ótimo texto, muito didático e nos mostrando uma nova oportunidade de investimento que, com certeza, está muito distante do conhecimento da maioria.Parabéns Leandro por esse trabalho, tenha certeza que aprendi demais nesses anos lendo seus artigos que são muito didáticos, inclusive faço propaganda para diversos conhecidos pararem alguns minutos para conhecerem seus textos e terem o mínimo de conhecimento financeiro.

Rafael P.
Visitante
Rafael P.

Muito boa explicação Leandro, como sempre! Obrigado.
Fiquei apenas com uma dúvida. Pode parecer óbvia, mas também pode ter “pegadinhas”.
Supondo que comprei um COE de 6 meses e o vencimento é em 03/11/2016 prometendo um teto máximo de 20% da alta do dólar. Durante os 6 meses o dólar vai variar, muito ou pouco. O COE rende diariamente e meu valor final vai sendo atualizado no extrato dia a dia ou o que vale é a cotação do dia anterior ao vencimento?

Mauro
Visitante
Mauro

O Santander oferece COE com valor minimo de R$ 15.000,00. A revista Exame classificou o COE como a cereja do bolo, ou seja, essa modalidade de investimento certamente estará nos holofotes dos bancos e corretoras.

Isabella
Visitante
Isabella

Leandro, estou iniciando o seu terceiro livro hoje, depois de devorar os dois primeiro em menos de uma semana. Os livros são excelentes! Parabéns. Estou adorando investir na minha educação financeira pois é um assunto que me da um imenso prazer. Queria saber se você tem indicação de revistas/sites/periódicos ou qualquer outro lugar que valham a pena ser lidos para me manter informada sobre a economia do país. Pergunto isso porque tudo anda muito tendencioso, vai de acordo com a posição política do autor. Eu queria fontes imparciais e sérias, será que existe?

Cleiton
Visitante
Cleiton

Olá Leandro. Estive lendo o relatório de um COE fornecido pela Morgan & Stanley através da XP. Se eu entendi corretamente eles pagariam 16,5% acima do rendimento da EFT S&P500. Se o índice cair o investidor receberá ao menos o valor investido mais os 16,5%. A princípio parece uma ótima proposta. Você já viu este COE? Tem alga pegadinha que minha inexperiência deixou passar? Obrigado.

Mayk
Visitante
Mayk

Parabéns Leandro. Mais um excelente e esclarecedor artigo.

Igor
Visitante

Parabéns pelo artigo. Uma dúvida: O COE possuem tributação tipo come cotas, assim como os fundos de investimentos com capital protegido?

avanilton
Visitante
avanilton

Ótimo artigo, bem minucioso e transparente, espero que este tipo de investimento se popularize mais, podendo ser expandido para diversas formas de aplicações, inclusive no cenário internacional e também terem seu custo mínimo reduzido cada vez mais pelos bancos, é tudo uma questão de aparecerem mais investidores, devemos divulgar isso!

Compartilhe com um amigo