Como investir em debêntures

Através das debêntures você pode receber juros ao emprestar dinheiro para grandes empresas. Vamos imaginar uma empresa que pretende realizar um projeto e necessite de R$ 1 bilhão. No lugar de pedir esse dinheiro emprestado para os bancos, ela resolve emitir 1 milhão títulos (debêntures) onde cada título custará R$ 1.000,00.

Quem adquirir essas debêntures se tornará um credor da empresa ou um debenturista que receberá o dinheiro que investiu remunerado com juros. A taxa de juros, as datas de pagamento dos juros e da amortização (devolução do valor investido), a existência ou não de correção do valor investido pela inflação (IPCA), as garantias e outras informações podem ser consultadas pelo investidor antes de adquirir a debênture.

Pretendo mostrar como você pode consultar estes dados e como pode comprar suas debêntures.

Exemplo real

A melhor forma de ensinar como um investimento funciona é apresentando um exemplo real. Em 2013 a concessionária Rodovias do Tietê S.A. emitiu R$ 1.065.000.000,00 em debêntures. Isso resultou em uma oferta de 1.065.000 debêntures que custavam R$ 1.000,00 cada uma no dia 15/06/2013. A empresa prometeu pagar juros de 8% ao ano. O valor investido seria corrigido pela inflação medida pelo IPCA, ou seja, a remuneração seria IPCA + 8% ou o equivalente a 8% de juros acima da inflação (fonte).

Era uma taxa atrativa se você considerar que a Taxa Selic era de apenas 7,50% ao ano (fonte) e isto estava prejudicando a rentabilidade real de todos os investimentos de renda fixa, já que a inflação acumulada em 2013 foi de 5,91%. Títulos públicos como o Tesouro IPCA estavam pagando IPCA + 5,25% ao ano.

Esses juros das debêntures seriam pagos semestralmente. A amortização da dívida também seria paga semestralmente, ou seja, todo semestre você receberia os juros e uma parte dos R$ 1.000,00 que investiu de volta.

Existem algumas debêntures que são isentas de imposto de renda e IOF. São conhecidas como debêntures incentivadas de infraestrutura. As empresas que emitem esse tipo de debênture irá utilizar o dinheiro para financiamento de projetos voltados para a implantação, ampliação, manutenção, recuperação ou modernização nos setores de logística e transporte, mobilidade urbana, energia, telecomunicações,
radiodifusão, saneamento básico e irrigação (fonte).

No caso das debêntures da Rodovias do Tietê (RDVT11) o objetivo era investir o dinheiro nas estradas do interior paulista que foram concedidas a ela por 30 anos para serem exploradas através da cobrança de pedágios. Por estas estradas passam mais de 3,6 milhões de veículos todos os meses. Veja um gráfico retirado do prospecto de distribuição da debênture:

O prospecto dessa debênture tem mais de 1500 páginas falando sobre o negócio da empresa. O documento permite conhecer a empresa, o funcionamento do seu negócio, que investimentos pretende fazer com seu dinheiro, quanto, quando e como pretende lucrar e todos os detalhes sobre a debênture que está vendendo para viabilizar seus projetos.

Você pode acessar todos os detalhes de qualquer debênture através do site http://www.debentures.com.br/ que é mantido pela Anbima. Existe uma página específica do site chamada “Debênture em um clique” onde você pode selecionar o emissor e o código de debênture. No nosso exemplo basta selecionar o emissor “Concessionária Rodovias do Tiete S/A” e depois selecionar a debênture RDVT11. Depois basta clicar nas opções laterais para conseguir a informação que necessita.

No quadro verde existem os documentos, como o Prospecto, em PDF que estão compactados em arquivos ZIP. Basta clicar, baixar e abrir o arquivo com todas as informações detalhadas. Clicando em “Anúncio de Encerramento de Distribuição” é curioso observar quem se interessou por essa debênture durante a sua primeira emissão em 2013 (fonte). Estes dados também estão na opção “Destino de Colocação”.

Quem mais comprou as debêntures durante a emissão no mercado primário (entre 05/07/2013 e 04/04/2014) foram 5 instituições financeiras ligadas ao emissor e ao coordenador líder que eram bancos. Em segundo e em terceiro lugar foram entidades de previdência privada e fundos de investimento.

É comum as pessoas pagarem um plano de previdência privada ou investirem em um fundo de investimentos sem saberem onde o gestor está aplicando o dinheiro. Muitas vezes esses gestores estão comprando debêntures, títulos públicos, CDB, LCI e LCA que você mesmo poderia comprar sem intermediários e sem pagar elevadas taxas.

Somente em quarto lugar aparecem as pessoas físicas. Foram apenas 463 pessoas que sabem investir sem depender e sem remunerar fundos e planos de previdência. Certamente são investidores que investiram na própria educação financeira e por este motivo conseguem acessar investimentos diferentes do que a maioria conhece.

Veremos que é possível comprar debêntures de outros investidores e que foram adquiridas em emissões passadas. Algumas corretoras oferecem essas debêntures através do que é chamado de mercado secundário. Vou falar mais sobre isso no decorrer deste artigo.

Riscos:

Debêntures não são garantidas pelo FGC. Quando você empresta dinheiro para um banco, através de CDB, LCI, LCA e outros investimentos, existe a garantia de devolução do seu dinheiro pelo Fundo Garantidor de Créditos (dentro de determinadas limitações) no caso de falência do banco.  Nas debêntures não existe esse tipo de garantia. Se a empresa que emitiu a debênture enfrentar problemas financeiros ou falir, você terá dificuldade para receber o valor investido na compra de debênture e os juros que foram prometidos.

Veja o caso da empresa de telecomunicações OI que entrou em recuperação judicial (fonte) após acumular dívida de R$ 50 bilhões. A rentabilidade de centenas de fundos de investimento e planos de previdência foram afetadas com a recuperação judicial da OI devido aos investimentos que fizeram em suas debêntures (fonte). Clientes do Banco do Brasil e da Caixa foram os mais afetados (fonte). Curioso observar que grandes gestoras privadas já tinham se desfeito desses investimentos quando a situação da OI começou a piorar. O mesmo não foi feito pelas gestoras de bancos públicos (fonte).

Ao comprar uma debênture você está assumindo um risco bem maior do que assumiria se emprestasse seu dinheiro para um banco (garantido pelo FGC) ou se emprestasse para o governo através de títulos públicos garantidos pelo Tesouro Nacional (nossos impostos).

Para assumir riscos maiores é fundamental exigir juros maiores que compensem esse risco, ou seja, que premiem você por deixar de investir em fontes mais seguras de renda fixa. Em países onde a taxa básica de juros é muito pequena, os bancos e o governo emitem títulos com baixo risco e, por consequência, baixa rentabilidade. Isto torna o mercado de debêntures atrativo nestes países. O número de empresas que emitem debêntures e o número de pessoas e instituições que compram e vendem estas debêntures é bem maior que a nossa realidade.

Vivemos em um país onde grandes empresários preferem pedir dinheiro emprestado para os bancos do governo que oferecem taxas de juros subsidiadas com dinheiro público (impostos que retiram do nosso bolso todos os dias). A relação entre grandes empresas, políticos e seus partidos é bem estreita, como podemos observar nos constantes escândalos envolvendo políticos e empresas amigas de políticos. No capitalismo de compadrio a busca por recursos vindos de investidores (mercado) fica em segundo plano. Todos perdem com isso.

Garantias:

Existem debêntures com maior risco que outras, dependendo do tipo de garantia ou até na ausência de garantia.

Debênture com garantia real: São debêntures garantidas por bens da empresa que emitiu as mesmas, ou de terceiros, sob a forma de hipoteca, penhor ou anticrese. Se a empresa enfrentar alguma dificuldade para pagar suas dívidas aos debenturistas esses bens são utilizados como garantia de pagamento.

Debênture com garantia flutuante: Asseguram privilégio sobre o ativo da empresa que emitiu a debênture. Isso significa que no caso de falência o pagamento das debêntures é priorizado em relação a outros credores. O ponto negativo é que os bens que fazem parte da garantia flutuante não ficam vinculados à emissão, o que possibilita à emissora vender esses bens sem a prévia autorização dos debenturistas.

Debêntures sem garantia subordinadas: Asseguram privilégio dos debenturistas somente em relação aos acionistas da emissora no ativo remanescente, em caso de liquidação ou falência.

Debênture sem garantia, quirografária ou sem preferência: Não oferecem privilégio algum sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários, em caso de falência da companhia. É importante observar que existem muitas debêntures deste tipo no Brasil.

Observando as quatro opções acima podemos concluir que as debêntures com garantia real são as que oferecem maior garantia de pagamento caso a empresa enfrente problemas no futuro.

Classificação de risco:

Existem agências de classificação de risco que avaliam e atribuem uma nota para as empresas que emitem debêntures. Essa nota é reavaliada periodicamente e são divulgadas na imprensa e nos sites das agências. Existem três grandes agências que são Fitch, Standard & Poors e Moody’s. Já mostrei como utilizar alguma delas para observar a nota de risco dos bancos, veja um exemplo. Você pode usar o mesmo roteiro para avaliar qualquer empresa.

Essas notas só são úteis para avaliar a situação das empresas no presente. É impossível prever, com absoluta certeza, a situação financeira das empresas no futuro. Veja o exemplo que citei da empresa OI. Quando ela emitiu as debêntures que foram adquiridas por diversos fundos de investimento e planos de previdência, sua classificação de risco era AAA em 2013, ou seja, ela tinha a nota máxima que a classificava como boa pagadora. Em apenas 3 anos a empresa começou a ser rebaixada pelas agências de classificação de risco até atingir a pior de todas as notas que é C (fonte).

Isso mostra que uma empresa que é considerada como boa pagadora atualmente pode não ser uma boa pagadora no futuro. Empresas estão sujeitas a todo tipo de risco. Crises políticas, econômicas, acidentes impossíveis de prever e até decisões equivocadas dos gestores da empresa podem gerar prejuízos e arruinar suas finanças. Atualmente temos muitos casos de grandes empresas emissoras de debêntures que se envolveram em crimes de corrupção e desvio de dinheiro público. Por este motivo estão enfrentando sérios problemas financeiros. O contrário também pode acontecer. Para saber mais sobre a tabela de classificação de risco visite aqui.

Como comprar debêntures

Para comprar debêntures você precisa ter conta em uma corretora. São as mesmas corretoras que você utiliza para investir em ações ou em títulos públicos. Consulte sua corretora e verifique se ela oferece a possibilidade de investimentos em debêntures.

Você pode comprar debêntures quando a empresa está emitindo novas debêntures (mercado primário) ou pode comprar de pessoas e instituições que possuem debêntures emitidas no passado (mercado secundário). Isso é semelhante ao que ocorre no mercado de ações onde você pode comprar ações quando elas são emitidas pela primeira vez ou pode comprar depois, quando elas são negociadas no mercado secundário por outras pessoas que possuem essas ações.

O preço de uma debenture pode variar entre a emissão e o seu vencimento. Se você comprar a debênture na emissão e esperar até o vencimento, aquela taxa de rentabilidade prometida será cumprida. Já se você resolver vender a debênture antecipadamente no mercado secundário, terá que aceitar o preço que está sendo negociado aquele momento. Esse preço pode variar para mais ou para menos dependendo da oferta e demanda por esta debênture.

O mercado secundário de debêntures no Brasil não possui muita liquidez. Isso significa que se você comprar debêntures e resolver vender as mesmas antecipadamente, pode demorar para aparecer alguém disposto a comprar. Por isso é interessante só comprar debêntures com aquele dinheiro que você pretende utilizar na data de vencimento da debênture. Debêntures são investimentos de longo prazo e de baixa liquidez.

No exemplo da debênture que citei neste artigo o vencimento é em 15/06/2028. Como ela foi emitida em 2013 e vence em 2028 o tempo de espera é 15 anos, sendo que os juros e as amortizações são semestrais, gerando um fluxo de entradas de dinheiro no seu bolso semestralmente durante 15 anos. Cada debênture tem seus prazo e taxas.

Para consultar quais debêntures estão sendo avaliadas pela CVM, e que poderão ser emitidas no futuro, visite o endereço http://sistemas.cvm.gov.br/?OfertasAnalise. Se existirem debêntures sendo avaliadas você verá na tabela. Se clicar no valor, verá detalhes sobre quem irá emitir a debenture. Quando novas debêntures estão disponíveis as corretoras costumam divulgar isso para seus clientes. Na corretora XP, dentro da área onde cada cliente acessa sua conta, existe uma opção no menu de “Investimentos” que se chama “ofertas públicas”. No momento em que escrevia este artigo não existia nenhuma oferta pública de debênture sendo lançada no mercado primário, mas era possível comprar debêntures no mercado secundário (debêntures emitidas no passado e que hoje pertencem a alguém que está disposto a vendê-las).

Para ver as debêntures do mercado secundário na corretora XP basta clicar em Investimentos -> Renda Fixa, listar todos os investimentos de renda fixa e procurar a tabela de debêntures na lista que irá aparecer. Veja um exemplo de debêntures ofertadas no dia em que este artigo estava sendo escrito. A compra é feita clicando no botão “aplicar” e informando quantas debêntures você deseja adquirir.  Os juros e as amortizações são disponibilizados na conta que você possui na corretora e você poderá fazer novos investimentos com esse dinheiro ou poderá transferir esse dinheiro para sua conta, da mesma forma que faria com outros investimentos.

Na primeira e na segunda coluna temos o nome do emissor e o código da debênture. Com estes dados podemos acessar todas as informações sobre a debênture no site www.debenture.com.br, especificamente nesta página aqui. Vamos pegar o exemplo da VALE S/A que emitiu a debênture identificada pelo código VALE38. Basta buscar o nome da VALE e depois selecionar essa debênture na página. Clicando em “Características” você terá um resumo da debênture.

Você descobrirá nessa página de características que essa debênture foi emitida no mercado primário em 15/01/2014, mas pode ser comprada pelo mercado secundário. O seu vencimento será em 15/01/2026 e originalmente a taxa oferecida era IPCA + 6,71% ao ano. Os juros são pagos anualmente. A partir de 2024 a amortização da dívida (devolução do valor investido) será feita anualmente. Como são 3 anos entre 2024 e 2026 você receberá 33,33% do valor investido por ano entre 2024 e 2026. Este valor estará corrigido pela IPCA.

A taxa oferecida pela debênture VALE38 na XP era de 5,12% e não de 6,71%.  Como falei anteriormente o preço da debênture no mercado secundário pode variar. Se o preço estiver maior isso significa que a sua rentabilidade até 2026 será menor. Se o preço atual estiver menor isso significa que até o vencimento sua rentabilidade será maior. O preço da debênture pode variar dependendo da oferta (pessoas querendo vender) e demanda (pessoas querendo comprar).

Se você clicar em “PU Histórico” verá qual seria o preço nominal dessa debênture e os juros que estão sendo acumulados desde o último pagamento de juros. Para saber quanto de juros foram pagos no passado basta clicar em “PU de Evento”. Neste exemplo da debênture VALE38 foram pagos R$ 77,98 de juros por cada debênture no dia 15/01/2016 e R$ 65,23 por cada debênture na data de 15/01/2015. Os ganhos com os juros tendem a aumentar anualmente já que o valor investido será corrigido pela inflação (IPCA).

Na opção “Mercado Secundário” você pode observar quantas negociações foram feitas nos dias anteriores, quantas debêntures foram negociadas nestas operações e quais preços mínimo, médio e máximo foram praticados. Quando este artigo foi escrito essa debênture da Vale estava sendo negociada por um preço maior do que o preço nominal que ela teria.

Você pode se deparar com debêntures que são vendidas por preços menores do que seu valor nominal. Isso fará a sua rentabilidade, até o vencimento, ser maior que a prometida quando a debênture foi emitida. Um exemplo seriam as debêntures de empresas envolvidas nos atuais escândalos de corrupção investigados pela operação Lava-jato. Não vou citar nomes, mas em uma construtora que pesquisei a debênture foi originalmente emitida valendo R$ 10 mil cada uma. Seu preço nominal deveria ser de 12.502,57, mas ela estava sendo negociada no mercado secundário por R$ 10.848,32 quando este artigo foi escrito. Isso significa que você poderia comprar uma debênture com desconto que renderia mais do que foi prometido na emissão. O problema é assumir o risco.

Quando existe uma debênture com rentabilidade muito atrativa, muito acima do que foi praticada quando a mesma foi emitida, isso pode significar que existe um risco maior que está sendo precificado pelo mercado. Existem menos investidores interessados nesta debênture ou mais investidores disposto a vender (por um preço menor) do que investidores interessados em compra.

Isso mostra o risco de liquidez. Se você precisar vender sua debênture antes da data de vencimento no mercado secundário, pode ser que essa debênture esteja desvalorizada. Você pode ter prejuízo ou uma rentabilidade menor que a esperada se optar por vender a debênture em um momento desfavorável.

Preço das debêntures e remuneração da corretora

No site da Anbima é possível visualizar um quadro com taxas e preços das debêntures negociadas no último dia útil. Visite o endereço http://www.anbima.com.br/merc_sec_debentures/merc-sec-debentures.asp. Clique no botão “Consultar”. Observe no final da página de resultados que existe a opção chamada “IPCA_SPREAD”. Clique nesse link para visualizar as debêntures incentivadas que estou apresentando como exemplos neste artigo, como a debênture VALE38 e RDVT11.

No site da CETIP você pode consultar as negociações feitas no dia de hoje, com atualizações a cada 15 minutos. Visite o endereço https://www.cetip.com.br/NegociosRegistrados#! Você vai perceber que o número de negócios diários é bem pequeno.

Existe uma diferença entre o valor que as corretoras pagam para os investidores que querem vender suas debêntures e o valor que elas praticam dos investidores que querem comprar. Essa diferença chamada de spread é a remuneração da corretora.

Algumas corretoras também vão cobrar uma taxa mensal de custódia de todos os clientes que possuem ações, debêntures e outros títulos custodiados na CETIP e BM&FBOVESPA. No caso da corretora XP essa taxa é de R$ 9,90 fixas por mês (não importando a quantidade de debêntures ou ações custodiadas). Como ocorre nos bancos, os clientes que possuem uma determinada quantia investida através da corretora são isentos dessa mensalidade de custódia. Consulte sua corretora sobre a possibilidade de comprar debêntures, taxa de custódia, etc.

Debentures isentas de IR

As debêntures mais atrativas são as isentas de imposto de renda. No site da corretora XP é possível identificar essas debêntures observando o símbolo “$” que aparece na tabela. No site da CETIP é possível fazer buscas por debêntures, onde você pode consultar suas características. Visite o endereço: www.cetip.com.br/titulosdebentures. Uma das opções de filtragem dessa busca está no campo “Destinação do Recurso (Lei 12.431)”. Se você selecionar “Sim” só verá as debêntures isentas de imposto de renda aparecendo no resultado da busca. Você também pode listar só as debêntures com garantia real.

Para listar todas as debêntures de uma empresa emissora basta preencher apenas o campo “Emissor”. No resultado da busca vai aparecer a coluna que indica se a debênture se enquadra na lei 12.431 ou não, ou seja, se é isenta de IR ou não. Veja um exemplo:

Agente fiduciário:

Outra fonte de informações sobre a debênture é o site do agente fiduciário da debênture. O agente fiduciário é quem representa a comunhão dos debenturistas perante a companhia emissora, com deveres específicos de defender os direitos e interesses dos debenturistas, entre outros citados na lei (fonte). No caso dessas debêntures da Vale o agente é a instituição financeira PENTÁGONO que fica no site http://www.pentagonotrustee.com.br/InformacoesAosInvestidores.aspx.  Para encontrar informações sobre a debênture da Vale basta usar o campo de busca no site e digitar: VALE. Se preferir você pode selecionar “Ativos” no lugar de “Emissor”  fazer a busca diretamente pelo código de debênture. Busquei pela página que descreve a debênture VALE38 e o resultado foi este aqui (clique). Observe que no final da página é possível baixar os relatórios que o agente fiduciário faz anualmente para manter os debenturistas informados sobre as situação financeira da empresa emissora, das suas debêntures e outros dados importantes para o investidor.

Transformar preço em taxa e taxa em preço:

Na CETIP existe uma ferramenta que permite calcular a taxa de rentabilidade de uma debênture fornecendo o preço atual dela. Também é possível descobrir o preço informando a taxa. O endereço da calculadora é https://calculadorarendafixa.com.br/

Vamos continuar no exemplo da debênture VALE38. A XP oferece essa debênture com taxa de 5,12%. Entre no site da calculadora da CETIP e clique no botão “Debênture” na parte superior. Selecione no campo “Título” o código VALE38. Na data devemos informar a data em que a corretora está oferecendo aquela debênture. No nosso exemplo é o dia 01/08/2016. A taxa oferecida pela XP é 5,12% que deve ser informada no campo após selecionar a opção PU. Veja o resultado:

No resultado podemos ver o campo “VNA” que é o valor nominal atualizado da debênture. Como ela foi vendida inicialmente por R$ 1.000,00 na sua emissão ocorrida em 15/01/2014 podemos dizer que o seu valor atualizado no dia que este artigo foi escrito (01/08/2016) era de R$ 1.226,25. Essa correção ocorreu graças ao efeito da inflação medida pelo IPCA.

O campo “PU PAR” é o valor nominal atualizado já com eventuais amortizações descontadas, já com juros pagos descontados e com a soma daqueles juros acruados (juros acumulados que ainda não foram pagos). O valor é de R$ 1.269,99. Essa diferença entre o VNA e o PU PAR são os juros que estão sendo acumulados e serão pagos no dia 15/01 do ano seguinte. Já mostrei que lá na página www.debentures.com.br, após buscar a página da VALE38, podemos ver na opção PU Histórico qual é o valor nominal da debênture e quais são os juros acumulados que serão pagos no próximo evento de pagamento, que neste exemplo seria 15/01 de cada ano.

No campo “PU Operação” podemos ver qual deve ser o preço da debênture para que sua taxa seja de 5,12% ao ano. O campo “Financeiro” mostra o valor arredondado.

Neste simulador podemos observar a relação que existe entre taxa e preço da debênture. Se você aumentar a taxa para 6,71% que foi a taxa oferecida na emissão primária dessa debênture, verá que o preço dela atualmente deveria ser bem menor. Você logo vai perceber que taxas menores fazem o preço da debênture aumentar e taxas maiores fazem o preço da debênture cair. Se você clicar na opção “Taxa” no campo “calcular” e digitar o preço de debênture poderá observar a taxa equivalente a esse preço.

Na tabela “Fluxo de Caixa” podemos observar uma previsão de quanto você receberá de juros nos próximos pagamentos. O pagamento de juros é identificado com a letra J na coluna “Tipo” e o pagamento da amortização (devolução do dinheiro investido) é identificado pela letra A. Observe que teremos amortizações nos anos de 2024, 2025 e 2026 para essa debênture.

Registro na CETIP

Quando você compra debêntures a mesma fica registrada em seu nome na CETIP. Essa é a entidade autorizada pelo Banco Central e CVM para administrar o SND – Sistema Nacional de Debêntures que é responsável pela manutenção de registros e cadastros de todas as debêntures emitidas e negociadas no mercado. No passado a administração era feita pela Anbima (fonte).

Você poderá consultar um extrato com todas as debêntures que você possui através do site deles no endereço https://www.cetipmeusinvestimentos.com.br. Se você tem debêntures e nunca acessou seu extrato na CETIP, basta clicar na opção “gerar primeira senha” abaixo do campo onde você deve digitar seu CPF. Logo após digitar o CPF vai aparecer outra página onde você deve digitar o nome da sua corretora até visualizar o código e o nome da mesma.

No site da sua corretora também é possível visualizar as debêntures que você possui e o valor atual dessas debêntures.

Veja um exemplo de extrato na CETIP. Ele comprova que a corretora realmente executou sua ordem de compra de debênture e que ela está vinculada ao seu nome e CPF.

Conclusão:

Debêntures são investimentos de médio e longo prazo. Você só deve investir em debêntures aquele dinheiro que você destinou para ser utilizado no médio ou longo prazo.

O risco que você corre ao emprestar dinheiro para uma empresa é maior do que o risco de emprestar dinheiro para um banco (dentro do limite garantido pelo FGC) ou emprestar dinheiro para o governo ao adquirir títulos públicos garantidos pelo Tesouro Nacional.

Nos últimos anos foi possível observar grandes empresas brasileiras enfrentando problemas financeiros como consequência de decisões políticas e econômicas desastrosas dos nossos governantes. Interferência do governo em setores específicos da economia e da indústria, além do envolvimento de políticos, e seus partidos, em esquemas de corrupção, propina e desvio de dinheiro público, beneficiando empresas “amigas do governo”, mostram os riscos que os investidores correm ao confiarem em grandes grupos empresariais que se envolvem promiscuamente com o Estado.

Antes de emprestar seu dinheiro para grandes empresas é importante que você avalie, de forma consciente, onde você está colocando suas economias. Destine para investimentos de maior risco aquele dinheiro que você aceita correr maiores riscos. Avalie se a debênture está oferecendo um “prêmio” pelo risco maior. Esse prêmio são juros maiores.

Quando a Taxa Selic está elevada, as debêntures ficam menos atrativas diante dos títulos emitidos pelo governo e pelos bancos. Elas não conseguem concorrer com os elevados juros pagos pelo governo.

A isenção do imposto de renda sobre os rendimentos das debêntures incentivadas é um diferencial interessante. O problema é que muitas dessas empresas que operam no setor de infraestrutura (e que podem emitem debêntures incentivadas) estão enfrentando problemas devido ao seu envolvimento com escândalos de toda natureza e com a degradação do setor onde estão atuando.

Debêntures são bons investimentos quando você está disposto a investir de forma consciente, avaliando as debêntures disponíveis, observando a situação do emissor e comparando a oportunidade oferecida com outras oportunidades disponíveis no mercado.

Quando ocorrer a retomada do crescimento do país e quando o Estado for mais criterioso ao oferecer recursos públicos, em forma de juros subsidiados, para grandes empresas, certamente teremos um aumento na oferta e na qualidade de debêntures.

Nota importante: As debêntures citadas neste artigo são apenas exemplos utilizados para ilustrar um texto educativo. Não representam recomendação de investimento.

By |02/08/2016|Categories: Investimentos|173 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

173 Comments

  1. Marcos 2 de agosto de 2016 at 14:44 - Reply

    Muito bom o artigo. Deveria virar post fixo nas corretoras.Porém, sinceramente, para correr o risco da debênture, a remuneração teria que ser muito maior da que é oferecida. Quando se tem títulos públicos que pagam a Selic ou prefixados de 13% aa, fica difícil investir em empresas privadas.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 15:02 - Reply

      Oi Marcos. Fica difícil concorrer com o governo quando ele oferece títulos públicos que pagam inflação (IPCA) e juros de 6%. São os juros reais mais elevados do planeta para investimentos de baixo risco. Nos países onde as debêntures são muito populares os governos pagam juros muito baixos e por este motivo os títulos públicos são menos atrativos que os títulos privados emitidos por empresas (debêntures) e emitidos por bancos. A situação fica mais complicada quando o governo capta dinheiro pagando juros elevados (através dos títulos públicos) e empresta esse dinheiro para grandes empresas (só as amigas do governo) com juros subsidiados através de bancos públicos como o BNDES. Diante desse contexto são poucas as empresas que se interessam pela emissão de debêntures pagamento de bons juros para atrair investidores.

    • Ig 25 de outubro de 2016 at 16:37 - Reply

      Há debentures no mercado de 18% ou até mais basta procurara e de empresas solidas, pesquise na net;

  2. Fabiano 2 de agosto de 2016 at 14:46 - Reply

    Boa tarde Sr Leandro !

    Como sempre estás a compartilhar conhecimento de alto nível para conosco ! Obrigado !

  3. João Paulo 2 de agosto de 2016 at 14:53 - Reply

    Excelente matéria, parabéns!

  4. Jonas 2 de agosto de 2016 at 14:57 - Reply

    Parabéns, Leandro. Ótimo artigo, muito esclarecedor. Sempre via as debêntures oferecidas pela corretora, e agora me deparei com várias informações que não tinha antes: por exemplo, não sabia que aquela oferta era de mercado secundário (agora sei), nem que as debêntures incentivadas eram isentas de Ir (agora sei)…
    As únicas dúvidas que ainda ficaram, para mim, são: I – se os juros são computados de forma composta, em dias úteis como os demais investimentos de renda fixa; ou II – se o pagamento de juros previsto como semestral ou anual implica em juros simples, que incidem somente nestas datas de pagamento.

    Se me permite uma sugestão para artigo futuro, fico curioso com algumas expressões do mercado financeiro que não compreendo, como PU CURVA, PU PAR, PU OPERAÇÃO e outras (nem sempre ligadas a PU). Neste artigo você falou sobre cada uma delas, mas saber o significado literal das abreviações talvez nos ajude a guardar os conceitos e poder navegarmos melhor neste meio.

    Um abraço,

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 15:08 - Reply

      Oi Jonas. Eu desconheço investimento que pague juros simples. Sempre é juros compostos e sempre os juros são aplicados diariamente. Você só precisa observar que no caso de um investimento que paga juros semestrais ou anuais, aqueles juros entram no seu bolso e param de ser rentabilizados (ficam parados na sua conta na corretora). Isso te obrigaria a reinvestir esses juros através de outros investimentos ou adquirindo novas debêntures. PU significa preço unitário, ou seja, preço de uma debênture. Segue uma página que explica o que é PU CURVA, PU PAR e PU EVENTO, visite aqui

      • Jonas 3 de agosto de 2016 at 11:46 - Reply

        Obrigado pelo retorno e pelo site indicado. Parabéns pelo trabalho.

      • Jonas 7 de novembro de 2016 at 13:44 - Reply

        Leandro, desde agosto, quando você escreveu esse artigo sobre debêntures, eu venho tentando entender mais desse tipo de título. Uma das preocupações que eu tinha (e continuo tendo) é quanto à forma de aplicação dos juros (se é exponencial – compostos como vários títulos de renda fixa que possuo – CDB, LCI etc). Ainda nesse assunto, surgiu uma questão importante, e gostaria da sua ajuda se possível.

        Quero começar dizendo que você é um grande incentivador de minha busca por mais informações. Parabéns pelo seu trabalho.

        1) Li várias vezes o artigo acima, inclusive abrindo a calculadora de debentures da cetip e o site da AMBIMA, e tentando analisar debêntures reais seguindo os passos do exemplo que você escreveu acima. Mas ainda fiquei desconfiado em relação a como prever e comparar a rentabilidade (tópico que, me parece, seu artigo não abrangeu – quem sabe no próximo…).

        2) Te perguntei e você respondeu que desconhece investimentos em que os juros não são compostos. OK. Minhas dúvidas foram ainda mais esclarecidas quando você respondeu o Ricardo em 03/08/2016 (ali você explicou que no vencimento todas as debentures terão o mesmo valor, e que é por isso que no mercado secundário a taxa de juros será diferente ao longo do tempo. Se compro uma debenture no mercado secundário, e compro BARATO, terei uma rentabilidade melhor do que a taxa da emissão).

        3) Agora surge uma questão ainda mais profunda: a taxa de juros informada pelas corretoras no mercado secundário, se refere a juros compostos ou juros simples???

        Tudo bem que os juros DA DEBENTURE são compostos (até consegui confirmar isso lendo o “caderno de debêntures” de uma debênture específica, e nesse caderno consta a fórmula de cálculo da rentabilidade – http://www.debentures.com.br/Informacoes-Mercado/caderno/CMTR33.pdf). Mas os juros da debenture (juros da emissão) são diferentes dos juros anunciados pelas corretoras.

        Pelo que entendi de sua resposta ao Ricardo, os juros anunciados no mercado secundário são mero produto do cálculo entre o PREÇO ATUAL DA DEBENTURE e o VALOR DESSA DEBÊNTURE NO VENCIMENTO. Se for assim, estou entendendo que há grandes chances de a corretora anunciar uma taxa de juros SIMPLES, e não composta. E se eu estiver certo nisso, uma debenture no mercado secundário que pague IPCA + 5% rende MENOS do que um CDB com a mesma taxa…

        4) Veja um exemplo real. A debênture CMTR33-CEMIG foi emitida em 2012 com taxa de 6,2000% e indexador IPCA. Ela irá vencer em 2022 e atualmente algumas corretoras estão comercializando essa debênture com taxa de 9,9+IPCA (aparentemente muito bom – se forem juros compostos).

        Lendo o “caderno de debentures” para tentar entender como o cálculo é feito, percebi que a fórmula de fato é de juros compostos, MAS essa fórmula menciona a taxa de 6,2% (taxa da emissão)!!! A fórmula (pelo que entendi, pois não sou matemático) não leva em consideração a taxa “variável”, mas apenas a taxa fixa da emissão.

        Se é assim, a taxa anunciada pelas corretoras no mercado secundário (mero cálculo levando em conta o preço da compra e qual o valor final da debenture), ME PARECE, retrataria a “taxa efetiva”, ou seja, a taxa de juros SIMPLES. Os juros são compostos mas na taxa da emissão. Em relação à taxa do mercado secundário, DESCONFIO QUE SEJAM TAXAS DE JUROS SIMPLES – NÃO EXPONENCIAIS.

        5) Por favor, me diga que estou errado. Quero investir nessa debenture de IPCA+9,9% COMPOSTOS. Mas se forem juros simples, talvez já não valha tanto à pena…

        Desculpe o tamanho dessa mensagem, mas você nos incentiva a buscarmos mais informações e a tentarmos conhecer o máximo possível dos investimentos pelos quais nos interessamos… daí me deparo com uma questão dessa e não sei nem a quem recorrer para ter certeza que estou aprendendo corretamente.

        Um abraço, att.

        • Leandro Ávila 23 de novembro de 2016 at 8:15 - Reply

          Oi Jonas, não existe debênture com taxa de juros simples e debêntures com taxa de juros composta. Tudo faz uso de juros compostos e as debêntures são remuneradas diariamente. O sistema é não é muito diferente do que é usado para remunerar o Tesouro IPCA ou o Tesouro Prefixado. Tenho artigos aqui no Clube dos Poupadores que fala sobre como os preços desses títulos são formados.

  5. rru842 2 de agosto de 2016 at 14:59 - Reply

    Leandro, mais uma vez um excelente artigo e num momento bastante oportuno, já que talvez tenhamos uma queda dos juros e, caso queiramos uma remuneração um pouco superior aos títulos do Tesouro Direto e outras opções mais conservadoras de renda fixa, as debêntures são uma excelente opção. Claro, consciente de todos os riscos envolvidos.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 15:11 - Reply

      Olá. Sim, elas concorrem com o Tesouro IPCA, sendo que as incentivadas possuem a vantagem de terem a rentabilidade isenta de imposto de renda (que faz diferença). O investidor só precisa ter a consciência de que o risco será maior e deve avaliar se a rentabilidade compensa esse risco maior. Cada pessoa tem um perfil diferente e uma percepção e reação ao risco diferente.

  6. Alexandre Figueiredo 2 de agosto de 2016 at 15:21 - Reply

    Boa tarde Leandro, excelente matéria sobre debêntures. Obrigado. Parabéns.
    Tira uma dúvida por favor: porque existe maior oferta de debêntures em algumas corretoras em relação a outras corretoras ?

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 16:27 - Reply

      Oi Alexandre. Acho que existem corretoras que possuem mais clientes que outras. Também tem a questão do interesse em ofertar os produtos ou não.

  7. Eder 2 de agosto de 2016 at 15:23 - Reply

    Excelente texto. Muito interessante essa análise de rendimento x risco. abracos

  8. Bruno 2 de agosto de 2016 at 15:37 - Reply

    Leandro, excelente texto. Muito didático. Obrigado pelo seu trabalho.

  9. Adriano 2 de agosto de 2016 at 16:12 - Reply

    Leandro, excelente artigo! Completo, bem explicado e com exemplos práticos. Obrigado!

  10. Eduardo 2 de agosto de 2016 at 16:14 - Reply

    Olá Leandro, boa tarde !

    Você já fez algum artigo explicando sobre FII ( Fundo de investimento imobiliário ) !

    Parabéns e sucesso !

    Eduardo

  11. Jorge E Oriana Serpa 2 de agosto de 2016 at 16:16 - Reply

    Excelente artigo!! Agora conseguimos entender como é feito o investimento em debêntures!

  12. Thiago 2 de agosto de 2016 at 16:36 - Reply

    Leandro…

    Você tirou uma duvida que eu nunca tinha conseguido tirar em nenhum outro lugar. Até que enfim consegui entender o VNA, PU par e PU operação. Muitíssimo obrigado.

  13. Bruno Caparoz 2 de agosto de 2016 at 17:14 - Reply

    Parabéns, Leandro!

    Artigo com todas as informações necessárias para se investir em Debentures.

    Como sempre, artigos que agregam muito valor ao Investidor!

  14. Vinicius 2 de agosto de 2016 at 18:03 - Reply

    Olá, consegui encontrar informações sobre debentures e site para pesquisar, sou seu fã !

    Debenture é uma opção para diversificar no futuro, assim que os juros começarem a cair, invisto no tesouro até o momento 100%, mas estou estudando outras formas de investir e diversificar.

    Mas porque que na minha corretora digito os varios codigos de debentures encontrado no site http://www.pentagonotrustee.com.br e não é encontrado nada na corretora? Penso começar a investir em fundos imobiliarios após muito estudo.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:37 - Reply

      Oi Vinicius. Não sei dizer. Recomendo que entre em contato com a corretora e verifique a possibilidade de investir através dela.

  15. Tiago Alves 2 de agosto de 2016 at 18:06 - Reply

    Olá Leandro !!! Desculpe em fugir um pouco do assunto, mas percebi um tipo de investimento ( não sei se é investimento mesmo ) na internet falando de opções binárias. Gostaria que você, em algum momento, escrevesse sobre isso pois tenho muitas dúvidas sobre isso e não sei se as fontes que ensinam isso são confiáveis. Até mais Tiago Alves

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:47 - Reply

      Oi Tiago. Opção binária não é regulamentada no Brasil, não pode ser vista como investimento, mas sim como um jogo de azar. As corretoras de opções binárias não ficam no Brasil e realmente funcionam como casinos virtuais onde você aposta na alta ou na baixa de um ativo e em quanto tempo aquele movimento vai acontecer. Se você tiver qualquer problema, não terá a quem reclamar no Brasil. Recomendo que você esqueça o assunto, pois só quem realmente ganha dinheiro com opções binárias são os donos dessas corretoras.

  16. Ricardo 2 de agosto de 2016 at 18:30 - Reply

    Parabéns por mais este artigo rico em detalhes e demonstração de vasto conhecimento!

  17. Dênis Barbosa Batista 2 de agosto de 2016 at 18:33 - Reply

    Como sempre, ótima matéria. Que dedicação a sua, hein? Excelente trabalho de pesquisa e desenvolvimento a respeito dessa modalidade de investimento! Parabéns, de novo! E como foi dito pelo mais observadores, correm grande risco todos aqueles que se enveredam por essa trilha chamada Debêntures.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:49 - Reply

      Oi Dênis. O risco sempre está na falta de preparo, falta de conhecimento e entendimento sobre o investimento. As pessoas podem investir em debêntures e conseguir bons ganhos, mas precisam fazer isso sabendo o que estão fazendo.

  18. johnathan 2 de agosto de 2016 at 18:44 - Reply

    Leandro, não e mais vantajoso emitir debêntures do que as empresas abrir capital não?

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:56 - Reply

      Oi Johnathan. São coisas diferentes e com vantagens e desvantagens. Você vai encontrar várias empresas grandes que emitem debêntures mas que não possuem capital aberto. Tenho a percepção de que empresas de capital aberto são mais transparentes e isso é bom para o investidor.

  19. Carlos 2 de agosto de 2016 at 19:01 - Reply

    Bastante esclarecedor. Parabéns!

  20. Douglas Colussi 2 de agosto de 2016 at 19:19 - Reply

    Parabéns Leandro Ávila, excelente artigo muito esclarecedor… Sempre ouvi falar em debêntures, mas agora sei realmente do que se trata.

    Obrigado!!!

    Att,

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:56 - Reply

      Oi Douglas. Parabéns por dedicar seu tempo aprendendo mais.

  21. Joanatan 2 de agosto de 2016 at 19:33 - Reply

    Olá professor.
    Obrigado pela boa vontade de ensinar.
    Precisamos muito de seus artigos, é muito bom te-lo como líder.
    Aguardo ansiosamente os novos capítulos.
    Um grande abraço mestre.

  22. Leo 2 de agosto de 2016 at 20:07 - Reply

    Mais uma aula, obrigado.
    Compartilhado!

  23. Marcos Diniz 2 de agosto de 2016 at 20:42 - Reply

    Caro Leandro, boa noite!
    Fantástico o artigo. Já invisto em títulos do tesouro, opero ações e futuros, porém penso que já é hora de adicionar mais um ativo com maior rentabilidade – e risco – ao portfólio, visando a construção do patrimônio no longo prazo. As debêntures, certamente, são ótimas opções.
    Como você costuma dizer, a falta de conhecimento é o principal adversário para nossa independência financeira.
    Forte abraço and keep going!

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 22:57 - Reply

      Obrigado Marcos e parabéns por investir e planejar seu futuro.

  24. Ed carlos 2 de agosto de 2016 at 20:43 - Reply

    Parabéns leandro excelente artigo, no seu ponto de vista como vai ficar a economia daqui mais ou menos 1 ano e meio, no meu ponto de vista primeiramente o governo está tentando arrumar a casa para depois começar a mexer na economia tentando colocar no IPCA no teto que eles esperam que é 5 e alguma coisa por isso que ainda eles não baixaram a Selic, na sua opinião a taxa Selic para os próximos 2 ou 3 anos será qual abraços ando aprendendo muito como seus ensinamentos.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 23:01 - Reply

      Oi Ed. É muito difícil fazer previsões no meio do furação. Ainda vivemos uma crise política e econômica. Ainda não sei se a população já entendeu que não existe governo grátis. A conta sempre chega e quem paga é a população.

  25. Ramon 2 de agosto de 2016 at 20:46 - Reply

    Valeu Leandro!

    Realmente esse tipo de investimento é mais complexo. E nas corretoras que tenho conta só aparecem esses prospectos com dezenas de páginas e quando perguntamos no “faleconosco” não sabem simplificar as coisas.

    Vejo que é uma opção boa, após bons estudos e uma quedinha na SELIC, pois LCI e LCA ainda estão muito “gordos” e de uma simplicidade e segurança muito maior.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 23:03 - Reply

      Oi Ramon. Não explicam por saberem pouco. Temos a falsa impressão de que as pessoas que trabalham em bancos e nas corretoras sabem muito sobre os investimentos que oferecem. A maioria sabe pouco. Aqueles que sabem muito custam caro e não estão em contato direto com os clientes.

  26. DIOGO LEMOS 2 de agosto de 2016 at 20:47 - Reply

    Leandro boa noite! Vc consegue me esclarecer por qual motivo o tesouro selic pode apresentar no rendimento mensal um valor bruto negativo? O tesouro selic não era pra ser sempre positivo?

  27. Alex Sandro Ribeiro 2 de agosto de 2016 at 22:53 - Reply

    Olá Leandro,

    Acompanho o Clube dos Poupadores desde o ano passado. Parabéns pelos artigos que cada vez mais procuram trazer informações uteis e que ajudam a nos tornarmos pessoas e investidores mais conscientes.

    Há cerca de 1 mes tirei algumas horas (dias) para estudar um pouco as debentures, sendo que o seu artigo resume muitíssimo bem as principais fontes de informação (anbima e cetip), bem como as formas de operar e comorar (mercado primário e secundário) que são as corretoras.

    Gostaria de fazer um pequeno adendo quando a forma de compra no mercado secundário, que além da aba renda fixa de algumas corretoras, também pode ser realizada diretamente no homebroker, mas neste caso é necessário conhecer o Código utilizado na Bovespa. Contudo a liquidez é bem inferior a de negócios da Cetip, e creio que nem vale a pena se aprofundar nestes detalhes.

    Outra forma de comprar e que pode ser a mais interessante para nós investidores, seria através da mesa de operação das corretoras, mas neste caso é necessário ligar para a corretora, verificar se ela trabalha e possui acesso a plataforma CetipTrader, para então um dos operadores de renda fixa enviar uma ordem de compra/venda das debentures. Nesta situação, é possível comprar as debentures com taxas mais proximas as registradas nos negócios da Cetip/Anbima, de forma a se pagar um Spread menor que comprando diretamente na aba renda fixa das corretoras. A taxa de corretagem é a mesma da aba renda fixa, normalmente 0,5% sobre o valor total e com uma quantidade minima de 5 debentures, por exigência da Cetip (segundo a minha corretora).
    Contudo, destaco que há uma certa resistência das corretoras para operar debentures pela mesa, pelo fato de diminuir o spread (valor devido a diferença das taxas) que elas ganham, mas insistindo se consegue fazer a compra.
    Quem sabem depois deste artigo mais pessoas entrem no mercado secundário e consigamos ter mais uma opção de bons investimentos, observando é claro os riscos, prazos e analisando as empresas.

    Obrigado pelo excelente trabalho e contribuição para a melhoria da nossa educação financeira.

    • Leandro Ávila 2 de agosto de 2016 at 23:12 - Reply

      Oi Alex. Obrigado por compartilhar as informações. Creio que não é interessante para a corretora receber ligações de pequenos investidores querendo comprar 1 ou 2 debêntures através da mesa de operações da corretora. Também percebo desinteresse delas em facilitar o acesso dos pequenos investidores. Acaba sendo um investimento pouco popular, pouco acessível para a pessoa física, mas que são muito negociados por gestores de fundos de investimento e de previdência. É provável que não exista interesse em popularizar o acesso ao mercado de debêntures. Seria muito bom se mais empresas emitissem debêntures e mais pessoas negociassem essas debêntures para dar liquidez ao mercado.

  28. Jocélio 2 de agosto de 2016 at 23:14 - Reply

    Totalmente elucidativo. Mais didático, impossível. Mais uma barreira vencida no meu caminho da educação financeira. Muito obrigado, mesmo, Leandro.

  29. WANG WEI CHENG 3 de agosto de 2016 at 0:52 - Reply

    Olá Leandro!

    Conheço teu CLUBE desde 2014.

    Desde então tenho sido agraciado pelos teus artigos.

    Mais uma vez muito obrigado!

    Em 2014, eu saí da poupança para investir em LCI e LCA.

    Em Fevereiro/2016, fiz o curso indicado por você, Carteira Rica do Professor Eduardinho, e comprei os meus primeiros Títulos Públicos.

    Em Junho/2016, comprei os primeiros debêntures.

    Hoje tenho:

    Santo Antônio Energia – STEN13 – pagando IPCA + 9,216 % a.a.
    Conc. Rod. do Tietê – RDVT11 – pagando taxa IPCA + 9,088 % a.a.
    Aeroporto de Guarulhos – AGRU12 – pagando taxa IPCA + 9,2 % a.a

    Comprei tudo na mesa da corretora.

    As taxas são de babar… Já que Tesouro IPCA paga hoje IPCA + 6% a.a.

    Além disso, esses debêntures são isentos de Imposto de Renda.

    Para quem deseja carregar os papéis até o vencimento, não vejo melhor opção além dos debêntures incentivados com garantia real.

    • Leandro Ávila 3 de agosto de 2016 at 10:50 - Reply

      Oi WANG. Parabéns por investir seu tempo estudando e se preparando financeiramente. Não tenho dúvida de que isso vai gerar frutos positivos durante toda sua vida. Sempre teremos que lidar com decisões sobre nossos investimentos e precisamos nos preparar.

  30. Caio 3 de agosto de 2016 at 6:55 - Reply

    Excelente artigo. Parabéns mais uma vez.

  31. Dimas Costa 3 de agosto de 2016 at 8:36 - Reply

    Leandro,
    Melhor impossível. Seus artigos são excelentes para quem busca conhecimento sobre o mercado financeiro. Parabéns

  32. João Luis F Costa 3 de agosto de 2016 at 8:59 - Reply

    Excelente matéria Leandro. Obrigado por compartilhar este maravilhoso conhecimento conosco.

  33. Ricardo 3 de agosto de 2016 at 10:09 - Reply

    Olá Leandro!

    Apenas confirmo todos os elogios já feitos pelos colegas e agradeço o seu empenho em condensar tantas informações de maneira tão didática e compartilhá-las conosco.

    Fiquei com uma dúvida: você disse, até usou um exemplo, de que a remuneração de uma debênture pode ser diferente entre o mercado primário e o secundário (ex. IPCA+juros). Eu pensava que a remuneração da debênture fosse estabelecida pela Cia emissora e esta remuneração fosse sempre vinculada à debênture e independesse de quem fosse o dono dela no momento de realizar o pagamento dos juros ou amortização do capital. Neste mesmo raciocínio, entendia que o que poderia variar entre o mercado primário e secundário seria o PU, sendo este o modo de refletir as tendências de mercado (como no mercado de ações) e adicionar a correção monetária do principal e juros que ainda estariam sendo acumulados e pendentes de pagamento. Então, além do PU, também a remuneração pode variar entre o mercado primário e secundário? Se sim, como (ou com quem) fica a administração do pagamento da remuneração pela Cia?

    Obrigado e um abraço,
    Ricardo.

    • Leandro Ávila 3 de agosto de 2016 at 11:10 - Reply

      Oi Ricardo. Na data de vencimento e no dia de pagamento de juros, todas as debêntures vão render a mesma quantidade de dinheiro, não importando se você comprou no mercado primário ou no secundário e não importa o preço que pagou pela debênture. O problema é que a sua rentabilidade (medida em taxa de juros) vai ser diferente da minha caso você tenha comprado a debênture por um preço diferente daquele que eu paguei. Imagine que eu comprei a debênture por R$ 1000,00 e você comprou essa mesma debênture por R$ 1500,00. Se no vencimento todas as debêntures valerem R$ 2000,00, eu e você receberemos os mesmos R$ 2000,00 por cada debênture que temos, sem nenhuma distinção. Só que no momento de calcular a rentabilidade ela vai depender de quanto você investiu para ter aquela debênture nas suas mãos. Neste exemplo uma rentabilidade será de 100% por ter comprado a minha debênture por R$ 1000 e a sua rentabilidade será de 33% por ter comprado a mesma debênture por R$ 1500,00. Convertendo essa rentabilidade acumulada no período para uma taxa de juros anuais, também teremos uma taxa de juros anual diferente dependendo de quando eu comprei pagando R$ 1000 e quando você comprou pagando R$ 1500 por debênture. Na bolsa de valores não é muito diferente. Cada pessoa compra a mesma ação por preços diferentes se fizer a compra em momentos diferentes. Em qualquer data no futuro todas as ações vão valer exatamente a mesma coisa, só que dependendo do preço que você pagou por ela e de quando você comprou, a sua taxa de rentabilidade anual será diferente da minha.

      • Ricardo 5 de agosto de 2016 at 9:18 - Reply

        Certo Leandro. Entendi. Na verdade, a rentabilidade que a XP apresentou para a debênture que você usou como exemplo é diferente da original emitida pela Cia porque a XP recalculou a rentabilidade em função do PU oferecido atualmente no mercado secundário. Esta é a forma de informar a quem for comprar aquela debênture naquele momento qual a rentabilidade real que terá pelo valor investido e não o que a Cia pagará efetivamente.

        Muito obrigado!
        Abraço,
        Ricardo.

  34. Ronilton 3 de agosto de 2016 at 10:55 - Reply

    Mais um artigo fantástico! Parabéns Leandro e obrigado por compartilhar com a gente o seu precioso conhecimento.
    Em relação aos debêntures não acho muito vantajoso quando se tem como concorrente os títulos públicos. Mas é sempre bom ficar atento 😉
    abs

    • Leandro Ávila 3 de agosto de 2016 at 11:13 - Reply

      Oi Ronilton. Na verdade, antes de fazer qualquer investimento de renda fixa é importante avaliar se aquele investimento oferece condições melhores que os títulos públicos. Na prática, todos os investimentos em títulos privados oferecem maior grau de risco já que bancos quebram e empresas quebram. Países também quebram, mas quando isso acontece todo o resto já terá quebrado primeiro.

  35. Estácio Chaves 3 de agosto de 2016 at 12:00 - Reply

    Leandro, recentemente ouvi falar de uma app chamado “Easynvest Renda Fixa”, você sabe algo a respeito?

    • Leandro Ávila 3 de agosto de 2016 at 14:09 - Reply

      Oi Estácio. É o aplicativo que a corretora Easynvest oferece para seus clientes. Cada vez mais bancos e corretoras oferecem aplicativos para que você opere através do smartphone.

  36. Milton Dória 3 de agosto de 2016 at 13:26 - Reply

    Muito bom Leandro. Me ajudou muito, obrigado.

  37. Bruno Lira 3 de agosto de 2016 at 13:48 - Reply

    Parabéns pelo artigo.
    Venho acompanhando seus trabalhos e estou bem satisfeito.
    Gostaria de saber se poderia fazer um relacionados a Bitcoins?

    • Leandro Ávila 3 de agosto de 2016 at 14:15 - Reply

      Oi Bruno. Bitcoins não é um investimento, é um tipo de moeda não controlada por bancos centrais de algum governo.

  38. Francisco 3 de agosto de 2016 at 16:35 - Reply

    Parabéns por mais um excelente artigo!

  39. Gonçalo 3 de agosto de 2016 at 22:12 - Reply

    Obrigado, Leandro!!!!

  40. Tiago Bastos Couto 3 de agosto de 2016 at 23:56 - Reply

    Oi leandro. Me desculpa pela minha dúvida que eu tenho sobre outro assunto. Recentemente na corretora em que eu tenho conta estava oferecendo COE com valor nominal aplicado protegido oferecendo 7% juros a.a e teve outra oferta com o valor protegido + IPCA apostando na alta e baixa do Ibovespa e Dolar com o prazo de vencimento de 365 dias. Mesmo nas opções apresentada pelo DIE de ganhar somente os 7% ou IPCA de cada COE provavelmente terá de recolher a alíquota de 17,5 do periodo de aplicação no título. Não haverá taxa de juros reais neste caso.

    • Leandro Ávila 4 de agosto de 2016 at 9:52 - Reply

      Olá. Pelo que entendi você terá ganhos reais, só que ocorrerá um desconto de IR sobre esses ganhos.

  41. Armando 5 de agosto de 2016 at 0:26 - Reply

    Muito importante conhecer opções de investimento. Não sabia que havia debêntures de longo prazo, embora os pagamentos semestrais não me agradem.

    Ouvi que a Bndespar oferece esse produto, imagino que tenha menos risco. Já investi alto em LCI e passei susto, não foi nada, sei do FGC, mas é tenso. É bom saber que há opções sem IR.

  42. Portela 5 de agosto de 2016 at 13:55 - Reply

    Simplesmente sensacional, conteúdo de altíssimo nível, assim com seus livros que estou lendo.
    Já li o Reeducação financeira e achei ótimo, agora estou estudando o Investidor consciente e como se estivesse lendo todos seus artigos dês do inicio, uma síntese completa da sua obra.

    • Leandro Ávila 5 de agosto de 2016 at 15:18 - Reply

      Oi Portela. Parabéns por dedicar seu tempo aprendendo mais. Diante de tantas distrações, de tantas outras coisas para fazer dentro e fora da internet, dedicar tempo ao estudo é uma grande virtude.

  43. Alvaro 5 de agosto de 2016 at 20:28 - Reply

    Olá Leandro só posso agradecer por mais um artigo de IMPACTO.
    Sobre o Bitcoins vc disse não ser investimento coreto ?
    O que vc tem a dizer sobre investir nessa moeda, pois, conheci uma pessoa que investe nisso e disse que o retorno é de 3% ao dia e que é importante retirar o lucro todo dia e que o valor principal só pode ser retirado após 60 dias. Porém ele cobra 15% do seu lucro para ir explicando o funcionamento e ganha mais 5% dos seus investimentos pela indicação.
    Realmente muito bom para ser verdade não acha?

    • Leandro Ávila 6 de agosto de 2016 at 0:22 - Reply

      Oi Alvaro. Existem pessoas que compram e vendem uma infinidade de coisas todos os dias e conseguem obter grandes lucro. Isso vai de bananas até bitcoins. No caso dos bitcoins você fica sujeito a situações como esta aqui. Na minha opinião pessoal, encarar “divisa digital” como investimento é procurar sarna pra se coçar. Já existem muitas opções de investimento no mercado, que vão das alternativas mais conservadoras até as mais arriscadas, todas regulamentadas e fiscalizadas. Em caso de problema você pode recorrer aos órgãos competentes.

      • Luiz 10 de agosto de 2016 at 11:29 - Reply

        Olá Leandro,

        Vejo que você não considera o bitcoin como opção de investimento por não ser regulado.

        A magia da criptomoeda é exatamente essa descentralização.

        O que a CVM fez quando o Eike vendeu uma bolada de papéis uma semana antes da falência oficial?

        Acreditar que o governo benevolente vai nos ajudar é o mesmo que acreditar que o SUS um dia irá funcionar decentemente.

        Conhecendo os riscos (como todo investimento/aposta) acredito que o bitcoin pode sim ser considerado como uma opção.

        • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:41 - Reply

          Oi Luiz. Bitcoin é apenas uma opção de reserva de valor que existirá somente até o dia em que algumas pessoas continuarem acreditando que ele tem algum valor. Na história da humanidade várias coisas já foram utilizadas como moeda e com o tempo deixaram de ser usadas com esta finalidade. Acredito que se existisse uma máquina do tempo a única coisa que você poderia utilizar como moeda em qualquer tempo da história e em qualquer civilização são os metais como ouro e prata. Ouro não tem nacionalidade. Ouro é ouro em qualquer lugar do planeta, mesmo em regiões isoladas onde não existe energia elétrica ou internet. Já o Bitcoin não é assim. Você vai precisar de internet e terá que encontrar alguém com algum conhecimento mais avançado que esteja disposto a aceitar Bitcoin.

  44. Rodrigo 6 de agosto de 2016 at 10:57 - Reply

    Olà, Leandro.
    Com relação às compras das debêntures, consegui entender bem e é fácil de encontrarmos nas ofertas das corretoras, mas gostaria de entender, como faríamos caso um dia precisássemos tentar vender as mesmas. Teríamos que solicitar a tentativa de venda pelo acessor da corretora ou teríamos um canal direto para colocar à venda no mercado secundário? E outra dúvida como somos pessoas físicas com pouco volume, seria possível colocar à venda pequenos valores?
    Eu entendi que quem compra uma debênture está focando no longo prazo, mas gostaria de entender se um pequeno investidor de pessoa física que tivesse comprado a debênture da OI, teria conseguido sair antes da solicitação de recuperação judicial,como no seu exemplo citado no artigo?
    Obrigado

    • Leandro Ávila 6 de agosto de 2016 at 23:48 - Reply

      Oi Rodrigo. Nunca passei pela experiência de vender debêntures antecipadamente. Creio que será necessário entrar em contato com a corretora. O que sei é que essa venda antecipada não costuma ser vantajosa. A própria corretora pode comprar a debênture para depois vender para outros clientes. O problema é que nessa operação o desconto que ela vai propor para você que quer vender a debênture certamente não será pequeno. Sei que o mercado de debêntures no Brasil não tem liquidez, por isso não é interessante comprar a debênture se você não tem certeza que poderá esperar até o vencimento. Certamente a OI só voltará a pagar seus credores (isso inclui as debêntures) quando sair da recuperação judicial.

  45. Carolina 6 de agosto de 2016 at 15:49 - Reply

    Boa tarde, Leandro. Como sempre, ótimo trabalho. Fico feliz que você linkou nos comentários um artigo que você fez sobre FIIs, será minha próxima leitura, começando agora. 🙂

    Abraços e muito, muito obrigada!

  46. Pedro Paulo 6 de agosto de 2016 at 21:38 - Reply

    Muito bom texto Leandro. Parabéns. Qual a corretora que vc utiliza!? Tem títulos públicos em seus investimentos? Obrigado. Abraçao.

  47. LINELSON Y CASTRO 7 de agosto de 2016 at 13:08 - Reply

    Belo artigo, Uma duvida: se houver ganho de capital na compra e venda de uma debênture incentivada, hà incidência de IR?

    Por exemplo, comprei RDVT11 por 1200 e vendi por 1250, lucro de 50 reais.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:53 - Reply

      Na debênture incentivada não existe a cobrança do IR. Essa situação que você citou vale para Fundos Imobiliários. Nos FII você não paga IR sobre os rendimentos, mas se você vender as cotas do fundo com lucro terá ganho da capital e neste caso existe cobrança de IR.

  48. Rodrigo Viana 7 de agosto de 2016 at 14:28 - Reply

    Artigo muito bem elaborado, assim como todos os outros. Parabéns. A conclusão que chego é que parece-me bem mais interessante estudar os fundamentos da empresa e entrar como sócio do que emprestar dinheiro a ela. Sei que são investimentos com riscos e nuances diferentes mas a meu ver, é uma das poucas vezes que me sentiria em situação de menor risco comprando as ações da empresa do que lhe emprestando dinheiro. Se a empresa for bem, ações tendem a se valorizar mais do que a renda fixa. Se a empresa for mal, bem mais fácil vender as ações do que as debêntures. Sei que a coisa não é quadrada assim mas é por aí. Forte abraço. Você é o educador financeiro mais didático desse país.

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:50 - Reply

      Oi Rodrigo. Ao comprar ações você se torna sócio. Ao comprar debêntures você se torna credor. Como sócio você pode ter prejuízo pelo simples fato da empresa perder valor. Basta um balanço com lucro abaixo do esperado para isso acontecer. No caso da debênture, o prejuízo só ocorre em casos extremos, quando a empresa resolve não pagar seus credores. Isso ocorre quando ela está beirando a falência. Mesmo assim, falir não significa que a dívida irá desaparecer.

  49. Túlio 7 de agosto de 2016 at 18:01 - Reply

    Boa tarde Leandro.

    Primeiramente parabéns e obrigado. Venho acompanhando o clube dos poupadores já algum tempo e já venho colhendo frutos dos conceitos aprendidos por aqui.
    Gostaria de saber onde posso encontrar as corretoras que estão vendendo as debêntures em negociação no momento.
    Como exemplificado por você, por filtrar pelo site https://www.cetip.com.br/titulosdebentures, porém ainda terei que utilizar a intermediadora, que no caso é a corretora.
    Existe um site que filtra essa informação, ou tenho que olhar em cada corretora?

    Muito Obrigado!

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:46 - Reply

      Oi Túlio. Eu só tenho experiência de compra de debêntures pela XP. Creio que todas as corretoras tem acesso a essas debêntures, mas nem todas disponibilizam isso de forma fácil através dos sites. Neste caso você teria que ligar para a corretora e consultar a possibilidade de comprar por telefone ou negociando por e-mail com a corretora.

    • Lucrecio 19 de setembro de 2016 at 17:01 - Reply

      jurus.com.br

  50. Paulo Rogerio 7 de agosto de 2016 at 22:34 - Reply

    Simplesmente genial e totalmente completo. Diversos links que são difíceis de achar. Vale a pena uma outra dica: na XP e outras corretoras o grito importa. Se você vir que a debenture que voce quer ja foi negociada naquele mesmo dia por um PU menor, fale isso para o seu assessor que muitas vezes ele consegue uma taxa um pouquinho melhor!

    Leandro, ficaria felicíssimo se você também publicasse artigo assim completo sobre CRAs/CRIs, LFsubs e aquela tal ” 476″ dos cras mais caros. Sei que é pra publico com mais dinheiro, mas sempre tem leitor

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:44 - Reply

      Obrigado Paulo. Aos poucos vou escrevendo artigos sobre outros investimentos, na mesma medida que aprendo e acumulo experiências sobre eles.

  51. THAIS 8 de agosto de 2016 at 13:38 - Reply

    Ola Leandro,

    Gostaria de entender uma debênture que estou interessada: Aeroporto de Guarulhos 8,50% + IPCA.
    O que não compreendi são as amortizações anuais e a forma de rendimento:
    _O que eu receberei uma vez por ano? Uma parte do capital investido mais os juros? Ou somente os juros?
    Se só os juros, recebo os 8,50% e o IPCA incide no capital, parecido com NTN-B?

    Obrigada

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:43 - Reply

      Oi Thais. Eu não posso comentar debêntures específicas. Quando você encontra a informação de que a debênture paga amortizações anuais isso significa que todos os anos você vai receber uma parte do valor que investiu de volta.

  52. Isaque Santos 11 de agosto de 2016 at 11:21 - Reply

    Excelente artigo Ávila!
    Lendo seu site lembro de uma frase de Kant.

    “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”
    IMMANUEL KANT

  53. Lúcio 12 de agosto de 2016 at 0:20 - Reply

    Parabéns Leandro! Realmente é diferenciado nos artigos que tu escreve. Me senti fazendo um curso sobre Debenture, ao ler o teu artigo, face a qualidade das informações e a metodologia utilizada: exemplos, sites atinentes ao assunto. Fico muito grato a você Leandro. Ainda, aproveitando a oportunidade, tenho observado, talvez pela escassez do crédito, um maior número de debentures disponíveis com rentabilidade bem atraente. Estou interessado na Agru12, rentabilidade de 8,40% mais IPCA com garantia real e sem imposto de renda. Comparando-se com a rentabilidade dos títulos, nenhum oferece essa rentabilidade, e ainda, tem a isenção do imposto de renda. Poderia dar um parecer. Grato.
    Forte abraço e vamos prosperar!

    • Leandro Ávila 12 de agosto de 2016 at 15:27 - Reply

      Oi Lúcio. Debênture é um valor mobiliário, como as ações. Como educador financeiro eu não posso emitir opinião sobre debêntures ou qualquer valor mobiliário específico. Poderia até ser punido se fizesse. No artigo eu utilizei alguns exemplos e deixei claro que o objetivo era apenas educativo. O objetivo foi permitir que você mesmo possa pesquisar qualquer debênture para ter acesso a todas as informações que necessita sem depender da opinião de outras pessoas. Isso inclui aquelas que são autorizadas pelos órgãos competentes a emitir opinião.

      • Thais 14 de agosto de 2016 at 22:39 - Reply

        Oi Leandro, entendo seu posicionamento. Mas apenas para que eu entenda… apenas órgãos autorizados podem emitir opiniões sobre investimentos? Não compreendi esta parte, na realidade, não sabia disto. Como funciona?

        • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 11:12 - Reply

          Oi Thais. Somente Analistas credenciados podem emitir opinião sobre valores imobiliários específicos como ações, debêntures, fundos imobiliários, etc. Como educador financeiro eu posso ensinar como comprar ações, mas como educador financeiro eu não posso divulgar minha opinião ou fazer uma recomendação de compra das ações da empresa Y ou da empresa X. Não posso dizer quais ações você deveria investir ou quais debêntures específicas são as melhores. A CVM poderia me punir. O Flavio Almeira do Blog “O Pequeno Investidor” teve seu blog fechado e foi multado pela CVM simplesmente por criar artigos educativos sobre ações específicas de determinadas empresas. Veja aqui. Vale lembrar que para se tornar um analista certificado você precisa pagar por algum curso preparatório, precisa pagar para fazer a prova, precisa pagar regularmente para ter o direito de ser analista. Depois o analista lucra vendendo suas recomendações de investimento. Isso significa que existe um mercado de certificação e um mercado de venda de recomendações de investimentos. Por isso é importante que todos os envolvidos criem barreiras para que somente um número restrito de pessoas possam recomendar investimentos livremente. Por isso, como educador financeiro o que eu sempre recomendo é que as pessoas parem de pedir opinião de investimento para os outros. Você deve estudar para não depender de ninguém, para poder tomar suas decisões livremente. Só a educação liberta.

  54. Williams Nunes 13 de agosto de 2016 at 20:59 - Reply

    Leandro: parabéns pela tua disponibilidade em nos ensinar. Seus artigos são recheados de informações valiosas, o que muito importante.

  55. Anderson 14 de agosto de 2016 at 12:56 - Reply

    Primeiramente parabéns pelo artigo, excelente qualidade. Uma dúvida, o valor investido mais rentabilidade é depositado automaticamente em conta após o vencimento da debentures como ocorre em outros investimentos de renda fixa ?

    • Leandro Ávila 15 de agosto de 2016 at 10:43 - Reply

      Oi Anderson. Os valores são depositados automaticamente na sua conta na corretora. É como ocorre com o investimento em renda fixa.

  56. Paulo Lobato 14 de agosto de 2016 at 19:03 - Reply

    Leandro, só tenho que lhe dar os parabéns e meu muito obrigado por ajudar tantos brasileiros com o seu compartilhamento altruísta e imparcial de informações tão relevantes. Continue fazendo este excelente trabalho e não se deixe influenciar. Grande abraço!

  57. Tatiane Costa 15 de agosto de 2016 at 13:27 - Reply

    Muito obrigada Leandro. Seus artigos são perfeitos. Já aprendi muita coisa com você. Continue nos ajudando pois educação financeira é uma deficiência em nosso país. Sou grata pelo seu trabalho e com o seu compromisso em educar. Muito obrigada !

  58. Leonardo Bragion 30 de agosto de 2016 at 16:07 - Reply

    Caro Leandro,

    O que você acha desse site ?

    http://www.seae.fazenda.gov.br/assuntos/Infraestrutura/boletins/boletins

    É isso mesmo ou algumas debentures não possuem rating ?

  59. Frederico 6 de setembro de 2016 at 17:18 - Reply

    Excelente artigo, mas fiquei com uma dúvida: “A taxa oferecida pela debênture VALE38 na XP era de 5,12% e não de 6,71%” essa diferença se refere ao valor da debênture ou aos juros a serem pagos por ela? Se o comprador segurar a debenture até o vencimento, isso significa que ele não receberá os 6,71% de juros previstos pela debênture? Caso afirmativo, para onde vai essa diferença?

    • Leandro Ávila 23 de novembro de 2016 at 8:21 - Reply

      Oi Frederico. Você vai receber a taxa prometida no momento da compra bastando que você fique com a debênture até o vencimento. Se resolver vender antes do vencimento a rentabilidade poderá ser maior ou menor dependendo do preço da debênture no momento.

  60. Pedro Bastos Zorrilla 14 de setembro de 2016 at 21:40 - Reply

    Seus textos são de uma qualidade informativa absurda. Tem muito blog na internet sobre investimentos, mas o clubedospoupadores é sem a menor sombra de dúvida e com léguas de distância pro 2º colocado, o mais didático e completo que eu já vi (e eu pesquisei MUITO sobre isso).

    Trabalho fantástico. Parabéns!

  61. Camila de Castro 2 de outubro de 2016 at 17:19 - Reply

    Oi Leandro, sou ainda iniciante nessa área de investimentos e tive uma dúvida ao comparar duas aplicações. Tesouro IPCA+ 2019 NTNB Princ com taxa de 5,92% e venc. em 01/2019 e uma debênture IPCA com taxa de 10,4% e IR 15% com venc. 02/2021. Analisando do ponto de vista que nas duas modalidades incidem IR de 15%, ok. Mas se as duas possuem indexador IPCA e uma paga 5,92% e outra paga 10,4%, não é óbvio que a aplicação mais interessante seria a debênture? Não sei se estou analisando de forma correta… Muito obrigada.

    • Leandro Ávila 23 de novembro de 2016 at 8:25 - Reply

      Oi Camila. O problema é que você não deve avaliar somente a rentabilidade. Precisa considerar que juros é prêmio pelo risco. O risco de você levar um calote de uma empresa (pois você vai emprestar dinheiro para uma empresa) é muito maior que emprestar seu dinheiro para o governo. A taxa maior significa risco maior. Cabe ao investidor avaliar se o prêmio pelo risco é ou não é interessante para a sua estratégia.

  62. Marjorie 11 de outubro de 2016 at 14:11 - Reply

    Excelente o artigo, Leandro.
    Tem profundidade, exemplos, argumentos e o que mais alguém precisar!
    Só não aprende quem não quer!
    Parabéns!
    Abraço.

  63. Silmara 24 de outubro de 2016 at 21:14 - Reply

    Leandro. Primeiramente amo seu site. Gostaria de saber sobre as debentures incentivadas. Ouvi dizer que so investidores qualificados poderiam compra-las, e que para ser investidor qualificado precisa ter um selo do banco central. É assim mesmo?

    • Leandro Ávila 23 de novembro de 2016 at 8:19 - Reply

      Oi Silmara. Desconheço esse selo do Banco Central. Pelo que sei, para ser considerado investidor qualificado é necessário ter mais de R$ 1 milhão em dinheiro investido no total de todos os seus investimentos, em todos os bancos e corretoras que possui conta. É por isso que quando você abre conta em uma corretora eles são obrigados a te perguntar quanto você tem investido.

  64. Ricardo Carioca 15 de novembro de 2016 at 9:29 - Reply

    Algo complexo torna-se compreensível com suas explicações.
    Muito obrigado!
    Parabéns!

  65. Tiago 22 de novembro de 2016 at 22:31 - Reply

    Boa noite. Gostaria que me fossem esclarecidas duas dúvidas:

    1- Todas as corretoras possuem os mesmos debêntures disponíveis, ou a corretora X pode ter mais debêntures que a Y?

    2- Os debêntures por terem pagamento de juros semestrais ou anuais, tem os juros compostos prejudicados, visto que o pagamento é dinheiro que deixa de ser rentabilizado até o final do vencimento, correto?

    • Leandro Ávila 23 de novembro de 2016 at 8:02 - Reply

      Oi Tiago, existem corretoras que nem oferecem debêntures para seus clientes. Quando você recebe juros semestrais e não reinveste naturalmente deixa de receber juros daquele valor que recebeu.

  66. Matheus 9 de dezembro de 2016 at 9:53 - Reply

    Bom dia Leandro…
    Venho acompanhando seus artigos e gostaria de parabenizá-lo, não só pela paciência, mas também pelo compartilhamento de conhecimento…
    Bom, como pude observar em algumas de suas respostas, como você, eu também gosto de aprender na prática… e acho que a prática nos impulsa e incentiva à estudar mais, ou seja, agregar mais conhecimento. No meio do ano, me posicionei em duas debentures que na época achava bastante atrativas com juros reais +10% (segundo a corretora). Lendo seu artigo, foi me dando alguns cliques e fui entendendo MUITO melhor o funcionamento das mesmas. Conclusão, na verdade o juro real acordado no lançamento da debenture era 4,7%, comprei a mesma com PU abaixo do valor nominal.. Primeira dúvida, imagino que a corretora possa ter calculado essa taxa de acordo com o valor sendo vendido que estava abaixo correto ?!
    Outra dúvida, já entendi que provavelmente entubei esse risco que o mercado está precificando nessa debenture, porém esse juro real no caso acordado comigo, irá até o final do vencimento ou após o pagamento dos juros anuais e amortização, esse juros voltaram ao oficial do papel de 4,7%?? Pois hoje tenho as debentures compradas por um valor menor do que seu valor nominal.

    Desculpa se ficou um pouco extenso…

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:26 - Reply

      Oi Matheus. No vencimento, todas as debêntures emitidas por esta empresa terão exatamente o mesmo valor. Você terá uma rentabilidade mais alta, equivalente a 10% ao ano, pelo fato de ter comprado essa debênture pagando menos. A pessoa que comprou na emissão com taxa de 4,7% terá uma rentabilidade maior por ter pago mais caro pela mesma debênture.

  67. Martin 19 de dezembro de 2016 at 15:02 - Reply

    Olá Leandro,

    Estou tentando entender como funciona o fluxo de pagamento de uma debênture.

    Não vou citar nomes e valores reais, usando valores fictícios para facilitar a conta.

    Suponha que ele paga IPCA + 8% (juros pagos anualmente) e há amortização de 25% por ano ao longo dos últimos 4 anos. Suponha uma debênture incentivada (ou seja, não paga IR).

    Além disso, suponha que o IPCA vai ser constante de 7% ao longo de todo o investimento

    Suponha que eu invista R$10.000,00.

    1) Ao final do primeiro ano, o que eu recebo pelos juros? Eu entendo que seja (IPCA + 8) * 10000 = R$1.500. Isso é credito na minha conta na corretora.

    2) Como o valor investido continua sendo R$10.000, ao final do segundo ano, eu recebo mais R$1.500,00.

    3) E assim vai todos os anos. Faltando 4 anos para o final da debênture, além dos juros de R$1.500, eu recebo 25% do montante investido, R$2.500. Total = R$4.000

    4) Faltando 3 anos, eu recebo (IPCA + 8) dos R$7.500 que continuaram investidos (R$1.125) + 25% do montante investido inicialmente (R$2.500). Total = R$3.625.

    E de forma semelhante para os últimos 2 anos.

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:21 - Reply

      Oi Martin, pelo que entendi do que você entendeu, é isso mesmo.

  68. Sérgio 29 de dezembro de 2016 at 7:56 - Reply

    Olá Leando, obrigado pelo seu trabalho que tem enriquecido muito meus estudos. Parabéns também por sempre apresentar links que comprovam o que você apresenta de forma didática, mas que abre campo para aprofundarmos na fonte.

  69. Luis 2 de janeiro de 2017 at 11:13 - Reply

    Olá, Leandro. Estou com 200.000 para investimento a longo prazo, e com reservas menais de 3.000 para investir também. Você iria de debêntures ou buscaria títulos do tesouro? Fico preocupado com o risco das debêntures, ainda mais com nosso cenário econômico tão instável.

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:46 - Reply

      Oi Luis. Eu não posso fazer esse tipo de recomendação de investimento. O que faço na minha vida pessoal é manter uma carteira de investimento diversificada. Tenho debêntures e o valor investido é proporcional ao que pessoalmente acho aceitável diante do risco que corro de ter problemas no futuro. Você precisa avaliar quanto de juros acima do que receberia em títulos públicos você aceita para correr o risco na debênture. Cada investidor terá seu critério de avaliação.

  70. Anderson 11 de janeiro de 2017 at 9:15 - Reply

    Grande Leandro, excelente post!! Muito obrigado!!
    Considerando a queda de juros que teremos daqui para frente e que essa debenture esta pagando hoje IPCA+8,5% e ainda ser isento de IR, voce acha uma boa opcao ou muito arriscado, ja que a classificacao Moodys esta em B2?
    Abraco

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:44 - Reply

      Oi Anderson. O risco sempre está traduzido no juro que ela paga. Quanto maior o risco, maior tende a ser o juro.

  71. Stella Park 12 de janeiro de 2017 at 8:25 - Reply

    O Leandro,muito obrigado pelas suas explicações, estudei bastante a respeito, mas tenho uma dúvida que você pode me ajudar. pois não sei fazer a conta…

    Existem 2 Situações como Exemplo

    CDB que paga IPCA + 8% com Vencimento em 2022 ( Paga tudo no Final)

    Debênture que paga IPCA + 8% com Vencimento em 2022 ( Sem Impostos) e paga juros semestralmente no vencimento.

    Nesse exemplo o CDB é a melhor opção para retorno a longo prazo, pois teremos juros sobre juros até o Vencimento.

    A Debênture pagará juros semestrais ( Com Juros em queda não encontrarei no mercado aplicação que me pague taxa equivalente a 8% mais o IPCA) e no vencimento eu receberei somente o valor aplicado.

    O meu entendimento esta correto?

    Obrigado…

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:19 - Reply

      Oi Stella, seria necessário simular isso em uma planilha. No CDB você terá o efeito dos juros compostos até 2022, mas 15% da rentabilidade ficará com o governo em forma de impostos. No CDB você tem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos para o caso de uma falência do banco e no debênture não existe essa proteção. Na debênture você vai ter que reinvestir os juros que receber semestralmente, caso não seja seu objetivo fazer uso desses juros.

  72. Lázaro 22 de janeiro de 2017 at 7:19 - Reply

    Prezado Leandro

    Bom dia.
    Peço a gentileza de explicar-me esta situação, pois fiquei com duvida neste item da matéria:
    “Neste simulador podemos observar a relação que existe entre taxa e preço da debênture. Se você aumentar a taxa para 6,71% que foi a taxa oferecida na emissão primária dessa debênture, verá que o preço dela atualmente deveria ser bem menor. Você logo vai perceber que taxas menores fazem o preço da debênture aumentar e taxas maiores fazem o preço da debênture cair. Se você clicar na opção “Taxa” no campo “calcular” e digitar o preço de debênture poderá observar a taxa equivalente a esse preço.”
    Exemplificando o descrito acima poderia dizer que ao comprar a CMDT33 hoje, no mercado secundário a 9,2%, pois não é um bom negócio, visto que na emissão em 15/02/2013, ela foi negociada a 5,1%.
    Desde já agradeço a sua atenção.

    SDS
    Lázaro

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:13 - Reply

      Oi Lázaro. A debênture com taxa de 9% é melhor que a debênture com taxa de 5%. O preço da debênture com taxa de 9% é menor (ela é vendida mais barata) enquanto a mesma debênture com taxa de 5% é mais cara. É melhor comprar barato do que caro. É essa diferença no preço de compra que faz a mesma debênture ter uma rentabilidade maior ou menor até o vencimento.

  73. Ligia 23 de janeiro de 2017 at 19:19 - Reply

    Olá, as debêntures têm fama de serem arriscadas. Se eu adquirir uma que oferece garantia REAL, posso confiar que meu investimento estará mesmo protegido? Tenho receio de perder todo o dinheiro que investi…

    • Leandro Ávila 27 de janeiro de 2017 at 14:42 - Reply

      Oi Ligia, o risco sempre existirá quando você confia na estabilidade financeira de uma empresa privada. Devemos considerar que é praticamente impossível ter absoluta certeza sobre essa estabilidade no decorrer de vários anos. O risco faz parte deste tipo de investimento.

  74. Ronaldo 15 de fevereiro de 2017 at 12:42 - Reply

    Ola!

    Gostaria de saber se tem uma planilha para que eu possa calcular uma debenture com IR e sem IR, para saber qual valeria mais a pena.

    Obrigado!

  75. Davi Santos 18 de fevereiro de 2017 at 14:50 - Reply

    Olá, Leandro.
    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente artigo.
    Eu tive mtas dúvidas com relação à rentabilidade final das debêntures, então resolvi lançar numa planilha todos os valores da operação como os juros pagos e amortizações. Observei que, conforme os pagamentos de juros e amortizações vão ocorrendo ao longo do tempo, os juros vão decrescendo – visto que o montante principal vai diminuindo por causa das amortizações.
    É isso mesmo, ou tem algum outro fator que não estou levando em consideração e que torna a debênture tão atrativa?
    Se não houver, a debênture, pra quem quer investir a longo prazo, não é interessante, já que há cdbs que remuneram bem melhor, mesmo sem isenção de IR.
    Desculpe pelo post gigantesco.

  76. Leonardo 10 de março de 2017 at 10:20 - Reply

    Espetacular texto. Muito obrigado

  77. Alex Gomes da Silva Brito 13 de março de 2017 at 14:35 - Reply

    Boa tarde, Leandro.

    Parabéns pelo ótimo post. Você poderia comentar como funciona o sistema de amortização no pagamento das debêntures. Se exemplificar coma debênture SPVI12 da SuperVia eu agradeceria.

    Um abraço,

    Alex.

    • Leandro Ávila 16 de março de 2017 at 8:58 - Reply

      Oi Alex. A cada 6 meses você receberá uma parte dos juros e uma parte do valor da debênture na conta da sua corretora e isso vai ocorrer até o vencimento da debênture.

  78. Paulo Ferreira 15 de março de 2017 at 16:45 - Reply

    Leandro, obrigado por proporcionar incríveis conhecimentos através de seus artigos. Estou aprendendo muito.
    Preciso de uma opinião sua.
    Atualmente tenho em minha carteira de investimentos 100% em títulos do Tesouro Direto (Tesouro SELIC) e pretendo começar a diversificar. Encontrei uma debênture com rentabilidade de 9% mais IPCA. Porém o Rating é B2 pela Moodys. Você acha que compensa o investimento mesmo com essa classificação?

    • Leandro Ávila 16 de março de 2017 at 8:57 - Reply

      Oi Paulo. Uma taxa de 9% + IPCA certamente está refletindo o risco que você corre ao investir nessa debênture. Você emprestaria dinheiro para alguém que não conhece? Claro que não, por isso a minha sugestão é que você dedique tempo estudando a situação dessa empresa que está oferecendo essa debênture como se você fosse um banco e estivesse diante de alguém que pede seu dinheiro emprestado. Não saia por ai perguntando para as pessoas sobre o que você deve fazer com o seu dinheiro. Leia isso.

  79. Tiago Xavier 28 de março de 2017 at 11:59 - Reply

    Leandro excelente artigo.

    Já acompanho o clube dos poupadores já tem um bom tempo,
    com os conhecimentos adquiridos sai da poupança para investir
    em tesouro direto, agora estou estudando outros tipos de investimentos
    para diversificar os valores e também diminuir os riscos.

    Entendendo como funciona os vários tipos de investimentos,
    fica muito mais fácil em tomar decisões racionais.

    Grande abraço.

  80. Luiz Carlos 31 de março de 2017 at 0:00 - Reply

    Leandro, parabéns pelo seu trabalho, você é uma pessoa diferenciada. Em uma carteira de debêntures, para minimizar os riscos, você apostaria em um valor para investir em cada empresa? Aplico só em renda fixa e tenho 30% dos meus investimentos em debêntures. 200 mil por Empresa seria um valor alto?. Desculpe pela pergunta, não sei se você poderá me ajudar. Obrigado.

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:10 - Reply

      Oi Luiz. Quando você diversifica está diluindo o risco que teria se concentrasse tudo em uma única empresa. Não existe uma regra para definir se 200 mil é muito ou pouco, se 30% em debênture é muito ou pouco. Isso é relativo. Se você está desconfortável, invista de maneira que você fique mais confortável. Tome o cuidado de avaliar as empresas, afinal de contas você está emprestando o seu dinheiro para ela. Considere que você precisa ser remunerado com taxas menores para compensar o risco maior.

  81. Maria Ester Amorim De Oliveira Simoes 18 de abril de 2017 at 20:28 - Reply

    Boa noite, Leandro. Sou universitária pela UFRRJ, onde faço curso à distância de Administração de Empresas. Estou no 5º período, que oferece a disciplina “fundamento de Finanças”. Confesso que é uma disciplina bastante intensa, que traz conceitos bem aprofundados referente à finanças, de uma maneira geral. Porém, um conteúdo específico me impede de prosseguir com outros temas, exatamente pela dificuldade que tenho em entender a sistemática que o envolve. Trata-se de “Debêntures”. Definições e regras, tudo bem definido, não consegui entender de forma clara e objetiva como se procede, passo a passo, quando por motivo de queda de juros no mercado, se decide pelo resgate antecipado das debêntures, trocando-as por novas emissões com taxas mais baixas. Existe alguma forma simplificada que você utiliza para fazer esses cálculos?

    • Leandro Ávila 19 de abril de 2017 at 5:04 - Reply

      Oi Maria, não tenho como responder esse tipo de questão em um simples e rápido comentário. O que posso dizer é que você deve pesquisar sobre o tema marcação a mercado. Taxas menores fazem a debênture ficar mais cara se ela tem uma remuneração ou parte dessa remuneração prefixada. Não é muito diferente da venda antecipada de um título público Tesouro IPCA.

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