Expectativas dos Juros, Inflação e Câmbio nos próximos anos

Vou ensinar como você pode receber um relatório semanal, gratuito, no seu e-mail, com o resumo das expectativas sobre a taxa de juros (Taxa Selic), inflação (IPCA), câmbio (Dólar) e PIB. As projeções são relativas ao ano atual e aos próximos 2 anos.

O Banco Central possui uma página chamada “Sala do Investidor” onde publica alguns relatórios que são do interesse dos investidores. É possível receber um aviso por e-mail sempre que um novo relatório é publicado. Esse serviço permite receber as informações direto da fonte, antes mesmo de aparecerem nas reportagens dos telejornais ou nos sites de notícias.

Sabemos que o principal objetivo da imprensa é atrair audiência, pois é isso que permite gerar receitas publicitárias. A divulgação de informações é apenas o meio que utilizam para isso. Para atingir esse objetivo, alguns veículos criam manchetes sensacionalistas (exageradas) envolvendo dados econômicos.

Para escapar da influência dessas manchetes exageradas sobre a economia, que acabam interferindo nas suas decisões, é interessante que o investidor tenha o hábito de acessar informações de fontes primárias. É claro que nenhum jornal vai divulgar suas fontes primárias. Você deve colecionar essas fontes para consultar sempre que necessário.

No caso dos dados econômicos produzidos e divulgados pelo Banco Central, basta visitar este endereço aqui, clicar na opção “Inclusão” e preencher o formulário com seu nome e e-mail. A opção “Exclusão” é para o dia que você desejar trocar de endereço de e-mail ou parar de receber os informativos. Como são os jornalistas que normalmente se interessam por receber essas informações em primeira mão, o formulário pede o nome da instituição e telefone. Esses dados não são obrigatórios e você pode deixar em branco.

Veja um exemplo de relatório que o Banco Central vai enviar para o seu e-mail toda segunda-feira.

Esse relatório pode ser visualizado diretamente no e-mail, não é necessário abrir qualquer arquivo. Se for do seu interesse acessar todo o relatório será possível clicar na opção de ler o relatório completo. A lista de todos os relatórios pode ser acessada aqui.

Os dados divulgados são o resultado de uma pesquisa semanal que o Banco Central faz com mais de 100 economistas das principais instituições financeiras do país. Essa pesquisa resulta em um relatório semanal que se chama Boletim Focus. Já mostrei como o Boletim Focus funciona em outro artigo que você pode ler clicando aqui. Você verá que os economistas costumam errar muito nas suas projeções sobre o futuro dos juros e da inflação. Não devemos confundir projeções com premonições. Por este motivo devemos ter muito cuidado ao tomar decisões de investimento no presente com base nessas projeções.

Tendências

O Boletim Focus serve como termômetro das expectativas do presente com relação ao futuro. Como a pesquisa é semanal, as expectativas desta semana irão caducar em poucos dias. A opinião dos economistas sobre os juros, inflação e diversos outros números muda a todo momento.

Quando comparamos os números desta semana com os das semanas anteriores podemos observar uma tendência de alta, baixa ou manutenção). Isso nos diz sobre o nível de otimismo ou pessimismo dos economistas, no presente, com relação ao futuro.

Veja como ler o quadro “Expectativas do Mercado” na figura abaixo. O relatório apresenta um quadro para a expectativa do ano atual e outro para a do próximo ano. É possível observar a expectativa da semana atual, de uma ou quatro semanas atrás e com isso traçar uma tendência.

O triângulo vermelho para baixo indica que ocorreu uma queda na expectativa do número no Boletim Focus atual, quando comparado com o da semana passada. O triângulo azul para cima indica uma alta e o sinal de igual indica que não ocorreu variação.

O número entre parênteses indica a quantidade de semanas seguidas em que não ocorreu mudança da tendência de alta, baixa ou de estabilidade. Isso permite observar a consistência de uma expectativa.

É interessante observar que esses números não a média das expectativas, ou seja, o Banco Central não soma a opinião dos economistas e depois divide pelo número de economistas participantes para encontrar uma média.  O BC utiliza a mediana de todas as projeções recebidas. Vamos imaginar que a pesquisa é feita com apenas 7 economistas e não com mais de 100. Imagine que a opinião deles para a taxa de juros no futuro é 1%, 3%, 3%, 6%, 7%, 8%, 9%. A mediana é o valor que está no meio desse conjunto de 7 opiniões. Neste exemplo a mediana seria 6%.

A importância desses números

Investidores, empresários e trabalhadores deveriam entender como a inflação, juros, câmbio e PIB produzem impactos positivos ou negativos nos investimentos, na atividade empreendedora e na vida financeira e profissional de cada um.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia. É considerada o custo do dinheiro e seu valor é definido pelo governo a cada 45 dias através de reuniões que ocorrem no Banco Central. Ela produz consequências na inflação, no PIB, câmbio, taxa de desemprego, rentabilidade dos investimentos, juros dos empréstimos e financiamentos, etc.

Impacto dos juros

O governo utiliza o poder que tem de manipular a taxa básica de juros como ferramenta para acelerar ou frear a atividade econômica que pode ser medida pelo PIB. Ao fazer isso, ele pode acelerar ou desacelerar a alta de preços (inflação medida pelo IPCA) que ocorre quando os consumidores demandam mais ou menos produtos e as empresas atendem ou não essa demanda. Vamos ver logo abaixo o impacto dos juros no câmbio, investimentos, consumo, bolsa, dívida pública, etc.

Fiz um resumo bem simples e fácil de ser entendido por qualquer pessoa:

Investimento financeiro. A rentabilidade de diversos investimentos cai quando os juros estão em queda e aumentam quando estão em alta. Os investimentos de renda fixa são beneficiados com a alta dos juros e prejudicados com sua queda. Exemplos de investimentos de renda fixa: títulos públicos e títulos privados como (CDB, LCI, LCA, debêntures, CRI, CRA, LC, etc.).

O consumo. Taxas de juros elevadas desestimulam o consumo. Quem tem dinheiro sobrando prefere investir na renda fixa para receber juros elevados. Quem não tem dinheiro tende a adiar as compras para não pagar juros altos através de empréstimos e financiamentos. Quando os juros estão baixos, muitos preferem consumir ao invés de poupar. Aqueles que gostam de dívidas aproveitam para comprar tudo com parcelas a perder de vista.

O investimento produtivo. Juro elevado significa dinheiro caro. O dinheiro caro inviabiliza os empréstimos que as empresas assumem para a construção de novas fábricas, abertura de novas lojas e expansão das atividades. Quando as empresas investem menos, crescem menos, vendem menos e isso impacta o resultado dos investidores. A queda do consumo gera o adiamento de investimentos das empresas que por sua vez também reduzem seu próprio consumo. Juro baixo significa dinheiro barato. Muitos projetos das empresas só se tornam viáveis quando os juros são competitivos.

O emprego. Se as pessoas e as empresas estão consumindo menos, a demanda por mão de obra diminui. As empresas adiam a expansão dos negócios e muitas vezes são obrigadas a reduzir suas operações fechando lojas, reduzindo a produção de fábricas e demitindo a mão de obra ociosa. Juros baixos levam o investidor a avaliar a possibilidade de ampliar seus negócios assumindo dívidas que serão pagas pelo aumento dos lucros da empresa. Essa ampliação resulta em mais vagas de emprego.

A bolsa. Se as empresas estão vendendo menos e crescendo menos, o valor das suas ações tende a cair. Quando a renda fixa oferece juros elevados com baixo risco, isso atrai os investidores reduzindo a demanda por ações. Quando os juros estão em queda a renda fixa fica menos atrativa. A demanda por ações de boas empresas aumenta e isso eleva o preço das ações. Quando a economia fica aquecida com a queda dos juros as empresas vendem mais e isso eleva seus resultados financeiros gerando um impacto positivo no preço das ações.

A inflação. Com pessoas e empresas demandando menos produtos e serviços a velocidade da alta dos preços tende a cair. Em muitos casos os preços tendem a diminuir no decorrer de uma economia em recessão provocada por juros muito elevados. A pressão que isso provoca na margem de lucro das empresas pode desestimular a atividade produtiva. O empresário pode concluir que os preços praticados não compensam o risco e o trabalho de manter a atividade produtiva.

O valor do dólar. Juros elevados atraem investimentos estrangeiros. Esses investidores precisam vender seus dólares para comprar reais e investir. Isso aumenta a quantidade de dólares na economia fazendo o mesmo perder valor. A renda fixa, como os títulos públicos brasileiros, atrai investidores estrangeiros conservadores. A queda no preço das ações também atrai investidores estrangeiros que buscam ações de boas empresas que estão subvalorizadas na bolsa. O Banco Central entende que a inflação ideal é de 4,5% ao ano (meta da inflação). Sempre que ela está acima ou abaixo do centro da meta o BC tende a adotar medidas que envolve baixar ou aumentar os juros.

A dívida pública. Os juros elevados aumentam os custos do governo com o pagamento de juros dos títulos públicos que precisa vender para fechar suas contas. A demanda por títulos públicos aumenta junto com os juros prometidos aos investidores. Quanto maior a dívida pública mais impostos o governo precisa cobrar, mais cortes em investimentos e serviços públicos precisa fazer, ou mais títulos públicos com taxas cada vez maiores precisa vender.

Juros elevados no Brasil

Vou listar algumas situações que ajudam a manter os juros brasileiros elevados

Economia Fechada e Improdutiva
omo vivemos em uma das economias mais fechadas do mundo (fonte) e uma das menos produtivas (fonte), quando a demanda por produtos e serviços é maior que a capacidade das nossas empresas atenderem essa demanda, os preços sobem e com isso a inflação registra aumentos que precisam ser combatidos com juros elevados que frear a economia. Se a economia fosse aberta, a demanda por produtos e serviços poderia ser atendida por empresas de qualquer lugar do mundo através das importações.

Governo que não produz nada, mas consome
O próprio governo colabora para elevar a inflação do país. O governo não produz riquezas, mas é o que mais gasta e demanda produtos e serviços. O dinheiro que o governo gasta é aquele que retira através dos impostos cobrados do trabalhador e do empresário que produzem produtos e serviços. Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele acaba disputando pelos produtos e serviços que as pessoas iriam consumir. Esse aumento de demanda, sem que nada seja produzido, eleva os preços da economia. O governo literalmente tem o poder de “criar dinheiro” a partir do nada. A inflação acaba funcionando como um imposto, veja aqui.

Descontrole das contas públicas
Quanto mais irresponsável é o governo com relação aos gastos públicos, maior a percepção de risco dos investidores com relação a emprestar dinheiro para o governo. Quando o governo não consegue poupar o que é necessário para pagar os juros da dívida, ele emite um sinal negativo para os investidores. Quanto maior for a percepção de risco, mais juros são exigidos pelos investidores, especialmente os investidores internacionais que estão sempre buscando uma boa relação de risco e retorno.

Baixa poupança interna
O brasileiro poupa muito pouco e isso ajuda a manter os juros no Brasil elevados. Entender é simples. Se existem poucos brasileiros poupando, existe pouco dinheiro disponível para aqueles que precisam de empréstimo. O governo, os bancos e as empresas estão disputando o dinheiro de um número reduzido de brasileiros que estão poupando e investindo dinheiro para receber juros.

O principal desafio para o Brasil se tornar um país desenvolvido é aumentar o nível de poupança interna, na avaliação de Martin Wolf, principal colunista de economia do jornal britânico Financial Times (fonte).

Não existe pais rico formado por uma população sem educação financeira que gasta tudo que ganha e ainda passa a vida fazendo dívidas e pagando juros para comprar as coisas que deseja. Segundo Martin Wolf, “…todos os países que mantiveram um rápido crescimento ao longo de uma geração e com isso levaram suas economias ao nível de país desenvolvido conseguiram poupar acima de 30% do PIB”.

Para que o Brasil um dia se torne um país rico é necessário que um número cada vez maior de famílias se tornem ricas. A oferta abundante de dinheiro em busca rendimentos ajudaria na redução dos juros. As empresas teriam acesso a dinheiro mais barato para investir e gerar mais riquezas. O governo teria acesso aos recursos que precisa para investir. Quanto mais investimentos privados e públicos, mais oportunidades de emprego e mais oportunidades para novas empresas gerarem mais riquezas.

São as pessoas que determinam o destino de cada nota de R$ 1,00 que possuem. Essa pequena decisão precisa ser feita com inteligência. O resultado de todas as decisões de cada brasileiro é que faz o nosso país ser o que é.

A mudança começa no seu bolso e depende da sua capacidade de tomar boas decisões com relação ao seu dinheiro.

By |24/04/2017|Categories: Investimentos|119 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

119 Comments

  1. Jose Luiz 24 de abril de 2017 at 15:23 - Reply

    Leandro,

    Somente uma pequena correção, no topico “O valor do dólar cai..”, inflação de 4,5% ao ANO.

    Otimo artigo. Parabens.

  2. Henrique 24 de abril de 2017 at 16:14 - Reply

    Olá, Leandro.

    Como funciona esse raciocínio da poupança interna?

    Se todas as pessoas do paí investissem tudo que tem na poupança o país não teria produtividade, não concorda? Como seria rico e próspero ?

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 17:22 - Reply

      Oi Henrique. As riquezas de um país são criadas por empreendedores e trabalhadores. Abrir um negócio significa fazer um investimento de risco. A maioria prefere a segurança e os direitos trabalhistas do emprego. São raros aqueles que estão dispostos a empreender e correr todos os riscos que envolve a atividade, mas na prática, são essas poucas pessoas que empreendem que geram os empregos de um país. Se as pessoas poupassem mais o sistema teria mais dinheiro disponível para emprestar. Com uma oferta maior de dinheiro que a demanda, os juros cairiam. Juros baixos desestimulam o investimento de renda fixa e estimulam o investimento de maior risco (abertura de empresas, franquias, investimento em imóveis, compra de ações, etc). Muitos negócios se tornariam viáveis se o “custo do dinheiro” para o empreendedor fosse menor. Para que uma economia possa crescer sem que essa demanda por produtos e serviços produza desabastecimento e inflação é necessário que os empreendedores aumentem seus investimentos (ampliando fábricas, investindo em tecnologias, abrindo lojas, etc). É a poupança das pessoas que financia esses investimentos das empresas. No caso do Brasil, ainda existem outras coisas que desestimulam o investimento produtivo.

      • Irlan 24 de abril de 2017 at 19:05 - Reply

        Parabéns pelo artigo, Leandro.
        Porém, tire-me uma dúvida: se é a “poupança” das pessoas que financiam os investimentos das empresas, e, entretanto, grande parte dos brasileiros têm seu dinheiro aplicado na poupança e não em investimentos mais rentáveis, como não há financiamento para as empresas?

        • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 19:50 - Reply

          Oi Irlan. Em economia, poupança interna ou poupança nacional é tudo que a sociedade poupa, ou seja, tudo que você guarda ao invés de gastar. Isso inclui o dinheiro que as pessoas, empresas e o governo poupam. Não importa se você deixou esse dinheiro na poupança, se emprestou para o governo através de títulos públicos ou se emprestou para um banco através de CDB, LCI, LCA, etc. Tudo faz parte da sua poupança pessoal e que integra tudo que os brasileiros estão poupando. Em 2016, 14% de tudo que a sociedade produziu (PIB) foi poupado de alguma forma. É esse o dinheiro que todas as pessoas, empresas e governo disputam quando precisam de empréstimos. Isso é pouco para um país que precisa de recursos para crescer, pois o crescimento é resultado do investimento que é feito com esse dinheiro poupado. A China tem uma taxa de poupança de 49,5% da renda disponível. A Coreia, de 31,4%. Holanda, de 25,5% e Chile, de 21,4%.

          • Irlan 24 de abril de 2017 at 20:40

            Porém, não é este mesmo dinheiro aplicado em LCI, LCA, CDBS, poupanças, etc., que o Governo usufrui reaplicando o mesmo e inclusive remunerando com juros? Como ainda há carência de dinheiro? Leandro, parece que não é “Poupanca”, mas sim, como você sempre diz: “Ineficiência e incompetência governanental”, pois a impressão que há muito dinheiro e rasa eficiência.

          • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 7:46

            Oi Irlan. O dinheiro que você empresta para o banco comprando LCI é emprestado pelo banco para pessoas e empresas que podem oferecer um imóvel como garantia de pagamento da dívida. Na LCA o dinheiro financia o agronegócio. Quando empresta através de um CDB o banco pode emprestar para outras pessoas e empresas através de diversas linhas de crédito. Só que no meio disso tudo existe o governo que é o maior tomador de dinheiro emprestado do país. Quando ele gasta mais do que arrecada e inunda o mercado de dinheiro sem que tenha ocorrido a criação de produtos e serviços, ele acaba impulsionando a inflação. Ele mesmo resolve o problema oferecendo títulos públicos com juros elevados. Isso obriga os bancos e todas as outras instituições a aumentar os juros do LCI, LCA, CDB e outras opções de investimento, pois do contrário todos emprestariam dinheiro apenas para o governo. Se o custo de captação aumenta, os bancos aumentam os juros de todas as formas de empréstimo. Se o governo tivesse suas contas equilibradas, não demandaria tanto dinheiro através da venda de títulos públicos. Dessa forma a baixa poupança da sociedade ajuda a manter juros elevados, mas não é apenas isso.

      • Wagner 25 de abril de 2017 at 9:06 - Reply

        Olá Leandro, fiquei com uma dúvida quando você diz que “Se as pessoas poupassem mais o sistema teria mais dinheiro disponível para emprestar.”. Neste caso o termo ‘poupança’ utilizado refere-se à caderneta de poupança ou investimentos de uma forma geral? Quais investimentos existentes podem ser utilizados pelo mercado financeiro para gerar crédito? Se todos aplicassem, por exemplo, no Tesouro Direto esse raciocínio da poupança interna ainda seria válido?
        Obrigado e parabéns pelos excelentes artigos!

        • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 11:03 - Reply

          Oi Wagner. Poupança é aquilo que temos quando não gastamos, quando poupamos, quando economizamos. Já caderneta de poupança é o investimento que rende pouco criado no tempo do império. Sempre que você compra títulos públicos ou títulos privados, está fazendo empréstimo. Título privado é o CDB, LCI, LCA, LC, CRI, CRA, debêntures, etc. Você está emprestando o seu dinheiro para um banco ou uma empresa. No caso do banco, ele pega dinheiro emprestado para emprestar. No caso de um título como a debênture, você empresta o dinheiro para a empresa investir. Os recursos da caderneta de poupança são usados pelo banco para financiar imóveis. No caso do governo, os títulos públicos é uma forma de pedir empréstimo para a sociedade. Teoricamente o governo deveria investir esse dinheiro (estradas, portos, energia, etc) para a economia crescer e neste crescimento ocorrer a arrecadação de mais impostos que seriam usados para pagar a dívida e os juros. Todo o dinheiro que as pessoas, as empresas e o próprio governo estão guardando forma a poupança do país.

    • Bastiat 25 de abril de 2017 at 8:59 - Reply

      Henrique, quer dizer que para haver produtividade, tem que existir primeiro demanda por consumo (gastos)? Só assim que se pode enriquecer? Por favor, não dá para contrariar a lógica econômica (algo que a teoria keynesiana faz aos montes, sendo inclusive adotada pela maioria dos “economistas”, infelizmente). Se “economistas” entendessem mesmo de economia, iria fazer algo de útil para a sociedade (empreender) ao invés de ficarem propagando essas teses falaciosas.

      Economizar significa controlar gastos (poupar). Logo, a premissa básica da economia diz que para haver crescimento econômico sustentável (duradouro) tem que se poupar primeiro (abdicar do consumo presente). Além disso, outra premissa básica diz o seguinte: a produção precede o consumo, e não o contrário (ou seja, para se consumir algo, este algo deve ser produzido primeiro). Nesse sentido, para se produzir qualquer coisa, dever haver primeiro recursos disponíveis para tal ( que somente existirão se alguém os deixar de consumir totalmente no presente – isto é, poupá-los). Assim sendo, esses recursos adequadamente poupados poderão ser emprestados suficientemente para a realização dos investimentos produtivos.

      No mais, “economistas” do governo adoram Keynes por um simples motivo: segundo ele, o Estado possui um papel fundamental na economia – algo porém que a realidade econômica do dia a dia demonstra ser uma quimera, pois ninguém melhor do que os próprios indivíduos (mercado) para saber quando e o que poupar/consumir (governos não detém o poder de saber a priori o que todas as pessoas desejam). Apesar disso, os próprios desejos imediatistas da maioria das pessoas fazem com que elas mesmas ignorem a racionalidade econômica – ninguém está disposto a se sacrificar no presente (poupar) com o intuito de gerar um provável benefício futuro para as futuras gerações (melhoras econômicas). Quanto a isso, só posso dizer o seguinte: menos Keynes, mais Mises.

      OBS: Citei a palavra economistas entre parênteses

      • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 11:34 - Reply

        Oi Bastiat. Muito obrigado por esse comentário. Economistas que seguem Keynes sempre conseguiram bons empregos públicos nos governos de todo planeta.

  3. Rodrigo C 24 de abril de 2017 at 16:18 - Reply

    Leandro Ávila, excelente artigo. Muito esclarecedor. Também de grande importância para os que estão no caminho da educação financeira. Seguimos acompanhando seus posts.

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 17:23 - Reply

      Oi Rodrigo. Parabéns por investir seu tempo buscando esse tipo de conhecimento.

  4. CLEBER HOLANDA JUNIOR 24 de abril de 2017 at 16:33 - Reply

    Obrigado, muito obrigado por continuar dividindo conosco esse aprendizado.

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 17:23 - Reply

      Oi Cleber, eu que agradeço sua participação.

    • Luiz 24 de abril de 2017 at 17:59 - Reply

      Isso mesmo. Parabéns e obrigado pela informação mais do que útil que você, Leandro, oferece com seus artigos.

  5. Kathy 24 de abril de 2017 at 16:53 - Reply

    Muito bom.

  6. Rodolfo 24 de abril de 2017 at 16:55 - Reply

    Leandro,

    Gosto de ler seus artigos impressos em papel, porém não estou conseguindo copiar o conteúdo e colar no word para imprimir. Colocando direto para imprimir aqui na página ele sai mal planejado. Teria outra forma de imprimir???

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 17:43 - Reply

      Oi Rodolfo, alguns leitores já falaram sobre a dificuldade de imprimir com uma boa formatação. Eu ainda não consegui identificar uma maneira de melhorar a impressão.

      • Lucas de Souza Jardini Machado 24 de abril de 2017 at 19:36 - Reply

        Leandro, boa noite.

        Verifique com o desenvolvedor do site para verificar os arquivos de estilos CSS somente para impressão.

        Exemplo do que estou falando: https://tableless.com.br/dicas-de-css-para-impressao/

        Qualquer coisa pode me comunicar.

    • sandro 25 de abril de 2017 at 9:29 - Reply

      Tentou usar o Firefox e clicar no livrinho ao lado do endereço da página? Costuma resolver a bagunça. Depois coloca em PDF que ficá ótimo. Eu uso o PDFCreator (gratuito).

  7. ajaime 24 de abril de 2017 at 16:58 - Reply

    Excelente, Leandro!

  8. Geraldo Borba 24 de abril de 2017 at 17:01 - Reply

    Como sempre Leandro Ávila, obrigado por nos brindar com excelentes artigos, que nos ajudam a descomplicar e entender melhor o mundo dos investimentos. Parabéns.

  9. Deividi Girardi 24 de abril de 2017 at 17:02 - Reply

    “São as pessoas que determinam o destino de cada nota de R$ 1,00 que possuem. Essa pequena decisão precisa ser feita com inteligência. O resultado de todas as decisões de cada brasileiro é que faz o nosso país ser o que é…”

    Perfeito.!

  10. Marcio 24 de abril de 2017 at 17:12 - Reply

    Excelente post Leandro!!!

  11. Edw 24 de abril de 2017 at 17:15 - Reply

    Não sei onde li, acho que foi no Carteira Rica, mas a maioria das previsões dão errado, então não se liguem muito nisso para decisões, sem desmerecer o bom texto.

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 17:48 - Reply

      Oi Edw, você provavelmente leu aqui mesmo, no artigo que escrevi comparando o que foi projetado no Boletim Focus dos anos anteriores e o que realmente aconteceu depois. O artigo possui link para esse outro texto.

      • edw 25 de abril de 2017 at 15:42 - Reply

        Não te dei crédito, mas leio tanta coisa em tanto lugar, que não gravo mesmo.:):):)

  12. Reinaldo 24 de abril de 2017 at 17:26 - Reply

    Seus artigos deveriam ter divulgação em horário nobre! hahah

    Mais um de grande ajuda.

    Já pensou em transformar seus artigos em vídeos, Leandro?
    Com o seu conhecimento e habilidade para explicar assuntos complicados, seu canal faria um grande sucesso!
    Abraços e obrigado pelo conhecimento compartilhado.

  13. Daniel 24 de abril de 2017 at 17:38 - Reply

    Leandro, bom artigo. Bom desmistificar as coisas como sempre faz.
    Sugiro a correção na última imagem que está escrito “inauterada”.
    Abraços

  14. valmir candido 24 de abril de 2017 at 17:49 - Reply

    Leandro , ótimo artigo. E seus livros sobre finanças, são ótimos, parabéns. Fiz um ótimo investimento. rs.

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 18:12 - Reply

      Oi Valmir. Parabéns por investir na sua educação financeira e obrigado por apoiar esse projeto. São os leitores que investem na compra dos livros que patrocinam a produção de conteúdo gratuito para os leitores que ainda não compreendem a importância deste tipo de investimento.

  15. AROLDO BATISTA 24 de abril de 2017 at 17:53 - Reply

    Caro Leandro,
    Este artigo é uma verdadeira aula de economia.
    Obrigado por compartilhar o seu precioso conhecimento.
    Sucesso!

  16. SAMUEL LEAL DE OLIVEIRA 24 de abril de 2017 at 18:02 - Reply

    Parabéns pelo artigo, sempre completo e bem prático.

  17. Thairony Linhares 24 de abril de 2017 at 18:48 - Reply

    Ótima artigo, Leandro Ávila! Em qual e-mail consigo falar com o senhor? Tenho uma proposta para lhe fazer.

    Obrigado.

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 19:56 - Reply

      Oi Thairony, existe um formulário de Contato no campo “O Projeto” no menu que está no topo do site. Como a maioria das “propostas” que recebo são de instituições financeiras, adianto que não faço e não mantenho qualquer tipo de relação com instituições financeiras.

  18. Felipe Sommer 24 de abril de 2017 at 19:24 - Reply

    Olá Leandro,

    Uma observação sobre o parágrafo que fala sobre o valor do dólar. Segue o trecho abaixo:

    “Juros elevados atraem investimentos estrangeiros. Esses investidores precisam vender seus dólares para comprar reais e investir. Isso aumenta a quantidade de dólares na economia fazendo o mesmo perder valor… ”

    Não foi o que percebemos aqui, por exemplo, em Janeiro/2016 a taxa de juros estava em 14,15% e o dólar estava batendo R$ 4,16.

    Estou perdendo algum detalhe ou é um ponto fora da curva?

    • Leandro Ávila 24 de abril de 2017 at 20:02 - Reply

      Oi Felipe, existem muitas outras variáveis que interferem na cotação. O que acontece nos EUA e no mundo interfere no preço do dólar.

    • Samuel Zimmer 26 de abril de 2017 at 11:39 - Reply

      Felipe Sommer, creio que mesmo com uma taxa alta (14,15%), como mencionado pelo Leandro, uma série de fatores interferiu para o baixo investimento de estrangeiros no país, lembre-se da insegurança causada pelo Governo Dilma/Temer, notícias de corrupção, queda nas avaliações de grau de investimento (S&P, Moodys) tudo isso influencia muito, afinal o investidor precisa de segurança para aplicar seu dinheiro!

  19. Domingos 24 de abril de 2017 at 20:34 - Reply

    Leandro, obrigado pela dica “sala do investidor”.
    Novamente vc faz a diferença “ensinando a pescar”.
    Abraços.

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 7:39 - Reply

      Oi Domingos. Tem uma frase que diz assim: Feliz aquele que compartilha o que sabe e com isso aprende o que ensina.

  20. soulsurfer 24 de abril de 2017 at 20:47 - Reply

    Colega, “O governo literalmente tem o poder de “criar dinheiro” a partir do nada quando vende títulos públicos… ”
    É justamente o contrário. O governo cria dinheiro “do nada” quando compra os títulos, não quando vende.
    O BC aumenta a base monetária ao fazer operações no open market, e essas operações são feitas por meio da compra de títulos públicos em posse dos dealers primários.

    Abs

    pensamentos financeiros

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 7:50 - Reply

      Oi soulsurfer. Na verdade, a venda de títulos serve para enxugar o derramamento.

  21. LUIZ MACHADO 24 de abril de 2017 at 22:19 - Reply

    Leandro excelente texto, parabéns! O que você recomenda para aquele investidor tradicional de renda fixa que agora com a queda da taxa de juros pretende novas alternativas? Quais tipos de fundos, COE,…?

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 7:53 - Reply

      Oi Luiz, como educador eu não posso recomendar investimentos. Eu posso recomendar que você continue estudando. Eu tenho uma série de artigos sobre fundos de investimento que começa aqui, também tenho um sobre COE.

  22. Jarbas Sousa 24 de abril de 2017 at 22:33 - Reply

    Prezado, gostei muito do seu artigo, mas achei a conclusão um pouco simplória no sentido de afirmar que o motivo do país ser pobre deve-se ao fato de tomarmos decisões erradas com o destino do nosso dinheiro. Você não acha que existem forças muito maiores atuando para evitar que tenhamos a capacidade de tomar as decisões certas, como o baixo investimento em educação do governo, o lobe dos que detém o capital junto ao congresso para que este tome decisões para defender seus próprios interesses. Ora, para criarmos poupança é necessário uma melhor distribuição de renda e como as coisas funcionam no Brasil o dinheiro circula nas mãos de poucos. Os cem maiores investidores brasileiros são os mesmos há mais de 100 anos, mostrando justamente o poderio desse grandes players que atuam no mercado. Ora, se os recursos são limitados, para que eu ganhe mais, alguém tem que ganhar menos, essa não é a lógica no sistema capitalista? Acreditar que a o poder de mudança está tão somente em nossas mãos não é muita ingenuidade? Há não ser que essa mudança venha através de revolução ou conflito armado, creio eu!

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 8:11 - Reply

      Oi Jarbas. Na minha opinião, a ideia de que os recursos são limitados e que para um ganhar mais alguém precisa ganhar menos é um dos erros mais graves que alguém pode ter sobre dinheiro. Para piorar a situação, a maioria dos brasileiros acredita nisso. Não vivemos mais na Revolução Agrícola no Neolítico, muito menos na Revolução Industrial. Na era em que vivemos as riquezas são produzidas de modo quase ilimitado em diversos setores da economia que estão surgindo sou sofrendo grandes transformações. As pessoas que mais ganham dinheiro atualmente, de forma lícita, são aquelas que entregam muito mais para a sociedade do que cobram. Em países desenvolvidos, onde as empresas atingiram níveis elevados de eficiência, os produtos e serviços ficam cada vez mais avançados e os preços ficam cada vez menores. Outro erro grave, que também faz parte da nossa cultura de miséria, é essa ideia de que existe uma “Força Maior” que deveria ser responsável por cuidar de nós, mas que na verdade faz o contrário. É esse modo de pensar que faz o Brasil e o próprio brasileiro viver da forma que vive. Os governantes que temos é culpa de cada um, não de uma força maior. O governo, as empresas que fazem lobe, todas são compostas por pessoas que concordam com tudo isso. Se não concordassem pediriam demissão ou exoneração e essas instituições se esvaziariam. As decisões que tomamos com cada real do nosso bolso é responsabilidade de cada um. A formação ética e moral é responsabilidade de cada um. O brasileiro só precisa aprender uma coisa, de que ele é responsável pela vida que tem, mais ninguém. Enquanto as pessoas não perceberem isso, continuaremos sendo isso que somos hoje.

      • Ramon 25 de abril de 2017 at 11:57 - Reply

        Muito obrigado Jarbas pelo sua colocação e do modo como a descreveu. E a resposta do Leandro, excelente!
        Vejo ser esse o maior dilema do país. E creio que muito mais da metade da população pensa assim.

        Existem forças “maiores” dificultando decisões corretas, educação financeira?
        Sim, grande mídia e governo não ensinam nada, é melhor sermos dependentes.
        Mas não vejo como maiores. Eles induzem, mas não obrigam-me a consumir mais do que ganho.

        Para criar poupança precisa ter maior distribuição de renda?
        Sim. Para ter poupança preciso ganhar mais do que gasto e investir a diferença. Logo, ser mais produtivo e menos consumista. Só um péssimo empresário não valorizará um empregado produtivo. Só um péssimo consumidor valorizará um produto/serviço de um empreendedor pior.

        Os cem maiores investidores são os mesmo há 100 anos?
        Disso eu discordo, pois a economia muda e os grupos também. Hoje temos representantes de cerveja, TVs, bancos, varejistas, cosméticos, saúde, agronegócio, etc, que são muito recentes.

        E em breve TEREMOS NÓS DO CLUBE DOS POUPADORES!!!!

        O poder de mudança não está tão somente em nossas mãos?
        Creio que não, amigo. De todo o coração, creio que não. Cada um pode mudar de vida. As pessoas não são tão “escravas”.
        Cada um tem um poder físico, mental e principalmente Divino, dentro de si, que não há nada nesse mundo que possa parar!!!
        Creia no potencial próprio e das pessoas!

        A mudança virá através de revolução/conflito armado?
        Após o 1º tiro meu dinheiro, em dois minutos, vira dólar e ouro e some do país.
        Só os que não tem conhecimento dessas estratégias, os mais pobres, que vão se dar muito mal. E não seria esse o objetivo. Seria?
        A não ser que esse grupo armado queira é tomar o poder na força e se apoderar da estrutura do estado.
        Tomemos cuidado com as “terceiras” intenções por trás de “lindas” ideias.

        • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 14:46 - Reply

          Oi Ramon. Ótimo comentário. Obrigado por dedicar seu tempo escrevendo.

  23. Paulo Junior 25 de abril de 2017 at 0:21 - Reply

    Muito bom Leandro. Uma aula muito esclarecedora! Parabéns

  24. Rafael 25 de abril de 2017 at 1:01 - Reply

    Muito bom. PARABÉNS LEANDRO

  25. Walisson 25 de abril de 2017 at 7:51 - Reply

    Excelente!!!

  26. Demetrio 25 de abril de 2017 at 8:41 - Reply

    Parabéns Prof. Leandro, mais um grande artigo. Gostaria de aproveitar o espaço e recomendar a todos que querem conhecer melhor esses conceitos econômicos (inflação, taxa de juros, cambio, poupança bolsa de valores, etc) o livro Crash, uma breve historia de economia, do Alexandre Versignassi. Trata-se de uma obra primorosa, na minha opinião.

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 11:22 - Reply

      Oi Demetrio, obrigado pela recomendação!

    • Bruno 25 de abril de 2017 at 17:11 - Reply

      É um livro muito bom mesmo.

    • BERNARDO 27 de abril de 2017 at 23:41 - Reply

      Otimo livro mesmo!

  27. Bezerra 25 de abril de 2017 at 9:51 - Reply

    Leandro, nesse seus livros sobre finanças aborda sobre acoes ?

    • Leandro Ávila 25 de abril de 2017 at 10:56 - Reply

      Oi Bezerra. Eles abordam tudo que você precisa saber e fazer antes de se aventurar investindo em ações. É a base fundamental, sem isso é bom nem tentar. Provavelmente em 2018 irei lançar mais um livro e esse será específico sobre ações.

  28. Guilherme Dias 25 de abril de 2017 at 14:15 - Reply

    Parabéns pelo projeto e obrigado pelo conhecimento!

  29. Breno Dantas 25 de abril de 2017 at 20:47 - Reply

    Obrigado por compartilhar seu conhecimento!

  30. joao 25 de abril de 2017 at 23:47 - Reply

    Se superando a cada post, parabéns!
    Mudando de assunto, em um país onde culturalmente matemática é considerada “muito chata” não é de se estranhar com gente que mal sabe somar e subtrair, quanto mais calcular porcentagem, juros compostos.
    Por isso muitos caem como patos nos planos de previdências, títulos de capitalização ou esquemas de pirâmide, porque acham matemática “muito chata”.
    Tem gente que pega empréstimo na Crefisa com juros de 20% a.m e acha normal, financiam imoveis de 500 mil para pagarem 2 milhões depois de 30 anos, 2 MILHÕES!!, A RENDA DE UMA VIDA INTEIRA COMPROMETIDA COM UM ÚNICO BEM, e se você falar que está caro vão responder que matemática é “muito chata”.
    A maioria não sabe (e nem quer aprender) fazer contas simples de cabeça, se pifar a calculadora o mundo acaba.

    • Leandro Ávila 26 de abril de 2017 at 8:11 - Reply

      Oi João. A falta de conhecimento cria uma oportunidade de negócio para quem tem esse conhecimento. Não é função do banco e da financeira ensinar matemática para ninguém. Por este motivo é necessário despertar nas pessoas a necessidade pela busca do conhecimento. A ignorância é o que escraviza na era da informação. O conhecimento é o que liberta.

  31. Yuri 26 de abril de 2017 at 1:43 - Reply

    Olá Leandro Ávila,

    Parabéns por mais um ótimo artigo. Mestre Ávila, você já estudou Escola Austríaca de Economia ?

    Comecei recentemente a estudar economia de uma maneira mais teórica e profunda (estou adorando e achando incrivelmente útil…) e percebo que muitos educadores financeiros e investidores tem na mentalidade pontos defendidos pela escola Austríaca sem as vezes ter sequer ouvido falar dela! É impressionante e muito intrigante!

    Nesse seu texto, por exemplo, a parte final que fala do problema da baixa poupança do povo brasileiro é exatamente a tese defendida por Hayek (um economista dessa escola) de que todo investimento só pode vir de uma poupança prévia de coisas realmente com valor, com lastro, uma poupança real. Qualquer tentativa do governo ou dos bancos de criar crédito artificial dará errado e trará inflação além de outros prejuízos a economia.

    Há um ponto no texto também que contraria o que a escola Austríaca diz, mas isso já é outra história rss…

    • Leandro Ávila 26 de abril de 2017 at 8:26 - Reply

      Oi Yuri, creio que todos eles conhecem a escola austríaca. O problema das escolas de economia é que são encaradas pelos seus simpatizantes como seitas, com seus fanáticos, militantes, etc. Eu prefiro falar sobre ideias que fazem sentido. Cabe ao leitor refletir sobre elas. Os rótulos não são importantes. Eu faço um grande esforço para não me prender a nenhuma escola de pensamento. Se fizer isso estarei me limitando por fechar as portas para a entrada de ideias diferentes. Por este motivo você não me verá defendendo a escola X ou a escola Y (citando os rótulos), mas poderá me ver defendendo a ideia X ou a ideia Y que me parece coerente e que pertence a diversos autores e pensadores. No caso da necessidade de poupar para somente depois gastar ou investir, é uma questão bem coerente. O pensamento contrário só interessa aos políticos que precisam fazer seus populismos dentro de uma janela de 4 anos de mandato para poder conseguirem ficar mais 4 anos. Os políticos detestam qualquer pensamento que reduza, limite ou distribua o seu poder de ação com o dinheiro das pessoas. Por este motivo eles não gostam de escolas que defendam mais liberdade econômica para a sociedade.

      • Yuri 26 de abril de 2017 at 14:24 - Reply

        Leandro Ávila, muito obrigado pela resposta.

        Quanto a ficar fanático e se fechar as novas ideias de uma ou outra escola de pensamento acredito que isso seja muito mais da pessoa do que da escola de pensamento em si… Venho estudando escola Austríaca e embora esteja adorando não me considero um fanático kkkk Assim como muitos conhecidos meus que estão no mesmo caminho…
        Mas concordo com você de que é importante não se fechar. Esses dias mesmo compartilhei uma belíssima imagem no facebook que dizia “Mente fechada aprisiona a alma”

  32. Sidnei Santos 26 de abril de 2017 at 9:28 - Reply

    Prezado Leandro, bom dia!
    Você acredita que a SELIC irá realmente cair para próximo de 8,5% tendo em vista que o Governo Federal precisa de investimento externos (não necessariamente no setor produtivo) para fechar a balança de pagamentos? Com o contínuo aumento da dívida pública sem aumento na produção interna, ainda vê essa redução propalada?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:24 - Reply

      Oi Sidnei. Isso é o que o mercado projeta com base naquilo que eles acreditam que irá ocorrer no futuro. Eventos novos ocorrem todos os dias mudando essas expectativas. Basta frustrar algum evento desses que é esperado ou a ocorrência de eventos novos que não foram possíveis prever que tudo pode mudar.

  33. Rafael martins 26 de abril de 2017 at 13:32 - Reply

    Olá Leandro. Sou leitor assíduo dos seus artigos. São os melhores!
    Considerando que a taxa selic está caindo, qual a explicação para as taxas do tesouro direto estarem subindo? Elas não deveriam acompanhar a queda?

    Parabéns e obrigado pelo site

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:35 - Reply

      Oi Rafael. As taxas do Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado sofrem influência dos contratos de juros futuros. Quando o mercado está pessismista com relação ao futuro da economia, essas taxas tendem a subir mesmo que a taxa Selic esteja baixa ou em queda. Somente o título Tesouro Selic acompanha a taxa Selic. Os outros títulos são influenciados pelo que o mercado pensa sobre o futuro dos juros, futuro da inflação, futuro da situação econômica do país. Se o governo oferecer taxas futuras baixas, ao ponto do investidor acreditar que não compensa, ele simplesmente para de comprar títulos.

  34. Talibã 26 de abril de 2017 at 14:34 - Reply

    Ola, como posso ter acesso ao conteúdo dos posts passados(meses atrás), no site

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:37 - Reply

      Oi Talibã. No menu superior existe a opção “aulas” e várias categorias. Todos os artigos que já foram escritos estão nessas categorias.

  35. Gustavo Nora Bittencourt 26 de abril de 2017 at 15:29 - Reply

    Olá Leandro,

    Selic em queda e com perspectiva de mais queda, Inflação próxima a meta. Oque vem acontecendo com o Tesouro IPCA que desabou nos últimos dois meses? Alguma outra variável influenciando?
    Parabéns pelo texto, um abraço!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:38 - Reply

      Oi Gustavo. Quando a taxa do tesouro IPCA sobe o seu preço cai. A taxa sobe quando o mercado está pessimista sobre o futuro, ou seja, quando acredita que a situação da economia vai piorar e que só compensa comprar títulos se as taxas forem maiores.

  36. Luciana 26 de abril de 2017 at 15:55 - Reply

    Leandro, já tem um monte de gente te parabenizando e eu sempre faço isso também hehe, mas de verdade, seu site é sensacional demais! Ler seus artigos é como fazer uma pós graduação em economia. Eu comecei uma pós em ADM (não é minha área, sou arquiteta) e acompanhar suas postagens e suas respostas tem me ajudado muito!
    Na aula de economia da pós, a professora disse que os títulos públicos disputam a busca de crédito com os títulos privados. Então eu poderia dizer que, se eu optar por investir em títulos privados estarei contribuindo mais para a oferta de crédito privado e para a circulação de dinheiro entre as pessoas/empresas, sem passar de novo pelo governo?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:43 - Reply

      Oi Lucina. Você não deve pensar dessa forma. Você deve buscar as melhores oportunidades que o mercado financeiro oferece. Tanto faz se a melhor oportunidade está em um título público ou privado. Muitas vezes o dinheiro que você empresta para o banco é o mesmo que o banco irá emprestar para o governo. O que realmente prejudica o sistema é a baixa concorrência no setor bancário. Temos 5 ou 6 bancos que concentram mais de 80% de todo o dinheiro dos brasileiros. Se as pessoas investissem mais em bancos médios e pequenos isso motivaria os bancos grandes a oferecer juros mais atrativos para os investidores. Um número maior de bancos concorrendo pelo dinheiro do investidor seria mais saudável. A concorrência sempre é boa para o sistema.

  37. Luciana 26 de abril de 2017 at 16:00 - Reply

    Com essa expectativa meio estabilizada na queda de juros e da inflação, acho que é um bom momento pra investir em ações correto? Eu perguntei isso para um gestor no começo deste ano, mas ele disse que o mercado já estava muito caro devido à valorização do segundo semestre de 2016 e que por isso não era uma boa hora… fiquei na dúvida

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:45 - Reply

      Oi Luciana. Acho que é um bom momento para aprender a fazer investimentos de maior risco. Se o mercado está caro ou barato depende de onde você pretende investir, depende se vai fazer um investimento de prazo longo ou curto, etc.

  38. Claudinei Fernandes 26 de abril de 2017 at 16:50 - Reply

    Excelente, Leandro. Tão interessante quanto ao texto são os comentários. Você é seus leitores estão de parabéns. Obrigado.

  39. marcos 26 de abril de 2017 at 19:32 - Reply

    lleandro eu gostaria que vc me tirasse uma dúvida eu possuo 11 mil aplicado em lci do bb, porém eu recebi uma grana a mais cerca de 2 mil reais e eu gostaria de aplicar em algum investimento para deixar parado pelos próximos 2 anos, vc tem alguma dica para mim? pois o lci do BB está exigindo cerca de 80 mil reais agora para aplicar eu gostaria de um investimento que fosse tão rentável quanto o lci e que fosse de baixo investimento, ou gostaria que vc me indicasse algum lugar onde eu poderia fazer uma aplicação de lci que não exigisse alta quantidade de R$

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:47 - Reply

      Oi Marcos. Bancos de menor porte que podem ser acessados através das corretoras oferecem LCI, LCA, CDB e outras opções de investimento com taxas de juros maiores e exigem investimentos menores. Veja esse artigo.

      • marcos 2 de maio de 2017 at 11:28 - Reply

        leandro eu li o artigo e eu gostaria de saber se é possível eu investir em ltn a curto prazo, no caso deixar o meu $$ parado lá rendendo pelos próximos 2 anos no minimo. é possível isso ou não?

        • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 8:36 - Reply

          Oi Marcos. Sim, é possível. Nada impede que você invista pensando no curto prazo. A única coisa que você precisa fazer antes de investir é entender como a LTN funciona, qual o efeito de vender um título prefixado antecipadamente em um momento desfavorável e o impacto do IR sobre o rendimento quando o prazo é menor que 2 anos.

          • marcos 5 de maio de 2017 at 21:53

            tem algum artigo seu explicando melhor sobre isso? na sua opinião seria interessante eu deixar quanto tempo uns 2 mil reais parado na ltn? no minimo uns 3 anos?

          • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 23:25

            Oi Marcos, existem artigos falando sobre Tesouro Prefixado e como os preços dele são formados. Basta acessar o menu e entrar na categoria do tesouro direto. Existem artigos sobre vários títulos.

  40. AM 26 de abril de 2017 at 19:38 - Reply

    Ola Leandro, mais um excelente artigo!!

    Eh curioso notar que tanto no auge da crise Brasileira quando o dollar atingiu valores acima dos 4,15R$ com os juros da selic no patamar altissimo de 14,15%; quanto no auge do crescimento economico quando o PIB crescia bastante 7,5% e o dollar atingia valores baixissimos (1,55R$). Esses dois casos extremos sao anomalias normais de qqr sistema financeiro, ou so do Brasileiro??

    – Acredito que sejam de qqr sistema financeiro embora no caso Brasileiro, os valores sempre sao exagerados tanto para cima como para baixo. Eh isso??

    Tenho uma duvida pessoal. Recentemente ampliei os meu investimentos em fundos de acoes (atraves de bancos estrangeiros, visto eu tbm estar no estrangeiro). Passei de 2% para 3,1% do patrimonio nesses fundos mas embora seja pouco em percentagem tenho andado um pouco receoso acerca das noticias sobre possibilidade de conflitos armados, notadamente USAxCoreia do Norte ou ainda pior USAxRussia (mesmo que indiretamente). Como sei que esta fazendo artigos acerca de investimentos em acoes, gostaria que se vc tivesse tempo explanasse como reagem esses mercados em caso de guerra(s) seria(s)????

    E como reagiria o mercado de renda fixa Brasileiro tbm em caso de guerra mesmo que o Brasil nao estivesse diretamente envolvido (neste caso eu tbm estou investido ai no Brasil e com bem mais do que 3%) ????

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:54 - Reply

      Oi AM. Nas guerras anteriores o dólar tendeu a se valorizar no mundo todo no primeiro momento. Só que isso não é regra, na verdade, nada é regra sólida no mundo da economia. A economia não é como a física, ou seja, não é uma ciência exata como muitos gostariam que fosse. O grande problema quando fazemos um investimento de renda variável, é isso que você está passando. Você não deve permitir que esses 3% do seu patrimônio se transforme em preocupação. Se ele está fazendo você perder o sono é sinal de que você investiu mais do que estava preparado. Acho que a função de um investimento fora do país é ter dinheiro fora da zona de influência da economia e da política brasileira, mas dentro da influência das turbulências internacionais.

  41. Joao Roberto 26 de abril de 2017 at 21:52 - Reply

    Só uma duvida, a taxa de juros com previsao de aumento (e aumenta realmente) aumentará a taxa dos titulos ? por exemplo: um ntnb está indiretamente ligado se a taxa selic /di subir ?
    obrgiado!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2017 at 3:57 - Reply

      Oi João. As taxas do Tesouro IPCA tem ligação com os contratos de juros futuros. Se a taxa Selic cair e o mercado achar que isso ou outros fatores vão prejudicar a economia no futuro (exemplo: alta da inflação que obrigará o governo a aumentar os juros) pode ser que a Selic caia e as taxas prefixadas subam. Se o mercado acha que as taxas futuras serão baixas devido a uma aprovação de reformas e essas reformas não são aprovadas, as taxas podem subir. Isso significa que essas taxas prefixadas do Tesouro IPCA e Prefixado dependem do que o mercado pensa sobre o futuro.

  42. João Silva 26 de abril de 2017 at 23:01 - Reply

    Ninguém nem fala mais em Ajuste Fiscal

  43. Rodrigo Machado 27 de abril de 2017 at 13:19 - Reply

    Nunca li uma matérial tão simples e didática sobre esse assunto Obrigado!

  44. lucy 27 de abril de 2017 at 17:03 - Reply

    Muito obrigada.
    Na verdade temos uma aula. Li, mas deixei em “stand by” para novas leituras.
    Parabéns

  45. Portugal 28 de abril de 2017 at 23:45 - Reply

    Parabéns pela excelente matéria Leandro, sempre acompanho o seu site.
    Tenho uma dúvida… Geralmente se fala que os títulos indexados ao IPCA são indicados para se proteger da inflação, visto que sempre rendem IPCA + alguma coisa. Ocorre que como a SELIC é utilizada para controlar indiretamente a inflação, na prática ela sempre será maior que a inflação, correto? Sendo assim, qual a vantagem em investir em títulos indexados ao IPCA, visto que investindo em SELIC (ou CDI) eu já tenho esta proteção, além de ter uma oscilação menor? Como devo comparar os dois, para saber qual o melhor, em termos de rentabilidade?

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 8:42 - Reply

      Oi Portugal. Não existe uma regra dizendo que sempre a Selic será maior que a inflação. Teoricamente deveria ser maior já que a Selic é utilizada para reduzir a inflação. Ocorre que o governo também pode usar a taxa Selic para combater a deflação. Juros menores que a inflação faria a população pegar mais dinheiro emprestado e consumir mais. Isso acabaria com a deflação. Os títulos que pagam IPCA normalmente também pagam uma taxa fixa. Exemplo: IPCA + 5%. Neste caso, você teria o risco de flutuação da inflação (para cima ou para baixo), mas teria uma taxa fixa de 5% garantida. Já um investimento que segue o CDI ou a Selic, nada é garantido, a rentabilidade vai subir ou cair dependendo do que o governo aprontar com a taxa de juros.

  46. andre luiz narciso 30 de abril de 2017 at 11:25 - Reply

    Meus parabéns Leandro. Saiba sou leitor diário dos seus artigos, você é um diferencial em nosso País. quero aprender e colocar em prática todas suas dicas. Mas como você tem tempo para responder a todos com clareza e simplicidade e ainda elaborar textos maravilhosos?

    • Leandro Ávila 5 de maio de 2017 at 8:34 - Reply

      Oi Andre. Eu tenho outro projeto chamado Transcendência Financeira. Existe um artigo publicado lá onde eu falo sobre uma coisa que eu pratico que se chama “Ignorância Seletiva”. É isso que me permite ter mais tempo que as pessoas comuns. Visite aqui

  47. Vinicius 6 de maio de 2017 at 22:04 - Reply

    Obrigado Leandro Ávila por dedicar o seu tempo e compartilhar seu conhecimento conosco. Muito obrigado

  48. ALESSANDRO SILVA 23 de maio de 2017 at 11:11 - Reply

    OBRIGADO! Seus artigos sempre contribuem muito com a evolução da nossa nação. Parabéns!

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