Como escolher fundos de investimento – Volatilidade

Já vimos que existem milhares de fundos de investimento disponíveis e hoje vamos conhecer um tipo de risco que você deve aprender a avaliar antes de escolher um fundo de investimento.

No mundo dos investimentos, sem meias-palavras, risco significa a possibilidade de você perder dinheiro no futuro ou não receber aquilo que esperava no dia que tomou a decisão de investir.

Entre os inúmeros riscos que existem, hoje iremos falar sobre o “risco de mercado”. Ele representa o risco gerado pelas oscilações na rentabilidade de um determinado investimento ou no preço de um ativo. No caso dos fundos, estamos falando nas variações no preço de usas cotas.

Podemos medir e comparar as oscilações de um investimento através de uma medida chamada volatilidade. Vamos imaginar que você está na dúvida entre investir no fundo A ou no fundo B. Os dois fundos apresentaram uma rentabilidade acumulada de 15% nos últimos 12 meses. O gráfico abaixo mostra as oscilações da rentabilidade do fundo A durante o ano.

O gráfico abaixo mostra as oscilações da rentabilidade do fundo B. Observe que os dois fundos renderam os mesmos 15% no final do período, só que o primeiro sofreu grandes oscilações na sua rentabilidade e o segundo seguiu uma trajetória quase linear e muito previsível:

Nos diversos sites onde é possível comparar e observar gráficos e dados dos fundos, é comum encontrar sua volatilidade anual. Ela aparece na forma de um número percentual que mostra para o investidor a intensidade e frequência das oscilações de rentabilidade que o fundo apresentou em um período de tempo.

Exemplos práticos

A melhor forma de entender é através de exemplos reais. Os gráficos e exemplos que vou apresentar neste artigo foram retirados de uma ferramenta de busca de fundos do site GuiaInvest. Este site oferece ferramentas gratuitas e pagas (através de uma assinatura) que auxiliam os investidores. Você pode acessar o ranking de fundos gratuitamente através deste endereço aqui. É possível que você tenha que criar uma conta gratuita para usar a ferramenta. Para criar uma conta gratuita visite aqui, Você verá uma página como essa que aparece logo abaixo. Clique na opção “Entrar” como mostra a figura:

Vai aparecer uma página parecida com a próxima figura. Observe a opção “Conecte-se com o Facebook” com um botão “Entrar” que deve ser clicado caso queira se cadastrar usando seus dados do Facebook. No finalzinho do formulário tem a opção “Criar uma Conta” caso prefira se cadastrar diretamente.

Depois de ativar o seu cadastro basta visitar novamente a página que apresenta o ranking dos fundos. Recomendo que clique no botão “Pesquisar” que aparece na lateral superior direita. Uma coluna na lateral esquerda irá aparecer com todas as opções de pesquisa por categoria de fundo, tipo, nível de risco e aplicação inicial mínima. Essas opções funcionam como filtros.

Vamos começar. Observe o gráfico abaixo. Ele mostra a rentabilidade acumulada no decorrer de 36 meses de um fundo que faz investimentos em títulos pós-fixados (públicos e privados) que seguem a taxa DI (CDI) e Taxa Selic. Isso significa que é um fundo de risco muito baixo, ou seja, suas oscilações de rentabilidade diária e mensal serão as menores que existem. Esse fundo que usei como exemplo apareceu no ranking como o de maior rentabilidade entre todos aqueles classificados como de risco “muito baixo”. É fácil para qualquer leigo observar a trajetória limpa de oscilações desse fundo indicando baixa volatilidade. A baixa volatilidade é uma característica de investimentos pós-fixados de renda fixa que seguem o CDI ou a taxa Selic.

 

A volatilidade desse fundo foi de apenas 0,12% em 36 meses. Mas o que isso significa? Significa que a rentabilidade do fundo oscilou apenas 0,12% para cima ou para baixo da rentabilidade média registrada no período.

Em 36 meses o fundo do exemplo acima, acumulou uma alta de 44,26%. Ele superou o CDI registrado no período que foi de 43,12% e certamente sua taxa administrativa de 0,3% colaborou para que isso fosse possível. Podemos afirmar que o investidor conservador que optou por este fundo não sofreu qualquer susto diante da sua rentabilidade mensal graças a sua baixa volatilidade.

Matematicamente falando a volatilidade é um desvio padrão. Já um desvio padrão, neste contexto do investimento, é quanto de oscilações podemos registrar acima ou abaixo do valor médio de rentabilidade que foi registrado no período.

 

Agora vamos observar o gráfico da rentabilidade acumulada do fundo de investimento em ações. O fundo do nosso exemplo faz investimentos nas ações de uma única empresa, uma grande mineradora. Isso significa que se trata de um investimento de renda variável, que por natureza tem grande volatilidade. Com base na pesquisa que fiz no GuiaInvest, esse fundo teve uma rentabilidade de surpreendentes 334,18% em apenas 12 meses. A volatilidade foi no período foi de elevados 62,94%. Podemos afirmar que em 12 meses a rentabilidade do fundo sofreu variações 62.94% acima ou abaixo da rentabilidade média registrada no período. A linha vermelha indica as oscilações do índice Bovespa para que possamos fazer uma comparação com o desempenho da bolsa no período.

É muito fácil olhar o gráfico e constatar que a rentabilidade do fundo sofreu enormes variações mensalmente indicando uma alta volatilidade. A volatilidade do Ibovespa aparenta ter sido bem menor que a registrada neste fundo de uma única ação. Podemos afirmar que fundos de ações que fazem investimentos em uma carteira de várias ações tendem a ter menor volatilidade, pois enquanto o preço da ação de uma empresa cai é possível que o preço da ação de outra empresa suba. Uma coisa pode compensar a outra.

Isso nos indica que diversificar nossos investimentos de renda variável reduz nossa volatilidade, ou seja, reduz nossos riscos diante das oscilações. No site da BM&FBOVESPA você pode consultar a tabela com volatilidade (desvio padrão) de todas as ações. Visite aqui, selecione o período e depois clique na opção “TODOS” que aparece do lado do botão verde “Busca”. Observe que existe a opção (no menu horizontal) de consultar a volatilidade usando a metodologia EWMA que atribui um peso maior para os dados mais recentes.

Também devemos prestar atenção em outra questão importante que é a janela de tempo onde que estamos observando a volatilidade e a rentabilidade do fundo. Olhando os últimos 12 meses, o resultado parece maravilhoso, mas como seria o resultado olhando os últimos 24 ou 36 meses? Será que essa alta é realmente consistente?

O gráfico abaixo mostra o resultado do mesmo fundo nos últimos 36 meses. Observe que o fundo perdeu para o índice Bovespa quando olhamos um prazo maior. A volatilidade dos últimos 36 meses foi de 51,63%, ou seja, foi menor que a dos últimos 12 meses. Pouco adianta ter uma volatilidade menor diante de uma tendência de queda na rentabilidade do fundo.

Quando olhamos a rentabilidade dos últimos 36 meses constatamos que ela foi de apenas 23,81%. Mesmo com a alta de mais de 334,18% dos últimos 12 meses, quando olhamos os últimos 36 meses, esse fundo não conseguiu superar a taxa DI (CDI) que foi de 43,12%. Veja o CDI na linha azul escuro, o índice Bovespa na linha vermelha e a rentabilidade do fundo na linha azul claro.

 

Você já deve ter ouvido falar na teoria que diz que quanto maior o risco de um investimento (elevada volatilidade) maior será o retorno esperado. Isso certamente é uma teoria que funciona lá fora, onde a rentabilidade da renda fixa é mínima. Aqui no Brasil, a taxa Selic e o CDI são tão elevados que investimentos de alta volatilidade apenas garantem muitos sustos e uma rentabilidade ligeiramente superior ao que você teria seguindo as taxas básicas de juros (CDI e Selic). Pelo menos é isso que podemos observar quando acessamos pesquisas que levam em consideração a rentabilidade de fundos como os fundos multimercado e comparam com o CDI ou Selic. São esses fundos que permitem aos gestores a combinação de renta fixa e renda variável com o objetivo de buscar rentabilidade maiores, elevando a volatilidade. O gráfico abaixo (fonte) mostra o desempenho de centenas de fundos multimercado (linha amarela) na última década em comparação com a rentabilidade do CDI (linha vermelha) e a volatilidade do CDI (linha azul).

No próximo gráfico temos o resultado de um estudo que mostra o desempenho de 35 fundos que existem desde 1999. A ideia era verificar quantos desses fundos conseguiram superar o CDI e o Ibovespa depois de 15 anos (fonte). Somente 30% conseguiram superar o CDI. Quase 80% superaram o Ibovespa. Dos multimercados que existiam nessa amostra, 37% superaram o CDI, enquanto que dos fundos de ações da 60% superaram o Ibovespa no período. Mesmo dentre os fundos de renda fixa, que por sua natureza raramente superam o CDI, 16% apresentaram retornos superiores aos do CDI no período. O autor do estudo concluiu que a alta volatilidade pode trazer retornos negativos, em particular para os fundos de ações. Mas também, traz oportunidades que alguns gestores sabem aproveitar. Na minha opinião, o grande problema é o investidor se tornar capaz de selecionar esses gestores e seus produtos no meio de milhares de fundos.

O que podemos aprender com isso?

Vamos perceber que muitas vezes estamos expostos a uma volatilidade muito grande (fortes oscilações diárias ou mensais de rentabilidade) sem que isso resulte em uma rentabilidade maior que justifique o risco. Devemos considerar que para o investidor, estar exposto a uma volatilidade maior tem um custo por comprometer a liquidez, ou seja, se você faz um investimento onde ocorrem fortes oscilações, por vários momentos você correrá risco de perdas se ocorrer a necessidade de resgatar o dinheiro que você investiu.

Para aceitar uma exposição maior a uma volatilidade maior é importante que você verifique se realmente o desempenho do fundo compensa. Devemos exigir desempenho maior quando a volatilidade é maior.

No nosso primeiro exemplo a volatilidade do fundo foi de 0,12% em 36 meses e a rentabilidade acumulada foi de 44,26% em um fundo conservador que faz investimentos pós-fixados em títulos públicos e títulos privados para superar a taxa DI (CDI). No nosso segundo exemplo, onde observamos o gráfico de um fundo de ações, a rentabilidade acumulada em 36 meses foi de apenas 23.81% sendo o investidor obrigado a viver fortes emoções (oscilações de rentabilidade) com a volatilidade de 51,63%.

Quando a janela de tempo observada foi de apenas 12 meses, o fundo de baixa volatilidade teve rentabilidade de 14,46% e o de alta volatilidade de 334,18%.

Desvio padrão:

Como a volatilidade é um desvio padrão, existem algumas propriedades interessantes que podemos observar. O gráfico abaixo representa uma regra conhecida como “regra empírica ou 68-95-99,7” mas que é apenas uma daquelas coisas que aprendemos na escola ou na faculdade e que ninguém explica qual seria a utilidade futura.

No mundo dos investimentos essa regra permite avaliar a probabilidade de um determinado investimento apresentar resultados acima ou abaixo da sua média.

O gráfico abaixo pode ser lido da seguinte forma: se você tem um fundo de investimento com rentabilidade média de 10% ao ano e volatilidade de 1%, existe uma probabilidade de 34% do fundo render 9% (1% a menos que os 10%) e uma probabilidade de 34% dele render 11% (um 1% adicional ao que ele registra na média). Dessa forma, a probabilidade do fundo render alguma coisa entre 9% e 11% é de 68%. Também podemos dizer que existe uma probabilidade de apenas 13,6% do fundo render entre 8% e 9% (entre -2 e -1 pontos da média) ou a mesma probabilidade de render entre 11 e 12%. Podemos dizer que existe uma probabilidade de 95% de render qualquer percentual entre 8% e 12%. Para recordar suas aulas de distribuição normal visite aqui.

Se no lugar de 1%, a volatilidade desse fundo fosse de 20% teríamos uma probabilidade de 68% da rentabilidade ficar entre -10% e +30% ou de 95% da rentabilidade ficar entre -30% e +50%.

Você não precisa se aprofundar na matemática. Ao consultar os sites que apresentam a volatilidade dos fundos, observe que quanto maior essa volatilidade for, maior é a probabilidade de grandes perdas ou de grandes ganhos. Por este motivo, volatilidade não é necessariamente ruim. Ela só é ruim mesmo quando você não a entende. Por este motivo, seria fundamental saber avaliar a relação entre o risco que você corre investindo em um fundo de alta volatilidade e o retorno médio que você espera receber dele. No próximo artigo devo falar mais sobre esse tema.

Dia da sorte...

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Allan
Visitante
Allan

Leandro, obrigado por mais um artigo. Mas eu não consigo entender a ne nessidade de investir num fundo desses se vc mesmo pode investir diretamente no tesouro.

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Artigo excelente e relevante. La no exterior eu gosto de utilizar o “Sharpe Ratio,” que mede, justamente atraves do Desvio Padrao, o “Risk-Adjusted Return,” ou seja o Retorno Ajustado pelo Risco. Quanto maior o Sharpe Ratio, melhor. O mais alto o Desvio Padrao, o mais alto o Retorno precisa ser para conseguir um alto Sharpe Ratio. E um fundo com um Desvio Padrao alto poderia ter um alto Sharpe Ratio se o retorno compensa e seria consistente. Um fundo com um Sharpe Ratio relativamente alta, portanto, nao significa um fundo com baixa volatilidade. Significa um fundo que conseguiu optimizar o Retorno com o Risco.

Nao sei porque tal medida seria tao pouco utilizada ou divulgada no Brasil. Em casos raros eu vi incluido nas Laminas dos Fundos. Tal vez, se voce achar interessante, mereceria um artigo no futuro, que poderia, mais uma vez, fazer a diferença.

Tal artigo poderia tambem comparar com, por exemplo, o Sortino Ratio, que mede a volatilidade “comum” versus a volatilidade “ruim.”

Marcelo
Visitante
Marcelo

Nunca tinha deixado um comentário, apesar de já ler seus artigos há anos. Gostaria apenas de agradecer (MUITO) pelo conhecimento compartilhado. Abraço.

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Um fundo DI com baixissima taxa de administraçao (0,30% a.a.) poderia fazer sentido versus um titulo SELIC (LFT), por causa da liquidez imediata. Justamente por ser um fundo de referencia, sem o risco de Marcaçao ao Mercado negativa – ou a possibilidade de ganhos de capital alem da referencia.

Mais um fundo Renda Fixa com carteira de titulos de Duration longa, especialmente os que nao pagam copons semestrais (os Zero Coupon Bonds) tem muita possibilidade de Perda de Capital – ou Ganho de Capital. Simplesmente nao se sabe no momento da aplicaçao no fundo.

Bem diferente de comprar os ;titulos no TD, se voce guardar ate o vencimento onde nao existe a possibilidade de Perda de Capital (MTM negativa). Comtudo, nem existe a possibilidade de Ganho de Capital. Por isso, por nao ser um Especulador – prefiro ser Investidor – eu nao aplico nos Fundos Renda Fixa.

RAFAEL
Visitante
RAFAEL

Leandro, gosto de investir em um fundo de ações e também montar minha própria carteira.
Estudei muito bem um fundo de ações e vi que apesar da volatilidade acima de 30% e da fantástica rentabilidade de mais de 1000% do CDI ano passado, em 2014 e 2015 ele não entregou bons resultados, porém na média dos 36 meses ele ficou com 230% do CDI. Ontem, por exemplo, o IBOV caiu mais de 2,50% e ele caiu menos de 2%. Gosto da gestão desse fundo e realizarei mais aportes, sempre respeitando ter no máximo 30% da minha carteira em Renda variável. Estou no caminho certo?

Ricardo
Visitante
Ricardo

RAFAEL: leu oo regulamento? o fundo é alavancado? se for e quebrar vc, cotista, pode perder tudo e ter que pagar um adicional (por causa da alavancagem) para completar o rombo.

Rafael
Visitante
Rafael

Eu li o regulamento sim, Ricardo. Realmente é alavancado, porém aportei menos de 5% do meu patrimônio nele, mesmo assim é um risco, claro. Porém assumi risco visando obter uma maior rentabilidade.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Boa tarde, Leandro.

Podemos chegar a conclusão que, em geral, não compensa investir em fundos, seja de renda fixa ou multimercados? Pois no final das contas, o ganho final superaria muito pouco o CDI (benchmark de baixo risco), trazendo oscilações desnecessárias ao dinheiro.

Indo além, caso fosse da vontade da pessoa, investir em ações isoladas e assumindo um risco que também é inerente ao fundo, seria mais vantajoso, pois assim teria mais chance de superar benchmarks do CDI e IBOV?

Por outro lado, tenho o costume de me utilizar de fundos quando quero investir em dólar, pois os custos são menores e há menos burocracia do que comprar a moeda em bancos ou casas de câmbio, dando inclusive para aproveitar a cotação comercial.

Abraços.

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Oi, Leandro.

Mais um excepcional artigo, for change…

Então, sobre a questão de aplicar em fundos DI x TD Selic, existe a questão das taxas e a necessidade imediata de liquidez. Dois dias é um prazo curtíssimo e razoável para quem precisa do dinheiro, salvo uma urgência.

Mas aí é a questão a ser analisada pelo investidor quanto à necessidade.

A maioria dos fundo DI de bancos grandes não valem nada, são meras enganações a quem ainda não saiu das trevas da ignorância financeira.

O BB, que é especialista em oferecer fundos DI ordinários, com altas taxas de administração, oferece um bem razoável, mas isso para quem aplica a partir de 250k. Ele vem pagando o equivalente ao CDI e cobra uma taxa de administração de 0,5%. Na minha opinião é uma boa opção para quem deseja manter uma reserva emergencial de liquidez imediata.

No mais, é como você sempre menciona em seus ótimos artigos: continuar sempre estudando e aprendendo.

Sol
Visitante
Sol

Boa tarde, Leandro!

Passando só para te agradecer por compartilhar conteúdo tão relevante. Muito, obrigada 🙂

Cristian
Visitante
Cristian

Leandro seus temas são muito completos, caramba, faz uns dois anos que leio muitos blogs sobre finanças, mas o seu consegue passar informações precisas, com muitos detalhes de forma muito bem elaborada. Não pare nunca por favor!

Allan
Visitante
Allan

Leandro, eu aplico mensalmente em fundo de ações como forma de diversificação do meu planejamento de longo prazo (aposentadoria). A outra parte fica em IPCA+ 2050. Seria essa uma estratégia correta? Até tentei estudar o mercado de ações mas nunca soube identificar o melhor momento para comprar/vender os papéis. Por isso decidi delegar esse trabalho aos gestores do fundo. O que acha?

Obrigado e parabéns pelo trabalho

Julia J
Visitante
Julia J

Não sei se ja te fizeram essa pergunta, mas você mora onde? Se morasse perto de mim te agradeceria pessoalmente por tudo que tem feito. Parabéns!

Felipe Sommer
Visitante
Felipe Sommer

Olá Leandro,

Ótimo artigo! Eu uso os fundos de investimentos quando preciso aplicar pouco dinheiro, com liquidez diária, pois na minha corretora os CDB´s com liquidez diária partem de 20 mil de investimento mínimo.

ROBERTO RODRIGUES DA SILVA JUNIOR
Visitante
ROBERTO RODRIGUES DA SILVA JUNIOR

Olá Leandro!

Acho você muito talentoso no que faz. Parabéns!!!!
Desculpe por este comentário não ser sobre Fundos de Investimento. Gostaria de perguntar se já ouviu falar na Prudential. Meu irmão recentemente disse ter realizado uma consulta com um corretor e gostou, pensa em fazer para si (seu filho que irá nascer, na crença de garantir-lhe os estudos futuros). Lendo por alto vi tratar-se de um seguro.
Você já escreveu algum artigo sobre seguros? Tem algo a comentar sobre este em questão?
Abraço,

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Eu tentei fazer uma sugestão de artigo via site com esse tema da Prudential, que também funciona como capitalização. Mas quando tentava enviar, acontecia um erro.. após algumas tentativas, desisti.
Como é uma prática bem utilizada nos EUA e Japão e está chegando ao Brasil com força, seria bacana uma análise de um profissional idôneo e imparcial sobre o tema.

Vinicius Verissimo
Visitante
Vinicius Verissimo

Exatamente!

Wellington
Visitante
Wellington

Seria legal um comparativo com ações da Vale, taxa SELIC e inflação (ou taxa do NTN-B) no último ano.

Flávio Roberto
Visitante
Flávio Roberto

Oi Leandro, muito bom o seu artigo. Investir em renda variável é mais desafiador. Exige do investidor mais disciplina e mais conhecimento. Como você falou a renda variável pode proporcionar grandes ganhos mas também grandes perdas, devido a forte oscilação das ações ou dos fundos que investem em ações. Essas oscilações se devem ao caráter especulativo que o investidor da bolsa tem. Creio que são poucas as pessoas que compras ações com a intenção de investir em determinada empresa. A maioria dos investidores não tem essa visão de investimento. A própria Bolsa incentiva essa prática especulativa, pois são através das taxas de compra e venda de ações que a Bolsa obtem seu lucro.

Carlos
Visitante
Carlos

Oi Leandro,

Sem querer fazer propaganda de corretoras, mas você acha útil os cursos que existem nos sites de corretoras como o de bolsa de valores da XP, por exemplo.

Obrigado

Uilson Dile
Visitante
Uilson Dile

Olá a volatilidade também serve pra avaliar o investimento em ações, pra quem quer investir pra ser sócio de uma empresa? Ou nesse caso tem outros fatores mais importantes.

Georgenes
Visitante
Georgenes

Como sempre, um excelente artigo, Leandro. Conheci o site em setembro do ano passado, depois de chegar num momento financeiro bastante delicado, e tenho aplicado todos os conhecimentos na prática. Resultado: Consegui sair no dia 24 deste mês de um empréstimo consignado de 22 x de R$399,29, além de corrigir alguns vícios financeiros, e já comecei a fazer meus pequenos investimentos. Agradeço imensamente pelo apoio, Leandro. Grande abraço!

felipe
Visitante
felipe

Boa noite Leandro! Excelente artigo! Estou compartilhando seus artigos com os meus colegas de trabalho nesse ano de 2017, porque acabei conhecendo o seu site somente este ano. Seus artigos são ótimos!!!

Luiz
Visitante
Luiz

Olá Leandro,

Eu geralmente imprimo alguns dos seus artigos para ler durante meus trajetos de trem e onibus -rs. E assim aproveitar esse tempo que seria morto. Não sei se o site foi modificado, mas agora quando tento imprimir seus artigos, a página não é dimensionada do tamanho como vemos. A parte escrita do artigo fica extremamente menor na folha. Isso ocorre mesmo quando é feita uma impressão por seleção. Acha que poderia tentar corrigir isso?

Wanderley
Visitante
Wanderley

Bom dia Leandro e parabéns pelo artigo, espetacular e muito esclarecedor.

Rogério
Visitante
Rogério

Leandro,
O melhor de tudo foi a aplicação NA VIDA PRÁTICA do Desvio Padrão.
Nas aulas (seja no ensino fundamental, médio ou até mesmo superior) é comum fazer exercícios como este e não saber sua aplicação real na vida.
Isso fará toda a diferença e reterá a atenção de muito mais pessoas. Aprender e saber quando e como usar.
Parabéns e sucesso.

Alysson
Visitante
Alysson

Olá Leandro. Bom dia.

Seu trabalho é nobre e surpreendente. Parabéns.

Certamente você modifica a vida das pessoas.

Percebo que a grande dificuldade do pequeno investidor é ter acesso a Investimentos que possam gerar algum tipo de retorno realmente atrativo. Me refiro a pessoas que sobram mensalmente 200, 300 reais por mês, quando sobram, devido à altas tá de adm em Fundos ou baixo % CDI em CDBs, por exemplo. A saída mais adequada seria o Tesouro Direto.

Abraços e continue firme em seu propósito.

Carlos
Visitante
Carlos

Talvez o mais importante é sentir o momento atual da macroeconomia e saber diversificar para mais ou para menos na renda variavel. O CDI é interessante, mas houve anos que ele rendeu 8% 9%, um pouco a mais que a poupança, nesse momento talvez seja interessante diversificar mais e ir pra renda variável…

Lucas
Visitante
Lucas

Mais um excelente artigo, Leandro! Parabéns!
Se possível, poderia escrever algo sobre análise técnica e análise fundamentalista de ações? Afinal de contas, o que determina o preço de uma ação?

David Siqueira
Visitante
David Siqueira

Parabéns Leandro! Acredito que o nosso valor está relacionado ao quanto de valor agregamos à vida de outras pessoas, e você tem acrescentado bastante à essa sua audiência.

Tiago
Visitante
Tiago

Leandro. No artigo, você deixa o link para adquirir seus livros. Fiquei bastante interessado nos mesmos, porque vi que você expõe as ideias de forma absolutamente didática, muito fácil de compreender.
Entretanto, eu gostaria de maiores detalhes dos mesmos, como o sumário, por exemplo. Entendo que a página para qual o link nos direciona apresenta um resumo dos livros. Infelizmente, considero insuficiente. Já há uma quantidade muito significativa de informação (gratuita) nesse seu site. Acredito que os livros vão além disso, e gostaria de maiores detalhes do que é abordado. Grande abraço, sucesso

mateus
Visitante
mateus

Leandro, muito bem escrito e fundamentado as suas explicações. Entretanto, para leigos como eu, acredito que não seja difícil entender os conceitos mas é um pouco mais complexo operacionalizar aplicação e resgate em produtos básicos utilizando esses conceitos, por isso pago alguem do fundo para fazer isso pra mim.

George Douglas Santana
Visitante
George Douglas Santana

Boa Noite Leandro. Obrigado pelo excelente artigo .Tenho uma dúvida sobre corretoras.É possível ter saldo negativo em uma corretora que não cobra taxa administrativa da conta?Sempre deixo um valor pequeno na conta e recebi uma mensagem falando das cobranças sobre contas com saldos negativos ( um era até de 1% ao dia por -1000 ).Seria uma espécie de emprestimo que alguns clientes fazem ou algo relacionado a investimentos?

Forte Abraço

Ed
Visitante
Ed

Parabéns, Leandro!
O seu site é segundo site de finanças mais acessado do Brasil segundo Ranking Alexa dos Sites de Finanças.
A elaboração deste ranking foi realizada através do serviço Alexa, líder mundial em analise de tráfego na internet. O indicador Alexa foi criado pela Alexa Internet Inc, uma empresa controlada pela gigante Amazon. Não sei se você já sabia, mas achei interessante compartilhar aqui. O link do site é :
abacusliquid.com/blogosfera/ranking-alexa-sites-de-financas/

Leandro Bernardes
Visitante
Leandro Bernardes

Leandro, quero apenas parabenizá-lo pelo site, sempre leio os posts, mas nunca comentei. Indico a diversos amigos e familiares, mas infelizmente a grande maioria não tem interesse em assumir suas próprias rédeas….outro dia eu disse a uma funcionária do banco sobre a existência e facilidade de fazer investimentos em renda fixa com rentabilidade muito maiores do que o oferecido pela agência e ela nem fazia idéia…

Gustavo
Visitante
Gustavo

Boa tarde, Leandro.

Obrigado por mais um artigo de qualidade. Gostaria de saber o que acha sobre o “peer-to-peer lending”.

Abraços!

Cláudio
Visitante
Cláudio

Olá, Leandro.
Muitíssimo obrigado por compartilhar conosco conhecimento tão valioso e de forma tão clara.
Abraço!

Eduardo
Visitante
Eduardo

Ótimo artigo, Leandro!
Estou sempre ligado nos seus posts!
Não consigo visualizar as figuras das suas publicações. Já abri os artigos em diferentes browsers e em diferentes computadores, mas as imagens não carregam. 🙁
Abraços!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Exxelente artigo Leandro!

Faço investimentos em fundos de açoes atraves de orientações de uma corretora e o resultado de um deles me tem sido muito satisfatório.

Marcos Arcanjo
Visitante
Marcos Arcanjo

Gostei de ver aplicação prática do desvio padrão.

Parabéns

Paulo Weber
Visitante
Paulo Weber

Leandro obrigado pelo excelente artigo. Tenho uma dúvida que acho que vem de encontro com esse texto, e a seguinte:

No meio de janeiro fiz um teste comprando um título do Tesouro Prefixado 2023 (LTN) (taxa de compra 10,86%), e hoje depois de 14 dias (taxa do dia 10,67%) de rendimento, constei que o mesmo já rendeu quase 1%. Tenho R$ 50.000,00 disponível na poupança para investir no Tesouro e estava querendo deixar ele por lá rendendo no prazo de 2 anos. Como o teste com esse título gerou um bom rendimento e como e previsão da taxa SELIC e cair na próxima reunião do COPOM, bem como no ano inteiro.
Creio que estou fazendo um bom investimento, pois toda hora que a SELIC cai, esse título perde rendimento anual, com isso, minha rentabilidade aumenta mais rápido. Estou certo? Estou viajando? Poderia me auxiliar nessa questão? Quanto ao título em questão, fiz várias simulações e no prazo que eu pretendo tirar o dinheiro (2 anos) esse foi o título que mais gerou rendimento líquido.

Rosa Dias
Visitante
Rosa Dias

Bom dia, Leandro!
Mais um artigo para ser lido, relido, estudado, conteúdo excelente.
Com isso as dúvidas vão surgindo diante de tantas possibilidades.
Tenho estudado bastante sobre o tesouro direto e agora decidi sair da teoria e ir para a prática montando minha própria carteira, começando com pouco, visando a aposentadoria resolvi iniciar com o IPCA + 2035 COM JR SEM. Fiz diversas simulações. Busco entender na prática o deposito dos juros semestrais, optei pela XP, como corretora, porém na 6.feira li um artigo de 23-01-2017 do jornal Valor Econômico falando sobre “Hackers roubam dados de clientes da XP.” O fato ocorreu em 2013 com o acesso a lista da XP contendo os dados de 29 mil clientes. E agora novamente, tentam chantagear o fundador da XP exigindo milhões em bitcoins.
Fiquei arrasada com o grau de vulnerabilidade. Qualquer corretora está exposta a esse fato? Gostaria que você comentasse o assunto. Ah! Não fiz o cadastro na corretora, vou pesquisar mais.
Abraços

Iara
Visitante
Iara

Leandro, obrigada por outro ótimo texto. Com a queda de juros no Brasil, acredito que os investimentos em renda fixa deixarão de ser uma tendência. O que você pensa a respeito?

Alexandre de Moares (STF)
Visitante
Alexandre de Moares (STF)

Grande Leandro!

Depois de analisar os fundos de investimento, detidamente, conclui que se trata de uma “furada”, na maioria dos casos.

O rendimento é muito fraco, para não dizer que é péssimo. Além das elevadas taxas de administração.

Afinal, é muito fácil administrar o “suado” dinheiros dos outros sem responsabilidade.

Diante disso, aproveito o ensejo, para sugerir a próxima série de artigos – COMO ENRIQUECER NA BOLSA DE VALORES.

Atualmente, a única forma de MULTIPLICAÇÃO do valioso dinheiro “poupado com suor e lagrimas” é por meio da bolsa de valores.

Porque, renda fixa NÃO deixa ninguém milionário. A não ser que viva por 150 anos.

Valeu. Abraço.

A caminho do STF…

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Acho que os FI tem sua importancia, Eu tenho um valor significativo aplicado e procuro sempre pulverizar o risco alternando investimentos em fundos DI, multimercados e de acoes. Como nao tenho tempo de operar em bolsa ou acompanhar todos os indices como petroleo, minerio, soja, libra, cobre, laranja, celulose, os fundos podem cumprir esse papel. O importante e entender a importancia, risco, e rentabilidade que eles podem dar em um determinado tempo.
Os fundos geralmente podem ter mais retorno que certos CDBs e com melhor liquidez. Tenho fundos com 80% de rendimento em 12%. Outros com 60% e com 20%. Estou satisfeitos com todos. Eh claro que acompanho semanalmente e sei que rendimento passado nao eh garantia de rendimento futuro. Se nao tinver satisfeito com o fundo, saio e estudo investimento melhor, simples assim.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

12 meses nao %

Luciana
Visitante
Luciana

Olá Leandro,
Bom, pelo que vi, para quem está pensando em investimentos a longo prazo (mais de 3 anos) não compensa passar sustos com FIA’s. Já que na última década foram raros os fundos que ultrapassaram o CDI (fiquei pasma com isso, parece que o mundo das ações não passa de uma grande ilusão).
Outra coisa que eu não entendo é ver tanta gente recomendando Tesouro Direto para o longo prazo, Eu consultei os títulos disponíveis hoje e utilizei a calculadora que tem no próprio site do Tesouro Direto. Nenhum dos títulos rende mais do que os rendimentos que tenho com LCA / LCI hoje, sendo que nas letras de crédito eu não pago IR.
O que seria melhor do LCI hoje, para quem tem 50mil ou mais a investir para longo prazo sem estar disposto a sustos com alta volatilidade?

Regina
Visitante
Regina

Olá Leandro.
Parabéns mais uma vez pelo artigo extremamente esclarecedor e didático.
Desde de que descobri o seu site, cresci no entendimento financeiro e agradeço muito por sua dedicação.
Conforme sua sugestão, acessei o “guia invest” na página dos fundos, e verifiquei que há muitos fundos de “renda fixa” que estão classificados como de “risco muito alto”.
Ao verificar as suas carteiras de ativos, vê-se que elas são compostas por ativos do tesouro direto no montante de 80 a 100%.
Segundo muitos de seus artigos sobre o tesouro direto, este é um investimento de grande segurança, então, porque estes fundos estão classificados dessa forma?
Quais os critérios usados para determinar os riscos de um fundo de investimentos desse tipo?

Beto
Visitante
Beto

Permite-me usar uma palavra chula … VC É FODA … parabéns, aprendo muito com você e compartilho seus artigossempre, cada texto é uma aula impagavel . Parabéns. Finalizando, você tem algum curso presencial, onde, quando, custo ou planeja. Novamente parabéns, que Deus lhe ilumine voce mais e sempre

Carlos Macário
Visitante
Carlos Macário

Leandro,
Nesse cenário de queda de juros, os Fundos Imobiliários são uma boa opção, gostaria de saber onde encontrar informação sobre o funcionamento desses fundos, riscos, taxas, garantias, liquidez, etc…

Vinnas
Visitante
Vinnas

Muito bom, existe uma “escala de volatilidade? Digo, baixo (até x%), médio (de x a y %) etc ?

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