Como comparar fundos – Índice Sharpe


Hoje irei mostrar para você como comparar dois ou mais fundos de investimento observando o prêmio que você receberá pelo risco que estará correndo.

No artigo anterior falei sobre como medir um dos tipos de risco que estamos expostos quando investimos em fundos de investimento. Mostrei como medir esse risco através do índice de volatilidade. Ele permite observar o quanto a rentabilidade de um investimento oscilou dentro de um período de tempo.

Quanto maiores são as oscilações, maiores são os riscos de ter uma rentabilidade abaixo ou acima daquela que foi esperada no momento que tomou a decisão de investir. Aprendemos que uma alta volatilidade indica uma maior imprevisibilidade e por consequência, maior risco de perdas ou de ganhos. Já um investimento de baixa volatilidade indica uma rentabilidade mais fácil de prever significando menor risco.

Você já deve saber que existem investimentos que o mercado considera como sendo de risco zero ou livres de risco. Títulos públicos pós-fixados como o Tesouro Selic e títulos privados de bancos grandes demais para quebrar (Too Big to Fail) que seguem a taxa DI (CDI).

É evidente que nenhum investidor consciente fará um investimento mais arriscado se a rentabilidade oferecida não for maior do que aquela que ele poderia obter fazendo um investimento livre de risco. Juros maiores que as taxas pagas por esses investimentos livres de risco funcionam como prêmios pelo risco.

Se a volatilidade é um tipo de risco, isso significa que para compensar o meu investimento em um fundo de volatilidade elevada é necessário que ele me recompense com uma rentabilidade acima daquilo que eu mesmo poderia atingir fazendo um investimento conservador.

Como cada fundo possui um histórico de rentabilidade e volatilidade passada, preciso descobrir quanto foi o “prêmio” que o fundo ofereceu aos investidores no passado em relação ao risco que o investidor foi exposto. Isso não garante a rentabilidade futura, mas dá pistas sobre um padrão ocorrido no passado e que pode se repetir.

O sonho de todo investidor é encontrar o investimento que oferece o maior retorno possível para o menor risco possível. Investimentos que são muito arriscados e rendem muito, não possuem nada de especial. Investimentos muito arriscados que rendem muito pouco, são péssimos e precisam ser evitados.

Em 1990, um senhor chamado William Sharpe tentou ajudar os investidores criando um índice baseado em uma formula matemática muito simples. O índice recebeu seu sobrenome.

William Forsyth Sharpe – Prêmio de Nobel de economia em 1990.

Índice Sharpe:

William teve a ideia de subtrair a rentabilidade do investimento livre de risco da rentabilidade do investimento que queremos avaliar. Depois ele dividiu o resultado pela volatilidade do investimento no mesmo período.

Sei que existem leitores que detestam fórmulas. São resquícios dos traumas do ensino médio onde decoramos fórmulas sem entender sua utilidade. Deixe o trauma de lado e observe que ela é bem fácil de entender.

Sharpe Ratio = Índice Sharpe
Rp = Rentabilidade do investimento que estamos avaliando
Rf = Rentabilidade do investimento livre de risco. Pode ser a taxa DI, taxa Selic ou outro índice que o fundo pretende superar.
σp = Índice de volatilidade do investimento que estamos avaliando. Se não viu o artigo sobre volatilidade clique aqui.

Exemplo prático para entender melhor:

Vamos imaginar que o retorno anual do fundo A foi de 15% ao ano e a taxa DI no mesmo período foi de 10%. A volatilidade do fundo foi de 10%. Veja como montar a fórmula:

O índice Sharpe desse fundo é de 0,5. Podemos dizer que para cada 1 ponto de risco que o investidor correu no passado gerou um prêmio de 0,5 pontos de rentabilidade acima daquela que ele receberia se tivesse optado por um investimento livre de risco. Essa informação será útil para fazer comparações.

Agora vamos imaginar que você ficou na dúvida se não seria melhor investir no fundo B. Sua rentabilidade também foi de 15% por ano diante de um CDI de 10% no mesmo período. A diferença é que sua volatilidade foi de 50%. O resultado do cálculo seria (0,15 – 0,10)/0,5 = 0,1. Isso significa que apesar de ter registrado a mesma rentabilidade de 15% podemos observar que esse fundo ofereceu um prêmio de apenas 0,1 para cada 1 ponto de risco que o investidor esteve exposto.

Para concluir, vamos observar o índice Sharpe de um fundo C. Ele ofereceu uma rentabilidade de 40% no último ano diante de uma taxa DI (CDI) de 10%. Sua volatilidade foi de elevados 60%. O resultado do cálculo seria (0,40 – 0,10)/0,60 = 0,5. Observamos que o índice Sharpe do fundo C é igual ao índice Sharpe do fundo A, ou seja, 0,5.

Podemos afirmar que os dois fundos ofereceram um prêmio de 0,5 pontos acima do CDI para cada 1 ponto de risco que o investidor foi obrigado a correr no período. A rentabilidade do fundo C (40%) é maior que o fundo A (10) por ter gerado um risco proporcionalmente maior. No fundo A você receberia 5% de prêmio acima do CDI (que foi de 10%) e no fundo C você receberia 6 vezes mais (40%) pelo fato de ter corrido 6 vezes mais risco (60% de volatilidade). Isso significa que o fundo C teve a mesma eficiência do fundo A, ou seja, não possui nada de tão especial, pois ele apenas está entregando uma rentabilidade proporcionalmente maior ao risco maior que o investidor será submetido.

A decisão de investir ou não no fundo A ou C passa a ser uma questão de perfil de cada investidor ou da estratégia usada por cada um. Os investidores conservadores que não toleram o risco (oscilações na rentabilidade) escolheriam o fundo A. Os investidores mais arrojados que toleram essas fortes oscilações optariam pelo fundo C.

O índice Sharpe e a volatilidade dos fundos de investimento podem ser consultados no mesmo site que recomendei no artigo onde falei sobre volatilidade. Caso não tenha visto visite aqui.

Comparar fundos de investimento:

No exemplo anterior o seu perfil de investidor precisa ser considerado. Vou mostrar agora como você pode fazer comparações entre fundos utilizando a volatilidade, o índice Sharpe e o seu perfil de investidor ao mesmo tempo. Observe esse primeiro exemplo. Precisamos escolher o melhor fundo entre o fundo A, B ou C.

Vou chamar de prêmio pelo risco os juros que o fundo está pagando acima de um investimento livre de risco, como o título privado de um grande banco (CDB, LCI, LCA etc.) com rentabilidade de 100% do CDI ou um título público como o Tesouro Selic.

Observe na tabela acima que o fundo A pagou 4,17 pontos percentuais acima do investimento livre de risco no último ano. O fundo B pagou 4,95 e o fundo C pagou 5,61.

Olhando apenas esse prêmio você certamente escolheria o fundo C. Ele pagou o maior prêmio, mas precisamos dar uma olhada na volatilidade. Logo de cara você vai perceber que o fundo B e o fundo C possuem a mesma volatilidade de 3,9. Isso significa que os dois possuem o mesmo risco de oscilações na rentabilidade (volatilidade). O fundo A teve o menor prêmio (4,17), mas também teve o menor risco medido por sua volatilidade de 2,55.

Para concluir alguma coisa precisamos calcular o índice Sharpe dividindo o prêmio de cada fundo por sua volatilidade. O resultado já aparece na tabela. Observamos que o fundo A é o que tem o maior índice Sharpe (1,64). Isso significa que o fundo A está pagando 1,64 pontos de rentabilidade para cada 1 ponto de risco assumido.

Podemos afirmar que o fundo A teve a menor rentabilidade (prêmio pelo risco), mas foi o que entregou o maior prêmio por cada unidade de risco corrido pelo investidor. O fundo C, apesar de ter pago a maior rentabilidade, ofereceu um prêmio por unidade de risco corrido menor que o Fundo A e maior que o Fundo B.

Diante dessa situação, qual seria o melhor fundo? Seria o fundo A  ou o fundo C?

A resposta vai depender do perfil do investidor. Aquele investidor conservador que não tolera correr riscos, não gosta de fortes emoções ao assistir as oscilações de rentabilidade no decorrer dos meses, deveria escolher o fundo A por ser aquele que apresenta o maior prêmio por unidade de risco que ele irá assumir.

O investidor mais arrojado, que consegue dormir tranquilo diante de oscilações mensais na rentabilidade do fundo ou que tem objetivos de prazo maior e que aceita essa maior volatilidade no curto e no médio prazo, poderia optar pelo fundo C.

Isso só confirma uma coisa que sempre digo. Não existe nada pior do que sair por ai perguntando para os outros qual é o melhor investimento para você. O melhor investimento para você depende muito mais de você do que de qualquer outro fator.

Maior rentabilidade, menor risco ou maior eficiência?

Você prefere um fundo que vem oferecendo aos seus investidores a maior rentabilidade, o menor risco ou a maior eficiência? Vamos estudar o próximo exemplo:

Se você é um investidor que valoriza muito a estabilidade da rentabilidade dos seus investimentos, o fundo C seria sua melhor escolha. Ele é o que teve o menor risco absoluto pelo fato da sua volatilidade ser 2,25.

Se você é um investidor que está mais preocupado com a rentabilidade, sua escolha seria o fundo A. Ele ofereceu o maior prêmio acima de um investimento livre de risco (2,25).

Se você busca o fundo mais eficiente, ou seja, que oferece a melhor relação entre o risco que você irá correr e a rentabilidade, sua escolha será o fundo B. Ele apresenta o maior índice Sharpe (0,70). Para cada ponto de risco assumido pelos investidores no passado, o fundo gerou um retorno de 0,70 pontos de rentabilidade acima dos investimentos livres de risco.

Três cuidados

Você deve ter alguns cuidados ao utilizar o índice Sharpe para comparar os fundos de investimento. O primeiro cuidado é não comparar banana com maça. Se você pretende investir em fundos multimercado, não faz sentido comparar o índice sharpe de fundos multimercado com os fundos de renda fixa. Da mesma forma, não faz sentido comparar fundos com estratégias muito diferentes. Você pode comparar o desempenho de dois jogadores de futebol, mas não faz sentido comparar o desempenho de um jogador de futebol e um jogador de golfe. São duas coisas diferentes.

Quando comparamos fundos que possuem estratégias parecidas e encontramos diferentes índices Sharpe, podemos concluir que os fundos que apresentam o maior índice são os mais eficientes. São aqueles onde o gestor consegue os melhores resultados com a menor exposição ao risco.  Fundos com elevada rentabilidade fruto de uma elevada exposição ao risco estão apenas fazendo o dever de casa, não existe nada de excepcional. Você vai constatar que será comum encontrar fundos que oferecem uma péssima relação de retorno para o risco que carregam.

Outra coisa importante é sempre lembrar que uma boa rentabilidade passada não garante uma boa rentabilidade futura. A volatilidade dos investimentos também pode sofrer variações. É claro que investimentos de renda fixa, por natureza, são menos voláteis que os investimentos de renda variável (como as ações e moedas) Como o índice Sharpe usa a rentabilidade e a volatilidade passada, isso significa que ele está retratando o passado.

Ainda não existem indicadores capazes de prever o futuro. Todos eles utilizam dados do passado e mostram um retrato daquilo que já passou. Os indicadores são rastros do passado e através deles podemos olhar como o caminho que foi percorrido até aqui. É possível que o mesmo padrão se repita no futuro, mas não existem garantias.

Por último, o índice Sharpe não diz nada sobre outros riscos que os fundos estão expostos. Muitos fundos de renda fixa que apresentam baixa volatilidade, e por isso são classificados como de baixo risco, fazem investimentos em debêntures (títulos emitidos por empresas) e títulos de bancos pequenos (CDB, LCI, LCA, etc). Como são investimentos de renda fixa, pós ou prefixados, as variações de rentabilidade são baixíssimas enquanto as empresas e os pequenos bancos pagarem em dia os juros que prometeram ao gestor do fundo quando ele fez os investimentos.

Não faz muito tempo que a empresa de telefonia chamada Oi entrou com um pedido de recuperação judicial (fonte). Foi o maior pedido desse tipo da história do país. Isso gerou problemas para os fundos que compraram suas debêntures. Mais de 160 fundos de investimento foram atingidos (fonte). Mais de 420 mil pessoas foram impactadas (fonte). A maioria nem sabia que o fundo de investimento que utilizava estava investindo em debêntures de uma empresa que enfrentava sérios problemas financeiros.

O impacto negativo só não foi grande pelo fato dos fundos que investem em debêntures tenderem a não concentrar um percentual grande do patrimônio nas debêntures de uma única empresa. Diversificando eles reduzem o risco de problemas no caso de um calote. É importante lembrar que o índice Sharpe não é capaz de detectar esse tipo de risco. Somente a leitura da política de investimentos e a observação de como o dinheiro do fundo está sendo investido é que permite ter clareza sobre outros riscos como o risco de crédito.

Oscilar

Vou terminar este artigo com um pouco de arte. A natureza está repleta de fenômenos que produzem ou são produzidos por oscilações. O mundo dos investimentos e da economia estão cheios de oscilações, ondas ou ciclos. A nossa própria vida pode ser representada por um gráfico:

A relação entre o eletrocardiograma e o ciclo cardíaco

Ligue o som e assista o trabalho do artista chamado Daniel Serra da Escola de Artes Visuais de Nova York. Ele desenvolveu uma curiosa animação envolvendo música e complexos cálculos matemáticos para criar ondas senoidais que reproduzem movimentos que poderiam estar na natureza, no seu corpo ou no mundo financeiro.


By |08/02/2017|Categories: Investimentos|71 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

71 Comments

  1. Michael Stuart 8 de fevereiro de 2017 at 9:46 - Reply

    Artigo muito relevante – especialmente no Brasil, com tantas distorçoes no mercado financeiro.

    E dificil entender como as laminas de fundos, especialmente os multimercados, simplesmente nao divulgam estas informaçoes tao fundamentais para o investidor. Igualmente impressionante que o CVM nem regulamenta isso.

    Talvez com o grande numero de seus leitores e seguidores, investidores iriam começar a exigir tais informaçoes, aos poucos mudando esta cultura de divulgar o minimo possivel.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 10:08 - Reply

      Oi Michael. Imagine que você é o gestor de um fundo e realiza um trabalho ruim, ineficiente, que expõe o investidor ao risco sem que isso resulte em melhores resultados e ainda cobra taxas administrativas elevadíssimas. O que você ganharia calculando e divulgando índices que dão pistas sobre sua ineficiência? A ignorância das pessoas é uma oportunidade de ganho fácil para o sistema. As pessoas só vão exigir alguma coisa se fizerem algum esforço para combater a própria ignorância financeira.

  2. RAFAEL 8 de fevereiro de 2017 at 9:48 - Reply

    Leandro, já que os fundos de investimentos não têm garantia do FGC, qual seria o risco de o fundo “quebrar”, deixar de existir, ou algum risco nesse sentido?
    Eu costumo olhar o custodiante do fundo que costumam ser bons bancos, com boa classificação no banco data.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 10:15 - Reply

      Oi Rafael. Eu desconheço fundo de investimento que tenha quebrado. Como eles são sustentados através da cobrança de uma taxa administrativa que é calculada sobre o patrimônio investido de todos os investidores (que são os cotistas do fundo) seus ganhos anuais estão garantidos. Toda despesa que o fundo tem gerindo os recursos também encontra no patrimônio dos investidores a fonte de recursos para seu pagamento. O FGC oferece proteção contra a quebra de bancos. Neste caso o sistema é totalmente diferente, pois os bancos usam o seu dinheiro, emprestam ele para terceiros cobrando juros e caso ocorra algum problema o seu dinheiro não estará disponível para ser devolvido. No caso dos fundos, o seu dinheiro foi investido em algum lugar. Foi usado para comprar ações, títulos públicos ou privados, cotas de outros fundos, etc. Se a empresa que faz a gestão do fundo quebrar, os cotistas podem se reunir e escolher outra empresa para gerir os recursos. Seria como se a empresa que administra o condomínio onde você mora quebrasse. O condomínio continuaria existindo e a única coisa a ser feita seria escolher outro gestor de condomínios. O risco que existe ao investir nos fundos não está exatamente no fundo, mas nos investimentos que o gestor do fundo fará com o seu dinheiro. Se ele comprar debêntures de uma empresa falida, isso vai gerar prejuízos e reduzir a rentabilidade do investimento dos cotistas. Veja os péssimos investimentos que alguns fundos de pensão de grandes empresas estatais fizeram nos últimos anos gerando grandes prejuízos para os funcionários e aposentados das empresas. É um exemplo de gestão ruim de um fundo, que no caso foi motivada por interferência de políticos na gestão desses fundos.

      • Anderson 28 de fevereiro de 2017 at 8:04 - Reply

        Leandro,

        Existe a possibilidade do fundo quebrar sim. Fundos muito alavancados em derivativos podem ter prejuízos superiores a seus PL (Patrimonio Liquido). Esta situação poderia exigir aporte adicional dos cotistas destes fundos. Resumindo, os cotistas podem perder toda grana investida e ainda terem de desembolsar ainda mais. Para mim um fundo nesta condição está quebrado. E não são eventos raros. Pesquise sobre os FIPs.

        Abraço

  3. Felipe 8 de fevereiro de 2017 at 10:33 - Reply

    Olá Leandro!

    Não entendi o cálculo para o fundo mais eficiente. Por que, no teu exemplo, o fundo B é o mais eficiente? O fundo que possui o maior indice Sharpe não é o C?

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 11:08 - Reply

      Oi Felipe. Acabo de fazer um ajuste na tabela. Obrigado.

  4. Pablo 8 de fevereiro de 2017 at 12:20 - Reply

    Olá Leandro!

    Primeiramente parabéns pelos seus artigos, que acompanho desde 2015/16. E também pelo novo empreendimento educacional, Transcendência Financeira.

    Minhas questões/dúvidas não condizem com o artigo acima, pois estou há alguns passos ao lado, tentando compreender outras formas de investimento para depois me lançar em algo novo. Lendo seus diversos artigos há algum tempo, a gente começa a pensar um pouco mais e questionar.

    Pois bem, iria lhe solicitar algum artigo para aprender a calcular a rentabilidade, mas vi que você já escreveu sobre isso. E minha outra questão é: Vi que um CDB – 100% CDI com vencimento para 120 dias, com investimento de R$ 250.000,00, daria um retorno líquido aproximado de R$ 7.984,75 nesses 4 meses após o I.R 22,5%, considerando o CDI: 12,88% a.a. Então me veio à mente a continuação da questão: Valeria a pena eu vender um apto que me dá uma renda líquida de R$ 920,00 quando está alugando. Tendo em conta que esse investimento eu teria praticamente R$ 2.000,00/mês. Olhando de fora e sem telescópio com certeza valeria a pena pois 2 mil é maior que 920 reais. Ainda não teria que pagar IPTU, Condomínio, reforma etc. quando não estiver alugado. Porém ainda não me liguei se há alguma pegadinha nisso, além de agora não ser o momento favorável para venda e não sei se o Leão comeria algo na venda. Por que as pessoas compram apto para locar se poderiam investir esse dinheiro? Poderia por favor comentar e me indicar algumas leituras para sanar essas dúvidas.

    Desde já agradeço qualquer palavra sua.

    Pablo

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 14:37 - Reply

      Oi Pablo. As pessoas compram apartamentos para alugar no lugar de investir em um CDB que rende 100% do CDI pelo mesmo motivo que algumas pessoas preferem comprar ações na bolsa no lugar de investir em CDB. É pelo mesmo motivo que leva alguém a opta por abrir uma lanchonete no lugar de investir em CDB. Imóveis, ações ou um negócio próprio podem ou não gerar uma renda, chamada de renda variável, mas ao mesmo tempo são bens que podem valorizar com o passar do tempo. CDB e imóvel são duas coisas totalmente diferentes. Seria como me perguntar se é melhor comprar um carro de cachorro quente ou uma moto. São duas coisas tão diferentes que a única responda que eu poderia dar seria: Depende de você, depende do motivo que te leva a querer ter uma moto ou ter um carro de cachorro quente. Normalmente quem tem um imóvel alugado gosta da ideia de ter um bem físico, fora do sistema financeiro, que pode valorizar (ou não) com o passar do tempo e que mesmo assim gera alguma renda mensal (que também não é garantida), mesmo sabendo que não tem liquidez. Já as pessoas que preferem o CDB estão priorizando outras características como a liquidez, ou seja, o acesso imediato ao dinheiro, mesmo estando exposto ao risco de ter esse dinheiro todo dentro do sistema financeiro, nas mãos de um banco que tem seu risco de crédito. Com relação ao imposto. Ao receber aluguel você deveria pagar imposto de renda através do Carnê Leão caso sua renda total te obrigue a isso. Também existe cobrança de imposto de renda sobre o ganho de capital no momento da venda do imóvel. Para aprofundar os temas sobre investimento em imóveis eu recomendo meus livros, visite aqui. Sobre investimentos existem meus livros sobre investimentos. É importante aprofundar para ampliar sua visão do todo.

      • Pablo 8 de fevereiro de 2017 at 16:30 - Reply

        Olá Leandro! Muito obrigado pela análise.
        Comento que através dos seus ensinamentos desde ano passado faço o Balanço Físico dos bens, investimentos(que na época não fazia) etc. Graças a oportunidade que você nos presenteia de aprender mais sobre investimentos meu Balanço teve crescimento de 15% este ano. Mais uma vez obrigado. Pablo

        • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 17:54 - Reply

          Oi Pablo. Parabéns! Compartilhe o que você fez com seus amigos para que eles possam ter o mesmo resultado durante este ano.

          • Pablo 10 de fevereiro de 2017 at 7:59

            Olá Leandro,

            Uma das principais mudanças econômicas na minha vida foram cortar gastos, economizar até 40% do meu salário bruto, economizei e paguei todas as parcelas antes do vencimento do financiamento do meu carro. Não compro carro zero, sempre usado e que tenha baixo consumo de combustível como também o seguro e ipva. Procuro trocar de carro a cada 2 anos para não haver muita desvalorização. Não entro mais em financiamento ( na época entrei por que precisava do carro e não guardava dinheiro). Hoje me planejo para comprar tudo à vista. Estou planejando comprar um apto daqui a 10, 15 anos, ou pelo menos uma boa entrada. Cerca de 80% das minhas aplicações estão em CDB’s em diversos bancos e os outros 20% em Tesouro Direto. Estava pensando em equilibrar mas com os recentes rumores de baixa da Taxa Selic terei que repensar. A forma que hoje eu planejo minha vida financeira devo à você. Mais uma vez obrigado. Pablo

          • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2017 at 7:32

            Oi Pablo. O importante é lidar com o dinheiro de forma consciente, planejada e equilibrada.

    • sandro 9 de fevereiro de 2017 at 7:49 - Reply

      Teria que considerar a expectativa de valorização do imóvel. Segundo, os CDBs que pagam bem possuem liquidez no vencimento apenas, aluguel entra todo o mês. E eu calculo os 250.000,00 do FGC da seguinte forma, dinheiro aplicado mais rentabilidade esperada menor que 250.000,00, e não aplicar 250.000,00 e ter rendimentos fazendo com que o resultado final seja superior ao limite do FGC.

  5. Ricardo 8 de fevereiro de 2017 at 13:19 - Reply

    Leandro,

    O mais famoso fundo cambial brasileiro é o Votorantim Cambial Dólar. Ele acompanha a variação do dólar, grosseiramente falando. Então se você colocar R$ 1.000 (pelo câmbio de hoje aproximadamente US$ 320,00), o valor em reais até pode variar pra mais ou pra menos mas sempre acompanhando os US$ 320. A pergunta é: o fundo é alavancado – isso significa que se o fundo quebrar, o cotista pode ser chamado a fazer aporte adicional pra cobrir a falência do fundo?

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 14:43 - Reply

      Oi Ricardo, eu não conheço o fundo e não posso responder com base nas características dele, mas no caso de fundos alavancados, na teoria, é possível que as perdas sejam maiores que o patrimônio. Quanto maior alavancagem, maior pode ser o lucro e a perda. Recomendo ler a política do fundo para saber se ele usa alavancagem como estratégia ou se utiliza apenas como proteção (Hedge).

  6. Leninha Cabral 8 de fevereiro de 2017 at 13:59 - Reply

    Leandro, que artigo maravilhoso! Pensei que você não iria mais me surpreender e está cada vez melhor. Muito didático. Obrigada por compartilhar os seus conhecimentos! Vou até fazer mais doações para o seu site esse ano. Seu trabalho não pode parar. Abraços!

  7. Victor Vianna 8 de fevereiro de 2017 at 14:50 - Reply

    Leandro, primeiramente meus parabéns pelo artigo. Tenho que lhe dizer que olho todos os dias a caixa de email esperando artigo novo. Tenho certeza de que o tempo que estou investindo lendo seus artigos e estudando sobre mercado será muito bem remunerado em uma melhor transcendência financeira, pessoal e intelectual no meu futuro. Obrigado.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 16:07 - Reply

      Oi Victor. O investimento de tempo que fazemos adquirindo novos conhecimentos tem retorno garantido por toda vida. Parabéns.

  8. Dyego 8 de fevereiro de 2017 at 16:15 - Reply

    Boa tarde Leandro,

    Não entendi essa parte do artigo “Podemos afirmar que o fundo A é o que pagou o menor prêmio, mas também é o que pagou o maior prêmio por unidade de risco assumido. O fundo C é o que pagou o maior prêmio, mas é também o que pagou o menor prêmio por unidade de risco assumido pelo investidor….”

    Você disse que o fundo C é o que pagou o menor prêmio por unidade de risco assumido, mas ele apresenta a mesma volatilidade que o fundo B e apresentou um índice sharpe de 1,44, em contrapartida aos 1,27 do fundo B. Então, o fundo C apresentando um índice sharpe maior não teria pagado um prêmio por unidade maior que o B?

    Aproveito para agradecer pelos ótimos artigos.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 17:53 - Reply

      Oi Dyego. Vou melhorar esse texto para facilitar o entendimento. Obrigado.

  9. João Silva 8 de fevereiro de 2017 at 16:47 - Reply

    Invisto no Tesouro Selic e sou Feliz!!! 13% ao ano está ótimo… Obrigado pelos ensinamentos Leandro….

  10. Wilson 8 de fevereiro de 2017 at 17:10 - Reply

    Olá Leandro, parabéns por mais esse excelente artigo. Pois bem, gostaria muito que vc fizesse um artigo abordando o Marketing Multinível. Se você puder abordar esse tema em um artigo futuro. Tenho alguns familiares e conhecidos que fazem parte de empresas que utilizam essa estratégica. Infelizmente o que vejo são pessoas controladas e zumbificadas que desperdiçam todas as suas energias no negócio. Me lembra muito uma pirâmide financeira, mas com um nome mais “chamativo”. Muitas pessoas acreditam que irão ganhar dinheiro fácil e acabam entrando numa furada ao longo do tempo.

    • Leandro Ávila 8 de fevereiro de 2017 at 18:01 - Reply

      Oi Wilson. O Marketing Multinivel é um mecanismo muito engenhoso que as empresas encontraram de recrutar funcionários altamente comprometidos e dedicados (após passarem por um forte treinamento) que ganham dinheiro através de produtividade e não por meio de salário fixo e direitos trabalhistas. As pessoas se empolgam muito por estarem ganhando por produtividade. Creio que se o tempo dedicado ao MMN fosse direcionado para a abertura do próprio negócio (onde também ganhamos por produtividade) os resultados seriam bem maiores e sólidos. Nunca vi ninguém ganhar dinheiro fácil com MMN. Os que ganham muito dinheiro neste mercado trabalham 24h por dia, 7 dias por semana e recrutam pessoas para fazer a mesma coisa por elas. Acho que a mesma dedicação poderia ser colocada em um negócio próprio.

  11. Escolhi Enriquecer 8 de fevereiro de 2017 at 18:39 - Reply

    Mais um post excelente!!

    Tentei estudar o assunto anteriormente, mas nunca tinha conseguido achar um material claro como esse.

    Parabéns

  12. Odair 8 de fevereiro de 2017 at 20:51 - Reply

    Ola !!! Leandro , deixo meus parabéns pelo seu esforço em elaborar esse post com bons fundamentos e valiosidade.
    Fiquei com duvida em relação aos fundos (MULTIMERCADOS JUROS E MOEDAS). Com a queda da taxa básica de juros como você avalia esses fundos , já que renda fixa já não esta tão mais interessante como antes com os cortes nos juros.

    • Leandro Ávila 9 de fevereiro de 2017 at 8:22 - Reply

      Oi Odair. Em janeiro de 2016 quando a inflação dos últimos 12 meses bateu 10,70% as pessoas acham a taxa Selic de 14,25% vantajosa e a diferença entre inflação e juros era de 3,55 pontos percentuais (14,25 – 10,70 = 3,55). Existiu um momento no passado, quando a inflação estava 10% que as pessoas achavam a taxa Selic de 14,25% vantajosa. Agora os juros estão em 13,75 e a inflação dos últimos 12 meses foi de 6,28%. A diferença é de 7,47 pontos (13,75 – 6,28 = 7,47). Será que faz sentido afirmar que a queda dos juros tornou a renda fixa desinteressante? Os multimercado são renda variável e podem apresentar bom desempenho se ocorrer a recuperação da bolsa nos próximos anos. Por ser renda variável, o desempenho sempre será um mistério.

  13. André Pires 9 de fevereiro de 2017 at 13:13 - Reply

    Parabéns Leandro. Seus artigos são muito bons. Desta vez realmente recebi uma explicação clara e objetiva quando ao índice Sharpe.

  14. Marilene Miranda teixeira 9 de fevereiro de 2017 at 17:17 - Reply

    Leandro queria investir 200 reais no tesouro selic, 200 reais no ipca, 200 reais prefixado, o tesouro selic tirar com 1 ano, os outro na aposentadoria, o que acha?

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2017 at 7:30 - Reply

      Oi Marilene. Acho que é uma forma boa de você aprender como cada título funciona, como eles se comportam e isso vai te motivar a aprender mais sobre cada um.

  15. Delmo 10 de fevereiro de 2017 at 12:33 - Reply

    Fantástico! Parabéns pelo material que explica de forma simples índices que, na teoria, são direcionados para profissionais do mercado financeiro.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2017 at 7:33 - Reply

      Oi Delmo. O ideal seria que todos entendessem esses índices. Seria um complicador na vida dos gestores ineficientes.

  16. Fabio 10 de fevereiro de 2017 at 15:37 - Reply

    Leandro, boa tarde, sabe até quando será vantajoso o investimento em títulos Tesouro Selic? Pois com a queda da inflação o Conselho está constantemente cortando a Taxa Selic.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2017 at 7:36 - Reply

      Oi Fabio. Quando a Selic cai, todos os investimentos de renda fixa caem junto. A Selic está sendo ajustada para que não fique tão distante da inflação, pois são esses juros reais que importam.

  17. Jhonas 11 de fevereiro de 2017 at 1:31 - Reply

    Leandro, muito obrigado por todo conhecimento que você tem me passado através dos artigos que escreve. Estou grato de verdade.
    ***Agora gostaria de esclarecer uma dúvida: pra investimentos de longo prazo 15 anos, por exemplo, é melhor ir aportando mensalmente num ativo IPCA que tenha rendimento menor, mas que esteja protegido pela inflação, ou tipo juntar uma parte em um CDB liquidez diária, ou fundo DI e depois aplicar num CDB de rendimento melhor e tirar quando vencer e reaplicar em outro CDB, e assim fazendo sucessivamente até completar o prazo de 15 anos? ( esse investimento seria pra independência financeira).

    Jhonas Bandeira.

    • Leandro Ávila 11 de fevereiro de 2017 at 7:40 - Reply

      Não tem um melhor ou pior, pois junto com a vantagem tem a desvantagem. No caso, sempre que você tirar o dinheiro do CDB para por em outro você irá recolher imposto de renda. Já se deixar o dinheiro em um investimento que você só irá sacar 15 anos depois, serão 15 anos de imposto de renda sobre os rendimentos que só serão recolhidos no final. Até lá esse dinheiro fica rendendo juros. No caso do CDB que você muda a todo momento ainda tem o risco de você não conseguir uma boa taxa no futuro. Nada garante que a taxa de juros no futuro será elevada, como também nada garante que será baixa. O que eu faço é não escolher uma das duas. Eu uso as duas. Tenho uma parte do meu patrimônio em CDB, tenho outra em tesouro IPCA, tenho com investimento com liquidez, tenho sem liquidez. Com isso eu tiro vantagens das características de cada investimento.

  18. Adriano 11 de fevereiro de 2017 at 17:38 - Reply

    Parabéns, muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

  19. Carlos 12 de fevereiro de 2017 at 18:54 - Reply

    Obrigado mais uma vez pelo texto Leandro !
    Desculpe a pergunta fora do contexto desse artigo, mas estou montando minha planilha patrimonial baseado naquela que vc nos disponibilizou e estou com uma duvida.
    O período de tempo a ser considerado seria de 1 ano ?
    Por exemplo, no ativo circulante devo considerar a renda que irei auferir neste ano de 2017 ? Assim como no passivo circulante devo considerar as parcelas do meu financiamento de imóvel de 2017 somadas ?
    Penso que um retrato mensal não refletirá corretamente minha posição patrimonial.

    Obrigado

    • Leandro Ávila 13 de fevereiro de 2017 at 10:51 - Reply

      Oi Carlos. Eu recomendo fazer esse balanço anualmente para que você possa observar se o seu patrimônio aumentou, ficou estável ou diminuiu. A ideia é ter consciência.

  20. Felipe 13 de fevereiro de 2017 at 10:38 - Reply

    Leandro,

    Parabéns pelo artigo. Minha pergunta é a seguinte: eu sou professor de Física e tenho por hábito investir na minha Educação Financeira há 5 anos, inclusive comprei todos os seus livros. Existe alguma certificação ou credencial para que eu possa dar aulas gratuitas sobre Educação Financeira na minha Instituição?

    • Leandro Ávila 13 de fevereiro de 2017 at 10:49 - Reply

      Oi Felipe. Desconheço qualquer legislação que obrigue alguém a ter uma credencial ou certificação para ensinar educação financeira. Você precisaria de certificação se o objetivo fosse recomendar investimentos (é o trabalho do analista). De forma comparativa podemos dizer que ninguém precisa de um certificado para ensinar alguém a cozinhar, mas precisa de certificação para recomendar o que as pessoas devem comer (é o trabalho do nutricionista).

  21. Talibã 13 de fevereiro de 2017 at 12:45 - Reply

    Olá leandro, você poderia fazer um post sobre a alavancagem financeira feita pelos bancos. Queria ouvir um detalhamento maior, e ouvir sobre a opinião sobre o famoso “dinheiro criado do nada”, pelos bancos

    abç

    • Leandro Ávila 16 de fevereiro de 2017 at 19:04 - Reply

      Oi Talibã. Posso escrever sobre isso no futuro. Certamente é uma das coisas mais bizarras que existe.

  22. Armando 13 de fevereiro de 2017 at 14:26 - Reply

    Caro Leandro Ávila, Primeiramente parabéns pelo seu trabalho. Sou um leitor assíduo dos seus artigos. Conheci o site por indicação de um amigo e queria de agradecer por ter me tirado da Caverna. Literalmente consegui enxergar como aplicar, o que é possível hoje dentro da minha realidade, sem deixar boa parte do rendimento pro meu banco. Minha dúvida não é relacionada ao artigo. Vejo que sua pauta do momento é Fundos de Investimento. Mas eu gostaria de saber o seguinte: Com a queda da Selic a renda fixa deixou de ser tão interessante quanto era a 6 meses atrás. O Tesouro Direto + IPCA que reduziu a taxa, ainda continuam interessantes? Desde já obrigado! Você realmente faz um trabalho que ajuda ao próximo. Forte abraço!

    • Leandro Ávila 16 de fevereiro de 2017 at 19:02 - Reply

      Oi Armando. Você precisa entender por qual motivo a Selic caiu. Devemos observar que a inflação chegou a ficar acima de 10%. O governo teve que aumentar os juros acima de 14. Agora estamos com a inflação um pouco acima de 6% e a Selic está em 13%. Não podemos dizer que os juros caíram, pois devemos olhar os juros reais que é a diferença entre o que você recebe (juros) e o que você perde (inflação).

  23. Wallace 14 de fevereiro de 2017 at 2:45 - Reply

    Leandro, que ótimos artigos! Tenho estudado sobre Ações e Fundos de Ações mas ainda não me convenci a investir nesse tipo de Renda Variável. Mas a minha pergunta é outra: No site da BMF&Bovespa, está escrito assim:

    BRADESCO

    Dados Econômico-Financeiros – R$ – mil
    Balanço Patrimonial – Não-Consolidado: 108.134.073

    Pergunto: Como ler essa cifra? Esse número são 108 Bilhões ou 108 Milhões? Já me deparei com situações assim e não sei ler essas cifras. Tem vezes que está assim: Em mil, em outras: E milhões, etc… Poderia me ajudar?

    Muito obrigado!

    • Leandro Ávila 16 de fevereiro de 2017 at 18:59 - Reply

      Olá. Se diz que os dados estão em forma de “mil” e a informação é 1, isso significa 1 mil. Se é 100 então é 100 mil. Se é 1.000 então é 1 milhão (pois será 1000 x 1000) e assim por diante.

  24. Carlos 16 de fevereiro de 2017 at 17:23 - Reply

    Oi Leandro,

    Você já teve contato com os robôs de investimento advisor, que administram carteiras de investimentos.
    Por que eu pensei, se para quem é iniciante e não tem experiência em renda variável seria interessante a aplicação em fundos de ações, seria uma boa experiência esses robôes, pois cobram uma taxa de administração bem menor.

    • Leandro Ávila 16 de fevereiro de 2017 at 18:57 - Reply

      Oi Carlos, eu como educador defendo a ideia de que as pessoas devem aprender a cuidar do próprio dinheiro. Transferir essa responsabilidade para outras pessoas não costuma ser uma boa ideia. Robôs são programados por outras pessoas, que certamente possuem seus próprios interesses e isso será repassado para suas criaturas. Devemos aceitar a ideia de que o melhor caminho para um iniciante é deixar de ser iniciante.

      • Carlos 17 de fevereiro de 2017 at 17:48 - Reply

        Valeu, gostei.
        Obrigado

  25. Mauro Paiva 18 de fevereiro de 2017 at 7:25 - Reply

    Olá Leandro. Ótimo artigo como sempre, você realmente viabiliza o nosso aprendizado.
    Deixo aqui se puder uma sugestão… Porque não um ebook com as duvidas mais interessantes levantadas pelo seus leitores em seus artigos?

    Mais uma vez muito obrigado pelo seu trabalho que é feito de forma tão responsável.
    Um forte abraço.

  26. Carneiro 20 de fevereiro de 2017 at 19:40 - Reply

    Leandro, obrigado pelo artigo!
    Temos um apartamento no valor de R$ 260.000,00. Um saldo devedor de R$ 80.000,00. Precisamos de um maior para futuros filhos e encontramos no valor de R$ 423.000,000. Na proposta, o valor do imóvel ficará congelado por 12 meses. Pagaremos nesse período o valor de R$ 43.000,000, mais o valor de R$ 167.000,00, (com a venda do nosso atual) totalizando R$ 210.000,00 de entrada. O restante seria financiado, dando uma parcela inicial de R$ 2.060,00 em 360 meses.
    Todavia minha dúvida é se ao invés de financiar esse novo apto eu investir esse capital R$ 200 mil em um boa corretora,com 75% em renda fixa e 25% multi mercados acompanhando bem e fazendo aportes mensais de R$ 2.000,00 e morar de aluguel R$ 1.800,00 nesse mesmo apto que iríamos comprar… seria loucura ou é razoável?
    As projeções e possibilidades a logo prazo, mesmo com muitas variáveis, me fazem querer arriscar mas sou iniciante na área.

    • Leandro Ávila 21 de fevereiro de 2017 at 17:41 - Reply

      Oi Carneiro. Esse tipo de dúvida é muito difícil de ser respondida por alguém distante que não sabe nada sobre sua vida. Existem inúmeras questões que somente você pode colocar na sua balança. A minha balança não tem utilidade para medir as coisas que você e sua esposa valorizam.

  27. Candido Edgard Gonçalves 27 de fevereiro de 2017 at 17:14 - Reply

    Edgard
    Leandro gostaria de tirar o dinheiro que está investido no banco no di premio e começar aplicar este capital para render mais, pois já sou idoso e não gostaria de aplicação a longo prazo

    • Leandro Ávila 10 de março de 2017 at 9:00 - Reply

      Oi Edgard. Você deve dedicar mais tempo estudando as diversas possibilidades de investimento que existem. Aqui no Clube existem vários artigos gratuitos e ainda existem meus livros que vão te ajudar muito. Visite aqui.

  28. Alexandre 4 de março de 2017 at 21:38 - Reply

    Leandro, parabéns pelo excelente artigo !!
    Tenho procurado sempre ao analisar um fundo de investimentos me aprofundar no regulamento, política de investimento, objetivo de rentabilidade, volatilidade, sharpe etc….Mas antes de tudo é de suma importância avaliar quem é o gestor por trás do fundo, não podemos esquecer que estamos colocando o nosso dinheiro na mão de profissionais que tem que entregar rentabilidade.
    Se buscarmos informações conseguimos saber quem são os melhores gestores de fundos do mercado (MM, Ações, RF etc), com excelente reputação e com grande capacidade de entrega de resultados, e na sua grande maioria eles estão nas gestoras independente de recursos e não nos grandes bancos.
    Um ponto fundamental que vc citou no seu artigo foi a questão do prazo do investimento, fundo com alta volatilidade tem que ser para um investimento de longo prazo, lógico que sempre respeitando o perfil do investidor.
    Um abraço.

  29. RENATO M SOUZA 16 de março de 2017 at 9:31 - Reply

    Oi Leandro, primeiramente parabéns pelo artigo muito claro entendimento. Gosto muito de ler os comentários, pois vejo que a dúvida de um também é dúvida de outros. O que me chamou atenção foi essa resposta sua “Tenho uma parte do meu patrimônio em CDB, tenho outra em tesouro IPCA, tenho com investimento com liquidez, tenho sem liquidez. Com isso eu tiro vantagens das características de cada investimento.”, vejo que você não investi em FUNDOS DE INVESTIMENTO. Pergunta: Realmente você não investi em FUNDOS DE INVESTIMENTO? Se a resposta for sim. Tem motivo?

    Mas uma vez obrigado!

  30. RENATO M SOUZA 22 de março de 2017 at 17:05 - Reply

    Oi Leandro, você não respondeu mas pelo os conhecimento que você compartilha entendo que a sua estrategia de investir no FUNDO DE INVESTIMENTO, seria para reserva de emergência e utilizar com liquidez D + 0 ou D + 1, pois ao longo prazo não seria interessante por causa do COME-COTAS. Pergunto seria essa a estrategia de investir em FUNDO DE INVESTIMENTO?

    Mas uma vez parabéns por compartilhar todos seus conhecimento adquirido como Educador Financeiro.

    • Leandro Ávila 6 de abril de 2017 at 16:33 - Reply

      Oi Renato. A minha estratégia não tem importância. O objetivo aqui é compartilhar conhecimentos para que cada um monte sua própria estratégia.

  31. Luiz Calos de Oliveira 6 de abril de 2017 at 10:21 - Reply

    Parabéns Leandro por essa sua iniciativa, não conhecia esses seus artigos nem o Clube dos Poupadores viabilizando meu aprendizado e meus conhecimentos financeiros.
    Mais um vez fico agradecido

  32. Pedro 6 de abril de 2017 at 15:58 - Reply

    Oi Leandro! Em qual fundo de investimento você tem dinheiro investido? Voce pode falar um pouco dos fundos que você escolheu? Obrigado.

    • Leandro Ávila 6 de abril de 2017 at 16:30 - Reply

      Oi Pedro. Não teria nenhuma utilidade a não ser motivar as pessoas a não fazerem aquilo que prego que é estudar para tomar suas próprias decisões, sem depender da recomendação dos outros, sem precisar copiar amigos, parentes ou qualquer estranho. Outro problema sério de sair por ai divulgando a própria carteira é que todo conteúdo publicado aqui, ficará aqui por vários anos. O investimento que fiz até o presente momento tem algum fundamento hoje e somente para mim. Amanhã eu posso encontrar problemas no investimento que fiz hoje e posso mudar minha estratégia e a recomendação ficará publicada aqui influenciando outras pessoas.

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