Como comparar fundos – Índice Sharpe


Hoje irei mostrar para você como comparar dois ou mais fundos de investimento observando o prêmio que você receberá pelo risco que estará correndo.

No artigo anterior falei sobre como medir um dos tipos de risco que estamos expostos quando investimos em fundos de investimento. Mostrei como medir esse risco através do índice de volatilidade. Ele permite observar o quanto a rentabilidade de um investimento oscilou dentro de um período de tempo.

Quanto maiores são as oscilações, maiores são os riscos de ter uma rentabilidade abaixo ou acima daquela que foi esperada no momento que tomou a decisão de investir. Aprendemos que uma alta volatilidade indica uma maior imprevisibilidade e por consequência, maior risco de perdas ou de ganhos. Já um investimento de baixa volatilidade indica uma rentabilidade mais fácil de prever significando menor risco.

Você já deve saber que existem investimentos que o mercado considera como sendo de risco zero ou livres de risco. Títulos públicos pós-fixados como o Tesouro Selic e títulos privados de bancos grandes demais para quebrar (Too Big to Fail) que seguem a taxa DI (CDI).

É evidente que nenhum investidor consciente fará um investimento mais arriscado se a rentabilidade oferecida não for maior do que aquela que ele poderia obter fazendo um investimento livre de risco. Juros maiores que as taxas pagas por esses investimentos livres de risco funcionam como prêmios pelo risco.

Se a volatilidade é um tipo de risco, isso significa que para compensar o meu investimento em um fundo de volatilidade elevada é necessário que ele me recompense com uma rentabilidade acima daquilo que eu mesmo poderia atingir fazendo um investimento conservador.

Como cada fundo possui um histórico de rentabilidade e volatilidade passada, preciso descobrir quanto foi o “prêmio” que o fundo ofereceu aos investidores no passado em relação ao risco que o investidor foi exposto. Isso não garante a rentabilidade futura, mas dá pistas sobre um padrão ocorrido no passado e que pode se repetir.

O sonho de todo investidor é encontrar o investimento que oferece o maior retorno possível para o menor risco possível. Investimentos que são muito arriscados e rendem muito, não possuem nada de especial. Investimentos muito arriscados que rendem muito pouco, são péssimos e precisam ser evitados.

Em 1990, um senhor chamado William Sharpe tentou ajudar os investidores criando um índice baseado em uma formula matemática muito simples. O índice recebeu seu sobrenome.

William Forsyth Sharpe – Prêmio de Nobel de economia em 1990.

Índice Sharpe:

William teve a ideia de subtrair a rentabilidade do investimento livre de risco da rentabilidade do investimento que queremos avaliar. Depois ele dividiu o resultado pela volatilidade do investimento no mesmo período.

Sei que existem leitores que detestam fórmulas. São resquícios dos traumas do ensino médio onde decoramos fórmulas sem entender sua utilidade. Deixe o trauma de lado e observe que ela é bem fácil de entender.

Sharpe Ratio = Índice Sharpe
Rp = Rentabilidade do investimento que estamos avaliando
Rf = Rentabilidade do investimento livre de risco. Pode ser a taxa DI, taxa Selic ou outro índice que o fundo pretende superar.
σp = Índice de volatilidade do investimento que estamos avaliando. Se não viu o artigo sobre volatilidade clique aqui.

Exemplo prático para entender melhor:

Vamos imaginar que o retorno anual do fundo A foi de 15% ao ano e a taxa DI no mesmo período foi de 10%. A volatilidade do fundo foi de 10%. Veja como montar a fórmula:

O índice Sharpe desse fundo é de 0,5. Podemos dizer que para cada 1 ponto de risco que o investidor correu no passado gerou um prêmio de 0,5 pontos de rentabilidade acima daquela que ele receberia se tivesse optado por um investimento livre de risco. Essa informação será útil para fazer comparações.

Agora vamos imaginar que você ficou na dúvida se não seria melhor investir no fundo B. Sua rentabilidade também foi de 15% por ano diante de um CDI de 10% no mesmo período. A diferença é que sua volatilidade foi de 50%. O resultado do cálculo seria (0,15 – 0,10)/0,5 = 0,1. Isso significa que apesar de ter registrado a mesma rentabilidade de 15% podemos observar que esse fundo ofereceu um prêmio de apenas 0,1 para cada 1 ponto de risco que o investidor esteve exposto.

Para concluir, vamos observar o índice Sharpe de um fundo C. Ele ofereceu uma rentabilidade de 40% no último ano diante de uma taxa DI (CDI) de 10%. Sua volatilidade foi de elevados 60%. O resultado do cálculo seria (0,40 – 0,10)/0,60 = 0,5. Observamos que o índice Sharpe do fundo C é igual ao índice Sharpe do fundo A, ou seja, 0,5.

Podemos afirmar que os dois fundos ofereceram um prêmio de 0,5 pontos acima do CDI para cada 1 ponto de risco que o investidor foi obrigado a correr no período. A rentabilidade do fundo C (40%) é maior que o fundo A (10) por ter gerado um risco proporcionalmente maior. No fundo A você receberia 5% de prêmio acima do CDI (que foi de 10%) e no fundo C você receberia 6 vezes mais (40%) pelo fato de ter corrido 6 vezes mais risco (60% de volatilidade). Isso significa que o fundo C teve a mesma eficiência do fundo A, ou seja, não possui nada de tão especial, pois ele apenas está entregando uma rentabilidade proporcionalmente maior ao risco maior que o investidor será submetido.

A decisão de investir ou não no fundo A ou C passa a ser uma questão de perfil de cada investidor ou da estratégia usada por cada um. Os investidores conservadores que não toleram o risco (oscilações na rentabilidade) escolheriam o fundo A. Os investidores mais arrojados que toleram essas fortes oscilações optariam pelo fundo C.

O índice Sharpe e a volatilidade dos fundos de investimento podem ser consultados no mesmo site que recomendei no artigo onde falei sobre volatilidade. Caso não tenha visto visite aqui.

Comparar fundos de investimento:

No exemplo anterior o seu perfil de investidor precisa ser considerado. Vou mostrar agora como você pode fazer comparações entre fundos utilizando a volatilidade, o índice Sharpe e o seu perfil de investidor ao mesmo tempo. Observe esse primeiro exemplo. Precisamos escolher o melhor fundo entre o fundo A, B ou C.

Vou chamar de prêmio pelo risco os juros que o fundo está pagando acima de um investimento livre de risco, como o título privado de um grande banco (CDB, LCI, LCA etc.) com rentabilidade de 100% do CDI ou um título público como o Tesouro Selic.

Observe na tabela acima que o fundo A pagou 4,17 pontos percentuais acima do investimento livre de risco no último ano. O fundo B pagou 4,95 e o fundo C pagou 5,61.

Olhando apenas esse prêmio você certamente escolheria o fundo C. Ele pagou o maior prêmio, mas precisamos dar uma olhada na volatilidade. Logo de cara você vai perceber que o fundo B e o fundo C possuem a mesma volatilidade de 3,9. Isso significa que os dois possuem o mesmo risco de oscilações na rentabilidade (volatilidade). O fundo A teve o menor prêmio (4,17), mas também teve o menor risco medido por sua volatilidade de 2,55.

Para concluir alguma coisa precisamos calcular o índice Sharpe dividindo o prêmio de cada fundo por sua volatilidade. O resultado já aparece na tabela. Observamos que o fundo A é o que tem o maior índice Sharpe (1,64). Isso significa que o fundo A está pagando 1,64 pontos de rentabilidade para cada 1 ponto de risco assumido.

Podemos afirmar que o fundo A teve a menor rentabilidade (prêmio pelo risco), mas foi o que entregou o maior prêmio por cada unidade de risco corrido pelo investidor. O fundo C, apesar de ter pago a maior rentabilidade, ofereceu um prêmio por unidade de risco corrido menor que o Fundo A e maior que o Fundo B.

Diante dessa situação, qual seria o melhor fundo? Seria o fundo A  ou o fundo C?

A resposta vai depender do perfil do investidor. Aquele investidor conservador que não tolera correr riscos, não gosta de fortes emoções ao assistir as oscilações de rentabilidade no decorrer dos meses, deveria escolher o fundo A por ser aquele que apresenta o maior prêmio por unidade de risco que ele irá assumir.

O investidor mais arrojado, que consegue dormir tranquilo diante de oscilações mensais na rentabilidade do fundo ou que tem objetivos de prazo maior e que aceita essa maior volatilidade no curto e no médio prazo, poderia optar pelo fundo C.

Isso só confirma uma coisa que sempre digo. Não existe nada pior do que sair por ai perguntando para os outros qual é o melhor investimento para você. O melhor investimento para você depende muito mais de você do que de qualquer outro fator.

Maior rentabilidade, menor risco ou maior eficiência?

Você prefere um fundo que vem oferecendo aos seus investidores a maior rentabilidade, o menor risco ou a maior eficiência? Vamos estudar o próximo exemplo:

Se você é um investidor que valoriza muito a estabilidade da rentabilidade dos seus investimentos, o fundo C seria sua melhor escolha. Ele é o que teve o menor risco absoluto pelo fato da sua volatilidade ser 2,25.

Se você é um investidor que está mais preocupado com a rentabilidade, sua escolha seria o fundo A. Ele ofereceu o maior prêmio acima de um investimento livre de risco (2,25).

Se você busca o fundo mais eficiente, ou seja, que oferece a melhor relação entre o risco que você irá correr e a rentabilidade, sua escolha será o fundo B. Ele apresenta o maior índice Sharpe (0,70). Para cada ponto de risco assumido pelos investidores no passado, o fundo gerou um retorno de 0,70 pontos de rentabilidade acima dos investimentos livres de risco.

Três cuidados

Você deve ter alguns cuidados ao utilizar o índice Sharpe para comparar os fundos de investimento. O primeiro cuidado é não comparar banana com maça. Se você pretende investir em fundos multimercado, não faz sentido comparar o índice sharpe de fundos multimercado com os fundos de renda fixa. Da mesma forma, não faz sentido comparar fundos com estratégias muito diferentes. Você pode comparar o desempenho de dois jogadores de futebol, mas não faz sentido comparar o desempenho de um jogador de futebol e um jogador de golfe. São duas coisas diferentes.

Quando comparamos fundos que possuem estratégias parecidas e encontramos diferentes índices Sharpe, podemos concluir que os fundos que apresentam o maior índice são os mais eficientes. São aqueles onde o gestor consegue os melhores resultados com a menor exposição ao risco.  Fundos com elevada rentabilidade fruto de uma elevada exposição ao risco estão apenas fazendo o dever de casa, não existe nada de excepcional. Você vai constatar que será comum encontrar fundos que oferecem uma péssima relação de retorno para o risco que carregam.

Outra coisa importante é sempre lembrar que uma boa rentabilidade passada não garante uma boa rentabilidade futura. A volatilidade dos investimentos também pode sofrer variações. É claro que investimentos de renda fixa, por natureza, são menos voláteis que os investimentos de renda variável (como as ações e moedas) Como o índice Sharpe usa a rentabilidade e a volatilidade passada, isso significa que ele está retratando o passado.

Ainda não existem indicadores capazes de prever o futuro. Todos eles utilizam dados do passado e mostram um retrato daquilo que já passou. Os indicadores são rastros do passado e através deles podemos olhar como o caminho que foi percorrido até aqui. É possível que o mesmo padrão se repita no futuro, mas não existem garantias.

Por último, o índice Sharpe não diz nada sobre outros riscos que os fundos estão expostos. Muitos fundos de renda fixa que apresentam baixa volatilidade, e por isso são classificados como de baixo risco, fazem investimentos em debêntures (títulos emitidos por empresas) e títulos de bancos pequenos (CDB, LCI, LCA, etc). Como são investimentos de renda fixa, pós ou prefixados, as variações de rentabilidade são baixíssimas enquanto as empresas e os pequenos bancos pagarem em dia os juros que prometeram ao gestor do fundo quando ele fez os investimentos.

Não faz muito tempo que a empresa de telefonia chamada Oi entrou com um pedido de recuperação judicial (fonte). Foi o maior pedido desse tipo da história do país. Isso gerou problemas para os fundos que compraram suas debêntures. Mais de 160 fundos de investimento foram atingidos (fonte). Mais de 420 mil pessoas foram impactadas (fonte). A maioria nem sabia que o fundo de investimento que utilizava estava investindo em debêntures de uma empresa que enfrentava sérios problemas financeiros.

O impacto negativo só não foi grande pelo fato dos fundos que investem em debêntures tenderem a não concentrar um percentual grande do patrimônio nas debêntures de uma única empresa. Diversificando eles reduzem o risco de problemas no caso de um calote. É importante lembrar que o índice Sharpe não é capaz de detectar esse tipo de risco. Somente a leitura da política de investimentos e a observação de como o dinheiro do fundo está sendo investido é que permite ter clareza sobre outros riscos como o risco de crédito.

Oscilar

Vou terminar este artigo com um pouco de arte. A natureza está repleta de fenômenos que produzem ou são produzidos por oscilações. O mundo dos investimentos e da economia estão cheios de oscilações, ondas ou ciclos. A nossa própria vida pode ser representada por um gráfico:

A relação entre o eletrocardiograma e o ciclo cardíaco

Ligue o som e assista o trabalho do artista chamado Daniel Serra da Escola de Artes Visuais de Nova York. Ele desenvolveu uma curiosa animação envolvendo música e complexos cálculos matemáticos para criar ondas senoidais que reproduzem movimentos que poderiam estar na natureza, no seu corpo ou no mundo financeiro.


Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Artigo muito relevante – especialmente no Brasil, com tantas distorçoes no mercado financeiro.

E dificil entender como as laminas de fundos, especialmente os multimercados, simplesmente nao divulgam estas informaçoes tao fundamentais para o investidor. Igualmente impressionante que o CVM nem regulamenta isso.

Talvez com o grande numero de seus leitores e seguidores, investidores iriam começar a exigir tais informaçoes, aos poucos mudando esta cultura de divulgar o minimo possivel.

RAFAEL
Visitante
RAFAEL

Leandro, já que os fundos de investimentos não têm garantia do FGC, qual seria o risco de o fundo “quebrar”, deixar de existir, ou algum risco nesse sentido?
Eu costumo olhar o custodiante do fundo que costumam ser bons bancos, com boa classificação no banco data.

Felipe
Visitante
Felipe

Olá Leandro!

Não entendi o cálculo para o fundo mais eficiente. Por que, no teu exemplo, o fundo B é o mais eficiente? O fundo que possui o maior indice Sharpe não é o C?

Pablo
Visitante
Pablo

Olá Leandro!

Primeiramente parabéns pelos seus artigos, que acompanho desde 2015/16. E também pelo novo empreendimento educacional, Transcendência Financeira.

Minhas questões/dúvidas não condizem com o artigo acima, pois estou há alguns passos ao lado, tentando compreender outras formas de investimento para depois me lançar em algo novo. Lendo seus diversos artigos há algum tempo, a gente começa a pensar um pouco mais e questionar.

Pois bem, iria lhe solicitar algum artigo para aprender a calcular a rentabilidade, mas vi que você já escreveu sobre isso. E minha outra questão é: Vi que um CDB – 100% CDI com vencimento para 120 dias, com investimento de R$ 250.000,00, daria um retorno líquido aproximado de R$ 7.984,75 nesses 4 meses após o I.R 22,5%, considerando o CDI: 12,88% a.a. Então me veio à mente a continuação da questão: Valeria a pena eu vender um apto que me dá uma renda líquida de R$ 920,00 quando está alugando. Tendo em conta que esse investimento eu teria praticamente R$ 2.000,00/mês. Olhando de fora e sem telescópio com certeza valeria a pena pois 2 mil é maior que 920 reais. Ainda não teria que pagar IPTU, Condomínio, reforma etc. quando não estiver alugado. Porém ainda não me liguei se há alguma pegadinha nisso, além de agora não ser o momento favorável para venda e não sei se o Leão comeria algo na venda. Por que as pessoas compram apto para locar se poderiam investir esse dinheiro? Poderia por favor comentar e me indicar algumas leituras para sanar essas dúvidas.

Desde já agradeço qualquer palavra sua.

Pablo

sandro
Visitante
sandro

Teria que considerar a expectativa de valorização do imóvel. Segundo, os CDBs que pagam bem possuem liquidez no vencimento apenas, aluguel entra todo o mês. E eu calculo os 250.000,00 do FGC da seguinte forma, dinheiro aplicado mais rentabilidade esperada menor que 250.000,00, e não aplicar 250.000,00 e ter rendimentos fazendo com que o resultado final seja superior ao limite do FGC.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro,

O mais famoso fundo cambial brasileiro é o Votorantim Cambial Dólar. Ele acompanha a variação do dólar, grosseiramente falando. Então se você colocar R$ 1.000 (pelo câmbio de hoje aproximadamente US$ 320,00), o valor em reais até pode variar pra mais ou pra menos mas sempre acompanhando os US$ 320. A pergunta é: o fundo é alavancado – isso significa que se o fundo quebrar, o cotista pode ser chamado a fazer aporte adicional pra cobrir a falência do fundo?

Leninha Cabral
Visitante
Leninha Cabral

Leandro, que artigo maravilhoso! Pensei que você não iria mais me surpreender e está cada vez melhor. Muito didático. Obrigada por compartilhar os seus conhecimentos! Vou até fazer mais doações para o seu site esse ano. Seu trabalho não pode parar. Abraços!

Victor Vianna
Visitante
Victor Vianna

Leandro, primeiramente meus parabéns pelo artigo. Tenho que lhe dizer que olho todos os dias a caixa de email esperando artigo novo. Tenho certeza de que o tempo que estou investindo lendo seus artigos e estudando sobre mercado será muito bem remunerado em uma melhor transcendência financeira, pessoal e intelectual no meu futuro. Obrigado.

Dyego
Visitante
Dyego

Boa tarde Leandro,

Não entendi essa parte do artigo “Podemos afirmar que o fundo A é o que pagou o menor prêmio, mas também é o que pagou o maior prêmio por unidade de risco assumido. O fundo C é o que pagou o maior prêmio, mas é também o que pagou o menor prêmio por unidade de risco assumido pelo investidor….”

Você disse que o fundo C é o que pagou o menor prêmio por unidade de risco assumido, mas ele apresenta a mesma volatilidade que o fundo B e apresentou um índice sharpe de 1,44, em contrapartida aos 1,27 do fundo B. Então, o fundo C apresentando um índice sharpe maior não teria pagado um prêmio por unidade maior que o B?

Aproveito para agradecer pelos ótimos artigos.

João Silva
Visitante
João Silva

Invisto no Tesouro Selic e sou Feliz!!! 13% ao ano está ótimo… Obrigado pelos ensinamentos Leandro….

Wilson
Visitante
Wilson

Olá Leandro, parabéns por mais esse excelente artigo. Pois bem, gostaria muito que vc fizesse um artigo abordando o Marketing Multinível. Se você puder abordar esse tema em um artigo futuro. Tenho alguns familiares e conhecidos que fazem parte de empresas que utilizam essa estratégica. Infelizmente o que vejo são pessoas controladas e zumbificadas que desperdiçam todas as suas energias no negócio. Me lembra muito uma pirâmide financeira, mas com um nome mais “chamativo”. Muitas pessoas acreditam que irão ganhar dinheiro fácil e acabam entrando numa furada ao longo do tempo.

Escolhi Enriquecer
Visitante
Escolhi Enriquecer

Mais um post excelente!!

Tentei estudar o assunto anteriormente, mas nunca tinha conseguido achar um material claro como esse.

Parabéns

Odair
Visitante
Odair

Ola !!! Leandro , deixo meus parabéns pelo seu esforço em elaborar esse post com bons fundamentos e valiosidade.
Fiquei com duvida em relação aos fundos (MULTIMERCADOS JUROS E MOEDAS). Com a queda da taxa básica de juros como você avalia esses fundos , já que renda fixa já não esta tão mais interessante como antes com os cortes nos juros.

André Pires
Visitante
André Pires

Parabéns Leandro. Seus artigos são muito bons. Desta vez realmente recebi uma explicação clara e objetiva quando ao índice Sharpe.

Marilene Miranda teixeira
Visitante
Marilene Miranda teixeira

Leandro queria investir 200 reais no tesouro selic, 200 reais no ipca, 200 reais prefixado, o tesouro selic tirar com 1 ano, os outro na aposentadoria, o que acha?

Delmo
Visitante
Delmo

Fantástico! Parabéns pelo material que explica de forma simples índices que, na teoria, são direcionados para profissionais do mercado financeiro.

Fabio
Visitante
Fabio

Leandro, boa tarde, sabe até quando será vantajoso o investimento em títulos Tesouro Selic? Pois com a queda da inflação o Conselho está constantemente cortando a Taxa Selic.

Jhonas
Visitante
Jhonas

Leandro, muito obrigado por todo conhecimento que você tem me passado através dos artigos que escreve. Estou grato de verdade.
***Agora gostaria de esclarecer uma dúvida: pra investimentos de longo prazo 15 anos, por exemplo, é melhor ir aportando mensalmente num ativo IPCA que tenha rendimento menor, mas que esteja protegido pela inflação, ou tipo juntar uma parte em um CDB liquidez diária, ou fundo DI e depois aplicar num CDB de rendimento melhor e tirar quando vencer e reaplicar em outro CDB, e assim fazendo sucessivamente até completar o prazo de 15 anos? ( esse investimento seria pra independência financeira).

Jhonas Bandeira.

Adriano
Visitante
Adriano

Parabéns, muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

Carlos
Visitante
Carlos

Obrigado mais uma vez pelo texto Leandro !
Desculpe a pergunta fora do contexto desse artigo, mas estou montando minha planilha patrimonial baseado naquela que vc nos disponibilizou e estou com uma duvida.
O período de tempo a ser considerado seria de 1 ano ?
Por exemplo, no ativo circulante devo considerar a renda que irei auferir neste ano de 2017 ? Assim como no passivo circulante devo considerar as parcelas do meu financiamento de imóvel de 2017 somadas ?
Penso que um retrato mensal não refletirá corretamente minha posição patrimonial.

Obrigado

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro,

Parabéns pelo artigo. Minha pergunta é a seguinte: eu sou professor de Física e tenho por hábito investir na minha Educação Financeira há 5 anos, inclusive comprei todos os seus livros. Existe alguma certificação ou credencial para que eu possa dar aulas gratuitas sobre Educação Financeira na minha Instituição?

Talibã
Visitante
Talibã

Olá leandro, você poderia fazer um post sobre a alavancagem financeira feita pelos bancos. Queria ouvir um detalhamento maior, e ouvir sobre a opinião sobre o famoso “dinheiro criado do nada”, pelos bancos

abç

Armando
Visitante
Armando

Caro Leandro Ávila, Primeiramente parabéns pelo seu trabalho. Sou um leitor assíduo dos seus artigos. Conheci o site por indicação de um amigo e queria de agradecer por ter me tirado da Caverna. Literalmente consegui enxergar como aplicar, o que é possível hoje dentro da minha realidade, sem deixar boa parte do rendimento pro meu banco. Minha dúvida não é relacionada ao artigo. Vejo que sua pauta do momento é Fundos de Investimento. Mas eu gostaria de saber o seguinte: Com a queda da Selic a renda fixa deixou de ser tão interessante quanto era a 6 meses atrás. O Tesouro Direto + IPCA que reduziu a taxa, ainda continuam interessantes? Desde já obrigado! Você realmente faz um trabalho que ajuda ao próximo. Forte abraço!

Wallace
Visitante
Wallace

Leandro, que ótimos artigos! Tenho estudado sobre Ações e Fundos de Ações mas ainda não me convenci a investir nesse tipo de Renda Variável. Mas a minha pergunta é outra: No site da BMF&Bovespa, está escrito assim:

BRADESCO

Dados Econômico-Financeiros – R$ – mil
Balanço Patrimonial – Não-Consolidado: 108.134.073

Pergunto: Como ler essa cifra? Esse número são 108 Bilhões ou 108 Milhões? Já me deparei com situações assim e não sei ler essas cifras. Tem vezes que está assim: Em mil, em outras: E milhões, etc… Poderia me ajudar?

Muito obrigado!

Carlos
Visitante
Carlos

Oi Leandro,

Você já teve contato com os robôs de investimento advisor, que administram carteiras de investimentos.
Por que eu pensei, se para quem é iniciante e não tem experiência em renda variável seria interessante a aplicação em fundos de ações, seria uma boa experiência esses robôes, pois cobram uma taxa de administração bem menor.

Mauro Paiva
Visitante
Mauro Paiva

Olá Leandro. Ótimo artigo como sempre, você realmente viabiliza o nosso aprendizado.
Deixo aqui se puder uma sugestão… Porque não um ebook com as duvidas mais interessantes levantadas pelo seus leitores em seus artigos?

Mais uma vez muito obrigado pelo seu trabalho que é feito de forma tão responsável.
Um forte abraço.

Carneiro
Visitante
Carneiro

Leandro, obrigado pelo artigo!
Temos um apartamento no valor de R$ 260.000,00. Um saldo devedor de R$ 80.000,00. Precisamos de um maior para futuros filhos e encontramos no valor de R$ 423.000,000. Na proposta, o valor do imóvel ficará congelado por 12 meses. Pagaremos nesse período o valor de R$ 43.000,000, mais o valor de R$ 167.000,00, (com a venda do nosso atual) totalizando R$ 210.000,00 de entrada. O restante seria financiado, dando uma parcela inicial de R$ 2.060,00 em 360 meses.
Todavia minha dúvida é se ao invés de financiar esse novo apto eu investir esse capital R$ 200 mil em um boa corretora,com 75% em renda fixa e 25% multi mercados acompanhando bem e fazendo aportes mensais de R$ 2.000,00 e morar de aluguel R$ 1.800,00 nesse mesmo apto que iríamos comprar… seria loucura ou é razoável?
As projeções e possibilidades a logo prazo, mesmo com muitas variáveis, me fazem querer arriscar mas sou iniciante na área.

Candido Edgard Gonçalves
Visitante
Candido Edgard Gonçalves

Edgard
Leandro gostaria de tirar o dinheiro que está investido no banco no di premio e começar aplicar este capital para render mais, pois já sou idoso e não gostaria de aplicação a longo prazo

Alexandre
Visitante
Alexandre

Leandro, parabéns pelo excelente artigo !!
Tenho procurado sempre ao analisar um fundo de investimentos me aprofundar no regulamento, política de investimento, objetivo de rentabilidade, volatilidade, sharpe etc….Mas antes de tudo é de suma importância avaliar quem é o gestor por trás do fundo, não podemos esquecer que estamos colocando o nosso dinheiro na mão de profissionais que tem que entregar rentabilidade.
Se buscarmos informações conseguimos saber quem são os melhores gestores de fundos do mercado (MM, Ações, RF etc), com excelente reputação e com grande capacidade de entrega de resultados, e na sua grande maioria eles estão nas gestoras independente de recursos e não nos grandes bancos.
Um ponto fundamental que vc citou no seu artigo foi a questão do prazo do investimento, fundo com alta volatilidade tem que ser para um investimento de longo prazo, lógico que sempre respeitando o perfil do investidor.
Um abraço.

RENATO M SOUZA
Visitante
RENATO M SOUZA

Oi Leandro, primeiramente parabéns pelo artigo muito claro entendimento. Gosto muito de ler os comentários, pois vejo que a dúvida de um também é dúvida de outros. O que me chamou atenção foi essa resposta sua “Tenho uma parte do meu patrimônio em CDB, tenho outra em tesouro IPCA, tenho com investimento com liquidez, tenho sem liquidez. Com isso eu tiro vantagens das características de cada investimento.”, vejo que você não investi em FUNDOS DE INVESTIMENTO. Pergunta: Realmente você não investi em FUNDOS DE INVESTIMENTO? Se a resposta for sim. Tem motivo?

Mas uma vez obrigado!

RENATO M SOUZA
Visitante
RENATO M SOUZA

Oi Leandro, você não respondeu mas pelo os conhecimento que você compartilha entendo que a sua estrategia de investir no FUNDO DE INVESTIMENTO, seria para reserva de emergência e utilizar com liquidez D + 0 ou D + 1, pois ao longo prazo não seria interessante por causa do COME-COTAS. Pergunto seria essa a estrategia de investir em FUNDO DE INVESTIMENTO?

Mas uma vez parabéns por compartilhar todos seus conhecimento adquirido como Educador Financeiro.

Luiz Calos de Oliveira
Visitante
Luiz Calos de Oliveira

Parabéns Leandro por essa sua iniciativa, não conhecia esses seus artigos nem o Clube dos Poupadores viabilizando meu aprendizado e meus conhecimentos financeiros.
Mais um vez fico agradecido

Pedro
Visitante
Pedro

Oi Leandro! Em qual fundo de investimento você tem dinheiro investido? Voce pode falar um pouco dos fundos que você escolheu? Obrigado.

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