Juros Reais no Brasil


O Brasil é o país onde os investimentos de renda fixa possuem a maior taxa de juro real do mundo. Você já sabe que juro é a remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro. Quando você deposita dinheiro na poupança, quando compra títulos públicos ou compra títulos privados como CDB, LCI, LCA, debêntures, etc, está fazendo um empréstimo para o governo (no caso dos títulos públicos) ou para instituições privadas esperando receber uma taxa de juros como a remuneração do seu dinheiro no decorrer do tempo.

Essa taxa de juro que o banco e o governo oferecem é uma taxa de juro nominal, ou seja, ela não considera o efeito da inflação que desvaloriza o seu dinheiro com o passar do tempo. Já a taxa de juro real é a taxa nominal menos a inflação. Vamos imaginar que existe um investimento oferecido por um banco que paga 12% de juros ao ano (taxa de juro nominal) e a inflação esperada para aquele ano é de 7%. Diante destes dois números podemos calcular que a taxa de juro real é de 4,67%. Agora vamos imaginar que com o passar do tempo os bancos começam a oferecer investimentos com taxa de 10% ao ano. Só que ao mesmo tempo as expectativas para a inflação caíram para 5% ao ano. Com o juro nominal de 10% e a inflação de 5% podemos esperar um juro real de 4,76%. Isso significa que depois do aumento de preços generalizados na economia o seu dinheiro ganhará 4,76% a mais de poder de compra.

Veja que nestes dois exemplos os juros nominais caíram de 12% para 10%, mas como as expectativas para a inflação também caíram de 7% para 5%. Isso fez os juros reais continuarem sem muita alteração.

Isso mostra que não importa se o investimento está oferecendo taxa de 14%, 12% ou 10% para quem investe na renda fixa. O que importa é o que resta quando você retira o efeito da desvalorização do dinheiro (inflação) dessa taxa. Você que é um pequeno investidor deve aprender a observar qual será sua taxa de juro real reduzindo as expectativas de inflação do juro nominal. É claro que não podemos prever com absoluta certeza qual será a inflação futura, mas podemos traçar um leque de possibilidades e ter consciência sobre o que podemos esperar do futuro.

Como calcular os juros reais

Tenho um simulador onde você pode calcular os juros reais digitando o juro nominal e a inflação esperada (um chute). Também mostro no mesmo artigo como funciona a fórmula necessária para fazer o cálculo. Vale lembrar que não é correto subtrair a taxa de inflação diretamente dos juros nominais. Se você fizer isso o resultado será ligeiramente maior que os juros reais calculados através da fórmula correta. Visite o simulador e o artigo clicando aqui.

Juros reais estão caindo no Brasil

Resolvi fazer um estudo para verificar o comportamento dos juros reais no Brasil nas últimas décadas. Para criar a tabela abaixo eu baixei a série histórica IPCA anual (índice que mede a inflação oficial) através deste endereço aqui. Através desta página do Banco Central coletei qual foi a taxa Selic acumulada entre o dia 01/01 e o dia 31/12 de todos os anos entre 1995 e 2015. No final do artigo você poderá baixar a planilha e o gráfico. Veja o resultado.

Na coluna “Juros Reais” utilizei a fórmula abaixo onde taxa nominal é a taxa Selic e a taxa de inflação é o IPCA. Como é tradicional no Clube dos Poupadores, a planilha que você poderá baixar no final do artigo não possui bloqueios e você poderá ver e editar as fórmulas.

Investimentos com o título público Tesouro Selic oferece uma rentabilidade equivalente ao acumulado da taxa Selic. Investimentos como o CDB, LCI e LCA seguem a taxa Selic quando o banco oferece um percentual do CDI (taxa DI). Quando os juros estão muito elevados estes investimentos superam a caderneta de poupança, mesmo após o desconto de taxas e imposto de renda. Se você calcular a rentabilidade real da poupança verá que ela vem perdendo para a inflação nos últimos anos. Para saber quanto rendeu a poupança no passado use este simulador.

Gráfico dos juros reais:

O gráfico abaixo foi gerado com os dados da tabela acima. O Plano Real, que estabilizou a inflação no Brasil, entrou em vigor em 1995 e podemos verificar a forte queda dos juros nominais (taxa Selic), inflação (IPCA) e juros reais nos últimos 20 anos.

Olhando o gráfico e a tabela é fácil observar a tendência de queda dos juros reais no Brasil (linha verde no gráfico). Isso refletiu na rentabilidade dos títulos públicos, títulos privados e todos os investimentos de renda fixa. O Banco Central utiliza a taxa Selic para controlar a inflação. A cada 45 dias ocorre a reunião do COPOM onde a taxa é definida. Infelizmente o Banco Central, que deveria ser um órgão técnico, sofre influência dos políticos que muitas vezes se preocupam mais com as reeleições do que com o país. No gráfico abaixo separamos o comportamento da Selic, IPCA e juros reais quando o ministro da fazenda era o Antônio Palocci, no primeiro governo Lula e quando o ministro da Fazenda era o Guido Mantega, a partir do segundo governo Lula e no primeiro governo Dilma.

Com Palocci no ministério da Fazenda, no primeiro governo Lula, podemos observar a inflação em queda combatida por uma taxa Selic elevada, mas que também seguia uma tendência de queda sustentável. Observe que a taxa de juros real se mantinha elevada mesmo com a queda da taxa Selic. A estratégia que garantiu a queda da inflação, iniciada no Plano Real, e seguida no primeiro governo Lula, é chamada de tripé macroeconômico (câmbio flutuante, metas de inflação e de superávit primário) resultou em uma inflação de apenas 3,14% em 2006.

Palocci desagradava líderes do seu próprio partido. Em 2005 ele chegou a declarar que era contra o aumento do teto da inflação como defendia membros do PT. Segundo essa fonte aqui, ele disse: Não gosto da ideia. Não concordo com os que acreditam que um pouco mais de inflação gera mais crescimento. No Brasil essa teoria já demonstrou estar errada e não estou disposto a pô-la em prova novamente – justificou Palocci”Pouco tempo depois dessa declaração Guido Mantega se tornou ministro da Fazenda e resolveu provar “a teoria que já demonstrou estar errada”, seguindo as recomendações dos líderes do partido e da presidência. As consequências dessa prova desastrosa foram vistas na inflação de dois dígitos de 2015, quando os preços administrados pelo governo foram descongelados (como fazia Sarney na década de 80) logo após a confirmação da reeleição da presidente Dilma, além de gerar uma grave crise de hiperendividamento público.

No quadrado vermelho podemos ver o que aconteceu com a entrada do Guido Mantega como ministro da Fazenda e o início da chamada “Nova Matriz Econômica” onde a nova crença do governo era que “um pouco mais de inflação geraria mais crescimento”. Aconteceu justamente o contrário. Apenas em 1930 e 1931, em virtude da Grande Depressão, tivemos dois anos seguidos de queda no PIB (fonte).

O ano de 2006 e 2007 marcou o início da “operação-desmonte do tripé”, iniciada a partir do final do primeiro mandato do governo Lula, e acelerada no governo Dilma. A base era queda dos juros, sem maiores cuidados com a inflação e gastos públicos (fonte). O resultado dessa política você pode observar no quadrado vermelho do último gráfico. Observe a linha vermelha (inflação) e a linha verde (juros reais). A ideia básica da nova matriz econômica era acabar com a taxa de juros reais alta e o câmbio valorizado, só que o caminho para atingir esse objetivo era através de uma visão intervencionista e protecionista da política econômica (fonte).

Como isso interfere nos seus investimentos?

É fundamental que você selecione investimentos capazes de superar a inflação. Não adianta ganhar 0,5% de juros + TR, como na poupança, se a inflação no mês foi de 1%. O seu dinheiro perderá poder de compra.

Também fica claro que ao fazer investimentos de longo prazo você corre o risco de sofrer as consequências dos governos que serão eleitos a cada 4 anos. Um investimento com vencimento em 2035 como o título público Tesouro IPCA 2035 passará pelas decisões econômicas dos presidentes que serão eleitos em 2018, 2022, 2026, 2030 e 2034. São 19 anos de decisões políticas e econômicas sobre juros e inflação. Somente no vencimento do investimento será possível olhar para o resultado e para a situação atual e avaliar se aquele investimento foi uma boa decisão.

No caso do Tesouro IPCA, você tem uma garantia de uma taxa de juros reais (já que ele rende IPCA + uma taxa fixa de juros). O problema é que uma taxa de juro real de 5% ou 6% só são boas taxas se você estiver em uma economia equilibrada, bem administrada, com inflação controlada e dentro da meta. Basta olhar no gráfico que o Brasil já teve juros acima de 50% ao ano e juros reais acima de 40%. São essas incertezas sobre o futuro político e econômico do país (consequência de uma população sem educação financeira, política e econômica, que vota em políticos irresponsáveis com a economia do país) que grande parte dos investidores ainda buscam os investimentos com vencimentos mais curtos.

Juros reais no futuro

Estamos no meio de uma crise econômica, em um processo de impeachment (que ainda não está concluído) e no meio de uma das maiores investigações da história envolvendo políticos corruptos de todos os partidos e verdadeiras quadrilhas de empresários que se associavam a esses políticos (mais detalhes). Em 2018 teremos eleições e um(a) novo(a) presidente governará o país em 2019. É difícil saber qual será a política econômica adotada pelos governos no futuro e por isso sempre existirão dúvidas sobre o resultado das decisões de investimento que iremos fazer hoje.

Vamos exemplificar. Veja os títulos públicos e as taxas oferecidas no momento em que escrevo este artigo.

O governo, através do Tesouro Direto, estava oferecendo uma taxa de 12,80% ao ano (taxa nominal) para quem comprasse o Tesouro Prefixado 2023 no dia em que este artigo foi escrito. Como essa taxa é calculada mais de uma vez por dia, com base nas negociações que o mercado faz (juros futuros), isso significa que os investidores consideram 12,80% uma boa taxa com base na expectativa que eles possuem para o futuro da inflação e da economia até 2023 neste momento. O problema é que essas expectativas podem mudar nos próximos dias ou até mesmo nas próximas horas. Para ter uma ideia sobre qual será nossa rentabilidade real é importante prever qual será a inflação média anual até 2023.

Todas as semanas o Banco Central faz uma pesquisa entre os economistas das 100 maiores instituições financeiras do Brasil onde cada um faz uma aposta (eles chutam) sobre qual será a inflação no final do ano corrente e no final do próximo ano. Se você olhar o histórico passado das previsões do Boletim Focus e comparar com a realidade verá que as previsões erram muito. O resultado do Boletim Focus sempre parece mais otimista que a realidade.

Mesmo assim, vamos acreditar nas previsões dos economistas que participam do Boletim Focus da mesma forma que fazemos com as previsões dos meteorologistas. No último Boletim Focus do dia 20/05/2016  a previsão era de 7,04% de inflação até o final de 2016 e 5,50% para inflação no final de 2017. Se você tivesse investido em um título Tesouro Prefixado 2023 que paga 12,80% ao ano, no início de 2016, você teria uma taxa de juro real de 5,38% em 2016 e 6,92% em 2017. Você encontrará esses números usando o simulador. Visite o simulador e o artigo clicando aqui.

Veja novamente, na tabela abaixo, qual foi o juro real entre 2010 e 2015. Você vai constatar que se a inflação cair nos próximos 2 anos os juros reais devem subir se a taxa Selic continuar próxima de 14,25%.

Observe no Boletim Focus do dia 20/05/2016 que a Meta da Taxa Selic média no período prevista pelos economistas é de 13,88% para 2016 e  11,75% para 2017. Se os economistas acertarem a média da Selic e a inflação, a taxa real de juros será 6,39% em 2016 e 5,92% para quem estiver com dinheiro investindo em um título público que segue a taxa Selic como é o caso do título Tesouro Selic. Continua sendo uma taxa real de juro elevada se comparado com a taxa real entre 2010 e 2015.

Taxa real no mundo:

Olhando a taxa de juro básica das economias do mundo, inflação e suas taxas reais, é possível perceber que se um dia o Brasil se tornar um país desenvolvido (primeiro é necessário um povo desenvolvido, políticos desenvolvidos e empresários desenvolvidos) teremos taxas de juros nominais, inflação e taxas de juros reais muito baixas. É claro que isso será bom para a sociedade, desde que seja feito com responsabilidade e seguindo exemplos que já funcionaram em países que se tornaram ricos e desenvolvidos.

Este gráfico gerado no site do Banco Mundial mostra que entre 2011 e 2015 o Brasil foi um dos países com a maior taxa de juros reais do planeta. Quanto mais vermelho maior a taxa (fonte).

A tabela abaixo mostra a comparação entre as taxas reais de juros de diversos países do mundo (fonte da tabela).

Brasil é campeão mundial:

Os dados da tabela acima são de abril de 2016 e já podemos observar na segunda tabela que a taxa real utilizando como base a inflação projetada para os próximos 12 meses é de 7,59% que é muito acima da realidade mundial. No final das tabelas podemos observar que a taxa real média do mundo é negativa. Isso significa que o investimento em renda fixa na maioria dos países tem rentabilidade negativa, ou seja, você perde para a inflação local. Neste caso o investimento em renda fixa não é atrativo e os investidores precisam buscar a renda variável, investimentos em ações ou a sociedade em negócios reais para conseguir uma rentabilidade acima da inflação.

O Brasil é o pior país do mundo para quem não tem educação financeira. É o pior país do mundo para fazer financiamentos, empréstimos e dever dinheiro para bancos e empresas. Ao mesmo tempo é o melhor país para poupar e investir dinheiro com baixo risco e juros reais elevados.

Eu torço para que um dia o Brasil se torne o melhor país do mundo para empreender. Onde qualquer um poderá abrir uma pequena empresa que um dia se tornará uma grande empresa. É assim que os países ricos se tornam ricos. Um país rico é construído com pessoas ricas. Pessoas ricas se produz com educação e empreendedorismo. Você cria riqueza inovando, produzindo mais, produzindo melhor, sendo competitivo, melhorando a vida das pessoas criando produtos e serviços inovadores que vendem no mundo todo. Vou continuar essa reflexão em outros artigos. Para baixar a planilha utilizada neste artigo clique aqui.

Continue aprendendo...

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Max
Visitante
Max

Muito interessante essa tabela com as taxas de juros reais mundiais…. Estou planejando imigrar para o Canadá com minha noiva, mas vejo que terei que abandonar os investimentos em renda fixa lá e terei que aprender outras modalidades.

Isso gera uma dúvida: Digamos que eu seja morador do Canadá, seria vantajoso comprar reais para investir no Tesouro Nacional brasileiro?

Wagner
Visitante
Wagner

Ola Max, eu imigrei para o Canada e mantenho dinheiro investido no Brasil para aproveitar essas otimas taxas de juros, visto que no Canada é dificil conseguir 6%aa, mas por causa do cambio, nao deixo de investir no Canada tambem, da pra tirar proveitos dos dois paises !

Max
Visitante
Max

Olá Wagner, sim, terei que aprender a investir no Canada também e deixarei no Brasil apenas aquele dinheiro que não irei precisar de liquidez imediata. Vivendo e aprendendo, sempre.

Wilmar
Visitante
Wilmar

Oi Wagner, achei interessante sua experiência, eu pretendo fazer isso no futuro. Como fica a questão de comprovar sua residência pra manter contas em corretoras no Brasil? Ou você aplica através de instituições canadenses? Eu imagino que você continua declarando imposto no Brasil, mas não dá rolo na hora da sua residência ? Obrigado pelas suas respostas e contribuição !

Wagner
Visitante
Wagner

Eu não declarei saída definitiva do Brasil então continuo dando o endereço dos meus pais pois sempre morei com eles, não pago imposto de renda pois não tenho mais de 300mil reais e não tenho rendimentos no Brasil acima da faixa de isenção

Tiago Caldas
Visitante
Tiago Caldas

O último parágrafo do seu texto expressa muito bem o que deveria permear a consciência de cada cidadão brasileiro. Parabéns pelo trabalho que você desenvolve, Leandro… Brasileiros como você estão do lado da solução e não do lado do problema.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Prezado Leandro muito com seu artigo!

Mas quais seriam as consequências de levar os TDIPCA + 2035 até o final? Se a inflação for para as nuvens , os título remuneram isso. E se eu levar o título até o fim ele pagará o que eu contratei em juros real. Um único risco que eu vejo é o de oportunidade no período. Peço que esclareça isso. Obrigado.

Alcides
Visitante
Alcides

Olá Leandro como sempre o sr. muito direto e correto, gostei muito da parte “O Brasil é o pior país do mundo para quem não tem educação financeira. Pura verdade.
abraços.

Bruno
Visitante
Bruno

Leandro, boa tarde!

Parabéns por sua excelente contribuição para nossa educação financeira.

Por que o Tesouro IPCA não é beneficiado com o aumento da inflação se ele está atrelado a mesma? Se possível, me faça entender.

Muito Obrigado

wellington Sousa
Visitante
wellington Sousa

Os dois últimos parágrafos resumem perfeitamente nossa realidade e nosso sonho (que deveria, ao menos, ser uma meta).

Show de artigo, Leandro.

Excelente compilação de dados e entregues numa linguagem acessível!

Roberto Vieira
Visitante
Roberto Vieira

Olá Leandro! Como sempre seus textos/publicações são importantes para toda comunidade do clube dos poupadores.
Agradeço todo seu empenho nos ensinamentos a cada dia parabéns e obrigado
É fundamental estudar e selecionar investimentos capazes de superar a inflação . Tenho investimentos no longo prazo (Tesouro IPCA + 2019) e fica claro que com o governos deste País corremos o risco de sofrer consequências nos investimentos conforme a política adotada. Temos que apostar nas decisões econômicas que virão e isso fica difícil de avaliar. As incertezas sobre o futuro político e econômico do Brasil é que nos impedem de tomar decisões utilizando uma lógica. Vamos acompanhar apreensivos o desenrolar das medidas do governo com olhos bem abertos para não cair em armadilhas.
abraços,

Bruno
Visitante
Bruno

Parabéns, Leandro!
Como sempre, seus artigos são claros, diretos e excelentes!

Bruno
Visitante
Bruno

Olá, Leandro. Mais uma vez, parabéns pelo artigo.
Para além da baixa poupança, do sistema financeiro oligopolizado, dos equívocos nas decisões políticas… Não seria verdade que a manutenção de taxas tão elevadas de juros favorece o tal “rentismo”? Quero dizer: a criação de condições econômicas mais favoráveis ao empreendedorismo não esbarraria nesse “sistema” que interessa a poucos?
Um grande abraço.

Tadeu
Visitante
Tadeu

Leandro,

Primeiramente, parabéns pelos belíssimos artigos.

Estou pensando em fazer uma reserva de emergência no Tesouro Selic no valor de 10 vezes a minha despesa mensal. Após, ter concluído essa reserva, irei investir no Tesouro IPCA + com juros semestrais para um renda extra. Qual a dica que você sugere: Um tesouro IPCA + para curto prazo ( 10 anos) ou um longo (20 ou mais anos) ou nenhum desses.

jose
Visitante
jose

já lhe disseram que o longo prazo é a morte,Mauro?

Sergio
Visitante
Sergio

Leandro,
Parabéns pelo excelente artigo!! Você conseguiu apresentar de uma forma muito didática conceitos que são extremamente importantes para o dia-dia de todo o cidadão, mas que são pouco compreendidos…. realmente a falta de educação financeira do povo reflete, infelizmente, nos péssimos governantes do nosso país. E ainda há quem defenda aqueles que cometeram inúmeros erros na gestão do país!! A cada artigo seu que leio, admiro ainda mais o seu trabalho e dedicação em orientar as pessoas…. muito obrigado por compartilhar o conhecimento desta forma!!

Fábio Bastos
Visitante
Fábio Bastos

Leandro, mais uma vez parabéns pelo conteúdo do texto e principalmente pelas suas análise que incomodam bastante já nos primeiros parágrafos. Realmente no Brasil é uma diversidade de interesses e infelizmente a população não é sábia para entender para onde seguir e na dúvida e falta de conhecimento deixa seus recursos na poupança. Estou acompanhando os movimentos dos imóveis, já li seus ebooks e agora as coisas estão cada vez ficando mais claras, eu também torço para que o Brasil seja rico, principalmente intelectualmente, o resto será consequência.

Adelino
Visitante
Adelino

Artigo espetacularmente claro e didático para os que não possuem conhecimentos profundos em Economia e para os pequenos investidores. Parabéns, Leandro, por sua contribuição na formação de um povo esclarecido.

Lucas Soliguetti
Visitante
Lucas Soliguetti

Muito obrigado, Leandro, por mais um artigo esclarecedor. É um grande privilégio ler as suas publicações. Parabéns pelo excelente trabalho!

Herika
Visitante
Herika

Fico sempre à espera dos seus textos. Sempre são excelentes. Já escreveu algo sobre investimento em ouro, ouro ativo, agente de custódia para ouro?

GB
Visitante
GB

E por isso que prefiro apostar em títulos públicos atrelados ao IPCA, qualquer problema pelo menos o dinheiro está sendo protegido e ainda ganha uns 6% de juros extras como brinde.

Lembrando que a inflação é uma média,então tem coisa que subiu menos, coisa que subiu mais e até coisas que caíram de preço (como frutas da estação, por exemplo), a grande sacada é consumir coisas mais facilmente encontradas, assim a inflação afeta menos a pessoa.

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Excelente texto. Tambem torço para o declinio natural das taxas reais de juros aqui no Brasil.. Mas nao como a Presidenta conseguiu a meta dela em 2013 – uma taxa real menos de 2% (quando o SELIC foi 7.25%). Muito impressionate mesmo! So que ela conseguiu atraves de forçar o Tombini a baixar o SELIC e ficando contente com, ‘um pouco mais’ de inflaçao.’ Quase conseguiu uma taxa real negativa. Mas o negocio foi insustentavel pelos motivos que voce bem explicou (com a tal Nova Matriz Economica). No final, seria bom ter as taxas reais mais negativas do mundo – mas nao como a Venezuela conseguiu – com outras consequencias! A retomada do Modelo Tripe parece um bom lugar recomeçar….

Sandro Luiz
Visitante
Sandro Luiz

Excelente artigo. Parabéns!

Arnaldo
Visitante
Arnaldo

Mais um ótimo artigo. Parabéns Leandro!
Sempre tive essa dúvida, o que gera um país rico? De onde surge “mais dinheiro em circulação”? O que permite ao país, criar esse novo dinheiro?

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Leandro, mais um artigo esclarecedor. Muitos não se dão conta da importância de saber qual é o ganho real e acham que estão ganhando dinheiro, quando na verdade, mal estão recebendo o custo da inflação.

Tenho dúvidas se, mesmo com ganho real, iremos manter nosso poder de compra, afinal, índice inflacionário como o IPCA mede a inflação de um conjunto de preços.

Acho importante ter investimentos para ficar tranquilo, mas o ganho real está na produção, nos negócios, no empreendedorismo. Seria bom se você também escrevesse sobre negócios reais.

Armando
Visitante
Armando

Muito bom artigo. Ficou claro que as decisões ideológicas dos companheiros postas em prática por Mantega se tornaram uma bomba programada. Não é à toa que Mantega não tenha tranquilidade para frequentar locais de acesso público.

Todos sabiam que a redução da taxa SELIC na canetada traria sérias consequências. Não é preciso ser economista. Muito estranho essas experiências sociais continuarem enganando até hoje.

Por essas e outras que não temos credibilidade, previsibilidade. O país é muito arriscado, embora não percebamos por vivermos essa realidade.

David Jose Porto
Visitante
David Jose Porto

Acho que é esta insegurança econômica que faz tantas pessoas enxergarem nos imóveis o melhor investimento.

Agton
Visitante
Agton

Excelente artigo Leandro!

“O Brasil é o pior país do mundo para quem não tem educação financeira. É o pior país do mundo para fazer financiamentos, empréstimos e dever dinheiro para bancos e empresas. Ao mesmo tempo é o melhor país para poupar e investir dinheiro com baixo risco e juros reais elevados.”

Já tinha pensado neste aspecto em minhas reflexões pessoais e comentado com amigos e conhecidos.

Abraço!

Ricardo Rocha
Visitante
Ricardo Rocha

Leandro, mais uma vez, parabéns por nos proporcionar conhecimento… sou um seguidor do seu trabalho à muito tempo, e através dele, pude reorientar minhas expectativas pessoais e profissionais… muito obrigado e um forte abraço…

Uilson Dile
Visitante
Uilson Dile

Olá Leandro Juros reais não teria que descontar além da inflação, taxa e impostos?
Nos títulos 6% + IPCA esses 6% não são juros reais por que?
Acredita que essas taxa elevadas que o Brasil pratica podem nunca mais voltar?

Parabéns pelo seu trabalho espetacular!

Marlon Ruttmann
Visitante
Marlon Ruttmann

Dados interessantes, mas uma coisa que me deixa bastante preocupado é o que você comenta no final do artigo, sobre a dificuldade das empresas aqui no Brasil. Eu acho inadmissível vivermos em um sistema econômico onde vale mais a pena apostar na renda fixa – contribuindo para o endividamento do governo – do que abrir empresas e efetivamente produzir, gerando riqueza.

Eu invisto no TD por ainda ter bastante receio em abrir uma empresa e acabar quebrando com essa carga tributária e todas as dificuldades que acometem os empreendedores.

Infelizmente aqui no Brasil, o povo em geral tem o costume de odiar quem começa a se dar bem na vida. Geralmente o amigo empresário é taxado de rico ao primeiro sinal de progresso em seu empreendimento. A mídia e o governo nos últimos 13 anos se esforçaram muito pra colocar os trabalhadores contra os empresários. Todo empresário hoje em dia é taxado de explorador, e isso é muito triste…

Renato Assis
Visitante
Renato Assis

Estes cálculos são líquidos de IR?

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Muito bom, Leandro!! Abraços!!!

Tiago Malveira
Visitante
Tiago Malveira

Olá Leandro, mais um belo artigo!

Diante das incertezas quanto à taxa Selic e à inflação futura, parece-me interessante diversificar os investimentos de renda fixa em aplicações atreladas à inflação e também em aplicações atreladas ao CDI.

Daí, teremos uma média entre as aplicações de renda fixa que retornem os maiores juros reais.

O que acha?

João Paulo
Visitante
João Paulo

Olá Leandro! Fiz o curso de Macroeconomia e tive uma série de dúvidas, mas acredito que consegui pegar a essência dos ensinamentos do João Sayad.

A taxa de juros “funcionaria” modernamente como mecanismo para controlar (diminuindo) a base monetária, uma vez que faz o Banco Central enxuga dinheiro de toda a economia, tendo o efeito de reduzir a moeda em circulação e, com isso, esperando queda do consumo e queda da inflação (obviamente isso só funciona se a inflação tiver como origem o consumo exagerado e rápido via concessão desordenada de crédito).

Entretanto, professor Sayad só demonstrou 2 mecanismos de “inventar dinheiro”, que é a emissão de títulos públicos e títulos privados (por bancos privados principalmente), sem citar de modo claro o ganho de senhoriagem, como ele ocorre e quem o quantifica.

Desse modo, o governo toma duas medidas aparentemente contrárias (aumenta a base monetária ao imprimir mais papel moeda e reduz a base monetária ao emitir mais títulos publicos), de modo a aumentar o imposto inflacionário e ao mesmo tempo amortizar bastante os juros que ele oferece aos títulos públicos (definição de juros reais, tema do artigo de hoje).

Logo, os juros terão que subir ainda mais, caso contrário a renda fixa estará prestes a se tornar deficitária ou próxima disso; assim, o montante investido em títulos públicos provavelmente migrará para outras regiões mais atrativas, levando a uma corrida ao dólar (fuga de capital do pais), o que desvalorizará ainda mais nossa moeda e disparará uma nova onda inflacionária, semelhante ao que ocorreu de 1982-1994.

A conclusão, que inclusive o professor Sayad chega a mencionar, é que a economia real (setor produtivo, trabalhadores e empreendedores) é escrava do sistema financeiro, pois este impõe seus desejos (taxa de juros alta, política monetária contracionista, orçamento público voltando ao pagamento de dívida ao invés de investimentos produtivos ou sociais) e pode imputar uma pena aos governos que não seguem tal cartilha (fuga de capitais, perda de valor da moeda com a inflação, desvalorização cambial, empobrecimento geral da população e inclusive instabilidade política).

Pelas minhas interpretações, a inflação é uma via final de vários desvios do modelo capitalista atual, e não a raiz do problema, de modo que combater a inflação per se é algo inútil, uma vez que também custou muito caro mantê-la sob controle desde 1994 até pouco tempo atrás, pois foi através do galopante endividamento público e submissão aos interesses do mercado financeiro.

Eu não nego que nosso Governo gasta mais do que arrecada e o faz principalmente por motivos populistas, mas também é impossível negar que grande parte do nosso endividamento advém dos gastos para manter as políticas monetária e cambial, que são esforços para manter a estabilidade econômica às custas de uma porcentagem significativa de todos os recursos advindos do orçamento público dos brasileiros, isto é, curvar-se ao sistema financeiro para que não haja eventos ainda piores.

https://bianchiniblog.wordpress.com/2016/01/21/por-que-a-auditoria-cidada-nao-e-levada-a-serio-ii-o-grafico-em-formato-de-pizza/comment-page-1/

Por favor, aponte as falhas nesses argumentos que apresentei.
Meu objetivo não é fazer investidores se sentirem mal (eu também invisto meu dinheiro em renda fixa), mas é perceptível que setor produtivo e setor financeiro, infelizmente, não têm os mesmos interesses, e no Brasil temos um desbalanço claro a favor do setor financeiro.

País em que investir em ativos financeiros é mais rentável do que ativos reais (meios de produção de riqueza, como imóveis, máquinas, recursos humanos) é um bom exemplo de país sem quaisquer perspectivas econômicas positivas de longo prazo.

Joza ribeiro
Visitante
Joza ribeiro

Olá leandro mais um ótimo artigo e pensar que em janeiro o IPCA 2035 chegou a pagar 7,80% e eu não comprei porque nao estava acompanhando. Na sua visão de construtor de cenários qual é a maior probabilidade, a manutencao da selic em 14.25 por mais tempo mesmo caindo a inflação, ou a queda da selic para favorecer a reducao do CDI? Na hipotese de queda do cdi, uma LCA de 2 anos do BNDES de 93% do cdi seria interessante?

Frederico Veloso
Visitante
Frederico Veloso

Leandro,
Parabéns pelo artigo, muito bom! Aliás, parabéns por esse projeto fantástico de educação financeira. De tudo que já pesquisei e li na internet o Clube dos Poupadores, na minha opinião, é o que há de melhor em termos de abrangência de conteúdo, qualidade técnica e clareza das informações. Parabéns!

Nilton Fontes
Visitante
Nilton Fontes

Caro Leandro, penso que no calculo do juro real deveríamos descontar o efeito nefasto do IR sobre a inflação. Se assumirmos 20% para facilitar, o impacto da inflação em 2015 foi 10,67%+2,13%, portanto 12,80% foi a parte do juro que serviu apenas para corrigir a inflação. Portanto o juro real, antes do IR foi de 0,36%, baixíssimo considerando o risco Brasil. Por isso é que empresas nacionais colocam papéis no exterior a juros de 5 a7% em dólar! Penso que é um equívoco afirmar que os juros reais no Brasil são elevados, sem considerar o IR referente à parte da inflação.

Andre
Visitante
Andre

Muito boa essa explicacao! Excelente site, muito obrigado!

Luís
Visitante
Luís

Como pequeno empreendedor (tenho uma start up no ramo de tecnologia e finanças) . eu confesso que leio seu blog com um fundo de esperança, pensando que um dia o povo brasileiro de fato irá se educar financeiramente.

Parabéns pelo trabalho que faz, tenho indicado seu site aos meus funcionários e inclusive pessoas da minha família.

Sei que meus sócios (principalmente) e eu fazemos parte dos quais são rotulados como “loucos” por empreender no Brasil, onde se pode deixar o dinheiro em renda fixa e esperar dobrar o patrimônio a cada 4-5 anos em CRIs, CRAs e etc, mas estamos apostando justamente pensando num futuro melhor para o Brasil.

Creio que um dia, quando a educação financeira do povo brasileiro chegar a um patamar aceitável, serão sites como o seu que fomarão o “mainstream” desse movimento.

Dentre todos os sites do gênero que tenho acompanhado desde que retornei ao Brasil (morei anos fora) , o seu é de longe o que tem melhor conteúdo. O impacto das coisas aqui escritas é e será enorme num futuro avanço do nosso povo.

Realmente, obrigado.

Yuri
Visitante
Yuri

Leandro, parabéns mais uma vez pelo ótimo artigo!

Me fez abrir os olhos para ver que um juro real de 6%a.a através do TD é uma boa taxa, mas mesmo assim não torna o investidor imune a uma hiperinflação (como a do inicio dos anos 90) e um agravamento da crise que estamos vivendo…

No final do artigo você prometeu continuar a discussão sobre empreendedorismo nos próximos artigos, faça mesmo! Já estou ansioso para ler sobre esse assunto sob sua ótica. Leio muito os conteúdos do Flávio Augusto, que é muito bom, mas que AS VEZES me parece demasiado otimista… Ele não nega a crise, mas tem uma visão de que qualquer um pode superá-la e que SEMPRE terá um final feliz, o que infelizmente não é verdade…

Fabiano
Visitante
Fabiano

Leandro, conheci o seu blog através do Bruno Ávila em uma palestra no afiliados Brasil, quero te dar os parabéns, conteúdo de altíssima qualidade, estou aprendendo muito….

Yuri
Visitante
Yuri

Mais uma coisa que esqueci de comentar no post anterior:

Acho que seria interessante elaborar um artigo explicando como os índices de inflação são apurados e que embora o IPCA seja de X% isso não quer dizer que na sua realidade os preços aumentaram X%… Eles podem aumentar mais ou menos, tudo depende da sua realidade , é como se cada um de nós tivesse uma espécie de “inflação pessoal”…

É claro que índices como o IPCA são importantíssimos para avaliar a saúde econômica do pais, mas também não é algo que ira ditar e governar sua vida pessoal…

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Oi Leandro, eu achei muito interessante o primeiro comentario, o do Max, junto com a sua resposta, sobre a intençao dele a imigrar para outro pais (Canada), e possiveis mudanças na carteira dele. Eu fiz justamente o contrario saindo dos EUA para aqui e queria compartilhar o que foi feito no meu caso.

Realmente, especialmente com o Quantitative Easing I, II, and III do Fed, investimentos la em CDBs, e fundos tradicionais de Renda Fixa sao uma maneira facil de perder dinheiro no curto e longo prazo para a inflaçao . Existem o equivalente do NTN-Bs – os chamadosTIPS – que foram justamente o prototipo para o Tesouro aqui – mas mesmo assim nao sao muito interessantes com rendimentos reais menos de 1% ou ate negativos (!) nos ultimos anos. Evidentemente, o tal”Financial Repression” intencional do Fed seria uma forma de forçar investidores a assumir mais risco – geralmente com açoes, mas tambem com titulos de empresas, etc. Eu mantive investimentos la principalmente em fundos de açoes, para a possivel valorizaçao e para reter exposiçao ao dolar. Mantenho alguns CDB’s principalmente para arcar com despesas recorrentes la na mesma moeda.

Aqui no Brasil nao seria grande surpresa ter investimentos em Renda Fixa (na maior parte Tesouro Direto, tambem CDBs) – para criar um hedge local das despesas com rendimentos em reais. Eu poderia ter apostado exclusivamente na força potencial do dolar, mas preferi nao correr este risco de cambio, lembrando que com o proprio Meirelles durante grande parte da administraçao de Lula, houve uma valorizaçao significativa do real (maximo 1,58 se nao me engano – apesar dos reverse swaps do BC), e alguns estrangeiros aqui sofreram muito com essa exposiçao na epoca. Tambem invisto na Bolsa, mas com um fatia relativamente pequena – justamente por causa do trade-off risco/retorno que voce descreve com tanta eloquencia no seu artigo.

João de Deus
Visitante
João de Deus

Leandro muito bom seu texto. Como sempre com bastante profundidade! Parabens!

Paulo
Visitante
Paulo

Oi Leandro, ótimo artigo!
Realmente o Brasil tem uma taxa de juros elevadíssima.
Talvez esteja muito relacionado a comportamento financeiro das pessoas.

O artigo ficou ótimo mesmo.
Parabéns!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, parabéns por nos brindar com mais um excelente texto motivador e esclarecedor. No entanto, se me permite, gostaria de tecer alguns comentários, como há grande incerteza sobre as futuras políticas economica do nosso país; como um investidor incipientes (porém já consciente da educação financeira) poderia se blindar, a fim de proteger seus investimento de longo prazo. Por exemplo, no meu caso em particular, fiz um planejamento para aposentadoria através do Tesouro Direto IPCA + 2035, mas diante dessas incertezas, deveria optar por um prazo mais curto ou se manter nessa trajetória. Parabéns pelo seu trabalho.

Hevlin Costa
Visitante

Olá Leandro, excelente artigo!
A questão do juros reais é uma característica extremamente importante nos investimentos, mas infelizmente muita gente ignora. Especialmente aqueles que somente seguem as recomendações dos bancos. É comum receber ofertas de CDBs e LCIs, LCAs que possuem rentabilidades altas, se comparadas à poupança, mas que a rentabilidade real é baixa porque os gerentes raramente informam a rentabilidade real. Por isso é importante buscar fontes imparciais para aprender sobre investimentos e procurar também as corretoras , que oferecem opções de investimentos de renda fixa mais rentáveis que os dos grandes bancos. O problema é que muita gente, por algum motivo que não descobri ainda, tem medo de investir por corretoras, não confia, etc. Mas na realidade deveriam é ter mais medo dos grandes bancos… Parabéns e continue o bom trabalho 🙂 Assisti a palestra do seu irmão no Afiliados Brasil e ele mencionou você.. acompanho o seu trabalho desde o início do Blog e desde sempre o seu site é a minha referência em educação financeira e investimentos, parabéns!

Luiz Cláudio Trevizam
Visitante
Luiz Cláudio Trevizam

Leandro

Diante dos riscos de um investimento de longo prazo, é correto pensar em investir em curto prazo (até 2019) depois reinvestir o que foi investido e assim sucessivamente….

Pedro Keller
Visitante
Pedro Keller

Esqueceste de abrir um ou dois parágrafos sobre as mordidas do LEÃO

Abraços

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, se em alguns países desenvolvidos a renda fixa tem juros negativos, perdendo para a inflação, o que levaria uma pessoa a investir nessa modalidade? Não seria melhor deixar o dinheiro parado na conta corrente, caso a mesma não queira arriscar na renda variável?
Obrigado pelo artigo!

Ailton
Visitante
Ailton

Ótimo artigo Ávila, bem como suas considerações finais.

Arno Black
Visitante
Arno Black

Oi Leandro, não recebi a resposta sobre os meus questionamentos remetida a dois dias atrás. O assunto era aplicações no Brasilprev do Banco do Brasil.
Fico no aguardo.
A.Black

Hérika
Visitante
Hérika

Obrigada Leandro. Você transfere informação maravilhosamente. Uma pergunta: já escreveu algo sobre investimento em ouro ativo financeiro, agente de custódia em ouro e ect.?

Louis
Visitante
Louis

Uma coisa que me espanta é que o Guido Mantega, que tanto estrago fez à economia do país, é professor na FGV. Como pode ? Para mim, isso tira credibilidade desta conceituada instituição.

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