O que é COPOM e como afeta seus investimentos

Você sabia que a cada 45 dias o COPOM (Comitê de Política Monetária) toma decisões que influenciam no valor do seu dinheiro, nos juros que você paga ao se endividar e nos juros que recebe ao investir? Em uma simples reunião eles podem decidir se o Brasil vai entrar em recessão, se a inflação vai subir ou cair, se as pessoas vão comprar mais ou comprar menos e se o país ficará mais rico ou mais pobre.

A maioria da população ignorar a importância das reuniões do COPOM. O povão se preocupa mais com o resultado do campeonato de futebol. As coisas são feitas para que as pessoas não tenham interesse por coisas me mexem profundamente em suas vidas. Para que você não seja como todo mundo, não deixe de ler e recomendar este artigo.

O COPOM é um órgão que faz parte do Banco Central do Brasil. Ele é responsável por modificar ou manter os juros básicos da economia (Taxa Selic) a cada 45 dias. Esta taxa interfere em todos os juros do mercado, no valor do dinheiro e das coisas. Ela interfere nos juros que você recebe quando faz qualquer investimento ou nos juros que você paga quando pede dinheiro emprestado. Investidores e empresários observam as tendências da Selic antes de fazer qualquer investimento financeiro ou produtivo. De forma direta ou indireta, grande parte dos números da economia sofrem interferência das decisões do COPOM. A sua vida é impactada diretamente pela taxa Selic, sem que você tenha total consciência disso.

O principal objetivo do COPOM, ao modificar a taxa de juros, é controlar a inflação. Fazer o controle da inflação também pode ser entendido como fazer o controle do valor do dinheiro que cada brasileiro possui. Você já deve ter percebido que o seu dinheiro perde valor com o passar do tempo, já que os produtos tendem a ficar cada vez mais caros. As decisões do COPOM podem acelerar ou retardar este processo de empobrecimento do país.

Juros elevados fazem as pessoas comprarem menos já que as parcelas ficam maiores. Pegar dinheiro emprestado fica mais caro. Juros elevados fazem as pessoas pouparem mais e com isto deixam de comprar hoje para comprar no futuro. A economia para de crescer. Com pouca gente podendo ou querendo comprar, as empresas começam a vender menos e com isto são forçadas a baixar preços para venderem mais. É por isto que o governo sobe os juros para controlar a inflação. Quando a inflação está controlada o governo baixa os juros para estimular o crescimento da economia. Você verá no próximo gráfico que sempre existem ciclos de queda e alta da inflação que são acompanhadas por ciclo de queda e alta dos juros.

O COPOM modifica os juros tentando atingir uma meta de inflação. Atualmente esta meta é de 4,5% de inflação ao ano. Existe um limite mínimo que é de 2,5% e um limite máximo (chamado de teto da meta) que é de 6,5% ao ano. O objetivo do COPOM é manter a inflação próxima de 4,5% e por isto toma medidas para aumentar ou baixar os juros sempre que a inflação se afasta do centro da meta. Pelo menos é assim que deveria ser.

No passado, a meta inflacionária já foi de 3,25% (2001).  Estas metas podem ser modificadas no futuro pelo Conselho Monetário Nacional  (CMN) que é a entidade máxima do sistema financeiro. O CMN é comandado pelo Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e Presidente do Banco Central. Todos eles são escolhidos pelo(a) presidente da república.

Veja o histórico das metas que o país já teve no passado. Veja que tudo começou em 1999 quando o governo adotou o chamado tripé macroeconômico que é composto pelo regime de metas de inflação, metais fiscais e pelo câmbio flutuante. Traduzindo: A inflação precisa ser controlada, o governo não pode gastar mais do que arrecada e o câmbio deve seguir a lei da oferta e da procura sem grandes interferências do governo. É este tripé que fez a inflação se estabilizar e permitir todo crescimento que tivemos desde o início do Plano Real.

Como você pode ver, foi em 2003 que a meta de inflação foi modificada pela última vez. Foi logo depois da eleição do ex-presidente Lula. Naquele tempo o Armínio Fraga deixou a presidência do Banco Central e o novo presidente escolhido pelo governo Lula foi Henrique Meirelles. O Ministro da Fazenda era Pedro Malan e foi substituído por Antônio Palocci. Até ai o tripé macroeconômico foi respeitado. Com o governo Dilma e Guido Mantega no Ministério da Fazenda as coisas começaram a mudar.

Podemos ver o comportamento da inflação depois de 2006 quando o Guido Mantega assumiu o Ministério da Fazenda, ainda no Governo Lula.

Ministro da Fazenda é mais importante que Presidente?

As decisões tomadas pelo Ministro da Fazenda e pelo Presidente do Banco Central interferem profundamente na economia e por isto o mercado se preocupa mais com quem serão os escolhidos para estes cargos do que quem será o presidente do Brasil.

Quem lembra da campanha eleitoral em que o Lula venceu, se recorda que a economia mergulhou em uma crise quando o mercado percebeu que o Lula poderia vencer as eleições. O problema não era a eleição do Lula, mas quem ele iria indicar para substituir o atual Ministro da Fazenda Pedro Malan e o presidente do Banco Central que era o Armínio Fraga.

O mercado só se acalmou quando ficou claro que o presidente do Banco Central seria o Henrique Meirelles, ex-presidente do antigo Bank Boston, que era do PSDB, partido do presidente FHC e que provavelmente daria continuidade ao Plano Real e o tripé macroeconômico. O mercado acreditou que a política econômica seria uma continuidade do que estava sendo feito e com isto a inflação se manteria controlada.

Nestas eleições de 2014 a situação se repete. O mercado gosta da equipe econômica do candidato Aécio Neves e gosta da equipe que está por trás da Marina Silva. Já a equipe atual da presidente Dilma perdeu a confiança do mercado depois de diversas medidas consideradas equivocadas por muitos economistas. Para o mercado, a reeleição significaria mais do mesmo.

Não quero transformar este artigo em uma briga eleitoral (digo briga já que ninguém debate nada, todo mundo só sabe brigar). Estou apenas descrevendo o que é possível observar. Se o que o mercado faz é bom, ruim, certo ou errado não importa para o entendimento do funcionamento do COPOM, que é o objetivo do artigo. O importante é entender que as coisas funcionam assim.

E se você fosse bilionário?

Como você pode ver, a equipe econômica é muito importante. A relação de confiança entre os empresários e a equipe econômica é fundamental para o crescimento do país, pois querendo ou não, quem produz e faz o país crescer são as empresas que investem, empregam e pagam impostos.

Para entender como esta confiança é importante, vamos imaginar que você é um grande empresário. Imagine que você tem R$ 1 bilhão de reais rendendo juros em aplicações financeiras. Se você confia no governo, confia na equipe econômica, acabará se sentindo estimulado e pegar este dinheiro e investir na abertura de uma nova fábrica onde seu lucro será maior que na aplicação financeira.

A consequência boa disto é que a nova fábrica vai gerar novos empregos e o dinheiro que antes estava nos bancos, agora, irá circular na economia. O empresário contratará pessoal, outras empresas, recolherá impostos e produzirá riquezas. Quando o empresário não confia no governo e nem na equipe economia, ele simplesmente reduz os investimentos, fecham fábricas, lojas, demite funcionários e deixa sua fortuna rendando juros nos bancos ou em títulos públicos.

É fundamental que o COPOM cumpra seu papel que é controlar a inflação mantendo o mercado otimista. Se o COPOM e o Banco Central, em determinado ano, não conseguirem manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo CMN (não pode passar de 6,5%), o Presidente do BC precisa escrever uma carta aberta para o Ministro da Fazenda explicando as razões do não cumprimento da meta, bem como as medidas necessárias para trazer a inflação de volta à trajetória predefinida e o tempo esperado para que essas medidas surtam efeito.

Quem tem direito a votar nas reuniões do COPOM

O COPOM é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central: o Presidente e os Diretores de Política Monetária, Política Econômica, Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações de Crédito Rural, Fiscalização, Regulação do Sistema Financeiro, e Administração. O Presidente tem direito ao voto decisório em caso de empate na decisão da política monetária. As pessoas que ocupam estes cargos e que possuem o poder de votar estão listadas aqui. Clicando nos nomes você pode ver o currículo deles e a foto.

Data das reuniões

Até 2005 as reuniões eram mensais. Em 2006 elas passaram a acontecer a cada 45 dias ou 8 vezes por ano. Sempre acontece terças e quartas-feiras. Existe um calendário com a data das reuniões nesta página aqui. O calendário do ano sempre é definido no mês de outubro do ano anterior. Se acontecer algum evento inesperado que possa gerar impactos fortes na economia, o presidente do Banco Central pode convocar uma reunião extraordinária do COPOM. Isto já aconteceu três vezes. A última foi em outubro de 2002 quando a situação estava complicada diante as incertezas geradas pela possibilidade de eleições do Lula.

Veja o que acontece dentro da reunião do COPOM:

No primeiro dia participam da reunião seus membros e os chefes de sete departamentos do Banco Central:

  • Departamento de Assuntos Internacionais (Derin),
  • Departamento Econômico (Depec),
  • Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep),
  • Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban),
  • Departamento das Reservas Internacionais (Depin),
  • Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), e
  • Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin).
  • Participam também do primeiro dia de reunião o Secretário Executivo e o Assessor de Imprensa do Banco Central. A participação no segundo dia de reunião é limitada aos membros do COPOM e ao Chefe do Depep.

Cada chefe de departamento faz uma apresentação sobre a conjuntura econômica e financeira.

O Deban faz apresentação sobre a evolução da liquidez, reservas bancárias e depósitos compulsórios; O Depin apresenta análise sobre a economia global, o comportamento do mercado financeiro internacional e o mercado de câmbio doméstico; O Derin apresenta informações sobre a conjuntura econômica internacional; O Depec comenta dados recentes sobre atividade econômica, inflação, agregados monetários e crédito, política fiscal e balanço de pagamentos; O Demab resume os assuntos referentes aos mercados financeiros domésticos, condições de liquidez do mercado monetário, resultados dos leilões de dívida pública e composição e estrutura de vencimentos da dívida; Em seguida, o Gerin sumaria a evolução recente das expectativas do mercado para a inflação e para outras variáveis econômicas relevantes.

Como você pode ver os votos precisam ser justificados tecnicamente. Por isto é importante que o Banco Central seja um órgão técnico e não político. É muito perigoso tomar decisões econômicas sem olhar questões técnicas e prever o impacto disso no futuro. As pessoas podem ter boas intenções, mas precisam ter conhecimento técnico.

O segundo dia de reunião, só participam os membros do Comitê e o Chefe do Depep. A reunião se inicia com uma análise das projeções atualizadas para a inflação, baseadas em diferentes hipóteses para as principais variáveis macroeconômicas. Após essa avaliação, os Diretores de Política Econômica e de Política Monetária apresentam alternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem recomendações acerca da política monetária.

Os outros membros do Copom, em seguida, tecem seus comentários e propostas. Para concluir, os 4 membros votam numa proposta final. A decisão final – a meta para a Taxa Selic e o viés (de elevação ou de redução), se houver – é imediatamente anunciada à imprensa e divulgada na página do BC na internet (nesta página aqui). Também é divulgada a relação dos votantes e, em caso de não ter sido uma decisão consensual, a opção de cada um.

Viés da taxa de juros

O COPOM pode estabelecer um viés (tendência) para a taxa de juros no futuro. Pode ser um viés de elevação ou de redução dos juros. Quando isto é feito o Banco Central pode alterar a Taxa Selic na direção do viés a qualquer momento até a próxima reunião do COPOM. Na maioria das vezes não se determina um viés. O viés normalmente só é usado quando alguma mudança significativa na conjuntura econômica for esperada. Faz muito tempo que eles não usam o viés. A última vez em que foi usado ocorreu na 82ª reunião do Comitê, em 19 e 20/03/2003 no início do governo Lula sendo que o viés foi de alta da inflação. Só que no lugar da Selic subir ela caiu nas reuniões seguintes como você pode ver aqui.

Divulgação da Ata do COPOM

Uma ata da reunião é divulgada às 08:30h da quinta-feira da semana posterior a cada reunião. Qualquer pessoa pode ir lá no site www.bcb.gov.br/?ATACOPOM  e baixar a ata. Nesta ata você vai encontrar um resumo da reunião e a decisão. Normalmente a ata possui dicas sobre o que pensa o COPOM e sobre o que pode acontecer nas próximas reuniões. Investidores estudam cada vírgula da ata para identificar estas dicas.

Relatório trimestral da inflação

Nos meses de março, junho, setembro e dezembro, ou seja, no final de cada trimestre, o COPOM publica um relatório chamado “Relatório de Inflação” que analisa a situação econômica e financeira no Brasil. Eles também apresentam projeções para a taxa de inflação. As projeções inflacionárias são exibidas por meio de um “gráfico com o leque de inflação”, que mostra as projeções como uma distribuição probabilística, enfatizando o grau de incerteza presente no momento em que as decisões de política monetária são tomadas. Você também pode baixar e ler este relatório através do site www.bcb.gov.br/?RELINF

 

Este é o chamado “Leque de Inflação” que retirei da página 72 do relatório de junho de 2014 (este aqui). Este gráfico mostra como a inflação poderá se comportar se os juros continuarem nos atuais 11% ao ano e o câmbio continuar no mesmo nível do dia anterior à reunião do COPOM. A linha central, mais escura, seria a trajetória mais provável da inflação até 2016 com base neste estudo. As linhas mais claras possuem probabilidade menor de acontecer a medida que se afastam da linha mais escura. Olhando o gráfico é possível ver que o Banco Central acredita que se o câmbio continuar no patamar atual e os juros continuarem 11% a inflação chegará perto do centro da meta (4,5%) no segundo trimestre de 2016.

O problema é que o câmbio não depende só do Banco Central. Crises econômicas ocorridas em grandes países do mundo, guerras, catástrofes naturais, atentados, epidemias, resultado de eleições, decisões de bancos centrais de outros países, movimentos especulativos e todo tipo de acontecimento político, econômico ou natural de grandes proporções podem impactar o câmbio e tornar toda essa projeção inútil.

Todas as decisões do COPOM

Você pode consultar quais foram todas as decisões tomadas nas reuniões do COPOM, desde a primeira reunião até os dias de hoje. Você verá o número da reunião, data da reunião, se teve algum viés e qual foi ele, período de vigência daquela decisão e qual foi a meta Selic que eles resolveram adotar. Visite www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS

Conclusão:

Tudo que falei aqui, você deveria ter aprendido na escola. Não aprendeu porque é interessante, para alguns, que você ache tudo isso muito chato. Quanto menos você entender de economia, melhor para quem entende. Quanto menos você souber cuidar do seu dinheiro, maiores serão os lucros de quem sabe cuidar do dinheiro dos outros.

Se você pretende aprender mais sobre como investir e cuidar do seu dinheiro é fundamental que comece a se interessar pelos acontecimentos da economia. Um destes acontecimentos importantes é a reunião do COPOM. Acredito que é o evento mais aguardado por investidores, empresários, economistas, bancos e até pelo próprio governo. Os governos dos outros países também acompanham estas reuniões com atenção já que os juros também interferem nas relações comerciais entre os países.

Nos dias de reunião, poucos prestam atenção neste evento tão importante, que gera impactos positivos ou negativos na vida de todo mundo. Faça diferente e ajude algum amigo compartilhando este artigo com ele.

By |15/09/2014|Categories: Investimentos|53 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

53 Comments

  1. Felipe Neimayer 15 de setembro de 2014 at 10:58 - Reply

    Excelente!!!

    Muito esclarecedor. Me impressiona a gravidade do tema e a displicência com que a população o trata.

    Nesses tempos de eleições vêem-se debates sobre quais políticas públicas esse ou aquele candidato irá adotar mas não percebem que tudo o que será feito nos próximos 4 anos de um novo governo só será possível mediante as decisões econômicas adotadas.

    O eleitor deveria estar mais ciente com o que farão com o nosso dinheiro do que com o que farão por nós (o quê mais uma vez, não será muito).

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 14:37 - Reply

      Exatamente Felipe. As pessoas precisam aprender que o governo não nos faz nenhuma caridade. Tudo é pago e estamos pagando muito caro pelo pouco que recebemos em troca. O grande problema do Brasil é a ineficiência do estado que nos obriga a pagar pelo serviço prestado pelo estado (através dos impostos) e nos obriga a pagar por serviços privados já que o estado não nos atende. Em outros países o cidadão paga por saúde, educação e segurança e o Governo devolve estes serviços com qualidade. Aqui pagamos por tudo e ainda precisamos fazer plano de saúde, pagar escola particular e os que podem se trancam condomínios de segurança máxima. O Governo não faz mais do que a obrigação dele quando nos devolve o que nos tirou através dos impostos.

  2. Lucia Castelucci 15 de setembro de 2014 at 12:32 - Reply

    Leandro, seus comentarios estão nos ajudando muito, a aprender e aplicar mais corretamente. Parabens pelos posts
    Passamos pela tragedia da era Collor e nossa duvida é: Muito remotamente, caso haja novo confisco, quais as aplicações que estamos garantidos pra não termos nosso dinheiro confiscado ?
    O Fundo Garantidor de Credito, nos livra desse confisco, nas aplicações cobertas pelo FGC ?
    Um gerente de banco nos disse que a unica aplicação que não podem confiscar é o Vgbl. Isso é verdade ou conversa pra ele vender o produto?
    Obrigada por nos orientar.

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 14:18 - Reply

      Oi Lucia. Eu acredito que se algum governo tentar fazer o que o Collor fez, terá que enfrentar a desordem social e o caos nas ruas. Basta observar as manifestações que aconteceram em todo Brasil em 2013. O Governo possui um poder inimaginável sobre nossas vidas. Deputados, Senadores e Presidente da República podem tudo quando conspiram contra a população. Eles podem modificar qualquer lei e até a própria a constituição para tornar tudo que fazem perfeitamente legal. Basta verificar o que o governo faz lá na Venezuela. Infelizmente as pessoas não percebem como é importante escolher direito os governantes. Voto não é brincadeira. Existem inúmeros casos na história mundial de governantes eleitos pelo povo que simplesmente destruíram o país e ainda produziram guerras e conflitos com outros países. Eu prefiro acreditar que nenhum governante possui a coragem de fazer qualquer tipo de confisco, a não ser que queira enfrentar a fúria da população nas ruas.

      • Lucia Castelucci 15 de setembro de 2014 at 20:25 - Reply

        Agradeço o retorno, mas caso esse caos se instale, alguma das aplicações atuais esta segura pra nao haver confisco? Estou bem atenta pra escolher nossos NOVOS governantes.
        Obrigada pela atenção.

        • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 21:23 - Reply

          Conheço pessoas que estão investindo em dólar e em ouro. Eu não recomendo que ninguém compre dólar e ouro como investimento sem estudar para saber exatamente o que está fazendo já que os riscos de investir sem entender são enormes. Inclusive já estou pesquisando e estudando material de para indicar para quem pretende investir uma parte do que possui nestes investimentos, que são muito usados em situações de crise.

  3. Thiago 15 de setembro de 2014 at 12:50 - Reply

    Excelente artigo, Leandro. Ainda estou assimilando a quantidade de conhecimento que foi exposto agora, precisarei ler mais umas 2 vezes para absorver. Gostaria de saber como avaliar estes relatórios com olhos de investidor, para saber quais as informações mais relevantes para que eu possa direcionar ou realocar meus investimentos.

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 14:04 - Reply

      Olá Thiago, o relatório sobre a inflação mostra que precisamos continuar estudando para que possamos entender mais sobre como cuidar da nossa vida financeira. Não se aprenda do dia para a noite. É necessário ter paciência e continuar buscando informações através de sites, livros e cursos.

  4. Dutra 15 de setembro de 2014 at 16:10 - Reply

    Só para entender. Esta matéria é Sobre o COPOM ou sobre as eleições de 2014?
    É Mais fácil dizer ‘Não votem na Dilma’.
    Mas no restante a linguagem é fácil de se entender!

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 18:09 - Reply

      Olá Dutra. Eu acho que você não entendeu o objetivo do artigo e nem dos exemplos que dei sobre o poder de interferência dos governos eleitos sobre as decisões do COPOM. É uma pena.

      • Israel 16 de setembro de 2014 at 13:01 - Reply

        Leandro,

        Infelizmente algumas pessoas se sentem ofendidas com qualquer coisa.
        O exemplo que você deu foi ótimo, porém vai contra os interesses da pessoa.
        Como você disse, é uma pena.

        valeu

        • Leandro Ávila 16 de setembro de 2014 at 23:47 - Reply

          Obrigado Israel. É natural que algumas pessoas não entendam. 🙂

  5. Thiago Ferreira 15 de setembro de 2014 at 16:54 - Reply

    Boa tarde Leandro!
    Parabéns por mais um excelente texto!
    A taxa Selic é um instrumento de maior interesse para investidores do que para pagadores de dívidas. Do ponto de vista dos investidores o interesse tende a ser maior justamente por diversos investimentos atrelados à mesmas ou a taxas que geralmente seguem a mesma como a DI, já para os pagadores de dívidas ela não gera muita atração, pois para os empréstimos realizados pelos bancos à pessoas físicas, estes cobram praticamente um Selic por mês, ao invés de uma Selic por ano. Os mesmos alegam que os juros da Selic não refletem o cálculo para a oferta e aplicação de juros dos mesmos.
    Um excelente teste que foi feito pelo Exame.com foi o que segue na notícia abaixo, avaliando quais são os juros cobrados pelos principais bancos.
    http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/os-bancos-onde-voce-sofre-mais-ou-menos-ao-ficar-no-vermelho

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 18:36 - Reply

      Oi Thiago, existe uma interferência nas modalidades de crédito com baixo grau de risco. Quando a Selic caiu em 2012 os bancos começaram a oferecer mais dinheiro para compra de carros e imóveis financiados. Entre emprestar dinheiro para o governo para receber 7,25% (Selic do Final de 2012) era melhor emprestar para o financiamento de um veículo e conseguir com isto mais de 12% ao ano. Os bancos também emprestaram muito dinheiro para as empresas. Em países onde a taxa básica de juros é muito baixa, como nos EUA e em vários países da Europa, os juros para financiamento de veículos e imóveis são tão baixos que comprar à vista se torna desvantajoso, já que com um pouco de conhecimento você pode conseguir uma rentabilidade suficiente para pagar as prestações investindo o dinheiro na bolsa de valores correndo risco muito baixo, já que você precisa de uma rentabilidade muito pequena para pagar os juros baixos cobrados pelos bancos. Já os empréstimos sem garantias como Cheque Especial e Cartão de Crédito cobram juros absurdamente elevados no Brasil, os maiores do planeta. O problema é que a população acha normal, continua usando e os bancos e financeiras continuam lucrando. É fruto da falta de educação financeira. No site do Banco Central existe a pesquisa atualizada todos os meses com a taxa média do Cheque Especial: http://www.bcb.gov.br/pt-br/sfn/infopban/txcred/txjuros/Paginas/RelTxJuros.aspx?tipoPessoa=2&modalidade=216&encargo=101

  6. Luciano 15 de setembro de 2014 at 17:20 - Reply

    A dificuldade para nós pessoas físicas, Leandro, é conseguirmos tirar proveito dessas importantes reuniões e relatórios econômico-financeiros para nossos investimentos…

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 18:25 - Reply

      Eu entendo Luciano. Tudo isso a gente deveria ter aprendido na escola. Como é que um cidadão vai ser realmente livre em uma sociedade capitalista, onde tudo gira em torno do dinheiro, sem entender absolutamente nada sobre como o dinheiro funciona na sociedade? O objetivo parece manter a população na ignorância sobre temas importantes. Desta forma, os poucos que entendem do assunto, se aproveitam da grande massa que não entende nada. Vamos continuar estudando e aprendendo pois isto nos libertará do estado de ignorância.

  7. Suzana 15 de setembro de 2014 at 17:24 - Reply

    Leandro, o seu blog tem me ajudado muito a entender o cenário atual, meus conhecimentos em economia e finanças deram um salto gigante!! Está em seus planos fazer um livro sobre estes assuntos abordados no blog (PIB, COPOM, Imposto de Renda, etc.)??? Abraços!!

    • Leandro Ávila 15 de setembro de 2014 at 18:20 - Reply

      Sim Suzana, o Clube dos Poupadores é resultado dos meus estudos e pesquisas para produzir o livro. Quero que uma pessoa totalmente leiga possa adquirir o livro e se tornar um investidor consciente e preparado para que não dependa da opinião dos outros (nem mesmo a minha) para fazer investimentos conservadores.

  8. wagner lazzari ribeiro 15 de setembro de 2014 at 19:43 - Reply

    Obrigado Leandro por mais esse esclarecimento! O seu trabalho é fantástico…é claro que não interessa ao governo que tenhamos acesso a tais informações, afinal é muito mais importante dar ao povo copa do mundo , carnaval e novela.quanto menos informação e conhecimento ,mais fácil e manipular a grande massa!!!! Só faço um apelo as pessoas, que bem pensem em quem vão votar, é muito importante que o jovens prestem bem atenção ao cenário político.Não precisa ser muito esperto para nos darmos conta de que precisamos de mudança…..

  9. Plínio Julioti 15 de setembro de 2014 at 21:50 - Reply

    Concordo plenamente que falta essa cultura no ensino.
    Muito bom o artigo.

  10. Gilberto Malafaia 16 de setembro de 2014 at 9:59 - Reply

    Meu caro Leandro,

    Muito interessante e didática essa sua apresentação sobre o papel do COPOM; infelizmente a Educação Financeira não faz parte do currículo das nossas escolas. Admiro muito sua forma de tratar os temas, realmente isenta, diferente de outras ditas consultorias que se proclamam “independentes”, mas, que demonstram pelo linguajar e argumentos utilizados um viés de posicionamento politico muito claro.

    Um grande abraço,

    • Leandro Ávila 16 de setembro de 2014 at 13:20 - Reply

      Olá Gilberto. É muito difícil falar de economia sem falar de política pois são justamente os políticos e seus indicados que tomam decisões que interferem positivamente ou negativamente na economia. É uma coisa difícil de separar.

  11. Marcelo 16 de setembro de 2014 at 10:00 - Reply

    Bom dia Leandro. Excelente artigo e bem esclarecedor. No entanto, fico com algumas dúvidas: digamos que o COPOM resolva aumentar taxa Selic em 0,5%. Quanto isso impactaria na parcela de um eletrodoméstico que uma pessoa compra a 200,00 em 12 vezes?

    • Leandro Ávila 16 de setembro de 2014 at 11:46 - Reply

      Oi Marcelo, se você já comprou o eletrodoméstico, os juros que foram acordados com a loja ou a financeira não podem ser modificados. Quando a Selic sobre todos os juros tendem a subir, só que isto não acontece de forma automática e nem na mesma proporção para todas as opções de crédito e financiamento.

  12. JOSÉ ARNALDO LOPES 16 de setembro de 2014 at 10:01 - Reply

    Obrigado Leandro pela grande colaboração que tem dado, através de seus conhecimentos, para tornar as pessoas mais independentes financeiramente. Que Deus, o SER mais rico do universo, e que mesmo assim trabalha constantemente, porque nos ama incondicionalmente, te ilumine sempre!

    • Leandro Ávila 16 de setembro de 2014 at 11:44 - Reply

      Oi José Arnaldo, muito obrigado por suas palavras! Um grande abraço!

  13. Magno Ferreira 16 de setembro de 2014 at 12:58 - Reply

    Caro, Leandro, mais uma vez parabéns pelo artigo.
    Sua clareza nos temas abordados tem ajudado muito em meus estudos financeiros.
    Suas publicações foram um excelente ponto de partida para a diversificação de meus investimentos e estão sendo fundamentais para meu conhecimento.
    Obrigado e continue nos ajudando… rs
    Abraço.

    • Leandro Ávila 16 de setembro de 2014 at 23:48 - Reply

      Oi Magno, fico muito feliz. Parabéns por estar estudando, aprendendo e que isto se reflita na sua vida para sempre.

  14. Edu 16 de setembro de 2014 at 19:36 - Reply

    Muito bom artigo e como sempre escrito de modo acessível a todos, parabéns Leandro e continue com esse trabalho, abordando temas que parecem muito complexos, mas que você os expõem de maneira muito clara e didática.

  15. Antonio Neto 18 de setembro de 2014 at 11:50 - Reply

    Leandro,

    Eu sempre ouvia falar em COPOM mas nunca entendia bem. Agora, com o seu artigo, ficou tudo muito claro. Muitíssimo obrigado por nos ensinar tanto. Abração!

    • Leandro Ávila 18 de setembro de 2014 at 23:08 - Reply

      Oi Antonio, fico muito feliz por ter colaborado com seu entendimento. Um abraço!

  16. Leandro Ávila 18 de setembro de 2014 at 23:10 - Reply

    Diego, muito obrigado! 🙂

  17. sonia 20 de setembro de 2014 at 22:09 - Reply

    Olá Leandro, não consegui me cadastrar. Foi para pasta spam e não consigo confirmar!! O que devo fazer?

    • Leandro Ávila 21 de setembro de 2014 at 0:11 - Reply

      Olá Sonia. Alguns emails classificam a mensagem como spam por ser automática. Provavelmente existe uma pasta de spam onde você pode abrir o email e inclusive informar para o Yahoo que não se trata de um spam.

  18. Adelaide 10 de outubro de 2014 at 12:33 - Reply

    Oi Lenadro,
    Boa tarde.

    Além de ficar claríssimo o que é o copom e seus contingentes, também ganhamos fontes de pesquisas como data das reuniões, atas etc. Foi muito bom aprender que o temor não é por quem será o presidente mas sim quem serão os líderes máximo do BC, Fazenda e planejamento. Muito bom aprender essas “cruzadas”.
    Abraços

  19. aldenilson campos 29 de outubro de 2014 at 17:04 - Reply

    o senhor deveria fazer parte da politica economica do pais, pois este assunto é de tamanha importancia no meu ponto de vista tal assunto comentado requer uma minuciosa pesquisa bem trabalhosa. parabens pelo comentario revelado pois estes assuntos deveriam ser jogado em todo meio de comunicação para o conhecimento da população.

    • Leandro Ávila 29 de outubro de 2014 at 18:16 - Reply

      Oi Aldenilson, eles sabem de tudo isso e muito mais. Quanto mais leiga a população, mais fácil de controlá-la. Aprendemos muita coisa sem importância nas escolas e deixamos de lado muita coisa útil para a vida de todos.

  20. Alan Louback 28 de janeiro de 2015 at 14:56 - Reply

    Só tenho a agradecê-lo pela dedicação e criação de um canal de informações tão importante para um povo tão desinformado e iludido. Conseguiu mais um fiel seguidor! rs
    Abraço!

  21. Rafael Siqueira 24 de fevereiro de 2015 at 10:47 - Reply

    Olá Leandro tudo bem?
    Parabéns pelo ótimo trabalho que tem feito.
    Observando os últimos movimentos da economia a taxa SELIC continuará subindo por enumeras questões econômicas “isso é o que eu acredito, que a reunião ira tomar no dia 03 e 04/Marco”. Em contra partida estou observando a taxa DI que está crescendo também, porem eu não sei analisar ela muito bem. Leandro como saber uma tendência de alta ou baixa da taxa DI?
    Eu entendo que ambas das taxas tem uma relação em comum ou estou errado.

    • Leandro Ávila 25 de fevereiro de 2015 at 14:47 - Reply

      Oi Rafael. A Taxa DI costuma seguir a Taxa Selic. Normalmente depois de uma alta ou queda da Selic a Taxa DI se ajusta um pouco abaixo da Taxa DI.

  22. Joel Santos 5 de maio de 2015 at 8:54 - Reply

    Olá Leandro bom dia, no texto o Sr diz que a taxa SELIC interfere em todos os juros do mercado, mas qual seria a verdadeira relação dessa taxa controlada por funcionários do governo com os juros exorbitantes cobrados pelos bancos e financeiras com o uso do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos? pois desde que me conheço por gente vejo bancos e financeiras cobrando juros escorchantes, nunca achei que eles obedeciam algum parâmentro, sempre pensei que a autoridade máxima eram eles mesmos. E aproveitando o ensejo o Sr acredita há participação da Elite bancária nesse comitê que define os rumos econômicos do País? pois mais uma vez sempre achei que o governo lustrava os sapatos dos bancos, obrigado.

    • Leandro Ávila 6 de maio de 2015 at 10:51 - Reply

      Oi Joel. Acredito que cobram taxas elevadas pelo fato do brasileiro não ser financeiramente educado para perceber que as taxas são absurdas, proibitivas e que os produtos com estas taxas não deveriam ser utilizados. Desta forma, se as pessoas tivessem a oportunidade de entender o que significa assumir uma dívida no cartão que cobra 300% de juros, elas jamais recorreriam a este tipo de crédito. O pior de tudo, é que segundo pesquisas, as coisas que as pessoas mais compram no cartão de crédito que as levam a assumirem dívidas com juros elevados é roupas e calçados. Existe um ciclo vicioso. A inadimplência é alta porque os juros são elevados. E os juros elevados acabam aumentando a inadimplência. Segue um artigo sobre o assunto.

  23. Thalys Ferreira 13 de dezembro de 2015 at 19:30 - Reply

    Boa noite Leandro,
    Antes de qualquer coisa quero agradecer os ensinamentos que você tem passado com suas publicações. Mais que ensinar, você faz um trabalho de conscientização e educação moral, pois como você escreveu no artigo “Como Investir em LTN”:
    “…quando você tem conhecimento vc passa a ser responsável por suas decisões, só vc pode decidir o que é melhor para a sua vida…
    e o que eu quero é que vc tenha condições de tomar suas próprias decisões…”
    Estou me tornando uma pessoas mais interessado em cuidar das minhas finanças, comecei a fazer planos de investimentos graças aos seus artigos.
    Resumindo tudo que quero dizer: “Obrigado Mestre”

  24. Eric 31 de janeiro de 2016 at 20:55 - Reply

    Leandro Ávila, parabéns por todas suas publicações e pelo apoio dado a todos nós que fomos mal educados financeiramente. Graças ao site podemos entender como o mundo real funciona.
    Comecei a investir no Tesouro Direto depois que conheci o Clube dos poupadores, excelente site com artigos de excelente qualidade e com uma escrita de extrema qualidade que nos faz ler, analisar e entender o conteúdo e, consequentemente, tirar grandes proveitos.
    Quando o senhor lançar um livro sobre educação financeira, economia, investimentos e afins, deixe-nos avisados, pois com certeza irei adquirir. Abraço.

  25. Regina Gomes 1 de agosto de 2017 at 23:35 - Reply

    Obrigada Leandro Ávila por compartilhar seu conhecimento. Cada artigo seu é muito enriquecedor.

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