Risco de Investir nos Bancos: Fitch Ratings


Aprenda como avaliar o risco de investir em bancos que oferecem LCI, LCA e CDB através das informações gratuitas oferecidas pelo site da agência de classificação de risco Fitch Ratings. Você vai aprender como criar um cadastro gratuito, como consultar as notas que eles atribuem para cada banco, como entender estas notas, como consultar as publicações gratuitas, além de outras informações importantes com exemplos reais.

A Fitch é uma das três grandes agências de classificação de risco do mundo. Eles avaliam periodicamente a situação financeiras de milhares de empresas, bancos, e até países. Estas análises resultam em notas de A até C que classificam as instituições pelo grau de risco de crédito (veremos mais na frente). Investidores do mundo todo utilizam as notas atribuídas por estas agências para tomar decisões de investimento. Você, pequeno investidor, pode fazer a mesma coisa.

De forma bem simplificada podemos dizer que as notas de risco servem para que o investidor avalie o risco de levar calote ao fazer investimentos em um determinado banco. As notas também permitem a comparação entre os bancos. Se existem dois bancos oferecendo 15% de juros ao ano em um mesmo tipo de investimento, com as mesmas características, você deveria optar pelo banco que possui melhor classificação com base na sua opinião. Se você não for capaz de avaliar a situação financeira dos bancos (ninguém tem tempo para isso), existem as agências de classificação de risco que emitem a opinião delas através das notas de risco, que são atualizadas sempre que elas mudam de ideia.

Grandes investidores, fundos de investimento, fundos de pensão, utilizam as classificações de risco como critério de investimento. Alguns destes grandes investidores só podem investir em papéis de bancos, empresas e países com notas acima de um determinado patamar. É por isso que existe uma preocupação sempre que o Brasil corre o risco de ser rebaixado. Isso acaba afastando os investidores do país e prejudica a economia.

Como acessar a Fitch:

Vamos aprender como acessar e utilizar as informações disponibilizadas gratuitamente pela Fitch. A melhor forma de aprender é através de exemplos. Vamos imaginar que você pretende fazer um investimento e observou uma oportunidade de investir em algum papel emitido pelo banco BTG Pactual. Poderia ser um CDB, LCI ou LCA. Vamos imaginar que você não sabe nada sobre o BTG Pactual e precisa de uma opinião dessas agências.

Abrindo conta gratuita no Fitch Ratings

O primeiro passo será abrir uma conta gratuita no Fitch Ratings. Quase todo conteúdo que eles oferecem só é acessível se você fizer o cadastro. A Fitch não é brasileira, mas possui escritórios no Brasil e um site todo em português em https://www.fitchratings.com.br

Visite a página deles e observe o canto superior direito da tela. Existe um campo onde você deve digitar o seu login e a sua senha. Passe o mouse sobre “Como fazer login”.

Ao clicar em “Cadastre-se” você deve preencher um formulário informando um login (um apelido), seu nome, nome da empresa (se for o caso), email e outros dados. Depois, você precisa esperar algum tempo para receber a senha de acesso. Pode demorar algum tempo e pode ser que a mensagem seja confundida com spam (propaganda) pelo serviço de email que você utiliza. Sempre que alguma publicação for feita na Fitch, eles vão enviar um email para você. Isso pode ser um pouco chato, já que não existem meios de desligar esses avisos. Eles fazem muitas publicações por dia. A dica seria não utilizar seu e-mail principal.

Curiosidade: Risco dos países

Assim que você conseguir entrar no site utilizando seu login e sua senha, visite a página que exibe a nota de risco dos países. No menu superior, clique na opção “Finanças Públicas” e depois em “Soberanos”. Por curiosidade, você poderá ver a nota atribuida pela Fitch para os títulos da dívida externa de diversos países. Investidores internacionais consideram estas notas antes de tomarem decisões de investimento.

Se você fosse um grande investidor internacional, com milhões ou até bilhões de dólares para investir, observaria na tabela de exemplo acima, que é mais arriscado investir no Brasil, que tem a nota BBB-, do que investir no Chile, que tem nota A+, segundo a opinião da Fitch. Você observaria essa bolinha vermelha com o sinal de negativo do lado da nota de risco do Brasil. Ela indica que existe uma perspectiva de rebaixamento, ou seja, existe uma probabilidade maior da Fitch rebaixar a nota do Brasil quando fizer uma nova avaliação. O mesmo não acontece com a nota do Azerbaijão, que é a mesma nota do Brasil, mas sem perspectiva de rebaixamento (indicado pela bolinha preta do lado da nota).

Antes de continuar é importante destacar que essa classificação só vale para o investidor estrangeiro (que investe utilizando moeda estrangeira). Utilizando moeda nacional, dentro do país avaliado, os títulos públicos destes país sempre possuem nota máxima (AAA). Na teoria, nenhuma instituição do país é capaz de oferecer garantias maiores do que o Tesouro Nacional do próprio país, já que este possui o poder de emitir moeda (imprimir dinheiro) para pagar suas dívidas, caso não consiga retirar o dinheiro que necessitam do bolso da população (através dos impostos). Dessa forma, as notas da tabela acima refletem o risco de calote da dívida externa (em dólares) e não de calote da dívida interna (em reais).

A tabela abaixo mostra como as notas são ordenadas das maiores para as menores conforme tabela divulgada pela Fitch neste documento aqui.

Não entendeu a tabela acima? Não tem problema. Na próxima figura temos a tabela que fiz para tornar a coisa mais didática. A primeira coluna mostra as notas de classificação utilizando o padrão adotado pela Fitch e pela S&P. Na segunda coluna temos o padrão da Moody´s.

As vezes tenho a nítida impressão de que o “Sistema” gosta de complicar as coisas para que se tornem inacessíveis ao cidadão comum. É a arte de complicar o que poderia ser mais simples. Essas classificações coloridas da última coluna, que vai do “excelente” até “péssimo”, é uma invenção minha para facilitar o seu entendimento neste artigo. Não tem nenhuma relação com a classificação oficial deles. Sinta-se livre para usar os adjetivos que preferir.

Veja como é fácil entender. Observe que existem três grandes grupos de nota. São os grupos da nota A, B e C. Existem outras notas entre estas notas principais. Quanto mais letras, melhor a nota dentro daquela categoria. Dessa forma BBB é melhor que BB. Já BB é melhor do que B. Entre essas notas também existem notas intermediárias. Se você encontrar uma nota BB+, saberá automaticamente que ela está um nível a mais (+) da nota BB. Se você encontrar a BB- isso significa que ela é um nível abaixo da nota BB. Se você encontrar a nota A+ você sabe que ela está um nível acima da nota A, enquanto a A- está um nível abaixo da nota A.

O significado de cada nota segundo a Fitch:

Com base neste documento aqui, a Fitch explica o que significa cada nota:

AAA: Mais alta qualidade de crédito
O rating ‘AAA’ reflete a menor expectativa de risco de inadimplência. É atribuído apenas em casos de capacidade excepcionalmente elevada de pagamento dos compromissos financeiros. Essa capacidade é altamente improvável de ser adversamente afetada por eventos previsíveis.

AA: Qualidade de crédito muito alta
O rating ‘AA’ denota uma expectativa muito baixa de risco de inadimplência. Indica uma capacidade muito elevada de pagamento de compromissos financeiros. Essa capacidade não é significativamente vulnerável a eventos previsíveis.

A: Qualidade de crédito alta
O rating ‘A’ denota uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de pagamento de compromissos financeiros é considerada forte. Essa capacidade, todavia, pode ser mais vulnerável a alterações nos negócios ou nas condições econômicas, do que no caso de categorias de ratings melhores.

BBB: Boa qualidade de crédito
O rating ‘BBB’ indica que, no momento, existe uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de pagamento de compromissos financeiros é considerada adequada. Todavia, mudanças adversas nos negócios e nas condições econômicas têm mais possibilidade de limitar essa capacidade.

BB: Especulativo
O rating ‘BB’ indica um risco de inadimplência mais elevado, particularmente como resultado de mudanças adversas nos negócios e nas condições econômicas ao longo do tempo. Entretanto, existem alternativas financeiras ou de negócios que fazem com que os compromissos financeiros sejam honrados.

B: Altamente especulativo
O rating ‘B’ indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma limitada margem de segurança ainda existe. Os compromissos financeiros estão sendo honrados. Entretanto, a capacidade de continuar efetuando pagamentos está vulnerável à deterioração nos ambientes de negócios e econômico.

CCC: Risco de crédito substancial
A inadimplência é uma possibilidade real.

CC: Risco de crédito muito alto
Algum tipo de inadimplência é provável.

C: Risco de crédito excepcionalmente alto
A inadimplência é iminente ou inevitável, ou o emissor está sem alternativas.

RD: Inadimplência Restrita
Ratings ‘RD’ indicam, na opinião da Fitch, que um emissor está inadimplente no pagamento não resolvido de um bônus, empréstimo ou outra importante obrigação financeira, mas que não entrou legalmente em processo de recuperação judicial, intervenção administrativa, liquidação ou de encerramento formal ou que não encerrou suas atividades.

D: Inadimplência
Ratings ‘D’ indicam, na opinião da Fitch, que um emissor entrou com pedido de recuperação judicial, intervenção administrativa, liquidação ou processo de encerramento formal ou que encerrou suas atividades.

 

Como ler as notícias sobre notas de risco:

Vamos imaginar que você acordou pela manhã e encontrou uma notícia sobre a classificação de risco daquele banco que você pretendia investir (fonte). Poucas pessoas entendem o que significa o rebaixamento de BBB- para o BB-. Olhando na tabela abaixo fica mais claro o movimento de queda. Vale destacar que não é comum uma agência de classificação de risco rebaixar a nota em vários níveis de uma só fez. Isto só acontece quando ocorre algum evento inesperado que degradou ou pode degradar os resultados da empresa de forma brusca. Normalmente a situação financeira das empresas se degradam lentamente e as notas são rebaixadas no decorrer de vários meses ou até anos. Olhando a figura abaixo fica fácil entender a forte mudança de classificação.

Vamos pesquisar os bancos:

Agora que você entendeu como funcionam essas notas, você resolveu olhar as publicações da Fitch sobre o banco BTG Pactual antes de tomar qualquer decisão. No site da Fitch, depois de digitar seu login e senha, procure no menu horizontal superior a opção “Instituições Financeiras”. Passe o mouse sobre ela e clique em “Bancos”. Você verá uma tabela parecida com a figura do exemplo abaixo onde é possível consultar as atuais notas de todos os bancos avaliados pela Fitch no Brasil. Vale lembrar que nem todos os bancos são avaliados pela Fitch. No dia em que este artigo estava sendo escrito os principais bancos avaliados eram: Banco ABC Brasil, Alfa de Investimento, BMG, Bonsucesso, Bradesco, BTG Pactual, Cacique, Caixa Geral, CNH, Bancoob, Sicredi, Crédit Agricole, Basa, Daycoval, Credit Suisse (Brasil), Banco do Brasil, Banco do Estado de Sergipe, Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Banco do Nordeste, Fator, Fidis, GMAC, Banco Industrial do Brasil, Bicbanco, Indusval, Intermedium, Itaú. Mercedes-Benz, BNDES, Banco Original, Banco PAN, Banco Pecúnia, Banco Pine, Banco Rabobank, Banco Rendimento, Banco Rodobens, Safra, Santander, SGBr, Banco Sofisa, Tribanco, Banco Votorantim, Banestes, BRBofAML, BR Partners, BRB – Banco de Brasília, BTG Pactual Holding, Caixa Econômica Federal, Deutsche Bank e Paraná Banco.

A primeira coluna com o título “Rating Nacional de Longo Prazo” é a classificação que normalmente os bancos e as corretoras divulgam. Ela só permite fazer comparações entre instituições brasileiras e por isso a nota é seguida de um (bra). A coluna que possui a classificação que permite comparações com a nota de risco dos títulos brasileiros ou com a nota de qualquer banco, de qualquer país do mundo, seria a que aparece na penúltima coluna que se chama “IDR de Longo Prazo em Moeda Local”. Esse IDR significa “Issuer Default Rating” ou seja, Classificação de Probabilidade de Inadimplência do Emissor.

O IDR dos bancos sempre será igual ou menor ao IDR do Brasil. Em outubro/2015 a Fitch rebaixou o Brasil de BBB para BBB-. Com isso, todos os bancos brasileiros estão com o IDR em processo de rebaixamento. Na figura acima você pode observar que o IDR do Bradesco é BBB com perspectiva de rebaixamento. Isso também ocorre com todos os grandes bancos que apareciam na lista quando este artigo foi escrito. Isso não significa que o Bradesco deixará de ser um banco AAA(bra) no Rating Nacional de Longo Prazo, que é a classificação adotada para comparar as instituições nacionais. Para esse critério, os títulos públicos sempre serão AAA(bra).

Por isso é interessante utilizar como parâmetro de comparação o risco de investir em títulos públicos (veja o motivo). O investimento de menor risco, dentro de qualquer país, é sempre o título da dívida pública emitido por este país. No Brasil, estes títulos são emitidos pelo Tesouro Nacional e as pessoas podem comprar estes títulos através do Tesouro Direto.

Antes de investir em títulos privados (CDB, LCI, LCA, etc) emitidos pelos bancos e outras instituições, é fundamental observar se estão oferecendo juros maiores que os oferecidos pelo governo através dos títulos públicos. Quanto mais arriscado for o banco (através das notas de classificação de risco), maiores os juros que o investidor deve exigir para investir. Essa maior consciência do pequeno investidor gera uma maior concorrência e uma preocupação maior dos bancos em manterem bons resultados para que possam ser bem avaliados.

Fazendo buscas de publicações:

Observe que existe um campo de busca no canto direito superior da tela no site da Fitch. Faça uma busca por BTG Pactual. O resultado da busca será parecido com o exemplo abaixo.

Somente os relatórios do tipo “press release” são gratuitos. Os outros, que são pagos, só são do interesse de analistas, consultores, gestores de fundo, bancos e grandes instituições. Para o pequeno investidor, o material gratuito já será suficiente. O press release é o mesmo material que a Fitch libera para os jornalistas.

Observe que um dia depois da prisão temporária do presidente do BTG Pactual, a Fitch emitiu nota comunicando ter colocado o banco em “observação negativa”. No dia da prisão, o mercado teve uma forte reação negativa (fonte). As ações do BTG despencaram (fonte). As pessoas começaram a sacar o dinheiro que investiram através da instituição (fonte). O banco se viu obrigado a pedir assistência ao Fundo Garantidor de Crédito (fonte). Depois de oito dias de notícias e fatos negativos sobre o BTG Pactual, a Fitch e outras agências resolveram rebaixar a nota do banco (fonte).

O que podemos aprender com este caso da BTG Pactual?

  1. As agências não podem prever o futuro. Toda nota é resultado de uma opinião emitida pela avaliação de dados passados.
  2. Uma boa nota hoje, não significa nenhuma garantia de uma boa nota até o vencimento do investimento que você pretende fazer.
  3. Vencimentos maiores representam riscos maiores.
  4. Uma crise de credibilidade pode afetar qualquer instituição e o impacto disso na situação financeira da mesma é imediato.
  5. A credibilidade de um banco é o seu maior bem. Ninguém coloca dinheiro nas mãos de quem não confia.
  6. Não é a primeira vez, e parece que não será a última, que bancos se envolvem com escândalos de corrupção. No escândalo do Mensalão, dois bancos se envolveram. O Banco Rural foi fechado (fonte) e o Banco Opportunity deixou de ser banco múltiplo.
  7. Nada impede que outros bancos apareçam nos próximos capítulos das investigações da Lava-jato.

Alerta sobre os bancos:

No dia 01/12/2015 a Fitch publicou um press release (leia aqui) com o título “Perspectiva de Bancos Brasileiros Permanece Negativa“. Após a leitura, não precisa ser muito experiente para concluir que é necessário cuidado adicional ao escolher bancos para investir, principalmente agora que estamos enfrentando uma grave crise econômica.

Veja algumas partes da publicação que separei:

  1. A desaceleração econômica do Brasil estão levando à manutenção da perspectiva negativa do setor bancário do país;
  2. As elevadas taxas de juros e de inflação, aliadas ao crescente desemprego, vêm reduzindo a demanda por empréstimos por parte de pessoas físicas e empresas.
  3. A qualidade de ativos no sistema bancário brasileiro permanece mais forte do que quando houve o último pico de enfraquecimento em 2011. Entretanto, a deterioração da economia do Brasil, especialmente durante o segundo semestre de 2015, vem aumentando o número de créditos em atraso (NPLs) em muitas carteiras de crédito.
  4. Entre os três grandes bancos controlados pelo governo federal (BNDES, Banco do Brasil S.A. e Caixa Econômica Federal), a Caixa continua sendo a mais vulnerável. Isso se deve à sua elevada expansão de crédito nos últimos quatro anos (de 35% por ano, em média), que deverá enfrentar desafios, à medida que sua carteira de crédito amadurecer.
  5. O segmento de grandes bancos privados deverá ser afetado pelo aumento das despesas de crédito, provavelmente da mesma forma entre os tomadores do varejo e corporativos.
  6. Entre os bancos de pequeno e médio portes, aqueles que dependem fortemente de uma única linha de produtos ou segmento de clientes deverão sofrer, não só em função do desafiador ambiente operacional enfrentado por muitos de seus clientes corporativos de pequeno e médio portes, como também com o aumento da concorrência por parte dos bancos de maior porte.
  7. Embora tenha se observado um aumento nos saques de poupança, os depósitos a prazo e outros instrumentos semelhantes a depósitos, como as letras de crédito imobiliário (LCIs) e as letras de crédito agrícolas (LCAs), diversificaram as fontes de captação. Além disso, as recentes mudanças no mix de crédito dos bancos de varejo (tal como o aumento do prazo do crédito consignado) e o forte provisionamento de alguns bancos em 2015, antecipando-se ao enfraquecimento das condições macroeconômicas deverão auxiliar os bancos a compensar o efeito negativo sobre os resultados em 2016, acarretado pelo aumento dos créditos em atraso.
  8. O fraco ambiente operacional só deverá melhorar diante de novas soluções às investigações da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), incluindo as recentes notícias envolvendo o Banco BTG Pactual S.A., que têm contribuído significativamente para a redução das expectativas de expansão de crédito e limitado os apetites por risco.
  9. Os bancos brasileiros que estabeleceram maior diversificação de produtos e incentivaram as receitas não relacionadas a crédito, por meio de produtos mais baseados em receitas de serviços deverão estar mais bem posicionados para suportar a continuidade da atual trajetória econômica.

Dica importante: Você nunca deve investir mais do que os R$ 250 mil no mesmo banco, principalmente se for um banco de médio ou de pequeno porte. Este é o limite garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos, caso o banco quebre e resolva dar calote nos clientes. O último banco que sofreu liquidação e que teve os clientes socorridos pelo FGC foi o Banco BRJ (fonte). O FGC já convocou os clientes atingidos para receberem o dinheiro protegido pela garantia (fonte). Leia mais sobre o Fundo Garantidor de Créditos. Não concentre todos os seus investimentos em um único banco de porte menor. Mesmo dentro da garantia do FGC, você deve concordar que a experiência de ver um banco ser liquidado com seu dinheiro dentro não deve ser nada agradável.

Conclusão:

A melhor forma de aprender coisas novas é através de exemplos reais. Utilizei a Fitch e o banco BTG Pactual como exemplos para ensinar sobre o funcionamento da classificação de risco, como pode ser consultada e utilizada. Não considere nada do que falei aqui como recomendação ou não recomendação de investimentos. Se você é um pequeno investidor, é importante aprender a avaliar os bancos onde você pretende investir, por conta própria. Já mostrei em outros artigos que ficou muito simples fazer pesquisas sobre os bancos que oferecem as melhores taxas de juros em CDB, LCI, LCA e outros papéis. São muitas opções e você precisa aprender a fazer boas escolhas.

Você precisa entender que juros maiores andam de mãos dadas com riscos maiores. Bancos não oferecem juros maiores por caridade, fazem isso por necessidade. O investidor deve fazer escolhas conscientes. O problema é que para isso, o investidor precisa estar bem informado, precisa estar preparado, precisa investir no próprio conhecimento através da leitura de sites, livros e realização de cursos.

Quando você pede dinheiro emprestado para o banco, ele é muito criterioso antes de emprestar. Ele avalia sua capacidade de pagamento, verifica se possui nome sujo e cobra taxas maiores quando percebe um risco maior e a falta de garantias. Você deve fazer exatamente a mesma coisa antes de empresas seu dinheiro para os bancos.

By |08/12/2015|Categories: Investimentos|111 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

111 Comments

  1. Thaís Rezende 8 de dezembro de 2015 at 9:30 - Reply

    Muito legal este artigo. Classificação de risco sempre foi um assunto que eu queria entender, mas sempre postergava. Acho que agora ficou muito claro e posso me arriscar mais no noticiário.

    Só um detalhe: na sua imagem onde há as divisões das classificações, à esquerda, a classificação A (muito bom) está como BB. Acho que foi um efeito copy-paste.

    Obrigada por compartilhar estas informações!

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 9:43 - Reply

      Oi Thais, fico feliz por ter ajudado. Já fiz a correção, muito obrigado por avisar.

      • crstiane 10 de dezembro de 2015 at 9:34 - Reply

        LEANDRO , VC ACHA MELHOR INVESTIR EM UMA LCI PRE QUE PAGA 94 CDI OU UMA QUE PAGA 15% AA, NO SITE DOS JURUS TEM UMA QUE PAGA 15% PARA 2 ANOS , ACHEI LEGAL ATE PORQUE NAO ACHO QUE ATE LA O JUROS ESTARA NESSE PATAMAR.
        UM ABRACO

        • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:31 - Reply

          Olá. É exatamente isso que você falou, quando você investe em prefixados, tudo depende do que você acha. O que achamos é uma maneira de especular sobre o futuro. Neste exato momento, você acha que os juros não irão subir. Nada garante que você ache a mesma coisa nos próximos meses. Por isto, a decisão de investimento em prefixados depende da aposta que cada um faz sobre o futuro.

  2. Rodrigo 8 de dezembro de 2015 at 9:41 - Reply

    Ola Leandro, tenho acompanhado constantemente o seu site/planilhas e seus emails enviados. Sou engenheiro de formação e tenho alguns investimentos. Gosto tanto do assunto finanças que ultimamente esta despertando a vontade de atuar neste segmento. Bom, talvez seja um assunto que você possa explorar como uma sugestão dos próximos artigos. Ex: Oportunidades do setor, bons cursos para ingressar na área, enfim…explicar um pouco mais do lado do profissional que atua neste ramo. Muito obrigado pelas informações, estão me agregando muito conhecimento.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 10:08 - Reply

      Oi Rodrigo. Existem muitas oportunidades e salários elevados para bons profissionais no mercado financeiro (como você pode ver aqui). Neste caso, estamos falando em trabalhar para defender os interesses das instituições. O mesmo não acontece se você trabalhar com educação. Infelizmente as pessoas relutam muito em investir dinheiro na própria educação. Ainda somos um povo que não entende como a ignorância é cara. Para ser educador você precisa de muito altruísmo.

  3. brunoalex4 8 de dezembro de 2015 at 9:59 - Reply

    Mias didático impossível! Parabéns!

  4. Ricardo Carvalho 8 de dezembro de 2015 at 10:00 - Reply

    Olá Leandro,

    Mais um excelente artigo! Acredito que muito mais do que ensinar a avaliar a saúde financeira de uma instituição – como você exemplificou neste artigo – você conseguiu incentivar as pessoas a estarem informadas sobre o que está acontecendo no Brasil e mundo hoje e entender como os decisões e fatos políticos e econômicos divulgados na imprensa todos os dias podem ter impacto direto sobre nossas vidas.

    Muito escuta-se falar do rebaixamento e a perda do grau de investimento do Brasil. Mas a população não tem a menor idéia que o rebaixamento vai obrigar o Brasil a aumentar a taxa de juros para atrair investimentos estrageiros (assim como você mesmo mencionou, riscos maiores exigem prêmios maiores). Resumindo, isso é um fator que acontece no meio político e econômico mas é refletido diretamente na vida da população na forma de restrição de crédito, aumento da inflação, aumento de impostos, recessão e todos os problemas pelos quais o país passa atualmente.

    Portanto, a importância de estar bem informado sobre a situação do país nos ajuda a sermos mais cautelosos e criteriosos no momento de aplicar nossos recursos ou mesmo contrair dividas no curto, médio e longo prazos.

    Abraços.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 10:37 - Reply

      Oi Ricardo. Meu objetivo é sempre motivar para que as pessoas busquem mais conhecimento e façam mais reflexões sobre a realidade. A ignorância não afeta só nossas finanças pessoais. Essa crise política e econômica que estamos vivendo é apenas um consequência da ignorância da sociedade sobre o funcionamento da economia e das políticas econômicas. Votamos em políticos populistas que prometem tudo, sem dizer que a sociedade pagará a conta. Nossos empresários apoiam políticos que prometem privilégios, protecionismos e subsídios. Um dia a conta chega e todo mundo perde. A solução é mais educação. Obrigado pelo comentário.

      • Abílio 8 de dezembro de 2015 at 14:46 - Reply

        Leandro, você falou e disse!
        Dar educação e instrução ao povo é tudo e não interessa ao governo, caso contrário como esses corruptos e mentirosos seriam eleitos e se manteriam no poder roubando esse mesmo povo que os elegeu.

  5. Gabriel 8 de dezembro de 2015 at 10:26 - Reply

    Grande Leandro! Mais uma vez, parabéns pelo artigo!

    Tenho uma dúvida! Se o meu banco (ou agente de custódia) falir, o que acontece com os meus investimentos no Tesouro Nacional? O governo garante o paramento dos meus investimentos?

    Forte abraço!

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 10:41 - Reply

      Oi Gabriel. Não acontece nada. Quando você compra títulos públicos, as corretoras e bancos são apenas intermediários. Eles só fazem a conexão entre as pessoas físicas e o Tesouro Nacional. Quando você compra títulos no Tesouro Direto, eles ficam custodiados na CBLC que é da BM&FBOVESPA. Se a corretora quebrar, você pode mudar de agente de custódia e os títulos continuarão lá na CBLC vinculados ao seu CPF.

  6. Mônica 8 de dezembro de 2015 at 10:29 - Reply

    B dia, Leandro.
    Tenho dúvida qto à classificação de risco, ou seja, a ausência dela em relação a alguns bancos.
    Isso por vezes ocorre na relação dos ativos ofertados pela corretora que invisto, quando não registra qualquer indicativo de classificação qto alguns bancos, mesmo considerando as 3 principais agências de classificação que a corretora adota.
    Portanto, pergunto se ausência dessa classificação em relação a alguns bancos revela situação de alto risco para o investidor ?
    Grata.
    Mônica

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 10:49 - Reply

      Oi Mônica. Isso não é um bom sinal, mas não significa que existe alto risco. Você precisa verificar se a falta de classificação lá no site da corretora é pelo fato deles não terem informado ou por não existir nenhuma agência conhecida classificando o risco do banco. Na verdade, as corretoras não são obrigadas a informar essas classificações. Fazem isso como cortesia e eu já percebi que as vezes as informações estão desatualizadas. O ideal seria consultar a classificação no site das três principais que é a Fitch, S&P e a Moodys ou verificar se o banco tem uma página para investidores onde divulga essa classificação. Se você não encontrar, isso não é um bom sinal, pode significar que o banco não tem interesse em propagar esse tipo de informação.

  7. JAIRO 8 de dezembro de 2015 at 11:04 - Reply

    Há tempos sou leitor assíduo das suas “aulas”. Parabéns por tornar simples o que a maioria dos veículos de comunicação e das instituições fazem questão de complicar e tornar inacessíveis ao leitor comum.

  8. Misael 8 de dezembro de 2015 at 11:05 - Reply

    Mais um artigo grande valor para nós pequenos e médios investidores.
    Mas uma vez muito obrigado pela plena explicação.

  9. Felipe 8 de dezembro de 2015 at 11:08 - Reply

    Caramba Leandro…está ficando cada vez mais complicado investir hein?! Como disse anteriormente gosto de aplicar em LCA e LCI de bancos médios…só que em geral os títulos são para 1 ano…é impossível prever o que vai acontecer nesse proximo ano. Tenho procurado LCA e LCI com classificação A, mas será que até estas serão seguras? Complicado…e você o que acha? Abraços.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 11:24 - Reply

      Oi Felipe. Não existe nenhum problema em investir em bancos médios. Eu tenho LCI, LCA e CDB em bancos médios, inclusive tem um que emprestou muito dinheiro para estas construtoras envolvidas na Lava-jato. O único problema em investir em bancos menores é fazer isso sem entender o que está fazendo. Tem gente por ai comprando LCI, LCA e CDB através das corretoras como se estivesse comprando bananas na feira. As pessoas compram aqueles produtos que oferecem a maior taxa, sem ter plena consciência de que maiores taxas refletem maior dificuldade da instituição em conseguir investidores pagando taxas menores. Vamos imaginar que tem um banco oferecendo LCI pagando 95% do CDI e o outro pagando 94% do CDI. O que paga mais tem uma classificação de risco muito baixa, na camada dos especulativos. Já o outro banco tem uma classificação maior. Diante disso, o investidor deve se perguntar: Compensa esses 1% do CDI para assumir o risco maior de levar um susto? Se a resposta for “sim”, tudo bem, não tem nenhum problema. Se você liga para susto e entende que o FGC oferece a proteção até 250 mil, também não tem problema. Tem gente que compra LCA e LCI de grandes bancos que pagam 80% do CDI, e não tem nenhum problema, pois muitas vezes essas pessoas estão usando o dinheiro que estava rendendo 55% do CDI na Caderneta de Poupança. O problema sempre é a falta de conhecimento. Se você sabe o que está fazendo, nada é problema.

  10. Roberto 8 de dezembro de 2015 at 11:28 - Reply

    Parabéns, estou pensando em tirar dinheiro do BB (que paga pouco) e distribuir entre bancos menores para aproveitar o momento, esse artigo vai ser muito útil e noto que vai evitar muita dor de cabeça.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 11:33 - Reply

      Obrigado Roberto. Se você fizer isso, faça aos poucos. Além do conhecimento é importante ganhar experiência. Essa experiência você ganha fazendo investimentos pequenos.

  11. Guilherme 8 de dezembro de 2015 at 11:29 - Reply

    Olá Leandro!

    Excelente artigo. Você poderia me explicar a diferença entre “Rating Nacional de Longo Prazo” e “IDR de Longo Prazo em Moeda Local” ? Isso porque alguns dos bancos pequenos e médios que corriqueiramente oferecem produtos nas corretoras possuem uma classificação boa no rating nacional, porém fraca no IDR! Isso me deixou preocupado, já que após ler o seu texto verifiquei que a minha corretora informa, nos títulos que oferece, o Rating Nacional de Longo Prazo, e não o IDR. De qualquer forma, embora tenha diversas LCIs e LCAs dos mais variados bancos, jamais ultrapassei o valor máximo garantido pelo FGC!

    Obrigado,
    Guilherme

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 11:49 - Reply

      Oi Guilherme. Isso pode gerar alguma confusão. Terei que ajustar isso no texto do artigo. O “IDR de Longo Prazo em Moeda Local” permite que você compare a nota do banco com a nota de qualquer banco de qualquer país do mundo. Já o “Rating Nacional de Longo Prazo” só permite comparar entre bancos do Brasil. O IDR não deverá ser maior do que a nota de risco soberano do Brasil. No momento em que escrevo esse artigo a nota da Fitch para o Brasil é BBB-. Você pode observar nas figuras desse artigo que a nota de risco dos 2 maiores bancos privados do Brasil (Itaú e Bradesco) estão como BBB com a bolinha vermelha indicando que a perspectiva é negativa, ou seja, em breve a Fitch vai rebaixar os bancos brasileiros para que fiquem com no máximo BBB- ou abaixo disso, pois teoricamente nenhum banco privado pode oferecer maiores garantias do que o Tesouro Nacional e seus títulos públicos. As corretoras realmente divulgam só Rating Nacional de Longo Prazo. Bancos grandes como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil, BNDES, Caixa, são todos AAA(br), ou seja, esse (br) do lado da nota significa que essa classificação só vale no mercado brasileiro.

      • Carlos 8 de dezembro de 2015 at 13:13 - Reply

        Olá Leandro, tive a mesma dúvida do Guilherme, mas agora entendi a diferença entre as duas colunas: “Rating Nacional de Longo Prazo” e “IDR de Longo Prazo em Moeda Local”.

        Porém, apesar de ter entendido a diferença entre elas, ainda fiquei na dúvida de qual deveríamos usar para avaliar um banco ao investir em LCI/LCA e CDBs.

        Por exemplo, o Banco Pine está como A+ (Muito Bom / Grau de Investimento) no “Rating Nacional de Longo Prazo”, mas está como BB (Ruim / Grau de especulação – Junk) na coluna “IDR de Longo Prazo em Moeda Local”.

        Se eu me basear no “Rating Nacional de Longo Prazo”, tenho a impressão de que irei investir em um banco com MENOR RISCO de um calote/quebrar, e dessa forma sinto-me mais confortável em comprar um título deste banco.

        Porém, se eu me basear no “IDR de Longo Prazo em Moeda Local”, tenho a impressão de que irei investir em um banco com MAIOR RISCO de um calote/quebrar, e dessa forma sinto-me MENOS CONFORTÁVEL em comprar um título deste banco, e a princípio não o compraria.

        Eu sei que em comparação com os demais bancos brasileiros, tanto em uma coluna quanto na outra os bancos seguem essa mesma diferença. Mas em termos da possibilidade do banco honrar o pagamento dos seus títulos, parece-me que avaliar a primeira ou a segunda coluna faz muita diferença! Ou não? Qual destas colunas você se baseia para avaliar um banco quando vai comprar CDBs, LCIs e LCAs?

        Vi que você editou o artigo na parte que falava sobre esse assunto, mas como inicialmente você indicou que o que importava para nós pequenos investidores era a coluna “IDR de Longo Prazo em Moeda Local”, fiquei com essa dúvida se seria essa coluna que deveríamos nos basear ao avaliar um banco.

        Desculpe-me se minha linha de raciocínio foi equivocada.

        E parabéns por mais este excelente artigo!!

        • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 15:40 - Reply

          Oi Carlos. Fica mais fácil acompanhar pelo “Rating Nacional de Longo Prazo” já que essa classificação é a mais utilizada pelas corretoras e bancos. Ela que permite comparar o risco que você corre investindo em um banco nacional com o risco de investir em títulos públicos (que é o menor risco do mercado) Mesmo com a agência rebaixando o IDR do Brasil, os títulos públicos continuam AAA para o investidor brasileiro. Mesmo assim é interessante olhar o IDR que é o padrão de comparação mundial. Vou dar um exemplo. Quando essas agências rebaixam a nota IDR do Brasil, elas começam a rebaixar o IDR de todos os bancos brasileiros, pois o risco do Brasil seria o teto da nota IDR de todos eles. Esses rebaixamentos provocados pela queda da nota do país não significa que os bancos estão enfrentando problema, pois neste caso não ocorreria mudança no “Rating Nacional de Longo Prazo”, pois a relação entre estas instituições e o risco Brasil continuaria a mesma.

          • Carlos 8 de dezembro de 2015 at 15:56

            Entendi Leandro, muito obrigado pela explicação e por sempre estar trazendo novos conhecimentos para todos nós.

          • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 18:10

            Eu que agradeço por acompanhar esse projeto!

  12. Rodrigo Veronezi 8 de dezembro de 2015 at 12:32 - Reply

    Leandro, artigo simplesmente sensacional.
    Que Deus ilumine seu caminho e que você continue trazendo luz para o mundo das finanças.
    Obrigado!

  13. RAFAEL 8 de dezembro de 2015 at 12:32 - Reply

    Boa tarde, Leandro.
    Suas elucidações são ótimas e tenho aprendido bastante.
    Apliquei uma quantia no BANCO FIBRA, que tem o RATING “B1” e agora estou bem preocupado. Ele me deu mais de 18% de rendimento no CDB Pré fixado.
    Aplico através da PLATAFORMA XP. O meu amigo que é consultor disse que trabalha com o que paga mais.
    A XP é uma corretora antiga e, creio eu, ser de confiança. Por esse motivo não me preocupei em olhar a reputação dos bancos.
    Apliquei 85% do capital no BANCO FIBRA E 15% no BANCO RENNER. Todos CDB.
    Qual a sua opinião sobre essas colocações?
    E outra pergunta: Continuo no PRE FIXADO, pois pelo que tenho lido a infação dificilmente passará dos 10% nos próximos anos, como 2015, ou diversificado com anexados ao IPCA e pós fixado?

    Muito obrigado pela ajuda.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 15:19 - Reply

      Oi Rafael. Não existe nenhum motivo para preocupação. A nota do Banco Fator na Fitch é BBB- no “Rating Nacional de Longo Prazo” está em grau de investimento. A taxa de 18% é justificada pelo fato de ser BBB-, ou seja, quanto menor a classificação, mais arriscado, e por este motivo, maior precisa ser a taxa oferecida pelo banco. Se o Banco Fator tivesse classificação AAA ele jamais ofereceria 18% de juros, pois com taxas menores conseguiria captar o dinheiro que precisa. É isso que precisa ser entendido. Juros maiores são prêmios para que você corra um risco maior. Se a pessoa faz o investimento consciente disso, não existe nenhum problema. A única preocupação que você realmente precisa ter é essa transferência de responsabilidade sobre seus investimentos para um “amigo consultor”. Você precisa investir na sua educação financeira para não depender de outras pessoas (amigos, parentes, gerentes, ou qualquer outra pessoa). Outra coisa importante seria não tentar fazer apostas. No lugar de concentrar tudo que você tem em prefixado o ideal seria manter um pouco no prefixado e outro tanto no pós-fixado, já ninguém tem a capacidade de prever com 100% de certeza se a inflação terminará 2016 em 10%. Ela pode terminar em 7% como também pode terminar em 17%. Existe um universo de possibilidades (positivas e negativas).

      • Roberto 11 de dezembro de 2015 at 17:36 - Reply

        Boa Tarde

        Vi que Sr Rafael relatou as informações do banco Fibra, e não do banco Fator. Também estou com um investimento no Banco FIBRA. Existe algum risco de falencia da instituição?

        • Leandro Ávila 11 de dezembro de 2015 at 17:49 - Reply

          Oi Roberto. As notas estão no próprio site do Banco Fibra. http://www.bancofibra.com.br/default.asp?id=117&mnu=117 Quando acessei a nota da S&P era B- com perspectiva negativa, que aponta possível rebaixamento para C. Eles estão no limite da nota B. Aqui no artigo coloquei a definição da nota B segundo a Fitch que seria “O rating ‘B’ indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma limitada margem de segurança ainda existe. Os compromissos financeiros estão sendo honrados. Entretanto, a capacidade de continuar efetuando pagamentos está vulnerável” É por isso que as taxas de juros oferecidas por eles é tão elevada neste momento.

  14. João 8 de dezembro de 2015 at 12:49 - Reply

    Muito bom, mas no final das contas acho que a segurança vem apenas do FGC, se o investimento estiver coberto pelo FGC o risco é o mesmo para todos, na minha humilde opinião…

    Aliás, acredito até que o risco é menor para um banco pequeno em comparação a um banco grande, por exemplo, se falir um “banco tabajara” certamente o FGC terá condições de garantir o limite de R$250.000,00 por CPF, agora se falir um BB, Bradesco ou Itau acho que o fundo não conseguirá cobrir todos os investimentos….

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 15:24 - Reply

      Oi João. O risco é igual para todos. O problema é que nem todos estão preparados ou conscientes sobre a possibilidade de acordar com o seu dinheiro dentro de um banco que acabou de ser liquidado pelo Banco Central. Um banco grande como o Itaú quebrando produziria um risco de colapso de todo um sistema financeiro. Foi possível ver em 2008, nos EUA, o que acontece com a economia do país quando um banco de grande porte quebra. No caso, os reflexos foram globais. Normalmente o governo precisa reagir para evitar que a situação fique mais grave.

  15. Rodrigo 8 de dezembro de 2015 at 13:20 - Reply

    Leandro, qual é o percentual do CDI para investir em um CDB pós fixado você considera bom para se fazer um investimento de 1 ano?. Alguma dica de instituição de médio e pequeno porte?

  16. Sebastiao Paiva 8 de dezembro de 2015 at 13:43 - Reply

    Investi um certo valor através de uma corretora em três bancos (
    A,B,C) distintos.Posteriormente, abri uma conta no banco A e passei a investir nele sem a intervençao da corretora.O valor inicial investido em A através da corretora é somado aos valores investidos diretamente, para efeito garantia do FGC? Ou sao valores independentes, já que o valor inicial investi através da corretora?(O banco A me informou que sao independentes).

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 15:50 - Reply

      Oi Sebastião. Você precisa somar o valor que você investiu via corretora ao valor que você investiu diretamente pelo banco. Nos dois casos, o investimento estão vinculados ao seu CPF. Corretoras são apenas intermediárias. A pessoa que disse que são duas coisas diferentes, não deve ter entendido a pergunta.

  17. Mauro Paiva 8 de dezembro de 2015 at 14:09 - Reply

    Como sempre Leandro, seus artigos se tornam facilmente a melhor e mais prazerosa leitura do dia para mim, mais uma vez muito obrigado pelo conteúdo de alto gabarito do seus artigos.

  18. Sergio Ricardo Bueno 8 de dezembro de 2015 at 14:18 - Reply

    Obrigado por expor com simplicidade esses conhecimentos, sua didática é bem clara.

  19. Claudia 8 de dezembro de 2015 at 14:58 - Reply

    Este artigo foi muito útil e esclarecedor, conteúdo vai me ajudar bastante para saber avaliar aonde aplicar meus próximos investimentos . Obrigada.

  20. Orandir Bufalo 8 de dezembro de 2015 at 15:19 - Reply

    Excelente artigo Leandro! parabéns!

    Queria lhe fazer uma pergunta! Na sua visão qual das crises que estamos vivendo hoje no Brasil e a mais grave, a política ou a econômica?

    Obrigado

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 20:14 - Reply

      Oi Orandir. Os erros das políticas econômicas adotadas desde 2010 é que produziram a crise econômica que estamos vivendo hoje, que por sua vez gerou a crise política. Além disso, os desvios de dinheiro que estão sendo investigados pela Lava-jato potencializaram os efeitos negativos das incertezas. Nada pior para quem investe no setor produtivo (empresários) ou no setor financeiro (investidores), do que a falta de previsibilidade. É como dirigir em uma estrada tomada por um nevoeiro denso. Todos são obrigados a baixar a velocidade diante da impossibilidade de enxergar o caminho. A economia está freando, até agora nada indica que as coisas vão melhorar. O que o pequeno investidor deve fazer é poupar mais e investir melhor, para pelo menos evitar os efeitos danosos da inflação, que deve continuar elevada enquanto nada for resolvido.

  21. Carlo Renzi 8 de dezembro de 2015 at 15:25 - Reply

    Caro Leandro, ótimo artigo e bem previdente !!!
    mas me permita discordar de vc. em 1 ponto

    Como economista e investidor, eu NUNCA fui muito fã de agências de rating. Em 2007 antes da quebradeira dos sub-primes em 2008 nos EEUU, todas as 3 principais agências de risco, carimbavam esses títulos podres americanos com triplo A. Eles nunca se responsabilizam pelas avaliações….Cuidado !!! Quando invisto em alguma instituição, eu sempre penso na pior das possibilidades. Quebrou e aí??? como posso me proteger antes p/recuperar rapidamente o que investi???? É esse o questionamento a fazer !!!

    No meu entender, a única preocupação do investidor a respeito de um banco ou financeira é o selo do CETIP_CERTIFICA e o FGC.

    Qualquer que seja o rating da instituição, se vc. operar somente com quem tem o selo Cetip_Certifica, diretamente ou por intermédio de corretoras que também possui o selo, pode-se dormir tranquilo, que o ressarcimento de até 250 mil por instituição e por CPF estará garantido, no caso de default.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 20:28 - Reply

      Oi Carlo. O problema das agências é que elas não podem prever o futuro. Elas emitem opiniões com base em números e balanços de um período que já passou. Elas sempre chegam atrasado, as notas sempre refletem o passado. Se os números refletem que a instituição avaliada possui fluxo de caixa suficiente para pagar suas dívidas, então essa instituição é classificada como boa pagadora. Dessa forma, esse tipo de avaliação tem suas limitações. Eu acredito que sempre existirá a possibilidade de uma boa instituição, com uma boa classificação de risco se envolver em situações imprevisíveis, como ocorreu com a prisão do presidente da BTG Pactual. Isso acaba gerando resultados imediatos na solidez da instituição e resulta em rebaixamento. Situações como estas são inevitáveis. Agora, eu acredito que o contrário seria muito difícil. Acredito que um banco com classificação ruim, está nesta situação por apresentar números e fatos que justifiquem a nota baixa. Com base nisso, o investidor pode utilizar estes dados para fazer comparações. A decisão sempre deve ser do investidor. A agência não faz recomendação de investimento, só emite opiniões. A grande verdade é que a nossa opinião sobre essas agências pouco importa, pois os grandes investidores utilizam estas notas. Quando um banco é rebaixado, isso inevitavelmente gera resultados negativos para a instituição. O mesmo acontece quando um país tem sua nota soberana rebaixada. Toda a sociedade sofre as consequências negativas, incluindo aqueles que não são fãs das agências. Para quem investe pelas corretoras é importante ter o Cetip Certifica e evitar concentrar mais de R$ 250 mil em bancos de porte menor.

  22. Dario Spinelli 8 de dezembro de 2015 at 15:31 - Reply

    Leandro, considerando que investimentos de até R$ 250.000,00 por CPF/CNPJ e por instituição, em CDBs de bancos ou LCs de Financeiras estão “cobertos” pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, poderíamos dizer que a classificação de risco de bancos e financeiras não são tão relevantes para quem investe dentro dessas regras do FGC?

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 20:31 - Reply

      Oi Dario, não é relevante se você compreender que o risco de precisar do FGC existe e será maior em instituições menos sólidas. Também é importante saber que o FGC demora alguns meses para devolver o dinheiro do investidor e durante este tempo é inevitável que você passe por uma situação de estresse e desconforto. A classificação de risco é importante para que você possa fazer comparações. Se dois bancos oferecem as mesmas taxas para o mesmo produto, seria interessante optar pelo que tem melhor classificação.

      • Leninha 10 de dezembro de 2015 at 17:21 - Reply

        Oi Leandro! Tudo bom? Adorei o artigo, eu entendia muito pouco dessas classificações de risco, seu artigo me ajudou a entender um pouco mais. Mas se dois bancos oferecem as mesmas taxas para o mesmo produto e no mesmo prazo, eu dividiria um pouco entre os dois se eu tivesse mais de R$ 200.000,00. Com menos que isso, ficaria só com o de melhor classificação.

  23. Tiago 8 de dezembro de 2015 at 15:36 - Reply

    Leandro, parabéns pelo trabalho. Excelente. Muito Didático.
    Gostaria de ver mais artigos sobre fundos de investimentos.
    Abraço.

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 20:34 - Reply

      Oi Tiago, certamente irei falar mais sobre fundos no futuro.

  24. Marcello 8 de dezembro de 2015 at 15:51 - Reply

    Boa tarde Leandro.

    Li todos os post até agora mas me bateu uma eterna dúvida ainda….Afinal de contas se um investidor aplica em um banco médio ou pequeno com grau de investimento ou não,e se houver falência,calote, da instituição enfim…
    O investidor nunca ficará no prejuízo ou seja ele recebe o dinheiro investido de qualquer forma pelo FGC ?

    • Leandro Ávila 9 de dezembro de 2015 at 5:50 - Reply

      Oi Marcello. Essa palavra “nunca” só se aplica quando estamos falando de leis da física e mesmo assim, com alguma dúvida, pois muitas verdades absolutas já foram derrubadas. Teoricamente o FGC assume o prejuízo dos investidores se estiverem dentro de alguns parâmetros que descrevi nesse outro artigo. Toda vez que um banco quebra, o FGC passa por um novo teste. Até o momento eles já foram testados dezenas de vezes. Nesse PDF aqui existe a lista de bancos que já quebraram desde 1996 e o número de clientes que foram indenizados.

  25. Orlando 8 de dezembro de 2015 at 17:27 - Reply

    Obrigado Leandro por mais essa aula, a sua tabela da Fitch Rating ficou show facilitou muito o nosso entendimento, que Deus te abençoe um forte abraço.

  26. Ricardo 8 de dezembro de 2015 at 19:25 - Reply

    Excelente artigo, obrigado. Pergunta, vale a pena sair da condicao de cliente private de um grande banco so para garantir o FGC?

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 19:59 - Reply

      Olá Ricardo. Se você é cliente de um grande banco, não existe muitos motivos para preocupação. Mas é interessante conhecer as oportunidades dos bancos médios através das corretoras.

  27. Márcia dos Santos Costa 8 de dezembro de 2015 at 19:37 - Reply

    Oi Leandro , Obrigada por me instruir e me tornar uma pessoa “melhor” em conhecimento sobre a vida de um investidor ! Deus te abençõe aumentando cada vez mais sua sabedoria.

    Gostaria da sua opinião : Uma pessoa com R$100.000,00 diante da atual perspectiva de “crise” nos bancos seria mais prudente colocar na Poupança este dinheiro ?

    Obrigada amigo querido,
    Um Ótimo dia para você.

    Márcia Santos Costa

    • Leandro Ávila 8 de dezembro de 2015 at 20:03 - Reply

      Oi Márcia. Existe a falsa ideia de que a caderneta de poupança possui uma proteção especial. Não existe absolutamente nada nas cadernetas de poupança que ofereça mais segurança do que investimentos em CDB, LCA e LCI. A única coisa que você vai conseguir mantendo seu dinheiro na Poupança é perder o poder de compra desse dinheiro graças aos efeitos negativos da inflação. Estamos com inflação próxima de 10% e a poupança está rendendo pouco mais de 7,5% ao ano. O mecanismo de proteção da poupança é o Fundo Garantidor de Crédito, que também oferece proteção para as outras possibilidades que citei.

  28. Ricardo 8 de dezembro de 2015 at 22:07 - Reply

    O teu artigo mostra como os grandes jornais estão cada vez mais irrelevantes (e caminhando para o fundo do poço,digo eu). Sabe quantos apresentaram esse tema com esse grau de profundidade?
    Nenhum. Repito para chocar: nenhum.
    De que adianta um jornal que dá a mesma notícia pela metade que aparece nm telejornal peba noturno? Por isso que eu não assino mais nenhum e nem pretendo fazê-lo.

    • Leandro Ávila 9 de dezembro de 2015 at 5:54 - Reply

      Oi Ricardo. Muito obrigado. Na verdade o jornal só entrega a notícia. O conteúdo desse artigo está mais para uma aula do que para uma reportagem. Por isso você percebe essa grande diferença. Se as pessoas não buscarem a própria educação, as notícias, os fatos do mundo real perdem o sentido, se tornam irrelevantes. É por isso que ninguém se interessa por notícias sobre economia (ninguém entende o que os jornalistas estão falando), as pessoas preferem assistir as notícias sobre futebol e a vida das celebridades, pois desses assuntos elas entendem.

  29. Investidor Disciplinado 8 de dezembro de 2015 at 22:36 - Reply

    Por coincidência estava olhando a classificação feita pela Fitch dos LCIs/LCAs que estão disponíveis na minha corretora. Como eu gosto de buscar no mínimo 100%CDI nos rendimentos de LCIs/LCAs, sempre avalio o risco antes de comprar para saber se está dentro do meu limite de risco tolerável.

    Ótimo post! Parabéns!!!

  30. Daniel Soares 9 de dezembro de 2015 at 12:06 - Reply

    Leandro, parabéns por mais esse artigo. Você falou que depois do cadastro a Fitch manda muitos e-mails por dia, mas se você entrar em “minha conta” existe a opção de receber um resumo diária e na opção “atualizar meus dados cadastrais” você pode optar por não receber os press releases, acredito que assim a frequência de e-mails diminua de maneira significativa. Abs

  31. Paulo César Tobias 9 de dezembro de 2015 at 12:59 - Reply

    Ola Leandro

    Excelente artigo como sempre, já me cadastrei na Ficth e quero acompanhar conforme posso, trabalhei em um dos bancos que a Ficth avalia e assim fica mais claro perceber algumas cartas que o presidente enviava aos colaboradores dizendo sobre os resultados da empresa, hoje não atuo mais devido a economia fui um, de alguns eliminados devido a isso srsrs.
    Leandro, estou buscando sanar anos de falta de conhecimento nesta área, consequentemente pagando caro por isso, para começar a aprender a investir, em um outro artigo sobre relatórios, que me fugiu da memória agora minha pergunta é:
    É extramente importante e necessário receber os relatórios daquelas empresas que oferecem o caminho para ter sucesso financeiro ? Li um artigo da EMPIRICUS – essa e uma empresa que posso considerar as informações dela ? Agora sei onde analisar os riscos dos bancos, qual seria a empresa que posso confiar nos relatórios enviados mesmo que gratuitos e não contendo todas as informações financeiras, para analisar em conjunto a analise da Fitch ? Ou qual empresa realmente vale a pena pagar para receber informações que serão verdadeiramente úteis. !!

    Obrigado por enquanto

    Abraço

    • Leandro Ávila 9 de dezembro de 2015 at 19:35 - Reply

      Oi Paulo, se você não dedicar tempo estudando, lendo livros, fazendo cursos, não terá nenhuma utilidade assinar qualquer publicação. Como você mesmo disse, são anos de falta de conhecimento. Você precisa ter paciência para aprender aos poucos. Isto você pode fazer lendo sites como este, lendo livros ou fazendo cursos. Esse são os primeiros passos.

      • Paulo César Tobias 11 de dezembro de 2015 at 14:31 - Reply

        Leandro

        Obrigado mais uma vez !!.. Excelente, apesar da correria pretendo sim buscar ler o livros que tem indicado, e buscar cursos !!!

        Valeu abraço

  32. Roberto Vieira 9 de dezembro de 2015 at 15:12 - Reply

    Leandro, como sempre seus artigos são esclarecedores e relevantes, que permite um grande aprimoramento em nosso aprendizado, parabéns.
    Tenho poupado e aplicado em Fundo Investimentos DI (Bco Itaú) o valor não ultrapassa a R$250 mil e a rentabilidade esta em torno 11,6% aa e 22,6% para 24m com taxa de adm. de 1% aa. Qual a sua opinião sobre este investimento?
    obrigado
    roberto

    • Leandro Ávila 9 de dezembro de 2015 at 19:38 - Reply

      Oi Roberto. Os fundos de investimento não possuem proteção do FGC. Os fundos funcionam como condomínios. Você faz parte de um condomínio de investidores, participa comprando cotas, você não percebe mas quando aplica dinheiro no fundo, na verdade você está comprando cotas do fundo. O gestor do fundo é remunerado para gerir o dinheiro de todos os participantes do fundo e em troca fica com uma parte da rentabilidade. Nos fundos DI os gestores aplicam quase tudo em títulos públicos, no caso seria o Tesouro Selic.

  33. Hugo 9 de dezembro de 2015 at 15:38 - Reply

    Oi Leandro, como sempre ótimo post !

    Gostaria de acrescentar sobre a “possibilidade” da tributação da LCI e LCA conforme notícia de hoje :

    https://www.bemparana.com.br/noticia/419327/levy-quer-taxar-investimento-e-reduzir-subsidio-na-conta-de-luz

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:22 - Reply

      Oi Hugo, já faz tempo que o governo fala sobre isso e não faz. Até já escrevi um artigo sobre isso.

  34. Daniel 9 de dezembro de 2015 at 16:44 - Reply

    Olá Leandro.
    Tenho tentado ver o Rating de alguns bancos, porém nem sempre existe esta informação.
    Estou para aplicar em LCI no banco MODAL e ao fazer a consulta na FITCH tive as seguintes informações que não entendi;
    Sobre o banco modal não há informação porém para o VLI Multimodal tenho AA.
    são duas coisas diferentes o banco modal e este multimodal???

    EMISSORES (2 de 2)
    Data do Rating Emissor Rating Nacional de Longo Prazo
    03 Jun 2008 Banco Modal S.A
    15 Jun 2015 VLI Multimodal S.A. (VLI Multimodal) Outlook_stable AA(bra)

    obrigado.

  35. roberto petini 9 de dezembro de 2015 at 23:57 - Reply

    Eu nao aplico nada em banco grande…tudo em banco médio pequeno….tudo na cota do FGC…consigo 30 a 50 % a mais de rentabilidade…acabo diversificando nos banquinhos….ex : cdb Banco Brasil 85 % CDI , Banquinho 123 % CDI, LCI/LCA 100% CDI , LCI PRE 15,50 , LC 19 % PRE….a diferenca he enorme . O risco que eu vejo he o banco quebrar e eu ter que esperar uma media de 45 dias pra receber do FGC. Agora se o FGC quebrar também ,ai vai tudo pro saco, acho que não sobra nada …nem TD nem nada…
    Posso estar errado , mas dentro dos 250 mil do FGC nem olho Rating de agencia. Isso he minha opinião , he um risco que eu assumo. Mas minha maior concentração ainda he no TD IPCA te proteje da inflação e te paga ai 7,xx de rentabilidade “real”.

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:24 - Reply

      Oi Roberto, você é uma pessoa consciente. Não existe nada de errado na sua estratégia, errado é fazer tudo isso sem entender o que está fazendo.

  36. roberto petini 10 de dezembro de 2015 at 0:05 - Reply

    Agora , se nao acredita ou não tem confiança no FGC , sai vazado de banquinho.
    O Leandro Avila postou uma matéria aqui mostrando todos os banquinhos que foram pro saco e o prazo que a galera levou pra receber do FGC….
    Aqui a grande maioria ,como eu , he de pequeno investidor , se eu tivesse tipo 2…5 milhões pra aplicar passa longe de banquinho….

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:26 - Reply

      Oi Roberto, mesmo que a pessoa tenha 2 milhões, ela poderia investir uma parte nos bancos menores, evitando grande concentração em um único banco.

  37. Daniel 10 de dezembro de 2015 at 3:53 - Reply

    Leandro.

    Estava pronto para investir porém entendo que a avaliação é de set/2014 e é ruim Ba3 e b1 e estou suspendendo a aplicação.
    Ainda não entendo, a diferença entre ” classificação de longo prazo e de curto prazo”?
    Refere-se ao tipo de aplicação? por exemplo Lca/Lci estaria classificada como o que?
    ou refere-se à saude do banco??

    Obrigado mais uma vez. Você tem sido um farol neste caminho.

    abs.

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:29 - Reply

      Oi Daniel, não sei como eles definem o que é longo prazo ou curto prazo. Teria de pesquisar, mas fica claro que pode ocorrer situações onde no curto prazo não exista o mesmo risco quando comparado com o longo prazo.

  38. Rafael Pena 10 de dezembro de 2015 at 11:46 - Reply

    Oi Lenadro,

    Parabéns pelo artigo, bastante esclarecedor, e oportuno dado o momento econômico do país.

    Não consegui visualizar s tabelas do artigo, não aparecem para mim. Você poderia me enviar por email por favor?

    Queria sua opinião. Analisando o IDR de Longo Prazo em Moeda Local, devemos procurar bancos com rating pelo manos BBB se desejamos evitar bancos com risco considerados especulativos? Dessa forma restariam praticamente os grandes bancos. Como escolher os bancos menores então, em busca de melhor rentabilidade?

    • Leandro Ávila 10 de dezembro de 2015 at 14:52 - Reply

      Oi Rafael, testei aqui o número IP da conexão que você usou para escrever este comentário e vi que você está acessando de dentro de uma empresa estatal. Pode ser que exista algum bloqueio desta empresa ao conteúdo do Clube dos Poupadores. Recomendo que você tente acessar na sua casa. Você deve utilizar o “Rating Nacional de Longo Prazo” para fazer comparações de risco entre os bancos brasileiros.

  39. ryan 10 de dezembro de 2015 at 18:28 - Reply

    Olá leandro eu tenho uma pergunta referente ao tesouro direto, na seção de cursos do seu site vi o curso do tesouro direto do carteira rica que dá na média para alcançar 20% no ano, eu perguntei há um grande investidor se valeria a pena e ele me disse que não por causa da tributação , eu gostaria de saber da sua opinião????? e tem uma outra pergunta recentemente eu abri uma conta em banco público e eles não deram um contrato para assinar só a ficha autógrafo ,e quando eu abri conta em outros bancos eles me deram contrato ,perguntei à um advogado conhecido e ele me disse que qualquer procedimento feito no banco está regulamentado no bacen , se você poder me responder porque tem banco que dá a ficha autógrafo e outros dão o contrato agradeço

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:36 - Reply

      Oi Ryan. Esse grande investidor não deve ter entendido a pergunta ou não deve entender muito de tesouro direto. Essa valorização acima do pactuado ocorre na venda antecipada em condições favoráveis. VOcê certamente pode pedir uma cópia do contrato ao banco.

  40. Joanatan 10 de dezembro de 2015 at 21:53 - Reply

    Este site foi uma das melhores coisas que eu descobri em 2015.
    Venho aprendendo muito professor, o senhor é muito inteligente. Parabéns,feliz Natal e bons investimentos pra nós em 2016.

  41. Felipe 12 de dezembro de 2015 at 8:39 - Reply

    Obrigado pelo artigo!! Parabéns!

  42. gregorio 12 de dezembro de 2015 at 11:44 - Reply

    Olá Leandro! parabéns e obrigado por reunir didaticamente tantas informações no texto e nos comentários! Apenas tirando uma dúvida…pensando no FGC, o ideal seria aportar menos do que $250.000, pois os juros dos investimentos também são computados no caso de uma falência do banco, não é? Abço!

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:38 - Reply

      Sim Gregorio. Você precisa investir menos de R$ 250 mil já que existem os juros que você receberá. Se você investir exatos R$ 250 mil e o banco quebrar quando você estiver com R$ 260 mil, você perderá a cobertura do FGC para esses R$ 10 mil. Isso não significa que o banco quebrado vai sumir com seu dinheiro, mas pode demorar vários anos para você receber.

  43. Fabian 12 de dezembro de 2015 at 12:29 - Reply

    Oi Leandro,

    Parabéns pelo excelente texto e pelas respostas objetivas!Você continua com o projeto de atender um público específico?

    Abraço!

  44. RAFAEL 14 de dezembro de 2015 at 14:54 - Reply

    Leandro, boa tarde.
    Tenho dúvida com relação aos meus investimentos que deixo “rendendo”, por exemplo,
    para atingir 30 mil reais e aplicar em um CDB que me renda 18%a.a. preciso de 5 a 6 meses.
    Nesse meio tempo em que estou me capitalizando, tenho colocado no fundo de investimento da XP, porém não tem rendido nem 1% a.m e isso me incomoda.
    A dúvida é se eu deixo nesse fundo de investimento conservador ou se deixo nos meus 80% do CDI em LCI que o Banco do Brasil me paga, ou se, ainda, aplico de 5 em 5 mil em CDBs que me rendem em torno de 104% do CDI, com liquidez diária.
    Semana passada quebrei a cara por que resgatei em menos de 1 mês um CDB de 5 mil, o que me onerou 1 real e pouco de I.R. e quase 14 reais de IOF.
    Qual seria a melhor forma de guardar essas reservas até que aplique em algum investimento, visto que consigo poupar em torno de 5 mil mensais?
    Muito obrigado..

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:42 - Reply

      Oi Rafael. A XP oferece uma quantidade absurda de fundos de diversos gestores. Cada fundo tem suas características e seu desempenho. Você precisa estudar o funcionamento dos investimentos. No caso do CDB, é necessário entender como ele funciona. Não compensa fazer investimentos de renda fixa resgatando em prazo tão curto devido ao IOF. Você precisa aceitar a ideia que você encontrará rentabilidades menores quando tiver valores menores para investir.

  45. KNG 14 de dezembro de 2015 at 21:13 - Reply

    Leandro,

    Muito boa sua postagem , parabéns …

    Gostei também desta reportagem do G1

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/moodys-rebaixa-nota-de-14-bancos-e-instituicoes-financeiras-brasileiras.html

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:43 - Reply

      Olá. Esses rebaixamentos dos bancos devem continuar acontecendo.

  46. Lara 15 de dezembro de 2015 at 8:39 - Reply

    #Leandroéocara

  47. Anderson 16 de dezembro de 2015 at 13:20 - Reply

    Boa tarde Leandro, após constatar que o Brasil foi rebaixado pela 2a agência de risco fui me informar melhor sobre o impacto, e deparei-me com este artigo de sua autoria. Como sempre, primoroso ao expor o papel das agências de risco. Agora só falta o artigo que irá avaliar os impactos na economia, nos juros, no dólar (já está acontecendo). Acho que o atual governo passa pelo maior inferno astral que já vi um governo passar. Rebaixamento, investigações de corrupção, ainda temos recessão, e creio pelo andar da carruagem aumento da taxa de juros do FED hoje. Aguardarei ansioso este artigo…o debate vai ser bem bacana do pessoal que os lê.

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:45 - Reply

      Oi Anderson. O governo só está colhendo o que plantou. O pior é que não foi falta de aviso.

  48. Sieber 22 de dezembro de 2015 at 9:15 - Reply

    Oi Lendro, primeiramente fica o elogio pelo teu trabalho de excelente qualidade, teu site tem atendido de forma eficiente a proposta a qual se destina.
    Referente a classificação dos bancos deste artigo, fiquei em dúvida do significado da sigla “RET” que consta na tabela, como no caso do banco cacique que consta na tabela deste artigo , e pesquisando diretamente no site da Fitch Ratings encontrei a mesma sigla para o banco Indusval.
    obrigado.

    • Sieber 22 de dezembro de 2015 at 9:42 - Reply

      se “RET” significa que foi retirado, ainda sim a instituiçao pode ser confiável?

    • Leandro Ávila 24 de dezembro de 2015 at 2:48 - Reply

      Esse RET significa “retirado”. Significa que a Fitch não avalia mais esse banco. Sei que os bancos pagam para que essas agências façam avaliações. Não posso afirmar, mas é provável que esses bancos desolveram não contratar mais a Fitch. Eu não vejo como um bom sinal. Bom é quanto a instituição tem nota avaliada pelas três grandes. Eu não sei os custos, não sei se isso é difícil de ser feito pelos bancos menores.

  49. Anderson 18 de janeiro de 2016 at 9:41 - Reply

    Ola Leandro, parabéns pelo seu trabalho, admiro muito sua inspiração na ajuda a leigos em educação financeira.

    Falando sobre Agencias de Risco.. no Brasil temos a Austin Rating, você já teve alguma experiência com esta agencia? Por que ela não tem tanta abrangencia como as demais?

    Grande Abraço

    Att

    • Leandro Ávila 18 de janeiro de 2016 at 9:44 - Reply

      Oi Anderson. Provavelmente por ser brasileira. As três principais estão presentes no mundo todo.

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