Teste seu Perfil de Investidor: Conservador, Arrojado ou Agressivo?


Não existe um investimento melhor que o outro. Existem pessoas diferentes que precisam de investimentos diferentes de acordo com seu perfil de investidor e seus objetivos. Você sabe qual é o seu perfil e quais investimentos se adaptam melhor ao seu perfil?

Respondendo um simples questionário é possível saber se você tem um perfil conservador, moderado ou agressivo de investimento. No final deste artigo existe um botão para que você possa descobrir seu perfil. Antes disso, é importante ler este artigo para entender como tudo isso funciona de verdade. Tenho algumas críticas sobre a maneira como essa classificação é utilizada.

Classificando as pessoas:

Quando um investidor conservador faz investimentos de risco elevado e experimentam prejuízo, a insatisfação com a instituição financeira que vendeu o produto é quase certa. No passado, as instituições não se importavam com o perfil do investidor. Na ânsia por atingir metas, pouco importava se o cliente entendia o investimento que estava fazendo e se era capaz de aceitar os riscos de perda.

Para evitar insatisfações e até processos na justiça destes clientes insatisfeitos com perdas, foi necessário criar uma forma de classificar as pessoas e os investimentos por perfis de exposição ao risco. Hoje, sempre antes de fazer seu primeiro investimento através de bancos e corretoras, você será obrigado a preencher um formulário que avalia seu perfil.

Esse formulário é chamado de Avaliação de Perfil do Investidor (API) e deve ser aplicado por determinação da ANBIMA que é a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Essa entidade representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, possui mais de 340 associados, entre bancos comerciais, bancos múltiplos e bancos de investimento, empresas de gestão de ativos, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e gestores de patrimônio. Eles fazem uma autorregulamentação do mercado.

Conservadores, Moderados e Arrojados

Sempre que você tentar fazer um investimento fora do seu perfil de investidor, o banco ou a corretora poderão tentar entrar em contato para questionar se você sabe o que está fazendo. Eles verificam se o investimento que você pretende fazer é compatível com o resultado da sua Avaliação de Perfil do Investidor (API).

É claro que as instituições financeiras não podem te impedir de fazer investimentos fora do seu perfil, mas elas são orientadas a verificar se você sabe os riscos que está assumindo. Ela pode solicitar que você aceite um termo atestando que está ciente dos riscos. Normalmente eles mostram esse termo no próprio site do banco ou da corretora antes de concluir o investimento.

Se você tem um perfil hoje, pode ser que ele mude no futuro. Para isto, basta investir na sua educação financeira que a transformação é inevitável. Se você acredita que mudou de perfil, pode pedir para preencher o formulário novamente refazendo sua classificação como investidor. Atualmente a classificação prevê três tipos básicos de investidores:

  1. Investidor Conservador: Busca o máximo de segurança, mesmo que isso signifique menor retorno. Prefere investimentos de renda fixa e de grande liquidez.
  2. Investidor Moderado: É o meio termo. Investe em renda fixa e em renda variável buscando o melhor equilíbrio entre segurança, liquidez e rentabilidade. Já falei sobre isso aqui.
  3. Investidor Agressivo: Busca a maior rentabilidade possível. Faz gerenciamento de risco e aceita rentabilidades negativas no curto e no médio prazo para ter um potencial de retorno superior ao da renda fixa no longo prazo. Prefere investimentos de renda variável.

Para saber mais sobre essas determinações da ANBIMA visite aqui. Para acessar outros documentos do código de varejo e outras autorregulamentações da Ambima visite aqui.

Como eles avaliam seu perfil?

Os questionários de Análise de Perfil de Investidor atribuem uma quantidade de pontos para cada resposta. Analisei alguns questionários de bancos e corretoras e fiz as seguintes considerações:

Idade: Quanto mais velho, mais conservador você deveria ser, segundo os questionários dos bancos. Eles entendem que quando você é jovem, pode fazer investimentos de maior risco, sem se preocupar com perdas no curto prazo, esperando uma maior possibilidade de rentabilidades elevadas no longo prazo. O problema é que os jovens não possuem muito dinheiro, não possuem experiência e nem muito conhecimento para fazer investimentos de maior risco. Isto não significa que os jovens não devam acumular patrimônio utilizando renda fixa, principalmente se você considerar que, atualmente, o Brasil é o país que paga as maiores taxas de juros reais (acima da inflação) do mundo.

Na teoria, um senhor de 70 anos, não deveria investir em ações com foco no longo prazo (10, 20 ou 30 anos). Isso não significa que um investidor idoso e experiente não possa ter ações ou fundos imobiliários que paguem bons dividendos. Os investidores mais ricos do mundo possuem mais de 70 anos (fonte). Nada impede que um idoso aposentado utilize o tempo livre que possui e uma pequena parte do seu patrimônio (sem comprometer o principal) para investir em ações com foco no curto prazo, desde que esteja preparado tecnicamente para isso. Essa questão da idade é bem relativa, como tudo que apresentarei aqui nesse artigo.

Grau de Escolaridade: Nos questionários, quem possui menos escolaridade tende a ser classificado como investidor conservador, já alguém com ensino superior ou pós-graduado, tende a ser classificado como investidor agressivo. Eu conheço diversas pessoas que possuem nível superior e que não deveriam fazer investimentos destinados ao perfil mais agressivo. Ter nível superior não significa estar preparado tecnicamente para tomar decisões de investimento de risco mais elevado. Também já vi casos de jovens que só terminaram o ensino médio e que possuem conhecimentos avançados para investir na bolsa de valores. Já falei em outros artigos que o investimento mais importante que existe é o investimento na nossa própria educação. Um adulto que só possui o ensino fundamental, não deveria priorizar investimentos financeiros, deveria investir na própria educação para concluir o ensino médio. O adulto que só possui o ensino médio, deveria investir em um curso técnico ou em um curso superior para conseguir elevar a própria renda. É desse investimento na sua capacidade de produzir riquezas através do trabalho, que você irá gerar a renda necessária para poupar e investir durante a vida.

Quanto você tem para investir? Quem possui pouco dinheiro, tende a ser mais conservador, segundo os questionários. É fundamental ter reservas para emergências em aplicações seguras e com boa liquidez. Os investimentos de renda variável (ações, fundos imobiliários, imóveis para locação) devem ser feitos por aqueles que já possuem uma boa reserva financeira em renda fixa. Quanto mais dinheiro você tem para investir, mais pode assumir uma posição de investidor agressivo. Quanto menos dinheiro você tem, mais conservador deveria ser. Isso também não impede que você faça pequenos investimentos mensais, regulares, por longos anos adquirindo ações de boas empresas.

Qual seu conhecimento e sua experiência? Se você não tem conhecimento e não tem experiência, deve se manter no perfil conservador. Isso é o que os formulários dizem. Para se tornar mais arrojado ou agressivo é necessário investir em livros, cursos e conhecimentos. O seu risco é proporcional ao seu nível de ignorância. Para um piloto com conhecimento técnico e experiência, pilotar um avião não oferece qualquer risco. Para alguém que só sabe pilotar bicicletas, aviões são extremamente arriscados.

Prazo: Quanto mais longo for o prazo que você pode deixar o dinheiro investido, mais agressivo poderá ser o investimento. Quanto menor o prazo, mais conservador ele deveria ser. Como já falei, não existe nada de errado em fazer investimentos de longo prazo utilizando investimentos conservadores de renda fixa, afinal de contas, moramos no Brasil, onde a rentabilidade da renda fixa é elevadíssima. Mesmo na renda fixa, existem riscos maiores em investimentos prefixados e indexados à inflação de longo prazo. Veja no gráfico abaixo o exemplo de um título prefixado do Tesouro Direto (veja o que é). Ao comprar esse título Tesouro Prefixado você tem a certeza que receberá R$ 1.000,00 na data de vencimento do título. O problema é que se você resolver vender o título antes do vencimento, o preço de mercado do mesmo pode sofrer muitas variações (acima ou abaixo do esperado). Veja como isso funciona. Investir em renda fixa também pode ser arriscado se você não entender o que está fazendo.

Na bolsa de valores a questão é semelhante. O gráfico abaixo mostra o índice que mede o desempenho da bolsa brasileira desde 1963 até 2015. É fácil observar que existe uma tendência de alta no longuíssimo prazo (várias décadas) e ciclos de altas e de baixas que podem durar vários anos. Por isto, dizem que o risco de perdas na bolsa no longo prazo é menor do que o risco de perdas no curto prazo.

O que pretende fazer com o dinheiro? Se você pretende comprar um imóvel nos próximos 5 anos, não deveria fazer investimentos agressivos de renda variável. Já se o seu objetivo é uma aposentadoria tranquila nos próximos 10, 20 ou 30 anos, não existe nada de errado em destinar uma parte do valor investido em renda variável como ações e fundos imobiliários, mesmo sendo um investidor conservador. Você só não pode investir sem entender o que está fazendo.

Aceita perdas? Existem pessoas que perdem o sono quando o preço das ações estão em queda. Isso provavelmente é um sinal de que você investiu um valor superior ao aceitável para o seu perfil. O investidor conservador tende a comprar ações quando os preços estão altos e vender quando os preços estão baixos (leia esse artigo sobre o tolo maior). O investidor mais agressivo tende a avaliar se a empresa em que investiu continua tendo bons fundamentos. Se ele avaliar e considerar que no médio ou longo prazo os preços irão se recuperar, ele tende a comprar ainda mais ações, aproveitando queda dos preços. Sua reação diante da perda depende do seu nível de conhecimento e experiência.

Nível de informação: Se você não acompanha a economia e o mercado, deveria preferir os investimentos mais conservadores, principalmente os de renda fixa pós-fixada. Eles acompanham a taxa básica de juros da economia. Para investir em investimentos de renda variável é importante que você faça um acompanhamento mínimo da situação econômica e da empresa que investiu ou pretende investir. Nunca compre ações seguindo recomendações de analista sem ser capaz de avaliar essas recomendações (leia mais sobre isso). Quanto mais bem informado, melhores serão suas decisões, menores serão seus riscos. Leia outros artigos que escrevi sobre investimentos na bolsa.

Carteira de Investimentos:

Cada instituição financeira (bancos, corretoras, etc) tendem a recomendar uma carteira de investimentos diferente para seus clientes. Alguns adotam mais classificações de perfil do que as três tradicionais: conservador, moderado e agressivo. A corretora XP também adota o perfil “moderado-agressivo” que seria o meio termo entre um investidor moderado e agressivo.

Vou comentar as sugestões de carteira que a XP divulga nessa página aqui para servir como exemplo. Depois vou mostrar a sugestão de bancos para que você verifique as diferenças. Vale lembrar que eu não estou recomendando esse tipo de carteira, apenas preciso de um exemplo para comentar. Depois você verá que não existe uma regra rígida para compor sua própria carteira.

O gráfico acima mostra como a corretora XP recomenda que seus investidores com perfil conservador distribuam seu dinheiro entre diversos tipos de investimento. A leitura do gráfico acima fica assim: Vamos imaginar que você tem R$ 100 mil na caderneta de poupança. Eles recomendam que você invista 45% (ou R$ 45 mil) em renda fixa. Podemos chamar de renda fixa o CDB e LC (pós-fixado e prefixado), LCI e LCA (veja aqui), Títulos Públicos (saiba mais) e Debêntures.

Eles recomendam 30% (R$ 30 mil) em Fundos de Renda Fixa. Isso seria a reserva de emergência, já que fundos de renda fixa e fundos DI oferecem liquidez diária (você pode sacar seu dinheiro todos os dias). Quando as taxas de juros estão elevadas (como agora) os fundos de renda fixa superam a Caderneta de Poupança.

Eles recomendam 10% (R$ 10 mil) para investimento em fundos multimercado, que são justamente aqueles que investem parte do dinheiro dos investidores em renda variável. É um investimento com risco de perdas no curto prazo (rentabilidade negativa) e possibilidade de ganhos no longo prazo (não é garantido, é apenas uma possibilidade). O mesmo vale para a recomendação de investir outros 10% (R$ 10 mil) em ações.

Por último, eles sugerem 5% (R$ 5 mil) investido em Previdência Privada. Escolher um bom plano de previdência privada não é tarefa fácil, praticamente todos os planos de previdência oferecidos pelos grandes bancos são muito ruins, pois as taxas são muito elevadas e a rentabilidade muito baixa. Existem planos de previdência com boas taxas em seguradoras e instituições menores. Se você já tem plano de previdência em grandes bancos é provável que você esteja perdendo dinheiro. Recomendo que você aprenda a avaliar os planos e verifique a possibilidade de migração para planos mais rentáveis.

Comentário sobre os Ultraconservadores: Grande parte dos investidores brasileiros deveriam ser classificados como ultraconservadores. São aqueles que deixam grandes quantias paradas na conta-corrente ou em cadernetas de poupança. A falta de conhecimento e o medo de investir costumam ser tão grandes que estas pessoas preferem perder da inflação do que aprender a investir em outras modalidades da renda fixa. Acredito que o mínimo que todos deveriam fazer é aprender a investir nas diversas modalidades de renda fixa que superam a caderneta de poupança e que são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito. Também é muito importante aprender a investir em títulos públicos. Nem todo mundo tem recursos suficientes para investir em fundos de investimento com taxas baixas e rentabilidade maior. Nem todo mundo tem dinheiro para investir em LCI, LCA e CDBs que oferecem taxas maiores (e exigem investimento mínimo maior).

Acima temos a carteira sugerida pela XP para o investidor classificado como moderado. Observe que o mesmo percentual destinado para a renda fixa é destinado para o investimento em ações. Aqui você pode ver a sugestão de investimento em fundos imobiliários. Já escrevi artigos sobre fundos imobiliários. Você vai perceber que as corretoras tendem a recomendar mais ações e os bancos tendem a recomendar mais fundos de ações e fundos multimercado. As instituições tendem a recomendar os investimentos que geram maiores lucros para elas.

Na carteira para o investidor Moderado-Agressivo eles recomendam alocar 65% do seu patrimônio em renda variável (ações, fundos imobiliários e fundos multimercado).

Por fim, o investidor agressivo, segundo a XP, deveria investir somente 10% do patrimônio que possui em renda fixa. É fundamental perceber que ser um investidor agressivo é para quem pode e não para quem quer. A pessoa precisa estar preparada, precisa ter experiência, precisa ter passado pela fase do conservadorismo, precisa ter adquirido conhecimento técnico, precisa gostar de investimentos e precisa ter tempo livre para continuar estudando e acompanhando o mercado. Se o questionário indicar que você tem perfil agressivo, isto não significa que você já está preparado para ser um investidor agressivo.

Cada um inventa a sua carteira:

Encontrei no site do Banco Santander a seguinte carteira (fonte):

É fácil observar que existem diferenças entre o que eles recomendam e o que uma corretora como a XP recomenda. Se você visitar a página sobre investimentos de diversos bancos verá que existem muitas diferenças. Cada instituição inventa sua própria carteira. Logo abaixo você verá como é a carteira sugerida pelo Banco Citibank (fonte). Observe que eles utilizam uma forma diferente de apresentar os perfis.

Infinitos tons de cinza:

Outra coisa interessante de observar nessa representação do Citibank é que existe um verdadeiro degradê entre conservadores e agressivos. Eles colocaram apenas 5 tons de cinza. Na vida real existem infinitos tons de cinza entre o conservador mais extremo e o agressivo mais extremo. O seu perfil se encontra em algum ponto entre os dois extremos. Classificar todos os investidores em apenas 3 categorias é muito limitado, muito simplista e só funciona na teoria. Na prática, cada pessoa tem um perfil único e difícil de avaliar. Para complicar, o seu perfil não é constante. Você pode acordar mais conservador ou mais agressivo. Eventos na sua vida (como o casamento e a chegada de um filho) podem mudar o seu perfil (conheça os ciclos da sua vida financeira). O noticiário da televisão também pode mudar sua percepção de risco e influenciar seus investimentos no curto prazo.

Conservadores conscientes ou ignorantes?

Existe aquele investidor conservador por consciência e existe o conservador por ignorância. O conservador consciente sabe o que está fazendo, conhece os produtos financeiros, sabe que está abrindo mão de uma rentabilidade possivelmente maior (mas que não é uma certeza) por uma rentabilidade menor e mais previsível.

O problema está no conservador por ignorância. Se não fosse esse perfil, os gerentes dos grandes bancos teriam dificuldades para bater as metas impostas pelas instituições onde trabalham. Não seria fácil vender tantos títulos de capitalização, fundos de investimento com taxas administrativas elevadas e planos de previdência privada de baixa rentabilidade. Se não fosse esse conservador por ignorância, não existiriam centenas de bilhões investidos na Caderneta de Poupança, pagando juros baixos e oferecendo dinheiro barato para os bancos lucrarem com os financiamentos imobiliários pelo Sistema Financeiro de Habitação.

Não existe nada de errado em ser um investidor conservador no Brasil. Já mostrei o poder do tempo nos seus investimentos. O importante é que você combata sua ignorância financeira para que se torne um investidor conservador consciente ou um investidor moderado ou agressivo consciente. A ignorância financeira é o maior risco de todos.

Tudo é possível com conhecimento, experiência e controle de risco. Assista este vídeo:


 

Iniciar o teste:

Para fazer o seu teste visite o endereço: http://www.clubedospoupadores.com/perfil-investidor

Vale lembrar que o teste é anônimo. Os dados não serão gravados e não será necessário fornecer qualquer informação que possa te identificar.

By |24/11/2015|Categories: Investimentos|43 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

43 Comments

  1. Flora 24 de novembro de 2015 at 7:43 - Reply

    Olá, Leandro.

    Interessante o texto, só fiquei com uma dúvida, você diz que “mesmo na renda fixa, existem riscos maiores em investimentos prefixados e indexados à inflação de longo prazo”. Sobre o risco ser maior quando o investimento é prefixado eu entendo, mas não entendi por que os indexados à inflação são mais arriscados. Não é justamente o título Tesouro IPCA + o mais apropriado para quem deseja planejar uma aposentadoria, que é justamente longo prazo? Ou o risco a que você se refere diz respeito a uma necessidade de saque antecipado?
    Outra coisa que sempre fico na dúvida quando vejo essas sugestões de diversificação de carteira são os fundos di ou fundos de investimento. Qual é a vantagem deles sobre uma LCA que tenha liquidez diária e renda cerca de 100% do CDB?

    Obrigada!

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 12:20 - Reply

      Oi Flora, são arriscados somente se você resolver vender o título antes do vencimento. São títulos de longo prazo e precisam ser mentidos até o vencimento para que o governo pague o IPCA + os juros que foram acordados no dia da compra. Quando você vende o título antecipadamente, o Tesouro pagará o preço de mercado do título e não o que foi acordado se você esperasse até o vencimento. Você pode ter ganhos acima da média (se os preços estiverem elevados) ou pode ter perdas (se os preços caírem). No artigo que escrevi falando sobre o Tesouro IPCA+ eu tratei desse assunto. A vantagem dos fundos é a liquidez. LCA, LCI e CDB com liquidez diária, normalmente, não pagam boas taxas e costumam exigir um investimento inicial elevado (dezenas de milhares de reais). Normalmente os fundos permitem investimentos menores, liquidez diária e você pode fazer saques parciais. Se você encontrar uma LCA com liquidez diária, que permite saques parciais, como são isentas de IR, provavelmente será mais vantajosa que os fundos.

  2. Rodrigo 24 de novembro de 2015 at 12:14 - Reply

    Leandro, eu penso que mesmo para os ultraconservadores há ótimas opções de investimentos. Há investimentos muito melhores que a poupança, com taxas maiores e mesma liquidez.

    Também quero parabenizar esse site por ser aberto e permitir a opinião dos outros. Esses dias participava de um outro site de discussões de investimentos. O dono do site e o consultor afirmavam que a poupança era a melhor coisa que existia no mundo. Também afirmava que o investidor não devia considerar a taxa ao escolher um investimento, bastava guardar um pouquinho todo mês. Fui postar uma mensagem contraria, afirmando que havia opções melhores e fiz uma tabela mostrando como uma pequena variação na taxa faz um grande estrago no longo prazo. Resultado: fui banido do site e minhas mensagens deletadas..

    Eu penso que as opiniões contraria nos enriquecem. Ninguém sabe tudo, podemos aprender muito com comentários e experiências de outras pessoas, mesmo discordando. Por isso gosto muito da sessão de comentários de site. É aberto a todos.

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 12:46 - Reply

      Olá Rodrigo. Ainda existe muita gente que guarda dinheiro em casa ou deixa grandes quantias paradas na conta corrente. Para esse público, a poupança é melhor do que nada. E quem guarda dinheiro em casa, ainda está em melhores condições que aquele que nada guarda, aquele que gasta tudo que ganha e ainda faz dívidas. Sempre tem alguém em um estágio pior ou melhor do que você. O importante seria ter a motivação para avançar. O errado é se conformar com pouco e não querer estudar mais, aprender mais, para crescer. Obrigado pelo seu comentário.

      • Rodrigo 24 de novembro de 2015 at 14:10 - Reply

        Leandro, concordo com cada palavra que você disse. O que me deixa triste é alguns que se propõem a ensinar não estarem disposto a estudar, a crescer. Eu fico abismado em ver como as pessoas são fáceis de manipular. Seguem qualquer orientação dada por um gerente de banco ou consultor. Basta ser educado e atencioso que elas vão fazer qualquer coisa. Para mim ai que mora o perigo. Por isso há tanto dinheiro em fundos, títulos de capitalização e previdência que rendem praticamente nada. Eu gosto muito da filosofia desse site: passar o conhecimento e a pessoa decidir o que fazer com seu dinheiro.

        • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 14:23 - Reply

          Quando você diz onde investir, você cria uma relação de dependência entre você e o leitor. Quando você ensina como investir, você liberta o leitor. Por isso eu estimulo tanto o investimento em educação antes do investimento financeiro. É o investimento em educação que liberta a pessoa para encontrar o próprio caminho (existem muitos), sem ficar dependente da opinião dos outros e sem sofrer os problemas que isso pode gerar.

  3. Eduardo 24 de novembro de 2015 at 13:31 - Reply

    Leandro….texto providencial como sempre. Muito obrigado por mais um aprendizado. Abraços

  4. Fátima 24 de novembro de 2015 at 15:45 - Reply

    Leandro

    Parabéns pelo site. Leio e acompanho você a mais de um ano e só tenho a agradecer.

    Um detalhe: Essas pesquisas deveriam abranger pessoas mais velhas, acima de 60 anos. Tenho 62 anos mas tive que me enquadrar na categoria de 45 a 60 anos. rsrsrs

    Graças a você, há pouco mais de um ano comecei a me educar financeiramente.
    Eu sentia que notícias, pessoas, situações , eram atraídos para mim, facilitando meu acesso a esses conhecimentos.
    Lí livros sobre finanças, adquiri e-books, cursos on line, fiz assinaturas em empresas de consultoria independente e aprendi coisas que nunca imaginei poder aprender na minha idade.
    Hoje invisto na renda fixa CDB, LCI, tesouro direto e agora estou aprendendo sobre o mercado de Opções. Mês que vem vou comprar minhas primeiras ações. Tudo muito bem estudado com seus riscos calculados.
    Meu marido e filhos estão surpresos com a minha aplicação nos conteúdos que estudo. Dizem que serei a consultora de investimentos da Família (Se me derem mais uns meses, serei mesmo).
    Pois é isso Leandro, admiro muito o seu trabalho, a sua missão e divulgo você, suas dicas e ensinamentos, para todos aqueles que estão dispostos, assim como eu, a se educar nessa área tão fascinante.
    Obrigada!
    Um abraço.

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 16:33 - Reply

      Oi Fátima. Obrigado pelo seu depoimento. É interessante essa sua percepção de que notícias, pessoas e situações foram atraídas para você depois que começou a se educar financeiramente. Na verdade, tudo isso já estava próximo de você. O problema é que a ignorância cega as pessoas. Quando você aprende novas coisas, passa a enxergar uma realidade que já existir, mas que você ignorava. Aquela história sobre a “lei da atração”, funciona. A maneira como eles explicam o fenômeno é que não fica muito clara. Parabéns por sua dedicação.

  5. Eliane 24 de novembro de 2015 at 16:16 - Reply

    Olá Leandro. Desde que comecei a ler seus artigos, minha mentalidade financeira tem mudado muito. Antes eu era uma dessas pessoas que acreditava na poupança e em investimentos sugeridos pelos gerentes de bancos. Agora estou procurando entender mais sobre outras modalidades de investimentos mais rentáveis como títulos públicos. Estou começando agora mas acho que estou no caminho certo.

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 16:34 - Reply

      Oi Eliane, parabéns. Não tenha pressa. O importante é trilhar o caminho.

  6. Daniel Soares 24 de novembro de 2015 at 16:27 - Reply

    Acompanho o seus textos a algum tempo e tenho aprendido bastante através deles, parabéns. Pelo o que entendi esses perfis de investidor e sugestão de carteira feito por bancos, corretoras etc, servem mais para evitar um processo por parte de algum cliente que perdeu dinheiro por ter investido em um produto sem ter conhecimento necessário para um determinado investimento, do que ajudar de fato o cliente a montar um carteira de acordo com o seu perfil e objetivos. Para uma instituição financeira fazer isso de modo a ajudar de fato o cliente precisaria fazer uma análise mais profunda e não tão simplista. Abs

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 16:44 - Reply

      Oi Daniel. Exatamente isso. Quando a pessoa perde dinheiro, dificilmente assume que ela foi a responsável pela decisão errada, ela não estava preparada para julgar se estava fazendo a coisa certa. Quando ela não assume a culpa, logo procura um culpado. Quando a instituição faz o teste de perfil, passa a recomendar produtos dentro do perfil. Isto não significa que a instituição vai oferecer os melhores investimentos para o cliente. Elas vão oferecer os investimentos mais lucrativos para a instituição financeira dentro do perfil de investidor do cliente. Exemplos: Para os investidores com perfil conservador os bancos gostam de oferecer títulos de capitalização, fundos de investimento com taxas administrativas elevadas, planos de previdência com taxas abusivas, se nada der certo eles oferecem a Caderneta de Poupança mesmo. Sem contar que eles sempre tentam oferecer crédito para quem não precisa. Quanto mais dinheiro você tem investido, mais eles tentam oferecer crédito para comprar carros e imóveis financiados, seguros de vida, seguro de casa, etc. Quando a pessoa não tem dinheiro, eles tentam empurrar crédito consignado, aquele que é automaticamente descontado do salário do trabalhador ou do benefício do aposentado. Existe uma regra simples: Quanto mais tempo, panfleto, mala-direta, telefonema, propaganda e outros esforços de venda o banco fizer para te convencer a investir seu dinheiro, pior é esse investimento para você e melhor é este investimento para aumentar os lucros dos bancos. Bons investimentos não precisam de muita propaganda. Eles não perdem tempo preocupados com sua vida financeira.

  7. Paula 24 de novembro de 2015 at 16:42 - Reply

    Mais um artigo de qualidade. Excelente! E o vídeo ao final, dá pra quase perder o fôlego!
    Parabéns pelo site! Tenho lido todas as semanas.

  8. Roberto 24 de novembro de 2015 at 18:17 - Reply

    Sem sombra de duvidas Leandro Avila é o melhor educador financeiro do Brasil.Sempre artigos muito bem explicados e de facil compreensão. Depois que descobri o site aprendi muita coisa boa. Achava o Bastter razoavel , depois que conheci o clube dos poupadores descobri que ele é muito ruim. Lá eles fazem verdadeira apologia a poupanca , e a aplicar recursos somente em bancoes, e ficam martelando pra esquecer rentabilidade. Aportes + tempo , sem rentabilidade, nao vale nada.Se falar entao pra deixar reserva de emergencia em fundo DI ou CDB 103 cdi com liquid diaria perigoso tu ser expulso do site.

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 20:27 - Reply

      Obrigado Roberto. O Bastter assume a postura de que somente poucas pessoas, com inteligência acima da média, são capazes de conseguir rentabilidades acima da média (acima do CDI ou da Selic). Diante disso, ele orienta o investidor comum a continuar sendo um investidor comum, aceitando a ideia de que estará perdendo tempo tentando obter rentabilidades elevadas. Ele defende a ideia de que as pessoas deveriam dedicar mais tempo trabalhando, para ganhar o máximo possível e poupar o máximo possível nos investimentos mais conservadores de renda fixa e variável para obter retorno no longo prazo. Ele sempre está jogando pedras em quem faz day trade ou investe com foco no curto prazo. Não existe nada de errado em utilizar e defender essa estratégia. O problema é que ele defende isso com muita energia, repetitivamente, insistentemente. Ele sempre parece muito irritado. Nos vídeos do Bastter ele ironiza e até debocha de quem pensa diferente, isso pode gerar algum incômodo em quem assiste. Eu acredito que todo conhecimento é válido, todo conhecimento agrega. Todo mundo tem potencial, não precisa ter inteligência privilegiada. Acho que vale a pena acompanhar o site de vários autores, é produtivo conhecer várias filosofias (incluindo a filosofia do Bastter) e no final utilizar tudo isso para criar sua própria filosofia. Existem muitos caminhos, a filosofia do Bastter é o que ele acredita, com base nas experiências positivas e negativas que ele teve no decorrer da vida dele. O que é bom para ele pode não ser bom para mim, pode ser bom para você, pode não ser bom para outra pessoa. Eu sempre assisto os vídeos dele, concordo com umas coisas, acho outras coisas exageradas, depois aprendo mais com muitos outros autores e assim vamos construindo o que sou.

      • Lucas 24 de novembro de 2015 at 21:21 - Reply

        Eu concordo com a ideia de acompanhar a filosofia de outros autores. Mas o Bastter não consigo. No site dele eles ofendem e tiram sarro de quem adota estratégias diferentes da dele. Não se pode discutir nada diferente, qualquer coisa que fuja da poupança e tesouro direto ele chama de sardinha da mídia e se insistir sua mensagem é deletada. Ele não incentiva seus alunos saírem dessa zona de conforto. É aquilo ou nada. Caso não siga o que ele fala e você é burro. Não penso que essa seja a melhor forma de aprender.

        • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 22:26 - Reply

          Oi Lucas, eu já percebi tudo isso que você relatou. Eu acho desnecessário. Para quem está iniciando, esse tipo de tratamento ríspido só assusta e afasta. Atrapalha o processo educativo. Eu não gosto de apelidos e nem de grosserias. Chamar investidores iniciantes de sardinhas, burros, etc, etc, não ajuda em nada. Só que tudo isso não impede de você aproveitar o conteúdo que eles produzem, você só precisa usar um filtro de bom senso para separar o que é exagero do que é sensato. É o que faço. Lá no final da página do Clube dos Poupadores, a última linha do rodapé, mostro o princípio da descrença. Ele diz o seguinte “Princípio da Descrença: Não acredite em nada, nem mesmo no que foi dito aqui. Estude outras fontes, pense e tenha suas próprias experiências e conclusões pessoais”. É isso que defendo. Visite o Bastter, visite os blogs de outros autores de educação financeira, leia os relatórios apelativos da Empiricus, leia os livros dos autores que fazem propaganda de bancos, visite o site de educação financeira patrocinados pelas corretoras, faça cursos de diversos autores que eu recomendo e os que eu nunca recomendei e sempre tire suas próprias conclusões. Construa uma bagagem. Essa bagagem que você vai construir é única. Ela que faz a diferença. O Clube dos Poupadores é uma mistura de tudo que aprendi e que ainda estou aprendendo.

  9. Alessandro Braga 24 de novembro de 2015 at 18:59 - Reply

    Leandro, obrigado pela contribuição. Este site é referência para mim, sem mais! 🙂

    Estou me perguntando se com toda essa complexidade de 1% aqui, 2% alí, pode/deve ser aplicada aqui no Brasilsilsil, onde os juros são elevadíssimos. Você tendo 1 milhão de reais para investir, não colocaria tudo em títulos que acompanham a SELIC?

    Obrigado e aguardo sua resposta.
    Abrs,

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 20:34 - Reply

      Oi Alessandro, se você tem R$ 1 milhão e você se sente mais seguro e confortável investindo em Tesouro Selic ou investimentos de renda fixa privada, não existe nada de errado nisso. Existem LCI, LCA e CDB com taxas elevadas em bancos médios, que você acessa através de corretoras. Você pode criar uma carteira investindo um pouco dessa quantia nesses títulos de renda privada, no caso do LCI e LCA que são isentas de IR, acabam muitas vezes superando a rentabilidade do Tesouro Selic, mas existe um maior risco, para isso existe a proteção do FGC. Também pode destinar um pouco para o Tesouro IPCA+, garantindo o recebimento da inflação + juros reais acima da inflação. Se um dia a Selic cair (no caso da economia se recuperar) estes investimentos prefixados ou indexados à inflação são beneficiados.

  10. Lucas Sotero 24 de novembro de 2015 at 21:56 - Reply

    Leandro, tudo bem?

    Minha pergunta aqui não é sobre esse tema, é uma dúvida sobre a sua resposta a comentários / dúvidas que tenho feito, principalmente a respeito do tesouro direto, mas sem seu retorno. Sempre leio seus textos, e em algumas oportunidades recebi suas respostas, mas existe algum critério para vc responder ou aprovar? Pois se tratam de textos mais antigos seus, e vi que esse já tem respostas, mesmo tendo os leitores tendo deixado dúvidas bem posteriores às minhas. Quando retorno para ver se vc respondeu, diz que ainda está aguardando aprovação. Obrigado e abraço.
    Lucas

    • Leandro Ávila 24 de novembro de 2015 at 22:39 - Reply

      Oi Lucas. Sim, existem critérios. Eu recebo uma quantidade absurda de comentários, principalmente nos mais de 200 artigos que já escrevi no passado e que continuam recebendo muitos comentários todos os dias. Eu tento responder primeiro os mais rápidos de responder, dessa forma posso responder vários comentários usando o mesmo tempo. Quando tenho mais tempo livre, começo a responder os comentários mais complexos, que vão exigir tempo para pesquisar a resposta. Também deixo para mais tarde os comentários que me exigem fazer cálculos. Também deixo para mais tarde aquele comentário que lembra uma consultoria pessoal, ou seja, a resposta não vai ajudar outros leitores, só irá ajudar quem fez a pergunta. Além disso, existem casos que o sistema anti-spam acaba bloqueando algumas mensagens, normalmente são mensagens que possuem links, números de telefone, ou qualquer coisa parecida com propaganda ou ataques e sempre tenho que revisar essas mensagens para ver se ocorreu algum engano. Vou usar seu email para procurar as suas mensagens que estão na fila e irei responder.

  11. Junior 25 de novembro de 2015 at 2:48 - Reply

    Ótimo artigo Leandro, aproveitando o espaço aqui cedido para te fazer um pedido, não sei se você ouviu falar na empresa BIVA, de empréstimo p2p, é uma empresa nova e estava lendo ela exatamente no momento que verifiquei esse artigo chegando ao meu e-mail, no caso seria um investimento moderado, que apesar do risco de inadimplência a mesma é protegida pelo FGC, gostaria que se possível fizesse um artigo sobre, creio que iria ajudar muita gente, se não puder td bem tbm, sei que vc deve ser muito ocupado, mas fica aqui o pedido, abraço.

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:09 - Reply

      Olá Junior. Pelo que entendi BIVA é um site que presta serviços de captação de clientes para a Sorocred que é uma financeira, ou seja, vive de fazer empréstimos para pessoas físicas e empresas. (http://www.sorocred.com.br/). Na verdade, quando você investe, está comprando um RDB (Recibos de Depósitos Bancários). Na prática você empresta dinheiro para a Sorocred através de um RDB. Um RDB tem características semelhantes a de um CDB, tendo como principal diferença o fato de você ser obrigado a esperar a data do vencimento do título para receber o dinheiro de volta e os juros, não existe possibilidade de desistência no meio do caminho. RDB também tem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Na minha opinião, com base no que eu pude entender, todo o resto é apenas uma embalagem de marketing, transmitindo a ideia de ser alguma coisa inovadora (mas eu posso estar enganado, pois não estudei profundamente). No caso, a BIVA me parece lucra captando clientes para a Sorocred através da internet, que por sua vez, vende RDB para o investidor e empresta o dinheiro para alguém interessado em fazer empréstimos. Juros mais elevados sempre é um sinal de risco mais elevado. Juros e risco andam de mãos dadas. Ninguém oferece juros mais elevados por caridade. Quando o risco é pequeno, não existe dificuldade para captação. Quando o risco é maior, a dificuldade de captar recursos é resolvida elevando os juros oferecidos. Por isso, todo dinheiro investido em instituições pequenas com o objetivo de obter juros acima da média, deve ser aquele dinheiro que você reservou para assumir um risco maior em troca de uma rentabilidade maior.

      • Junior 26 de novembro de 2015 at 4:44 - Reply

        Valeu pelo comentário Leandro, é que olhar uma taxa de 25% a.a. me deixou assustado, porém como tem garantia do FGC acho que vale a pena alocar uma pequena parte do capital, abraço.

  12. Robert 25 de novembro de 2015 at 9:20 - Reply

    Leandro bom dia, recentemente achei seu site e estou lendo vários dos seus artigos, estou me tornando um admirador da sua didática sobre o tema, meu parabéns.

    Tenho uma dúvida em relação aos rating dos menores bancos, eu aplico um pequena quantidade em Lc, porém quando eu apliquei esse dinheiro não dei muita importância ao Rating.

    Sei que o fundo garantidor é uma segurança extra. Você acha muito importante avaliação de rating antes de fazer a aplicação?

    Muito obrigado.

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:13 - Reply

      Olá Robert. Avaliar o rating é importante para que você possa exigir juros maiores de instituições que possuem notas menores. Se existem 2 bancos oferecendo uma LCI que paga 95% do CDI. O Banco A tem uma nota elevada e o Banco B possui uma nota inferior. Teoricamente, você deveria optar pelo banco de nota superior. Para aceitar o banco de nota inferior, você deveria exigir uma taxa de juros maior para compensar o risco maior. Quanto maior as notas dos bancos, mais fácil é para ele conseguir recursos no mercado (vendendo CDB, LCI, LCA, etc). Por este motivo, eles tendem a oferecer juros menores. Sempre que você encontra um banco oferecendo juros acima da média, isso certamente estará atrelado a uma dificuldade maior deste banco de obter recursos. Essa dificuldade pode estar relacionada com uma percepção maior de risco.

  13. CORNELIUS OKWUDILI EZEOKEKE 25 de novembro de 2015 at 10:05 - Reply

    Muito obrigado por abordar essa temática.Sempre achei isso meio esquisito quando comecei há 05 anos atrás.Embora o meu perfil era de conservador,acabou mudando assim que comecei a estudar sobre os investimentos. No entanto, o que me intrigou desde então é justamente tudo isso que analisou e escreveu no artigo. Esses dias tive prova disso quando através do meu exemplo,vários amigos reconheceram a importância de iniciar os seus investimentos para a vida.Qual não foi a minha surpresa,assim que fizeram essa análise de perfil(foram classificados como arrojados),mesmo quando eles ainda não tiveram acessos a educação financeira. Achei um pouco preocupante pois começaram na renda fixa porém por serem taxados de arrojados,já querem investir na renda variável sem entender como tudo funcionava.Esse artigo veio na hora certa para ajudar a todos ! Parabéns mais uma vez pela dedicação por uma educação financeira realmente democratizada.

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:16 - Reply

      Olá Cornelius, pois é. O fato da avaliação indicar um perfil arrojado, não significa que a pessoa tenha conhecimento para tomar boas decisões, fazer boas escolhas em investimentos de maior risco.

  14. Alan 25 de novembro de 2015 at 10:55 - Reply

    Mais um ótimo artigo Leandro!! Queria pedir uma opinião sua, se for possível por aqui… Já leu artigos e ouviu vídeos do Marcos Trombeta? Se sim, você possui algo a dizer sobre a missão e “forma” de passar conhecimento dele? Abraços

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:56 - Reply

      Oi Alan, o Trombetta divulga conhecimentos sobre a “Lei da Atração” que ficou conhecida com o documentário “O Segredo” e com o livro que tem o mesmo nome. É um alinha de pensamento que surge com o livro de 1937 chamado “Pense e Enriqueça” do Napoleon Hill, que fez um grande estudo com 500 empresários bem sucedidos dos EUA, buscando o que faziam estas pessoas diferentes das outras. Ele tem um curso sobre o assunto que é vendido no Hotmart, veja aqui. Na minha opinião, riqueza exterior é apenas um reflexo da riqueza que existe dentro das pessoas (riqueza interna). Eu acho que vale a pena investir nessa transformação interior. O Clube dos Poupadores é mais focado em riqueza externa, no futuro pretendo criar um outro site para falar das riquezas que precisamos acumular dentro nós, ai sim irei falar mais sobre esses autores.

  15. Misael da Silva 25 de novembro de 2015 at 11:08 - Reply

    Obrigado por mais um excelente.
    Quando fiz teste na corretora era fácil pois era conversado, mas o tempo passou e com sua ajuda e estudando adquirir mais conhecimentos e hoje posso aumenta para moderado – agressivo.
    Antes era somente poupança e hoje tenho somente de emergencia. Invisto hoje em Titulos do Governo, Ações e Fundo Imobiliário. A cada dia se passa aprendo com estudos e cursos, mas agradeço pela dedicaçao e empenho de ensina e ainda de tira dúvidas de outras pessoas. Valeuuu

  16. Tulio 25 de novembro de 2015 at 11:31 - Reply

    Ótimo Artigo, Leandro!

    Gostaria de saber se eu tenho alguma ferramenta no site para ver artigos mais antigos por ordem cronológica de publicação. Estou interessado em reler o artigo sobre “o dia das compras”, em que as taxas pagas pelos títulos públicos subiram devido a perda do grau de investimento pela S&P.

    Obrigado e Grande abraço!

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:58 - Reply

      Olá Tulio. No menu superior, existe uma opção chamada “sobre”. Lá existe a lista com todos os artigos publicados.

  17. Eduardo 25 de novembro de 2015 at 12:37 - Reply

    Leandro, já ouviu falar do Biva? Qual sua opinião sob o ponto de vista de investimento, especialmente em relação aos riscos?

    Abs,
    Eduardo.

    • Leandro Ávila 25 de novembro de 2015 at 13:58 - Reply

      Oi Eduardo, acabo de responder um outro comentário aqui neste artigo sobre esse assunto.

  18. Joanatan 25 de novembro de 2015 at 16:01 - Reply

    Olá professor. Acho que seria interessante um comentário do senhor a respeito da Black fryday.
    Um forte abraço.

    • Leandro Ávila 26 de novembro de 2015 at 12:19 - Reply

      Oi Joanatan. Nenhuma promoção é vantajosa se você não está precisando do produto que está na promoção. Infelizmente, muitos compram o que não precisam nesses eventos, só por estar mais barato. Se um produto estiver com 90% de desconto e você não estiver precisando dele, mesmo assim o preço estará caro.

  19. Matheus 26 de novembro de 2015 at 12:11 - Reply

    Mudando um pouco de assunto. Leandro como você faz para administrar sua carteira de investimentos ? Eu uso uma planilha do excel. Mas parece que tudo fica desorganizado. Como sempre faço diversos investimentos todo mês já estou me perdendo de qual vence em qual data. Fora que é meio chato de alimentar a planilha. Conhece algum programa ou tem alguma dica de como se organizar melhor? obrigado.

    • Leandro Ávila 26 de novembro de 2015 at 12:16 - Reply

      Oi Matheus. Eu utilizo uma planilha. Também acho chato alimentar planilhas, mas é necessário. Com certeza a minha também é feia e confusa.

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