Quando os juros vão subir novamente?

Você já deve ter observado que a rentabilidade dos seus investimentos mais conservadores nunca esteve tão baixa. Exemplo: poupança, fundos DI, fundos de renda fixa, Tesouro Selic, CDB, LCI, LCA e outros que seguem a taxa DI .

A taxa Selic, usada como base para definir a rentabilidade dos investimentos de renda fixa, está no patamar mais baixo já registrado nas últimas décadas (fonte).

A última vez que a taxa Selic ficou abaixo de 8% ao ano foi entre 2012 e 2013. Essa taxa se manteve por poucos meses no seu nível mais baixo que foi de 7,25% (fonte).

Pouco tempo depois da taxa atingir o fundo do poço, o Banco Central iniciou um ciclo de seguidas altas dos juros que durou 27 meses até o valor máximo de 14,25% ao ano em 2015. No segundo semestre de 2016, o Banco Central iniciou uma forte sequência de queda dos juros.

Quando observamos o gráfico histórico da taxa Selic (logo abaixo) podemos constatar que no final de um ciclo de queda dos juros sempre temos um período de estabilidade antes de iniciar um ciclo de alta dos juros. Observe que os ciclos se repetem:

Isso significa que provavelmente essa dança da taxa Selic vai continuar pelas próximas décadas. É interessante observar por qual motivo estamos passando pela menor taxa Selic da história.

A inflação registrada durante o ano passado oferece uma boa explicação. A inflação brasileira medida pelo IPCA fechou o ano passado acumulando 2,95% ao ano. Essa foi a menor inflação registrada desde 1998.

Também foi a primeira vez na história que a inflação ficou abaixo do piso da meta estabelecida pelo Banco Central. Como você pode ver aqui, todos os anos o Banco Central estabelece uma meta para a inflação dos anos futuros. Ela tem um valor central e uma margem de tolerância mínima (piso) e máxima (teto).

Manter a inflação dentro dessa meta, através dos ajustes na taxa Selic e de outros instrumentos, é o dever de casa do presidente do Banco Central. Quando ele não faz esse dever de casa direito é obrigado a escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda apresentando as devidas explicações.

A última carta com as desculpas por não cumprir a meta foi publicada no início de 2018 como você pode observar aqui. Em 2016 uma carta também foi escrita, só que para justificar a inflação acima da meta (veja as cartas aqui).

A queda no preço dos alimentos foi a justificativa para a queda da inflação. O último ano registrou super safras agrícolas em diversos setores. Nunca se produziu tantos grãos no país.

O gráfico acima (que está na carta) mostra a variação dos preços dos alimentos desde o ano 2000 (variação percentual acumulada nos últimos 12 meses).

Na carta, o presidente do Banco Central apresentou a tabela abaixo mostrando a sequência de quedas da Selic. Interessante observar ele destacando para o seu chefe (ministro da Fazenda), com um certo orgulho, sobre a velocidade: “Essa trajetória representou a segunda queda mais rápida da taxa básica de juros na história do regime de metas para a inflação, com média de 0,48 pontos percentuais de redução por mês ou de 0,73 pontos por reunião do COPOM”. 

A grande dúvida dos pequenos investidores é saber até quando o governo vai conseguir manter a taxa nesse nível historicamente tão baixo. Será que teremos aumento da taxa ainda em 2018 ou em 2019, depois das eleições para presidente? Será que a inflação brasileira voltará para valores acima de 4% ou 5% ao ano?

O grande desafio do Banco Central é conseguir manter os juros reais (taxa Selic com a inflação descontada) dentro de uma faixa neutra, ou seja, em um patamar onde a taxa de juros não provoque a alta da inflação.

Como você pode ver na figura abaixo. A inflação e a taxa Selic seguem em uma corrida de gato e rato. A linha preta pontilhada é a taxa Selic e a linha azul é a inflação. Normalmente o Banco Central costuma manter a taxa Selic acima da inflação. Quando tentaram fazer diferente, entre 2012 e 2013, a inflação disparou e mergulhamos na crise econômica mais grave das últimas décadas.

Agora estamos passando pela menor taxa Selic já registrada. Você deve se lembrar o que o brasileiro faz quando as taxas de juros estão baixas, especialmente quando os bancos também reduzem as taxas para empréstimos e financiamentos. Quem tem dinheiro guardado gasta. Quem não tem se endivida.

Juros baixos e prestações que cabem no bolso significam compras até o limite de todos os cartões, consignados e limites de crédito. Isso naturalmente produz um aumento na demanda de carros, imóveis e outros produtos.

É interessante observar o efeito que a redução dos juros produz no mercado imobiliário. Quando os investimentos mais conservadores rendem menos as pessoas tendem a voltar seus olhos para a renda gerada através dos aluguéis e valorização dos imóveis. Além de estimular a compra de imóveis para morar (quando os juros cabem no bolso), também estimula a venda de imóveis para investir. Quando esse aumento da demanda consome todos os imóveis disponíveis, ela começa a pressionar o preço dos imóveis para cima.

Se você já adquiriu meus livros sobre imóveis ou pretende adquirir, leia o relatório que escrevi sobre o mercado imobiliário em 2018. Ele acompanha a série de livros e o livro sobre imóveis e investimento em imóveis.

Como nem todos os setores da economia brasileira batem recordes de produtividade, como acontece na agricultura, logo os preços começam a disparar pelo aumento da demanda. Mais pessoas interessadas pelo mesmo produto e sem produto disponível para todos resulta em preços mais elevados.

O grande problema do Banco Central é encontrar a taxa que permita o crescimento sem aumento de preços (inflação) de forma abrupta como já ocorreu no passado diversas vezes.

Muitos acreditam que o Banco Central ainda seguirá reduzindo a taxa Selic na próxima reunião do Copom.

A figura abaixo é o resumo do primeiro boletim Focus de 2018. Esse boletim é o resultado de uma pesquisa semanal que o Banco Central faz entre os economistas que trabalham em mais de 100 instituições financeiras do país. Ela reflete as projeções do mercado para 2018 e 2019.

Podemos observar na figura acima que o mercado inicia o ano esperando taxa Selic de 6,75% até o final de 2018 e 8,13% até o final de 2019. Isso significa que o mercado acredita que teremos alta dos juros durante o ano de 2019 (após as eleições para presidente).

Observe que eles também esperam inflação maior para 2018 e maior ainda para 2019. Eles também se preparam para uma alta do PIB e do dólar (câmbio) nos próximos anos.

Só poderemos saber se essas previsões irão se confirmar, no futuro. A grande verdade é que crises explodem rapidamente, mas a recuperação tende a ser lenta.

Juros muito baixos, nessa fase de recuperação, podem gerar mais inflação, mas é provável que agora ela não suba da maneira que subiu entre 2012 e 2016 fazendo a taxa Selic atingir 14,25% ao ano. O problema é que os políticos estão sempre dispostos a aprontar. É o trabalho deles.

As decisões dos políticos que serão eleitos nas próximas eleições certamente produzirão um forte impacto na nossa economia. Se o impacto será positivo ou negativo, precisamos esperar. No exterior, as decisões dos políticos também podem interferir na nossa economia. Não faltam exemplos de guerras e crises econômicas desencadeadas em outros países que afetaram a nossa economia.

Além disso tudo, ainda existem questões como as inúmeras reformas que foram prometidas e apresentadas como as grandes soluções de todos os nossos problemas. De qualquer forma, mesmo sem reformas, a inflação e os juros caíram.

A situação fiscal do Brasil continua ruim. Em ano eleitoral costuma piorar, já que os governos tendem a gastar mais dinheiro do que podem. O rombo só aparece no ano seguinte.

A própria queda brusca dos juros favorece os políticos que utilizarão esses movimentos nos discursos eleitorais de 2018. Ouviremos coisas do tipo: “Nosso governo baixou os juros e a inflação até os menores níveis da história”. Quando 2019 chegar, como já se tornou tradicional, temos o choque de realidade.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Domingos
Visitante
Domingos

Bom dia Leandro!
Grande capacidade de resumir de maneira clara e objetiva o que está acontecendo na economia e o que pode acontecer.
Obrigado!

Rodrigo Reva
Visitante
Rodrigo Reva

O recente rebaixamento da nota no S&P não pode provocar um aumento nas taxas de juros para os próximos meses???

Eduardo Mello
Visitante
Eduardo Mello

Excelente artigo.

Laio Paes
Visitante
Laio Paes

É esperar para ver, ou melhor, fazer acontecer, votando de forma consciente.

Wilson
Visitante
Wilson

Ola leandro. Eu comprei todos os livros seus sobre imoveis – que por sinal são todos excelentes – no começo do ano passado.
Gostaria de saber se teve alguma atualização de lá pra cá??? Se sim, como faço para ter o atualizado ???
Obrigado

Marlon
Visitante
Marlon

Obrigado por existir.

Arthur Brandão
Visitante
Arthur Brandão

Artigo perfeito. Parabéns!

Erick
Visitante
Erick

Menor inflação desde 1998 só nos índices né? Só queria saber porque um litro de gasolina tá batendo CINCO REAIS, meu plano de saúde foi reajustado em 18% e o financiamento da CEF continua com juros ainda maiores do que na época em que a Selic batia seus 12%.

Fernando
Visitante
Fernando

Parabéns pelo artigo, Leandro.

Neste momento, você acha que vale a pena investir em um CDB pré-fixado a 11,25%, por exemplo? Acha que a SELIC pode passar disso nos próximos 5 anos? Estou com dúvida se faço meus investimentos para períodos curtos de 2 a 3 anos ou se me arrisco nos de 5 anos ou mais.

Muito obrigado.

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Leandro, gostaria de uma explicação do motivo da meta de inflação ser de 4,5% a.a., com intervalo de tolerância de 1,5%, para cima ou para baixo. Por que não uma meta menor (como 1,5% ), com a mesma tolerância? Quanto menor a taxa de inflação, não é melhor para a economia?

Dettonny
Visitante
Dettonny

Olá, acredito que tem sinergia com o assunto discutido aqui… Seria possível atualizar a planilha do artigo “http://www.clubedospoupadores.com/ferramentas/comparador-de-taxas-lci-lca-lft-cdb-fundos-di-e-poupanca.html” para o novo cenário da taxa básica de juros… Você escreveu no texto: “Desta forma a planilha da forma em que se encontra só funciona corretamente se a Taxa Selic estiver acima de 8,5%. Se um dia ela voltar a patamares inferiores a isto iremos atualizar a planilha..” … Novamente muito obrigado por tudo…

Tiago Xavier
Visitante
Tiago Xavier

Olá Leandro,

A taxa SELIC e a inflação andam de mãos dadas, é nossa obrigação ventender o seu funcionamento
para a tomada de decisões, pequenos, médios e grandes investidores devem buscar constantemente
rotas de fugas para valorizar cada vez mais os seus patrimônios.

Ao entender o funcionamento do mercado, deixamos de tomar decisões equivocadas e consequentemente
passamos a sofrer menos com os impactos das decisões equivocadas dos nossos governantes.

A cada dia que passa, principalmente em período eleitoral , muitos olham para o cargo público como meio de enriquecimento
e não como meio de contribuir para uma sociedade melhor.

Lamentavelmente os valores éticos tem desaparecido, muitos enxergam somente o sucesso em termos monetários,
mas, o verdadeiro sucesso é fazer o melhor para que todos sejam beneficiados ou pelo menos os interessados.
O dinheiro será uma consequência das nossas decisões.

Gosto muito do seu trabalho Leandro, e tenho aprendido gradativamente.

Sucesso sempre.

Aline Silva
Visitante
Aline Silva

Artigo maravilhoso…estava me perguntando sobre até quando a Selic ficaria nesse patamar, avaliando a possibilidade de colocar meus investimentos mensais em algo prefixado….Isso até ter conhecimento e coragem suficientes para ingressar na renda variável (To estudando pra isso até o fim do ano!).

Ponderava: mas se eu trancar o dinheiro em algo prefixado e a Selic subir…quando será q ela subirá??? Ai meu Deus vou ficar doida….

Minha pergunta qual material você costuma ler Leandro para saber todas essas coisas? Poderia sugerir jornal, revista etc?

Obrigada!!!!

Marcos
Visitante
Marcos

Olá Leandro.
Parabéns pelo artigo.
A propósito, lembro de outro, também publicado por você, que mostrara a taxa de “acerto” das previsões dos relatórios Focus nos inícios de ano em comparação com os resultados que efetivamente ocorreram, ao fim do ano.
Se bem lembro, as diferenças eram consideráveis.
Como bem dissestes, brasileiro ama um carnê e como se diz por aí, para a nossa tristeza: um tolo e seu dinheiro logo, logo se separam.
Por isso, que meu palpite é o de que a inflação já vai começar a preocupar no segundo semestre, preocupação esta agravada pela cenário das eleições e, quem sabe, também pela crise internacional (essa é um eterno fantasma).
Contudo, o governo, marotamente, não deve começar a subir a Selic antes das eleições, mas depois (ainda em 2018) seria algo factível, pelo menos para retornar aos 7%.

Matheus
Visitante
Matheus

Leandro,

Seus livros sobre imóveis falam acerca de investimentos por meio de fundos imobiliários?

Marcelo Maretti
Visitante
Marcelo Maretti

Leandro, mais um artigo muito bom. Parabéns. Sou seu fã.

Edmilson
Visitante
Edmilson

Bom dia Leandro, ótimo artigo! Você não perde tempo. Sempre colocando seus artigos o mais rápido possível, atrelados ao que nos é colocado pelos noticiários. Agora consegui digerir tudo com muito mais facilidade. Contudo, gostaria de um esclarecimento. A todo momento recebo a notícia que investimentos em renda fixa deixou de ser interessante pela queda da Selic (hora das ações – as bananas estão caras no mercado). Acredito que está ruim pra quem esta recebendo agora o que investiu a 3 ou 5 anos atrás em renda fixa pós-fixada, correto? Penso que o ciclo dos juros vão seguir uma tendência parecida ao primeiro gráfico do artigo. Sendo assim, não seria interessante o investimento em pós-fixados de 3 a 4 anos, aproveitando taxas DI de 130%? Pelo que entendi, a remuneração se dará com a taxa DI vigente no final do período contratado. Parece estranho, mas sinto que estou indo contra a maré! Abraço e novamente obrigado pelos valiosos artigos!

Robson
Visitante
Robson

Ótimo artigo: simples e esclarecedor, traçando uma projeção de como as variáveis econômicas se comportarão em 2018 e 2019. Parabéns!

Ludmilla
Visitante
Ludmilla

Obrigada Leandro! Você aconselharia algum site que considera confiável para acompanhar esse vai e vem político e econômico, além dos grandes tablóides?

Rafael
Visitante
Rafael

Olá, Leandro. Excelente panorama do que aconteceu e do que nos espera.

Há só uma questão que completaria no artigo: a questão fiscal mal resolvida Mantendo as variáveis externas favoráveis, me parece que ela será o principal fator que decidirá se as taxas de juros subirão ou não. Ela está ligada ao político, preocupação bem colocada por você.

Se tivesse que participar de um bolão, apostaria que a renda fixa surgirá de novo como favorita dos investimentos. Isso porque sou pessimista quanto aos nomes presidenciáveis que aí estão em conseguir promover o ajuste. Mas espero sinceramente estar errado.

Até,

Karina
Visitante
Karina

Excelente artigo Leandro! Faz tempo que eu queria saber onde é publicada a meta da inflação para cada ano e uma explicação acompanhada sobre esse assunto. Daí você esclareceu minhas dúvidas divinamente neste artigo! Perfeito! Muito obrigada! Seria interessante também você ensinar a gente a olhar o relatório FOCUS. Todo mundo fala pra gente olhar esse relatório, mas tem tabelas lá que eu não sei interpretar. Uma aula sobre o relatório FOCUS seria bem legal também, falando sobre os pontos mais importantes dele.

Agora que já entendi a meta da inflação para 2018 eu posso escolher se invisto mais no pré ou pós fixado.

Tatiane
Visitante
Tatiane

Como sempre um excelente artigo! Parabéns!

Daniel
Visitante
Daniel

Ótimo artigo Leandro! Devemos ficar muito atento com a mídia controladora e tendenciosa. A maioria deve saber que o site Infomoney é da XP (maior do Brasil) e fortalecida pela aquisição parcial pelo banco Itaú. Não me surpreende esses especialistas, dizerem que a renda fixa não é mais atraente, sendo que ainda temos o Tesouro IPCA com ganhos reais de 5%. O fato de os juros caírem ao patamar de 7% a.a, não está relacionado com baixos retornos na renda fixa. Até porque quando a Selic estava 14,67% em dez/15 o IPCA chegou a 10,67% na mesma época. Ou seja, tínhamos um juros reais 4,08%. Portanto, o melhor investimento que devemos fazer é investir em educação financeira, nos seus cursos, livros e demais plataformas. Somente desta teremos embasamento para tomar as melhores decisões sobre nossos investimentos e não ficar seguindo a opinião de especialistas que são remunerados para defender os interesses de seus patrocinadores. Olha que eu tenho conta na XP, e procuro na hora de investir testar a opinião dos assessores para saber se estão querendo empurrar produtos de bancos e empresas ou são de fato assessores imparciais que visão dar as melhores sugestões. E muitas vezes sou surpreendido de forma negativa, infelizmente.

Roberto Lima
Visitante
Roberto Lima

É todo mundo fazendo as “maquiagens” olhando as eleições!
O problema é que o povo está pagando muito mais em todas as coisas básicas (gás, gasolina, eletricidades, etc).
Bom, já cansei de discutir políticas e políticos com os amigos. Não faço mais, gosto atualmente tentar entender
de forma pragmática o que fazer nos cenário? Acho que o momento é bom ou próximo de bom para aplicarmos
em renda fixa (olhando para seus gráficos) e pensando em médio e longo prazo (não consigo ver melhora, principalmente
com os candidatos que virão por aí, até o momento. E, olhando a simetria dos gráficos, estamos num novo fundo
e logo virá uma tendência de alta. Acho que as ações serão muito voláteis, portanto, mais difícil de ganhar com consistência.
O que você acha de seguirmos na renda fixa num cenário de 3 anos?

Ana Maria de Melo Lordelo
Visitante
Ana Maria de Melo Lordelo

Olá, Leandro! Muito obrigada por compartilhar o seu conhecimento!! Vou começar a poupar do zero, fazendo depósitos de R$ 1.000,00 mensais. Qual seria a melhor forma de investir? Muito obrigada!!

Andre
Visitante
Andre

Olá Leandro , ótimo artigo
Com selic baixa os bancos tendem a oferecer um percentual maior do cdi (vi um cdb de 128 por cento ). Já com ela em alta o percentual oferecido nos pos fixados atrelados ao cdi tende ser menor. Pergunto: este raciocínio está correto? Pois caso esteja, penso seja esta hora a melhor pra aproveitar as altas taxas oferecidas, já que em breve, com aumento dos juros devem não ser mais ofertadas. Obrigado.

Mariana Rosa
Visitante
Mariana Rosa

Artigo certo, na hora certa.
Muito obrigada, Leandro!

Flávio
Visitante
Flávio

Caro Leandro, bom dia!

Mesmo neste cenário, você aconselharia a continuar fazendo aportes mensais nos títulos de renda fixa?

Grande abraço, Flávio

Irlan
Visitante
Irlan

Parabéns, Leandro!
Todavia, a economia brasileira é exatamente igual as novelas ou seriados da Rede Globo – sempre se repetem! Não há nada de novo debaixo do sol brasileiro: a SELIC cai, os preços caem, os indivíduos iniciam o processo de compras, pois há mais dinheiro no bolso, aí o mercado não dá conta da demanda, a SELIC sobe, a inflação retorna. Não é necessário muitos estudos ou esforços para compreender essa rotina eterna.

Túlio
Visitante
Túlio

Só que o nível de endividamento das famílias hoje é muito maior do que era quando da “primeira” liberação de crédito, no final do primeiro governo Lula. Não há mais espaço como antes para crescimento via estímulo ao consumo. Vai ter oferta de dinheiro, mas não tomadores suficientes. Por exemplo, nos imóveis: tem gente querendo comprar, mas ou já possuem financiamento em andamento ou estão com nome sujo na praça. Por isso que acredito que viveremos um vôo de galinha, daqueles que mal sai do chão, em 2018. Não foi feita concretamente nenhuma reforma significativa (Previdência e seus bilhões de déficit mandam alô) para vir junto com essa confiança toda do mercado. Na minha humilde opinião, está havendo uma maquiagem da verdadeira situação econômica do Brasil, fruto de muitos erros das equipes econômicas da segunda era Lula e das eras Dilma. Basta ver a respeito da situação da Caixa Econômica Federal, precisando de socorro do FGTS para simplesmente não estar tão alavancada como está hoje e poder continuar emprestando, dentre outros descalabros que estão praticando (recuperação judicial da PDG, pedaladas de leilões de imóveis de inadimplentes, etc). E políticos em época de eleição, logicamente, não querem ver a Caixa segurando crédito. Querem é populismo econômico. Só que em 2005, 2006 a situação era outra. Bota no poder outro populista em 2018 e é a receita perfeita para o desastre.

antonio barreto
Visitante
antonio barreto

Parabens Leandro. Um resumo bem simples e compreensível por nós que entendemos o bastante de economia
abraço
antonio barreto

antonio barreto
Visitante
antonio barreto

um resumo bem simples e compreensível por nós que NÃO entendemos o bastante de economia (retificação)

Edison
Visitante
Edison

Olá Leandro, gostaria de saber sua opinião a respeito do desemprego tecnológico onde profissões como médicos, advogados,contadores e engenheiros estão sendo substituídos por softwares e máquinas cada vez mais avançadas? Sei que essa realidade ainda está distante no Brasil, mas por exemplo, quando a frota de veículos à combustão for substituída por elétricos vai tirar milhares de postos de trabalho em postos de combustíveis, fábricas de auto peças, lojas de auto peças, etc, e por mais que as pessoas se qualifiquem, não vejo como absorver toda essa mão de obra perdida. Temos também os bancários que à anos atrás era simbolo de status ter um emprego em um banco e que hoje, pouco a pouco, estão sendo substituídos pela internet e caixas automáticos.Creio que em grande parte, o desemprego no Brasil se deve a automação. Acho que você é a pessoa ideal para escrever um artigo à respeito e qual o impacto disso na economia. Obrigado.

Renato Mariano
Visitante
Renato Mariano

Oi Leandro! Podemos esperar alguma mudança significativa na economia no dia 24 de janeiro (julgamento do século)? Referente artigo parabéns.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Acho que muito em breve os juros devem subir novamente, pois os anzois com novas iscas estão sendo lançados!

A atual situação advém de uma forte retração da atividade econômica, aumento do desemprego e estouro do limite de endividamento das famílias, o que funciona como puxar o anzol para pescar os desorganizados (pessoas e empresas) que morderam as iscas do último ciclo (encheram-se de dívidas durante a bonança de crédito).

O governo vai precisar continuar adquirindo dinheiro extra para fechar suas contas, seja com impressão pura e simples ou tomar mais dívidas, sendo que ambas ações são práticas para aumentar o predatismo sobre sua população, aumentando inflação (ou imposto inflacionário como eufemismo) e penalizando sua população.

Nosso país jamais sairá desses famosos “vôos de galinha” porque nosso nível de poupança interna (real e única fonte adequada de recursos para disponibilizar crédito) é muito baixo e a demanda de crédito para atividades não produtivas parece ser infinita.

PS: Não vai fazer diferença alguma quem será o novo presidente, qualquer um que ganhar continuará parasitando a população de forma crescente em direção ao colapso de todos, tal como se observa a situação aparentemente terminal da nossa vizinha Venezuela.

Enquanto governos puderam manipular suas moedas e obrigarem suas populações a usá-las, a tendência é aumentar continuamente o grau de controle sobre a vida dos cidadãos, principalmente do ponto de vista econômico.

Maycon
Visitante
Maycon

Olá Leandro!

Obrigado por mais um artigo.

Vc mencionou que os livros foram atualizados, no caso eu tenho o de imóveis.
Haveria um histórico do que foi alterado para que e possa ler o que foi mudado?

Desde já agradeço.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Percebo que o foco do site é justamente focar nas questões pessoais que as pessoas podem mudar, e não questionar a realidade como ela se apresenta.

Esclareço que não vejo demérito nenhum nisso, inclusive é o mais lógico a se fazer ante as possibilidades individuais, abordagem mais pragmática.

Porém, convém ressaltar que tais ciclos econômicos não são obra da natureza e que o COPOM não recebe informações de divindade alguma: todos esses fenômenos
são resultados de manipulação humana, e é necessário ter uma visão mais ampla para enxergar o modo de funcionamento do mundo contemporâneo, tanto para se posicionar melhor quanto promover ideias que lentamente podem reverter o status quo no sentido de um mundo mais justo e ético.

Acredito que o mundo tem melhorado muito, principalmente no século XX: mulheres foram promovidas a cidadãs, negros têm mais oportunidades de se desenvolver depois de uma eternidade sendo principalmente escravos, é mais fácil barato comprar coisas que facilitam nossa vida (água encanada, manter alimentos resfriados/congelados, deslocamento físico mais fácil, acesso a tratamentos médicos), temos a internet como fonte de informação desde que você vá até ela, e por aí vai…

O próximo passo é as pessoas perceberam as falácias que justificam a existência de um Estado, desenvolvimento de mecanismos de democracia direta (com a internet cada cidadão tem condição de votar por si próprio, sem precisar de políticos) e divisão dos custos coletivos (justiça, segurança e criação/manutenção de ruas, por exemplo) com a interferência direta de todos os indivíduos na forma de uma espécie de cota condominial ao invés de impostos compulsórios que supostamente serão usados em prol da coletividade e, de fato, servirão como mecanismo de transferência de riqueza da população para aqueles que detém o poder.

Sei que é delicado por esbarrar em discussões ideológicas que infelizmente pouco usam a razão (que nem foi o artigo do Brexit), mas acho muito interessante e válido aparecerem esses temas também.

Augusto Brito
Visitante
Augusto Brito

Que artigo top!! Consegue fazer uma obra de arte sem ser tendencioso. Hj em dia isso ta difícil. Vou salvar o site nos meus favoritos. Quando eu termino de lê vejo o tanto que aprendi com o artigo. Parabéns Leandro

Augusto Brito
Visitante
Augusto Brito

Leandro

Atualmente os investimentos de renda fixa estão inviáveis (artigo relata sutilmente), com isso, as pessoas deixam de investir estes investimentos. Você acredita que para atrair os investidores no atual cenário, os Bancos podem oferecer taxas maiores atrelado ao CDI (ou seja, em vez de pagar 100% CDI pague agora 115%CDI). Se a resposta for sim, quando seria a motivação desses Bancos?

CARLOS JOSE PERUFFO
Visitante
CARLOS JOSE PERUFFO

Ola Leandro,

Gerente de banco sempre está preocupado com o resultado da sua instituição e das suas metas que tem que ser cumpridas.

Já que falamos muito em educação financeira, sempre pergunto para as pessoas por que usam cartão de crédito e elas me olham espantadas. Aí explico que, se realmente precisam de crédito, estão sendo suicidas em usar o cartão. Se não estão precisando de crédito, por que não usar a função débito, à vista, e negociar descontos de até 5%.
Estas mesmas pessoas não sabem responder quanto pagam de anuidade. Eu sei, pagava quase R$ 1.400,00 por um Visa Infinite e um Mastercard Black (cartões meu e da esposa). Vivia uma briga contínua com o banco por estas taxas.
Concordo que um cartão de crédito às vezes é indispensável no aluguel de um carro ou reserva de hotel.
Tomei uma decisão. Mandei o gerente cancelar os dois cartões, solicitei o cartão de crédito/débito mais simples do banco, sem anuidade, e mais um cartão só de débito.
Não preciso dizer que o gerente não ficou contente. Ocorre que eu gosto é de ganhar juros, não de pagar.

william
Visitante
william

Artigo perfeito na hora certa!

Obrigado Leandro!

Andressa
Visitante
Andressa

Leio e releio seus artigos… Tenho lá minhas dificuldades em entender algumas coisas, mas aos poucos estou caminhando. Sou grata pelo excelente conteúdo que você nos disponibiliza gratuitamente e, só pra ter certeza – os seus livros tem de ser adquiridos todos juntos, ou seja, não os posso comprar separadamente, um por um certo? Percebo que o combo completo é mais vantajoso e proporciona um aprendizado gradual e organizado, mas decidi perguntar… Seja como for, em breve devo adquirí-los. Grande abraço e gratidão.

jorge
Visitante
jorge

opa finalmente em artigo objetivo e muito util e claro, parabens

Pedro
Visitante
Pedro

Olá Leandro, gostei muito do artigo mas discordo em um ponto. A inflação vai aumentar mas não acho que seja por causa do aumento do consumo das famílias. Nos últimos anos muitas pessoas perderam seus empregos e estão sendo recontratadas por salários menores. A renda dos brasileiros caiu e isto impede um aumento acelerado do consumo. Por outro lado o governo segue estourando as contas. Para fechar as contas eles devem ter que imprimir mais dinheiro elevando a inflação. É como se estivéssemos na mesa de um bar com o governo que além de não dividir a conta segue pedindo pro garçom o whisky mais caro.

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Muito obrigado Leandro por mais este texto!!!!

guilherme
Visitante
guilherme

boa tarde Leandro. otimo artigo

o site do td lançou um novo simulador de investimento, comparando a rentabilidade do td com outros investimentos.
observei ao simular o tesouro selic que o simulador aplica uma certa carencia para resgate do tesouro selic, inclusive superando o intervalo de 30 dias da aplicação.
existe esta carencia para o tesouro selic em relação ao resgate, ou é uma caracteristica do simulador.
tens informaçao a respeito?
obrigado e abraço

Graciela
Visitante
Graciela

Professor, Leandro, por favor, gostaria de saber se esse seria um momento oportuno, já que baixou os juros, para pagar a algumas prestações de financiamento de imóvel?

WIlmar Carvajal
Visitante
WIlmar Carvajal

Boa tarde Leandro, parabéns pelo conteúdo valioso como sempre. Gostaria de fazer uma sugestão de conteúdo pra um futuro artigo, caso você tenha alguma experiência ou sugestões para compartilhar. Quais seriam suas recomendações para continuar operando uma carteira já montada aqui no Brasil desde o exterior caso o investidor precisar passar alguns messes fora, ou até um par de anos para fazer um intercâmbio/estágio/pós/trabalho? Mas q depois planeja voltar pro Brasil. Isso sem precisar dar a saída definitiva do Brasil junto a receita pq tudo fica muito mais complexo e caro como investidor estrangeiro, e é desnecessário pro pequeno investidor. Obrigaçoes como a declaração de renda e atualizações cadastrais junto a corretoras também precisariam ser repensadas. Enfim, se vc puder elaborar algum conteúdo sobre o assunto q talvez possa interessar a outros leitores como eu, ficaria muito grato.
Abraço e parabéns pelo trabalho !…

laurence
Visitante
laurence

Olá Leandro,

Obrigado por mais uma matéria esclarecedora sobre a situação econômica e social que estamos vivendo no país. Sempre me dá dicas importantes.

Grande Abraço

Lucas
Visitante
Lucas

Olá. Vale a pena esperar por uma taxa de juros maior? Eu fiz umas simulações para o tesouro direto com o capital que tenho e vi que uma diferença de 1 a 1,5% não faz tanta diferença. Estou errado?

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