Quando os juros vão subir novamente?

Você já deve ter observado que a rentabilidade dos seus investimentos mais conservadores nunca esteve tão baixa. Exemplo: poupança, fundos DI, fundos de renda fixa, Tesouro Selic, CDB, LCI, LCA e outros que seguem a taxa DI .

A taxa Selic, usada como base para definir a rentabilidade dos investimentos de renda fixa, está no patamar mais baixo já registrado nas últimas décadas (fonte).

A última vez que a taxa Selic ficou abaixo de 8% ao ano foi entre 2012 e 2013. Essa taxa se manteve por poucos meses no seu nível mais baixo que foi de 7,25% (fonte).

Pouco tempo depois da taxa atingir o fundo do poço, o Banco Central iniciou um ciclo de seguidas altas dos juros que durou 27 meses até o valor máximo de 14,25% ao ano em 2015. No segundo semestre de 2016, o Banco Central iniciou uma forte sequência de queda dos juros.

Quando observamos o gráfico histórico da taxa Selic (logo abaixo) podemos constatar que no final de um ciclo de queda dos juros sempre temos um período de estabilidade antes de iniciar um ciclo de alta dos juros. Observe que os ciclos se repetem:

Isso significa que provavelmente essa dança da taxa Selic vai continuar pelas próximas décadas. É interessante observar por qual motivo estamos passando pela menor taxa Selic da história.

A inflação registrada durante o ano passado oferece uma boa explicação. A inflação brasileira medida pelo IPCA fechou o ano passado acumulando 2,95% ao ano. Essa foi a menor inflação registrada desde 1998.

Também foi a primeira vez na história que a inflação ficou abaixo do piso da meta estabelecida pelo Banco Central. Como você pode ver aqui, todos os anos o Banco Central estabelece uma meta para a inflação dos anos futuros. Ela tem um valor central e uma margem de tolerância mínima (piso) e máxima (teto).

Manter a inflação dentro dessa meta, através dos ajustes na taxa Selic e de outros instrumentos, é o dever de casa do presidente do Banco Central. Quando ele não faz esse dever de casa direito é obrigado a escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda apresentando as devidas explicações.

A última carta com as desculpas por não cumprir a meta foi publicada no início de 2018 como você pode observar aqui. Em 2016 uma carta também foi escrita, só que para justificar a inflação acima da meta (veja as cartas aqui).

A queda no preço dos alimentos foi a justificativa para a queda da inflação. O último ano registrou super safras agrícolas em diversos setores. Nunca se produziu tantos grãos no país.

O gráfico acima (que está na carta) mostra a variação dos preços dos alimentos desde o ano 2000 (variação percentual acumulada nos últimos 12 meses).

Na carta, o presidente do Banco Central apresentou a tabela abaixo mostrando a sequência de quedas da Selic. Interessante observar ele destacando para o seu chefe (ministro da Fazenda), com um certo orgulho, sobre a velocidade: “Essa trajetória representou a segunda queda mais rápida da taxa básica de juros na história do regime de metas para a inflação, com média de 0,48 pontos percentuais de redução por mês ou de 0,73 pontos por reunião do COPOM”. 

A grande dúvida dos pequenos investidores é saber até quando o governo vai conseguir manter a taxa nesse nível historicamente tão baixo. Será que teremos aumento da taxa ainda em 2018 ou em 2019, depois das eleições para presidente? Será que a inflação brasileira voltará para valores acima de 4% ou 5% ao ano?

O grande desafio do Banco Central é conseguir manter os juros reais (taxa Selic com a inflação descontada) dentro de uma faixa neutra, ou seja, em um patamar onde a taxa de juros não provoque a alta da inflação.

Como você pode ver na figura abaixo. A inflação e a taxa Selic seguem em uma corrida de gato e rato. A linha preta pontilhada é a taxa Selic e a linha azul é a inflação. Normalmente o Banco Central costuma manter a taxa Selic acima da inflação. Quando tentaram fazer diferente, entre 2012 e 2013, a inflação disparou e mergulhamos na crise econômica mais grave das últimas décadas.

Agora estamos passando pela menor taxa Selic já registrada. Você deve se lembrar o que o brasileiro faz quando as taxas de juros estão baixas, especialmente quando os bancos também reduzem as taxas para empréstimos e financiamentos. Quem tem dinheiro guardado gasta. Quem não tem se endivida.

Juros baixos e prestações que cabem no bolso significam compras até o limite de todos os cartões, consignados e limites de crédito. Isso naturalmente produz um aumento na demanda de carros, imóveis e outros produtos.

É interessante observar o efeito que a redução dos juros produz no mercado imobiliário. Quando os investimentos mais conservadores rendem menos as pessoas tendem a voltar seus olhos para a renda gerada através dos aluguéis e valorização dos imóveis. Além de estimular a compra de imóveis para morar (quando os juros cabem no bolso), também estimula a venda de imóveis para investir. Quando esse aumento da demanda consome todos os imóveis disponíveis, ela começa a pressionar o preço dos imóveis para cima.

Se você já adquiriu meus livros sobre imóveis ou pretende adquirir, leia o relatório que escrevi sobre o mercado imobiliário em 2018. Ele acompanha a série de livros e o livro sobre imóveis e investimento em imóveis.

Como nem todos os setores da economia brasileira batem recordes de produtividade, como acontece na agricultura, logo os preços começam a disparar pelo aumento da demanda. Mais pessoas interessadas pelo mesmo produto e sem produto disponível para todos resulta em preços mais elevados.

O grande problema do Banco Central é encontrar a taxa que permita o crescimento sem aumento de preços (inflação) de forma abrupta como já ocorreu no passado diversas vezes.

Muitos acreditam que o Banco Central ainda seguirá reduzindo a taxa Selic na próxima reunião do Copom.

A figura abaixo é o resumo do primeiro boletim Focus de 2018. Esse boletim é o resultado de uma pesquisa semanal que o Banco Central faz entre os economistas que trabalham em mais de 100 instituições financeiras do país. Ela reflete as projeções do mercado para 2018 e 2019.

Podemos observar na figura acima que o mercado inicia o ano esperando taxa Selic de 6,75% até o final de 2018 e 8,13% até o final de 2019. Isso significa que o mercado acredita que teremos alta dos juros durante o ano de 2019 (após as eleições para presidente).

Observe que eles também esperam inflação maior para 2018 e maior ainda para 2019. Eles também se preparam para uma alta do PIB e do dólar (câmbio) nos próximos anos.

Só poderemos saber se essas previsões irão se confirmar, no futuro. A grande verdade é que crises explodem rapidamente, mas a recuperação tende a ser lenta.

Juros muito baixos, nessa fase de recuperação, podem gerar mais inflação, mas é provável que agora ela não suba da maneira que subiu entre 2012 e 2016 fazendo a taxa Selic atingir 14,25% ao ano. O problema é que os políticos estão sempre dispostos a aprontar. É o trabalho deles.

As decisões dos políticos que serão eleitos nas próximas eleições certamente produzirão um forte impacto na nossa economia. Se o impacto será positivo ou negativo, precisamos esperar. No exterior, as decisões dos políticos também podem interferir na nossa economia. Não faltam exemplos de guerras e crises econômicas desencadeadas em outros países que afetaram a nossa economia.

Além disso tudo, ainda existem questões como as inúmeras reformas que foram prometidas e apresentadas como as grandes soluções de todos os nossos problemas. De qualquer forma, mesmo sem reformas, a inflação e os juros caíram.

A situação fiscal do Brasil continua ruim. Em ano eleitoral costuma piorar, já que os governos tendem a gastar mais dinheiro do que podem. O rombo só aparece no ano seguinte.

A própria queda brusca dos juros favorece os políticos que utilizarão esses movimentos nos discursos eleitorais de 2018. Ouviremos coisas do tipo: “Nosso governo baixou os juros e a inflação até os menores níveis da história”. Quando 2019 chegar, como já se tornou tradicional, temos o choque de realidade.

By |12/01/2018|Categories: Notícias|98 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

98 Comments

  1. Domingos 12 de janeiro de 2018 at 8:37 - Reply

    Bom dia Leandro!
    Grande capacidade de resumir de maneira clara e objetiva o que está acontecendo na economia e o que pode acontecer.
    Obrigado!

  2. Rodrigo Reva 12 de janeiro de 2018 at 8:48 - Reply

    O recente rebaixamento da nota no S&P não pode provocar um aumento nas taxas de juros para os próximos meses???

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 10:55 - Reply

      Olá Rodrigo. Essa imagem negativa que as agências refletem através dessas notas justifica essa taxa que o governo é obrigado a pagar acima da inflação em títulos como o Tesouro IPCA. No momento em que escrevo esse comentário estão pagando algo próximo de 5% acima da inflação. Essa taxa, para patrões internacionais, é muito elevada. É o que chamam de juros reais, ou sejam, juros pagos acima da inflação. Mesmo com toda essa queda dos juros, o Brasil ainda está no topo da lista dos países onde esses juros reais são os mais elevados. Se a inflação subir nos próximos anos teremos juros maiores para acompanhar esse “prêmio” pelo risco.

      • Beatriz Jacques Gonçalves 12 de janeiro de 2018 at 19:06 - Reply

        Quer dizer que vale mais apostar em um tesouro IPCA2045 por exemplo (e até vender antecipadamente, se quiser, já que a previsão em 2019 é mais de 4%) do que em um tesouro préfixado que hoje paga em torno de 9%, levado até o vencimento???? Poderia me ajudar com os cálculos de rentabilidade para comparar e ver se aprendi direito? Obrigada!

        • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:40 - Reply

          Oi Beatriz. Como educador eu não posso fazer recomendações desse tipo. O que recomendo é entender o funcionamento desses investimentos lembrando que é impossível saber qual será o cenário econômico futuro (juros, inflação, etc), muito menos a situação política do país. Quanto mais distante estiver esse futuro, maior a incerteza. No momento de investir é saudável diversificar tendo recursos investidos para prazos mais curtos e recursos para prazos mais longos. Aqui no Clube temos diversos simuladores, existe uma área de simuladores no menu. Mesmo assim, a certeza sobre o melhor investimento você só terá no futuro. Por isso não tentar acertar o melhor, mas sim ter uma carteira de investimentos diversificada tende a ser melhor.

  3. Eduardo Mello 12 de janeiro de 2018 at 9:05 - Reply

    Excelente artigo.

  4. Laio Paes 12 de janeiro de 2018 at 9:20 - Reply

    É esperar para ver, ou melhor, fazer acontecer, votando de forma consciente.

  5. Wilson 12 de janeiro de 2018 at 9:25 - Reply

    Ola leandro. Eu comprei todos os livros seus sobre imoveis – que por sinal são todos excelentes – no começo do ano passado.
    Gostaria de saber se teve alguma atualização de lá pra cá??? Se sim, como faço para ter o atualizado ???
    Obrigado

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 10:57 - Reply

      Olá Wilson. Existiram atualizações no livro sobre investimentos. Existe mais conteúdo sobre fundos de investimento. Você pode baixar a versão 2018 dos livros visitando a mesma página do Hotmart onde baixou o livro pela primeira vez.

      • Elisangela 13 de janeiro de 2018 at 10:46 - Reply

        Que bom saber! Vou atualizar o meu!

  6. Marlon 12 de janeiro de 2018 at 9:38 - Reply

    Obrigado por existir.

  7. Arthur Brandão 12 de janeiro de 2018 at 9:54 - Reply

    Artigo perfeito. Parabéns!

  8. Erick 12 de janeiro de 2018 at 9:58 - Reply

    Menor inflação desde 1998 só nos índices né? Só queria saber porque um litro de gasolina tá batendo CINCO REAIS, meu plano de saúde foi reajustado em 18% e o financiamento da CEF continua com juros ainda maiores do que na época em que a Selic batia seus 12%.

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 11:01 - Reply

      Olá Erick. É importante entender que a inflação medida pelo IPCA é uma média. Eles pegam o preço de diversos produtos e serviços e calculam uma média. Dessa forma, a inflação que impacta a sua casa é diferente da inflação que impacta a casa do seu vizinho. Tudo depende dos produtos e serviços que você consome e se diante do aumento dos preços você toma decisões para reduzir esse impacto como: trocar a marca dos produtos, trocar de fornecedor, buscar produtos substitutos, etc, etc.

      • Rodrigo Ziliotto 13 de janeiro de 2018 at 9:00 - Reply

        Assistindo o filme “A Grande Aposta” e lendo o comentário foi amigo, tenho a impressão de que o mesmo está acontecendo no Brasil… Leandro,o peso dos combustíveis é tão baixo assim no cálculo da inflação?

        outra coisa estranha é que grãos não são alimentos, mas se destinam maioritariamente para alimentação animal, as safras de outros produtos como feijão, arroz e a produção de carnes aumentaram?

        Outra coisa que me preocupa é quem são esses 100 economistas que fornecem essa percepção da economia, que não coincide com a percepção da realidade ao que parece.

        Outra coisa é o financiamento imobiliário, que segue com taxas altíssimas, ao menos nos bancos oficiais do governo…

  9. Fernando 12 de janeiro de 2018 at 10:08 - Reply

    Parabéns pelo artigo, Leandro.

    Neste momento, você acha que vale a pena investir em um CDB pré-fixado a 11,25%, por exemplo? Acha que a SELIC pode passar disso nos próximos 5 anos? Estou com dúvida se faço meus investimentos para períodos curtos de 2 a 3 anos ou se me arrisco nos de 5 anos ou mais.

    Muito obrigado.

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 11:08 - Reply

      Olá Fernando. Como educador eu não posso fazer esse tipo de previsão ou recomendação. Ao investir no CDB pré-fixado de 11,25% para um prazo de X anos, você está fazendo uma aposta que no final desse período essa taxa será vantajosa com relação a inflação e a taxa selic que teremos no futuro. Qual taxa teremos no futuro? Só saberemos no futuro. Se a aposta será boa ou ruim, só saberemos no futuro. Uma forma de não precisar prever o futuro é ter investimentos pós-fixados e prefixados.

      • Aline Silva 12 de janeiro de 2018 at 11:19 - Reply

        Gostei dessa resposta!!! É bom ter um pouquinho de cada então ne…a tal da carteira variada. Pelo artigo do professor Leandro, acho que seria arriscar “trancar” dinheiro em algo pré-fixado a esse valor por até uns 3 anos…as pevisoes dos economistas do artigo não são para além desse período…

        • Aline Silva 12 de janeiro de 2018 at 11:22 - Reply

          ***acho que seria PRUDENTE arriscar “trancar”…

        • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 12:39 - Reply

          Oi Aline. Olhando o gráfico que mostra a forma como os juros se comportam no Brasil, é fácil observar que as condições mudam de tempos em tempos em janelas de tempo mais ou menos parecidas.

  10. Jorge Guerino 12 de janeiro de 2018 at 10:13 - Reply

    Leandro, gostaria de uma explicação do motivo da meta de inflação ser de 4,5% a.a., com intervalo de tolerância de 1,5%, para cima ou para baixo. Por que não uma meta menor (como 1,5% ), com a mesma tolerância? Quanto menor a taxa de inflação, não é melhor para a economia?

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 11:17 - Reply

      Olá Jorge. Não sei dizer qual critério o Banco Central utiliza para determinar esses valores. Existem economistas que acreditam que alguma inflação é positiva para a economia. Existem os que não acreditam nisso e até os que acreditam que o governo deveriam intervir menos na economia. Teoricamente, uma economia mais livre seria mais equilibrada, menos sujeita a todo tipo de lambança que os políticos gostam de praticar. O fato é que existindo uma meta, precisamos de muita gente trabalhando em um órgão público (Banco Central) tomando decisões que interferem no dinheiro e na vida das pessoas. É o tipo de poder que os políticos sempre buscam.

      • Leonardo 12 de janeiro de 2018 at 17:01 - Reply

        Há países que não adotam o regime de metas de inflação como o nosso. Contudo, não é sempre que uma inflação menor é boa para economia. Quando a inflação está muito baixa pode acontecer de o consumo desacelerar (porque eu compraria algo hoje se posso esperar dois anos e comprar pelo mesmo valor ?). Reduzindo ou parando o consumo, empresas fecharão as portas e demitirão funcionários. Enfim, quero dizer que há outros indicadores a se considerar para que possamos ter uma inflação baixa sem comprometer a economia. A inflação americana é baixíssima perto da nossa, mas por outro lado é um país com baixa carga tributária (se comprado ao nosso) economia sólida, geração de emprego, enfim.. A meta de 4,5% não é um número cabalístico que pode simplesmente ser reduzida até 0%.

        • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:31 - Reply

          Oi Leonardo. Acredito que inflação menor e juros menores estimulem o investimento produtivo. Mais pessoas interessadas em abrir o próprio negócio, mais competição, busca de maior qualidade e tecnologia para atrair esse consumidor. Veja o caso de países como o Japão. Inflação anual de 0,6% e taxa de juros negativa (-0,10%). Nessa situação as pessoas estão praticamente pagando para deixar dinheiro “investido” no banco em aplicações conservadoras (renda fixa). Isso motiva o investimento produtivo. Em países como o Japão as empresas investem em tecnologias cada vez mais avançadas para que os produtos fiquem cada vez melhores e mais baratos (enfrentando a poderosa concorrência). Somente quando a empresa desenvolve algo realmente revolucionário consegue aumentar seus preços, mesmo assim ela sabe que logo outro produto revolucionário será lançado por um concorrente. Agora mesmo estou utilizando um notebook de uma famosa marca coreana que vive uma longa briga com marcas de japonesas. Cada ano que passa eles criam um notebook mais fino, mais poderoso, para conseguirem manter seus produtos no mercado pelo preço que cobram. Não falta dinheiro para investir em novas tecnologias.

  11. Dettonny 12 de janeiro de 2018 at 10:44 - Reply

    Olá, acredito que tem sinergia com o assunto discutido aqui… Seria possível atualizar a planilha do artigo “http://www.clubedospoupadores.com/ferramentas/comparador-de-taxas-lci-lca-lft-cdb-fundos-di-e-poupanca.html” para o novo cenário da taxa básica de juros… Você escreveu no texto: “Desta forma a planilha da forma em que se encontra só funciona corretamente se a Taxa Selic estiver acima de 8,5%. Se um dia ela voltar a patamares inferiores a isto iremos atualizar a planilha..” … Novamente muito obrigado por tudo…

  12. Tiago Xavier 12 de janeiro de 2018 at 11:03 - Reply

    Olá Leandro,

    A taxa SELIC e a inflação andam de mãos dadas, é nossa obrigação ventender o seu funcionamento
    para a tomada de decisões, pequenos, médios e grandes investidores devem buscar constantemente
    rotas de fugas para valorizar cada vez mais os seus patrimônios.

    Ao entender o funcionamento do mercado, deixamos de tomar decisões equivocadas e consequentemente
    passamos a sofrer menos com os impactos das decisões equivocadas dos nossos governantes.

    A cada dia que passa, principalmente em período eleitoral , muitos olham para o cargo público como meio de enriquecimento
    e não como meio de contribuir para uma sociedade melhor.

    Lamentavelmente os valores éticos tem desaparecido, muitos enxergam somente o sucesso em termos monetários,
    mas, o verdadeiro sucesso é fazer o melhor para que todos sejam beneficiados ou pelo menos os interessados.
    O dinheiro será uma consequência das nossas decisões.

    Gosto muito do seu trabalho Leandro, e tenho aprendido gradativamente.

    Sucesso sempre.

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 11:19 - Reply

      Olá Tiago. Eu acredito em tudo isso que você disse! É o caminho!

  13. Aline Silva 12 de janeiro de 2018 at 11:14 - Reply

    Artigo maravilhoso…estava me perguntando sobre até quando a Selic ficaria nesse patamar, avaliando a possibilidade de colocar meus investimentos mensais em algo prefixado….Isso até ter conhecimento e coragem suficientes para ingressar na renda variável (To estudando pra isso até o fim do ano!).

    Ponderava: mas se eu trancar o dinheiro em algo prefixado e a Selic subir…quando será q ela subirá??? Ai meu Deus vou ficar doida….

    Minha pergunta qual material você costuma ler Leandro para saber todas essas coisas? Poderia sugerir jornal, revista etc?

    Obrigada!!!!

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 11:31 - Reply

      Oi Aline. Todos os jornais e revistas online possuem as suas editorias de economia. Na verdade muito do conteúdo se repete pois no Brasil só temos 3 grandes grupos que são donos dos principais jornais e revistas: Grupo Globo, Grupo Abril e Grupo Folha. Utilizando a ferramenta do https://news.google.com é possível configurar filtros para que você possa acompanhar as notícias do seu interesse. É bem melhor e mais produtivo do que acompanhar o que acontece na primeira página dos jornais.

  14. Marcos 12 de janeiro de 2018 at 11:36 - Reply

    Olá Leandro.
    Parabéns pelo artigo.
    A propósito, lembro de outro, também publicado por você, que mostrara a taxa de “acerto” das previsões dos relatórios Focus nos inícios de ano em comparação com os resultados que efetivamente ocorreram, ao fim do ano.
    Se bem lembro, as diferenças eram consideráveis.
    Como bem dissestes, brasileiro ama um carnê e como se diz por aí, para a nossa tristeza: um tolo e seu dinheiro logo, logo se separam.
    Por isso, que meu palpite é o de que a inflação já vai começar a preocupar no segundo semestre, preocupação esta agravada pela cenário das eleições e, quem sabe, também pela crise internacional (essa é um eterno fantasma).
    Contudo, o governo, marotamente, não deve começar a subir a Selic antes das eleições, mas depois (ainda em 2018) seria algo factível, pelo menos para retornar aos 7%.

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 12:42 - Reply

      Oi Marcos. É verdade, pois as projeções são baseadas em todas as informações que os economistas possuem nesse momento e todas as expectativas sobre o futuro. O problema é que nem sempre o que se espera é o que realmente acontece. Por isso essas pesquisa é feita todas as semanas e sempre existem mudanças. É mais comum eles acertarem a tendência (se será de alta ou de baixa).

  15. Matheus 12 de janeiro de 2018 at 12:01 - Reply

    Leandro,

    Seus livros sobre imóveis falam acerca de investimentos por meio de fundos imobiliários?

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 12:42 - Reply

      Olá Matheus. Os livros não falam de fundos imobiliários. Eles falam de imóveis físicos.

  16. Marcelo Maretti 12 de janeiro de 2018 at 12:17 - Reply

    Leandro, mais um artigo muito bom. Parabéns. Sou seu fã.

  17. Edmilson 12 de janeiro de 2018 at 12:18 - Reply

    Bom dia Leandro, ótimo artigo! Você não perde tempo. Sempre colocando seus artigos o mais rápido possível, atrelados ao que nos é colocado pelos noticiários. Agora consegui digerir tudo com muito mais facilidade. Contudo, gostaria de um esclarecimento. A todo momento recebo a notícia que investimentos em renda fixa deixou de ser interessante pela queda da Selic (hora das ações – as bananas estão caras no mercado). Acredito que está ruim pra quem esta recebendo agora o que investiu a 3 ou 5 anos atrás em renda fixa pós-fixada, correto? Penso que o ciclo dos juros vão seguir uma tendência parecida ao primeiro gráfico do artigo. Sendo assim, não seria interessante o investimento em pós-fixados de 3 a 4 anos, aproveitando taxas DI de 130%? Pelo que entendi, a remuneração se dará com a taxa DI vigente no final do período contratado. Parece estranho, mas sinto que estou indo contra a maré! Abraço e novamente obrigado pelos valiosos artigos!

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 12:54 - Reply

      Olá Edmilson. Você precisa avaliar de onde estão vindo essas notícias. É daquele site de notícias sobre investimentos que é de propriedade da maior corretora do Brasil, que inclusive teve uma parte vendida para o maior banco do Brasil? É daquele educador financeiro que recebe patrocínio de um banco ou de uma corretora? É do blog ou site daquele agente autônomo de investimentos de uma determinada corretora? É daquela empresa que vende relatórios relatório de investimentos prometendo revelar o novo investimento do século? São dos sites de notícia do maior grupo de televisão do país que no ano passado comprou uma corretora? Corretoras e bancos lucram mais quando fazem você movimentar o seu dinheiro. É por isso que estão sempre recomendando tirar dinheiro de um investimento para colocar no outro. Sempre querem que o seu dinheiro pule de um lado para o outro. É nesse movimento que eles ganham através de taxas, sendo que muitas dessas taxas estão embutidas, você nem sabe que existe taxa. Eu acredito que a pior coisa que podemos fazer é pular de galho em galho. Só deve ser feito quando necessário ou quando o investimento vence e você precisa tomar uma decisão. Por isso estudar é importante, pois passamos a olhar as notícias e recomendações dos outros com senso crítico, buscando entender os interesses por trás dos estímulos. Como uma pessoa que estuda e compartilha o que estuda, o que recomendo é muito estudo para que possamos tomar decisões livres.

      • Edmilson 15 de janeiro de 2018 at 10:29 - Reply

        Só tens reforçado minhas crenças! Estar sempre vigilante e avaliar tudo e todos de forma crítica! Obrigado por sua resposta.

  18. Robson 12 de janeiro de 2018 at 12:20 - Reply

    Ótimo artigo: simples e esclarecedor, traçando uma projeção de como as variáveis econômicas se comportarão em 2018 e 2019. Parabéns!

  19. Ludmilla 12 de janeiro de 2018 at 12:28 - Reply

    Obrigada Leandro! Você aconselharia algum site que considera confiável para acompanhar esse vai e vem político e econômico, além dos grandes tablóides?

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 13:05 - Reply

      Oi Ludmilla. Não saberia indicar um que pudesse afirmar ser 100% confiável. Devemos lembrar que os veículos de comunicação vivem dos patrocinadores: Bancos, corretoras, seguradoras, cartão de crédito, estatais e até o próprio governo. Hoje temos corretoras que são donas de sites de notícia, grupos de comunicação que são sócios de corretoras, bancos que patrocinam blogueiros, canais do youtube, etc. Quando consumimos notícias em jornais e revistas temos a ilusão de que aquilo é gratuito. Alguém está pagando para você acessar aquela informação. Seria bom se existissem sites de notícia patrocinados pelos próprios leitores. Mas não existe. Então precisamos estudar, entender o funcionamento das coisas e começar a desenvolver senso crítico.

  20. Rafael 12 de janeiro de 2018 at 12:29 - Reply

    Olá, Leandro. Excelente panorama do que aconteceu e do que nos espera.

    Há só uma questão que completaria no artigo: a questão fiscal mal resolvida Mantendo as variáveis externas favoráveis, me parece que ela será o principal fator que decidirá se as taxas de juros subirão ou não. Ela está ligada ao político, preocupação bem colocada por você.

    Se tivesse que participar de um bolão, apostaria que a renda fixa surgirá de novo como favorita dos investimentos. Isso porque sou pessimista quanto aos nomes presidenciáveis que aí estão em conseguir promover o ajuste. Mas espero sinceramente estar errado.

    Até,

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 13:11 - Reply

      Oi Rafael. Olhando o passado das eleições brasileiras e os critérios que as pessoas usam para votar, fica difícil não se sentir pessimista.

  21. Karina 12 de janeiro de 2018 at 13:18 - Reply

    Excelente artigo Leandro! Faz tempo que eu queria saber onde é publicada a meta da inflação para cada ano e uma explicação acompanhada sobre esse assunto. Daí você esclareceu minhas dúvidas divinamente neste artigo! Perfeito! Muito obrigada! Seria interessante também você ensinar a gente a olhar o relatório FOCUS. Todo mundo fala pra gente olhar esse relatório, mas tem tabelas lá que eu não sei interpretar. Uma aula sobre o relatório FOCUS seria bem legal também, falando sobre os pontos mais importantes dele.

    Agora que já entendi a meta da inflação para 2018 eu posso escolher se invisto mais no pré ou pós fixado.

    • Leandro Ávila 12 de janeiro de 2018 at 15:36 - Reply

      Olá Karina. O problema é que a inflação não liga para as metas. Por isso a corrida de gato e rato do Banco Central. Tem muita gente que faz uma faculdade inteira de economia e no fim não sabe interpretar as relações que existem entre os dados de um boletim Focus. Em muitos casos não existe um consenso, algo exato. Na verdade economia não é uma ciência exata. Economistas que seguem uma escola X do pensamento econômico vivem brigando e discutindo com economistas que seguem a escola Y, Z, etc. Além das escolas ainda existem as ideologias econômicas. Olhando de longe parecem até religiões com suas crenças, mitos, mestres, mandamentos, etc.

  22. Tatiane 12 de janeiro de 2018 at 14:30 - Reply

    Como sempre um excelente artigo! Parabéns!

  23. Daniel 12 de janeiro de 2018 at 16:36 - Reply

    Ótimo artigo Leandro! Devemos ficar muito atento com a mídia controladora e tendenciosa. A maioria deve saber que o site Infomoney é da XP (maior do Brasil) e fortalecida pela aquisição parcial pelo banco Itaú. Não me surpreende esses especialistas, dizerem que a renda fixa não é mais atraente, sendo que ainda temos o Tesouro IPCA com ganhos reais de 5%. O fato de os juros caírem ao patamar de 7% a.a, não está relacionado com baixos retornos na renda fixa. Até porque quando a Selic estava 14,67% em dez/15 o IPCA chegou a 10,67% na mesma época. Ou seja, tínhamos um juros reais 4,08%. Portanto, o melhor investimento que devemos fazer é investir em educação financeira, nos seus cursos, livros e demais plataformas. Somente desta teremos embasamento para tomar as melhores decisões sobre nossos investimentos e não ficar seguindo a opinião de especialistas que são remunerados para defender os interesses de seus patrocinadores. Olha que eu tenho conta na XP, e procuro na hora de investir testar a opinião dos assessores para saber se estão querendo empurrar produtos de bancos e empresas ou são de fato assessores imparciais que visão dar as melhores sugestões. E muitas vezes sou surpreendido de forma negativa, infelizmente.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:17 - Reply

      Oi Daniel. Eu sempre digo que é importante ter cuidado com as recomendações da imprensa, gerentes de banco e da própria corretora e seus assessores. Quando temos algum conhecimento podemos validar o que estão dizendo. Esse conhecimento vem com a educação. Quando esses profissionais percebe que não estão conversando com uma pessoa leiga, o nível da conversa muda e até os produtos que eles oferecem são diferenciados.

  24. Roberto Lima 12 de janeiro de 2018 at 17:43 - Reply

    É todo mundo fazendo as “maquiagens” olhando as eleições!
    O problema é que o povo está pagando muito mais em todas as coisas básicas (gás, gasolina, eletricidades, etc).
    Bom, já cansei de discutir políticas e políticos com os amigos. Não faço mais, gosto atualmente tentar entender
    de forma pragmática o que fazer nos cenário? Acho que o momento é bom ou próximo de bom para aplicarmos
    em renda fixa (olhando para seus gráficos) e pensando em médio e longo prazo (não consigo ver melhora, principalmente
    com os candidatos que virão por aí, até o momento. E, olhando a simetria dos gráficos, estamos num novo fundo
    e logo virá uma tendência de alta. Acho que as ações serão muito voláteis, portanto, mais difícil de ganhar com consistência.
    O que você acha de seguirmos na renda fixa num cenário de 3 anos?

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:37 - Reply

      Oi Roberto. A renda fixa cumpre um determinado papel que é manter os seus recursos em investimentos sem volatilidade, ou seja, sem perdas significativas e com grande previsibilidade de como será calculada a sua renda. Essas e outras características da renda fixa, como a liquidez que é a possibilidade de colocar seu dinheiro no bolso a qualquer momento, continuam em qualquer cenário. Agora, existem alguns investimentos de renda fixa, como um título público prefixado ou um CDB pre-fixado que são opções melhores quando vivenciamos uma fase de juros elevados no meio de crises econômicas. Isso ocorreu quando os juros estavam a 14,25% ao ano e todos estavam fugindo da renda variável. Existem momentos onde o ciclo se inverte e muitos começam a sair da renda fixa para a renda variável e assim os ciclos continuam. É importante entender como os investimentos se comportam.

  25. Ana Maria de Melo Lordelo 12 de janeiro de 2018 at 22:03 - Reply

    Olá, Leandro! Muito obrigada por compartilhar o seu conhecimento!! Vou começar a poupar do zero, fazendo depósitos de R$ 1.000,00 mensais. Qual seria a melhor forma de investir? Muito obrigada!!

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:44 - Reply

      Olá Ana. Se você não tem uma reserva para emergência, o primeiro passo seria ter essa reserva. Aqui no site existe artigo sobre reserva de emergência.

  26. Andre 13 de janeiro de 2018 at 5:22 - Reply

    Olá Leandro , ótimo artigo
    Com selic baixa os bancos tendem a oferecer um percentual maior do cdi (vi um cdb de 128 por cento ). Já com ela em alta o percentual oferecido nos pos fixados atrelados ao cdi tende ser menor. Pergunto: este raciocínio está correto? Pois caso esteja, penso seja esta hora a melhor pra aproveitar as altas taxas oferecidas, já que em breve, com aumento dos juros devem não ser mais ofertadas. Obrigado.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:51 - Reply

      Os bancos pequenos, aqueles que oferecem maior risco e enfrentam dificuldades para conseguir recursos, tendem a oferecer CDB com percentual do CDI maior quando as pessoas perdem interesse pelos CDBs.

  27. Mariana Rosa 13 de janeiro de 2018 at 9:17 - Reply

    Artigo certo, na hora certa.
    Muito obrigada, Leandro!

  28. Flávio 13 de janeiro de 2018 at 9:20 - Reply

    Caro Leandro, bom dia!

    Mesmo neste cenário, você aconselharia a continuar fazendo aportes mensais nos títulos de renda fixa?

    Grande abraço, Flávio

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:46 - Reply

      Oi Flávio, como educador eu não posso fazer aconselhamento, recomendações, etc. Recomendo entender o funcionamento da renda fixa para compreender como ela se comporta. Na verdade tentei mostrar um pouco desse comportamento no artigo.

  29. Irlan 13 de janeiro de 2018 at 9:58 - Reply

    Parabéns, Leandro!
    Todavia, a economia brasileira é exatamente igual as novelas ou seriados da Rede Globo – sempre se repetem! Não há nada de novo debaixo do sol brasileiro: a SELIC cai, os preços caem, os indivíduos iniciam o processo de compras, pois há mais dinheiro no bolso, aí o mercado não dá conta da demanda, a SELIC sobe, a inflação retorna. Não é necessário muitos estudos ou esforços para compreender essa rotina eterna.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:47 - Reply

      A economia, a política e a própria história são sempre repetições.

  30. antonio barreto 13 de janeiro de 2018 at 10:55 - Reply

    Parabens Leandro. Um resumo bem simples e compreensível por nós que entendemos o bastante de economia
    abraço
    antonio barreto

    • antonio barreto 13 de janeiro de 2018 at 10:57 - Reply

      um resumo bem simples e compreensível por nós que NÃO entendemos o bastante de economia (retificação)

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 9:47 - Reply

      Obrigado Antonio

  31. Edison 13 de janeiro de 2018 at 18:31 - Reply

    Olá Leandro, gostaria de saber sua opinião a respeito do desemprego tecnológico onde profissões como médicos, advogados,contadores e engenheiros estão sendo substituídos por softwares e máquinas cada vez mais avançadas? Sei que essa realidade ainda está distante no Brasil, mas por exemplo, quando a frota de veículos à combustão for substituída por elétricos vai tirar milhares de postos de trabalho em postos de combustíveis, fábricas de auto peças, lojas de auto peças, etc, e por mais que as pessoas se qualifiquem, não vejo como absorver toda essa mão de obra perdida. Temos também os bancários que à anos atrás era simbolo de status ter um emprego em um banco e que hoje, pouco a pouco, estão sendo substituídos pela internet e caixas automáticos.Creio que em grande parte, o desemprego no Brasil se deve a automação. Acho que você é a pessoa ideal para escrever um artigo à respeito e qual o impacto disso na economia. Obrigado.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 10:03 - Reply

      Olá Edison. No futuro próximo não teremos veículos à combustão e nem veículos que necessitem de condutores. Existem muitas empresas no exterior montando grandes centros de pesquisa e tecnologia para que os motoristas se tornem dispensáveis. É uma questão de tempo. O que ocorreu no setor bancário deve ocorrer no setor de transporte e todos os outros setores que dependam de mão de obra que possa ser substituída pela automação, robores e inteligência artificial. Transportadoras inteiras utilizando caminhões autônomos. Procure no Youtube pelas palavras: caminhões autônomos. Já vivenciamos essa revolução que ficará registrada nos livros de história, assim como ficou a primeira revolução industrial. Os setores que mais devem crescer no futuro é o da educação e do entretenimento (já ocorre). As pessoas terão que aprender coisas novas para sempre. Não existirá mais a ideia de concluir uma faculdade ou os estudos. Ao concluir a faculdade, muito do que foi ensinado já está defasado. Todos esses robôs, inteligências artificiais, e todo os tipos de novas empresas que devem surgir baseadas nessas tecnologia novas, dependem de pessoas qualificadas. Isso significa que as pessoas não podem ficar paradas esperando.

  32. Renato Mariano 13 de janeiro de 2018 at 20:52 - Reply

    Oi Leandro! Podemos esperar alguma mudança significativa na economia no dia 24 de janeiro (julgamento do século)? Referente artigo parabéns.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 10:05 - Reply

      Olá Renato, normalmente o mercado antecipa suas reações e ações com base nas suas expectativas. Somente quando ocorre algo inesperado é que existem impactos no mercado.

  33. João Paulo Borges 13 de janeiro de 2018 at 21:03 - Reply

    Acho que muito em breve os juros devem subir novamente, pois os anzois com novas iscas estão sendo lançados!

    A atual situação advém de uma forte retração da atividade econômica, aumento do desemprego e estouro do limite de endividamento das famílias, o que funciona como puxar o anzol para pescar os desorganizados (pessoas e empresas) que morderam as iscas do último ciclo (encheram-se de dívidas durante a bonança de crédito).

    O governo vai precisar continuar adquirindo dinheiro extra para fechar suas contas, seja com impressão pura e simples ou tomar mais dívidas, sendo que ambas ações são práticas para aumentar o predatismo sobre sua população, aumentando inflação (ou imposto inflacionário como eufemismo) e penalizando sua população.

    Nosso país jamais sairá desses famosos “vôos de galinha” porque nosso nível de poupança interna (real e única fonte adequada de recursos para disponibilizar crédito) é muito baixo e a demanda de crédito para atividades não produtivas parece ser infinita.

    PS: Não vai fazer diferença alguma quem será o novo presidente, qualquer um que ganhar continuará parasitando a população de forma crescente em direção ao colapso de todos, tal como se observa a situação aparentemente terminal da nossa vizinha Venezuela.

    Enquanto governos puderam manipular suas moedas e obrigarem suas populações a usá-las, a tendência é aumentar continuamente o grau de controle sobre a vida dos cidadãos, principalmente do ponto de vista econômico.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 10:09 - Reply

      A ideia de todo governo realmente é manter o máximo de controle econômico. As pessoas é que usam a imaginação acreditando que as intensões do governo e de seus governantes é promover justiça social, educação, saúde, etc. Isso seria a desculpa para sua existência, da maneira que conhecemos hoje.

  34. Maycon 14 de janeiro de 2018 at 10:09 - Reply

    Olá Leandro!

    Obrigado por mais um artigo.

    Vc mencionou que os livros foram atualizados, no caso eu tenho o de imóveis.
    Haveria um histórico do que foi alterado para que e possa ler o que foi mudado?

    Desde já agradeço.

    • Leandro Ávila 14 de janeiro de 2018 at 10:11 - Reply

      Oi Maycon. Infelizmente eu não tenho esse histórico. Agora eu separei a parte dos livros que falam sobre a situação atual do mercado. Todo ano eu atualizo essa parte e deixo em um ebook separado que ofereço como presente.

      • Maycon 14 de janeiro de 2018 at 10:23 - Reply

        Obrigado Leandro!

        Sendo problemas.
        Já Baixei e estou lendo..

  35. João Paulo Borges 14 de janeiro de 2018 at 13:35 - Reply

    Percebo que o foco do site é justamente focar nas questões pessoais que as pessoas podem mudar, e não questionar a realidade como ela se apresenta.

    Esclareço que não vejo demérito nenhum nisso, inclusive é o mais lógico a se fazer ante as possibilidades individuais, abordagem mais pragmática.

    Porém, convém ressaltar que tais ciclos econômicos não são obra da natureza e que o COPOM não recebe informações de divindade alguma: todos esses fenômenos
    são resultados de manipulação humana, e é necessário ter uma visão mais ampla para enxergar o modo de funcionamento do mundo contemporâneo, tanto para se posicionar melhor quanto promover ideias que lentamente podem reverter o status quo no sentido de um mundo mais justo e ético.

    Acredito que o mundo tem melhorado muito, principalmente no século XX: mulheres foram promovidas a cidadãs, negros têm mais oportunidades de se desenvolver depois de uma eternidade sendo principalmente escravos, é mais fácil barato comprar coisas que facilitam nossa vida (água encanada, manter alimentos resfriados/congelados, deslocamento físico mais fácil, acesso a tratamentos médicos), temos a internet como fonte de informação desde que você vá até ela, e por aí vai…

    O próximo passo é as pessoas perceberam as falácias que justificam a existência de um Estado, desenvolvimento de mecanismos de democracia direta (com a internet cada cidadão tem condição de votar por si próprio, sem precisar de políticos) e divisão dos custos coletivos (justiça, segurança e criação/manutenção de ruas, por exemplo) com a interferência direta de todos os indivíduos na forma de uma espécie de cota condominial ao invés de impostos compulsórios que supostamente serão usados em prol da coletividade e, de fato, servirão como mecanismo de transferência de riqueza da população para aqueles que detém o poder.

    Sei que é delicado por esbarrar em discussões ideológicas que infelizmente pouco usam a razão (que nem foi o artigo do Brexit), mas acho muito interessante e válido aparecerem esses temas também.

    • Leandro Ávila 15 de janeiro de 2018 at 8:37 - Reply

      Oi João. Eu acredito que da mesma forma que a tecnologia está mudando todos os setores da sociedade, ela também vai mudar a maneira como a sociedade se organiza politicamente, economicamente, interage com as decisões políticas, etc. Hoje temos um atrito entre o mundo velho e o mundo novo que está sendo construído. Já temos gerações que estão crescendo sem conhecer o mundo antes da internet e outras tecnologias. Nas próximas décadas essas pessoas vão assumir postos de poder em todas as instituições públicas e privadas. São elas que vão criar novas leis e modificar os sistemas que temos hoje. Isso vai produzindo as grandes mudanças. Temos a ideia de que podemos mudar o sistema. Na verdade podemos mudar as pessoas, educar as pessoas, especialmente os jovens que um dia irão assumir todos os postos da sociedade enquanto uma geração inteira desaparece através do seu destino natural que é o envelhecimento e a morte. Por isso a educação é algo tão importante. Quando você investe na sua própria educação, talvez você não consiga mais mudar a realidade, mas vai acabar impactando na educação dos seus filhos. São eles que assumiram o controle de tudo no futuro.

      • João Paulo Borges 16 de janeiro de 2018 at 1:02 - Reply

        Putz…vc me quebrou com mais um choque de realidade!!!

        Somente mudanças nas formas que as pessoas se relacionam economicamente podem mudar as regras do jogo, e os avanços tecnológicos talvez sejam os únicos motores para isso (melhorias bélicas romanas, grandes navegações ibéricas, revolução industrial inglesa, revolução da informação com a internet no início do século XXI).

        É deprimente se ver limitado do ponto de vista de ação, mas é fato que apenas com tempo e espalhamento anti-ideológico atual (ou educação política/econômica/financeira) se pode alcançar uma sociedade mais justa nas relações entre cidadãos.

        E para finalizar, você justificou logicamente porque nós temos que morrer: chegará sempre um momento em que nós, com nossos valores e jeitos de encarar o mundo, seremos nada mais do que um empecilho para o desenvolvimento da humanidade.

        • Leandro Ávila 16 de janeiro de 2018 at 8:22 - Reply

          Olá João. Infelizmente as pessoas não compreendam a ideia de morrer em vida. Quantas vezes você já morreu (estando vivo) e ressuscitou como sendo uma versão melhorada de você mesmo? É incrível reencontrar amigos antigos, décadas depois, e perceber que são exatamente as mesmas pessoas, com as mesmas ideias atrasadas, mesmos vícios, crenças, defeitos, etc. O tempo passa e são poucas as pessoas que mudam para melhor. Se as pessoas não morressem fisicamente a humanidade ficaria congelada no tempo, talvez até regredisse. Literalmente lutamos contra as mudanças, mesmo quando essas mudanças produzem melhorias. São justamente os jovens que adotam as mudanças. Nos acostumamos com a vida que temos, com o mundo que criamos e temos enorme dificuldade de aceitar que precisamos melhorar, evoluir e crescer. A morte sem dúvida nenhuma é mais uma demonstração de sabedoria da natureza, pois é objetivo dela garantir a constante evolução de todas as espécies, incluindo a nossa.

  36. Augusto Brito 14 de janeiro de 2018 at 15:26 - Reply

    Que artigo top!! Consegue fazer uma obra de arte sem ser tendencioso. Hj em dia isso ta difícil. Vou salvar o site nos meus favoritos. Quando eu termino de lê vejo o tanto que aprendi com o artigo. Parabéns Leandro

  37. Augusto Brito 14 de janeiro de 2018 at 15:49 - Reply

    Leandro

    Atualmente os investimentos de renda fixa estão inviáveis (artigo relata sutilmente), com isso, as pessoas deixam de investir estes investimentos. Você acredita que para atrair os investidores no atual cenário, os Bancos podem oferecer taxas maiores atrelado ao CDI (ou seja, em vez de pagar 100% CDI pague agora 115%CDI). Se a resposta for sim, quando seria a motivação desses Bancos?

    • Leandro Ávila 15 de janeiro de 2018 at 8:27 - Reply

      Olá Augusto. Aumentar o percentual do CDI é uma forma de concorrer pelo dinheiro do investidor. Quando a demanda por investimentos de renda fixa diminui, a concorrência entre os bancos aumenta.

  38. CARLOS JOSE PERUFFO 14 de janeiro de 2018 at 18:47 - Reply

    Ola Leandro,

    Gerente de banco sempre está preocupado com o resultado da sua instituição e das suas metas que tem que ser cumpridas.

    Já que falamos muito em educação financeira, sempre pergunto para as pessoas por que usam cartão de crédito e elas me olham espantadas. Aí explico que, se realmente precisam de crédito, estão sendo suicidas em usar o cartão. Se não estão precisando de crédito, por que não usar a função débito, à vista, e negociar descontos de até 5%.
    Estas mesmas pessoas não sabem responder quanto pagam de anuidade. Eu sei, pagava quase R$ 1.400,00 por um Visa Infinite e um Mastercard Black (cartões meu e da esposa). Vivia uma briga contínua com o banco por estas taxas.
    Concordo que um cartão de crédito às vezes é indispensável no aluguel de um carro ou reserva de hotel.
    Tomei uma decisão. Mandei o gerente cancelar os dois cartões, solicitei o cartão de crédito/débito mais simples do banco, sem anuidade, e mais um cartão só de débito.
    Não preciso dizer que o gerente não ficou contente. Ocorre que eu gosto é de ganhar juros, não de pagar.

    • Leandro Ávila 15 de janeiro de 2018 at 8:25 - Reply

      Olá Carlos. Realmente os funcionários de bancos e corretoras são pagos para defenderem os interesses das pessoas que pagam o salário deles e demais benefícios e bonificações. Muitas vezes isso significa fazer você contratar serviços e produtos mais vantajosos para a instituição do que para você.

  39. william 14 de janeiro de 2018 at 23:15 - Reply

    Artigo perfeito na hora certa!

    Obrigado Leandro!

  40. Andressa 15 de janeiro de 2018 at 13:37 - Reply

    Leio e releio seus artigos… Tenho lá minhas dificuldades em entender algumas coisas, mas aos poucos estou caminhando. Sou grata pelo excelente conteúdo que você nos disponibiliza gratuitamente e, só pra ter certeza – os seus livros tem de ser adquiridos todos juntos, ou seja, não os posso comprar separadamente, um por um certo? Percebo que o combo completo é mais vantajoso e proporciona um aprendizado gradual e organizado, mas decidi perguntar… Seja como for, em breve devo adquirí-los. Grande abraço e gratidão.

    • Leandro Ávila 15 de janeiro de 2018 at 14:01 - Reply

      Olá Andressa. Um livro é a continuação do outro. Cada conteúdo é apresentado na sequência correta. Ao ler um determinado capítulo você já estará se preparando para ler e compreender o conteúdo do próximo. Você começa do zero é vai avançado como alguém que sobre uma escada. Se você gosta do conteúdo dos artigos que escrevo irá gostar mais ainda dos livros devido a essa sequência, como se você estivesse seguindo um curso.

  41. jorge 16 de janeiro de 2018 at 0:13 - Reply

    opa finalmente em artigo objetivo e muito util e claro, parabens

  42. Pedro 16 de janeiro de 2018 at 0:17 - Reply

    Olá Leandro, gostei muito do artigo mas discordo em um ponto. A inflação vai aumentar mas não acho que seja por causa do aumento do consumo das famílias. Nos últimos anos muitas pessoas perderam seus empregos e estão sendo recontratadas por salários menores. A renda dos brasileiros caiu e isto impede um aumento acelerado do consumo. Por outro lado o governo segue estourando as contas. Para fechar as contas eles devem ter que imprimir mais dinheiro elevando a inflação. É como se estivéssemos na mesa de um bar com o governo que além de não dividir a conta segue pedindo pro garçom o whisky mais caro.

    • Leandro Ávila 16 de janeiro de 2018 at 8:29 - Reply

      Oi Pedro. O próprio governo demanda produtos e serviços competindo por eles junto com a população. Como o nosso mercado é fechado, tornando difícil (e caro) a entrada de competidores externos e produtos importados, basta aumentar a demanda sem aumentar a oferta que já temos um problema nos preços. Se existisse mais concorrência, mais empresas operando em todos os setores e um país aberto a competidores externos, a demanda poderia crescer com oferta abundante de produtos.

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