Bolsa de valores, renda fixa e juros baixos

No início de 2018 o Banco Central reduziu a taxa Selic para 6,75% e isso fez a taxa DI (CDI) atingir um valor historicamente muito baixa: 6,64% ao ano.

Essa queda já está afetando a rentabilidade de todos os seus investimentos pós-fixados como o Tesouro Selic e todos os títulos dos bancos que possuem sua rentabilidade atrelada a um CDI como CDB, LCI, LCA, etc. Fundos que fazem investimentos mais conservadores em renda fixa também foram afetados.

Até a rentabilidade da poupança sofre quando a taxa Selic cai. Quando a taxa Selic está igual ou menor que 8,5% ao ano a remuneração da poupança cai para 70% da meta da taxa Selic convertida para uma taxa mensalizada + TR (taxa referencial) que fica igual a zero quando a Selic atinge valores baixos. Veja a regra da poupança aqui que foi alterada pelo governo federal em 2012 com o objetivo de tornar a rentabilidade da poupança pior do que já era. No caso de uma taxa Selic de 6,75% ao ano, essa remuneração mensal está registrando baixíssimos 0,38% ao mês + 0% de TR (fonte).

A última vez que tivemos uma rentabilidade tão baixa na renda fixa brasileira foi em 1957. O Banco Central ainda não existia. A taxa Selic só seria criada 42 anos depois (1999), mas as taxas de juros de curtíssimo prazo, que um banco usa para emprestar dinheiro a outro banco, já existiam (fonte). Ela era equivalente a taxa DI ou CDI que temos hoje.

Mesmo assim, olhando o que ocorre nos outros países, podemos dizer que essa taxa básica de juros brasileira continua acima da média. No momento a taxa de juros na Europa é zero (zona do euro). No Japão a taxa é de -0,10%, ou seja, o japonês paga para que o governo e os bancos guardem o seu dinheiro. Nos EUA a taxa é de 1,25% ao ano. Em países como China a taxa é de 4,35%, na Rússia é de 8,25% e África do Sul de 6,75%, sendo que em muitos desses países essas taxas estão abaixo da inflação (fonte).

Isso nos ajuda a entender o interesse dos investidores estrangeiros por nossa renda fixa. Mesmo com a queda dos juros, a participação dos estrangeiros continua crescendo na aquisição de títulos públicos brasileiros (fonte).

Dinheiro sem risco

A renda fixa continua sendo o melhor investimento para aquele dinheiro que você não pode ou não quer expor ao risco.

Devemos aceitar a ideia de que o dinheiro aplicado em investimentos de baixo risco produz um custo “invisível”. Esse custo se traduz na forma de baixa rentabilidade. Veja que em muitos países existem pessoas que aceitam aplicar dinheiro em investimentos com rentabilidade zero ou até negativa, pois o objetivo delas, para uma parte do dinheiro que possuem, é manter esse dinheiro fora do risco e não obter alta rentabilidade.

As pessoas costumam separar o dinheiro que possuem em dois grupos: o dinheiro que deve ficar bem longe do risco e o dinheiro que aceita investimentos de maior risco.

As vezes não estamos diante de uma questão de escolha, mas de uma incapacidade nossa. Muitas vezes não devemos ou não podemos fazer investimentos de maior risco por falta de conhecimento.

Imagine uma pessoa que não sabe dirigir, mas que tem um carro na garagem. Para chegar até um destino distante seria mais rápido ir de carro do que ir andando. O problema é que se essa pessoa não sabe dirigir, pouco importa se o carro é a opção mais rápida. O carro também é a opção mais perigosa para quem não sabe dirigir.

O mesmo vale para os investimentos de maior risco como aqueles que fazemos na bolsa de valores. Se a pessoa não sabe investir, pouco importa se o investimento de risco é a opção mais rentável que irá multiplicar o seu patrimônio rapidamente. Os investimentos de renda variável são perigosos para quem não sabe o que está fazendo. Como veremos mais na frente, no último ano, existiram investimentos de risco que dobraram ou triplicaram seu valor. O mesmo resultado em um investimento de renda fixa na “velocidade” de 6% ao ano dependeria de 12 anos de espera.

No exemplo do carro, você ainda poderia pagar alguém para dirigir por você. Você e o motorista estariam no mesmo carro correndo o mesmo risco. No caso dos investimentos a situação é diferente. Quando você paga para alguém tomar decisões de investimento por você, só quem corre risco é você. O dinheiro em risco é seu. Para quem recomenda os investimentos, pouco importa o que vai acontecer com o seu dinheiro.

Dinheiro com risco

Os investimentos de maior risco são favorecidos quando os juros estão baixos. No início do ciclo da queda dos juros os investidores começam a migrar parte dos seus investimentos ou a fazer seus novos investimentos em renda variável como ações, fundos imobiliários, moedas, imóveis, etc. Esse simples aumento da demanda resulta em valorização desses ativos.

As empresas também assumem mais riscos quando os juros estão em queda. Quando os juros estão elevados no Brasil o retorno livre de risco chega a superar o retorno líquido de muitas atividades produtivas.

Os consumidores também assumem mais riscos gastando mais, poupando menos e se endividando mais quando os juros estão baixos. Isso também estimula o investimento produtivo das empresas.

Já existe a percepção na mente de todos de que a recuperação econômica depende de juros baixos e o simples processo de queda dos juros acaba estimulando essa recuperação e a demanda por investimentos de maior risco.

Existem diversos setores da economia que se beneficiam diante desse processo de recuperação da economia, após um período longo de recessão. São justamente essas empresas que mais valorizam. Você não precisa ser nenhum gênio para descobrir quais são esses setores.

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Responda: onde os brasileiros mais gastam quando possuem algum dinheiro sobrando ou quando os bancos voltam a oferecer crédito? Basta olhar o comportamento dos seus amigos e parentes quando a economia estava aquecida nos anos anteriores.

Existem pesquisas que mostram onde as pessoas mais usam o cartão de crédito e que reflete muito bem esses setores: roupas (70,1%), calçados (65,9%), eletrônicos (60,3%), eletrodomésticos (53,6%) e alimentos em supermercados (37,8%). (Fonte). Quando a economia cresce os brasileiros também gastam mais com viagens, passagens aéreas, lazer e compras de imóveis através dos financiamentos. Foi exatamente isso que as pessoas fizeram com o dinheiro que ganharam no último ciclo de crescimento da economia.

Podemos deduzir que com a recuperação da economia, aumento da oferta de empregos, mais renda para gastar, mais renda para conseguir novos empréstimos e pagar prestações, mais gastos teremos com roupas, calçados, eletrônicos, eletrodomésticos, alimentos, cosméticos e turismo.

Essas são justamente as despesas que a população reprime diante das crises econômica e se esbalda quando ocorre uma recuperação.

Os investidores, analistas, especialistas e outros, conhecem esse comportamento. Bastam os primeiros indícios de queda da inflação, queda dos juros e reaquecimento da economia para que as ações relacionadas ao setor de varejo e comércio se valorizem.

No site GuiaInvest, para quem é assinante, existe a opção chamada “Extras” no menu superior. Existe um relatório chamado “Indicadores Setoriais” onde podemos listar o desempenho do preço das ações das empresas listadas na bolsa por setor, subsetor e segmentos. Clique aqui para ver. Exemplo:

Os setores que aparecem no site são os mesmos da classificação setorial da bolsa.

Isso facilita observar e comparar o desempenho de cada setor. Clicando nos setores é possível ver o desempenho de cada empresa desse setor.

Enquanto eu estava escrevendo esse artigo foi possível observar que o preço das ações das empresas de calçados teve alta de 82% nos últimos 365 dias. As empresas que estão no subsetor “comércio” tiveram uma alta de 87% no preço de suas ações. Empresas de transporte, que se beneficiam diante do aumento no fluxo de pessoas e mercadorias, tiveram alta de 54,93%.

É claro que cada setor possui empresas boas, medianas e ruins. Quando olhamos o desempenho dessas empresas isoladamente é possível observar quais impactaram o seu setor. Logo abaixo temos a lista das empresas que tiveram as maiores valorizações no ano passado. Observe os segmentos.

A lista acima só mostra as empresas com ações que valorizaram mais de 100% no ano passado (isso significa dobrar o seu investimento em 12 meses). Podemos constatar que muitas dessas empresas estão em setores como eletrodomésticos, calçados, transporte de pessoas e cargas, tecidos, vestuário e locação de veículos. São setores que sofrem quando a economia está desaquecida e se beneficiam quando os brasileiros voltam a gastar tudo que ganham e tudo que podem ganhar no futuro, através das dívidas.

Não olhe a lista acima como uma recomendação de investimento. Estamos apenas observando o impacto de uma possível recuperação da economia em determinados setores. Os resultados passados não garantem resultados futuros. Devemos ter em mente que os investidores da bolsa sempre tentam se antecipar aos fatos. Quando eles compram ações dessas empresas, observando apenas o controle da inflação e a queda dos juros, eles estão apostando que a economia irá se recuperar antes mesmo da chegada da recuperação. É por este motivo que existe o risco envolvido, pois nada é garantido na renda variável. A grande dúvida dos investidores ainda gira em torno das eleições de 2018, pois é impossível prever quem será o(a) presidente e quais serão suas decisões futuras.

Outro setor que se beneficiará diante do crescimento é o de infraestrutura. Existem diversas concessões e muitos investimentos em infraestrutura para serem feitos, especialmente em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. A bolsa está repleta de empresas envolvidas de forma direta e indireta nesses setores, mas que de certa forma, também são empresas envolvidas na crise política que o país enfrenta.

A queda dos juros e os ciclos de recuperação da economia sempre beneficiaram a construção civil e o setor imobiliário. Quando os juros estão baixos as pessoas compram mais imóveis para morar, alugar e especular. A baixa rentabilidade da renda fixa estimula a compra de imóveis para geração de renda através dos aluguéis através da especulação.

O gráfico acima mostra a rentabilidade anual do Ibovespa (índice que mede o desempenho das principais ações negociadas na bolsa). Podemos observar que na média o desempenho das principais ações negociadas na bolsa foi positivo em 2016 e 2017, mesmo com todos os problemas que ainda existem na economia e no governo.

Observe no gráfico que o máximo de perda que você pode ter investindo na bolsa é de 100% do que investiu, já os ganhos são ilimitados. Veja que após a maior queda de 72% em 1990 ocorreu a maior alta já registrada de 287%. Foram 29 anos com a bolsa fechando o ano em alta e 21 anos com a bolsa fechando em baixa. Grande parte dos ciclos de alta e queda da bolsa estão relacionados com o início ou fim de uma crise econômica ou crise política.

Nos 50 anos de história do Ibovespa a valorização (dolarizada) foi de 22.638% ou 11,74% em média por ano. No mesmo período o Dow Jones Index (índice que mede o desempenho da bolsa nos EUA) valorizou 2.637% ou 6,85% em média por ano (fonte).

Enquanto os americanos tiveram que aprender a investir na renda variável para conseguir 6% ao ano, ficamos acomodados na poupança que em 2016 registrou 8,30% ao ano, um pouco abaixo da sua maior rentabilidade que foi em 2006 (8,40%). Esses valores são nominais, mas com um pouco mais de conhecimento os brasileiros poderiam investir por conta própria em títulos públicos como o Tesouro IPCA que pagam taxas reais de dar inveja a qualquer investidor de renda fixa estrangeiro.

Vou finalizar recomendando a leitura desse artigo que destaca 8 vantagens de investir por conta própria no Brasil.

Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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Leandro ÁvilaAlineIrlanMarcos FerrazFranco Recent comment authors
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Paulo H
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Paulo H

Mais um excelente texto !
É ótimo ler e visualizar gráficos e ilustrações detalhando a linha de raciocínio, obrigado por disseminar essas preciosas informações Leandro!

Ana
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Ana

Leandro,

Muito bom o seu post. Gostei da lista, é uma boa sugestão para quem está iniciando no mercado de ações.

O que você acha de empresas que estudam as informações e cobram acesso, mostrando a melhor hora de comprar e vender determinadas ações?
Você acha que vale a pena para o pequeno investidor (que não tem muito tempo para analisar tantos dados) assinar esse tipo de serviço?

Obrigada,

Sandro Avelar
Visitante
Sandro Avelar

Como sempre. Ótima postagem. Parabéns!!

Louis
Visitante
Louis

Olá Leandro,
meu receio é que este otimismo com a inflação e Selic seja tudo uma ilusão temporária. O governo ainda gasta muito mal, e de reforma previdenciária ninguém quer saber. Prevejo que no médio prazo o governo terá que imprimir moeda e ajustar o déficit via inflação, e consequentemente alta na Selic. Outra coisa, o mundo inteiro vive uma calmaria econômica anormal, juros baixíssimos, dinheiro sobrando. Por isso estão assumindo riscos e investindo no Brasil, mesmo com baixa nas notas de crédito. Pra mim isso parece irracional, se tiver alguma crise internacional, é daqui que vão tirar os investimentos.

Paulo Pinheiro
Visitante
Paulo Pinheiro

Excelente texto, Leandro! Seu conhecimento da matéria, associado à ponderação com que vc apresenta sua linha de raciocínio, são um diferencial único. Continuo certo de que tenho muito a aprender com vc e sua equipe. Parabéns!

Tiago
Visitante
Tiago

Olá LEANDRO, TUDO BEM?

O artigo é muito interessante, repleto de informações muito relevante.

Sempre teremos altos e baixos na economia, momentos de queda e momentos
de elevação dos juros.

A grande questão é realmente saber aproveitar tal oportunidades. Investir em conhecimento.
Ninguém cuidara melhor do nosso dinheiro do que nós mesmos.

Quando tomamos o gosto pelos investimentos, tudo fica mais prazeroso.
Diante de tantas oportunidades, se não tivermos a atitude em aprender, buscar,
nada vai mudar.

A poupança sempre rendeu juros miseráveis, com a mudança da regra piorou.
Costumo dizer que a poupança só interessante para o banco. É claro que para quem
está iniciando a caminhada nos investimentos, a poupança é o primeiro passo, pois,
antes de investir primeiro tem que ter uma economia.

Grande abraço!!!

Diogo
Visitante
Diogo

Lendro como vai? Gosto de reforçar que se hoje sou um “investidor” da renda fixa via corretoras devo isso a você. Desde que comecei a ler seus artigos consegui juntar um montante de cerca de uns 40 mil reais ao longo de 03 anos aos quais mantenho 20% no TD e o restante em LCI e CDB. Diante da média de valor que tiro do meu salário para guardar (uns 2 mil por mês) estou me sentindo um pouco idiota de continuar colocando esse dinheiro na renda fixa uma vez que sei que ela esta rendendo muito pouco. Mas simplesmente não consigo me libertar do medo de investir na renda variável. Eu não sou uma pessoa ignorante. Me considero um cara estudioso (tenho até mestrado). Mas a renda variável parece possuir nuances infinitas para saber como e quando entrar o que me leva a pensar que só um trader realmente possui a competência necessária para escolher adequadamente e fazer dinheiro via ações, fundos e etc. Nosso dinheiro é ganho de forma tão suada, que o medo de perdê-lo nos deixa presos a renda fixa.

Juliana
Visitante
Juliana

Eu considero este site um divisor de águas na minha vida financeira principiante. Muito obrigada. Parabéns por nos ajudar.

Natalia
Visitante
Natalia

Como sempre uma leitura espetacular!

Adrian
Visitante
Adrian

Obrigado Leandro por todo o material que você disponibiliza. Estou estudando administração (já estou na metade do caminho) e cada dia consigo apreciar e aproveitar mais os seus artigos mais avançados. Quero destacar que você foi um dos maiores motivadores para eu estar fazendo a carreira de administração, mesmo sabendo que precisava investir em minha educação financeira não conseguia vencer essa Resistência. Esse ano ainda pretendo ler todos seus livros de educação financeira e investimento em imóveis, e fazer o curso Resistência. Você me motivou e o segue fazendo. O seu trabalho é de grande valor para a sociedade. Obrigado por tudo, de coração.

Abelardo Ladeia Filho
Visitante
Abelardo Ladeia Filho

Leandro, tenho cem mil reais aplicados em LCA a base de 0,86 do CDI e aí eu lhe pergunto: Vale mais a pena continuar com essa aplicação em LCA a base de 0.86 do CDI ou resgatar e aplicar na poupança? Antecipamnte eu lhe agradeço, Abelardo

Cristiane
Visitante
Cristiane

Excelente texto! Contudo nao consegui entender qual é a conclusão. Com o atual cenário de redução da Selic, qual o sua recomendação? Renda variável que possui maiores riscos e maior rentabilidade ou manter os investimentos em renda fixa, apesar dos baixos rendimentos para o BRASILEIRO? Obrigada.

Diogo
Visitante
Diogo

Ainda em relação ao comentário anterior. Mesmo que a gente estude por de fontes de alta qualidade é extremamente difícil sistematizar de forma prática toda a informação que obtemos por meio de dezenas de livros e curso. Além disso é muito complicado para pessoas como eu, que tem que estudar muito para montar aulas e estudas as coisas relativas ao próprio trabalho, passar muito tempo estudando sobre como investir na bolsa e ficar acompanhando esse investimento. Será que a recomendação, no caso, seria seguir as dicas daqueles especialistas das infomoney ou do grupo empiricus que estão sempre indicando aquelas ações, fundos, COEs, etc que estão com maior potencial de rendimento, uma vez que esses grupos estão sempre dizendo, ano a ano, os ganhos que os investidores, que seguiram as recomendações deles, tiveram naquele ano? O seu conselho de parar, sentar e estudar sobre renda variável é o mais correto Leandro, mas na prática no dia-a-dia não depende só de interesse do estudante, depende de tempo, esse sim um recurso cada vez mais escasso nessa nossa vida. Afinal temos q ter tempo para nossa mente, nosso corpo, nosso espírito, nossa família, nosso trabalho, nossos projetos… onde encaixar mais tempo para estudar o suficiente para a bolsa. É muito difícil isso.

InvestidorInvisivel
Visitante
InvestidorInvisivel

Claro e direto. Obrigado, Leandro!

Marcio
Visitante
Marcio

Excelente texto. Gostaria de informações a respeito cursos sobre investimentos.

O ideal seria uma graduação ou especialização? Ou Cursos de formação de investidores?

Gostaria de aprender melhor sobre mercado, investimentos, cálculos, etc.

Obrigado

Jacqueline Pinheiro Costa
Visitante
Jacqueline Pinheiro Costa

obrigada Leandro! É verdade…as corretoras estão por aí dizendo que a selic é a nova poupança. E, pelo que vi, o relatório do tesouro ainda demonstra que a selic ainda anda em ‘alta” por aqui. Sua venda hoje superou o IPCA. Tenho uma dúvida: por qual razão os não- residentes compram, em sua maioria, os títulos préfixados? .. abs

Bruno
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Bruno

Obrigado pelas informações, Leandro.

Uma dúvida. No texto, está escrito “A renda fixa continua sendo o melhor investimento para aquele dinheiro que você não pode ou não quer expor ao risco”. Mas debêntures, por exemplo, é uma modalidade de renda fixa que pode expor o investidor a um risco considerável, certo? Ou você considera muito baixa a chance de uma debênture não ser honrada, e por isso considerou a renda fixa (como um todo) indicada para quem não quer se expor a risco?

Frederico Bicalho
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Frederico Bicalho

Como não tenho conhecimento suficiente para ainda investir em renda variável, a forma que encontro de suprir essa queda na renda fixa é aumentando minha renda e aumentando os aportes, seja em TD IPCA ou alguns CDB’s que ainda pagam mais de 6%.

Jean
Visitante
Jean

Excelente artigo, Leandro. Sempre muito esclarecedor.

Boa parte do conhecimento e instruções de educação financeira devo a você.

Parabéns pelo seu trabalho e obrigado por ajudar a me fazer enxergar que temos sim uma escolha quando se trata de finanças.

Sucesso.

Fabio Galante Mans
Visitante
Fabio Galante Mans

Tudo bem Leandro, faço investimento somente em renda fixa, no seu ponto de vista é ruim??
Tenho 47 e não faz muito tempo que comecei a investir, somente uns 3 anos e não quero me arriscar na renda variável, estou pensando de forma errada?

Obrigado.

João
Visitante
João

Boa tarde Leandro, na parte Dinheiro sem risco, quinto parágrafo e quinta linha, acho que ficou falta do a palavra “que”.

Muito obrigado por mais está aula.

Cícero
Visitante
Cícero

Para médio e longo prazo sugiro fundos multimercados e fundos de ações.
O Tesouro Direto já está no fundo do tacho, mas ainda aceitável.

Fernando
Visitante
Fernando

Leandro,
O que vc acha da estratégia “buy and hold” (Ir comprando ações aos poucos de boas empresas, independentemente do preço da ação, e ficar sem vendê-las pelo maior tempo possível, enquanto as empresas permanecerem boas)?

karina
Visitante
karina

Leandro, você já está preparando um novo livro para nos educar sobre a renda variável?

Fabio
Visitante
Fabio

Oi Leandro, estou pensando em começar a investir em ações. Penso em fazer os primeiros aportes no BOVA11 e depois estudar como se analisa boas empresas para investimento.

Tarcisio Viana Junior
Visitante
Tarcisio Viana Junior

Como sempre DEMOCRATIZANDO a educação financeira com muita sabedoria. Parabéns.

Alan
Visitante
Alan

Sempre me emociono com seus textos! Tão bem escritos que fico boquiaberto. Comecei a estudar a bolsa (site do B3 educação, antigo IBM&Bovespa) e sigo o raciocínio de adequar meu projeto futuro (independência financeira), com o tempo previsto (10 anos) e meu perfil de investidor (consigo sofrer algumas perdas mas não sou conservador). Observando o texto, devo ainda focar somente 5% dos meus investimentos em ações ou seria melhor aportar um pouco mais na renda variável?

Daniel Lima
Visitante
Daniel Lima

Muito bom, como sempre!
Parabéns pelo papel social que você tem na vida de tantas pessoas (incluindo a mim).

Abraços,
DL

Paulo
Visitante
Paulo

Boa noite Leandro. Eu sempre acompanho seus artigos, parabéns.Ano passado eu ainda era um investidor conservador pois ainda estava analisando como funcionava o mercado de renda variável. Ao longo dos meus estudos precisei aprender qual a importância em se fazer análise fundamentalista onde é relevante o entendimento dos balanços e indicadores financeiros das empresas para poder tomar decisões melhores na hora de investir em ações. Também foi necessário fazer a distinção entre ser um trader ou investidor de longo prazo. Através da analise fundamentalista eu cheguei a conclusão que nós precisamos ser o protagonista de nossos desenvolvimento e só através do conhecimento podemos adquirir sabedoria e maturidade para fazermos melhores escolhas. Pelos fundamentos de uma empresa podemos identificar quais as empresas apresentam boas governanças, contas equilibradas e se são boas pagadoras de dividendos, ou seja, quais companhias apresentam resultados sólidos ao longo dos anos. Dessa forma, podemos nos tornarmos sócios destas companhias sólidas e consequentemente veremos nosso patrimônio crescem junto com a empresa.

Paulo
Visitante
Paulo

Eu gostaria de agradecer este espaço que você disponibiliza para os pequenos investidores e aproveitar o seu vasto conhecimento no mercado de ações e tirar algumas dividas. Empresas sólidas como AMBEV, ITAÚ, BRADESCO, WEG, GRENDENE, PORTO SEGURO, RENNER , ENGIE etc consideradas as melhores da bolsa podem vir a falir em algum momento ou isso é impossível? Qual o melhor quantidades (setores) de empresas para diversificação? Eu posso investir nessas empresas visando a aposentadoria (fazendo aplicação constantes)? Muitos investidores(Warren Buffett e Luiz Barsi) dizem que é melhor investir em empresas solidas e lucrativas do que em renda fixa, o que você acha?

paulo henrique ribeiro
Visitante
paulo henrique ribeiro

Realmente esclarecedor. Triste saber como os grandes Bancos nos roubam com suas taxas exorbitantes. Entrei, há pouco pra uma corretora e fiquei estarrecido com seu esclarecimento, de que elas não cobram taxas, mas ganham com a migração de nosso dinheiro e com a venda de relatórios. Será que saí de um crocodilo pra cair na boca de um tubarão?

souza
Visitante
souza

Mais uma vez, parabéns pelo excelente artigo e escrita imparcial. Essa análise de longo prazo, entendendo o contexto da economia, é um caminho bom a ser tomado, mas somente para quem sabe o que está fazendo (como você corretamente citou). Nós brasileiros precisamos aprender mais sobre investimentos em renda variável, não esquecendo que esses investimentos estão atrelados ao “mundo real”, são empresas que estão funcionando e sofrem com as interferências do governo, da economia, etc.

Conheço uma pessoa que trabalha numa empresa no ramo de bebidas, suas ações nos último 20 anos subiram mais de mil por cento, ou vi ele dizer que a empresa não ta dando conta da demanda, que vai abrir mais fábricas, mas o que acho curioso é que nenhum funcionário de lá investe um centavo nas ações da empresa, pura ignorância.

Alexsandro S Santana
Visitante
Alexsandro S Santana

Oi Leandro, atendendo a pedidos de nós leitores você gentilmente nos brindou com mais um excelente artigo, valeu!

Atualmente depois de apenas um ano de interesse em Educação financeira e em investimentos de forma geral, acredito muito em Renda Variável como formação de patrimônio, desde que, claro, a pessoa estude bastante e sempre disponibilizando um valor que não vá lhe fazer muita falta caso perca ou precise para algo, como comprar um carro ou reformar a casa e etc. Acredito mais ainda na formação de uma carteira bem equilibrada onde tenha espaço para investimentos de baixíssimo risco, médio risco e alto risco, cada um em uma proporção de acordo com o perfil do investidor e do momento do mercado, muitas vezes é o próprio mercado quem diz como sua Carteira deve ser formada
. Leandro desculpe minha ousadia em discutir tal assunto, sou iniciante mas acho que também é uma forma de aprender, e tudo que falei acima estou tentando colocar em prática, iniciei como quase todo investidor com Tesouro direto e atualmente estou focado em Renda Variável, ainda estou tentando formar minha carteira pois como você sabe requer uma certa quantia de dinheiro para atingir, creio que estou na metade do meu caminho na carteira de renda variável, depois quero adquirir FII e ai formar uma carteira com RF, RV e FII.

Marcelo Williams
Visitante
Marcelo Williams

Ontem era devedor, e não poupava. Resolvi estudar. Conheci o CP. Hoje invisto em RF e foco no aumento do meu aporte. Ainda não iniciei na RV, mas certamente investir inicialmente com a mentalidade de aprendizado é uma excelente dica para diminuir meus temores. E sim, a busca pelo Conhecimento ainda é o melhor investimento, e isso demanda tempo. É inexorável.

Obrigado Leandro.

Daniely
Visitante
Daniely

Obrigada por mais uma excelente aula Leandro. Já que foram mencionados aqui nos comentários você não pensa em escrever um artigo sobre os ETF’S? Suas vantagens e desvantagens em relação ao investimento em ações individuais, como são compostos os principais e seus riscos e retorno?

Marcelo
Visitante
Marcelo

Boa noite, Leandro! Gosto muito de suas análises financeiras, sobre tudo sua idoneidade! Acompanho minha carteira dia a dia e percebi algo muito estranho!!! do dia 28 de fevereiro para o dia 1 de março o rendimento diário caiu pouco mais de 10%. Aguardei até o dia 2 de março e continuou com o mesmo valor, ou seja manteve-se mais de 10% de queda. Saberia me dizer o porque dessa redução dos juros?.Tendo em vista que minha carteira de Renda fixa é composta de parte de Pré-Fixado, CDI e IPCA +… Obrigado!

Daniela
Visitante
Daniela

Olá Leandro,
Sou nova no mundo dos investimentos, comecei a estudar sobre o assunto esse ano e estou cada vez mais interessada em aprender mais.
Estou me preparando pra investir e montar minha reserva de Emergência e a partir daí criar minha carteira de investimentos.
Li seu artigo e me envolvi com a riqueza das informações…
Gostei muito e vou continuar acompanhando suas publicações.

Obrigada

Eduardo Lucas
Visitante
Eduardo Lucas

Mais um ótimo artigo! Comprei seus livros sobre investimento, não me arrependi. Estou terminando de ler o terceiro, penso que esse artigo serve pra atualizar o que está tão bem escrito nos livros. Gostaria tb de ler um artigo seu sobre ETF. Gostei de ver sua opinião num comentário acima sobre BOVA11, um assunto que poderia ser abordado tb em algum momento.
Parabéns pelo trabalho!

Silva
Visitante
Silva

Obrigado por contribuir com seus conhecimentos. Seus artigos e livros são verdadeiros manuais de sobrevivência do sistema econômico.

Abraço 😉

Antonio Nobre
Visitante
Antonio Nobre

Olá Leandro, creio que não esteja cansado de receber parabéns pelo excelente trabalho feito aqui no Clube dos Poupadores, então, Meus Parabéns, pelo excelente trabalho!
Encontrei muitos artigos sobre o Tesouro Selic, LCI e rende fixa em geral, tudo isso está minuciosamente detalhado, com exemplos e cálculos, mais sinto falta deste detalhamento em RV, li um comentário seu, que há pouca procura pelo assunto, pretende detalhar mais este assunto no futuro, com temas ou curso?

Lucas
Visitante
Lucas

Leandro, obrigado pela postagem. Poderia um dia escrever sobre investimento produtivo e investimento financeiro e sobre ativos reais e ativos financeiros?

As vezes me pego pensando se nao devo “proteger” parte do meu patrimonio, colocando-a “fora” do sistema financeiro. O que achas?

Franco
Visitante
Franco

O grande problema com o seu artigo eh que induz os seus leitores a investir em ações agora, quando já esta precificado tal recuperação da economia que você descreve!

Não teria um pouco mais utilidade se fosse escrito o seu artigo exatamente um ano antes?

Marcos Ferraz
Visitante
Marcos Ferraz

Mas falta na sua analise a comparação do IBovespa x CDI.

O desempenho do CDI seria muito melhor do IBovespa, com muito menos risco!

Irlan
Visitante
Irlan

Congratu-lo pelo texto, Leandro!
Nós, brasileiros, nos orgulhamos de sermos uma das nações com a maior taxa de juros do mundo. Entretanto, após ler diversos comentários sobre artigos financeiros, fica evidente que, para termos bons rendimentos em nossos investimentos dependem muito da conduta ética governamental. Uma vez, escrevi em um grupo de amigos e comentam sobre finanças, que não adianta nos orgulharmos de sermos um dos países mais “taxudos” do mundo, tendo em vista que, a massa está terrivelmente descapitalizada e falida. As taxas apenas beneficiam os Grandes Investidores Estrangeiros e o que me chamou atenção foi alguns indivíduos do grupo dizer que haviam jamais pensado no que argumentei. Medito: como é fácil ludibriar o brasileiro, que pensa estar indo de vento em polpa, quando na realidade, trata-se de uma brisa que jamais movimentará barco algum. Na verdade, nesses países apenas se beneficiam de rendimentos em investimentos aqueles que possuem salários de dez a vinte mil reais para cima.

Aline
Visitante
Aline

Olá Leandro! Como muitos relatos aqui, eu também abri minha conta numa corretora graças às suas orientações, obrigada e parabéns pelo ótimo trabalho!
Lendo seu artigo, me surgiu uma mais uma dúvida: tenho aplicações de valores que variam entre 1000 e 15000 em LCs, CDBs, LCIs e LCAs com rendimentos que variam entre 95% e 122% do CDI com prazos que variam de 360 a 1800 dias. A minha dúvida é se vale a pena resgatar esses título antes do prazo para reaplicá-los com maior rendimento, visto que hoje há oferta de títulos de renda fixa pagando em torno de 130% do CDI?

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