Bolsa de Valores: Perder dinheiro no Longo Prazo

Você acreditou naquela história de que ações são bons investimentos de longo prazo? Você conhece pessoas que já perderam muito dinheiro esperando o longo prazo chegar? Todo problema começa no conceito de longo prazo. O que é longo prazo? Para uns pode ser 10 anos. Para outros pode ser 50 anos. Vamos ver três casos diferentes:

Rentabilidade na bolsa nos últimos 10 anos: Se você tivesse investido no Índice Bovespa em julho de 2005 teria em 2015 uma rentabilidade de mais ou menos 101,47% (fonte). Se tivesse feito algum investimento de renda fixa com rendimento igual ao CDI (taxa DI) sua rentabilidade teria sido de 191,39% (CDB, LCI, LCA, etc). Se o investimento tivesse a mesma variação da Taxa Selic (como o título Tesouro Selic) sua rentabilidade teria sido de mais ou menos 193,26%. Concluímos que o resultado médio da bolsa nos últimos 10 anos foi muito inferior ao resultado da renda fixa (CDB, LCI, LCA, títulos públicos, etc). Por incrível que pareça o Índice Bovespa perdeu até para a caderneta de poupança que no mesmo período teve uma rentabilidade de 103,33% (poupança antiga). Isto se explica pelos juros elevados no período e o desaquecimento da economia.

Rentabilidade na bolsa nos últimos 20 anos: O economista Samy Dana fez um estudo para a Folha de São Paulo mostrando que a renda fixa ganhou da bolsa de valores nos últimos 21 anos (fonte). O Samy identificou que para qualquer janela de tempo considerada (dentro dos 21 anos), a renda variável (ações) perdeu para a renda fixa. Em dez anos, a bolsa foi melhor em 44% das 2.761 combinações realizadas. Já para 15 anos, a vantagem cai para 23%. O gráfico abaixo foi criado pelo Samy e ilustra o percentual de vitórias da renda fixa e da renda variável (ações negociadas na bolsa) nos últimos 21 anos.

Longo prazo de 50 anos (a coisa muda!):

Para grandes investidores o longo prazo é realmente muito longo. Podemos chamar de longuíssimo prazo. Para eles o longo prazo pode representar uma vida inteira. É assim que a bolsa é vista por investidores que hoje são vovôs bilionários. É o caso do Warren Buffett que é um vovô americano de 84 anos que possui US$ 72 bilhões no bolso (seus herdeiros agradecem). Da mesma forma pensa o Luiz Barsi Filho que é outro vovô de 75 anos e que possui mais de R$ 1 bilhão em ações na bolsa brasileira, sendo considerado um dos maiores investidores pessoa física do Brasil.

Será que o segredo estaria na paciência para investir em boas empresas no longuíssimo prazo?

O gráfico abaixo mostra que nos últimos 52 anos (entre 1963 e 2015) a bolsa teve 4 grandes movimentos de alta e 3 grandes movimentos de baixa. No momento em que escrevo este artigo estamos vivendo o que provavelmente será o quarto grande movimento de baixa dos últimos 50 anos. Olhe o gráfico abaixo com muita atenção. (fonte do gráfico).

A primeira grande tendência de alta aconteceu entre maio de 65 e junho de 71 com alta de 2.931% em 6 anos. Foi durante este ciclo de alta que o investidor (hoje escritor e professor) Márcio Noronha ficou milionário (fonte). Ele começou a investir na bolsa justamente no início de um forte ciclo de alta. Nestas condições qualquer iniciante consegue ganhar dinheiro na bolsa. Foi o que eu pude assistir entre 2002 e 2008. Pena que naquele tempo eu não estava preparado (pouco conhecimento e pouca experiência) para aproveitar as oportunidades.

Como você pode ver no gráfico acima a grande tendência de alta aconteceu entre o ano 2002 e 2008. Foram 5 anos e 7 meses de forte alta na bolsa. A alta acumulada no período foi de 2.051%. Isto significa que se você tivesse investido R$ 10.000,00 em 2002 teria em 2008 a quantia de R$ 205.100,00. Se tivesse investido R$ 100.000,00 teria multiplicado seu patrimônio até atingir R$ 2.051.000,00

Vivemos uma tendência de queda:

Já faz alguns anos que a bolsa está caindo. Estamos passando por inúmeras crises. Crise de confiança, crise fiscal, crise econômica, crise política, crise moral, etc. Tudo isso afeta o ambiente de negócios das empresas e afasta investidores.

No gráfico é possível perceber que por pior que seja a crise a bolsa nunca cai para sempre. Sempre chega o dia da reversão de tendência. Em algum momento no futuro a bolsa e a economia irão se recuperar. Quem estiver preparado, ou seja, com dinheiro no bolso (acumulado na renda fixa) e conhecimento na cabeça (através de cursos, livros, experimentos, etc) saberá o que fazer no momento certo.

Conselhos do Vovô Bilionário:

Em uma reportagem da Business Insider o vovô Buffett descreveu quatro regras que ele segue antes de investir nas ações de empresas com foco no longo prazo:

1) Buffett olha quem são as pessoas que estão nos cargos mais elevados da companhia. O modo como o direção faz a gestão dos negócios interferem em todo os segmentos da empresa. Ele sabe identificar um bom líder. É importante que exista o compromisso de manter as dívidas da companhia sob controle. Isto pode ser feito acompanhando as decisões passadas. Isso tudo dá a ele uma boa ideia do risco da empresa em que pretende investir. Vamos pegar o exemplo da Petrobras. O atual presidente é o Aldemir Bendine. Ele foi presidente do Banco do Brasil e esteve envolvido em situações estranhas e comprometedoras (como você pode ver aqui). Quando você escuta um áudio com este que foi publicado no site deste jornal não tem dúvida que a direção da empresa já está sendo controlada por pessoas de comportamento duvidoso, e já faz tempo. Esconder informações dos investidores é a pior coisa que pode ser feita.

2) O segundo ponto observado por Buffett é se a empresa onde pretende investir vai ou não vai estar habilitada a vender seu produto daqui 30 anos. Vamos pegar o exemplo do petróleo. Será que nos próximos 30 ou 40 anos o petróleo será tão importante como ele é atualmente para a humanidade? Hoje temos uma corrida tecnológica na busca de fontes alternativas de energia. Existe uma preocupação ambiental crescente. Quantas empresas que existem hoje irão sobreviver diante da revolução de tecnologia que estamos vivendo? Se você pretende investir no longo prazo é importante que o negócio principal da empresa tenha boas perspectivas para o longo prazo.

3) Buffett costuma escolher ações que sejam estáveis. A empresa precisa apresentar lucros consistentes. Ele costuma consultar o resultado das empresas nos últimos 10 anos para poder ter certeza que os lucros têm sido consistentes e se as tendências caminham na direção certa. Neste sentido Buffett jamais teria investido em empresas como a do Eike Batista. Eram empresas pré-operacionais que não apresentavam lucros e nem tinham histórico que pudesse ser avaliado.

4) Antes de comprar, Buffett calcula o preço justo da empresa. Isto significa avaliar quanto ela vale hoje e quanto valerá no futuro. Ele sempre está buscando boas ações com preços promocionais. Por isto grandes investidores como o Luiz Barsi comemoram quando a bolsa entra em um forte ciclo de baixa. É neste momento que eles conseguem garimpar as ações de boas empresas que estão sendo vendidas por preços abaixo do seu verdadeiro valor.

O gráfico abaixo mostra o movimento da bolsa americana com suas altas e baixas junto com informações sobre as crises no decorrer da história.

Você deve ter percebido que para seguir estas quatro regras é necessário que você tenha conhecimento técnico, experiência e compreensão sobre o funcionamento das ferramentas de avaliação. As quatro dicas são simples… para quem está preparado. Por isto é importante dedicar tempo se preparando antes de investir na bolsa de valores com foco no longuíssimo prazo.

Hoje a renda fixa vive um bom momento (juros crescentes), só que não será assim para sempre. Você deve aprender a obter bons resultados em renda fixa (títulos privados e títulos públicos), mas também deve aprender a investir na renda variável (bolsa de valores, imóveis, fundos imobiliários, etc) para aproveitar o próximo ciclo de alta.

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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marcio
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marcio

oi Leandro !td bem ,gostaria que vc falace um pouco dos ETFs ,eu pretendo investir nus ETFs bova11 e ivvb11, oque vc acho da minha escolha ?

obgd.

Agton
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Agton

Excelente artigo! O bom investidor sabe surfar a onda do momento.

LAP
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LAP

Leandro,

Muito bom o artigo. No entanto, temos que ter cuidado com algumas informações. Quem investe na bolsa de valores de forma séria e consciente, jamais poderá considerar o IBOV como índice de referência.
O IBOV não é adequado para isso, uma vez que ele contém ações de muitas empresas que são verdadeira porcarias. Para se ter uma ideia, até pouco tempo as ações da OGX faziam parte desse índice. Então, o IBOV não é benchmark pra nada. Na verdade, ao selecionar suas empresas, cada um vai ter o seu índice de referência, composto pelas ações que você possui em carteira.
O segundo ponto é que o capital estocado (renda fixa) não pode ser mais rentável que o capital produtivo (alocado às empresas). O capital produtivo gera valor, enquanto o capital estocado paga juros. Há uma grande diferença nisso. Mas para que se obtenha ganhos na bolsa de valores, concordo com o que você disse: é necessário conhecimento para investir na Bolsa. O que eu não acho adequado é dizer que a Bolsa de valores obteve rentabilidade inferior à renda fixa em quase todos os cenários! Com certeza não. Isso só é verdade se a comparação for feita com o IBOV. Se pegar o IDIV ou um índice próprio (obtido a partir de boas ações) tenho certeza que a história é bem diferente. Fiz questão de fazer essas observações porque é importante que as pessoas não sintam medo de investirem na Bolsa. A ressalva que faço é que, antes de entrarem, estudem muito sobre o assunto, com bons livros e fazendo bons cursos. A renda variável hoje no Brasil é muito prejudicada, pois há mais ruído que informação sobre o assunto. Ao meu ver, esse afastamento do pequeno investidor do capital produtivo é muito ruim para o Brasil. Naturalmente que a renda fixa, no atual momento, também está com uma rentabilidade muito boa. No entanto, com boas ações, com uma estratégia e muita disciplina afirmo que é possível sim superar (e muito) qualquer investimento na renda fixa hoje.

Grande abraço e parabéns pelo seu trabalho!

Sou leitor assíduo do Clube dos Poupadores, uma vez que aqui se aborda assuntos sobre os quais sempre mantive forte interesse.

Cristiano
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Cristiano

Leandro Àvila, excelente artigo! Você sempre é muito preciso e sereno em seus artigos. Muitos blogs não conseguem conquistar mais do que umas duas visitas minha, e o seu a cada artigo me conquista mais! Parabéns

Janete Clara
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Janete Clara

Uso essas mesmas palavras do Cristiano. Você é muito preciso e sereno nos seus textos. Sem falar no seu blog, cativa mesmo, não é cheio de propagandas e com textos subjetivos. Já até disse, que você Leandro tem o dom da oratória nos dedos 😛
Torna assuntos complexos em um texto prazeroso de se ler. Mais uma vez parabéns!
Pretendo sim no futuro investir na Bolsa de Valores, será muito interessante seu próximo artigo sobre ETF’s (Estou inicialmente pensando em investir nessa linha). Gostaria se possível indicasse alguns sites/ cursos/ livros para aprender mais sobre renda variável. Att, Janete

Augusto
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Augusto

Olá Leandro, não conhecia seu blog que é muito bom por sinal!
Achei muito interessante esse levantamento que você fez, e fica mais que claro a importância de se entender melhor quais ações comprar para o “longo prazo”, pois se analisarmos apenas o Ibov, vem junto várias ações péssimas.
Mas como você mesmo disse, é muito importante seguir esses 4 conselhos.

Parabéns pelo texto e pelo blog.

Abraços

Ivo
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Ivo

Excelente artigo Leandro!

THIAGO AUGUSTO PINTO
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THIAGO AUGUSTO PINTO

Por uma questão metodológica e didática, abdiquei no momento de investir em Bolsa de Valores (BV). Resolvi investir em RF. Havia comprado um e-book do André Fogaça ( excelente material) para iniciar, porém está guardado, após ler alguns módulos.
Na minha opinião, investir em BV requer muito estudo e pesquisa para que você consiga atingir seus objetivos por haver muitas variáveis envolvidas, principalmente neste país que samba na cara de todos Nós.
Há uma atmosfera de indicadores que são “placebos” e neste sentido, investir na BV está por vir em momentos posteriores, claro, sem pensar no efeito manada. Desta forma, vejo que o momento é para estudar e não para investir.

HELENA CANTANHEDE
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HELENA CANTANHEDE

Obrigada, gosto muito do que você escreve ainda estou me preparando para investir, por isso, por enquanto estou somente na leitura seguindo seu conselho.

Bernardo
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Bernardo

Creio que o melhor da bolsa é esperar uma boa janela de entrada.
longo prazo é discurso de livro de “como ficar rico” para vender exemplares (e de fato ficar rico).
Analisando o passado fica tudo muito claro, mas quando o tema é renda variável, de fato nao se pode prever o futuro.
Abs.

Fernando
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Fernando

Vai demorar ainda pra bolsa brasileira começar a crescer de forma sustentável. Quando o FED começar a subir os juros o capital internacional vai migrar em grande parte para outras praças. Tem que esperar chegar essa fase, que será quando a bolsa estará bem baixa, para começar a comprar ações.

Thales
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Thales

Ótimo artigo novamente, Leandro. Mesmo no Brasil, no longuíssimo prazo a bolsa consegue ser muito atrativa. Mas é incrível que no período de maior estabilidade econômica (pós plano real, 20/21 anos), a bolsa perca da renda fixa. Isso se dá, principalmente, porque o Estado é enorme, o qual sempre se vê obrigado a manter juros altos para consertar seus erros e assim dificulta o crescimento real das empresas. Hoje foi um dia triste para a economia, os ministros – que praticamente não têm culpa – não conseguem cortar os gastos (governo arrecada mais de 1 trilhão e não consegue economizar 66 bilhões), o superávit será ridículo (se é que haverá), provavelmente perderemos o grau de investimento, bolsa despencando, taxas de títulos públicos subindo para se tornarem atrativas pro investidor, elevando a dívida pública no longo prazo. Infelizmente, a maioria da população não se dá conta da perspectiva terrível em que estamos. Torçamos. Abraço.

Gabriel
Visitante
Gabriel

Parabéns Leandro por mais um excelente artigo.
Este é um assunto que muito me interessa, inclusive, estou investindo boa parte do meu tempo estudando bolsa de valores. Estou lendo o livro O investidor inteligente, e recentemente adquiri o curso Arvore da Riqueza, do André Fogaça. Acredito que o Value Investing é a melhor maneira para se investir em ações, e como você bem colocou, estamos possivelmente diante de um momento de baixa da bolsa. Pode ser esta, uma excelente oportunidade para a compra de boas ações.
Hoje aplico na renda fixa de forma consciente, e pretendo fazer o mesmo na renda variável.

Obrigado por compartilhar de forma clara e inteligente, o seu conhecimento e experiência.

Luciano
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Luciano

Obrigado por compartilhar seus conhecimentos!

Marlon
Visitante
Marlon

Olá Leandro, muito bacana o artigo!
Eu gosto muito de investimentos e estou buscando aprender mais sobre. Tenho apenas produtos de renda fixa e ainda estou estudando algumas empresas para adquirir ações.
Acho que a comparação apenas com Bovespa seria equivocada, pois se você investir de forma semelhante ao Buffet dificilmente você estará comprando os papeis mais movimentados e mais conhecidos (do índice Bovespa, por exemplo), mas sim em ações de boa qualidade. Acredito que essas dariam melhores resultados no médio e longo prazo.

Decio Jose da Costa Junior
Visitante
Decio Jose da Costa Junior

Obrigado por sua explicação guardei as dicas para quando começar a investir na bolsa possa por em pratica , continue a nos enviar informações como esta que são muito importantes para quem esta começando a aprender sobre investimentos.

Jean
Visitante
Jean

Excelente artigo! Aprendendo muito neste site de excelente conteúdo. Recomendo!

Investidor Disciplinado
Visitante
Investidor Disciplinado

Sempre que alguém quer desmerecer bolsa usa o Ibovespa, que é um índice que contém um monte de empresas ruins. Não faz sentido e dá uma idéia errada ao “leitor iniciante” (o qual você citou em um comentário).
Você pelo menos poderia citar que investidores que tem o mínimo de conhecimento em bolsa vão investir em empresas bem escolhidas, com fundamentos, formando uma carteira que nada tem a ver com Ibovespa.

Aprendiz Investimentos
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Aprendiz Investimentos

Leandro Ávila,

Excelente!

Diversificação é um assunto recorrente, que todo mundo fala, e não é por acaso. É muito complicado identificar o momento de alta ou de baixa da bolsa, acertar o fundo ou o topo. O caminho, então, é se posicionar nos mais diversos tipos de investimentos, assim você se beneficiará do ciclo de alta de todos eles.

Embora outro grande investidor da bolsa brasileira, Lírio Parisotto, seja contrário à diversificação, é inegável que não há maneira melhor de lidar com os investimentos.

Felipe Noah
Visitante
Felipe Noah

Leandro, parabéns pelo site! Leio sempre!

Você pretende lançar um artigo sobre a questão da especulação no Tesouro Direto? Cada vez mais temos visto cursos online oferecendo rentabilidade “acima de 30%” no Tesouro Direto, mas há um receio em adquirir e aplicar tais métodos. Se você achasse interessante, poderia falar um pouco sobre essa questão. Acho que seria muito bom ouvir alguém com experiência e ao mesmo tempo imparcial.

Darien
Visitante
Darien

Olá Leandro, acompanho seus artigos há bastante tempo e gosto muito mesmo do que v escreve. Já coloquei em prática muitos dos seus ensinamentos. Continuo estudando e agora estudo bolsa de valores tbem. Gostei do artigo, mas achei lamentável e suspeito o fato do economista Samy Dana ter negado acesso ao estudo. Acho que ele deve ter tido uma experiência negativa com renda variável variável e deve guardar algum ressentimento. E o pior é que já vi ele falando desse estudo na Globonews, mas nunca me convenceu! Parece que gosta mesmo é de aparecer!

Rodrigo Veronezi
Visitante
Rodrigo Veronezi

Olá Leandro, parabéns por mais um ótimo artigo.
Confesso que ainda não estou apto a discutir sobre a Bolsa de Valores, mas o que tenho percebido é que, de forma geral, diversos economistas têm dito que a modalidade passa por um período complicado.
Fica uma singela proposta de abordagem para futuras publicações, artigos que expliquem também os conceitos básicos de renda variável (um beabá mesmo), para que eu e outros iniciantes possam começar a ver a BV com outros olhos, mais esclarecidos e educados.
Ressalvo que boa parte do meu conhecimento em renda fixa foi adquirido através do seu projeto. Sou muito grato por isso.
A sua metodologia de aprendizado é incrível e nos estimula buscar mais e mais a educação financeira.
Grande abraço!

Júlio César
Visitante
Júlio César

Bom dia, Leandro.
Comparando os ciclos atuais com os últimos 50 anos, não acha que os ciclos atuais são mais voláteis e fragmentados em função da globalização (riscos e boatos globais) e do avanço tecnológico (maior facilidade para especulações e operações Day Trade)?
Parabéns pelo artigo.

Gustavo
Visitante
Gustavo

Leandro boa tarde,

Estou estudando a contratação de um financiamento de imóveis e tenho a possibilidade de conseguir um juro anual “baixo”, próximo de 9% a.a. de CET por ser servidor público. Desta maneira, você acha interessante contrair o financiamento pelo maior período possível (parcelas menores) e com entrada “mínima”, de modo a investir o dinheiro economizado na entrada e nas parcelas mensais em um investimento financeiro que renda em torno de 12 a 14% a.a. (pelo menos)?

Helcio
Visitante
Helcio

Olá,

Gostaria só de salientar alguns pontos que até foram já escritos anteriormente. Ibov puro e simples diminui todo o mundo da renda variável. E os dividendos? E o reinvestimento destes? E os futuros? Enfim. Outra coisa: ibov hoje começa a se distanciar de petro e vale, mas o que foi até então? Commodities e seus ciclos. Temos hoje Ambev, Brasil Foods, Embraer, Pão de Açúcar, Cielo, Cetip, Itaú, Bradesco, só pra citar algumas empresas muito boas de fundamentos que estão desligadas desse ritmo. Também nunca desconsidere que estamos no pódio dos países de maior taxa de juros reais do mundo! Somos uma idiossincrasia! Até quando isso vai ser suportável ou sustentável? Isso serve num prazo curto, nas crises que sempre assolam nosso país, mas olhando num horizonte muito maior, será? Enfim, eu acho essa comparação injusta. Não acho que renda variável seja para enriquecer alguém, muito menos da noite para o dia, mas ignorar essa posição eu acho um mal maior. Abraço.

Roni
Visitante
Roni

Prezado Leandro
Gostaria de parabeniza-lo pelo artigo. Excelente. O seu site e os assuntos q aborda são todos de excelente qualidade. VC escreve muito bem. Sou professor universitário, da área de química, e estou constantemente oferecendo cursos de extensão sobre investimentos (gratuitos) para os meus alunos. A moçada tem que aprender sobre a importância de poupar, estudar e saber investir. Índico sempre o seu site nos meus cursos.
O seu trabalho neste site Leandro eh muito importante. Só conseguiremos evoluir a economia do nosso país se o nosso povo parar de ser consumista e priorizar a qualificação e a formação de poupança. Um grande abraço e uma excelente semana. Saiba q tem por aqui um leitor muito assíduo, e que o que aprendo contigo, também passo pra frente.

Flavio
Visitante
Flavio

Leandro parabéns pelo artigo. Como dito por alguns acima o IBOV não é parâmetro para comparação. A Ambev é um excelente exemplo para compararmos com a RF, ela cresceu apenas 4 mil % em 20 anos.

http://exame2.com.br/mobile/mercados/noticias/ambev-e-a-acao-campea-dos-20-anos-de-plano-real

Jonatam
Visitante

Belíssimo Post, Leandro.

Parabéns pelo trabalho!

Quando puder, passa lá no meu portal também.

Abraços
http://www.pobrepoupador.com

Marco André
Visitante
Marco André

Olá Leandro. Obrigado por mais excelente artigo. Tenho estudado bastante sobre investimentos. Já adquiri conhecimento suficiente para aplicar em renda fixa (LCA e LC) e títulos públicos. Na sua opinião, em que ordem devemos estudar os variados tipos de investimentos ? De acordo com as oportunidades ? Que autores e quais materiais você indica para iniciar os estudos sobre bolsa de valores ?

Obrigado

l3runo
Visitante
l3runo

Leandro, estou com uma dúvida.
No gráfico, no ano de 1969 (metade do ano) se for comparada com o ano de 1990, ele teria o mesmo patrimônio ? Desculpe pela pergunta parecer meio boba, mas eu não consegui entender.
Se ele tivesse investido digamos que 1kk, em 69. Ai em 90 ele teria os mesmos 1kk? Claro que no meio disso lá por 86, o patrimonio dele iria estar no “céu”. Porém essa dúvida que eu fico, ai voltando pra 1990 ele “perderia” e voltaria aos 1kk?

Obrigado !

Felipe Cardoso
Visitante

O problema é o imediatismo das pessoas e o bombardeamente de notícias de mídia que estimulam o giro do patrimônio. Resultado: pessoas tiram de um e colocam em outro lugar sob recomendação constante de analístas.

A lição de Buffet mostra que devemos olhar as empresas como se fosse nossos filhos: ver pelo seu valor e não pelo seu preço. Só assim você terá a mentalidade de longuíssimo prazo.

É praticamente colocar seu dinheiro lá e deixar quieto, o que é justamente o oposto dos conselhos por afora. Costumo dizer que não é estimulado o acumulo de patrimônio pois não paga o sistema (corretora, bancos)

É óbvio que em alguns momentos a renda fixa será melhor que a variável, outras vezes não será. O importante é saber onde está colocando o dinheiro e por que.

Se colocada em boas empresas, as ações se valorizam no longo prazo. A História mostra isso repetidamente. Crises acontecem e fazem parte do ciclo da economia. Quanto mais sólidas melhor

Rony C.
Visitante

Leandro, parabéns pelo conteúdo, espetacular!

O ibovespa é dissociado de algumas empresas boas e menos conhecidas, e investir baseado nele é complicado… faz mais sentido estudar empresa a empresa. mas isso ja da uma boa nocao para o leigo ver o potencial do longo prazo, parabens.

Você tem alguma fonte em que consegue dados historicos antigos das empresas, de 50 anos atras por exemplo? A maioria se limita aos anos 2000 para frente.

Tavares
Visitante
Tavares

Ótimo artigo bem realista. Todo cuidado é pouco com aquelas dicas secretas (só a torcida do Flamengo sabe…) de que a ação A ou B vai subir…

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