Por que investir em ações? E os efeitos da inflação

Você precisa aprender a investir em ações porque tudo indica que existem mudanças em curso que serão duradoras ou até permanentes no ambiente de investimentos no Brasil. Isso vai impactar o resultado dos seus investimentos nas próximas décadas. Vou mostrar para você o que está acontecendo.

Quando comecei minha vida profissional, mais de duas décadas atrás, era muito fácil rentabilizar os meus investimentos com juros acima de 1% ao mês. Taxas elevadas são importantes para multiplicar o seu patrimônio várias vezes durante a sua vida produtiva com o objetivo de atingir a independência financeira.

Com 12% ao ano era possível dobrar o seu patrimônio a cada 6 anos. Com 18% ao ano era possível dobrar o seu patrimônio a cada 4 anos.

No passado, não era necessário correr riscos para obter juros elevados nos seus investimentos, pois a renda fixa nos oferecia essa possibilidade. Lembro que em algumas vezes esses juros mensais atingiram taxas entre 2% e 3% em um único mês.

O problema é que esse cenário vem mudando como podemos observar no gráfico abaixo:

A linha azul representa a taxa básica de juros da nossa economia (Taxa Selic) mensal. Essa taxa define o CDI (Taxa DI) e a rentabilidade de todos os investimentos de renda fixa. A linha pontilhada vermelha é uma média da Taxa Selic mensal dos últimos 12 meses e nos mostra o movimento suavizado da taxa.  Qualquer pessoa é capaz de observar esse gráfico e identificar que existe uma clara tendência de queda das taxas mensais dos investimentos de renda fixa.

Esse fenômeno não ocorreu somente no Brasil. Todas as grandes economias sofreram uma queda significativa nas taxas de juros nas últimas duas décadas, só que em muitas dessas economias o processo de queda já atingiu taxas próximas de zero. Em alguns países, como no Japão, a taxa básica de juros é negativa (-0,10% ao ano) e isso significa que as pessoas estão pagando para deixar dinheiro nos investimentos mais seguros de renda fixa.

Observe no gráfico acima que essa queda dos juros no Brasil foi temporariamente interrompida depois de 2013, quando o governo daquela época abandonou as políticas econômicas adotadas desde o início do Plano Real que estabilizavam a economia e promoviam a queda dos juros. O resultado disso você vivenciou entre 2013 e 2016: disparada da inflação, disparada dos juros, queda no PIB e um impeachment.

Com a mudança do governo, bastou a troca das políticas econômicas para que a inflação e os juros despencassem novamente para as menores taxas já registradas na história.

Neste momento, existe uma série de reformas em andamento, que se forem realmente implementadas, podem conduzir os juros para níveis ainda menores para estimular o crescimento da economia. Veja um exemplo de notícia que fala sobre isso (fonte).

Se o atual governo e os futuros governos estiverem comprometidos com o controle dos gastos públicos, responsabilidade fiscal (gastar só aquilo que se arrecada) e com a melhora no ambiente de negócios no país (atraindo investimentos), provavelmente teremos juros baixos por muitas décadas, assim como acontece em todos os principais países do mundo.

Você pode ver a taxa básica de juros das 20 maiores econômicas do mundo visitando aqui. Quanto mais a economia do nosso país seguir padrões como os da Argentina, Turquia, Rússia e México, maiores serão os juros e a inflação no futuro (pior será para a renda variável). Quanto mais a economia do nosso país seguir os padrões dos países desenvolvidos, menores serão os juros. Grande parte dos países desenvolvidos possuem investimentos de renda fixa pagando juros menores do que a inflação. Isso inevitavelmente estimula a sociedade a fazer investimentos produtivos como abrir um negócio próprio ou investir em um negócio já existente (através da compra de ações). Quando as pessoas não conseguem rentabilidade através dos juros, elas começam a buscar os lucros.

Nos EUA, mais da metade da população tem uma parte dos seus investimentos em renda variável como ações, fundo de ações, multimercado, ETFs etc. Sem isso fica muito difícil conseguir rentabilidades acima da inflação.

No Brasil, está cada vez mais frequente a renda fixa render menos do que a inflação do mês. Observe o gráfico:

O gráfico acima mostra os juros reais mensais, ou seja, a taxa de juros com a inflação do mês descontada (linha verde).  A linha pontilhada vermelha é a média dos últimos 12 meses e através dessa média podemos ver uma tendência clara de queda com uma grande aproximação da “taxa real zero”.

Observe a quantidade de vezes que a linha verde cruzou a linha da taxa zero (linha horizontal vermelha). Isso significa que cada vez mais temos meses com rentabilidade real negativa, ou seja, cada vez mais a renda fixa registra taxas menores que a inflação do mês.

Quando isso acontecer o seu dinheiro perde poder de compra devido ao efeito da inflação. Quando os juros estão baixos e muito próximos da inflação, juros reais negativos se tornam cada vez mais comuns.

Se nos próximos 10, 20 ou 30 anos os juros da renda fixa começarem a render menos do que a inflação, de forma cada vez mais frequente, é certo que o seu projeto de poupar dinheiro para sua independência financeira ou aposentadoria ficará seriamente comprometido.

Quando o Clube dos Poupadores foi criado em 2013, os juros da renda fixa começaram a disparar como consequência de políticas econômicas que não priorizavam o controle da inflação e os gastos públicos. O país caminhava para um cenário onde os investimentos de renda fixa teriam taxas acima de 2 dígitos ao ano ou taxa mensal acima de 1%. Ainda me recordo dos investimentos que fiz em CDB que pagavam juros fixos acima de 18% ao ano ou 1,38% mensais com vencimentos longos. Quem acompanhou os meus artigos no Clube dos Poupadores naquele período e aprendeu a investir em CDB, LCI, LCA e também em títulos públicos, conseguiu taxas muito acima do que a poupança oferecia. Coleciono relatos de leitores do Clube que multiplicaram seus ganhos através da renda fixa. Veja o exemplo de uma notícia da época:

A notícia acima diz que os “investidores de renda fixa não podiam reclamar”. É verdade, foi um momento único, mas lamentavelmente grande parte dos investidores de renda fixa em 2015 estava com dinheiro rendendo muito pouco na poupança, por pura falta de conhecimento ou por um comodismo que custa muito caro. Eu chamo isso de custo invisível daquilo que não sabemos que não sabemos.

Ainda considero fundamental aprender a investir em títulos privados (CDB, LCI, LCA etc.) e em títulos públicos, pois grande parte do seu patrimônio deve ficar seguro em investimentos de renda fixa, mas devemos considerar a possibilidade de começar a aprender a investir na renda variável. Uma pequena parte dos seus investimentos em renda variável podem compensar um pouco da grande queda da rentabilidade dos investimentos de renda fixa.

O mínimo que devemos fazer é elevar a rentabilidade dos nossos investimentos para que eles continuem ganhando da inflação. Sem isso, o dinheiro que você acumular até o futuro não terá o mesmo poder de compra.

Se você tem seu e-mail inscrito aqui no Clube dos Poupadores, você está recebendo o e-mail “Resumo do mês” que estou enviando todo o dia primeiro de cada mês com um pequeno resumo de indicadores importantes e dos artigos que publiquei durante o mês. O último que enviei mostrou que os indicadores que definem a rentabilidade dos investimentos de renda fixa estão abaixo da inflação acumulada no ano. Os números vermelhos indicam taxas que perderam da inflação. Veja:

A coluna “2019” da tabela acima mostra a variação acumulada da taxa Selic, CDI, Poupança, IBovespa, Dólar e Ouro. No final da tabela temos a informação que a inflação acumulada entre janeiro e abril de 2019 foi de 2,07%. Veja que a inflação foi maior que a Selic, CDI e Poupança acumulada no ano.

A situação é ainda pior se você considerar que investimentos de renda fixa como CDB e títulos públicos pagam pelo menos 15% de imposto de renda sobre os rendimentos e que os bancos grandes não pagam 100% do CDI quando oferecem CDB, LCI e LCA. Isso faz a rentabilidade perder ainda mais para a inflação.

Se o Banco Central reduzir os juros ainda mais até o final de 2019, teremos um dos piores anos da renda fixa nas últimas décadas, principalmente se a inflação continuar elevada até o final do ano.

Eu não recomendo que ninguém invista tudo que tem em renda variável, como os investimentos em ações, pois nem mesmo os investidores que vivem em países desenvolvidos, que pagam juros próximos de zero e abaixo da inflação, fazem isso. Uma boa parte do seu patrimônio deve ser mantida em investimentos de baixo risco e somente uma pequena parte deve ser aplicada em investimentos de maior risco, como ações. Só que você só deve investir em ações quando tiver o preparo para isso.

É como dirigir um veículo. Ir andando é mais demorado, mas é a forma mais segura de ir quando você não sabe dirigir um carro. Ir de carro é mais demorado, mas é a forma mais segura de ir quando você não sabe pilotar um avião. Ir de avião é mais rápido, mas o preparo necessário para que seja seguro é o mais elevado entre todos os veículos.

No mundo dos investimentos é a mesma coisa. A forma mais segura de poupar, mais demorada para se acumular patrimônio e que não exige conhecimentos sobre investimentos, é deixar o dinheiro escondido em algum lugar da sua casa. Para acelerar a multiplicação do seu patrimônio você precisa adquirir mais conhecimentos para se expor ao risco de forma segura como: investir em títulos do governo, investir em títulos dos bancos e no último estágio investir em ações onde os riscos são maiores caso você não saiba o que está fazendo.

Eu imagino que você jamais aceitaria pilotar um avião sem ter o preparo necessário, pois seria suicídio. Da mesma forma você jamais deveria investir em ações na Bolsa sem o devido preparo, pois também seria um suicídio financeiro.

Considere a possibilidade de começar a aprender sobre como investir em ações para que você possa potencializar seus ganhos investindo uma pequena parte do seu patrimônio em investimentos de maior risco. O conhecimento e a experiência reduzem os riscos gerados pela ignorância.

Se o Brasil caminhar para décadas de juros baixos na renda fixa, teremos que buscar o conhecimento que permita diversificar nossos investimentos na renda variável para vencer a Sra. Inflação.

A Sra. Inflação sempre reduz a rentabilidade real dos seus investimentos e retira poder de compra do seu dinheiro. Ela é o maior obstáculo para acumular o patrimônio necessário para atingir a sua independência financeira no longo prazo.

Recentemente eu lancei dois livros sobre como investir em ações na bolsa. Um ensina a investir em ações através da análise técnica (conheça o livro aqui) e o outro ensina a investir em ações através da análise fundamentalista (conheça o livro aqui).  O foco do livro para os investimentos através da análise técnica é o de médio e longo prazo. Já o foco do livro para os investimentos através da análise fundamentalista é por tempo indeterminado, ou seja, sem previsão de venda das ações enquanto a empresa mostrar bons fundamentos financeiros e distribuir lucros. A parte mais trabalhosa eu já fiz por você, que foi organizar o conhecimento necessário da forma mais didática possível para quem está iniciando.

Provavelmente teremos cada vez mais artigos gratuitos no Clube dos Poupadores sobre renda variável, principalmente se a renda fixa continuar apresentando desempenho abaixo da inflação nos próximos anos.

Leitura recomendada: lista de livros sobre investimentos.

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila é educador financeiro formado em administração de empresas e especializado em investimentos. Por acreditar que a educação financeira pode transformar vidas, criou o Clube dos Poupadores para compartilhar seus artigos e livros sobre Independência FinanceiraInvestimentos em Ações por Análise Fundamentalistapor Análise Técnica, Investimentos em Títulos PúblicosInvestimentos em CDB, LCI e LCA, e em Imóveis.
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gustavo
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gustavo

Leandro, vc chegou a analisar alguma porcentagem de investimentos de renda fixa atrelados ao cdi que começa a ganhar da inflação? pra quem nao se sente confiante em investir em ações no momento, vc acredita que investimentos indexados ao ipca seja uma estrategia mais inteligente para continuar em renda fixa? ou acredita que o ipca pode nao ser tao confiavel assim quando analisamos a inflaçao como um todo? de qlq forma, mto obrigado pelo artigo. Algo realmente a se pensar….

Gilberto
Visitante
Gilberto

Excelente artigo, como sempre! Mas com a Selic perdendo da inflação, onde devemos investir para reserva de emergência? Até então investia no Tesouro Selic…

Lucas Soliguetti
Visitante
Lucas Soliguetti

Estou lendo o ebook de análise fundamentalista e adorando! É incrível quanto conhecimento adquiri em apenas dois dias. Se já estava me sentindo mais seguro para investir em ações depois do ebook de análise técnica, agora tenho ainda mais confiança de que estou adquirindo os conhecimentos necessários para “pilotar o avião”. Parabéns mais uma vez pelo excelente trabalho e muito obrigado pelos valiosos conhecimentos!

Gabriel
Visitante
Gabriel

Graças a você e a sua mania de querer ensinar, minha esposa também tomou gosto por estudar economia e agora vai me ajudar com os investimentos. Renda fixa está dominada, quero estudar as ações. E digo a todos que têm dúvida “compro ou não compro os livros do Leandro?”: tenham certeza de que este rapaz é um dos poucos que não se vendeu. Tudo o que ele faz é bom e acima de tudo, HONESTO! Comprarei seus livros sobre as análises na renda variável. Abraço e obrigado mais uma vez! Devo ser um dos seus mais antigos “seguidores” rs.

Amable Fernandez
Visitante
Amable Fernandez

Parabéns pelo trabalho, analise fundamentalista é mais que um livro, é a demonstração de uma excelente didática e muita experiência para tratar de um assunto tão complexo. Obrigado.

Bruno
Visitante
Bruno

Boa tarde, Leandro. A leitura do livro sobre análise fundamentalista depende de conhecimentos “pré-requisitos” adquiridos no livro sobre análise técnica, ou o conteúdo é completo e pode ser estudado isoladamente?

Lucas
Visitante
Lucas

Mais um excelente artigo dentre tantos outros ótimos disponíveis no site.
Vale lembrar, que ainda existem opções investimentos em Renda Fixa (CDBs, LCs, LCI/LCA, etc) cuja taxa é atrelada a inflação (ex. IPCA/IGPM + X%) e que proporcionam ganhos acima da inflação de 4% a 6% (antes do IR). Apesar de não serem taxas acima da inflação como alguns anos atrás, de 7% a 8%, ainda assim são uma boa opção para garantir certa rentabilidade acima da inflação. Leandro, você acha provavel que estas taxas de Renda Fixa acima da inflação (mesmo que modestas) devem continuar no medio e longo prazo?

Rossana Grassi Carrasco
Visitante
Rossana Grassi Carrasco

Ola Leandro,
Comprei seu livro novo e vou começar a estudar sobre investir em ações, mas gostaria de saber sua opinião sobre fundos imobiliários que pagam renda mensal. comecei a investir um pouco nisso por achar mais fácil e um pouco mais seguro do que ações. Gostaria de sua opinião sobre este tipo de investimento que pelo que vi é considerado renda variável.
Obrigada pelas suas publicações que nos orientam e ajudam tanto.

ADRIANA
Visitante
ADRIANA

Olá, Leandro! Parabéns pelo seu trabalho! Lhe acompanho há muito tempo e já aprendi muita coisa com seus artigos. Você realmente nasceu para isso. Com relação ao tema Taxa de Juros x Inflação, você fala no texto sobre a possibilidade do Banco Central reduzir ainda mais a taxa de juros… mas uma das funções ou a principal função da SELIC não seria controlar a inflação? Se a inflação começar a superar a SELIC, o natural não seria o Banco Central elevar a taxa de juros? Sei que em economia nada é tão simples, mas poderia fazer um breve comentário?

Luiz Santos
Visitante
Luiz Santos

Excelente artigo. Leandro, quando puder, fale um pouco de ETFs em renda fixa.

Diego Eis
Visitante
Diego Eis

Leandro, ótimo artigo!

Você pode compartilhar a planilha de indicadores que mostrou aqui no artigo?

Samara
Visitante
Samara

Estou concluindo a leitura do livro sobre análise técnica (fiz minha primeira compra de ações agora mês de abril, o seu livro me proporcionou mais segurança) e logo em seguida irei adquirir o livro sobre análise fundamentalista. Meu objetivo é comprar ações sem perspectiva de venda.

Franklin
Visitante
Franklin

Leandro, tenho alguns investimentos em renda fixa e alguns em ações. No livro “Pai Rico, Pai Pobre”, Robert fala sobre o poder das Sociedades Anônimas como forma de otimizar os investimentos e como ferramenta de planejamento e inteligência tributária. Sempre achei essa parte do livro mais voltado para a realidade americana, não a brasileira. Porém, tenho pensado seriamente em criar uma empresa para colocar todos os investimentos lá, uma espécie de “holding patrimonial”. Você já leu ou sabe algo ?

Anderson T
Visitante
Anderson T

Olá Leandro. Sempre me interessei pelo mundo dos investimentos mas apenas em 2015 defini um plano de independencia financeira. Aprendi muito com seus artigos. Em abril de 2019, aos 32 anos de idade, alcancei meu primeiro milhao. Tenho uma carteira diversificada que inclui acoes e fundos multimercados. Ate o no passado era relativamente facil conseguir retornos prox a 1,14% am. Continuando assim, chegaria 4mln aos 40 anos. Mas agora está mto dificil manter o mesmo retorno. A parcela de risco da minha carteira tem bom retorno mas nao eh suficiente para manter os overall 1.14% que tinha antes.

Ericsem
Visitante
Ericsem

Ótimo texto Leandro, obrigado.

Luana
Visitante
Luana

Oi, Leandro! Parabéns pelo trabalho. Eu concordo que a tendencia e a de que tenhamos juro real zero na renda fixa por algum tempo porque a inflacao esta aumentando e a selic deve ser reduzida ainda em 2019 (embora nao veja beneficio nesse movimento porque os bancos nao estao acompanhando a reducao nas taxas deles).
Nesse contexto, vale migrar parte dos investimentos pra renda variavel. Acontece que a renda variavel nos ultimos meses tambem tem sofrido altos e baixos (dificuldade com a reforma da previdencia, intervencao do governo na petrobras, etc). O que fazer nesse contexto?

Mariana
Visitante
Mariana

Olá Leandro! Excelente artigo! Estas informações me deixaram com mais vontade de estar sempre por dentro dos indicadores mensais! Existe algum link que podemos consultar esses indicadores com facilidade?
Obrigada

Pericles
Visitante
Pericles

Olá Leandro, não sou muito de comentar e sim de ler e compartilhar o site para que meus próximos fiquem por dentro das novas perspectiva de mercado. Concordo com tudo o que está escrito. Porém, essa é a tendência….. Mas, e se a crise americana vir nos próximos 2 anos como se cogita, mesmo com as reformas vc não acredita que nossa bolsa deva penar Ou cair junto com a deles ? Ou vc acredita que muita grana deve sair de lá e vir pro Brasil ?

Estou otimista com as reformas e com o Brasil, mas, preocupado com a recessão na América e China juntos.

Obrigado pelo livro fundamentalista. Abraço.

Solange
Visitante
Solange

Olá Leandro. Seus artigos são sempre nota 10. Eu moro na Inglaterra e vi que o link da tabela de juros de renda fixa do Reino Unido diz 0.75 por ano. Que bom se fosse. Não temos para onde correr. A ISA é uma poupança que paga 0.60 – a que paga mais – e você pode colocar até 20 mil libras por ano. Ela tem o limite porque é isento de imposto de renda. Depois da ISA, que já é uma piada, desce para 0.20 por ano e tem imposto de renda no rendimento. Esses dias abri uma poupança que paga 2.0 ao ano, mas só dá para colocar de £25 a £250 por mês, colocando a quantia escolhida todos os meses por 1 ano.

João Carlos
Visitante
João Carlos

Leandro, boa tarde. Investimentos atrelados ao IPCA + não seriam uma opção “segura” nesse caso? (Segura me refiro a inflação mesmo, não os riscos normais de mercado).

Andre
Visitante
Andre

Olá Leandro
Gostaria de saber qual sua perspectiva para taxa de juros se a reforma da previdência aprovada for de maneira bastante desidratada. Grato!

Everton Motta
Visitante
Everton Motta

Leandro, vc fala em alocar uma pequena parte dos investimentos em renda variável. Sei que isso depende muito de pessoa para pessoa, mas mais ou menos quanto em variável e em fixa seria interessante?

Tati
Visitante
Tati

Bom dia Leandro.

Se a tendência é a SELIC continuar baixando, como a renda fixa vai ganhar da inflação?
Obrigada

Tati
Visitante
Tati

Vou perguntar por aqui, pois não abriu janela de comentários no texto “É possível viver de dividendos”.
Meu objetivo é viver de dividendos. Porém, além desse cenário de taxas baixas nos próximos anos, percebo a necessidade de incrementar minha renda nesse momento. Mantenho há anos o mesmo padrão de vida e tenho planilhas que demonstram meus gastos ao longo desse tempo. De 2018 até agora esse valor só vêm aumentando em razão da alta dos preços.Isso me estressa. Então, não seria errado calcular a renda que gostaria de receber no futuro com base nos meus gastos atuais?

Giovani
Visitante
Giovani

Leandro, para quem já domina os conceitos e já investe em renda fixa, mas que quer começar na renda variável qual dos livros é o mais adequado:

– Análise técnica ou
– Análise fundamentalista

Gilberto Righ.
Visitante
Gilberto Righ.

Taxa de juros negativa no Japão. Qual o objetivo de se fazer isso? Quem iria aplicar em renda fixa lá se ao final teria menos do que aplicou? Como entender isso? Obrigado.

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