Ciclo da sua Vida Financeira


Você sabe em qual parte do seu ciclo de vida financeira você se encontra? Para algumas pessoas pode parecer tarde demais, para outras, é o momento certo de aprender.

Antes de começar você precisa aceitar três princípios básicos de sobrevivência no sistema:

  1. Você não pode gastar tudo que ganha;
  2. Você não pode gastar mais do que ganha;
  3. Você não pode gastar antes de ganhar.

Se você não seguir esses princípios durante sua vida, será obrigado(a) a sabotar o seu próprio futuro. Não conseguirá as reservas necessárias para melhorar sua qualidade de vida futura. Não conseguirá evitar transtornos financeiros diante dos imprevistos. Não conseguirá se manter, sem depender dos outros, após sua aposentadoria. Será obrigado(a) a fazer dívidas no presente comprometendo seu futuro financeiro.

As parcelas mensais das dívidas assumidas no presente retiram sua capacidade de consumir e de poupar no futuro.

Não espere que as empresas, os bancos e o governo façam qualquer esforço para estimular a aplicação desses três princípios na sua vida financeira. Se prepare, pois eles irão fazer o contrário. Através de campanhas publicitárias, televisão, internet e todas as formas de comunicação, eles vão tentar lhe convencer que não é importante, muito menos inteligente, poupar e investir seu próprio dinheiro para realizar seus sonhos de consumo.

Eles vão vender a ideia de que você tem direito e merece realizar seus sonhos imediatamente, custe o que custar. Vão dizer e que é normal e aceitável viver endividado(a), pagando juros que comprometem seu futuro em troca de uma satisfação imediata. No artigo anterior, mostrei que até a escola conspira contra sua educação financeira.

Veja no próximo vídeo, um exemplo de parceria entre empresas, bancos e governo que não se preocupam com a saúde financeiro da sua família. Esse tipo de iniciativa presta um desserviço para a educação financeira das pessoas. No lugar de incentivar a poupança, a compra planejada e consciente, o governo estimula o endividamento das famílias mais pobres. Esse programa permitia que famílias carentes assumissem dívidas de até R$ 5.000,00 adquirindo móveis, eletrodomésticos e eletrônicos através de empresas “amigas do governo”. Isso gerou uma dívida de mais de R$ 3 bilhões entre as famílias que participaram do programa.

 

No próximo vídeo temos a dona do Magazine Luiza (uma das 10 maiores varejistas do país) falando em nome de todos os empresários que foram beneficiados com o programa. Para ela, que lucra com o consumismo das famílias, as pessoas merecem e possuem o direito de realizar seus desejos de consumo através de dívidas. Não é problema dela se a dívida de R$ 5 mil irá comprometer o orçamento de mais de 640.000 famílias carentes nos próximos 4 anos.

 

O resultado de uma iniciativa como esta era bem previsível. Nos primeiros meses depois da reeleição, o governo resolveu acabar com o programa (leia aqui) alegando elevados índices de inadimplência. A verdade é que crédito fácil nas mãos de uma população carente de educação financeira só poderia resultar em descontrole, inadimplência e nome sujo na praça. Quando o programa foi lançado, a Caixa ignorou análises feitas pela própria área técnica do banco apontando que a inadimplência poderia passar de 50% (fonte). O rombo foi coberto pelo Tesouro Nacional (dinheiro dos seus impostos).

A falta de educação financeira também compromete outros programas de endividamento da população que envolve a parceria entre empresas, bancos e governo, como o Minha Casa Minha Vida. Uma em cada quatro famílias está com suas prestações atrasadas. O governo federal decidiu retomar os imóveis dos beneficiários mais carentes do programa que estiverem inadimplentes há mais de três meses.  (fonte)

Este é apenas um pequeno exemplo das ações conjuntas do sistema contra suas finanças pessoais. O fato é que por falta de educação financeira, muita gente cai nessa conversa de que prosperar significa se endividar. Quem cai nessa armadilha passa a vida toda sustentando o sistema, contribuindo para a construção de riqueza e patrimônio dos donos das empresas e dos bancos envolvidos. Já o governo, sempre arrecadará mais impostos quando fizer o dinheiro circular, mesmo quando o dinheiro envolvido na operação é emprestado.

Sabotando o futuro

Todos os meses a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo faz uma pesquisa chamada “Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic)” e publica neste endereço aqui. A última pesquisa mostrou que 62% dos brasileiros estão endividados (pagando juros) e destes, 23% estão com as contas atrasadas (pagando juros e multas por atraso). 8,5% dos endividados estão quebrados, ou seja, declaram não ter condições de pagar. Na média, estas pessoas comprometem 30,8% do que ganham todos os meses para pagar dívidas, juros, multas e taxas. (fonte)

É justamente esses 30% da renda que as famílias usam para pagar juros, que deveriam ser poupados todos os meses para construir um futuro mais prospero ao longo do ciclo de vida financeira das pessoas. Podemos constatar que as pessoas desperdiçam muito dinheiro na vida por não seguirem os três princípios básicos de: não gastar tudo que ganha, não gastar mais do que ganha e não gastar antes de ganhar.

Ciclo de Vida Financeira

As pessoas poupam uma parte do que ganham no presente, motivadas pelo desejo de manter ou melhorar o padrão de vida no futuro. Elas percebem que o futuro é cheio de imprevistos e reservas financeiras são úteis para reduzir os efeitos negativos desses imprevistos. Além disso, existe a certeza de que as condições físicas e a saúde para o trabalho são passageiras. No Brasil, as pessoas também sentem medo da pobreza após a aposentadoria e isso é um grande motivador da poupança. Já vimos em outros artigos que o INSS não é uma instituição sustentável no futuro (leia mais aqui), os fundos de pensão mal administrados são um risco (leia mais aqui) e os planos de previdência privada dos grandes bancos são uma ilusão (leia mais aqui). Ninguém quer viver na terceira idade dependendo da caridade dos parentes e dos amigos.

A ignorância permite que grande parte da população não se preocupe com aposentadoria. São pessoas que vivem o presente, sem abrir mão de gastar tudo agora e ainda gastar mais um pouco fazendo dívidas.

O economista italiano Franco Modigliani (prêmio Nobel de economia de 1985) realizou vários trabalhos sobre o ciclo de vida e criou um gráfico simplificado como este:

 

O gráfico do autor supõe que as pessoas possuem 40 anos de vida produtiva. No gráfico, a pessoa teria uma renda constante durante os 40 anos. Seu consumo (suas despesas) deveria ser 20% menor que a renda durante toda a vida. Isso permitiria acumular um patrimônio suficiente para manter o mesmo padrão de consumo por mais 15 anos depois da aposentadoria.

Fiz um gráfico que retrata o que seria uma situação ideal de quem poupa uma parte do que ganha com o objetivo de atingir a independência financeira antes dos 65 anos. A linha azul representa o aumento da renda gerada pelo trabalho com o passar do tempo. Teoricamente, todos deveriam buscar aumento de renda no decorrer da carreira profissional. Alguns profissionais possuem a carreira engessada. Passam décadas fazendo o mesmo trabalho, recebendo o mesmo salário, sem crescimento profissional e financeiro.

Vamos supor que este profissional fez investimentos mensais de uma parte da sua renda. Investiu em renda fixa, renda variável, imóveis e outras fontes. Teoricamente, quanto maior o patrimônio acumulado, maior tende a ser a renda passiva gerada por juros, dividendos, lucros e aluguéis dos investimentos. Em algum momento, essa renda dos investimentos ultrapassará a renda do trabalho. Neste ponto a pessoa atingiria a independência financeira.

Pesquisas mostram que 57% dos brasileiros não fazem nenhum economia pensando na aposentadoria (fonte). A renda do trabalho destas pessoas irá zerar depois da aposentadoria (caso a pessoa pare de trabalhar) e será substituída pela renda do benefício do INSS (caso a pessoa tenha contribuído) que ficará entre o salário mínimo e o benefício máximo que hoje não supera R$ 5 mil.

 

Podemos dividir a vida das pessoas em duas grandes fases. Na primeira, acumulamos patrimônio (enriquecemos). Na segunda, consumimos a renda gerada pelo patrimônio que acumulamos ou consumimos o próprio patrimônio acumulado. Na primeira fase somos jovens, temos tempo, força de trabalho e nossa renda cresce na mesma medida que ganhamos novos conhecimentos, mais experiência e juízo. Após a aposentadoria, provavelmente ainda teremos que trabalhar, mas iremos desacelerar. A renda do trabalho poderá diminuir ou até zerar se a renda dos nossos investimentos for suficiente para garantir essa liberdade financeira.

No gráfico abaixo, podemos ver a fase do trabalho intenso e acumulação de capital para a construção de patrimônio. Esse crescimento pode ser acelerado pelo efeito dos juros compostos nos investimentos. Depois temos a aposentadoria e o desfrute do nosso patrimônio.

Na primeira década da fase de acumulação você deve buscar conhecimentos sobre como ganhar mais (valorizar sua hora trabalhada) e como poupar mais. Nenhum investimento nessa fase será mais importante do que aquele capaz de ampliar sua capacidade de gerar mais renda através do trabalho. Se você ganha pouco, procure meios de ganhar mais. Invista na sua profissão. É importante que você adquira consciência financeira nessa fase para não desperdiçar dinheiro e poupar o máximo possível. No início, quando você tem pouco dinheiro para investir, as oportunidades de investimento oferecidas pelo mercado financeiro são limitadas. Aprender mais sobre como investir em títulos públicos seria um bom começo. Algumas décadas depois, ainda na fase de acumulação, você terá mais recursos e deverá buscar mais conhecimento sobre como obter taxas de juros melhores. É nessa fase que você poderá expor uma parte do seu patrimônio em investimentos de maior risco, de longo prazo e que ofereçam rentabilidades maiores (ações de boas empresas, fundos imobiliários, imóveis, etc). Veja aqui algumas fontes de conhecimento.

Quanto mais cedo você conseguir se tornar financeiramente independente, maior será o tempo que você terá para desfrutar da liberdade de escolha que isso proporciona. Com mais independência, você pode optar por um trabalho menos estressante, pode desacelerar, pode dedicar mais tempo para coisas que considera mais importante que o trabalho, pode iniciar um negócio e mudar de quadrante, pode até mudar de profissão na busca de uma experiência mais gratificante com o trabalho. Utilize o nosso simulador de independência financeira.

A grande riqueza da independência financeira não é ter mais dinheiro, é ter mais liberdade de escolha.

No gráfico abaixo podemos observar que antes da aposentadoria, no final da fase de acumulação de patrimônio, você deve começar a se preocupar com a manutenção das riquezas que conseguiu construir durante a juventude. Isto significa reduzir seus investimentos de maior risco e concentrar em investimentos mais conservadores. É nessa fase que o seu custo de vida está mais elevado devido a formação de família (casamento, filhos, etc). Você terá mais responsabilidades, custos mais elevados e não poderá poupar como poupava antes.

Seu custo de vida tende a cair quando seus filhos terminarem os estudos e começarem a trabalhar. Tome cuidado para não cair na armadilha de sustentar filhos adultos por muito tempo. Além de prejudicar seu ciclo de vida financeira, você também estará prejudicando o ciclo dele. Já falei sobre pais que sustentam filhos adultos. É interessante que você aproveite esse artigo para mostrar para seus filhos maiores que esse ciclo existe.

Depois da aposentadoria a sua renda tenderá a cair. Quando a pessoa para de trabalhar a renda originada do trabalho acaba. Quando ela continua trabalhando na terceira idade, ela tende a buscar trabalhos mais gratificantes, mesmo que isto represente uma remuneração menor.

Algumas pessoas gostam da ideia de deixar heranças para os filhos. Outras, programam a vida de tal forma que possam aproveitar o máximo do que acumularam. Como não sabemos o dia da nossa morte, é desejável terminar a vida com algum patrimônio. Pessoalmente, sou contra a ideia do idoso passar por privações com o objetivo de deixar o máximo de herança para os filhos. É responsabilidade de cada filho construir seu próprio ciclo de vida financeira, a não ser que estes filhos tenham alguma deficiência. É importante aproveitar o máximo do patrimônio que você acumulou enquanto existir lucidez. Quando a lucidez começa a falhar, é comum os filhos tentarem obter controle sobre o patrimônio dos pais através de ações de interdição judicial. Com isso, a pessoa deixa de ter poder de decisão sobre o próprio patrimônio e outras questões da vida.

Conclusão:

Os artigos que escrevo são lidos por pessoas de todas as idades. Existem leitores nas mais diversas fases do ciclo, sendo que cada pessoa tem o seu próprio ciclo. Os gráficos que mostrei são apenas exemplos. Cada um segue uma vida diferente do outro. Esse artigo é mais uma demonstração de que você não deve perguntar para desconhecidos o que é melhor fazer com o seu dinheiro. Ele não sabe em qual fase da vida você está passando, não conhece seu passado, seu presente, seus planos para o futuro e seus valores.

É interessante que você tente desenhar o seu ciclo, tente se localizar dentro de uma jornada que tem início, meio e fim. Tudo começa ao traçar objetivos para sua vida. Todos nós temos alguma ideia de missão a ser cumprida. Se você não tem, deveria ter.

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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PauloSuellenMurilo BastosJoão FranciscoFERNANDO Recent comment authors
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Isaque Santos
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Isaque Santos

Parabéns por mais esse artigo, desde que conheci seu site estou aprendendo cada vez mais.

sarita
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sarita

Como sempre, seus textos são ótimos!!!!!

Flavio
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Flavio

Parabéns Leandro por mais uma material de grande excelência. Não tive orientação financeira de meus pais na fase da juventude. Hoje, já na meia idade, possuo esse senso de responsabilidade e tenho consciência que estou no caminho certo. Achei muito interessante essa explanação da independência financeira. Tenho uma renda de ativos que me dão pouco mais de 50% do meu salário. Sei que é pouco, mas na verdade comecei a ter uma maior educação financeira de 1,5 ano pra cá, pois a consciência de economizar sempre tive. Pelos meus cálculos acredito que no máximo, conseguindo manter meus níveis de economia, em mais 3 anos conseguirei chegar a tão sonhada e almejada independência financeira. Abraços meu amigo.

renato luis mello
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renato luis mello

Caro Leandro, sempre recebo seus artigos com felicidade e os leio com atenção. É pena pessoas como você, preocupadas com educação financeira só tenham se tornado possíveis com a popularização da internet. Se você “existisse” (na internet) antes de 1998 eu não teria gastado tudo que ganhei (e poupei) na aquisição de um carro financiado, não teria gastado mais do que ganhava pagando juros para banco e administradora de cartão de crédito e não teria ido literalmente à bancarrota no ano 2000 por não conseguir pagar meus débitos no banco e na administradora. Às vezes, situações ruins são até boas para nos revelar o ridículo do mundo de ilusões a que voluntariamente nos submetemos.
Parabéns pelo bem que você faz a todos os que querem sair desse ciclo vicioso.
Um grande abraço!

Adriana
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Adriana

Nossa muito boa a materia!O clube dos poupadores mudaram minha visão em relação a dinheiro.Parabéns Leandro Avila e obrigada por dividir seu conhecimento.

Ricardo
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Ricardo

Muito bom artigo Leandro!

Educação é tudo para mudar a vida das pessoas e fico feliz que o conhecimento esteja cada vez mais disponível para todos.

parabéns

João Paulo
Visitante
João Paulo

Uau Leandro, mais um artigo fantástico! Parabéns pela sua iniciativa!

Uma dúvida, existe algum simulador em que eu possa ter uma noção de com qual idade alcanço a independência financeira baseado na quantia poupada mensalmente e nos investimentos realizados?

Obrigado!

Elias Barbosa
Visitante
Elias Barbosa

Isso e triste, muito triste para o nosso país!!! Mas o que fazer ? Acho que algum de nos já sabemos !!! E essas pessoas que não busca informação?

Willian Magno
Visitante
Willian Magno

Excelente artigo, Leandro!

Como sempre, muito sensato e bem escrito!

Um grande abraço!

Armando
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Armando

Olá Leandro muito obrigado por elucidar e por distribuir com mais conhecimentos na área da educação financeira. Muito bom mesmo.
Abraços.

Alan
Visitante
Alan

Leandro, mais uma ação sua de transformação. Parabéns!!!!
Há algum tempo, ficava aborrecido com a frequência de bobeiras, interesses mesquinhos e péssimos exemplos encontrados na Internet. Hoje penso um pouco diferente, pois não me chateio mais com isso… Para quem quer, existem muitas coisas boas, construtivas e socialmente eficazes. COMO O CLUBE DOS POUPADORES.

Obrigado

Sergio
Visitante
Sergio

Olá Leandro,

Descobri seus post’s quando, um dia, fui me informar melhor sobre poupança. Depois disso minha visão se abriu para muitos outros valores e conceitos. Se sua missão é educar financeiramente as pessoas acredito que seu objetivo está sendo plenamente atingido. Hoje educo meu filho pelo viés da compreensão da liberdade financeira. Parabéns pelo excelente trabalho.

Bernardo
Visitante
Bernardo

Otimo artigo mais uma vez Leandro!
Assim como em outros testemunhos por aqui, minha educação financeira está em ascensão e minha vida está sendo direta e positivamente impactada por nossos “bate-papos”. Obrigado!

tenho uma sugestão de tema para você….

Que métodos podemos utilizar para encontrar paciência, motivação e resiliência para administrar o tempo entre o início dos nossos investimentos (quando “acordamos” e começamos a poupar) até a fase em que atingimos a meta (independência financeira) visto que ansiedade e impaciência são comportamentos (horríveis mas….) tão presentes nas gerações atuais?

Bernardo

Luciano
Visitante
Luciano

Ex-ce-len-te!! Sabe o que é o melhor no CP? Os textos tem a intenção de educar e transmitir informação. Tu Leandro, apesar de também ter produtos para vender, não utiliza de todos os teus artigos para vendê-los com o famoso link “clique aqui” no final, como outros educadores financeiros. Obrigado por isso!

AM
Visitante
AM

Parabens pelo bom post Leandro.

So achei um pouco simplista a sua divisao em apenas duas fases, acho que a fase de acumulacao tem muito masi subdivisoes para melhor explicacao da sua ideia.

Dema
Visitante
Dema

Como sempre esse artigo é objetivo e realista. Muito bom.
Eu acho uma questão de cultura da maioria esmagadora do nosso povo de viver como se não existe-se o futuro.
Não podemos culpar só o sistema (escola, governo, etc) pelas pessoas não se esforçarem em investir o mínimo. Qualquer sobra do salário preferem o consumo e muitas vezes o consumo exagerado em bebidas alcoólicas ou itens sem qualquer valor agregado.

Julio Cesar
Visitante
Julio Cesar

A matéria chega a ser assustadora por ser tão verdadeira e retratar com precisão a vida, ou ciclo financeiro da vida que todos temos, cada qual a sua maneira. Cada linha que lemos deve ser acompanhada com uma boa reflexão, pois é um tapa na cara para muitas pessoas. Embora o Estado junto com seus “parceiros” se vistam de Chapeuzinho Vermelho, são eles os verdadeiros lobos do sistema. Aproveitam-se da ignorância financeira (e de toda sorte de ignorância educacional também) para que tudo continue funcionando da maneira como mais lhes convém. Belo artigo, parabéns!

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro, quando você diz independência financeira significa: renda dos (investimentos-inflação)=renda do salário? Abraços.

Daniel Ribeiro Vieira
Visitante
Daniel Ribeiro Vieira

Nossa, muito bom artigo parabéns Leandro.

Marciane
Visitante
Marciane

Muito bom, .. tenho que concordar com o colega Luciano,pois vc disponibiliza conteúdo de qualidade, não coloca as pessoas nessas armadilhas de se cadastre aqui, clique aqui etc, coisas que chateiam o dia a dia.
Quando recebo seus emails imediatamente leio, pois sei que é conteúdo de qualidade. Muito obrigada, fique com Deus.

altamiro
Visitante
altamiro

ótimo texto muito bem explicado,Deus o abençõe sempre nessa sua iniciativa de distribuir conhecimentos

Wagner Lazzari Ribeiro
Visitante
Wagner Lazzari Ribeiro

Esse é o caminho certo Leandro,mas é uma busca quase que solitário,quem tem certeza que está investindo para um futuro melhor colherá os frutos mais tarde!!!! Muito obrigado e fique com Deus!

Adriano
Visitante
Adriano

Só um detalhe: quando se fala de renda (juros) obtida pelo patrimônio, é importante que a pessoa considere apenas os juros reais, ou seja, descontando os efeitos da inflação. Hoje, por exemplo, muito mais da metade do que se ganha de juros em qualquer aplicação financeira é inflação. E isso pode enganar a pessoa, que vai achando que está ficando rica mas na verdade está empobrecendo.

Gilmar
Visitante
Gilmar

Mais um excelente artigo Leandro. Muito bem explicado e de fácil entendimento como todos os seus outros artigos. Parabéns por sua dedicação e boa vontade em ajudar as pessoas que procuram se informar sobre finanças.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Muito bom Leandro! Claro, objetivo e informativo. Está de acordo com meus princípios, que procuro passar para meu filho. E está dando certo!

Como sugestão você poderia elaborar uma planilha onde informássemos nosso estágio atual (idade, renda, patrimônio acumulado, quantidade de filhos, etc.) e ela indicasse o que ainda precisaria ser feito.

Abraços.

Giselle
Visitante
Giselle

Parabéns Leandro!
Você é uma fonte de educação e admiração para os seus leitores. Obrigada por mais um excelente texto.

Luiz
Visitante
Luiz

Excelente artigo, Leandro. É um guia para o futuro. Seus artigos estão cada vez melhores. Parabéns.

FLÁVIO ARAÚJO
Visitante
FLÁVIO ARAÚJO

Mais um artigo sensacional. Infelizmente, a grande mídia e a população em geral não se preocupam com temas sobre a saúde financeira do povo. Povo endividado, pouco pode fazer para reverter esse quadro e parar de alimentar a velha ciranda financeira. Só os quatro maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco e Santander) obtiveram juntos, no terceiro trimestre, o lucro líquido de R$ 14,8 BILHÕES. Certamente, boa parte disso, baseada nos empréstimos tomados para o cheque especial, cartão de crédito, consignado etc., impulsionados pelas taxas abusivas e autorizadas, que só são vistas aqui no Brasil. Entretanto, atitudes como as suas, caro Leandro, serão sempre louváveis, pois visam tão somente a esclarecer e alertar a esse mesmo público que as armadilhas estão aí, e que são colocadas por quem seria, em tese, pago, por meio de uma carga tributária ABSURDA, para defendê-los, o próprio estado. Parabéns e um fraterno abraço!

Oscar S
Visitante
Oscar S

Caro Leandro . Obrigado por compartilhar teu conhecimento.
Há alguns meses venho acompanhando o CP .
Os artigos do “como fazer ” foram muito úteis para que enxergasse novas possibilidades. Mas sem dúvida os meus favoritos são aqueles em que a educação financeira é abordada de forma integral (nos aspectos sociais, comportamentais , éticos, etc) pois é por esses questionamentos que podemos refletir sobre consumismo, felicidade e até mesmo saber o porque queremos a desejada independência financeira.
Longa vida ao CP, e parabéns pela tua iniciativa.

Vanessa
Visitante
Vanessa

muito legal cou replicar muito interessante

Ronaldo Faggioli
Visitante
Ronaldo Faggioli

Leandro Ávila. Sempre procuro ler seus artigos e em todos até hoje você foi nota “mil”.
Parabéns pela abordagem deste assunto onde você resumiu muito claramente e objetivamente as fases deste ciclo da vida financeira.
Muito obrigado pelo ensinamento.

Alex
Visitante
Alex

Boa noite Leandro Ávila.
Sou novo aqui no site, contundo, quero parabenizá-lo pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo em ajudar as pessoas que estão disposta a mudar sua visão financeira e EU sou uma dessas. Lamento não ter conhecido antes seu sítio.
Rumo à independia financeira.

Joanatan
Visitante
Joanatan

Ola professor.
Estou ficando viciado nos artigos do Senhor.são muito bons.
Estou navegando nas aguas do conhecimento,graças a Deus.

Luciano
Visitante
Luciano

Boa noite Leandro, qdo você menciona o percentual considerado para que se possa considerar alcançada a estabilidade financeira, considera a renda bruta ou líquida. Eu penso que nesse caso o mais correto seria a renda líquida, assim como qdo calculamos qual o percentual da renda mensal que economizamos.

Wilson
Visitante
Wilson

Leandro saiba que seus artigos agregam valor na vida de seus leitores.
Muito Bom
Parabens mais uma vez
Abs

Rhayan
Visitante
Rhayan

Parabéns Leandro, mais um fantástico artigo como sempre conteúdo bem elaborado e trabalhado, muitos estão vendendo em cursos por valores cabalísticos o que você disponibiliza gratuitamente. muito obrigado.

Renato
Visitante
Renato

Você é a melhor fonte de conhecimento financeiro

Gabriel
Visitante
Gabriel

Oi, Leandro;

Gostei do artigo, muito lúcido. Mas a escala usada no gráfico me preocupa um pouco. Estou seguindo o caminho para me tornar pesquisador, o que implica salários (i.e., bolsas) pré-determinadas até cerca dos 30 anos (que são baixas pro custo de vida de Sâo Paulo).

No momento estou me educando financeiramente e juntando o máximo possível pra começar a investir em títulos públicos.

Você tem algum conselho sobre essa situação em particular de quando a renda fica meio engessada?
Desculpe se a dúvida não ficou muito clara.

Abraços;

Richard Vieira
Visitante
Richard Vieira

Leandro, acho seus artigos muito inteligentes e construtivos, agregam muito aos nossos conhecimentos, são muito bacanas e citam várias fontes, que também são super interessantes.
Parabéns e continue com este excelente trabalho.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Excelente artigo Leandro.

Sinceramente, já me estressei sobre a ignorância das pessoas em acreditar nesse tipo de propaganda de bancos. Cansei de me estressar e já aceitei o fato de que brasileiro não sabe viver com taxa de juros baixa, pois quando o crédito é fácil a farra é grande, mas um dia a conta chega. Claro que gostaria que o cenário fosse diferente, porém como não posso mudar o mundo, prefiro aproveitar a oportunidade em ganhar com os maiores juros do mundo e sempre adquirir conhecimento.

Obrigado por mais um excelente artigo

Ricardo Carvalho
Visitante
Ricardo Carvalho

Olá Leandro,

Quero aproveitar o trecho do seu artigo que você explana sobre contar com terceiros para garantir algum conforto na aposentadoria para complementar fazer sobre um tópico que é abordado na minha profissão como Gestor de Projetos (e que se aplica em nosso dia a dia).

Existe um conceito chamado Gerenciamento de Riscos. Um risco é um evento que pode ocorrer em decorrência de algum fator interno ou externo – que pode estar ou não sob nosso controle. Quando um risco é identificado podemos tomar quatro ações: Eliminá-lo, Mitigá-lo, Transferi-lo ou Aceitá-lo.

O risco de envelhecermos (que neste caso, pode ser uma oportunidade) existe e nesse caso podemos aceitá-lo. O risco de ficarmos idosos sem dinheiro também existe. É possível eliminar esse risco se mudarmos nossa forma de pensar, hábitos consumistas e começarmos a formar uma poupança desde o início de nossa fase produtiva pensando no futuro. Quando chegamos na meia idade, já teremos perdido algum tempo de nossa vida produtiva mas teremos, ainda, algum tempo de acumular um patrimônio e, assim, conseguirmos mitigar o risco de chegar na terceira idade sem nada.

Agora, quando mais próximo da velhice nós estivermos e menor for o nosso patrimônio, teremos, neste caso, somente duas opções: Transferir o risco e o futuro ao INSS, Governo, bancos, filhos, familiares e amigos para nos sustentar ou se não pudermos contar com nenhuma destas “entidades”, teremos que aceitar o risco e suas consequências de não ter aproveitado as oportunidades (ou ter criado oportunidades) enquanto tínhamos tempo para formar um patrimônio que garantisse nossa sobrevivência na velhice.

Moral da história. Os riscos sempre existiram e sempre existirão. Cabe a nós mesmos a decisão de como trataremos os riscos durante a fase produtiva até a velhice. Lembrando-se que quando ignoramos os riscos existentes implicitamente acabamos tomando uma decisão (a de não fazer).

Abraços.

Filipe
Visitante
Filipe

Excelente artigo!

É o espírito do Clube dos Poupadores na íntegra.

Parabéns pela tua dedicação Leandro!

Rafael
Visitante
Rafael

Leandro, parabéns novamente por mais esse artigo. Normalmente aguardo com expectativa a publicação semanal de mais um artigo seu.
Sempre tive curiosidade em conhecer um modelo de ciclo de renda e acumulação de patrimônio; vejo esse apresentado como um conceito teórico coerente que pode orientar o comportamento de investimento financeiro e de empemho ao longo de nossa vida financeiramente ativa.
Ao observar as curvas de acumulação e renda fiquei em dúvida se representam valores líquidos descontando a inflação ou valores brutos?
Rafael

jose antonio
Visitante
jose antonio

Muito obrigado pela maravilhosa aula Leandro. Você faz um excelente trabalho aqui. Garanto que quem lê e acompanha seus artigos serão pessoas melhores financeiramente no futuro e viverão melhor no presente. Mais uma vez, obrigado.

Fernando
Visitante
Fernando

Leandro,
Parabens mais uma vez,exelente artigo.
Como foi dito no outro comentário se existisse um Leandro Ávila a 20 anos atrás, e tanta informação na Internet sobre educação financeira,eu não teria gasto tanto dinheiro a toa e esquecido de poupar.
Porém nunca é tarde, a uns dois anos estou me educando e investindo para atingir meus objetivos financeiros,graças a você estou aprendendo muito.
Muito obrigado por dividir seu conhecimento.
Leandro, aproveitando estou precisando simular um investimento em LCA / LCI pré fixado,que alguns bancos médios estão oferecendo e não estou conseguindo,não achei nas suas planilhas este cálculo, você poderia me ajudar?,gostaria que comparar com CDB pré fixado.

Edson Souza
Visitante
Edson Souza

Grande realidade que deveria ser ensinada nas escolas, como você já publicou em outros textos. Certamente se tivesse essa visão quando comecei a trabalhar teria outra vida. Infelizmente vemos que muitos jovens (vejo pelos meus sobrinhos) que ao começarem a trabalhar, gastam em super celulares, computador, carro (mesmo sem carta), ou às vezes ajudam os pais nos seus gastos desordenados. é um caso, mas acredito que a maioria dos jovens ainda não pensam no futuro financeiro.

Jose roberto
Visitante
Jose roberto

Mais uma vez Parabens pelo texto, Maravilhoso, obrigado por divulgar.

Paulo Cesar
Visitante
Paulo Cesar

Olá Leandro, parabéns por mais um excelente artigo. Realmente, no dia a dia, por uma questão cultural do nosso país, é quase impossível conversarmos com pessoas próximas sobre poupar, sobre economia, sobre planejamento financeiro para o futuro. O brasileiro é forjado para o consumismo. A propaganda maciça para trocar de carro, para atualizar nossos eletrodomésticos e móveis, etc nos massacra diariamente… Quem tenta escapar deste círculo vicioso é logo taxado, rotulado pelas pessoas ao redor, mesmo que em tom de brincadeira, com adjetivos pejorativos tais como pão duro, mão de vaca e outros…
Por isso, particularmente eu evito tocar no assunto com a maioria das pessoas. Prefiro fazer a minha parte, evitando pagar juros, investindo, ainda que pouco, e seguindo os princípios explanados neste artigo, visando chegar à terceira idade com dignidade, independência, liberdade e algum conforto, mas também sem deixar de aproveitar, com controle e consciência, de algumas das coisas boas que a vida oferece.

Fernando
Visitante
Fernando

Caro Leandro,

Excelente texto. Parabéns.

Eduardo Castello
Visitante
Eduardo Castello

Olá, Leandro! Tudo bem? Acompanho seu site há alguns meses e minha visão sobre investimentos financeiros e, especialmente, pessoal elevaram-se exponencialmente. Muito obrigado!
Lendo seu artigo, lembro-me do que muitas pessoas costumam dizer: “Vou gastar meu dinheiro logo hoje, não sei se daqui a alguns anos estarei vivo!”
Abraço.

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