O INSS é insustentável no longo prazo

Se você confia o seu futuro ao INSS, precisa saber que o sistema é uma verdadeira bomba relógio que explodirá no futuro e poderá arruinar sua vida financeira, justamente na fase da sua vida onde a estabilidade é a coisa mais importante. O INSS é um sistema insustentável na forma que se encontra hoje. Mudanças drásticas deverão ser feitas no sistema para que ele não quebre nas próximas décadas ou para que ele não leve o estado à falência.

O atual Regime Geral da Previdência é insustentável. “É uma bomba relógio”, afirmou o ministro Augusto Nardes do TCU, sobre a falta de recursos para continuar pagando as aposentadorias no futuro. (fonte)

Se você ainda não se aposentou, precisa iniciar um plano de formação de patrimônio para poder viver sua velhice com dignidade, sem depender dos seus filhos, sem depender dos amigos e do assistencialismo do estado. Se você já está aposentado, deveria pensar na possibilidade de voltar a exercer alguma atividade profissional enquanto ainda tem saúde para isto.  Não é de hoje que os educadores financeiros, economistas e especialistas alertam as pessoas para este problema.

Modelo de Pirâmide:

O modelo de previdência utilizado no Brasil se parece muito com um “esquema de pirâmide”. Isto que o torna insustentável no longo prazo. Este esquema também é conhecido como “Esquema de Ponzi“, mas os especialistas gostam de dizer que nossa previdência usa o sistema de repartição. Funciona assim:

Um grande número de pessoas está trabalhando e contribuindo com o INSS que utiliza este dinheiro para pagar os benefícios de um número menor de pessoas que estão aposentadas. Enquanto o número de pessoas contribuindo for maior do que o número de pessoas aposentadas, o sistema funcionará bem. O sistema entrará em colapso quando o número de aposentados for maior do que o número de pessoas trabalhando e contribuindo com o INSS. Este dia está chegando.

Segundo o BID,  até 2050 a população com mais de 65 anos no país se multiplicará por quatro, passando de 13 a 51 milhões e, destes, 40% não terão uma aposentadoria e dependerão do estado ou de suas famílias. Para cada aposentado, existem 10 trabalhadores potenciais. Em 2050, a proporção diminuirá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais. (fonte)

Segundo o IBGE e o IPEA a população brasileira deverá parar de crescer por volta de 2030. Os motivos apontados é a combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. Os brasileiros estão vivendo mais e ao mesmo tempo estão tendo menos filhos. A população deve parar de crescer em 2030 quando atingir 206,8 milhões de habitantes. Mais da metade da população terá mais de 45 anos.

 

Agora observe claramente a pirâmide que tínhamos no ano 2000 (azul e vermelho escuro) e a pirâmide invertida que teremos em 2040 (azul e vermelho claro) que deixei destacado com riscos verdes. Fontes: Estudo do IPEA (aqui) e os gráficos (aqui), outra (fonte)

O azul e vermelho escuro mostra a quantidade de homens e mulheres com determinada faixa de idade no ano 2000. É possível ver que em 2000 tínhamos uma maior quantidade de jovens (base da pirâmide mais larga) e uma menor quantidade de idosos (topo da pirâmide estreito).

Sobre a mesma imagem existe um gráfico com cores apagadas do azul e do vermelho que representa a quantidade estimada de homens e mulheres em 2040. Para destacar, fiz o desenho de uma pirâmide verde sobre o gráfico. Observe que em 2040 teremos uma pirâmide invertida onde a base será bem estreita devido ao menor  número de jovens e um topo largo devido ao grande número de idosos.

Se as regras do INSS não forem modificadas com urgência será impossível manter o pagamento das atuais aposentadorias e das futuras aposentadorias com um número cada vez maior de aposentados diante de um número cada vez menor de jovens contribuindo com a previdência. (estudo)

A mesma lógica pode ser aplicada aos fundos de pensão. Muitos fundos já estão enfrentando problemas (como já mostrei neste artigo) devido a má gestão. Imagine os problemas que irão enfrentar no futuro quando a quantidade de aposentados for maior do que a quantidade de contribuintes no fundo.

Previdência Social

A previdência nada mais é do que um tipo de seguro obrigatório (por lei) para cobrir riscos de incapacidade, idade avançada, tempo de contribuição, encargos de família, morte e reclusão. O seguro é administrado com toda a ineficiência que só o governo pode nos oferecer.

Todos os trabalhadores economicamente ativos são forçados a contribuir com o INSS. Quando digo forçados, é por serem forçados mesmo, inclusive não pagar o INSS é crime previsto no Código Penal no art. 337-A (sonegação de contribuição previdenciária), com pena de dois a cinco anos, além de multa e do pagamento da quantia principal devida.

Não podemos dizer que contribuímos com o INSS, pois contribuição é sempre voluntária. Na verdade a contribuição seria uma imposição do estado, ou seja, mais um imposto que precisamos pagar sem reclamar.

Os benefícios oferecidos pela previdência pública são:

  1. Auxílio-doença;
  2. Auxílio-acidente;
  3. Aposentadoria por invalidez;
  4. Aposentadoria por idade;
  5. Aposentadoria por tempo de contribuição;
  6. Aposentadoria especial;
  7. Salário-maternidade;
  8. Salário-família;
  9. Pensão por morte;
  10. Auxílio-reclusão (para a família de quem está preso).

Existem dois regimes:

  1. O regime geral para os trabalhadores do setor privado; e
  2. Regime próprio para os trabalhadores do setor público.

Quem paga para o sistema funcionar:

  1. Trabalhadores (contribuição sobre o salário, que vai de 7,65% a 20%, dependendo do tipo de segurado);
  2. Pelas empresas empregadoras (através de uma série de tributos, como COFINS, CSLL, SAT, entre outros),
  3. Por parte da receita proveniente de loterias (loteria é uma grande máquina para tirar dinheiro da população);
  4. Pelo Governo, através do dinheiro que toda a população paga em impostos.

Problema no Setor Privado

No setor privado, trabalhadores e empresas contribuem com o sistema. Os profissionais autônomos pagam por conta própria. Donos de pequenos negócios também precisam contribuir sobre o pró-labore.

O dinheiro que sai do seu bolso para o INSS hoje não está sendo guardado e remunerado para garantir a sua aposentadoria no futuro (sistema de capitalização). O seu dinheiro está sendo usado para pagar aos benefícios recebidos por quem já está aposentado (sistema de repartição) e para manter toda a máquina ineficiente e repleta de fraudes bilionárias que é o INSS (fonte).

Uma parte do que você contribui também é usado para pagar a aposentadoria de pessoas que não contribuíram com o INSS durante a vida, é o caso de muitas aposentadorias rurais. A assistência social é importante para um país pobre como o nosso, mas deveria ser feita com recursos do Tesouro Nacional (caixa do governo) através de um órgão apropriado para a assistência e não através das contribuições dos segurados do INSS.

No futuro, não teremos contribuintes suficientes para pagar os benefícios do enorme número de aposentados do setor privado. Para isto seria necessário que o número de trabalhadores contribuintes continuasse crescendo entre uma geração e outra para evitar a quebra do sistema.

Em 2014 o rombo nas contas do INSS foi de  R$ 56,698 bilhões, ou seja, faltou 56 bilhões para que despesas e receitas fossem iguais (fonte). O governo pode desviar parte das receitas do INSS para gastar em outras áreas por meio da Desvinculação das Receitas da União aprovada pelo Congresso em 2000. O governo pode retirar 20% dos recursos arrecadados de contribuições sociais e transferir para as áreas que lhe interessam (fonte). Nos últimos anos, vários setores da economia foram beneficiados com renúncias previdenciárias fazendo o INSS perder bilhões em arrecadação (fonte) e (fonte). Como dinheiro não nasce em árvore, quando o governo deixa de cobrar das empresas passa a cobrar do resto da população através de aumento nos impostos (fonte).

Previdência do Setor Público:

O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003. Para evitar grandes perdas, atualmente, muitos servidores públicos também contribuem com fundos de pensão. Muitos destes fundos já apresentam resultados ruins por má administração e interferência política. Já existem 43 grandes fundos com sérios problemas (fonte).

Estima-se que a quantia gasta pelo INSS para pagar os aposentados da iniciativa privada é a mesma gasta pelo governo para os aposentados servidores públicos, só que o primeiro corresponde a 22 milhões de pessoas, e o segundo a 2 milhões de pessoas, ou seja, os servidores públicos aposentados correspondem a 10% dos beneficiários do INSS, mas consomem a mesma coisa, o que significa que, na média, um servidor público aposentado ganha dez vezes mais que um trabalhador da iniciativa privada. Quem paga esta conta é toda a população brasileira através dos impostos. Como os impostos são insuficientes, o governo pega dinheiro emprestado através da oferta de títulos públicos. Por este motivo, mais da metade do que o governo federal gasta é com pagamento de juros e previdência social. Compare com os gastos em educação que é o investimento mais importante para melhorar a vida das pessoas e tornar um país de pessoas pobres em um país de pessoas ricas.

Críticas ao Sistema:

Muitos acreditam que o sistema previdenciário redistribui dinheiro dos pobres para os ricos. As pessoas das camadas mais pobres da sociedade tendem, na média, a viver menos que os mais ricos. Os mais ricos vivem mais por terem mais acesso a medicamentos, tratamentos, alimentação, saneamento, planos de saúde, etc.

Proporcionalmente pobres e ricos pagam a mesma coisa, mas como o dinheiro pago não retorna diretamente para o pagador (ele vai para o governo), e só retorna caso o pagador envelheça ou tenha algum tipo de acidente, em média pessoas mais ricas tendem a se beneficiar da previdência por mais tempo que pessoas pobres. Outra injustiça ocorre quando comparamos a previdência do setor privado e público.

Para agravar a situação, o sistema é altamente ineficiente e repleto de fraudes. Sempre existem notícias de escândalos envolvendo crimes no INSS. Basta fazer uma busca no Google Notícias para perceber que quase todos os dias existem fraudes descobertas em diversas cidades do Brasil envolvendo o INSS (veja aqui).

No Brasil existe uma confusão entre assistência social e previdência pública. A assistência social deveria ser feita através de órgãos específicos com o dinheiro dos impostos. Já a previdência deveria ser feita individualizando o dinheiro de cada contribuinte, de tal forma que este dinheiro pudesse ficar vinculado ao seu CPF rendendo juros. No final seria este o dinheiro utilizado para pagar o benefício do dono do dinheiro.

Conclusão:

Eu pessoalmente contribuo com o INSS por ser obrigado por lei. Não tenho muitas esperanças de que conseguirei me aposentar pelo modelo de previdência pública que existe hoje.

Dificilmente algum político vai assumir a responsabilidade por mudar as regras do jogo. Os políticos que votarem a favor de medidas que prejudiquem os futuros aposentados e os atuais estarão declarando o fim das suas carreiras políticas. Jamais serão reeleitos. Qualquer medida que modifique a previdência seria vista com maus olhos por uma sociedade que espera muito do governo, sem perceber o quanto ele nos custa caro e o quanto ele é ineficiente em tudo que faz. No final é sempre a sociedade que paga a conta, e paga caro.

Os sindicatos também não permitirão qualquer mudança no sistema atual que possa prejudicar quem já está aposentado ou quem ainda não se aposentou. O resultado é que o governo irá empurrar os problemas do INSS com a barriga até o dia do colapso.

Nos últimos dez anos, o rombo da Previdência Social já passou dos R$ 500 bilhões. O rombo vai se tornar cada vez maior. Isto vai reduzir ainda mais a capacidade de investimento do governo, que já é baixa. Vai aumentar a dívida pública, que já é alta, e também os juros pagos aos investidores para financiá-la (Taxa Selic). Temos uma bomba relógio para ser desarmada. Só que não será desarmada por falta de vontade política e pela falta de entendimento da população sobre o assunto.

O INSS é mais uma das diversas formas de transferir o seu dinheiro para ser administrado pelos outros, na esperança de que eles irão fazer alguma coisa melhor do que você seria capaz de fazer. É isto que você faz quando contribui com o INSS, é isto que você faz quando transfere seu dinheiro para fundos de pensão e planos de previdência privada.

É de fundamental importância que as pessoas se conscientizem de que elas são responsáveis pelas vidas que terão no futuro. Somente você pode saber o que é melhor para o seu dinheiro, onde ele deve ser investido e como deve ser investido. Infelizmente, segundo o Serasa, 48% dos brasileiros não está fazendo nenhum tipo de investimento neste momento pensando na aposentadoria. O mesmo estudo indica que para 42% dos brasileiros as contribuições para o INSS é o único tipo de investimento feito para a aposentadoria.

Teremos um futuro repleto de velhinhos pobres que terão que trabalhar até o limite das suas possibilidades físicas para conseguirem pagar por medicamentos e tratamentos cada vez mais caros que permitam prolongar a vida. Muitos irão comprometer uma enorme parcela da futura renda pagando planos de saúde, que é outro sistema que pode se tornar economicamente insustentável em um futuro onde teremos mais idosos do que jovens.

A única coisa que você pode fazer diante deste cenário é começar a planejar o seu futuro financeiro. Como?

  1. Aumentando sua renda enquanto ainda pode fazer isto;
  2. Poupando mais;
  3. Aprendendo a obter melhores rendimentos investindo o que poupou;
  4. Cuidado da sua saúde já que remediar é mais barato que tratar doenças;
  5. Para os mais velhos: pensar na possibilidade de empreender ou voltar ao mercado de trabalho, de preferência em uma atividade que te ofereça prazer (unindo o útil ao agradável não parecerá um trabalho).
  6. Para os mais jovens: criar um plano para que você possa atingir a independência financeira o quanto antes. Isto significa acumular patrimônio para que este possa produzir uma renda passiva de tal forma que você dependerá cada vez menos do seu salário e dependerá mais de juros, aluguéis e dividendos.

Faça simulações para atingir sua independência financeira visitando aqui.

Para tudo isso você precisa dedicar mais tempo estudando, educando-se financeiramente, aprendendo a investir melhor, desenvolvendo novos conhecimentos e habilidades para empreender e planejar sua vida financeira. Esqueça a ideia de que o governo é responsável por sua aposentadoria. Você é o verdadeiro responsável.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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Andrews
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Andrews

Lenadro,
Excelente artigo !!!
Sou um pouco novo tenho 22 anos e comecei a me interessar por este assunto de educação financeira a pouco tempo.. suas publicações têm feito eu ver as coisas de outra maneira…
Parabéns… pelo conhecimento que nos transmite…. além de tudo de graça..
Gostaria… de conhecer tão bem quanto você… para poder passar isso a outras pessoas e quem sabe termos um país melhor…
Poderia me passar alguma dica de como absorver melhor os conhecimentos sobre educação financeira?
Grande Abraço.
E ficarei ligado sempre no #clubedospoupadores !

Eduardo
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Eduardo

E ainda estão querendo aposentar as mulheres, pois fazem trabalhos domésticos e tal, aquele blá-blá-blá politicamente correto, mas economicamente inviável.

Roberto Maia
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Roberto Maia

Preguiça de estudar e pensar…se pararmos um pouco e pensar vamos chegar a essas conclusões. Mas por limitações individuais estamos aqui lendo seu artigo enquanto já deveríamos estar ciente disto…mas de qualquer forma o mínimo que posso dizer é obrigado Leandro. Abriu um minha cabeça um pouco mais e tenho certeza que de muitas outras pessoas.

Raul
Visitante
Raul

Excelente artigo Leandro!

Tenho acompanhado muito seu blog e só tenho a agradecer pelo excelente conteúdo de valor e muito bem explicado que você posta aqui.

São trabalhos como o seu que vem abrindo minha mente e de outras pessoas. Tenho aprendido muito.

Ivo de Souza Almeida
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Ivo de Souza Almeida

Mais uma vez lhe agradeço por gastar seu tempo nos educando financeiramente.

Fabio Rangel
Visitante
Fabio Rangel

Bom dia. Excelente texto. Há alguns anos já havia percebido isso por mim mesmo. No entanto, tenho lido em alguns fóruns, que agora não lembro, que na verdade o INSS é superavitário, e que se torna deficitário quando se incluem os beneficiários rurais (não entendi como isso funciona). Tem lido algo a respeito?

Douglas
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Douglas

Olá, não consigo visualizar as figuras postadas nos artigos do site. O que devo fazer?

Leninha
Visitante
Leninha

São limitações da sua internet. Aqui no meu trabalho, por exemplo, não consigo visualizar as imagens, mas em casa eu consigo. Pode ser uma extensão de arquivo que o seu navegador não pode ler, ou, como ocorre no meu trabalho, uma limitação de download das imagens para não sobrecarregar a internet.

Rafael Fernandes
Visitante
Rafael Fernandes

Bom dia Leandro,
mais uma vez um grande artigo.
Eu só queria fazer um comentário quando você fala da aposentadoria dos servidores públicos.
Um funcionário da iniciativa privada paga 11% de INSS em cima do teto do INSS.
Já um servidor público paga 11% em cima de todo o salário. Ou seja, você disse que 10% dos aposentados pelo INSS, que são servidores públicos, gastam o mesmo valor que os 90%, que são da iniciativa privada, porém vale mencionar que esses 10% pagam muito mais INSS, durante a vida produtiva, que os outros 90%.
Já com a FUNPRESP, vai acabar isso. Os servidores públicos pagarão 11% do teto e receberão o TETO do INSS quando aposentarem.
Obrigado!

Investidor
Visitante
Investidor

Excelente artigo. Sem dúvida o Regime Geral de Previdência Social demandará várias reformas até nos aposentarmos. Sendo assim, aqueles que depositam todo seu futuro no INSS devem ficar alertas para a redução de benefícios, aumento das contribuições ou a adoção de outras formas de redução de despesas do regime. No entanto, defendo a contribuição ao regime geral como um seguro complementar, vale dizer, como mais uma maneira do empregado ou autônomo se prevenir de eventos imprevisíveis, tais como a invalidez, alguma patologia que o incapacite temporariamente e, logicamente, o falecimento a permitir o gozo da pensão aos dependentes.

Nenhum desses eventos é coberto por simples investimento ou talvez o sujeito ainda seja jovem demais para dispor do montante necessário a garantir uma boa qualidade de vida nessas condições.

Antonio
Visitante
Antonio

Acho que foi o melhor artigo que você já escreveu até agora. Parabéns. http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1088/noticias/o-buraco-sem-fim-dos-fundos-de-pensao

Rainê
Visitante
Rainê

Leio bastante sobre independência financeira, e não tenho dúvida em afirmar que os melhores artigos são aqueles escritos pelo Leandro Ávila. Fantásticos, didática simples, sem muitos termos técnicos, o que afastaria leigos do conteúdo. Agora, só não inverte seu futuro quem não quiser. Excelente interpretação dos fatos.

ACMattos
Visitante
ACMattos

Leandro,

Questão muito importante e que precisa ser muito difundia entre as pessoas. Infelizmente, o INSS não vai dar conta no futuro e felizmente, ainda há jeito de resolver esta questão. As pessoas precisam estar conscientes dos problemas e do que podem fazer para contornar o inevitável. Este artigo aborda os dois pontos de forma muto franca e direta. Parabéns!

Abraços, André!

Wagner
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Wagner

Leandro, mais uma vez um texto muito bom. Contudo, você está repetindo aqui uma desinformação comum em relação à previdência do setor público: as aposentadorias são cerca de 10 vezes maiores mas a contribuição dos servidores ativos também é muito maior que no regime geral (INSS). Eu não tenho o teto de contribuição do INSS, sobre meu salário (servidor do Banco Central) são descontados 11% para nosso regime de previdência. Na verdade, os servidores que ingressaram no serviço público antes de 31/12/2003 (de acordo com a emenda 41 de 2003), e que teoricamente terão aposentadoria integral, sustentam um “Esquema de Ponzi” semelhante ao do INSS que você mencionou. Tenho certeza de que não terei aposentadoria integral, porém também sou obrigado a contribuir, só que minha contribuição vai muito além do teto do INSS! Se eu pudesse optar, certamente estaria administrando eu mesmo esta parcela do meu salário, ao invés de bancar aposentadorias des privilegiados de gerações anteriores (muito aposentaram-se muito cedo e pouco contribuiram, deixando a conta para a minha geração).

Shanti
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Shanti

Perfeito, o que mais dizer do que foi exposto?

Nós mais antenados nas mudanças sociais, politicas e economicas, podemos nos previnir e fazer uma boa poupança e sendo ela liquida, procurar não vincula-la à um banco publico.

Mas a grande maioria das pessoas não conseguirá, ou morrera tentando, alguns poucos terão exito.

Imaginem daqui a uns 25 anos, nós com dinheiro na poupança para nos manter, e o pais cheio de pessoas invalidas sem receber um “tostão” da previdencia que estara falida…….é, vamos previnir sim, mas não só financeiramente, temos que nos previnir do que nos aguardo socialmente………se é que teremos “sossego” pra continuar morando “por aqui”.

Obrigado Leandro, mais uma vez.

Kelly
Visitante
Kelly

Parabéns pela matéria Leandro!!! Ótima abordagem sobre o assunto. Já que estamos falando em poupar gostaria de saber sua opinião sobre as previdências privadas, são realmente seguras ou são outra bomba relógio??

Kelly
Visitante
Kelly

Obrigado pela dica Leandro, desde que comecei a ler seus artigos passei a pesquisar um pouco mais sobre a situação financeira do país, e fiquei muito preocupada com o futuro!!! Ja tinha ouvido falar em compra de Títulos Públicos mas na verdade não sei bem como funciona, pretendo pesquisar mais e ver a melhor forma de investir.. Mais uma vez obrigado, seus artigos são de alta qualidade e muito esclarecedores!!!

Fábio Augusto
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Fábio Augusto

A população brasileira, em sua esmagadora maioria, é totalmente ignorante política e financeiramente, não sendo capaz de enxergar os rumos do país. É tiro no pé… um após o outro. Infelizmente, nunca mudará!
Parabéns Leandro, como sempre didático e objetivo.

Daniela
Visitante
Daniela

Excelente artigo! se considerarmos a falência do sistema de saúde público a necessidade de planejamento financeiro para a velhice se faz ainda mais aguda! E realmente, podemos contar com toda a ineficiência do governo! Nisso são imbatíveis!

Raphael Martins
Visitante
Raphael Martins

Mais uma vez parabéns pelo excelente e apocalíptico artigo!

Lucas Gonçalves
Visitante
Lucas Gonçalves

♦ Muito bom esse artigo, linguagem simples e fácil de entender!

Junior
Visitante
Junior

Espetacular esse artigo Leandro, na minha opinião um dos melhores do site, é preocupante essa pirâmide do INSS, o governo deve pensar que sair imprimindo dinheiro pra pagar aposentadorias futuras não fará nenhum mal, o que me preocupa é quem acumular patrimônio de forma separada, no futuro governo interfira nesse patrimônio pessoal da população que poupou para cobrir esse rombo da previdência e outros assistencialismos. Abraço.

Jean
Visitante
Jean

Ok, aumento a rende e aplico, uso aonde? Se for em aplicações e o governo lá na frente (quebrado) não pode sacar da mesma maneira?

Raphael Moraes
Visitante
Raphael Moraes

Leandro, mais uma vez um artigo brilhante, objetivo e claro! Era exatamente esse o conceito do que deveria ter sido a previdência: uma espécie de poupança, individual, onde a “contribuição compulsória” de cada trabalhador acumularia um montante que, no futuro, seria usado para pagar sua própria aposentadoria. Mas com tanto roubo, tira daqui, tira dali… o que pagamos hoje já é usado no sufoco para pagar os aposentados e em médio prazo, realmente a bomba vai estourar… O futuro de cada um de nós deve, de fato, ser feito por nós mesmos, com estudo, aprendizado, sabendo poupar e investir…. Tenho aprendido muito contigo. De fato, mudei muito dos meus hábitos, estou corrigindo meus erros e procurando aprender. Muitas decisoes que antes tomaria, já tenho outra visão atualmente. Acredito que se mais e mais pessoas mudarem sua postura, pararem de pagar juros e passarem a receber juros, aproveitando as oportunidades das altas taxas do nosso país, suas vidas vao mesmo melhorar. A minha já tem melhorado muito! Com a ajuda das suas dicas, por exemplo! Grande abraço!

Guilherme Z.
Visitante
Guilherme Z.

Ótimo artigo Leandro!!!
Parabéns!!
No fim, a mensagem principal é que importa: como tudo na vida, somos nós os responsáveis por nossas ações e escolhas!!!

Louis
Visitante
Louis

Leandro, mais um excelente artigo de utilidade pública. Eu já tenho consciência de que não devo contar muito com aposentadoria pública. Tenho que construir um patrimônio considerável enquanto sou razoavelmente novo.
Obrigado.

Capitalista Pobre
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Capitalista Pobre

Infelizmente não temos a opção de não pagar esse imposto inútil!
Se eu pudesse investir, o valor que o INSS cobra de mim no meu salário, eu teria um futuro garantido e renda para a época que mais precisarei.

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro parabéns pelo artigo. Dado o fato de que a Caixa Econômica anunciou o limite de 50% no financiamento dos imóveis usados eu pensei imediatamente em você, pois como especialista em imóveis possui uma visão mais esclarecida a respeito das consequências do anúncio. Veja se estou enganado: com este corte no financiamento os imóveis usados terão que oferecer maiores vantagens para pagamentos à vista, não é?

Halisson
Visitante
Halisson

Olá Leandro, mais um excelente artigo(para variar..rs)!! Bem, apenas com intuito de esclarecer algumas questões, vou citar suas palavras, em seguida farei alguns pequenos comentários. Vejamos: “Não podemos dizer que contribuímos com o INSS, pois contribuição é sempre voluntária. Na verdade a contribuição seria uma imposição do estado, ou seja, mais um imposto que precisamos pagar sem reclamar.” Comentários: O nome “contribuição” é uma terminologia técnica que se refere a uma das espécies de tributo(Taxas, Contribuições de Melhoria, Impostos, Contribuições Sociais, Empréstimo Compulsório). De acordo com nosso ordenamento jurídico vigente, por ser uma espécie de tributo( todo tributo é compulsório), de fato nós não temos qualquer opção entre pagar e não pagar(para os segurados obrigatórios). Ocorre uma obrigatoriedade. Portanto, o nome dado ao tributo não se confunde com o conceito popular da palavra. “Existem dois regimes: O regime geral para os trabalhadores do setor privado; e Regime próprio para os trabalhadores do setor público…” Comentários: Na verdade existem 3. O RGPS(Regime Geral da Previdência Social), que não lida apenas com os trabalhadores da CLT. Na verdade, abraça também segurados facultativos(ex: estudantes), segurados contribuintes individuais(Empresários, Ministros de Confissão Religiosa, Autônomos etc.; O RPPS(Regime Próprio da Previdência Social), exatamente como você escreveu; e Regime de Previdência Complementar, “operado por Entidades Abertas e Fechadas de Previdência Complementar, regime privado, com filiação facultativa, criado com a finalidade de proporcionar uma renda adicional ao trabalhador, que complemente a sua previdência oficial”. “Os benefícios oferecidos pela previdência pública são:… “Quem paga para o sistema funcionar:”… Comentário: É preciso destacar que o sistema não é a Previdência Social, mas sim a Seguridade Social. Esta é dividida em Previdência, Assistência e Saúde. Portanto, essas fontes de custeio que você citou não se referem à Previdência Social(de maneira isolada), mas sim o sistema maior composto pela tríade da seguridade social. “Uma parte do que você contribui também é usado para pagar a aposentadoria de pessoas que não contribuíram com o INSS durante a vida, é o caso de muitas aposentadorias rurais. A assistência social é importante para um país pobre como o nosso, mas deveria ser feita com recursos do Tesouro Nacional (caixa do governo) através de um órgão apropriado para a assistência e não através das contribuições dos segurados do INSS.” Comentários: De fato, a partir da Constituição Atual, o trabalhador rural foi equiparado ao trabalhador urbano. Em outras palavras, os direitos concedidos aos trabalhadores urbanos deverão ser também concedidos aos trabalhadores rurais. Como bem sabemos, há tralhadores rurais que plantam apenas para subsistência própria( exemplo de Segurado Especial), muitas vezes vivem em condições bem precárias. Como houve essa equiparação, essa espécie de segurado, em regra, não precisa comprovar efetivo recolhimento ao INSS, para fazer jus aos benefícios(desde que cumpra um conjunto de requisitos fáticos e documentais). Como vemos, esses benefícios se assemelham muito com uma “assistência social”, mas não é. Para nosso ordenamento jurídico, são segurados, fazendo parte da seguridade social. Acredito que quando você urgiu para que se criasse um órgão ou entidade própria para a assistência social, estava a se referir ao Benefício de Prestação Continuada – LOAS(benefício assistencial), que de fato é um benefício fora do âmbito da Previdência Social, mas operacionalizado pelo INSS. É de se ressaltar, entretanto, que embora o INSS faça o reconhecimento do direito e pague o benefício, os recursos não são oriundos das contribuições previdenciárias, não tendo relação com aqueles valores que contribuímos para fins de aposentadoria, salário-maternidade, auxílio-doença etc. Sou totalmente a favor da retirada da operacionalização desse benefício do INSS. Não cabe ao INSS fazer assistência social, mas sim previdência social. “O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003.” Comentários: Essa regra não aplica mais a maioria dos novos servidores públicos e também a vários órgãos e entidades públicas. Há grandes disparidades também na seara pública. O Poder Legislativo e o Poder Judiciário são os que mantém os melhores salários, menor carga horária de trabalho e as melhores gratificações. Dentro do Poder Executivo Federal temos disparidades gritantes entre órgãos/entidades. Alguns recebem 20.000 reais por mês, outros 1.000 reais. Enfim, ser… Ler mais »

Fábio de Souza
Visitante
Fábio de Souza

Nossa. Eu fiquei super preocupado diante desse panorama. Eu sabia que a situação era grave mas, não tanto…Preciso começar a guardar e investir dinheiro com urgência.

Paulo Cesar D
Visitante
Paulo Cesar D

Olá Leandro,
Obrigado por mais um artigo brilhante e esclarecedor! Estou para fazer 49 anos e queria ter tido pelo menos 10 % dos conhecimentos sobre economia e finanças que tenho hoje quando eu tinha 18 anos, acredito que meu patamar financeiro e social seria outro hoje, embora não podemos “adivinhar” o futuro… Mas de alguma forma é relativamente justificável, pois naquela época não existia internet e nós (o povão) não tínhamos acesso a tantas informações de qualidade que se tem hoje (embora exista muito “lixo” também…) e nem sei se existiam essas informações na época…. o termo “educação financeira” acho que nem existia…

Então fica o alerta principalmente para os mais jovens! Aproveitem a grande disponibilidade e facilidade de acesso a ótimas informações nos dias de hoje sobre finanças, inteligência financeira (esse termo acho que eu que invente… rs), economia, macroeconomia, investimentos, enfim…E vivam o presente e ao mesmo tempo vão construindo seu futuro financeiro… E alerta também aos pais (embora eu não seja)… acho que uma das maiores contribuições (entre outras importantes também) que podem dar aos filhos melhorando suas perspectivas futuras é incentivar-lhes a educação financeira, pois material de qualidade para isso não falta… Abraços!

Hevlin
Visitante

Olá Leandro!

Mais um excelente artigo! é realmente muito importante não depender do INSS e sempre procurar ter um plano de previdência complementar, feito pela própria pessoa através dos investimentos. Paga-se um preço muito caro pela falta de organização e de vontade de planejar.

Meus parabéns pelo seu blog. Em breve fará um ano que o acompanho, e posso dizer com toda a certeza que foi um marco em minha vida, pois descobri a educação financeira e atualmente faço até pós graduação no assunto. Criei um blog sobre investimentos e finanças pessoais e você é meu exemplo, espero um dia ter um conteúdo tão bom quanto o seu. Você destoa, e muito, da grandíssima maioria dos outros sites. Continue sempre assim.

Luciano
Visitante
Luciano

Previdência privada para quem paga IR completo pode ser vantajoso, pois você vai ter um dinheiro trabalhando para você que de outra forma estaria nas mãos do governo (era imposto) então o dinheiro trabalha para você e só no final, quando resgatar, que o imposto será pago. Gostaria de poder fazer essas contas para ver se é ou não viável. Belo artigo como todos os que você escreve.

Gilson
Visitante
Gilson

Olá Leandro,
Mais uma vez obrigado pelo Artigo, muito esclarecedor, de uma linguagem simples.
Como falei anteriormente, tenho dedicado um pouco do meu tempo à Educação Financeira e, tenho tido como base estas suas publicações. Tenho aprendido bastante, na medida que recomendo para outros colegas, tenho compartilhado.

Ivo Passos
Visitante
Ivo Passos

Muito obrigado por mais um excelente artigo. Graças a você e ao seu site aprendi a criar uma reserva de emergência e a investir em LFT e NTNBP. E agora estou aprendendo sobre FII e depois pretendo investir em ações tambem. Tento alerta parentes e amigos sobre o que você disse nesse artigo e também compartilhado seus artigos com eles, mas não dão muita atenção. Diz eles que é perda de tempo! eu mesmo só lamento por eles.

Maria Eliane
Visitante
Maria Eliane

Olá Leandro, gostei muito do artigo! Elucidativo, bem escrito e útil como todos!
Contribuí como autônoma durante 15 anos pelo teto previdenciário, e como tenho 61 anos entrei com pedido de aposentadoria junto ao INSS, onde aguardo resposta. Venho lendo com atenção seus artigos há poucos meses, aprendendo muito, e graças a eles, optei por transferir um PGBL que tinha para LCI; e também uma reserva pequena que estava em caderneta de poupança para o título público Tesouro Selic. Estou bem satisfeita com essas mudanças, e tenho inclusive orientado várias amigas para lerem, estudarem seus artigos. Continuo trabalhando como autônoma e minha intenção é continuar a poupar um valor mensal, justamente com esta finalidade de ter um montante que eu possa contar quando estiver mais idosa, complementando aposentadoria do INSS.
Pensei em aplicar essa poupança mensal no Tesouro. Você acha que Tesouro Selic é um bom título para estas aplicações mensais? Minha idéia inicial seria ir fazendo estas aplicações, e deixar até o vencimento do título. Desde já agradeço por sua atenção, um grande abraço, e muitas bênçãos para você e familiares.

Henriquemm
Visitante
Henriquemm

Muito legal, só faltou dizer que o servidor público contribuiu muito mais pra sua Previdencia. Por exemplo, no município que sou concursado, existe a previdência própria e contribuimos com 11% de todo o salário base(aquele que levaremos para a aposentadoria – esses 11% não incidem sobre gratificações pois não a levaremos para a aposentadoria.) Não existe um teto delimitado de cobrança. Por exemplo, se o servidor efetivo tem o salário base de 15.000,00 ele vai contribuir com 11% sobre os 15.000,00 mil.
Acho que o grande problema dos servidores e a previdência, ocorre nos locais em que a incorporação de gratificações ainda existe.

Mario
Visitante
Mario

Ótimo artigo, quem ainda acredita na previdência oficial vai ter que trabalhar até morrer, se hoje os benefícios para os aposentados (do regime geral, os do serviço público e militares não contam) são uma pequena parcela do que foi prometida no passado, num futuro muito próximo não terá nenhum tostão para os aposentados. Aqueles que não fizerem por conta própria seu “pé de meia” terão uma velhice muito pobre e ruim.

Misael
Visitante
Misael

Boa tarde Leandro.
Gostaria de agradecer por mais um rico artigo, falando que o INSS esta falindo a cada dia que se passa. alguns anos atras estava pesquisando sobre e descobrir isso. Então comecei pesquisa sob investimento para o futuro ( aposentaria), então descobrir este site e dela para cá leio e comento cada artigo.
Hoje tenho TD e ações e pretendo ainda este ano conheça investir em FII ( fundo investimento imobiliário).
Agradeço Leandro Àvila que posta um artigos importante e ricos para a nossa vida presente e futuro.

Rui Araujo
Visitante
Rui Araujo

Excelentes e oportunos artigos,primo Leandro………..

Fábio
Visitante
Fábio

Oi Leandro, gostei da ideia de individualizar a previdência pública, onde cada um financia a sua e o $ fica vinculado ao CPF; assim tb cada um fica responsável por si mesmo. Afinal de contas, com os autônomos já é assim não? O cara contribui qto quiser e se quiser..
Agora quanto as previsões até 2035-2050, acho difícil o governo não se mexer até lá; alguns pequenos ajustes estão sendo feitos, como no famigerado auxílio reclusão.
Penso que muitas mudanças serão feitas nas próximas décadas, uma coisinha aqui, outra ali, paliativos enfim, como já é do hábito. Algo revolucionário só se a população mesma agir…porque é tb uma questão cultural, de um país cujos governos são marcados por políticas populistas e assistencialistas.
De novo, falta educação, sobra corrupção.
Mas o problema é que esses ajustezinhos tendem a prejudicar os futuros beneficiários, “em prol da manutenção do sistema”.

Dsuisso
Visitante
Dsuisso

Excelente artigo !

Parabéns ! Eu ainda não iniciei minha “aposentadoria” particular mas estou me preparando para isto, em breve inicio.

Mauro
Visitante
Mauro

“O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003. Para evitar grandes perdas, atualmente, muitos servidores públicos também contribuem com fundos de pensão. Muitos destes fundos já apresentam resultados ruins por má administração e interferência política. Já existem 43 grandes fundos com sérios problemas… ”
Gostaria de dar minha declaração a respeito deste parágrafo, visto que sou servidor público Militar Estadual atualmente na reserva remunerada.
Discordo quando tentam jogar a opinião pública contra os servidores desta maneira, não se trata de privilégio algum e sim algo que deveria ocorrer da mesma maneira na iniciativa privada e só não o é em razão da má administração do dinheiro dos impostos em nível federal. É tanta corrupção e desvio do dinheiro dos aposentados do INSS que realmente não há como ter integralidade e paridade com as categorias da ativa.
Falo com propriedade em respeito a minha situação, que tenho integralidade e paridade, porém note-se que todo servidor público militar estadual da ativa contribui com 11% de seu salário para a aposentadoria, independentemente do posto ou graduação.
Os aposentados também contribuem com 11% em cima da diferença sobre o valor de seus proventos que supere o teto do INSS .
“Artigo 8º – Os militares da reserva remunerada, reformados, agregados e os pensionistas
contribuirão com 11% (onze por cento), incidentes sobre o valor da parcela dos proventos de
aposentadorias e pensões que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do
Regime Geral de Previdência Social.(LEI COMPLEMENTAR Nº 1013, de 6 de julho de 2007)
Então o que se deve, ao meu ver é tentar equacionar a roubalheira e os desvios do dinheiro dos aposentados do INSS, melhorar a fiscalização diminuindo a sonegação aumentando assim arrecadação e trazer todos os que não são funcionários públicos para contribuírem com o INSS, facilitando os meios para entrar na formalidade.
Grande Abraço a todos.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Ótimo artigo. Parabéns! Sou seu leitor assíduo e graças principalmente ao nosso Deus onipotente, e a você, cujos artigos leio desde abril de 2014, os quais me ensinaram entre outras coisas a investir em títulos públicos e aperfeiçoar o ajuste de minhas contas pessoais, posso dizer que mudei minha vida financeira e caminho rumo a metas e objetivos financeiros tangíveis. Porém uma frase me chamou atenção em seu artigo e, pra mim, resume o que eles fazem conosco: “O seguro é administrado com toda a ineficiência que só o governo pode nos oferecer….” Pra que dizer mais? Mais uma vez obrigado, conterrâneo. Me ensine mais e mais. Preciso aprender mais!

Bruno
Visitante
Bruno

Leandro, excelente artigo…
e cito mais um detalhes que tenho visto no dia-dia do meu trabalho: o governo institui o MEI, micro-empreendedor-individual, para legalizar certos trabalhos, como ambulantes etc. A pessoa abre o MEI, contribui com R$ 50,00 por 15 anos e pode se aposentar com salário mínimo e por idade (fora benefícios como seguros saúde etc). Agora, pense bem, o que tem de pessoas que nunca contribuíram e começam, por ex aos 45 anos, com 60 se aposentam, contribuindo com R$ 50,00, quando como autônomo seria 20% do salário mínimo (aproximadamente R$ 160,00).

Ronne
Visitante
Ronne

Apesar de saber que a previdência é mesmo um sistema Ponzi, fiquei feliz e parabenizo-o mais uma vez, Leandro Ávila, pela maneira distinta e clara com que abordou esse assunto tão importante para todos nós.
Obrigado mais uma vez pelo serviço que presta a nós, leitores do Clube dos Poupadores.

Kleber
Visitante
Kleber

Excelente artigo. Muito reflexivo. Pena que a maioria de nós brasileiros não tem o hábito de ser previdente, quando bate o desemprego ou alguma eventualidade como acidente ou doenças, não dispomos de fundos para nos socorrer.

Edson
Visitante
Edson

Senhores leitores, no site da FIESP há um relatório de 2011 que trata do custo da corrupção para o Brasil, e para os brasileiros que pagam impostos, claro! Segundo esse relatório, a corrupção chega de 1,38% a 2,3% do PIB, que significa de R$50 bilhões a 84R$ bilhões (FIESP, 2011, p. 6), dependendo da metodologia que seja utilizada. Portanto, se houver uma interrupção nas diversas formas de desvio de verba pública este déficit da Previdência estará resolvido!

Luis Andre
Visitante
Luis Andre

Olá Leandro

Como sempre, é um excelente artigo. Sou PJ e por isso o caminho natural foi fazer previdência privada, mas quando comecei a a estudar educação financeira, vi que era uma Furada e resolvi parar de Contribuir.

Quando falo que não tenha previdência privada e que eu mesmo faço a gestão de minha aposentadoria, sou taxado de maluco e irresponsável. Nem adianta discutir, parece ser de nossa cultura, achar que precisamos do outro seja estado ou instituição financeira para cuidar de nosso dinheiro.

Outra coisa, sugiro um artigo sobre os possíveis impacto da mudança de regras do financiamento de Imóveis Usados, com aumento da entrada de 20-30% para 50-60%, será que veremos um queda acelerada de preço agora?

Fernando
Visitante
Fernando

E se o governo imprimir dinheiro para pagar os gastos crescentes da previdência?

Henrique
Visitante
Henrique

Tinha um plano de Previdência Privada e cancelei, resolvi investir somente no INSS, porque?
Segundo meus estudos, o governo esta sempre alterando o fator previdenciário pela idade, no qual um dos fatores principais é a expectativa de vida calculada pelo IBGE, então eu acredito que o sistema previdenciário irá, automaticamente a cada ano aumentando a expectativa de vida dos brasileiros, dificultando as pessoas se aposentem mais cedo, lógico, se hoje com 63 anos recebemos 100% do fator, daqui á 20 anos receberemos 100% do fator com 70 anos de idade, e assim vai.
Henrique – Consultor previdenciário
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