O INSS é insustentável no longo prazo

Se você confia o seu futuro ao INSS, precisa saber que o sistema é uma verdadeira bomba relógio que explodirá no futuro e poderá arruinar sua vida financeira, justamente na fase da sua vida onde a estabilidade é a coisa mais importante. O INSS é um sistema insustentável na forma que se encontra hoje. Mudanças drásticas deverão ser feitas no sistema para que ele não quebre nas próximas décadas ou para que ele não leve o estado à falência.

O atual Regime Geral da Previdência é insustentável. “É uma bomba relógio”, afirmou o ministro Augusto Nardes do TCU, sobre a falta de recursos para continuar pagando as aposentadorias no futuro. (fonte)

Se você ainda não se aposentou, precisa iniciar um plano de formação de patrimônio para poder viver sua velhice com dignidade, sem depender dos seus filhos, sem depender dos amigos e do assistencialismo do estado. Se você já está aposentado, deveria pensar na possibilidade de voltar a exercer alguma atividade profissional enquanto ainda tem saúde para isto.  Não é de hoje que os educadores financeiros, economistas e especialistas alertam as pessoas para este problema.

Modelo de Pirâmide:

O modelo de previdência utilizado no Brasil se parece muito com um “esquema de pirâmide”. Isto que o torna insustentável no longo prazo. Este esquema também é conhecido como “Esquema de Ponzi“, mas os especialistas gostam de dizer que nossa previdência usa o sistema de repartição. Funciona assim:

Um grande número de pessoas está trabalhando e contribuindo com o INSS que utiliza este dinheiro para pagar os benefícios de um número menor de pessoas que estão aposentadas. Enquanto o número de pessoas contribuindo for maior do que o número de pessoas aposentadas, o sistema funcionará bem. O sistema entrará em colapso quando o número de aposentados for maior do que o número de pessoas trabalhando e contribuindo com o INSS. Este dia está chegando.

Segundo o BID,  até 2050 a população com mais de 65 anos no país se multiplicará por quatro, passando de 13 a 51 milhões e, destes, 40% não terão uma aposentadoria e dependerão do estado ou de suas famílias. Para cada aposentado, existem 10 trabalhadores potenciais. Em 2050, a proporção diminuirá para um aposentado para cada três trabalhadores potenciais. (fonte)

Segundo o IBGE e o IPEA a população brasileira deverá parar de crescer por volta de 2030. Os motivos apontados é a combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. Os brasileiros estão vivendo mais e ao mesmo tempo estão tendo menos filhos. A população deve parar de crescer em 2030 quando atingir 206,8 milhões de habitantes. Mais da metade da população terá mais de 45 anos.

 

Agora observe claramente a pirâmide que tínhamos no ano 2000 (azul e vermelho escuro) e a pirâmide invertida que teremos em 2040 (azul e vermelho claro) que deixei destacado com riscos verdes. Fontes: Estudo do IPEA (aqui) e os gráficos (aqui), outra (fonte)

O azul e vermelho escuro mostra a quantidade de homens e mulheres com determinada faixa de idade no ano 2000. É possível ver que em 2000 tínhamos uma maior quantidade de jovens (base da pirâmide mais larga) e uma menor quantidade de idosos (topo da pirâmide estreito).

Sobre a mesma imagem existe um gráfico com cores apagadas do azul e do vermelho que representa a quantidade estimada de homens e mulheres em 2040. Para destacar, fiz o desenho de uma pirâmide verde sobre o gráfico. Observe que em 2040 teremos uma pirâmide invertida onde a base será bem estreita devido ao menor  número de jovens e um topo largo devido ao grande número de idosos.

Se as regras do INSS não forem modificadas com urgência será impossível manter o pagamento das atuais aposentadorias e das futuras aposentadorias com um número cada vez maior de aposentados diante de um número cada vez menor de jovens contribuindo com a previdência. (estudo)

A mesma lógica pode ser aplicada aos fundos de pensão. Muitos fundos já estão enfrentando problemas (como já mostrei neste artigo) devido a má gestão. Imagine os problemas que irão enfrentar no futuro quando a quantidade de aposentados for maior do que a quantidade de contribuintes no fundo.

Previdência Social

A previdência nada mais é do que um tipo de seguro obrigatório (por lei) para cobrir riscos de incapacidade, idade avançada, tempo de contribuição, encargos de família, morte e reclusão. O seguro é administrado com toda a ineficiência que só o governo pode nos oferecer.

Todos os trabalhadores economicamente ativos são forçados a contribuir com o INSS. Quando digo forçados, é por serem forçados mesmo, inclusive não pagar o INSS é crime previsto no Código Penal no art. 337-A (sonegação de contribuição previdenciária), com pena de dois a cinco anos, além de multa e do pagamento da quantia principal devida.

Não podemos dizer que contribuímos com o INSS, pois contribuição é sempre voluntária. Na verdade a contribuição seria uma imposição do estado, ou seja, mais um imposto que precisamos pagar sem reclamar.

Os benefícios oferecidos pela previdência pública são:

  1. Auxílio-doença;
  2. Auxílio-acidente;
  3. Aposentadoria por invalidez;
  4. Aposentadoria por idade;
  5. Aposentadoria por tempo de contribuição;
  6. Aposentadoria especial;
  7. Salário-maternidade;
  8. Salário-família;
  9. Pensão por morte;
  10. Auxílio-reclusão (para a família de quem está preso).

Existem dois regimes:

  1. O regime geral para os trabalhadores do setor privado; e
  2. Regime próprio para os trabalhadores do setor público.

Quem paga para o sistema funcionar:

  1. Trabalhadores (contribuição sobre o salário, que vai de 7,65% a 20%, dependendo do tipo de segurado);
  2. Pelas empresas empregadoras (através de uma série de tributos, como COFINS, CSLL, SAT, entre outros),
  3. Por parte da receita proveniente de loterias (loteria é uma grande máquina para tirar dinheiro da população);
  4. Pelo Governo, através do dinheiro que toda a população paga em impostos.

Problema no Setor Privado

No setor privado, trabalhadores e empresas contribuem com o sistema. Os profissionais autônomos pagam por conta própria. Donos de pequenos negócios também precisam contribuir sobre o pró-labore.

O dinheiro que sai do seu bolso para o INSS hoje não está sendo guardado e remunerado para garantir a sua aposentadoria no futuro (sistema de capitalização). O seu dinheiro está sendo usado para pagar aos benefícios recebidos por quem já está aposentado (sistema de repartição) e para manter toda a máquina ineficiente e repleta de fraudes bilionárias que é o INSS (fonte).

Uma parte do que você contribui também é usado para pagar a aposentadoria de pessoas que não contribuíram com o INSS durante a vida, é o caso de muitas aposentadorias rurais. A assistência social é importante para um país pobre como o nosso, mas deveria ser feita com recursos do Tesouro Nacional (caixa do governo) através de um órgão apropriado para a assistência e não através das contribuições dos segurados do INSS.

No futuro, não teremos contribuintes suficientes para pagar os benefícios do enorme número de aposentados do setor privado. Para isto seria necessário que o número de trabalhadores contribuintes continuasse crescendo entre uma geração e outra para evitar a quebra do sistema.

Em 2014 o rombo nas contas do INSS foi de  R$ 56,698 bilhões, ou seja, faltou 56 bilhões para que despesas e receitas fossem iguais (fonte). O governo pode desviar parte das receitas do INSS para gastar em outras áreas por meio da Desvinculação das Receitas da União aprovada pelo Congresso em 2000. O governo pode retirar 20% dos recursos arrecadados de contribuições sociais e transferir para as áreas que lhe interessam (fonte). Nos últimos anos, vários setores da economia foram beneficiados com renúncias previdenciárias fazendo o INSS perder bilhões em arrecadação (fonte) e (fonte). Como dinheiro não nasce em árvore, quando o governo deixa de cobrar das empresas passa a cobrar do resto da população através de aumento nos impostos (fonte).

Previdência do Setor Público:

O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003. Para evitar grandes perdas, atualmente, muitos servidores públicos também contribuem com fundos de pensão. Muitos destes fundos já apresentam resultados ruins por má administração e interferência política. Já existem 43 grandes fundos com sérios problemas (fonte).

Estima-se que a quantia gasta pelo INSS para pagar os aposentados da iniciativa privada é a mesma gasta pelo governo para os aposentados servidores públicos, só que o primeiro corresponde a 22 milhões de pessoas, e o segundo a 2 milhões de pessoas, ou seja, os servidores públicos aposentados correspondem a 10% dos beneficiários do INSS, mas consomem a mesma coisa, o que significa que, na média, um servidor público aposentado ganha dez vezes mais que um trabalhador da iniciativa privada. Quem paga esta conta é toda a população brasileira através dos impostos. Como os impostos são insuficientes, o governo pega dinheiro emprestado através da oferta de títulos públicos. Por este motivo, mais da metade do que o governo federal gasta é com pagamento de juros e previdência social. Compare com os gastos em educação que é o investimento mais importante para melhorar a vida das pessoas e tornar um país de pessoas pobres em um país de pessoas ricas.

Críticas ao Sistema:

Muitos acreditam que o sistema previdenciário redistribui dinheiro dos pobres para os ricos. As pessoas das camadas mais pobres da sociedade tendem, na média, a viver menos que os mais ricos. Os mais ricos vivem mais por terem mais acesso a medicamentos, tratamentos, alimentação, saneamento, planos de saúde, etc.

Proporcionalmente pobres e ricos pagam a mesma coisa, mas como o dinheiro pago não retorna diretamente para o pagador (ele vai para o governo), e só retorna caso o pagador envelheça ou tenha algum tipo de acidente, em média pessoas mais ricas tendem a se beneficiar da previdência por mais tempo que pessoas pobres. Outra injustiça ocorre quando comparamos a previdência do setor privado e público.

Para agravar a situação, o sistema é altamente ineficiente e repleto de fraudes. Sempre existem notícias de escândalos envolvendo crimes no INSS. Basta fazer uma busca no Google Notícias para perceber que quase todos os dias existem fraudes descobertas em diversas cidades do Brasil envolvendo o INSS (veja aqui).

No Brasil existe uma confusão entre assistência social e previdência pública. A assistência social deveria ser feita através de órgãos específicos com o dinheiro dos impostos. Já a previdência deveria ser feita individualizando o dinheiro de cada contribuinte, de tal forma que este dinheiro pudesse ficar vinculado ao seu CPF rendendo juros. No final seria este o dinheiro utilizado para pagar o benefício do dono do dinheiro.

Conclusão:

Eu pessoalmente contribuo com o INSS por ser obrigado por lei. Não tenho muitas esperanças de que conseguirei me aposentar pelo modelo de previdência pública que existe hoje.

Dificilmente algum político vai assumir a responsabilidade por mudar as regras do jogo. Os políticos que votarem a favor de medidas que prejudiquem os futuros aposentados e os atuais estarão declarando o fim das suas carreiras políticas. Jamais serão reeleitos. Qualquer medida que modifique a previdência seria vista com maus olhos por uma sociedade que espera muito do governo, sem perceber o quanto ele nos custa caro e o quanto ele é ineficiente em tudo que faz. No final é sempre a sociedade que paga a conta, e paga caro.

Os sindicatos também não permitirão qualquer mudança no sistema atual que possa prejudicar quem já está aposentado ou quem ainda não se aposentou. O resultado é que o governo irá empurrar os problemas do INSS com a barriga até o dia do colapso.

Nos últimos dez anos, o rombo da Previdência Social já passou dos R$ 500 bilhões. O rombo vai se tornar cada vez maior. Isto vai reduzir ainda mais a capacidade de investimento do governo, que já é baixa. Vai aumentar a dívida pública, que já é alta, e também os juros pagos aos investidores para financiá-la (Taxa Selic). Temos uma bomba relógio para ser desarmada. Só que não será desarmada por falta de vontade política e pela falta de entendimento da população sobre o assunto.

O INSS é mais uma das diversas formas de transferir o seu dinheiro para ser administrado pelos outros, na esperança de que eles irão fazer alguma coisa melhor do que você seria capaz de fazer. É isto que você faz quando contribui com o INSS, é isto que você faz quando transfere seu dinheiro para fundos de pensão e planos de previdência privada.

É de fundamental importância que as pessoas se conscientizem de que elas são responsáveis pelas vidas que terão no futuro. Somente você pode saber o que é melhor para o seu dinheiro, onde ele deve ser investido e como deve ser investido. Infelizmente, segundo o Serasa, 48% dos brasileiros não está fazendo nenhum tipo de investimento neste momento pensando na aposentadoria. O mesmo estudo indica que para 42% dos brasileiros as contribuições para o INSS é o único tipo de investimento feito para a aposentadoria.

Teremos um futuro repleto de velhinhos pobres que terão que trabalhar até o limite das suas possibilidades físicas para conseguirem pagar por medicamentos e tratamentos cada vez mais caros que permitam prolongar a vida. Muitos irão comprometer uma enorme parcela da futura renda pagando planos de saúde, que é outro sistema que pode se tornar economicamente insustentável em um futuro onde teremos mais idosos do que jovens.

A única coisa que você pode fazer diante deste cenário é começar a planejar o seu futuro financeiro. Como?

  1. Aumentando sua renda enquanto ainda pode fazer isto;
  2. Poupando mais;
  3. Aprendendo a obter melhores rendimentos investindo o que poupou;
  4. Cuidado da sua saúde já que remediar é mais barato que tratar doenças;
  5. Para os mais velhos: pensar na possibilidade de empreender ou voltar ao mercado de trabalho, de preferência em uma atividade que te ofereça prazer (unindo o útil ao agradável não parecerá um trabalho).
  6. Para os mais jovens: criar um plano para que você possa atingir a independência financeira o quanto antes. Isto significa acumular patrimônio para que este possa produzir uma renda passiva de tal forma que você dependerá cada vez menos do seu salário e dependerá mais de juros, aluguéis e dividendos.

Faça simulações para atingir sua independência financeira visitando aqui.

Para tudo isso você precisa dedicar mais tempo estudando, educando-se financeiramente, aprendendo a investir melhor, desenvolvendo novos conhecimentos e habilidades para empreender e planejar sua vida financeira. Esqueça a ideia de que o governo é responsável por sua aposentadoria. Você é o verdadeiro responsável.

By |27/04/2015|Categories: Aposentadoria|152 Comments

About the Author:

Leandro Ávila é administrador de empresas, educador independente especializado em Educação Financeira. Além de editor do Clube dos Poupadores é autor dos livros: Reeducação Financeira, Investidor Consciente, Investimentos que rendem mais, e livros sobre Como comprar e investir em imóveis.

152 Comments

  1. Andrews 28 de abril de 2015 at 7:30 - Reply

    Lenadro,
    Excelente artigo !!!
    Sou um pouco novo tenho 22 anos e comecei a me interessar por este assunto de educação financeira a pouco tempo.. suas publicações têm feito eu ver as coisas de outra maneira…
    Parabéns… pelo conhecimento que nos transmite…. além de tudo de graça..
    Gostaria… de conhecer tão bem quanto você… para poder passar isso a outras pessoas e quem sabe termos um país melhor…
    Poderia me passar alguma dica de como absorver melhor os conhecimentos sobre educação financeira?
    Grande Abraço.
    E ficarei ligado sempre no #clubedospoupadores !

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:07 - Reply

      Oi Andrews. Tudo que aprendi e que compartilho foram através de livros, cursos, leituras que faço em outros sites, blogs, jornais, revistas, etc. É um processo de aprendizagem que leva tempo. O importante seria ter o mínimo de curiosidade sobre o assunto para começar. O objetivo do trabalho que faço é despertar esta curiosidade, fazer a pessoa perceber que tido isto é importante, que são conhecimentos que podem ajudar a pessoa a melhorar a qualidade de vida dela hoje e no futuro. Sou apenas um motivador. Se você está motivado, já tem meio caminho andado.

  2. Eduardo 28 de abril de 2015 at 7:31 - Reply

    E ainda estão querendo aposentar as mulheres, pois fazem trabalhos domésticos e tal, aquele blá-blá-blá politicamente correto, mas economicamente inviável.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:04 - Reply

      Olá Eduardo. O problema que as pessoas não percebem direito é que o estado não nos dá absolutamente nada. O estado tira dinheiro da sociedade, desperdiça e desvia a maior parte e entrega migalhas para quem deveria receber. O político que estivesse realmente preocupado com a renda das mulheres que fazem trabalhos doméstico investiria em programas de educação para que estas mulheres pudessem desenvolver fontes de renda trabalhando em casa, de tal forma que pudessem ter pequenos empreendimentos em casa sem se afastarem dos filhos. As pessoas não precisam de esmolas e nem de dependência do estado, elas precisam de educação e motivação para serem mais autônomas. Um abraço e obrigado.

      • saulo venancio 28 de abril de 2015 at 12:08 - Reply

        falou tudo.

  3. Roberto Maia 28 de abril de 2015 at 7:40 - Reply

    Preguiça de estudar e pensar…se pararmos um pouco e pensar vamos chegar a essas conclusões. Mas por limitações individuais estamos aqui lendo seu artigo enquanto já deveríamos estar ciente disto…mas de qualquer forma o mínimo que posso dizer é obrigado Leandro. Abriu um minha cabeça um pouco mais e tenho certeza que de muitas outras pessoas.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:05 - Reply

      Oi Roberto, eu que agradeço por deixar seu comentário.

  4. Raul 28 de abril de 2015 at 7:47 - Reply

    Excelente artigo Leandro!

    Tenho acompanhado muito seu blog e só tenho a agradecer pelo excelente conteúdo de valor e muito bem explicado que você posta aqui.

    São trabalhos como o seu que vem abrindo minha mente e de outras pessoas. Tenho aprendido muito.

  5. Ivo de Souza Almeida 28 de abril de 2015 at 7:50 - Reply

    Mais uma vez lhe agradeço por gastar seu tempo nos educando financeiramente.

  6. Jerfran 28 de abril de 2015 at 8:03 - Reply

    Leandro,

    Sempre acompanho este site CLUBE DOS POUPADORES, foi através dele que hoje invisto em Tesouro Direto via Carteira Rica, e agradeço muito por ter me apresentado ao mundo dos investimentos, isso foi apenas há 06 meses e já percebo as grandes diferenças. Alerto que neste texto logo abaixo do subtítulo “Modelo de Pirâmide”, no terceiro parágrafo a proporção da década de 80 e do ano 2008 são idênticas, ou seja, 10 pra 1, é isto mesmo ? Se for mesmo isso dá ideia de que o sistema é sólido e não frágil.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:21 - Reply

      Oi Jerfran, acabo de corrigir a informação e optei por utilizar os dados de um estudo do Banco Internacional de Desenvolvimento.

  7. Fabio Rangel 28 de abril de 2015 at 8:15 - Reply

    Bom dia. Excelente texto. Há alguns anos já havia percebido isso por mim mesmo. No entanto, tenho lido em alguns fóruns, que agora não lembro, que na verdade o INSS é superavitário, e que se torna deficitário quando se incluem os beneficiários rurais (não entendi como isso funciona). Tem lido algo a respeito?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:29 - Reply

      Oi Fábio. Hoje ainda existem mais pessoas trabalhando que aposentados, só que não será assim para sempre. Também existem projetos sociais que utilizam o INSS para distribuir renda para pessoas que não contribuíram com ele durante a vida. Um cidadão que tenha uma foto trabalhando no campo, mesmo sem ter feito contribuições ao INSS durante a vida, pode pedir aposentadoria rural (veja aqui). Também existem muitos advogados especializados em conseguir aposentadoria para as pessoas através de diversos caminhos que existem nas leis.

      • Marcelo Freitas 29 de abril de 2015 at 0:23 - Reply

        Desgraça pouca é bobagem… A aposentadoria rural é uma grande moeda de troca no interior do nosso país. Partidos e sindicatos usam e abusam do benefício, criando verdadeiros currais eleitorais.
        Conheço vários profissionais liberais nascidos no interior, mas que atuam na capital há décadas, e mesmo assim possuem o benefício. Diria que a prática é comum no Nordeste, independentemente do objetivo inicial, na prática temos um projeto social que não só prejudica o INSS, mas também distorce nosso processo democrático.

  8. Douglas 28 de abril de 2015 at 8:29 - Reply

    Olá, não consigo visualizar as figuras postadas nos artigos do site. O que devo fazer?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:30 - Reply

      Olá Douglas, a figura que você não consegue ver está abaixo de qual texto?

    • Leninha 28 de abril de 2015 at 15:43 - Reply

      São limitações da sua internet. Aqui no meu trabalho, por exemplo, não consigo visualizar as imagens, mas em casa eu consigo. Pode ser uma extensão de arquivo que o seu navegador não pode ler, ou, como ocorre no meu trabalho, uma limitação de download das imagens para não sobrecarregar a internet.

  9. Rafael Fernandes 28 de abril de 2015 at 8:38 - Reply

    Bom dia Leandro,
    mais uma vez um grande artigo.
    Eu só queria fazer um comentário quando você fala da aposentadoria dos servidores públicos.
    Um funcionário da iniciativa privada paga 11% de INSS em cima do teto do INSS.
    Já um servidor público paga 11% em cima de todo o salário. Ou seja, você disse que 10% dos aposentados pelo INSS, que são servidores públicos, gastam o mesmo valor que os 90%, que são da iniciativa privada, porém vale mencionar que esses 10% pagam muito mais INSS, durante a vida produtiva, que os outros 90%.
    Já com a FUNPRESP, vai acabar isso. Os servidores públicos pagarão 11% do teto e receberão o TETO do INSS quando aposentarem.
    Obrigado!

  10. Investidor 28 de abril de 2015 at 8:50 - Reply

    Excelente artigo. Sem dúvida o Regime Geral de Previdência Social demandará várias reformas até nos aposentarmos. Sendo assim, aqueles que depositam todo seu futuro no INSS devem ficar alertas para a redução de benefícios, aumento das contribuições ou a adoção de outras formas de redução de despesas do regime. No entanto, defendo a contribuição ao regime geral como um seguro complementar, vale dizer, como mais uma maneira do empregado ou autônomo se prevenir de eventos imprevisíveis, tais como a invalidez, alguma patologia que o incapacite temporariamente e, logicamente, o falecimento a permitir o gozo da pensão aos dependentes.

    Nenhum desses eventos é coberto por simples investimento ou talvez o sujeito ainda seja jovem demais para dispor do montante necessário a garantir uma boa qualidade de vida nessas condições.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:34 - Reply

      Olá, com certeza é importante contribuir com o INSS, até pelo fato de ser uma coisa imposta para a maioria das pessoas. O problema é esperar que o INSS seja a solução de todos os nossos problemas no futuro ou se alguma eventualidade acontecer na nossa vida. Precisamos ter um plano B.

  11. Antonio 28 de abril de 2015 at 8:52 - Reply

    Acho que foi o melhor artigo que você já escreveu até agora. Parabéns. http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1088/noticias/o-buraco-sem-fim-dos-fundos-de-pensao

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:43 - Reply

      Obrigado Antonio. Acabo de ler a reportagem da Exame que você indicou. As pessoas não precisam de nenhum desses fundos. Elas precisam aprender a cuidar do próprio dinheiro ainda nas escolas e dentro das universidades. Não faz sentido a pessoa receber formação profissional e não aprender nada sobre como cuidar do próprio dinheiro. Aprendemos tantas bobagens na escola, as coisas realmente úteis são esquecidas. Os fundos de pensão são outras bombas relógio.

  12. Rainê 28 de abril de 2015 at 9:06 - Reply

    Leio bastante sobre independência financeira, e não tenho dúvida em afirmar que os melhores artigos são aqueles escritos pelo Leandro Ávila. Fantásticos, didática simples, sem muitos termos técnicos, o que afastaria leigos do conteúdo. Agora, só não inverte seu futuro quem não quiser. Excelente interpretação dos fatos.

  13. ACMattos 28 de abril de 2015 at 9:18 - Reply

    Leandro,

    Questão muito importante e que precisa ser muito difundia entre as pessoas. Infelizmente, o INSS não vai dar conta no futuro e felizmente, ainda há jeito de resolver esta questão. As pessoas precisam estar conscientes dos problemas e do que podem fazer para contornar o inevitável. Este artigo aborda os dois pontos de forma muto franca e direta. Parabéns!

    Abraços, André!

  14. Wagner 28 de abril de 2015 at 9:20 - Reply

    Leandro, mais uma vez um texto muito bom. Contudo, você está repetindo aqui uma desinformação comum em relação à previdência do setor público: as aposentadorias são cerca de 10 vezes maiores mas a contribuição dos servidores ativos também é muito maior que no regime geral (INSS). Eu não tenho o teto de contribuição do INSS, sobre meu salário (servidor do Banco Central) são descontados 11% para nosso regime de previdência. Na verdade, os servidores que ingressaram no serviço público antes de 31/12/2003 (de acordo com a emenda 41 de 2003), e que teoricamente terão aposentadoria integral, sustentam um “Esquema de Ponzi” semelhante ao do INSS que você mencionou. Tenho certeza de que não terei aposentadoria integral, porém também sou obrigado a contribuir, só que minha contribuição vai muito além do teto do INSS! Se eu pudesse optar, certamente estaria administrando eu mesmo esta parcela do meu salário, ao invés de bancar aposentadorias des privilegiados de gerações anteriores (muito aposentaram-se muito cedo e pouco contribuiram, deixando a conta para a minha geração).

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:46 - Reply

      Olá Wagner, seria muito bom se as pessoas pudessem optar. 🙁

  15. Shanti 28 de abril de 2015 at 9:27 - Reply

    Perfeito, o que mais dizer do que foi exposto?

    Nós mais antenados nas mudanças sociais, politicas e economicas, podemos nos previnir e fazer uma boa poupança e sendo ela liquida, procurar não vincula-la à um banco publico.

    Mas a grande maioria das pessoas não conseguirá, ou morrera tentando, alguns poucos terão exito.

    Imaginem daqui a uns 25 anos, nós com dinheiro na poupança para nos manter, e o pais cheio de pessoas invalidas sem receber um “tostão” da previdencia que estara falida…….é, vamos previnir sim, mas não só financeiramente, temos que nos previnir do que nos aguardo socialmente………se é que teremos “sossego” pra continuar morando “por aqui”.

    Obrigado Leandro, mais uma vez.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 11:56 - Reply

      Olá Shanti, o futuro é complicado também para aqueles que passaram a vida toda poupando e investindo o próprio dinheiro pensando no futuro. Existem partidos políticos que classificam estas pessoas como inimigas da sociedade. São muitos os políticos que acreditam que a solução é tirar de quem tem e entregar para quem não tem. Como se a riqueza que as pessoas produzem e acumulam durante décadas de trabalho fosse fruto da exploração da pobreza alheia, quando na verdade a coisa não funciona assim. No lugar de estimular, educar, orientar e ajudar quem não tem para que possam produzir a própria riqueza, desenvolver suas capacidades, habilidades, ganhar e poupar os frutos do próprio trabalho, existem políticos que vendem a ilusão do almoço grátis, como se o estado fosse capaz de produzir e distribuir riqueza, quando na verdade eles só podem tirar a riqueza da sociedade (desperdiçam grande parte) e distribuem as migalhas com muita festa e pedidos de voto.

  16. Kelly 28 de abril de 2015 at 9:34 - Reply

    Parabéns pela matéria Leandro!!! Ótima abordagem sobre o assunto. Já que estamos falando em poupar gostaria de saber sua opinião sobre as previdências privadas, são realmente seguras ou são outra bomba relógio??

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:00 - Reply

      Um plano de previdência privada é outra maneira de transferir a responsabilidade do seu futuro para pessoas que prometem cuidar do seu dinheiro melhor do que você. Muitas vezes as taxas que estes planos cobram são abusivas, acabam ficando com grande parte da rentabilidade e da vantagem tributária. Os investimentos que estes planos fazem com o seu dinheiro são os mesmos que você mesma poderia fazer se dedicasse um pouco de tempo estudando as possibilidades que existem. Eles utilizam estratégias de alocação de ativo que qualquer pessoa pode aprender. Eles investem grande parte do dinheiro em títulos públicos que as pessoas também poderiam aprender a investir.

    • Kelly 28 de abril de 2015 at 16:24 - Reply

      Obrigado pela dica Leandro, desde que comecei a ler seus artigos passei a pesquisar um pouco mais sobre a situação financeira do país, e fiquei muito preocupada com o futuro!!! Ja tinha ouvido falar em compra de Títulos Públicos mas na verdade não sei bem como funciona, pretendo pesquisar mais e ver a melhor forma de investir.. Mais uma vez obrigado, seus artigos são de alta qualidade e muito esclarecedores!!!

  17. Fábio Augusto 28 de abril de 2015 at 9:35 - Reply

    A população brasileira, em sua esmagadora maioria, é totalmente ignorante política e financeiramente, não sendo capaz de enxergar os rumos do país. É tiro no pé… um após o outro. Infelizmente, nunca mudará!
    Parabéns Leandro, como sempre didático e objetivo.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:00 - Reply

      Obrigado Fábio. Eu acredito que um dia muda. Vai demorar, mas muda.

  18. Daniela 28 de abril de 2015 at 9:47 - Reply

    Excelente artigo! se considerarmos a falência do sistema de saúde público a necessidade de planejamento financeiro para a velhice se faz ainda mais aguda! E realmente, podemos contar com toda a ineficiência do governo! Nisso são imbatíveis!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:11 - Reply

      Oi Daniela. Infelizmente também podemos contar com toda a ineficiência do governo nos serviços de saúde. Isto também é outro enorme risco. Ainda existe o problema dos planos privados de saúde. Não sei até que ponto os planos de saúde vão conseguir atender uma população cada vez mais idosa. Não sei até que ponto os planos serão sustentáveis no futuro. Já existem muitos planos que enfrentam problemas econômicos atualmente. O bom seria ter o plano de saúde, mas não contar 100% com ele. Por isto é importante ter um projeto de construção de patrimônio que possa gerar renda passiva no futuro. O começo deste projeto é a educação financeira e a educação para melhorar a qualidade dos nossos investimentos.

  19. Raphael Martins 28 de abril de 2015 at 9:55 - Reply

    Mais uma vez parabéns pelo excelente e apocalíptico artigo!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:13 - Reply

      Obrigado Raphael. Apocalíptico para quem não se preparar. 🙂

  20. Lucas Gonçalves 28 de abril de 2015 at 9:59 - Reply

    ♦ Muito bom esse artigo, linguagem simples e fácil de entender!

  21. Junior 28 de abril de 2015 at 10:16 - Reply

    Espetacular esse artigo Leandro, na minha opinião um dos melhores do site, é preocupante essa pirâmide do INSS, o governo deve pensar que sair imprimindo dinheiro pra pagar aposentadorias futuras não fará nenhum mal, o que me preocupa é quem acumular patrimônio de forma separada, no futuro governo interfira nesse patrimônio pessoal da população que poupou para cobrir esse rombo da previdência e outros assistencialismos. Abraço.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:18 - Reply

      Oi Junior, é o que acabei de comentar aqui. Imagine a situação de pessoas que passaram a vida toda poupando uma parte do que ganharam por conta própria e no futuro, quando estiverem idosas e com um bom patrimônio acumulado para garantir o próprio sustento. O que os governos futuros farão com o patrimônio destas pessoas que sacrificaram os prazeres do presente pensando no futuro? Existem políticos que consideram inimigos todos aqueles que acumulam o próprio capital durante a vida. Existem pessoas que acreditam que a melhor solução para os problemas do mundo é tirar a força de quem tem e entregar para quem não tem, quando na verdade o ideal seria educar e estimular todas as pessoas a plantarem durante a vida para que possam colher no futuro.

      • Junior 30 de abril de 2015 at 7:51 - Reply

        Leandro, exatamente isso que penso e sinceramente, espero que não aconteça, e aproveitando o post, deixo aqui uma sugestão, com a nova alta da taxa selic e com a alta dos financiamentos de imóveis, seria interessante fazer um comparativo atualizado sobre compra/financiamento de imóveis, abraço.

        • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:18 - Reply

          Oi Junior, escrevi um artigo sobre isso aqui.

          • Junior 2 de maio de 2015 at 13:57

            Já li no exato dia em que foi postada, excelente artigo Leandro, compartilhei no face também, abraço e continue com esse trabalho excelente.

          • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 14:18

            Obrigado Junior

  22. Jean 28 de abril de 2015 at 10:21 - Reply

    Ok, aumento a rende e aplico, uso aonde? Se for em aplicações e o governo lá na frente (quebrado) não pode sacar da mesma maneira?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 15:34 - Reply

      Oi Jean, existem diversas modalidades de investimento dentro do sistema financeiro e fora dele com os mais variados níveis de risco.

  23. Raphael Moraes 28 de abril de 2015 at 10:27 - Reply

    Leandro, mais uma vez um artigo brilhante, objetivo e claro! Era exatamente esse o conceito do que deveria ter sido a previdência: uma espécie de poupança, individual, onde a “contribuição compulsória” de cada trabalhador acumularia um montante que, no futuro, seria usado para pagar sua própria aposentadoria. Mas com tanto roubo, tira daqui, tira dali… o que pagamos hoje já é usado no sufoco para pagar os aposentados e em médio prazo, realmente a bomba vai estourar… O futuro de cada um de nós deve, de fato, ser feito por nós mesmos, com estudo, aprendizado, sabendo poupar e investir…. Tenho aprendido muito contigo. De fato, mudei muito dos meus hábitos, estou corrigindo meus erros e procurando aprender. Muitas decisoes que antes tomaria, já tenho outra visão atualmente. Acredito que se mais e mais pessoas mudarem sua postura, pararem de pagar juros e passarem a receber juros, aproveitando as oportunidades das altas taxas do nosso país, suas vidas vao mesmo melhorar. A minha já tem melhorado muito! Com a ajuda das suas dicas, por exemplo! Grande abraço!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:23 - Reply

      Olá Raphael, fico feliz por ter ajudado. Eu acredito que as pessoas precisam de orientação, motivação e bom exemplo. Isso que transforma a vida das pessoas. É o estopim para que cada um cuide do próprio desenvolvimento. Obrigado por deixar seu depoimento.

  24. Guilherme Z. 28 de abril de 2015 at 11:18 - Reply

    Ótimo artigo Leandro!!!
    Parabéns!!
    No fim, a mensagem principal é que importa: como tudo na vida, somos nós os responsáveis por nossas ações e escolhas!!!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:26 - Reply

      Obrigado Guilherme. É o principio da autoresponsabilidade. Somos responsáveis por nossas escolhas e suas consequências.

  25. Louis 28 de abril de 2015 at 11:22 - Reply

    Leandro, mais um excelente artigo de utilidade pública. Eu já tenho consciência de que não devo contar muito com aposentadoria pública. Tenho que construir um patrimônio considerável enquanto sou razoavelmente novo.
    Obrigado.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:27 - Reply

      Oi Louis, obrigado! Você faz parte da minoria consciente sobre o problema. Parabéns por estar no caminho certo.

  26. Capitalista Pobre 28 de abril de 2015 at 11:23 - Reply

    Infelizmente não temos a opção de não pagar esse imposto inútil!
    Se eu pudesse investir, o valor que o INSS cobra de mim no meu salário, eu teria um futuro garantido e renda para a época que mais precisarei.

  27. Felipe 28 de abril de 2015 at 11:43 - Reply

    Leandro parabéns pelo artigo. Dado o fato de que a Caixa Econômica anunciou o limite de 50% no financiamento dos imóveis usados eu pensei imediatamente em você, pois como especialista em imóveis possui uma visão mais esclarecida a respeito das consequências do anúncio. Veja se estou enganado: com este corte no financiamento os imóveis usados terão que oferecer maiores vantagens para pagamentos à vista, não é?

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 12:33 - Reply

      Oi Felipe, vou tentar escrever um artigo de hoje para amanhã sobre este assunto. Isso que o governo fez pode desencadear um enorme problema.

  28. Halisson 28 de abril de 2015 at 12:28 - Reply

    Olá Leandro, mais um excelente artigo(para variar..rs)!!

    Bem, apenas com intuito de esclarecer algumas questões, vou citar suas palavras, em seguida farei alguns pequenos comentários. Vejamos:

    “Não podemos dizer que contribuímos com o INSS, pois contribuição é sempre voluntária. Na verdade a contribuição seria uma imposição do estado, ou seja, mais um imposto que precisamos pagar sem reclamar.”

    Comentários: O nome “contribuição” é uma terminologia técnica que se refere a uma das espécies de tributo(Taxas, Contribuições de Melhoria, Impostos, Contribuições Sociais, Empréstimo Compulsório). De acordo com nosso ordenamento jurídico vigente, por ser uma espécie de tributo( todo tributo é compulsório), de fato nós não temos qualquer opção entre pagar e não pagar(para os segurados obrigatórios). Ocorre uma obrigatoriedade. Portanto, o nome dado ao tributo não se confunde com o conceito popular da palavra.

    “Existem dois regimes: O regime geral para os trabalhadores do setor privado; e Regime próprio para os trabalhadores do setor público…”

    Comentários: Na verdade existem 3. O RGPS(Regime Geral da Previdência Social), que não lida apenas com os trabalhadores da CLT. Na verdade, abraça também segurados facultativos(ex: estudantes), segurados contribuintes individuais(Empresários, Ministros de Confissão Religiosa, Autônomos etc.; O RPPS(Regime Próprio da Previdência Social), exatamente como você escreveu; e Regime de Previdência Complementar,
    “operado por Entidades Abertas e Fechadas de Previdência Complementar, regime privado, com filiação facultativa, criado com a finalidade de proporcionar uma renda adicional ao trabalhador, que complemente a sua previdência oficial”.

    “Os benefícios oferecidos pela previdência pública são:…

    “Quem paga para o sistema funcionar:”…

    Comentário: É preciso destacar que o sistema não é a Previdência Social, mas sim a Seguridade Social. Esta é dividida em Previdência, Assistência e Saúde. Portanto, essas fontes de custeio que você citou não se referem à Previdência Social(de maneira isolada), mas sim o sistema maior composto pela tríade da seguridade social.

    “Uma parte do que você contribui também é usado para pagar a aposentadoria de pessoas que não contribuíram com o INSS durante a vida, é o caso de muitas aposentadorias rurais. A assistência social é importante para um país pobre como o nosso, mas deveria ser feita com recursos do Tesouro Nacional (caixa do governo) através de um órgão apropriado para a assistência e não através das contribuições dos segurados do INSS.”

    Comentários: De fato, a partir da Constituição Atual, o trabalhador rural foi equiparado ao trabalhador urbano. Em outras palavras, os direitos concedidos aos trabalhadores urbanos deverão ser também concedidos aos trabalhadores rurais. Como bem sabemos, há tralhadores rurais que plantam apenas para subsistência própria( exemplo de Segurado Especial), muitas vezes vivem em condições bem precárias. Como houve essa equiparação, essa espécie de segurado, em regra, não precisa comprovar efetivo recolhimento ao INSS, para fazer jus aos benefícios(desde que cumpra um conjunto de requisitos fáticos e documentais). Como vemos, esses benefícios se assemelham muito com uma “assistência social”, mas não é. Para nosso ordenamento jurídico, são segurados, fazendo parte da seguridade social.
    Acredito que quando você urgiu para que se criasse um órgão ou entidade própria para a assistência social, estava a se referir ao Benefício de Prestação Continuada – LOAS(benefício assistencial), que de fato é um benefício fora do âmbito da Previdência Social, mas operacionalizado pelo INSS. É de se ressaltar, entretanto, que embora o INSS faça o reconhecimento do direito e pague o benefício, os recursos não são oriundos das contribuições previdenciárias, não tendo relação com aqueles valores que contribuímos para fins de aposentadoria, salário-maternidade, auxílio-doença etc. Sou totalmente a favor da retirada da operacionalização desse benefício do INSS. Não cabe ao INSS fazer assistência social, mas sim previdência social.

    “O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003.”

    Comentários: Essa regra não aplica mais a maioria dos novos servidores públicos e também a vários órgãos e entidades públicas. Há grandes disparidades também na seara pública. O Poder Legislativo e o Poder Judiciário são os que mantém os melhores salários, menor carga horária de trabalho e as melhores gratificações. Dentro do Poder Executivo Federal temos disparidades gritantes entre órgãos/entidades. Alguns recebem 20.000 reais por mês, outros 1.000 reais. Enfim, ser servidor público não necessariamente é um privilégio ou uma solução.Todavia, concordo contigo que, no geral, o setor privado é massacrado pela sede intervencionista estatal.

    “Para agravar a situação, o sistema é altamente ineficiente e repleto de fraudes. Sempre existem notícias de escândalos envolvendo crimes no INSS.”

    Comentários: Concordo totalmente que o sistema é altamente ineficiente, embora saiba que há 10 anos a ineficiência era 10X maior. Precisamos nos revoltar sim. Precisamos cobrar melhoria. Quanto às fraudes, de fato elas ocorrem, mas numa proporção bem menor também. O INSS é a maior Autarquia da América Latina, são milhões de segurados, milhões de atendimentos, milhares benefícios concedidos diariamente. Assim, a estatística me ensina que os eventos de fraude tendem a aparecer mais, até mesmo pelo volume e tamanho. Isso, entretanto, não justifica as fraudes, muito menos exime ninguém de responsabilidade.

    Essas são apenas algumas observações, com intuito apenas de acrescentar alguma coisa no debate. No mais, parabéns pelo artigo. Você é o cara. Abs

  29. Fábio de Souza 28 de abril de 2015 at 12:39 - Reply

    Nossa. Eu fiquei super preocupado diante desse panorama. Eu sabia que a situação era grave mas, não tanto…Preciso começar a guardar e investir dinheiro com urgência.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 14:46 - Reply

      Olá Fábio. Mesmo que o governo encontre uma solução para o problema nos próximos anos, sempre será uma boa opção guardar um pouco do que você possui hoje para enfrentar um futuro que é repleto de incertezas.

  30. Paulo Cesar D 28 de abril de 2015 at 13:02 - Reply

    Olá Leandro,
    Obrigado por mais um artigo brilhante e esclarecedor! Estou para fazer 49 anos e queria ter tido pelo menos 10 % dos conhecimentos sobre economia e finanças que tenho hoje quando eu tinha 18 anos, acredito que meu patamar financeiro e social seria outro hoje, embora não podemos “adivinhar” o futuro… Mas de alguma forma é relativamente justificável, pois naquela época não existia internet e nós (o povão) não tínhamos acesso a tantas informações de qualidade que se tem hoje (embora exista muito “lixo” também…) e nem sei se existiam essas informações na época…. o termo “educação financeira” acho que nem existia…

    Então fica o alerta principalmente para os mais jovens! Aproveitem a grande disponibilidade e facilidade de acesso a ótimas informações nos dias de hoje sobre finanças, inteligência financeira (esse termo acho que eu que invente… rs), economia, macroeconomia, investimentos, enfim…E vivam o presente e ao mesmo tempo vão construindo seu futuro financeiro… E alerta também aos pais (embora eu não seja)… acho que uma das maiores contribuições (entre outras importantes também) que podem dar aos filhos melhorando suas perspectivas futuras é incentivar-lhes a educação financeira, pois material de qualidade para isso não falta… Abraços!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 14:47 - Reply

      Olá Paulo. Com certeza, você não pode se culpar. Obrigado por deixar seu comentário.

  31. Hevlin 28 de abril de 2015 at 13:42 - Reply

    Olá Leandro!

    Mais um excelente artigo! é realmente muito importante não depender do INSS e sempre procurar ter um plano de previdência complementar, feito pela própria pessoa através dos investimentos. Paga-se um preço muito caro pela falta de organização e de vontade de planejar.

    Meus parabéns pelo seu blog. Em breve fará um ano que o acompanho, e posso dizer com toda a certeza que foi um marco em minha vida, pois descobri a educação financeira e atualmente faço até pós graduação no assunto. Criei um blog sobre investimentos e finanças pessoais e você é meu exemplo, espero um dia ter um conteúdo tão bom quanto o seu. Você destoa, e muito, da grandíssima maioria dos outros sites. Continue sempre assim.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 14:59 - Reply

      Olá Hevlin, fico muito feliz por te motivar a trabalhar nesta área. Espero que você possa ajudar muitas pessoas. Sempre eduque pensando no bem das pessoas e não no bem do sistema que costuma lucrar com a desinformação das pessoas. Um abraço e sucesso!

  32. Luciano 28 de abril de 2015 at 14:00 - Reply

    Previdência privada para quem paga IR completo pode ser vantajoso, pois você vai ter um dinheiro trabalhando para você que de outra forma estaria nas mãos do governo (era imposto) então o dinheiro trabalha para você e só no final, quando resgatar, que o imposto será pago. Gostaria de poder fazer essas contas para ver se é ou não viável. Belo artigo como todos os que você escreve.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 15:17 - Reply

      Oi Luciano. Recomendo que você faça as contas antes de investir em planos previdência privada. Na maioria das vezes as taxas de carregamento e taxas administrativas tiram todas as vantagens. A publicidade que eles fazem, o esforço de venda, as simulações que apresentam são muito bonitas, mas os resultados não costumam ser bons para quem investe.

  33. Gilson 28 de abril de 2015 at 14:32 - Reply

    Olá Leandro,
    Mais uma vez obrigado pelo Artigo, muito esclarecedor, de uma linguagem simples.
    Como falei anteriormente, tenho dedicado um pouco do meu tempo à Educação Financeira e, tenho tido como base estas suas publicações. Tenho aprendido bastante, na medida que recomendo para outros colegas, tenho compartilhado.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 15:18 - Reply

      Oi Gilson, muito obrigado por recomendar e compartilhar. Assim você está me ajudando a ajudar outras pessoas.

  34. Ivo Passos 28 de abril de 2015 at 14:34 - Reply

    Muito obrigado por mais um excelente artigo. Graças a você e ao seu site aprendi a criar uma reserva de emergência e a investir em LFT e NTNBP. E agora estou aprendendo sobre FII e depois pretendo investir em ações tambem. Tento alerta parentes e amigos sobre o que você disse nesse artigo e também compartilhado seus artigos com eles, mas não dão muita atenção. Diz eles que é perda de tempo! eu mesmo só lamento por eles.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 15:21 - Reply

      Olá Ivo. Muito obrigado por compartilhar. Só podemos mostrar que existem caminhos diferentes para as pessoas. A decisão sobre qual caminho seguir é responsabilidade de cada um. Um abraço!

  35. Maria Eliane 28 de abril de 2015 at 15:29 - Reply

    Olá Leandro, gostei muito do artigo! Elucidativo, bem escrito e útil como todos!
    Contribuí como autônoma durante 15 anos pelo teto previdenciário, e como tenho 61 anos entrei com pedido de aposentadoria junto ao INSS, onde aguardo resposta. Venho lendo com atenção seus artigos há poucos meses, aprendendo muito, e graças a eles, optei por transferir um PGBL que tinha para LCI; e também uma reserva pequena que estava em caderneta de poupança para o título público Tesouro Selic. Estou bem satisfeita com essas mudanças, e tenho inclusive orientado várias amigas para lerem, estudarem seus artigos. Continuo trabalhando como autônoma e minha intenção é continuar a poupar um valor mensal, justamente com esta finalidade de ter um montante que eu possa contar quando estiver mais idosa, complementando aposentadoria do INSS.
    Pensei em aplicar essa poupança mensal no Tesouro. Você acha que Tesouro Selic é um bom título para estas aplicações mensais? Minha idéia inicial seria ir fazendo estas aplicações, e deixar até o vencimento do título. Desde já agradeço por sua atenção, um grande abraço, e muitas bênçãos para você e familiares.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 15:42 - Reply

      Oi Maria. A vantagem do Tesouro Selic (LFT) é a possibilidade de vender seus títulos caso passe por uma urgência, sem grandes perdas como ocorreria se tivesse que vender um título como o Tesouro IPCA+ ou Tesouro Prefixado em um momento desfavorável. LCI e LCA costumam ter a carência e a data de vencimento.

  36. Henriquemm 28 de abril de 2015 at 15:46 - Reply

    Muito legal, só faltou dizer que o servidor público contribuiu muito mais pra sua Previdencia. Por exemplo, no município que sou concursado, existe a previdência própria e contribuimos com 11% de todo o salário base(aquele que levaremos para a aposentadoria – esses 11% não incidem sobre gratificações pois não a levaremos para a aposentadoria.) Não existe um teto delimitado de cobrança. Por exemplo, se o servidor efetivo tem o salário base de 15.000,00 ele vai contribuir com 11% sobre os 15.000,00 mil.
    Acho que o grande problema dos servidores e a previdência, ocorre nos locais em que a incorporação de gratificações ainda existe.

  37. Mario 28 de abril de 2015 at 16:00 - Reply

    Ótimo artigo, quem ainda acredita na previdência oficial vai ter que trabalhar até morrer, se hoje os benefícios para os aposentados (do regime geral, os do serviço público e militares não contam) são uma pequena parcela do que foi prometida no passado, num futuro muito próximo não terá nenhum tostão para os aposentados. Aqueles que não fizerem por conta própria seu “pé de meia” terão uma velhice muito pobre e ruim.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 16:37 - Reply

      Oi Mario, melhor mesmo não confiar nosso futuro aos outros e começar a fazer o pé de meia.

  38. Misael 28 de abril de 2015 at 16:13 - Reply

    Boa tarde Leandro.
    Gostaria de agradecer por mais um rico artigo, falando que o INSS esta falindo a cada dia que se passa. alguns anos atras estava pesquisando sobre e descobrir isso. Então comecei pesquisa sob investimento para o futuro ( aposentaria), então descobrir este site e dela para cá leio e comento cada artigo.
    Hoje tenho TD e ações e pretendo ainda este ano conheça investir em FII ( fundo investimento imobiliário).
    Agradeço Leandro Àvila que posta um artigos importante e ricos para a nossa vida presente e futuro.

  39. Rui Araujo 28 de abril de 2015 at 16:39 - Reply

    Excelentes e oportunos artigos,primo Leandro………..

  40. Fábio 28 de abril de 2015 at 17:19 - Reply

    Oi Leandro, gostei da ideia de individualizar a previdência pública, onde cada um financia a sua e o $ fica vinculado ao CPF; assim tb cada um fica responsável por si mesmo. Afinal de contas, com os autônomos já é assim não? O cara contribui qto quiser e se quiser..
    Agora quanto as previsões até 2035-2050, acho difícil o governo não se mexer até lá; alguns pequenos ajustes estão sendo feitos, como no famigerado auxílio reclusão.
    Penso que muitas mudanças serão feitas nas próximas décadas, uma coisinha aqui, outra ali, paliativos enfim, como já é do hábito. Algo revolucionário só se a população mesma agir…porque é tb uma questão cultural, de um país cujos governos são marcados por políticas populistas e assistencialistas.
    De novo, falta educação, sobra corrupção.
    Mas o problema é que esses ajustezinhos tendem a prejudicar os futuros beneficiários, “em prol da manutenção do sistema”.

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 19:03 - Reply

      Pois é Fábio. O populismo é um problema grave que aproveita o baixo entendimento da população sobre como tudo funciona.

  41. Dsuisso 28 de abril de 2015 at 18:08 - Reply

    Excelente artigo !

    Parabéns ! Eu ainda não iniciei minha “aposentadoria” particular mas estou me preparando para isto, em breve inicio.

  42. Mauro 28 de abril de 2015 at 18:53 - Reply

    “O setor público sempre teve privilégios no Brasil em relação ao setor privado (coisa que deveria acabar). Um desses privilégios era a aposentadoria integral e paridade com o servidor ativo, até que a EC 41/2003. Para evitar grandes perdas, atualmente, muitos servidores públicos também contribuem com fundos de pensão. Muitos destes fundos já apresentam resultados ruins por má administração e interferência política. Já existem 43 grandes fundos com sérios problemas… ”
    Gostaria de dar minha declaração a respeito deste parágrafo, visto que sou servidor público Militar Estadual atualmente na reserva remunerada.
    Discordo quando tentam jogar a opinião pública contra os servidores desta maneira, não se trata de privilégio algum e sim algo que deveria ocorrer da mesma maneira na iniciativa privada e só não o é em razão da má administração do dinheiro dos impostos em nível federal. É tanta corrupção e desvio do dinheiro dos aposentados do INSS que realmente não há como ter integralidade e paridade com as categorias da ativa.
    Falo com propriedade em respeito a minha situação, que tenho integralidade e paridade, porém note-se que todo servidor público militar estadual da ativa contribui com 11% de seu salário para a aposentadoria, independentemente do posto ou graduação.
    Os aposentados também contribuem com 11% em cima da diferença sobre o valor de seus proventos que supere o teto do INSS .
    “Artigo 8º – Os militares da reserva remunerada, reformados, agregados e os pensionistas
    contribuirão com 11% (onze por cento), incidentes sobre o valor da parcela dos proventos de
    aposentadorias e pensões que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do
    Regime Geral de Previdência Social.(LEI COMPLEMENTAR Nº 1013, de 6 de julho de 2007)
    Então o que se deve, ao meu ver é tentar equacionar a roubalheira e os desvios do dinheiro dos aposentados do INSS, melhorar a fiscalização diminuindo a sonegação aumentando assim arrecadação e trazer todos os que não são funcionários públicos para contribuírem com o INSS, facilitando os meios para entrar na formalidade.
    Grande Abraço a todos.

  43. Marcelo 28 de abril de 2015 at 19:09 - Reply

    Ótimo artigo. Parabéns! Sou seu leitor assíduo e graças principalmente ao nosso Deus onipotente, e a você, cujos artigos leio desde abril de 2014, os quais me ensinaram entre outras coisas a investir em títulos públicos e aperfeiçoar o ajuste de minhas contas pessoais, posso dizer que mudei minha vida financeira e caminho rumo a metas e objetivos financeiros tangíveis. Porém uma frase me chamou atenção em seu artigo e, pra mim, resume o que eles fazem conosco: “O seguro é administrado com toda a ineficiência que só o governo pode nos oferecer….” Pra que dizer mais? Mais uma vez obrigado, conterrâneo. Me ensine mais e mais. Preciso aprender mais!

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 22:14 - Reply

      Obrigado Marcelo, parabéns por dedicar seu tempo estudando e colocando o que está aprendendo em prática. Um abraço

  44. Bruno 28 de abril de 2015 at 20:26 - Reply

    Leandro, excelente artigo…
    e cito mais um detalhes que tenho visto no dia-dia do meu trabalho: o governo institui o MEI, micro-empreendedor-individual, para legalizar certos trabalhos, como ambulantes etc. A pessoa abre o MEI, contribui com R$ 50,00 por 15 anos e pode se aposentar com salário mínimo e por idade (fora benefícios como seguros saúde etc). Agora, pense bem, o que tem de pessoas que nunca contribuíram e começam, por ex aos 45 anos, com 60 se aposentam, contribuindo com R$ 50,00, quando como autônomo seria 20% do salário mínimo (aproximadamente R$ 160,00).

    • Leandro Ávila 28 de abril de 2015 at 22:04 - Reply

      Pois é Bruno, no curto prazo isso tudo é muito bonito e gera votos. O problema é que no presente os políticos populistas acabam sabotando as futuras gerações. Um dia a conta chega.

  45. Ronne 28 de abril de 2015 at 21:35 - Reply

    Apesar de saber que a previdência é mesmo um sistema Ponzi, fiquei feliz e parabenizo-o mais uma vez, Leandro Ávila, pela maneira distinta e clara com que abordou esse assunto tão importante para todos nós.
    Obrigado mais uma vez pelo serviço que presta a nós, leitores do Clube dos Poupadores.

  46. Kleber 28 de abril de 2015 at 21:49 - Reply

    Excelente artigo. Muito reflexivo. Pena que a maioria de nós brasileiros não tem o hábito de ser previdente, quando bate o desemprego ou alguma eventualidade como acidente ou doenças, não dispomos de fundos para nos socorrer.

  47. Edson 29 de abril de 2015 at 3:39 - Reply

    Senhores leitores, no site da FIESP há um relatório de 2011 que trata do custo da corrupção para o Brasil, e para os brasileiros que pagam impostos, claro! Segundo esse relatório, a corrupção chega de 1,38% a 2,3% do PIB, que significa de R$50 bilhões a 84R$ bilhões (FIESP, 2011, p. 6), dependendo da metodologia que seja utilizada. Portanto, se houver uma interrupção nas diversas formas de desvio de verba pública este déficit da Previdência estará resolvido!

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2015 at 17:16 - Reply

      Oi Edson, o maior desafio seria modificar a cultura de todos da sociedade que acreditam que a melhor coisa a ser feita é tirar vantagem de tudo, ser mais esperto que os outros, mentir, enganar, trapacear como se os fins justificassem os meios.

  48. Luis Andre 29 de abril de 2015 at 8:03 - Reply

    Olá Leandro

    Como sempre, é um excelente artigo. Sou PJ e por isso o caminho natural foi fazer previdência privada, mas quando comecei a a estudar educação financeira, vi que era uma Furada e resolvi parar de Contribuir.

    Quando falo que não tenha previdência privada e que eu mesmo faço a gestão de minha aposentadoria, sou taxado de maluco e irresponsável. Nem adianta discutir, parece ser de nossa cultura, achar que precisamos do outro seja estado ou instituição financeira para cuidar de nosso dinheiro.

    Outra coisa, sugiro um artigo sobre os possíveis impacto da mudança de regras do financiamento de Imóveis Usados, com aumento da entrada de 20-30% para 50-60%, será que veremos um queda acelerada de preço agora?

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2015 at 17:19 - Reply

      Oi Luis, é justamente essa cultura onde tendemos a transferir para os outros a responsabilidade pelo nosso futuro é que o país se encontra nesta situação. A responsabilidade pelo seu dinheiro e pelo seu futuro não está nas mãos do Governo, não depende de um fundo de pensão, INSS ou qualquer outra entidade. Para eles é ótimo que todos acreditem nisso pois estamos transferindo para eles dinheiro e poder. Sobre o artigo já estou preparando. O impacto pode ser muito negativo para que tem imóveis à venda e positivo para quem pode comprar.

  49. Fernando 29 de abril de 2015 at 11:07 - Reply

    E se o governo imprimir dinheiro para pagar os gastos crescentes da previdência?

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2015 at 17:08 - Reply

      Olá Fernando. O governo já faz isto e neste mecanismo acaba gerando inflação, ou seja, empobrece toda a sociedade ao mesmo tempo fazendo a renda de todas as pessoas, incluindo a dos aposentados perderem valor. O governo pode se endividar mais vendendo mais títulos públicos, pode aumentar impostos e produzir dinheiro gerando inflação. O problema é que a combinação disso tudo faz a economia quebrar.

      • Wellington 5 de dezembro de 2015 at 22:44 - Reply

        Leandro, há o risco de calote nos títulos públicos?

        Pelo que entendi, quem recebe, por exemplo, cupons de NTN-B, recebe-os por meio de uma fatia do orçamento que é destinado para tal. É isso?

  50. Henrique 29 de abril de 2015 at 11:28 - Reply

    Tinha um plano de Previdência Privada e cancelei, resolvi investir somente no INSS, porque?
    Segundo meus estudos, o governo esta sempre alterando o fator previdenciário pela idade, no qual um dos fatores principais é a expectativa de vida calculada pelo IBGE, então eu acredito que o sistema previdenciário irá, automaticamente a cada ano aumentando a expectativa de vida dos brasileiros, dificultando as pessoas se aposentem mais cedo, lógico, se hoje com 63 anos recebemos 100% do fator, daqui á 20 anos receberemos 100% do fator com 70 anos de idade, e assim vai.
    Henrique – Consultor previdenciário
    .

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2015 at 17:03 - Reply

      Olá Henrique. Eu fiz diferente. Cancelei o plano de previdência privada e comecei a estudar para aprender a investir sem depender de ninguém. Os mesmos investimentos que o administrador do plano ou fundo de previdência faz com seu dinheiro você mesmo pode fazer com custos menores e resultados melhores. Até o momento da minha aposentadoria quero ter uma renda passiva que me permita ter uma segurança financeira sem depender do estado e nem de filhos. Contribuo com o INSS por ser forçado pela lei.

      • Henrique 30 de abril de 2015 at 10:16 - Reply

        Olá Leandro!
        Fazem 25 anos que trabalho com consultoria previdenciária, e já vi inúmeras pessoas deixarem de lado a contribuição previdenciária e se arrependerem depois, porque?
        O brasileiro em geral sempre gasta mais do que ganha, a inadimplência é um dos maiores males da sociedade atual, mesmo poupando irá chegar uma hora que o cidadão vai precisar do dinheiro e a disponibilidade fácil irá tenta-lo. Já no INSS existe uma dificuldade muito maior para restituir valores.
        E nesse tempo que trabalho já vi o INSS em situações muito piores e conseguiu reverter, como te falei, se for preciso o INSS muda o fator previdenciário para pior dificultando as aposentadorias, porque afinal, o Brasil é o único país do mundo que tem aposentadoria por tempo de contribuição e os próprios políticos são beneficiados por suas aposentadorias, um colapso na previdência seria acabar com suas rendas.

        • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:17 - Reply

          Olá Henrique. Com certeza as coisas irão piorar e a solução será adotar mais fator previdenciário e outros mecanismos que irão prejudicar ainda mais as pessoas, principalmente aquelas que depositaram toda a confiança no INSS como fonte de estabilidade e segurança financeira na aposentadoria. Todo problema nasce na falta de educação financeira das pessoas, que deveriam aprender a planejar a própria vida. O resto são mecanismos que tentam aproveitar esta falha na educação das pessoas oferecendo soluções onde o estado passa a controlar o dinheiro da pessoa (previdência pública) ou as empresas oferecem soluções para assumirem este papel (previdência privada). No final quem sai perdendo é a população que propositalmente não recebe orientação e educação suficiente para aprender a cuidar do próprio dinheiro. Meu papel aqui é motivar as pessoas a buscarem educação.

  51. joel santos 29 de abril de 2015 at 12:47 - Reply

    Olá Leandro bom dia, pelo que li matematicamente o sistema entrará em colapso de acordo com as regras atuais, vc saberia me dizer qual é a teoria mais razoável para aprimorar o sistema evitando o colapso? Pois fazer com que a maioria dos brasileiros não dependam desse sistema no futuro é pouco provável em razão da cultura da aposentadoria e da ignorância enraizada nas mentes, são poucos os que estão dispostos a aceitar as verdades desse artigo. De acordo com o esquema Ponzi seria possível fazer com que todos os aposentados também contribuam para que o sistema continue se autosustentando? obrigado.

    • Leandro Ávila 29 de abril de 2015 at 16:57 - Reply

      As regras devem ser modificadas para que o sistema não entre em colapso. Isto provavelmente vai acontecer quando algum governo, no futuro, resolver fazer o papel de Judas, ou seja, vai fazer o que deve ser feito, só que será malhado pelo resto da história como um governo malvado que traiu os trabalhadores e os aposentados. Outra possibilidade seriam diversos ajustes para continuar empurrando o problema com a barriga até a beira do colapso. Todo esse problema se origina na falta de educação financeira e política das pessoas que estimulam esse lado assistencialista do estado que se fortalece diante de um povo que transfere para ele a responsabilidade sobre todas as coisas. Cada um deve aprender a cuidar do próprio dinheiro. Não deveria ser papel do estado cuidar do dinheiro das pessoas. O FGTS é outro mecanismo onde o estado resolve cuidar do nosso dinheiro de maneira forçada. Já que é difícil mudar a realidade, o mínimo que cada um pode fazer é ter um planejamento financeiro para a vida dependendo o mínimo possível do estado, ou seja, ter seu próprio plano para a aposentadoria sem confiar no INSS. Se no futuro os problemas do sistema forem resolvidos, ótimo. Se o sistema piorar ou deixar de existir você estará preparado.

  52. Vinícius 29 de abril de 2015 at 18:35 - Reply

    Olá Leandro, mais uma vez obrigado pela sua contribuição social.
    Às vezes, percebo algumas pessoas tentando distorcerem os seus comentários com argumentos jurídicos (até mesmo político-partidário), como se a ciência jurídica (ou outra isolada) fosse a única a interpretar as relações humanas, em suma, querem levar a discussão para outro lado.
    Sou graduando em Direito, e policial há 8 anos, e mesmo com todo meu “conhecimento jurídico” quase compro um apartamento financiado até ler seu artigo sobre custo efetivo total (Educação Financeira). De fato eu PAGARIA quase 3 apartamentos. Hoje já aprofundo em um outro artigo seu sobre a possibilidade de fazer renda morando de aluguel (meu preferido).
    Este tema de aposentadoria também me preocupa, mesmo sendo funcionário público estou me armando com conhecimento, e tentado ensinar pessoas próximas, mas é difícil lutar contra o “assistencialismo enraizado”. Obrigado.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:43 - Reply

      Olá Vinícius, você está no caminho certo ao se armar de conhecimento. Não existe arma melhor nos dias de hoje. Um abraço

  53. Lucas 29 de abril de 2015 at 22:21 - Reply

    Boa noite Leandro!
    Eu acredito que quando estivermos mais próximos do colapso o governo fará forçadamente algumas alterações pra adiar um pouco mais o problema (ou até evitará o problema cortando drasticamente os valores de alguns segmentos de aposentadoria).
    Independente disso, vamos supor um cenário de colapso do INSS, que é o caminho que estamos trilhando até o momento. Qual seria sua visão do impacto disso na economia? Seria apenas uma redução da qualidade de vida de muitas pessoas, principalmente as mais velhas, incluindo menos dinheiro na economia dos setores de consumo dessa população? Ou seria algo bem maior? Na minha opinião, os bancos conseguem prever isso com antecedência, minimizando impactos de crédito consignado, por exemplo.
    Em resumo, minha preocupação é que essa possível quebradeira do INSS prejudique as pessoas que pouparam e deixaram suas economias aplicadas em renda fixa de forma geral (inclusive no tesouro, que banca grande parte desses parasitas aposentados do setor público).

    Um abraço!

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:26 - Reply

      Oi Lucas, isto vai sobrecarregar as gerações futuras que terão que trabalhar e pagar muitos impostos para manter a máquina pública funcionando. Se a máquina se tornasse mais eficiente e menos corrupta no futuro, já seria um grande alívio. Se continuar desperdiçando cada vez mais dinheiro público com mais corrupção, mais estado, não sei que futuro nos espera. Certamente um problema no INSS prejudicaria toda a sociedade já que provocaria problemas econômicos e fiscais graves. Toda a sociedade seria prejudicada, mas sem dúvida nenhuma quem tiver algum patrimônio no futuro estará em situação melhor se comparado a quem passou a vida pensando só no presente e esquecendo o futuro.

  54. Paulo Marcos 30 de abril de 2015 at 11:15 - Reply

    Olá Leandro! Tenho lido todos os seus artigos,não perco um, e não tenho comentado por falta de tempo. Este é mais um artigo magistral, parabéns!!! Você é uma pessoa formidável.

  55. Andrea 30 de abril de 2015 at 12:35 - Reply

    Olá! Assim como o Henrique, também sou funcionária pública e “contribuo” com 11% do meu salário bruto pra uma previdência própria. O problema é que parece que o governo não está repassando a verba pra essa tal previdência e a situação aqui já está alarmante. Pra piorar, estão querendo mudar as regras, dividir categorias, diminuir condições para recebimento do “benefício”… E isso depois de anunciarem (em grandes meios de comunicação, aliás) que não eles têm dinheiro pra dar aumento nenhum esse ano. Reajuste de 0% num salário já defasado.

    Só pra constar: eu não ganho nem dois salários mínimos bruto. Ser funcionário público, em alguns (muitos casos) não é ser marajá.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:10 - Reply

      Oi Andrea, na verdade eu acredito que estes 11% não sejam transferidos para nenhum fundo específico. O mesmo bolso que paga o salário do servidor público é o bolso que paga o benefício do servidor público aposentado. Estes 11% só servem para reduzir o salário do servidor de forma que sobre mais para pagar o salário do servidor público aposentado. Já no setor privado o dinheiro realmente sai do setor privado e entra na máquina do governo.

  56. Rui 30 de abril de 2015 at 15:05 - Reply

    Concordo em parte com o artigo, pois, carece de maiores elucidações, como por exemplo, não foi colocado que um empregado da iniciativa privada contribui, no máximo, com 11% sobre o teto da previdência, enquanto o servidor público, contribui com 11% sobre a sua remuneração (somatório de vencimento padrão e outras vantagens). Imaginemos dois servidores, um da iniciativa privada e outro do setor público, ambos com salários mensais de R$ 10.000,00, imaginemos também, que esses dois trabalhadores laboraram por 35 anos ininterruptos, ao final do período, essa seria a realidade das contribuições desprezando as correções:
    empregado do setor público: R$ 10.000,00×11%= R$ 1.100,00×12 (ano)= R$ 13.200,00×35(anos) = R$ 462.000,00
    empregado da iniciativa privada: R$ 10.000,00, a sua contribuição de INSS não é feita em cima da sua remuneração, e sim, sobre o teto, que hoje é de R$ 4.663,75, portanto, o valor da contribuição é de R$ 513,01×12(ano)= R$ 6.156,12×35(anos)= R$ 215.464,20, vejam, enquanto o empregado do setor público contribuiu com R$ 462.000,00, o da iniciativa privada contribuiu com R$ 215.464,12, talvez essa seja a razão que sustenta a ideia de que empregados do setor público recebam aposentadorias integrais. Em muitos pontos, eu concordo plenamente com o artigo, a má gestão está levando o Seguro Social a um iminente colapso. Rui.

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 9:06 - Reply

      Olá Rui, por outro lado o servidor público, recebe bem mais que o profissional do setor privado. Quem paga a conta desta diferença são todos os brasileiros, incluindo os próprios servidores que também sofrem com a ineficiência. Se for considerar a ineficiência de algumas áreas do setor público em comparação ao setor privado as diferenças ficam maiores.

  57. Eric 30 de abril de 2015 at 16:25 - Reply

    Olá Leandro.

    E em relação a pessoas que simplesmente não contribuem para o INSS. Por exemplo, pessoas desempregadas, ou que não tem carteira assinada (e teoricamente deveriam contribuir como autônomas, mas não contribuem). Essas pessoas ao completarem 65 anos pela legislação atual não podem simplesmente solicitar o benefício de aposentadoria tb ? Mesmo sem nunca terem contribuído com um centavo ?

    Parabéns por mais um excelente artigo !

    • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 8:44 - Reply

      Recomendo que você pesquise sobre o benefício oferecido pela Lei Orgânica da Assistência Social que paga um salário mínimo como forma de amparar pessoas muito pobres que não têm direito aos benefícios da Previdência Social. Para ter direito ao benefício da Loas é preciso ser pessoa idosa acima de 65 anos, inclusive, ou ser pessoa que tenha deficiência que a incapacite para uma vida independente e para o trabalho. Essa incapacidade é avaliada pelo serviço social e pela perícia médica do INSS.

  58. Laine 1 de maio de 2015 at 2:14 - Reply

    Ola Leandro! Todos os seus artigos sao bons.Tenho aprendido muito contigo. Gostaria de saber se voce sabe algo sobre o sistema da aposentadoria dos Estados Unidos ou sabe como posso me informar melhor? Agradeco muito pelo seu blog, pois voce me motivou a sair da ignorancia economica, politica e financeira.

    • Leandro Ávila 1 de maio de 2015 at 12:36 - Reply

      Oi Laine, não tenho muitas informações sobre o sistema de aposentadoria nos EUA. Sei que os EUA e vários países da Europa estão enfrentando problemas neste momento para manter o previdência pública sustentável. Muitos países se limitam a mudar regras (empurrar o problema com a barriga) e estimular a adesão a planos de previdência privada.

  59. Marco 1 de maio de 2015 at 12:04 - Reply

    Obrigado pelo artigo.
    Desta vez nao tenho referencia para acompanhar e acreditar sua tese sobre o uso do modelo piramidal no INSS.
    Por favor,me passa uma referencia que confirma a adocao deste modelo no INSS?
    Se for verdade seu artigo tem fundamento para mim.
    Obrigado

    • Leandro Ávila 1 de maio de 2015 at 12:25 - Reply

      Olá Marcos, não existe problema se você não concorda ou não acredita nos diversos argumentos do artigo. Ele é apenas a minha opinião pessoal sobre o tema.

      • Marco 2 de maio de 2015 at 15:07 - Reply

        Gosto muito do seu trabalho e acho ele socialmente importante. Mas quem diz que i INSS usa o modelo piramidal?

        • Leandro Ávila 2 de maio de 2015 at 15:30 - Reply

          Existem muitos que defendem a ideia. Você me faz a pergunta como se existisse uma única pessoa que estivesse defendendo esta ideia. Não só no Brasil, como lá fora, a previdência social é vista por muitos autores como um esquema de ponzi legalizado. Você pode começar sua pesquisa fazendo buscas no google através da frase: the legal ponzi scheme social security. Você vai encontrar incontáveis artigos de incontáveis autores, cada um defendendo seu ponto de vista. O mesmo você pode fazer no Brasil, encontrará diversos autores que defendem pontos de vista diferentes, sendo que aqui muitos chamam o esquema de ponzi de piramide. Desta forma você encontrará diversos pontos de vista sobre o mesmo assunto e com isto poderá formar sua opinião pessoal sobre o mesmo.

  60. Eric 1 de maio de 2015 at 20:07 - Reply

    Olá Leandro.

    Uma dúvida … E se uma pessoa que já atingiu a idade de 65 anos e nunca contribuiu para a previdência social ? Ela tem direito a requer a aposentadoria ? O governo encaixaria essa pessoa em algum programa assistencialista e na realidade o dinheiro viria das contribuições do inss dos outros ?
    Um grande abraço e parabéns por mais um belo artigo !

  61. Douglas Fernandes 6 de maio de 2015 at 15:23 - Reply

    O INSS no modelo atual é insustentável, é necessário mais que urgente uma reforma, o que tirará sem dúvidas direitos dos trabalhadores. Porem é necessária.
    Ótimo artigo!

  62. Alessandro 8 de maio de 2015 at 9:33 - Reply

    Artigo excelente, repassei a meus familiares e amigos..
    Leandro quando comento e explico a necessidade de que cada um deve ser preocupar com seu futuro e deixar de colocar o destino financeiro nas mãos do Estado… sempre vem aquela desculpa de praxe.. mas eu não tenho condições de poupar e bla bla.. vc deve conhecê-las melhor do que eu rsrs… então gostaria de saber se tem ou poderia escrever um artigo sobre isso.. sobre estas desculpas que “não tenho condições de poupar” e que as façam repensar sobre esta visão?

    Obrigado por compartilhar conosco seu conhecimento.. Abraços.

  63. Thales Fagundes 28 de maio de 2015 at 8:49 - Reply

    INSS:
    Isso Nunca Será Suficiente.

  64. Mauri Fagundes 11 de junho de 2015 at 11:43 - Reply

    Leandro,

    Gostei bastante do material apresentado.
    Sou aposentado e vejo a cada ano minha aposentadoria ficar diminuta.

    Diante do cenário apresentado por voce fico preocupado como meu netinho irá
    sobreviver quando atingir minha idade!

    Parabéns pelo Artigo.

    Mauri

    • Leandro Ávila 12 de junho de 2015 at 7:30 - Reply

      Oi Mauri, seu netinho deve se preparar para não depender de aposentadoria. Durante a vida ele já deverá ter um projeto pessoal onde irá se preparar para se aposentar de forma menos dependente do estado.

  65. SÓCRATES 23 de setembro de 2015 at 22:20 - Reply

    Realmente desesperador o futuro que nos espera.Fiquei muito abalado com a leitura desse artigo.Minha preocupação deveria ser a de todos.Infelizmente a maior parte dos brasileiros não tem a menor noção desses conceitos e vivem ao Deus dará ou ao Governo dará.As vezes me sinto um pouco só ao comentar este e outros assuntos relativos a educação financeira e me assusto com a reação de familiares e amigos.Não tem a menor preocupação com o futuro e só sabem culpar e cobrar do governo melhorias e mais melhorias, nada fazem por si próprios, só reclamam dos baixos salários.Agem feito crianças pedindo mais um mimo aos pais.A falta de responsabilidade é total e a cegueira educacional tremenda.Seu trabalho é de formiguinha e imagino como se sente enfrentando e batendo de frente com o interesse dos bancos, governo e empresas, buscando alertar as pessoas sobre assuntos tão importantes…Missão muito nobre porém tremendamente árdua.
    Sigamos em frente e muito obrigado pelos esclarecimentos!

    • Leandro Ávila 24 de setembro de 2015 at 2:34 - Reply

      Oi Sócrates. Esta postura infantil do Brasileiro que entende o governo como um pai que tudo deve prover é, em parte, a origem do problema que estamos vivendo. O brasileiro precisa entender o governo como um prestador de serviços, prestador este que cobra muito caro. O governo não gera nenhuma riqueza, ele toma as riquezas da população e finge que está redistribuindo com inteligência e eficiência. Tudo isso é falta de educação política, falta de educação econômica, falta de educação financeira, falta de educação tributária, falta de educação de um monte de coisas que as escolas e as universidades não ensinam. Decoramos um monte de inutilidades na escola e as coisas mais importantes ninguém ensina.

  66. Thiago Jose 22 de novembro de 2015 at 12:20 - Reply

    Olá Leandro.

    Achei muito interessante o seu artigo.
    Não li todos os comentários, e não se se alguém abordou as considerações que irei fazer.
    Sou servidor da Previdência Social e concordo em parte com o que você diz.
    Este modelo de previdência foi criado ao longo do século passado em uma época em que havia mais jovens do que idosos. Acredito que deve ser revista a forma de arrecadação e distribuição dos benefícios, talvez criado um modelo misto com capitalização para atender á futura demanda de benefícios.
    Desde quando comecei a trabalhar no órgão percebi que as pessoas não se preparavam com antecedência para o momento de sua velhice e deixavam para pensar em sua fonte de renda quando já era tarde. Acreditava que a previdência deveria se aproximar das pessoas e esclarecer quais seriam suas obrigações e direitos para que estivessem preparadas para esta fase da vida. Confesso que somente vim a pensar no assunto depois que comecei a trabalhar na instituição e ver a situação dos nossos idosos.
    A Previdência mantém um programa (tímido a meu ver) para orientar as pessoas sobre o que podem esperar para o futuro. Mas vejo que seria necessária uma divulgação mais ampla para as pessoas se preparar para esta fase da vida.
    Com relação aos benefícios de assistência social, o INSS apenas operacionaliza a concessão. Acredito que seja pelo fato de ser o órgão que esteja mais próximo da população em regiões de menor densidade demográfica e por ser o órgão federal que concentra estrutura para analisar estes tipos de requerimento. Sou suspeito para dizer isto, mas também creio que o órgão seja mais isento do que entidades de outras esferas, principalmente as municipais nos locais mais distantes que ainda, em pleno século XXI, estão sujeitas aos coronelismos locais (não vou aqui tecer comentários detalhados sobre os benefícios cujos critérios são avaliados por órgãos municipais e locais distantes…).
    Concordo que a concessão de benefícios rurais sem contribuição são um fardo para a parcela da população que arca com o seu custeio. Há o outro lado, porém, que sem tais benefícios muitas pessoas e famílias inteiras passariam fome nos locais mais esquecidos deste país. Vejo este tipo de benefício mais como um assistencialismo do que como política de previdência social (deriva também, penso eu, de um modelo equivocado de politica agrícola que não fornece a estrutura necessária ao pequeno agricultor para que ele possa caminhar com as próprias pernas sem ficar refém de uma oligarquia local). E pelas suas características sujeito a muitas irregularidades.
    Trabalhei em São Paulo e hoje trabalho no interior do Nordeste, e conheço de perto as duas realidades. E penso que se o sistema não fosse de filiação compulsória e obrigatória teríamos muitas pessoas em situação de miséria. O trabalhador, e principalmente os mais jovens, não pensam no futuro. Falo isto por mim que fui “programado” para estudar com a finalidade de conseguir um trabalho que me remunerasse o suficiente para cobrir minhas despesas.Não tive educação financeira e isto me custou muito até agora.
    Porém defendo a existência de uma previdência pública, talvez não como a única alternativa de uma renda futura, mas isso deve ficar a cargo de cada um. E talvez não somente no modelo como temos agora. Mas devemos considerar como um patrimônio, acompanhar as discussões e pressionar o poder público para manter a sua sustentabilidade. As pessoas não tem interesse em mudar para não abrir mão de possíveis privilégios e estão pensando sempre no seu benefício em primeiro lugar, sem pensar em como isto afeta o todo. Precisamos pensar no bem da coletividade quando o assunto são questões públicas.
    Por fim, quanto as irregularidades, afirmo que o INSS permanentemente monitora as irregularidades. Porém uma parcela da população pensa ser correto lesar a previdência seguindo o modelo que observam nos gestores públicos e legisladores. Parece que a tendência à corrupção está arraigada na sociedade desde suas camadas de base. Sempre que nos deparamos com estas situações tentamos educar as pessoas, pois se a sociedade é corrupta, que tipo de representantes irá ter? Precisamos ter cuidado com o que ensinamos aos nossos filhos.
    Sou feliz em dizer que quando ingressei no serviço público encontre muito mais seriedade, dinamismo e honestidade do que imaginava. Tenho orgulho de trabalhar nesta instituição. Porém nem tudo são rosas, mas acredito que nos educando poderemos obter resultados melhores.
    Perdoe qualquer falha na escrita ou na exposição das idéias, e parabéns pela inciativa.
    Abraços.

    Thiago.

    • Leandro Ávila 6 de março de 2016 at 10:10 - Reply

      Olá Thiago. Resumido, todos os problemas que estamos sofrendo no INSS é fruto da falta de educação financeira das pessoas. Inclusive a própria miséria é um sintoma da falta de educação e não deveria ser combatida só com dinheiro (remediando) deveria se combatida com educação. A corrupção é resultado da falta de educação ética e moral. A questão é saber quem são as pessoas beneficiadas com essas miséria provocada pela falta de educação.

  67. Walisson 2 de março de 2016 at 13:32 - Reply

    Mais um excelente artigo!!! Parabéns Leandro!!!

    Estou agora mesmo encaminhado esse link para a minha lista de contatos, me sinto na obrigação de fazer isso!!!

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