Impacto da Não Reforma da Previdência nos Investimentos


Não importa se a reforma da previdência será ou não aprovada. Nas duas situações a sua vida financeira será impactada nos próximos anos e isso ocorrerá de três formas:
  1. Impacto na rentabilidade dos seus investimentos de renda fixa e renda variável;
  2. Impacto na sua renda (por efeito da inflação e impostos);
  3. Impacto no seu emprego ou no seu negócio.

Esses impactos, que irei descrever no artigo, serão positivos se a reforma for aprovada e serão negativos se não for aprovada. Ainda existe a possibilidade de uma “reforma insuficiente” ser aprovada e isso faria o problema ser empurrado para “debaixo do tapete”, onde cresceria até estourar novamente em algum momento no futuro próximo.

A base do problema pode ser resumida através do gráfico:

O gráfico nos mostra que a situação vem se agravando nas últimas décadas. Em 1991 o gasto do Governo passou 11 % do PIB para atingir a máxima de 20% em 2016, ano em que ocorreu o último impeachment. PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, e representa a soma dos valores de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país durante o ano.

Veja que nesse período o Governo dobrou o percentual retirado da sociedade (através dos impostos) para oferecer aquilo que a população imagina que ele oferece de graça como saúde, educação, segurança, etc. O gráfico ainda só inclui o gasto primário, ou seja, não mostra o que o Governo paga de juros quando pega dinheiro emprestado da sociedade (através da venda de títulos públicos) para poder gastar mais do que arrecada.

Todos os presidentes que tivemos no passado ajudaram no crescimento dos gastos. Observe que cada presidente que tivemos nesse período entregou o país para seu sucessor com gastos públicos ainda maiores. De pouco mais de 11 % do PIB em 1991, o Governo Collor/Itamar atingiu 14% do PIB até o fim do governo em 1994. No final do governo FHC (2002) os gastos atingiram 15,9% do PIB. No final do governo Lula (2010) o gasto atingiu 17%. No último ano completo do governo de Dilma Rousseff (2015) os gastos atingiram 19,3% do PIB, terminando 2016 (ano do impeachment) em 20% do PIB.

Somente em 2017, com a vigência da regra do teto do gasto público, aprovada no final de 2016, depois do impeachment (Emenda Constitucional n.º 95, de 2016), houve uma pequena queda dos gastos, para 19,5 % do PIB.

Agora vamos ver o impacto disso na economia. Perceba que bastou a expectativa para a aprovação dessa emenda e de uma possível reforma da previdência para o início de um ciclo de queda da inflação, queda dos juros e alta na bolsa. Observe os gráficos:

O gráfico acima mostra o que aconteceu com a inflação (linha azul) e a taxa básica de juros (taxa Selic), ainda em 2016, somente com o aumento das expectativas de que o Governo, finalmente, faria alguma coisa para controlar os gastos públicos, que cresciam de forma explosiva desde 2011.

No gráfico acima temos a taxa básica de juros em queda (linha azul) e o forte crescimento do índice Bovespa que mede o desempenho das principais ações negociadas na bolsa. Quem já tinha os conhecimentos necessários para investir na bolsa neste período, obteve bons ganhos com a melhora das expectativas.

Agora volte e observe o gráfico que mostra o crescimento do gasto. É evidente que nas últimas três décadas o Governo ampliou a sua capacidade de desperdiçar dinheiro através de incontáveis pequenas iniciativas de desperdício e ineficiência. O ideal seria desmontar todas essas inúmeras pequenas estruturas de ineficiência e desperdícios de recursos públicos. O problema é que esse processo seria muito demorado e mexeria com inúmeros interesses de gente que se beneficia com toda a ineficiência do sistema. A “festa” durou até o dinheiro acabar. Agora, o Governo precisa correr contra o tempo e fazer alguma coisa rápida para interromper a tendência de crescimento explosivo da dívida pública nas as próximas décadas.

O gráfico abaixo mostra a trajetória da dívida bruta do país caso a reforma não seja aprovada (linha cinza). Quando o Governo gasta mais do que arrecada, precisa pegar dinheiro emprestado da sociedade vendendo novos títulos públicos (aumentando a dívida pública interna). Quem tem educação financeira, guarda um pouco do que ganha e empresta dinheiro para o Governo, comprando títulos públicos para receber juros por isso. Quem não tem educação financeira, paga esses juros através dos impostos sobre o consumo ao gastar tudo que ganha.

O gráfico acima mostra que a dívida do país está próxima de 80% do PIB, ou seja, é equivalente a 80% de todas as riquezas que as empresas e trabalhadores produzem por ano. Sem a aprovação da reforma, a dívida continuará a sua trajetória de alta até atingir mais de 100% do PIB. Isso certamente impactará a economia de forma negativa com alta dos juros, alta dos impostos, desvalorização da nossa moeda (alta do dólar) e uma nova tentativa de aprovar reformas ainda mais duras na previdência nos próximos anos.

Quanto mais o tempo passa, mais os números da economia se degradam. A reforma da previdência surge como uma forma rápida e fácil de economizar mais de R$ 1 trilhão nos próximos anos modificando, em uma única “canetada”, as regras do jogo da previdência das atuais e futuras gerações. Para os políticos, isso é a forma mais rápida e fácil de resolver o problema sem todo o trabalho necessário para desmontar uma enorme estrutura ineficiente de governo (que demorou muitas gerações para ser montada). Isso daria folego para o Governo continuar mantendo toda a estrutura de desperdício por mais algumas décadas, até uma nova reforma da previdência ou até a sociedade perceber qual é a origem dos problemas.

Enquanto isso, as pessoas continuarão exigindo mais gastos do Governo, quando deveriam exigir mais eficiência e inteligência para fazer mais com menos. As pessoas ainda não percebem com total clareza de onde o Governo tira todo o dinheiro que gasta para manter tudo que ele promete oferecer gratuitamente. As vezes os números da economia não são suficientes para entender. Desenhando fica mais ou menos assim:

O Governo nunca dá nada para você. Ele só devolve uma pequena parte de tudo que ele tira da sociedade (pelo uso da força) através da cobrança de impostos, taxas, contribuições, etc. Quanto mais você pede, mais motivos o Governo tem para tirar mais de você.

Consequências nos investimentos

Agora que você já entendeu as origens do problema, vamos observar o que pode acontecer com a sua vida financeira se a reforma da previdência não for aprovada nos próximos meses ou anos. Os dados são da Secretaria de Política Econômica.

Se a reforma não for aprovada, no primeiro momento teremos um forte impacto negativo nos juros futuros (aumentando das taxas pagas pelos títulos públicos prefixados e indexados pela inflação), queda no índice Bovespa e alta do dólar. Depois, gradualmente, teremos uma retomada na piora das contas públicas. A dívida crescerá ano após ano. O desinteresse por títulos públicos que pagam taxas pequenas iria crescer. O Governo seria forçado a elevar os juros para manter os investidores interessados em títulos públicos de um país cada vez mais endividado. Teríamos o início de um ciclo de degradação da economia como mostra a figura. Veja que um problema alimenta o outro.

Agora veja na figura abaixo o que acontecerá com a taxa Selic, que é a taxa básica de juros que influencia a rentabilidade de todos os investimentos de renda fixa (títulos públicos, CDB, LCI, LCA, etc.), com a reforma da previdência aprovada (linha laranja) e sem reforma da previdência (linha cinza). A linha preta mostra os dados que já temos até 2018.

O gráfico acima mostra que sem a reforma da previdência a taxa Selic poderá atingir 18,5% ao ano nos próximos anos. Isso representa uma rentabilidade de 1,42% ao mês em investimentos conservadores e de baixo risco como o título público Tesouro Selic. Essa taxa seria suficiente para dobrar o seu patrimônio em aproximadamente 4 anos investindo em títulos públicos de baixo risco. Certamente os títulos prefixados e indexados pela inflação pagariam juros ainda maiores. A renda fixa voltaria a ser atrativa, mas devemos considerar também a alta da inflação que degrada a rentabilidade.

Juros elevados prejudicam seriamente o preço das ações das empresas por prejudicarem seus resultados. Com menos pessoas comprando (devido ao crédito caro), as empresas vendem menos e investem menos na construção e ampliação de fábricas, lojas e escritórios. O mercado imobiliário também é duramente atingido com a alta dos juros e isso inclui problemas para os Fundos Imobiliários. Todos os setores da economia acabam demitindo mais e contratando menos quando o consumo é desestimulado pelos juros altos. O desemprego desestimula ainda mais o consumo, aumentando a inadimplência e alimentando a alta dos juros cobrados pelos bancos por empréstimos e financiamentos.

Na figura acima temos como será a trajetória da taxa de desemprego nos próximos anos se a reforma não for aprovada (linha cinza).

 

Na figura acima temos a projeção do crescimento da economia, através do PIB, no caso da não aprovação da reforma (linha cinza). Observe que a economia entrará em recessão (PIB cada vez menor). Com a atividade econômica cada vez menor, o Governo arrecadará cada vez menos, agravando ainda mais o problema fiscal.

Agora vamos imaginar uma situação apocalíptica. No caso extremo, quando o Governo não consegue arrecadar o que precisa para se manter funcionando e não consegue vender títulos públicos na quantidade e nas taxas que precisa, ele tende a adotar medidas equivalentes a “imprimir dinheiro”. A consequência disso será uma forte alta da inflação.

Isso já aconteceu no Brasil e continua acontecendo em todos os países onde os governos ignoram a importância de gastar somente aquilo que se arrecada. O Brasil já viveu um difícil período onde o Governo gastava sem qualquer limite ou responsabilidade fiscal. Quem viveu antes do Plano Real ainda lembra o que foi a hiperinflação. Os mais jovens não sabem o que é isso, mas posso garantir que não existe nada pior para a vida financeira das pessoas e das empresas do que uma inflação elevada e descontrolada.

Normalmente esse é o grande motivo para a fuga de empresários e investidores de um país para o outro. Muitos países ricos estão com portas abertas para receber empresários e investidores imigrantes que queiram investir. Muitos oferecem vistos e diversas facilidades.



No vídeo acima temos um “TOP 10” de países com a maior inflação anual entre 1997 e 2018. Atualmente temos países vizinhos como a Argentina e a Venezuela que estão entre as maiores inflações do planeta.

As populações de boa parte dos países que aparecem no vídeo, foram vítimas da ilusão de que os governos podem gastar infinitamente, sem retirar esses recursos do bolso da própria população.

Enquanto a ignorância financeira predominar nesses países, o sofrimento continuará se perpetuando pelas consequências de escolhas políticas movidas por essa ignorância.

Aprender como o mundo do dinheiro funciona, como a economia e os investimentos funcionam é que enriquece as pessoas. Um povo financeiramente educado não acredita nas bobagens que os políticos, a imprensa e até as empresas propagam sobre o dinheiro. Os políticos só aprontam com as pessoas quando a ignorância delas permite.

Em qualquer cenário, com ou sem reforma da previdência, teremos investimentos que serão beneficiados e investimentos que serão prejudicados.

Com a reforma ou qualquer ação que resulte em um Governo responsável com as contas públicas, teremos juros na renda fixa em queda e rentabilidades na renda variável em alta (ações). Sem a reforma ou diante de qualquer decisão do Governo que demonstre irresponsabilidade com as contas públicas, teremos juros na renda fixa em alta e bolsa de valores em baixa ou estagnada. Para o investidor preparado, tanto faz, pois em qualquer cenário será possível obter bons resultados nos investimentos. O Brasil não é um país para amadores. Precisamos estudar e nos preparar para saber o que fazer com nossos investimentos em qualquer situação.

Livro recomendado: Independência Financeira (clique para conhecer).

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila é educador financeiro formado em administração de empresas e especializado em investimentos. Por acreditar que a educação financeira pode transformar vidas, criou o Clube dos Poupadores para compartilhar seus artigos e livros sobre Independência FinanceiraInvestimentos em AçõesInvestimentos em Títulos PúblicosInvestimentos em CDB, LCI e LCA, e em Imóveis.
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Flávio
Visitante
Flávio

Oi Leandro,
Nossa excelente artigo, está entre os melhores que você já publicou. Todas as pessoas deveriam ter conhecimento desse artigo. Meu ponto de vista será o seguinte, a reforma passará porém será insuficiente, acredito que lá para 2022, 24, terá que ser feita outra reforma, que irá doer ainda mais. Do ponto de vista egocêntrico e só pensando em mim, a não aprovação da reformar seria uma boa, como pouco tempo eu duplicaria meu capital, porém do ponto de vista que o nosso país precisa andar para a frente a reformar deveria ser aprovada de uma forma que doa a quem doer.

Tiago Oliveira
Visitante
Tiago Oliveira

Ótimo arquivo.

Um dos maiores problemas que enfrentamos no nosso país “BRASIL” é a falta de educação financeira,
saber como funciona a economia é ter sabedoria para tomar decisões corretas.
Infelizmente a nossa classe política se beneficia dessa situação. Gastos descontrolados, gera consequências extremamente árdua.

Falar de finanças e um dos maiores tabus a ser quebrado.

A educação financeira abre portas, oportunidades e acima de tudo liberdade para tomar decisões
em momentos de crise.

LEITOR ASSÍDUO
Visitante
LEITOR ASSÍDUO

Leandro, primeiramente quero dizer que acompanho seu trabalho desde o início. Estou quase montando um fã clube, hehehe… Gostaria de saber se num cenário de aprovação da Nova Previdência, se a taxa de juros básica não foi subestimada na sua previsão considerando que coma reforma teremos certamente aquecimento da economia.

BRUNO TOSO
Visitante
BRUNO TOSO

Excelente! Espero que deputados, senadores, governadores, prefeitos e políticos em geral leiam e entendam esse seu ótimo artigo.

Jaqueline
Visitante
Jaqueline

Como sempre um excelente artigo! Ando muito preocupada com tudo o que está ocorrendo no nosso país, e mais ainda porque pretendo sair de um emprego estável para fazer um ano sabático e me recuperar de problema de saúde que adquiri lá dentro mesmo. Ao vender meu tempo em troca de dinheiro, degastei meu maior e mais importante ativo, minha saúde. Obrigada Leandro por nós orientar, procuro também orientar quem está a minha volta que não tem interesse e nem disciplina para se informar, procuro devolver um pouco do muito que recebo de você.

Elaine
Visitante
Elaine

Excelente texto, porém acredito que a aprovação da reforma irá agravar os problemas da maioria da população para beneficiar uma minoria. Deveríamos todos estar discutindo as outras formas que existem para o governo economizar esse dinheiro que não seja penalizando a população. Colocamos os governantes la para defender nossos interesses e essa reforma não beneficia a população. Estou me defendendo como posso para preservar e aumentar meu patrimônio, mas não tem como ter qualidade de vida se a maioria ao meu redor vive na miséria.

Helcio
Visitante
Helcio

O que é engraçado é que naquela época de juros baixos artificiais da Dilma, havia acusações da esquerda de que não deu certo por causa dos rentistas, que não estavam habituados a enxergar suas remunerações tão baixas sem risco. Então, nesse caso, deveríamos todos estar torcendo pelo caos.

Inaldo
Visitante
Inaldo

Torço para que a reforma da previdência seja aprovada, e futuramente uma reforma tributária. Por quê? Porque tenho uma pequena empresa, imóveis alugados, e algum recurso investido em renda fixa. Acredito que quem torce para que o plano não seja aprovado são aqueles que só vivem de renda, ou ou seja, não são empreendedores.

Leandro
Visitante
Leandro

Prezado Leandro.
A inúmeros questionamentos de grandes economistas dizendo que há outros problemas não divulgados como as grandes empresas devedoras da previdência social. Outros dizem que o problema não esta na previdência e sim na geração de empregos, vemos hoje um índice de piora no desemprego alias. Temos o exemplo deste modelo de previdência no Chile que não deu certo deixando a população miserável sobretudo os mais idosos. Sem falar no judiciário e na ala militar que abocanham grande parte do orçamento e ficarão de fora. Se for pra cortar que corte os privilégios primeiramente.

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

A única solução é parar de tomar dinheiro da população com desculpa de financiar aposentadoria de quem não acumulou patrimônio a vida toda (seja por ignorância e/ou por ser depenado pelo governo a vida toda) e deixar as pessoas sejam responsáveis por si mesmos em condições mais adequadas de prosperarem economicamente.

Ninguém deveria ser obrigado a dar dinheiro para outrem (com um intermediário pegando boa parte disso) pelo simples fato de esse outrem não conseguir se sustentar sozinho.

Denis
Visitante
Denis

Excelente artigo!

Bruna Pavan
Visitante
Bruna Pavan

Excelente artigo, Leandro! Vou compartilhar, quem sabe o pessoal adquire mais conhecimento e entendam que é necessária essa reforma.

Domingos
Visitante
Domingos

Numca foi tão facil entender o que nos aguarda…obrigado por artigos tão didáticos como esse.

Uilson Batista Dile
Visitante
Uilson Batista Dile

Acho que sou egoísta estava me programando aposentar daqui falta uns 9 anos, mas com a reforma só daqui uns 17 anos, tenho feito minha parte economizando e investindo. Agora escolher entre o CAOS vs MINHA APOSENTADORIA deu RUIM KKKK

Marcos kuroski.
Visitante
Marcos kuroski.

É pura verdade! Sem a educação financeira e política não tem como um povo ser feliz e uma nação próspera.

Emerson Lessa
Visitante
Emerson Lessa

O.paragrafo iniciado ” quanto mais tempo passa….” resume muita coisa que penso.sobre aposentadoria do Brasileiro, e olha que não é minha área. Sempre tem.algo por trás que os governos vão enganando o povoe alguém ganha muuuito com isso. Reforma é preciso mas assim será só mais uma.
Parabéns novamente pela ótima reflexão

Ricardo Fonseca
Visitante
Ricardo Fonseca

Caro Leandro,
Sou consumidor dos seus excelentes conteúdos: artigos, livros e do curso resistência. A previdência precisa de reforma, no entanto, a forma em que os grandes meios de comunicação, que influenciam boa parte da população, veicula esta reforma e seus impactos não descrevem toda a realidade. Não informam sobre a DRU – Desvinculação das Receitas da União, que permite utilizar boa parte destes recursos, oriundos da previdência, para outros gastos da União, como são gastos estes recursos, efetivamente? A ineficiência permeia boa parte da má utilização dos recursos públicos,assunto longo

Joanatan
Visitante
Joanatan

Obrigado Leandro.otimo artigo,
Espero que a reforma seja aprovado, e o Brasil caminhe rumo ao progresso.

BRUNO TOSO
Visitante
BRUNO TOSO

Vejo que várias pessoas estão demonizando “os rentistas”. Será que eu sou um deles? Vejamos: aposentei-me, como engenheiro, em 2007, aos 54 anos, após 31 anos de trabalho em usinas siderúrgicas (= periculosidade + insalubridade, direito a contagem especial). Saquei o FGTS, mal e porcamente corrigido bem abaixo da inflação ao longo do período. Com o dinheiro, comprei títulos de curto, médio e longo prazos no TD, para me ajudar com as despesas e complementar minha aposentadoria do INSS de 4 SM (obrigado fator previdenciário), sendo que SEMPRE contribui sobre o teto. E aí, sou rentista?

Gus
Visitante
Gus

Interessante (e assustador!) assistir ao video e notar a verdadeira EXPLOSAO que acontece na Venezuela a partir de janeiro 2017, isso porque ela ja vinha disputando a lista dos top 10 desde 2002…. E ainda assim tem gente (e certos partidos politicos) defendendo o indefensavel. E’ cada vez mais urgente as pessoas pararem com os mutuos ataques politicos e comecarem a aprender todos os aspectos inerentes a educacao financeira!

Como de habito, artigo mais do que excelente.

Solange Benevento
Visitante
Solange Benevento

Muito bom e didático como sempre. Fico muito feliz em ler suas matérias e poder ter mais conhecimento para ter mais autonomia. Penso que o melhor a fazer é colocar o dinheiro em titulo publico até ter uma noção melhor de como vai andar a situação. Se colocar em aplicações de médio e longo prazo acho que fica mais arriscado. Será que estou certa?

Mari Estudiosa
Visitante
Mari Estudiosa

Ah se o povo fosse mais esclarecido, soubesse votar e depois cobrar… Se tb tivesse educação financeira, política e jurídica… Se cada um se responsabilizasse por si e não dependesse dessas reformas… Infelizmente entregamos poder demais nas mãos dos outros e depois ficamos juntando os caquinhos para continuarmos com nossas vidas. Quando será que o brasileiro vai entender ou se preocupar com a autorresponsabilidade? Somos um povo culturalmente atrasado. Enquanto não houver mudança de mentalidade, continuaremos nessa eterna gangorra, à mercê das decisões alheias e que não nos favorecem.

Bruno
Visitante
Bruno

Mais um grande e esclarecedor artigo, Leandro.
Só fiquei com uma dúvida. Você diz que “para o investidor preparado, tanto faz, pois em qualquer cenário será possível obter bons resultados nos investimentos.”. Acho que isso vale para muitas situações, mas não para todas. Em uma situação de inflação descontrolada, por exemplo, fica difícil ter onde se proteger. Até mesmo o tesouro IPCA, que “especialistas” afirmam que “tem um rendimento acima da inflação” não seria uma boa opção, pois, como sabemos, a rentabilidade real pode ser negativa (devido à tributação sobre o lucro nominal).Para onde ir?

André Luis
Visitante
André Luis

Leandro, concordo que seja necessário uma reforma na previdência, mas não essa que está proposta, onde quem pagará o pato serão os menos favorecidos. Além disso, a tão falada economia de um trilhão, com esses governos, só estimula a gastarem mais e mal o que logo degradará essa grana toda. Além da reforma da previdência teriam que fazer uma reforma tributária e uma reforma política, colocando o país em uma rota de desenvolvimento condizente com os países mais desenvolvidos. Educação financeira é necessária, mas só ajuda individualmente, teríamos que ter uma educação política do povo, isso sim

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Qualquer ideia de coletividade é ilusão…não existe o coletivo, existem apenas indivíduos, logo, coletivos são uma abstração.

Política pode ser entendida como conjunto de argumentos usados para que uns possam exercer violência/exploração econômica sobre outros sem serem punidos por isso.

Não existe resolução política para conflitos sociais entre indivíduos de uma mesma sociedade, uma vez que a política existe exatamente para acentuar as irregularidades na distribuição de poder.

Países desenvolvidos não são ricos economicamente por conta de decisões políticas…

Aldy
Visitante
Aldy

Boa noite Leandro,
Faço minhas as palavras do Flávio e acrescentaria, somente com o fechamento do congresso, do STF e demais fontes de corrupção do judiciário, essas reformas seriam produtivas. Não se pode tolerar um político ter 60 assessores, salários milionários corruptos, aposentadoria integral sem trabalhar, e tantas benesses sacrificando o pobre que trabalha. Que Deus nos ajude.

ERONIDES
Visitante
ERONIDES

Então se essa reforma não for aprovada Leandro quem apostou suas fichas em titulos prefixados (que é o meu caso) vai se dar mal hoje por exemplo o prefixado 2025 tápagando menos que 9% aa,realmente investir não éuma tarefa facil, além de se ter diciplina pra aportar mensalmente requer estudo e conhecimento.

Alexandro Texeira dos Santos
Visitante
Alexandro Texeira dos Santos

Nossa se a favor dessa reforma previdênciária é uma grande covardia com o povo mais pobrem
Trabalhar 40 anos , se aposentar aos 65 anos, diminuição do auxílio BPC.
Prefiro ver o Brasil quebrar

MARCOS ANTÓNIO FERRANTE
Visitante
MARCOS ANTÓNIO FERRANTE

SEUS ARTIGOS SÃO MEMORÁVEIS ,LEANDRO ÁVILA , PRECISAMOS SABER O QUE SERA FEITO PELOS POLÍTICOS , QUE SEMPRE SE VENDE QUERENDO CARGO PARA APROVAR ISSO OU AQUILO,SE A REFORMA FOR APROVADA , O POBRES SERÃO PREJUDICADO E SE NÃO APROVADA SERÃO MAIS DESEMPREGADOS, TEMOS QUE REDUZIR OS NÚMEROS DE POLÍTICOS NESTE PAIS, REDUZIR EM 50% SERIA UM BOM PASSO , PARA SOBRAR ALGUNS BILHÕES DE REAIS , AI SIM SERIA FEITA UMA REFORMA VERDADEIRA., NA ORIGEM DO PROBLEMA TEM POLÍTICOS DEMAIS , QUEM PAGA TODAS ESTAS PESSOAS SÃO OS TRABALHADORES, TEMOS QUE DAR UM BASTA NISTO SÓ ASSIM O BRASIL CRESCERA BOMDIA

Lucas
Visitante
Lucas

Ótimo artigo como sempre Leandro, parabéns!
Lembrando quão antiético o INSS é já que é uma pirâmide financeira. E qualquer empresa que fosse fazer isso seria presa por “crime contra economia popular”.
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=993
Uma medida certa seria acabar totalmente com o INSS, mas enquanto isso não chega podemos arranjar jeitos de ganhar sobre isso (como venda à descoberta e renda fixa pelos juros altos).

Glauber
Visitante
Glauber

Olá Leandro, obrigado por explicar de forma prática e objetiva o que pode a vir a ocorrer na economia de nosso país. Tenho um modo de pensar “eu que tenho que cuidar do meu dinheiro” e assim o faço.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Olá Leandro, mais um excelente artigo.
Eu gosto do seu raciocínio de saber investir independente do que virá a ocorrer (no caso, com ou sem reforma da previdência).
Mas eu tenho esperança que a reforma irá sair, apesar de todos os “conflitos” que vemos atualmente nos noticiários (as vezes eu até penso que tudo não passa de um teatro), pois TODOS irão sofrer graves consequências, inclusive os próprios políticos.
Estou mudando aos poucos minha posição da renda fixa para a variável (ações e FII), mas ainda com muita cautela, pois se uma catástrofe ocorrer, ainda dará tempo de reverter.

Mauricio
Visitante
Mauricio

O que voce precisa de entender Leandro eh que a reforma da previdencia seria necessaria, mas nao suficiente.

Nao eh panaceia. Isoladamente, nao muda nada!

Requer sim um monte de reformas. Especialmente a reforma fiscal – voce realmente acredita que esta ultima vai acontecer?!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Não existe qualquer razão para o Governo realizar uma reforma fiscal…é inerente a uma democracia/república não existir responsabilidade quanto aos gastos públicos, por que se algo é público (de todo mundo), automaticamente tal recurso não é de ninguém, e quem puder se aproveitar primeiro de tal recurso, que o faça.

A falácia coletiva se demonstra ainda mais perversa na prática quando se observa que as relações de poder entre humanos sempre foram mais ou menos as mesmas, em diferentes sociedades e diferentes tempos.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Muito bom o artigo, mas qual a fonte receeis números e suas projeções?
Não achei no texto.

Francisco
Visitante
Francisco

A meu ver, essa reforma não passa, ou se passar, será extremamente desidratada. O governo fala em esforço conjunto ao mesmo tempo que cria benefícios para os militares. Contraditório. Isso servirá de combustível para as altas corporações do serviço público tbm fazerem pressão. O governo não quer resolver o problema da previdência, quer apenas se capitalizar com o aumento das contribuições, pra manter o status quo, sem precisar cortar gastos. A meu ver, uma regime previdenciário grande como o nosso só serve para perpetuar desigualdades. Não coube a explicação do porquê.

Mauro Paiva
Visitante
Mauro Paiva

Muito obrigado Leandro, sou economista e opero no mercado financeiro e o conteúdo de seus artigos me impressiona pela qualidade e clareza, mais uma vez Muito obrigado, é sempre muito bom ler o que você escreve!

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