Traição Financeira no Casamento

Você já parou para pensar na possibilidade de estar sendo traído (ou traída) financeiramente pelo seu cônjuge? Existem muitos tipos de traição no casamento e uma delas é a traição financeira. Alguns argumentam que a infidelidade financeira gera mais sofrimentos que a infidelidade sexual (fonte). A falta de diálogo sobre dinheiro pode acabar terminando em divórcio. Não tenho dúvidas de que a falta de educação financeira contribuiu com o crescimento de 160% no número de divórcios no Brasil na última década. Dados da pesquisa Estatísticas do Registro Civil do IBGE indicam que temos mais de 341 mil divórcios por ano (fonte).

Estava lendo uma pesquisa feita nos EUA (fonte) sobre este tema. Eles descobriram que 1 em cada 20 casados admite ter ou já ter tido conta corrente, poupança e até cartão de crédito escondido do parceiro(a). No Brasil os números não devem ser muito diferentes. Não faltam casos de esposas que não sabem quanto o marido ganha, de maridos que não fazem ideia de como a esposa gasta todo o salário que recebe, de casais que omitem despesas, compras e até mentem sobre os valores de determinados produtos adquiridos. Você mesmo já deve ter ouvido muitas histórias entre amigos e parentes sobre esse tipo de traição.

Estava olhando uma tabela desse trabalho aqui. A tabela abaixo mostra os motivos das separações. Muitos destes motivos podem ser as consequências de problemas financeiros.

Dentro da categoria “Brigas e discussões frequentes” estão todos os atritos relacionados com traições financeiras ou falta de educação financeira do casal. As agressões também podem ser o resultado de brigas relacionadas direta ou indiretamente com o dinheiro. Até o alcoolismo pode ser agravado diante de problemas financeiros. Mesmo quando o alcoolismo é gerado por outros fatores ele acaba prejudicando a situação financeira da família.

Poupar escondido e a economia extrema

Nem sempre a traição financeira  prejudica o equilíbrio financeiro da família. Existem casos onde um é mais econômico e o outro é mais consumista. Aquele que pensa no futuro pode tentar guardar uma parte das economias para evitar que o outro gaste com supérfluos. Fazer poupança e investimentos secretos pode ser uma decisão extrema para construir algum patrimônio no longo prazo.

A economia exagerada também pode gerar conflitos. Deve ser muito chato viver do lado de alguém que está sempre criticando sobre o tempo que você passa no chuveiro. Muitas vezes R$ 50 reais a mais ou a menos na conta de luz é uma economia insignificante diante do transtorno que é forçar o outro a economizar luz. Uma pizza a menos por mês é uma maneira mais fácil e menos desgastante de economizar R$ 50,00 e ainda manter a boa forma. Os exageros são sempre prejudiciais.

Quando o casal tem níveis diferentes de esclarecimento sobre finanças acabam atritando diante de decisões sobre consumo, dívidas, poupança e investimentos. Até mesmo quando uma parte é mais conservadora e a outra mais arrojada nos investimentos as brigas acontecem. Por isso é importante união até no momento de buscar mais educação financeira. Se somente um for beneficiado com o conhecimento, a relação acaba ficando desequilibrada.

Falar sobre dinheiro antes de casar

Para muitos, falar sobre dinheiro ainda é um tabu. É como falar de uma coisa feia e suja que não tem nada de romântica. Infelizmente aprendemos que dinheiro é sujo ainda quando somos pequenos. A relação entre dinheiro e sujeira (em todos os sentidos) fica impregnado na cabeça da criança e depois fica difícil tirar.

Por isso é importante falar sobre dinheiro antes mesmo do casamento. É importante saber como a outra parte lida com o dinheiro, quais são suas crenças com relação ao consumismo, trabalho, poupança e investimentos. É importante identificar o nível de conhecimentos sobre finanças e, se for o caso, os dois devem buscar conhecimento juntos.

Muitas vezes recebo mensagens de leitores (e leitoras) desesperados com o comportamento da parceira ou do parceiro. É comum a pessoa buscar a própria educação financeira e não conseguir convencer o outro a seguir o mesmo caminho. Já escrevi um artigo mostrando como é difícil mudar a cabeça das pessoas sobre dinheiro.

 As soluções

Tem muita gente que acha que conversar sobre dinheiro só gera problemas. Na verdade é justamente o contrário. Não conversar sobre dinheiro pode até adiar os problemas, mas não resolve. Com o passar do tempo os atritos vão se acumulando até que explodem. Isso é comum em momentos de crise. Enquanto existe fluxo de dinheiro, nada acontece. Quando o dinheiro acaba ou ocorre qualquer desequilíbrio financeiro a bomba explode e o relacionamento fica prejudicado.

O casamento civil é um contrato, como o contrato assinado por dois sócios. Ele tem muito mais relação com dinheiro do que as pessoas imaginam. O regime de bens é definido no casamento civil. Já vi muitos casos de pessoas que não sabem se casaram no regime de Comunhão parcial de bens, Comunhão universal de bens, Separação total de bens ou Participação final nos aquestos. Se você tem dúvida consulte sua certidão de casamento.

Garanta um nível de independência:

É muito chato ter que dar esclarecimentos sobre tudo que você gasta para sua esposa ou seu marido. É muito importante que os dois estabeleçam uma faixa de liberdade para gastar sem pedir a opinião do outro.

Na pesquisa que tive acesso 41% dos casais disseram que não se importam em não ficarem sabendo sobre gastos menores que US$ 100,00 feito pelo cônjuge. 24% declaram que não se incomodam em não ficar sabendo sobre despesas de até US$ 500,00. É claro que esses limites dependem da renda e da realidade de cada casal. Não existe um valor padrão. O ideal é que o casal entre em um acordo para que um não precise pedir autorização para o outro no momento de fazer pequenas despesas do dia a dia. Essa rigidez em prestar contas pode se transformar em fonte de brigas, chateações e transtornos que vão se acumulando até explodirem.

Quando um dos lados é o único que possui renda (marido ou esposa), é importante estabelecer algum tipo de “mesada” para que a outra parte possa ter liberdade para comprar aquilo que precisa sem pedir autorização. Isso também pode evitar brigas.

É claro que se o casal está enfrentando um problema financeiro grave, os dois devem iniciar um controle rígido de todos os gastos, incluindo os menores e mais inocentes gastos. Já se não existem problemas o ideal é que os dois estipulem um valor mensal para que cada um faça seus pequenos gastos sem o conhecimento ou a autorização do outro.

Para despesas ou compras acima de um determinado limite (que o casal pode estabelecer) pode ficar acordado que a decisão será conjunta. Ninguém gostaria de saber que o parceiro ou a parceira trocou de carro sem conversar previamente sobre o assunto. Isso também pode valer no momento de trocar móveis, eletrodomésticos ou qualquer outro bem durável de valor elevado.

Individualismo Financeiro:

Muitos casais jovens estão adotando o individualismo financeiro depois de casados. Normalmente os dois estão empregados, os dois possuem uma carreira profissional e por isto existe uma grande independência financeira (um não depende do outro para se manter). Mesmo no individualismo é importante que os dois tenham projetos comuns. Os dois devem chegar em um acordo sobre objetivos financeiros para o futuro. Os dois devem colaborar para atingir esse objetivo. Os resultados serão melhores.

É interessante que cada um tenha sua reserva para uma emergência (para o caso de uma demissão) para que não exista constrangimentos e atritos diante da perda da renda de um dos lados (no caso de individualismo extremo).

Alguns casais separam as contas da casa. Exemplo: Um paga o condomínio e o plano de saúde. O outro paga o colégio do filho e as compras no supermercado. Se essa separação gerar alguma trito é possível fazer diferente. Você pode abrir uma conta bancária conjunta para juntar aquele dinheiro que será utilizado para despesas da casa. Cada um possui sua própria conta bancária, mas todos os meses cada um transfere um percentual do salário para as despesas conjuntas que serão pagas através dessa conta separada.

Isso também vale para os investimentos. Você já deve ter percebido que existem investimentos com taxas melhores quando você tem um volume maior para investir.

Não existe uma regra de bolo que possa ser aplicada em todas as famílias. O ideal é que não exista nenhum constrangimento no momento de conversar sobre dinheiro. Se existe alguma vergonha, isso é sinal de que existe alguma coisa que precisa ficar clara entre os dois. Conversar abertamente é o melhor caminho. Mentir, esconder, omitir nunca é uma boa solução.

O objetivo desse artigo foi de estimular uma reflexão. Aproveite o feriadão do Carnaval para conversar sobre dinheiro. Se não vai viajar, aproveite para ler mais artigos gratuitos publicados aqui no Clube dos Poupadores sobre os mais diversos temas relacionados a sua educação financeira. Se você já investiu em algum curso sobre investimentos aproveite o feriado para assistir as aulas. Se você comprou um livro, aproveite e leia o livro. Compartilhe o que você aprende com sua parceira ou parceiro sem tentar impor nada.

Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Leandro
Visitante
Leandro

Educação financeira deveria constar na grade curricular desde o ensino fundamental, pois convivemos com muitos analfabetos financeiros. Seria muito pertinente, inclusive para os casamentos e relacionamentos, como na matéria em tela. Parabéns ao colega Leandro Ávila pelos excelentes artigos postados. Obrigado!

Fabricio
Visitante
Fabricio

Mais um excelente artigo!!! Desta vez com um toque de humor. Adorei a charge!

winicius alves
Visitante
winicius alves

Concordo com vc Leandro só que algumas pessoas não se contentam em ficar uns degraus para trás e conseguem te puxar um pouco pra trás tbem. Abraço!

Katia Paludo
Visitante
Katia Paludo

Excelente Artigo. Com certeza esse assunto gera conflitos principalmente no início do casamento, é quase um tabú, e conversar é fundamental. No meu caso eu pago todas as contas da casa, mostro a planilha para meu esposo e ele transfere 50% do valor para mim. Quando tinhamos salários muito diferentes o valor transferido era proporcinal ao que cada um ganhava. Depois desse acerto cada um pode gastar o restante do salário como preferir. Também temos um cartão “corporativo” para gastos comuns, como mercado e itens pra a casa. Dessa forma nunca brigamos por causa de dinheiro, e já estamos a 13 anos juntos.

Agton
Visitante
Agton

Excelente artigo! A charge foi nota 10. 😄

Paulo
Visitante
Paulo

O artigo foi excelente, como tenho sorte de ser exceção. Eu já estou há quase 25 anos com minha esposa e ela não sabe nem quanto ela ganha, muito menos quanto eu ganho. Nunca tivemos uma discussão sequer sobre dinheiro, ela sempre deixar eu decidir sobre isso, mas vejo colegas que cada um paga sua parte no casal que chega ao absurdo, como cada um pagar seu próprio sabonete. Conheço gente (mulher), que disse que vai separar do marido pois ele ganha menos que ela. Meu deus, estamos em 2016.

Maiconaz
Visitante
Maiconaz

Perfeito.

Sonia
Visitante
Sonia

Leandro, excelente texto! Com certeza a educação financeira contribui muito, mas gostaria de frisar, que a traição fibanceira esta tbem ligada a como somos?( caráter e virtudes). Tem muitos homens acomodados, que deixam Tudo nas mãos das esposas. São muitas mulheres que exercem dentro da família o papel do homem, ficando elas sobrecarregadoas com o comodismo dos maridos, assumem responsabilidades desde educar os filhos e nas pequenas tarefas. Esse tipo de homem nao quer stress e responsabilidade com o dia-dia da família . São muitos os lares que a mulher se submete a todos os tipos de traição, por não ter um bom salário para sustentar a família. Infelizmente, essa é realidade, e acredito que esse é o maior incentivo para a traição financeira.
Um relacionamento onde o amor incondicional e o respeito existe, nao aconteceria. Estamos sempre aprendendo, e felizmente temos acesso às informações. Pessoa linteressada em Ser melhor, busca informações, um caminho para melhorar o Ser e preocupar-se menos com o Ter.
Um abraço.

Stan Cardoso
Visitante
Stan Cardoso

Parece até que escreveu esse artigo a pedido da minha esposa, sou consumista e ela poupador, já tivemos muitos atritos por isso, apenas hoje em dia estou andando na linha após várias e várias discussões!
Excelente artigo!

Renan
Visitante
Renan

Acabei terminando um namoro por conta disso: incompatibilidade de metas financeiras. Tentei instruir, indiquei leituras, falei que eu tinha meus limites mensais, projetos, investimentos, necessidade de economizar para investir em algo maior, para além do que eu já estava investindo etc. Ela tem o hábito de guardar dinheiro na poupança e de não planejar a carreira, mas toda semana vinha falar que quer ter filho, que quer ir na festa de não sei quem, que se a gente não sair mais vai cair na rotina… E nem morávamos juntos ou éramos casados! Pedi pra sair. Situação difícil.

Frankleildo
Visitante
Frankleildo

Primeiro parabéns excelente post. Vivo e sinto isso diariamente faz quase um ano que estou me reeducando financeiramente e por mais que tente fazer com que minha esposa estude mais sobre isso ela não quer. Então eu equilibro de um lado e ela desequilibra de outra não sei o que fazer estou começando investir no tesouro direto(graças a voce) sem que ela saiba porque ela ainda acha que poupança e melhor e porque se tiver algum dinheiro disponível na era. Eu já não sei o que fazer estamos pensando em pagar as contas em comum e o resto cadanum faz como achar melhor e complicado mas não consigo ver outro jeito

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Mais um bom assunto que merece ser objeto de discussão. O que mais gosto aqui no Clube é a questão das finanças associada ao comportamento humano, pois eu acabo por perceber, muitas vezes, a quantidade de atitudes inadequadas que pomos em prática e que deveriam ser evitadas caso tivéssemos refletido ou mesmo tido a maturidade de corrigir no tempo certo. Um dos artigos que mais gosto aqui, a propósito, é o “Pare de sustentar filhos adultos”. Simplesmente sensacional.
Obrigado por mais esse artigo, amigo Leandro!

Bernardo
Visitante
Bernardo

Ótimo tema Leandro, e ótimo texto também!
Eu tenho o privilégio de ter uma ótima parceira, somos ambos independentestes, anotamos todos os gastos da casa em uma planilha e rateamos 50/50 no final do mês.
Ainda temos nossos investimentos conjuntos, e cada um também tem a sua poupança individual.
Ter este comportamento desde antes do casamento foi essencial pra nós. Quem não começou seguindo as melhores práticas não deve achar que é imposível mudar, pode nao ser fácil, mas o caminho você já indicou: conversar sobre dinheiro!
Abraço,
Bernardo

Rodrigo Sampaio
Visitante

Que legal esse texto Leandro. Fala muita verdade. Além de um tabu, o dinheiro gera os mais diferentes sentimentos nas pessoas. Alguns são desencanados, outros são ambiciosos, já outros são descontrolados e por ai vai. Mas textos como esses servem para abrir os olhos dos leitores. Parabéns.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Sei que muita gente pensa diferente, mas no meu caso e da minha esposa, nós vemos a renda de cada um como NOSSA renda. Não consigo me ver casado com alguém e dividindo as despesas da casa como se fôssemos colegas de república.

Fernando
Visitante
Fernando

Exatamente. E no caso de seperação, o que era ‘seu’ vira ‘nosso’.

Erinaldo Santiago
Visitante
Erinaldo Santiago

Oi Leandro, seus artigos são todos bons, principalmente este. Confesso que eu já vinha lendo artigos sobre finanças e tenho revista dinheiro da proteste, ao ler seus artigos de investimentos bem transparente , fui buscar mais inforcoes e resolvi fazer investimentos em LCI em dezembro.
Obrigado ! Vc faz um bom trabalho em compartilhar seus conhecimentos.

Ezequiel
Visitante
Ezequiel

Excelente artigo, sou uma pessoa sem muito estudo, na área financeira. Gostaria de saber mais como investir no Tesouro Direto

Tatiane
Visitante
Tatiane

Adorei o artigo! E concordo com o comentário anterior, a educação financeira deveria constar em nossa grade curricular.

josé
Visitante
josé

Concordo com vc Leandro hj mts casais vivem em um pé de guerra por ñ saberem administrar esse assunto.Suponhamos que a renda familiar seja de apox. 5mil reais,e financiaram uma casa e um carro,só aí vai quase o valor integral da receita,ou seja,as pessoas estão querendo viver em um padrão que fogem da realidade,só pq os amigos ”conseguem”.

Leandro Menezes
Visitante
Leandro Menezes

Acredito que as leis deveriam mudar também…
Por exemplo: Os dois pagam 50% dos gastos e investimentos comuns, mas considerando que um ganhe R$ X e outro R$ 2,5 X. Todos contribuem para os gastos, só que quem ganha R$ X, faz um esforço e consegue poupar e investir, e o que ganha R$ 2,5 X gasta tudo com supérfluos caros.
No meu ponto de vista, numa separação, esse investimento feito por quem ganhava apenas R$ X que se sacrificou, não deveria ter esse patrimônio repartido na hora da separação. Vejo como injustiça imensa.

ceu
Visitante
ceu

Oi Leandro mais um artigo de tirar o chapéu.
A alguns mes,estava conversando com colegas de trabalho e fiquei bem surpreendida com o que acontece em varios lares em relação as finanças, notei que muitos querem os benefícios do casamento mais comportam—se como se fossem solteiros.
Vou deixar meu depoimento: e procuro transmitir a muitos, estou de casamento marcado mais ja vivo com noivo à alguns meses, quando nos conhecemos a 4 anos atrás não tinhamos nem um tostão guardado e sim umas pequenas dividas! Como o amor era verdadeiro, os pombinhos queriam ficar juntos p sempre rsrsrsr. . Nao tinhamos nada, comecei a pesquusar sobre como nos organizarmos financeiramente e graças à Deus encontrei muito suporte aqui na internet principalmente o Clube dos Poupadores! Conversamos bastante e acordamos que toda renda que entrassem em nossa casa seria NOSSO, funcionou tão bem que conseguimos juntar arduamente dinheiro para comprar um lote e contruir essa casa que estamos morando, sem ajuda de ninguem e sem dividas nenhuma. A nossa casa foi do jeito que sonhamos e tem tudo que queriamos, ninguém acredita que construimos sem financiamento pois a casa é linda e tbm somos muito jovens, temos 28 anos! A coisa funcionou tão bem, que começamos a investir juntos para aposentadoria, temos nossa reserva de emergencias, e nunca tivemos nenhuma desavença por causa de dinheiro. Mas como cada um tem seus luxos pessoais, e seus fetiches rsrsrsr, separamos como se fosse uma mesada para cada um de igual proporção afim de cada um comprar o que quiser! Essa União financeira, foi a melhor coisa que aconteu em nossas vidas, pois em 4 anos juntos conquistmos o que muita gente que está a 20 anos juntos e ganhando mais do que nós ainda tem como sonho! Temos certeza que vamos consquistar muito mais, e sem precisar pedir emprestado ao banco! Após o casamento meu noivo quer fazer uma pós graduação, já colocamos em papel, fizemos os cálculos e vamos comecar a preparar as verbas para o mesmo! Agradeço à Deus por ter encontrado alguém com têm compatibilidade comigo em quase todos os sentidos e todas as áreas da minha vida! Pois não é fácil nessa sociedade que se torna cada vez mais egoísta! Obrigada a vc Leandro por proporcionar sempre matérias maravilhosas.

Que à paz do nosso Senhor esteja consigo e a todos que te rodeiam.

Adilson Ferreira
Visitante
Adilson Ferreira

Olá Leandro, isto é bem complicado quando a gente convive com uma pessoa que já vem de familiares completamente desequilibrados financeiramente, família inteira com nome sujo, aquela que prefere ir se divertir tendo contas de necessidades básicas atrasadas e acumuladas pra pagar.
Se você (no caso eu) não ser duro acabo até me comprometendo para ajudar um ou outro.
Mas tenho pés no chão e consciência que a família dependente é a que mora embaixo de meu teto e por isto sou considerado chato pelos outros que aliás tem uma renda bem melhor mas não sabem usar.
Resumindo, é muito, mas muito difícil abrir um diálogo com uma pessoa que vem de uma vida assim, onde só interessa o presente, ainda mais quando eu sou o único provedor da casa em razão de termos um filho especial e por isto minha esposa ter que se dedicar mais a ele, então a minha saída é saber usar com consciência tudo que ganho e manter um limite de gasto financeiro para família para que sobre todos os meses dinheiro para aplicar e sempre manter as contas em dia.
Olha, são 17 anos de casamento, mas mesmo tendo esta diferença na visão sobre a economia versus consumo, vivemos bem e eu estou conseguindo me planejar financeiramente, mas é muito difícil pois se a pessoa não quer aprender a se reeducar financeiramente, não há quem consiga fazẽ-lo, mas isso não será motivo da destruição de um casamento quando além disso há um grande amor em família, o jeito é sim omitir uma parte do que se ganha para conseguir planejar um futuro que não será só para mim e sim para a família inteira sem precisar ser avarento a ponto de negar qualquer coisa que exija um gasto extra, mas tarde eles me agradecerão por isto e será muito prazeroso todos admirarem o que conquistei com o esforço que tive.
Abrçs!

Misael
Visitante
Misael

Muito obrigado, por mais um artigo.
Com estes conselhos de grande valor tanto para os solteiros (as) como os casados.
Pois os solteiros pode molda logo no começo do compromisso, mais nos casados é um pouco mais difícil, pois alguns nao querem muda da vida de consumimos.

wellington Santos
Visitante
wellington Santos

Leandro, sei que não é o local mas gostaria de uma opiniao sua. Há 13 meses atrás comecei a pagar a prestação de um lote, o numero total de prestações é de 165. Comecei pagando 659,00 mas com o reajuste foi para 725,00. A localização do lote é boa e tal. Será que esse lote me dará um retorno tão bom quanto se eu investisse em renda fixa??? ou seja, será que é melhor eu vender o ágio desse lote e com o valor que eu pagaria das prestações investisse em renda fixa????

Sei que é pergunta complicada pois ninguem pode prever os acontecimentos futuros (por exemplo, mudar um shooping para as redondezas e supervalorizar o lote), mas queria uma sua opinião, só para eu ter um norte.Ah, eu já invisto no Tesouro Direto.

Muito obrigado Leandro, e parabéns pelo site. Já te acompanho algum tempo.

luiz
Visitante
luiz

Leandro, comecei a ler seu blog a pouco tempo e estou em busca de informações se vale a pena ou não ter um CNPJ. Uma médico que presta consultas em seu consultório com renda mensal de 7 mil não se encaixa no microempreendedor individual. Onde posso aprender sobre as vantagens ou não de possuir um CNPJ? Queria saber se valeria a pena um médico possuir CNPJ para as despesas com secretária, aluguel do consultório etc… Mas não faço a menor ideia onde consigo essas informações. E se você já puder me responder de ante-mão já agradeço.

Inês Castelan
Visitante
Inês Castelan

Muito bom o texto Leandro. Vejo também a importância de falar que algumas pessoas possuem com comportamentos compulsivos por exemplo e que levam a uma dificuldade de controlar os gastos e mesmo que o cônjuge queira ajudar a explicar a necessidade de equilibrar as despesas com o ganho, o seu comportamento compulsivo impede a chegar neste equilíbrio. Assim, necessita da ajuda de um profissional para lidar melhor com este comportamento e a partir do momento que a pessoa adquiri autoconhecimento do seu comportamento compulsivo gera mais equilíbrio na sua vida.

Carlos Alexandre Sousa
Visitante
Carlos Alexandre Sousa

Primeiramente parabéns Leandro por mais um excelente artigo !
Sem dúvida a traição financeira é um dos fatores que mais causam separações, por citar como exemplo o caso dos meus pais, meu Pai tinha o perfil “mão de vaca”, minha mãe “consumista ao extremo”, os dois trabalhavam, outra coisa um não sabia o quanto o outro ganhava, gerando inúmeras brigas, até ficar insustentável e separarem.
Acabei aprendendo muito com essa triste situação, vou me casar em breve e tenho minha opinião formada sobre o dinheiro dentro do casamento, como você mencionou em outros comentários, o objetivo do casamento é os dois tornarem-se um SÓ, então porque ser um só em tudo menos no dinheiro, um barco segue seu rumo certo quando os dois remam na mesma direção, acho importantíssimo o casal termos os sonho e objetivos bem definidos e acordados. Também recomendo o livro do Gustavo Cerbasi “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” para quem esta querendo começar uma vida financeira mais saudável no namoro ou casamento, um livro de linguagem simples, que explica muito do que acontece dentro dos casamentos, desde identificar o perfil de cada um até planejar a vida financeira juntos.
um grande abraço

Leo
Visitante
Leo

Leandro Ávila,
Esse é meu primeiro comentário aqui. Já acompanho o seu trabalho a algum tempo e gosto muito da maneira como você escreve.
Se possível e se for de sua área Leandro, gostaria de conhecer mais sobre o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto ou investimento (renda fixa ou outro), bem como, numa compra a prazo e em uma negociacão de desconto.
agradeço a atenção.

Investidor Disciplinado
Visitante
Investidor Disciplinado

Muito bom o tema e o artigo.

Acredito que o casamento seja a união de 2 pessoas em 1 só. Tudo muda quando 2 pessoas decidem criar um lar, uma família, e decidem que não serão mais solteiros. Se for diferente, então não é casamento.

Eu e minha esposa temos contas separadas, mas todo final do mês fazemos o balanço considerando como se fosse uma coisa só. O mesmo vale para gastos, receitas e investimentos. Isso facilita muito a gestão de nossas metas, aumenta ainda mais o sentimento de união, facilita o diálogo financeiro e deixa claro que estamos remando juntos no mesmo barco.

Acredito que existem várias formas de fazer a coisa dar certo, mas a escolha de uma pessoa parceira para casar, com boa índole e “bons fundamentos”, é a base para um casamento de sucesso.

Wanderson
Visitante
Wanderson

Excelente. Esse tipo de diálogo deve ocorrer ainda no namoro, ver qual o conhecimento do parceiro no assunto e aos poucos, conversa a conversa evoluir e acabar com esse tabu. Como bem mencionado se os dois pouparem e investirem juntos, aproveitam as melhores ofertas e taxas.

CORNELIUS OKWUDILI EZEOKEKE
Visitante

Oi Leandro,tudo bem? Fiquei muito feliz com o tema abordado uma vez que traduz o que vivo atualmente,apesar de entrar na estatística de casais que estão separados, devido a incompartibilidade de objetivos financeiros.Acabo de sair dum relacionamento de sete anos,infelizmente.Realmente não deu para continuarmos tendo em vista a nossa constante desentendimentos em relação a fianças(poupar e investir). Foi muito difícil está com uma pessoa que não comungava dos meus objetivos financeiros.Conseguir influenciar positivamente pessoas do meu trabalho do que a minha própria namorada,pois pelo menos 5 pessoas acabaram de iniciar os investimentos no Tesouro direto,enquanto a minha mulher sequer saiu da poupança.(que foi aberta por mim pois nem poupança tinha)Alias sempre fala que o que é importante para mim,pode não ser importante para ela.Diante disso,decidirmos ser melhor cada um seguir o seu rumo.Parabéns pelo artigo,espero que seja uma oportunidade para as pessoas refletirem melhor sobre essa modalidade de infidelidade.

Joice Sabino
Visitante
Joice Sabino

Olá! Parabéns Leandro por este e outros artigos publicados e que tenho certeza que ajuda muitas pessoas a abrirem os olhos quanto o assunto é educação financeira.

Bom vi vários comentários pessoais aqui que me motivou a contar como eu e meu esposo lidamos com o nosso dinheiro.
A principio me casei muito nova, não tinha terminado nem o primeiro grau por conta da gravidez precose, meu esposo sempre manteve a casa quando comecei ajudar já tinha 16 anos com salario minimo, eu somente ajudava e pagava hotel para nosso filho então não sobrava muito. Com 20 anos terminei o 2º grau e fui para faculdade, conciliava casa filhos já eram 2 fazia bombons e vendia roupas na faculdade para ajudar a bancar os estudos, e para melhorar tivemos nosso 3º filho enquanto estava na faculdade, aí que piorou mesmo, tinha noite que eu dormia somente 2 horas, mas sempre fui economica e não tinha luxo. Sempre encontramos pessoas para nos estimular e destimular, imagina eu na faculdade dura e com 3 filhos pequenos! Ah escutei muito!
Digo que o prejuízo de hoje é o lucro de amanhã!! Foi de longe a melhor coisa que fiz, larguei de ganhar salario minimo, tive reconhecimento profissional. No meu caso um diploma fez sim a diferença! Hoje meu esposo passou a ganhar mais e está concluindo sua graduação.
Assim que me formei trabalhei para pagar dividas que fomos acumulando ao longo de minha faculdade, menos de 1 ano quitei tudo e enquanto isto ele fazia a despesa de casa. Depois disto tudo, oque ganhamos é nosso, juntamos e pagamos todas nossas contas, fazemos investimento juntos e gastamos juntos. Temos o mesmo cartão não peço permissão pra ele pra gastar e nem ele me pede, mas tudo que fazemos o outro sabe e quando é um investimento maior conversamos.

Sinceramente não sei como seria se fossemos invidualista, na verdade é mais fácil quando os dois crescem juntos e constroem juntos. Quando se separam e ambos já tem uma vida financeira independente é mais dificil fazer tudo junto já que talvez possuem herdeiros diferentes.
Mas nada como um bom dialogo.

Hoje em dia fugimos de amigos e familiares exploradores rsrs digo isto pois quando passamos por dificuldades não tivemos apoio ou simplesmente não aparecia ninguem e nem convites para sair. Hoje nas reuniões tituladas como de “vaquinha” onde cada um leva o seu consumo, nunca vi funcionar.
Fico abismada de ver filhos casados, com filhos vão a casa dos pais comem e bebem e não levam um refrigerante e muito menos lavam o prato.
As pessoas confundem educação com exploração.

otavioo
Visitante
otavioo

leandro,
voce nao tem ideia de como seus textos irao ajudar as pessoas , pois nunca nos foi ensinado nas escolas este assunto.
parabens pelo trabalho….marvilhoso.
quem o acompnhar nao ira cair nas armadilhas que normalmente desttroem a vida de uma pessoa, de um casal….

Adauto Augusto
Visitante
Adauto Augusto

Boa noite, gostaria de saber como é descontado a taxa de 0,30 da taxa de custódia e a taxa de administraçao se houver. é descontado quando eu resgato o meu investimento ou quando eu compro meu investimento?
É descontado a taxa de custódia de 0,30% sobre o meu lucro ou sobre o valor total do investimento?
E a taxa de administraçao da corretora se houver é anual sobre os lucros ou sobre o valor total?
Se for após eu comprar meus investimentos então tenho que deixar uma reserva de dinheiro suficiente na conta da corretora pra pagar estas taxas correto?
Desde já agradeço

José Augusto
Visitante
José Augusto

Leandro, bom dia.

Vou abusar um pouco de você, pois descobri o site hoje, e estou cheio de dúvidas….

O Banco Central disponibiliza informações a respeito das instituições financeiras, como, por exemplo, se determinada instituição está em liquidação judicial?

Duas dúvidas a respeito do CETIP:

01 – A corretora que utilizo consta do rol de instituições credenciadas no site da CETIP. Isto é suficiente para saber que minhas CDBs adquiridas através desta corretora foram registradas no CETIP?

02 – É possível verificar o extrato CETIP verificado através do próprio site do CETIP (e não pelo site da corretora)? Explico o motivo da dúvida: é que, se a corretora estiver de má-fé, este extrato retirado do próprio site da corretora pode ser fraudado, ou seja, não corresponder à realidade, e não estar devidamente registrado no CETIP.

Por fim, dúvidas a respeito do FGC:

01 – A garantia é do valor investido, ou do valor investido acrescido da rentabilidade pactuada com a instituição financeira?

02 – Há prazo para o investidor requisitar o resgate do FGC?

Abraços

Maicon
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Maicon

Leandro, você leu o relatório do Felipe Miranda (da Empiricus), publicado hoje, sobre os prognósticos para a situação financeira do país? Ele fala em calote do Tesouro, hiperinflação, congelamento de poupança, dívida impagável. No geral você concorda com a análise dele? Será que até o investimento no Tesouro Direto está muito arriscado? Abraço!

Maria
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Maria

Olá Leandro, parabéns pelo blog, ele me ajuda muito.
Minha reeducação financeira começou exatamente quando decidi casar, há um ano, optamos também pelo sistema “tudo nosso” e tem dado muito certo.
Você poderia me tirar uma dúvida? Faremos pela primeira vez declaração de imposto de renda, apos o casamento. Nosso investimentos estão na conta dele e a equivale 70% da renda individual anual dele. Eu preciso fazer a declaração conjunta? Porque seria estranho uma pessoa ter poupado quase toda a renda em um ano? ou posso fazer separada?
Não sei pra quem perguntar isso, não conheço ninguém que guarda dinheiro kkk

Dênis Barbosa Batista
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Dênis Barbosa Batista

Caro Leandro, está de parabéns de novo.Espetacular o seu texto: muito explicativo, elucidativo.Impecável. Não poderia ser diferente, vindo de um profissional da área de Administração. E como nos ajuda e nos educa financeiramente.Infeliz daquele que não está antenado, e que fica “marcando bobeira”. Fazendo uso do linguajar jovem de hoje, “mandou ver, brother”. Sempre quando posso, indico o seu blog pros demais, na simples mas tão importante inciativa/tentativa de fazer chegar a Educação Financeira ao número maior de gente como a gente, sedento por aprendizado. Até breve se Deus nos permitir.

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