Sistema de preços, oferta e demanda

Leia esse artigo e entenda como funciona o sistema de preços e nunca mais perca tempo e energia reclamando sobre preços que sobem e descem, empresários “gananciosos” que aumentam preços e governantes “bonzinhos” que querem controlar e congelar preços.

Se as pessoas entendessem como o dinheiro funciona, elas iriam reivindicar mudanças que resolveriam os problemas pela raiz. Como elas não entendem, acabam reivindicando uma mudança que além de não resolver, ainda agrava o problema. Para que o dinheiro funcione é necessário respeitar algumas leis que fazem parte da sua natureza. Você só pode respeitar uma lei se souber que ela existe e como funciona.

No momento histórico em que esse artigo está sendo escrito, pessoas de todo Brasil estão correndo para os postos de gasolina para encher o tanque de combustível dos seus veículos e, se possível, encher alguns galões de gasolina para levar para casa. Em algumas capitais quase todos os postos estão sem produtos para vender.

Alguns donos de postos tentaram aumentar o preço dos combustíveis que tinham em estoque e foram duramente reprimidos pelos clientes, imprensa, entidades e governo (exemplo).

A reação é natural. Ninguém gosta de pagar mais caro, mas precisamos parar para pensar.

Aumentar o preço livremente seria obedecer uma regra básica do dinheiro. Na verdade, essa regra é a lei mais importante do sistema, fundamental para o equilíbrio entre a demanda das pessoas por um produto e a oferta desse produto.

O dinheiro e suas leis fazem parte do nosso processo civilizatório. Sem esse processo ainda estaríamos pelados correndo nas savanas e florestas atrás de uma refeição ou fugindo para não ser a próxima refeição. Matar ou morrer seria parte da rotina diária na disputa de alimentos e outros recursos escassos.

Conforme a principal lei do dinheiro, se a demanda for maior do que a oferta, os preços tendem a subir, pois é justamente esse mecanismo que vai controlar a demanda e, ao mesmo tempo, estimular a oferta para fazer o sistema desequilibrado atingir um novo equilíbrio.

Quando você impede o funcionamento livre desse sistema, o resultado é o desabastecimento (escassez) ou desperdícios (excessos). Os dois são extremos que devem ser evitados.

Vamos entender através de exemplos. Deixe suas convicções, conceitos e preconceitos sobre política, ideologias, paixões e similares de lado por alguns minutos. Isso é importante para que você esteja aberto para entender como o sistema funciona.

Vamos imaginar que você descobriu pela imprensa que faz três dias que os postos de gasolina da sua cidade não recebem combustíveis das distribuidoras devido a uma greve de caminhoneiros.

Você imediatamente pensa: “Vou correr para o posto mais próximo para encher o tanque, mesmo sem precisar, antes que o preço suba ou a gasolina acabe”. Você e todo mundo pensa a mesma coisa e todos correm para os postos.

Quando você chega no posto, o preço praticado é o mesmo preço que estava sendo cobrado antes do problema de desabastecimento provocado pela greve. Você não pensa duas vezes. Manda o frentista encher o tanque. Depois você retorna para casa e pega o carro da sua esposa ou marido, filhos e avós para também encher o tanque. Se isso não bastasse, você ainda leva alguns galões para o posto de gasolina para fazer um estoque na sua casa.

Na prática, você não estava precisando de todo esse combustível. Em condições normais de oferta da gasolina, jamais você gastaria tanto tempo e dinheiro estocando produtos perigosos na sua casa.

Naturalmente, como todos pensaram da mesma forma, e os preços continuaram iguais ou próximos dos preços anteriores, a demanda por combustível explodiu e muitos postos ficaram rapidamente sem ter o que vender, prejudicando inúmeras pessoas que realmente estavam precisando de combustível, pois estavam no limite ou com tanques vazios. Nesta situação, o dinheiro dessas pessoas perdeu a sua função. Não adiantava ter todo o dinheiro do mundo se não existia mais a oferta do produto.

Agora imagine se você chegasse no posto com o objetivo de encher o tanque de todos os carros dos seus familiares e ainda estocar alguns galões de combustível. O problema é que o dono do posto dobrou o preço da gasolina como uma consequência temporária do aumento da demanda gerada pela greve dos caminhoneiros.

Observe que o livre aumento de preços nos postos obrigaria todo mundo a refletir: “Será que compensa encher o tanque pagando esse preço? Será que faz sentido pagar mais para estocar gasolina diante de uma crise que deve acabar nos próximos dias? Não seria melhor comprar só o que eu realmente vou precisar?”

Algumas pessoas iriam considerar que compensa pagar mais caro e outras iriam desistir. As que mais precisam iriam pagar e não faltaria combustível. As que menos precisam desistiriam da estocagem.

Isso já reduziria drasticamente a demanda e as filas nos postos seriam menores. O preço controlaria o comportamento de manada e reduziria os muitos conflitos e violências que ocorreram entre os consumidores dentro dos postos.

Somente as pessoas que realmente estavam precisando do combustível estariam dispostas a enfrentar a fila pagando muito mais caro, e, mesmo assim, só colocariam o mínimo necessário para atender sua necessidade naquele momento.

Tente observar que o aumento de preços pelos postos reduziria a demanda. A estocagem seria desestimulada. Aquele que não tinha combustível para voltar para a casa, pagaria caro pelo combustível, mas não pagaria mais caro ainda por um reboque.

O preço de todas as coisas funciona como um regulador da demanda e oferta.

Regular a demanda é necessário por um motivo muito simples: não existem recursos infinitos ou ilimitados no sistema. É o preço das coisas, ou o lucro que compense o esforço, trabalho e investimentos, que vai definir a quantidade de produtos ou serviços disponíveis para atender uma demanda.

É por isso que toda vez que se tenta congelar ou controlar preços a consequência imediata é o desabastecimento. Intervir nos preços é a melhor forma de destruir mercados.

Quando eu era jovem, fui visitar um ponto turístico em um lugar de difícil acesso. Um veículo nos levou até um determinado ponto onde iniciaríamos uma caminhada. Para retornar, seria necessário subir uma espécie de falésia (uma encosta ingrime na frente de uma praia) e lá estaria outro veículo para nos “resgatar”.

Quando chegamos na falésia, não existia uma escadaria ou uma estrutura que facilitasse a subida. Foi uma escalada sofrida para a maioria.

No meio do caminho, quando todos estavam ofegantes, cansados e com muita sede, surge do nada um senhor com um isopor muito pesado, vendendo garrafinhas de água gelada. A mesma garrafinha de água podia ser comprada na cidade mais próxima por 3 ou 4 vezes menos.

Um turista que fazia parte do grupo, que só sabia reclamar de tudo e de todos, começou a reclamar do preço da água. Ela gritava: “Esse preço é um absurdo, o senhor é um aproveitador, um explorador, uma pessoa que não tem coração. Está cobrando 4 vezes mais caro. Isso é um roubo. O senhor deveria ser preso. É graças a pessoas como o senhor que o nosso país está assim… blá-blá-blá e blá-blá-blá…”

Enquanto a mulher reclamava, as pessoas exaustas compravam a água gelada no meio do nada.

Foi a salvação daqueles que não tinham se preparado para o passeio. Quando todos os interessados já tinham comprado sua água, o vendedor, que era um senhor idoso, olhou para a jovem mulher que reclamava e disse:

“A senhora subiria essa encosta ingrime, nesse calor infernal, em pleno feriado, com 30kg de peso nas costas (garrafinhas + gelo) para ganhar R$ 0,50 por garrafa, correndo o risco de não vender nada e no fim ainda ser chamado de ladrão?” 

A mulher ficou surpreendida com a pergunta, baixou a cabeça e respondeu: “acho que não”.

Então o homem concluiu: “Eu também não. Por R$ 0,50 eu teria ficado em casa. Se não fosse esse preço, eu não estaria aqui e a água gelada não estaria esperando a senhora no meio dessa encosta. É graças a pessoas que pensam como a senhora que o nosso país está assim. Fique com essa garrafinha que sobrou como uma cortesia.”

Aquele pobre vendedor de água deu uma aula de economia para médicos, advogados, engenheiros e funcionários públicos de classe média alta no meio de uma encosta perdida em algum canto do Brasil.

Aquele senhor ensinou para aqueles turistas uma coisa que todos deveriam aprender na escola.

O preço livre é uma ferramenta que nos protege contra o desabastecimento, pois o aumento de preços faz as pessoas pensarem sobre o custo-benefício de suas compras.

Ao mesmo tempo, é esse sistema que estimula a livre iniciativa, o empreendedorismo, o esforço necessário para enfrentar todos os desafios para oferecer aquilo que as pessoas estão demandando. Quando a oferta é estimulada, em um ambiente de concorrência livre, o preço tende a cair até atingir um ponto de equilíbrio.

Voltando para o caso dos postos. Quando as pessoas perceberam que os donos dos postos estavam aumentando o preço dos combustíveis, diante do excesso temporário de demanda, elas começaram a reclamar movidas pela ignorância sobre o sistema de preços: “Isso é uma injustiça!! Chamem a polícia! Chamem o Procon! Chamem a imprensa! Ohhhhhhhhhh!!! E agora? Quem poderá nos defender desses ladrões gananciosos?”

Assim como os donos dos postos se comportam como “gananciosos egoístas” as pessoas que enchem o tanque sem necessidade e ainda levam galões de combustível para casa, também estão se comportando como “gananciosas egoístas”, pois não se importam com os outros motoristas que estão esperando na fila.

Como não podemos mudar a natureza humana, do dia para a noite, sistemas como o de preços, oferta e demanda tentam amenizar esses conflitos.

Precisamos de mais educação e liberdade para que o sistema funcione direito. É uma ilusão acreditar que o sistema pode funcionar melhor através de decretos de pessoas, que também são gananciosas e egoístas, como os políticos que chegam no poder.

Vou dar um exemplo de que a liberdade dos preços é importante no equilíbrio entre a oferta e a demanda, mesmo quando as pessoas tomam decisões atendendo seus próprios interesses.

Se você já pegou um UBER, sabe que eles utilizam o sistema de preços para fazer com que sempre existam motoristas associados ao UBER circulando pela cidade. Quanto a demanda por veículos é maior do que a quantidade de carros na rua, o aplicativo aumenta o preço da corrida e avisa os motoristas.

Eles recebem o aviso e fazem a seguinte reflexão: “Será que compensa deixar o que estou fazendo agora para ir para a rua para ganhar 25% ou 50% mais por corrida?” Muitos motoristas vão responder que sim, e a oferta de carros aumentará nas ruas. A demanda das pessoas que estão esperando pelos carros na rua logo será suprida graças ao preço maior. Também é graças a isso que o preço poderá voltar ao normal, algum tempo depois, pois ele foi utilizado como uma ferramenta para encontrar um ponto de equilíbrio entre a demanda das pessoas querendo andar de UBER e o interesse dos motoristas do UBER por ir para as ruas e trabalhar.

Imagine se tudo que fazemos pudesse respeitar essa lei, que inclusive está presente na própria natureza. Se você parar para observar, todas as formas de energia e de vida que existem na natureza estão buscando um equilíbrio, de forma automática, sem a necessidade de alguém tomando decisões sobre isso.

Existem incontáveis sistemas na natureza e dentro do seu próprio corpo que funcionam graças a essa busca pelo equilíbrio das forças.

Voltando para os  combustíveis, se o dono do posto identificasse que o lucro por litro compensa o esforço, ele tentaria buscar alternativas para conseguir repor o combustível  para aproveitar a oportunidade de vender gasolina com maior lucro durante a crise de abastecimento.

Certamente esse esforço adicional produziria custos adicionais, mas que seriam compensados pelo lucro adicional. Sem lucro adicional, não existiria estímulo para o esforço adicional.

E se todos os donos de postos se sentissem estimulados a conseguir esse lucro adicional, talvez o problema de desabastecimento tivesse sido bem menor.

Uma vez li uma história, que infelizmente não lembro a fonte, de um furacão que atingiu uma cidade nos EUA. Com o fim da tormenta, ninguém na cidade tinha energia elétrica e muitos tinham alimentos que iriam se perder nas próximas horas.

Um pequeno empresário, que vendia gelo, viu seus estoques desaparecerem rapidamente. Então ele se sentiu estimulado a conseguir gelo em uma cidade distante. Para isso, ele precisaria alugar alguns caminhões, atravessar toda a cidade devastada pelo furacão, encontrar alguém com gelo para vender e retornar com esse gelo para a cidade.

Se ele não pudesse vender o gelo mais caro, certamente não se interessaria por fazer todo esse esforço, assumindo custos adicionais, para abastecer a cidade devastada pelo gelo. Então, ele encarou o desafio e conseguiu trazer o gelo. Filas se formaram. Logo algumas pessoas, que não entendiam a importância do sistema de preço, ligaram para a polícia. Estavam denunciando o pequeno empresário por ser “ganancioso e egoísta”.

A polícia chegou, prendeu o empresário e apreendeu todo o gelo que logo se perdeu. As pessoas que estavam na fila ficaram sem gelo, incluindo aquelas que ligaram para a polícia. Antes, o problema era o gelo caro, agora o problema era a total falta de gelo.

Nos dias seguintes, ninguém mais estava disposto a trazer gelo para a cidade, pois o esforço e os custos não compensariam. Os outros empresários que se preparavam para trazer gelo e outros produtos para a cidade, desistiram quando viram empresários sendo presos. A situação da população ficou pior ainda. Mesmo tendo dinheiro, não existia nada para comprar.

O sistema foi impedido de funcionar livremente para restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda. Preços mais caros só seriam uma realidade no início, pois é justamente esse preço mais caro que estimularia a oferta até ela atender toda a demanda.

Os preços fazem as pessoas se movimentarem, mesmo quando são egoístas e gananciosas e no fim do processo, as demandas são atendidas pela oferta. Quando existe concorrência, os melhores permanecem e os piores quebram. Quem faz a escolha é o próprio consumidor que busca o melhor produto pelo menor preço.

E tudo isso tem relação com a liberdade.

O problema do desabastecimento dos postos, provocado pela greve dos caminhoneiros, só aconteceu porque os caminhoneiros que participavam do movimento cercearam a liberdade dos outros caminhoneiros que não queriam participar da greve.

Mesmo se o dono do posto de gasolina estivesse disposto a pagar duas vezes mais pelo frete do combustível, os caminhoneiros dispostos a lucrar em dobro não teriam liberdade para circular. Os manifestantes impediam a sua liberdade de trabalhar, ir e vir. Isso também significa impedir o funcionamento do sistema.

Se o comerciante fosse livre para cobrar qualquer preço, ele se esforçaria para pagar mais caro pelo frete ou buscar outras soluções. Se os caminhoneiros fossem livres para ir e vir, mesmo no meio da greve, muitos aceitariam trabalhar por fretes mais caros. Logo tudo se resolveria naturalmente, pois o preço que flutua livremente é a ferramenta automática para buscar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Agora vamos chegar na Petrobras.

As manifestações ocorreram devido ao aumento de preços do diesel. O preço do combustível precisa aumentar e diminuir livremente para o bom equilíbrio financeiro da Petrobras. Só que existe um outro problema que torna essa estratégia de preços da Petrobras uma “agressão”‘ ao sistema.

Aqui temos outro problema de falta de liberdade que impede o funcionamento do sistema de preços.

Imagine se existisse no nosso país a plena liberdade para qualquer empresa, brasileira ou estrangeira, concorrer com a Petrobras ou qualquer monopólio local. Existem muitas multinacionais com operações no mundo inteiro. O Brasil tem reservas inexploradas, que poderiam gerar muitos empregos e o recolhimentos de muitos impostos.

Então, imagine se existissem cinco empresas como a Petrobras operando no Brasil, que poderiam ser brasileiras ou vindas de outros países. Imagine que as cinco fossem concorrentes (sem formação de cartel).  Os distribuidores e donos de postos iriam comprar o combustível da empresa que oferecesse o melhor produto pelo menor preço. Os consumidores iriam comprar o combustível do posto com melhor produto e preço.

O papel do governo seria evitar a formação de carteis, garantindo sempre a livre concorrência, facilitando a entrada de novas empresas dispostas a inovar e oferecer produtos e serviços melhores e mais baratos. Isso ampliaria a liberdade e escolha.

Não faz muito sentido a Petrobras ter total liberdade para ditar preços sem existir concorrência. O ideal seria existir vasta concorrência para que cada concorrente pudesse praticar seu preço livremente. Eles buscariam mais eficiência, tentariam reduzir custos, fazer mais com menos, oferecer preços e produtos competitivos. A escolha final seria do consumidor.

Hoje, não temos escolha. Precisamos aceitar o preço e o produto da empresa que está no controle. Isso naturalmente cria todo tipo de desequilíbrios, insatisfações, protestos e greves.

As pessoas precisam entender, ainda na escola, que o dinheiro funciona a partir de uma série de regras e muitas dependem de mais liberdade e educação financeira.

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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MICHEL
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MICHEL

ótimo texto Leandro! Você me fez ver este problema do lado de fora, e entender o todo, entender a lei que se aplica (ou melhor, a lei que está sendo quebrada) e como devemos respeitar a lei do dinheiro, do preço e oferta e demanda.
Muito obrigado

JOSE RODRIGUES
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JOSE RODRIGUES

Parabéns pelo artigo amigo Leandro, como a educação nos liberta, precisamos saber mais para que possamos pensar fora da caixa. Fica com Deus amigo.

Lauri
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Lauri

Teoria clássica, mas na vida real, os cartéis e oligopólios são mais fortes que o livre mercado, controlam a informação pela mídia com a compra de espaços publicitários e o governo ao eleger políticos. Exemplos notórios são os bancos com juros sinistros, empresas de telefonia e postos de gasolina.

João Silva
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João Silva

No verão até o vento sobe de preço na forma de ventiladores e ar condicionados

BRUNO TOSO
Visitante
BRUNO TOSO

Excelente artigo. Parabéns.

Daniele Ribeiro dos Anjos
Visitante
Daniele Ribeiro dos Anjos

Artigo muito bom e em ótima hora! Eu confesso que senti um certo desespero e medo de ficar sem alguns produtos, mas logo lembrei do efeito manada e não comprei nada que não estivesse precisando.
Nessas situações difíceis, precisamos manter a cabeça calma e não esquecer o raciocínio!

Rodrigo
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Rodrigo

Ótimo artigo, pena que as pessoas que precisam aprender isso estão mais preocupadas com facebook e instagram. Eu mesmo fui mal entendido por ter dito em uma roda de amigos que se fosse o dono do posto aumentaria o preço.
abraço

keila lopez
Visitante
keila lopez

isso na teoria é muito bonito, mas na pratica quem acaba comprando o produto é quem tem mais dinheiro, e nem sempre quem tem mais dinheiro é quem mais precisa. Com essa gasolina a $10 veríamos SUVs e carros importados completando o tanque e enchendo galões reserva, e um fusca velho parado na rua sem gasolina porque o dono não pode pagar o preço.
Hierarquia social.

Henrique Souza Fulco
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Henrique Souza Fulco

Olá Leandro. Boa aula de Oferta e Demanda. Só acho que os sistemas econômicos não são tão simples assim como exposto. Essa “liberdade” é muito relativa, principalmente tratando-se de commodities. Há outras variáveis que poluem o mercado, inclusive a intervenção estatal certamente. Abraço!

Vida Rica
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Vida Rica

Leandro, perfeito seu artigo! parabéns! sei que na pressa as vezes nao notamos, mas tem alguns pequenos erros de gramatica no texto, sugiro que revise e corrija:
pois não se importam com os outros motoristas que estão esperando na vila….
3 ou 4 menos

Natanael M Gomes
Visitante
Natanael M Gomes

Parabéns Leandro, sempre abordando temas difíceis de forma simples e clara.

Carlos R
Visitante
Carlos R

excelente texto Leandro!! parabens pelo conteudo

klasi
Visitante
klasi

Muito bem! A única pessoa que eu vi falando sobre o problema através dessa ótica.

Filipe
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Filipe

Brilhante!

Lucas Lopes
Visitante
Lucas Lopes

Olá Leandro, parabéns pelo artigo. É desse jeito mesmo, concordo, porém, ainda já uma variável não mencionada, e que é pertinente ao assunto: a alta carga tributária nos produtos. Parte da briga é pela redução destes, sem afetar o sistema de oferta e demanda.

Daniel
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Daniel

É que somos um país de ignorantes. Brasileiro adora reclamar da intervenção do governo, mas na hora que lhes convém adoram. O problema é que as pessoas não entendem que o funcionamento do livre mercado. Caminhoneiros estão reclamando do preço da gasolina pq o frete que ganham não cobre os custos deles? Claro, então temos caminhoneiros demais, quando tiver menos oferta de caminhoneiros as empresas estarão dispostas a pagar mais para ter contratá-los, assim o frete sobe e volta a compensar ser caminhoneiro. A gasolina no Brasil esta LONGE de ser das mais caras, de 143 países somos o 77.

Bruno Cesar
Visitante
Bruno Cesar

Externei a mesma ideia. Quase fui apedrejado.

José Hércules
Visitante
José Hércules

Boa tarde, Leandro. Em relação ao TD, aquele gráfico que aparece na consulta ( linha azul ) é o marcador que devo seguir para saber se posso vender o título com lucro ? Se estiver acima da linha verde, estou ganhando, e se estiver abaixo, estou perdendo ?
Obrigado pela atenção.

Thiago Silva de Oliveira
Visitante
Thiago Silva de Oliveira

Ótimo texto Leandro. A questão da elevação ou diminuição dos preços por oferta e demanda isso “clara”, mas falando no geral, os impostos exorbitantes embutidos também, contribui para elevação dos preços e acaba que os preços praticados não sejam “justos”, podem dizer que os impostos são para manter o pais funcionando, mas quem sempre acaba ficando com a conta maior é o consumidor final (população). Concordo em partes com a greve, não resolve todo o problema, mas é uma forma de chamar a atenção para ele. O problema maior é sempre o depois, como na época dos protestos do aumento da passagem.

Norberto Correia
Visitante
Norberto Correia

Caro Leandro,
Seu artigo chegou em hora apropriada. Ainda ontem estava eu dizendo exatamente o que teu trabalho mostra. Claro fui quase “linchado” pelas línguas ferinas indignadas porque me ocupava em mostrar o mercado controlado, a péssima formação de motoristas viciados em cômodo preço pré determinado e de qualidade técnica. Não vejo ninguém gritando pelo fim do monopolio. Empresários viciados em fretes também acertados sem flutuação.
O melhor da “crise econômica” é revelar a extrema “crise psico social”que o país vive. Avisos foram feitos aos montes.

Thiago Silva de Oliveira
Visitante
Thiago Silva de Oliveira

Desculpe sair um pouco do artigo! Saudações.

Isaias
Visitante
Isaias

Leandro, muito bem colocado a dinâmica de oferta e demanda. E a concorrência é salutar. Mas vc esqueceu que o preço do petróleo (matéria prima para os combustiveis) é regulada pela mesma lei a nível internacional. Outras empresas também teria que reajustar seus preços. E a composição dos preços dos combustíveis? A carga de impostos sobre o preço é alta e em toda nossa economia, devido a ineficiência de muitos dos nossos governantes.
Mas é isso que muitos desses governantes querem pessoas sem educação em economia e politica… ainda bem que estamos na era da informação e do conhecimentos..

Renato Roquejani
Visitante
Renato Roquejani

Genial como sempre e muito bem explicado. Adorei a história do vendedor de água.

Bernardo Heusi
Visitante
Bernardo Heusi

Ótimo texto Leandro! Concordo com grande parte dele.. no entanto no caso dos postos, no momento que estamos, seria impossível conseguir mais combustível, os bloqueios estão nas portas das distribuidoras. Logo o lucro maior dos postos seria pontual e não resolveria o problema da oferta. Não temos como buscar mais “gelo” nas cidades vizinhas. Mas sem dúvida o monopólio da Petrobras que nos afunda. Um abraço!

Carlos Henrique
Visitante
Carlos Henrique

Leandro, eu pensei que tivesse endoidando, pois na minha rede de amigos, só eu penso como vc tá pensando, é bom saber que não estou errado !!! Você é o cara !!!

Fábio
Visitante
Fábio

Sim, liberdade e livre mercado parece ser bom! O problema é combater a formação dos cartéis, no caso de concorrência com a Petrobras. É quase impossível não haver cartel nos preços dos combustíveis, hoje patente em qualquer cidade de pequeno e médio porte. A tendência é de os grandes se fundirem e derrubarem os pequenos, como vemos em outros setores (frigoríficos, açúcar e álcool, telecomunicações). Aliás, as 4 maiores operadoras de celular do país formam o quê, senão um cartel que ainda impede a entrada de outros concorrentes.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Fábio, sem a força do legislativo para aprovar leis restritivas (regulações, autorizações, licenças), do executivo para autorizar benefícios (isenções fiscais, crédito abaixo do valor de mercado) e do judiciário (insegurança jurídica para contratar pessoas e cumprir compromissos feitos em contratos), é impossível que exista cartel.

Cartel tem como condição necessária explorar da concentração de poder para proibir/coibir o surgimento de concorrentes, algo que só não aconteceria se o próprio cartel oferecesse o melhor e mais barato produto possível (daí o termo cartel nem faria sentido mais).

João
Visitante
João

Simplesmente fantástico! Que aula. Enriquecedor.

DIOGO
Visitante
DIOGO

BRILHANTE ARTIGO LEANDRO! MAIS UMA VEZ!

Dênis Barbosa Batista
Visitante
Dênis Barbosa Batista

UM FINANCEIRO EDUCADOR, AO NOSSO INTEIRO DISPOR? PARABÉNS, EXCELENTE PROFESSOR, POR MATÉRIA TÃO MARAVILHOSAMENTE INTELIGENTE, OU SEJA, COMO A GENTE DESEJA, DE ALTÍSSIMO VALOR!

Renilson
Visitante
Renilson

Acompanho e gosto bastante dos artigos escritos pelo Leandro, mas vir falar de oferta e demanda num caso extremo como esse não me parece ser muito inteligente. O mercado deve sim ser respeitado, mas acreditar que suas leis devem imperar absolutas nas condições em que nos encontramos atualmente é apelar para uma crença religiosa (recomendo ler Sapiens, de Yuval Harari, para entender como religiões indenpendem de crença em deus ou no sobrenatural) nas leis do mercado. Com a gasolina a 10 reais, a economia deixa de ser popular e passa a atender somente os ricos.

Fernando
Visitante
Fernando

Gostaria de saber como favorece aos ricos manter o preço da gasolina inalterado, permitir que pessoas que nem precisam façam estoque e quem precisa levar um familiar ao hospital não tenha mais condições de comprar, porque acabou a oferta. A escassez venceu. Ricos sempre aparecem em frases como espantalhos pra justificar nossa ignorância e defender as coisas mais indefensáveis, ainda nos sentindo pessoas boas por isso. Aprendemos nada com o Plano Cruzado.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

O Renilson ainda não despertou para o fato de que ao tentar se fazer “bondades” com os outros, o efeito final é o contrário, isto é, se você decidir que é justo alguém receber um benefício qualquer, você está determinando que outrem irá receber um malefício como contraponto.
Praticamente todo mundo defende que as pessoas sejam livres, porém liberdade = responsabilidade, e as consequências das ações das pessoas devem sim impactar em suas vidas, e não serem remediadas por terceiros.
Gasolina a R$10 levaria a um uso mais restrito e consciente durante a crise, enquanto a R$5 leva à inexistência

Renilson
Visitante
Renilson

*independem

Diego
Visitante
Diego

Excelente, confesso que quando vi a situação pensei em correr e encher o tanque depois me acalmei e pensei bom posso viver sem carro um fim de semana, passar horas na fila do posto, correndo riscos de brigas e confusões para comprar uma gasolina mais cara? Bah melhor relaxar e esperar e correr para o clube pois concerteza vai ter um novo aprendizado me esperando, sabia que você não me deixaria na mão Leandro, vlw professor

WELLINGTON NUNES DA SILVA
Visitante
WELLINGTON NUNES DA SILVA

Foi o pior texto que já escreveu. E digo isso primeiro pelo momento que foi escrito e porque só levou em questão aspecto financeiro. Lógico. Pelo aspecto financeiro concordo com tudo. Aliás esse é talvez o maior problema que vejo em quase 100% dos “educadores/vendedores financeiros”… so passam o aspecto financeiro Como se não existisse uma troca em qualquer gasto financeiro… entendo que a lei da oferta e procura é importante mas isso num processo natural de melhora no produto (gasolina) ou piora na da demanda… mas aqui há uma crise que é nacional ao qual nem preciso explicar.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Leandro tenta se abster ao máximo dos questionamentos políticos pq ele não quer problematizar questões de ordem social e política, mas sim as financeiras, por mais difícil que seja tentar separar esses aspectos.

Todos estão despertando para o fato de que temos um Estado que taxa demais justamente a parcela mais pobre da população, e que não possuímos nenhum dispositivo para mudar isso, pois os governos decretam as próprias leis (principalmente a legislação tributária).

Enquanto aceitamos um Estado que faz as próprias leis, salve-se quem puder…de preferência com educação financeira.

Douglas Diniz
Visitante
Douglas Diniz

Os donos de postos tem seus custos fixos, funcionários, energia, água e etc, eles estão também sendo afetados pela falta de combustível pra vender e manter um fluxo de caixa decente para manter o negocio, então percebendo esse que esse fluxo não vai ser mantido, eles aumentam o valor do combustível para pelo menos “estocar” fluxo de caixa até a situação voltar ao normal, acho que foi isso que os donos de postos pensaram.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Excelente, Leandro; e providencial! Continue o bom trabalho.

Jorge Teixeira
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Jorge Teixeira

Leandro, obrigado por uma visão racional em relação ao mercado. Sabendo que tua visão – se me permites, nossa – é mais profunda que a média, existe algum estudo, livro, texto teu ou de outro autor que fale dessa origem e gosto da população brasileira em tão dependente do estado? Sei da tal “lei de Gerson”, mas como ela se construiu em nossa população? Obrigado!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges
Ricardo
Visitante
Ricardo

Jorge,

A lei de Gerson saiu de um comercial feito na década de 70 pelo jogador da seleção da brasileira, o canhotinha de ouro!

Guilherme
Visitante
Guilherme

Quanto a esse comentário, pode apagar, pois é apenas uma sugestão.

As letras dos comentários diminuíram. Na minha opinião, ficava melhor quando era maior.

Cicero
Visitante
Cicero

Prezado, ocorre que o cartel dos postos de combustíveis é claro, evidente e forte. Infelizmente o governo precisa intervir e controlar os preços diretamente ao consumidor final.
Os preços praticados estão afetando duramente a economia e paralisando o desenvolvimento do país em várias frentes!
Assim como é inaceitável a defesa do estrondoso lucro da Petrobras com seus acionistas estrangeiros, na venda dos combustíveis.
E a diferença agora; irá jogar cinicamente pra nós pagarmos com tal verba extraordinária pra compensar essa ‘pobre’ empresa!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Cícero, como você pode clamar pela intervenção do governo para acabar com os cartéis se eles só podem ser formados exatamente com apoio do governo?

Se você não precisasse de licença para funcionar, contratar fosse fácil, a justiça/agências reguladoras não fossem usadas para multar arbitrariamente e se não houvesse leis de exceções tributárias/incentivos fiscais/crédito subsidiado, VOCÊ MESMO poderia facilmente abrir um posto e acabar com o cartel!

Por que ninguém consegue fazer isso? Faz sentido agora para você?

Danilo Martins
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Danilo Martins

Não acredito que seja tão simples assim. Nesse caso da gasolina, sendo de primeira necessidade para muitos, pode-se até, diante da alta as pessoas evitarem o consumo desenfreado. A livre concorrência se dará após o abastecimento mínimo necessário.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Excelente texto, muito bom mesmo!!!
As pessoas têm a ideia de que o Governo representa o interesse da coletividade, isto é, é um conjunto de pessoas boazinhas e bem intencionadas que vão se dedicar à representar e defender os interesses da comunidade de onde vieram…porque isso foi ensinado nas escolas.
Quando se estuda um pouco e se percebe que é justamente o Governo, em conluio com grandes empresários, que determinam restrições de mercado (barreiras de entrada, regulações, tributos complexos, insegurança jurídica), percebe-se porque o livre mercado é impedido de atuar e a pobreza impera.

Joao
Visitante
Joao

“Aquele pobre vendedor de água deu uma aula de economia para médicos, advogados, engenheiros e funcionários públicos de classe média alta no meio de uma encosta perdida em algum canto do Brasil….”

Mas quem está fazendo turismo e aproveitando a vida são os que estudaram, o vendedor está se ferrando sozinho, e vai morrer na m…

Não adianta sempre atacar médicos, engenheiros e funcionários públicos, com esses exemplos esdrúxulos. são essas pessoas que realmente agregam valor à sociedade, não esses camelôs.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

João acabou se sentindo ofendido, esse com certeza não era o propósito do Leandro.

Objetivo foi demonstrar que educação formal é uma coisa e educação quanto ao entendimento das leis naturais, inclusive as leis econômicas, é outra coisa.

O vendedor empreendeu naquele negócio pq viu uma oportunidade de demanda, e se ele não teve oportunidade de se desenvolver para virar médico/advogado/engenheiro/funcionário público, isso é outro assunto.

Se camelôs oferecem serviços que a população precisa, são igualmente importantes como as demais classes trabalhadoras.

Paulo Sibalde
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Paulo Sibalde

Excelente artigo como sempre, parabéns!
Ontem mesmo recebi via whatsapp uma imagem de uma placa de uma grande rede de supermercados dizendo que iria limitar as unidades por cliente para que todos pudessem comprar, na teoria uma linda ação, porém no meu entendimento, não passa de uma estratégia de mkt para poder lucrar neste momento, pois a população(como você mencionou) desesperada por pura falta de informação/educação, irá comprar as 5 unidades, sem nem ao menos estar precisando…, não tem jeito, sem educação não iremos ter um minimo sinal de mudança que seja neste nosso país.

Fabio Bastos
Visitante
Fabio Bastos

Leandro, muito boa a reflexão. Um texto.para guardar e ficar “ruminando” por um bom tempo.

Eduardo
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Eduardo

Perfeita aula de economia segundo a Escola Austríaca! Pena que isso é ignorado pela maioria. Mas parabéns

Zil
Visitante
Zil

Muito bom seu artigo, mesmo sem saber acabei fazendo a coisa certa: quando via as filas enormes nos postos pensei “pra que vou perder tempo nessa fila posso viver muito bem sem carro” pra mim não era essencial.

Alan
Visitante
Alan

Oi Leandro, concordo com seu texto mas o que me preocupa aqui no Brasil são essas duas coisas que vc também comentou: Os Cartéis e a falsa livre concorrência do mercado brasileiro. Junta-se a isso a Ineficiência governamental de fiscalizar os carteis! Li certa vez (assim como vc, também não lembro a fonte), que 85% dos produtos que você encontra em 1 supermercado são produzido por 7 empresas (Bebidas da Ambev, limpeza da Unilever, Alimentos e refrescos na Nestlé, e assim vai!), já c/ esse dado percebemos q vivemos numa “Oligarquia comercial”, o q torna + complicada nossa vida. Abraços

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Você fez uma ótima observação, Alan.

Entretanto, como o Leandro também disse, isso é reflexo do interesse estatal, e não da ineficiência governamental de fiscalizar cartéis, pois essa ideia é paradoxal.

Temos uma influência Marxista (nas leis e modo de pensar da população) muito grande, que acredita que o Estado é o salvador do povo contra tudo e a concorrência é algo negativo, destruidor, que causa desperdício de recursos.

Vivemos, assim, num país de oligarquia comercial, como você disse, e pagamos o preço disso.

Fabio
Visitante
Fabio

Olá Leandro, acho que desta você foi infeliz ao tentar explicar a lei da oferta e demanda com o exemplo da situação atual. O que vimos na situação atual não foi uma oportunidade e sim oportunismo por parte de muita gente, coisas bem distintas. A lei da oferta e demanda é a força motriz por trás de boa parte de nosso desenvolvimento, mas tentar explicá-la através da situação atual acho não cabe. Oportunidade e oportunismo são coisas bem distintas. Abs

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Fábio, a lei da oferta e demanda sempre vai existir, independente do contexto, tal como a lei da gravidade, pois é algo natural.

Se artificialmente tentamos impedi-la de funcionar, temos resultados desastrosos, como a escassez, que não é interessante para ninguém, isto é, é um prejuízo para todos os envolvidos.

Não somos todos iguais no contexto de mercado, claro, mas o aumento do preço leva a redistribuição de prioridades, mesmo para aqueles que têm mais dinheiro (eles não vão estocar gasolina a R$10) e mantém oferta mesmo para os mais pobres (ainda que comprem menos).

loide
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loide

Concordo plenamente falta concorrência .O presidente tem que acordar e dividir a Petronas ai asim resolverá essa problemática do cobustivel.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Incrível como a mente coletiva clama por “o presidente tem que…”.

Por favor, pense em como poderíamos mudar as leis que determinam os entraves à entrada de concorrentes, e não pedir que uma pessoa iluminada e dotada de sapiência superior resolva tudo por nós.

Carlos
Visitante
Carlos

Muito bom texto, como sempre.
Concordo com quase tudo que elencou em sua reflexão, porém ainda há um outro problema nessa cadeia em que passa incombustível até chegar no tanque do bispo carro.
Mesmo com a política de preço adotada pela BR, com altas e baixas, os postos NUNCA repassa a baixa. Quando o combustível aumenta, o preço na bomba sobe de forma instantânea. Quando o preço baixa, eles (os donos) alegam que precisa acabar o estoque comprado em alta para repassar o desconto que na prática jamais acontece.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

O preço que o mercado aceita pagar (preço que ocasiona vazão dos produtos e vendas) é o preço adequado para o produto em determinado tempo e lugar.

Se um mercado é restrito, é pq quem atua naquele mercado pressiona quem detém o poder (ou até mesmo compra diretamente, através de corrupção e divisão de uma parcela dos lucros), logo, quem detém o poder das regras/leis têm o poder indireto de ganhar dinheiro com aquele mercado, via corrupção.

Vamos atuar para diminuir/abolir o poder de quem pode ditar as regras do mercado?

André Tácio
Visitante
André Tácio

Como sempre, você está de parabéns pela excelente reflexão. Sucesso sempre.

Jacqueline
Visitante
Jacqueline

Oi Leandro!
O que acho interessante de toda essa história é que estamos aprendendo economia na pratica: Efeito manada, oferta e procura…agora é só observar. Abs

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