Como juntar dinheiro

Para juntar dinheiro, sem desistir no meio do caminho, você precisa de quatro coisas: um bom motivo, um objetivo claro, um plano e um meio de controle para saber se está no caminho certo. Vamos falar sobre tudo isso neste artigo.

Juntar dinheiro é como iniciar uma jornada. Se você não tem um motivo, o sacrifício não valerá a pena e você acabará desistindo logo no início. Mesmo tendo um bom motivo, o objetivo precisa ser bem claro e realista, pois é a partir dele que você adotará um plano.

O que motiva juntar dinheiro:

Fiz uma pesquisa para descobrir o que motiva os brasileiros a juntar dinheiro. Usei como base as palavras que as pessoas mais pesquisam nas buscas da internet. O gráfico abaixo mostra um índice de buscas (0-100), semanal, sobre “juntar dinheiro” realizadas pelos brasileiros nos últimos 5 anos.

Os picos no gráfico abaixo ocorrem no início de cada ano, que é justamente quando as pessoas fazem planos sobre futuro. A preocupação com o ato de juntar dinheiro parece crescente.

Quando as pessoas buscam sobre “como juntar dinheiro” elas agregam palavras relacionadas com aquilo que as motivam a juntar dinheiro. Na pesquisa que fiz, as pessoas mostraram que querem juntar dinheiro para:

  • Viajar;
  • Casar;
  • Construir;
  • Comprar terreno;
  • Comprar um IPhone; 😲
  • Pagar a formatura;
  • Morar junto;
  • Morar sozinho;
  • Comprar celular;

Esses são os motivos mais comuns que levam o brasileiro a buscar informações sobre como juntar dinheiro. Podemos dividir o interesse das pessoas em grupos:

  • O grupo dos que querem juntar dinheiro para comprar algum imóvel, casa, terreno ou construir devido a mudanças que estão realizando na vida como: primeiro emprego, casamento, separação, aposentadoria, etc.
  • O grupo dos que querem juntar dinheiro para comprar telefones caros ou objetos que normalmente são adquiridos para ostentar uma riqueza fantasiosa.
  • O grupo dos que querem juntar dinheiro para pagar alguma festa ou experiência como festa de casamento, festa de formatura ou uma viagem internacional.

Encontrei poucos registros de buscas sobre juntar dinheiro para abrir um negócio, fazer uma faculdade, investir, atingir a independência financeira, conquistar uma aposentadoria antecipada ou outros termos relacionados com alguma forma de prosperidade financeira. Quase tudo que encontrei estava relacionado com o consumismo. Parece existir pouco interesse pela busca de conhecimentos que permitam enriquecer, de tal forma que não seja necessário mais juntar dinheiro ou se endividar para comprar um simples celular ou fazer uma viagem.

Não importa se você quer juntar dinheiro para comprar um objeto caro ou se quer juntar para investir e atingir a independência financeira (como mostrei neste livro). É uma escolha pessoal, mas nos dois casos você terá que abrir mão do consumo de 100% da sua renda, para poder poupar. Nos dois casos você terá que buscar conhecimentos para obter uma rentabilidade maior nos seus investimentos ou para aumentar a sua renda mensal. Nos dois casos você terá que ter paciência e disciplina.

Plano para juntar dinheiro

Para juntar dinheiro você precisa estabelecer limites para as suas despesas ou precisa aumentar sua renda sem aumentar suas despesas na mesma proporção. Você já deve ter observado que a sua renda mensal é limitada, mas seus desejos materiais e sonhos de consumo são ilimitados. Controlar e reduzir despesas é algo que pode ser feito imediatamente. Aumentar a sua renda é um plano de prazo mais longo.

Uma boa forma de disciplinar as suas despesas é estabelecer limites através de uma regra. Para exemplificar vamos adotar a “Regra 50-30-20″. Ela vai estabelecer quanto você poderá gastar da sua renda em cada segmento:

  1. Despesas básicas = 50% da sua renda
  2. Estilo de vida = 30% da sua renda
  3. Investimento para atingir um objetivo futuro = 20% da sua renda

Usando a regra 50-30-20 você destinará 50% da sua renda para o pagamento de despesas básicas como com alimentação, saúde, água, luz, transporte, etc.

Para manter o seu estilo de vida você terá 30% da sua renda. A despesa com a manutenção do seu estilo de vida é toda despesa que não é essencial para a sua sobrevivência, mas que torna a sua vida mais agradável, confortável ou divertida. São despesas que você reduziria ou cortaria diante de um problema financeiro como uma demissão do seu emprego. Exemplo: despesas com moda, bares, tv por assinatura, festas, restaurantes, salão de beleza, academia, pequenas viagens, presentes, luxos, etc.

Os 20% que restam serão capitalizados, ou seja, você irá poupar para poder investir, ganhar juros e atingir o objetivo que você traçou para ser atingido no futuro.

Você deve estar pensando sobre qual critério existe para essa divisão de 50% para despesas, 30% para estilo de vida e 20% para investir.

Os bancos e outras instituições financeiras utilizam como regra só comprometer 20% ou 30% da renda familiar de seus clientes com o pagamento de prestações de uma dívida. Exemplo: quando você compra um imóvel financiado o banco só empresta a quantia que, dentro de um determinado prazo e taxa de juros, resulte em prestações mensais que não sejam maiores do que 30% da sua renda familiar. Eles sabem, através de pesquisas, que a maioria das pessoas consegue ajustar o seu custo de vida para que 30% da renda mensal possa ser usada para o pagamento de prestações, taxas e juros de uma dívida.

Ao comprometer mais do que 40% da renda, as pessoas começam a passar dificuldades para manter suas despesas básicas e estilo de vida e isso pode resultar em inadimplência. No nosso caso, como a proposta é juntar dinheiro, comprometer uma parcela grande da renda no ato de juntar dinheiro pode resultar em desistência.

Usando esse princípio, teoricamente, você poderia poupar e investir o seu próprio dinheiro comprometendo entre 20% e 30% da sua renda. A vantagem de investir seu próprio dinheiro é que no lugar de pagar juros para o banco, você vai receber juros do banco enquanto investe para atingir um objetivo

Desenvolvi um simulador online para que você possa estabelecer o percentual de quanto irá gastar com despesas básicas e estilo de vida para poder sobrar algo para investir. O simulador vai informar quanto tempo você deverá esperar para atingir o seu objetivo utilizando como base o quanto você poderá investir mensalmente e a taxa de juros que os seus conhecimentos permitem ter. Visite o simulador e criar seu plano para juntar dinheiro.

Veja como fazer a simulação

Viste a página do simulador clicando aqui. No campo “Renda Atual” você deve informar qual é a sua renda familiar ou o total de quanto você ou sua família ganha todos os meses com todos os impostos descontados.

Agora informe qual percentual você quer ou pode gastar com “Despesas básicas”. Neste exemplo acima determinamos o limite de 50% da renda. Você pode estabelecer qualquer valor. Quanto menor a renda familiar das pessoas e maior for a família, uma maior parte da renda ficará comprometida com despesas básicas. Esse é o maior problema das famílias de baixa renda. É necessário investir em qualificação para aumentar a renda proveniente do trabalho.

No campo “Estilo de vida” determine quanto você quer ou pode gastar para manter o seu atual estilo de vida. Suas despesas básicas e estilo de vida juntas não devem passar de 100%. No exemplo utilizamos o percentual de 30%. Esse é o maior problema da classe média. Famílias com renda elevada costumam gastar grande parte do que ganham mantendo um estilo de vida caro e sofisticado, muitas vezes com uma preocupação muito voltada para a manutenção das aparências. É comum as famílias mergulharem em dívidas relacionadas com a compra de carros de padrão elevado, imóveis de padrão elevado, móveis, eletrônicos, roupas e acessórios de marcas luxuosas. Isso ocorre quando o custo do estilo de vida se torna maior que a renda familiar. Uma reavaliação sobre quanto você gasta para impressionar as pessoas, ostentando um estilo de vida sofisticado incompatível com sua renda familiar, pode ser o início de uma reflexão sobre a maneira como você gasta tudo que ganha.

O campo “Investir” será calculado automaticamente. Somente quando suas despesas básicas e custos com estilo de vida são menores que a sua renda é possível juntar algum dinheiro para investir. No nosso exemplo estabelecemos 50% para despesas básicas, 30% para a manutenção do estilo de vida e isso resultou em 20% da renda para poupar e investir para atingir o seu objetivo no futuro. Você pode aumentar o percentual para investir quando você consegue aumentar sua renda ou diminuir suas despesas.

No campo “Rentabilidade” você deve informar quanto é a rentabilidade dos seus investimentos acima da inflação. Se você só sabe fazer investimentos básicos como poupança ou investimentos indicados por gerentes de banco: títulos de capitalização e fundos de renda fixa com taxas administrativas elevadas, você dificilmente terá uma rentabilidade acima da inflação. Quanto mais conhecimento você tiver sobre investimentos, menos você dependerá das opiniões dos outros sobre onde investir e maior será a rentabilidade dos seus investimentos. No exemplo utilizamos 0,5% por mês acima da inflação. Teste rentabilidades maiores e observe o impacto positivo. Invista em conhecimentos sobre como investir.

No campo “Objetivo” você deve informar o valor que pretende ter no futuro. No exemplo adotamos o valor de R$ 50 mil. É o equivalente a 10 vezes a renda familiar. Se você não tem uma reserva de dinheiro para emergências e sempre que ocorre uma eventualidade você enfrenta problemas financeiros e dívidas, considere a possibilidade de adotar como seu primeiro objetivo, construir uma reserva de emergência. Isso vai salvar você de dívidas e pagamento de juros elevados durante a vida. Vai permitir uma tranquilidade financeira maior na sua vida. Sua reserva de emergência pode ser entre 6 e 12 vezes a sua renda mensal. Você pode estabelecer o objetivo que quiser. Sonhar e simular não custa nada.

Resultado do exemplo:

No exemplo, você pode observar que será necessário esperar 44 meses e meio ou 45 meses arredondados para atingir o objetivo de juntar R$ 50 mil investindo 20% de uma renda de R$ 5 mil com juros de 0,5% ao mês. O objetivo de R$ 50 mil será atingido em menos de 4 anos. Você terá poupado R$ 44.540,49 da sua renda e receberá R$ 5.459,41 de juros. Isso significa que 89,08% do objetivo será atingido com o esforço das economias mensais e 10,92% será atingido graças aos juros sobre juros que serão recebidos nesses quase 45 meses de economia.

Outros exemplos:

Experimente reduzir o custo com seu estilo de vida de 30% para 10% na simulação do exemplo. Você verá que o objetivo será atingido em 2 anos e não em quase 4 anos como no exemplo anterior.  Agora mantenha o estilo de vida consumindo 10% e troque o objetivo de R$ 50 mil para R$ 500 mil. Esse objetivo de meio milhão será atingido em pouco mais de 13 anos. Para conquistar R$ 1 milhão serão necessários pouco mais de 20 anos. Experimente trocar a rentabilidade de 0,5% por valores maiores como 0,8% ou 1% ao ano e verifique o impacto dessa mudança na redução do tempo necessário para atingir o seu objetivo.

Você pode fazer incontáveis simulações com rendas maiores ou menores. Leve em consideração que você pode aumentar sua renda com o passar do tempo. Você pode investir em qualificação ou empreender para aumentar o valor da sua hora trabalhada. Você também pode adotar outras regras como 50-30-20, 50-10-40, 50-0-50 ou pode criar a sua própria regra livremente com base na sua realidade, seu custo e estilo de vida.

A ideia não é impor uma regra, o importante aqui é motivar você a pensar sobre essas questões.

Controle das variáveis

Temos controle sobre todas as variáveis que determinam o nosso sucesso financeiro. Ganhar mais exige investimento em educação e qualificação profissional para que a sua hora trabalha se torne valorizada pela sociedade. Poupar mais exige mais educação financeira, pois quando usamos nosso dinheiro com inteligência temos mais por menos. Conseguir boa rentabilidade nos seus investimentos também depende dos conhecimentos sobre como investir melhor. Todas as variáveis para atingir os seus objetivos financeiros, no menor tempo possível, dependem de investimentos na sua educação. Os seus resultados financeiros são uma consequência das coisas que você já sabe e das que ainda precisa aprender.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
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Solmarin Conceição munford
Visitante
Solmarin Conceição munford

Bom dia já li vários comentários e ainda não sei aonde depositar o dinheiro, por favor me fala,qual banco qual lugar etc…

João Silva
Visitante
João Silva

Bom dia Leandro. Eu colocaria no meu Plano para juntar dinheiro um percentual para Doação de modo que se reduzisse a “sensação de injustiça” pelo fato do meu enriquecimento em detrimento dos pobres. Acho que isso aliviaria o “peso na consciência” e seria um incentivo para juntar mais dinheiro…

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

João Silva, sua opinião é fruto de uma educação cristã…e não, isso não é um elogio!
Não há motivo lógico para se envergonhar/evitar enriquecer desde que use métodos éticos para tal, isto é, através dos benefícios que seu serviço/produto/patrimônio vai poder proporcionar aos outros.
Você inconscientemente acredita que só dá para se tornar rico a medida que se toma algo de alguém, e isso é infundado.
Seus valores religiosos te ensinaram a enaltecer doação de dinheiro, que é apenas um alívio sintomático na vida de alguém e que, no final das contas, só vai manter aquela situação doentia.

Ednei Castro
Visitante
Ednei Castro

Bom dia Leandro. Aparentemente há um erro no simulador, salvo melhor entendimento. Estou simulando despesa básica 23%, Estilo de vida 6% e está retornando investir 17%. Favor verificar. Grande trabalho aliás. Sempre recomendo seu site.

Marília
Visitante
Marília

Excelente artigo! Prático e organizado! Consegui fazer planos para vários objetivos sabendo o quanto preciso poupar para cada um deles! Obrigada

Ramon
Visitante
Ramon

Mais um ótimo artigo Leandro.

Para mim o mais importante é a parte “a ideia não é impor uma regra, o importante aqui é motivar você a pensar sobre essas questões”. De nada adianta consumir informação se não souber adaptá-la para a realidade de cada um e coloca-lá em prática.

Parabéns!

Robson
Visitante
Robson

Obrigado pelo artigo e também por reabrir os comentários. Sobre os 30% do estilo de vida o meu estava bem abaix disso, investia cerca de 57% mas como o ano passado foi muito bom para este ano eu resolvi dar uma afrouxada, e aumentar um pouco a porcentagem para o estilo HEHE, mas não muito (investir 50%)… Obrigado!

Rodrigo Barcellos
Visitante
Rodrigo Barcellos

Leandro,

Adquiri os seus três livros da série Reeducação Financeira. Se eu adquirir esse sobre Independência Financeira terá alguma relevância ou esse conteúdo está presente nos outros livros?

Faz pouco mais de 2 anos que comecei a investir na minha educação financeira com o objetivo de conquistar a liberdade financeira até os 30. E sigo diariamente o seu conselho de investir na educação para aprender mais sobre finanças, melhorar minha qualificação profissional e ganhar mais para alcançar o objetivo mais rápido.

Obrigado por transmitir seu conhecimento com tanta paixão e dedicação.

Daniel Pedro
Visitante
Daniel Pedro

Olá, Leandro!
Em relação a ação de poupar, estou conseguindo, já a quase um semestre, poupar 65% de R$ 1.220,00. Visto isso, tudo o que possuo poupado está aplicado na SELIC. Estou seguindo uma dica de deixar uma soma de 6 meses de gastos rendendo na SELIC como fundo de emergência. Questão: Como já alcancei essa primeira etapa, você teria alguma dica de planejamento para eu seguir a partir daqui? (estou bolando a ideia de reservar parte desses 65% para uma projeto de aposentadoria, o que acha?).

Antônia Martins
Visitante
Antônia Martins

Leandro Ávila você é muito mais que um educador financeiro haja vista as respostas aos questionamentos do João Silva. Parabéns pela sobriedade no espírito!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

O “problema/solução” é que o Leandro já é independente financeiramente há muito tempo, logo, ele pode expor fatos/opiniões de forma genuína, pois o retorno principal dele é a satisfação de saber estar impactando positivamente nas nossas vidas.

Para quem ainda depende do seu trabalho para pagar as contas (ou mesmo que não quer deixar de sempre ganhar muito, independente de já ser independente financeiramente), sempre que se narra um evento/fenômeno, vai-se ocultar/omitir os pontos de conflito com os próprios interesses.

Bernardo
Visitante
Bernardo

Bom dia, Leandro.
Em primeiro lugar, parabéns por mais esse excelente artigo e pelo seu trabalho.
Gostaria de tirar uma duvida…em que categoria você alocaria os gastos com cursos de aprimoramento profissional, cursos de idiomas ou até mesmo materiais de estudo para concursos?

Tatiane
Visitante
Tatiane

Olá Leandro,
Lendo esse artigo, tive uma grande reflexão, que aconteceu comigo assim que você iniciou esse projeto em 2013,eu tinha 16 anos e ainda era aprendiz em uma empresa.
Aos 16 anos, ainda com sonhos pequenos, ao pesquisar no Google, como juntar dinheiro para tirar carteira de motorista aos 18, me deparei com o seu site.
E foi assim que comecei o meu projeto de independência financeira, li todos os seus artigos, e por sorte consegui sair do padrão de vida imposto pela sociedade.
Foram muitas realizações pessoais,o meu grande obrigada!

Júlia
Visitante
Júlia

‘Financiamento de carro’ e ‘Ajuda aos pais’ entram em despesas básicas ou estilo de vida?

Bernardo
Visitante
Bernardo

Bom dia, Leandro. Parabéns por mais esse excelente artigo e pelo seu trabalho como um todo.
Fiquei com uma dúvida. Em que categoria você enquadraria investimentos como em cursos de aperfeiçoamento profissional, cursos de idiomas, ou até mesmo a compra de materiais como os que você fornece, que ensinam a investir mais conscientemente?
Abraços e parabéns, mais uma vez

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