No mundo em que vivemos existem basicamente dois tipos de pessoas:

  1. As que precisam de emprego;
  2. As que geram emprego.

O primeiro tipo aceita ganhar pouco em troca de segurança e estabilidade. O segundo tipo aceita correr todos os riscos em troca da possibilidade de lucro. O lucro é apenas uma possibilidade, não é garantido.

A segurança e a estabilidade desfrutada por quem escolhe vender horas trabalhadas por dinheiro se materializada através da carteira de trabalho. Junto com ela existem inúmeros direitos garantidos por lei como: repouso semanal remunerado, salário pago até o 5º dia útil do mês (não importando se o empregador teve lucro ou prejuízo no período); primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro e segunda parcela paga até 20 de dezembro; férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário; vale-transporte com desconto máximo de apenas 6% do salário; licença maternidade de 120 dias e com garantia de emprego até 5 meses depois do parto; licença paternidade de 5 dias corridos; FGTS com depósito de 8% do salário em conta bancária; horas-extras pagas com acréscimo de 50% do valor da hora normal; garantia de 12 meses em casos de acidente; adicional noturno para quem trabalha de 20% de 22:00 às 05:00 horas; direito de faltar ao trabalho no caso de casamento (3 dias); direito de faltar ao trabalho no caso de doação de sangue (1 dia/ano); direito a faltar ao trabalho no caso de alistamento eleitoral (2 dias); direito a faltar ao trabalho no caso de morte de parente próximo (2 dias); direito a faltar ao trabalho no caso de testemunho na Justiça do Trabalho (no dia); direito a faltar ao trabalho no caso de doença comprovada por atestado médico; aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão e seguro-desemprego. São tantos direitos que provavelmente esqueci de listar alguns.

São raros os profissionais que se destacam e prosperam dentro das empresas. Segundo o Henry Ford: metade não faz o que se manda e a outra metade só faz o que se manda.

Já o empreendedor (o gerador de empregos) não possui nenhum desses direitos. O que ele coleciona são enormes listas de obrigações com os trabalhadores, consumidores, com o governo municipal, estadual, federal, com órgãos ambientais, órgãos de vigilância sanitária, etc.

O único direito que o empreendedor possui é de desfrutar dos lucros ou amargar prejuízos.

Os imprevistos e riscos de prejuízo são constantes e não eliminam nenhuma das muitas obrigações. Em um ambiente de livre concorrência, só sobrevivem os melhores empreendedores. Os melhores são aqueles que conseguem oferecem os melhores produtos e serviços pelos menores preços. Em um ambiente competitivo o mercado não tem pena de empreendedores que cometem erros.

Mesmo assim, quando o empreendedor consegue se destacar, prosperar e obter lucro costuma ser taxado, pejorativamente, de dono do capital, burguês, explorador da classe trabalhadora, ganancioso, etc. Na verdade, a própria escola embute na cabeça das crianças que os empreendedores são injustos exploradores da população menos favorecida, o que acaba afastando as crianças de qualquer ideia empreendedora.

Um país rico depende de uma população empreendedora, de pessoas criativas e inovadoras.

A grande verdade é que o mundo que você vive hoje não seria o mesmo se não existissem os empreendedores e o lucro como remuneração pelo risco de investir.

Este mundo que você conhece está totalmente imerso em um sistema capitalista que tem como base o lucro. O capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção, distribuição, decisões sobre oferta, demanda, preço e investimentos são em grande parte ou totalmente de propriedade privada e com fins lucrativos.

Se não fossem os inúmeros empreendedores do passado, inventando e criando soluções em troca do lucro, você não estaria neste momento na frente de um moderno computador, conectado na internet, lendo este texto.

Você provavelmente moraria em uma casa sem energia elétrica construída por você mesmo, utilizando recursos que conseguiu encontrar na natureza como pedras e madeira. A humanidade ainda viveria de forma semelhante ao que viveu durante a idade média, no tempo do feudalismo.

Se não fosse a possibilidade de obter lucro inventores e empreendedores como Thomas Edison, um dos maiores inventores da história, teria usado o tempo dele para fazer outras coisas mais divertidas. Não teria inventado a lâmpada, telégrafo, microfone, gravador e câmera de cinema. Enquanto meus antepassados estavam plantando, colhendo e vivendo sem energia elétrica em uma pequena cidade do interior, em 1880 Thomas Edison estava patenteando o sistema de distribuição elétrica e fundando sua companhia de estações de geração de energia. A primeira delas entrou em operação em 1882, fornecendo 110 volts de corrente contínua a 59 moradores da ilha de Manhattan, em Nova York. Em pouco tempo, sua invenção se disseminou pela Europa, e Edison criou companhias em muitos desses países para explorar comercialmente suas invenções. (fonte)

Veja o vídeo para entender a importância do lucro e como ele foi responsável pela vida que você leva hoje:

É claro que na busca pela maximização dos lucros a qualquer custo e por qualquer meio, muitos valores éticos e morais são deixados de lado por maus empresários e maus profissionais. O problema não está no sistema. O problema está nas pessoas. Em instituições públicas, sem fins lucrativos, grupos políticos de qualquer lado, nas religiões ou em qualquer agrupamento de pessoas existem falhas morais e éticas.

Para viver em um mundo capitalista é fundamental entender as regras do jogo, como o sistema funciona, como o dinheiro funciona. É fácil perceber que neste sistema os mais criativos, inovadores e empreendedores se destacam dos demais.

Não é vendendo força de trabalho ou hora trabalhada para algum empresário que você irá prosperar financeiramente. Nunca ouvi falar de ninguém que tenha enriquecido recebendo salário fixo. Os que prosperam através do emprego tradicional são aqueles que empreendem dentro do emprego, ganham por produtividade e não por hora trabalhada, são criativos e inovadores dentro das empresas. Estes conseguem destaque, cargos de chefia e remunerações maiores.

No sistema capitalista o enriquecimento depende do investimento para obtenção de lucros, juros e aluguéis. O lucro é o dinheiro que remunera o investimento que você fez em um negócio próprio ou como sócio de terceiros. O juro é o aluguel que você recebe pelo dinheiro que emprestou para uma instituição financeira (poupança, CDB, LCI, LCA, etc), para uma empresa (debêntures) ou para o próprio governo (títulos públicos). Já o aluguel é o que você recebe pelo uso que terceiros fazem dos seus bens. Exemplo: aluguel de apartamento, sala comercial, loja, etc.

Já faz muito tempo que empreender deixou de ser privilégio dos mais ricos ou dos donos do conhecimento. Hoje, qualquer pessoa tem acesso a todo conhecimento necessário para iniciar o seu próprio negócio. Existem livros e cursos que custam muito pouco e a própria internet com conteúdo livre e gratuito. Qualquer um pode trabalhar por conta própria abrindo um pequeno negócio com um investimento muito pequeno.

Você tem as principais características de um empreendedor?

Os países onde os governantes compreendem a importância de formar novos empreendedores são justamente os países mais ricos. Neste sistema onde estamos imersos a pobreza precisa ser combatida provendo educação e estimulando o empreendedorismo e a inovação. Isso passa por uma mudança de cultura onde as pessoas devem parar de esperar que o Estado resolva os problemas e passam a pensar sobre o que elas podem oferecer de valor para a sociedade, que riquezas ela pode produzir, como podem melhorar a vida do próprio através de produtos e serviços inovadores que possam gerar lucros e riqueza para o país.

Antes de empreender é obrigatório buscar a educação financeira e o entendimento de como a nossa realidade funciona. Você precisa aprender a organizar sua vida financeira pessoal, organizar e planejar suas despesas pessoais, acabar com maus hábitos financeiros, crenças limitantes sobre o dinheiro, consumo e empreendedorismo.

Você não encontrará riqueza material, dentro do sistema capitalista, através do trabalho assalariado ou da venda de horas trabalhadas por dinheiro. Não adianta passar a vida toda reclamando do sistema, reclamando do seu patrão ou do governo. Reflita sobre a necessidade de produzir valor para a sociedade e receber em troca os lucros do seu esforço.

Quanto mais bem-sucedidos forem os empreendedores brasileiros, aqueles que começam do zero e transformam seus sonhos em grandes negócios, mais bem-sucedido será o Brasil.

Histórias de Empreendedorismo que inspiram:

Magazine Luiza – Começou do zero. Hoje é a 2ª maior rede varejista do país. Mais de 600 lojas:

Cacau Show – Começou do zero. Hoje possui mais de 1.500 lojas.

Spoleto – Começou do zero. Hoje possui mais de 300 restaurantes.

RiHappy – Médico Pediatra resolveu abrir uma loja de brinquedos. Criou o maior varejo especializado em brinquedos do país com mais de 150 lojas.

Dudalina – Seu pai começou do zero. Ela transformou a pequena camisaria na maior exportadora de camisas do país.

BTG Pactual – Jovem estagiário que em apenas 8 anos se tornou sócio de um dos principais bancos de investimentos da América Latina. Nota importante: O vídeo foi gravado no final de 2012. As previsões do CEO da BTG sobre o futuro da economia não se confirmaram. Quando o governo não ajuda, atrapalha.

Você tem uma história de empreendedorismo para contar? Compartilhe.

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