Como ficar rico fazendo dívidas

Esse é o segundo artigo da série que estou escrevendo sobre ideias difíceis de entender que foram ditas por Kiyosaki, autor do livro Pai Rico Pai Pobre, em um evento ocorrido em São Paulo.

Uma ideia que gerou estranheza na plateia do evento foi a declaração de que riqueza se conquista com o acúmulo de dívidas.

Ele disse logo no início de uma de suas palestras: “Pai rico me ensinou a amar as dívidas. As pessoas te dizem para sair das dívidas, eu digo para você fazer dívidas para ficar rico”. 

Kiyosaki defende a ideia de que os ricos são ricos por terem muitas dívidas, só que na palestra ele esqueceu de detalhar essa ideia. Pude ver no rosto das pessoas que elas ficaram confusas.

No Brasil, as pessoas fazem dívidas para parecerem ricas e não para serem ricas. Existe uma diferença entre parecer e ser rico. Você pode comprar um carro e uma casa de luxo financiados para se disfarçar de rico, mas, na verdade, a única coisa que você terá são dívidas.

Fotos que tirei durante o evento com duas outras ideias que a plateia não entendeu direito. Lição 1: Ricos não trabalham por dinheiro. Lição 2: Poupadores são perdedores.

Dívida de rico e dívida de pobre

A diferença está no tipo de dívida que as pessoas fazem. Existe um tipo de dívida que pode fazer você ficar mais rico e outro capaz de fazer você ficar mais pobre. Durante a palestra o Kiyosaki declarou ter centenas de milhares de dólares em dívidas. Na verdade são suas empresas que possuem essas dívidas.

Kiyosaki defende a ideia de que existem dívidas ruins e dívidas boas.

As dívidas são ruins quando você usa a dívida para comprar coisas que vão deixar você mais pobre. A dívida que você faz no crediário das lojas ou no cartão de crédito, deixa você mais pobre. Comprar bens de consumo pagando juros e taxas faz você pagar mais caro do que pagaria se tivesse dinheiro para comprar à vista.

O mesmo vale para a compra de carros para uso pessoal, imóveis para morar ou qualquer outro bem que vai fazer você gastar mais dinheiro depois da sua compra (carros e casas geram despesas fixas para sempre). Toda dívida que você faz para comprar um passivo, faz você ficar pobre. De forma simplificada, passivo é tudo aquilo que faz o dinheiro sair do seu bolso com regularidade. São coisas que desvalorizam com o tempo ou que geram despesas regulares.

Já as dívidas boas são aquelas que fazem você ficar rico, ou seja, são as dívidas que permitem você comprar ativos ou bens que fazem você ganhar dinheiro com o passar do tempo. Segundo Kiyosaki, os ricos passam a vida inteira fazendo dívidas para comprar ativos. Vou dar alguns exemplos.

Ricos fazem empréstimos para comprar ou construir empresas. Essas empresas vão gerar renda suficiente para pagar os juros e taxas da dívida e ainda remunerar o empresário. O dono de uma empresa pode fazer dívida para comprar uma máquina que fará a empresa lucrar mais. Esse lucro justificaria o pagamento dos juros.

Rico com dívidas em imóveis:

Uma dívida pode ser utilizada para comprar um imóvel como uma sala comercial, galpão, loja ou outro que possa ser alugado por vários anos. Uma dívida poderia ser usada para construir um imóvel como uma série de pequenas lojas, uma vila de casas, um conjunto de salas comerciais, um loteamento ou qualquer empreendimento imobiliário capaz de valorizar depois de pronto.

Eu já presenciei o caso de uma pessoa que comprou dezenas lotes dentro de um loteamento famoso onde imóveis de luxo costumam ser construídos. Para comprar esses imóveis, essa pessoa só precisou pagar uma pequena entrada em cada lote (eles foram vendidos antes mesmo da construção da estrutura do loteamento).

Exemplo: com o dinheiro que poderia ter comprado um único lote à vista essa pessoa deu entrada em 10 lotes diferentes. Para dar entradas em dezenas de lotes ela não utilizou dinheiro próprio, ela fez um empréstimo no banco dando um outro imóvel (quitado) como garantia. Na prática ela não utilizou nenhum dinheiro próprio para adquirir dezenas de lotes. A entrada usou dinheiro emprestado do banco e o restante foi financiado pela própria construtora dona do loteamento.

Como os lotes foram comprados no pré-lançamento, eles naturalmente valorizaram quando o loteamento começou a ser construído (estruturas como ruas, quadras, piscina, áreas de lazer) e a publicidade começou a aparecer na televisão.

Os melhores lotes disponíveis nesse loteamento logo se esgotaram. Todos os bons lotes estavam nas mãos de pessoas que tinham dado pequenas entradas e que na prática só detinham o contrato de compromisso de compra e venda para quando o loteamento fosse entregue.

Com tempo essa pessoa foi vendendo os lotes para pessoas interessadas e também fez parcerias com pequenas empresas de engenheiros e arquitetos que possuem como negócio a construção de casas de luxo. No lugar de vender o lote, através dessas parcerias ele também podia vender o lote com uma casa de luxo construída nele.

Isso é apenas um de muitos exemplos de como é possível ganhar dinheiro através das dívidas fazendo uso do mercado imobiliário. Eu falo mais sobre investimentos nos meus livros sobre imóveis.

Dívidas e empreendedorismo:

Também é possível ganhar dinheiro fazendo dívidas para pequenos empreendimentos. Nesse caso as pessoas não precisam de muito dinheiro. Uma pessoa humilde pode comprar um carrinho de cachorro quente, churros, pipoca ou churrasco através de uma dívida.

Esse carrinho poderia ser utilizado como um novo negócio que produziria a renda necessária para pagar os juros da dívida. Essa mesma pessoa poderia comprar um segundo carrinho, poderia colocar 10 carrinhos com pessoas trabalhando em pontos diferentes da cidade.

Um empreendedor com mais dinheiro poderia usar a mesma estratégia para comprar um Food Truck. Um pequeno empresário poderia abrir novos restaurantes através das dívidas. Um empreendedor imobiliário poderia comprar uma casa bem localizada, transformar em um restaurante (através de uma dívida) e alugar esse imóvel por vários anos para o dono de um restaurante conhecido da cidade.

Como Kiyosaki ficou rico com dívidas e imóveis

O Kiyosaki gosta de utilizar o exemplo dos investimentos imobiliários através das dívidas com caminho para o enriquecimento.

Ele costuma utilizar os imóveis próprios, já quitados, para conseguir empréstimos nos bancos pagando juros baixos. Sabemos que os bancos oferecem juros menores quando você pode oferecer um bem como garantia de pagamento.

Esse bem pode ser tomado e leiloado pelo banco com facilidade se você não pagar sua dívida. Essa maior segurança diante de uma inadimplência permite juros menores, ou seja, dinheiro barato. Eu já li conteúdos do Kiyosaki dando exemplos onde ele tinha um imóvel de US$ 500 mil e conseguia levantar facilmente US$ 300 mil dólares emprestados com juros de 3% ao ano através dos bancos.

Com esses US$ 300 mil emprestados o Kiyosaki poderia comprar outros imóveis capazes de gerar renda através de aluguéis, sendo que ele não precisaria comprar esses imóveis à vista, ele poderia usar esses dólares para dar a entrada em diversos imóveis criando ainda mais dívidas. Exemplo: ele poderia dar uma entrada de US$ 30 mil dólares e com isso adquirir dez novos imóveis financiados com esses US$ 300 mil que conseguiu.

O próprio dinheiro do aluguel desses imóveis seria suficiente para pagar a dívida. Dessa forma, outras pessoas é que trabalhariam para pagar as prestações, juros e taxas da dívida que o Kiyosaki fez com os bancos. Só o fato de ter vários contratos de aluguel já permitiria conseguir ainda mais dinheiro emprestado que se transformaria em mais imóveis para alugar.

Veja um conteúdo do próprio Kiyosaki dando um exemplo de investimento feito por sua esposa Kim usando essa estratégia.

O texto fala sobre como sua esposa Kim fez seu primeiro investimento (décadas atrás) usando essa estratégia. Ela comprou uma casa de US$ 45.000,00 gastando apenas US$ 5 mil do próprio bolso. Com isso ela adquiriu uma “dívida boa” de US$ 40.000,00.

Ela alugou o imóvel. O inquilino pagava o aluguel e com esse dinheiro era possível pagar as prestações. Sobrava apenas US$ 25 por mês, mas o fato é que ela não estava trabalhando para pagar os US$ 40 mil de dívida. O inquilino é que estava trabalhando.

Na prática ela só tirou do próprio bolso US$ 5 mil. Se existisse a caderneta de poupança nos EUA esses US$ 25 seria o equivalente ao que ela receberia por mês com esses US$ 5 mil recebendo juros de 0,5% ao mês. Só que nos EUA 1,25% é o que as pessoas recebem por ano (12 meses) em investimentos conservadores.

Para ela, o importante é que no final de alguns anos ela teria um imóvel quitado, em seu nome, graças ao trabalho duro de diversos inquilinos que passariam pelo imóvel.

A mesma estratégia ela utilizou para fazer investimentos de milhões de dólares. Na palestra, o Kiyosaki disse que sua esposa tinha diversos hotéis seguindo essa estratégia de investir através das dívidas. Muitas vezes o que um pequeno quarto de hotel produz de receita em um fim de semana é o que podemos conseguir em um mês inteiro de um imóvel residencial alugado. Atualmente existem serviços como o Airbnb onde qualquer pessoa pode alugar um imóvel ou parte de um imóvel por temporada e não por mês.

Antes de você replicar o modelo

Antes de você sair por aí tentando replicar o modelo, é importante compreender que investimentos envolvendo dívidas possuem um risco mais elevado. Perder o seu dinheiro em um investimento é um problema. Perder o dinheiro dos outros em um investimento é um problema dobrado.

Não existe nada de errado em fazer investimentos de risco, mas para isso você precisa aprender a gerenciar riscos.

Não estamos nos EUA. Estamos no Brasil. Mesmo assim, pessoas como o Kiyosaki costumam contar com os serviços de contadores e consultores que fazem os cálculos e estudam a viabilidade econômica e legal das ideias antes de serem implementadas. Pessoas como ele também contam com advogados que estudam e elaboram contratos e documentos dos imóveis antes de comprar, financiar, alugar, etc.

No caso de investimentos imobiliários é comum o investidor de verdade ter uma proximidade maior com uma ou várias imobiliárias. Isso é uma coisa que eu falo nos meus livros sobre imóveis. As boas oportunidades que surgem nesse mercado não aparecem nos anúncios da internet e nem nos sites das imobiliárias.

Todas as imobiliárias possuem contato com investidores. Quando digo investidores estou me referindo a pessoas que possuem dinheiro ou a capacidade de levantar dinheiro (dívidas) imediatamente para aproveitar uma boa oportunidade. Quando aparece uma boa oportunidade as imobiliárias ligam para esses investidores antes de qualquer trabalho de divulgação na internet. Bons negócios são fechados em poucas horas ou em poucos dias.

Quando o imóvel aparece na internet, isso significa que nem o dono da imobiliária e nem os seus amigos, parceiros e clientes (investidores) se interessaram pelo negócio. Somente nesse momento a oportunidade se torna pública. Pode ter certeza que pessoas como o Kiyosaki não procuram oportunidades no lugar onde público procura. Ele recebe telefonemas de imobiliárias, corretores e até advogados que conhecem as oportunidades que surgem.

No mundo dos negócios imobiliários o esforço de venda é inversamente proporcional ao bom negócio. Bons negócios imobiliários (com bons preços) são totalmente vendidos em poucas horas através de um simples telefonema ou durante um almoços, jantares e eventos fechados. Negócios sem muita atratividade exigem enorme esforço de marketing e de vendas para atrair o grande público.

Realidade brasileira

É fundamental observar que a realidade dos juros nos EUA para quem pretende empreender, abrir um negócio, comprar máquinas, comprar ou construir um imóvel para ganhar dinheiro, é totalmente diferente da realidade brasileira, especialmente se isso envolver o dinheiro dos outros (dívidas).

O Brasil ainda é um dos países do mundo com a maior taxa de juros reais (acima da inflação) e o ambiente político, financeiro e econômico não é favorável.

Nos EUA e na Europa os juros básicos da economia são menores que a inflação (no dia em que esse artigo foi escrito). Como os juros são baixos e o dinheiro perde valor, nada melhor do que ter dívidas. Como a rentabilidade dos investimentos mais conservadores e seguros é baixa, a busca por investimentos de maior risco se torna uma questão de sobrevivência.

Observe a coluna de taxa de juros (interest rate) e a coluna de inflação (inflation rate) de diversos países (fonte). A lista está ordenada pelo país com menor taxa de juros.

Na Suíça (Switzerland) a taxa é negativa. Na Europa a taxa básica de juros é zero e a inflação é 1,5%. Nos EUA a taxa de juros é 1,25% ao ano e a inflação é 1,90%.

Um banco europeu teria rentabilidade zero se emprestasse dinheiro para o governo com uma taxa de 0%. Um banco suíço teria que pagar para emprestar dinheiro para o governo. Para essas instituições é mais vantajoso emprestar esse dinheiro para qualquer um que possa comprovar sua capacidade de pagamento.

Qualquer taxa acima de zero e acima da inflação é uma boa taxa para esses bancos. Quem ganha com isso são os empreendedores e investidores dispostos a pegar dinheiro barato para empreender ou investir com maior risco.

Donos de imóveis, empresários, ou qualquer um que possa comprovar a capacidade de pagamento ou oferecer algum bem como garantia acaba conseguindo dinheiro barato para investir e empreender nesses países onde os juros são baixos. Esse ambiente é muito favorável para investimentos imobiliários, investimentos em negócios de maior risco utilizando o dinheiro dos outros.

Agora veja a situação brasileira:

Observe que desastroso é ver o Brasil no topo da lista junto com países como Venezuela, Rússia, Egito, Iran, etc. Estamos entre os piores países do mundo para ter uma dívida, já que a taxa básica de juros acima da inflação é uma das maiores.

Isso também torna o Brasil um dos melhores lugares para fazer investimentos de renda fixa de baixo risco. Empreender no Brasil é coisa para loucos poucos.

Dessa forma, o enriquecimento através das dívidas é possível no Brasil quando você empreende ou faz investimentos que geram renda com o dinheiro que pegou emprestado. Só que temos um problema. Aqui os desafios são maiores do que no exterior onde os juros são pequenos, o sistema legal é mais favorável para quem empreende e o sistema político se encontra mais estável e menos corrupto que no Brasil.

No Brasil, empreender e investir fazendo dívidas exige mais preparo e mais estudos diante dos riscos maiores. O Brasil não é um país para investidores e empreendedores amadores. Aqui você precisa se tornar profissional.

No vídeo baixo você verá que o “empresário sabe sobreviver na selva”. Com dívidas, sem dívidas, com juros ou sem juros, com ou sem inflação, o empresário e o investidor sabem se posicionar em qualquer situação.


Flávio Augusto da Silva, fundador da Wise Up. O negócio iniciado em 1995 através de uma dívida de R$ 20 mil de cheque especial foi vendido em 2013 por R$ 877 milhões para a Abril Educação. A venda o levou à lista de bilionários brasileiros da revista “Forbes” em 2014, com patrimônio avaliado em R$ 1,04 bilhão (fonte). Recentemente (2015) Flávio aproveitou a crise e recomprou sua empresa por R$ 398 milhões (fonte). Pegar R$ 20 mil emprestados através do cheque especial pagando 12% de juros ao mês (sim, eu disse ao mês) é para os mais fortes ou para os loucos (fonte).

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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Fernando Lazarini
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Fernando Lazarini

Economicamente falando é impossível haver enriquecimento com dívidas. Pensem bem: este recurso que entrou como dívida teve antes que ser poupado por alguém. O autor fala apenas do ponto de vista individual, mas esquece que a economia é um todo, e que antes de haver quaisquer empreendimentos tem que ter havido antes poupança para financiar investimentos.
Logo, poupadores jamais serão perdedores. Poupadores são a força motriz por trás do empreendedorismo, dos investimentos, do progresso. O Robert ainda quer causar impressão boa nas pessoas, fazer algo diferente, mas isso não convence quem entende mais de economia. Ele já deu a contribuição dele.

Ericsem Pereira
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Ericsem Pereira

Muito interessante esse texto. Ler essas informações me abre a mente para compreender novas ideias e traz a perspectiva de que ainda tenho muitas coisas para aprender e possibilidades a descobrir! Obrigado

Dskol
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Dskol

Bom dia , só é bom lembrarmos que toda essa alavancagem com imoveis que ele cita em seu livro foi um dos responsaveis pelo o subprime americano e pela bolha imobiliaria no brasil (pessoal comprando a rodo dando so a entrada imovel na planta, esperando vender o agio com lucro adiante), ou seja ….o momento de usar essa estrategia ja passou….rs

Antonio
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Antonio

O melhor educador financeiro do Brasil, seus conceitos são muito importante para se ter uma sociedade mais lúcida com relação a economia.

Bernardo
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Bernardo

Kyosaki ganhou dinheiro com pai (fictício) rico e pai pobre. O resto é conversa de palco. Nada contra, ele está fazendo dinheiro e tem gente que paga para ver ele. O business core dele é dar palestras (e pelo que você já escreveu por aqui, ele não tem essa habilidade por sinal)

Guilherme
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Guilherme

A boa e velha alavancagem, praticada desde os tempos da Babilônia.

Kiyosaki só não contava com as peculiaridades muito bem descritas neste artigo. Ou sabia, mas achava que a plateia era formada por mega empreendedores altamente profissionais. Ou simplesmente dá a mesma palestra para todos os públicos, independente da realidade, apenas gabando-se de seus (de fato, notáveis) feitos.

Dizer a frase no Brasil “Savers are losers” é de uma irresponsabilidade, dado o nível de endividamento de consumo de mais de 60% da população local. A pessoa que mudar seus hábitos de consumo e poupar religiosamente todo mês encontrará uma vida de prosperidade e segurança em menos de 20 anos. Aliás, esse foi o ensinamentos, de muitos, dos povos babilônios de 7 mil anos atrás.

Pular do endividamento de consumo para o empreendedorismo alavancado é suicídio anunciado, uma roleta russa. Dá certo para 1, mas outros 9 morrem na brincadeira.

Fábio Bastos
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Fábio Bastos

Leandro, terreninho perigoso esse de dívidas. Antes das pessoas começarem algo que não possuem dinheiro é preciso estudar…………estudar……..e isso você tem falado aqui em todos os seus artigos, não existe mágica, é estudar mesmo sobre aqui que você pretende investir, não tem jeito. Já li umas duas vezes o seu livro de imóveis e não adianta, não se consegue avançar em nada nessa vida sem ter que investir em conhecimento, aliás, muita gente faz isso, mas só potencializa os riscos, é quase uma loteria. Trabalhar alavancado é muito perigoso, mas tem também suas virtudes. Lembro bem de um texto do “Pai rico” que fala que precisamos nos apoiar nos profissionais da área, cada um tem seu espaço e deve ser remunerado por isso. Alguns educadores indicam o uso do cartão de crédito como uma das formas de usar o dinheiro que seria gasto hoje e investir em algo com retorno, mas para fazermos isso, precisamos ter muita…muita educação financeira. Artigo muito bom para viar e a leitura dele nos faz refltir sobre muitas coisas que você tem dito aqui ao longo desses anos.

Wagner Bueno Cateb
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Wagner Bueno Cateb

Outro detalhe interessante dos EUA: uma amiga comprou um imóvel financiado lá e os juros que ela paga no empréstimo são descontados do imposto de renda dela. Com isso, ela gasta menos pagando o financiamento do que pagaria alugando o mesmo imóvel se não o tivesse comprado. É uma realidade BEM diferente da brasileira…

winicius alves de oliveira
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winicius alves de oliveira

Sei não !Não gosto de dívida !!Prefiro juntar pagar a vista ,investir a vista e etc… Claro pagando a vista tem descontoKkkk

Hélio
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Hélio

Sensacional essa conferencia com o Flávio Augusto. Quem dera todos tivessem paciência para assistir e mudar paradigmas.

Nilson Correia
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Nilson Correia

Existem diversas situações. Tem pessoas que não conseguem possuir quaisquer bens a não ser fazendo dívidas. Eu era uma pessoa assim e tinha isso em mente: quem não deve, não tem. Hoje penso um pouco diferente mas se for comprar algo e não houver diferença de preço tanto à vista quanto a prazo, compro parcelado. Para aqueles que não tem o hábito da poupança, gasta todo o dinheiro que ganha, na minha opinião é melhor fazer divida e num certo prazo ter o bem do que não fazê-la e nunca ter nada. Muitas pessoas conseguem pagar dívidas, independente dos juros mas não consegue guardar nenhum centavo no banco.
Eu uso o cartão de crédito a meu favor. Compro tudo no cartão e se não houver juros, parcelo em quantas vezes for possível.
Mas é uma opinião pessoal minha, um modo de controle pessoal de despesas.

Ralph
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Ralph

Que baita entrevista, parabéns por trazer esse conteúdo.

Júlio César
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Júlio César

Interessante ter ressaltado que “O Brasil ainda é um dos países do mundo com a maior taxa de juros reais (acima da inflação) e o ambiente político, financeiro e econômico não é favorável.”.

Fico imaginando quantos negócios com margens de lucro inferiores às aplicações financeiras, o chamado custo de oportunidade, são inviabilizados e com isso diversas oportunidades de emprego e renda são descartadas.

Proliferam bancos com lucros exorbitantes e uma ciranda financeira propícia às especulações.

Franklin
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Franklin

Olá, sou seu leitor a uns 2 anos porém nunca havia comentado e agora queria lhe dar os parabéns pelo seu trabalho que com certeza ajuda muitos outros leitores também. Eu encontrei o seu site procurando no google por simuladores de poupança por que eu venho de uma família onde poupar é prosperar e desde cedo sempre fui incentivado a tal com caderneta de poupança e “mesadas” mensais também comecei a trabalhar cedo (12 anos) aos finais de semana em um mercado de uns primos e também entregava jornais e panfletos durante a semana sempre com o pensamento de poupar trabalhei assim até os 17 anos onde consegui um emprego de carteira assinada com os 18 comprei carro (um chevette 89) e fiz a CNH tudo com o meu próprio dinheiro assim como meus outros gastos sempre saíram do meu bolso hoje com 25 anos tenho minha casa financiada (apenas uma parte) onde a parcela atinge apenas 10% do meu salário (fora a minha renda ainda tenho a da minha exposa), já me formei em curso técnico em faculdade e agora pós graduação tudo sem financiamento, não utilizo nem cartões de crédito, até então só uso débito.
E para mim sigo com o pensamento de que poupar é prosperar e depois de começar a ler suas dicas, poupar não é mais apenas usar a poupança é também investir em tesouro direto e estudar sobre outras formas de renda fixa e segura.

Fabio Marcos Frasão
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Fabio Marcos Frasão

Resumo da ópera: Dívida somente para investimento (com expectativa de maior taxa de retorno), e nunca para consumo.

Ana Lucia
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Ana Lucia

Eu sempre investi em imóveis. Sempre comprei à prestação esses imóveis. Era o meu jeito de fazer poupança. Embora soubesse da baixa liquidez, eu sempre acreditei na segurança desse tipo de investimento. Depois, quando me aposentei, com 49 anos e 30 de contribuição ao INSS, fui roubada pela Previdência Oficial (leia-se Fator Previdenciário) e pelo Plano de Previdência Privada que contribui durante todo o tempo trabalhado (por que era obrigada a isso pela empresa na qual trabalhava). Esse Plano estava quebrado por inúmeros fatores e recebi só parte do dinheiro que havia contribuído. Para completar este quadro dantesco, eu fiz a burrice de aplicar, através de um agente autônomo na Bolsa de Valores, tudo o que eu tinha em dinheiro e perdi tudo. Fui roubada pela terceira vez.. Hoje lutamos com microempresa familiar que está quase falida devido a crise, a falta do dinheiro que me foi roubado, Enfim, estamos cheios de dívidas com um alto custo dos serviço da dívida e com alguns imóveis que desejamos vender para equilibrar a situação e que não conseguimos. E a minha aposentadoria só paga nosso Plano de Saúde que acaba de ser aumentado em 199,97%. E daqui a pouco nem isso vou poder pagar. Pergunto: Existe alguma luz no fim do túnel que não seja um trem no sentido contrário? Acho que minha história deve servir de exemplo do que não se deve fazer. Não é?

Irlan
Visitante
Irlan

Excelente comentário, Leandro!
Parece que agora as pessoas começaram a entender o palestrante. Todavia, como você disse, em resumo: Brasil é Brasil e EUA e Europa são outras coisas completamente distintas. Eu creio que o baixo índice de “perversidade”, em termos econômicos nessas nações, as fazem ter juros de 0% a quase 2% aa., sendo assim, há mais oportunidades de enriquecermos, folgadamente, nesses continentes. Aqui, em continentes latinos, apenas os indivíduos abastardos financeiramente podem se dar ao luxo de fazer dívidas, chegando perto da realidade do nosso mal-entendido palestrante. Taxas que subtraem de seus rendimentos de 22,5% a 15%, fora o IOF de início, que chaga a 96% de um rendimento, é de desistir (pegar as malas e sair do país e residir em nações, cuja a empatia pulsa). Não sei se o palestrante tem conhecimento desta realidade latina; porém, com certeza deve ter. Kiyosaki deve sentir-se triste em saber que, pouquíssimos indivíduos de nossa nação terão oportunidades como ele desenvolve suas riquezas. Eu concluo que: se o país não cooperar para que os indivíduos enriqueçam, pouca diferença fará para os que saem de “bancos grandes” e passem a investir em “bancos pequenos” ou no Governo Federal (Tesouro Direto). Aqui, infelizmente, o slogan continua sendo o de sempre: “somente para inglês ver!”

Débora
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Débora

Vídeo fenomenal! Flávio Augusto é f***a!

Pedro Andrade
Visitante
Pedro Andrade

Impressionante esse Flávio Rocha.
Mais um artigo para expandir a mente.
Parabéns Leandro.

Alvaro Mota
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Alvaro Mota

Ótimo artigo Leandro. Parabéns pela clareza.

Talita ARF
Visitante
Talita ARF

Parabéns pelo artigo Leandro! Vejo esse contexto de contrair dívidas para parecer ser rico dentro da minha família desde que nasci. São pessoas assalariadas que tem uma renda razoável, mas torram tudo para parecer ser o que não são, trocam de carro a cada dois anos, porque não aceitam ter carro “velho”, financiam é claro, além disso tem que ser top de linha. Felizmente, sempre vi isso como algo a não ser seguido e até tentei falar sutilmente que aquela vida não valia a pena (isso porque dão valor a ter coisas e também a quem têm coisas), mas simplesmente me acham “mão de vaca” demais. E vamos seguindo…

Moreira
Visitante
Moreira

Olá pessoal,
Tenho 37 anos e hj possuo 3 aptos em Moema quitados e alugados(avaliados juntos em R$ 2.000.000,00) gerando uma renda total de R$ 9.000,00.
Todos eles comprei através de entrada de 20%, financiando o restante e os alugava na sequencia até quita-los.
O primeiro deles, consegui a entrada através de uma carta de credito de consórcios que fiz quando tinha 16 anos, pois ganhava muito pouco na época.
Hj com a queda de juros e devido a outros fatores que estou enxergando na economia, estou comprando o 4º imóvel no mesmo esquema(uma penthouse na bela vista com quase 50% de desconto); demorei quase 3 meses procurando essa pechincha.
Somente escrevo sobre minhas particularidades para mostrar como uma pessoa comum e de família humilde pode chegar um patrimônio “milionário”.
Tudo isso somente foi possível após eu ter lido o tal “Pai Rico Pai Pobre” aos meus 15 anos, abrindo minha mente para esse tipo de investimento.
Parabéns pelo trabalho de educador financeiro Leandro.
Gratidão à todos.

Luis
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Luis

Não estranho a forma que ele coloca suas idéias….eu já li e reli Pai Rico Pai Pobre algumas vezes….fazer dívidas para enriquecer não é novidade…eu por exemplo tenho um apartamento financiado que esta alugado….é uma dívida que assumi que estou pagando através do aluguel…problema que eu vi na palestra que ele fez,foi não estudar a economia do país “Brasil” e tentar adaptar sua experiência a nossa realidade.

Marcelo Williams
Visitante
Marcelo Williams

Ótimo artigo e depoimentos! O Brasil certamente maltrata os empreendedores e definitivamente não é para AMADORES!

Antonio Neto
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Antonio Neto

Leandro, salve salve….um dos seus melhores artigos. Quando você deu a notícia que o Kiyosaki foi vaiado, eu pensei “ainda bem que eu não fui”, mas agora diante deste seu artigo, eu me arrependi de não ter ido, pois eu captaria a mensagem do famoso escritor. Eu já vi na prática várias pessoas que obtiveram êxito em seus empreendimentos ou negócios com dívidas, algo que não se vê falando em sites de educação financeira. A maioria das pessoas que seguem estes sites repetem sempre os mesmos mantras (gastar menos do que se ganha, não fazer dívidas, economizar o máximo que puder etc) e o Kiyosaki assim como você estão aí para quebrar os paradigmas. Todas as pessoas que fazem dívidas para comprar ativos, antes de mais nada, possuem uma característica que em nenhum site ou livro de educação financeira poderemos encontrar: CORAGEM!

Antonio Neto
Visitante
Antonio Neto

Permita-me corrigir minha última frase: “Todas as pessoas que fazem dívidas para comprar ativos, antes de mais nada, possuem uma característica que não se aprende em nenhum site ou livro de educação financeira:CORAGEM!”.

Adriano D
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Adriano D

Li o livro Pai Rico Pai Pobre a quase 20 anos. Tirei muitas lições dele. Algumas até praticava de forma não quociente.
Sempre poupei parte do meu ganho, assim construí entre outras coisas 3 casas, morava em uma, construía outra melhor, me mudava e alugava a anterior.
No inicio de 2014 antevendo a crise imobiliária vendi duas casas e apliquei tudo em R.Fixa. Agora em 2017 com o valor aplicado em 2014 mais o rendimento compro 3,5 casas semelhantes. Contribuiu para isso as boas aplicações que fiz, rendendo em torno de 116% do CDI.
O relato acima é para mostrar que: sem trabalho, inteligência nos negócios, bom censo e ‘poupança rígida’, não se chega em nenhum lugar.
Sobre contrair dividas, se bem calculadas onde serão usadas e forem para colocar o dinheiro na ‘produção’, não em consumo, pode com certeza tornar a pessoa rica ou pequenas empresas se tornarem grandes. Existem inúmeros exemplos.
As grandes incorporadoras lançam papeis como LCI e CRIs para levantarem capital para construírem prédios. Empresas lançam debentures para se modernizarem ou aumentar produção. Isso são dividas, é captar dinheiro a juros menores que empréstimos bancários. São dividas inteligentes que reverterão em ganhos..
Mas o capital para o crédito não nasce em árvore. Para que exista o capital disponível, alguém precisou poupar, e se conforma em ganhar pouco ou muito, depende do juros real e situação econômica de cada pais..
Já para o empreendedor captar o capital em forma de divida pode deixa-lo mais rico ou quebrar.

Adauto
Visitante
Adauto

Parabéns Leandro por mais um excelente artigo.
No fim o ano de 2015 eu fiz uma divida no cartão de crédito que a minha esposa ficou sem entender nada.
Comprei 10 smartphones de marca famosa por 550 reais cada , pos havia recebido alguns descontos.
Isso porque eu havia percebido que varios parentes e amigos estavam planejando comprar novos celulares para o natal.
O preço destes mesmos celulares estavam em torno de 800 reais aqui na minha cidade e muitas dessas pessoas nao possuiam cartão de credito para comprar parcelado.
Vendi todos os 10 por 750 reais cada parcelado em 5x, e assim que recebia as parcelas eu pagava o cartão e ficava com um lucro.
Recebi todas as parcelas em dia pois escolhi vender só para quem eu sabia que iriam honrar a divida.
Conclusão: eu eu paguei a divida do cartão e ainda me sobrarm 2.000 de lucro e a minha esposa me agradeceu.
E eu continuo reenvestindo esse dinheiro dessa e de outras gormas até hoje.

Rodrigo Pereira
Visitante
Rodrigo Pereira

Bom artigo, mas acredito que “dívidas do bem” não funciona aqui no Brasil, a não ser que você já seja muito rico.
Um colega disse acima, “se todo mundo fizer isso a estratégia não funciona”. Sim, mas isso é utopia. Se todos fossem empresários quem seria empregado?. Na realidade poucos vão procurar se educar.
A afirmação “Savers are losers” é ácida e arrogante, de novo, como se todo mundo fosse rico o suficiente para empreender num negócio físico. É uma falta de respeito para com aqueles que se disciplinam para guardar algum $$$ todo mês e estudam investimentos. Não é mimimimi, entendo a estratégia ácida do Kiyosaki, pois polêmica vende, mas tenho o direito de não concordar.

Diego
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Diego

Rodrigo Pereira, concordo plenamente contigo.
Todo mundo quer ficar fico da noite para o dia. Assim como os recém casados querem comprar um imóvel depois do ‘Sim’. A vida não é fácil. Estude e faça as tuas escolhas por você mesmo, não vai atrás de casos mirabolantes de sucesso que vai ter dor de cabeça. Nos teus estudos, identificou uma oportunidade, vai lá e faça.
Ex: “Curso do analista de gráficos que te trará muito dinheiro na bolsa de valores” – Sério? Sinto muito se você ainda acredita nesse tipo de ‘treinamento’.
Ex: “Curso para te abrir os olhos. Assuntos: Trabalhe duro, poupe por anos, invista direito e com risco controlado, e aí sim consiga ter uma vida tranquila e sem dívidas – Mas lembrando, precisará fazer isso por algumas décadas – Aproveite!” = Zero inscritos.

Rodrigo Pereira
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Rodrigo Pereira

Sim, tem muito marketeiro metido a empreendedor de palco e opotunista que vende experiência pessoal passada como formula de sucesso futuro.
Tem que tomar muito cuidado e não se deixar iludir em momentos de baixa autoestima e pouca esperança

Álvaro
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Álvaro

Parabéns Leandro pelo nobre trabalho. Apenas utilizando o pensamento do Flávio referente a imóvel, este diz que é um péssimo negócio, pois não gosta de sua iliquidez. Investimento para ele é nas suas empresas e seus projetos, nos quais ele pode gerir da sua forma. O único imóvel que ele tem é sua casa que quis comprar por comprar mas nao recomenda. Ele Deu exemplos até das pessoas que investiram em imóveis e estão pagando os encargos e condomínios dos imóveis vagos e financiamentos. Acho interessante essa visão.
Para aprofundar mais vou adquirir seus livros de imóveis, pois acabei os outros. Abc

Diego
Visitante
Diego

Provavelmente, se o leitor fosse um cara com conhecimento de mercado, um grande conhecedor do ramo imobiliário, ele não estaria lendo esse texto e nem lendo o Pai Rico, Pai Pobre.
Então meu amigo leitor amador, a dica que eu te dou é: trabalhe, invista em educação e poupe dinheiro. Faça isso durante toda a tua existência. Comece o mais cedo que puder.
Saia pegando empréstimo e comprando e vendendo casa que você vai acabar na rua comendo lixo. É sério. Isso não é coisa para amadores. É a mesma coisa que você se empolgar com algum palestrante e vender a casa para comprar ações. Vai morar na rua. Não tenha dúvida. E torça para dar errado na primeira vez. Se der certo na tua primeira tentativa, pior ainda. O rombo futuro será muito maior.

A pior coisa que existe são palestras motivadoras e exemplos de fulanos que saíram do nada e ficam ricos fazendo algo fora do comum. Você vai ir lá, vai fazer igual e vai ficar na miséria.

Você tem certeza que é uma pessoa diferenciada? Então faça!
Tem uma vírgula de dúvida? Para o teu bem, e o da sua família, continue poupando, investindo com risco controlado e se aposente sem esperar algo do governo, que obviamente não te dará nada.

Renato
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Renato

A ideia é interessante, mas penso que não serve para todos, pois cada um tem um perfil. Particularmente, penso que até o conceito de riqueza varia de pessoa para pessoa. Para mim ganhar menos mas ter mais tempo para viver é o meu conceito riqueza. Por isso que gosto de investir em ativos que me geram renda e que pagam minhas contas sem ter de trabalhar como ações, fundos imobiliários, aluguéis e outros. Mais um bom artigo, Leandro. Parabéns.

johnathan
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johnathan

Boa Leandro, eu firmei melhor o entendimento do enriquecimento por alavancagem através do jogo clashflow, inclusive lá praticamos e o entendimento fica bem mais facil de como enriquecer comprando ativos com emprestimos, isso e conhecido como alavancagem apesar do kyiosaki usar o nome de fazer dividas. Quando vc coloca tudo na ponta do lapis, é onde vc ver se vale a pena ou não fazer alavancagem, tudo é bem calculado para esse tipo de investimento. Suas materias me ajudam muito a ter certeza e tirar duvidas do que aprendi com o kyiosaki. Muito esclarecedor.

Elio Tarpani Junior
Visitante
Elio Tarpani Junior

Excelente artigo, uma aula completa de investimentos, sobretudo imobiliários. De tão bom nem tenho dúvidas, somente elogios.

A. Rossi
Visitante
A. Rossi

Costumo dizer: Sim tenho dividas, mas tenho bens. Se vender tudo que tenho pago todas minhas dividas e me sobra dinheiro. Estou ficando rico com dividas! Já outros.. se venderem todos os bens ficam com dividas.

Marco
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Marco

Esse livro me marcou muito, embora eu não acredite em tudo que leio por aí. De qualquer forma concordo plenamente que fazer dívidas pode ser saudável. Aos trinta eu comprei um imóvel na planta financiado e o inquilino paga a parcela do financiamento e o condomínio pra mim. Com a redução das cotas de financiamentos habitacionais e com o aumento da entrada para imóveis usados eu vi que seria a hora de financiar um segundo imóvel na planta com juros mais caros e pra minha surpresa meu único investimento foi com a legalização e os juros durante a fase de obra, ou seja, ele foi entregue e está se pagando. Eu apenas não financio um terceiro porque minha renda não aprova e em função da escassez de recursos por parte dos bancos. Eu acho que investir no mercado imobiliário em época de crise é a melhor coisa que se pode fazer pra não ver as poupanças serem corroídas pela inflação.

ELISIANE
Visitante
ELISIANE

Olá Leandro você faz consultoria á pessoa física? Eu gostaria de auxilio para fazer um investimento e lucrar!

André L. B.
Visitante
André L. B.

Ótimo artigo Leandro, parabéns! E muito obrigado pelo vídeo com o Flávio Augusto. O cara é muito fera, é uma pessoa de visão e sabe o que faz e o que diz. Como você costuma dizer, devemos nos cercar de pessoas de excelência. Ele é uma delas.
Tomara que todos os seus leitores vejam o vídeo e tomem ciência do que ele fala.
Abraço.

Carlos Fernandes
Visitante
Carlos Fernandes

Comentários enriquecedores e parabéns pelo artigo Leandro, muito bom. Acredito mesmo é que falar de investimentos com uma população ainda pouco instruída nesse aspecto é uma tarefa muito difícil, principalmente quando se leva em consideração o fato de que a maioria da população brasileira é apenas assalariada( não veem investimentos como fonte de renda) e com um ganho médio mensal de dois mil reais e sente dificuldades em fazer uma poupança junto à caixa econômica, digo assim por que é a mais comum. O que falta mesmo é educação financeira nas escolas, além do que não aprendemos a ser empreendedores na faculdade e sim bons empregados. Como foi dito mais acima, o Brasil não é para empreendedores amadores. Dito isso, concluo que somos um bebê em matéria financeira. Considero que o primeiro passo para que uma pessoa que ainda é iniciante( muitos brasileiros, grande maioria de baixa renda) em matéria financeira é aplicar uma parte do que ganha em poupança e buscar conhecimento para ir reinvestindo seu capital afim de multiplicá-lo. Isso exige esforço e nem todos estão dispostos, além disso investir em cursos, em formação, em educação de uma forma geral sempre é a melhor escolha que uma pessoa possa fazer!

Fúlvio
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Fúlvio

Leandro, que visão de mundo esse Flávio Augusto tem, impressionante. Nunca havia ouvido ele falar. Obrigado por proporcionar essa experiência. Foi inspirador.

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Concordo Leandro que a realidade americana de dividas imobiliarias e bem diferente da realidade brasileira. Acabo de postar aqui sobre algumas diferenças tributarias que realmente favorecem investimentos financiados la fora.

Se fala aqui muito que “o Brasil nao e para novatos,” Tal vez o mesmo poderia dizer dos EUA. Ate com todas as vantagens do sistema fiscal, legal, etc. Vale lembrar das causas e efeitos da bolha Subprime em 2008, que afetou nao apenas os leigos – mas tambem muitos dos profissionais mais experientes no ramo. Foi pura especulaçao e a grande verdade e que ninguem sabia quando tal bolha estouria.

Eu acredito interessante tambem se lembrar do grande papel da divida securitizada (securitized debt) naquele evento. Muitos investidores de la nao tiveram a minima ideia como funcionava o instrumento – e os riscos. Francamente eu vejo o mesmo risco com os investidores aqui de hoje atraves dos CRI’s. Quantos investidores brasileiros no instrumento leram o Prospecto e realmente entendem os riscos? Houve um artigo ontem no Valor Economico sobre alguns fraudes nos lastros que ja aconteciam em tais fundos, “mesmo com todos os regulamentos impostos pela CVM.”

Felipe
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Felipe

Olá, Leandro. Não lembro bem onde li uma informação certa vez, que dizia que é ilegal você alugar um imóvel financiado pela Caixa, utilizando o FGTS como entrada, pois, a finalidade do imóvel é sua própria moradia. Isso procede? Obrigado e parabéns pelo site.

Eugênio
Visitante
Eugênio

Leandro boa noite, mais uma vez quero agradecer pelo excelente artigo e a entrevista somando ao material muita experiência de tudo que você vem nos ensinando através do Clube dos poupadores. Sinto cada dia mais afortunado com os conhecimentos adquiridos a cada artigo; aqui fica meu muito obrigado por proporcionar uma Educação Financeira e um Brasil tão carente e um povo sedento da mesma.
Parabéns por ser pioneiro neste trabalho que DEUS lhe abençoe.

Eugênio

souza
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souza

A teoria do Robert Kiosaki é fantástica, mas para colocar em prática aí vemos a quase que total inviabilidade do que ele fala para a realidade brasileira. Nossa estrutura econômica não permite, por exemplo, uma pessoa comum investir em imóveis sem ter dinheiro ou com pouco dinheiro, mesmo se nossa economia andasse maravilhosa e uma pessoa do exemplo do loteamento comprasse 10 lotes, ele não venderia e tentaria devolver a construtora com prejuízo, são vários os casos de distratos que estão ocorrendo, não existe demanda. Outro fator é que para se crédito para comprar mais de um imóvel o banco não irá conceder pois a pessoa de classe média não irá conseguir comprovar a tal de capacidade de pagamento.
O que mais existe são grandes imóveis de restaurantes que foram fechados, falidos, várias empresas, salas comerciais vazias, que seriam considerados péssimos investimentos e que quem fosse “fazer à moda de Kiosaki” quebraria.
Existe uma multidão de pessoas na rua com máquinas de cachorro quente, batendo umas nas outras tentando vender o seu. Quem quiser entrar na competição terá que ralar muito pra conseguir pagar a prestação de sua maquinazinha…
Enfim, se não fosse o abismo entre a teoria que vende curso e a vida real o brasil não estaria quebrado.

Mauro
Visitante
Mauro

Sempre é possível aprender algo mais com os seus excelentes artigos. Abraços

Álvaro
Visitante
Álvaro

Leandro obrigado pela resposta. Não sei se o comentário do Diego logo após foi p mim, porém, se sim, foi infeliz e pretensioso. Não sou amador no Ramo de imóveis, sou corretor de imóveis ha 17 anos, fui sócio de uma imobiliária que existe até hj pelo mesmo período, e sou advogado imobiliário. Ou seja sou empreendedor desde que me conheço por gente começando aos 13 com uma barraca de cachorro quente. Então, se a dica do Diego foi p mim guarde-a para vc e não opine (nem invista) no que não sabe (amadorismo). Já sabia da questão do estádio Leandro, inclusive sei de detalhes de como foi todo o processo e como está até agora a recompra da Wise Up, pois participei do power house em maio. Caso alguém se interessar (por empreendedorismo) falo aq o que foi feito até agora, pois , o mesmo descreveu todos os detalhes, chamando isso de TURN AROUND. Em resumo a pergunta foi para ver seu ponto de vista, haja vista, a visão do Flávio, apenas isso.
Com escopo de aprender mais sobre o mercado vou adquirir os livros como falei. Forte abraço e novamente parabéns pelo trabalho.

César Falcão
Visitante

Leandro, vou citar uma frase do próprio Flávio Augusto Silva dita no mês passado num evento em pleno feriadão de 7 de setembro aqui em Recife:
“Brasileiro não sabe calcular VPL.”

Daria pra resumir o “Como ficar rico fazendo dívidas” dizendo que basta calcular o VPL considerando o pagamento da dívida e o retorno do ativo, hehehe.

Grande abraço!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

O assunto alavancagem é muito delicado, e eu (amador em finanças/economia) a vejo como a origem das crises econômicas sazonais (quando é realizado como manipulação mal intencionada e claramente irregular de expandir a base monetária gerando um falso crescimento), apesar de ser uma ferramenta (quase) essencial ao empreendedorismo.

Parem e pensem qual a função de um banco: alavancar!!! Bancos nada produzem, eles vivem de fazer o intermédio entre emprestadores e pegadores de empréstimo (o lucro deles está no meio do processo), assumindo riscos inerentes de inadimplência.

Quem quer ficar rico com alavancagem (a partir de financiamento bancário/sistema financeiro) está tentando fazer o papel de segundo banco na linha de produção, sendo que a riqueza de fato será produzido quanto tal dinheiro for empregado para se tornar um bem ou serviço (usuário final do crédito).

Basicamente, vc estará assumindo um risco que os Bancos não quiseram assumir (caso contrário, já estariam fazendo o investimento que vc fez), que é obviamente maior, sendo que no longo prazo o resultado disso é previsível (um prejuízo total de um único investimento pode acabar com os lucros acumulados de muito tempo).

Quanto a pegar dinheiro emprestado para comprar imóveis e pagar as prestações com o dinheiro do aluguel e ficar com a diferença, por favor, mostrem-me imóveis cujos aluguéis rendam mais do que os padrões da renda fixa (5-7% de ganho real por ano) ou do que os juros imobiliários brasileiros (os melhores entre 8-10% ao ano) que eu saio do meu aluguel na hora, pois tenho um montante que dá mais do que 50% do valor do imóvel que eu moro (alugado).

Se assim fosse, aluguel seria um ótimo negócio para o dono do imóvel, conclusão que eu não cheguei após inúmeras contas que eu fiz qnd fui morar sozinho (em Brasília, alugueis são entre 0,4-0.6% do valor do imóvel para alugueis de pobre, e esta porcentagem fica ainda menor para apartamentos mais caros).

Riqueza só pode ser construída com produtividade; o que o Robert ensinou foi apenas observar uma brecha de falta de conhecimento/possibilidade dos seus inquilinos americanos (estes poderiam fazer o mesmo que o Robert ao invés de pagar aluguel à ele, eliminando o Robert como intermediário).

Quando se fala de produção, o mérito vai recair sobre o quão vc conhece o seu nicho, sabe reconhecer ou criar as demandas acerca dos seus produtos/serviços e o quão é eficiente em produzi-los.
Tais detalhes são informações que um Banqueiro não tem ou precisaria investir muito tempo para ter e executar, logo, eles não faz e se contenta em apenas te estimular e ficar com uma parcela do lucro.

Gostaria muito que apontassem falhas nesses raciocínios, pois eu não fico nervoso ao ser contrariado, mas sim tenho oportunidade de rever conceitos e aprender mais.

Sergio
Visitante
Sergio

Olá Leandro. Fiquei feliz com o seu artigo pelo seguinte motivo: lendo a parte referente ao que disse o Kiyosaki minha mente já estava pensando em como são diferentes as realidades econômicas do Brasil e de países desenvolvidos como os Estados Unidos, e eis que me deparo com a parte “Antes de você replicar o modelo” em que você alerta justamente para esse fato. Isso mostra o quão importante tem sido os seus artigos para ampliar a nossa visão nas finanças pessoais e na economia como um todo. Se a Educação Financeira chegasse a mais pessoas, se fizesse parte das matérias ensinadas nas escolas, o país estaria num caminho menos nebuloso com relação ao futuro. Enquanto isso, ficam debatendo se, num país laico como o Brasil, pode ou não haver ensino religioso nas escolas.

RENATO M SOUZA
Visitante
RENATO M SOUZA

Oi Lenadro!

Novamente vejo que quando Educador Financeiro fala em dívidas é polemica, relembro do Artigo Dívidas são uma dádiva ou um problema?, http://www.clubedospoupadores.com/educacao-financeira/dividas-dadiva.html , onde tem um video do Educador Financeiro Gustavo Cerbasi com a mensagem Dívidas não são um problema, Mas sim uma Dádiva, entendo neste artigo fica uma mensagem Educador Financeiro falso ou de verdade?, já sobre o Roberte Kiyosaki, a mensagem que fica para mim que ele contribui muito com a educação financeira como autor de livro e péssimo como palestrante.

Na verdade vejo como é rico de informações os artigos aqui no clube dos poupadores pelos comentários dos leitores que você faz questão de responder cada um e agregando muitas informações que não esta no corpo do artigo.

Mas uma vez parabéns pelo trabalho.

Jackson
Visitante
Jackson

Uma das formas de se enriquecer no Brasil fazendo dívidas é se tornando o credor dela.

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