Como avaliar sua qualidade de vida – Mapa de Autoavaliação

Quero compartilhar com vocês este material que faz parte de um curso que estou fazendo neste momento. É um mapa de autoavaliação que permite identificar desequilíbrios na sua vida. O mapa serve como base para o início de um trabalho de desenvolvimento pessoal em diversas áreas.

Creio que você tenha como um dos seus principais objetivos melhorar a sua qualidade de vida. Esta melhoria precisa ser em todos os sentidos, não só no financeiro e profissional, mas também no lado emocional, social, conjugal, na saúde do corpo e até no seu lado espiritual.

Quando temos deficiências em uma destas áreas não conseguimos nos sentir bem, parece que não conquistamos a felicidade plena. Sentimos que está faltando alguma coisa.

Existem muitos que ainda acreditam que a felicidade se resume em atingir a máxima satisfação financeira e profissional. Quando conquistam tudo aquilo que podem conquistar pelo trabalho e dinheiro, percebem que existem vazios que precisam ser preenchidos. Muitos buscam este preenchimento no consumismo e em outros vícios e maus hábitos. Não funciona. O sentimento de vazio sempre volta.

O que aprendi hoje na aula que assisti é muito importante. O autor do curso ensinou como avaliar quais são estes “buracos”, estas deficiências que nos impedem de ter o pleno sentimento de felicidade. Através de uma técnica, que irei mostrar logo baixo, ele ensinou como podemos fazer uma autoavaliação da nossa vida. Preenchendo um pequeno gráfico circular é possível detectar se existem desequilíbrios que precisam ser corrigidos.

O autor acredita que você só pode atingir metas e objetivos na sua vida se primeiro fizer uma avaliação para entender onde você se encontra, o que precisa ser melhorado, que áreas você precisa desenvolver para ter uma vida mais equilibrada.

Vou mostrar como funciona.

Aqui temos a foto do que o autor chama de Mapa de Autoavaliação. Observe que temos um circulo com 11 áreas da nossa vida que são responsáveis pelo nosso estado de felicidade e satisfação. Mais na frente vou mostrar como baixar este mapa para imprimir.

É fácil perceber que existem áreas que estão mais relacionadas com o hemisfério racional do nosso cérebro e outras que estão mais ligadas com o hemisfério emocional. Perceba que nas linhas existem números de 1 até 10.

Logo depois de apresentar o mapa o professor do curso pediu para marcar o número que representa a nota que damos para esta parte da nossa vida.

Temos que avaliar o nosso nível de satisfação em cada tema e marcar o número na linha. Exemplo: Uma pessoa plenamente satisfeita com a vida profissional que já possui hoje deveria dar uma nota entre 9 e 10. A pessoa que está mais ou menos satisfeita daria uma nota 5. A pessoa insatisfeita com a vida profissional daria uma nota próxima de 1. Veja o exemplo:

Depois de atribuir uma nota para o seu grau de satisfação em todas as 11 áreas da sua vida, basta ligar todos os pontos marcados com a caneta. As linhas retas entre os pontos irão formar uma figura. Veja um exemplo:

Quanto mais parecida com um circulo, mais equilibrada e feliz é a sua vida atualmente. Quanto mais irregular e deformada estiver a figura, maior é o desequilíbrio. Provavelmente estas deformidades são a fonte da insatisfação que você sente em algumas áreas da sua vida.

Com isto você terá uma visão daquilo que precisa melhorar, que áreas você precisa trabalhar na busca do equilíbrio. Depois de alguns meses é possível refazer o teste novamente para avaliar o que mudou. A pessoa que identifica problemas financeiros, profissionais e intelectuais pode trabalhar este lado através de cursos, livros, qualificação profissional e a definição de novas metas para sair da zona de conforto.

Quem não está satisfeito com a saúde como é o caso de fumantes, obesos, pessoas que consomem muito álcool, podem buscar tratamentos e orientação para superar os problemas. Muitas vezes um problema está conectado no outro. O alcoolismo pode afastar a pessoa da família, do convívio com os filhos e até atrapalhar no desenvolvimento pessoal, profissional e financeiro. Uma deficiência em uma área pode afetar as outras. O passo mais importante é ter consciência que desequilíbrios existem e precisam ser trabalhados.

Assistir aula gratuita:

Você pode assistir à aula que ensina como utilizar este mapa de autoavaliação visitando aqui. Esta aula faz parte de um curso do Paulo Vieira chamado Metas e Objetivos.

Baixar o mapa de autoavaliação em PDF:

Na parte inferior da aula em vídeoque ensina como usar o mapa, existe um campo onde basta digitar seu e-mail para baixar o arquivo. Neste arquivo, além do mapa, existem orientações de como preencher e fazer a autoavaliação. Você receberá um aviso por e-mail quando novas aulas gratuitas forem liberadas.

A vida não é só dinheiro:

Eu acredito que todas as áreas da nossa vida estão conectadas. Não podem ser tratadas isoladamente. Durante esta semana respondi um leitor que, infelizmente, não conseguia entender que política, economia e a vida financeira dele eram temas que se conectavam e se completavam e por isto era importante falar sobre estes assuntos aqui.

É possível que algum leitor ainda não entenda que uma relação desequilibrada com o dinheiro pode ser uma consequência ou um sintoma de problemas em outras áreas da nossa vida.

Já conheci pessoas que partem para o consumismo como válvula de escape de deficiências que não possuem nenhuma relação com finanças. Esta figura abaixo que encontrei nas redes sociais representam muito bem isto. Muitas pessoas recorrem ao consumismo como remédio de depressões provocadas por desequilíbrios nas relações conjugais, sociais, familiares e profissionais.

Já vi muitos casos de pessoas que não gostam do emprego que possuem e usam isto como justificativa para gastar tudo que ganham. Costumam usar frases como: “Eu mereço, afinal de contas passei o mês todo sofrendo naquela empresa”. Na verdade este tipo de pessoa merece rever a vida profissional que leva. O consumo não cura frustrações, ele só trata os sintomas até que o dinheiro acaba.

Eu acredito no autoconhecimento, na autoaprendizagem, nos processos de autoavaliação e na autoajuda. É triste ver algumas pessoas que tem preconceito em aprender mais sobre estas áreas. Nem todos os problemas financeiros são provocados por falta de dinheiro.

Muitas vezes a falta de dinheiro e os problemas financeiros estão relacionados com deficiências mais profundas e que exige um trabalho de autoconhecimento e aprendizagem que vai além da educação financeira, economia, matemática financeira, política, investimentos, etc.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.
Esse artigo foi útil?
Deixe-nos saber, se você gostou deste artigo. Só assim podemos continuar melhorando.
Sim
Não

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

38
Deixe um comentário.

avatar
600
19 Comment threads
19 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
20 Comment authors
julio - são pauloLuana FariasidneyDênisSergio Recent comment authors
newest oldest
Leninha
Visitante
Leninha

Interessante, Leandro. Descobri que minha vida está indo bem nos lados intelectual, emocional, social e financeiro, mas o espiritual e a saúde estão com falhas. Eu não tenho religião, aliás nem gosto, mas eu acho plausível a ideia de que ajudar (SERVIR) as pessoas e fazer meditação (ESPIRITUAL) faz bem para o corpo e a mente. Vou ter que rever isso, talvez seja o que esteja afetando minha saúde física. Eu me lembro que me sentia bem melhor na época que eu praticava meditação e participava de grupos de auxílio à dependentes químicos.

Leandro
Visitante
Leandro

Ola Leandro Avila,

Teste muito bom para autoavaliação e mostra de um modo bem claro onde podemos melhorar.

Muito Obrigado pela contribuição

Abraço

Prof. Elisson de Andrade
Visitante

Olá Mestre Leandro. Esse tipo de abordagem caberia bem num curso sobre hábitos financeiros que conheço! Parabéns por mais esse belo artigo.

Guilherne Carvalho
Visitante
Guilherne Carvalho

Leandro, boa tarde!
A grande preocupação hoje é com a escalda da inflação, acima dos rendimentos obtidos com as aplicações. No mês de janeiro a inflação foi de 1,24% e no mês de fevereiro novamente acima de 1%.
O que fazer para preservar o suado dinheiro poupado ao longo de anos de trabalho para a tão sonhada independência financeira?

Ygor
Visitante
Ygor

rapaz o meu ficou feio demais olha, haha

Luciano
Visitante
Luciano

Olá, muito bom o artigo. Estou estudando muito sobre o Tesouro direto e tenho visto todo mundo falando das LFTs terem rentabilidades todo dia mas não consigo entender o ágio e o deságio e ainda se mesmo o governo cobrando hoje 0,03 ou 0,04 para recomprar se por pouco tempo ainda é válido o investimento. Já li seus ótimos artigos.

Lais
Visitante
Lais

Olá Leandro,

Meu nome é Lais, tenho 24 anos. Adoro seus artigos e já os recomendei para muitas pessoas, sobre este tenho uma pergunta e um “desabafo”rs, entrei em 2009 numa empresa que produz pneus para motos e bicicletas como auxiliar administrativo, e ainda estou na mesma empresa e no mesmo cargo, mas, já recebi alguns aumentos. Não gosto de onde trabalho por muitos motivos, tenho paciência e entendo que nada é para sempre, gosto da ideia de ter ‘sobrevivido’ a este emprego e agradeço por ter uma boa bagagem por ser o meu primeiro emprego. Mesmo estando há 5 anos nesta situação, eu me formei em administração e estou cursando inglês, admito não ter poupado nada, mas como já terminei a graduação, pretendo investir até o final deste ano em NTB-principal para comprar uma casa de até R$ 150.000. Sinto que estou no caminho certo, estudando e construindo meu futuro, porém meu sonho é abrir um SPA ou pelo menos ser sócia de um, sempre quis fazer fisioterapia (para trabalhar na área) vou fazer Pós-graduação em RH para ter uma especialização, melhores oportunidades e porque gosto, tentar migrar de um emprego para outro é muito desgastante, mesmo tendo pouca idade. Estou noiva há 5 meses e pretendemos nos casar daqui 3 anos, gostaria de saber quanto aproximadamente teríamos que investir em NTB-principal para podermos ter um valor entre R$ 20.000 e 70.000 em 3 anos?
E o meu “desabafo” é sobre a situação do meu emprego, as outras áreas da minha vida estão ótimas, mas estou muito triste onde trabalho por tanto tempo, as vezes penso que é uma cisma minha, mas concluo que é porque não quero trabalhar em empresas, não sei o que posso fazer para mudar esta situação ainda este ano, com a loucura que nosso país enfrenta. Quanto a fisioterapia vou começar ano que vem, mas em sua opinião você acha que estou no caminho certo levando em consideração minha atual situação?

Obrigada pela leitura.
Lais
Muito boa a iniciativa dos artigos pois ajuda muito.

Tallys
Visitante
Tallys

Excelente Leandro. Parabens! Muito bom voce compartilhar esses tipos de conhecimentos e aprendizagem. Imagino que a roda da vida de muita gente deve estar deformada, precisando de grandes ajustes. O importante é reconhecer onde precisa de melhorias e se esforçar para mudar. Abraço.

Elton
Visitante
Elton

Caro Leandro, seus materiais são enriquecedores. E este mapa da qualidade de vida é fantástico, pois a auto avaliação é o único meio de compreender o propósito para o que estamos à fazer ou já fizemos.
Concordo plenamente que o dinheiro não é o determinante para qualidade de vida. Eu tenho uma frase como um norte para compreender como estão essas áreas de nossa vida: “A felicidade não é um lugar em que se chega, mas um meio como se vai.” Ed Rene Kivitz

Leda
Visitante
Leda

Parabéns Leandro, excelente ajuda.
Vou utilizar.
Muito obrigada

Favarão
Visitante
Favarão

Leandro mandou mais uma vez muito bem, obrigado.

Karla
Visitante
Karla

Olá Leandro, obrigada pelo artigo. Queria tirar uma dúvida, eu sou amante por viagens, antes de ter esta consciência financeira gastava todo o dinheiro viajando. Agora lendo seu artigo, parei para pensar se este ato seria mais uma forma de “consumismo” de frustração ou algo assim (que talvez eu nem saiba se realmente exista), ou se seria “normal” gostar tanto assim de viajar a ponto de querer gastar todo o dinheiro praticando este ato rs…

Ulisses
Visitante
Ulisses

Caro Leandro!

Parabéns pelo artigo. Sou fã de carteirinha do seus textos!
Abraços,

Ulisses

Hevlin
Visitante

Olá Leandro!
Mais uma vez, excelente artigo!

Concordo plenamente quando diz que uma má relação com o dinheiro pode ser o reflexo do desequilíbrio em outras áreas da vida. Isso acontece com muita frequência, e é algo um tanto difícil de identificar. Acredito que daí vem o sentimento comum de amor/ódio pelo dinheiro. Como se ele fosse o culpado de tudo, a doença e a cura ao mesmo tempo.

É realmente complicado enxergar isso. mas, a partir do momento que começamos a dar atenção á educação financeira, passamos a entender que está tudo interligado e que não basta analisar números e extratos, é preciso analisar a sua vida como um todo. Seus problemas, frustrações, sonhos, valores e objetivos.

Mais uma vez, parabéns pelo artigo!

Sergio
Visitante
Sergio

Não precisei baixar o mapa de autoavaliação.Na tela mesmo deu para fazer através de uma caneta de hidrocor,depois foi fácil apagar.Resultado:O desenho saiu todo torto!!!A coisa tá feia para meu lado.

Dênis
Visitante
Dênis

Bom, muito bom o seu artigo. De novo, trazendo ensinamento e orientação a todos nós.Parabéns mais uma vez. Você merece.Ée

sidney
Visitante
sidney

Leandro, qual o ativo mais valioso em tempo de crise?

Luana Faria
Visitante
Luana Faria

Olá Leandro… Tenho acompanhado sua página e adorado todo material. Cliquei no link para assistir a aula, porém vai para o site de venda do curso inteiro… é isso mesmo??
att Luana

julio - são paulo
Visitante
julio - são paulo

qualidade em um país onde sua maioria das pessoas ganha em torno de R$ 900,00 à 1.400,00 não tem como ter qualidade em nada essa é a realidade de nosso país!!!

Compartilhe com um amigo