Fórmula da Riqueza


É possível dobrar o seu patrimônio em poucos anos, sem correr riscos, quando a economia passa por um ciclo de juros altos. Durante os ciclos de baixa dos juros, como o de agora, é possível compensar o efeito negativo da queda e continuar dobrando o seu patrimônio com o passar dos anos. Vamos refletir sobre tudo isso nesse artigo.

Já publiquei aqui no Clube dos Poupadores um artigo sobre a “Regra 72”. É uma forma simples e rápida para descobrir quantos anos você precisa esperar para dobrar o seu patrimônio ao fazer investimentos que tenham uma determinada rentabilidade.

Vamos ver alguns exemplos.

Exemplo 1: No dia em que escrevi o artigo “Como Dobrar seu Patrimônio“, que ensina a regra 72, um título público chamado “Tesouro Prefixado 2021” estava sendo oferecido com juros de 12,73% ao ano. Essa seria a sua rentabilidade fixa, bruta, por seis anos, entre 2015 e 2021.

Dividindo 72 por 12,73 encontramos 5,65 anos. Isto significa que em menos de 6 anos seria possível dobrar o patrimônio investido em um único tipo de título público, sem riscos, sem qualquer dificuldade, sem que você precisasse ser um gênio dos investimentos.

Exemplo 2: Atualmente temos o Tesouro Prefixado que vencerá em 2025. Estamos passando pela menor taxa básica de juros da história, mesmo assim, a taxa oferecida no dia em que esse artigo foi escrito era de 9,80% ao ano. Dividindo 72 por 9,80 temos 7,34. Com essa taxa de juros, menor que a do exemplo anterior, será necessário aguardar mais de 7 anos para ver seu patrimônio dobrar através desse investimento.

Agora observe o que acontece com o investimento na Poupança.

Exemplo 3: Atualmente a poupança está rendendo 0,3994% ao mês e isso representa 4,8994% ao ano que é o resultado de ((1 + 0,3994%)^12) – 1). Dividindo 72 por esse valor encontraremos 14,69, ou seja, seriam necessários mais de 14 anos mantendo seu dinheiro na poupança com essa rentabilidade de 4,8994% ao ano para dobrar o seu patrimônio. Devemos lembrar que a rentabilidade da poupança varia dependendo da taxa básica de juros da economia.

Exemplo 4: Existem diversos investimentos com rentabilidade pós-fixada. Com a taxa Selic na casa de 6,75%, investimentos pós-fixados como Tesouro Selic, CDB, LCI e LCA, que rendem algo próximo da Selic, exigiriam uma espera de mais de 10 anos para dobrar seu patrimônio  (72 / 6,75 = 10,6).

Devemos lembrar que o governo cobra 15% de imposto de renda sobre o rendimento dos títulos públicos no vencimento. A Bovespa, que opera o Tesouro Direto, cobra uma taxa de 0,3% ao ano do patrimônio investido. Mesmo considerando que a poupança é isenta de imposto de renda e taxas, a diferença continua sendo muito grande. Descontando o IR (imposto de renda) e as taxas, a rentabilidade líquida do exemplo 1 cairia de 12,73% para 10,96% ao ano e seriam necessários 6,5 anos para dobrar o patrimônio. No exemplo 2, a rentabilidade cairia de 9,8% para 8,4% e seriam necessários 8,5 anos.  No exemplo 4, a taxa cairia para 5,6% ao ano e seria necessário esperar 12,85 anos, mas nesse caso, por ser um investimento pós-fixado, a rentabilidade futura poderia subir ou cair no futuro.

É fácil notar que ignorar o funcionamento dos outros investimentos possui um custo. Esse custo se manifesta em rentabilidades menores, ganhos menores e tempo de espera maior para multiplicar seu patrimônio através dos juros compostos. Aqui no Clube dos Poupadores existem muitos artigos que ensinam sobre diversos investimentos. Nos meus livros você também encontrará muito conhecimento pronto para ser aplicado (veja aqui) de forma rápida e prática.

Fórmula da multiplicação das riqueza

Além de compreender o funcionamento dos investimentos é fundamental compreender o poder da fórmula da riqueza. É aquela mesma fórmula que você aprendeu na escola e que depois ignorou e esqueceu.

VF = VP (1+i)n

Essa fórmula banal, que todas as crianças aprendem e esquecem, já foi responsável por criar muita riqueza e também muita pobreza no mundo.

Ela tem o incrível poder de libertar as pessoas do trabalho ou de escravizar as pessoas que não compreendem o seu funcionamento.

Nesse exato momento, algo em torno de 60 milhões de brasileiros estão trabalhando mais somente para pagar juros de dívidas atrasadas (fonte). Do outro lado, existem pessoas (investidores), bancos (intermediadores) e governo (cobrador de impostos) recebendo esses juros.

A ilustração acima é do artista Daniel Garcia chamada “Your Own Personal Slaves”. Ela é uma crítica relacionada ao uso de mão de obra barata para viabilizar a produção de diversos itens que fazem parte do nosso dia a dia.

No meu entendimento, a moça de calça vermelha, no centro da imagem, também se escraviza através do consumismo exagerado e da dependência das dívidas para manter o seu padrão de consumo elevado. Ela também passará a vida inteira trabalhando para se encher de coisas, muitas vezes supérfluos, na ilusão vendida de que a felicidade está no acúmulo dessas coisas.

Toda miséria e dependência humana tem na sua raiz a ignorância.

Quando você compra o que precisa de forma planejada, poupando e investindo para não se envolver nas dívidas, o seu consumo se torna mais consciente.

Uma vez, alguém me contou a história de uma moça humilde que tinha um sonho de consumo. Seu sonho era comprar uma determinada bolsa feminina que custava algo em torno de R$ 1.200,00. Essa jovem acreditava que ter essa bolsa era importante. Ela tinha adquirido esse desejo através das “influenciadoras” que seguia no Instagram. No lugar de comprar a bolsa em 12 vezes, como sempre fazia, ela resolveu poupar R$ 100 por mês. No final de 1 ano, ela sacou o dinheiro do banco e foi até a loja. Quando ela estava com a bolsa em uma mão e o dinheiro na outra, começou a pensar em todo o esforço que foi necessário e todo tempo de espera para acumular aquele dinheiro. Ela acabou desistindo de compra da bolsa supérflua. Ela constatou que, através das dívidas, a compra dos supérfluos era menos dolorosa. O interessante é que essa moça usou o dinheiro para fazer um curso e graças a esse curso conseguiu um emprego em uma clínica de estética melhorando muito a sua renda mensal.

É claro que, para aqueles que emprestam o dinheiro e lucram com as dívidas (investidores, bancos e governos), não é uma boa ideia divulgar essas informações e estimular esse comportamento.

Nenhuma empresa vai patrocinar uma “influenciadora” para promover esse nível de consciência dentro do Instagram, Facebook e Youtube.  As próprias empresas perdem quando os consumidores deixam de comprar através das dívidas, pois a dívida é uma ferramenta importante para a “compra por impulso”.

Veja como funciona a fórmula:

Do ponto de vista do investidor ou daquele que pretende fazer uma compra planejada, VF (valor futuro) é o valor que você pretende ter no futuro. VP (valor presente) é o valor que você tem para investir no presente. A letra “i” é a taxa de juros mensal ou anual e o “n” é o número de anos ou meses que o dinheiro ficará investido.

Se você quiser descobrir quanto você precisa ter hoje (Valor Presente) para atingir uma determinada quantia no futuro (exemplo: R$ 100 mil,  R$ 1 milhão, etc.) a fórmula terá o seguinte formato:

Aqui no Clube dos Poupadores temos um simulador de juros compostos baseado nessa fórmula. Você pode informar quanto já tem para investir, quanto pode investir todos os meses e qual taxa de juros os seus conhecimentos te permitem conseguir através dos investimentos que você faz. Meus livros também fornecem muitas planilhas que ajudam nessas simulações (veja aqui).

Como você pode ver, o juro não é a única variável que interfere na multiplicação do seu patrimônio. Considero importante que você reflita um pouco sobre como todas as variáveis podem interferir nos seus resultados. Sobre todas elas você pode tomar decisões que ampliam o poder da fórmula.

Interferindo na rentabilidade (i)

Você pode interferir no “i” que é a rentabilidade dos seus investimentos. A rentabilidade baixa dos seus investimentos é uma consequência de tudo aquilo que você ainda não aprendeu sobre investimentos.

Uma pessoa que só sabe investir na poupança ficará com sua rentabilidade limitada pelo governo. É o governo, através do Banco Central, que dita a remuneração que todos os bancos pagarão para todos que possuem dinheiro aplicado na poupança.

Depender só da poupança é uma escolha que tem seu custo. É uma opção conservadora e segura, mas existem outras opções igualmente seguras e conservadoras que poucos divulgam. Aqui mesmo no Clube dos Poupadores existem artigos gratuitos que ensinam sobre outros investimentos. Um bom começo seria aprender mais sobre títulos públicos e títulos privados que podemos encontrar nas corretoras. Você também encontrará tudo que precisa saber sobre investimentos na minha série de livros.

Interferindo no valor investido mensalmente

Você pode compensar a queda da rentabilidade dos seus investimentos, que impacta o crescimento do seu patrimônio, aumentando a quantia que você poupa para investir. Existem dois caminhos que podem ser percorridos:

  1. Aumentando a sua renda
  2. Reduzindo o seu custo de vida

Você pode aumentar a sua renda trabalhando mais tempo, produzindo mais, gastando o mesmo tempo de trabalho ou valorizando o preço do trabalho que você faz em cada hora trabalhada.

As pessoas costumam focar muito na ideia de trabalhar mais tempo através de horas extras, trabalho nas horas vagas e múltiplas jornadas de trabalho. No curto prazo isso até pode funcionar, principalmente quando a pessoa é jovem e saudável. No longo prazo, isso tende a ser insustentável, pois você vai acabar com a sua saúde e sua juventude.

Ser mais produtivo pode aumentar sua renda quando a empresa onde você trabalha recompensa ou promove os mais produtivos.

Aumentar o valor da sua hora trabalhada é um projeto de vida. Depende do seu desenvolvimento profissional e pessoal. Teoricamente, se você continuar estudando, adquirindo experiência, melhorando suas habilidades, sua hora trabalhada tende a se valorizar.

Já a redução do custo de vida depende de inúmeros fatores que podem se basear em decisões racionais (busca do melhor custo-benefício) e também precisa se basear em um maior controle emocional. Isso tem relação com dominar e controlar o nosso consumismo, vaidades, vícios e maus hábitos relacionados ao desperdício de dinheiro.

Reflita um pouco e tenta observar o que você pode fazer para interferir na quantidade de dinheiro que você pode poupar todos os meses, sempre de forma inteligente e equilibrada.

Interferindo no prazo (n)

Aqui temos um problema. Você pode até definir um prazo para atingir um determinado valor investindo por 5, 10, 20, 30 anos ou mais. O problema é que definir esse prazo sempre deve ser encarado como um ato de fé, algo que envolve riscos.

Toda decisão que envolve o ato de deixar de gastar nosso dinheiro no presente para investir e usufruir dos benefícios desse dinheiro no futuro depende de uma crença, uma convicção de que estaremos vivos no final desse prazo.

Só que gastar tudo que ganhamos no presente, sem poupar, sem investir, sem construir nosso patrimônio também é um ato de fé. É a crença, ou talvez a insanidade, de imaginar um futuro onde não será necessário ter qualquer recurso poupado para enfrentar os desafios do envelhecimento no Brasil.

Você já conhece a situação da previdência pública, conhece a habilidade da nossa população para eleger bons políticos e já sabe o que eles fazem com os recursos públicos.

Também existem as pessoas que alimentam a crença de que terão uma vida breve e por isso escolhem não fazer qualquer reserva pensando no futuro. Se não der certo, terão muito tempo para sofrer as consequências.

A maneira como cuidamos da nossa saúde física, mental, profissional e financeira pode interferir na quantidade tempo que você terá pela frente, na aposta que você fará sobre ter futuro suficiente para investir e colher os frutos do investimento.

Reflexões

Faça uma reflexão sobre esses temas:

  1. O que você já aprendeu e o que ainda precisa aprender para aumentar a rentabilidade dos seus investimentos:
  2. O que você pretende fazer neste ano para aumentar a sua renda e fazer uso mais inteligente do seu dinheiro diante das despesas? Como você pode poupar mais e investir mais sem prejudicar o seu presente.
  3. Você está apostando em uma vida longa, uma vida breve ou em um milagre que garantirá um futuro farto, próspero e seguro sem a necessidade de fazer qualquer poupança, investimento ou esforço presente?

 

Invista primeiro em você:

O primeiro investimento que devemos fazer para melhorar a nossa vida financeira é o investimento em conhecimento. Custa pouco e rende juros pelo resto da vida. Sem saber investir o nosso próprio dinheiro, não teremos bons resultados. Dependendo da opinião dos outros para saber onde investir, teremos resultados ainda piores. O conhecimento melhora nossos resultados e liberta da dependência dos outros. Escrevi uma série de livros que podem te ajudar muito a adquirir todo o conhecimento que precisa no menor tempo possível. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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Marcelo
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Marcelo

Mal podia esperar para mais um excelente texto desse blog. Retrata bem essa questão da influencia nas compras. Mais uma vez, obrigado pelo texto, sr. Avila!

Rafael
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Rafael

Parabéns ótimo artigo.

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

Em bom momento esse assunto!

Parece que a fé na renda fixa desapareceu, o entusiasmo de 2 anos atrás sumiu e ante à incerteza da renda variável faz parecer que juntar dinheiro saiu da moda de novo.

A renda fixa continua quase a msm de sempre (o juro real pouco mudou), comprar ações agora é bastante arriscado porque o mercado está em alta há um bom tempo e o crash há de vir a qualquer hora…situação complicada.

Países com suas dívidas em rota de explosão…só consigo ver cenário ruim pela frente, o que será ótimo para comprar ações tradicionais quando isso acontecer.

Caio
Visitante
Caio

Excelente artigo.
Já adquiri os livros e garanto que eles são tambem uma grande forma de melhorar o aprendizado. Para quem gosta de livros, existem outros artigos que tambem indicam bons livros.
Leandro, continue sendo uma chave para mudar a vida das pessoas.
Obrigado

Guilherme Santana
Visitante
Guilherme Santana

Oi, Leandro.

Concordo bastante com os aspectos comportamentais de buscar uma vida mais consciente com relação ao consumo e ao aperfeiçoamento pessoal. Essa atitude perante a vida nos vivifica e é muito gratificante no longo prazo.

Só discordo com o ponto inicial do artigo de girar patrimônio em buscar de pretensas “oportunidades” no mercado. Por filosofia, acredito que, para o pequeno investidor, é mais produtivo e eficaz acumular paulatinamente cada vez mais ativos de maneira diversificada (renda fixa, ações, fundos imobiliários, moedas, imóveis etc) sem a necessidade de realizar lucros, pagando comissões, taxas e impostos.

Essa atitude de girar, mesmo que sobrevenham lucros, pode ser desgastante mentalmente ao investidor, deixando de aproveitar outras áreas tão ou até mais importantes da vida, como a família, o trabalho, a saúde e lazer.

Eu consumia bastante informação e aprendi a identificar algumas oportunidades, mas vi que, para mim, era apenas uma ilusão e costumava me estressar um pouco ao acompanhar o mercado.

Passei a evoluir muito mais me dedicando a fatores que eu posso controlar nessa equação do artigo: os aportes e o tempo (este, que é exponencial, ou seja, tem muito mais preponderância do que a rentabilidade, que não pode ser controlada pelo investidor).

Abraços.

Fredy Carius
Visitante
Fredy Carius

Parabéns Leandro, mais um ótimo artigo. Seu trabalho é sensacional, parabéns por todas as vidas que você mudou com seus ensinamentos.

DENIS HUMBERTO FRANCO
Visitante
DENIS HUMBERTO FRANCO

Como sempre, leitura leve e prazerosa. Sempre poupei, mas sem saber pra que, muito menos em cuidar do crescimento do dinheiro. Quando cheguei aqui, há cerca de dois anos, não sabia nem o que era inflação. Hoje consigo vislumbrar o futuro de forma consistente investindo em diversas modalidades. Ainda estou aprendendo a lhe dar com o presente (por ficar obssecado nisso), mas estudando estou evoluindo. Obrigado Leandro. Você é um grande influenciador de idéia positivas. Continue assim 🙂

Douglas
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Douglas

Mais um excelente artigo. É velha a máxima: quanto maior o risco, maior o retorno. Ofereceram-me um caminhão agregado em uma transportadora. Tal caminhão faz 10 viagens do ES aqui mesmo para o Sudeste. Com isso é possível obter um rendimento bruto de R$ 21.000,00. Descontado o salário do motorista, diesel, depreciação, seguro, peças, etc., sobra em torno de R$ 4.200,00. O caminhão está à venda por R$ 75.000,00. Logo, um retorno sobre o investimento de 5,6% a.m (o que a poupança dá em um ano!). Muitas pessoas, inclusive meus familiares, dizem que é muito arriscado, que tem que confiar em motorista, que o caminhão dá problema direto, entre outras mais. Confesso que também fico com medo, apesar de revelar-se, matematicamente, um excelente investimento. O maior gargalo talvez seja o motorista. Mas fico a pensar: e as empresas de ônibus? Será que todos os motoristas são de extrema confiança do dono (acionistas)? Claro que não! O que faria em meu lugar? Abraço e continue com estes belos artigos.

Bruno
Visitante
Bruno

Já estava ansioso para consumir mais conteúdos como esse…Muito bom parabéns Leandro! Ah estou usando o app que você indicou a algumas postagens atras o 12min realmente é muito bom, gosto de fazer a leitura e ouvir o audio ao mesmo tempo e tive a impressão de absolver o conteúdo mais facilmente… Fiquei com uma sugestão na cabeça pra te dar… seria muito legal ver um dos seus posts nesse formato audio/texto ou em video!

Bruno
Visitante
Bruno

absorver*

Adriano
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Adriano

Oi Leandro, conforme sua resposta ao João Paulo Borges, estou fazendo o comentado . Poupei bastante na crise e no meio do ano passado aproveitei uma oportunidade comprando metade da participação de um salão de beleza.Investi quase tudo nessa empreitada. Sinceramente até o momento não sei se fiz a coisa certa, estou me deparando com um mundo novo do empreendedorismo. Muita burocracia, muitos impostos, muita pegadinha das empresas de cartão, muitos contatos a fazer quase que diariamente com marketing, fornecedores, contadores etc… Mas espero que isso me faça crescer profissionalmente e aumente minha fatia de aplicação mensal.
Parabéns mais uma vez pelo post. Você tem meu respeito!

veronica
Visitante
veronica

Leandro, como você conseguiu chegar no valor de 10,96% ao ano no trecho “cairia de 12,73% para 10,96% ao ano… ”
Fiz algumas contas e não chego no mesmo valor. Obrigada

Robson
Visitante
Robson

Leandro, parabéns pelo excelente trabalho. Já acompanho seus textos há alguns anos e minha vida financeira mudou bastante em função disso, principalmente, em relação ao aumento das rentabilidades. Sua série sobre aposentadoria em risco foi ideal para que eu assumisse definitivamente o compromisso comigo mesmo de não deixar nas mãos do governo minha condição de vida na velhice. Indico a todos os meus amigos. Essas reflexões já estavam em minha mente e seus textos estão diretamente envolvidos. Parabéns novamente. Torço para que continue esse belo trabalho. Um abraço.

Fabio Marcos Frasão
Visitante
Fabio Marcos Frasão

Leandro . O Melhor post dos últimos tempos. Simplesmente isso.
Já transmito para uma colega vítima do consumo desnecessário. Quem sabe ela será uma alma salva daqui a três anos…

Marcelo
Visitante
Marcelo

Parabéns Pelo artigo Leandro.

Comecei a poupar parte do meu salário faz quase 1 ano e felizmente estou abandonando a vida de consumista para poupador. Acredito que ainda tenho muito que aprender, mas estou preso à Caderneta de Poupança. Reconheço que estou perdendo dinheiro aplicando na poupança, porém, o simples fato de estar poupando já me deixa muito feliz. Estou com quase R$ 50.000,00 e me considero de perfil conservador. É recomendável aplicar todo esse dinheiro no Tesouro ? Quais papeis.. ? Não tenho pressa para sacar e posso fazer aportes mensais de aproximadamente R$ 3.500 a R$4.000.

Paulo
Visitante
Paulo

Texto muito bom, Leandro. Na verdade, não só os textos, mas também os comentários que você deixa para as pessoas.

Parabéns, mesmo!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Há também a pressão social ao consumo, como se não bastasse a mídia e o sistema te empurrando ao abismo, poupadores comumente são tachados de sovinas e mesquinhos por conhecidos ou familiares. Quem se importar muito com a opinião dos outros, terá muita dor de cabeça para fazer poupança e enriquecer no longo prazo. Conheço amigos que são literalmente torturados pelas esposas, pois ciclano ou fulano, gastadores inveterados, são melhores maridos ou pais.

Por outro lado, ficar fechado à criticas também é perigoso, algumas pessoas podem cultivar comportamento obsessivo relacionado à poupança e acabam sim, virando verdadeiros mãos de vaca. O segredo seria manter o equilíbrio entre fazer poupança e consumo responsável, mas não é fácil como parece, senão todo mundo seria rico e feliz. Resumidamente, uma mente equilibrada e educada, inevitavelmente chegará aos seus objetivos. Forte Abraço.

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Leandro, chamou-me a atenção a taxa de juros que o TD está oferecendo no Título Prefixado 2025: 9,82% a.a. (21.02.018).

Considerando a Taxa SELIC desta data e o IPCA neste momento, o título Prefixado parece-me ser a melhor opção para investir em TD hoje. Claro que tudo pode mudar nos próximos 7 anos…

Mas o título mais procurado é o Tesouro Selic. Esse movimento não seria de cautela, aguardando momentos melhores para investir nos títulos atrelados à inflação?

Abraço.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Leandro, mais um excelente artigo para ser lido e relido muitas vezes! Parabéns pelo lindo trabalho que vc faz e pelo serviço que presta para melhorar a edução e entendimento do tema. Tenho compartilhado seus textos e torço pelo seu contínuo sucesso!
E estou matriculado no curso de resistencia que super recomendo!
Grande abraço,

Leandro
Visitante
Leandro

Bom dia Leandro.

Parabéns pelo excelente artigo, como sempre muito lucido e preciso em suas colocações.

Gostaria de saber se você pretende escrever um novo livro sobre investimentos em renda variável, voltado para o publico leigo nesse assunto, mas que esta buscando novos meios para não ficar somente estagnado na renda fixa. Não tenho certeza se os seus livros atuais abrangem esse conhecimento, caso já o façam por favor me corrija.

Um abraço, e mais uma vez parabéns pelo excelente conteúdo do site.

Jefferson Trindade
Visitante
Jefferson Trindade

Leandro, Muito obrigado por mais essa belíssima aula, dentre as dezenas, talvez centenas de artigos escritos por você e lidos por mim, posso garantir que esses foram um dos mais importantes. Muito obrigado, que Deus continue te iluminando para manter essa disciplina em compartilhar esse material tão valioso. Forte abraço!

Sebastião
Visitante
Sebastião

Boa tarde! Já andei vários sites de investimentos e educação financeira, mas esse aqui é com toda certeza o melhor e mais isento! Não é à toa que sou assinante! Primeiro para ter acesso ao ótimo conteúdo; segundo, para incentivar essa maravilhosa iniciativa do nosso brilhante LEANDRO ÁVILA!

Silvana
Visitante
Silvana

Boa tarde Profº Leandro. Você sempre nos surpreendendo com mais um excelente artigo. Participei do seu Curso Resistencia, e está
sendo de grande valia na minha. Gratidão Leandro.

Dejair
Visitante
Dejair

Irretocável! Parabéns!

Anderson Oliveira
Visitante
Anderson Oliveira

Leandro, pode me ajudar a entender o que tem acontecido?
Sempre ouvi que o Tesouro Direto rende mais do que a poupança, mesmo o Tesouro Selic. Ocorre que, depois de alguns anos investindo no TD, resolvi acompanhar o rendimento diário de um aporte de 05/1/2018. No dia 31 de aplicação, a rentabilidade bruta acumulada era de 0,35% e a líquida 0,25% (enquanto que a poupança rendeu 0,38% “líquido” no mesmo período). Nesse cenário, a aplicação no Tesouro Selic só se equiparou à poupança no dia 46 de aplicação. Ou seja, 3 meses de investimento no Tesouro Selic vai render o mesmo que 2 meses de investimento na poupança. O que está acontecendo?

Paulo Gualberto
Visitante
Paulo Gualberto

Ótimas reflexões e o artigo também. Desde quando li o primeiro dos seus livros até o momento que me encontro hoje posso ver uma grande evolução, e não quero ficar parado aqui não, pois quero sempre estar aprendendo mais.

Alexsandro S Santana
Visitante
Alexsandro S Santana

Parabéns Leandro por mais um artigo excelente! Já que comentaram se você iria escrever um livro sobre renda variável vou fazer uma pergunta dentro desse assunto: tem planos de escrever artigos sobre renda váriavel, sobretudo em relação a ações. Confesso que ando muito interessado pelo assunto e como já foi falado a renda fixa cada vez mais está menos atrativa e tenho procurado ler bastante sobre o mercado de ações com foco na analise fundamentalista, sempre no longo prazo. Gostaria muito de vê-lo escrever sobre esse assunto, somar seu conhecimento, sua isenção e sua ética tenho certeza que resultará em um ótimo artigo.

Rhayan
Visitante
Rhayan

Todo o conteúdo do artigo com informação de anos de estudo de leitura agradável, parabéns por disponibilizar gratuitamente. como sempre os comentários do Leandro e tao bom quanto o artigo. Recomendo os livros muito boa a leitura para quem quer entender sobre finanças compre sem medo. o curso de resistência segue o mesmo modelo do blog cada aula e uma nova realidade que nos faz refletir para evoluir. vlz Leandro sempre me surpreendendo.

edmilson
Visitante
edmilson

Leandro boa noite. através de suas dicas consegui me educar financeiramente. paguei minhas dividas, e agora estou com uma sobra de R$ 3.000.00 mensais onde devo investir?

Ênia Maria de Souza
Visitante
Ênia Maria de Souza

Olá. Estou acompanhando o clube dos poupadores há mais ou menos dois anos e já percebo impactos significativos no meu modo de entender e lidar com o meu dinheiro. Tenho indicado o site para diversas pessoas (colegas servidores e clientes) pois sou servidora pública e empreendedora na área de jardinagem. É preciso estudar muito e ser extremamente perseverante para empreender no Brasil. A minha caminhada tem 10 anos e comecei pensando na minha aposentadoria. Sugiro a leitura de O segredo de Luisa de Fernando Dolabela

Juca
Visitante
Juca

O duro é esperar esses todos pra dobrar, mas vale a pena.

Wilson
Visitante
Wilson

Formula da riqueza que liberta ou escraviza = Juros compostos: quem entende, ganha. Quem não
entende, paga.
Obrigado leandro por mais um belo texto

Antonio Raimundo de Oliveira
Visitante
Antonio Raimundo de Oliveira

Boa Noite Leandro Ávila.Parabéns pelo artigo.Muito esclarecedor,sobretudo para os mais jovens que estão começado sua vida financeira e que precisam se planejar para o futuro.
A propósito de aumentar a renda através do esforço no trabalho com horas extras.Como você bem disse : acaba com sua juventude e não valoriza sua hora trabalhada por falta de aperfeiçoamento .Esse ponto me fez retornar ao ano de 1969.Como trabalhava doze horas por noite e me encontrava carente de conhecimentos,passei a estudar por correspondência sob a luz de poste durante a noite,quando isso me permitia.Tinha nessa época um colega de trabalho que revesava comigo no trabalho.Eu preferia estudar nos meus livros e ele preferia fazer mais e mais horas extras.Eu alertava ele para as consequências que ele teria no futuro se continuasse pensando assim.Bom,passaram se os anos e o meu salário mensal era equivalente a cerca de um ano de seu trabalho.
Bom, essa é uma historia real que comprova o que você disse em seu texto.É muito mais produtivo o investimento em conhecimento e no aperfeiçoamento profissional do que investir mais e mais em horas extras.Que além de causar canseiras e estresses,não trás bons resultados no futuro.

Um Grande Abraço

Laura Cardoso Baptista
Visitante
Laura Cardoso Baptista

Que texto!! Parabéns!
Sem dúvida, um dos seus melhores e um dos melhores de todos os que já li sobre “educação” financeira. Creio que foi Exupéry quem disse: “Se você quer construir um navio, não chame as pessoas para juntar madeira ou atribua-lhes tarefas e trabalho, mas sim ensine-as a desejar a infinita imensidão do oceano.” Seus textos, Leandro, são como esse vislumbre do oceano, motivando-nos a construir os nossos “navios”.

Marcelo Williams
Visitante
Marcelo Williams

Já estava preocupado com a demora! Sei que deve estar muito atarefado. Obrigado por mais um excelente artigo.

Obs.: fiquei impressionado com a quantidade de leitores com o nome Marcelo! rs

Tiago
Visitante
Tiago

Olá Leandro,

Arquivo de grande qualidade.

Muitas das vezes fico me perguntando, Porque não aprender esses assuntos
no ensino fundamental e transcorrer para o ensino médio?
Acredito que diante de tanto tempo desperdiçado aprendendo coisas que jamais
iremos usar, poderia mudar a grade curricular e focar cada vez mais nessa situação.

Finanças vamos carregar para a vida toda, desde o berçário até o último dia de nossa vida.
Quem é equilibrado vivera melhor, aproveitara melhor as oportunidades.

Podemos desvendar tantas coisas diante do aprendizado sobre finanças.

Enriquecer é buscar constantemente superar os próprios desafios.
O enriquecimento tem que ser por completo, em todos os aspectos de nossa vida.

Financeiro, pessoal, profissional, familiar, o equilíbrio é o melhor enriquecimento que podemos
ter.

Não podemos contar com a sorte, temos que fazer a nossa lição de casa, buscar..buscar…buscar conhecimentos.

Grande abraço, sucesso sempre Leandro.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Você chegou a uma interessantíssima conclusão: o MEC não tem compromisso com seu bem-estar, e ele é mais uma instituição desenhada com um aparente bom propósito, mas que no final das contas serve para algo muito diferente.

Tente se imaginar como um Rei medieval: vc gostaria que seus súditos fossem conscientes da importância do seu trabalho, fossem comedidos na hora de consumir, não trabalhassem intensamente ao saber que aquilo prejudica seus corpos e mentes no longo prazo, entendessem as regras tributárias que vc impõe a eles, discutissem sobre formas de construir um mundo melhor que inevitavelmente levariam à conclusão de que você nada mais é do que parasita das atividades produtivas deles?

É muito mais racional vc coaptar religiosos para reafirmarem sua “posição divina real”, criar centros educacionais que treinem súditos a executarem apenas serviços que te interessam, negociar um parte do poder/espólio com as nobrezas locais para evitar rebeliões, amendrontar e estimular comportamentos coletivistas dos súditos (que incluem sacrifícios pessoais) ao incitar a constante ameaça de um inimigo externo, manter o monopólio da força e justiça para garantir que seus interesses jamais serão contrariados independente de serem éticos ou não (poder matar inimigos e reprimir qualquer movimento/ideia que ameace seu reinado).

Se vc consegue se imaginar nessa posição, pode fazer a mudança de contexto e dos atores para a idade moderna/pós-moderna e entender melhor nosso complexo mundo.

Ewerton
Visitante
Ewerton

Interessante esse artigo, pois demonstra como multiplicar o patrimônio com risco praticamente 0, num mesmo período que levaria para se obter boa rentabilidade na bolsa com ações tradicionais. Parabéns.

Henrique Pires
Visitante
Henrique Pires

Bom dia,
Primeiramente gostaria de agradecer por todo o excelente material que disponibiliza de forma gratuita para nós.
Há algum tempo quero escrever esse agradecimento e de certa forma um testemunho como forma sincera de agradecimento para expressar a maneira tão importante que o conteúdo oferecido pelo Clube do Poupadores tem transformado minha vida financeira. Comecei a acompanhar as postagens por volta de agosto/2017, o que me fez abrir os olhos para grandes erros que sempre cometi em minha vida e sempre achando que aquele era o caminho normal a ser seguido, como por exemplo endividamento para compras, financiamentos para veículos, etc. Tenho 30 anos, sou formado em Administração e tenho 10 anos de experiência no mercado de previdência complementar. Veja que minha formação acadêmica e até mesmo minha área de atuação me permitiriam abrir os olhos para a forma ingênua que conduzia minha vida financeira, mas as vezes precisamos de algum empurrão para abrirmos os olhos para coisas óbvias em nossas vidas.
Me deparei com uma situação que atualmente acho ilógica, tinha um carro de valor elevado que consequentemente me “sufocava” quanto aos custos de manutenção, consumo, impostos e seguro, mas ao mesmo tempo tinha empréstimos com valores tão altos quanto o valor do bem mencionado. Quando parei para calcular e cheguei a conclusão que em 3 anos teria desperdiçado uns 12 mil reais em juros, ou seja, desperdiçado um pouco da minha vitalidade e força de trabalho (que são finitos) a troco da manutenção de um mero bem material, não vi lógica alguma. Como resultado resolvi “reiniciar” minha vida financeira. Em janeiro vendi o carro, quitei meus empréstimos, aproveitei que estava com dinheiro em mãos fui à escola do meu filho negociei o pagamento de uma anuidade e consegui um desconto de 15%. Começo o ano sem dividas, sem ipva, seguro e outros gastos que todos conhecemos e que mesmo assim não nos preparamos para os mesmos. Atualmente estou sem carro mas com uma satisfação enorme, um bem estar pessoal tremendo pela simples tomada de decisão de quitar minhas dividas e controlar meus impulsos consumistas e prazeres momentâneos que refletiam diretamente na fatura mensal do cartão de crédito. Agora me sinto mais preparado para cuidar do meu futuro de forma mais estável e com alicerces fortes para continuar a desenvolver o plano que tracei para mim.
Concluo com meus sinceros agradecimentos e peço desculpa pela delonga.

Ney
Visitante
Ney

Como sempre, excelente texto!

Um abraço, Leandro.

Jordan Pedro
Visitante
Jordan Pedro

Parabéns pelo excelente trabalho Leandro.
Já li todos os livros que lançou e te considero a maior referência em educação financeira do Brasil.
Continue mudando vidas assim como mudou a minha há anos trás.

Abraço

Cirino
Visitante
Cirino

Mais um excelente artigo, parabéns Leandro.

Lucas
Visitante
Lucas

Oi. Tenho uma dúvida no tesouro prefixado com juros semestrais. Supomos que eu tenha 600.000 reais para investir no título que vence em 2029 com uma taxa de 9,96% a.a. Esses 600 mil são corrigidos mensalmente pela inflação, ou seja, consigo manter o poder de compra do dinheiro até o vencimento do título? Do contrário estes 600 mil serão corroídos pela inflação até 2029. Obrigado.

regis
Visitante
regis

Bom dia Leandro, tudo bom?
Desde que conheci esse blog, melhorei muito minha qualidade de vida. Hoje sai das dividas e consigo poupar mensalmente e ainda render com os juros. (atualmente tenho investido em cdbs prefixados por conta dos juros baixos no geral, mas penso em diversificar tambem com os atrelados ao ipca)
Porem tenho uma duvida! As açoes. No brasil ei tenho lido sobre dividendos e, ate onde li, elee valem muito pouco a pena, melhor mesmo -ao inves de receber os dividendos, buscar os juros do banco) . Dito isso, voce tem algum livro, ou artigo, ou mesmo se pode responder nesse comentario sua opiniao?
Muito obrigado por todo o conhecimento!

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Bolsa rende mais no curto prazo e renda fixa rende mais no longo prazo, logo, é interessante ter uma participação nos dois locais, porém com predominância na renda fixa (se o seu objetivo for independência financeira).

Eu estou no começo de construção do meu patrimônio (29 anos) e o os meus aportes são muitos superiores à rentabilidade do meus investimentos, entretanto, espero que isso vá se modificando no sentindo de que meus aportes sejam cada vez mais indiferentes ao montante e o rendimento se torne predominante.

Ainda nem invisto na Bolsa por me achar ignorante, mas não me parece um bom lugar para funcionar como reserva de valor, sendo que as empresas mais maduras e estáveis não conseguem ter crescimento tão expressivo porque eles já detém um share elevado/saturam os seus respectivos mercados, precisando de mais pessoas/mercados novos/absorver concorrentes para aumentar…isto é, a economia caminha em direção à estabilidade com o tempo e crescer é uma forma de instabilidade.

Por outro lado, investir em small caps é algo muito arriscado, impossível para eu estudar o nicho de atuação direitinho antes de investir, sendo que são as que mais crescem na fase ascendente e as que mais despencam na fase descendente dos ciclos econômicos, isto é, muito possivelmente você terá que sair delas em algum momento (ruins como reserva de valor) e isso gera uma preocupação constante.

Por isso não me estresso com a baixa rentabilidade da renda fixa…bolsa é corredora de 100 m rasos e renda fixa é maratonista, e dá para alcançar a presa tanto correndo muito rápido (mais arriscado) quanto correndo lentamente porém persistentemente, até a presa cansar.
Nesse contexto, empreender é caçar usando uma ferramenta (arco, lança ou rifle), que é muito mais efetivo porém demanda muito mais preparação/tecnologia/investimento/sacrifício próprio.

Ricardo
Visitante
Ricardo

João,

“Bolsa rende mais no curto prazo e renda fixa rende mais no longo prazo.”

Não é isso o que vários estudos dizem!
Está pensando como Trade.
Buy and Hold tem ganhos expressivos no longo prazo, vencendo muitas vezes qualquer investimento!

“Não me estresso com a baixa rentabilidade da renda fixa”. Sim isso mesmo, muito baixo por isso a longo prazo ela é danosa e nunca vai render mais do que ações.

O certo é sempre diversificar em diversos tipos de investimento.

Outra coisa “Bolsa por me achar ignorante, mas não me parece um bom lugar para funcionar como reserva de valor!

De modo bem simples, Reserva de Valor é uma reserva para te proteger de crises graves, aqui não importa rentabilidade, importa segurança.

Tudo que pode ter na Reserva de Valor: dollar físico; euro físico; ouro; BTC; joias, quadros, etc; imoveis e terras.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Lenadro,

É claro que existem outros pontos que tem que ser avaliados!
Mas o que quis dizer que no geral, fazendo o acompanhamento das ações etc, elas tendem a ser mais vantajosas a longo prazo!
O que salva o pequeno investidor sempre é a diversificação!

Alberto
Visitante
Alberto

Olá Leandro, que texto fantástico e completamente oportuno! Meu tio costumava dizer: “ O costume do cachimbo deixa a boca torta”. De fato, a falta de disciplina financeira e o consumo desmedido, causam um mal terrível entre a maioria das famílias no Brasil, o problema é que isso se torna um péssimo hábito que se propaga de geração em geração.

Souza
Visitante
Souza

Muito bom artigo Leandro, como sempre totalmente isento dos clichês dos educadores financeiros financeiros pela indústria.
Lembro-me de quando comprei seus livros sobre imóveis, naquela época tomei uma decisão que foi boa pra mim, de rasgar um contrato de financiamento imobiliário (não estou dizendo que toda compra é ruim, no meu caso seria). Investi em outras frentes e hoje além do meu emprego, estou iniciando um negócio como renda extra por ter um bom capital para isto, se tivesse entrado naquele financiamento, hoje estaria sem dinheiro, sem poupança e com uma dívida maior que meu imóvel alugado hoje (que é menos custoso e melhor que o que compraria). Paguei algo menos que 70 reais que me renderam milhares de reais. Isto ilustra muito bem o valor do investimento em conhecimento.

Aline Amaral
Visitante
Aline Amaral

Teoricamente, se você continuar estudando, adquirindo experiência, melhorando suas habilidades, sua hora trabalhada tende a se valorizar….

vejo isso com certo ceticismo na área médica… você pode ser excelente e os convênios lhe pagam uma mixaria…

Raphael
Visitante
Raphael

Aline Amaral, essa tendência de incremento de renda tem desacelerado desde a década de 70. Em geral, a produtividade das pessoas tem aumentado, mas os salários não acompanharam esse aumento. O que indica que vai chegar um ponto em que ser mais produtivo não garantirá maiores salários.

Caroline
Visitante
Caroline

Leandro, é sempre um prazer imenso ler seus textos! E a leitura dos comentários consegue ser ainda melhor! É impressionante como você consegue transmitir de forma clara e lúcida assuntos tão complexos. Leio seus artigos há cerca de 2 anos e é a primeira vez que escrevo um post. Quando comecei a leitura estava na fase de especialização na minha carreira, ainda bolsista, e com muito pouco para investir. Entretanto, foi um tempo precioso para aprender sobre educação financeira e montar estratégias para quando começasse a ter renda. Em 1 ano trabalhando já na minha especialidade os investimentos vão de vento em popa e espero em 7 a 10 anos atingir minha independência financeira, quando estarei por volta dos 40 anos de idade. Obrigada pelo teu belo trabalho e pela preocupação com o ensino consciente em educação financeira, que transcende a barreira apenas econômica e afeta, diretamente, nossa inteligência emocional. Eu acredito sim que as pessoas verdadeiramente felizes são aquelas que alcançam um equilíbrio entre a inteligência emocional, financeira, saúde física e carreira profissional. Esse equilíbrio não é nada fácil, mas é uma luta desafiadora que faz a vida ter todo o sentido em sua plenitude.
Obrigada, mais uma vez, por colaborar positivamente na minha vida (e na vida de muitos leitores).
Grande abraço!

Iara
Visitante
Iara

Leandro, existe uma lógica para a utilização do número 72 na “Regra do 72”?

Robson
Visitante
Robson

Obrigado pelo artigo, eu estava precisando de força =D veio na hora certa!
Vou continuar na caminha e não esquecer do meu objetivo principal.

Rosa
Visitante
Rosa

Boa noite Leandro
Parabéns por mais este artigo bastante esclarecedor
Obrigada por compartilhar seus conhecimentos
Gostaria de saber se vc pode me ajudar: que estudo devo fazer para saber se é melhor deixar o dinheiro aplicado numa corretora ou sacar este dinheiro para comprar imóvel comercial para ter renda de aluguel
O dinheiro aplicado gera uma renda líquida de 6,75%a.a, enquanto o imóvel geraria uma renda de 5,6%a.a
Obrigada por me ajudar

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