Evite Empréstimos para Funcionários Públicos

Você já ouviu falar da “Maldição Financeira do Funcionário Público”? O ciclo cruel dessa maldição explica a dívida de R$ 169,2 bilhões que todos os servidores públicos possuem em bancos e financeiras do país. Isso é quase 10 vezes mais que a dívida dos funcionários das empresas privadas nesta mesma modalidade de crédito.

Todos os problemas financeiros dos servidores públicos começam antes mesmo da aprovação no concurso. No vídeo abaixo você verá respostas para a pergunta: “O que você vai fazer quando passar no concurso público?”


Vou listar aqui as respostas mais comuns

  • Abrir uma empresa;
  • Viajar pelo mundo;
  • Comprar carro;
  • Comprar apartamento;
  • Comprar casa de praia;
  • Comprar sítio.

Concurso público não garante prosperidade financeiro:

Quem assiste o vídeo acima percebe que existe uma confusão entre passar em concurso público e ganhar na Mega-Sena. Infelizmente os novatos acreditam que ao serem aprovados terão uma prosperidade financeira automática e garantida. A realidade mostra o contrário. Passar em um concurso público pode significar o início de inúmeros problemas financeiros.

A grande verdade é que sem educação financeira, não adianta passar em concurso público e muito menos ganhar na loteria. Problemas financeiros, na maioria das vezes, não são gerados por falta de dinheiro, mas por falta de educação financeira Veja vários exemplos de pessoas que ganharam muito dinheiro e que por falta de educação financeira só tiveram problemas na vida.

Estabilidade e independência financeira dependem da maneira como você irá gastar, poupar e investir o seu salário de servidor público e não de quanto você irá ganhar por mês. É fácil perceber que os concurseiros do vídeo estão com crenças erradas. A maneira como pensam sobre dinheiro, trabalho e consumo é a base para o início da Maldição Financeira do Servidor Público. Veja como funciona:

A maldição financeira:

Todo problema começa logo depois que o novo servidor público toma posse. Ele será obrigado a abrir uma conta bancária em um banco indicado pela instituição pública onde irá trabalhar. É através desta conta que o servidor receberá seu salário. Os servidores públicos são clientes altamente disputados pelos bancos e pelas financeiras. Infelizmente é uma das categorias que mais se endividam e alimentam os lucros dos bancos.

Após a abertura da conta, o banco não perderá tempo. Ele oferecerá crédito consignado com prestações mensais descontadas do salário do servidor automaticamente. Essas prestações podem comprometer até 35% do salário do servidor. O banco também oferece cartão de crédito, cheque especial e dinheiro para comprar veículos e imóveis financiados. Tudo isso é oferecido com muita estratégia de venda e de marketing para seduzir e convencer o servidor a antecipar todos os seus sonhos utilizando o dinheiro do banco. A justificativa para esta antecipação é a estabilidade do emprego público.

Caindo em tentação:

São raros os servidores públicos que conseguem escapar da tentação de começar na profissão com um carro zero km financiado, um apartamento financiado, uma casa de veraneio e uma maravilhosa viagem parcelada em muitas vezes para curtir nas primeiras férias.

A influência dos colegas de trabalho afeta até aqueles que pretendem poupar e investir o próprio dinheiro para realizar esses sonhos de forma planejada, sem pagar juros e taxas para bancos e financeiras. Quem deseja poupar pode enfrentar dificuldades para se socializar com colegas que possuem uma postura diferente diante da poupança e das dívidas.

É difícil ter paciência fazendo o sacrifício de poupar enquanto seus colegas estão vivendo com um elevado padrão de vida através do acúmulo de dívidas que fazem as pessoas se sentirem ricas quando na verdade estão pobres e endividadas.

Crédito Consignado não é oportunidade:

Toda a maldição começa no crédito consignado. Como as instituições financeiras podem retirar as prestações do salário do servidor de uma forma automática, o risco de inadimplência é quase nulo. Isso resulta em taxas de juros mais baixas. O servidor público faz comparações entre as taxas que possui acesso e as taxas que tinha antes de ser servidor público.

Infelizmente essa comparação faz o servidor acreditar que está diante de uma oportunidade que precisa ser aproveitada. Ele não percebe que uma oportunidade boa seria poupando e investindo o próprio dinheiro para ganhar juros sobre juros e depois fazer sua compra planejada. Ele prefere comprar imediatamente para “aproveitar” as taxas de juros reduzidas e assim se comportar como todos os seus outros amigos servidores públicos.

O resultado disso é que através do crédito consignado o servidor público acaba comprometendo até 35% da sua renda mensal (fonte). Agora o servidor precisa se adaptar com uma vida limitada em 65% da sua renda.

Cheque especial e cartão de crédito agravam o problema:

Alguns servidores vão perceber que podem aumentar a renda através do cheque especial e cartão de crédito. Aqui a situação começa a ficar grave. Todos os bancos oferecem cartões de crédito para servidores públicos com grande facilidade. O servidor começa a abrir contas em outros bancos e a pedir todo tipo de cartão de crédito, cartões de lojas e de financeiras.

Muitas vezes a renda do servidor já estava comprometida com o pagamento de prestações de imóveis financiados que também podem comprometer até 30% da renda familiar. Neste caso, você já começa a comprometer a renda do seu cônjuge. O mesmo vale para o financiamento de veículos.

Dificilmente alguém consegue passar mais de um ano sem quebrar diante das dívidas cumuladas em cartões de crédito e cheque especial. Os juros no cartão de crédito já estão próximos de 450% ao ano (fonte). Isso significa que uma dívida atrasada no cartão de crédito pode ficar 5,5 vezes maior em apenas 1 ano. Os juros do cheque especial são os maiores já registrados nos últimos 22 anos (fonte) e a sua dívida pode triplicar de tamanho em apenas 12 meses.

Quando a dívida se torna quase impagável os bancos chamam os servidores e oferecem a quitação de todas as dívidas através de um empréstimo pessoal ou CDC (Crédito Direto ao Consumidor). A dívida fica consolidada com valores muito elevados. As parcelas são debitadas na conta corrente automaticamente. O servidor público agora está diante de uma dívida que vai demorar muitos anos para ser paga.

Pesadelo financeiro do funcionário público:

Você pode verificar nessa reportagem, que quando dividimos a dívida de todos os servidores públicos (somente com o crédito consignado) concluímos que cada um dos 11,2 milhões de servidores estão devendo em média R$ 15 mil cada um. Isso equivale a metade do salário de um Ministro do STF. O problema é que o salário médio dos servidores é de R$ 2,9 mil mensais.

A reportagem mostra o exemplo de um funcionário da Secretaria da Fazenda que representa o drama dos servidores. Ele precisa viver com metade da sua renda, já que a outra metade está comprometida com o pagamento de dívidas. Dos R$ 7.8 mil que recebe brutos ele tem R$ 3,8 mil descontados mensalmente para pagar as dívidas com o banco. Sobram R$ 4 mil. Segundo ele, pedir um empréstimo no banco para quitar a dívida do cartão de crédito não resolveu seu problema.

Já a situação do bombeiro militar (dessa outra reportagem) é muito pior. Ele já tentou o suicídio duas vezes por não conseguir encontrar solução para o seu endividamento. Vale lembrar que suicídio não paga dívida e a situação da família fica muito pior. Pai de três filhos, o segundo sargento da corporação começou a ter problemas há 15 anos, ao pedir o primeiro empréstimo. Isso mostra que os problemas da falta de educação financeira se arrastam e crescem como uma bola de neve.

Hoje, o bombeiro, que recebe R$ 9 mil brutos (R$ 7,5 mil líquidos) deve R$ 145 mil ao BRB (Banco de Brasília). Ele já estava há seis meses sem receber salário, já que as instituições financeiras descontam os juros, taxas e a amortização da dívida direto na conta do servidor. Os filhos saíram da escola e o proprietário do imóvel onde mora está pedindo a devolução do mesmo por atraso no pagamento dos aluguéis. O bombeiro só não passa fome por receber ajuda das pessoas. Essa realidade do bombeiro é a realidade de outros 1300 funcionários públicos, somente do governo do Distrito Federal, que estão com 100% dos salários comprometidos com o pagamento de dívidas. Outros 5000 estão com até 60% do salário comprometido.

Este mesmo problema atinge servidores públicos de todo Brasil. Em várias categorias os salários estão com reajustes congelados. A inflação aumenta as despesas dos servidores por reduzir o poder de compra do dinheiro. O tempo vai agravando a situação até o momento em que você precisa tomar a decisão entre comer ou pagar juros das dívidas.

Não existe dívida boa no consumismo:

Passar em concursos públicos e ter uma renda maior não significa ter prosperidade, segurança e independência financeira. Os números mostram que a estabilidade no emprego acaba gerando acomodação, descontrole e sérios problemas financeiros. Basta observar que a cidade brasileira com a maior renda familiar (por ter muitos funcionários públicos) é a que possui mais famílias endividadas (veja a reportagem). É possível perceber na matéria que as pessoas entendem dívidas que podem ser pagas em dia como dívidas boas. Não existe dívida boa para comprar roupas, eletrônicos, lanchas e casas de praia (mostradas na matéria).

Dívida boa é quando você é empreendedor e faz um investimento na empresa que vai gerar lucros maiores que os juros pagos aos bancos. Um exemplo seria a compra de um equipamento utilizado para aumentar a produção e o lucro da empresa. Outro exemplo seria a dívida para investir na sua educação que irá resultar no aumento do seu salário.

Todas as demais formas de dívidas são ruins, mesmo quando você tem dinheiro para pagar as prestações. Você sempre estará comprometendo a sua renda futura com o pagamento de juros (mesmo quando os juros estão embutidos). As pessoas vão pagar juros sobre juros para comprar bens de luxo e de lazer que elas poderiam adquirir de uma forma saudável através da poupança e do investimento que permite ganhar juros sobre juros.

Vou publicar aqui uma passagem retirada do livro “Pai Rico Pai Pobre” do Robert Kiyosaki:

Um luxo verdadeiro é uma recompensa por ter investido e desenvolvido uma coluna de ativos (uma carteira de ativos). Por exemplo, quando minha mulher e eu auferimos uma renda maior com nossos apartamentos, ela comprou sua Mercedes. Ela não fez nenhum trabalho extra, ou arriscou sua parte, porque os imóveis compraram o carro. Contudo, ela teve que esperar durante quatro anos enquanto o portfólio de imóveis crescia e finalmente começou a gerar suficiente renda extra para pagar o carro. Mas o luxo, o Mercedes, foi uma verdadeira recompensa: ela provou que sabia como aumentar sua coluna de ativos. Esse carro significa muito mais para ela do que apenas outro carro bonito. Significa que utilizou sua inteligência financeira para adquiri-lo.

O que muita gente faz é comprar compulsivamente um carro ou outro bem de luxo a crédito (através de financiamentos). Podem estar se sentindo entediadas e desejam apenas um brinquedo novo. Comprar um luxo a crédito leva alguém, mais cedo ou mais tarde, a se ressentir desse luxo, porque o endividamento se torna um ônus financeiro (é o que está acontecendo hoje com muitos brasileiros). Depois que você dedicou seu tempo e investiu em seus negócios, está pronto para acrescentar o toque mágico – o maior segredo dos ricos. O segredo que põe os ricos muito à frente da multidão. A recompensa no fim da estrada por ter dedicado diligentemente seu tempo para cuidar de seus negócios. – Livro Pai Rico Pai Pobre de Robert Kiyosaki.

Alerta aos servidores:

Quase metade dos leitores do Clube dos Poupadores é composta por servidores públicos. Descobri isso através de uma pesquisa que fiz entre nossos leitores no ano passado. Essa pesquisa do IBGE explica o motivo. Servidores públicos são ao mesmo tempo os que mais poupam e os que mais acumulam dívidas. Enquanto uns poupam muito, outros servidores se endividam muito.

Se você é servidor, tome cuidado para não cair na maldição financeira dos servidores públicos. Funcionários da iniciativa privada sabem que podem ser demitidos a qualquer momento. Eles precisam ter uma boa reserva financeira para que possam viver até encontrarem um novo emprego. Profissionais liberais e empreendedores possuem uma renda mensal variável que depende das vendas e dos serviços prestados. Por este motivo precisam ter reservas para superar a queda nas vendas, imprevistos, crises e as sazonalidades do negócio.

O servidor público também precisa ter uma reserva de emergência para não depender do dinheiro dos outros (créditos consignados, cartões e empréstimos). Não faz nenhum sentido passar no concurso público, ter uma boa renda mensal, ter um emprego estável e por conta disso se transformar em um escravo do sistema financeiro. Quando você começa a trabalhar só para pagar juros de dívidas impagáveis, você se torna escravo do sistema.

Na antiguidade, o maior medo dos plebeus (agricultores, artesãos e comerciantes) era acumular dívidas e impostos atrasados até serem literalmente escravizados pelos seus credores. Naquele tempo as pessoas endividadas eram obrigadas a trabalhar sem receber nada em troca pelo resto da vida. Hoje a situação não é diferente, só que as pessoas não percebem que se tornam escravas quando passam a vida toda trabalhando para pagar juros e taxas.

Se você é novo no Clube dos Poupadores receba nossos artigos sobre educação financeira gratuitamente no seu e-mail todas as semanas. Para fazer seu cadastro gratuito visite: http://www.clubedospoupadores.com/assinatura

Dia da sorte...

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira depende de um tipo sorte. Descobri uma forma de aumentar essa sorte: quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira. Escrevi uma série de livros que vão ajudar você a aumentar esse tipo de "sorte" rapidamente:Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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Lucas Dominguez
Visitante
Lucas Dominguez

Saudações! Sou servidor público faz 5 anos e nunca sofri dos maus listados aí, no entanto, caí na armadilha do consórcio!

Guilherme
Visitante
Guilherme

Leandro, parabéns mais uma vez pelo ótimo texto!
Abraço

Maicon
Visitante
Maicon

Outra coisa que fico pensando é com relação a tão propalada “estabilidade”. Acreditar que por ser servidor público você nunca será exonerado pode ser tão ou até mais perigoso do que fazer empréstimos.

Ronilton
Visitante
Ronilton

Que artigo maravilhoso Leandro. Você é muito competente no que faz. Parabéns!

Nascimento
Visitante
Nascimento

Excelente artigo, se não um dos melhores. Estou servidor público e a tentação é realmente muito grande, mas é necessário ter pulso firme e pensar a longo prazo as consequências.

Raphael Martins
Visitante
Raphael Martins

Mais um artigo brilhante. Admiro sua sobriedade na abordagem dos assuntos.

Em minha família tenho um problema muito grave. Minha mãe é funcionária pública aposentada do Estado do Rio de Janeiro e como noticiado o Estado passa por grande dificuldades em honrar com o pagamento dos servidores. Minha mãe está com quase toda a renda comprometida com empréstimos consignados.

Já tentei por diversas vezes auxiliá-la em vender um imóvel que só gera despesas, pagar todas as contas, fazer uma reforma na casa em que mora e viver com seu salário livre de dívidas, porém ela se recusa. Seu lado emocional fala mais alto e não vende a casa por ter pertencido aos meus avós. Detalhe: A casa em que mora ainda está financiada. Com a venda deste imóvel sem uso, ela ainda conseguiria quitar o financiamento, mas a ideia de substituir sua “casa de praia” para várias idas à praia ao longo do ano não é o suficiente. Sua emoção não a permite se livrar das dívidas.

Parabéns e com este meu breve relato, gostaria de ajudar aos leitores do site.

Fred
Visitante
Fred

Olá Raphael,

Aqui no clube dos poupadores tem um artigo que aborda justamente o tema de ajudar quem não quer ser ajudado. Dê uma olhada.

http://www.clubedospoupadores.com/educacao-financeira/como-mudar-mentalidade.html

Resumindo, não tem como ajudar quem não quer ser ajudado. Foque no seu aprendizado e nas pessoas que estão realmente interessadas em serem ajudadas.

Ricardo Carvalho
Visitante
Ricardo Carvalho

Olá Leandro,

Acabei de ser aprovado em concurso público para a esfera municipal e confesso que nunca tinha ouvido falar em a “Maldição Financeira dos Servidores Públicos” rs. Mas independente de ser servidor ou não dívidas nunca fará ninguém prosperar na vida. Isso só fará que o trabalhador – seja do setor público ou privado – passe boa parte de sua vida pagando juros e mais juros para bancos, financeiras e aumentando a arrecadação dos Governos.

Os bancos adoram emprestar dinheiro e conceder financiamentos a servidores, justamente porque o risco de inadimplência para eles é muito menor. E quando o individuo é descontrolado, financeiramente falando, o que parece sorte – se endividar a juros “menores” – pode se tornar um tremendo revés.

Abraços.

Henrique
Visitante
Henrique

Rapaz… Se eu arrumasse um emprego público hoje eu cortaria pela metade ou menos meu plano de Independência Financeira. Mas confesso que se tivesse passado em um 15 anos atrás a história seria diferente.

Não cairia nessas armadilhas todas, mas talvez o custo de vida quase igualasse ao meu salário.

Isso só prova a importância dos pais (já que as escolas não o fazem) de passar a educação financeira para os filhos. Pelo menos eles não poderão dizer que ninguém os alertou.

Siliano
Visitante
Siliano

Caro Leandro Ávila, não poderia deixar de externar minha satisfação em ler seus artigos.
Na realidade comecei a entender e me interessar por Educação Financeira aqui com no clube dos poupadores. São artigos concisos e com uma riqueza nas palavras e informações incríveis. Parabéns pelo trabalho.

Rosiane
Visitante
Rosiane

Professor, excelente texto! Sou servidora pública e sei como as ofertas de crédito são fartas! Muitas vezes basta um simples toque no caixa eletronico e voce contrata empréstimos de valores consideráveis. Felizmente sempre tive o perfil de poupar, hábito adquirido com os meus pais. E cabe lembrar que a estabilidade e relativa, posto que hoje mesmo vários estados e municípios já estão parcelando/atrasando salários. Quem não se preparou , e ainda pior, tem empréstimos, vai sofrer muito nestes próximos anos de graves dificuldades economicas. Mas sempre é tempo de aprender, e seu site é excelente neste sentido. Parabéns.

Lucas Mendes
Visitante
Lucas Mendes

Tenho um exemplo desses na família.Infelizmente!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Muito bom artigo. Sou funcionário público e graças a minha educação de berço e aos conhecimentos com a leitura de artigos sobre educação financeira não pertenço a classe dos endividados, mas sim dos poupadores. Seu trabalha contribui muito para isso Leandro, parabéns. Sempre digo aos meus amigos que o problema não o quanto se ganha, mas o quanto se gasta. Conheço pessoas com patrimônio maior do que pessoas que possuem renda superior a elas.
Vi um novo produto na Easynvest, chamado COE, teria como você fazer algum artigo explicando esse novo produto?

Henrique
Visitante
Henrique

Marcelo, também vi esse produto. Pelo que entendi ele atrela a algum índice variável (dólar, bolsa…) e existe um limite (teto) de quanto aquilo pode variar. Baseado nisso tem algumas possíveis situações no prazo final estipulado (acho que 1 ano nos que vi):
– No pior caso, depois de 1 ano você resgata exatamente o que investiu. Perdendo a chance de ter rendido algo numa renda fixa por exemplo). Isso ocorre se o índice terminar menor do que começou.
– Quando o índice fica variando entre o inicial e o teto, sem passar este em momento nenhum, a rentabilidade será a do índice no final do prazo. Nessa situação pode ocorrer o melhor caso: você lucrar o máximo.
– E um caso intermediário é, o índice terminar acima do mínimo, mas em algum momento ter ultrapassado o teto. Neste caso a rentabilidade será uma taxa fixa (pré fixado).

Eu achei um produto bem interessante para os conservadores. Investir em algo atrelado em renda variável sem o risco de terminar com menos do que investiu. Tendo “apenas” o custo de oportunidade de ter escolhido outro investimento.

Wagner Cateb
Visitante

Uma observação, Leandro: ao falar de 14% de renda fixa “e ainda” perder o poder de compra do dinheiro, inflação de 10%, fica parecendo que as duas coisas se somam. Na verdade, o que se perde é o custo de oportunidade de 14% nominal (ou 3,6% real) ou, sendo mais conservador, pelo menos o poder de compra, que deflacionando os 10% dá uma perda real de pouco mais de 9%.

Marcelo
Visitante
Marcelo

Leandro, compensa fazer a quitação antecipada de consórcio?

André Oliveira
Visitante
André Oliveira

Contraí essa maldição do financiamento amigável. No contrato diz 7,7 a.a. mais TR.

Depois de 4 anos pagando o que começou com R$1.200,00 por mês em parcelas decrescentes nunca caiu até menos do que R$1.100,00 pois a Taxa Referencial sempre sobre as parcelas, e assim aquela esperança de que as taxas seriam fixas é enganação. O leigo é induzido ao erro.

O que seria gasto com juros seriam 4 ou 5 vezes o que foi emprestado.

Para quitar a dívida estou juntando o máximo que posso, e vou dando “bolões” de dinheiro para amortizar diretamente na dívida, evitando a cobrança futura de mais juros (900 reais a.m.) e taxas (quase 100a.m.).

E o banco ainda não gosta disso, faz vista grossa se os balões forem abaixo de 10 mil reais.

Finalizando, relato minha experiencia com um colega de trabalho. Somos servidores públicos. Começamos em 2010, nos dois sem dinheiro algum. Agora em 2016 eu estou com uma dívida de 90 mil reais (finan.) e meu amigo com 150 mil em dinheiro no banco.

Alessandra
Visitante
Alessandra

Olá, Leandro.
Ótimo artigo, como sempre. A realidade é essa. A maioria dos servidores não tem qualquer reserva para emergências. Acho que isso acontece em função da estabilidade, porque acham que nunca vão precisar. E muitos foram pegos de surpresa com a crise nos Estados, ficando sem salário em dia ou até com ele parcelado.
No RJ, por exemplo, as dívidas com empréstimos consignados contraídas por servidores aposentados e por pensionistas do Estado rendeu a criação da Escola de Educação Financeira, que hoje atende gratuitamente a qualquer cidadão por meio de palestras e cursos. O trabalho é todo constituído por voluntariado. Vale a pena a divulgação: https://www.rioprevidencia.rj.gov.br/EscolaFinanceira/index.htm
É preciso conscientizar as pessoas.

Marcel
Visitante
Marcel

Mais um ótimo artigo. Parabéns, Leandro! Sou servidor público e identifiquei no seu texto o problema de vários colegas meus. Felizmente para eles, sempre que sou solicitado a dar conselhos sobre finanças pessoais, indico a leitura de seu site.

Luiz Henrique
Visitante
Luiz Henrique

Muito bom, Leandro. Eu, como funcionário público iniciante, me identifiquei bastante. Me vejo preocupado com poupar para o presente (reservas de emergência, etc.) e para o futuro (previdência complementar). Também dedico parte do meu tempo e dinheiro para investir no estudo, pois imagino que trará retorno pessoal e profissional. Mas o que vejo de muitos colegas é exatamente isso: comprometem toda a renda mensal, muito com dívidas supérfluas (celulares, restaurantes, roupas, etc.). Esses dias um colega, que já tem a renda bem comprometida com dívidas, ia dar um jeito (parcelando em várias) de fazer uma nova compra: rodas para o carro. Ele já tinha trocado as rodas originais do carro de 13″ para 14″, mas agora se empolgou com um anúncio e trocou por 15″. Eu pensei: poxa vida, quer coisa mais inútil (neste momento e para esta pessoa) do que gastar dinheiro com roda para o carro?!
E no geral, vejo bem isso mesmo, os dois extremos no servido público: muitos conscientes e educados financeiramente para poupar para o hoje e o amanhã, enquanto outros se voltam para a gastança.
Acho que o problema é que, ao viramos funcionários públicos, entramos numa euforia de renda garantida e numa ansiedade/prazer por gastar e aproveitar vida como não podíamos/fazíamos antes. Mas o controle e planejamento são importantes!
Parabéns, abraço!

Diego Silva
Visitante
Diego Silva

Um ótimo artigo Leandro, você falou do servidor publico, mas acho que serve também pra quem não é também, e esta armadilha de empréstimo com desconto na folha, acontece muito também a empréstimos a aposentados, onde a maioria é idosa, e as instituições financeira se aproveitam disso, agora queria uma opinião sua, um pouco fora do contexto do artigo, hoje quem passa em concurso público, não pode ser demitido, a lei até fala que pode em alguns casos, mas mesmo assim nem sempre esta lei é seguida, neste caso por ser servidor e achar que não pode ser demitido, nem sempre presta um bom serviço, ou não trabalha corretamente, claro que não são todos, estou falando isso porque já trabalhei como estagiário na prefeitura de minha cidade, por seis meses depois renovado por mais seis, e observei, que vários não trabalham direito, outros bate o cartão e vai embora, e também muitos por achar que aquilo é publico não importam muito, na questão de dinheiro em economizar os cofres públicos e também na conservação do patrimônio publico, e já tem outros que trabalham corretamente. Agora vai a pergunta, recentemente estavam querendo mudar a lei ou pelo menos facilitar ela para que o servidor publico possa ser demitido, você é favor ou contra disso?

Eduardo Dias Maia
Visitante
Eduardo Dias Maia

Sou servidor público desde o ano de 2007, e graças a Deus nunca caí na besteira de fazer empréstimos, pois sempre soube que isso é um buraco sem fundo. No início não recebia tão bem e ainda tinha que custear meus gastos (aluguel, alimentação, energia, água etc) e quase sempre tinha que utilizar um pouco do cheque especial, mas com a mudança de classe conforme o Plano de Carreira, Cargos e Salários a situação melhorou. Deixei de utilizar do cheque especial, mantive o mesmo padrão de vida e agora poupo dinheiro (poupança), porém ainda não invisto, pois estou tentando aprender para não cometer erros nos investimentos por ainda ter dúvidas. Acredito que o tesouro é um bom investimento, mas não é tão simples como parece, exige um bom conhecimento. Venho acompanhando seu site há um tempo e só tenho que te parabenizar por alertar as pessoas sobre o quanto a educação financeira é importante.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, um excelente artigo sobre educação financeira, realmente, sou servidor público e vejo muitos dos meus pares nessa condição. No entanto, com os seus ensinamentos (artigos e livros), descobrir cedo as armadilhas do sistema financeiro, hoje, não tenho dívidas de longo e nem de curto prazo, invisto o meu excedente de forma consciente. Já conseguir atingir dois dos meus objetivos financeiros e estou no rumo certo para uma aposentadoria auto-suficiente. Obrigado por tudo.

Rudimar
Visitante
Rudimar

Olá Leandro, excelente artigo. Tem um agravante ainda pior, como acontece aqui no RS, governo do estado sem R$ esta parcelando salários dos servidores em 2, 3 … agora em março 9 vezes… como podem constatar dando uma procurada no google… mesmo a pessoa tendo uma boa educação financeira fica difícil não se endividar…

Mr. Webster
Visitante
Mr. Webster

Pertinente o artigo escrito, pois ontem, no Correio Brasiliense, saiu a matéria a respeito, como você bem menciona.

O “nosso país” tem um problema sério, não só de educação financeira, mas de todo e qualquer tipo de educação formal. Por isso somos o que somos e estamos na rabeira do mundo em termos tecnológicos, científico, de bem-estar social, além de sermos uma sociedade moralmente pobre e decadente.

Sobre o cerne do tópico, sendo eu servidor público federal, estou cansado de ver os mais diversos absurdos que as pessoas fazem com suas vidas financeiras; afora as outras histórias que escuto ou leio em sites da internet.

O povo antecipa o futuro como se não houvesse o amanhã, como se o mundo fosse acabar em um período exíguo de tempo. Poucos conhecem o “valor do amanhã”.

Albert Einstein disse certa vez:

“the power of compound interest the most powerful force in the universe”

“O poder dos juros compostos é a força mais poderosa do Universo”.

E eu completo:
Quem souber usá-los a favor, enriquece, quem faz o uso negativo dos mesmos, vive na miséria ou longe da prosperidade.

Gustavo
Visitante
Gustavo

òtimo artigo… sou servidor público e, por ter um pouco de educação financeira, nunca caí nessas armadilhas citadas.

Mas tenho colegas de trabalho extremamente endividados, que estão sempre comprando bens acima das suas posses, como carros de luxo. Alguns deles incorporaram o limite do cheque especial ao salário, e vivem devendo para o Banco, de forma permanente, sendo verdadeiros escravos ….

Edson Ribeiro
Visitante
Edson Ribeiro

Caro Leandro Ávila;

Sou servidor público estadual e confirmo tais afirmações feitas por você, estou trabalhando para me manter ao lados dos servidores que poupam, não é uma tarefa fácil, pois percebemos ao redor uma cultura de consumismo desenfreado, mas compensa ter paciência e seguir firme rumo aos objetivos traçados.

Parabéns pelo site, você tem auxiliado muitos brasileiros!!!!

Abraços!!!

Bella kindell
Visitante
Bella kindell

Boa tarde Leandro! Gostaria de pedir umas dicas para você. Estou endividada e desempregada. Me formei no ano passado e até agora não arrumei emprego. Vivo em União estável há cinco anos e meu marido possui muitas dívidas, carro financiado, banco eu imagino que ele esteja devendo uns 15 mil. Temos vivido situações difíceis, apesar de ele estar trabalhando.Estou estudando para concurso na minha área. Minha dúvida é como fazemos para pagar essas contas e poupar. Meu objetivo é passar num concurso até o final do ano e eliminar todas as minhas dívidas e ajudar meu esposo, já que pretendemos formalizar a união. Porque eu não quero casar com alguém endividado, estou pensando a longo prazo. Parabéns pelos artigos estou aprendendo muito. Grata Bella Kindell

Alex Oliveira
Visitante
Alex Oliveira

Leandro, desde 1998 acompanho vários blogs, já comprei diversos livros sobre educação financeira e finanças em geral. Posso afirmar seguramente que os seus textos apresentam grandes diferenciais para realmente educar financeiramente. Continue assim. Oferecendo conteúdo de alta qualidade e que realmente nos faz parar para pensar. Excelente.

Rodrigues
Visitante
Rodrigues

Olá Leandro… Sou servidor publico e estou passando por esta situação (em menor escala do que mostrado na reportagem). Realmente isto é um fato, as financeiras nos “seduzem” com seus baixos juros e a gente sempre acha que cabe no orçamento. As “facilidades” para servidor são grandes mesmo, o problema é aproveitar tudo com sabedoria.
Estou me reeducando financeiramente, comprei seus livros online para ampliar o entendimento do mundo dos investimentos (alias, são excelentes!!!) e desde o fim do ano passado iniciei algumas drásticas mudanças como trocar o carro por um mais simples e barato, cancelei dois cartões de crédito (só uso 1), ir para o trabalho de transporte público, trazer o almoço de casa… Enfim, espero chegar o fim do ano com mais folga no orçamento para, enfim, sair do estágio de devedor e ser investidor… Abraço…

Julio
Visitante
Julio

Sobre todas as outras formas de dívida serem ruins, vejo ao menos uma exceção: muitas lojas atualmente oferecem produtos em X vezes sem juros. Temos a opção de pagar à vista, porém sem nenhum desconto. Óbvio que não é realmente sem juros, o juros está embutido no preço. Porém está embutido no preço do produto à vista também. Vale procurar em outros locais, mas se esse for realmente o melhor preço, vale pagar parcelado, visto que a grana permanecerá com a gente por mais tempo, podendo ser aplicada. Correto, Dr.?

Jeanne
Visitante
Jeanne

Oi Leandro. Sou nova aqui, comprei seus livros e estou quase terminando de ler o segundo.
Sempre gostei de poupar e comprar minhas coisas a vista. Mas nunca tinha poupado pensando no meu futuro. Hoje com 30 anos percebi que o tempo está passando e eu não quero ficar presa em um trabalho que detesto.
Porém minha mãe não pensa dessa forma, ela é servidora pública e está sempre entrando no limite oferecido pelo banco. Ela tem o péssimo costume de tirar todo o limite e colocar na poupança, sendo que o rendimento da poupança é menor que o limite (muito menor). Ela paga mais de 40 reais de juros todo mês fazendo isso. E ela faz outras coisas absurdas também. Tem dois empréstimos. Não sei o que fazer. Ela nunca teve nada. Nunca comprou uma casa. Não tem nenhum patrimônio. Fico triste pois além de ela não usufruir de nada, ainda não deixará nenhum patrimônio para suas herdeiras (rs).
Obrigada por ajudar tantas pessoas a educação financeira, queria ter conhecido esse site a muito tempo atrás.

TIAGO MEDEIROS
Visitante
TIAGO MEDEIROS

Muito bom o texto Leandro…Parabéns

andré A.
Visitante
andré A.

Luto diariamente para minha mãe entender o que o senhor falou. Sou funcionário público casado com outra funcionária publica. Rende mensal do casal de 16 mil. Gastamos por mês no máximo 12 mil. Isso contando 3mil de faculdade(investimento em conhecimento, dica sua) e o aluguel de 2(esperando apartamento funcional). Ou seja, temos uma poupança mensal de 4 mil. Com a poupança, realizamos nossa festa de casamento(Certas coisa não podemos abrir mão), Pagamos a vista os que ofereceram mais de 10% de desconto, ou no dia do casamento para quem não oferecia nenhum desconto. Aplicamos o valor da festa um ano antes em um LCI. Rendeu quase 6 mil(nosso DJ foi de “graça”). Apesar disso , ainda tenho muito dúvidas do que fazer com os ativos que tenho hoje. Resolvi investir na compra de um terreno e comprei 8 carros para alugar. Tive um aumento substancial de renda e estou no momento de inflexão. Será mais vantajoso continuar investindo num portifolie de pequenos negócios que possam render, com aumento de trabalho nas horas livres, ou investir a longo prazo. Detalhe, quero o quanto antes ter uma situação financeira. Pois como funcionário público irá demorar para ter esse aumento de renda e consequentemente aumento de lucro. Mas escrevo muito mais para agradecer pelas dicas do seu site e o seu trabalho.

Em relação a matéria. Minha mãe que é funcionaria pública(professora em dois cargos) deve ganhar quase 3 juntando. Porém nos últimos meses conseguiu pegar quase 30 mil de empréstimo com as financeiras(nome sujo, nem banco empresta pra ela). Tento de tudo explicar pra ela, porém descontralada ao extremo. Para exemplificar conseguiu a proeza de pagar no palio quase 80mil somando atrasos, juros e tudo mais. Como consequente sempre tenho que ajuda-la financeiramente. E não importa o que o senhor falar é difícil resistir a pedido de mãe.

Ricardo
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Ricardo

Olá Leandro!

Sou servidor público do RS e acompanho seu site desde segundo semestre do ano passado. Sempre fui muito controlado com meus gastos,mas acompanhado seu site e lendo os 3 livros em 2 semanas, sinto que estou num nível mais profissional da gestão da minha vida financeira, inclusive com plano de independência financeira bem encaminhado. Trabalhei na área administrativa e vi que existem colegas meus com mais de 30 anos de serviço público com o salário líquido quase igual ao meu, que estou com um pouco mais de 2 anos neste ente. Passamos por uma grave crise no meu Estado e vejo o desespero das pessoas quando o salário é parcelado. Tudo isso reflete esta grave crise, pois não conseguem gerir suas próprias vidas, como gerirão um Estado?

Dimas
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Dimas

O pior não é constatar o engodo ao qual as pessoas acreditam; que ser servidor público é sinônimo de estabilidade financeira; o pior é constatar o nível de analfabetismo funcional destes candidatos a cargos públicos. Infelizmente é o Brasil, a cultura do concurso público!

Marlon
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Marlon

Quando comecei a ler o artigo imaginei que você falaria da decisão de ser ou não servidor público. Estou nesta indecisão a um tempo, se estudo para concursos ou se empreendo. Na verdade, estou mais interessado na segunda opção.
Você poderia escrever um artigo sobre essas dúvidas e escolhas.
Estou lendo o livro Pai Rico Pai Pobre. É um clássico que ainda não tinha tido acesso, estou gostando bastante e está influenciando bastante naquela minha indecisão.

Heric
Visitante
Heric

Sou servidor público desde os 21 anos. Comecei no município. Já fui bombardeado pelos bancos com informações de empréstimos, cartões e cheque especial. Já pedi um empréstimo grande (de 70 meses), mas felizmente já paguei e não quero saber disso nunca mais. Tenho 33 anos, e continuo servidor, porém agora sou servidor da União, estou ganhando mais e me tornei mais cuidadoso com meu dinheiro, acho que estou “vacinado” contra essas dívidas perigosas. E cada vez aprendo mais com esses artigos, como os do Clube dos Poupadores.
Por experiência própria, realmente, vi muitos colegas de trabalho fazendo enormes prestações em veículos, viagens e imóveis, os famosos imediatistas.
Percebi que pessoas que querem se manter equilibradas como eu, recebem muitas influências negativas o tempo todo. Não é fácil se manter firme sendo servidor público, parece que é um título de nobreza e não acho que seja. Servidor também perde cargo, e na situação que o Brasil vive hoje, posso afirmar que os servidores se encontram ameaçados, devido a crise financeira, pelo menos é o que diz a Constituição Federal.
Excelente artigo.

Mauricio
Visitante
Mauricio

Muito bem colocado Leandro!

Eu me preocupo bastante com os servidores públicos e até suas aposentadorias.

Eu sou gaúcho e vejo todos os dias notícias sobre o parcelamento de salário de servidores. Essa situação já se arrasta por mais de um ano e sei que outros estados também estão assim ou próximo disso. Às vezes recebem apenas R$250 no dia do pagamento quando deveriam receber 10x este valor. E aí fica complicado, fazem greve, “operação padrão”, cruzam os braços e reclamam do governador atual (que não tem culpa de nada, o cara assumiu há um ano e a dívida já vem de décadas!), policial não recebe, professor não recebe, bombeiro não recebe, a cidade fica perigosa, suja, manifestações por todos os lados todos os dias… Está certo que este pessoal tem suas razões, estudaram para um cargo público com estabilidade, mas prova que quase nenhum deles pode ficar um mês sem receber o salário. Não querem nem saber da crise mundial, da grave depressão econômica que o país se encontra, empresas privadas fechando, milhões perdendo o emprego, inflação alta, dólar alto, PIB recuando drasticamente… e os servidores públicos exigem o salário e benefícios em dia. Mal sabem que tem muito pessoal no privado sem receber há meses e trabalhando de graça para dar suporte à empresa. É complicado falar desse assunto….

Bom Leandro, a minha pergunta seria: já que o estado está falido, não tem dinheiro para nada, o que você acha que vai acontecer com esse pessoal que tem a estabilidade, vários benefícios e altos salários garantidos já que passaram em concurso público, boa parte não economiza nada pois tem a aposentadoria garantida pelo estado, e ainda abusam do crédito oferecido nos bancos, afinal, são estáveis. Como estado fará para pagar-los quando a fonte secar de vez? Imprimir dinheiro, desvalorizar a moeda, aumentar a inflação? Pagaremos este preço?

E o pior são as aposentadorias, muitas vezes pagas integralmente, o quadro de aposentados já é muito maior, mais do que o dobro do quadro de ativos! E continuará crescendo… o que farão com estas aposentadorias? Na minha família tenho concursados e tenho algum receio do que possa acontecer, afinal, ou deixam de pagar ou vão desvalorizar muito a moeda via impressão de papel moeda aumentando a inflação e o seu poder de compra e de vida terá de cair muito.

Ou então diminuem o funcionalismo público demitindo ou afastando servidores até que a crise passe e se possa voltar a pagar normalmente.

Outra coisa que me dá medo, é que tenho contato com venezuelanos e bolivianos, que estão em uma muito pior do que o Brasil, mas tem suas semelhanças. Nesses lugares há muita gente que trabalha para o governo, cargos de todos os tipos, para qualquer coisa tem um concurso. E para prestar esse concurso você deve ter uma carteirinha do partido do governo, é mole? Então é assim, no setor privado todos amargados com baixos salários e pouca segurança de emprego, no público ainda ganham pouco mas é garantido, e estão abraçados ao capeta… Penso nisso, pois ainda que o Brasil esteja em profunda depressão econômica e um dos grandes problemas são as contas públicas, ainda sim o funcionalismo segue crescendo muito, sempre vejo nos jornais todos os dias anúncios de novos concursos sendo abertos, mais e mais vagas, fico pensando, como uma empresa pode crescer desse jeito se suas contas estão no vermelho faz tempo… e como pessoas querem trabalhar para essa empresa que nem sequer está pagando os que já estão empregados!

É esperar para ver, quem viver verá…

Um grande abraço Leandro e muito obrigado por mais um excelente artigo!

Kleber
Visitante
Kleber

Parabéns! Leandro, outro artido de qualidade, sou Policial Militar em São Paulo, há 13 anos e onde trabalho a maioria não tem educação financeira, incluindo eu, muitos possuem no mínimo dois empréstimos consignados, comprovando o teu artigo, quando converso com alguns não sabem o que é tesouro direto, LCI, LCA, renda variável e também não possui nenhum interesse em adquirir conhecimento, já indiquei teu trabalho a maioria, mas devido acompanhar você durante 4 ou 5 meses eu e minha esposa estamos diminuindo nossas dívidas e já conseguindo poupar para investir, muito obrigado pela sua força de vontade em ajudar o próximo.

Filipe Augusto Ferreira
Visitante
Filipe Augusto Ferreira

Muito bom, Leandro… parabéns pelo artigo. Como lhe disse no outro artigo quando sugeri algo voltado para servidores públicos, sou servidor há 8 anos. Confesso que já cai nas tentações de consignados, artigos de luxo parcelados, tudo o que você mencionou eu fui me enquadrando. Felizmente encontrei o clube dos poupadores e graças a sua ajuda, hoje estou livre dessa maldição financeira e consigo poupar, vivendo uma vida com muita qualidade. Já li os 3 livros da nossa área reservada e digo que cada dia aprendo mais! Sou imensamente grato! Muito obrigado! Parabéns pelo seu trabalho!

Vanessa Sousa
Visitante
Vanessa Sousa

Sempre sonhei em ser estatutária, inclusive estudo muito para realizar este sonho, mais nunca tive em mente ter muito dinheiro para gastar.
Pensando sim, na estabilidade ( mesmo com a possibilidade de ser exonerado) e nos ótimos salários que são pagos, hoje no mercado tudo que foi mencionado já acontece com clt, somos obrigados a abrir um conta no banco que a empresa escolhe, e temos que dizer muitos não ao gerente que nos ligam de hora em hora para oferecer mundo e fundos.
È necessário ter pulso firme e desejo de ter as coisas no seu devido tempo sem ser um devedor.

Adoro seus emails inclusive estou na parte de assinante

Thiago Zanirato
Visitante
Thiago Zanirato

Boa Tarde Leandro.. Parabéns pelo artigo, iniciei há 2 dias como servidor público, realmente os colegas de trabalho nos “incentivam” aos emprestimos.. Qual seria a melhor opção para começar a fazer o meu dinheiro trabalhar para mim? A poupança comum ainda vale a pena?

Yuri
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Yuri

Parabéns Leandro! Mais um excelente artigo! O curioso é que quem passa num concurso nos dias de hoje é obrigado a se dedicar, observar padrões, traçar plano de ação, estudar muito e se organizar, ações que nem todos estão dispostos a aplicar na vida financeira. Vale mencionar a situação dos empregados públicos, que são aqueles aprovados por concurso, mas que são regidos pela CLT. Essa situação talvez seja a maior armadilha, o empregado acredita na estabilidade relativa, mas se a empresa é privatizada adeus estabilidade.

João Antônio
Visitante
João Antônio

Sou Suboficial da Marinha na Reserva, minha remuneração é 2.000,00 a menos do que o Segundo-Sargento Bombeiro citado como exemplo, não acho justo. Levei 30 anos para limpar o Contracheque das consignações, era renovação em cima de renovação. Comprei um Siena zero financiado em 5 anos, quando acabei de pagar gastei 60.000,00 com esse brinquedo, o carro não ta valendo nem 20.000,00 agora. Uma coisa que eu aprendi neste tempo foi que nenhum funcionário público fica rico enquanto estiver na ativa. Se aparecer algum funcionário ostentando riqueza, ou ganhou na Mega Sena ou é corrupto.

Almeida Newton
Visitante
Almeida Newton

Desculpe-me mas não é verdade que o funcionário que ostentar riqueza ou é corrupto ou ganhou na Mega-Sena. Funcionários de certas carreiras ganham muito bem, esse é o meu caso, acabo de comprar minha segunda casa (a 1a será alugada), carros quitados (com 4, 5 e 26 anos de uso), aplico em FIIs, ações e TD. O que não vêem é que estou poupando e investindo desde os 23 anos, levo uma vida frugal e não tenho luxos, como marmita e minha esposa corta meu cabelo em casa. Faço seguro de apenas um carros e compro minhas roupas, qdo compro, em um lugar que vende por kilo. Não tenho empregada e corto a grama da minha casa. Faço pequenos consertos em casa e nos carros. Nunca comprei nada parcelado, a não ser qdo é vantajoso mas 3x no máximo. Eu estudei muito e me pricei de muita coisa para isso, não caí no canto sa sereia e sei passo maior que minha perna.
Já fui convidado para participar de coisas nada corretas mas evitei e vivi e vivo com o que ganho, à noite durmo tranquilo. Passei dos 40 a pouco tempo e há muito chão pela frente para poupar/investir/aproveitar.

Donattelo
Visitante
Donattelo

Roupas por quilo? kkkkkk É engraçado, mas muito válido! Se tivesse essa opção aqui, faria igual! Tenho esse mesmo perfil e concordo, basta ter um bom controle financeiro que é possível ter várias conquistas sem ser corrupto ou receber grandes fortunas.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Olá Leandro!

Sou servidor há mais de 5 anos e, desde que assumi o cargo público, até pela minha relação com o dinheiro, sempre consegui gastar menos do que ganhei. Poderia ter uma reserva maior hoje, mas ainda assim, viajando e adquirindo carros (por necessidade, em virtude de trabalhar em outra cidade), bem como sustentando um família, não possuo dívidas e nem financiamentos, não mais! Aprendi e aprendo muito com suas dicas e o parabenizo por isso! Indico o seu site para vários amigos e conhecidos! Mas agora, estou num momento de maior controle e investimentos, para nunca mais precisar pagar por financiamentos de novo! E tenho certeza que o esforço vai valer a pena! Abraços.

Daniel
Visitante
Daniel

Sou funcionário de uma grande estatal de energia elétrica (empregado público). A única diferença para um servidor/funcionário público é que meu contrato com a empresa é pela CLT. Graças ao exemplo de meu pai, nunca caí em nenhuma armadilha financeira. Concordo com todo o conteúdo do texto e vou relatar um pouco do que vejo todos os dias: Apesar de nosso contrato ser regido pela CLT, é praticamente impossível demitir alguém da empresa. Os únicos casos que conheço de demissão foram devido à corrupção. Em todos os outros casos, o funcionário consegue voltar para a empresa com a ajuda de sindicatos e afins. Conheço alguns casos de funcionários que assumidamente não fazem NADA, muitas vezes nem comparecem ao trabalho, e ninguém consegue colocá-los para fora. Não sei se é assim em todas as empresas públicas (provavelmente é). Sou um dos poucos aqui que acha que essa “estabilidade” é um câncer para a empresa. Sempre que ouso comentar que sou a favor do fim dessa “estabilidade”, sou obrigado a ouvir vários absurdos, como: “Ocorrerão muitas demissões injustas”, “haverá perseguição”, “estamos aqui por mérito, quem vai julgar se devemos sair?”, etc. O único resultado disso é funcionário fazendo o que bem entende, uma vez que são “intocáveis”. Quando assumi o cargo, não possuía conta em nenhum dos bancos utilizados pela empresa. Quando cheguei para abrir a conta no banco que escolhi, aconteceu exatamente o que foi descrito no texto, o atendimento foi todo especial. Logo começaram as ofertas para trocar de carro, comprar casa, previdência complementar, etc., sempre gentilmente rejeitadas por mim (sei que o trabalho deles é este, muitos não gostariam de precisar empurrar produtos “goela abaixo”, mas existem metas a serem batidas). Depois desse dia, basta cair certa quantia de dinheiro em minha conta que o banco me liga oferecendo produtos para me “ajudar”. Levo um padrão de vida muito abaixo do que meu salário poderia me proporcionar, visando o longo prazo. Infelizmente, grande parte dos meus colegas não consegue fazer o mesmo. Vivem somente o hoje. Como não tenho muito tempo livre durante a semana, utilizo boa parte do final de semana para ler livros, fazer cursos, enfim, estudar. Tiro apenas o tempo para meu lazer e descanso com minha esposa. Ninguém consegue entender isso. Sentem como se das 18h de sexta-feira até o final do domingo precisássemos estar em grupo bebendo, comendo e fazendo tudo o que há de melhor que nosso dinheiro possa comprar (geralmente pagando 3 vezes mais do que as coisas realmente valem, para demonstrar status). Devido ao emprego, hoje moro a cerca de 3000 km de minha família e da família de minha esposa. A cidade onde trabalho é relativamente pequena e localizada no interior. Portanto, meu círculo de amizades aqui é formado quase que exclusivamente por pessoas com esse mindset. Ano passado aconteceu um “surto” de colegas financiando imóveis e automóveis. Canso de ouvir que tenho que comprar isso ou aquilo financiado, que vale a pena, que é a única forma de não gastar o dinheiro com outras coisas. Outro perigo por aqui são os empréstimos concedidos pela nossa Fundação. Em poucos minutos a pessoa consegue o empréstimo, limitado à quantia depositada no fundo de pensão, o qual é utilizado como garantia caso o funcionário não tenha como pagar ou deixe a empresa. Os juros são absurdos, mas poucos olham para esse detalhe, querem apenas facilidade. Optei por pagar o mínimo permitido no fundo de pensão, para investir meu dinheiro por conta própria e não terceirizar meu futuro. Hoje pago 2,5% do meu salário para o fundo e invisto outros 15% mensais exclusivamente para minha aposentadoria, em diversos ativos. Acho que sou o único aqui que optou por isso. Todos consideram o fundo uma mina de ouro, sempre com aquela história da contrapartida da empresa. Há anos os resultados são péssimos, mas poucos sabem interpretar o que está acontecendo. Se fizessem as contas corretas, veriam que no longo prazo, não há contrapartida de empresa e rendimento de fundo de pensão que supere a disciplina e os investimentos próprios. Este é um pequeno relato do que acompanho todos os dias trabalhando em uma empresa pública. Tem muito mais, porém o texto já ficou extenso.… Ler mais »

Alexandre
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Alexandre

Olá Leandro, sou servidor público e assinante do Clube dos Poupadores, leitor do Rafael Seabra (Tesouro Direto), assinante do André Fogaça (Guiainvest), e acompanho também alguns relatórios da Empiricus e do Bastter. Após perceber, no final do ano passado, minha total ignorância no assunto da educação financeira realizei uma reviravolta na maneira como lidava com este assunto. Felizmente, como sempre tive uma cultura poupadora, após quitar minha casa passei a investir no Tesouro direto (pré, pós e selic), renda fixa e pouquinho na bolsa de valores, porém como o volume de informações é muito grande (para uma pessoa praticamente leiga que já tinha realizado diversos erros no passado como consignado e plano de capitalização) isso causou também um certo stress. Agora, cerca de um ano depois ainda me considero um iniciante, mas já sinto mais segurança em lidar com minhas próprias finanças e venho colhendo os primeiros resultados. Ainda não consegui decidir entretanto o que fazer com um plano de previdência PGBL que realizei cerca de dez anos atrás, li algo sobre fazer migrações ou mesmo assumir uma perda e passar a investir o capital num plano do tesouro direto de longo prazo, porém ainda não sei o que fazer…Um grande abraço e te agradeço de coração porque vc foi o principal responsável por uma grande mudança (para melhor) na forma como vinha gerenciando minhas finanças. Um grande abraço e sucesso para vc e toda sua família!!!

Isaque Santos
Visitante
Isaque Santos

Excelente artigo Ávila!

Eu também sou funcionário público, não posso dizer que nunca fiz empréstimo consignado, uma vez fiz para um irmão meu comprar uma moto, pois assim pagaria menos juros do que se ele fosse financiar no nome dele, achei estranho é que o mínimo de parcelas era 25 não podia fazer em 12 ( o banco queria ganhar mais juros no longo prazo).

Esses dias lendo um artigo aqui conheci as contas digitais, fui no Itaú abrir uma, foi muito fácil abri uma conta lá, me deram especial cartão e tudo mais sendo que eu só pedi a conta.

Ainda bem que sempre estive no grupo que mais poupa, sem sacrifício estou poupando 70% do que ganho.

Cris Nardos
Visitante

Meu Deus, que horrível, eu sei de muita coisa podre mas não imaginava que até os funcionários públicos eram alvo desses “cantos de sereia”. É demais, né? Nem educação de base se tem, muito menos educação financeira…! Aliás né, é proposital. Quanto mais leio, mais fico indignada com a situação do nosso país. De coração espero que isso tudo um dia mude. Não é possível!

Felipe
Visitante
Felipe

Leandro, sou servidor público federal. Vejo como uma das principais qualidades o fato de que no 1o dia útil o salário entrará na conta. Isto faz toda a diferença, pois o planejamento financeiro fica muito mais fácil. Assim que recebo o salário separo o dinheiro para os gastos fixos e separo uma pequena quantia para ser retirada em dinheiro…a partir daí apenas utilizo o cartão de crédito. A vantagem disso é que consigo aplicar mensalmente uma boa reserva do meu salário e me cadastro em programas de pontos associados ao cartão. O outro lado da moeda de ser servidor público observo em meus colegas que gastam todo o seu dinheiro e nunca possuem uma reserva de emergência.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Olá Leandro.

Ótimo texto… Eu sou funcionário público e presencio esse problema no meu dia-dia. Só não tinha idéia de que era um problema tão grande!

Eu mesmo, como tenho um cargo mais elevado, como tenho relativa estabilidade e como o recebimento do mesmo é “garantido” (o que não é verdade, já que muitos governos pelo país estão atrasando salários), eu me iludi e estava com planos de fazer aquisições totalmente fora da realidade. Por pura sorte, rapidamente já houveram problemas com a carreira que me fizeram cair na real, e percebi que se tivesse me endividado da maneira que achava que poderia suportar hoje poderia estar em apuros. Quem diria que um governo canalha e mentiroso poderia trazer um benefício!

Aliás, outra coisa que percebi rapidamente, e que muitas pessoas não se tocam, em tempos de inflação alta os funcionários públicos são atingidos severamente. Os salário nem sempre são reajustados para acompanhar a inflação, apesar de na Constituição isso ser assegurado anualmente. Aumentos reais, então, praticamente só prestando outro concurso melhor.

Esse site tem me ajudado bastante a criar real riqueza. Não interessa se você possuir o maior salário do país, sendo ministro do STF, grande empresário, ou tal. A real riqueza é aquela sustentável!

Pobre de Marre
Visitante
Pobre de Marre

Sempre artigos ótimos muito bem fundamentados. Sou empregado de empresa pública e somente depois de uma educação financeira (boa parte adquirida no seu site), consegui ver melhora na qualidade de vida. sinto que foi uma decisão que deveria ter tomado bem antes. Já passei maus bocados com dívida junto ao fundo de pensão (que nos concede emprstimo a juros baixos). Porém, há 5 anos, com o nascimetno do meu filho, passei de devedor a poupador e após, pequeno investidor. Um processo longo, mas somente agora começo a perceber os bons efeitos de poupar. A pressa e o desanimo acaba nos fazendo adiar essa decisão de poupar.

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