Como funciona a Classificação de Risco e suas Notas

Antes de investir em CDB, LCI, LCA, Poupança, Debêntures, Ações e outras modalidades de investimento é muito importante saber qual o grau de risco que você estará correndo de perder o seu dinheiro. Todos os anos vários bancos, instituições financeiras e empresas vão a falência e deixam muitos investidores no prejuízo.

Como saber quais são os bancos mais seguros e quais oferecem mais risco para o investidor?

Ai entra o importante trabalho realizado pelas agências de classificação de risco, em inglês elas são chamadas de credit rating agency. Também podem ser chamadas de agência de notação financeira ou agência de notação de risco. O trabalho que elas fazem é avaliar os números de empresas, bancos, governos e outras instituições para dar uma nota. Esta nota é chamada de classificação de risco, classificação de crédito, nota de risco, rating, avaliação de risco, notação de risco ou notação financeira de risco.

Para atribuir uma nota de risco as agências realizam análises técnicas quantitativas, como análise de balanço, fluxo de caixa e projeções estatísticas, análises de ambiente externo, questões jurídicas e percepções sobre o emissor e seus processos. Quanto melhor é a nota, mais seguro é investir nos papéis oferecidos por aquele banco ou empresa. Quanto menor é a nota, maior é o risco de enfrentar problemas para receber seu dinheiro até a possibilidade extrema de calote.

Vamos imaginar que você está avaliando a possibilidade de fazer um determinado investimento que paga 12% de juros por ano. Vamos supor que existem dois bancos que oferecem o mesmo investimento com a mesma rentabilidade. Qual dos dois escolher? Você deve escolher o banco que corre menos risco de dar o calote. Para descobrir qual é este banco basta comparar as notas de risco.

Agora vamos imaginar que o Banco A oferece um investimento que rende 12% ao ano. Já o Banco B oferece o mesmo investimento rendendo 15% ao ano. Obviamente o Banco B oferece o investimento com melhor rentabilidade. Antes de investir você verifica que a nota de crédito do Banco B é pior que a do Banco A, isto significa que para receber 15% de juros ao ano, você terá que investir correndo um pouco mais de risco.

Na prática os bancos com maior nota de crédito, ou seja, que apresentam menor risco ao investidor, sempre tentarão oferecer a menor taxa de juros possível até o ponto em que existam investidores interessados. Os bancos menores e que oferecem maior risco serão obrigados a aumentar a remuneração oferecida para os investidores até o ponto que eles considerem que vale apena correr o risco para receber aquela taxa maior. Podemos dizer que os bancos mais arriscados premiam os investidores que aceitam correr o risco através de juros mais elevados. Sempre que você vai correr um risco maior precisa exigir prêmios maiores, ou seja, juros maiores.

Por isto é tão importante que você entenda funcionamento das tabelas de classificação de risco.

Nota de Risco do Brasil

Os governos também são avaliados pelas agências de classificação. Os investidores internacionais, antes de comprar títulos da dívida pública (os mesmos que você pode comprar no Tesouro Direto) avaliam os riscos de levar um calote do Governo brasileiro.

Em 2014, uma das maiores agências de classificação de risco, chamada Standard & Poor’s rebaixou a nota do Brasil. Isto sinalizou que investir no país ficou um pouco mais arriscado. Em 2008 nossa nota subiu de BB+ para BBB-. Em 2011 subimos novamente de BBB- para BBB. Com a crise econômica de 2014 a nossa nota baixou de BBB para BBB-. “BBB” para “BBB-“.

Muitos investidores só investem seus recursos em países, bancos e empresas que possuem “grau de investimento” ou seja, que possuam nota igual ou maior que BBB-. Um dos motivos pelos quais tivemos grande crescimento na economia entre 2008 e 2011 foi esta mudança de BB+ para BBB- que fez o pais sair do grau de especulação para o grau de investimento. Este simples detalhe atraiu muito dinheiro vindo de fora.

Quanto maior é o risco de investimento no Brasil, maior tende a ser a taxa de juros (Taxa Selic) que Governo precisa oferecer para atrair investidores. Já que existem países mais seguros que o Brasil, eles só estão dispostos a encarar o risco se o país estiver disposto a pagar um “prêmio” que são taxas de juros maiores para os investimentos feitos aqui. Funciona exatamente como o exemplo dos bancos que acabei de apresentar anteriormente.

Tabela de Classificação de Risco

Aqui temos a tabela de classificação de risco adotada pelas 3 maiores agências de classificação. Cada agência adota um sistema de notas diferente. Quanto maior for a probabilidade de moratória (calote) da entidade avaliada, pior será a sua nota ou a sua classificação. As notas na parte superior são as melhores, as notas na parte inferior da tabela são as piores. Na escala de notas da Standard & Poor’s (S&P) e da Fitch, a melhor classificação é AAA; a pior é D. Na escala da Moody’s, a melhor classificação é Aaa; a pior é C.

Você só deve investir em agentes (bancos, empresas, instituições financeiras) que possuem grau de investimento que são aquelas com notas iguais ou maiores que BBB- ou Baa3. Ao evitar os investimentos em instituições com grau de especulação você já estará reduzindo drasticamente os seus riscos de perdas ou de uso do Fundo Garantidor de Créditos. Como já falamos, quanto menor é a nota, mais juros e recompensas a instituição precisa oferecer ao investidor para que ele se sinta interessado em investir. Por isto precisamos ter muito cuidado quando encontramos opções de investimento que pagam juros muito maiores que a média. Devemos avaliar a classificação de risco para entender se as taxas maiores não significam um risco maior de perdas. Isto é fundamental para quem pretende investir em LCI de bancos menores. O mesmo vale para investimentos em CDB, LCA, Debêntures, Poupança, fundos de investimento, ações na bolsa de valores e até ao avaliar planos de previdência privada.

Nesta tabela temos as notas das três maiores agências: Moody´s, S&P e Fitch.

Nota de risco de LCI, LCA, CDB, Debêntures, FIDC, etc.

Muitas corretoras exibem a nota de risco ao lado de cada investimento oferecido aos seus clientes. No exemplo abaixo temos uma tabela que exibe a lista de LCI´s disponíveis para investimento pela corretora XP no momento em que este artigo estava sendo escrito. Esta tabela só pode ser vista pelos clientes da corretora em uma área restrita do site.

Vou ensinar como fazer a leitura destas notas e entender o que elas estão dizendo.

Observe que o Banco Santander possui a nota máxima que é AAA. Isto significa que o risco de investir na LCI do Santander é o menor possível, já que AAA é a nota máxima de menor risco atribuída pela agência S&P. Observe que eles oferecem 90,5% do CDI para quem investir nesta LCI. Logo abaixo do Santander você pode ver a LCI do Banco BIC que é um banco porte menor e que segundo a S&P possui nota AA- que está 3 níveis abaixo da AAA. Isto significa que investir na LCI do Banco BIC é 3 níveis mais arriscado que investir na LCI do Santander. Desta forma você só irá aceitar este investimento se o BIC estiver disposto a pagar um pouco mais de juros, é o prêmio que você merece receber por correr um pouco mais de risco. O resultado é a taxa de 95% do CDI para a LCI do Banco BIC. Se você aceita 5% a mais ou não é uma decisão pessoal e depende da sua disposição a aceitar mais risco em troca de uma rentabilidade maior. Observe que na tabela da corretora o Banco Bic aparece com uma classificação AA e outra AA-. Qual das duas seria a correta? Ainda neste artigo vou mostrar como consultar a classificação do banco no site da S&P para que você não dependa da classificação divulgada pela corretora.

Observe que no final da lista temos o Banco Original S/A que oferece uma LCI de 96% do CDI, ou seja, um ponto percentual a mais que a LCI do Banco Bic. O problema é que a Nota de Crédito do Banco Original é Baa2. Olhando lá na tabela colorida com a classificação de risco das três agências, você pode observar que esse Baa2 dado pela agência Moody´s é equivalente a um BBB na agência S&P.  Você vai observar que BBB é 6 posições abaixo da nota AA. Será que vale a pena receber 1% a mais correndo um risco 6 pontos maior? É uma decisão pessoal de cada investidor.

Você deve saber que LCI, LCA e CDB são investimentos segurados pelo Fundo Garantidor de Créditos. Se o banco falir e você possuir menos de R$ 250 mil investidos, o dinheiro acabará voltando para sua conta graça a esta proteção. Por este motivo você nunca deve investir mais de R$ 250 mil no mesmo banco. É claro que a possibilidade de calote de grandes bancos como Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco, é tão pequena que o risco de investir mais de R$ 250 mil nestes bancos é pequeno. Mesmo assim, para diluir os riscos é interessante investir em vários bancos diferentes.

Grau de Investimento e Grau de Especulação

Observe que na tabela colorida acima temos a nota PRIME (menor risco de todos) e que possuem nota AAA. Bancos AAA são os que oferecem investimento com os menores juros ou as maiores taxas. E o preço de uma segurança maior. Todas as notas A e suas variações significam um grau elevado ou médio elevado de segurança para investir. Os bancos que possuem estas notas são bons bancos para investir e com risco baixo de calote. Você também pode investir nos bancos com nota BBB+, BBB, BBB-. Estas são as três menores notas com grau de investimento.

O seu risco começa a aumentar quando você resolve investir em bancos que possuem notas que estão dentro da categoria “grau de especulação”. A maioria das corretoras que conheço não trabalham com títulos como CDB, LCA e LCI de bancos com notas baixas que estão nesta categoria de especulação. Mesmo assim evite investir quando a nota de risco é BB+, BB, BB-, B+, B e B-. Existem investidores que gostam de risco, que gostam de especular e que por isto investem em papéis de bancos e empresas nesta situação. Eles fazem isto sabendo que neste ponto já existe um risco maior. Eles aceitam este risco maior se forem bem remunerados por isto, ou seja, se os juros oferecidos forem realmente compensadores.

Por último. Não invista em bancos ou em opções de investimento de qualquer natureza que tenha nota C e todas as suas variantes ou nota D.

As agências de classificação são confiáveis?

A maior parte do mercado acredita que elas são confiáveis, o problema é a forma como as avaliações são feitas e como as agências são remuneradas. Vamos imaginar que você é dono de um banco. Os investidores naturalmente querem saber qual é sua classificação de risco antes de investir. Você vai até a agência X e paga para que ela avalie sua instituição. Confidencialmente ela entrega para você o resultado da avaliação que é sua nota de risco. Você como cliente da agência tem o direito de pedir sigilo, ou seja, a agência não poderá divulgar a classificação. É claro que se a classificação for baixa você vai preferir não divulgar. Como existem outras agências você vai tentar contratar os serviços das outras para verificar se elas avaliam seu banco de forma mais positiva. É claro que a empresa vai escolher divulgar a nota dada pela agência que fez a avaliação mais positiva.

Aqui é que temos o problema. Para que uma classificação se torne pública, a empresa contratante deve autorizar formalmente a publicação. Já quando a avaliação está publicada ela pode passar por revisões de tempos em tempos. E nestas revisões a nota pode ser modificada para cima (upgrade) ou para baixo (downgrade). É claro que os bancos e empresas que contratam as 3 principais agências e autorizam a divulgação das 3 notas se tornam empresas com maior credibilidade.

Como consultar o rating (notas de risco)

Agora vou ensinar como você pode consultar a classificação de risco dos bancos e empresas onde você pretenda investir antes de tomar uma decisão. Vou ensinar a fazer a consulta em apenas uma das três maiores.

Consultar Standard & Poor´s

Ao visitar o site deles pela primeira vez em http://www.standardandpoors.com/ você verá a versão em inglês. Procure na parte superior, um menu horizontal onde está escrito “Americas (English)”. Clique nesta opção e selecione “Latin America (Portuguese)”.

Agora você precisa se cadastrar para que possa ver as classificações de risco. Lá no menu superior, próximo do canto direito, existe a opção “Cadastro”. Você precisa preencher o formulário, digitar o número que aparece na imagem e confirmar que leu e concordou com os termos de uso antes de apertar no botão “Cadastre-se”. Eles vão enviar um e-mail para que você confirme seu cadastro clicando em um link que acompanha a mensagem, a mensagem também possui uma senha temporária.

Agora volte para o site e clique no botão “login” no canto superior direito para se identificar informando seu email e a senha temporária. É importante destacar que o acesso e o cadastro são gratuitos.

No campo de busca você deve digitar o nome do banco que pretende pesquisar. Como exemplo, busquei pelo nome: itau e selecionei a opção Banco Itau BBA S.A. Apareceu o resultado da busca e ao clicar nele pude ver os dados abaixo:

Para nós brasileiros que investimos no Brasil e em moeda nacional o que nos interessa é a nota que aparece no campo “Escala Nacional Brasil de Longo Prazo”. Veja que a nota é brAAA onde você pode desconsiderar este “br” (que significa Brasil) e considerar a nota AAA. Outro campo importante é o de perspectiva (CreditWatch). Um problema no banco poderia levar a agência a mudar esta perspectiva de estável para uma perspectiva de baixa da nota.

No site da S&A existe uma página em português que mostra as definições de rating (visite aqui). Você também pode acessar o PDF que explica o significado de cada nota.

Agora vamos ver a situação do Banco Bic. O primeiro passo é descobrir que Banco Bic ou BicBanco na verdade se chama Banco Industrial e Comercial S.A. Ao pesquisar este nome no campo de busca da S&P no momento em que escrevia este artigo o resultado foi:

Aqui podemos confirmar que desde 2013 a nota do Bic é AA-. Esta nota significa que entre os 4 níveis de graus elevados (AAA, AA+, AA e AA-) o BIC está na última posição e o Itaú está na primeira posição. Outra informação importante está no campo CreditWatch (Perspectiva) que no caso do BIC está com “Tipo DEV”. Aqui temos um ponto de atenção. Esta informação indica que a nota AA- não está estável e que no futuro ela pode ser elevada, rebaixada ou reafirmada.

No site da S&P existe a informação de que CreditWatch destaca a opinião da agência sobre a direção potencial da nota no futuro.

  • Positivo significa que o rating pode ser elevado;
  • Negativo significa que o rating pode ser rebaixado;
  • Em desenvolvimento significa que o rating pode ser elevado, rebaixado ou reafirmado;
  • Estável significa que nada deve mudar.

É importante deixar claro que o CreditWatch nem sempre é modificado antes de ocorrer uma elevação ou um rebaixamento de nota. Pode ocorrer a situação onde antes de ocorrer um rebaixamento o CreditWatch seja modificado para o status de “Negativo”. Com isto, os investidores já ficarão em alerta ao saber que na opinião da S&P a nota atual pode ser modificada para baixo no futuro. Só que a nota também pode ser rebaixada ou elevada sem este aviso antecipado de perspectiva.

Conclusão

Você não pode olhar só os juros que determinado investimento oferece. Lembre-se que os bancos não oferecem mais juros que os outros por serem mais bonzinhos. O desejo de todo banco é pagar os menores juros possíveis. Um banco pequeno só paga juros maiores porque desta forma conseguem atrair investidores. O investidor só aceita correr riscos se for premiado por isto. É assim que você deve pensar quando estiver diante de várias opções de investimento de diversos bancos menores. E isto vale especialmente para aqueles que estão comprando LCI, LCA, CDB, Debêntures dentro das corretoras que oferecem investimentos de vários bancos. Também se aplica a todos que pretendem abrir conta em bancos pequenos, investir em poupança ou em fundos de investimento.

Para quem investe em ações, a classificação de risco é muito importante. No mês em que este artigo foi escrito a S&P rebaixou a nota da empresa de telefonia OI (veja a notícia). A nota que antes era BBB- foi rebaixada para BB+. Você pode ver na tabela que isto fez a OI deixar de ser vista como uma empresa com grau de investimento para ser uma empresa de grau especulativo ou grau de não-investimento. Muitos investidores simplesmente não investem em empresas com nota igual ou menor que BB+. Isto fez as ações da OI caírem na bolsa. A agência Fitch foi a primeira a rebaixar a Oi. Agora só falta a Moody’s que está neste momento revendo a avaliação.

Antes de investir, crie o hábito de investigar os riscos que você corre.

Dia da sorte...

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Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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Weldson Marcel Costa Andrade
Visitante
Weldson Marcel Costa Andrade

Bom dia independente da nota do banco, se o valor for menor que 250mil estarei segurado? Se investir digamos 100mil em um banco com a pior nota, estarei segurado mesmo assim? Muito obrigado e parabéns pelo artigo.

Gabriel
Visitante
Gabriel

Lembrando que para ter a garantia do FGC, o banco precisa estar associado ao Fundo Garantidor de Crédito.
Você consegue saber disso no link: http://fgc.org.br/?conteudo=1&ci_menu=18

Cassius
Visitante
Cassius

Leandro!
Esse artigo está sensacional!
Nem sabia que existia esse ranking e com certeza já investi em CDB em bancos como esse BIC…!
Uma dúvida….Nesse caso, sou correntista da XP e quando adquiri esse CDB o meu “agente” não me disse nada.
Como meu agente não deveria me informar isso?

Obrigado.

Edu
Visitante
Edu

Ótimo artigo, muito didático e como sempre esclarecedor, acompanho assiduamente todos os seus artigos que, inclusive, me fizeram abrir os olhos para diversas situações, novamente, parabéns!!

Luciano
Visitante
Luciano

Olá poderia me dizer o que você acha do Banco Indusval? Uma corretora me passou a opção de investir em LCIs desse banco e me disseram que a nota era BrA+ e lá aparece BrA será que foi rebaixada a nota? Obrigado e parabéns por mais essa grande matéria.

Take"Kimura
Visitante
Take"Kimura

Muito bom! Muito oportuno para o momento atual, dando um reposicionamento e confiança nas opções de escolha de bancos e instituições financeiras a escolher na hora de investir.

Vilma Prado
Visitante
Vilma Prado

Excelente artigo, muito esclarecedor. Parabens!

Lia
Visitante
Lia

Ótimo artigo, Leandro, o assunto sem dúvida está muito bem explicado.
Mas o problema é confiar nessas classificações que as agências avaliam.
Vou dar um exemplo, as instituições financeiras dos EUA que quebraram em 2008 sempre foram classificadas com triplo A “AAA”. O porquê disso, você explicou no artigo, e mais detalhadamente, é explicado no documentário “Inside Job”, traduzido no Brasil como “Trabalho Interno”. Recomendo a todos assistirem a esse filme.
Na minha humilde opinião, quando for investir em bancos pequenos, é mais confiável consultar o índice da Basileia, que pode ser consultado facilmente no site do BCB (http://www4.bcb.gov.br/fis/top50/top50aviso.asp?idpai=INFCONT) e clicar em 50 maiores bancos. O índice de Basileia mostra a proporção do capital da instituição sobre o volume emprestado, e quanto maior, melhor. A legislação Brasileira estabelece que cada banco deve ter o mínimo 11 para esse indicador. Acho que adotar esse índice como parâmetro é mais confiável. Posso citar um exemplo mais recente… antes de ser decretada a liquidação do BVA, esse era o único banco com índice de Basileia abaixo de 11.

Carlos
Visitante
Carlos

Perfeito, não dou credibilidade à essas agências , pois, antes da falência do BVA
a Austin Rating, o BVA ganhava nota BBB+ (“risco baixo”) menos de dois meses antes da intervenção.
O mesmo ocorreu com bancos como o Cruzeiro do Sul, que foi liquidado em setembro com um rombo de R$ 3,1 bilhões, e o Panamericano, que sofreu intervenção em 9 de novembro de 2010.
Tais notas afetam as empresas de duas formas. De um lado, investidores usam ratings para se guiar. Alguns fundos só aplicam em papéis tidos como seguros. De outro, financiadores avaliam o risco por meio delas: quanto menor a nota, mais caro fica tomar dinheiro emprestado.
Com a chancela das agências de rating, fundos de pensão como a Petros, segundo maior do Brasil, podiam investir em papéis mais arriscados, que levavam o carimbo de “seguros”. A Petros tinha R$ 80 milhões em três fundos ligados ao BVA e aplicava em papéis do banco.
SHOPPING DE RATING
Uma prática permitida no mercado agravava a insegurança das notas: o chamado “shopping de ratings”. As empresas que precisam de ratings bons pedem uma avaliação preliminar a uma agência. Se recebem uma nota baixa, tentam em outra, até conseguir uma nota satisfatória.
Como hoje não é obrigatório divulgar os ratings preliminares, o investidor nem desconfia que a empresa teve uma nota ruim.
Para impedir os efeitos prejudiciais dessa prática, a partir de 1º de janeiro passa a valer uma instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que torna obrigatório divulgar os ratings preliminares nos sites das agências.
“Essa instrução da CVM deve mitigar esse shopping de ratings”, diz Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings no Brasil.
“No Brasil, cada agência tem seus critérios de avaliação e há grandes discrepâncias”, diz Sergio Garibian, diretor de ratings da Standard & Poor’s na América Latina.
Em fevereiro de 2006, o banco Cruzeiro do Sul encerrou seu contrato com a Fitch, que lhe dava nota BB+(bra), “elevado risco de inadimplência”. No mesmo ano, assinou contrato com a Moody’s, que lhe deu Baa1 para depósitos de longo prazo e meses depois elevou a A3 (ambos grau de investimento, considerados seguros).
Por causa dessas contradições, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou um projeto de lei prevendo que as agências respondam por “prejuízos causados por conduta dolosa (com intenção) ou culposa nas classificações de risco”.
“Não é normal que algumas agências classifiquem um banco como tendo baixo risco e ele quebre alguns dias depois”, diz Fonte. “Ou a agência foi cooptada pelo banco ou não tem condições de classificar ninguém.”
Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o “shopping de rating” está restrito a operações estruturadas como FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). “Não acho que isso ocorre com empresas e bancos”, disse.
Para Paulo Rabelo de Castro, presidente da SR Rating, que não classificava nenhum desses bancos, “é importante uma regulamentação rígida, no momento em que o governo quer estimular o mercado de debêntures”.
Maior fundo de pensão do país, a Previ só aceita ratings de três agências: S&P, Moody’s e Fitch. Já a Funcef, da Caixa, compra títulos de dívida privada que sejam avaliados por pelo menos uma agência de rating, não importando qual.
A Funcef tinha papéis do PanAmericano e Cruzeiro do Sul. No caso do Cruzeiro, recebeu todo o investimento porque tinha garantia especial (DPGE).

Fonte: Folha.com

JOSÉ ARNALDO LOPES
Visitante
JOSÉ ARNALDO LOPES

Obrigado Leandro, seu trabalho muito nos ajuda a proteger o suado dinheirinho do brasileiro honesto! Mas de qualquer maneira é triste ver o dinheiro depois de ser ganho honestamente (pagando todos impostos), ser deteriorado pela inflação. Qual seria, Leandro, a melhor maneira de protege-lo?

Manoel
Visitante
Manoel

Ola. Leandro muito boa essa materia muito explicativa parabens e muito obrigado por nos ajudar. um abraço..

david
Visitante
david

matéria excelente obrigado.

Edu
Visitante
Edu

Olá Leandro, o que você acha do CDB em que o Sofisa oferece??achei muito atrativo , estão pagando 1% ao mês no CDB sofisa único, que é um título pré-fixado, achei ótimo, mas será que dá para confiar????

Luís Fernando
Visitante
Luís Fernando

Olá, Leandro. Parabéns pelo seu trabalho, sempre muito esclarecedor para nós, “simples mortais” do mundo financeiro.
Nas aplicações citadas no artigo, as taxas são negociáveis com os Bancos, dependendo, por exemplo, do valor do investimento?
Aplico um valor mensal em LCA do Banco do Brasil e, desde o início, apesar do valor crescente, a taxa oferecida é de 84%. Consigo negociar com o gerente uma taxa melhor?
Obrigado.
Saudações

Glaucia Vieira
Visitante
Glaucia Vieira

Olá Leandro!!!

Foi feito a avaliação de risco para quem investe em títulos como CDB, LCA e LCI… e para quem investe em TD onde posso avaliar o risco?

Andreia
Visitante
Andreia

Olá Leandro,
Me encanta a forma como você escreve! Um detalhe que me chamou a atenção foi a estratégia do governo em aumentar a taxa básica de juros por causa do rebaixamento do Risco Brasil. A imprensa sempre fala das duas coisas, mas nunca percebi se eles a relacionam como você fez. Para nós, uma maioria de leigos, achamos que o aumento da Selic tem como objetivo principal apenas a manutenção da inflação.
PARABÉNS pelo artigo!

Diego
Visitante
Diego

Olá Leandro,cara te acompanho a algum tempo você realmente é fera no assunto de investimento está de parabéns continue assim,está ajudando a muitas pessoas eu por enquanto estou estudando o assunto para depois colocar em prática mas com seu blog já aprendi bastante coisa que Deus te ilumine continue assim.

joao paulo
Visitante
joao paulo

Bom dia leandro,
Estava vendo opções de investimentos e estudando um pouco sobre elas, as melhores que vi foram o cdb e tesouro direto, pelo que vi essa funcionam com vc comprando titulos ou algo que irá ter um tempo programado para correr os juros certo, minha duvida é, nesse tipo de investimento, quando compro um desses, para investir mais no proximo mês tenho que comprar novos correto? com novas datas de vencimentos, aquele que ja comprei por tal valor com vencimento X, nao poderei mais aplicar nenhuma quantia nele certo?, pra mim essa foi a maior diferença pelo que entendi em relação a poupança, que gosto da forma que funciona, sempre eu acrescentando mais valor ao mesmo montante.

joao paulo
Visitante
joao paulo

dei mais uma lida em outros artigos relacionados ao mais recente e acabei entendendo agora, agora entro na cabeça.
obrigado

Otacílio Oliveira
Visitante
Otacílio Oliveira

Olá Leandro, tudo bem? Gostaria de saber como se faz para se fazer um investimento baseado na cotação do Dólar, já que o governo não autoriza a compra. Apesar de conhecer o assunto, pude me aprofundar mais. Ótimo artigo. Parabéns!

Igor
Visitante
Igor

Oi, Leandro. Tentei fazer uma busca do Banco Máxima no site da Standard & Poors, mas não retornou nenhum resultado. O que isso significa? Simplesmente que o banco não contratou esta agência para avaliação ou que pode ter contratado e não quis que o resultado fosse publicado? É isso?

Eduardo
Visitante
Eduardo

Bom dia,
Estou gostando de ler o conteudo desses artigos.
“Sou novo no pedaço”.
Moro fora do Brasil, mais tenho uma reserva de dinheiro na poupança, e depois de ler os seus artigos revolvi aplicar em LCI da CEF estâo pagando 84% do CDI ( 50 mil) quando for para o Brasil verei melhores taxas em outros bancos o que você pensa fico na CEF ou mudo de banco?

Obrigado

Dani Soares
Visitante
Dani Soares

Oi Leandro, adorei o artigo e obrigada por dedicar seu tempo a explicar esse mundo financeiro para quem não entende muito da coisa.
Li esse artigo e fui buscar o Banco Sofisa, que oferece taxas de remuneração bem interessantes em CBDs, LCIs e LCAs, e descobri que ele é A- na Fitch…
Aí resolvi buscar o Governo Brasileiro (Tesouro Direto) e descobri que a classificação é BBB, ou seja, 2 níveis abaixo do Sofisa, e isso me deixou confusa… quer dizer que eu comprar LFTs é mais arriscado que os produtos do Sofisa ?
Agradeço desde já a atenção e parabéns pelo site. Um abraço.

Lino
Visitante
Lino

Olá,Leandro! Por vias transversas cheguei ao seu site,do qual ,embora eu seja praticamente analfabeto ( não compro títulos de capitalização mas também não sei investir em ações) em assuntos financeiros,gostei muito pois você bastante didático em seus artigos.Sobre essa questão do Fundo Garantidor onde você diz que , para diluir os riscos é interessante investir em vários bancos diferentes,fico me perguntando como faria uma pessoa que tivesse cinco milhões ? Deveria ter esse dinheiro investido em 20 diferentes bancos?

Marisa de O. Santos
Visitante
Marisa de O. Santos

Parabéns pelo trabalho, Leandro.
Descobri o seu site recentemente e estou gostando muito do conteúdo
abordado e também da forma como você escreve seus artigos.

Rafael
Visitante
Rafael

Leandro, recentemente me cadastrei em diversos sites de investimento e conversei com alguns consultores de financas para buscar alternativas de investimento. Recebi muitas informacoes que me ajudaram a formar uma melhor opiniao a respeito do assunto, porem afirmo com certeza que no seu site encontrei maior riqueza de informacoes do que a maioria das fontes que consultei. Muito obrigado pela sua dedicacao.
Gostaria de aproveitar a oportunidade e lhe pedir uma referencia bibliografica a respeito do assunto “Classificacao de riscos e suas Notas”
Mais uma vez obrigado.
Abs
Rafael

Bruno
Visitante
Bruno

Leandro, ótimo artigo. Obrigado por compartilhar essa informação!

alisson
Visitante
alisson

Primeiramente PARABÉNS e muito obrigado pelos seus artigos, tem alertado de coisas que estão acontecendo e que muitas pessoas nem pensam que estão acontecendo. Tenho duas perguntas para fazer. Com esse novo rebaixamento feito pela Mood’s as taxas de juros ofertados pelos títulos públicos ficarão mais atrativos? É uma boa hora de investir em ações que irão cair com a crise econômica pensando na compra delas em baixa e venda no futuro?

alisson
Visitante
alisson

Também gostaria de aprender mais sobre ações, onde posso encontrar um estudo aprofundado sobre ações?

Amanda
Visitante
Amanda

Boa tarde Leandro
Por gentileza, gostaria que você me ajudasse.
Eu acessei o site da Standard & Poors como voce ensina, para pesquisar o HSBC, só que não aparece a posição do banco em relação à atuação no Brasil, como você demonstrou com o exemplo do Itaú. Pode me explicar como faço para verificar como está o HSBC no BRasil? Tenho dinheiro aplicado em CDB e fundos e estou preocupada.
Muito obrigada.

Renato
Visitante
Renato

Parabéns Leandro, pelo seu trabalho de informações tão importante. Gostaria de saber, se o valor a ser restituído através do FGC (limite R$ 250.000,00), vem adequadamente corrigido, exatamente conforme os parametros pactuados nos correspondentes produtos de Renda Fixa. Os valore são restituídos com os devidos rendimentos ?

José
Visitante
José

Leandro,
Passei a ler alguns comentários seus há poucos dias, infelizmente. Vou me habituar a ler mais, doravante. Só queria saber de uma coisa. Tenho alguns recursos mal investidos, como: Poupança, renda fixa, ações que eram boas e se tornaram ruins, como Petrobrás, etc. Tenho intenção de diversificar aplicações em alguns tipos mais rentáveis e seguros, de apenas R$ 200 mil em cada tipo ou instituição, portanto, dentro do FGC. Uma corretora me orientou a aplicar num banco que está pagando 130% do CDI, para 721 dias. Assustei com a taxa e perguntei o rating dessa instituição e fui informado que é BBB. Seria uma boa opção? Só lembrando que esses recursos são resultado de muita economia, para melhorar minha aposentadoria. Não é especulação.

Anderson
Visitante
Anderson

Ola Leandro, boa noite. Excelente artigo e conteudo. Pergunta: para que eu comece a investir em LCI ou LCA, eu mesmo investiria atraves do banco ou teria que ser via um intermediario (broker)? Pergunto pois se ha a possibilidade de “cortar elos na cadeia”, entendo que maior sera a minha lucratividade tambem.
Grato.

Vitor Rodrigues
Visitante
Vitor Rodrigues

Leandro, boa tarde. Como vai?

É possível se cadastrar na cetip ou solicitar algum relatório para que mostre que. Negociação de uma lci foi registrada neles? Sem depender da corretora.

Abs

ladysay
Visitante
ladysay

Bom dia Leandro. Em primeiro lugar, parabéns pelo artigo, foi super esclarecedor. Mas depois de ler eu fui dar uma olhada nas classificações, que aparecem no próprio home broker da corretora, e vi que as instituições variam muito nas classificações. Vi bancos, por exemplo, com o rating de BBB na fitch, A na S&P e Ba3 na Moody, ou seja, variação de 7 graus, entre uma análise e outra. Em que instituição confira nesses casos?

Um abraço

Marcus
Visitante
Marcus

Boa noite Leandro..Fiz todos procedimentos,mas vi que o banco máxima não conta a classificação para LCI..Você sabe a classificação desse banco para esse investimento? Abração.

silas
Visitante
silas

Boa tarde Leandro. Primeiramente quero agradecer pelo artigo e solicitar sua opinião. Tenho R$71 mil e pretendo investir em uma LCI por um período de um ano. Qual banco você me indicaria neste momento? Aproveitando o ensejo se o banco quebrar qual prejuízo posso ter e para acionar o FGC o que precisa ser feito tem algum custo? Desde já agradeço pela atenção.

Rafael
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Rafael

Olá Leandro Ávila,

Parabéns pelo artigo. Você acha arriscado demais investir 20 mil reais em LCI do Banco Intermedium? Em caso de quebra, quantos meses espero para reembolsar o dinheiro? Agradeço pela informação.

Fabio Neves
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Fabio Neves

Olá
Parabéns pelo site.
Aplico todas as minhas economias da minha empresa (+\- 3.500..000) no Santander em CDB com 102% CDI.
Não tinha conhecimento que em caso de quebra do banco só receberia até 250 mil.
Como não gostaria de fracionar o $$$ em varios bancos, o mais seguro seria aplicar no banco do brasil ou caixa economica, ?(porque na minha visão de leigo, se esses bancos públicos quebrarem todos os privados tb já teriam quebrado).
mesmo com um CDI de 100,5% que foi o maximo que me ofereceram ?
Leandro, me ajuda ai, devo ir pro BB ou CAIXA??

Daniel
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Daniel

Leandro boa noite,

Vou investir menos de 250 mil em LCI. Se o banco quebrar o FGC garante apenas o valor que eu investi inicialmente, ou o valor que eu investi inicialmente + os rendimentos que estava escrito que eu iria receber? Para valores abaixo de 250 mil, há o risco de eu receber o dinheiro + rendimentos fora do prazo de vencimento?

mario
Visitante
mario

Olá Leandro, parabéns pela iniciativa de esclarecimento ao publico sobre FGC.
Gostaria de saber quem fiscaliza o FGC ,e o banco Central.
Minha corretora tem me ofertado LCI do Banco Intermedium , classif. bb+, mas tenhos receio e tenho investidos em NTB-B PRINCIPAL, porem as taxas são bem inferiores e ainda tem o IR.

Marcos Antonio Ferrante
Visitante
Marcos Antonio Ferrante

Leandro , seu site é ótimo, gostei muito da comparação entre os bancos de grande porte. Mas entre eles os melhores são BB e Caixa. Vou amanha , procurar um investimento melhor que a poupança .Obrigado Leandro.

José Carvalho
Visitante
José Carvalho

Olá Leandro!
Fiz uma pesquisa a respeito dos bancos que oferecem LCI, LCA ou CDB na corretora onde tenho conta. Para minha surpresa, 4 bancos tinham ratings B1 (Original, Modal, BMG e Indusval) e 1 outro Ba2 (Pine), todos atribuídos pela Moody’s. O interessante é que na S&P e na Fitch eu encontrei ratings que indicam grau de investimento para os mesmos bancos. E não por acaso, esses são os bancos que oferecem as melhores taxas. Se uma das agências classifica o banco como especulativo, acho que não é aconselhável investir, certo?

Márcio
Visitante
Márcio

Parabéns Leandro pelo maravilhoso artigo. Você ajudando muitas pessoas.
Eu segui todos os procedimentos que você colocou para verificar o risco na S&P e não achei a instituição que eu estava procurando. No caso, o banco máxima. Será que cometi algum erro ou realmente eles não tem a avaliação deste banco?

Grato

Ric
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Ric

Olá Leandro,

Parabens pelos artigos, todos muito bons. Gostaria de tirar 2 duvidas.

1- Existe alguma situação em que o FGC pode não conseguir pagar pela quebra de algum(s) banco(s)?

2- É possível saber se determinado banco possui emprestimos, no caso, para Petrobras ou empresas investigadas no lava jato?

Rosângela
Visitante
Rosângela

Oi Leandro,
Tenho recursos na ordem de 200mil e pretendo adquirir um novo imóvel no próximo ano, após a venda do atual imóvel em que resido.
Aliás resolvi adiar a compra do meu imóvel e aguardar a venda do atual graças a leitura do seu Livro Negro do Financiamento de Imóveis. Decidi me capitalizar antes para financiar o mínimo possível

Atualmente tenho o dinheiro aplicado em Renda Fixa e LCA no Banco do Brasil. Mas o BB paga apenas 84% do CDI, de modo que pensei em aplicar meu dinheiro em outros bancos menores com melhores taxas. Olhei os rendimentos do Banco Sofisa e do BMG. Vi seu comentário sobre o Sofisa, mas não encontrei nada sobre o BMG… Isto é mau sinal?

Você teria uma lista de bancos médios, que oferecem melhores rendimentos de LCA e LCI com seus respectivos graus de risco?

Seus textos são excelentes! Obrigada!

Thiago
Visitante
Thiago

Leandro, fiquei aborrecido ao ver a tabela com o rendimento da LCI do Santander (90,5%).
Eu fiz uma aplicação em 02/02/15 de 300mil com rendimento de 86,5%…afff!!!!!

alexsandro
Visitante
alexsandro

ola leandro boa noite estou com uma tremenda duvida muito grande estou pesquisando a dias o bom banco par investi tenho 50mil estava vendo ser poderia me ajuda nesse requisito vim um comentário acima que vc nao prefere fala qual o melhor banco para investi tenho uma grade duvida queria investi em um banco de meno porte mais nao sei qual o banco intermedium, banco máximo ou qualquer outro queria sabe ser esse banco sao confiável ou bom ou vc pode me indica outro por favor

Geane Oliveira
Visitante
Geane Oliveira

Bom dia Leandro.
Primeiro quero agradecer por repassar seus conhecimentos.
Leandro recentemente fiz uma pequena aplicação através de uma corretora no Banco Máxima, porém não havia feito uma pesquisa sobre o banco. Você conhece esse banco?
Sabe algum site que fale sobre sua reputação? Obrigada.

ana
Visitante
ana

Ola gostaria de saber se o BIC mercantil é seguro?

Marcus
Visitante
Marcus

Ola Leandro,

Eu sei que voce ja mencionou que o Banco HSBC e’ um banco mundial de grande porte,portanto baixo risco de quebrar, mas gostaria de saber sua opiniao para as seguintes perguntas:
1 – Depois do anuncio do HSBC in HongKong que quer vender a unidade brasileira e da Turquia, voce ainda acha que o risco do HSBC quebrar e dar calote no Brasil ainda e’ pequeno?
2 – O que pode acontecer com correntistas e investidores como eu que ainda tem conta no HSBC do Brasil, fica e espera pra ver o que vai acontecer ou sair fora enquanto tem tempo?

obrigado e abracos,
Marcus

Carlos Vinicius
Visitante
Carlos Vinicius

Olá Leandro! Parabéns por mais este artigo.
Procurei informações sobre o Banco Luso Brasileiro S.A. Não encontrei no Standard & Poor´s, nem no Moody’s e nem no Fitch Ratings. Você o conhece, tem alguma informação sobre ele? Abraço.

Edw
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Caio Henrique
Visitante
Caio Henrique

Pessoal, é possível consultar o andamento dos processos através do site http://www.transparencia.mpf.mp.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial, basta digitar o código da Ação penal nº 0013304-74.2013.4.03.6181 no campo Número do Expediente.
A última atualização foi feita em 19/11/2014.
Na realidade não diz nada demais, se o Leandro ou alguém souber como obter melhores informações eu agradeço.
Aliás, a título de conhecimento, a Easynvest (corretora que tenho utilizado) afirma que o Banco Luso Brasileiro não tem nota porque não contratou a avaliação por parte de nenhuma das agências.
Se é verdade ou não eu ainda não descobri, sigo buscando informações pra me certificar de onde devo investir.
Um abraço, Caio.

Ana Paula
Visitante
Ana Paula

Leandro, com os rumores do fim da isenção de IR para LCA, é recomendável fazer a migração total de uma quantia, por exemplo, do fundo de investimento BB LP Premium para LCA ou existe uma margem de risco. Qual seria o procedimento mais seguro? Agradeço, se for possível, a sua orientação.

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