Ter conta em diversos bancos e corretoras

O objetivo desse artigo é mostrar a importância de não concentrar todo o seu patrimônio em um único banco ou corretora. Com tantos escândalos envolvendo instituições financeiras, parece sensato pensar na possibilidade de distribuir o seu dinheiro em diversos bancos e corretoras como uma forma de reduzir riscos.

O ditado popular já dizia que não é uma boa ideia deixar todos os ovos na mesma cesta. É algo que faz sentido.

Se você distribuir os ovos em várias cestas e uma delas cair no chão, você conseguirá salvar os ovos que estavam nas outras cestas. O mesmo vale quando o assunto é dinheiro.

Muitos adotam essa filosofia diversificando através de investimentos diferentes, mas esquecem que também pode ser interessante diversificar entre as instituições financeiras como bancos e corretoras diferentes.

No caso dos ovos, você pode observar se uma cesta está furada ou se a sua estrutura é sólida antes de colocar os ovos. No caso dos bancos e corretoras, podemos observar os números que eles apresentam nos balanços. Esses números indicam a saúde financeira da instituição.

Existem sites como esse aqui que facilitam o acesso aos números que demonstram a saúde financeira dos bancos, corretoras e outras instituições financeiras. No site do Banco Central é possível baixar esses dados, mas eles são disponibilizados de uma forma “indigesta”, nada amigável para o pequeno investidor.

O grande problema de avaliar os bancos e corretoras onde investimos através dos balanços e números que eles mesmos fornecem, é que isso só funciona quando estamos diante de instituições confiáveis, administradas por pessoas bem-intencionadas. Quando as pessoas que estão no controle dessas instituições mentem ou escondem dados, os números dos balanços se tornam inúteis.

Sem citar nomes, vamos ver alguns exemplos para ilustrar o artigo através de notícias que foram publicadas na imprensa.

Recentemente um banco pequeno foi liquidado (fechado) pelo Banco Central. Você pode ver detalhes nessa notícia aqui que diz: “Para encobrir o problema patrimonial, o banco supostamente fazia registros irregulares no balanço. A operação consistia na remessa de recursos da clientela para outra empresa ligada ao banco”.

No passado, quando o banco tinha outro nome, ele se envolveu em questões que foram investigadas pelo Ministério Público (veja aqui). Como você pode ver aqui, o responsável pela fintech, que utilizava o nome e os serviços do banco liquidado, tinha conhecimento que os diretores do banco já tinham sido investigados pelo Ministério Público Federal, mas acreditou que isso não produziria problemas futuros.

O envolvimento de presidentes, diretores e executivos de bancos e corretoras com práticas questionáveis vem se tornado frequente. Recentemente o presidente de uma corretora foi preso em uma operação da Polícia Federal (veja aqui). A notícia diz: “os recolhimentos de servidores de 28 cidades em sete estados ao RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) eram aplicados em fundos que continham debêntures (títulos de dívida) sem lastro emitidas por empresas de fachada, em valor que pode ultrapassar R$ 1,3 bilhão.” 

Problemas envolvendo os investimentos em planos de previdência de servidores públicos também se tornou frequente. Fundos de grandes empresas públicas como esse aqui e esse aqui já produzem problemas e prejuízos para milhares de pessoas que tinham esses planos como a esperança para uma aposentadoria segura.

Administradores de grandes bancos também se envolvem com atividades duvidosas. Não faz muito tempo que o presidente desse banco aqui foi preso por suspeita de planejar obstruir investigações da ‘Lava Jato’.

Por falar em Lava-jato, você lembra da operação Zelotes que envolve diversos bancos grandes, montadoras de veículos e canais de televisão (veja aqui)? O ex-presidente e atual presidente do conselho de administração de um grande banco privado está envolvido em investigação que apura esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fonte 1) (fonte 2).

Na história da economia brasileira temos vários exemplos de pessoas que ocuparam os cargos mais elevados do sistema financeiro, como esse ex-ministro da Fazenda, que está preso, e esse outro que chegou a ser preso. Esse primeiro já prometeu que revelaria, em delação, o envolvimento de bancos que ele favoreceu em troca de propina (fonte).

Recentemente diversos doleiros foram presos (fonte) em uma operação que pode desencadear outras delações envolvendo mais instituições financeiras, mais empresas de diversos setores e políticos. Isso já é visto como motivo de preocupação, pois promete produzir mais impacto do que a Lava-jato por envolver instituições financeiras (fonte).

Devemos lembrar que assim como construtoras foram grandes doadoras para campanhas de políticos, grandes bancos também sempre foram grandes doadores. Já conhecemos, através da “Lava-jato“, as relações entre as construtoras e os políticos e os problemas que as investigadores produziram nos negócios das construtoras.  Visitando aqui, você tem um quadro mostrando quanto cada banco doou para cada partido político na última eleição. Se as relações dos bancos com os políticos é parecida com a relação das construtoras com os políticos, só investigadores futuras podem dizer.

Diante desse rápido apanhado, faça suas próprias reflexões.

Pessoalmente, imagino que a estratégia de diversificar  investimentos em diversas instituições financeiras seja uma opção a ser pensada. Evitar a concentração de todos os seus recursos em um único banco ou corretora é algo que parece ser sensato diante do quadro.

Outra vantagem de ter investimentos em mais de uma instituição é a possibilidade de comparar as oportunidades que cada instituição oferece, comparar serviços, taxas e atendimento. Ser fiel a um único banco por toda vida só beneficia o banco.

Como mostrei, temos meios de saber quais instituições são financeiramente saudáveis, basta olhar os balanços, mas não temos meios de prever quais instituições são dirigidas por pessoas que respeitam as leis. Quando sabemos de algum problema é sempre através da imprensa, quando os fatos estão consumados e pessoas são presas.

Escândalos e crimes envolvendo funcionários, executivos, presidentes e sócios de instituições financeiras sempre aconteceram na história do Brasil e do mundo e esses eventos devem continuar acontecendo.

Existem muitas investigações em andamento no Brasil, muitas delações que estão ocorrendo neste momento, muitas pessoas importantes que ainda podem ser presas e que ainda podem iniciar uma nova delação.

Como podemos ver, desonestidade é um problema que afeta pessoas de todas as classes sociais, todos os níveis de escolaridade, ideologias e partidos. A desonestidade está infiltrada por todas as camadas da sociedade.

Recomendo a leitura do artigo “O que é ética” no meu site pessoal.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.

Sobre o Autor:

Leandro Ávila acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. É formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis.
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Fatima AzevedoAdamirLucasAngelawesley Recent comment authors
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Claudio Brites
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Claudio Brites

Texto excelente. Entrei nessa de investir faz pouco tempo, estou faz mais de dois meses organizando minha vida para começar e a parte mais difícil está em escolher a corretora. Já li todos os artigos, mas não confiei no trabalho de nenhuma. A que me pareceu a mais bem avaliada em atendimento, com fundos fortes e bom aplicativo é sustentada por um dos bancos que vc aponta aí, o ###. É fogo…

Tiago
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Tiago

Leandro, bom dia.
No caso de quebra do banco, desconsiderando a dor de cabeça, o risco de perda refere-se ao que excede os 250 mil cobertos pelo FGC, correto?
No caso de quebra de corretora, basta transferir a custódia dos investimentos para outra corretora ou existe risco de perda de dinheiro investido? Este processo de transferência é muito burocrático e demorado? E caso algum investimento vença durante este processo, para onde vai o dinheiro?
Como sempre, ótimo artigo e obrigado pelo esforço.

Bruno
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Bruno

Leandro, obrigado por mais uma dica valiosa! É sempre importante vislumbrar outras possibilidades, ver o outro lado da moeda, abrir a cabeça para novas oportunidades… Uma dúvida: você não publica mais no blog Intrasenso? Um grande abraço.

Fabio Galante Mans
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Fabio Galante Mans

Leandro muito obrigado pelo artigo.
No caso do Tesouro Direto, se uma corretora fecha seria difícil recuperar o valor investido?

Grato

Andre Luis
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Andre Luis

Gostei muito do tema abordado eu particularmente utilizo apenas uma corretora, mais vou procurar outra agora.

Abelardo Ladeia Filho
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Abelardo Ladeia Filho

ótimo seus comentários sobre diversificar os investimentos. Tenho uma dúvida e gostaria de sua orientação: investimento no tesouro direto – Vale a pena aplicar no tesouro direto, levando-se em conta que, além dos juros em baixa, temos que pagar taxa de custodia semestralmente?

Anderson
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Anderson

Excelente artigo Leandro!
Parabéns e obrigado pelas valiosas contribuições aos seus leitores.
Abraço

Guilherme
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Guilherme

Leandro, com o suposto vazamento de informações do banco ####, não seria um pouco perigoso abrir contas em diversas instituições ? Pois o perigo de dados cadastrais se multiplicariam, imagino que com a quantidade de documentos que precisa ser enviado para abrir uma conta hoje em dia, caso esses dados sejam roubados, permitiria criminosos abrir contas em qualquer banco e solicitar empréstimos.
Outra duvida tem alguma forma de saber se um lci por exemplo foi realmente comprado em meu cpf ? Porquê pelo que eu vi a maioria das bancos médios e corretoras não cadastram no cetip.

Ricardo
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Ricardo

Acredito ser melhor investir pela maior corretora independente e, se estiver disposto a pagar mais, pelas corretoras dos 5 bancões (não sou funcionário de nenhuma delas).

Marcelo
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Marcelo

Mais um ótimo texto!
Uma dúvida, no caso de ações, FIIs ou Tesouro Direto o risco da corretora é praticamente nulo, ou não? Pergunto isso pois os títulos estão listados no B3 e em caso de falência da corretora, os títulos continuam atrelados ao seu CPF, certo?

Marcelo
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Marcelo

Fiz um investimento pelo banco ########, mas não recebi o comprovante por email igual costumo receber pelo #####, um print do extrato e do investimento no aplicativo seria o suficiente como prova?

Omochileiro.blog.br
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Omochileiro.blog.br

Leandro, direto ao ponto e com um belo timing! Como deve ser. Leio absolutamente todos os seus textos, assim que a newsletter cai no meu email e até hoje não me lembro de nenhum que tenha me arrependido de ler. Apenas a título de sugestão, eu acrescentaria alguma coisa sobre o FGC e seus limites, pela relevância e pertinência ao tema. E muito obrigado pelo conteúdo de altíssima qualidade!

Eronides
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Eronides

Olá Leandro,tudo bem?Não sei se cabe essa pergunta,mas o que voce acha da noticia de que o Banco #### foi haqueado,será que é falsa ou verdadeira? Eu por via das duvidas troquei minha senha.

Eduardo
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Eduardo

Olá, Leandro!
Eu diluí meus investimentos em 4 corretoras e três bancos de investimento (pequeno porte). Se algum quebrar (Deus me proteja) meu prejuízo será mitigado e de fácil administração. Assim é possível medir a qualidade dos serviços das corretoras e também visualizar os bons investimentos que surgem aqui e ali. Uma coisa que gostei de fazer foi ter 2 estratégias para o Tesouro Direto. Numa is títulos são comprados com frequência e levados até o vencimento (aposentadoria). Noutra, posso usar a marcação a mercado a meu favor – cada uma numa corretora diferente.

Antonio Carlos
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Antonio Carlos

muito bom este texto. Mas o que fazer quando você tem conta em banco público onde os responsáveis pela gestão dos mesmos são colocados lá por indicação política. Indicações estas que escondem um pano de fundo onde o indicado vai assumir com orientações prévias do que fazer. É o Brasil, ame-o ou deixe-o ou o reinventa. Abraços.

Gilmar Moschen
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Gilmar Moschen

Comprei seus livros e estou me reeducando em os meus invest. Inclusive havia te mandando um email para ajuda da minha escolha de mais corretora, acho q vc não leu. Mas agora estou em 2 grandes corretoras e 2 bancos grandes. Parabéns mais uma vez.

João Silva
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João Silva

Leandro, costumo investir em renda variável, já ouvi falar que é importante não deixar dinheiro parado na corretora e desconfiar das taxas de corretagem muito abaixo da média. Concordas??

Marcos
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Marcos

Ótimo texto. Nesse caso, banco publicos são mais seguro do que bancos privados?

Bruno Ochikubo
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Bruno Ochikubo

Fantástico, Leandro!
Quando li a notícia do tal banco que foi liquidado, fiquei preocupado também.
Vou analisar e estudar para que os próximos aportes sejam realizados em uma instituição diferente, quando vi depoimentos de pessoas que tinham investido no banco liquidado, vi que ficar contando apenas com o FGC não é tão agradável quanto parecia.

Jorge Francisco Leme
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Jorge Francisco Leme

Boa tarde Leandro…
Muito bom seu artigo, mas uma dúvida que surgiu, os depósitos compulsórios não são como uma garantia que o banco central oferece aos clientes de instituições financeiras quebradas?

Louis
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Louis

Olá Leandro,
tenho custódia de ações e tesouro direto na corretora #####, no entanto vejo que ano após ano esta corretora fica no vermelho, dá prejuízo. Mesmo sendo uma instituição com mais de 60 anos no mercado, você acha que é arriscado ter a custódia com ela?
Obrigado

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

Acho que entendi o conceito do artigo…mas eu sempre deixo no máximo 4.000 na conta corrente para gastos corriqueiros (Banco tradicional onde recebo meu salário/renda da empresa) e na corretora não fica dinheiro nenhum, está tudo investido, logo, não existe dinheiro algum na corretora, especificamente falando.

Eu não acredito que corrupção seja simplesmente uma questão de desvios pessoais, mas sim uma consequência direta de qualquer tipo de concentração de poder (econômico, político ou judicial).

Se quiser conhecer alguém verdadeiramente, dê poder a essa pessoa!

Denny
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Denny

Olá Leandro,

E o cenário fica ainda mais complexo se levarmos em conta quando investimos em fundos de investimentos, através de bancos tradicionais ou corretoras, mas de gestores independentes. Aqui penso que o maior risco é relativo a competência, saúde financeira e a honestidade destas empresas gestoras.

Iara
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Iara

Em resumo: O Brasil se tornou país sem LEI. Cada vez mais próximo da Venezuela.

Iara
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Iara

Leandro, eu li uma reportagem que afirmou que desde 2010 o Banco ######## (atual banco ####) figurava na lista de bancos “com acompanhamento especial” pelo Banco Central. Você saberia informar se há como acessar esta tal lista “com acompanhamento especial” teoricamente elaborada pelo BACEN? obrigada.

Renato
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Renato

Mais um ótimo texto, Leandro. Acompanho-o desde 2016 e você mudou minha perspectiva financeira e, consequentemente, de vida. Ajudou-me muito. Muito obrigado.

Ronaldo Nunes
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Ronaldo Nunes

Oi Leandro, tudo bem? Em primeiro lugar, gostaria se lhe agradecer por você compartilhar seu conhecimento conosco, saiba que é de grande valia.
Se eu tiver conta em pelo menos três corretoras, isso não implicaria num custo mais elevado para meus investimentos? Digo isso devido as taxas. Você acha que mesmo tendo um custo maior ainda assim seria uma boa opção para diminuir os riscos?

wesley
Visitante
wesley

oi leandro, gostei muito do artigo veio na hora certa,pois tive uma surpresa desagradavel essa semana,entrei em uma empresa a um mês tive que abrir uma conta em um banco que a empresa paga o salario (conta salario).quando meu salario caiu na conta foi investido em uma aplicação de CDB/Invest Facil que EU NÃO AUTORIZEI E NÃO SOLICITEI em nenhum momento.
O Banco ##### age contra o artigo 18 da Resolução nº. 2878, do Banco Central do Brasil que estipula, que fica vedado às instituições referidas no art. 1º agora preciso perder dias de trabalho para resolver.

valeu abraço

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

Pelo que entendi, o tal banco alavancou demais (a lei já permite alavancar 600% do patrimônio!!!) e maquiou dados de balanço financeiro (semelhante ao que o Governo Dilma fez e terminou no impeachment dela), logo, pisou na bola.

Não vejo como a Fintech (banco virtual) é relacionada diretamente com isso, pois ela vai procurar outro banco físico (de preferência com nome bem diferente dela) e as contas poderão ser reativadas, prestando o mesmo serviço.

Somente o governo pode imprimir dinheiro descontroladamente, e ele vai agir severamente com quem achar que pode tomar esse monopólio dele.

Angela
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Angela

Aonde vamos parar ? Estou passando uma temporada fora do Brasil e pensando se devo voltar our não….

Lucas
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Lucas

Eu tenho apenas uma conta bancária e a fiz exclusivamente para investir no TD. Ontem assisti um vídeo do Gustavo Franco e ele diz que se a dívida do governo continuar a crescer pode ser que não haverá condição de pagá-lá. Como ele é um sujeito de muita credibilidade fiquei um pouco preocupado. Já li seu artigo sobre um calote da dívida e seria uma catástrofe e as chances de acontecer são distantes, mas mesmo assim fico preocupado, pensando que meus investimentos ficarão lá pelo menos até 2045.

Adamir
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Adamir

Leandro, bom dia!
Gostei da reflexão sobre diversificar em bancos e corretoras. Mas nesse caso teremos mass taxas para pagar pois temos mais contas. Mesmo assim acredito ser importante fazer isso. Talvez você pudesse escrever algo sobre como diversificar entre bancos e corretoras fazendo boas escolhas e escolhendo as melhores taxas para o investidor.

Fatima Azevedo
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Fatima Azevedo

Bom dia Leandro, sempre com ótimo artigos!
Tenho uma aplicação de renda fixa, fundo DI, há pouco mais de 4 anos em um banco privado de grande porte, com taxa de 0,5% e saldo de 520k.
Em algum dos seus excelentes artigos, entendi que graças ao famigerado come cotas, perco em rentabilidade ao longo do tempo. Estou avaliando pulverizar este investimento tanto em outros produtos, quanto em instituições financeiras. Estou recém aposentada e sem outra fonte de renda.
Como comparar a rentabilidade líquida deste fundo DI com outros investimentos no médio prazo? Muito obrigada e um abraço

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