Expectativas dos Juros, Inflação e Câmbio nos próximos anos

Vou ensinar como você pode receber um relatório semanal, gratuito, no seu e-mail, com o resumo das expectativas sobre a taxa de juros (Taxa Selic), inflação (IPCA), câmbio (Dólar) e PIB. As projeções são relativas ao ano atual e aos próximos 2 anos.

O Banco Central possui uma página chamada “Sala do Investidor” onde publica alguns relatórios que são do interesse dos investidores. É possível receber um aviso por e-mail sempre que um novo relatório é publicado. Esse serviço permite receber as informações direto da fonte, antes mesmo de aparecerem nas reportagens dos telejornais ou nos sites de notícias.

Sabemos que o principal objetivo da imprensa é atrair audiência, pois é isso que permite gerar receitas publicitárias. A divulgação de informações é apenas o meio que utilizam para isso. Para atingir esse objetivo, alguns veículos criam manchetes sensacionalistas (exageradas) envolvendo dados econômicos.

Para escapar da influência dessas manchetes exageradas sobre a economia, que acabam interferindo nas suas decisões, é interessante que o investidor tenha o hábito de acessar informações de fontes primárias. É claro que nenhum jornal vai divulgar suas fontes primárias. Você deve colecionar essas fontes para consultar sempre que necessário.

No caso dos dados econômicos produzidos e divulgados pelo Banco Central, basta visitar este endereço aqui, clicar na opção “Inclusão” e preencher o formulário com seu nome e e-mail. A opção “Exclusão” é para o dia que você desejar trocar de endereço de e-mail ou parar de receber os informativos. Como são os jornalistas que normalmente se interessam por receber essas informações em primeira mão, o formulário pede o nome da instituição e telefone. Esses dados não são obrigatórios e você pode deixar em branco.

Veja um exemplo de relatório que o Banco Central vai enviar para o seu e-mail toda segunda-feira.

Esse relatório pode ser visualizado diretamente no e-mail, não é necessário abrir qualquer arquivo. Se for do seu interesse acessar todo o relatório será possível clicar na opção de ler o relatório completo. A lista de todos os relatórios pode ser acessada aqui.

Os dados divulgados são o resultado de uma pesquisa semanal que o Banco Central faz com mais de 100 economistas das principais instituições financeiras do país. Essa pesquisa resulta em um relatório semanal que se chama Boletim Focus. Já mostrei como o Boletim Focus funciona em outro artigo que você pode ler clicando aqui. Você verá que os economistas costumam errar muito nas suas projeções sobre o futuro dos juros e da inflação. Não devemos confundir projeções com premonições. Por este motivo devemos ter muito cuidado ao tomar decisões de investimento no presente com base nessas projeções.

Tendências

O Boletim Focus serve como termômetro das expectativas do presente com relação ao futuro. Como a pesquisa é semanal, as expectativas desta semana irão caducar em poucos dias. A opinião dos economistas sobre os juros, inflação e diversos outros números muda a todo momento.

Quando comparamos os números desta semana com os das semanas anteriores podemos observar uma tendência de alta, baixa ou manutenção). Isso nos diz sobre o nível de otimismo ou pessimismo dos economistas, no presente, com relação ao futuro.

Veja como ler o quadro “Expectativas do Mercado” na figura abaixo. O relatório apresenta um quadro para a expectativa do ano atual e outro para a do próximo ano. É possível observar a expectativa da semana atual, de uma ou quatro semanas atrás e com isso traçar uma tendência.

O triângulo vermelho para baixo indica que ocorreu uma queda na expectativa do número no Boletim Focus atual, quando comparado com o da semana passada. O triângulo azul para cima indica uma alta e o sinal de igual indica que não ocorreu variação.

O número entre parênteses indica a quantidade de semanas seguidas em que não ocorreu mudança da tendência de alta, baixa ou de estabilidade. Isso permite observar a consistência de uma expectativa.

É interessante observar que esses números não a média das expectativas, ou seja, o Banco Central não soma a opinião dos economistas e depois divide pelo número de economistas participantes para encontrar uma média.  O BC utiliza a mediana de todas as projeções recebidas. Vamos imaginar que a pesquisa é feita com apenas 7 economistas e não com mais de 100. Imagine que a opinião deles para a taxa de juros no futuro é 1%, 3%, 3%, 6%, 7%, 8%, 9%. A mediana é o valor que está no meio desse conjunto de 7 opiniões. Neste exemplo a mediana seria 6%.

A importância desses números

Investidores, empresários e trabalhadores deveriam entender como a inflação, juros, câmbio e PIB produzem impactos positivos ou negativos nos investimentos, na atividade empreendedora e na vida financeira e profissional de cada um.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia. É considerada o custo do dinheiro e seu valor é definido pelo governo a cada 45 dias através de reuniões que ocorrem no Banco Central. Ela produz consequências na inflação, no PIB, câmbio, taxa de desemprego, rentabilidade dos investimentos, juros dos empréstimos e financiamentos, etc.

Impacto dos juros

O governo utiliza o poder que tem de manipular a taxa básica de juros como ferramenta para acelerar ou frear a atividade econômica que pode ser medida pelo PIB. Ao fazer isso, ele pode acelerar ou desacelerar a alta de preços (inflação medida pelo IPCA) que ocorre quando os consumidores demandam mais ou menos produtos e as empresas atendem ou não essa demanda. Vamos ver logo abaixo o impacto dos juros no câmbio, investimentos, consumo, bolsa, dívida pública, etc.

Fiz um resumo bem simples e fácil de ser entendido por qualquer pessoa:

Investimento financeiro. A rentabilidade de diversos investimentos cai quando os juros estão em queda e aumentam quando estão em alta. Os investimentos de renda fixa são beneficiados com a alta dos juros e prejudicados com sua queda. Exemplos de investimentos de renda fixa: títulos públicos e títulos privados como (CDB, LCI, LCA, debêntures, CRI, CRA, LC, etc.).

O consumo. Taxas de juros elevadas desestimulam o consumo. Quem tem dinheiro sobrando prefere investir na renda fixa para receber juros elevados. Quem não tem dinheiro tende a adiar as compras para não pagar juros altos através de empréstimos e financiamentos. Quando os juros estão baixos, muitos preferem consumir ao invés de poupar. Aqueles que gostam de dívidas aproveitam para comprar tudo com parcelas a perder de vista.

O investimento produtivo. Juro elevado significa dinheiro caro. O dinheiro caro inviabiliza os empréstimos que as empresas assumem para a construção de novas fábricas, abertura de novas lojas e expansão das atividades. Quando as empresas investem menos, crescem menos, vendem menos e isso impacta o resultado dos investidores. A queda do consumo gera o adiamento de investimentos das empresas que por sua vez também reduzem seu próprio consumo. Juro baixo significa dinheiro barato. Muitos projetos das empresas só se tornam viáveis quando os juros são competitivos.

O emprego. Se as pessoas e as empresas estão consumindo menos, a demanda por mão de obra diminui. As empresas adiam a expansão dos negócios e muitas vezes são obrigadas a reduzir suas operações fechando lojas, reduzindo a produção de fábricas e demitindo a mão de obra ociosa. Juros baixos levam o investidor a avaliar a possibilidade de ampliar seus negócios assumindo dívidas que serão pagas pelo aumento dos lucros da empresa. Essa ampliação resulta em mais vagas de emprego.

A bolsa. Se as empresas estão vendendo menos e crescendo menos, o valor das suas ações tende a cair. Quando a renda fixa oferece juros elevados com baixo risco, isso atrai os investidores reduzindo a demanda por ações. Quando os juros estão em queda a renda fixa fica menos atrativa. A demanda por ações de boas empresas aumenta e isso eleva o preço das ações. Quando a economia fica aquecida com a queda dos juros as empresas vendem mais e isso eleva seus resultados financeiros gerando um impacto positivo no preço das ações.

A inflação. Com pessoas e empresas demandando menos produtos e serviços a velocidade da alta dos preços tende a cair. Em muitos casos os preços tendem a diminuir no decorrer de uma economia em recessão provocada por juros muito elevados. A pressão que isso provoca na margem de lucro das empresas pode desestimular a atividade produtiva. O empresário pode concluir que os preços praticados não compensam o risco e o trabalho de manter a atividade produtiva.

O valor do dólar. Juros elevados atraem investimentos estrangeiros. Esses investidores precisam vender seus dólares para comprar reais e investir. Isso aumenta a quantidade de dólares na economia fazendo o mesmo perder valor. A renda fixa, como os títulos públicos brasileiros, atrai investidores estrangeiros conservadores. A queda no preço das ações também atrai investidores estrangeiros que buscam ações de boas empresas que estão subvalorizadas na bolsa. O Banco Central entende que a inflação ideal é de 4,5% ao ano (meta da inflação). Sempre que ela está acima ou abaixo do centro da meta o BC tende a adotar medidas que envolve baixar ou aumentar os juros.

A dívida pública. Os juros elevados aumentam os custos do governo com o pagamento de juros dos títulos públicos que precisa vender para fechar suas contas. A demanda por títulos públicos aumenta junto com os juros prometidos aos investidores. Quanto maior a dívida pública mais impostos o governo precisa cobrar, mais cortes em investimentos e serviços públicos precisa fazer, ou mais títulos públicos com taxas cada vez maiores precisa vender.

Juros elevados no Brasil

Vou listar algumas situações que ajudam a manter os juros brasileiros elevados

Economia Fechada e Improdutiva
omo vivemos em uma das economias mais fechadas do mundo (fonte) e uma das menos produtivas (fonte), quando a demanda por produtos e serviços é maior que a capacidade das nossas empresas atenderem essa demanda, os preços sobem e com isso a inflação registra aumentos que precisam ser combatidos com juros elevados que frear a economia. Se a economia fosse aberta, a demanda por produtos e serviços poderia ser atendida por empresas de qualquer lugar do mundo através das importações.

Governo que não produz nada, mas consome
O próprio governo colabora para elevar a inflação do país. O governo não produz riquezas, mas é o que mais gasta e demanda produtos e serviços. O dinheiro que o governo gasta é aquele que retira através dos impostos cobrados do trabalhador e do empresário que produzem produtos e serviços. Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele acaba disputando pelos produtos e serviços que as pessoas iriam consumir. Esse aumento de demanda, sem que nada seja produzido, eleva os preços da economia. O governo literalmente tem o poder de “criar dinheiro” a partir do nada. A inflação acaba funcionando como um imposto, veja aqui.

Descontrole das contas públicas
Quanto mais irresponsável é o governo com relação aos gastos públicos, maior a percepção de risco dos investidores com relação a emprestar dinheiro para o governo. Quando o governo não consegue poupar o que é necessário para pagar os juros da dívida, ele emite um sinal negativo para os investidores. Quanto maior for a percepção de risco, mais juros são exigidos pelos investidores, especialmente os investidores internacionais que estão sempre buscando uma boa relação de risco e retorno.

Baixa poupança interna
O brasileiro poupa muito pouco e isso ajuda a manter os juros no Brasil elevados. Entender é simples. Se existem poucos brasileiros poupando, existe pouco dinheiro disponível para aqueles que precisam de empréstimo. O governo, os bancos e as empresas estão disputando o dinheiro de um número reduzido de brasileiros que estão poupando e investindo dinheiro para receber juros.

O principal desafio para o Brasil se tornar um país desenvolvido é aumentar o nível de poupança interna, na avaliação de Martin Wolf, principal colunista de economia do jornal britânico Financial Times (fonte).

Não existe pais rico formado por uma população sem educação financeira que gasta tudo que ganha e ainda passa a vida fazendo dívidas e pagando juros para comprar as coisas que deseja. Segundo Martin Wolf, “…todos os países que mantiveram um rápido crescimento ao longo de uma geração e com isso levaram suas economias ao nível de país desenvolvido conseguiram poupar acima de 30% do PIB”.

Para que o Brasil um dia se torne um país rico é necessário que um número cada vez maior de famílias se tornem ricas. A oferta abundante de dinheiro em busca rendimentos ajudaria na redução dos juros. As empresas teriam acesso a dinheiro mais barato para investir e gerar mais riquezas. O governo teria acesso aos recursos que precisa para investir. Quanto mais investimentos privados e públicos, mais oportunidades de emprego e mais oportunidades para novas empresas gerarem mais riquezas.

São as pessoas que determinam o destino de cada nota de R$ 1,00 que possuem. Essa pequena decisão precisa ser feita com inteligência. O resultado de todas as decisões de cada brasileiro é que faz o nosso país ser o que é.

A mudança começa no seu bolso e depende da sua capacidade de tomar boas decisões com relação ao seu dinheiro.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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ALESSANDRO SILVAViniciusLeandro Ávilaandre luiz narcisoPortugal Recent comment authors
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Jose Luiz
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Jose Luiz

Leandro,

Somente uma pequena correção, no topico “O valor do dólar cai..”, inflação de 4,5% ao ANO.

Otimo artigo. Parabens.

Henrique
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Henrique

Olá, Leandro.

Como funciona esse raciocínio da poupança interna?

Se todas as pessoas do paí investissem tudo que tem na poupança o país não teria produtividade, não concorda? Como seria rico e próspero ?

Bastiat
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Bastiat

Henrique, quer dizer que para haver produtividade, tem que existir primeiro demanda por consumo (gastos)? Só assim que se pode enriquecer? Por favor, não dá para contrariar a lógica econômica (algo que a teoria keynesiana faz aos montes, sendo inclusive adotada pela maioria dos “economistas”, infelizmente). Se “economistas” entendessem mesmo de economia, iria fazer algo de útil para a sociedade (empreender) ao invés de ficarem propagando essas teses falaciosas.

Economizar significa controlar gastos (poupar). Logo, a premissa básica da economia diz que para haver crescimento econômico sustentável (duradouro) tem que se poupar primeiro (abdicar do consumo presente). Além disso, outra premissa básica diz o seguinte: a produção precede o consumo, e não o contrário (ou seja, para se consumir algo, este algo deve ser produzido primeiro). Nesse sentido, para se produzir qualquer coisa, dever haver primeiro recursos disponíveis para tal ( que somente existirão se alguém os deixar de consumir totalmente no presente – isto é, poupá-los). Assim sendo, esses recursos adequadamente poupados poderão ser emprestados suficientemente para a realização dos investimentos produtivos.

No mais, “economistas” do governo adoram Keynes por um simples motivo: segundo ele, o Estado possui um papel fundamental na economia – algo porém que a realidade econômica do dia a dia demonstra ser uma quimera, pois ninguém melhor do que os próprios indivíduos (mercado) para saber quando e o que poupar/consumir (governos não detém o poder de saber a priori o que todas as pessoas desejam). Apesar disso, os próprios desejos imediatistas da maioria das pessoas fazem com que elas mesmas ignorem a racionalidade econômica – ninguém está disposto a se sacrificar no presente (poupar) com o intuito de gerar um provável benefício futuro para as futuras gerações (melhoras econômicas). Quanto a isso, só posso dizer o seguinte: menos Keynes, mais Mises.

OBS: Citei a palavra economistas entre parênteses

Rodrigo C
Visitante
Rodrigo C

Leandro Ávila, excelente artigo. Muito esclarecedor. Também de grande importância para os que estão no caminho da educação financeira. Seguimos acompanhando seus posts.

CLEBER HOLANDA JUNIOR
Visitante
CLEBER HOLANDA JUNIOR

Obrigado, muito obrigado por continuar dividindo conosco esse aprendizado.

Luiz
Visitante
Luiz

Isso mesmo. Parabéns e obrigado pela informação mais do que útil que você, Leandro, oferece com seus artigos.

Kathy
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Kathy

Muito bom.

Rodolfo
Visitante
Rodolfo

Leandro,

Gosto de ler seus artigos impressos em papel, porém não estou conseguindo copiar o conteúdo e colar no word para imprimir. Colocando direto para imprimir aqui na página ele sai mal planejado. Teria outra forma de imprimir???

sandro
Visitante
sandro

Tentou usar o Firefox e clicar no livrinho ao lado do endereço da página? Costuma resolver a bagunça. Depois coloca em PDF que ficá ótimo. Eu uso o PDFCreator (gratuito).

ajaime
Visitante
ajaime

Excelente, Leandro!

Geraldo Borba
Visitante
Geraldo Borba

Como sempre Leandro Ávila, obrigado por nos brindar com excelentes artigos, que nos ajudam a descomplicar e entender melhor o mundo dos investimentos. Parabéns.

Deividi Girardi
Visitante
Deividi Girardi

“São as pessoas que determinam o destino de cada nota de R$ 1,00 que possuem. Essa pequena decisão precisa ser feita com inteligência. O resultado de todas as decisões de cada brasileiro é que faz o nosso país ser o que é…”

Perfeito.!

Marcio
Visitante
Marcio

Excelente post Leandro!!!

Reinaldo
Visitante
Reinaldo

Seus artigos deveriam ter divulgação em horário nobre! hahah

Mais um de grande ajuda.

Já pensou em transformar seus artigos em vídeos, Leandro?
Com o seu conhecimento e habilidade para explicar assuntos complicados, seu canal faria um grande sucesso!
Abraços e obrigado pelo conhecimento compartilhado.

Daniel
Visitante
Daniel

Leandro, bom artigo. Bom desmistificar as coisas como sempre faz.
Sugiro a correção na última imagem que está escrito “inauterada”.
Abraços

valmir candido
Visitante
valmir candido

Leandro , ótimo artigo. E seus livros sobre finanças, são ótimos, parabéns. Fiz um ótimo investimento. rs.

AROLDO BATISTA
Visitante

Caro Leandro,
Este artigo é uma verdadeira aula de economia.
Obrigado por compartilhar o seu precioso conhecimento.
Sucesso!

SAMUEL LEAL DE OLIVEIRA
Visitante
SAMUEL LEAL DE OLIVEIRA

Parabéns pelo artigo, sempre completo e bem prático.

Thairony Linhares
Visitante
Thairony Linhares

Ótima artigo, Leandro Ávila! Em qual e-mail consigo falar com o senhor? Tenho uma proposta para lhe fazer.

Obrigado.

Felipe Sommer
Visitante
Felipe Sommer

Olá Leandro,

Uma observação sobre o parágrafo que fala sobre o valor do dólar. Segue o trecho abaixo:

“Juros elevados atraem investimentos estrangeiros. Esses investidores precisam vender seus dólares para comprar reais e investir. Isso aumenta a quantidade de dólares na economia fazendo o mesmo perder valor… ”

Não foi o que percebemos aqui, por exemplo, em Janeiro/2016 a taxa de juros estava em 14,15% e o dólar estava batendo R$ 4,16.

Estou perdendo algum detalhe ou é um ponto fora da curva?

Samuel Zimmer
Visitante
Samuel Zimmer

Felipe Sommer, creio que mesmo com uma taxa alta (14,15%), como mencionado pelo Leandro, uma série de fatores interferiu para o baixo investimento de estrangeiros no país, lembre-se da insegurança causada pelo Governo Dilma/Temer, notícias de corrupção, queda nas avaliações de grau de investimento (S&P, Moodys) tudo isso influencia muito, afinal o investidor precisa de segurança para aplicar seu dinheiro!

Domingos
Visitante
Domingos

Leandro, obrigado pela dica “sala do investidor”.
Novamente vc faz a diferença “ensinando a pescar”.
Abraços.

soulsurfer
Visitante
soulsurfer

Colega, “O governo literalmente tem o poder de “criar dinheiro” a partir do nada quando vende títulos públicos… ”
É justamente o contrário. O governo cria dinheiro “do nada” quando compra os títulos, não quando vende.
O BC aumenta a base monetária ao fazer operações no open market, e essas operações são feitas por meio da compra de títulos públicos em posse dos dealers primários.

Abs

pensamentos financeiros

LUIZ MACHADO
Visitante
LUIZ MACHADO

Leandro excelente texto, parabéns! O que você recomenda para aquele investidor tradicional de renda fixa que agora com a queda da taxa de juros pretende novas alternativas? Quais tipos de fundos, COE,…?

Jarbas Sousa
Visitante
Jarbas Sousa

Prezado, gostei muito do seu artigo, mas achei a conclusão um pouco simplória no sentido de afirmar que o motivo do país ser pobre deve-se ao fato de tomarmos decisões erradas com o destino do nosso dinheiro. Você não acha que existem forças muito maiores atuando para evitar que tenhamos a capacidade de tomar as decisões certas, como o baixo investimento em educação do governo, o lobe dos que detém o capital junto ao congresso para que este tome decisões para defender seus próprios interesses. Ora, para criarmos poupança é necessário uma melhor distribuição de renda e como as coisas funcionam no Brasil o dinheiro circula nas mãos de poucos. Os cem maiores investidores brasileiros são os mesmos há mais de 100 anos, mostrando justamente o poderio desse grandes players que atuam no mercado. Ora, se os recursos são limitados, para que eu ganhe mais, alguém tem que ganhar menos, essa não é a lógica no sistema capitalista? Acreditar que a o poder de mudança está tão somente em nossas mãos não é muita ingenuidade? Há não ser que essa mudança venha através de revolução ou conflito armado, creio eu!

Paulo Junior
Visitante
Paulo Junior

Muito bom Leandro. Uma aula muito esclarecedora! Parabéns

Rafael
Visitante
Rafael

Muito bom. PARABÉNS LEANDRO

Walisson
Visitante
Walisson

Excelente!!!

Demetrio
Visitante
Demetrio

Parabéns Prof. Leandro, mais um grande artigo. Gostaria de aproveitar o espaço e recomendar a todos que querem conhecer melhor esses conceitos econômicos (inflação, taxa de juros, cambio, poupança bolsa de valores, etc) o livro Crash, uma breve historia de economia, do Alexandre Versignassi. Trata-se de uma obra primorosa, na minha opinião.

Bruno
Visitante
Bruno

É um livro muito bom mesmo.

BERNARDO
Visitante
BERNARDO

Otimo livro mesmo!

Bezerra
Visitante
Bezerra

Leandro, nesse seus livros sobre finanças aborda sobre acoes ?

Guilherme Dias
Visitante
Guilherme Dias

Parabéns pelo projeto e obrigado pelo conhecimento!

Breno Dantas
Visitante
Breno Dantas

Obrigado por compartilhar seu conhecimento!

joao
Visitante
joao

Se superando a cada post, parabéns!
Mudando de assunto, em um país onde culturalmente matemática é considerada “muito chata” não é de se estranhar com gente que mal sabe somar e subtrair, quanto mais calcular porcentagem, juros compostos.
Por isso muitos caem como patos nos planos de previdências, títulos de capitalização ou esquemas de pirâmide, porque acham matemática “muito chata”.
Tem gente que pega empréstimo na Crefisa com juros de 20% a.m e acha normal, financiam imoveis de 500 mil para pagarem 2 milhões depois de 30 anos, 2 MILHÕES!!, A RENDA DE UMA VIDA INTEIRA COMPROMETIDA COM UM ÚNICO BEM, e se você falar que está caro vão responder que matemática é “muito chata”.
A maioria não sabe (e nem quer aprender) fazer contas simples de cabeça, se pifar a calculadora o mundo acaba.

Yuri
Visitante
Yuri

Olá Leandro Ávila,

Parabéns por mais um ótimo artigo. Mestre Ávila, você já estudou Escola Austríaca de Economia ?

Comecei recentemente a estudar economia de uma maneira mais teórica e profunda (estou adorando e achando incrivelmente útil…) e percebo que muitos educadores financeiros e investidores tem na mentalidade pontos defendidos pela escola Austríaca sem as vezes ter sequer ouvido falar dela! É impressionante e muito intrigante!

Nesse seu texto, por exemplo, a parte final que fala do problema da baixa poupança do povo brasileiro é exatamente a tese defendida por Hayek (um economista dessa escola) de que todo investimento só pode vir de uma poupança prévia de coisas realmente com valor, com lastro, uma poupança real. Qualquer tentativa do governo ou dos bancos de criar crédito artificial dará errado e trará inflação além de outros prejuízos a economia.

Há um ponto no texto também que contraria o que a escola Austríaca diz, mas isso já é outra história rss…

Sidnei Santos
Visitante
Sidnei Santos

Prezado Leandro, bom dia!
Você acredita que a SELIC irá realmente cair para próximo de 8,5% tendo em vista que o Governo Federal precisa de investimento externos (não necessariamente no setor produtivo) para fechar a balança de pagamentos? Com o contínuo aumento da dívida pública sem aumento na produção interna, ainda vê essa redução propalada?

Rafael martins
Visitante
Rafael martins

Olá Leandro. Sou leitor assíduo dos seus artigos. São os melhores!
Considerando que a taxa selic está caindo, qual a explicação para as taxas do tesouro direto estarem subindo? Elas não deveriam acompanhar a queda?

Parabéns e obrigado pelo site

Talibã
Visitante
Talibã

Ola, como posso ter acesso ao conteúdo dos posts passados(meses atrás), no site

Gustavo Nora Bittencourt
Visitante
Gustavo Nora Bittencourt

Olá Leandro,

Selic em queda e com perspectiva de mais queda, Inflação próxima a meta. Oque vem acontecendo com o Tesouro IPCA que desabou nos últimos dois meses? Alguma outra variável influenciando?
Parabéns pelo texto, um abraço!

Luciana
Visitante
Luciana

Leandro, já tem um monte de gente te parabenizando e eu sempre faço isso também hehe, mas de verdade, seu site é sensacional demais! Ler seus artigos é como fazer uma pós graduação em economia. Eu comecei uma pós em ADM (não é minha área, sou arquiteta) e acompanhar suas postagens e suas respostas tem me ajudado muito!
Na aula de economia da pós, a professora disse que os títulos públicos disputam a busca de crédito com os títulos privados. Então eu poderia dizer que, se eu optar por investir em títulos privados estarei contribuindo mais para a oferta de crédito privado e para a circulação de dinheiro entre as pessoas/empresas, sem passar de novo pelo governo?

Luciana
Visitante
Luciana

Com essa expectativa meio estabilizada na queda de juros e da inflação, acho que é um bom momento pra investir em ações correto? Eu perguntei isso para um gestor no começo deste ano, mas ele disse que o mercado já estava muito caro devido à valorização do segundo semestre de 2016 e que por isso não era uma boa hora… fiquei na dúvida

Claudinei Fernandes
Visitante
Claudinei Fernandes

Excelente, Leandro. Tão interessante quanto ao texto são os comentários. Você é seus leitores estão de parabéns. Obrigado.

marcos
Visitante
marcos

lleandro eu gostaria que vc me tirasse uma dúvida eu possuo 11 mil aplicado em lci do bb, porém eu recebi uma grana a mais cerca de 2 mil reais e eu gostaria de aplicar em algum investimento para deixar parado pelos próximos 2 anos, vc tem alguma dica para mim? pois o lci do BB está exigindo cerca de 80 mil reais agora para aplicar eu gostaria de um investimento que fosse tão rentável quanto o lci e que fosse de baixo investimento, ou gostaria que vc me indicasse algum lugar onde eu poderia fazer uma aplicação de lci que não exigisse alta quantidade de R$

AM
Visitante
AM

Ola Leandro, mais um excelente artigo!!

Eh curioso notar que tanto no auge da crise Brasileira quando o dollar atingiu valores acima dos 4,15R$ com os juros da selic no patamar altissimo de 14,15%; quanto no auge do crescimento economico quando o PIB crescia bastante 7,5% e o dollar atingia valores baixissimos (1,55R$). Esses dois casos extremos sao anomalias normais de qqr sistema financeiro, ou so do Brasileiro??

– Acredito que sejam de qqr sistema financeiro embora no caso Brasileiro, os valores sempre sao exagerados tanto para cima como para baixo. Eh isso??

Tenho uma duvida pessoal. Recentemente ampliei os meu investimentos em fundos de acoes (atraves de bancos estrangeiros, visto eu tbm estar no estrangeiro). Passei de 2% para 3,1% do patrimonio nesses fundos mas embora seja pouco em percentagem tenho andado um pouco receoso acerca das noticias sobre possibilidade de conflitos armados, notadamente USAxCoreia do Norte ou ainda pior USAxRussia (mesmo que indiretamente). Como sei que esta fazendo artigos acerca de investimentos em acoes, gostaria que se vc tivesse tempo explanasse como reagem esses mercados em caso de guerra(s) seria(s)????

E como reagiria o mercado de renda fixa Brasileiro tbm em caso de guerra mesmo que o Brasil nao estivesse diretamente envolvido (neste caso eu tbm estou investido ai no Brasil e com bem mais do que 3%) ????

Joao Roberto
Visitante
Joao Roberto

Só uma duvida, a taxa de juros com previsao de aumento (e aumenta realmente) aumentará a taxa dos titulos ? por exemplo: um ntnb está indiretamente ligado se a taxa selic /di subir ?
obrgiado!

João Silva
Visitante
João Silva

Ninguém nem fala mais em Ajuste Fiscal

Rodrigo Machado
Visitante
Rodrigo Machado

Nunca li uma matérial tão simples e didática sobre esse assunto Obrigado!

lucy
Visitante
lucy

Muito obrigada.
Na verdade temos uma aula. Li, mas deixei em “stand by” para novas leituras.
Parabéns

Portugal
Visitante
Portugal

Parabéns pela excelente matéria Leandro, sempre acompanho o seu site.
Tenho uma dúvida… Geralmente se fala que os títulos indexados ao IPCA são indicados para se proteger da inflação, visto que sempre rendem IPCA + alguma coisa. Ocorre que como a SELIC é utilizada para controlar indiretamente a inflação, na prática ela sempre será maior que a inflação, correto? Sendo assim, qual a vantagem em investir em títulos indexados ao IPCA, visto que investindo em SELIC (ou CDI) eu já tenho esta proteção, além de ter uma oscilação menor? Como devo comparar os dois, para saber qual o melhor, em termos de rentabilidade?

andre luiz narciso
Visitante
andre luiz narciso

Meus parabéns Leandro. Saiba sou leitor diário dos seus artigos, você é um diferencial em nosso País. quero aprender e colocar em prática todas suas dicas. Mas como você tem tempo para responder a todos com clareza e simplicidade e ainda elaborar textos maravilhosos?

Vinicius
Visitante
Vinicius

Obrigado Leandro Ávila por dedicar o seu tempo e compartilhar seu conhecimento conosco. Muito obrigado

ALESSANDRO SILVA
Visitante
ALESSANDRO SILVA

OBRIGADO! Seus artigos sempre contribuem muito com a evolução da nossa nação. Parabéns!

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