Fundo multimercado e o ciclo de juros

Existem alguns fatos sobre o comportamento dos fundos multimercado, diante dos ciclos de juros, que você deveria saber antes de investir, principalmente se você investe seguindo a propaganda recebida de uma corretora, banco ou da imprensa e influenciadores digitais patrocinados por instituições financeiras.

São coisas pouco comentadas, talvez por falta de interesse de quem “vende” os fundos ou falta de capacidade de entendimento das pessoas que investem nos fundos.

Para contextualizar o tamanho do problema da audiência impactada por essas influências, durante essa semana recebi um e-mail de um senhor dizendo algo assim: “Quero saber como investir em juros compostos. Dizem que esse é o melhor investimento, mas ninguém diz, com objetividade, onde encontrar esse investimento. Onde posso investir nos juros compostos?”.

Pelo que pude entender, essa pessoa acredita que existe um investimento chamado “juros compostos” em algum lugar. São essas mesmas pessoas que estão neste momento recebendo uma tonelada de propaganda enviada por corretoras, bancos e influenciadores patrocinados sobre a grande “vantagem” que é investir em fundos, especialmente nos fundos multimercado, que tiveram resultados passados extraordinários.

Se você tem conta em corretora ou investimentos através de grandes bancos, e recebe e-mails com recomendações, deve ter recebido muita propaganda envolvendo os fundos multimercado que superaram o CDI nos últimos meses.

Se você acompanha notícias sobre economia e investimentos, deve ter encontrado muitas manchetes que falam sobre o desempenho animador de alguns fundos multimercado nos últimos 12 meses que conseguiram superar índice de referência (CDI).

Talvez você tenha recebido comunicados sobre a última oportunidade para investir em um fundo multimercado que pretende fechar suas portas para a entrada de novos investidores.

O último email que recebi de uma das corretoras onde tenho conta dizia:

Recentemente foi anunciado que um dos fundos multimercados de maior destaque da nossa plataforma será fechado para novas aplicações. O fundo “blá blá blá” acumula um retorno de 372% do CDI no ano e 173% do CDI desde o início (Dez/2012). O veículo fechará quando atingir o patrimônio de 6 Bilhões de Reais, atualmente conta com um patrimônio de 4,4 Bilhões de Reais aproximadamente.

Nada contra a corretora, que está só cuidando do negócio dela que é captar mais dinheiro para os fundos que ela distribui. É com isso que eles ganham dinheiro e pagam as contas. Criar esse sentimento de urgência é um tipo de estratégia de marketing muito utilizado para gerar vendas por impulso.

Na cabeça do pequeno investidor, isso cria a ideia de que ele poderá perder uma grande oportunidade. Cria uma ilusão de que esse retorno passado de 372% do CDI garante um retorno futuro equivalente.

Talvez a pessoa comum, não entenda claramente que 372% não tem relação com 372% de juros, mas sim de 372% acima de um CDI que literalmente derreteu nos últimos anos até atingir seu menor nível histórico.

Nesse contexto, muitos bancos, corretoras e gestoras estão fazendo uso de resultados passados como forte argumento para a venda de fundos, comunicando dados de difícil entendimento para um público que muitas vezes não tem educação financeira básica.

Com isso, as pessoas começam a movimentar recursos que estavam em investimentos que rendem pouco para as corretoras e bancos (títulos públicos, títulos privados, fundos conservadores com taxas pequenas e poupança). Elas transferem esses recursos para dentro de fundos que cobram taxas administrativas elevadas e taxa de performance (que garante os lucros das instituições financeiras).

Devemos entender que todo esforço de venda visa o lucro de quem vende. É responsabilidade de quem aceita a oferta avaliar se ela agrega algum valor ou se ela só atende aos interesses de quem vende. Não devemos esperar que o vendedor se preocupe mais com o nosso lucro do que com o lucro dele. Parece óbvio, mas no mundo dos investimentos temos a ilusão, quase infantil, de que alguém vai nos oferecer algo pensando no nosso lucro em primeiro lugar.

Eu não tenho nada contra os fundos multimercado. Inclusive eu tenho recursos em dois fundos multimercado, assim como tenho em outros produtos de forma diversificada. A questão é que esses investimentos que tenho não foram feitos agora, no final de um ciclo de queda dos juros, onde fica mais fácil para os fundos multimercado apresentarem números de superação do CDI, onde eles aparecem com destaque nas notícias e nas propagandas das instituições. Minha decisão de investimento não foi baseada na montanha de propaganda que recebo atualmente sobre os fundos.

Quando os juros estavam elevados, e o governo estava iniciando o ciclo de queda, o desempenho histórico dos multimercados, nos últimos 12 ou 24 meses era mediano ou medíocre. Não existiam dados positivos para fazer a propaganda. Ninguém falava sobre os fundos.

Durante o ciclo de queda dos juros, os fundos multimercado registram ganhos fáceis através da própria renda fixa e índices que refletem o desempenho da bolsa. Exemplo:  títulos públicos e privados prefixados e títulos como o Tesouro IPCA. Esses títulos oferecem ganhos acima da média quando os juros estão em queda. Eu trato desse assunto com detalhes nos meus livros . O mesmo ocorre com os investimentos que os multimercados fazem na bolsa de valores. Quando os juros estão em queda, as ações tendem a se valorizar.

Em um ciclo de queda dos juros, o CDI (taxa DI) entra em queda livre. Com uma boa parte da carteira em investimentos prefixados, indexados pelo IPCA e com investimentos em renda variável, fica relativamente fácil para um fundo multimercado superar um CDI que está em queda livre.

Prefixando o rendimento da carteira

Vou dar um exemplo bem simples. O ciclo de queda dos juros começou em 2016. A taxa Selic estava em 14,25% e existiam títulos públicos como o Tesouro Prefixado sendo oferecido pelo Tesouro Direto com taxa de juro fixa de 16% ao ano, com vencimentos para 2019, 2021, 2023 (fonte).

Quando o governo iniciou o corte dos juros, no final de 2016, esses títulos eram oferecidos com taxas de 12% ao ano. Mesmo aquele investidor que tivesse aguardado a primeira decisão de redução de 0,25% da Selic para prefixar uma parte dos seus investimentos, estaria superando o CDI em queda livre, especialmente agora.

A linha vermelha mostra que em 2016 a rentabilidade oferecida no título Tesouro Prefixado 2021 (LTN 010121) atingiu 16% em 2016, meses antes do início do ciclo de queda dos juros (que era um evento esperado).

Mesmo comprando o título durante a queda dos juros (após o fato consumado), era possível adquirir títulos prefixados de 12% ao ano, que é quase dobro do CDI (taxa DI) no momento em que esse artigo foi escrito (6,39% ao ano).

Observe que para um fundo multimercado ou para uma pessoa qualquer, seria fácil, através da renda fixa, obter resultados acima do CDI se, durante a queda dos juros, uma parte do investimento fosse migrada para títulos prefixados.

Não vou entrar no mérito dos ganhos na bolsa, mas quase como uma regra básica, quando os juros estão em queda o preço das ações iniciam uma tendência de alta, mas sei que nem todos possuem conhecimento e perfil para investir em renda variável. Por esse motivo, quero mostrar que até limitando suas decisões de investimento na renda fixa, seria possível ganhar do CDI no cenário de forte queda dos juros como ocorreu nos últimos meses.

Um estudo recente avaliou o desempenho de fundos multimercado que passaram pelos últimos 5 ciclos recentes de mudança de juros (fonte na Valor), (fonte no EB). Entre mais de 500 fundos que possuem número considerável de investidores e capital investido, somente 128 possuem um bom histórico de dados para esse tipo de avaliação. Veja o resultado comentado por mim:

Primeiro Ciclo (queda)

O primeiro ciclo foi de baixa dos juros com início em janeiro de 2009. Os juros caíram de 13,75% ao ano para 12,75% (fonte). Foram quatro reduções até a taxa atingir 8,75% em abril de 2010. Neste primeiro ciclo, 82% dos fundos multimercados avaliados conseguiram superar o CDI. Somente 18% dos fundos ficou com sua rentabilidade abaixo do CDI. Observe que o CDI estava em queda livre, ou seja, o índice de referência que o fundo multimercado deveria superar estava caindo fortemente, facilitando a vida daquele que tem o objetivo de superar o CDI. Observe todos os ciclos no gráfico abaixo (fonte).

Segundo Ciclo (alta)

A partir de abril de 2010 começou o ciclo de alta dos juros. A taxa Selic subiu de 8,75% ao ano para 9,50%. Novas altas aconteceram até agosto de 2011 quando a Selic atingiu 12,50%. Agora a situação dos fundos multimercado ficaria mais complicada. O índice que eles precisam superar (CDI) estava aumentando e neste momento o gestor precisava tomar decisões mais sofisticadas do que aquelas que simples mortais, como eu e você, poderiam tomar com facilidade. Neste caso, 55% dos fundos multimercado perderam para o CDI e 45% conseguiram superar o CDI.

Observe que durante um ciclo de alta dos juros, qualquer investimento pós-fixado, capaz de superar o CDI como um CDB, LCI, LCA de bancos médios ou mesmo um fundo DI com taxa administrativa baixa, seria capaz de acompanhar o CDI. Não precisamos de muita esperteza ou conhecimento para investir acompanhando o CDI, para isso, bastam os investimentos pós-fixados.

Terceiro Ciclo (queda)

Em setembro de 2011 o Banco Central iniciou um ciclo de queda dos juros que foi até abril 2013. De 12,50% ao ano a taxa caiu para 7,25%. Os fundos multimercado, novamente, comemoraram a destreza dos seus gestores. 81% conseguiram superar o CDI que atingiu a sua mínima história até aquele momento. Foi uma queda de 5,25 pontos percentuais.

Quarto Ciclo (alta)

Quando chegou abril de 2013, o Banco Central iniciou um novo ciclo de alta dos juros. Os juros subiram de 7,25% para 11% em junho de 2014. Essa taxa foi mantida até outubro de 2014 quando o ciclo de alta voltou a acontecer fazendo a taxa Selic atingir 14,25% em julho de 2015. Assim ficou até outubro de 2016. Novamente, os fundos multimercado apresentaram desempenho fraco durante um ciclo de alta dos juros. 49% conseguiu superar o CDI e 51 % ficaram abaixo do CDI.

Quinto Ciclo (queda)

Chegamos no atual ciclo de queda dos juros. De 14,25% devemos atingir 6,25% na próxima reunião do COPOM marcada para 16 de maio. Estaremos na mínima histórica da taxa Selic. Depois de uma queda de 8 pontos percentuais, 70% dos fundos multimercado conseguiram ficar acima do CDI e 30% conseguiram o feito de ficar atrás do decadente CDI de 6,39% ao ano. Mesmo com o país atravessando uma grave crise econômica, não foi difícil para os fundos multimercado superar um CDI decadente.

Conclusão

A maior parte dos fundos multimercado apresentam melhores resultados em ciclos de queda dos juros. No final desses ciclos de queda, os fundos possuem um bom resultado passado para mostrar na propaganda, dando a impressão, para os mais desatentos, de que o passado pode se repetir no futuro. Não existe garantia de que o desempenho positivo irá se repetir no ciclo de alta dos juros ou nos meses e anos futuros. Um número menor de fundos consegue superar o CDI nos ciclos de alta dos juros ou oferece bom desempenho de forma consistente no longo prazo.

Você não precisa ser um gênio da gestão de recursos para superar o CDI quando a taxa Selic e a taxa DI estão em queda livre. Também não precisa de nenhuma habilidade fora do comum para perceber que o Banco Central iniciou um ciclo de queda dos juros para poder investir um pouco mais em títulos prefixados, que seguem o IPCA ou até investimentos de renda variável. Essa informação é pública, como você pode ver aqui.

Com certeza você precisa saber alguma coisa para cuidar do seu dinheiro. Devemos ter cuidado com a grande quantidade de propaganda que recebemos sobre o desempenho passado dos investimentos, pois esse desempenho acima da média ocorreu durante um cenário econômico que muda a todo momento.

Como vimos no artigo, é mais fácil para os fundos atingirem esse desempenho superior quando o CDI está em queda livre. As corretoras e os bancos não explicam essas coisas (eles são vendedores, não são educadores), mas fazem uso de resultados passados para convencer você a transferir seus investimentos para fundos que cobram taxas de 2% ao ano, 3% ao ano ou até mais, sem falar da taxa de desempenho ou taxa de performance (isso faz parte do marketing, publicidade e vendas).

Os bancos, corretoras e gestoras de fundo estão fazendo o dever de casa deles, estão cuidando do negócio deles. Você deveria fazer o seu dever de casa, deveria cuidar do seu dinheiro com um pouco mais de atenção e conhecimento. Devemos nos preparar para ler e entender as dicas de um artigo como esse. Devemos nos preparar para ler e entender as propostas e propagandas das instituições. Tudo que eles oferecem é bom para eles, mas nem tudo é bom para a nossa vida financeira neste exato momento.

Além dos artigos gratuitos que existem no Clube dos Poupadores sobre todos os tipos de investimento, existem meus livros que falam sobre todos esses assuntos, de tal forma que você possa ser menos influenciado pela propaganda das instituições e passe a tomar decisões por conta própria, no momento em que elas forem mais favoráveis para você.

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
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AURELIO LUIZ DORNELLES
Visitante
AURELIO LUIZ DORNELLES

Excelente matéria, parabéns!

Thiago Reginaldo
Visitante
Thiago Reginaldo

Parabéns Leandro por mais um ótimo artigo.

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

Excelente artigo.

É um raciocínio que demanda conhecimento simples, pois é a aula de frações, multiplicações e porcentagens (conteúdo aprendido ainda no ensino fundamental).

Quando se vai fazer qualquer comparação, o numerador é aquilo a ser avaliado e o denominador é a base de referência, isto é, aquilo com o que se vai comparar.

Além de educação financeira, falta muita educação de base também para a população de modo geral.

demetrius
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demetrius

Perfeito Joao Paulo Borges, são essas pequenas coisas, pequenos detalhes que no momento que estamos na escola que não vislumbramos e que quando adulto percebemos a falta que faz. Perfeito.

Adriano D
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Adriano D

Boa tarde. De pleno acordo, conseguir performance nos investim aproveitando a queda da selic deveria ser de conhecimento dos poupadores e investidores, mas falta educação financeira. Fdos Multimercados, Imobili., de ações, vão bem quando a selic está ‘baixa’ e consequentemente bolsa em elevação. Entendo que devemos se aproveitar da performance dos fundos multimercados, também como diversificação dos investimentos.
Lembrando que a rentabilidade acima do CDI dos fundos já é liquida da taxa de admin. e performance descontadas.
Parabéns pelo artigo.

Maíra
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Maíra

Ótimo artigo! Obrigada!

Rosângela
Visitante
Rosângela

Boa tarde!
Por favor, gostaria de saber, se possível, qual é a vantagem de aplicar em titulos de capitalização ? Por exemplo, ### , não consigo ver nenhuma vantagem a não o sorteio de prêmios com risco de ganhar próximo de zero. Estou equivocada?
Obrigada
Rosângela

Gabriela Costa
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Gabriela Costa

Muito obrigada, Leandro. Suas análises são sensatas e enriquecedoras para nós.

Ricardo Barcellos
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Ricardo Barcellos

Comprei dois fundos multimercado ultimamente. Faz quase um mês que comprei eles, cedo para avaliar, mas um tem dados lucro e o outro tem dado prejuízo…

Ingo Zietemann
Visitante
Ingo Zietemann

Sempre escrevendo excelentes artigos Leandro, parabéns!

Bruno
Visitante
Bruno

Esclarecedor artigo, eu estava pensando mesmo sobre este assunto. Apenas como sugestão, você deveria ter falado sobre o come cotas que tem uma grande influência sobre os juros compostos (embora demonstrado em um artigo anterior). Tenho apenas uma dúvida pois não consegui fazer este cálculo, um fundo que rende 120% do Cdi no final de 10 anos renderá mais nu menos que uma renda fixa 110% cdi por 10 anos, considerando o “efeito perverso” do come cota conforme descrito no artigo do Samy. Grande abraço.

Solange
Visitante
Solange

Obrigada Leandro. Mais um artigo excelente.

Zózimo Lima Neto
Visitante
Zózimo Lima Neto

Quero acreditar que este texto foi escrito com a exclusiva intenção de educar o investidor. Sugiro um artigo sobre juros futuros.

Virgilio Josa
Visitante
Virgilio Josa

Ótimo artigo Leandro. hoje mesmo recebi uma oferta da corretora… “oportunidade imperdível!! CDB com 122% do CDI. Quando voce vai fazer os cálculos, não chega a 9%aa. Isso voce encontra facilmente no Tesouro Direto, que é muita mais seguro.

Elvina Moreira
Visitante
Elvina Moreira

Leandro, muito boa a sua análise. Continue nos brindando com os seus artigos que tanto enriquecem o nosso aprendizado!

Paola
Visitante
Paola

Oi Leandro!!
Todos os dias sou bombardeada com informações multimercados, pra vc ter uma idéia migrei de corretora pois não aguentava mais o pessoal me ligando tentando me convencer a vender títulos do td para comprar fundos multimercados. Imaginava que fundos multimercados iriam predominantemente investir no exterior e ter acessos a investimentos que eu não teria, porém dos muitos que li, a maioria faz uma diversificação que eu posso fazer, poucos são multimercados de verdade, esta foi a percepção que tive, que pode estar errada devido a raiva q eu estava quando pesquisei .

Marcel
Visitante
Marcel

Boa tarde. Quando você olha a lâmina de determinado fundo, o lucro ou prejuízo que eles demonstram em cada mês seria o valor líquido descontado as taxas existentes no fundo já? Sempre tive essa dúvida.

Erismar Maia
Visitante
Erismar Maia

Muito bom! ótimo artigo!

Jeovan
Visitante
Jeovan

Mais um conteúdo de grande importância para nós leitores. parabéns Leandro, por tá passando para nós leitores o seu conhecimento sobre investimentos, obrigado!
Ultimamente as corretoras de valores vêm trabalhando muito com essas propagandas enganosas.
Mais uma vez muito obrigado!

Andre
Visitante
Andre

Leandro, obrigado pelo alerta e pelos esclarecimentos.
Recebi recentemente recomendações do meu banco e de 2 corretoras sobre esse tal “fundo milagroso” que vai se fechar em breve quando atingir R$ 6bi….e que não pode perder essa chance etc…valor mínimo foi reduzido e etc…Não fui convencido, e agora, com suas excelentes explicações estou definitivamente fora! Obrigado

Henrique
Visitante
Henrique

Excelente artigo! Leandro, comecei a investir recentemente e até então investia tudo em CDB, pois não tenho ainda conhecimento para operar na bolsa. Porém, atualmente não é nada interessante manter tudo em CDBs, então estou buscando outras alternativas enquanto estudo como operar na bolsa. Vi uma alternativa de crowdfunding do setor imobiliário que oferece ganhos de 13% a 15% a.a. e garantem até 110% do CDI caso o empreendimento não tenha todas as unidades vendidas. Gostaria de saber a sua recomendação. Pra falar a verdade fiquei em dúvida sobre a solidez da instituição por ser nova.

Sérgio Lopes
Visitante
Sérgio Lopes

Magnífico artigo, bastante didático.

Helcio
Visitante
Helcio

Hoje mesmo há dois convites aqui, um para palestra sobre fundos imobiliários e outro para ganhar mais de 40% a mais que …. a poupança! Acredite.

Sergio
Visitante
Sergio

Parabéns, excelente matéria e bem esclarecedora.

Lenilson Velasques
Visitante
Lenilson Velasques

Mais um excelente artigo!! De fato acontece essa situação de “escolher” o que mostrar para os clientes, por parte dos bancos e algumas instituições.
Algo que ajudaria e muito as pessoas a tomar decisões de investimentos nesses ciclos é saber se no momento atual (baixa de juros) vale mais a pena investir em um CDB, por exemplo, que paga taxa Pré fixada de 12% ou um outro que paga taxa de 130% do CDI. Contando que ambos tenham o mesmo prazo, vamos supor, 5 anos de carência.

Lourival
Visitante
Lourival

Show. Como sempre. Obrigado pelos ensinamentos.

Davi
Visitante
Davi

Excelente artigo, Leandro!
Eu também venho recebendo esses emails da corretora é sempre desconfiei desses anúncios d mais de 300% do CDI. Eu pensava: onde conseguiram achar esse ativo ou como conseguiram essa performance?
Esses caras não tem jeito. Inventam d tudo pra botar a mão no nosso dinheirinho e levar um bom lucro.
Tenho seguido seus conselhos e realizado alguns cursos. Em breve comprarei seus livros. Tenho crescido mto com seus artigos e cresceria mais ainda com os livros. Vc continua d parabéns. Grande abraço

Flavio Augusto Reis
Visitante
Flavio Augusto Reis

Parabéns Leandro..sempre ajudando e muito com informações valiosas.

Cicero
Visitante
Cicero

Olha amigo, prefiro fundos de ações que são mais voláteis, portanto mais rentáveis! nas tabelas de rentabilidade já vem descontadas a tx.de adm.e performance. Tenho aplicado em alguns que estão ACIMA do ibovespa (11,31 no ano) pagando 21% 18% 19% no ano!
Ou seja, são excelentes investimentos pra médio/longo prazo.
E segundo analistas/economistas, o período de juros baixos pode se estender muito ainda em nosso país. Até fim do ano já pode chegar a 6%.
Abs.

Roberto
Visitante
Roberto

Leandro,

Como sempre um excelente artigo. Acho importante avaliarmos os gestores dos fundos e tomarmos a nossa decisão. Existem alguns fundos multimercado que tem performado bem em todos os ciclos, dentre estes o do exemplo acima. O fundo em questão teve uma rentabilidade de 141% do CDI no quarto ciclo (alta do CDI). Concordo plenamente com você que as corretoras estão preocupadas com os lucros delas e cabe a nós investidores decidirmos a nossa estratégia de investimento. No entanto, considero interessante avaliar bons gestores. Como você eu também tenho alguns fundos Multimercado.

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, acho válido esse alerta. Realmente existe muito marketing nesse mercado. Contudo, como educador financeiro, você também não deveria alardear que as taxas de administração e performance (mesmo que altas) são um impeditivo para o investimento. Você sabe que a performance divulgada já é líquida dessas taxas. Portanto, comparando produtos com a mesma estratégia e grau de risco, prefiro investir em um fundo que cobra 2% de adm mas rende 20% a.a do que em um fundo que cobre 1% e renda somente 10%.
Acredito que quando se trata de um fundo conservador a adm impacta sim no retorno.

Leandro
Visitante
Leandro

Mais um excelente artigo, parabéns Leandro. Mas pegando o “gancho”, gostaria de saber sua opinião sobre a seguinte situação: diante do cenário atual, seria interessante montar uma reserva de emergência mais um valor adicional para um objetivo de prazo inferior a 2 anos, com aportes mensais em torno de 700,00 reais, em um fundo DI com tx de 0,30 ou Tesouro Selic tbm com 0,30 da B3?

Claudio
Visitante
Claudio

Leandro, Parabéns pelo artigo. Tenho uma dúvida, todos os fundos são descontados pelo IR 2 vezes ao ano? Mesmo aqueles que têm por base produtos isentos de tributação? Ex.: Fundo de Debêntures Incentivadas.

felipe
Visitante
felipe

Gostei muito da matéria!! Enriquecedora e bem clara!! Excelente!!
Gratidão por compartilhar e esclarecer nossa ideias sobre investimentos.

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Um fato que você descreve é que devemos saber o momento certo de investir,seja em Fundos MM,Fundos imobiliários,TD…Minha dificuldade é reconhecer quando acontece uma inversão na curva de juros, para não perder a janela de oportunidades de migração de recursos. Tem como saber quando os juros básicos vão subir novamente? Eu não sei.

Ruben Schroeder
Visitante
Ruben Schroeder

Muito bom e esclarecedor seu artigo! Obrigado por compartilhar seu conhecimento.

Michael
Visitante
Michael

Ola Leandro. Você não comentou, mas a grande parte da questao seria o benchmark, ou índice, escolhido por tais fundos.

A CVM e a Anbima gastaram inumeras horas na tentativa de categorizar todo tipo de MM, mais não pensaram duas vezes dos benchmarks respectivos.

CDI para cada subcategoria? Ate fundos com fatias de RV significativas? Sem regulação, logico que os gestores, administradores, e distribuidores vao utilizar o simples CDI. Facilita demais o marketing e leva o maximum possivel os lucros (deles) nas taxas de performance.

Clari de Almeida
Visitante
Clari de Almeida

Excelente, muito esclarecedor. Eu sou um dos influenciados pelo bom momento desses fundos. Mas fui cauteloso em aplicar o mínimo num desses que se sustentou sempre acima do CDI. Só como diversificação da carteira. Obrigado!

Raphael
Visitante
Raphael

Esse próprio fundo que vc cita como exemplo passou também por ciclo de alta e mesmo assim apresenta performance histórica de 173% CDI. Dessa forma acho mais do que justo pagar taxa de administração e performance. Concordo contigo que devemos estudar para termos condições de filtrar os fundos e não só olharmos rentabilidade mas também volatilidade, índice sharpe, estratégia, composição da carteira etc. Existe um fundo de “gestor gênio” que já captou mais de 30 bilhões em pouco tempo. Será que todos esses investidores são malucos? O fato é que existem bons fundos sim.

Wagner Lazzari Ribeiro
Visitante
Wagner Lazzari Ribeiro

Mais uma aula de grande conhecimento mestre.Obrigado pelo trabalho feito ao longo dos anos….

Fúlvio Tufi
Visitante
Fúlvio Tufi

Muito obrigado por compartilhar esse tipo de conhecimento. Você foi a primeira pessoa que comecei a seguir quando passei a me interessar por educação financeira. Abraço!

Adriel
Visitante
Adriel

Matéria excelente!
Gostaria de tirar uma dúvida… Atualmente tenho CDBs com 115 e 116% do CDI, estou a procura de algo que possa superar esse retorno, venho namorado os fundos de investimentos não pela oferta de corretoras, mas por serem mais tranquilo do que ações.
Preferencialmente tenho visto fundos multimercado e de ações, procuro olhar o histórico de até 3 anos, inclusive tem fundos que mesmo na alta dos juros permaneceram acima das taxas propostas. Com o cenário descrito fundos de investimentos seriam uma boa escolha?

Tatiane
Visitante
Tatiane

Leandro, seu texto é muito técnico para um leigo em investimentos, não esta nada diferente do que os grandes bancos ou corretoras fazem. Em nossa economia, todos ativos são cíclicos, por que não explica a importância da diversificação? Assim o leigo pode se beneficiar montando uma carteira diversificada mantendo percentuais que equilibram sua carteira. Falta educação financeira no Brasil. Por este motivo existe tantos erros nas tomadas de decisões em investimentos.

Roseli Genesini
Visitante
Roseli Genesini

Mais um excelente artigo Leandro!! Tenho recomendado seu trabalho para vários amigos e todos comentaram comigo que estão gostando muito e está sendo bastante proveitoso para eles, assim como para mim. Essa questão dos multimercados, estava avaliando se vale a pena, com essa matéria já tomei minha decisão. Gratidão a você! !

Leandro Florindo
Visitante
Leandro Florindo

Excelente artigo
Já acompanho o site há algum tempo e mês passado me associei ao conteúdo premium.
O Brasil precisa de pessoas como você para abrir os olhos da população sobre educação financeira.

Ricardo Ramos
Visitante
Ricardo Ramos

Percebo uma certa impaciência das pessoas quando a taxa de juros está baixa, como no cenário atual. Elas ficam afoitas em busca de maiores retornos e acabam aplicando o dinheiro sem uma análise adequada.

Na minha opinião quase tudo já esta precificado, muita calma nessa hora.

Pessoalmente neste momento de juros baixo, eu prefiro ficar líquido em investimentos que rendem pouco acima do CDI aguardando o novo ciclo de alta de juros. Neste meio tempo vou estudando e aperfeiçoando o meu conhecimento em investimentos e educação financeira.

Abelardo Ladeia Filho
Visitante
Abelardo Ladeia Filho

Leandro, a minha dúvida não tem nada haver com o assunto ora falado e sim sobre investimento no tesouro direto .Com a queda da Selic, ainda vale a pena aplicar no tesouro direto, em razão do imposto de renda que temos que arcar e a despesa de custodia semestral que também temos de assumir?

Ailton
Visitante
Ailton

Que ninguém contrarie suas palavras, pois elas são sinceras e não merecem ser refutadas. Parabéns pelo excelente artigo.

Angelo
Visitante
Angelo

Olá Leandro, parabéns, parabéns, parabéns! Artigo maravilhoso e muito elucidativo! O que me chama a atenção – positivamente, é claro – são as referências que você coloca, os links, gráficos… Seus textos são sempre muito ricos e possuem vasto embasamento! Que material bacana, obrigado! Um abraço!

RENATO LINO MORAO
Visitante
RENATO LINO MORAO

Bom dia Leandro, parabéns pelo seu excelente trabalho!

E quando um fundo multimercado apresenta boa rentabilidade em época de alta de juros e baixa em queda de juros, por mais que possua exposição em ações, commodities e moedas? Seguindo apenas o desempenho do fundo, acreditasse que possua ativos atrelados ao CDI, porém não é está a realidade.

Pode solucionar o que ocorre com este caso?

Desde já agradeço!

Eduardo
Visitante
Eduardo

Parabéns Leandro! Sobraram poucos educadores, muita gente já abandonou esse papel e migrou para ‘assessor’ ou ‘vendedor’, o que é uma pena para educação financeira no país. Obrigado por insistir nisso, mesmo que um dia seja o último dos moicanos.
Aqui é o lugar onde dá pra confiar em isenção e imparcialidade. Obrigado!

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