Qual o melhor tipo de fundo: Multimercado, Ações, Cambial, DI ou RF


Fiz algumas comparações entre o desempenho histórico de fundos de investimento multimercado, fundo de ações, fundo cambial, fundos DI e de Renda Fixa com o objetivo de observar o comportamento desses fundos no longo prazo. Para isso utilizei a “Séries de índices de fundos de investimento” criada pelo Insper.

Eles desenvolveram cinco índices de fundos abertos de investimento. A ideia era permitir a análise de desempenho de fundos, rentabilidades médias, volatilidades e comparar as categorias de fundos. Cada índice representa o valor de uma carteira, e cada carteira é formada pelos 10-20 maiores fundos por patrimônio líquido em cada categoria. O índice disponível no site do Insper vai do dia 10/01/2001 até 30/04/2014. Você pode baixar a planilha original aqui clicando em “Séries de índices de fundos de investimento” no topo do texto de apresentação.

Mesmo sem os dados dos últimos anos, são mais de 12 anos de informações que permitem fazer uma boa comparação e observar o comportamento dos cinco tipos de fundo durante um forte crescimento econômico, uma forte crise internacional e o início da crise mais grave que o país já viveu na economia.

No gráfico acima temos o desempenho do índice de fundos cambiais (azul) e de ações (vermelho) de 2001 até 2014.  É interessante observar que existe uma simetria inversa, ou seja, quando os fundos de ações estão com suas cotas em alta, os fundos cambiais estão em baixa.

No gráfico acima temos a comparação com o desempenho dos fundos multimercado. Nesse tipo de fundo o gestor pode investir em renda fixa e renda variável em proporções e com estratégicas que variam muito de fundo para fundo.

No gráfico acima temos a comparação entre todos os tipos de fundo. Podemos observar uma piora nos resultados dos fundos multimercado a partir de 2013. Em 2014 o índice multimercado ficou próximo ao do índice renda fixa. Vale lembrar que as taxas administrativas cobradas pelos fundos multimercado costumam ser bem elevadas quando comparamos com os fundos de renda fixa.

Também é importante observar que os fundos de ações costumam ter o objetivo de replicar o desempenho do índice Bovespa. Esse índice mede o desempenho das ações mais negociadas na bolsa. O problema é que nem sempre as ações mais negociadas são as ações de boas empresas que registraram bom desempenho no mesmo período.

Vou deixar aqui a planilha com o gráfico que criei para que você possa fazer os seus estudos.

Baixar Planilha

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Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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CLEBER HOLANDA JUNIOR
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CLEBER HOLANDA JUNIOR

Olá Leandro

Como SEMPRE outro EXCELENTE artigo.

Por favor me corrija:
– quer dizer que, num determinado lapso de tempo, os fundos de RF(que nada mais são que títulos do governo) tendem a ser menos arriscados e se aproximam muito da RV?

Muito obrigado por todo ensino.

Abraço

Alcides
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Alcides

Como sempre Fantastico, na minha modesta opinião o sr. deu uma bela aula sobre o desempenho dos fundos, mais uma vez obrigado professor.
Abraços.

Raptor
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Raptor

Parabéns pelo artigo.
Tenho pensado bastante em Fundos de Investimento recentemente e minhas conclusões vem evoluindo com o tempo.
Atualmente estou na seguinte fase de avaliação de Fundos de Investimento:
1 – Fundos de ações: Não investiria. Prefiro investir direto em ações de boas empresas como buy and hold.
Com uma exceção. O mercado americano de ações atualmente vive um bull market.
Enquanto esse perdurar vale a pena investir num Fundo vinculado ao S&P 500. Nos últimos anos esses fundos tem tido excelente desempenho.
É uma forma de diversificar investimentos, de forma a não depender apenas do cenário nacional. É claro que em acabando o bull market americano eu sairia do fundo.
E é claro que se você tem tempo e condições de investir direto no mercado americano de ações seria melhor fazer isso que usar um fundo.
Mas para quem quer algo simples, e que supere o CDI (enquanto durar o bull market) é uma opção.
2 – Fundos de DI e Renda Fixa: Não investiria. Como os gráficos mostram o desempenho médio deles é muito parecido.
Prefiro comprar Tesouro Direto e títulos privados (CDBs, Debentures, etc) diretamente.
3 – Fundos cambiais: Se um governo de esquerda vencesse as eleições de 2018 eu certamente compraria um fundo cambial.
Em cenários de crise no Brasil vale a pena usar fundos cambiais como seguros na sua carteira de investimentos. Passando a crise sairia do fundo.
4 – Fundos multimercados: Quero investir. Mas é difícil achar um bom, com taxas razoáveis.
Alguns educadores financeiros (não é o seu caso) vendem a ideia de que você deve montar sua carteira de investimentos ao invés de usar um fundo. Concordo que isso vale para a maioria dos fundos.
Acontece que eu não posso ficar operando operações compromissadas e contratos futuros o dia inteiro, não consigo ficar especulando com um monte de moedas como bons gestores fazem.
Tenho o meu trabalho. Não vivo disso. É aí que entra um bom fundo multimercado. É difícil montar uma carteira que supere um bom fundo multimercado.
Tanto que os bons fundos multimercado rapidamente captam 1 bilhão ou mais e fecham para novos investimentos.
É difícil prever quando um fundo multimercado vai se tornar um dos melhores do Brasil, então minha conclusão é que você tem que arriscar entrar em um que tenha um gestor consagrado e torcer.

Frederico Bicalho
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Frederico Bicalho

Muito bom comentário, parabéns

Agton
Visitante
Agton

Excelente comparação Leandro! Vivemos no país da renda fixa… A história mostra isso. Acredito que a maioria aqui dos que frequentam o Clube dos Poupadores devem fazer sua alocação em renda fixa.

Daniel
Visitante
Daniel

Por isso a importância pela busca do conhecimento e leitura de livros e artigos como esse. No início do ano comecei a pulverizar meus investimentos para ter uma melhor performance a médio e longo prazo. Obrigado pelas dicas!

luiz fabiano vieira dias
Visitante
luiz fabiano vieira dias

Ola Leandro, realmente muito util seus informativos, e quase sempre vejo nesses que a renda fixa e muita vantagem em relaçao a outros investimentos em longo prazo. Cada dia que passa me convenço disso

Rubens Aguiar
Visitante
Rubens Aguiar

Boa noite Leandro, e parabéns pelo artigo.
Quando você disse a seguinte frase “Vale lembrar que as taxas administrativas cobradas pelos fundos multimercado costumam ser bem elevadas quando comparamos com os fundos de renda fixa” fiquei em dúvida se nos gráficos utilizados os resultados são já descontando as taxas de administração e performance (quando houver) ou se são resultados antes da cobrança dessas taxas. Isso faz muita diferença no número final, acho importante esclarecermos.
Abraços e até a próxima !

Eduardo
Visitante
Eduardo

Leandro l, boa noite.
Sempre leio seus artigos e sempre são muito esclarecedores! Mudei bastante meu modo de investir devido em grande parte aos seus artigos e de outros educadores financeiros,, focando muito em titulos do tesouro, cdbs de bancos médios, entre outros. Mesmo estudando regularmente o assunto, recentemente tive uma dúvida e espero que você possa me ajudar. Quando compro um título do tesouro nacional (IPCA) e vendo antecipadamente, entendo que existe uma variação do preço do dia desse título, que pode ser para mais ou para menos. Mas e se o título não é mais vendido, como o IPCA+2019? Como sei se é vantajoso vender antecipadamente se este não é mais vendido? O preço dele não tem mais variação? Obrigado pela ajuda!

Delmo
Visitante
Delmo

Olá Leandro, excelente artigo. Parabéns!
Alguma justificativa para os fundos multimercados arrefecerem de 2013 pra cá? Como geralmente possuem gestão ativa deveriam manter a trajetória altista como nos anos anteriores.
Grande abraço!

Diego Real
Visitante
Diego Real

Ótimo artigo, e o que ao meu ver é o diferencial, sempre disponibiliza a planilha!

Hermano Rausch
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Hermano Rausch

Excelente estudo sobre os fundos, Leandro.

Muito obrigado por mais esse excelente artigo!

Michael Stuart
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Michael Stuart

Ola Leandro:

Meus parabens por este artigo excelente.

Uma sugestao para outro artigo – tal vez no espaço dos Amigos de CDP (mas nao importa a localizaçao) – onde voce poderia tambem analisar os dados dos ultimos anos, com foco na RF vs DI, e possivelmente, vs RF Indexadao a Inflaçao. Os Indices da ANBIMA poderiam formar a base de dados.

Por exemplo, o IRF-M, o IMA-S, e o IMA-B representariam o desempenho de carteiras de titulos publicos prefixados, posfixados, e aqueles atrelados a IPCA. Ou seja, fundos de investimentos DI, RF, e RF/Indices Inflaçao. Claro que estes indices nao embutiriam as taxas cobradas por gestores de fundos, e seriam fundos passivos. Tem outros indices dependendo da Duration dos Titulos.

A pagina relevante estaria aqui:

http://www.anbima.com.br/ima/ima-geral.asp

Outra opçao poderia ser os dados localizados na pagina da Rentabilidade Acumulada la no site do Tesouro Direto. Abraço.

Everton
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Everton

Por gentileza, Leandro, pensando em aposentadoria daqui uns 20 anos. Tenho investido em tesouro direto IPCA. Entretanto, para diversificar, estou pensando tambem num fundo multimercado de previdência, visto q não tem come-cotas, IR lá no final em dez por cento (claro, sobre o total) e inclusive a vantagem, pelo q eu analisei, de poder restituir mais IR. Claro, fundo pesquisado a dedo, não esses fundos de Bancao. Me parece vantajoso, mas como sei q vc tem aversão a fundos (mesmo se for um bom fundo?), gostaria do seu parecer sincero de educador, visto q posso estar esquecendo detalhes. Grato pela sua atenção e por compartilhar do seu tempo em prol do desenvolvimento e transformação pessoal.

Fabio
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Fabio

Faltou os fundos imobiliários. Excelente artigo!!!

ANTONIO CARLOS VALADARES
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ANTONIO CARLOS VALADARES

Sr. Leandro, possuo valores superiores a R$500.000 para aplicação. O que o Sr. me indicaria para aplicação devido ao cenário econômico que o nosso país atravessa? Estou muito inseguro quanto no que aplicar.

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