Quando os juros vão parar de subir?

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o sexto aumento seguido da taxa básica de juros (taxa Selic). A alta foi de 0,50% e os juros passaram de 13,25% para 13,75% ao ano. Com isso, a Selic voltou ao mesmo nível de 2008, antes do início de um ciclo de queda dos juros.

Esta alta irá interferir na rentabilidade dos títulos públicos, LCI, LCA, CDB, poupança, fundos de investimento e nos juros que as pessoas pagam quando fazem empréstimos e financiamentos. Indiretamente também afeta a Bolsa de Valores, Fundos Imobiliários e o próprio mercado imobiliário. Por isto é importante que você entenda o que está acontecendo.

O comunicado divulgado pelo Banco Central indica que, provavelmente, teremos mais aumentos pela frente. O texto é o mesmo que eles estão utilizando desde janeiro de 2015.

“Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,75% a.a., sem viés”. (fonte)

Vai continuar subindo?

Fica no ar a dúvida sobre um novo aumento de 0,50% para a próxima reunião que acontecerá no dia 28 e 29 de julho. Uma parte do mercado já aposta na redução de ritmo de alta, para 0,25%. A ata da reunião será publicada na quinta-feira da próxima semana, dia 11 de junho através do endereço: http://www.bcb.gov.br/?ATACOPOM. O conteúdo da ata é importante, pois detalhará os motivos da decisão e apresentará pistas sobre o que nos espera de agora em diante.

É importante lembrar que o Banco Central está aumentando a taxa Selic desde abril de 2013, quando ela estava no menor nível já registrado na história (7,25%). Antes das eleições, o Copom subiu o juro até 11% no mês de abril de 2014. Depois manteve a taxa estável até o fim de outubro quando retomou o ciclo de alta.

A poupança ainda mais desvantajosa

Esta nova taxa Selic aumentou ainda mais a desvantagem da caderneta de poupança diante de outras modalidades de investimento de renda fixa. Até os fundos de investimento, com taxas administrativas elevadas, estão começando a superar a poupança. Fundos DI com taxa administrativa de 2,5% ao ano (que é uma taxa absurdamente elevada), já conseguem superar a Caderneta de Poupança.

Com a poupança pagando 6,17% ao ano + TR teremos em média 7,7% ao ano. Dividindo isto pela Selic podemos dizer que a poupança renderá apenas 56% da taxa Selic. (7,7 / 13,75) x 100 = 56%. A taxa DI deve sofrer o efeito da alta da Selic nos próximos dias e deve ficar próxima de 13,64%. Com esta taxa, uma LCI ou LCA que pague 60% ou 70% do CDI já será suficiente para superar a poupança. Estas duas modalidades de investimento também são isentas de IR. Veja como investir em LCI.

Existem títulos públicos como o Tesouro Selic que oferecem a mesma taxa Selic de remuneração. Mesmo com o IR (Imposto de Renda) sobre o rendimento e a taxa de custódia e da corretora o Tesouro Selic se mostra vantajoso para o pequeno investidor. Já o Título Prefixado pode garantir juros fixos se você esperar até a data de vencimento.

No caso do CDB, também existe a cobrança de IR. Um CDB com vencimento em até 1 ano (20% de IR) pode superar a poupança se oferecer mais de 85% do CDI.  A diferença entre a LCI e o CDB é o imposto de renda sobre o rendimento. Você pode encontrar a rentabilidade líquida do CDB utilizando este simulador aqui ou então baixe a planilha gratuita.

Juro acima de 14% ?

Diversas notícias e depoimentos de especialistas do mercado (publicados nos sites de jornais e revistas) já indicam que a Selic pode terminar o ano acima de 14% (fonte). É importante observar que juro elevado desacelera a economia, desestimula o investimento produtivo, desestimula o consumo, gera queda na produção, queda nas vendas e queda na inflação. O alvo do governo é a inflação. Teoricamente, quanto mais ele elevar os juro e produzir recessão no curto prazo, mais rapidamente a inflação retornará para perto do centro da meta e os juros poderão ser reduzidos (reaquecendo a economia).

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria comentou a nova alta dos juros:

“Os juros altos penalizam a atividade produtiva, porque encarecem o capital de giro das empresas, inibem os investimentos e desestimulam o consumo das famílias, contribuindo para agravar ainda mais o quadro de retração da atividade industrial – CNI”

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo disse:

“O que o governo conseguiu até agora foi virar a indústria de ponta-cabeça. O governo brasileiro não precisa mais subir os juros, muito menos aumentar impostos. Precisa, sim, promover forte diminuição de gastos para atingir o equilíbrio fiscal e retomar o crescimento da produção e do emprego – Fiesp (fonte)”

O que devemos esperar do futuro:

No momento que a inflação perder força e o PIB indicar grande desaquecimento da economia (recessão), o setor produtivo e o setor improdutivo (políticos, líderes sindicais, líderes de partidos, etc) começarão a fazer fortes pressões para o fim do ciclo de alta dos juros. Como você pode ver no gráfico abaixo, desde o início do primeiro governo o PIB (Produto Interno Bruto) está em queda.

Travando juros

Estes sinais podem indicar para o investidor que o ciclo de alta dos juros pode estar acabando. Neste momento, muitos investidores estão adotando a estratégia de “travar” a taxa de juros de parte dos seus investimentos no seu nível mais elevado antes do ciclo de queda iniciar.

Isto significa investir em títulos públicos prefixados e títulos privados prefixados. No caso dos títulos públicos, existem estratégias que permitem obter rentabilidades maiores que as prometidas através da venda antecipada do título no final do ciclo de queda dos juros (antes do vencimento). Já comentei sobre um curso que fala detalhadamente sobre isso.

O problema desta estratégia é a dificuldade de ter absoluta certeza sobre a proximidade do fim do ciclo de alta dos juros.

No gráfico e na tabela abaixo é possível observar que desde o início do ano a inflação (IPCA) está muito elevada, mas agora está perdendo força. Quando retiramos a inflação dos juros nominais encontramos os juros reais. Como você pode ver o juro da Selic e do CDI (taxa DI) foram negativos nos primeiros três meses do ano. Em abril e maio o IPCA desacelerou e os juros reais dos investimentos atrelados a Selic e CDI foram positivos. Já a Caderneta de Poupança continua sofrendo o confisco da inflação.

 

Buscando evidências:

Até o dia 29 de julho o Banco Central vai divulgar o Relatório de Inflação do segundo trimestre no endereço http://www.bcb.gov.br/?relinf. Os investidores aguardam este relatório para buscar evidências sobre o fim do ciclo de alta dos juros ou sua continuidade. Uma parte do mercado já considera que a alta de juros feita até aqui já é suficiente. Outra parte do mercado aposta que teremos mais uma alta de 0,50% e outros que teremos alta de 0,25% antes do BC indicar que pretende iniciar um ciclo de queda dos juros ou pelo menos o fim da alta dos juros. Também existem aqueles mais pessimistas que acreditam na continuidade da alta dos juros por um bom tempo.

Na última vez que a taxa Selic atingiu 13,75% o Copom manteve a taxa em 13,75% por três reuniões até iniciar o ciclo de redução dos juros que levou a taxa até 8,75%. Esta pausa ocorre para que o Banco Central possa avaliar os efeitos das altas passadas sobre a economia.

É interessante observar que o gráfico dos últimos anos parece repetir um padrão ocorrido entre 2010 e 2011. Veja os comentários que escrevi no gráfico abaixo.

 

A grande verdade é que qualquer decisão do investidor com relação ao futuro sempre será uma aposta, um chute. Não temos como adivinhar o futuro. A única coisa que podemos fazer é desenhar e estudar possibilidades de futuro.

Possibilidade 1:

Vamos ver o que seria uma das muitas possibilidades: A taxa Selic vai subir até 14%. O BC vai esperar 3 ou 4 reuniões do Copom, mantendo a taxa, para que a economia sofra o impacto dos aumentos anteriores (recessão, desemprego, queda da inflação) para depois iniciar uma queda lenta da taxa reduzindo -0,25% por reunião até terminar 2016 com taxa de 12% conforme anda sendo previsto pelas pesquisas do último Boletim Focus. Veja o gráfico dessa possibilidade:

Possibilidade 2:

O Banco Central pode repetir o que foi feito entre 2010 e 2011. Observe que depois de uma parada na alta do juro (antes das eleições) o juro começou a subir novamente. Ao atingir 12,50% o BC deu início a um ciclo de queda rápida dos juros para reaquecer a economia. Teoricamente seria melhor para o governo provocar a recessão agora e fazer a economia se recuperar antes das eleições. Por isto existe a possibilidade do gráfico da taxa Selic entre 2010 e 2014 se repetir entre 2015 e 2018.

Possibilidade 3:

Nessa terceira possibilidade para o futuro tudo deu errado. Exemplos: O ajuste fiscal não aconteceu como deveria. O ministro Levy pediu demissão ou foi demitido. Eventos externos afetaram a economia do país. As agências de risco retiraram o grau de investimento do país. O governo adotou medidas que provocaram uma fuga de investidores e de empresários para fora do país. O governo adotou medidas que reduziram sua credibilidade e aumentaram a desconfiança. Com isto o Banco Central continuou subindo os juros. No exemplo abaixo seriam 0,25% de aumento em cada reunião do Copom.

Conclusão:

Com você pode ver, não temos como adivinhar o futuro. No caso dos juros só existem 3 possibilidades. 1) Subir, 2) Cair, 3) Manter. No gráfico é possível ver que existem ciclos de altas e baixas que se repetem. Tudo que sobe um dia irá cair e tudo que cai um dia irá subir. Sua estratégia de investimento deve considerar esta realidade. O seu risco será maior se você apostar todas as suas fichas em uma única possibilidade.

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

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Henrique Rodrigues
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Henrique Rodrigues

Infelizmente nenhuma equipe econômica brasileira conseguiu implementar uma política de combate à inflação sem se apoiar na variação da Selic. Com isso a população é penalizada pela alta do desemprego, pela alta da inflação e pela alta dos juros. Será quando esse país terá políticos sérios? Triste realidade.

danilo
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danilo

nem nos nem os EUA CONSEGUIRAM… entao quem conseguiu?

Helcio
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Helcio

Leandro muito boa as análises percebi que não existe um ciclo curto de sobe e desce, ou seja ou se mantém ou segue a tendência. Uma coisa é certa os números gritam ou melhor berrão, falam por si só .

Sergio
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Sergio

Leandro a Taxa Selic sempre será mais alta que a inflação em uma ano?

Gustavo Ribeiro
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Gustavo Ribeiro

Olá Leandro, muito bom o artigo. Na minha opinião, acho que estamos próximos do fim do ciclo de alta.
Desemprego toma mais voto do que inflação e a recessão já bate à porta com força. Além do que cada aumento da SELIC aumenta de maneira exponencial a dívida interna pública. Acho que o interessante no momento é mesclar a carteira com pré e pós, buscando fazer um preço médio da carteira de LTN próxima de 13%. O que vc acha?
Abço
Gustavo Ribeiro.

Jorge Guerino
Visitante
Jorge Guerino

Prof Leandro,

Considerando as três possibilidade, quais são as melhores alternativas de investimento em TD para cada uma delas?
Abraço

Victor Hugo Garcia
Visitante
Victor Hugo Garcia

Leandro, boa noite!
Muito bom seu artigo. Tem me servido de base para novos investimentos no tesouro direto.
Uma dúvida: seria sem sentido dividir 50% dos investimentos no tesouro Selic e 50% no tesouro IPCA? Dessa forma quando o cenário ficar mais claro, migrar para aquele que apresentar melhor perspectiva?

Valeu.

Douglas
Visitante
Douglas

Olá Leandro,

Acredito que parte do cenário 3 irá ocorrer.

A Dilma não irá demitir o Levy, ela irá banca-lo não importe o que custar, no momento é ele que está “segurando o animo” dos investidores. Ao meu ver ele tornou-se o ministro de confiança dela.

No fundo eu tenho dó do Levy, além de consertar todas as besteiras feitas pelo seu antecessor (Ministro Margarina), ele tem a ingrata tarefa de colocar a “bagunça” da casa em ordem.

Eu acho que o governo vai aprontar alguma para “espantar os investidores”, pelo que ando lendo a pressão de algumas alas para tributar o “andar de cima” (risos) é evidente, como por exemplo tributação de lucros e dividendos.

Particularmente, acho que eles vão (infelizmente) ressuscitar a CPMF, seria uma forma de taxar indiretamente os lucros e dividendos.

Uma ação que traria algum ânimo ao mercado seria a redução dos ministérios e dos cargos comissionados, isto mostraria que o governo está comprometido com o ajuste fiscal, mas nossos queridos políticos não iriam permitir tamanha “maldade”.

Pelo que ando vendo, mesmo se houver uma redução dos juros para aquecer a economia, parte da população não terá fôlego suficiente para consumir, muitos encontram-se endividados.

Um termômetro para 2018 serão as eleições em 2016, vamos ver se os brasileiros continuarão com a famosa memória curta.

Algumas coisas não entram na minha cabeça e gostaria de uma ajuda sua Leandro para melhores explicações:

1 – O governo não tem dinheiro para nada, mas financiou com prazos e condições vantajosas “quase” de pai para filho países como Cuba, Angola, Republica Dominicana, Venezuela com dinheiro do BNDES. O que o governo ganha (ou ganhou) com isso ? Promessa de financiamento das empreiteiras ?

2 – Hoje saiu notícia no G1 (04/06/2015) que o Ministro da justiça (com jota minusculo) Zé Cardoso informou que vai aumentar o visto para haitianos que vierem ao Brasil, o motivo seria combater grupos que exploram imigrantes ilegais.

Nosso país está repleto de problemas sociais dos quais não conseguimos dar conta e ainda por cima estamos importando mais e mais problemas ?

Nada contra esses imigrantes, mas não temos mais condições de acolher mais ninguém, nem emprego tem para os Brasileiros.

Em qualquer país sério do mundo se tentarmos imigrar ilegalmente, somos logo deportados, mas aqui além de serem aceitos com certa facilidade, eles recebem CPF e CTPS. Em SP, o prefeito já liberou o bolsa família.

Até onde isso vai chegar ?

jose carlos
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jose carlos

leandro ávila parabéns pela matéria ! sou leitor de seus artigos , tenho aplicação em multimercado (cambio, juros,renda fixa e renda variável e utilizando instrumento no mercado futuro ) e pago taxa administrativa de 1% . e tenho aplicação em referenciado DI com taxa 0,60% e uma previdência vgbl com taxa 2.4% neste cenário de juros altos são boas aplicação e taxas aceitáveisl? tenho a previdência a 4 meses na tabela progressiva , tenho 11.000 aplicado estou querendo fechar e aplicar no tesouro direto estou pensando em aplicação até 10 anos , qual seria a melhor aplicação para este tempo obrigado

sebastiao paiva
Visitante
sebastiao paiva

Leandro, parabéns!!! Artigo visionário e muito oportuno. Deixo uma pergunta: se na iminência da queda de juros conseguirmos encontrar títulos prefixados devemos travá-los com títulos que tenham vencimento o mais longo possível, isso se o encontrarmos, correto? Com o vencimento deles e ao sairmos dessa viagem (com muitos dividendos) e os juros estiverem lá embaixo em que deveremos investir?

Fernando
Visitante
Fernando

Acredito muito no cenário 3, inclusive estou orientando meus investimentos para este cenário mais pessimista. Há indicios fortes que o Levy não tem força suficiente no governo, a reforma fiscal passou no congresso mas não será o suficiente, além do mais o superávit meta não será atingido, como muitos apontam. Isso vai levar a perda do grau de investimento, inevitavelmente. Tô all-in em LFT.

Eliton
Visitante
Eliton

Leandro, mais um otimo artigo, como sempre. Gostaria da tua opiniao em relacao a possibilidade 1, a qual, pela opiniao de especialistas tem a maior probabilidade de acontecer. Em caso de aplicacoes no Tesouro Direto – LFT, partindo do raciocinio que os juros possam cair para um patamar de 8,5% em um determinado momento, seria interessante mudar a estrategia de investimento? Em caso positivo, qual seria o melhor momento de pensar nessa mudanca de estrategia?

Obrigado!

Joel Rocha
Visitante
Joel Rocha

Nada como a educação financeira para nos protegermos das intempéries no mercado.

Obrigado Leandro por nos proporcionar mais esse maravilhoso artigo.

Tenho 35 anos e só fui acordar quando comecei a ler seus artigos, ou seja, educação financeira de verdade!

Moises
Visitante
Moises

Excelente artigo Leandro!!! Parabéns.
As NTN’s estão ótimas para médio prazo (gosto muito).
Engraçado que mesmo conversando com alguns amigos, tem gente que nunca nem ouviu falar em títulos públicos.
Sempre aprendo muito com você e obrigado por compartilhar seu conhecimento.

Francisco
Visitante
Francisco

Leandro, estou pensando, aplicar em uma LCI de 97% para 2 anos, o que seria mais indicado pré ou pós fixado ?

Márcio Lobão
Visitante
Márcio Lobão

Parabéns pelo excelente artigo!
Desculpe, mas não consegui entender porque a taxa de juros reais da caderneta de poupança nos meses de abril e maio (ver tabela e gráfico) apresentou resultado tão negativo, tendo em vista a redução do IPCA. Esses dois resultados estão corretos?

Mardônio
Visitante
Mardônio

Belíssima análise! Parabéns!

As corretoras disponibilizam títulos privados com rentabilidade de 125% do CDI e 16% a.a. no prefixado. No Tesouro Direto, temos 101% do CDI (SELIC) e 13% a.a. prefixado. Riscos: a) instituição quebrar; b) FGC quebrar; c) corretora quebrar nas transições do dinheiro; d) gestão fraudulenta da corretora; e) gestão fraudulenta da instituição financeira. As possibilidades “a”, “c” e “d” podem também ocorrer com os títulos públicos. Gostaria que comentasse tais situações, em especial os itens “c” e “e”, que são os que mais me preocupam, e como podemos nos prevenir de tais situações.

Bruno Santos
Visitante
Bruno Santos

Leandro, parabéns pelo seu trabalho!

É impressão minha ou você está otimista para as próximas reuniões?

Na minha avaliação os juros irão subir, mais vagarosamente, até o final do ano.

Um abraço!

Raphael Martins
Visitante
Raphael Martins

Invisto em LFT 2021. No caso de uma queda da SELIC, perco $ ou terei uma rentabilidade menor?

Eronides
Visitante
Eronides

Ola´Leandro,tudo bem? Sei que vc não costuma recomendar onde devemos investir pois não tem como prever o futuro,mas eu penso da seguinte forma:não sei se vc vai concordar comigo,se eu investir no tesouro prefixado 2021,hoje a taxa desse titulo esta´em 12.61,e o tesouro selic,13.75 se eu optar pelo tesouro selic e no futuro essa taxa cair abaixo de 12.61 eu tenho que levar em consideração que por um bom tempo eu ganhei acima de 12.61,ou seja eu fico um periodo em desvantágem mas durante um periodo do investimento eu tive vantagem.

Helano
Visitante
Helano

Um ótimo artigo Leandro!!!
Tenho uma dúvida… Num cenário de alta da taxa selic investimentos em LCI/LCA são bastante rentáveis, entretanto caso ocorra o primeiro cenário e a taxa selic comece a despencar eles deixam de ser tão atrativos. Nesse caso, pra um cenário de taxa selic baixa, quais seriam as melhores opções de investimentos?

DANIEL
Visitante
DANIEL

Leandro, boa noite.
Quando a taxa selic está alta, a tendência é que o DI acompanhe fique bem próximo, para quem tem investimento em LCI, não seria uma boa ?

Obrigado.

Favarão
Visitante
Favarão

Obrigado Leandro,

recentemente recebi um email sobre uma movimentação na carteira empiricus com relação aos titulos do tesouro, infelizmente (claro, é o negocio deles) não foram exatos com relação ao que foi feito. Fiquei muito tentado a adquirir esses relatorios da carteira, mesmo não sendo adequado ao meu perfil e mesmo sabendo que lá não teria essa base de fundamentos que encontramos nos artigos do clube dos poupadores. Mais uma vez um artigo que salvou meus pequenos investimentos. Sei que já deve saber disso mas, o conhecimento que adquirimos atraves desse canal é inestimável tanto por libertar da dependência desses relatórios como garantir uma vida financeira mais saudavel fazendo escolhas melhores. Vida longa e prospera a ti Leandro e ao clube dos poupadores!

Rosa
Visitante
Rosa

Bom dia Leandro
Por gentileza, vc poderia me dar a sua opinião sobre o seguinte assunto:
Com a venda do HSBC no Brasil vc acha conveniente retirar as aplicações financeiras que tenho neste banco antes da efetivação desta venda?
Muito obrigada por me responder
Abraços
Rosa

Misael
Visitante
Misael

Leandro ótimo artigo, estava lendo e ouvindo rádio que na semana passada foi retirado dos bcos no setor da poupança, que o governo perdeu totalmente o controle de tudo.
Pois a população esta retirando dinheiro da poupança para paga dividas pois os produtos básicos estão caros ( alimentos, vestimentos, água e energ. eletr.), fora que algumas família tem alguém que ajudava na casa esta desempregado e com isso esta tirando o dinheiro para paga contas.
E com isso os bcos não tem dinheiro para emprestar para a casa própria, como vá foi lido em artigos anteriores. os bcos estão cobrando mais na entrada do imóvel.
O povo brasileiro está sem barco sem controle com este governo.

Fabio Rangel
Visitante
Fabio Rangel

Boa tarde, Leandro. Ainda não vi um movimento de alta na rentabilidade do título Tesouro Prefixado 2021 (LTN), que ainda está em 12,59% a.a e a R$ 518,20 de custo. Se a SELIC aumentou, não era para este título ficar ligeiramente mais barato, portanto, tendo mais rentabilidade?

Samuel Cappelli
Visitante
Samuel Cappelli

Excelente matéria. Muito bem analisado e abordado. Muito obrigado por este compartilhamento!

Douglas Fernandes
Visitante
Douglas Fernandes

Selic tem muito para subir ainda, quem sabe uns 15% ou 16%.. Infelizmente é a única “solução mágica” que nossos governantes encontram para tentar tomar a inflação.

Ótimo artigo! Abs!

Uilson Dile
Visitante
Uilson Dile

Olá Leandro Uma duvida supondo que um investidor agora em tesouro SELIC acerte o momento exato que os juros comecem a baixar e ele passa a comprar LTN , como ele vai saber o momento de vender esses papéis sei lá exemplo daqui 1 ano e meio para ter um bom rendimento ouvi dizer que pode conseguir até 28% ao Ano. é serio isso. Qual seria esse momento como saber se o título atingiu o máximo de valor caso de uma venda antecipada parabéns

Alessandro Braga
Visitante
Alessandro Braga

Leandro,
depois de alguns dias lendo seu site incansavelmente 😉 preciso dizer que você está fazendo um trabalho excelente. Estou admirado com todo conhecimento que você publica. Muito obrigado por me ajudar a entender mais sobre economia de uma maneira geral, pois você explica muito bem como tudo envolvido funciona e ainda de quebra estou aprendendo mais onde investir o dinheiro que trabalhei muito para poupar.

Obrigado.

Eliana
Visitante
Eliana

Vc está sendo considerado o Guru de várias pessoas e quero te pedir pra escrever um artigo sobre a bolha da China que começou a estourar hoje e o mercado chinês já está em pânico total com a maior queda da bolsa jamais vista! A China é o principal cliente do Brasil em commodities (petróleo, soja minério de ferro) ou seja o Brasil não fabrica nada só tira o que já está pronto debaixo da terra! e agora com esta bolha chinesa estourando as consequências serão devastadoras para o Brasil, quero saber o que vc pensa a respeito disso visto que até a bolsa de NY fechou alegando problemas técnicos mas na verdade é a China que está cheirando queimado forte em todos os mercados! O que vc pensa sobre as cidades fantasmas na China e que isso afeta nosso mercado imobiliário? Penso que nosso futuro econômico está mais negro do que nunca…..

Gabriel Stepanski
Visitante
Gabriel Stepanski

Parabéns pela iniciativa Leandro!
Os brasileiros deveriam aprender a investir e poupar em vez de consumir e consumir coisas vagabundas a preços absurdos (lucro Brasil).
Acorda povo!

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