Suspensão do Tesouro Direto

O Tesouro Direto costuma suspender a venda dos títulos públicos quando o mercado financeiro passa por um momento de pânico, normalmente durante eventos pontuais dentro de crises políticas ou econômicas. O mês de maio e junho de 2017 e 2018 foram marcados por diversas dessas paralisações.

Essas suspensões podem ocorrer mais de uma vez por dia. Algumas podem demorar minutos e outras podem demorar várias horas. Leia o artigo para entender o que está por trás dessas suspensões do mercado de títulos públicos e que tipo de oportunidade ou risco ela produz nos seus investimentos.

Exemplo

Dois exemplos de longas suspensões ocorreram nos últimos dias 06 e 07 de junho de 2018. Nessas datas, o Tesouro Direto suspendeu suas atividades três vezes no mesmo dia.

Normalmente as negociações começam 9:30 da manhã através do site https://tesourodireto.bmfbovespa.com.br/ que fica dentro da bolsa de valores brasileira, que antes se chamava BM&FBOVESPA e agora se chama B3.

No dia 06 o Tesouro Direto já começou o dia suspenso, só iniciando suas atividades às 12:00. Já no dia 07, o Tesouro funciono por apenas 18 minutos durante a manhã e logo foi suspenso com expectativa de retorno para às 12:00.

Durante a tarde ocorreram mais duas suspensões. Nos dois dias, as atividades foram definitivamente encerradas antes das 18:00 que é o horário normal de encerramento.

Veja a tela que aparece quando você tenta comprar um título público no momento em que o Tesouro Direto está suspenso. Uma faixa vermelha no topo da página exibe o texto “Mercado Suspenso!”. Para o investidor descobrir o motivo da suspensão é necessário acessar outro endereço que é esse aqui,

Motivo da suspensão

O motivo mais grave para uma suspensão costuma ser a volatilidade dos juros. O próprio Tesouro não explica muito bem o que seria isso e a imprensa costuma tratar o assunto com superficialidade.

Vamos entender como isso funciona.

As taxas que o Tesouro Direto paga para os investidores que compram títulos públicos como o Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA (com ou sem juros semestrais), podem sofrer pelo menos 3 mudanças no decorrer do dia e isso tem relação com a forma como o Tesouro define essas taxas para que os títulos se mantenham atrativos.

Para determinar essas taxas que remuneram os investimentos prefixadas, o Tesouro utiliza como parâmetro as expectativas do mercado sobre os juros futuros. Essas expectativas mudam a cada segundo. Podemos observar o comportamento dos juros futuros através das cotações dos contratos de “DI Futuro” que são negociados na bolsa de valores todos os dias úteis (fonte).

Normalmente, quem negocia esses contratos na bolsa são instituições financeiras como bancos, gestores de fundos de investimento, investidores institucionais e investidores estrangeiros.

Pessoas físicas costumam ficar fora desse mercado, pois o preço de cada contrato gira em torno de dezenas de milhares de reais (fonte). Mesmo assim as taxas negociadas nesses contratos de DI futuro influenciam a taxa que o Tesouro Direto pagará ao investidor que comprar títulos como o Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA. As taxas que remuneram títulos privados emitidos por bancos como um CDB prefixado, também sofrem as influências das variações dos juros futuros.

As taxas dos contratos de DI futuro negociados na bolsa sofrem variações a cada segundo, exatamente como ocorre com o preço de outros ativos negociados na bolsa, como as ações.

Quando ocorrem fatos que abalam o mercado financeiro, provocando mudanças bruscas de expectativas sobre o futuro, incertezas sobre a economia ou pânico, os contratos de DI futuro são negociados com taxas maiores, seguindo a lei de oferta e demanda.

A lógica é simples de entender. Se você pretende emprestar o seu dinheiro para alguém e só poderá ter esse dinheiro de volta daqui a uma quantidade x de anos, qual taxa de juro seria justo cobrar ao ano? Você provavelmente observaria as incertezas, riscos e suas expectativas sobre o futuro econômico e político do país para determinar uma taxa que compense o empréstimo. Você também poderia observar quais taxas o mercado está praticando. Quanto pior sua expectativa sobre o futuro, maior tende a ser a taxa que você exige.

Como curiosidade, veja todos os contratos negociados na bolsa clicando aqui. Eles se diferem pela data de vencimento. Nessa lista você verá o contrato com vencimento em 2025 (2025-01-02). Esse contrato é chamado de DI1F2025. Veja o gráfico da sua cotação visitando aqui. Se você acessar entre 9:00 e 16:00 verá a sua taxa subindo ou descendo a cada 1 minuto.

Se o dia for de pânico no mercado financeiro, você verá fortes mudanças na taxa. Essas variações são chamadas de volatilidade. O principal motivo para a suspensão do Tesouro Direto é a alta volatilidade nos juros futuros que podemos observar nos contratos de DI futuro.

Neste nosso exemplo, a taxa do DI Futuro chamada de DI1F2025 indica a expectativa do mercado para a taxa básica de juros (Taxa Selic) de 2025.

Quando o mercado está pessimista sobre o futuro da economia do país, essas taxas futuras tendem a subir. Quando o mercado está otimista, ela tende a cair. Quando muitos eventos, fatos e notícias mudam as expectativas sobre o futuro com frequência, as taxas tendem a variar muito em um curto espaço de tempo e isso seria a volatilidade que aparece nos comunicados do Tesouro Direto.

Exemplo de mensagem exibida na página de avisos onde o Tesouro fala sobre os motivos das suspensões:

Por curiosidade, vamos observar a volatilidade no gráfico do DI1F2025, visite aqui. É necessário ativar o indicador de volatilidade. Clique no ícone que possui o desenho de um pequeno gráfico, que está do lado de um ícone de balança, na barra superior de ferramentas do gráfico. Você poderá ver uma lista de indicadores. Clique no indicador de “Volatilidade Histórica”. Uma barra inferior vai aparecer com um gráfico que sinaliza a volatilidade.

Veja um exemplo:

O gráfico mostra a alta da taxa de juro do contrato de DI futuro que vence em 2025. Essa taxa é utilizada como referência pelo Tesouro para definir a remuneração do título Tesouro Prefixado 2025. Outros contratos de DI futuro com outros vencimentos são utilizados como referência para definir taxa e preço de títulos e investimentos com outros vencimentos.

Observe no gráfico, o aumento da volatilidade provocada pela greve dos caminhoneiros e todas as consequências negativas que ainda estão sendo descobertas pelo mercado. O gráfico mostra que durante esse período, a taxa sofreu fortes variações. Foram essas variações que fizeram o Tesouro Direto suspender a venda de títulos 12 vezes no mês de maio (2018).

A primeira suspensão no mês de maio ocorreu no dia 17, dia em que já existiam rodovias interditadas pela greve dos caminhoneiros (fonte). Duas semanas antes já existiam protestos e avisos sobre uma possível greve. Veja a cronologia da greve visitando aqui caso queira comparar com o gráfico.

Depois da greve o mercado ainda avalia todos os prejuízos e consequências negativas que ainda iremos colher pelas decisões tomadas pelo governo. Outros eventos políticos e econômicos no exterior ajudam a elevar o pessimismo e isso produz consequências nos juros futuros.

O mais curioso é que um ano atrás (2017), também no dia 17 de maio, outra crise explodia no país fazendo o Tesouro Direto suspender suas negociações diversas vezes. Esse dia ficou conhecido como “Joesley Day”.

Após a divulgação dessa notícia aqui, o Tesouro Direto iniciou o dia 18 com suas operações suspensas. Enquanto as pessoas físicas compram títulos públicos pelo Tesouro Direto, as instituições financeiras compram títulos públicos através de leilões realizados pelo Tesouro Nacional. Até esses leilões foram suspensos (fonte). No mesmo dia a bolsa de valores acionou o “circuit breaker”, um mecanismo que suspende as negociações na bolsa por um determinado tempo.

Quando o Tesouro voltou a operar, títulos como o Tesouro IPCA 2024 que pagavam 4,99% ao ano passaram a ser ofertados com taxa de 6,01% ao ano. O Tesouro Prefixado 2021, que pagava 9,54%, passou a pagar 11,39% ao ano. No dia 19 ele atingiu 11,45% e depois começou a recuar gradativamente. Somente no dia 19/07/2017 a taxa retornou para um valor próximo do que era oferecido antes da crise (9,52% ao ano). Você pode ver o histórico de preços dos títulos baixando as planilhas do Tesouro Prefixado (LTN) e IPCA (NTN-B) visitando aqui

Em abril, um mês antes da crise gerada pela greve dos caminhoneiros, esse título Tesouro Prefixado 2021 oferecia uma remuneração com taxa de 7,85% ao ano. Agora, ele oferece taxas acima de 9% (9,39%). O DI futuro usado como referência para investimentos prefixados que vencem em 2021, como o Tesouro Prefixado 2021, se chama o DI1F2021 e o gráfico pode ser visto aqui.

O Tesouro Prefixado 2025 chegou a superar os 12% por algum tempo antes da primeira suspensão do dia 07. Se você considerar que a taxa Selic atual (junho/2018) está em 6,5% e o CDI registra 6,39% ao ano, uma taxa prefixada de 12% ao ano representa uma diferença muito elevada entre as duas taxas. É uma diferença rara de se ver. Não lembro quando foi a última vez que vi o Tesouro Prefixado oferecendo quase o dobro da taxa Selic ou da taxa DI (CDI).

Fiz um gráfico mostrando a variação da taxa do DI1F2025 (linha escura) e o CDI mensal anualizado que segue de perto da Taxa Selic (linha clara). Em alguns pontos eu medi a diferença entre as duas taxas desde 2011 (caixas azuis). Veja que por diversos momentos esse DI futuro esteve acima do CDI, mas como podemos observar, não é comum ocorrer uma diferença tão grande como essa de 90%.

Desculpa do Tesouro

O Tesouro utiliza como desculpa para a suspensão da venda de títulos, proteger o investidor da intensa volatilidade. Na verdade, o objetivo mesmo é proteger o próprio Tesouro, pois se os preços dos títulos fossem atualizados em tempo real, assim como ocorre com o DI Futuro, os pequenos investidores poderiam aproveitar esses picos de alta para adquirir títulos com taxas elevadas. Como você pode observar nos gráficos, os picos que representam as maiores altas duram pouco tempo.

Como a venda de títulos é uma forma de endividamento do governo (a população emprestando dinheiro para o governo) não é interessante para o governo que sua dívida aumente justamente quando as taxas estão mais elevadas.

Dessa forma, s suspensão do Tesouro Direto por volatilidade costuma sinalizar alguma situação de pânico no mercado que podem elevar as taxas de juros dos títulos públicos para níveis acima da média por um determinado tempo. A suspensão evita a compra de títulos nesses momentos de maior estresse no mercado.

Mesmo assim, os mais atentos podem aproveitar esses momentos entre as suspensões para comprar títulos com taxas acima da média, especialmente se acreditar que o estresse no mercado é algo exagerado e passageiro.

Julgar se existe ou não exagero, se o pânico faz ou não sentido depende de um pouco mais de dedicação, conhecimento e experiência que qualquer pessoa pode adquirir caso queira.

Como você pode ver, existem muitos detalhes sobre o investimento em títulos públicos. Muitas fontes de informação, sites e canais do Youtube tratam os temas importantes com certa superficialidade.

Para aprender sobre investimentos com mais profundidade, do básico até o avançado, recomendo a leitura da minha série de livros, visite aqui.

Continue aprendendo...

Se você gostou desse artigo, tenho certeza que também vai gostar da série de ferramentas, planilhas e livros que preparei para ajudar você. São conhecimentos e ferramentas que desenvolvi para o meu uso e que agora estou compartilhando entre os meus leitores. Clique aqui para conhecer os livros.
Esse artigo foi útil?
Deixe-nos saber, se você gostou deste artigo. Só assim podemos continuar melhorando.
Sim
Não

Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.

134
Deixe um comentário.

avatar
600
56 Comment threads
78 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
62 Comment authors
EllenRodrigo AlencarWellingtonGonçaloDIOGO Recent comment authors
newest oldest
fabio
Visitante
fabio

Muito bom Leandro. Eu comprei esses dias esse titulo a taxa de 12%. Não sei se mantenho até o final ou se resgato quando ela cair novamente. Obrigado Leandro.

Luiz Antonio Garbin
Visitante
Luiz Antonio Garbin

Excelente matéria.

Fernando Lazarini
Visitante
Fernando Lazarini

Estavam indo bem as coisas na minha opinião. Inflação sob controle, reformas que estavam pra ser implementadas, atividade industrial retomando…. Porém, a coisa complica quando estamos numa economia dependente de subsídios, intervencionista, pró-assistencialista, e com um povo sem o mínimo de entendimento de causas x consequências econômicas.

Beatriz
Visitante
Beatriz

Olá Leandro, toda vez que o Tesouro é suspenso vem na minha cabeça aquela imagem da criança que, quando o jogo não está mais agrandando, pega a bola e vai embora….!

THIAGO COELHO
Visitante
THIAGO COELHO

sensacional. muito bom este artigo. Parabéns.
vc entende que o investidor sempre precisa verificar qual a taxa de juros que o mercado está prevendo nos contratos futuros antes de realizar um investimento? é obvio que as expectativas são muito dinâmicas e observar os juros futuros é apenas mais um indicativo. Precisamos ter ciência que o cenário pode mudar radicalmente da noite para o dia.

Luiz Adolpho Almeida de Moraes
Visitante
Luiz Adolpho Almeida de Moraes

Excelente explanação.

Thâmara Thaís
Visitante
Thâmara Thaís

Explicação muito clara! Parabéns pelo texto!

fabio
Visitante
fabio

Leandro, como podemos ser avisados que o tesouro direto abre a negociação sem ter que ficar abrindo o site ? Ele acabou de abrir e não ficou nem um minuto aberto.

William Ribeiro
Visitante
William Ribeiro

Excelente artigo, como sempre, Leandro!!! Uma ressalva para os mais “afoitos”, poderia ser que este “gap” entre a SELIC atual e as taxas do prefixado é justificada pelo enorme risco do título. A SELIC atual está em seus menores patamares, sendo que seu aumento pode (irá, na minha opinião) resultar em prejuízos na venda antecipada deste título. No pior caso, mas ainda bem possível, é ter prejuízo (em poder de compra) mesmo esperando até o vencimento do título, com a inflação ficando maior que a taxa contratada. Abraços pra você!

FinanciarMoto
Visitante
FinanciarMoto

Fico preocupado com a segurança disso em períodos de instabilidade. Podem não confiscar nosso dinheiro, mas bloqueiam o acesso, que na prática dá no mesmo.

MAICON
Visitante
MAICON

Ótimo artigo Leandro. Perfeito como sempre!

Claudinei Alves Sobrinho
Visitante
Claudinei Alves Sobrinho

Excelente matéria… Não seria possível o clube dos poupadores disparar alertas quando das taxas acima da media

Sebastião
Visitante
Sebastião

Leandro, esse artigo foi SHOW DE BOLA!

Jacques
Visitante
Jacques

Texto esclarecedor, objetivo e traz conhecimento para diminuir risco ao pequeno investidor pessoa física.

Ricardo Ramos Baldi
Visitante
Ricardo Ramos Baldi

Texto bem interessante. Alguns links não funcionam.

Marcelo Pizzaia
Visitante
Marcelo Pizzaia

Otimo Leandro ! Eu venho acompanhando a alta e comprando um pouquinho a cada dia/alta… Acho que ainda teremos muita volatilidade/oportunidades pela frente, inclusive após eleições !

Pedro
Visitante
Pedro

Leandro, nesse período é possível vender os títulos que estão em meu poder?
Abçs

Israel
Visitante
Israel

Obrigado pelo texto Leandro.

Você comentou sobre o contrato DI1F2025. Para investidores de TD é interessante acompanhar algum outro contrato?

Luci Bertoli
Visitante
Luci Bertoli

Muito bom artigo!

Valmir de Gregório
Visitante
Valmir de Gregório

Parabéns! Sempre fazendo as explicações corretas nos momentos adequados.
Artigo ótimo.

Newton
Visitante
Newton

Ola Leandro tenho 2 compras dos Titulos de Tesouro Direto IPCA + 2024 e os valores cairam muito a ponto de estar menos do valor investido o que fazer ?

Alex S.
Visitante
Alex S.

Mais um texto didático e excepcional, Leandro. Parabéns pelo fantástico trabalho!

Adriano D
Visitante
Adriano D

Mais um ótimo artigo, que contribui para a educação financeira de todos. Texto com varias informações que aumentam o nosso conhecimento do comportamento do mercado financeiro.

Papai dos Investimentos
Visitante
Papai dos Investimentos

Mais um ótimo artigo, Leandro!
O que mais me agrada nos conteúdos que escreve é a quantidade e qualidade das informações que são totalmente relevantes e úteis, sem sombra de dúvidas. Muito além da maioria dos “youtubers” que mostram o superficial, só repetem “invistam no TD!” como se fossem papagaios de pirata e ainda ganham por visualização com um conteúdo tão simples.
Obrigado e prosperidade!

David
Visitante
David

Muito “TOP” este artigo. Direto, claro,conteú “impar”. abraços, David.

Amadeu Ourique
Visitante
Amadeu Ourique

Leandro, mais um ótimo texto!
Acompanho quase diariamente as taxas do Tesouro e também não lembro de prefixados pagando quase o dobro da taxa CDI corrente. Quem entende um pouco mais tem a chance de “especular” na renda fixa aproveitando as marcações.
Eu particularmente prefiro atrelar as datas de vencimento dos títulos aos meus objetivos. Acho que o Tesouro poderia oferecer mais títulos com mais prazos. Infelizmente não tenho poder nenhum sobre a gestão da dívida pública. Mas quem sabe um dia…

Ricardo
Visitante
Ricardo

Leandro, pode me tirar uma dúvida?
Tenho NTNBs-24 e comprei em taxas acima de 6%.
Com a crescente dos juros futuros, acha prudente vender tudo para me posicionar em pós-fixados e pré (no caso acima de 14%)?
Utilizei a calculadora do próprio tesouro direto e, após simular carregar até o final e confrontar com o rendimento de um pré e pós fixado no mesmo período, notei uma diferença na rentabilidade enorme.
Fiquei na dúvida porque sempre tive o pensamento de levar até o vencimento, porém, acho que, com as turbulências, eu poderia ver o rendimento muito prejudicado em face de outros produtos.

marcellus vinicius
Visitante
marcellus vinicius

Oi Leandro! Que alegria quando chegam seus artigos! Estou coincidentemente desde o dia 07 de olho no computador esperando a liberação para as compras no Tesouro. Cheguei a pegar um momento de abertura para compras mas quando fui conclui-la encerraram novamente.Temos que saber aproveitar essas oportunidades para proteger nosso futuro mas sempre torcendo para um cenário mais estável para nosso país.Obrigado por sua contribuição para que possamos aprender um pouco mais sobre essas mudanças na nossa economia!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Parabéns Leandro, mais um artigo agregador. Em seu site iniciei meu norte, seus livros formaram minha base e hoje estou batendo asas além. Obrigado por existir, e mais uma vez parabéns pela grande contribuição de valor com a sociedade.

ronaldo
Visitante
ronaldo

Leandro,

Bom texto sobre a volatilidade do Tesouro. Porém, é importante frisa que os os títulos pre-fixados e mesmo os IPCA+ (que tem um % fixo) sofrerão DESVALORIZAÇÃO quando a SELIC começar a subir novamente.

A previsão da Selic para os próximos anos, segundo economistas, é subir, tendo em vista os Juros americanos subindo e a economia brasileira inconstante e instável….

Como estamos como a Selic no menor patamar histórico dos últimos meses a tendencia é apenas subir…

Enfim…cada um faz sua avaliação… Mas é bom tomar cuidado com titulos PRE-Fixados neste momento.

Davi
Visitante
Davi

Excelente artigo, Leandro!
Sempre recomendo o clube dos poupadores para meus contatos.
Tenho uma dúvida. Há alguma diferença entre comprar tesouro direto pelo site do tesouro e comprar através da minha corretora? Sempre comprei pela minha corretora.

Glauco
Visitante
Glauco

Prezado, boa tarde. Tenho 30k investidos no COE ##### alavancado para 5 anos. A performance desse produto está negativa praticamente desde o principio de seu lançamento. Sei que não é o tipo de investimento que se deva analisar no curto prazo, mas qual sua opinião sobre isso? Estou pensando em vender em alguma janela que a #### disponibiliza para isso e passar para algo menos volátil.
Desde já, agradeço.
Cordialmente,
Glauco

João Augusto
Visitante
João Augusto

Leandro, boa tarde!
Tenho muita dificuldade de entender essas questões relacionadas a volatilidade.Só sei que meu Plano de previdência privada (RF) resultou negativo no mês de maio.O pior que, até onde sei, sair da previdência para buscar outros fundos é péssimo por conta do imposto de renda (15% na retirada, além do i.r. na decl. de ajuste anual). . A portabilidade, também parece ser mais do mesmo. Qual a luz no fim do túnel, se é que existe!

Pedro Fagone
Visitante
Pedro Fagone

Muito bom!

Ricardo
Visitante
Ricardo

O que me impressiona é a pobreza da nossa mídia aberta. Não digo nem das redes de TV, que tem que publicar notas pouco aprofundadas, mas dos jornais e revistas “especializadas” (?) que não fazem uma matéria tão explicativa e bem escrita como a sua, Leandro. Deixei de assinar várias, porque o que oferecem é informação de pobre qualidade. Nunca vi uma Exame, por exemplo, mostrar tanto o funcionamento dos DI futuros e a relação com o Tesouro Direto como vc mostrou acima. Só trazem fofocas sobre o mercado financeiro e a política.

Antonio Perez
Visitante
Antonio Perez

A dúvida atual da maioria das pessoas que investem estão na falta de transparência dos mercados e fica difícil tomar decisões atualmente estou na defensiva …ganhando pouco mas com segurança..operando com corretas mas … só em renda fixa.!l

Raphael
Visitante
Raphael

Simplesmente sensacional. Agora as coisas ficaram mais claras ainda para mim. Recentemente pude presenciar e aproveitar essas oscilações de taxa dos títulos.

Obrigado, Leandro.

MARCOS ARCANJO AGOSTINHO
Visitante
MARCOS ARCANJO AGOSTINHO

bela análise e ótimas informações

Andre
Visitante
Andre

Leandro poderia me tirar uma dúvida por favor. Em cenários de alta e também de baixa da selic quais títulos tendem a ser mais rentáveis; aqueles indexados ao ipca mais taxa prefixada ou aqueles pós fixados (sobre um percentual do cdi). Sei que não é possível prever taxas futuras mas, com base na sua experiência , se os títulos forem praticamente equivalentes hoje, qual tenderá a ser melhor numa alta da selic e também na baixa. Obrigado

Renato Cipriani
Visitante
Renato Cipriani

Maravilhoso. Artigo bem escrito, inteligente, planejado. Sinto a dedicação que você teve (incluindo os anos que formaram todo esse conhecimento) na exatidão do que é passado.
Parabéns. Felicidade e prosperidade.

Willians
Visitante
Willians

Obrigado Leandro , como sempre nos enchendo de informações preciosas .
Recomendo os livros , agregou muita conhecimento e informação.

Geraldo
Visitante
Geraldo

Claro, didático e preciso como sempre. Parabéns, Leandro.

Vinicius Carvalho
Visitante
Vinicius Carvalho

Excelente texto, Leandro! Obrigado!

Darlan
Visitante
Darlan

Oi Leandro, Trabalhei durante 30 anos em ambiente insalubre e este ano aposentei com 49 anos. Em janeiro sai da empresa e recebi meu acerto. Hoje tenho alguns imóveis que ajuda complementar a renda. Meu objetivo era construir mais imóveis com o dinheiro do acerto. Na simulação do tesouro, se a taxa do LTN2025 chegar a 12,82% o valor investido dobra (taxa liquida 0,92% por mês). O aluguel hoje rende 0,60%, considerando a LTN nesse valor, a diferença é bastante atraente (0,32% ao mês) e também não teria 100% do meu patrimônio em imoveis.Você poderia me ajudar comentando sobre essas opções.

João Paulo Borges
Visitante
João Paulo Borges

Muito obrigado pelo ensinamentos Leandro, estou aqui desde 2016.

Depois de ter toda a base a partir do seus ensinamentos e depois lido bastante sobre renda variável, percebo que este é o momento de entrar na bolsa, comprando ações de empresas sólidas e com boa governança com grandes descontos.

Agora sim as bananas estão baratas!

Abraço.

Oswaldo
Visitante
Oswaldo

Bom dia Leandro,

Parabéns pelo artigo! Tenho aplicações no Tesouro Direto (prefixado e IPCA), distribuídos em vencimentos distintos. Tinha como estratégia vendê-los antes do vencimento, quando precisasse para projetos pessoais, que adiei para 2019. Mas possivelmente essas incertezas políticas e econômicas serão a dinâmica de 2018, até que ocorram as eleições para presidente. Em menor escala, aplico em fundos multimercado e COE, além das demais operações de renda fixa (CDB, LCA, fundos), para diversificar o risco. Mas confesso que estou ficando apreensivo com essa volatilidade atual.

EDUARDO H BARROS
Visitante
EDUARDO H BARROS

Excelente postagem, o canal de informação mais explicativo e coerente sobre a queda brusca dos títulos do tesouro.

Nelson villagram
Visitante
Nelson villagram

Muito bom e bastante oportuno para está época em que estamos.

Samurl
Visitante
Samurl

Leandro
Muito legal seus artigos!
Dúvida: título IPCA 2050 por exemplo paga um prêmio + inflação
Se a inflação começa a subir o prêmio atual do título diminui tbm? Ou ele nunca altera?

Thiago
Visitante
Thiago

Alguns amigos de um fórum estão combinando de propor ao tesouro que não suspenda os títulos atrelados à SELIC durante os dias de volatilidade…. Os IPCA, até entendemos… Mas os Selic não precisam ter a sua liquidez afetada.

Sugiro que cada um faça as suas observações em:

http://www.tesouro.gov.br/tesouro-direto-fale-conosco

Parabéns pelo posto, Leandro!

Diogo
Visitante
Diogo

Leandro, parabéns pelo artigo!
Enquanto seguir seu blog de forma independente e sem patrocínio de corretoras/bancos, serei um fiel leitor. Para isso o sigo há 03 anos e “contribuo” com a compra dos livros. Dessa forma, você continua com o blog de qualidade e eu também ganho com o conhecimento adquirido com os livros e a rentabilidade de todos os meus investimentos nesses últimos anos de aprendizado. Não sigo “youtubers”, prefiro pessoas sérias que não precisam de patrocínio para produzir conteúdo. Você é um exemplo de conseguir outras formas de renda.
Com educação ,todos ganham. Parabéns!

Compartilhe com um amigo