A economia continua piorando. O que fazer?

A situação da economia continua piorando e você já deveria ter começado a fazer alguma coisa para reduzir o impacto de um agravamento da crise na sua vida. É sobre isto que vou conversar com você neste artigo.

Tudo que o mercado temia já foi confirmado. A má notícia foi dada pelo IBGE que é um órgão de pesquisa do próprio Governo Federal e que por isto não pode ser acusado de pessimista.

Segundo o IBGE, a economia brasileira se encontra oficialmente em recessão técnica. Isto ocorre quando o PIB cai por dois trimestres seguidos, sendo que o PIB é a soma de tudo que o país produziu. Isso não é bom. No primeiro trimestre o PIB foi de apenas 0,2% e no segundo trimestre foi de -0,6% (contração da economia).  Esse é o pior resultado desde a crise mundial de 2008/2009 quando o PIB do primeiro trimestre de 2009 registrou 1,3%. O problema é que agora não temos crise mundial, muito pelo contrário, os países lá fora estão crescendo e se recuperando. A crise ocorre dentro do Brasil.

O impacto disto na sua vida se traduz em risco de desemprego, aumento da inadimplência e desvalorização do seu dinheiro (inflação). Com as empresas produzindo e vendendo cada vez menos, as demissões serão inevitáveis.

Veja o gráfico. A linha preta mostra a previsão do PIB para 2014 e a vermelha a previsão do PIB para 2015. Veja que estas previsões estão caindo (boletim Focus) e o IBGE continua confirmando, que de fato, o PIB está despencando. Não podemos ficar sentados, esperando o pior, como se nada estivesse acontecendo (é isso que o governo espera).

Eu já estou avisando sobre esta crise desde dezembro de 2013 quando escrevi este artigo aqui e desde o ano passado as coisas só estão piorando a cada mês.

No primeiro semestre de 2014 as vendas das empresas (varejo) cresceram apenas 4,2%. Faz 8 anos que o número não é tão ruim. Você que trabalha no varejo já deve ter sentido a queda. O Serasa divulgou recentemente que 57 milhões de brasileiros estão com contas em atraso. O número é muito elevado pois representa mais de 40% da população adulta. Não existe nada pior do que enfrentar uma crise carregando dívidas nas costas.

A indústria já começou a demitir. A queda no emprego da indústria acumula -2,3% em 2014 sobre o mesmo período de 2013. Em 12 meses, o recuo foi de -1,9%. Quem trabalha na indústria sempre sofre as consequências primeiro. Quem trabalha no comércio e nas empresas de serviço acaba sentindo o impacto depois.

Para piorar a situação, as eleições geram um enorme fator de incerteza. Quando todos já tinham uma visão do que poderia acontecer nas eleições, cai o avião de um dos candidatos e muda o resultado das pesquisas. Nesta semana surgiram denúncias graves de corrupção envolvendo a Petrobras que podem afetar o resultado das eleições novamente. Não podemos prever o que pode acontecer até o final do ano.

O futuro da economia é uma grande incerteza já que não sabemos quem será a próxima equipe econômica e que medidas ela deve tomar em 2015 para reverter a situação. Infelizmente a atual equipe não parece saber o que está fazendo. Recentemente eles anunciaram medidas que ajudam a endividar ainda mais a população, facilitando o financiamento de imóveis e veículos. O objetivo é reaquecer a economia convidando os brasileiros a assumirem ainda mais dívidas.  O problema é que a renda da população está muito comprometida com o pagamento de prestações. Veja um relato publicado neste fim de semana na revista Veja.

O que fazer?

A primeira coisa que você deve fazer é não assumir novas dívidas. Pague as dívidas que você já assumiu, mas não comprometa sua reserva de emergência. Evite assumir financiamentos de longo prazo na compra de bens caros como carros e imóveis. Reduza o consumo de supérfluos. O governo está anunciando várias medidas para que as pessoas se endividem ainda mais. Verifique se você já está comprometendo mais de 20% da sua renda com pagamento de prestações. Entre 20% e 30% da renda pagando prestações você deve ficar atento. Se estiver gastando mais de 40% o seu risco de inadimplência no futuro é elevado.

A segunda coisa que você deve fazer é tomar cuidado para não perder o emprego, principalmente se tiver dívidas e não possuir uma reserva de emergência. Cuidar do seu emprego significa mostrar serviço. Quando uma empresa resolve demitir funcionários para cortar custos, ela verifica quais são seus empregados menos produtivos, ou seja: aqueles que faltam mais, que vendem menos, chegam atrasado, apresentam menos resultados, demoram muito para realizar a tarefa, cometem mais erros, demonstram desinteresse pela empresa, etc. Preserve seu emprego fazendo a empresa te considerar um profissional importante e que deve ser preservado mesmo em tempos de crise.

A terceira coisa é manter sua empregabilidade. Não se torne um profissional desatualizado. Continue estudando e se qualificando já pensando no risco da empresa te demitir ou falir. Se você tem um currículo atualizado, que mostra o seu interesse em investir na sua carreira, será um bom sinal para seu futuro empregador. O mesmo acontece no caso de empresas que são compradas por outra empresas (o que pode aumentar muito nos próximos anos). Os melhores funcionários ficam e os piores são convidados a sair. Se você não tem uma reserva em dinheiro de emergência, comece a poupar para fazer esta reserva.

A quarta coisa é aproveitar o momento de riscos e incertezas para mudar os seus hábitos financeiros e suas crenças com relação ao dinheiro, trabalho, poupança e investimentos. Agora, mais do que nunca, você precisa investir na sua educação financeira. Se você é casado(a) e possui filhos a questão deve se estender para toda família. A situação é série e muita gente não esta percebendo. Talvez você precise conversar com o seu cônjuge e seus filhos para que eles tomem consciência sobre o que está por vir. Mesmo que a situação da economia não se agrave até 2015, é melhor estar prevenido. O ruim será você ser pego de surpresa. O problema é que muita gente não tem forças para mudar hábitos e precisa da ajuda de alguém que possa conduzi-lo nesta mudança. Vou já falar como você pode fazer isto.

Preocupado com os leitores do Clube dos Poupadores

Ando preocupado com as mensagens e comentários que recebo de leitores do Clube dos Poupadores sobre os problemas que enfrentam. As pessoas estão muito endividadas e os efeitos da inflação já está reduzindo a capacidade de compra dos salários. Na semana passada já publiquei um artigo demonstrando preocupação sobre esta situação.

Se você tem menos de 30 anos não sabe como é difícil viver em um país com inflação elevada. Até os meus 18 anos, vivi em um país que tinha inflação de 40% ao mês. Eu não disse 40% ao ano, eu disse 40% ao mês. Somente depois de adulto fui descobrir como era maravilhoso viver sem inflação. Não preciso dizer que na minha infância e adolescência presenciei inúmeras crises e problemas financeiros na minha família.

É claro que presenciar estes problemas econômicos me fez desenvolver bons hábitos financeiros. No meu tempo de juventude era quase impossível comprar um veículo financiado, um imóvel ou qualquer bem de maior valor. A inflação era tão elevada e os juros eram tão absurdos que pouquíssimas pessoas podiam comprar qualquer coisa financiada. No meu tempo só era possível gastar o que se tinha. Ninguém podia deixar dinheiro parado na conta corrente ou em casa pois ele perdia valor rapidamente. Para comprar qualquer coisa mais cara era necessário poupar e investir o dinheiro (recebendo juros). Ainda me lembro de quando muitos produtos eram anunciados em dólares como carros e imóveis. As pessoas tiveram que se adaptar em uma vida onde o crédito não era fácil como hoje. Lembro muito bem que ter um cartão de crédito internacional era privilegio dos mais ricos. Quem tinha um cartão de crédito ostentava como um símbolo de status social.

O que me preocupa é justamente a situação das pessoas que cresceram em um ambiente com baixa inflação. Se você tem entre 18 e 35 anos, não sabe ou não se lembra bem de como era viver com inflação elevada. Em um mundo de crédito fácil, cartões de crédito para todos, empréstimos sendo oferecidos em feirões da Casa Própria, veículos financiados com parcelas a perder de vista, criamos uma geração de pessoas desacostumadas com a vida sem crédito, empréstimos e financiamentos. São pessoas que não tem medo de se endividar (deveriam). São pessoas que acreditam que seus empregos são estáveis (não são). São pessoas que acreditam em uma economia estável no futuro (quando nunca foi assim no passado). São pessoas que fazem dívidas de 30 anos sem pensar que 30 anos atrás o Brasil viva no regime militar e tivemos que passar por Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula para chegar aqui, enfrentando muitas crises econômicas. No futuro as crises vão continuar acontecendo e com maior frequência já que o mundo está mais conectado. As pessoas já estão repletas de maus hábitos (foram educadas pela propaganda de empresas, bancos e governos). Não sabem mais esperar, querem comprar imediatamente, não se importam com o pagamento de juros, não possuem o hábito de poupar, esperar e comprar à vista.

Infelizmente recebo muitas mensagens de pessoas jovens (com menos de 30 anos) que estão repletas de maus hábitos financeiros e o pior é que são incapazes de enxergar isto. Você mesmo pode estar pensando que não estou falando com você. É fácil entender o motivo, todos os amigos e familiares que fazem parte da sua vida se comportam como você. Eles possuem os mesmos hábitos de consumo, poupança e investimento. Isto te faz acreditar que está fazendo a coisa certa, quando na verdade não está. Não existe espaço e nem tempo para mostrar para as pessoas (uma a uma) que precisam mudar e isto me deixa frustrado.

Já recebi muitos depoimentos de pessoas que conseguiram melhorar seus hábitos financeiros lendo os artigos que já publiquei aqui e isto me deixa muito feliz, mas mudar hábitos exige um esforço contínuo.  Muitos estão tentando aprender sobre investimentos sem antes mudar os hábitos financeiros. Muitos estão tentando mudar os hábitos, mas falta alguém experiente como tempo e disponibilidade para acompanhar e apoiar no processo de mudança.

Diante desta situação eu já vinha conversando com um grande professor e educador financeiro, inclusive já divulguei diversas vezes as palestras ao vivo que ele promove na internet. Estou falando do Prof. Elisson de Andrade, mestre e doutor em economia pela USP e que já ajudou milhares de pessoas no projeto de educação financeira focada na mudança de hábitos.

Depois que começamos a conversar ele introduziu diversas mudanças no curso Mudança de Hábitos Financeiros. Tive a oportunidade de compartilhar com ele os problemas enfrentados pelos leitores do Clube dos Poupadores. Este tipo de curso é muito importante pois de nada adianta você aprender a investir em títulos públicos, LCI, LCA, ou qualquer opção de investimentos e você não mudar seus hábitos financeiros primeiro. Sem esta mudança você continuará gastando muito e poupando pouco, e mesmo que invista em algo, não conseguirá ficar com o dinheiro investido por muito tempo. O mau hábito sempre te lembrará de que existe alguma “coisa importante” para comprar com o dinheiro que você guardou. Investir sem antes mudar hábitos só gera frustrações e em alguns casos até prejuízos.

O curso Mudança de Hábitos Financeiros tem início nesta semana mais não terá fim, ou seja, quem adquirir o curso terá acesso por tempo indeterminado via internet. Ele é composto por vídeo-aulas, conteúdo texto e área de debate entre alunos e professor.

Todos da mesma casa (esposa, marido, filhos, irmãos) poderão acessar o conteúdo do curso sem custos adicionais, através do mesmo computador. Isto vai promover uma mudança de hábitos em toda sua família.

Atendendo aos meus pedidos, o curso também ficou mais acessível, agora o curso pode ser adquirido em parcelas pequenas e fixas. Outra vantagem é que o número de alunos será pequeno e com isto o Prof. Elisson vai poder tirar dúvidas e dar conselhos individualmente para os alunos do curso.

Ele pretende oferecer 40 vagas nesta nova turma e gostaria muito que fossem 40 leitores do Clube dos Poupadores, principalmente as pessoas que já conversaram comigo aqui na área de comentários ou por e-mail. Sempre sugeri que as pessoas dedicassem tempo para se educarem financeiramente e esta educação se resume em duas grandes etapas: 1) Mudança de Hábitos 2) Educação para Investimento. Como já falei: de nada adianta aprender a investir se antes você não mudar seus hábitos financeiros. É fundamental aprender como tirar maus hábitos e colocar bons hábitos na sua vida. Existem técnicas para isto acontecer de forma rápida e sem tropeços contando com apoio de um profissional. Veja o vídeo de apresentação do curso.

 


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Sobre o Autor:

Leandro Ávila é educador financeiro formado em administração de empresas e especializado em investimentos. Por acreditar que a educação financeira pode transformar vidas, criou o Clube dos Poupadores para compartilhar seus artigos e livros sobre Independência FinanceiraInvestimentos em AçõesInvestimentos em Títulos PúblicosInvestimentos em CDB, LCI e LCA, e em Imóveis.
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Rudimar
Visitante
Rudimar

Grande Leandro, a crise é fato. Só tem uma coisa, citou os artigos “Fim do Mundo” não seria “Fim do Brasil”? ;). Excelente artigo, muito obrigado.

Cezar
Visitante
Cezar

Ótimo artigo.

Amanda
Visitante
Amanda

Prezado Leandro
Primeiro, parabéns! Na minha opinião você está prestando um excelente serviço de informação. Sou sua leitora assídua.
Por favor, gostaria da sua opinião sobre o seguinte:
tenho recursos financeiros para adquirir um apartamento que custa 1.050.000,00, porque negociei um desconto de 10% para pagar em 4 parcelas anuais, que sofrerão o reajuste do INCC.
O apto começou a ser construído em fevereiro/2014 e será entregue em fevereiro/2017.
Portanto, farei pagamentos em set/14, set/15, set/16 e fev/17.
Te pergunto, frente à análise do artigo que foi publicado sobre a crise no Brasil, vc acha que é um bom investimento do dinheiro que atualmente está aplicado em fundos no banco?
Muito obrigada por responder.
Amanda

Richard
Visitante
Richard

Esse artigo me encorajou a fazer uma coisa que venho pensando há muito tempo: sentar com minha família e conversar sobre o assunto. Somente com todos conscientes da situação poderemos não só investir, mas saber gastar e saber poupar. A hora é agora e o momento é já !
Muito bom artigo !
Abraço.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Leandro , tenho 39 anos tive que lutar muito por minhas oportunidades,trabalhei em safra de laranja no interior, fui produtor rural “plantas ornamentais”, hoje sou formado em Gestão de T.I no último semestre com muito orgulho . O meu trabalho é ainda de nível técnico e meus rendimentos mediando. Somente hoje me preocupo com outras formas de investimentos pois até o momento como maioria da população trabalha para pagar as contas e também quero deixar um bom legado para minha família.
Sei muito bem o que a crise no passado significou realmente, e não gostaria passar novamente por esta experiência.
Nesta atualidade temos um grande agravante no estado de São Paulo sofrendo com a falta de água, pois a economia agrícola depende diretamente deste recurso ou hoje dizendo dádiva.
Mas sem me prolongar, vou ser mais direto, você pode dizer qual será o investimento nesta crise que já está batendo forte em nossas portas, e se há tempo para uma reação para a parte da população que investi.

Agradeço,

André
Visitante
André

Vale apena lembrar que vai ter q acontecer muita coisa para que a inflação chegue nos índices do Collor, como vimos na figura publicada aí no artigo. Mas os primeiros sinais disso estão aí, é a queda no PIB.
Sejam conservadores por enquanto.

Sinval Oliveira
Visitante
Sinval Oliveira

Como o autor menciona, no resto do mundo capitalista, incluindo a China socialista e até o Vietnam está havendo uma recuperação da economia, exceto no caso do Brasil, logo, percebemos que o céu de chumbo que paira sobre a nossa Pátria está diretamente relacionado ao modelo econômico atualmente colocado em prática, que não deixa de ser um modelo suicida. Mas, que a depender de quem será eleito em 05 de outubro próximo este céu ameaçador poderá ser dissipado de cima das nossas cabeças.
Quase todos os candidatos a Presidência do Brasil estão alinhados como o modelo socialista e as leis trabalhistas brasileiras não são iguais a da China, ou do Vietnam. Portanto, eleger um(a) candidato que queira se tornar herói nacional distribuindo dinheiro público, até para perpetuar a sua agremiação no poder será antecipar o Fim do Brasil.
A crise agora é brasileira e evidencia a incompetência da “Mestra” em economia pela UNICAMP. A eleição que se avinha poderá definitivamente confirmar que o eleitor brasileiro, com as suas devidas ressalvas, é irresponsável e inconsequente.
Milagre, oração e fé não resolve o problema brasileiro, ou de qualquer outro país do Planeta.
A copa do mundo de futebol, passada, comprovou que precisamos importar o modelo de gestão alemão. Mas, a grande massa de brasileiros ainda prefere arrastar a $&#@& nos bancos dos templos em busca de um Milagre.Toda crise pode ter um, ou vários lados positivo(s). Penso que particularmente não serei atingido pelo Fim do Brasil.

Jordão
Visitante
Jordão

Prezado Leandro, não faz muito tempo que eu leio o Clube dos Poupadores, mas gostaria de te dar os parabéns. Os artigos são de grande valia. Esse portal está muito interessante e os posts são muito bem escritos. Muito obrigado.

João
Visitante
João

Tenho uma renda razoável para um recém formado em engenharia civil, e NENHUM gasto, apenas com lazer, já que a empresa me dispõe de alojamento e refeição. Já invisto em CDB, e este mês vou começar a investir em Títulos Públicos. Graças a este blog, estou conseguindo aprender melhor sobre o assunto e conseguindo tomar decisões sem “chute”, com respaldo.
Estou pensando em diversificar comprando títulos Indexados pela taxa SELIC e pela Inflação, desta forma vou conseguir cobrir diversos cenários diferentes da situação que poderá vir!
Uma dúvida: no meio dessa crise que está por vir, existe a chance do governo “dar calote” nos títulos publicos, algo similar ao que Collor fez?

Muito obrigado e continue com o ótimo trabalho neste blog.

Lucia
Visitante
Lucia

Olá Leandro. Estou aprendendo mt com seus artigos. Obrigada.
Tenho algumas economias investidas em LCI da Caixa (90% da Selic) e CDB (102% do CDI). Nesse momento de crise são as melhores opções sem riscos? Ou vc sugere algum outro tipo de aplicação melhor ?
Um abraço

Lucia
Visitante
Lucia

Vc me tranquilizou, obrigada. Como conheci seus artigos ha bem pouco tempo (uma pena) em nova oportunidade vc poderia colocar um Post sobre as aplicações com Fundo Garantidor de Credito ?, Como funciona o FGC? Se já tiver um artigo, pode me dizer onde o encontro?
Um casal com conta conjunta, no caso de aplicar em LCI do mesmo banco o FGC garante uma quantia por cada CPF ? Então o marido aplica em LCI um tanto com o CPF dele e a esposa outro tanto com o CPF dela ? Daí o FGC garante a aplicação dos dois?
Tb sou da epoca do Collor e senti na pele todo aquele horror economico.. No caso de um confisco pelo governo atual ou o proximo, como ocorreu com o Collor (Deus queira que não) esse FGC garante a quantia aplicada?
Muito obrigada pela ajuda que me deu e dá sempre aos seus leitores.

Alex
Visitante
Alex

Olá Leandro,

A partir de seus artigos consegui perceber meus maus hábitos financeiros, e iniciar a correção. Um pouco assustado nesse momento de crise pois ainda comprometo mais de 30% da minha renda, com pouca reserva (que iniciei pelos teus artigos), mas vou reduzindo.

Abraços

Alex
Visitante
Alex

Olá Leandro,

A partir de seus artigos consegui perceber meus maus hábitos financeiros, e iniciar a correção. Um pouco assustado nesse momento de crise pois ainda comprometo mais de 30% da minha renda, com pouca reserva (que iniciei pelos teus artigos… mas vou reduzindo.
Como minha renda é baixa optei pelo único mais seguro, a poupança.
Você acredita que pode ocorrer o congelamento da mesma?

Abraços…

Renato Gomes
Visitante
Renato Gomes

Ótimo trabalho Leandro Ávila, parabéns!!

pedro
Visitante
pedro

Estou tentando economizar, mas não conto com o apoio da minha esposa, ela só quer uma coisa, que eu faça um financiamento imobiliário de valor de 290 mil…toda vez que encontramos uma casa ..é sempre a ultima chance, a casa dos sonhos, nunca teremos outra oportunidade…ela também trabalha mas gasta todo o dinheiro, de vez em quando tenho q quitar uma divida dela, ela nao enxerga que mesmo trabalhando só o que conseguiu conquistar foram dividas, as vezes acho q a solução é ela deixar de trabalhar..ela se recusa a ler qualquer assunto relativo a economizar e investir, quanto a crise ..ela diz q se trata de mais um ciclo do capitalismo..não deixa de estar certa mas uma crise é uma crise..estou sozinho nessa empreitada, eu também quero uma casa bonita, mas não desse jeito…comprometendo boa parte do meu salario, de uma maneira q tornaria quase impossível de juntar algum dinheiro, estaria preso literalmente a uma divida de 35 anos.. Estou com 30 e minha pperspectiva de aposentadoria é de 43 anos.

Gilmar
Visitante
Gilmar

Olá Leandro, muito esclarecedor seu artigo. Como sempre trazendo informações extremamente úteis. Leando, você vê a possibilidade de um confisco como ocorreu no plano Color?
Abraços./

Alexandre
Visitante
Alexandre

Olá Leandro. Descobri o site graças a um artigo no jornal aqui do Rio de Janeiro que citou o site do clubedospoupadores.com e foi um presente para mim. Já havia tentado estudar os títulos públicos anteriormente, mas a sua forma de explicar é muito melhor. Ainda não sei o que fazer com minhas economias,principalmente diante da incerteza do cenário atual, mas sei que vou tirar da poupança. Escrevo para oferecer gratuitamente uma planilha de excel que ganhei, na qual se digita os ganhos e gastos mensais, que uso desde 2009. Como vc tem que preencher os dados sempre, pois do contrário acaba esquecendo, precisa ter disciplina, mas ela tem sido uma grande aliada minha. Há 5 anos que sei exatamente onde vai cada tostão meu. Acho que ela poderia contribuir para as pessoas organizarem as finanças. Ela também mostra gráficos que te indicam onde vc está gastando seu dinheiro, no total ou por setor (ex.casa, transporte, lazer, saúde, etc.). Se quiser dar uma olhada nela, me informe como posso mandá-la para vc.

renata
Visitante
renata

Alexandre, gostaria de receber sua planilha (não os dados dela……….kkkkkkkkkkkkkkkk ) para que eu tb possa usa-la .

muito obrigada por compartilhar sua experiência !!!

abraços
Renata

HERMES
Visitante
HERMES

bom dia Leandro…;
tenho 2.000.000,00 , e pretendo aplicar em títulos públicos NTN-B PRICIPAL COM VENCIMENTO EM 2035, e para que eu não corra risco tracei uma estrategia de investir 250 em 4 bancos diferentes…compraria 1.000.000 no nome da minha esposa em 4 bancos diferentes e 1.000.000 em meu nome também em 4 bancos diferentes, tendo assim a garantia do FGC…..pois estaria com 250.00 em títulos em 4 bancos diferentes…..

gostaria de saber sua opnião sobre o titulo que escolhi e a minha estrategia de garantia..!

grato a sua atenção

Jucélia
Visitante
Jucélia

Caro Leandro,
Realmente a crise tem afetado muitas pessoas e eu faço parte delas. Meu esposo tem uma empresa e acabou fazendo muitas dívidas por má administração e por misturar contas pessoais com conta da empresa e agora trabalha somente para pagar acordos junto ao banco que compromete quase toda a renda sendo que até as contas de casa como água, luz, telefone estão atrasadas. Eu comprometi tbm 40 % da minha renda e não tenho conseguido pagar quase nada e quando entra meu saldo de salário nem sei om que fazer já que são tantas dívidas, fiz acordo e não consegui cumprir nada até o momento. Como nosso único patrimônio é a casa pensei que seria uma solução vendê-la para quitar 100% das dívidas que seria aprox. 20% dom valor do imóvel. Mas estamos a alguns meses tentando a venda e o mercado não está fácil e mesmo a casa estando no preço não tivemos uma proposta boa, pois vender parcelado não dá não resolve nossos problemas. Claro que pelo fato do imóvel ser usado isso dificulta ainda mais. Minha idéia seria com o saldo da venda da casa após quitar as dívidas comprar um imóvel inferior ou então guardar o valor e pagar aluguel e tentar juntar um dinheiro já que aí teríamos uma boa entrada sem dívidas a pagar.
O que me indica neste caso?
Conto com sua ajuda. Obrigado!

Abilio
Visitante
Abilio

Leandro, muito oportuno o seu artigo. Os assuntos econômicos hoje pela manhã só reforçam a sua tese: (1) Banco Itaú acredita que PIB crescerá apenas 0,1% esse ano (http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/09/08/banco-itau-acredita-que-pib-crescera-apenas-0-1-este-ano-548878.asp); (2) o Brasil está sem Ministro da Fazenda (http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2014/09/09/estamos-em-crise-sem-ministro-da-fazenda-548946.asp) e (3) a nota de classificação de risco do Brasil foi colocada em perspectiva negativa (http://oglobo.globo.com/economia/negocios/moodys-poe-classificacao-de-risco-do-brasil-em-perspectiva-negativa-13877513). É muita notícia ruim em uma manhã! Fundamental o seu papel como educador financeiro.

Quanto ao curso do Prof. Elisson já sou aluno e recomendo. Aprendi bastante e realizei muita mudança em minha vida estudando os vídeos e o e-book em família.

Parabéns mais uma vez.

Amanda
Visitante
Amanda

Boa tarde Leandro
Por favor, gostaria da sua opinião.
Quero comprar um apto para morar. Tenho 50% do valor aplicados em fundos (500.000,00).
O apto começou a ser construido em fev/14 e ficará pronto em fev/17.
O segundo pagto eu faria na entrega das chaves em fev/17, porque tenho condições de fazer o caixa até lá.
Te pergunto: frente a este panorama econômico, eleições, etc., você acha que meu risco é maior deixando o dinheiro no banco ou pagando os 50% do apto?
Outra opção seria fazer 4 pagtos: um em 2014, um em 2015, um em 2016 e um em 2017. O desembolso aí seriam 4 x 250.000,00, corrigidos pelo INCC.
Só que fico em dúvida e temerosa de deixar o dinheiro no banco, pois além deste dinheiro já fiz a reserva para emergências.
Muito obrigada por me responder.
Amanda

Amanda
Visitante
Amanda

Leandro, no caso é o HSBC.
Procurei no site da Standard & Poors, como voce ensina, e marca uma situação estável para o banco, com BBB-moeda local a longo prazo e A-3 moeda local a curto prazo, mas não aparece a classificação no BRasil, como o exemplo do Itaú.
A construtora não tem atrasado as obras, tem entregue com 30 dias de antecedência, está há 40 anos no mercado, trata-se de um projeto de incorporação.
A minha preocupação é haver um aumento muito grande no INCC e baixo rendimento financeiro no dinheiro que ficará aplicado no banco.
Você acha muito arriscado correr este risco?
Já li o Livro Negro dos Imóveis e agora estou adquirindo os outros que você indica.
Teu site tem sido excelente.
Parabéns Leandro.
Espero que você me responda mais esta dúvida por favor.
Muito obrigada.

Marcio
Visitante
Marcio

Caramba, ainda hoje, depois de ler o Estadão recheado de notícias ruins, pensei: “O Leandro com certeza vai comentar algo a respeito, a economia está descarrilando.”

A situação só fica ainda mais triste quando vejo na TV o governo mostrando um Brasil através de lentes cor de rosa.

A realidade que vejo é bem diferente, milhares de pessoas nas agências de emprego. Outras em subempregos e, as poucas em condição estável, afundadas em dívidas.

É, 2015 promete ser um ano difícil. Vamos torcer pelo Real, e esperar que ele aguente a tormenta. Obrigado pelos grandes artigos Leandro.

Áldrin Távora
Visitante
Áldrin Távora

Caro Leandro, tenho 38 anos e sou servidor público, sou extremamente iniciante em leituras sobre economia porém sempre fui muito regulado com dinheiro.
Tenho algumas economias e sei bem como foram os tempos do Collor, em razão disso e de minhas pesquisas e temores atuais estou em dúvida do que fazer.
Não tenho investimentos, só poupança, e pretendo me assegurar de ser minimamente afetado em caso de reeleição desse time atual.
Pensei em nesse período de urgência, até por acompanhar as oscilações atuais, em investir 50% das minhas reservas em dólar para passar pela tempestade. Depois da virada do ano e de muito estudo começar a investir em algo, pois nunca fiz.
Comecei a assinar o blog essa semana e estou feliz e empolgado em aprender mais. Obrigado!!!

Janaína
Visitante
Janaína

Olá, gostaria de orientações quanto aas taxas cobrada pela corretora RICO, eles me passaram que:
Cada vez que invisto em títulos eles cobram 0,10% deste valor.
A cada ano eles cobram 0,10% de tudo o que tenho investido.
E acada 6 meses o governo cobra 0,30% do valor que eu tenho investido.
O que gera dúvida é o pagamento desses 0,10% sempre que invisto em título, isso está correto?
Se não estiver, por favor me indique alguma corretora boa para investir. obrigada

Luiz
Visitante
Luiz

Olá Leandro, conheci seu site tem pouco tempo e gostei muito da sua forma de apresentar as ideias. Tenho uma dúvida sobre este artigo aqui, mais especificamente sobre o gráfico de previsão do PIB. Se a previsão termina 2014 na casa dos 1,25%, como a previsão de janeiro/2015 é de
2,5%?

Fred
Visitante
Fred

Leandro, boa noite.
Dentro do cenário econômico atual e considerando que ele possa piorar e falando de investimento risco moderado/baixo, qual a melhor opção para o momento ? (CDB, LCI, LCA, LFT etc …).

Já tenho 120 mil em CDB/LCI (Santander) e estou com 135 mil disponível para investir.

Obrigado !

E parabéns pelo tempo e conhecimento que disponibiliza para ajudar a população, algo raro em nossos dias !

Marcos
Visitante
Marcos

Boa noite Leandro! Tenho uma situação muito confortável no momento, com 1 ano de salário anual disponível e imóveis no valor de seis milhões que acabo de negociar. Gostaria de me aposentar em 2035, e estava pensando em aplicar em NTNs. Normalmente, o mais indicado seria aguardar as eleições para ver se a selic sobe e consequentemente seu rendimento? Ou o valor atual de 6% já é excepcional? Acaba por ser um cassino?

Joao Lucas
Visitante
Joao Lucas

Temos 30 mil reais e estamos em duvida qt a dois investimentos: IPCA Max do banco Itau, em que no pior dos cenarios rende 180% do IPCA, por 3 anos
Ou um CDB de 102% do CDI, por 2 anos, no mesmo banco.
Estamos começando a entender um pouco sobre investimentos, mas não dá tempo pra estudarmos melhor e esse dinheiro ficar parado e não queremos correr riscos..
Estamos nos aprofundando mais, pra novas aplicações, qd ocorrer, e sempre lendo seus artigos podermos fazer melhores opções.
Parabens pelos artigos

edimar
Visitante
edimar

Boa noite LEANDRO ÁVILA, tenho R$2000 para aplicar mensalmente, durante 2 anos ainda não tenho muito conhecimento, pois ainda estou me aprimorando na área, o que você acha do INVESTIMENTO PROGRAMADO que é oferecido por algumas corretoras elas falam que você não necessita ter muito conhecimento? obrigado

Dsuisso
Visitante
Dsuisso

Ótimo artigo ! Eu já consegui iniciar essa mudança de hábitos porém ainda não está da forma que desejo, vou me planejar para fazer este curso mas ultimamente estou com foco em outros estudos.

Luis
Visitante
Luis

Oi Leandro,

Demorei um tanto para ler este, mas enfim, adorei para variar. Estou gradualmente conseguindo modificar os hábitos e me preparando para a maré que virá. Obrigado novamente, grande abraço.

mari
Visitante
mari

Olá Leandro, estou em dúvida quanto a investir no IPCA Max do Itau. Segundo o banco, mesmo que a inflação caia a menos de 5.5, garantem que pagarão no mínimo 200% sobre os 5.5. Será que é uma boa aposta?

mari
Visitante
mari

Obrigada, Leandro. Outra dúvida, me foi oferecido também o Capital Performance Multimercado do Itau como alternativa ao IPCA Max. Esse é um fundo mais atraente ou com menos riscos?

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