Teoria de Dow: Preço, Tendência e Fases

Este artigo é para você que nunca investiu ou está iniciando seus estudos sobre investimentos em ações através da bolsa de valores. Até os mais leigos relacionam o investimento na bolsa com pessoas na frente de monitores observando gráficos e números. Isso pode passar a impressão de que investir na bolsa é algo muito complicado e inacessível.

Vou mostrar neste artigo que não é tão complicado como parece ser.

As pessoas começaram a olhar o comportamento dos preços das ações através dos gráficos, da maneira que conhecemos hoje, graças a um jornalista chamado Charles Dow que viveu entre 1851 e 1902 nos EUA. Ele é um dos fundadores do jornal The Wall Street Journal, que é um dos mais importantes jornais sobre economia do mundo até os dias de hoje e o maior jornal em circulação nos EUA.

Em 1896 ele criou o índice Dow Jones (Dow Jones Industrial Average), que junto com os índice Standard & Poor’s 500 (S&P500) é um dos principais indicadores dos movimentos de preços das ações do mercado americano. Seria o equivalente ao nosso índice Bovespa (IBOV).

Gráfico do Índice Dow Jones desde a sua criação até os dias de hoje refletindo as variações de preço das 30 maiores e mais importantes empresas dos Estados Unidos.

Criar um índice como esse, naquele tempo, era bem simples. Dow calculava a média simples do preço das ações de 12 empresas do setor industrial que ele considerava importantes. Isso significa somar o último preço do dia de cada uma das 12 ações e depois dividir por 12. Hoje os cálculos para construir um índice como o nosso índice bovespa, são mais complexos (como pode ver aqui), mas o objetivo continua o mesmo. O objetivo do índice é ser o indicador do desempenho médio das cotações das ações mais negociadas e que mais representam o mercado.

Charles Dow não imaginava, no primeiro momento, que o seu índice pudesse ser utilizado para fazer prognósticos sobre o mercado de ações. Ele não fazia ideia que o seu índice inspiraria a criação de índices em todas as bolsas do mundo e que eles serviriam como guia para milhões de investidores. Somente com o passar do tempo Charles Dow começou a observar e estudar o histórico do seu índice.

Durante essas observações, Charles Dow escreveu diversos princípios em artigos publicados no seu jornal The Wall Street Journal. Após sua morte, William P. Hamilton, seu sucessor no jornal, resolveu organizar tudo que Charles Dow escreveu. Esse trabalho durou 27 anos e resultou naquilo que ficou conhecido como a Teoria de Dow.

Essa teoria é mãe da análise técnica moderna e seu entendimento é simples e importante para o investidor iniciante. Neste e no próximo artigo irei falar sobre esses princípios da Teoria de Dow. Você terá contato com os mandamentos básicos da análise de gráficos ou chartismo (chart = gráfico e ismo = doutrina, sistema ou teoria) de uma forma fácil de entender.

Era assim que os investidores acompanhavam os preços das ações na Bolsa de valores de Nova Iorque (NYSE) fundada em 1817.

 

A tecnologia adotada para acompanhar os preços das ações no Brasil também era o quadro negro e o giz. A bolsa só se tornou popular depois de 1999 quando o investimento pela internet se tornou possível.

Princípio 1 – O índice desconta tudo

Segundo Dow, o índice desconta tudo. O preço atual de uma ação é uma consequência das decisões que foram tomadas por inúmeros investidores até o momento e essas decisões foram baseadas em tudo que é conhecido e tudo que é possível prever.

Um índice de ações como o Ibovespa reflete o comportamento diário de centenas de milhares de investidores que compram e vendem as 66 ações mais negociadas da bolsa brasileira.

Entre esses investidores temos do mais leigo até aquele investidor que teve acesso a informações privilegiadas ou que possui uma enorme capacidade técnica de processar dados em tempo real. Nos dias de hoje, temos até robôs que são programados para tomar decisões como se fosse um humano operando na bolsa, só que em velocidades surpreendentes.

Todos os problemas que ocorreram envolvendo a empresa nos últimos anos e todos os problemas possíveis de prever já estão no preço.

Isso significa que os preços sofrem variações constantes por estarem sempre buscando um ponto de equilíbrio após o surgimento de uma nova informação ou de um novo fato capaz de influenciar os investidores a aumentarem suas compras ou vendas de ações de uma determinada empresa.

Até fatos que ainda não aconteceram, mas que sua probabilidade de acontecer possa ser calculada, influenciam no preço das ações e nos índices que medem as oscilações desses preços.

Questões subjetivas como o pessimismo, otimismo, medo ou a ganância entre os investidores também aparece nos índices.

Somente aquilo que é imponderável (que não se pode pesar; que não pode ser avaliado; inimaginável) não está refletido no preço das ações neste exato momento. Diante de catástrofes e eventos naturais ou provocados pelo próprio homem (exemplo: atentados nas torres gêmeas nos EUA em 2001) os preços das ações sofrem correções bruscas, imediatamente após a ocorrência dos fatos. Muitas vezes isso ocorre de forma exagerada ou amenizada no primeiro momento. Esses exageros podem criar oportunidades para especulações já que os ajustes ou as correções acontecem de uma forma mais gradativa diante das consequências e da repercussão dos fatos.

Vale lembrar que quando Charles Dow escreveu sobre esse princípio fazia pouco tempo que o telefone tinha sido inventado e ainda não era popular. Os computadores, as calculadoras eletrônicas e a internet não existiam. O telegrafo era o meio de comunicação mais rápido da época. As notícias demoravam muito tempo para circular. Se naquele tempo ele acreditava que os preços das ações refletiam tudo que era conhecido, imagine nos dias de hoje.

Atualmente a bolsa anda na frente da economia real. Ela cai antes de uma crise e sobe antes da economia se recuperar. Os investidores aumentam suas compras ou vendas de ações com base em acontecimentos que ainda não foram confirmados. Isso torna a expectativa de que um evento irá acontecer mais importante que o próprio evento. Essa maneira de agir da grande massa de investidores faz os preços das ações subirem ou caírem durante os boatos e sofrerem grandes correções quando os boatos se tornam fatos.

Quando acompanhamos as oscilações de preços das ações através dos gráficos estamos observando o resultado do comportamento de uma grande massa de investidores. São milhares de pessoas, ao mesmo tempo, emitindo ordens de compra ou de venda de ações pressionando seus preços para baixo ou para cima na busca de um equilíbrio inalcançável. Cada ordem emitida é uma opinião sobre o preço justo para aquela ação.

Quando o número de investidores interessados em comprar uma determinada ação é maior que o número de investidores interessados em vender por um determinado preço, esse preço tende a subir para que o interesse dos vendedores aumente. Quando o número de investidores interessados em vender uma ação é maior do que os interessados em comprar, o preço tende a cair para que o interesse dos compradores aumente.

Esse interesse ou desinteresse está sempre variando com base em informações que não param de chegar e de questões emocionais e do comportamento humano difíceis de medir e prever.

Princípio 2 – Tendências

O preço das ações estão sempre se movendo em três tendências que Dow chamou de tendência primária, secundária e terciária. O gráfico abaixo mostra as oscilações de preço de uma grande empresa brasileira desde 1999.

Qualquer leigo é capaz de enxergar uma grande tendência de alta entre 2003 e 2008 e uma grande tendência de baixa entre 2008 e os dias atuais. Ligando os topos ou os pontos onde os preços atingiram seus maiores valores e ligando os fundos, pontos onde os preços registraram seus valores mínimos podemos traçar linhas. Essas linhas formam canal. Veja na próxima figura:

Quando desenhamos uma linha tocando os pontos mais elevados do gráfico de preços e outra tocando os mais baixos formamos um caminho ou um canal. Observe na imagem acima que as duas linhas azuis formam uma espécie de canal onde os preços máximos e mínimos da ação flutuam com o passar do tempo. Nas linhas azuis temos esse canal apontado para cima formando um canal de alta que indica uma grande Tendência Primária de Alta que durou vários anos. Em 2009 é fácil observar a formação de um outro canal, agora de baixa, onde o preço máximo e mínimo das ações foram decrescendo com o passar os meses e dos anos. Podemos ver com facilidade a Tendência Primária de Baixa dessa ação. As tendências primárias costumam durar vários anos.

Uma tendência primária é composta por várias tendências secundárias. Observe o gráfico acima. Veja que dentro do canal formado pelas duas linhas azuis existem oscilações de altas e baixas que são as tendências secundárias. Na figura acima você pode ver tendências secundárias de baixa (linhas vermelhas) seguidas das tendências secundárias de alta (linhas azuis) com preços máximos e mínimos descendentes (cada vez menores) formando a tendência primária de baixa.

Como curiosidade, veja o gráfico do índice Bovespa dolarizado ( é dolarizado para reduzir o efeito da inflação das últimas décadas). Observe que a última tendência primária de alta ocorreu entre outubro de 2002 e maio de 2008 e registrou uma alta de 2.051% em 5 anos e 7 meses. Entre 2009 e 2010 tivemos uma correção e depois um grande movimento de baixa. A grande dúvida é se esse grande movimento acabou no início de 2016.

As tendências terciárias são as oscilações que podemos observar dentro das tendências secundárias. Elas duram poucos dias e raramente passam de 1 semana.

Quando Charles Dow criou essa teoria, ela foi logo comparada com as marés, suas ondas e marolas. Para saber se a tendência primária da maré é de alta ou de baixa, basta colocar um graveto no lugar onde as marolas terminam o seu movimento de avanço sobre a areia. Se com o passar do tempo as marolas estiverem indo cada vez mais longe, ultrapassando os gravetos anteriores, você está diante de uma maré com tendência de alta. No gráfico, se os topos e fundos (maiores e menores preços) das tendências secundárias forem crescentes, você pode estar diante de uma tendência de alta primária.

O investidor que tem foco no longo prazo não deve se preocupar com as marolas. O importante é a direção das tendências que de longo prazo, ou seja, saber se a maré possui uma tendência de alta ou de baixa.

Outra coisa importante para Charles Dow é entender em qual fase a tendência se encontra.

Princípio 3: Fases da tendência

Charles Dow acreditava que as tendências de alta ou de baixa normalmente (mas não obrigatoriamente) poderiam ser divididas em três fases.

Três fases de uma tendência de alta:

Fase Acumulativa – A primeira fase é de acumulação. Essa fase começa no final de uma tendência de baixa e costuma ser de difícil identificação. Nesta fase, não existe uma tendência clara para os preços da ação. Os preços ainda são descendentes ou caminham de lado. O grande público está afastado da bolsa de valores, pessimista e sem esperanças. Tudo de ruim que poderia acontecer, já aconteceu e as pessoas ainda estão assustadas. A imprensa alimenta esse pessimismo com notícias do tipo “o pior está por vir”. Investidores bem informados e experientes aproveitam a onda de pessimismo para acumular ações de boas empresas, que apresentam bons fundamentos e que estão subvalorizadas. Os investimentos são feitos de forma gradativa, moderada e sem chamar muita atenção.

Enquanto a bolsa anda de lado (quadro vermelho) grandes investidores aproveitam o clima de medo para comprar ações baratas.

Fase da Participação Pública – Quando chega essa fase os investidores mais qualificados já estão posicionados. Os investidores mais atentos, que acompanham o mercado de perto, percebem os movimentos de recuperação dos preços que já pode ser detectado nos gráficos de uma forma mais clara. As notícias já não são tão pessimistas como antes. As informações de que os negócios podem se recuperar e que existe uma luz no fim do túnel começa a se espalhar. Os investidores institucionais entram no mercado comprando ações. A fase do “pior está por vir” passou e a ideia de que “o pior já passou” começa a se espalhar. A expectativa de recuperação se torna pública e começa a repercutir na imprensa.

Fase do Excesso – Nesta fase todas as notícias financeiras são positivas. As revistas, jornais e telejornais destacam que a bolsa foi o melhor investimento do ano. As pessoas ficam sabendo que a bolsa é um bom investimento através do Jornal Nacional. No bar, aquele seu amigo comentou que tirou todo o dinheiro que tinha na poupança para comprar ações daquela Petroleira. O outro disse que estava sem dinheiro, mas que iria usar o crédito consignado para não perder essa oportunidade. Seu vizinho vendeu o carro para comprar ações daquela mineradora de ferro que exporta muito para a China. Todos pensam que “O melhor está por vir” e que “O céu é o limite”.

No final de 2015, toda a imprensa divulgava que a crise seria muito longa. Após uma alta de 40% na bolsa a imprensa ainda estava pessimista. Após  80% de alta na bolsa a imprensa avisa a população que o pior já passou.

Três fases de uma tendência de baixa:

Fase da Distribuição – Aqui temos o momento oposto da fase de acumulação. Os investidores mais informados e atentos começam a vender suas ações de forma mais intensa. Isso freia a tendência de alta e os preços começam a se movimentar de forma lateral. A festa está no fim, mas os retardatários continuam chegando na esperança de que ainda existe um “tolo maior”, ou seja, alguém que ainda aceite pagar um preço ainda maior por ações que já foram adquiridas sobrevalorizadas. Nesta fase, o sentimento ainda é de otimismo. As pessoas são alimentadas pelas ideias de que ainda existe espaço para uma forte alta e que o pensamento positivo é o que faz a diferença. Já é possível observar nos gráficos que a tendência de alta está enfraquecida.

Imagine o que seria dos investidores que possuem muito conhecimento se não existisse aquele investidor leigo que investe sem saber o que está fazendo.

Fase da Participação Pública – Aqui a informação de que estamos diante de uma desaceleração se torna pública. As notícias sobre o mercado não são positivas como antes. As pessoas começam a se irritar com seus resultados fracos e pequenas perdas. Alguns entram em uma fase de negação da realidade. O futuro começa a parecer mais incerto do que deveria. Nesta fase os investidores que seguem tendências já possuem confirmações de que devem vender suas ações antes da fase de pânico.

Fase de Pânico – Aqueles investidores que adquiriram ações na fase de excessos e distribuição são os primeiros a entrar em pânico. Eles compraram suas ações quando os preços estavam próximos do topo. Da mesma forma que a compra de ações ocorreu movida decisões irracionais (ganância), a fase do pânico também é marcada por decisões irracionais movidas pelo sentimento de medo de grandes prejuízos.

No exemplo acima as fases da tendência de alta foram mais longas e as fases da tendência de baixa foram curtas, demonstrando a força do pânico.

Conclusão:

Qualquer criança pode identificar tendências do passado. Pessoas bem preparadas podem acertar a tendência do presente. Acertar tendências futuras é um trabalho para gênios.

Leia a segunda parte do artigo visitando aqui.

Tempo e esforço:

Gastamos muito tempo e esforço para ganhar dinheiro através do nosso trabalho. Faz todo sentido fazer algum esforço para poupar uma parte desse dinheiro e conseguir um bom retorno através dos nossos investimentos. Isso é a base do sucesso financeiro. Escrevi uma série de livros com tudo que você já deveria ter aprendido sobre como investir o seu dinheiro. Clique aqui para conhecer os livros.
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Sobre o Autor:

Leandro Ávila criou o Clube dos Poupadores por acreditar que o conhecimento é uma riqueza que se multiplica quando dividida. Compartilhando o que sabemos, criamos um mundo melhor. Conheça os livros que ele escreveu sobre educação financeira, investimentos financeiros e imobiliários.
Luiz Carlos da Silva Lucena
Visitante
Luiz Carlos da Silva Lucena

Artigo fantástico, muito bom essa série nova de artigos ligados à bolsa de valores.

Iniciei meus investimentos em agosto do ano passado, por enquanto só estou colhendo alegria pois acredito que ainda estamos na fase de acumulação.

Outro ponto é que vejo uma carência grande de bons blogs para iniciantes na bolsa de valores.

Edson Ribeiro
Visitante
Edson Ribeiro

Parabéns pelo artigo, Leandro!

Você consegue simplificar assuntos que normalmente os especialistas fazem questão de dificultar.
Querem nos manter alienados, dando sempre o peixe e nunca ensinando a pescar, e com isso ficando cada vez mais ricos com a nossa ignorância.

Mais uma vez, parabéns! Você faz parte das mudanças que adotei na minha vida financeira…

Muito obrigado!

Lucas
Visitante
Lucas

Leandro,
na sua visão como já estamos perto do topo histórico do IBOV você acredita que não tenha muito espaço para ganho?

Muito bom o seu texto!

Grande abraço.

jonas
Visitante
jonas

adorei, muito [email protected]!!!

Wilson
Visitante
Wilson

Bacana. Parabéns mais uma vez pela clareza com que discorre sobre os temas.
Valeu

Leandro Santana
Visitante
Leandro Santana

Sensacional artigo, Leandro Ávila você está de parabéns, adoro a forma fácil como você expõe suas ideias, seu trabalho está sendo fundamental para minha educação financeira, um grande abraço.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Bom dia, Leandro!

Análise técnica me dá um pouco de calafrios pelo fato de tentar prever minimamente o futuro (ou tendência).

Acho que o investidor tem que se conhecer antes de tudo. Por isso sei que essa teoria não é para mim.

Por outro lado, é devido a essas pessoas que o mercado tem liquidez, ou seja, possuem o seu papel importante.

Prefiro ficar no Buy and Hold.

Abraços!

Bárbara
Visitante
Bárbara

Nossa, adorei esse artigo! Ansiosa pelos próximos. Parabéns pelo brilhante trabalho. Deus lhe conceda muita saúde e disposição para que o seu projeto se perpetue. Você muda muitas vidas todos os dias, meu amigo, esteja orgulhoso disso!

Sou sua fã!

Felipe Sommer
Visitante
Felipe Sommer

Olá Leandro,

Parabéns novamente pelo estudo.

Achei muito boa a última frase: “Acertar tendências futuras é um trabalho para gênios”. Minha preocupação ultimamente não é nem acertar, mas sim ter uma noção do que pode acontecer.
No parágrafo da Fase de Distribuição, você comenta o seguinte: “Já é possível observar nos gráficos que a tendência de alta está enfraquecida”. Tenho muita dificuldade de fazer esse tipo de interpretação, principalmente na nossa bolsa onde o fator político influencia demais a economia.

José Anderson Conceição da Silva
Visitante
José Anderson Conceição da Silva

parabéns, como sempre trazendo conteúdo de qualidade!!!

Michael Stuart
Visitante
Michael Stuart

Tenho certeza Leandro que voce vai escrever daqui a pouco sobre Dogs of the Dow.

Ja pratiquei, funciona bem – ate nao funcionar.

Estas estrategias impoem uma certa disciplina para o investidor, o que e bom.

Agora, 90% dos gestores ativos nem conseguem atingir o Benchmark deles, utilizando os mais variados modelos proprietarios deles, cobrando fortunas por sua falta de desempenho.

Se nao funcionar para os professionais, imagine o amadores.

Nao seria muito melhor investir Buy and Hold num Low-Cost Index Fund e pronto?

Flávio
Visitante
Flávio

Oi Michael,
Difícil encontrar alguém aqui no Brasil que utiliza o DoD ou DoD Small. Estou estudando essa técnica há alguns anos e estou com duas carteiras virtuais. As 10+ do IBOV e 10+ mais listada na bovespa

Esse site é excelente para quem quer aprender essa estratégia.
http://www.dogsofthedow.com/

Gonçalo
Visitante
Gonçalo

Leandro, desculpa usar este espaço para entrar em contato contigo. Estou perdido sobre como declarar, no programa do imposto de renda, vendas antecipadas de títulos públicos e resgate total por vencimento feitos em 2016. Eu nunca fiz isso antes. A primeira vez foi em 2016. Estou tendo muito transtorno para obter as informações da Rico corretora. Você teria algum artigo ou site para indicar? Estou desesperado!!! Muito obrigado por sua atenção, prezado!!

Bernardo
Visitante
Bernardo

Parabéns pelo artigo, Leandro!!

Sei que a minha “voz” é apenas uma em muitas, mas deixo aqui também o meu imenso agradecimento pelo seu trabalho genial, comprometido e de qualidade. Você ajuda muitas pessoas que, como eu, quase nada ou nada sabiam sobre finanças e educação financeira. Você é um eminente contribuidor, não só dos bolsos dos seus leitores, mas consequentemente de sua felicidade como um todo! Fica aí a sincera gratidão de mais um fã.

Aproveito a oportunidade para pedir que, quando conveniente, escreva um pouco mais sobre análise fundamentalista também. Tenho acompanhado e aprendido bastante com os artigos sobre análise técnica, mas confesso que tenho mais foco em value investing, assim como o grande Luiz Barsi (citado neste artigo), o ícone Warren Buffet e tantos outros.

Grande abraço!

Claudia
Visitante
Claudia

Fiz perguntas em outro artigo que falava sobre tesouro selic, mas não obtive resposta. Continuo com a sensação que o mundo que relata, não faço parte, afinal não escuto em bares, padarias e afins nenhuma conversa sobre ações. Reforçando minha dúvida, volto a perguntar: quanto um investidor, seja na bolsa de valores, ou em tesouro precisa ter em sua conta para ser aceito por uma corretora como investidor?

Flávio
Visitante
Flávio

Oi Leandro,
Parabéns pelo tópico. Estou há algum tempo estudando os indicadores de análise técnica, estudei diversos deles, suporte, resistência, triângulos ascendentes, triângulos descendente, volume, canais de Donchian, bandas de Bollinger, MME, MACD e muitos outros, aprendi que a escolha do indicador é de no máximo 10% para o sucesso, os outros 90% são gerenciamento do dinheiro e principalmente psicologia do trader, esse sim é o principal ponto para quem vai partir para o estudo da análise técnica..

Deixo aqui uma indicação de um excelente livro.
Reminiscências de Um Especulador Financeiro: Reminiscences of a Stock Operator

Igor Moreira
Visitante
Igor Moreira

Caro professor, confesso que já li muita coisa de excelente qualidade por aqui, mas esse artigo foi brilhante. Não tenho muito tempo de bolsa e procuro fazer minhas pequenas compras baseadas em fundamentos, uma vez que eles sempre me pareceram mais plausíveis. No entanto, mesmo preferindo a análise fundamentalista foi de grande valia entender mais teorias sobre o melhor momento de entrada. Parabéns pela filosofia que orienta seu trabalho e, a fim de enriquecer o debate, deixo a seguinte questão para o senhor e os demais leitores: não teria o mercado agido com excesso de euforia após o impeachment, provocando as grandes altas recentes?

CLEBER HOLANDA JUNIOR
Visitante
CLEBER HOLANDA JUNIOR

Olá Leandro,
Sempre agradecendo seu dom de traduzir para o Português o Economês (rs).

Por favor perdão pelo DESconhecimento mas, existindo dois tipos de Análises (análise técnica x análise fundamentalista de ações), não poderia existir – se já não existe, uma terceira?
Ou seja comprar ações de empresas BEM estruturadas em momentos de baixa?
Fato que aparece nos grandes investidores, como no exemplo citado do Barsi?

Desejando
Saúde, sucesso, sempre

Joás Jebuk
Visitante
Joás Jebuk

Leandro, se as revistas, jornais sempre informam uma notícia passada, devemos confiar nela?digo, vale a pena comprar e ler esse material para “se manter bem informado”?

Robijari
Visitante
Robijari

Existe inflação na compra e venda de ações? Ex. Se vendo com lucro, como calcular a inflação ou se vendo com prejuízo, como calcular a inflação. Existe inflação no Day trad. Sou leigo e estou aprendendo com o prof Leonardo Avila. Vc. He he he

Edgar
Visitante
Edgar

Obrigado professor!!!

Renato
Visitante
Renato

Leandro, com a série de artigos sobre ações o site ficou ainda melhor, mais refinado. Parabéns. Como vc mesmo disse que a ideia dos artigos sobre ações é para iniciantes, sugiro que escreva (após a introdução básica que está fazendo) sobre as técnicas de investimento por meio do custo médio e de ETFs, que talvez sejam as formas mais fáceis para o investidor iniciante. Grande abraço.

Jhon
Visitante
Jhon

Fantástico o artigo Leandro
parabens!!!

Ricardo
Visitante
Ricardo

Olá Leandro, bom dia. Sou fã dos seus artigos daqui e do Transcendência Financeira. O que você faz é um serviço de utilidade pública, parabéns. Não sei se você pretende abordar isso em próximos artigos sobre a bolsa, mas uma dúvida que tenho e talvez outros leitores também tenham é a seguinte: como as corretoras cobram pelas operações na bolsa – ordem de compra ou venda – existe uma técnica para o micro investidor como eu apurar um valor mínimo que passa a ser vantajoso investir?

João Silva
Visitante
João Silva

Oi Leandro… ao observar os gráficos parece que a patada do urso “bearish” derruba o touro “bullish” por um longo tempo.

Marcos Saito
Visitante
Marcos Saito

Leandro, desculpe fazer um comentário fora do tópico, mas tenho uma sugestão de artigo sobre o fim das contas digitais de alguns bancos. Foi inclusive notícia na folha estes dias. Abraços e continue com o excelente trabalho.

Daniel Borges
Visitante
Daniel Borges

Tenho acompanhado suas dicas tem sido muito bom para mim

Talita
Visitante
Talita

Leandro, parabéns pelo excelente artigo! Gostaria de perguntar quais meios utiliza para aprender todas essas informações sobre ações? Livros, cursos, etc. Quero aprofundar meu conhecimento em análise técnica e principalmente fundamentalista. Obrigada

Giancarlo
Visitante
Giancarlo

Leandro, quanto mais eu leio o que você escreve, mais admiro seu trabalho.
Você é muito bom no que faz, para nosso deleite.
Parabéns e obrigado!

Flávio Giraldi
Visitante
Flávio Giraldi

Olá Leandro. Excelente Artigo
Uma vez conversando com o Assessor de Investimentos da minha corretora ele disse que o mercado de ações é 80% de técnica, e 20% de emoção. Na compra e venda de ações muitas vezes somos levados a agir pela emoção. Esquecemos de analisar determinado fato a longo prazo e nos atemos somente ao curto prazo. Com isso a tendência de tomarmos uma decisão baseados na emoção é muito maior.
Teve uma vez que investi determinado valor em uma ação e fiquei acompanhando a oscilação de preços pra saber se realizaria lucro ou não, em uma operação de day-trade. Reconheço que fiquei muito tenso, pois minha consegui vender totalmente a ação nos últimos minutos do after broker. A adrenalina nessas horas sobe a mil.

claudemir
Visitante
claudemir

Bom dia Leandro. Mais um excelente artigo. Parabéns!

Antonio Neto
Visitante
Antonio Neto

Excelente artigo. Penso q é importante conhecer sobre todos os investimentos, aí a pessoa escolhe aqueles nos quais a se sente mais confortável. Abs

Claudia
Visitante
Claudia

Uma correção. Não fui eu quem fez o comentário do que se escuta, ou não em bares e afins, mas vc em seu texto “Teoria de Dow”. A referência foi apenas para exemplificar que, o ‘mundo dos negócios’, antes desta sua iniciativa de falar e explicar sobre o mesmo, era distante da realidade da maioria da população. Entendo a sua falta de tempo para responder e louvo sua iniciativa. Agradeço pela dica e espero a cada dia saber mais sobre o assunto com seus textos.

LUIZ ANTONIO
Visitante
LUIZ ANTONIO

muito bom esse artigo uma forma simples de explicar bá aprendi muito , muito bom mesmo só tem a agradecer.

Horácio Pires
Visitante
Horácio Pires

Tenho lido muita coisa sobre bolsa de valores, análises de gráfico e tendências, mas sempre parece que os que detém algum conhecimento não sabem ou não querem transmiti-los de uma forma simples e clara, para o entendimento do grande público. Por isso que digo; nunca li um artigo tão esclarecedor sobre o tema. Parabéns.

Samuel
Visitante
Samuel

Leandro, de qualquer maneira, é possível comprar ações de empresas com bons fundamentos em praticamente qualquer momento, mantê-las até mesmo nos períodos de recessão – neste ponto, obviamente abre-se oportunidade para adquirir mais posições a preços menores – e ainda observar tendência de crescimento em longo prazo. Quando analisa-se o índice (Bovespa), incorre-se no problema da concentração de fornecedoras de commodities/exportadoras, muita mais sujeitas aos ciclos econômicos e as crises internacionais.

Sugiro artigos falando sobre análise de empresas/fundamentalista.

Parabéns pelo trabalho!

João Cabral
Visitante
João Cabral

Caro Leandro, brilhante seu artigo, agradeço pela oportunidade desse aprendizado… Se puder sugerir, sugiro a vc dissertar sobre assuntos referentes a investimentos de RPPS, pois sou funcionário público municipal e regimes próprios de previdências são preocupação de inúmeros servidores por esse país, abraços!

Alexsandro S Santana
Visitante
Alexsandro S Santana

OI Leandro, mais um artigo de ótima qualidade, parabéns! Tem aproximadamente 40 dias que estou lendo e me informando sobre investimentos, nesse mesmo período venho acompanhando seus artigos e finalmente no dia 09/05/2017 decidi investi no Tesouro Direto IPCA+2035 com o objetivo de uma previdência complementar, já que sou servidor público, nesse primeiro investimento tive que tomar a decisão de desistir de uma previdência privada na caixa com taxa de adm de 2% e pasme, taxa de carregamento de 4%….

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